Fatores de risco para infecção hospitalar em unidades de terapia intensiva: atualização e implicações para a enfermagem

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1 Fatores de risco para infecção hospitalar em unidades de terapia intensiva: atualização e implicações para a enfermagem Raquel de Fátima Lichy Aluna do Curso de Graduação em Enfermagem. Isaac Rosa Marques Docente do Curso de Graduação em Enfermagem. Orientador. RESUMO A infecção hospitalar é uma das implicações mais frequentes nas unidades de terapia intensiva. Este artigo objetiva, a partir de revisão bibliográfica semi-estruturada, expor quais os procedimentos e fatores estão envolvidos na incidência de infecção hospitalar e, estabelecer uma correlação com a prática de enfermagem. Foram consultadas as seguintes bases de dados: LILACS, Medline e Ovid com o uso de unitermos pertinentes a este tema. Os procedimentos que oferecem maior risco para IH são: cateterização venosa central, ventilação invasiva, cateterização vesical. Outros fatores para infecção são: limpeza inadequada de equipamentos, lavagem das mãos e antibioticoterapia. Concluiu-se que a educação e a mudança de comportamento em relação aos procedimentos podem contribuir para o controle da infecção hospitalar. Descritores: Terapia Intensiva; Enfermagem; Infecção Hospitalar Lichy RF, Marques IR. Fatores de risco para infecção hospitalar em unidades de terapia intensiva: atualização e implicações para a enfermagem. INTRODUÇÃO O Center for Disease Control (CDC) define uma infecção hospitalar como qualquer infecção adquirida durante a hospitalização, que não esteve presente nem se incubou por ocasião da internação e não esteve relacionado com uma hospitalização anterior. Em outra definição, a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), classifica a infecção hospitalar como aquela que é adquirida após a admissão do paciente na Unidade Hospitalar e, que se manifesta durante a internação ou após a alta, quando esta pode ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares. De acordo com DAVID (1998), é caracterizada pelo aparecimento, após 48 horas de internação, considerando precoce as infecções que surgem nas primeiras noventa e seis horas, e tardias quando está em processo de colonização microbiana por patógenos hospitalares. As Infecções Hospitalares (IH) são as complicações mais freqüentes em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Os índices de infecção hospitalar em UTI apresentam porcentagem de 25% a 30% comparado com 5% a 10% dos pacientes de outras unidades de internação (WEY; LOMAR; COSCINA, 1998; HUDAK et al, 1997). Segundo MACHADO (1998), a incidência de infecção mostrou estar diretamente relacionada à duração da própria assistência médica, à manipulação da equipe de enfermagem e à permanência do paciente na UTI. Há vários fatores que elevam os números de casos de infecção hospitalar na UTI. Existem aqueles relacionados ao paciente como transplantes, imunodepressão, queimaduras, etc, e aqueles relacionados aos procedimentos e métodos aos quais o paciente esta exposto (SARRIA, 1994). TEARE (2001), relata um estudo onde 40% de todos os pacientes que tiveram alguma interação com os profissionais de enfermagem, tiveram como resultado a transmissão de Klebsiella pela contaminação das mãos da equipe, demonstrando assim, que a enfermagem é responsável pelo aumento dos índices de infecção hospitalar, e WEY; LOMAR; COSCINA (1998), ressaltam que por ser uma unidade de alto risco, a UTI requer da equipe de enfermagem mais ênfase nos cuidados de rotina. O interesse pelo tema da infecção hospitalar, selecionado como objeto deste estudo, é o resultado da observação dos procedimentos e técnicas desempenhados pela equipe de enfermagem nas instituições onde ocorreram os estágios de graduação de enfermagem, na posição de estudante de enfermagem. A partir destas observações, foi notado que a 43

