RADIOGRAFIA DA TRIBUTAÇÃO DAS EMPRESAS CORRETORAS DE SEGUROS E RESSEGUROS E OS REFLEXOS DA INCLUSÃO DA ATIVIDADE NO SIMPLES NACIONAL

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1 RADIOGRAFIA DA TRIBUTAÇÃO DAS EMPRESAS CORRETORAS DE SEGUROS E RESSEGUROS E OS REFLEXOS DA INCLUSÃO DA ATIVIDADE NO SIMPLES NACIONAL Gilberto Luiz do Amaral

2 INTRODUÇÃO A REFERÊNCIA PRINCIPAL deste trabalho é a mensuração da Carga Tributária incidente nas operações das Empresas Corretoras de Seguros e Resseguros, considerando-se os tributos (impostos, taxas e contribuições) que oneram direta e indiretamente o setor. O trabalho, também, tem por finalidade examinar os reflexos da inclusão do segmento no Simples Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, instituído pela Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de A delimitação do segmento pesquisado foi obtida através do Código Nacional de Atividades Econômicas CNAE versão 2.0: CNAE DESCRIÇÃO CORRETORES E AGENTES DE SEGUROS, DE PLANOS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR E DE SAÚDE

3 SIMPLES NACIONAL O Simples Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte - foi instituído pela Lei Complementar nº 123/06. Os tributos abrangidos pelo Simples Nacional são: IRPJ, IPI, CSLL, COFINS, PIS/PASEP, INSS Patronal, ICMS e o ISS. A LC 123/06 vedou a participação de algumas empresas do Simples, entre elas as empresas do setor de seguros privados e de capitalização ou de previdência complementar. O Simples Nacional e a Empregabilidade A Lei Complementar 123/06 autorizou que algumas atividades pudessem aderir ao Simples. Entre essas atividades encontram-se as agências de correios, escritórios de contabilidade, agência de viagem e turismo, atividades de locação de bens móveis, centro de formação de condutores, agência lotérica, construção de imóveis e obras de engenharia em geral, serviço de vigilância, limpeza e conservação, elaboração de programas de computadores, laboratórios de análises clínicas ou de patologia clínica e serviços de tomografia, diagnósticos médicos por imagem, registros gráficos e métodos óticos, bem como ressonância magnética. As atividades econômicas que puderam aderir ao Simples Nacional tiveram um crescimento no nível de empregos, como pode se verificar nos quadros seguintes:

4 ATIVIDADES DE CONTABILIDADE - CNAE NÚMERO DE EMPREGOS *No período de crescimento de empregos Crescimento porcentual no número de empregos = 61,89 % Fonte: CAGED Ministério do Trabalho e Emprego ATIVIDADES DE ENSINO EM AUTO-ESCOLAS - CNAE NÚMERO DE EMPREGOS *No período de crescimento de empregos Crescimento porcentual no número de empregos = 30,24 % Fonte: CAGED Ministério do Trabalho e Emprego ATIVIDADES DE CORREIO - CNAE NÚMERO DE EMPREGOS *No período de crescimento de empregos Crescimento porcentual no número de empregos = 16,50 % Fonte: CAGED Ministério do Trabalho e Emprego ATIVIDADES DE SERVIÇOS DE COMPLEMENTAÇÃO DIAGNÓSTICA E TERAPÊUTICA - CNAE NÚMERO DE EMPREGOS *No período de crescimento de empregos Crescimento porcentual no número de empregos = 31,33 % Fonte: CAGED Ministério do Trabalho e Emprego Verifica-se que somente as atividades acima relacionadas tiveram um crescimento de empregos na comparação 2009/2012, representando um aumento de 35,67% na sua empregabilidade.

5 CRESCIMENTO DA ARRECADAÇÃO DO SIMPLES NACIONAL 2007/2012 UNIÃO 482,79% ESTADOS 318,85% MUNICÍPIOS 592,60% TOTAL 454,89% ARRECADAÇÃO TOTAL DA RECEITA FEDERAL TOTAL , , , , , , ,00 Fonte: Receita Federal do Brasil Preços correntes - Unidade: R$ milhões CRESCMENTO DA ARRECADAÇÃO TOTAL DA RECEITA FEDERAL 2007/ ,74% PARTICIPAÇÃO DA ARRECADAÇÃO DO SIMPLES NACIONAL NO TOTAL ARRECADADO PELA UNIÃO SIMPLES NACIONAL - UNIÃO 6.049, , , , , ,65 RECEITA FEDERAL - UNIÃO , , , , , ,00 PARTICIPAÇÃO DO SIMPLES % 1,00 2,57 2,85 3,31 3,29 3,43 Fonte: Receita Federal do Brasil Preços correntes - Unidade: R$ milhões

