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1 COMPUTERWORLD Julho 2011 Green Computing A adopção de estratégias de green computing parece ser hoje uma preocupação das empresas portuguesas. Na maior parte das situações, o objectivo principal das organizações nem é a sustentabilidade ambiental. Mas face à necessidade de reduzir custos numa conjuntura económica pouco favorável, as decisões para a sustentabilidade financeira servem bem o ambiente. A cloud computing é uma das soluções mais faladas. Contudo, apresentada como elemento capaz de facilitar bastante a adesão a práticas de computação mais ecológica, também merece reparos por parte da Greenpeace: o problema é a forma, mais ou menos sustentável, como se obtém a energia necessária para alimentar os centros de dados. A gestão da green computing começa a exigir pelo menos um responsável dentro das empresas em vez de mais tecnologia, na visão de alguns agentes de mercado. Ao mesmo tempo, emergem bons exemplos de casos reais como no retalho. E muitas vezes, em dispositivos aparentemente inocentes, como as UPS, escondem-se poupanças revigorantes para organizações financeiramente anémicas. Apesar de tudo, por muito que a evolução da eficiência de tecnologias e processos avance, a formação das pessoas continuará a ser o impulsionador mais sustentável das boas práticas verdes. Julho COMPUTERWORLD

2 2 Comunicações Green Computing Unificadas Conter custos é pretexto para investir Conseguir estancar custos de exploração confirma-se como a principal razão para as empresas portuguesas adoptarem estratégias de cloud computing, considerando as opiniões de vários responsáveis do sector das TI. Os graus de adopção de estratégias de green computing nas empresas portuguesas são variados, de acordo com a percepção do sector das TI. Mas confirma-se que, quando o fazem, têm como principal objectivo a redução de custos num cenário onde manda a contenção de investimentos. Até na administração pública este factor deverá impulsionar a mudança para o green computing, defende Susana Saraiva, da Novabase, nem que seja como efeito colateral. A mesma conjuntura, apesar de promover uma maior sensibilidade indirecta, pode no entanto ter efeitos demasiado agudos. E as oportunidades de investimento não conseguem ter suporte (ver caixa). Mesmo assim, o CEO da Claranet, António Miguel Ferreira, considera que o green computing passou a fase de moda. Tanto clientes como fornecedores parecem estar mais conscientes. Um factor com forte contributo para essa tendência terá sido o aumento significativo dos custos energéticos ao longo dos últimos anos. Na opinião de José Calado, da Unisys, as empresas portuguesas apresentam alguma maturidade nas áreas do green computing. E, segundo Susana Saraiva, da Novabase, não há nenhum sector a desprezar o investimento neste domínio. O que os diferencia é a velocidade de adopção e a forma mais ou menos estruturada de abordagem ao problema, refere. As principais críticas surgem quando a evolução se inverte e os custos sobem, especialmente quando as organizações perdem o controlo sobre a virtualização. Apesar disso, fica a ideia do green computing estar a ser adoptado de forma bastante transversal independentemente do seu sector de actividade, segundo Susana Soares, da Fujitsu. Muito embora, COMPUTERWORLD - Julho 2011 como lembra José Vieira, da Alcatel-Lucent, as empresas com custos de CAPEX e OPEX elevados em equipamentos de comunicações são as que mais se preocupam com a eficiência energética dos seus equipamentos. Opiniões diferentes têm Daniel Cruz, director-geral da NetApp, e Nuno Matias, CEO da Amen. O primeiro considera que as empresas portuguesas estão a dar os primeiros passos em termos de consciencialização para este tema principalmente aquelas com maiores custos de TI, como as telecomunicações, utilities e banca. Para Nuno Matias, nos serviços de centros de dados de dimensão relevante em Portugal, ainda não podemos falar de energias e funcionamentos Pressão da economia pode ser arrasadora Se o green computing não fazia parte do top5 da lista de preocupações/requisitos da maioria das empresas portuguesas num passado recente, a situação tende agora a agravar-se, considera Luís Diniz Santos, da IBM. Isto porque o contexto de retracção do mercado ao investimento leva ao envelhecimento do parque informático. Simultaneamente, estagnam as soluções implantadas sobre estas infra-estruturas, cujos consumos não são melhorados. Apesar disso, o executivo reconhece que os contextos de dificuldade e de retracção trazem grandes oportunidades para as empresas ganharem vantagens competitivas. perfeitamente alinhados com os mais elevados padrões ecológicos. Admite que a realidade tende a mudar, até porque os novos projectos já referem pelo menos critérios de racionamento energético e políticas ambientais alinhadas. Carla Guia faz um resumo bastante abrangente da situação. Para a responsável da Capgemini, a redução de custos torna-se imperativa e consome a atenção dos gestores. Neste contexto, os gestores tomam determinadas decisões que, apesar de não terem como objectivo o green computing, são medidas em conformidade com o green computing. Virtualização de dois bicos Actualmente, é rara a empresa que não tenha iniciado processos de virtualização dos seus servidores e/ou substituição dos [ecrãs] CRT por LCD ou LED considera ainda Carla Guia. Segundo José Calado, os esforços de green computing relacionam-se fortemente com a consolidação e virtualização de servidores. Ainda que em menor grau, também estão ligados à optimização e gestão dos novos centros de dados. Sílvia Saraiva concorda com a importância da virtualização, a medida ou prática mais implementada. Contudo, faz uma ressalva de que a questão é se a virtualização é acompanhada de consolidação - desligando sistemas - e de ferramentas e procedimentos efectivos para a gestão daquilo que foi virtualizado. Para Sílvia Saraiva, este aspecto assume grande importância porque, quando é desprezado, existe uma forte probabilidade de a emenda ser pior que o problema. Outra área actualmente com alguma evolução é a da gestão mais eficiente do posto de trabalho, lembra José Calado. Isto acontece tanto pela adopção de políticas energéticas capazes de permitirem uma utilização mais racional dos equipamentos, como pela utilização de clientes (thin clients) com pouco requisitos de consumo energético em soluções de virtualização do desktop, vulgo Virtual Desktop Infrastructure (VDI), explica. Na base desta tendência, segundo ele, está o suporte dado por tecnologias capazes de oferecerem controlo fino das configurações energéticas, monitorização e análise dos padrões de consumo energético. Em fase inicial no tecido empresarial português, de acordo com José Calado, estão práticas como a gestão do ciclo de vida dos equipamentos, a optimização dos procedimentos de operação, o teletrabalho, o recurso à utilização de energias alternativas e a gestão do espaço físico.

