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1 1 A influência da TI na gestão da produção das pequenas e médias empresas. Ricardo Alencar de Azambuja, MAd, Oscar Dalfovo Dr., Paulo Roberto Dias, MEng. 1 1 Departamento de Sistemas e Computação-Universidade Regional de Blumenau (FURB). Programa de Pós Graduação em Informática. Grupo de Pesquisas Sistemas de Informação/Gestão e Competitividade, Blumenau, SC, Brasil. Resumo A inovação dos conceitos tem sido uma característica da administração dos negócios no mundo moderno. O que tem sido a causa das preocupações dos pesquisadores é a sua eficácia. Os modismos têm atraído a atenção com a mesma intensidade que as dificuldades das organizações em obter resultados, em face da complexidade das soluções propostas. Neste contexto, está inserida a Tecnologia de Informações TI, que é um conjunto de recursos, que se bem aplicados, permite e diminuição da distância entre as pequenas e as grandes empresas na competição do mercado globalizado. As empresas de pequeno e médio porte por possuir um processo decisório mais ágil, supostamente devem possuir estratégias de mercado mais flexíveis. Este, no entanto parece não ser o caso das pequenas e médias confecções da Região do Vale do Itajaí. Essas empresas têm mostrado baixo nível de competitividade, sem um posicionamento estratégico viável. É provável que essas empresas não usam de forma correta os recursos de TI no gerenciamento de seus processos produtivos. A conclusão principal do trabalho é de que a TI não é considerada ferramenta importante no processo de planejamento e controle da produção das pequenas e médias empresas de confecções da Região do Vale do Itajaí. Palavras-Chave: tecnologia, informação, competitividade, estratégia, mercado. Abstract The innovation of the concepts has been a characteristic of the administration of the businesses in the modern world. What has been the cause of the researchers' concerns is his effectiveness. The idioms have been attracting the attention with the same intensity that the difficulty of the organizations in obtaining results, in face of the complexity of the proposed solutions. In this context, of the Information Technology is inserted - IT, that it is a group of resources, that if very applied, it allows and decrease of the distance between the small ones and the great companies in the competition of the global market. The companies of small and medium load for possessing a decision process more agile, supposedly they should possess more flexible market strategies. This, however it seems not to be the case of the small ones and averages makings of the Vale do Itajaí. Those companies have been showing low level of competitiveness, without a viable strategic positioning. It is probable that those companies don't use in a correct way the resources of IT in the administration of their productive processes. The main conclusion of the work is that to IT important tool is not considered in the planning process and control of the

2 2 production of the small ones and averages companies of makings of the Vale do Itajaí. Key Words: technology, information, competitiveness, strategy, market 1. Introdução A alteração do eixo de domínio da tecnologia mecanicista para o domínio da Tecnologia da Informação (TI), provocou profundas mudanças no cenário mundial da competição, acelerando o processo de alteração da cultura e levando a globalização às menores economias mundiais. O desempenho das forças competitivas de uma empresa está relacionado a dois fatores: o primeiro fator é o do conhecimento da estrutura do setor empresarial e o segundo fator é a determinação da posição que a empresa deve ocupar naquele setor (Porter, 1992). Um terço do desempenho da empresa é influenciado pelo primeiro fator, e, dois terços pelo segundo. Com este raciocino, deduz-se que o desenvolvimento de estratégias competitivas vitoriosas deve ser efetuado a partir do conhecimento do setor empresarial, onde a empresa atua. Essa adequação correta consiste no bom atendimento das necessidades dos clientes, diferenciação nesse atendimento em relação aos concorrentes, bom relacionamento com os fornecedores e existência de barreiras à entrada de novos concorrentes. No ambiente altamente competitivo, em que estão situadas as pequenas e médias empresas, a diferenciação de processos e produtos é vital. Foco no que realmente importa e a visão prospectiva surge como fatores determinantes do sucesso empresarial e os grandes diferenciadores dos empreendimentos (Porter, 1999). Um diagnóstico organizacional em uma pequena empresa pode deduzir: pela inexistência ou inadequação de estratégias, por falhas na sua execução ou ainda pela inexistência de uso de TI que permita avaliar a execução das estratégias, Ao contrário das grandes empresas, as pequenas e médias empresas possuem agilidade, flexibilidade, aliadas à grande capacidade de adaptação a mudanças. O Sebrae (1997), informa que segundo seus registros, as micro, pequenas e médias empresas em 1996, eram responsáveis por 56% do total das vendas e 64% da mãode-obra do setor de serviços. Isto significa que, cerca de 64% do poder de compra da sociedade brasileira, tem sua origem na economia das micro, pequenas e médias empresas. O uso intensivo de princípios administrativos e estratégicos, dentre eles os recursos da TI, são responsáveis pelo sucesso nas empresas. Dalfovo (2000), afirma que as empresas falham por não utilizarem a TI como recurso estratégico, e como forma de alavancagem de negócios. Parece ser este o caso das pequenas e médias empresas de confecção da Região Metropolitana de Blumenau (Porter, 1999). O motivo da mortalidade destas empresas pode estar ligado ao uso inadequado dos recursos de TI na gestão estratégica de suas empresas. Não se tem encontrado indícios da prática de utilização de TI para suportar o uso de princípios estratégicos,

