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2 ÍNDICE / FICHA TÉCNICA Nesta Edição EDITORIAL Reconhecimento a Colaboradores MENSAGEM Securitas Acrescenta Valor Ambiente e Responsabilidade Social em Destaque Direcções de Área de Negócio Segurança Marítima e Logística Siemens Satisfeita com a Securitas Securitas Há 12 Anos com MSCAR Fundação Eugénio de Almeida Escolhe Securitas Securitas no Vulcão VIGILANTE EM ACÇÃO Quem Faz a Diferença Supervisor: Importante Elo de Ligação Celebração de Novos Contratos EVENTOS Artista Plástico Português na Suécia Securitas na Exposição Sobre o Trilho da Cor Securitas na Feira de Maio da Azambuja Grupo da Securitas Atravessa a Ponte Vasco da Gama Securitas com Presença Significativa Securitas no Nelo Summer Challenge Securitas no Portugal Masters de Golf Securitas Apoiou o Corroios Open Concursos Securitas GRUPO DESPORTIVO Novas Vantagens Natal e Fim de Ano SOLIDARIEDADE Corrida Sempre Mulher Securitas Apoia Campanha de Natal da Caritas Na capa: Vigilante José Martins Ribeiro (de frente) FICHA TÉCNICA Revista Securitas Portugal PROPRIEDADE Securitas - Serviços e Tecnologia de Segurança S.A. SEDE Rua Rodrigues Lobo, n.º 2 Edifício Securitas Linda-a-Velha EDIÇÃO Direcção Serv. Marketing DIRECTOR Firmino Fonseca DESIGN, PRODUÇÃO DE CONTEÚDO E ACOMPANHAMENTO GRÁFICO RH Positivo IMPRESSÃO E ACABAMENTO Multitema - Partners for Printing FOTOGRAFIA José Oliveira Ribeiro Sérgio Botelho (fotos dos Açores) SPRAçores - agradecimento às fotos cedidas Jean Ploteau - Galeria Candyland TIRAGEM exemplares PERIODICIDADE Semestral DISTRIBUIÇÃO Gratuita aos Colaboradores da Securitas e a Clientes Alvarás: MAI, N.º 22A ( ); N.º 22B e C ( ); N.º 22D ( ). Proibida a reprodução total ou parcial sem autorização prévia da Securitas - Serviços e Tecnologia de Segurança S.A. Começo por agradecer a todos os Colaboradores o empenho nos serviços prestados aos Clientes, o que mais uma vez é testemunhado nesta edição da Revista. As marcas constroem-se não com frases apelativas, mas sim com trabalho concreto, no dia-a-dia, através da excelência do serviço, que leva a que os Clientes sintam a necessidade de partilhar a sua satisfação com a empresa prestadora do serviço. O nosso reconhecimento vai também para os Colaboradores que celebram, no decorrer de 2010, 20, 25, 30, 35 e 40 anos de serviço na Securitas, e que, ao longo dos anos, marcaram o desenvolvimento da empresa e de todos aqueles com quem têm privado. Um serviço de excelência não acontece por acaso. Vai-se construindo, com uma visão e propósito claros, focalizando energias nas expectativas que os Clientes depositam na Securitas, e excedendo aquilo que se espera de nós. Com o respeito que nos merece a concorrência, temos de continuar a ser diferentes, sempre para melhor. Só se adiciona valor à actividade dos Clientes quando nos superamos, para servir com gosto, profissionalismo e com alma. A segurança privada deve ser encarada com a importância que realmente tem para a estabilidade da sociedade, em geral. O serviço que prestamos contribui de forma muito concreta para a manutenção da capacidade produtiva dos nossos Clientes, independentemente da actividade económica em que se inserem. Somos, em grande medida, o garante do regular funcionamento de milhares de empresas e entidades a nível nacional, o que constitui fonte de orgulho e de renovados desafios para o futuro. No que respeita a desafios, 2011 deverá ser, segundo as previsões, um ano difícil. Já passámos por situações difíceis e soubemos ultrapassá-las. Tenho a certeza que, com dedicação e resiliência, venceremos mais uma vez este período de crise. Como escreveu um autor desconhecido, Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um Castelo. Gostaria de desejar a todos um Feliz Natal e um Ano de 2011 repleto de saúde e sucesso! EDITORIAL Firmino Fonseca Director Serv. Marketing 02 03

