Rápidas, inovadoras e ferozes As Pequenas Empresas na Era do Conhecimento

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Rápidas, inovadoras e ferozes As Pequenas Empresas na Era do Conhecimento"

Transcrição

1 Rápidas, inovadoras e ferozes As Pequenas Empresas na Era do Conhecimento [Insight 054, em 02/07/2002] Por Jayme Teixeira Filho No mercado atual, o conhecimento é a principal vantagem competitiva. O uso generalizado de tecnologia trouxe automação para as atividades rotineiras nas empresas, substituindo a mão-de-obra menos qualificada por sistemas de informação. O avanço das telecomunicações em geral, e da Internet em particular, facilitou a globalização e a integração dos mercados internacionais. A abertura do mercado brasileiro, iniciada na década de 1990, alterou completamente o cenário competitivo. Nesse novo ambiente, cabe a pergunta: qual o espaço das micro, pequenas e médias empresas? Há condições para que as pequenas empresas possam competir nesse novo cenário? Que vantagens competitivas as pequenas empresas podem ter na chamada "Era do Conhecimento"? E quais obstáculos estão encontrando? O que pode ser feito? Essas são questões que cada vez mais irão preocupar as pequenas empresas, os governos e a sociedade brasileira em geral. 1. Os pequenos têm vez na Era do Conhecimento? Renata Lèbre, em seu artigo "As Pequenas e Médias Empresas na Economia do Conhecimento: implicações para políticas de inovação", publicado no livro "Informação e Globalização na Era do Conhecimento", organizado por Helena Lastres e Sarita Albagi (Rio de Janeiro: Campus, 1999), defende que até meados da década de 1970 o papel das pequenas empresas no desenvolvimento do país era pequeno pela predominância de um modelo fordista de produção em massa. Já atualmente, a partir da reestruturação do sistema produtivo, a produção em larga escala convive com a especialização flexível. A autora ressalta que o universo das pequenas empresas é heterogêneo, desde empresas artesanais, em setores tradicionais, até outras em setores dinâmicos e altamente inovadores. Mas é na brecha aberta pela especialização flexível que as pequenas empresas entram em cena com uma importância inédita. Nos países mais desenvolvidos, políticas de incentivo às pequenas empresas vêm sendo implementadas devido ao reconhecimento de que elas podem fomentar o desenvolvimento regional e serem difusoras de inovações. No entanto, a questão das pequenas empresas na "Era do Conhecimento" é complexa por vários fatores. Em primeiro lugar, o universo das pequenas empresas é muito heterogêneo. Além disso, a forma como as pequenas empresas se apoiam e interagem com os mecanismos públicos de incentivo variam muito de país para país, o que implica ser necessário relativizar

2 qualquer modelo estrangeiro a ser aplicado ao Brasil, e mesmo às diferentes regiões do Brasil. Como indicou Francisco Saboya, da WIT em debate no SEBRAE de Pernambuco em 2000, baseando-se em dados da Receita Federal, as pequenas empresas representam 98% do total de 4.5 milhões de empresas do Brasil, ocupando 60 % da mão-de-obra e gerando 20% do PIB. No entanto, apenas 2% delas têm inserção no mercado internacional. E a capacidade de competir no mercado global está cada vez mais ligada ao valor agregado em conhecimento aos produtos e serviços. Há muitos debates nos meios especializados sobre o potencial competitivo das pequenas empresas em uma economia fortemente baseada em inovação. Por um lado, as grandes empresas têm muito mais recursos, em geral, para investir no desenvolvimento de novos processos e produtos. Já as pequenas empresas, muitas vezes, têm uma cultura mais flexível e propensa à inovação e à adaptação à mudanças. Como a aversão ao risco, em geral, é menor nas pequenas empresas, elas conseguem atuar em nichos menores e mais especializados. No entanto, as grandes empresas têm uma série de vantagens para inovar em relação às pequenas, como maior acesso à crédito, economia de escala e maior poder político. As pequenas empresas têm normalmente menos acesso ao crédito, menor capacidade de investimento e são mais sensíveis aos ciclos econômicos. Mesmo diante dessas dificuldades, os especialistas acreditam que as novas tecnologias, entre elas a Internet, podem trazer maior competitividade às pequenas empresas. Novas atividades especializadas, como serviços on-line, desenvolvimento de software, editoração eletrônica, multimídia e gestão de conteúdo em geral, podem ser exploradas. E, por outro lado, os sistemas de comércio eletrônico tendem a permitir a aquisição de vantagens competitivas, ao reduzir custos de marketing, distribuição, atendimento ao cliente etc. No caso brasileiro, especificamente, há 4 grandes entraves para a competitividade das pequenas empresas: 1. a escassez de conhecimento; 2. a falta de uma cultura de treinamento; 3. a falta de conhecimento sobre tecnologia e 4. uma precária infra-estrutura para inovação tecnológica e de conteúdo. Esses entraves precisam ser removidos através de ações integradas entre governo e sociedade. E também a abordagem da Gestão do Conhecimento pode oferecer uma contribuição à alavancagem competitiva das pequenas empresas. Nas empresas, no Brasil e no exterior, a Gestão do Conhecimento abrange hoje diversas iniciativas, tais como: gestão eletrônica de documentos, websites, intranets, documentação de processos, educação à distância e comunidades virtuais de práticas, entre outras. No caso do Brasil, até o momento, as áreas onde as organizações, públicas e privadas, mais têm desenvolvido projetos de Gestão do Conhecimento são: memória organizacional, inteligência competitiva e comunidades virtuais de práticas. Pensando numa abordagem bem prática, podemos entender a inteligência competitiva como o conjunto de processos e ferramentas para selecionar, analisar, comunicar e gerenciar as informações externas à empresa. Ou seja, informações sobre seus clientes,

3 concorrentes, enfim, seu ambiente competitivo. E a memória organizacional pode ser entendida como um conjunto de processos e ferramentas para organizar, preservar e disponibilizar o acervo de conhecimentos da empresa. Isto é, sobre seus processos, seu pessoal, suas experiências, sua tecnologia, etc..e uma comunidade de práticas - virtual ou presencial - é composta por um conjunto de profissionais com interesses em comum, que compartilham regularmente suas experiências, conhecimentos, problemas, soluções, etc., num processo estruturado de aprendizado coletivo. A memória organizacional pode ser vista como um conjunto abrangente de referências ao que a organização "sabe" - experiências, problemas, soluções, projetos, tecnologias, casos, eventos, fornecedores, clientes, etc. - disponível para acesso por quem atua na empresa, de forma a apoiar os processos de trabalho. Por exemplo, isso pode ser, de forma bem concreta e prática, uma iniciativa de uso da tecnologia Internet/Intranet - Windows, HTML, browsers, - para criar um "site" onde se possa consultar/atualizar informações úteis, com recursos interativos. Uma comunidade de práticas pode também ser uma simples associação de pequenos empreendedores de uma mesma região, ou mesmo ramo de atividade, se reunindo periodicamente para troca de experiências, informações sobre fornecedores, discussão de problemas comuns etc. Memória organizacional e comunidades de práticas são assuntos "quentes" hoje nos textos e projetos voltados para as grandes empresas. Mas em essência, não estamos falando de nada muito diferente do que um bom "bate papo" ao fim do dia entre um grupo de artesãos em um pequeno povoado do interior. Ou uma reunião de produtores em uma cooperativa. Ou, voltando no tempo para provar que a novidade não é tanta, o antigo processo de passagem de conhecimento entre o mestre artesão e seu aprendiz, antes da Revolução Industrial. A Fundação BioRio, por exemplo, mantém uma comunidade de práticas, com o apoio do SEBRAE Rio de Janeiro, com empreendedores do ramos das farmácias homeopáticas e de manipulação. Outro exemplo é a ASSESPRO, que mantém um fórum permanente de empresários do setor de Tecnologia da Informação. O importante não é a tecnologia usada para fazer a comunicação, mas a comunicação em si. Não é o nome, a sofisticação ou a abrangência da iniciativa, mas seu conteúdo. Todas são formas de passagem de conhecimento tácito, de socialização daquilo que cada um aprendeu para benefício de todos. Isso vale tanto para o conhecimento dentro da empresa, como entre empreendedores diferentes. A questão essencial não é a tecnologia nem qualquer teoria. O ponto central para as pequenas empresas é a competitividade. E na chamada Era do Conhecimento, para ser competitiva, uma empresa precisa ser rápida nas suas reações às mudanças de mercado, inovadora na sua proposição de valor e feroz na disputa pelas oportunidades de mercado. 2. Rápidos, para chegar antes Velocidade não é nenhuma novidade. Mas dissemos antes que as pequenas empresas, para serem competitivas neste novo cenário, precisam ser rápidas nas suas reações às mudanças de mercado, inovadoras na sua proposição de valor e ferozes na disputa pelas oportunidades de mercado. A rapidez é um aspecto fundamental. E nisso as empresas pequenas podem ter vantagem. Grandes organizações, mesmo as bem sucedidas, com grande participação de mercado, enfrentam alguns problemas típicos em relação à sua reação ao mercado, quando comparadas às pequenas:

4 Características quanto à rapidez Grandes Corporações Pequenas Empresas - Estrutura organizacional complexa - Estrutura simples - Excesso de níveis de decisão - Poucos níveis de decisão - Fluxo de informações intermediado - Fluxo direto de informações - Conflito entre diversas prioridades - Poucas prioridades objetivas Assim sendo, numa grande organização tanto a percepção da mudança, a comunicação pela estrutura organizacional quanto a mobilização para a ação são, em geral, complexas e lentas. Já numa pequena empresa, que tenha prioridades claras e sensíveis, o intervalo de tempo entre a percepção da necessidade de mudança e a reação em si pode ser muito menor. Isso não significa que a rapidez é um atributo inato de toda organização pequena. Nem quer dizer que a rapidez não é viável em uma grande empresa. As grandes corporações, via de regra, tem mais recursos para mobilizar os esforços necessários. Mas é mais fácil para uma pequena empresa ter agilidade e velocidade em seus movimentos do que para uma grande corporação. Mais do que isso, perceber a necessidade de adaptação, se antecipar com agilidade às oportunidades e agir rapidamente são fatores cruciais até para a sobrevivência de uma pequena empresa. 3. Inovadores, para ir onde ainda ninguém foi A rapidez é, como vimos, um fator importante. Mas o desafio para a pequena empresa nessa "Economia do Conhecimento" não é só ser rápida, mas também ser inovadora na sua proposição de valor. Um princípio motivador é o de que "se você não está ganhando o jogo, mude as regras". Hamel e Prahalad, em seu livro "Competindo pelo Futuro" (RJ: Campus, 1995), defendem que a verdadeira competição se dá pelo posicionamento no cenário futuro do mercado. Lendo este princípio com os olhos do pequeno empreendedor, trata-se de encarar o mercado existente de forma inovadora, buscando oportunidades inéditas de posicionamento. Não se trata de competir contra as forças atuantes no momento, mas de se posicionar criativamente em novos espaços. E nisso as pequenas também podem ter vantagens relativas. Características quanto à inovação Grandes Corporações Pequenas Empresas - Apego à situação vigente - Situação interna dinâmica - Vários focos de poder conflitantes - Centro de poder definido