3 Green Computing 3 Não precisa de imprimir este texto para o ler Contrate gestores em vez a Internet nem Amazon e a formas de poder crescer, uma delas é Fnac não facturava o que M&P: Noutros mercados a RD tem lançado títulos em segmentos sair da minha concha. Há um mercado factura de hoje. Receber comprar uma tecnologia nos quais o que domino muito bem, que é a venda carta das Selecções era um grupo tem know-how. Esse tipo de estratégia está a ser pensada para o mer- alargar o lote de produtos que podemos por correspondência. Estamos a tentar evento e tinha uma taxa de resposta brutal. Hoje não estamos Para nessa maximizar realidade. a Aobtenção FL: O mercado de valor português para em as termos empresas, se fossem a Forrester cum teste recomenda e vendemos vitacado ibérico? vender, já hoje vendo vitaminas, como concorrência que estas é duríssima, invistam os num publicitários gestor é de um green décimo, mais computing, coisa minas. em vez Nos de catálogos comprarem já vendemos nossos mais livros tecnologia têm dscondo e procurarem menos coisa, melhorar do Espanhol. processos. É um mer- jóias. Os fabricantes de equipamento de impressão confirmam uma maior consciencialização das empresas portuguesas para as preocupações ambientais. As organizações portuguesas estão mais sensíveis à necessidade de adoptarem boas práticas de preservação ambiental no campo da impressão. A opinião generalizada é de fabricantes como a HP, Lexmark, Oki e Xerox. Para alguns, isso até é factor de negócio. Nélson Bravo, da Lexmark, considera que o nível de consciencialização já atinge algumas empresas nos seus processos e modelos de negócio. Mas, para a maioria, a evolução ainda será longa. Mesmo existindo hardware capaz de reduzir o consumo energético e de recursos, geralmente não existe entre os colaboradores uma atitude ambiental consciente, lamenta. Para isso acontecer defende a necessidade de se adoptarem gestos tão simples e ao mesmo tempo tão eficazes como apagar as luzes das salas quando estas ficam vazias no final do dia, porque só depois se poderá passar para a reorganização criativa de processos e de recursos, sustenta. No entanto, segundo Sandra Andrade, da Xerox, já não é uma opção extra para o sucesso de qualquer negócio, é sim a forma de o realizar e adicionar valor ao próprio negócio. A responsável considera que as empresas já perceberam isso e concorda com a existência de um grau de consciencialização mais forte para o problema. Deixaram de ver a palavra verde associada aos negócios apenas como uma moda e assumem a conjugação como uma forma de fazer negócios e uma forma de estar no próprio mercado, explica a responsável da Xerox. É na Administração Pública e nas grandes empresas que Nélson Bravo aponta os maiores progressos, dado que os concursos públicos e cadernos de encargos das grandes empresas já incluem pedidos sobre o consumo energético dos equipamentos, capacidade de impressão em duplex e relatórios Energy Star que comprovem o seu impacto reduzido no meio ambiente, assinala. Para José Correia, da HP, a preocupação sobre a sustentabilidade ambiental, assim como os objectivos de redução de custos promovem apostas na área dos Managed Print Services. Exemplos são os negócios realizados com a Optimus e o Turismo de Portugal. No último projecto terão sido importantes as expectativas de poupança de 120 árvores ao ano (mediante a redução da utilização de papel em postos de turismo, escolas hoteleiras e casinos), salienta. que Embora foi uma das a maioria razões que (quase cado 70%) relativamente dos inquiridos pequeno serviços, e muitoalém do alinhamento entre processos e me participantes facilitou a decisão, no estudo entrei Online depois Survey de no ano declare ante-que portanto, estão a implantar não é caro pro- lançar revistas A experiência em mente de Sílvia na Saraiva, área editorial, da Novabase, portanto. diz- Forrester ocupado Global por grandes Green grupos IT pessoas. de media, M&P: Diversificar não é necessariariojectos terem saído de sustentabilidade, muitas Portugal apenas 25% o difícil disseram é rentabilizá-las. lhe que na maior FL: Não parte é das uma empresas inevitabilidade. que olham Ou ter em prática um plano abrangente Agora o meu dever green é analisar para oportunidades, ver o que faz sentido acumula lançar ou, esta dades função. de investimento Até porque na estes área temas edito- a green seja, computing, sim tenho o responsável de analisar oportuni- pelas TI M&P: computing As 'gorduras' para já as tinham Em sido consonância, cortadas. 44% consideram eventualmente, que na adquirir. sua Do tanto lado podem ser rial e impulsionados revistas em concreto, por uma depois postura não TI. 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Santos, da IBM Portugal, a considerar a criação e de mais um posto de trabalho em Portugal. uma computação A fundamental mais verde FL: produz Se as resultados oportunidades inconsistentes, claramente, o difíceis corte nade medir forem e boas, de replicar. sim. E ter No como com accionista essa função M&P: específica E isso está como a ajudar exagerada. a rejuvenes- surgirem foi, estrutura entanto, de custos, a consultora aconte-diceu gestor também das noutros TI verdes países, existe as de coisas. alguma Mais forma facilmente em matéria vêem umtem limitado FL: Estamos a formalização a ter resultados da de função vendas também um fundo que de o investimento papel do até Apesar facilita disso, cer entende o perfil que de audiência a ignorância da Selecções? sobre a mas 32% em Portugal das organizações, foi drástico. As Saíram razões para dezenas o crescimento de lhões incluem num novo o facto prodr de uns quantos estar presentes milhores as preocupações do que esperávamos, de green precisa- com- e continuará plano para a investiir crescer. uns quantos dentro mi- das direcções melhores de do que TI há nas