3 No final de cada ano, a Securitas presta uma homenagem conjunta aos seus Colaboradores que atingiram 25, 30, 35 e 40 anos de serviço. Os Colaboradores que perfazem 20 anos de casa são igualmente homenageados, nas respectivas Filiais. HOMENAGEM Reconhecimento a Colaboradores Este ano, são um total de 74 Colaboradores que irão estar presentes na cerimónia de homenagem. Publicamos aqui os seus nomes, manifestando o reconhecimento pelo seu empenhado contributo para o desenvolvimento da Securitas em Portugal. ESTRATÉGIA DE ESPECIALIZAÇÃO Securitas Acrescenta Valor MENSAGEM 25 ANOS DE SERVIÇO Maria Conceição Figueiras Colaço Norberto Soares Teixeira Silva Manuel Gomes Mariano Miguel Alberto Medeiros Ponte António Viveiros Catojo Eugénio Manuel Pedroso Custódio Orlando Domingos Inácio Churro José Sílvio Alves João Martinho Alves Rocha Vitor Manuel Fonseca Batista Mateus Manuel Luz Belesa Fernando Vitorino Sousa Pinheiro Luis Fernando Velhinho Rosa Filipe Joaquim José Gregório Pacheco Reinaldo João Canhoto Alhinho Francisco Luis Marques Alfacinha Armando José Pinto Sousa Augusto Neves Vaz Silva Bento Evangelista Soares José Manuel Neves Madeira Vitor Manuel Silva Costa Raul Fernando Santos Roncon Carlos Alberto Ferreira Ascenção António Manuel Novais Freitas Sampaio Abdulrahman Ussemane Motani Joaquim Trindade Vieira Abrantes Orlando Marques Gaspar António Manuel Gomes Fernandes Vitor Manuel Alves Costa Celestina Maria Ganilha A. Brito José Lopes Almeida Silva 30 ANOS DE SERVIÇO Aida Maria Vilarinho Garnel A. Martins Maria Graça Alves Martins Batista João Joaquim Correia Fernando Augusto Martins Lopes Avelino José Pereira Tavares Armando Marques Silva Fernando António Correia Mendes Fernando Pinto Santos José Manuel Albino António Francisco Silva José Alexandre Lameirão Barata António Meireles José Joaquim Ramalho Bento António Jorge Teixeira Mendes António João Canhoto António César Corrêa Mendes Júnior Vitor Manuel Sanches Manuel Silva Faustino José Manuel Jesus Correia Ana Paula Ferreira Benjamim Augusto Guerra Rita Maria Alice Vieira Freitas Veiga Eliseu Almeida Costa Leonardo Manuel Pereira António Augusto Ferreira Romão Luis Manuel Santos Nobre António Luis Freixo Santos Manuel António Andrade Correia Domingos Francisco Alves Miguel João Santos Soares Manuel Diogenes Gonçalves Carvalho Alberto Jorge Naia Rodrigues Cacais Manuel José Silva Pires Fernando João Assunção Silva Oliveira Manuel Jesus Lopes Pinto Luis Maria Oliveira Ribeiro António Rodrigues Azevedo José António Massa Francisco Maria Pintor Moreira Manuel Tavares Valente 35 ANOS DE SERVIÇO João Carrilho Nobre 40 ANOS DE SERVIÇO Augusto Manuel Roberto Serra Artur Moedas Silva Na última mensagem que escrevi para a nossa revista, tive a oportunidade de antecipar um resultado favorável para 2010, independentemente do contexto socioeconómico que atravessamos. Já no final do exercício económico, posso confirmar essa expectativa e certificar que, de facto, a Securitas Portugal vai conseguir atingir os seus objectivos, finalizando o ano com crescimento e mantendo os níveis de rentabilidade. A nossa estratégia de especialização e procura permanente em acrescentar valor aos nossos serviços, com impacto na satisfação das necessidades dos nossos Clientes, tem demonstrado que estamos no caminho certo, ou seja, apostar em sermos diferentes, sermos melhores. Conforme