5 - Compromisso com produtos existentes - Liberdade de criação - Processos produtivos complexos - Produção simples Por esses fatores comparativos, uma empresa pequena pode ocupar espaços novos que as grandes corporações normalmente não conseguem. Uma proposta de valor inovadora - no produto, no processo produtivo, no serviço agregado ao cliente, na personalização do atendimento, etc. - pode ser vantagem competitiva para uma pequena empresa. Isso também não significa que a inovação só acontece, ou acontece com mais frequência, em organizações de pequeno porte. Uma grande corporação pode, normalmente, dedicar mais recursos à pesquisa e desenvolvimento, por exemplo. Mas há muito espaço a ser explorado em práticas inovadoras, tanto em produtos e serviços, quanto em processos nas empresas pequenas. 4. Ferozes, para competir como "gente grande" A rapidez e a capacidade de inovar são dois aspectos fundamentais da competitividade das pequenas empresas no ambiente competitivo hoje, onde o conhecimento é o fator decisivo na vantagem competitiva. Mas não basta ser rápida nas suas reações às mudanças de mercado e inovadora na sua proposição de valor. A história recente do mercado está repleta de empresas inovadoras que se lançaram rapidamente, para pouco tempo depois desaparecerem. É preciso também ser feroz na disputa pelas oportunidades de mercado. Por "ferocidade" aqui entenda-se a perseguição agressiva de seus objetivos, a atuação tenaz e decidida, enfim, a determinação e a "garra" com que a pequena empresa se movimenta estrategicamente. Essa firmeza de propósitos pode também trazer vantagem competitiva para a pequena empresa em relação às grandes corporações. Características quanto à "ferocidade" Grandes Corporações Pequenas Empresas - Muitos objetivos paralelos - Objetivos focados - Margem de erro folgada - Pouca ou nenhuma margem de erro - Maior participação de mercado - Atuação em nichos específicos - Foco de atuação diversificado - Maior especialização Naturalmente, há empresas de grande porte no mercado que são notórias por sua ferocidade. Assim também há muitas pequenas empresas passivas e desfocadas. Mas é muito mais fácil partir agressivamente para um objetivo de mercado numa empresa pequena do que numa grande. Com o mercado aberto, globalizado e inundado com ofertas de produtos e serviços, ser feroz é um fator crucial na competitividade para a pequena empresa.

6 5. O que precisa ser feito? O que então precisa ser feito por uma pequena empresa que quer ser rápida, inovadora e feroz? Na abordagem da Gestão do Conhecimento, algumas iniciativas podem ajudar neste sentido. Em relação à rapidez, alguns pontos devem ser indicados para as pequenas empresas, como por exemplo: i. Organizar e documentar estruturadamente seus processos, facilitando seu planejamento, operação e alteração, quando da necessidade de ajustes rápidos; ii. Criar e manter uma memória organizacional de problemas e soluções, acessível a todos, de tal forma que seja mais fácil e rápida a incorporação de novos colaboradores, a reação em momentos de crise e as respostas aos clientes; iii. Desenvolver redes de relacionamentos com fornecedores e parceiros de negócio, de forma que sejam mais rápidas as alterações no processo produtivo em emergências e na eventualidade de demandas não planejadas. Já em relação à capacidade inovadora, pode-se sugerir a uma pequena empresa: a. Criação e atualização de um conjunto mínimo de informações sobre seu ambiente competitivo, abrangendo clientes, consumidores, indicadores econômicos, legislação, fornecedores, tecnologia de processo e de produto, concorrentes e etc.. b. Favorecimento e incentivo ao estabelecimento de um clima de liberdade para reflexão, para experimentação e para o compartilhamento de idéias, experiências e conhecimentos entre todos na empresa; c. Participação em fóruns setoriais, visando contato permanente com os desenvolvimentos de processos e produtos no setor, tanto no país quanto internacionalmente. Por último, mas não menos importante, em relação à "ferocidade" pode ser útil a uma pequena empresa: I. Implantar práticas diferenciadas de incentivo, premiação e recompensa - financeiras e não-financeiras - dos colaboradores, diretamente associadas aos resultados da empresa e às contribuições individuais e em equipe ao aprendizado coletivo; II. Incentivar o conhecimento sobre clientes, processos, produtos, etc. como um valor da empresa, estimulando o constante aperfeiçoamento individual e das equipes; III. Desenvolver a percepção dos colaboradores em relação ao empreendedorismo e aos diferencias competitivos da pequena empresa. Em relação a todos esses aspectos, a abordagem da Gestão do Conhecimento tem uma contribuição a dar. 6. Por onde uma pequena empresa pode começar? Há muita coisa que uma pequena empresa pode fazer, tanto em relação à Inteligência Competitiva, Memória Organizacional quanto às Comunidades de Práticas.

7 O valor da memória organizacional para a pequena empresa está nas respostas às seguintes questões, que normalmente não são satisfatoriamente respondidas: quem sabe o que internamente? ; por quais experiências as pessoas passaram? ; quem pode colaborar? ; e que conhecimentos podem ser re-utilizados? Essas questões ficam sem resposta por diversos fatores. Seja porque a memória da empresa é dispersa e esquecida, ou porque depende da presença das pessoas. No entanto, uma iniciativa simples e barata de organização da memória na pequena empresa pode gerar vários ganhos de produtividade e competitividade, evitando retrabalho, ajudando na re-utilização de soluções ou ajudando a evitar repetição de erros. Pode também trazer uma maior independência de fornecedores e consultorias, pelo compartilhamento do conhecimento e pelo apoio à multiplicação da aprendizagem. Para criar uma memória organizacional útil, uma pequena empresa pode seguir alguns passos simples: Estabelecer princípios e objetivos Estabelecer indicadores Mapear material existente Definir assuntos e fontes Mapear agentes e mediadores Definir armazenamento Criar "massa crítica" Criar procedimentos de consulta e atualização Definir política de incentivo Criar "Programa de Disseminação" Liberar uso gradual Apurar indicadores Prover feedback Avaliar iniciativa Passada uma primeira fase, com base na avaliação dos indicadores e resultados, iniciase então um novo ciclo. Os fatores críticos para o sucesso de uma iniciativa como essa devem ser bastante cuidados. A memória organizacional deve ser "mediada", isto é, deve ter um "mediador" responsável pelo seu conteúdo. Seu uso precisa, ao menos inicialmente, ser incentivado. Para isso, é fundamental que ela esteja acessível 24 horas por dia, 7 dias por semana. As informações, experiências, depoimentos,e todo tipo de material, precisa ser resumido e editado. A visão de hipertexto será sempre muito útil para permitir a ligação entre os diversos temas, informações e outras fontes. Pelo princípio da democratização da informação, é crucial que todos na empresa tenham acesso livre ao material. A memória

8 da empresa a ser compartilhada precisa estar em um meio fácil de usar. Como a atualização é fundamental no espírito de uma memória "viva", ela precisa ser interativa, compartilhada e dinâmica. Outra iniciativa útil para a pequena empresa é a Inteligência Competitiva, um processo organizacional, apoiado em ferramentas adequadas, para seleção, captura, análise, contextualização e disseminação de informações sobre: mercado, concorrência, tecnologia, áreas de atuação, empresas congêneres, agentes reguladores, clientes, fornecedores, etc. Os objetivos principais de um sistema de inteligência competitiva para uma pequena empresa são: i. obter informação para decisão, ii. apoiar projetos, iii. apoiar treinamentos e o aprendizado contínuo, e iv. fazer um monitoramento do ambiente competitivo. A inteligência competitiva busca dar agilidade na tomada de decisões, com racionalização do uso do tempo e das fontes de informação, além da redução de custos, haja vista a atual "overdose de informações" a que todos estão expostos na sociedade atual. Os processos básicos envolvidos são: I. Planejamento e Direção; II. Pesquisa e Coleta de Informações, III. Análise e Contextualização e IV. Disseminação e Uso. Naturalmente, como no caso da memória organizacional, é preciso avaliar permanentemente o sucesso e a utilidade da iniciativa. Para implantação de um processo de inteligência competitiva em uma pequena empresa, alguns passos devem ser observados: i. Definir temas de interesse ii. Mapear o ambiente competitivo iii. Identificar fontes iv. Pesquisa de contexto v. Estratégia de coleta vi. Implantar ciclo de coleta, análise e registro vii. Identificar experts de apoio viii. Definir métodos de análise ix. Criar bases de referência x. Avaliar o uso