2 maioria dos profissionais de enfermagem não detém conhecimento ou conscientização suficientes sobre o problema da infecção hospitalar, ou simplesmente não tem incorporado em seu comportamento rotinas e meios para a prevenção e controle da infecção hospitalar. Este artigo se propõe a providenciar a partir de revisão bibliográfica semi-estruturada expor quais os procedimentos e fatores estão envolvidos na incidência de infecção hospitalar e, estabelecer uma correlação com a prática de enfermagem. MÉTODO Trata-se de um estudo bibliográfico assistemático. A obtenção dos materiais foi procedida inicialmente por meio de consulta online às seguintes bases de dados: LILACS (Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), Medline e Ovid, esta última com acesso controlado. O restante dos materiais foi obtido em bibliotecas locais, estando os mesmos disponíveis. A maioria (79%) foi de textos completos de revistas especializadas. Para a busca na base de dados LILACS utilizou-se os seguintes unitermos para formar a expressão de pesquisa: infecção hospitalar, UTI e enfermagem. Na base de dados Medline os seguintes unitermos: nasocomial infection, intensive care unit e nursing, sendo alguns destes materiais obtidos diretamente com seus autores pelo correio eletrônico e convencional. Na base de dados Ovid, onde a maioria dos materiais foi obtida, utilizamos a opção Ovid Full Text Jounals, com os mesmos unitermos utilizados na base Medline. A análise dos dados foi procedida a partir do agrupamento dos textos por assunto. RESULTADOS E DISCUSSÃO A História da Infecção Hospitalar Ao longo de todos os períodos históricos, a medicina vem se desenvolvendo de forma gradativa, de acordo com as características da sociedade, economia da época e do local. Os fatos e descobertas, que mais contribuíram na prevenção de doenças infecciosas, ocorreram no século XIX. Um dos mais importantes acontecimentos, do século XIX, foi a descoberta da causa e conseqüência da febre puerperal, já conhecida por Hipócrates, mas que se tornou grave no século XVIII, quando foram criados os hospitais urbanos, onde as gestantes eram internadas antes, durante e após o parto (RODRIGUES, 1997). Philipp Semmelweis foi quem primeiro percebeu a relação entre o grupo de pacientes e infecção. No hospital onde atuava, implementou a separação de serviço de obstetrícia das demais unidades, numa tentativa de erradicar ou diminuir as infecções. Esta medida não surtiu o efeito esperado e, então, em 1847, estabeleceu compulsoriamente a lavagem de mãos para todos os integrantes da equipe de saúde. Com esta medida obteve resultados significantes em relação à medida anteriormente adotadas refletindo-se na redução da mortalidade materna. Por esta mesma época, Joseph Lister ( ) passou a utilizar o ácido fênico, pulverizando-o no ar e, depois, procurou utilizá-lo para melhor desinfecção das mãos; instrumentais e campos cirúrgicos. Lister utilizava esta prática mesmo após Charles Chamberland ter criado a autoclave para esterilização por calor úmido sob pressão, muito utilizada nos laboratórios de microbiologia; e Pasteur ter demonstrado que a esterilização pelo calor era superior à desinfecção química dos instrumentos cirúrgicos (RODRIGUES, 1997; STARLING; TAVARES, 1998). Mesmo com essas técnicas, as infecções hospitalares nas salas de cirurgia não conseguiam ser controladas devido a não lavagem das mãos dos cirurgiões. Foi, então, que a enfermeira do hospital, Miss Caroline Hampton solicitou a confecção de dois pares de luvas, a Goodyear Rubber Company, sendo prontamente atendida. As luvas já eram utilizadas em cirurgia com a finalidade de proteger os médicos, todavia, para a proteção dos pacientes, como passaram a ser usadas a partir de 1890, foi uma conduta inovadora (RODRIGUES, 1997). No século XX Alexander Fleming descobriu a penicilina a partir dos efeitos de fungos. E na primeira metade do século XX até os anos 40, na era pré-penicilina, as infecções hospitalares eram causadas, predominantemente, por Streptococcus pyogenes e pneumoniae. Com a introdução inovadora das sulfonamidas e da penicilina após a II Guerra Mundial, as infecções graves por estreptococos e estafilococos passaram a ser tratáveis e curáveis. Mesmo com o uso das medicações