uns quais tempos, devem me- pesal muitas e Espanha, vezes o ra departamento fa do lhões de num TI desempenhar novo produto do puting. que meio mente porque estamos a conseguir que um prostão papel não fundamental é a estrutura análise de custos, e relatórios que não para é o projecto de sustentabição diferente: novas a green formas computing de comunicação, está maiori- estão- na recolha milhão de dólares informação, de desvio de Daniel budget. Cruz, da chegar NetApp, a mais testemunha pessoas. A uma internet, evolu- as elevada, lidade. o problema Além disso, é que a aabrangência M&P: Dado da que TI verde têm de édiversificar tariamente as ao nos a cuidado permitir chegar dos a gestores novos clientes, das receita muito não mais é ampla. suficiente fontes de receita, parece quase empresas. uma A clientes razão principal diferentes, é o facto mas que, de os felizmente, apercebido não são assim do peso tão dos diferentes. custos responsáveis se terem para, Não em se condições trata apenas normais, da questão inevitabilidade. aquisição do rentabilizar hardware essa mais eficiente para FL: Não o centro necessariamente. de dados. Tenho de gestão várias das Diferradicionais TI nas despesas compram. globais. Eles Além têm Também exige o aproveitamento de software e de disso, prevê como certo o grau de inevitabilidade Julho COMPUTERWORLD

4 4 Green Computing que o modo de governance evolua para a nomeação de pessoas dedicadas à função de gerir a computação cada vez mais verde. Apesar disso, não será a designação de alguém para a gestão do green computing que irá funcionar como catalisador para a sua implementação, alerta José Calado, da Unisys. A implantação da tendência do green computing nas empresas nacionais e internacionais não carece necessariamente de profissionais específicos, excluindo quando se trata de indústria de produção, defende o director-geral da Amen em Portugal, Nuno Matias. Na sua opinião, o conceito surge de forma global e como uma realidade normal dentro das empresas fornecedoras de serviços de TI. E será dessa forma que os administradores, gestores de marketing e comerciais vão adoptar os conceitos com a naturalidade de uma evolução tecnológica no sector. Para José Calado, o que as empresas realmente necessitam é de ganhar a consciência de que a adopção do green computing deve ser transversal a toda a empresa. Além disso, será importante o corpo organizacional assumir como certo o contributo da mesma na redução de custos e racionalização de investimentos já efectuados em tecnologia. De resto, assumindo a transversalidade da questão, o responsável da Unisys considera que as preocupações sobre a computação verde devem estar presentes na gestão do ciclo de vida dos equipamentos, na gestão energética e na optimização dos recursos de TI. No mesmo sentido das razões apontadas por Daniel Cruz, também José Vieira, da Alcatel, sustenta que actualmente a contenção e a redução dos custos de CAPEX e OPEX são uma preocupação de todas as empresas. Por isso, a preocupação por produtos energeticamente eficientes estende-se a toda a organização, emergindo como essencial para as administrações. Novos gestores podem gerar valor financeiro A Forrester acredita que os gestores das TI verdes podem gerar valor financeiro e ambiental ao determinarem a abrangência do projecto, desenvolverem novos programas, justificando e hierarquizando gastos, e relatarem os sucessos das suas actividades de sustentabilidade. Carla Guia, da Capgemini, defende ideias semelhantes. Considera vital as empresas nomearem um gestor para a green computing ou, pelo menos, um responsável. Tipicamente deveria ser o director de TI, uma vez que as principais áreas de optimização são o data center e os postos de trabalho. Estes últimos consolidam equipamentos e utilizam novas tecnologias, não esquecendo a reciclagem de equipamentos, consumíveis e educação dos colaboradores com novos hábitos, explica. O sucesso do gestor das TI verdes pode ser medido pelo custo de monitorização e redução do impacto ambiental, melhorias de produtividade e aumento de receita. Qualidades de um gestor A Forrester acha que este tipo de gestor deve estar sob a responsabilidade do administrador das infra-estrutura e operações porque a maioria das iniciativas de TI verde focam-se em centros de dados e de TIC distribuídos. Na visão da consultora, entre o leque de qualidades de um bom líder de TI verdes inclui-se o entusiasmo manifestado com a questão ou os conhecimentos para arranjar soluções de TI. Mas a sensibilidade com os desafios de negócio também é importante, assim como a capacidade de coordenar e motivar as partes interessadas em toda a empresa (especialmente os mais cépticos). Além disso, a Forrester acredita que os indivíduos com formação ampla em tecnologias e aptidões de gestão - necessárias para conseguir justificar os seus investimentos -, serão os mais habilitados. Pelo contrário, a consultora não acredita que especialistas tecnológicos com conhecimentos profundos em áreas individualizadas farão uma melhor gestão de green computing. Profissionais precisam de mais competências Profissionais de TI precisam de novas competências para oferecerem soluções de TI mais verdes, segundo o BCS Chartered Institute for IT. Este organismo lançou mesmo uma nova certificação para qualificar recursos humanos. "Não há dúvida de que a legislação acabará por gerar procura por profissionais de TI com novas competências e criar novos papéis, considera Michiel van der Voort, director de serviços de desenvolvimento profissional no instituto. Por exemplo, já estamos a ver a emergência de novos papéis nas empresas, tais como os de gestores de sustentabilidade". "Existe uma oportunidade real para os profissionais de TI de serem pioneiros, entenderem a legislação e os desafios associados à redução das emissões", diz ainda van der Voort. O novo certificado é destinado a uma ampla gama de pessoas, incluindo gestores de centros de dados, consultores, gestores de unidades de negócio ou de compras de TI e profissionais de RSE. Destina-se a cobrir questões relacionadas com o consumo de energia, a gestão de custos em centros de dados, explica porque estes temas são importantes e demonstra os processos de gestão adequadas. E ainda compara as diferenças entre os diferentes resultados inerentes às diversas opções de gestão de energia e de gestão de custos. COMPUTERWORLD - Julho 2011