9 Existe hoje uma grande quantidade de fontes de informação disponíveis para este tipo de processo, tais como: jornais, revistas especializadas, associações profissionais, publicações empresariais, bases de dados governamentais. Dependendo do caso, mesmo pesquisas dirigidas podem ser usadas. As bibliotecas - públicas, universitárias e institucionais - continuam sendo uma fonte importante. Outras ainda são os institutos de pesquisa e os fóruns de negócios. Informações sobre patentes na área de atuação da empresa não devem ser desprezadas. Mesmo o processo de comparação de melhores práticas, via benchmarking, pode ser usado. E muito de todo esse conteúdo pode ser encontrado, a custo relativamente baixo, na Internet. Outra característica da "Economia do Conhecimento", cada vez mais interconectada, é a formação de "comunidades virtuais de práticas", tanto para o comércio eletrônico, a gestão de relacionamento com os clientes quanto para a troca de experiências entre profissionais especializados. Ou seja, há diversos recursos disponíveis, que estão ao alcance de um contingente cada vez maior de empresas, e não apenas restritos às grandes corporações. Naturalmente, a competitividade das pequenas empresas não é resolvida apenas pelo empenho de seus empreendedores. As organizações estão inseridas num ambiente maior, na sociedade, onde há outros fatores e agentes também atuando. Legislação, infra-estrutura, educação, enfim, existe uma série de aspectos relevantes também. E cada um desses agentes também tem o seu papel na competitividade das pequenas empresas na chamada "Era do Conhecimento". 7. O que os governos podem fazer? Deixadas por si as coisas tendem ao caos. Essa velha lição de entropia da Física está sendo duramente aprendida por todos que se aventuraram no neo-liberalismo e seus propalados mercados "auto-regulados". Na "Economia do Conhecimento" não será diferente. Os governos - nos diversos níveis - devem atuar de forma a incentivar o desenvolvimento das pequenas empresas, como elos na cadeia produtiva dessa nova economia, bem como incentivar a formação de "trabalhadores do conhecimento". Os países mais industrializados já têm dirigido iniciativas decididas nesse sentido. O século XX foi, em diversos aspectos, o século das organizações. Não foi o século da igreja, dos governos, dos militares, dos sindicatos, da família nem dos partidos políticos. Quem guiou o mundo, voluntária ou involuntariamente, no século passado, no fim das contas, foram as organizações. As organizações públicas, e ainda mais as empresas privadas, implementaram projetos na sociedade mundial que a transformaram em muitos aspectos: tecnologia, processos, identidade, qualidade de vida, organização do trabalho etc. Em vários momentos do século XX, como por exemplo durante os anos conhecidos como "pós-guerra", o Estado - nos EUA, na Europa e também no Brasil - teve um papel fundamental. Um pouco tardiamente, talvez, mas não em menor escala, muito do desenvolvimento do Brasil - na Saúde, na Educação, nas Telecomunicações, na infraestrutura de Transportes, no setor de Energia, na organização e viabilização dos espaços urbanos e até mesmo na Informática - se deveu às organizações públicas e aos investimentos do governo. No Brasil, João Paulo dos Reis Velloso, Ministro do Planejamento e coordenador do 14o. Fórum Nacional, intitulado "O Brasil e a economia do conhecimento", em artigo no Jornal O Globo (30/05/2002, caderno principal, pg. 7), discute a "economia do conhecimento", a partir de modelo adotado por seu ministério, com base em estudos do Banco Mundial.

10 Ressaltando que nos países desenvolvidos as atividades ligadas à geração e à transmissão do conhecimento já correspondem a mais de 50% do Produto Interno Bruto, o ministro defende um modelo constituído de cinco linhas de ação: Opção estratégica de competição internacional, baseada no investimento para exportar e na substituição competitiva das importações; Desenvolvimento de tecnologias genéricas (como informática, eletrônica, comunicações e internet) e disseminação dos seus serviços, dando acesso aos pobres; Aceleração do desenvolvimento tecnológico, com ênfase na integração entre universidades e empresas; Educação e desenvolvimento do capital humano, em caráter permanente;e Desenvolvimento de instituições adequadas para essa nova economia do conhecimento, tais como direitos de propriedade intelectual. Essas questões são essenciais na preparação do Brasil para a chamada "Sociedade do Conhecimento". Estamos num processo histórico de transformação em três níveis: no individual, no organizacional e no social. Esses níveis, ou dimensões, se entrelaçam e são mutuamente dep endentes. O tipo de vida que levaremos no futuro depende, entre outras coisas, de como nos relacionaremos com o trabalho. O tipo de trabalho que o brasileiro estará fazendo na sociedade depende das organizações que essa sociedade terá. E a sociedade terá as organizações que convierem ao seu modelo econômico, social e político. Esse aspecto da leitura neo-liberal do mundo é também abordado por Anthony Giddens autor do livro "Mundo em Descontrole" (Rio de Janeiro: Record, 2000), sociólogo inglês que muita influência vem exercendo no governo trabalhista da Inglaterra. Defensor de uma "terceira via" - nem pelo Estado, nem pelo mercado - como saída para o desenvolvimento de uma ordem social mais justa, Guiddens aceita como inevitável o processo de globalização econômica, mas defende formas de "organizações nãogovernamentais" para equilibrar a balança social. Como antídoto, Guiddens propõe uma "democratização da democracia", um aprofundamento da democracia, bem como sua transnacionalização. O aprofundamento da democracia seria necessário porque os velhos esquemas não funcionam quando todos têm o mesmo nível de informação, quando as pessoas têm acesso as mesmas informações do que aqueles que detêm o poder. Assim sendo, para Guiddens, a imersão em informações, a simplificação do acesso ao conhecimento e a exposição precoce dos indivíduos à leitura do mundo induzem a necessidade de um aprofundamento do processo democrático. Pelo lado da transnacionalização da democracia, Guiddens argumenta que os riscos ecológicos, as flutuações financeiras e as mudanças tecnológicas globais escapam do nível nacional, e assim estão fora dos controles democráticos de qualquer país. Daí a necessidade de um processo democrático supra-nacional. Todos esses fatores nos levam a refletir sobre o fato de que não temos ainda, coletivamente, uma proposta estruturada de em relação à "Economia do Conhecimento". E os governos não podem ficar apáticos na discussão do que essa nova ordem social e econômica deve ser. O risco de continuarmos no Brasil "a reboque" dos centros de poder estrangeiros é enorme. E numa economia periférica, a prosperidade - e mesmo a sobrevivência - das pequenas empresas se torna muito mais difícil.

11 8. O que as escolas podem fazer? Educação é fundamental numa "Economia do Conhecimento". E este é o calcanhar de Aquiles da sociedade brasileira. O próprio ministro Reis Velloso, no artigo citado anteriormente, reconhece que apenas 25% dos brasileiros consegue ler e entender um livro, e que a universalização do ensino médio no Brasil ainda é apenas uma meta do Ministério da Educação, e não uma realidade prática. Podemos lembrar também que, durante muitos anos no Brasil, o melhor lugar para se ter uma formação de bom nível era em uma universidade pública, que ainda por cima era praticamente gratuita. Isso apesar do longo histórico de desinvestimento do governo brasileiro nas suas universidades e escolas públicas, primeiro por projeto político de involução e sufocamento durante a ditadura militar, e mais tarde, já de volta ao regime democrático, favorecendo a iniciativa privada quando a "Educação" no Brasil virou um "negócio". Os efeitos disso para a formação dos futuros "trabalhadores do conhecimento" no Brasil é uma longa discussão, mas alguns impactos já podem ser sentidos. Em recente edição do Programa Internacional de Avaliação de Alunos - que mede comparativamente a capacidade de leitura de alunos do ensino médio - o Brasil amargou um 32o. lugar, com 396 pontos de média. Os primeiros lugares pertencem aos países centrais, como Finlândia (546 pontos), Canadá (534) e Holanda (532). Mas o Brasil ficou atrás também de países periféricos, como a República Checa (492), a Polônia (470) e a Letônia (458). Na perspectiva da Gestão do Conhecimento, a alfabetização ampla é fundamental, é a base de tudo. Numa "sociedade do conhecimento", o que é "saber ler"? Seremos ainda capazes de "ler", quando textos são cada vez mais "hipertextos" e os contextos cada vez mais globalizados? Que "vantagens competitivas" saber ler pode trazer? Enfim, numa era cada vez mais de imagens, ainda faz sentido ler? Essas questões fundamentais estão presentes por trás da idéia de "sociedade do conhecimento". O re-aprender contínuo, a "alfabetização tecnológica", o desenvolvimento constante da capacidade de crítica, enfim, são aspectos essenciais desse novo cenário. E as escolas e universidades têm tudo a ver com isso. A ONU usa uma definição de "analfabetismo" que vem bem ao encontro dessas questões. Para a ONU, o "iletrado" (ou analfabeto) não é aquele que simplesmente não sabe ler e escrever. O iletrado é aquele que não domina a sua linguagem, o seu idioma, o suficiente para: i. entender as instruções de funcionamento das ferramentas de seu ofício, e assim poder atuar como trabalhador produtivo, e ii. entender seus direitos e deveres na sociedade em que vive, e assim poder viver plenamente como cidadão. Nessa perspectiva, o "saber ler", na sociedade do conhecimento em que estamos entrando, é poder se posicionar no mercado de "trabalhadores do conhecimento" e garantir conscientemente seus direitos políticos numa sociedade interconectada. O acesso a esse mercado de trabalho e a essa rede de relações já é em si um problema, principalmente nos países periféricos. Ler e escrever estão entremeados, por assim dizer, no próprio tecido cultural. O ato de ler e escrever, de perguntar e responder, está em todo lugar. A descrição do mundo construída pelas sucessivas camadas de redação - livros, jornais, artigos, anúncios, discursos, etc. - se interpõe entre o individuo que lê e o mundo descrito. E mais recentemente, com o cinema, a TV e a Internet, a representação digital do mundo, para cada vez mais pessoas, é o próprio mundo, para a maioria dos efeitos práticos. Vivemos numa sociedade de intermediação, onde tudo que acontece nos é narrado e descrito, nas diversas mídias, e onde somos cada vez menos testemunhas dos fatos em primeira