antiinfecciosas, aumentava-se cada vez mais o número de casos da resistência ao tratamento e da mortalidade. Em decorrência destes fatos, por meio da American Hospital Association, recomendou-se a criação das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar. Em 1962, criou-se a figura do enfermeiro, exclusivamente para o controle de infecção hospitalar no Reino Unido e, a cada 10 anos, realiza-se a International Conference on Nasocomial Infection organizada pelo Center for Disease Control and Prevention (RODRIGUES, 1997). No Brasil, os primeiros relatos de infecção hospitalar, embora não se utilizassem estes Termos, surge a partir de 1956 referindo-se a esterilização do material hospitalar e o uso indiscriminado e inadequado de antibióticos. A primeira Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) surgiu em 1963 no Hospital Ernesto Dornelles, no Rio Grande do Sul. As primeiras comissões multidisciplinares foram criadas na década de 1970, em hospitais públicos e privados, principalmente, ligados a escolas médicas. Em 1983, o Ministério da Saúde promulgou a Portaria nº 196 de 24 de junho, determinando que todos os hospitais do país deverão manter CCIH. Já em 1985, foi publicado o Manual de Controle de Infecção Hospitalar, na tentativa de delinear as medidas básicas, adaptando-se para a realidade nacional. No ano de 1987, a Portaria n. 232 do Ministério da Saúde, publicada no Diário Oficial da União, de 6 de abril de 1988, criava o Programa Nacional de Controle de Infecção Hospitalar, que em 1990 viria a se transformar em divisão de Controle de Infecção Hospitalar. Em 27 de agosto de 1992, o Ministério da Saúde expede, na forma de anexos, normas para o controle de infecções hospitalares, revogando 44

3 a portaria 196, de 24 de junho de 1983 e edita a atual Portaria N 930 (LACERDA, 1995). Fatores de risco para infecção hospitalar e implicações para enfermagem Segundo SARRIA (1994), para que a infecção hospitalar exista, é necessário que haja a relação entre um microorganismo capaz de produzi-la, um vetor de transmissão e um hospedeiro susceptível. Os fatores predisponentes a infecção hospitalar estão ligados a própria situação de saúde e doença, ou a métodos invasivos e ambientais aos quais o paciente esta exposto. Os fatores relacionados a problemas de saúde estão ligados a terapia com esteróides, transplante renal, transplante de medula óssea, fatores de imunodepressão, choque e queimaduras. Entre os fatores de risco devido ao uso de métodos invasivos de diagnóstico e tratamento os mais citados são: uso de cateteres, uso de ventilação invasiva, uso de nutrição parenteral, uso indiscriminado de antibióticos, uso de histamina e betabloqueadores (DAVID,1998; SALOOJEE; STEENHOFF, 2000). Somando-se a estes fatores, KOLLEF et al. (1999), acrescentam a resistência aos antibióticos como um fator contribuinte para o aumento da infecção hospitalar, somando-se a isto, SCHULTZ et al.(2001) consideram o fator idade como um predisponente à infecção. PITTET; MOUROUGA; PERNEGER (1999); NOGUERAS et al.., (2001); BOYLE; HENLY; LARSON (2001), afirmam que a lavagem das mãos é um dos mais importantes aspectos que elevam os índices de infecção hospitalar. Já SHARBAUGH (2001), cita que os equipamentos são vetores de transmissão que propaga a infecção. Cateterização vesical Quanto à incidência de infecção associada ao uso de sonda vesical, a taxa média é de 20% nos pacientes com cateterização por mais de uma semana. O índice de mortalidade em decorrência do uso de cateter vesical é de 3,03, índice este associado a permanência do paciente por mais de 10 dias (MACHADO, 1998). A presença de cateter vesical no paciente significa possibilidade de infecção hospitalar com bacteriúria de até 5% por dia de sondagem, e as infecções do trato urinário representam a segunda maior causa de infecções hospitalares em UTI s da Europa, e a primeira causa nos Estados Unidos (LEONI, 2001). Os cuidados com os procedimentos de enfermagem devem ser otimizados, sendo estabelecidas regras quanto ao uso de antibióticos para o melhor controle da infecção do trato urinário (LEONI, 2001). Segundo FERNANDES; BARATA, (2002), SILVA; PEREIRA; WEY (1998), o sistema fechado é o mais recomendado para prevenir a infecção urinária relacionada ao cateter. O risco de infecção relacionada à cateterização reduz de 97% para até 8%, quando se emprega sistemas fechados de drenagem. Para GARIBALD (1987) e STAMM (1992), dos pacientes que utilizam o sistema aberto, 100% podem adquirir infecção após 4 dias de uso, enquanto que quando utilizado o sistema fechado a porcentagem é de 50% após 7 a 10 dias de cateterização. Embora o uso do sistema fechado seja mais recomendado para a redução da infecção urinária, LEONI (2001,) realizou um estudo sobre o índice de infecções relacionado ao tipo de cateter, comparando o uso do sistema fechado com o sistema aberto de duas entradas. Os resultados demonstraram que não houve significância entre os dois sistemas no que diz respeito ao aumento do índice de infecção, não justificando a sua utilização em pacientes internados na unidade de terapia intensiva. Na comparação das sondas de látex com as de silicone não foi observada diferença significativa, todavia, sondas impregnadas com liga de prata apresentam menor incidência de bacteriúria quando comparadas com sondas de látex, silicone, hidrogel e até mesmo com óxido de prata. Entretanto, as sondagens de curta duração não são influenciadas pelo tipo de material empregado (BARATA; FERNANDES, 2002). De acordo com BARATA; FERNANDES (2002); LEONI (2001), não foi comprovada vantagem de antissépticos para a limpeza do meato uretral prévia à sondagem. A aplicação de soluções antissépticas no meato uretral não reduz o risco de infecção e a limpeza vigorosa do meato pode aumentar sua ocorrência, sendo suficiente a manutenção da higiene local. A irrigação e instilação de anti-sépticos ou antimicrobianos, além de não prevenir infecção, expõe o paciente aos efeitos nocivos das drogas e à pressão seletiva dos microrganismos resistentes. Por outro lado, SILVA; PEREIRA; WEY (1998) afirmam que deve ser utilizada técnica asséptica, realizando higiene intima duas vezes ao dia com polivinilpirrolidona-iodo degermante (PVP-I) e realizar antissepsia com PVP-I solução aquosa Deve-se evitar a abertura deste sistema e, quando for manipulado, deve-se lavar as mãos e utilizar luvas de procedimento. O refluxo da urina é associado com infecção, por isso o saco coletor deve ser adequadamente posicionado em nível inferior ao corpo do paciente. A adição de clorexidina ou de peróxido de hidrogênio no saco coletor não reduz a incidência de infecção, ele deve ser trocado apenas quando clinicamente indicado ou de acordo com as recomendações do fabricante. A sonda deve ser trocada apenas quando necessário, não existindo vantagens na sua troca periódica. (BARATA; FERNANDES, 2002; GARIBALD, 1987). Ventilação invasiva Apesar de todo o avanço tecnológico presente nas unidades de tratamento intensivo, a infecção pulmonar continua sendo a maior causa de morbi-mortalidade entre os pacientes que estão em ventilação mecânica. Os pacientes submetidos a este procedimento estão de 6 a 21 vezes mais propensos a desenvolverem pneumonia. A ocorrência de infecção pulmonar faz aumentar o índice de morbimortalidade independente da patologia do paciente. Para pacientes sob ventilação invasiva, o risco de desenvolver infecção cresce em 1% a cada dia de internação (MOHAMMED; HIJAZI, 2000). De acordo com DAVID (1998), a pneumonia associada à ventilação invasiva tem incidência de 13% a 80% (2,6 a 6,2) dos casos por 100 dias de ventilação invasiva, também aumentado o número de 45