referi, na actual conjuntura é criticamente decisivo acrescentar valor e eficiência aos processos, desenvolver a nossa cadeia de valor e criar vantagens competitivas, no sentido de nos podermos afirmar efectivamente no mercado e acomodar as suas tendências e exigências. Como posso fazer o meu trabalho de uma forma diferente? Mais eficiente? Mais simples? Com menos custos? São questões que têm de nos assistir continuamente no nosso dia-a-dia de trabalho. Alguns poderão pensar que esta estratégia vem em contraciclo porque a sua materialização obriga a fortes investimentos, por exemplo, em novas ferramentas, em formação específica e criação de novos departamentos. Eu considero, pelo contrário, que cruzarmos os braços à espera que a crise passe, é a pior atitude a adoptar. A ser assim, a confiança e motivação de que todos necessitamos, para potenciar a nossa prestação, ficará seguramente comprometida, acabando por se esbater, paulatina e silenciosamente, a nossa capacidade de criar e motivar as pessoas que connosco interagem (ambiente interno e externo). Com sensatez e pragmatismo, a Securitas vai persistir na manutenção da liderança do Sector da Segurança Privada, sendo líder do conhecimento e elevando os seus padrões de qualidade. Vai continuar a investir nos seus Colaboradores, através do desenvolvimento das suas competências e atribuição das ferramentas necessárias com vista à sua valorização profissional, mantendo uma forte focalização nas necessidades dos seus Clientes. Queremos, solidamente, Colaboradores confiantes e orgulhosos em representar esta Organização e a enfrentar, com afinco, os desafios constantes que nos são colocados pela conjuntura socioeconómica que vivemos e pela competitividade dos mercados globais. Juntos e com espírito de equipa, vamos manter o sucesso, vamos vencer! Aproveito este espaço para desejar a todos os Colaboradores e respectivas Famílias um Feliz Natal e um ano de 2011 repleto de saúde e alegria. Jorge Couto Administrador-Delegado 04 05

4 POLÍTICA DA SECURITAS Ambiente e Responsabilidade Social em Destaque O report que temos recebido dos Clientes tem sido muito positivo. Cerca de 98 por cento dos Clientes manifestam um grau de satisfação elevado nos nossos serviços, o que nos obriga a ser mais ambiciosos para o futuro, a termos métricas mais específicas em função dos Clientes, para que tenham um ainda melhor desempenho ambiental. Neste caso, estamos a falar da poupança de recursos. Além da sua actividade, a Securitas está focada nas questões de Protecção Ambiental e de Reponsabilidade Social. Neste âmbito, falámos com Jorge Martins, Director de Recursos Humanos, que tem igualmente a seu cargo a responsabilidade da concretização das medidas definidas pela Política da Securitas nestas matérias. Quisemos saber o que tem sido implementado nestas importantes áreas e quais os resultados que já se podem constatar, pelo que pedimos ao nosso entrevistado que nos desse uma perspectiva da actual situação. Política Ambiental Securitas Portugal - Quais os aspectos mais relevantes da Política Ambiental da Securitas? Jorge Martins - A Securitas recebeu a Certificação da Qualidade em Dando continuidade a esta sua aposta, obteve a Certificação Ambiental ISO em Março de 2009, sendo a primeira empresa do sector da Segurança Privada a ser certificada neste domínio, a nível nacional. O sistema implementado dá resposta às questões ambientais identificadas, permitindo a sua gestão de forma eco-eficiente. Os consumos de recursos naturais: de água, energia, combustíveis frota automóvel, matérias-primas e a gestão de resíduos produzidos, são