12 mão. Nesse contexto a Educação assume um outro tipo de papel, muito mais dinâmico e complexo. A invenção da escrita propiciou o fim da cultura manuscrita, pela mecanização da escrita, o que levou à promoção do nacionalismo e das línguas nacionais. Levou também à intensificação de alguns efeitos da escrita. Por exemplo, a complexidade e a riqueza da imersão necessária para a comunicação oral foram substituídas e reduzidas pelo alfabeto à um código visual abstrato. "Saber ler" no universo da palavra falada era saber navegar pelo universo acústico, sem fronteiras, sem direções estritas e carregado de emoção. Já o "saber ler" no espaço da escrita é saber se orientar numa estrutura organizada, limitada, linear e racional. Por outro lado, a visão linear da escrita (e da leitura da palavra escrita) condicionou o cartesianismo, a Física de Newton, a perspectiva na arte, a narrativa cronológica na literatura e mesmo a linha de montagem e a sociedade industrial. A Educação precisa se adaptar a realidade atual. Na era tribal pré-literaria, a palavra falada dominou e ouvir era o mais importante. Na era de Gutemberg, da escrita, a palavra impressa dominou e ver era o mais enfatizado. A terceira era seria da eletrônica, que de um certo modo nos re-tribaliza, onde há envolvimento sensorial completo, especialmente pelo toque, mas onde nenhum sentido prevalece. Podemos perceber que o ato de ler hoje não é mais como antigamente. Quer pela quantidade de informações que nos chegam diariamente, a multiplicidade de meios, a diversidade de fontes e a velocidade da comunicação, aquilo que nos habilitava a "ler o mundo" até há alguns anos, já não nos serve tão bem hoje. Isso pode ser sentido na comparação entre uma grande biblioteca e a World Wide Web, na analogia entre uma pessoa erudita e um software por trás de um website de busca, ou mesmo cotidianamente na dificuldade que muitos encontram em ler as últimas notícias, num jornal eletrônico, na tela de seu computador. A tecnologia - principalmente nas áreas de Informação e de Comunicação - representa um papel de apoio essencial hoje nessa leitura do mundo. Por um lado, a tecnologia nos dá novas formas e novos meios de criar, usar, armazenar e transmitir dados, textos, sons e imagens, cada vez mais barato, mais rápido e com maior sofisticação. Mas a publicidade está nos vendendo diariamente uma utopia tecnicista, na qual são previstas profundas transformações sociais exclusivamente baseadas na inovação tecnológica. As escolas - em todos os níveis - têm o papel de antídotos e de anticorpos para isso. A Educação precisa alertar para o risco do aparecimento de uma nova relação comprometendo consumo e comunicação. Nesse cenário, a tendência é que o comportamento de compra não seja apenas um gesto econômico num contexto comercial, mas também, simultaneamente, um gesto de comunicação: o retorno, pelo próprio consumidor, de informações a respeito de seus hábitos e seu modo de vida. Isto significa, que nas redes sustentadas pela tecnologia, das práticas de gestão de relacionamento com clientes e do comércio eletrônico não só estamos sendo condicionados pela publicidade e pelo marketing em nossa leitura do mundo, como estamos sendo "lidos" permanentemente, na condição de consumidores, pelos grandes fornecedores de bens e serviços. Dessa leitura que é feita de nós deriva a atitude dessas organizações em relação a nós, e a outros consumidores parecidos conosco. Ou seja, somos "lidos" na "sociedade do conhecimento" (que não deixou de ser "sociedade de consumo") pelo que consumimos e pela forma como nos posicionamos em relação ao que nos é oferecido.

13 Todos esses fatores estão induzindo mudanças profundas na forma com que lemos, escrevemos, simulamos e reproduzimos o mundo. A Educação precisa se "re-educar", para passar a preparar o trabalhador - e o empreendedor - da "Economia do Conhecimento" para essa nova realidade. 9. O que o SEBRAE pode fazer? O SEBRAE é o principal agente oficial de fomento do empreendedorismo e da pequena empresa do Brasil. Com uma direção nacional e representações estaduais, o SEBRAE desenvolve diversas ações e iniciativas no sentido de estimular a formação e o desenvolvimento das pequenas empresas, e combater sua mortalidade. São sugeridas a seguir algumas iniciativas relacionadas à Gestão do Conhecimento no âmbito da atuação do SEBRAE, tanto para aplicação interna à instituição, quanto para implementação em seus clientes, as micro e pequenas empresas brasileiras. i. Criação de um projeto global de implantação de Gestão do Conhecimento nos SEBRAEs estaduais, em sintonia com as diretrizes do SEBRAE Nacional. ii. Desenvolvimento e implantação de um Banco de Competências, com os perfis de todos os colaboradores internos dos SEBRAEs estaduais e do SEBRAE Nacional, incorporando formação, treinamentos, habilidades e experiências de cada um. iii. Mapeamento das competências coletivas das equipes/áreas do SEBRAE. iv. Implantação de um processo de Gestão de Terceiros, que favoreça a captação, registro e disseminação do conhecimento dos colaboradores terceirizados (instrutores e consultores) do SEBRAE. v. Implantação de um processo de Monitoramento Tecnológico Setorial das inovações nas áreas de atuação e interesse do SEBRAE, com disseminação dessas informações para as pequenas empresas dos diversos setores. vi. Desenvolvimento e implantação de um Sistema de Inteligência Competitiva no SEBRAE, de forma a apoiar o processo de Monitoramento Tecnológico Setorial, com acesso franqueado às pequenas empresas clientes. vii. Criação na Intranet de um Banco de Problemas e Soluções, para registro e disseminação de conhecimentos e experiências adquiridos nos processos de negócio do SEBRAE, com acesso franqueado aos colaboradores terceirizados e às pequenas empresas clientes. viii. Criação e fomento de comunidades virtuais de práticas, por , compostas de colaboradores internos e externos do SEBRAE, organizadas por temas de interesse. ix. Implantação de ciclo interno periódico de debates, com a participação de todos os colaboradores internos e terceirizados, além de especialistas externos convidados, sobre temas de interesse. Esses debates seriam registrados em mídia digital (DVDs, websites, etc.) e disseminados para as empresas clientes. x. Criação de informativos periódicos - interno e externo - sobre inovação tecnológica e de processos nos diversos setores da economia.

14 xi. Criação e implantação de um Plano de Segurança de Informações do SEBRAE e Proteção do Capital Intelectual, abrangendo mídia eletrônica e outras, tanto no ambiente on-line quanto off-line. xii. Criação de um Programa de Desenvolvimento Gerencial em Gestão do Conhecimento, tanto interno quanto para às pequenas empresas clientes. xiii. Introdução no Plano de Treinamento do SEBRAE de treinamentos específicos sobre Gestão do Conhecimento. xiv. Criação de um Programa de Incentivo e Recompensa para colaboradores que contribuam ativamente para a memória organizacional e a gestão do capital intelectual do SEBRAE. xv. Estabelecimento de avaliações por mérito baseadas em competências para compor encarreiramento de colaboradores no SEBRAE. xvi. Criação de conjunto de Políticas Organizacionais para Gestão do Conhecimento no SEBRAE. xvii. Criação de processo padronizado de gestão de conteúdo da Intranet e do website do SEBRAE. xviii. Criação de Padrão para Disseminação de Conhecimentos, via intranet e s, no SEBRAE. xix. Criação de um ciclo interno periódico de encontros gerenciais, envolvendo todos os gerentes do SEBRAE, para discussão das práticas relacionadas à Gestão do Conhecimento. xx. Criação de um espaço específico na intranet e nos informativos do SEBRAE para divulgação das práticas implantadas de Gestão do Conhecimento. xxi. Instituição de conjunto de indicadores específicos relativos à Gestão do Conhecimento no SEBRAE. xxii. Criação na intranet e no seu website de um espaço específico para registro e divulgação das melhores práticas nos diversos setores da economia (benchmarking interno estadual e também no Sistema SEBRAE ). Essas iniciativas seriam positivas na implantação de Gestão do Conhecimento no SEBRAE, além de ajudar a sua disseminação junto às pequenas empresas clientes. 10. Conclusões e utopias Cabe aqui uma reflexão final sobre condições para a competitividade das pequenas empresas, e de como a Gestão do Conhecimento pode ajudar. Em primeiro lugar, as pequenas empresas devem reforçar o caráter local de seus produtos e serviços. Num mundo de marcas globalizadas, o caráter regional de um produto de origem artesanal, por exemplo, pode ser um diferencial competitivo. O pequeno produtor pode utilizar a abordagem em torno da memória organizacional para criar um acervo de informações sobre seu produto, sua origem histórica e seu processo de produção. Isso será útil não só para a preservação da cultura popular e do patrimônio

15 histórico da comunidade, como também poderá servir de base para divulgação do produto para o mercado consumidor dentro e fora do âmbito regional. Um outro aspecto a ser considerado é a associatividade entre as pequenas empresas, visando o ganho de escala e a complementação de competências. A formação de "comunidades de práticas", envolvendo profissionais, pequenos empreendedores e produtores, seja on-line ou em encontros presenciais, é uma forma de apoio mútuo, troca de informações, formação de parcerias e associações. Ao contrário das grandes empresas, nas pequenas empresas em geral a falta de competências específicas ao longo da cadeia de valor agregado, no processo produtivo, tende a ser maior. A associação com fornecedores de soluções complementares e a formação de parcerias é uma forma de contornar este ponto fraco. Vários especialistas destacam que é crucial redirecionar o padrão de gestão tecnológica nas pequenas empresas, criando uma filosofia mínima de uso de padrões de produção e aplicação de princípios básicos de metrologia aos produtos. Principalmente em setores onde o nível de educação formal é mais baixo, há grande carência de informações nessa área. E os padrões de qualidade são uma exigência cada vez maior dos consumidores. O uso de informação tecnológica ainda é bastante raro nas Pequenas empresas, no Brasil, de uma forma geral. Nâo só nos setores mais dinâmicos, mas também em outros mais tradicionais, a abordagem da inteligência competitiva pode ser usada para alavancar o conhecimento sobre as respectivas tecnologias envolvidas na área de atuação da pequena empresa. Por sua vez, a gestão do relacionamento com consumidor é fundamental no mercado competitivo atual. A memória organizacional desse relacionamento pode ser de grande valor para a pequena empresa, tanto ou mais do que para empresas de porte maior. E, em geral, pelo menos no Brasil, a "era da atenção total ao cliente" ainda não parece ter chegado à maioria das pequenas empresas. Por fim, mas não menos importante, a atuação das pequenas empresas de forma cuidadosa e integrada com as questões ambientais pode se tornar, aos olhos do mercado consumidor, um diferencial competitivo. Por sua natureza e contexto regional, a pequena empresa tem todas as condições de tirar vantagem da exigência crescente dos consumidores por empresas ética, social e ambientalmente conscientes. Enfim, há muito o que pode ser feito, na abordagem da Gestão do Conhecimento, pela competitividade da pequena empresa. Como para todos os demais participantes do ambiente de mercado global hoje, o desafio é ser competitivo sem ser excludente. É ser viável economicamente sem ter que, para isso, infringir as regras da sociedade ou as leis da conservação da natureza. Os desenvolvimentos recentes em Informática, Telecomunicações e mesmo em Administração, estão propiciando às pequenas empresas espaços de atuação, ferramentas e recursos de informação que, até pouco tempo atrás, só eram vistos em grandes corporações. A Gestão do Conhecimento não se restringe às empresas de maior porte, podendo ser útil nessa busca por uma "utopia real" de um Brasil inserido na "Era do Conhecimento", com pequenas empresas rápidas, inovadoras e ferozes.