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6 6 Green Computing Pintar os recursos humanos de verde Recomendações para as PME - Façam uma análise à infra-estrutura para validar quais as áreas aplicacionais/sistemas passíveis de consolidação e/ou virtualização. - Definam e implementem políticas de gestão energética para todos os postos de trabalho. Obter o apoio dos recursos humanos, nomeadamente das chefias, é um pilar fundamental para o green computing. Mais importante? Só o investimento. A maioria dos participantes no presente dossier prevê, de uma ou de outra maneira, uma evolução positiva na adopção das boas práticas de green computing por parte das PME portuguesas. No entanto, estabelecem como condição essencial um esforço na informação e formação - ou seja, na sensibilização dos recursos humanos das empresas. E os ganhos financeiros atravessam quase todos os discursos. Para Henrique Mamede, da Tecnidata, o foco das campanhas informativas devem ser os ganhos financeiros e económicos para se poder criar a consciencialização das vantagens. O mesmo responsável considera que nos próximos anos, com a recuperação da crise, o tema estará no topo da lista das prioridades dos gestores. O green computing não deve ser visto apenas como um problema ambiental, mas também como um problema de responsabilidade social e financeiro, considera Carla Guia, da Capgemini, que recomenda a aposta na virtualização. Mas Luís Diniz Santos, da IBM, reforça a importância da questão ambiental: a educação para as preocupações ambientais, que trazem vantagens competitivas e de sustentabilidade a médio-longo prazo são o aspecto fundamental para uma evolução do green computing. O actual cenário macro-económico e ambiental levará estas preocupações verdes a aumentar, ao ponto de grande parte das decisões de investimento de TI serem baseadas em critérios de green IT, prevê Daniel Cruz. Na opinião do executivo da IBM, a tecnologia por si será cada vez mais eficiente. A Alcatel-Lucent, por exemplo, promete gastos em energia para comunicações 50% abaixo dos níveis actuais, segundo José Vieira. Mesmo assim, a arquitectura de TI deve acompanhar e superar esta tendência para se elevarem os benefícios da sua exploração, ressalva Luís Santos. Este responsável também não esquece a importância da virtualização e da sua potencial evolução para suportar soluções de cloud computing teoricamente mais eficientes, apesar de algumas contestações. O "cloud computing" está a facilitar todos os aspectos do green computing, com vista à COMPUTERWORLD - Julho 2011 adopção de serviços mais eficientes, do ponto de vista da utilização dos recursos de energia, defende António Miguel Ferreira, da Claranet. Nesta linha, Nuno Matias (da Amen) prevê mudanças nas expectativas dos clientes, que ficarão mais interessados no cumprimento de requisitos descritos em SLA (Service Level Agreement) contratados. E tenderão a trabalhar num modelo de partilha de recursos até mesmo ao nível do seu próprio computador pessoal. Dessa forma, será possível reduzir drasticamente as emissões de CO2 e do lixo electrónico. Ao se adoptar uma variedade crescente de estilos de trabalho, incluindo o teletrabalho, a carga ambiental de coisas e pessoas em movimento reduzirse-á, explica Susana Soares, da Fujitsu. Mas para alinhar no processo de redução de impacto ambiental, Sílvia Saraiva (Novabase) lembra ser necessário às empresas compreenderem e aceitarem uma condição: um custo de posse associado aos equipamentos pode ser mais elevado mas capaz de, por via da eficiência energética, tornarse no médio e longo prazo mais económico. José Calado, da Unisys, lembra ainda a importância das decisões e opções serem suportadas por métricas capazes de atestar o valor das soluções na redução de custos. - Revejam os seus processos de gestão do ciclo de vida dos equipamentos de IT para incluírem também os valores referentes ao consumo energético, à reciclagem dos equipamentos e ao custo do espaço físico. José Calado, Unisys - Não receiem contratar um assessment sobre a situação actual e as medidas que podem implementar, até porque algumas delas poderão ter custos meramente residuais. - Mantenham de forma clara o controlo sobre os reais custos dos datacenters, adoptando as medidas necessárias à optimização da utilização do mesmo. - Não tenham receio de concluir que muitas vezes as opções de outsourcing ( hosting ou housing ) são muitas vezes compensadoras. Henrique Mamede, Tecnidata - A virtualização de servidores é uma das principais formas de acção estratégica de Green Computing, devido ao elevado número de vantagens: actualmente os recursos dos servidores são diminutamente utilizados (7 a 15%); um servidor, mesmo pouco solicitado, utiliza 60% do seu consumo máximo possível de energia; num ambiente virtualizado é normal uma utilização média dos recursos disponíveis de 65 a 70%, sem degradação dos desempenhos em alturas de pico. Carla Guia, Capgemini - Devem decidir todas as iniciativas com base no retorno do investimento e assegurar que têm os mecanismos adequados de controlo de gestão para garantir que os benefícios esperados se materializarão. Claro que há investimentos que não entregando retorno económico podem sempre fazer sentido e contribuir para o esforço colectivo. Sílvia Saraiva, Novabase.