6 QUANTIDADE DE FUNCIONÁRIOS SETOR CORRETORES E AGENTES DE SEGUROS, DE PLANOS DE PREVID. COMPLEM. E DE SAÚDE - CNAE Fonte: CAGED Ministério do Trabalho e Emprego bbbbb QUANTIDADE DE FUNCIONÁRIOS POR FAIXA DE REMUNERAÇÃO CLASSE CORRETORES E AGENTES DE SEGUROS, DE PLANOS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR E DE SAÚDE Faixas de Remuneração % por faixa de rendimento % por faixa acumulada de rendimento Até 0,50 - Até 0,5 salário mínimo ,12% 0,12% 0,51 1,00 - De 0,51 a 1,00 salário mínimo ,85% 2,97% 1,01 1,50 - De 1,01 a 1,50 salários mínimos ,26% 43,23% 1,51 2,00 - De 1,51 a 2,00 salários mínimos ,36% 61,59% 2,01 3,00 - De 2,01 a 3,00 salários mínimos ,40% 77,99% 3,01 4,00 - De 3,01 a 4,00 salários mínimos ,40% 85,39% 4,01 5,00 - De 4,01 a 5,00 salários mínimos ,73% 89,12% 5,01 7,00 - De 5,01 a 7,00 salários mínimos ,80% 92,92% 7,01 10,00 - De 7,01 a 10,00 salários mínimos ,48% 95,41% 10,01 15,00 - De 10,01 a 15,00 sal. mínimos ,50% 96,90% 15,01 20,00 - De 15,01 a 20,00 sal. mínimos ,58% 97,48% Mais de 20,00 salários mínimos ,02% 99% Ignorado ,50% 100% TOTAL % Fonte: CAGED Ministério do Trabalho e Emprego

7 ARRECADAÇÃO RECEITA FEDERAL DO BRASIL CORRETORES E AGENTES DE SEGUROS, DE PLANOS DE PREVIDÊNCIA COMPLEM. E DE SAÚDE - CNAE ESTADOS TOTAL % bbbbb Acre , , , , ,00 0,01% Alagoas , , , , ,00 0,16% Amapá , , , , ,00 0,01% Amazonas , , , , ,00 0,16% Bahia , , , , ,00 1,45% Ceará , , , , ,00 0,65% Distrito Federal (2) , , , , ,00 15,89% ARRECADAÇÃO DE TRIBUTOS FEDERAIS POR ESTADOS Espírito Santo , , , , ,00 1,13% Goiás , , , , ,00 1,51% Maranhão , , , , ,00 0,11% Mato Grosso , , , , ,00 0,45% Mato Grosso do Sul , , , , ,00 0,23% Minas Gerais (6) , , , , ,00 4,08% Paraná (5) , , , , ,00 4,15% Paraíba , , , , ,00 0,17% Pará , , , , ,00 0,62% Pernambuco , , , , ,00 1,07% Piauí , , , , ,00 0,16% Rio de Janeiro (3) , , , , ,00 7,54% Rio Grande do Norte , , , , ,00 0,21% Rio Grande do Sul (4) , , , , ,00 5,11% Rondônia , , , , ,00 0,07% Roraima 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00% Santa Catarina , , , , ,00 2,08% Sergipe , , , , ,00 0,16% São Paulo (1) , , , , ,00 52,80% Tocantins , , , , ,00 0,03% TOTAL , , , , ,00 100%

8 CRESCIMENTO DA ARRECADAÇÃO TRIBUTÁRIA FEDERAL Houve crescimento nominal da arrecadação de tributos federais das corretoras de seguros de 65,52%, no período de 2009 a 2012, enquanto que no mesmo período a arrecadação do setor de seguros cresceu 59,73%. Em termos reais, excluindo a inflação do IPCA, a arrecadação das corretoras cresceu 37,58% e a arrecadação do setor de seguros cresceu 33,06%. CRESCIMENTO DA ARRECADAÇÃO TRIBUTÁRIA MUNICIPAL (ISS) ARRECADAÇÃO ISS PREFEITURAS CORRETORES E AGENTES DE SEGUROS, DE PLANOS DE PREVIDÊNCIA COMPLEM. E DE SAÚDE CNAE TOTAL 2009 a 2012 Crescimento Nominal , , , , ,95 95,06% Fonte: Secretarias Municipais das Finanças Preços correntes - Unidade: R$ 1,00 Houve crescimento nominal da arrecadação do ISS das corretoras de seguros de 95,06%, no período de 2009 a Em termos reais, excluindo a inflação do IPCA, a arrecadação das corretoras cresceu 58,19%. ESTIMATIVA DA ARRECADAÇÃO PREVIDENCIÁRIA DAS CORRETORAS DE SEGUROS, A PARTIR DA MASSA SALARIAL R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00

9 ARRECADAÇÃO TRIBUTÁRIA CORRETORAS E AGENTES DE SEGUROS, DE PLANOS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR E DE SAÚDE CNAE Fonte: Receita Federal do Brasil, Secretarias Municipais das Finanças, estimativas IBPT. Preços correntes - Unidade: R$ 1,00 EM REAIS TRIBUTOS FEDERAIS , , , ,00 PREVID. SOCIAL INSS , , , ,00 TRIBUT. MUNICIPAIS ISS , , , ,00 TOTAIS , , , ,00

10 CONCLUSÕES 98% das corretoras de seguros tem faturamento de até R$ 3,6 milhões/ano e poderiam se enquadrar no Simples Nacional Mas, estas empresas são responsáveis por somente 25% da arrecadação

11 CONCLUSÕES 2% das corretoras de seguros tem faturamento acima de R$ 3,6 milhões/ano e NÃO poderiam se enquadrar no Simples Nacional Mas, estas empresas são responsáveis por 75% da arrecadação

12 CONCLUSÕES AO INCLUIR AOS CORRETORAS DE SEGUROS COMO SIMPLES NACIONAL NÃO HAVERÁ PERDA DE ARRECADAÇÃO!

13 OBRIGADO (41)

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