16 11. Referências bibliográficas i. Cavalcanti, Marcos., Gomes, Elisabeth. e Pereira, André.. Gestão de Empresas na Sociedade do Conhecimento: um roteiro para a ação. Rio de Janeiro: Campus, ii. Davenport, Thomas e Prusak, Laurence. Working Knowledge. EUA: HBS Press, iii. Giddens, Anthony. Mundo em Descontrole. Rio de Janeiro: Record, iv. Hamel, G. e Prahalad, C.K.. Competindo pelo Futuro. RJ: Campus, v. Lastres, Helena M.M. e Albagi, Sarita (org.). Informação e Globalização na Era do Conhecimento. Rio de Janeiro: Campus, vi. Nonaka, I. e Takeuchi, H.. Criação de Conhecimento na Empresa. RJ: Campus, vii. Reis Velloso, João Paulo. A economia do conhecimento, Jornal O Globo, 30/05/2002, caderno principal, pg. 7. viii. Teixeira Filho, Jayme. Gerenciando Conhecimento. Rio de Janeiro: Editora Senac Rio, ix. Teixeira Filho, Jayme. Comunidades Virtuais. Rio de Janeiro: Editora Senac Rio, x. Terra, José C.C..Gestão do Conhecimento - O Grande Desafio Empresarial. São Paulo: Negócio Editora, xi. Terra, José C.C. e Gordon, Cindy.Portais Corporativos - A Revolução na Gestão do Conhecimento. São Paulo: Negócio Editora, Jayme Teixeira Filho (in memorian), consultor da Informal Informática Ltda. (), autor dos livros "Comunidades Virtuais", "Gerenciando Conhecimento" (www.gerenciandoconhecimento.com.br) e "Comércio Eletrônico", pela Editora SENAC Rio, e professor dos cursos de MBA da Fundação Getulio Vargas / RJ, tendo sido o primeiro presidente da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (www.sbgc.org.br). O INSIGHT INFORMAL é um informativo gratuito por sobre Gestão do Conhecimento e E-Business da Informal Informática. Para receber, basta enviar um em branco para ou solicitar pelo ou pelo telefone (55) (21)

TRABALHOS TÉCNICOS Serviço de Documentação e Informação EDIÇÃO E GESTÃO DE CONTEÚDO PARA WEB

TRABALHOS TÉCNICOS Serviço de Documentação e Informação EDIÇÃO E GESTÃO DE CONTEÚDO PARA WEB TRABALHOS TÉCNICOS Serviço de Documentação e Informação EDIÇÃO E GESTÃO DE CONTEÚDO PARA WEB Gestão do Conhecimento hoje tem se materializado muitas vezes na memória organizacional da empresa. O conteúdo

Leia mais

Inteligência Competitiva como Estratégia Empresarial em Micro e Pequenas Empresas

Inteligência Competitiva como Estratégia Empresarial em Micro e Pequenas Empresas Inteligência Competitiva como Estratégia Empresarial em Micro e Pequenas Empresas Marina Carvalho Correia Lima (UFPB) marinaccl@hotmail.com Francier Pereira de Souza (UFPB) francierps@hotmail.com Resumo

Leia mais

Capital Intelectual. O Grande Desafio das Organizações. José Renato Sátiro Santiago Jr. José Renato Sátiro Santiago. Novatec

Capital Intelectual. O Grande Desafio das Organizações. José Renato Sátiro Santiago Jr. José Renato Sátiro Santiago. Novatec Capital Intelectual O Grande Desafio das Organizações José Renato Sátiro Santiago Jr. José Renato Sátiro Santiago Novatec 1 Tudo começa com o conhecimento A gestão do conhecimento é um assunto multidisciplinar

Leia mais

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva.

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva. COMPREENDENDO A GESTÃO DE PESSOAS Karina Fernandes de Miranda Helenir Celme Fernandes de Miranda RESUMO: Este artigo apresenta as principais diferenças e semelhanças entre gestão de pessoas e recursos

Leia mais

Coleção ajuda no sucesso profissional

Coleção ajuda no sucesso profissional COLEÇÃO Unic Josafá Vilarouca Renata Tomasetti (11) 5051-6639 josafa@unicbuilding.com.br renata@unicbuilding.com.br Coleção ajuda no sucesso profissional Série lançada pela Publifolha possui 36 títulos,

Leia mais

Tudo que parece sólido desmancha no ar : Indicadores na Gestão do Conhecimento

Tudo que parece sólido desmancha no ar : Indicadores na Gestão do Conhecimento Tudo que parece sólido desmancha no ar : Indicadores na Gestão do Conhecimento [Insight 053, em 18/06/2002] Por Jayme Teixeira Filho A busca por formas de medida em Gestão do Conhecimento (GC) e Inteligência

Leia mais

Planejamento de sistemas de informação.

Planejamento de sistemas de informação. Planejamento de sistemas de informação. O planejamento de sistemas de informação e da tecnologia da informação é o processo de identificação das aplicações baseadas em computadores para apoiar a organização

Leia mais

Competindo com Tecnologia da Informação. Objetivos do Capítulo

Competindo com Tecnologia da Informação. Objetivos do Capítulo Objetivos do Capítulo Identificar as diversas estratégias competitivas básicas e explicar como elas podem utilizar a tecnologia da informação para fazer frente às forças competitivas que as empresas enfrentam.

Leia mais

NOTAS DE AULA - TELECOMUNICAÇÕES

NOTAS DE AULA - TELECOMUNICAÇÕES NOTAS DE AULA - TELECOMUNICAÇÕES 1. Conectando a Empresa à Rede As empresas estão se tornando empresas conectadas em redes. A Internet e as redes de tipo Internet dentro da empresa (intranets), entre uma

Leia mais

Apresentação da FAMA

Apresentação da FAMA Pós-Graduação Lato Sensu CURSO DE ESPECIIALIIZAÇÃO 444 horras/aulla 1 Apresentação da FAMA A FAMA nasceu como conseqüência do espírito inovador e criador que há mais de 5 anos aflorou numa família de empreendedores

Leia mais

Ementário do Curso de Administração Grade 2008-1 1 Administração da Produção I Fase: Carga Horária: Créditos: Ementa:

Ementário do Curso de Administração Grade 2008-1 1 Administração da Produção I Fase: Carga Horária: Créditos: Ementa: 1 da Produção I Ementário do Curso de Introdução à administração da produção; estratégias para definição do sistema de produção; estratégias para o planejamento do arranjo físico; técnicas de organização,

Leia mais

APÊNDICE A QUESTIONÁRIO APLICADO AOS GESTORES

APÊNDICE A QUESTIONÁRIO APLICADO AOS GESTORES 202 INSTRUÇÕES DE PREENCHIMENTO ALGUNS COMENTÁRIOS ANTES DE INICIAR O PREENCHIMENTO DO QUESTIONÁRIO: a) Os blocos a seguir visam obter as impressões do ENTREVISTADO quanto aos processos de gestão da Policarbonatos,

Leia mais

Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS. Prof. Roberto Marcello

Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS. Prof. Roberto Marcello Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Prof. Roberto Marcello SI Sistemas de gestão A Gestão dos Sistemas Integrados é uma forma organizada e sistemática de buscar a melhoria de resultados.

Leia mais

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR Cada um de nós, na vida profissional, divide com a Essilor a sua responsabilidade e a sua reputação. Portanto, devemos conhecer e respeitar os princípios que se aplicam a todos.

Leia mais

AGENDA. Interação entre comunicação interna corporativa e endomarketing. 02 de Julho. Hotel Intercontinental São Paulo/SP 5ª EDIÇÃO.

AGENDA. Interação entre comunicação interna corporativa e endomarketing. 02 de Julho. Hotel Intercontinental São Paulo/SP 5ª EDIÇÃO. AGENDA Interação entre comunicação interna corporativa e endomarketing 5ª EDIÇÃO D 02 de Julho? Hotel Intercontinental São Paulo/SP Realização: www.corpbusiness.com.br Patrocínio Bronze Apoio Realização:

Leia mais

Utilização de ferramentas de colaboração para Gestão do Conhecimento

Utilização de ferramentas de colaboração para Gestão do Conhecimento Utilização de ferramentas de colaboração para Gestão do Conhecimento Carlos Roberto de Souza Tavares 1 Carlos Mário Dal Col Zeve 2 RESUMO Um dos maiores problemas que as empresas atuais enfrentam refere-se

Leia mais

As cinco disciplinas

As cinco disciplinas As cinco disciplinas por Peter Senge HSM Management julho - agosto 1998 O especialista Peter Senge diz em entrevista exclusiva que os programas de aprendizado podem ser a única fonte sustentável de vantagem

Leia mais

UNEMAT. Professora: Priscila Pelegrini priscila_pelegrini@unemat-net.br

UNEMAT. Professora: Priscila Pelegrini priscila_pelegrini@unemat-net.br UNEMAT GESTÃO DA INFORMAÇÃO, DO CONHECIMENTO E INTELIGÊNCIA ORGANIZACIONAL (GICIO) Professora: Priscila Pelegrini priscila_pelegrini@unemat-net.br SINOP MT 2015-2 CONCEITO DE CONHECIMENTO Conhecimento

Leia mais

CAPITAL INTELECTUAL COMO VANTAGEM COMPETITIVA NAS ORGANIZAÇÕES EMPRESARIAIS

CAPITAL INTELECTUAL COMO VANTAGEM COMPETITIVA NAS ORGANIZAÇÕES EMPRESARIAIS CAPITAL INTELECTUAL COMO VANTAGEM COMPETITIVA NAS ORGANIZAÇÕES EMPRESARIAIS Cesar Aparecido Silva 1 Patrícia Santos Fonseca 1 Samira Gama Silva 2 RESUMO O presente artigo trata da importância do capital

Leia mais

As duas leis fundamentais da Gestão do Conhecimento

As duas leis fundamentais da Gestão do Conhecimento As duas leis fundamentais da Gestão do Conhecimento Como e por que aumentar a Potência de Aprendizagem nas organizações. Filipe M. Cassapo, Gerente de TI, SIEMENS, Filipe@siemens.com Competição e ciclos

Leia mais

PLANO DIRETOR 2014 2019

PLANO DIRETOR 2014 2019 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISA E INOVAÇÃO INDUSTRIAL EMBRAPII PLANO DIRETOR 2014 2019 1 Índice 1. INTRODUÇÃO... 4 2. MISSÃO... 8 3. VISÃO... 8 4. VALORES... 8 5. OBJETIVOS ESTRATÉGICOS... 8 6. DIFERENCIAIS