7 Green Computing 7 Cloud é mais ecológica até que ponto? Muitos fornecedores de cloud computing não disponibilizam informação capaz de defender a sustentabilidade dos seus serviços. O núcleo da questão é o impacto ambiental da energia utilizada. Quando se trata da cloud computing, os CIO são sempre muito pragmáticos e até talvez cínicos o suficiente para defenderem a green computing. Não é que a sustentabilidade não seja um problema mas é a flexibilidade e o potencial de poupança inerente à cloud que são, na verdade, factores de atracção muito maiores. A atitude enquadra-se bem com as estratégias de muitos fornecedores de cloud computing. Rápidos a exibir os benefícios dos seus serviços para TI mais sustentáveis, demoram muito mais a conseguir sustentar as suas declarações. Como é o caso em vários aspectos da sustentabilidade, a questão não passa apenas pela eficiência energética mas sobretudo por usar uma energia limpa. Em Maio passado, o grupo ambientalista Greenpeace divulgou um relatório onde avaliava as opções de consumo de energia de alguns dos fornecedores de cloud computing: Akamai, Amazon Web Services, Google, HP, IBM ou Microsoft. A ideia do estudo era comparar o impacto ambiental relacionado com o consumo de energia dos principais fornecedores e dos seus centros de dados. A Greenpeace defendeu que, apesar da proliferação de métricas de sustentabilidade criadas pela indústria, nenhumas respondem às perguntas: quanta energia suja está a ser usada e que empresas estão a empregar energia verde para alimentar a sua infra-estrutura para serviços de cloud? A organização ambientalista examinou uma amostra representativa de investimentos de cada empresa em infra-estrutura mais recente, olhando para a quantidade estimada de procura de electricidade e da energia renovável a ser utilizada para cada unidade de energia. A Greenpeace contactou cada organização, solicitando informações sobre os centros de dados, bem como informações sobre a localização de infra-estruturas e os esforços de mitigação. "Esperamos que estas empresas desempenhem um papel fundamental e pioneiro na garantia de se adoptarem sistemas limpos e seguros de energia renovável, evitando assim futuros desastres como o de Fukushima", diz o analista de política de TI da Greenpeace, Gary Cook. "Mas o fracasso da indústria de TI para divulgar informações básicas sobre a sua pegada de energia em rápido crescimento, esconde uma dependência contínua de energia do século XIX suja produzida com carvão, para sustentar a sua infra-estrutura do século XXI". Uma das queixas da Greenpeace é a de que, muitas vezes, o sector das TI deveria representar sustentabilidade baseada em eficiência energética uma área com bons progressos nos últimos anos. O problema é os ganhos em eficiência serem velozmente anulados pelo ritmo de crescimento rápido. E todos estão conscientes do aumento exponencial do volume de dados previsto para os próximos anos. Outra questão é a falta de transparência. Quando a Amazon Web Services reviu, em Dezembro passado, as estimativas da Greenpeace sobre a procura de energia, considerou incorrectos os números - mas não forneceu valores alternativos. Da mesma forma, a Google, disse que as estimativas da Greenpeace tinham excedido substancialmente os valores de consumo de electricidade da Google, mas também não forneceu informações adicionais. Pike prevê reduções de 38% no consumo Um estudo realizado pela Pike Research acrescenta mais dados ao debate sobre como a cloud computing constitui uma abordagem mais verde para a gestão de centros de dados. O trabalho Cloud Computing Energy Efficiency indica que as economias de energia são "substanciais". Segundo a consultora, a adopção da cloud computing levaria a uma redução de 38% nos gastos de energia nos centros de dados no mundo inteiro até Como parte do cenário de adopção de cloud computing, a Pike Research prevê que estes centros vão consumir 139,8 terawatts por hora (TWh) de electricidade em 2020, uma redução de 31% face aos 201,8 TWh registados em A diminuição levará os gastos globais de energia dos centros de dados de 23,3 mil milhões de dólares em 2010 para 16 mil milhões em A redução prevista na emissão de gases com efeito de estufa será de 28%, considerando os níveis de De acordo com o estudo, a cloud computing é capaz de atingir taxas de eficiência industriais e destaca o facto de apenas as maiores das organizações terem hoje os recursos financeiros para alcançar os mesmos níveis de eficiência em centros de dados internos. A Pike prevê que a maior parte do processamento tratado nos centros de dados actuais será transferido para plataformas de cloud computing até "O crescimento da cloud computing terá um efeito muito positivo sobre o consumo de energia pelos centros de dados", considera o analista sénior da Pike, Eric Woods. "Poucas, se algumas, tecnologias limpas têm a capacidade de reduzirem os gastos de energia e produção de gases de efeito estufa sem sofrer um impacto importante nos negócios. Software-as-a-Service (SaaS), Infrastructure-as-a-Service (IaaS) e Plataform-as-a-Service (PaaS) são todos modelos inerentemente mais eficientes do que as alternativas convencionais. E a sua aprovação será um dos maiores factores a contribuir para a ecologização das empresas de TI. O problema é o debate centrar-se em dois lados focados na mesma questão, mas não sobre a mesma questão. Não há nenhuma dúvida sobre os ganhos de eficiência mas mais complexas são, no entanto, as definições de sustentabilidade e de Green IT. Os CIO sabem melhor do que ninguém a dificuldade de argumentar com conceitos amorfos face às ideias rígidas e à frieza dos números. Mas da próxima vez que um fornecedor de cloud procurar publicitar os seus créditos ecológicos, faz sentido questioná-lo sobre o seu investimento em fontes de energia renovável. E observar a sua