3 3 como forma de alavancagem de negócios nas pequenas e médias empresas de confecção da Região Metropolitana do Vale do Itajaí. O objetivo principal do trabalho é estabelecer o qual a influência da TI na gestão estratégica das pequenas e médias empresas de confecções da Região Metropolitana do Médio Vale do Itajaí. 2. Tecnologia e Informação. Reduções drásticas no custo de obtenção, processamento e transmissão das informações, estão alterando a maneira como fazemos negócios (Michael Porter, 1999). À medida que, a tecnologia da informação consome uma parcela crescente de seu tempo e investimentos, os executivos se tornam cada vez mais conscientes de que, a questão não pode permanecer sob a responsabilidade exclusiva dos departamentos de PED (processamento eletrônico de dados) ou de SI (sistemas de informação). Ao perceberem que, os rivais estão utilizando a informação para desenvolver a vantagem competitiva, eles reconhecem a necessidade, de se desenvolverem diretamente na gestão da nova tecnologia. No entanto, em face da rapidez da mudança, não sabem como participar do processo (Porter, 1999). Os executivos precisam compreender, como ponto de partida, que a TI, é mais do que apenas computadores. A revolução da informação está afetando a competição, de três maneiras vitais: Muda a estrutura setorial e, assim, altera as regras da competição; Geram vantagem competitiva, ao proporcionar as empresas, novos modos de superar o desempenho dos rivais; Dissemina negócios inteiramente novos, em geral, a partir das atuais operações da empresa. Com a integração de recursos de computação e de telecomunicações, surgiu a Tecnologia da Informação, que passou a apresentar capacidades para armazenar, transferir e processar informações. A principal razão foi o fato de que essas empresas utilizaram avançadas tecnologias, para automatizar processos, visando conduzir os negócios rumo à competitividade. As funções administrativas acabam gerando um crescimento no banco de dados, onerando e tornando-as complexas. (Porter, 1999), A demanda de informações está ocasionando um aumento contínuo de clientes finais (órgãos, clientes, funcionários) que vai desde os órgãos de níveis estratégicos até aos órgãos operacionais, gerando com isso, um número elevado de órgãos responsáveis pela geração e manutenção dos dados. (Melendez, 1990).