Leia mais

UNIDADE 2 Empreendedorismo

UNIDADE 2 Empreendedorismo UNIDADE 2 Empreendedorismo O mundo tem sofrido inúmeras transformações em períodos de tempo cada vez mais curtos. Alguns conceitos relativos à administração predominaram em determinados momentos do século

Leia mais

Gestão do Conhecimento Case Documentar

Gestão do Conhecimento Case Documentar Gestão do Conhecimento Case Documentar GESTÃO DO CONHECIMENTO CASE DOCUMENTAR Empresa: Documentar Tecnologia e Informação Localização: R. Barão de Macaúbas 460 20º Andar Santo Antônio BH/MG Segmento: Tecnologia,

Leia mais

GESTÃO DO CONHECIMENTO: PRÁTICAS QUE CRIAM VALOR

GESTÃO DO CONHECIMENTO: PRÁTICAS QUE CRIAM VALOR GESTÃO DO CONHECIMENTO: PRÁTICAS QUE CRIAM VALOR Área: ADMINISTRAÇÃO Categoria: EXTENSÃO Francielle Cwikla Fundação Getulio Vargas, Rua Canafistula 96 Vila B, francwikla@gmail.com Resumo A gestão do conhecimento

Leia mais

O PLANEJAMENTO DE COMUNICAÇÃO COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO

O PLANEJAMENTO DE COMUNICAÇÃO COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO O PLANEJAMENTO DE COMUNICAÇÃO COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO Josiane Corrêa 1 Resumo O mundo dos negócios apresenta-se intensamente competitivo e acirrado. Em diversos setores da economia, observa-se a forte

Leia mais

Unidade III PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE. Prof. Luís Rodolfo

Unidade III PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE. Prof. Luís Rodolfo Unidade III PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Prof. Luís Rodolfo Vantagens e desvantagens de uma rede para a organização Maior agilidade com o uso intenso de redes de computadores; Grandes interações

Leia mais

A evolução da tecnologia da informação nos últimos 45 anos

A evolução da tecnologia da informação nos últimos 45 anos A evolução da tecnologia da informação nos últimos 45 anos Denis Alcides Rezende Do processamento de dados a TI Na década de 1960, o tema tecnológico que rondava as organizações era o processamento de

Leia mais

Aula 15. Tópicos Especiais I Sistemas de Informação. Prof. Dr. Dilermando Piva Jr.

Aula 15. Tópicos Especiais I Sistemas de Informação. Prof. Dr. Dilermando Piva Jr. 15 Aula 15 Tópicos Especiais I Sistemas de Informação Prof. Dr. Dilermando Piva Jr. Site Disciplina: http://fundti.blogspot.com.br/ Conceitos básicos sobre Sistemas de Informação Conceitos sobre Sistemas

Leia mais

EDITAL 01/2014 EDITAL DE QUALIFICAÇÃO E HABILITAÇÃO PROJETOS PESSOAIS

EDITAL 01/2014 EDITAL DE QUALIFICAÇÃO E HABILITAÇÃO PROJETOS PESSOAIS EDITAL 01/2014 EDITAL DE QUALIFICAÇÃO E HABILITAÇÃO PROJETOS PESSOAIS CAPÍTULO I Do Programa Art. 1º O BP Instituto, doravante denominado BPI, pessoa jurídica, responsável pela gestão do Condomínio Empresarial

Leia mais

NOSSO OBJETIVO. GESTÃO DO DESEMPENHO: uma possibilidade de ampliar o negócio da Organização

NOSSO OBJETIVO. GESTÃO DO DESEMPENHO: uma possibilidade de ampliar o negócio da Organização NOSSO OBJETIVO GESTÃO DO DESEMPENHO: uma possibilidade de ampliar o negócio da Organização RHUMO CONSULTORIA EMPRESARIAL Oferecer soluções viáveis em tempo hábil e com qualidade. Essa é a receita que a

Leia mais

2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 1 2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Fundamentos da Vantagem Estratégica ou competitiva Os sistemas de informação devem ser vistos como algo mais do que um conjunto de tecnologias que apoiam

Leia mais

Administração de Recursos Humanos

Administração de Recursos Humanos Administração de Recursos Humanos Profª Ma. Máris de Cássia Ribeiro Vendrame O que é a Administração de Recursos Humanos? Refere-se às práticas e às políticas necessárias para conduzir os aspectos relacionados

Leia mais

Visão Geral dos Sistemas de Informação

Visão Geral dos Sistemas de Informação Visão Geral dos Sistemas de Informação Existem muitos tipos de sistemas de informação no mundo real. Todos eles utilizam recursos de hardware, software, rede e pessoas para transformar os recursos de dados

Leia mais

Módulo IV. Delegação e Liderança

Módulo IV. Delegação e Liderança Módulo IV Delegação e Liderança "As pessoas perguntam qual é a diferença entre um líder e um chefe. O líder trabalha a descoberto, o chefe trabalha encapotado. O líder lidera, o chefe guia. Franklin Roosevelt

Leia mais

Manutenção: estratégias e oportunidades no cenário atual

Manutenção: estratégias e oportunidades no cenário atual Manutenção: estratégias e oportunidades no cenário atual 24º Congresso Brasileiro de Manutenção Olinda PE Eixos para Reflexão Estratégia Cenário atual Oportunidades Eixos para Reflexão Cenário atual Mundo

Leia mais

1: FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÕES

1: FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÕES 1: FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÕES 1 Os sistemas de informação (SI) utilizam hardware, software, redes de telecomunicações, técnicas de administração de dados computadorizadas e outras formas de

Leia mais

Elas formam um dos polos mais dinâmicos da economia brasileira, e são o principal sustentáculo do emprego e da distribuição de renda no país.

Elas formam um dos polos mais dinâmicos da economia brasileira, e são o principal sustentáculo do emprego e da distribuição de renda no país. Fonte: http://www.portaldaindustria.org.br 25/02/2015 PRONUNCIAMENTO DO PRESIDENTE DO CONSELHO DELIBERATIVO NACIONAL (CDN) DO SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS (SEBRAE), NA SOLENIDADE

Leia mais

Questão em foco: Colaboração de produto 2.0. Uso de técnicas de computação social para criar redes sociais corporativas

Questão em foco: Colaboração de produto 2.0. Uso de técnicas de computação social para criar redes sociais corporativas Questão em foco: Colaboração de produto 2.0 Uso de técnicas de computação social para criar redes sociais corporativas Tech-Clarity, Inc. 2009 Sumário Sumário... 2 Introdução à questão... 3 O futuro da

Leia mais

www.jrsantiago.com.br

www.jrsantiago.com.br www.jrsantiago.com.br Gestão do Conhecimento em Projetos José Renato Santiago Cenário Corporativo Muitas empresas gastam parte significativa de seu tempo no planejamento e desenvolvimento de atividades,

Leia mais

Ementário do Curso de Administração Grade 2010-2 1 Administração da Produção I Fase: Carga Horária: Créditos: Ementa:

Ementário do Curso de Administração Grade 2010-2 1 Administração da Produção I Fase: Carga Horária: Créditos: Ementa: 1 da Produção I Ementário do Curso de Introdução à administração da produção; estratégias para definição do sistema de produção; estratégias para o planejamento do arranjo físico; técnicas de organização,

Leia mais

Capítulo 12. Dimensão 7: Aprendizado com o Ambiente. Acadêmica: Talita Pires Inácio

Capítulo 12. Dimensão 7: Aprendizado com o Ambiente. Acadêmica: Talita Pires Inácio Capítulo 12 Dimensão 7: Aprendizado com o Ambiente Acadêmica: Talita Pires Inácio Empresa ABC Crescimento atribuído a aquisições de empresas de menor porte; Esforços de alianças estratégicas e joint-ventures

Leia mais

O papel do bibliotecário na Gestão do Conhecimento. Profª Dr a Valéria Martin Valls Abril de 2008

O papel do bibliotecário na Gestão do Conhecimento. Profª Dr a Valéria Martin Valls Abril de 2008 O papel do bibliotecário na Gestão do Conhecimento Profª Dr a Valéria Martin Valls Abril de 2008 Apresentação Doutora e Mestre em Ciências da Comunicação / Bibliotecária (ECA/USP); Docente do curso de

Leia mais

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO 1 CURSO DE EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2010.2 A BRUSQUE (SC) 2014 2 SUMÁRIO 1ª FASE... 4 01 INFORMÁTICA APLICADA À... 4 02 MATEMÁTICA APLICADA À I... 4 03 METODOLOGIA CIENTÍFICA... 4 04 PSICOLOGIA... 5 05

Leia mais

PROGRAMA DE INTERIORIZAÇÃO DO TRABALHO EM SAÚDE (PITS) Curso de Internet para Profissionais de Saúde

PROGRAMA DE INTERIORIZAÇÃO DO TRABALHO EM SAÚDE (PITS) Curso de Internet para Profissionais de Saúde PROGRAMA DE INTERIORIZAÇÃO DO TRABALHO EM SAÚDE (PITS) INTRODUÇÃO UNIDADE 1 Módulo 1: Curso de Internet para Profissionais de Saúde Internet e a Ciência O papel da internet na formação dos profissionais

Leia mais

Respostas da Lista de Exercícios do Módulo 2: Vantagem Competitiva. Resposta do Exercício 1

Respostas da Lista de Exercícios do Módulo 2: Vantagem Competitiva. Resposta do Exercício 1 Respostas da Lista de Exercícios do Módulo 2: Vantagem Competitiva 1 Resposta do Exercício 1 Uma organização usa algumas ações para fazer frente às forças competitivas existentes no mercado, empregando

Leia mais

Aula 7 Aplicações e questões do Comércio Eletrônico.