reacção. Principais alertas da Greenpeace - os centros de dados consomem 1,5 a 2% de toda a electricidade global e este consumo está a crescer a uma taxa de 12% ao ano; - a cloud computing é frequentemente citada como um novo modelo verde para as necessidades de infra-estrutura de TI, mas a Greenpeace considera que poucas empresas fornecem dados capazes de permitirem avaliar objectivamente essas reivindicações; - mais de metade das empresas classificadas pela Greenpeace dependem do carvão para satisfazer 50 a 80% das suas necessidades energéticas; - as inovações de TI têm o potencial de reduzir as emissões de gases de efeito de estufa em todos os sectores da economia mas, frequentemente, isso não é considerado por muitas das maiores empresas de TI na gestão do seu negócio; - há falta de transparência em toda a indústria de TI sobre o impacto dos gases de efeito estufa; - existe uma oportunidade para os operadores de telecomunicações, em mercados emergentes, investirem nas energias renováveis, mas muitos dependem de geradores a diesel para suportar o seu crescimento; - os núcleos de centros de dados (da Google, da Facebook ou da Apple) estão a emergir em lugares como a Carolina do Norte e centro oeste dos Estados Unidos, onde a electricidade produzida a carvão é abundante; - as empresas de TI estão a deixar de colocar no topo das suas prioridades o acesso à energia limpa e renovável, ao decidirem a localização das suas infra-estruturas; - das 10 marcas ou empresas consideradas no estudo da Greenpeace, a Akamai (rede global de distribuição de conteúdos) viu reconhecida a sua transparência, ao ser classificada como líder neste aspecto; a política de localização da Yahoo! foi considerada a mais sólida; a Google e a IBM mostraram ter a abordagem mais global e abrangente para reduzir sua pegada de carbono até à data; - as empresas de TI têm, até agora, falhado em comprometerem-se com a utilização de energia limpa, da mesma forma como estão a adoptar a eficiência energética. Microsoft defende-se A Microsoft defende que a cloud é benéfica para o meio ambiente, ao conseguir reduzir 30% das emissões de carbono por cada utilizador, contrariando assim o estudo da Greenpeace. O fabricante suporta a sua opinião num outro estudo realizado pela Accenture e pela WSP Environment & Energy. O trabalho analisou três aplicações da Microsoft (de , de partilha de conteúdo e de gestão do relacionamento com os clientes vulgarmente implantados pelas empresas) em ambiente cloud e em centros de dados internos. Foram examinadas as pegadas de carbono dos servidores, das redes e da infra-estrutura de armazenamento para três tamanhos diferentes de implantação (100, 1000 e 10 mil utilizadores) e descobriu-se que, quanto menor for a organização, maior será o benefício da cloud computing. "As conclusões do estudo confirmam o que muitas organizações já descobriram: a cloud computing é mais económica e os recursos de TI são usados de forma mais eficiente quando as aplicações de negócios são executadas num ambiente partilhado, diz James Harris, director da Accenture para os serviços em cloud computing. A razão principal para isto, entre outros benefícios, é o facto da cloud oferecer múltiplas eficiências, capazes de contribuirem para a redução do consumo de energia por unidade de trabalho, ajudando assim a reduzir significativamente as emissões de carbono". Julho COMPUTERWORLD

8 8 Green Computing O potencial esquecido da consolidação de UPS A instalação desgovernada destes sistemas de apoio pode resultar em desperdícios de energia significativos. No planeamento da actualização de um centro de dados, os sistemas de backup de energia ficam muitas vezes para as últimas considerações, quando não são o primeiro artigo a ser prescindido. Muitas empresas compram um sistema de alimentação ininterrupta (ou Uninterruptible Power System, UPS) apenas quando acrescentam equipamentos aquilo a que se chama abordagem segmentada. Em pouco tempo, os gestores de centros de dados podem deparar-se com um sistema de energia ineficiente, difícil de manter e melhorar. Mas a consolidação pode oferecer grandes retornos. Na opinião de Pedro Magalhães, da APC, é possível atingir melhorias de eficiência capazes de chegarem aos 30%. E lembra que faz parte de uma boa prática na gestão energética dos centros de dados, recomendada pelo consórcio The Green Grid, grupo de empresas dedicado a promover a eficiência energética e operativa em centros de dados e ecossistemas informáticos. As UPS têm uma vida útil de cinco a sete anos e quanto mais velhas, menos eficientes tendem a ser. As instalações descentralizadas de UPS acabam por deixar encalhada muita capacidade energética. Normalmente, isso resulta na instalação de mais dispositivos do que o necessário. A consolidação identifica esses desperdícios e dá-lhe melhor utilização, até porque as UPS drenam energia de várias formas. Primeiro, muitas vezes não são usadas na sua plena capacidade, levando à instalação de mais unidades para lá do necessário. Depois, o aumento de calor produzido pelos sistemas de alimentação adicional e da ineficiência dos sistemas mais antigos, exigem soluções de refrigeração adicionais. É fácil ver como a consolidação de UPS pode ajudar as empresas a realizar economias de custo significativas. Qualquer equipamento eléctrico consome energia para desempenhar a sua função. Mesmo uma UPS, que é uma máquina eléctrica que produz energia eléctrica, é, ela própria, uma consumidora de energia e como tal deve ser avaliada pelo ponto de vista da eficiência energética, explica Pedro Magalhães. Pela sua especificidade, numa UPS a medida da sua eficiência é o quociente entre a energia que entrega às cargas e que consome à rede eléctrica. O seu rendimento expressa-se na forma de uma percentagem. estando numa UPS actual entre os 90 e os 96%, segundo o responsável. O