4 4 3. Informação e Competitividade. As avaliações, da natureza das atividades desenvolvidas pelas pessoas, devem merecer atenção especial, para garantir a sua efetiva realização, ajustando os procedimentos operacionais à tecnologia e às atividades humanas, para que convivam entrosadas. A busca por novas tecnologias de informação para assegurar processos competitivos é uma atividade complexa, demanda muito tempo, e seu reconhecimento é duvidoso enquanto se encontra na fase de descoberta. Na implantação de novas tecnologias, devemos comparar pontos positivos e negativos, avaliando e analisando dados antecedentes, permitindo decisões acertadas para as proposições de melhorias, advindas da descoberta do jogo de sobrevivência. Pode ser entendido, então, que é extrema, a necessidade das organizações na missão de administrar as informações, com a crescente demanda e sofisticação na TI, (de software, hardware e peopleware), recursos esses, que serão de vital importância para a sobrevivência das empresas. Para Shumpeter (1982), a competitividade das organizações depende da relação entre fatores internos e externos. A economia da Nova Era do Conhecimento estabelece por premissa que, as novas fontes de riqueza são o conhecimento e a comunicação, e não mais os recursos naturais ou o trabalho físico. Essa Nova Era está surgindo em meio a uma revolução, fruto de forças poderosas e incontroláveis: as forças da globalização. A abertura de mercado trouxe atrelado um aumento significativo de concorrentes que, ao lado da disseminação da tecnologia da informação e das redes, contribuiu para a destruição de parcela significativa do emprego, tal como o que se conhece na Era Industrial. Shumpeter, apud McNulty (1968) propõe o conceito que considera que a competição está associada com a eficiência interna da indústria e, com o desenvolvimento de novas tecnologias, novas fontes de fornecimento, e novo tipo de organização. Completa ainda que não é a competição de preços que conta, mas a competição oriunda numa nova commodity, numa nova tecnologia, numa nova fonte de suprimentos, num novo tipo de organização. Exemplifica Porter (1993), através da indústria automobilística competindo em escala mundial: a única maneira de manter a vantagem competitiva é atualizando-a, tornando a mais sofisticada. Gracioso (1995), conclui sobre a competitividade das organizações: as empresas só sobreviverão pelo domínio da tecnologia, no meio a TI. A conclusão que podemos tirar nos mostra que, a busca por competitividade passa pelo domínio da TI nas organizações sendo, portanto, independente do modelo econômico vigente no macro ambiente das organizações. Nas pequenas e médias empresas as mudanças devem ocorrer em prazos menores. 4. Gestão dos processos produtivos ou da produção. Todo este esforço das organizações em busca da competitividade, ocupando espaços no mercado através de novos clientes, não faria o menor sentido se elas

5 5 não pudessem entregar o que vendem nos prazos avençados nos contratos ou nos pedidos. Este equilíbrio só é alcançado utilizando técnicas de TI. A gestão da produção ou de processos produtivos permite estabelecer a correta relação entre as metas estratégicas de vendas estabelecidas e como elas estão sendo cumpridas. As empresas têm algumas opções de trabalho na gestão da produção, entre elas: a metodologia Just In Time (alimentação automática do processo produtivo pelos fornecedores), ou trabalham para estoques, cuja determinação de lotes de produção são baseados na intuição do executivo, ou trabalham sob pedido, ou seja, a cada pedido é emitida uma ordem de produção. Os SI do mercado com estas características, são chamados e ERP Enterprise Resource Planning. 5. Método e Materiais de Pesquisa. Para desenvolver o estudo, a população selecionada para a pesquisa constitue-se de 110 empresas e a amostra foi constituída de 43 empresas. O tamanho da amostra foi determinado com base em cálculo específico de determinação de tamanho de amostra de (Barbetta, 2001). Foram entrevistados os empreendedores, donos das empresas (23), ou seus assessores diretos, para preenchimento dos questionários e obtenção dos dados. Os dados coletados foram ordenados e organizados em Tabelas e representados em gráficos, utilizando o sistema de tabulação de dados, e representações gráficas Sphinx, para permitir sua interpretação e análise. Para que isto ocorresse utilizamos a estatística descritiva como forma de processamento e significância dos dados. (Mattar, 1996). 5.1 Análise e Interpretação dos Resultados. Os dados coletados através dos questionários aplicados durante a pesquisa de campo, permitem traçar um perfil bastante aproximado do comportamento das pequenas e médias empresas de confecções da região Metropolitana do Médio Vale do Itajaí em relação à utilização da TI como ferramenta competitiva. As peculiaridades das empresas de confecções da região metropolitanas de médio Valem do Itajaí podem não ser idênticas as de outras regiões com um parque de confecções similar. Esta origem pode estar ligada a aspectos históricos e culturais, já que o médio Vale do Itajaí possue mais de cem anos de tradição no ramo têxtil e especificamente no ramo de confecções. Estas peculiaridades referem-se à criação de modelagem, modelo de cadeia produtiva e de distribuição, e o modelo de gestão de negócios. Quando inquiridos pela pesquisa: Quanto à utilização de Sistemas de Informação a questão formulada indica que todas as empresas pesquisadas indicaram possuir SI. Ficou claro também pelas respostas, que SI aqui foi entendido como método de anotação de informações, sem relacionar-se especificamente com TI. Houve aqui uma surpreendente quebra de 7% de empresas que não possuem sistema. Quando inquiridos, o porque de suas opções, suas respostas variavam entre falta de recursos para investimento em SI, e desnecessidade corrente. Estas respostas parecem indicar despreparo dos empresários com respeito á utilização TI como ferramenta de gestão de negócios ou suporte à tomada de decisão estratégica.