Aula 7 Aplicações e questões do Comércio Eletrônico. Aula 7 Aplicações e questões do Comércio Eletrônico. TENDÊNCIAS NO COMÉRCIO ELETRÔNICO Atualmente, muitos negócios são realizados de forma eletrônica não sendo necessário sair de casa para fazer compras

Leia mais

INSTRUMENTOS DE DESENVOLVIMENTO DAS MPEs OFERTADOS PELO SEBRAE. Palestra para o Conselho Regional de Administração

INSTRUMENTOS DE DESENVOLVIMENTO DAS MPEs OFERTADOS PELO SEBRAE. Palestra para o Conselho Regional de Administração INSTRUMENTOS DE DESENVOLVIMENTO DAS MPEs OFERTADOS PELO SEBRAE Palestra para o Conselho Regional de Administração 1 O QUE É O SEBRAE? 2 O Sebrae O Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas da Bahia

Leia mais

Universidade de Brasília. Departamento de Ciência da Informação e Documentação. Prof a.:lillian Alvares

Universidade de Brasília. Departamento de Ciência da Informação e Documentação. Prof a.:lillian Alvares Universidade de Brasília Departamento de Ciência da Informação e Documentação Prof a.:lillian Alvares Fóruns óu s/ Listas de discussão Espaços para discutir, homogeneizar e compartilhar informações, idéias

Leia mais

Gestão do conhecimento Wikipédia, a enciclopédia livre

Gestão do conhecimento Wikipédia, a enciclopédia livre Página 1 de 5 Gestão do conhecimento Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. A Gestão do Conhecimento, do inglês KM - Knowledge Management, é uma disciplina que tem suscitado cada vez mais atenção nas

Leia mais

A Gestão do Conhecimento vai, no entanto, muito além, do investimento em tecnologia ou o gerenciamento da inovação.

A Gestão do Conhecimento vai, no entanto, muito além, do investimento em tecnologia ou o gerenciamento da inovação. Aponta a Gestão do Conhecimento como uma estratégia central para desenvolver a competitividade de empresas e países, discute o investimento em pesquisa e desenvolvimento, e os avanços da tecnologia gerencial

Leia mais

Serviço Público. Manutenção e Suporte em Informática

Serviço Público. Manutenção e Suporte em Informática Serviço Público Manutenção e Suporte em Informática Wilson Pedro Coordenador do Curso de Serviço Público etec_sp@ifma.edu.br Carla Gomes de Faria Coordenadora do Curso de Manutenção e Suporte em Informática

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO - SI

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO - SI SISTEMAS DE INFORMAÇÃO - SI Elaborado e adaptado por: Prof.Mestra Rosimeire Ayres Sistemas Colaborativos Empresariais (ECS) Os sistemas colaborativos nas empresas nos oferecem ferramentas para nos ajudar

Leia mais

GESTÃO DO CONHECIMENTO

GESTÃO DO CONHECIMENTO GESTÃO DO CONHECIMENTO OconceitodeGestãodoConhecimentosurgiunoinício da década de 90 e, segundo SVEIBY (1998, p. 3), a Gestão do Conhecimento não é mais uma moda de eficiência operacional. Faz parte da

Leia mais

Sistemas Empresariais. Capítulo 3: Sistemas de Negócios. Colaboração SPT SIG

Sistemas Empresariais. Capítulo 3: Sistemas de Negócios. Colaboração SPT SIG Capítulo 3: Sistemas de Negócios Colaboração SPT SIG Objetivos do Capítulo Explicar como os SI empresariais podem apoiar as necessidades de informação de executivos, gerentes e profissionais de empresas.

Leia mais

Colaboração nas Empresas SPT SIG Aplicações Empresariais

Colaboração nas Empresas SPT SIG Aplicações Empresariais Capítulo 3: Sistemas de Apoio Gerenciais Colaboração nas Empresas SPT SIG Aplicações Empresariais Objetivos do Capítulo Explicar como os SI empresariais podem apoiar as necessidades de informação de executivos,

Leia mais

GESTÃO DO CONHECIMENTO E INTELIGÊNCIA COMPETITIVA EM ORGANIZAÇÕES: UMA ABORDAGEM CONCEITUAL 1

GESTÃO DO CONHECIMENTO E INTELIGÊNCIA COMPETITIVA EM ORGANIZAÇÕES: UMA ABORDAGEM CONCEITUAL 1 GESTÃO DO CONHECIMENTO E INTELIGÊNCIA COMPETITIVA EM ORGANIZAÇÕES: UMA ABORDAGEM CONCEITUAL 1 Heide Miranda da SILVA 2 RESUMO As exigências do mercado atual somadas aos avanços das tecnologias de informação

Leia mais

Administração e Gestão de Pessoas

Administração e Gestão de Pessoas Administração e Gestão de Pessoas Aula Gestão de Pessoas Prof.ª Marcia Aires www.marcia aires.com.br mrbaires@gmail.com Percepção x trabalho em equipe GESTÃO DE PESSOAS A Gestão de Pessoas é responsável

Leia mais

A Parceria UNIVIR / UNIGLOBO- Um Case Focado no Capital Intelectual da Maior Rede de TV da América Latina

A Parceria UNIVIR / UNIGLOBO- Um Case Focado no Capital Intelectual da Maior Rede de TV da América Latina A Parceria UNIVIR / UNIGLOBO- Um Case Focado no Capital Intelectual da Maior Rede de TV da América Latina Blois, Marlene Montezi e-mail: mmblois@univir.br Niskier, Celso e-mail: cniskier@unicarioca.edu.br

Leia mais

Promotores AEDIN - Associação de Empresas do distrito Industrial de Santa Cruz. FACULDADE MACHADO DE ASSIS CELERA CONSULTORIA E TREINAMENTO LTDA

Promotores AEDIN - Associação de Empresas do distrito Industrial de Santa Cruz. FACULDADE MACHADO DE ASSIS CELERA CONSULTORIA E TREINAMENTO LTDA UNIVERSIDADE COOPERATIVA Promotores AEDIN - Associação de Empresas do distrito Industrial de Santa Cruz. FACULDADE MACHADO DE ASSIS CELERA CONSULTORIA E TREINAMENTO LTDA Educação Empresarial - Treinamento

Leia mais

Sistemas de Informações

Sistemas de Informações Tópicos da aula GESTÃO DA INFORMAÇÃO GESTÃO DO CONHECIMENTO CAPITAL INTELECTUAL TOMADA DE DECISÃO ENGENHARIA DA INFORMAÇÃO Sistemas de Informações Ondas de transformação da humanidade Revolução Agrícola

Leia mais

Faça parte da nossa história! Plano de Patrocínio 2014

Faça parte da nossa história! Plano de Patrocínio 2014 Faça parte da nossa história! Plano de Patrocínio 2014 Sobre a FNQ História Criada em 1991, por um grupo de representantes dos setores público e privado, a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) procura

Leia mais

Aula 07 Planejamento Estratégico de RH

Aula 07 Planejamento Estratégico de RH Aula 07 Planejamento Estratégico de RH Objetivos da aula: Nesta aula o objetivo será Apresentar uma visão diferenciada sobre como as ações integradas de planejamento estratégico de Recursos Humanos (RH)

Leia mais

MBA EXECUTIVO DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

MBA EXECUTIVO DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA MBA EXECUTIVO DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA 2012.1 FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS É uma instituição de direito privado, sem fins lucrativos, fundada em 20 de dezembro de 1944, com o objetivo de ser um centro voltado

Leia mais

FACULDADE DE COMUNICAÇÃO SOCIAL HABILITAÇÃO EM RELAÇÕES PÚBLICAS ASSESSORIA DE RELAÇÕES PÚBLICAS. Professora Iara Silva INTRANET E EXTRANET

FACULDADE DE COMUNICAÇÃO SOCIAL HABILITAÇÃO EM RELAÇÕES PÚBLICAS ASSESSORIA DE RELAÇÕES PÚBLICAS. Professora Iara Silva INTRANET E EXTRANET FACULDADE DE COMUNICAÇÃO SOCIAL HABILITAÇÃO EM RELAÇÕES PÚBLICAS ASSESSORIA DE RELAÇÕES PÚBLICAS Professora Iara Silva INTRANET E EXTRANET CONCEITOS, OBJETIVOS, BENEFÍCIOS E TENDÊNCIAS Renato Schumacher

Leia mais

Divulgação Portal - METROCAMP. Você não quer exercer a profissão mais importante do futuro (Bill Gates)?

Divulgação Portal - METROCAMP. Você não quer exercer a profissão mais importante do futuro (Bill Gates)? Divulgação Portal - METROCAMP Você não quer exercer a profissão mais importante do futuro (Bill Gates)? Torne se um Trabalhador de Conhecimento (Kowledge Worker) de Werner Kugelmeier WWW.wkprisma.com.br

Leia mais

Fundamentos de TI. Aula01_Introdução a Computação.doc - Prof. Me Francisco Bianchi 1

Fundamentos de TI. Aula01_Introdução a Computação.doc - Prof. Me Francisco Bianchi 1 Aula01_Introdução a Computação.doc - Prof. Me Francisco Bianchi 1 1. Introdução 1.1 Tecnologias da Informação - TI Fundamentos de TI A rápida evolução dos mercados, a globalização, a forte pressão de empresas

Leia mais

POLÍTICA EMRPESARIAL DA INT.4

POLÍTICA EMRPESARIAL DA INT.4 POLÍTICA EMRPESARIAL DA INT.4 INTRODUÇÃO Desde que foi fundada em 2001, a ética, a transparência nos processos, a honestidade a imparcialidade e o respeito às pessoas são itens adotados pela interação

Leia mais

Pós-Graduação Business Intelligence

Pós-Graduação Business Intelligence Pós-Graduação Business Intelligence Tendências de Mercado de Business Intelligence Aula 01 Negócios e Tecnologia da Informação Objetivos da Aprendizagem Discutir as pressões corporativas e as reações que

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA PORTARIA Nº 141, DE 24 DE JUNHO DE 2009

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA PORTARIA Nº 141, DE 24 DE JUNHO DE 2009 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA PORTARIA Nº 141, DE 24 DE JUNHO DE 2009 O Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais

Leia mais

EMPREENDEDORISMO BIBLIOGRAFIA CORPORATIVO

EMPREENDEDORISMO BIBLIOGRAFIA CORPORATIVO EMPREENDEDORISMO BIBLIOGRAFIA CORPORATIVO EMPREENDEDORISMO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO Os negócios não serão mais os mesmos em poucos anos Velocidade Custo X Receita cenário mudou Novos Concorrentes competição

Leia mais

Universidade de Brasília Departamento de Ciência da Informação e Documentação Programa de Pós Graduação em Ciência da Informação Prof a.