diferencial para 100 é a percentagem de perdas por via térmica, acrescenta. Rendimento inconstante das UPS tem de ser considerado A questão do consumo das UPS torna-se mais difícil de avaliar pelo facto de o seu rendimento não ser constante: baixa em função do regime de carga. Ou seja, o rendimento de um equipamento a 100% de carga pode ser 92%, a 50% de carga será de apenas 85%, a 25% de carga poderá não ser superior a 65% e a 5% de carga pode consumir mais do que a energia que entrega à carga, explica Pedro Magalhães. Quando se faz uma consolidação de UPS, esta tem a grande vantagem de aumentar a percentagem do regime de carga dos referidos dispositivos de energia (face às arquitecturas de deslocalização), diz o responsável. Nos centros de dados a questão ganha relevância. Nesses ambientes, estão a funcionar equipamentos em redundância que no máximo operam a 50% de carga. Sem consolidação, esses dispositivos podem chegar a funcionar em regimes COMPUTERWORLD - Julho 2011 de carga inferiores a 25%, diz. A queda de rendimento torna-se abrupta e os custos disparam. Num datacenter com uma carga de 400 kw, ter um rendimento de 85% ou de 60%, representa euros de custo anual adicional de energia eléctrica (24 horas x 365 dias x 100 kw x 0.09 Euros), exemplifica. O acréscimo de custos não termina ali: também é necessária mais electricidade para o sistema de arrefecimento. De acordo com Pedro Magalhães, por norma, a relação entre o arrefecimento e o respectivo consumo eléctrico é de um para três. Assim, para neutralizar 100 kw adicionais de calor produzido, serão necessários cerca de 33 kw de energia eléctrica. Nas contas de Pedro Magalhães, são mais 26 mil euros anuais. Então, quando deverá uma empresa considerar a consolidação de UPS? Depois de ter entre cinco a sete sistemas UPS no centro de dados, vale a pena avaliar as opções. Os gestores podem, de facto, usar apenas um ou dois sistemas de energia. Mas existem alguns elementos a considerar antes de pensar seriamente em fazer a consolidação de UPS: O retorno em dinheiro: determine o retorno de investimento necessário e em quanto tempo tem de ser realizado, seja num ano ou a três, por exemplo. O futuro da empresa: quais são as suas perspectivas de crescimento nos próximos cinco anos? Terá o tamanho actual? Expandir-se-á para outras zonas? Considerando-se o futuro da organização, pode ser crucial determinar qual a solução a implementar. O legado de UPS pode ser suficiente se as perspectivas sugerirem um crescimento mínimo ou muito previsível das necessidades de computação, enquanto uma solução escalável, um UPS modular, irá maximizar as percentagens de utilização e pode ser mais económico quando uma organização espera crescer significativamente. O tempo de execução apropriado: depois de uma interrupção de energia, pretende que o centro de dados funcione por 10 minutos, uma hora ou mais? Considere as baterias e o espaço necessário para atingir esse tempo de execução. Hierarquize qual o equipamento essencial para as operações de negócios e quais podem ser desligados para economizar energia, para suportar os sistemas mais críticos. O factor verde: ser mais ecológico é uma parte importante para a sua cultura empresarial? A consolidação de sistemas UPS pode complementar um plano mais amplo de adopção de tecnologia verde, capaz de facilitar o apoio da administração. Os dados: qual a importância das métricas para a sua empresa? Quando consolidar as UPS, pode ilustrar, de forma detalhada, como os dispositivos específicos estão a utilizar a energia e identificar soluções adequadas, se estas envolverem desligar os equipamentos não essenciais ou determinar os servidores menos eficientes para serem potencialmente substituídos. Também pode incluir dispositivos para avisar os clientes quando o equipamento estiver a gastar muita energia. NAR é exemplo concreto A consolidação de UPS não gerou tanto entusiasmo quanto a consolidação de servidores e a virtualização de servidores ou a cloud computing. No entanto, há exemplos consolidados de como se pode ajudar a empresa a reduzir custos e a melhorar a continuidade dos negócios nas quebras de energia. A National Association of Realtors (NAR) é a maior associação de comércio da América do Norte, com mais de 1,1 milhões de membros. A associação é composta por corretores imobiliários, vendedores de imóveis, avaliadores, conselheiros e outras pessoas envolvidas em todos os aspectos do sector imobiliário. Quando a equipa de TI da NAR procurou tornar mais ecológico o seu centro de dados através da virtualização de servidores e outras estratégias, a consolidação de UPS não estava nas suas principais prioridades. No entanto, devido ao seu potencial para aumentar a eficiência energética, rapidamente percebeu como seria uma solução viável. A NAR acabou por consolidar o seu centro de dados abaixo das 20 racks de servidores, armazenamento ou rede, reduziu as suas UPS a sete e identificou uma poupança de 50 mil dólares por ano. Também conheceram uma redução de custos na refrigeração porque as UPS consolidadas não produzem tanto calor como a solução anterior. A consolidação de UPS pode ser uma solução a implantar facilmente, mas não é para todos. Se um profissional não estiver familiarizado com a tecnologia, deve consultar um especialista. A consolidação de UPS é uma solução especialmente eficaz para as empresas utilizadoras de Power over Ethernet (PoE) ou de servidores blade. Ambos consomem mais energia do que as tecnologias convencionais e consolidar as UPS pode ser uma boa maneira de controlar o uso de energia. Seja qual for o ambiente, considere as soluções de gestão de energia nos planos de melhoria energética do centro de dados. A consolidação de UPS pode não ser a solução mais emocionante, mas consegue oferecer uma redução de custos enorme quando implementado correctamente.