6 6 Para Campos (1994) a não utilização de TI (Computadores, mais Sistemas de Informação) dificulta a administração das organizações. 1. Quais funções (dos sistemas) são rotineiramente utilizadas? Como se pode observar a maior parte das empresas concentra a utilização dos SI em tarefas de rotina administrativas e operacionais. Ao apontarem tarefas de informação gerencial, especializada e de automação de escritórios e de suporte à tomada de decisão (Tabela 1) as empresas demonstram sua preocupação praticamente exclusiva com ajustes de seus sistemas e atividades em sua cadeia de valores, não com a formulação de estratégias. Observa-se ainda a fraca utilização de SI para tomada de decisão estratégica, demonstrada por apenas 8% das empresas, que se utilizam SI para executivos, contrariando os preceitos de McGee (1996), cujo sucesso dos executivos nas organizações, depende de sua capacidade de utilização de ferramentas de apoio para alavancagem do crescimento. Os empresários desconhecem alguns conceitos básicos de competição e estratégia propostos por Pascale & Athos (1982) que competir leva em consideração nova forma de produzir, e ou novos processos produtivos. O aspecto de se destaca na pesquisa, é que somente 2,3% dos entrevistados, utilizam a gestão de processo industrial. Fica nítido a falta de conhecimento dos executivos da importância do controle da produção e seu envolvimento com as outras áreas da empresa. Gracioso (1995) ainda complementa que, somente sobrevirão as empresas que dominarem a tecnologia, no meio a TI. Tabela 1 Funções Utilizadas Funções rotineiramente utilizadas Cit. Freq. % Informação para Executivos Informação Gerencial-SIG Informação de Suporte à Tomada de Decisão Informação de Tarefas Especializadas Informação de Automação de Escritórios Sistema financeiro Sistema Industrial RH Relatório de Produção Informações dos Serviços TOTAL CITAÇÕES 7 8,0% 17 19,5% 14 16,1% 20 23,0% 20 23,0% 3 3,4% 3 3,4% 2 2,3% 1 1,1% % Gráfico 1 Funções Utilizadas 23,0% 3,4% 3,4% 2,3% 1,1% 8,0% Informaçào para Executivos Informaçào Gerencial-SIG 19,5% Informação de Suporte à Tomada de Decisão Informação de Tarefas Especializadas Informação de Automação de Escritórios Sistema financeiro Sistema Industrial RH Relatório de Produção Informações dos Serviços 16,1% 23,0%

7 7 2. O Sistema de Informação de sua empresa possui qual tecnologia? A visualização na tabela e gráfico 2 indica a maioria das citações para o uso de aplicativos comerciais, que em sua maioria, são sistemas cuja tecnologia não é voltada as informações executivas, e administração de processos produtivos. Data Warehouse, Mineração de dados, e Técnica de Raciocínio Baseado em Casos apresentaram uma incidência significativamente menor. Nossa interpretação é de que a tendência de uso de SI está ainda centrada nos aplicativos comerciais por ser este um método de implantação de SI via usuário. É um método comum por que representa menor custo de implantação e maior facilidade de uso, daí o fato de serem preferidos pelas pequenas e médias empresas. Para Child & Smith (1987), a permanência das empresas no mercado competitivo passa pelo desenvolvimento da habilidade de reconhecer, interpretar, implementar as novas tecnologias do setor. Tabela 2 Tecnologia do SI Utiliza/Tecnologia Cit. Freq. % Data Warehouse Datamining Redes neurais Raciocínio baseado em casos Aplicativos Comerciais Não possui sistema Software especial TOTAL CITAÇÕES 8 15,4% 1 1,9% 2 3,8% 6 11,5% 31 59,6% 2 3,8% 2 3,8% % A distribuição da incidência das tecnologias presentes nos SI foi obtida a partir da contagem das citações totais das ferramentas sugeridas Gráfico 2 Tecnologia de SI 3,8% 3,8% 15,4% 1,9% 3,8% Data Warehouse Datamining Redes neurais Raciocínio baseado em casos Aplicativos Comerciais 11,5% Não possui sistema Software especial 59,6%