Universidade de Brasília Departamento de Ciência da Informação e Documentação Programa de Pós Graduação em Ciência da Informação Prof a. Universidade de Brasília Departamento de Ciência da Informação e Documentação Programa de Pós Graduação em Ciência da Informação Prof a. Lillian Alvares Tecnologia e Gestão O principal papel da Tecnologia

Leia mais

Curso de Relações Públicas: 34 anos de tradição, ética e excelência

Curso de Relações Públicas: 34 anos de tradição, ética e excelência Universidade Metodista de São Paulo Faculdade de Jornalismo e Relações Públicas Curso de Relações Públicas: 34 anos de tradição, ética e excelência Fábio França Maria Aparecida Ferrari Maio de 2006 1 Tradição

Leia mais

MBA em Gestão de Pessoas com Ênfase em Estratégias 15ª Turma

MBA em Gestão de Pessoas com Ênfase em Estratégias 15ª Turma MBA em Gestão de Pessoas com Ênfase em Estratégias 15ª Turma Agradecemos seu interesse em nossos programas de ensino e lhe cumprimentamos pela iniciativa de buscar o seu aperfeiçoamento profissional. Você

Leia mais

Gestão da Inovação no Contexto Brasileiro. Hugo Tadeu e Hérica Righi 2014

Gestão da Inovação no Contexto Brasileiro. Hugo Tadeu e Hérica Righi 2014 Gestão da Inovação no Contexto Brasileiro Hugo Tadeu e Hérica Righi 2014 INTRODUÇÃO Sobre o Relatório O relatório anual é uma avaliação do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da FDC sobre as práticas

Leia mais

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr.

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr. A Chave para o Sucesso Empresarial José Renato Sátiro Santiago Jr. Capítulo 1 O Novo Cenário Corporativo O cenário organizacional, sem dúvida alguma, sofreu muitas alterações nos últimos anos. Estas mudanças

Leia mais

Administração das Operações Produtivas

Administração das Operações Produtivas UNIP UNIVERSIDADE PAULISTA ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS Administração das Operações Produtivas Prof. Rodolpho Antonio Mendonça WILMERS São Paulo 2011 Administração das Operações Produtivas Introdução Nada

Leia mais

PROGRAMA DE PROTEÇÃO DE PI

PROGRAMA DE PROTEÇÃO DE PI GUIA PARA MELHORAR O SEU Principais Práticas para a Proteção de PI PROGRAMA DE PROTEÇÃO DE PI 2013 Centro para Empreendimento e Comércio Responsáveis TABELA DE CONTEÚDO CAPÍTULO 1: Introdução à Proteção

Leia mais

Inteligência de Parceiros e Colaboração nos Negócios: a evolução no setor de Telecomunicações

Inteligência de Parceiros e Colaboração nos Negócios: a evolução no setor de Telecomunicações Inteligência de Parceiros e Colaboração nos Negócios: a evolução no setor de Telecomunicações Daniela Ramos Teixeira Para vencer a guerra diária num cenário co-opetivo (competitivo e cooperativo), as empresas

Leia mais

A busca de Competitividade Empresarial através da Gestão Estratégica

A busca de Competitividade Empresarial através da Gestão Estratégica A busca de Competitividade Empresarial através da Gestão Estratégica No início dos anos 90, as organizações passaram a incorporar a visão de processos nos negócios na busca pela qualidade, produtividade

Leia mais

MBA Gestão de Pessoas Ênfase em Estratégias

MBA Gestão de Pessoas Ênfase em Estratégias MBA Gestão de Pessoas Ênfase em Estratégias Curso de Pós-Graduação Lato Sensu Especialização (versão 2011) Coordenação Acadêmica: Maria Elizabeth Pupe Johann OBJETIVOS: Objetivo Geral: - Promover o desenvolvimento

Leia mais

Unidade II GESTÃO DO CONHECIMENTO. Profa. Leonor Cordeiro Brandão

Unidade II GESTÃO DO CONHECIMENTO. Profa. Leonor Cordeiro Brandão Unidade II GESTÃO DO CONHECIMENTO Profa. Leonor Cordeiro Brandão Relembrando Vimos alguns conceitos importantes: O que são dados; O que é informação; Quando uma informação se transforma em conhecimento;

Leia mais

Prezado(a) Sr.(a.) Atenciosamente, Sárgom Ceranto Marketing e Soluções Corporativas. comercial@trecsson.com.br

Prezado(a) Sr.(a.) Atenciosamente, Sárgom Ceranto Marketing e Soluções Corporativas. comercial@trecsson.com.br Prezado(a) Sr.(a.) Agradecemos seu interesse em nossos programa de ensino e lhe cumprimentamos pela iniciativa de buscar o seu aperfeiçoamento profissional. Você está recebendo o programa do curso de Pós-MBA

Leia mais

Gestão do Conhecimento

Gestão do Conhecimento Gestão do Conhecimento 8º Congresso Internacional da Qualidade para Competitividade 02/07/2006 Dr. José Cláudio C. Terra Slide 1 Era do Conhecimento Linha de Montagem Linha de Montagem? Slide 2 Era do

Leia mais

INFORMAÇÕES CONECTADAS

INFORMAÇÕES CONECTADAS INFORMAÇÕES CONECTADAS Soluções de Negócios para o Setor de Serviços Públicos Primavera Project Portfolio Management Solutions ORACLE É A EMPRESA Alcance excelência operacional com fortes soluções de gerenciamento

Leia mais

Agregando valor com Business Service Innovation

Agregando valor com Business Service Innovation Agregando valor com Business Service Innovation A TI é enorme. Existem tantos bits no universo digital quanto estrelas em nosso universo físico. é arriscada. Dois terços dos projetos de TI estão em risco,

Leia mais

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu Mídias Digitais

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu Mídias Digitais Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu Mídias Digitais Apresentação A emergência de novas tecnologias de informação e comunicação e sua convergência exigem uma atuação de profissionais com visão

Leia mais

Todeschi - O você poderia nos dar uma explicação do que é a SBCG e seus objetivos?

Todeschi - O você poderia nos dar uma explicação do que é a SBCG e seus objetivos? Gestão do Conhecimento, Capital Intelectual e Inteligência Competitiva: Entrevista exclusiva com Jayme Teixeira Filho, presidente da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento Jayme Teixeira Filho

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA PORTARIA Nº 138, DE 24 DE JUNHO DE 2009

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA PORTARIA Nº 138, DE 24 DE JUNHO DE 2009 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA PORTARIA Nº 138, DE 24 DE JUNHO DE 2009 O Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais

Leia mais

O papel educativo do gestor de comunicação no ambiente das organizações

O papel educativo do gestor de comunicação no ambiente das organizações O papel educativo do gestor de comunicação no ambiente das organizações Mariane Frascareli Lelis Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho UNESP, Bauru/SP e-mail: mariane_lelis@yahoo.com.br;

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 1.1 2003 by Prentice Hall Sistemas de Informação José Celso Freire Junior Engenheiro Eletricista (UFRJ) Mestre em Sistemas Digitais (USP) Doutor em Engenharia de Software (Universit(

Leia mais

Prioridades e Recomendações (2011-2014) INOVAÇÃO E PRODUTIVIDADE NA INDÚSTRIA

Prioridades e Recomendações (2011-2014) INOVAÇÃO E PRODUTIVIDADE NA INDÚSTRIA Prioridades e Recomendações (2011-2014) INOVAÇÃO E PRODUTIVIDADE NA INDÚSTRIA Documento de Trabalho SESSÃO TEMÁTICA INOVAÇÃO E PRODUTIVIDADE NA INDÚSTRIA Indicador de importância das prioridades (Resultado

Leia mais

Introdução. Gestão do Conhecimento GC

Introdução. Gestão do Conhecimento GC Introdução A tecnologia da informação tem um aspecto muito peculiar quanto aos seus resultados, uma vez que a simples disponibilização dos recursos computacionais (banco de dados, sistemas de ERP, CRM,

Leia mais

www.fernando.parreiras.nom.br

www.fernando.parreiras.nom.br Análise comparativa de processos de desenvolvimento de software à luz da gestão do conhecimento: um estudo de caso de empresas mineiras Fernando Silva Parreiras Gilzirene Simone Oliveira Contexto A engenharia

Leia mais

GESTÃO DO CONHECIMENTO

GESTÃO DO CONHECIMENTO PODER JUDICIÁRIO Tribunal de Justiça do Estado do Ceará GESTÃO DO CONHECIMENTO ARNOUDO ALVES, MsC ETICE Empresa de Tecnologia da Informação do Estado / SEPLAG DAE Departamento de Arquitetura e Engenharia

Leia mais

Introdução 02. A Estratégia Corporativa ESPM Brasil 03. A Definição do Negócio 03. Imagem 03. Objetivos Financeiros 04

Introdução 02. A Estratégia Corporativa ESPM Brasil 03. A Definição do Negócio 03. Imagem 03. Objetivos Financeiros 04 ESTUDO DE CASO A construção do BSC na ESPM do Rio de Janeiro Alexandre Mathias Diretor da ESPM do Rio de Janeiro INDICE Introdução 02 A Estratégia Corporativa ESPM Brasil 03 A Definição do Negócio 03 Imagem

Leia mais

fornecendo valor com inovações de serviços de negócios

fornecendo valor com inovações de serviços de negócios fornecendo valor com inovações de serviços de negócios A TI é grande. Tantos bits no universo digital quanto estrelas em nosso universo físico. é arriscada. Dois terços dos projetos de TI estão em risco,

Leia mais

O PROCESSO DE APRENDIZAGEM A DISTÂNCIA NA EDUCAÇÃO CORPORATIVA: A EFETIVIDADE DO TREINAMENTO

O PROCESSO DE APRENDIZAGEM A DISTÂNCIA NA EDUCAÇÃO CORPORATIVA: A EFETIVIDADE DO TREINAMENTO 1 O PROCESSO DE APRENDIZAGEM A DISTÂNCIA NA EDUCAÇÃO CORPORATIVA: A EFETIVIDADE DO TREINAMENTO CURITIBA PR MAIO DE 2014 Margarete Teresinha Fabbris de Oliveira Santos Faculdade de Administração, Educação,

Leia mais

CONHECENDO E CONCEITUANDO SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

CONHECENDO E CONCEITUANDO SISTEMAS DE INFORMAÇÃO CONHECENDO E CONCEITUANDO SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Franco Vieira Sampaio 1 Atualmente a informática está cada vez mais inserida no dia a dia das empresas, porém, no início armazenavam-se os dados em folhas,

Leia mais

A Sustentabilidade nos Sistemas Associativistas de Produção

A Sustentabilidade nos Sistemas Associativistas de Produção IV SIMPÓSIO BRASILEIRO DE AGROPECUÁRIA SUSTENTÁVEL IV SIMBRAS I CONGRESSO INTERNACIONAL DE AGROPECUÁRIA SUSTENTÁVEL A Sustentabilidade nos Sistemas Associativistas de Produção Prof. José Horta Valadares,

Leia mais