9 Green Computing 9 Retalhistas reconhecem valor do verde Grandes retalhistas mundiais encaixam iniciativas de green computing na sua estratégia de negócio, revela uma análise da Retail Systems Research. A maior parte dos retalhistas já não considera a responsabilidade ambiental como uma moda passageira, de acordo com um estudo da Retail Systems Research (RSR). O estudo teve a participação de executivos e gestores de 95 entidades. A maioria deles (61%) acredita que as iniciativas verdes fazem sentido nas empresas. Apesar disso emergiu uma diferença intrigante na forma como as empresas mais bem sucedidas (segundo o crescimento anual de vendas de loja) abordam a sustentabilidade, face às outras no mesmo sector. O estudo constatou que, durante os últimos dois anos, a maioria dos retalhistas refreou o seu foco face à identificação de sinais mistos dos consumidores e favoreceram as iniciativas focadas no âmbito interno, como armazenar mais energia eficientemente. Contudo, embora as empresas menos bem sucedidas fossem mais passíveis de reconhecer o valor da implantação de novos dispositivos energeticamente mais eficientes, foram as de melhor desempenho a identificar o maior retorno potencial. Uma das explicações para isso acontecer, segundo Steve Rowen, managing partner da RSR, tem a ver PROPRIEDADE com o facto destas últimas empresas terem uma cultura empresarial capaz de suportar a experimentação. "Os líderes em resultados de sustentabilidade também estão a obter mais ROI [retorno do investimento], por estarem a experimentar mais soluções", diz. Fazem-no também por estarem mais conscientes tanto dos riscos de não fazer nada e das oportunidades para melhorar os lucros. Ter expectativas claras ajuda As organizações com melhores resultados de sustentabilidade também são normalmente aquelas com expectativas claras sobre os resultados a obter a partir das novas iniciativas. Entre estas empresas, apenas 10% das entrevistadas não sabiam ou não podiam dizer quanto tempo estavam dispostos a esperar para os investimentos em iniciativas produzirem resultados. Os retalhistas mais sustentáveis não são os mais rentáveis por administrarem os seus negócios de forma sustentável (apesar das iniciativas verdes reduzirem custos) - o retorno obtido é resultado da integração da sustentabilidade como parte real da actividade da organização das suas estratégias de negócios. No caso da conclusão lhe soar familiar, é por ser a mesma lição apreendida pelas mais diversas empresas sobre o investimento em TI. As empresas podem utilizar as TI para se diferenciar dos concorrentes, melhorar a produtividade da força de trabalho, envolver mais os clientes ou manter os custos baixos. Obter um retorno dos investimentos em sustentabilidade exige enquadrá-los da mesma maneira. Esta ideia traz boas e más notícias. A má é que se outras indústrias forem como a do retalho, os CIO com vontade em avançar para práticas de negócios sustentáveis têm o seu trabalho fortemente condicionado. Mais de metade (53%) dos retalhistas envolvidos no estudo diz que a tecnologia e a infra-estrutura constituem um dos principais obstáculos ao aproveitamento das oportunidades das estratégias de green computing. Por outro lado, os gestores de TI estão a investir de novo, não apenas em hardware e infra-estrutura, mas também em tecnologias móveis. A RSR prevê que a eficiência energética se tornará uma característica importante das iniciativas de TI conforme os maiores retalhistas implantarem novos sistemas para dar suporte aos clientes e à força de trabalho em mobilidade. Rowen e o co-autor do estudo, Nikki Baird, têm algumas recomendações clássicas para as empresas avançarem com práticas de negócio mais sustentáveis: identificarem os processos passíveis de se tornarem mais sustentáveis, de modo a quando surgir um factor de negócio capaz de suportar a iniciativa, avançar com um projecto. Não é, assim, diferente das estratégias de avaliação de oportunidades para introduzir novas tecnologias. Pode até significar o mesmo. Green computing na Portugal Telecom Quem deve gerir o green computing nas empresas? Como modelo de gestão das TI, faz parte da responsabilidade do CIO, não sendo fundamental um responsável apenas com essa função. A adopção do green computing terá mais sucesso quanto maior for a sua prioridade na organização. Se a sustentabilidade for um objectivo estratégico, a sua implementação estende-se naturalmente pelos vários processos da empresa de forma global, incluindo as TI. Que percentagem da energia usada nos centros de dados é renovável? Em 2010, o consumo de energia efectuado incorporou 42% de energias renováveis. Está em construção um data center [na região da Covilhã] COMPUTERWORLD com índice de eficiência energética PUE 1.2. A utilização de energias renováveis foi uma decisão estratégica, sendo climatizado e alimentado essencialmente por energias fotovoltaicas e eólicas (cobertura com painéis solares e criação de um parque eólico com 28 torres). De destacar o nível de eficiência energética, traduzido na poupança de 93 mil toneladas de CO2 e redução de 40% de consumo energético. Como está a colaboração de I&D no projecto Green Touch? A PT é um dos membros fundadores desta iniciativa e tem vindo a implementar um conjunto de boas práticas ambientais, tendo definido uma política de gestão ambiental. A evolução tecnológica, uma menor dependência energética dos novos equipamentos, sistemas de arrefecimento gratuitos, a introdução e disponibilidade progressivas de energias renováveis são as principais acções que já tomámos de forma a garantir a eficiência das nossas redes TIC e as suas emissões de carbono. Estas iniciativas tiveram os seguintes resultados em 2010: Redução das emissões de CO2 em 7% Redução de 31% no consumo de água Redução de 10% no consumo de papel PT venceu a categoria European Green Mobile Phone Integração no índice de sustentabilidade da Dow Jones, Europe and World (a PT é a única empresa portuguesa integrada nos dois índices de referência mundiais a nível da sustentabilidade: DJSI e FTSE4Good) Presença na lista dos líderes mundiais de sustentabilidade com a Classe Ouro no Sustainability Yearbook 2011 e Classe Prata em RUA GENERAL FIRMINO MIGUEL, Nº 3 TORRE 2-3º PISO LISBOA DIRECTOR EDITORIAL: PEDRO FONSECA EDITOR: JOÃO PAULO NÓBREGA DIRECTOR COMERCIAL E DE PUBLICIDADE: PAULO FERNANDES TELEF FAX PAGINAÇÃO: PAULO COELHO TODOS OS DIREITOS SÃO RESERVADOS. A IDG (International Data Group) é o líder mundial em media, estudos de mercado e eventos na área das tecnologias de informação (TI). Fundada em 1964, a IDG possui mais de funcionários em todo o mundo. As marcas IDG CIO, Computerworld, CFO World, CSO, Channel World, GamePro, InforWorld, Macworld, PC World e TechWorld atingem uma audiência de 270 milhões de consumidores de tecnologia em mais de 90 países, os quais representam 95% dos gastos mundiais em TI. A rede global de media da IDG inclui mais de 460 websites e 200 publicações impressas, nos segmentos das tecnologias de negócio, de consumo, entretenimento digital e videojogos. Anualmente, a IDG produz mais de 700 eventos e conferências sobre as mais diversas áreas tecnológicas. Pode encontrar mais informações do grupo IDG em Julho COMPUTERWORLD

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