8 8 6. Considerações finais Com a sofisticação recente da Tecnologia de Informação, os SI o hardware adequado, e os colaboradores treinados, adquirem nova face nas organizações, tornando-se a ferramenta mais importante para a administração eficiente dos negócios. Eles deixaram de ser considerados processadores e disponibilizadores de informação para se transformarem em recursos estratégicos, fundamentais para a o desenvolvimento e competitividade das organizações modernas. Através do uso intensivo e adequado da TI, as empresas poderão vencer os desafios que se lhes impõem os mercados altamente competitivos de hoje. O problema principal deste trabalho foi saber porque as empresas de confecção da do Médio Vale do Itajaí não utilizam a TI como suporte ou recurso estratégico. Estariam os preços de aquisição da TI no mercado inviabilizando seu uso? Estaria o uso da TI não exercendo influência sobre a administração das pequenas e médias empresas do setor de confecções, do Vale do Itajaí, no processo de tomada de decisão? Estes questionamentos começam a ser esclarecidos quando observamos, a confusão típica entre custo e investimento. Eles não conseguem visualizar o retorno que estas ferramentas podem trazer a curto e médio prazo. Os dados levantados indicam que nas empresas pesquisadas, o computador é sub-utilizado para o processamento de informações. Estas constatações, no mínimo sugerem que exista uma inabilidade gerencial relacionada utilização da TI ou completa desinformação e negligência relativamente à importância e papel destes recursos para a formulação das estratégias organizacionais. Também ficou evidente, pelos dados da pesquisa, que as empresas pesquisadas não possuem sistemas físicos de gestão estratégica de informação. Partindo-se destas evidências, pode-se notar que a TI está longe de ser encarada como ferramenta gerencial de suporte à tomada de decisão estratégica nestas empresas. Além dessas conclusões importantes, outros dados levantados neste trabalho, permitem conclusões diversificadas, ainda que periféricas, porém significativas para os objetivos deste trabalho. Nesta linha, podemos apontar as seguintes conclusões: as empresas pesquisadas parecem estar conscientes dos benefícios gerados pela utilização da TI como recurso estratégico, porém, não os utilizam, e tampouco se predispõe a utilizá-los, com a arquitetura de SI que dispõe; o investimento em computadores é realizado com base no benefício de seu retorno para aumentar a eficiência operacional da organização e não como um instrumento da TI e complemento essencial para uso do recurso estratégico; e por fim, pode-se confirmar a premissa básica deste trabalho de que TI não é utilizada pelas empresas pesquisadas como recurso para o gerenciamento de seus processos produtivos. A conclusão principal é de que a TI não é considerada ferramenta importante no processo de planejamento e controle da produção das pequenas e médias empresas de confecções da Região do Vale do Itajaí.

9 9 Bibliografia. Barbetta, P.A. Estatística aplicada às Ciências Sociais. Florianópolis: UFSC, Child, J., Smith, C. The context and process of organizational transformation. Cadbury limited in its sector. Journal of Management Studies. v. 24, n. 6, p , Dalfovo, O. e Amorim, S.N. Quem Tem Informação é Mais Competitivo. Blumenau: Acadêmica, Gracioso, F. Grandes sucessos da pequena empresa. Brasília: Sebrae, Mattar, F. N. Pesquisa de Marketing. São Paulo: Atlas McGee, J.V. e Prusak, L.Gerenciamento Estratégico da Informação: aumentando a competitividade e a eficiência de sua empresa utilizando a informação como uma ferramenta estratégica. Rio de Janeiro: Campus, McNulty, P. J. Economic theory and the meaning of competition. Quarterly Journal of Economics., Cambridge, Special Edition, v. 82, November, p. 639 a 656, Melendez, Rubem Filho, Prototipação de Sistemas de Informação fundamentos técnicas e metodologia, São Paulo: Livros técnicos e científicos,1990. Pascale, R.T. & Athos, A.G. Artes gerenciais japonesas: métodos e sistemas executivos japoneses adaptados à realidade ocidental. 2. ed., Rio de Janeiro: Record, 1982 Porter, Michael E. A vantagem competitiva das nações. Tradução de Waltensir Dutra. Rio de Janeiro : Campus, 1993, 897p. Porter, M.E. Vantagem competitiva: gerando e sustentando um desempenho superior. Rio de Janeiro: Campus, Porter, M. E Competição (On Competicion) Estratégias Competitivas Essenciais. 3. ed. Rio de Janeiro: Campus, Sebrae - Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação. nº 18. Ano IV, junho, Shumpeter, J. A. Teoria do Desenvolvimento Econômico. São Paulo: Cultural, 1982.

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