4 internação de sete a nove dias. Ainda, a mortalidade é de 20% a 75% dos pacientes sob ventilação invasiva. Entretanto, MOHAMMED; HIJAZI (2000) relatam que 27-51% desenvolvem pneumonia com risco de mortalidade, e que a percentagem de mortes que não teriam ocorrido na ausência de infecção é de 33% a 50 %. Os principais fatores de risco associados à ventilação invasiva são: duração do tratamento, reintubação, intubação emergencial, sonda nasogástrica, mudança frequente de ventilador, traqueostomia, posição supina do paciente, transporte do paciente para fora da UTI, pressão do balonete ou cânula, tratamento anterior com antibiótico, cirurgia abdominal ou torácica, terapia inalatória, monitoração da pressão intracraniana, broncoscopia, entubação nasotraqueal e aspiração de secreções (MOHAMMED; HIJAZI, 2000). A educação dos profissionais de saúde é de fundamental importância para a redução dos índices de infecção associado do uso da ventilação invasiva. Estes profissionais devem seguir as recomendações das CCIHs. Algums aspectos devem ser observados pela equipe de enfermagem, contribuindo assim na redução da infecção, citando: não trocar os circuitos do aparelho frequentemente, a troca a cada 24 ou 48 horas está mais associada à infecção do que a cada 7 dias; lavar as mãos e ultilizar precauções em relação às secreções; desinfetar e esterilizar os nebulizadores; manter o paciente em decúbito de 30 a 40 º ;usar mascara no contato com secreções (MOHAMMED; HIJAZI, 2000; GIROU, 2001). No entanto ECHER; ONZI; HOEFEL (1990) relacionam outras medidas a serem atendidas pelo pessoal de enfermagem, como por exemplo realizar higiene oral 3 vezes ao dia, trocar conjunto de cânula de traqueostomia e cânula interna, trocar cadarço e curativo da traqueostomia ou da sonda endotraqueal, aspirar o paciente sempre que necessário, trocar sistema de aspiração a cada 6h e trocar solução salina estéril a cada 24h. Cateterização venosa central O uso de cateter venoso central (CVC) é a causa mais frequente de morbi-mortalidade nas UTI s de todo o mundo e a mais importante complicação da nutrição parenteral (COOPERSMITH, 2002). A etiologia da infecção por cateteres e proveniente da via de acesso, pelo tempo de permanência do cateter, pelas mãos do trabalhadores da saúde, pela flora da pele ou pela contaminação de uma outra parte anatômica. A colonização do sítio de inserção ou do canhão, são as principais fontes. O principal agente envolvido é o Staphylococcus epidermidis, mas o S. aureus, Candida sp também aparece como um agente importante. Estes microrganismos podem originar-se da contaminação a partir da flora cutânea, durante a inserção ou por migração ao longo do cateter e também das mãos da equipe ao contaminar o canhão (FERNANDES; BARATA, 2002). Segundo FERNANDES; BARATA (2002), a veia subclávia tem um maior risco de infecção do que as veias jugular e femoral, mas de acordo com os autores DIENER; COUTINHO; ZOCOLLI (1996), a inserção do cateter na veia jugular interna aumenta o risco de bacteremia relacionado ao acesso venoso central. A prática de técnicas assépticas apropriadas deve ser promulgada pelas organizações para o melhor controle da infecção, utilizando-se o máximo de precauções de barreira, pratica esta que necessita do acompanhamento e incentivo da educação continuada. Estudos demonstram que a reciclagem dos enfermeiros de UTI sobre os cuidados com o CVC, reduzem drasticamente a incidência de infecção (FERNANDES; BARATA 2002; COOPERSMITH, 2002) Os cateteres periféricos devem ser trocados a cada horas, pois isto reduz o risco de colonização e flebite. Entretanto, para os cateteres centrais, esta troca rotineira não é benéfica A troca do sistema de infusão deve ser realizada a cada 72 horas, exceto quando forem administrados sangue e derivados, emulsões lipídicas e outras soluções que favoreçam crescimento microbiano (SALOOJEE; STEENHOFF, 2001; FERNANDES; BARATA, 2002). De acordo com COOPERSMITH (2002); PEARSON (1997); MAKI (1992); GANTZ (1985) relatam que quando os cateteres são inseridos usando-se máscara, gorro, luvas estéreis, a diferença de casos é significante. Outra medida imprescindível quanto a prevenção de infecção associada ao uso de cateter venoso central é a limpeza e a antissepsia da pele no sítio de inserção do cateter, usando-se um efetivo antisséptico (SALOOJEE; STEENHOFF, 2001; FERNANDES; BARATA, 2002; COOPERSMITH, 2002; KRZYWDA, 2002). Entretanto os autores diferem quanto ao antisséptico mais adequado. Segundo COOPERSMITH (2002), a fórmula com a composição de glunato de clorexidine com álcool de isopropril foi aprovado recentemente pelo Food & Drug Administration (FDA) na preparação da técnica na passagem do cateter, a combinação da rápida ação do álcool com a persistente ação do clorexidine produz um melhor efeito Para KRZYWDA (2002), a solução adequada como antimicrobiano inclui a tintura de iodo, polvidine iodado, álcool ou clorexidine, como agentes isolados ou em conjunto. CHAIYAKUNAPRUK (2002) constatou em pesquisa que clorexidina deve ser o agente de escolha para os pacientes graves. Já SALOOJEE; STEENHOFF (2001); FERNANDES; BARATA (2002), enfatizam o uso de clorexidine a 2% como sendo mais efetivo do que o polvidine a 10% e o álcool a 70% quando comparados quanto a incidência de bacteremia. A comparação da clorexidina aquosa com a alcoólica demonstrou vantagens desta última formulação, por combinar os benefícios da rápida ação germicida do álcool com a excelente ação residual da clorexidina. A aplicação de solventes orgânicos, como acetona ou éter, é contra indicada por aumentar a inflamação local e causar desconforto ao paciente. Lavagem das mãos A importância das mãos quanto à transmissão de infecção hospitalar é mundialmente conhecida, sendo um procedimento essencial para a prevenção de infecções. Mas é dificil tornar esta prática uma rotina no comportamento dos profissionais de saúde que, apesar do conhecimento da importância não utilizam esta prática, que é mais negligenciada por parte dos médicos do que pelas enfermeiras (NOGUERAS et al., 2001; BOYLE; HENLY; 46

5 LARSON, 2001 ). Uma análise sobre o comportamento dos profissionais de saúde quanto à lavagem das mãos, mostrou que 59% dos médicos e 69% do pessoal de enfermagem não lavavam as mãos ao entrarem na UTI. Antes do contato com o paciente foi observado que 16% dos médicos e 32% do pessoal de enfermagem também não lavavam as mãos. O tempo médio da lavagem foi de 12 a 24 segundos e não houve diferença quanto a categoria da profissão. O resultado do estudo mostrou que a equipe de médicos e enfermagem não valorizam a lavagem das mãos, como sendo um método eficaz na redução da incidência de infecção (CARVALHO et al.,1988). Outra pesquisa descrita por SALOOJEE; STEENHOFF (2001), demonstrou que 30% das enfermeiras lavaram as mãos após o contato direto com o paciente e que 50% lavaram as mãos após a realização de alguns procedimentos altamente contaminantes. A lavagem das mãos tanto com água e sabão quanto com agente anti-séptico reduz a infecção (PITTET; MOUROUGA; PERNEGER, 1999; NOGUERAS et al., 2001; BOYLE; HENLY; LARSON, 2001). Quanto ao tempo gasto para a lavagem das mãos o Mistério da Saúde recomenda que o procedimento tenha 5 minutos de duração e os autores BOYLE; HENLY; LARSON, 2001 recomendam que as mãos devem ser lavadas vigorosamente por 10 a 15 segundos. Já os autores SALOOJEE; STEENHOFF (2001), relatam que a precisão com a técnica da lavagem das mãos é mais importante do que o tempo gasto e do que o agente utilizado na lavagem. A maneira mais eficaz para a redução de infecção causada pela contaminação das mãos dos profissionais de saúde é a realização de programas de educação para estes profissionais, alertando quanto a incidência e prevenção de infecção relacionado a não lavagem das mãos (CARVALHO et al.,1988; PITTET; MOUROUGA; PERNEGER, 1999; BOYLE; HENLY; LARSON, 2001). E de acordo com NOGUERAS et al. (2001) o acesso mais fácil ao agente anti-séptico aumentará ainda mais o número de lavagem das mãos. Uso de Equipamentos Os aparelhos médicos e cirúrgicos constituem um importante veiculo de transmissão de infecção, sendo de suma importância a realização de uma limpeza adequada de todos os utensílios e equipamentos que entram em contato com o paciente. As infecções transmitidas de paciente para paciente é um resultado direto da limpeza inadequada dos utensílios utilizados pelo paciente, sendo assim de responsabilidade do pessoal de enfermagem realizar a limpeza e desinfecção de tudo o que o paciente utilizar, portanto, faz-se necessário o treinamento para a limpeza de cada tipo de equipamento, entendendo o mecanismo básico de ação do detergente ou desinfetante (SHARBAUGH, 2001). A limpeza dos materiais deve ser realizada com água e detergentes, combinando-se com a ação mecânica. E para eliminar os microorganismos, deve ser utilizado um desinfetante próprio para cada equipamento ou utensílio. Muitos estudos com endoscópios mostram que tanto a lavagem manual quanto a mecânica reduzem a contaminação. O método de escolha para a limpeza depende das características do equipamento, é de responsabilidade do fabricante do produto recomendar o tipo de limpeza que o equipamento deve receber (SHARBAUGH, 2001). Segundo SCOTT; BLOOMFIELD (1985), a mistura de água e sabão sem enxágüe é ineficiente em relação aos demais produtos nas mesmas condições de aplicação. A aplicação de desinfetantes fenólicos e hipoclorito produz um aumento significante dos locais limpos. Antibioticoterapia O tratamento inadequado das infecções entre os pacientes da UTI é um determinante importante entre as mortalidades hospitalares, inclui o não direcionamento ao antibiótico específico causando, assim, a resistência aos antibióticos. Os pacientes com algum tipo de infecção e que fazem o uso de antibiótico de forma inadequada, são mais susceptíveis a desenvolverem sepse, choque séptico e infecções sistêmicas. A principal razão para a administração inadequada dos antibióticos é a presença da resistência aos antibióticos tanto os gram positivos quanto os gramnegativos. A terapia com antibióticos deve ter seu início antes do curso da infecção (KOLLEF et al., 1999). Contudo, autores da década de 1970 como POLLACK; CHARACHE (1972); ALEXANDRE (1975); RAPIN; GEORGE; LHOSTE; ROBIN (1979), relatam que os antibióticos profiláticos devem ser evitados. POLLACK; CHARACHE (1972) constataram presença de Klebsiella de 7,4 para 71% nos pacientes recebendo antibiótico profilático, RAPIN; GEORGE; LHOSTE; ROBIN (1979) demonstraram diminuição de infecção hospitalar após restrição do uso de antibiótico profilático e ALEXANDRE (1975) observou diminuição de residência orgânica quando utilizados vários antibióticos. Para que a infecção seja detectada é necessário que os profissionais façam o diagnóstico precoce. Cabe a equipe de enfermagem avaliar de maneira sistemática a temperatura, sinais e sintomas que indiquem algum tipo de infecção, devendo assim, desenvolver-se um protocolo para iniciar-se a administração empírica de antibióticos e, posteriormente, selecionar o antibiótico específico para a infecção suspeita (KOLLEF et al., 1999). CONSIDERAÇÕES FINAIS O problema da Infecção Hospitalar nas UTIs tem sido discutido em todo o mundo, uma vez que foi encontrado um grande número de referências sobre o assunto. As publicações nacionais têm enfocado este problema, mas destas, poucas foram escritas por enfermeiros e publicadas em revistas de enfermagem em comparação com as publicações internacionais. Os artigos em português são mais antigos quando comparados aos de língua estrangeira. Alguns autores diferem quanto aos meios mais eficientes na prevenção da infecção, isto pode estar ocorrendo devido a diferença nos anos das publicações, ou devido a prática e 47

6 experiência de cada autor. É importante perceber que muitos autores de outras categorias profissionais reconhecem a importância da enfermagem no combate á infecção hospitalar, seja na educação da equipe ou na melhoria das técnicas utilizadas. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Roteiro de inspeção do programa de controle de infecção hospitalar. Resolução- RDC nº 48, de 2 de junho de ALEXANDRE, JW. Antibiotics agents and the imune mechanisms of deferise Bull. Acad. Med. v. 51, p , BOYLE, C; HENLY, S; LARSON, E. Understanding adherence to hand hygiene recommendation: The theory of planned behavior. American Journal of Infection Control. v. 29, n.6, p , CARVALHO, M; LOPES, JMA; PELLITTERI, M. Padrão de lavagem das mãos em uma UTI Neonatal. Jornal de Pediatria. v. 64, p , CHAIYAKUNAPRUK, N; VEENSTRA, DL; LIPSKY, BA; SAINT, S. Chlorhexidine Compared With Povidone-Iodine Solution for Vascular Catheter-Site Care. A Meta-Analysis. 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