alguns dos aspectos considerados nos procedimentos que orientam e regulam a gestão dos serviços prestados, bem como a gestão dos nossos edifícios sede e delegações em Portugal Continental e Regiões Autónomas da Madeira e Açores. SP - Quais as medidas implementadas pela Securitas, nesta matéria, em Portugal? Jorge Martins - Relativamente aos vários aspectos da preservação do ambiente, começamos pelas pessoas. Qual o papel que os nossos Colaboradores têm nesta matéria? Numa perspectiva interna de valorização de todos os resíduos, no ano de 2010, conseguimos enviar para valorização a esmagadora maioria dos resíduos produzidos na nossa actividade e nas nossas instalações. Sendo certificados ambientalmente, estamos nesse âmbito obrigados a fazê-lo. O mais importante é a forma como ajudamos os nossos Clientes a aumentar o seu desempenho em termos da preservação do ambiente. Desde logo incorporámos na formação inicial a sensibilização na vertente ambiental. Fazemos isso para todos os Colaboradores quando entram na nossa empresa. Face ao segmento que vão integrar, bem como o tipo de Cliente em questão, poderão receber formação mais alargada. Por exemplo, os nossos Vigilantes estão sensibilizados para a redução do consumo energético, pelo facto de verificarem diariamente qualquer tipo de desperdício nos sistemas de iluminação, ar condicionado ou outros, desligando-os. Igualmente reportando avarias nos sistemas de canalização. Tudo isso ajuda à redução de consumos energéticos, fornecendo sempre a cada um dos nossos Clientes o relatório operacional, para que, além de constatarem os serviços que prestamos, possam tomar medidas em consonância com os problemas detectados. O paradigma do ambiente é reduzir, depois reciclar, ou seja, valorizar. Temos, por exemplo, um Cliente que registou uma poupança de 30 por cento na sua factura energética. É brutal o consumo de um sistema de ar condicionado que, por esquecimento, fica 24 horas ligado. Em edifícios de grande dimensão, trata-se de uma despesa muito significativa. A nossa intenção é melhorar cada vez mais a formação dada nesta matéria aos Colaboradores, o que também tem impacto a nível da sua vida privada e a relação que têm com o meio ambiente. Temos outros impactos. Uma das questões que mais nos preocupa é reduzir a emissão de CO 2 a nível dos veículos da empresa. Esse é o nosso grande objectivo. Possuímos um significativo parque de viaturas, tentamos mantê-lo de forma adequada, renovando-o em períodos curtos de três anos, para que os seus impactos sejam os menores possíveis. A própria escolha dos veículos tem em conta a eficácia do consumo dos mesmos. Esta prática já está integrada no nosso sistema de gestão. Essa é uma das grandes medidas que tomámos e que contribui para a redução do impacto ambiental dos veículos da Securitas, minimizando as emissões de CO 2. Director de Recursos Humanos, Jorge Martins Estamos também a racionalizar os nossos padrões de compra, principalmente na aquisição de uniformes, para ajudar a controlar os efeitos ambientais e sociais da produção destes produtos. Consideramos a integração de peças que aceitem a lavagem a frio e que não necessitem de serem passadas a ferro. É para aqui que caminhamos, pois temos para cima de Colaboradores em Portugal, cuja farda tem várias mudas, tanto de Verão como de Inverno. SP - Como perspectiva a evolução das medidas de protecção ambiental, a nível global? JM A perspectiva é a de uma maior responsabilidade das organizações e dos indivíduos, em termos dos seus comportamentos diários, a nível profissional e pessoal, por forma a reduzir os impactos negativos no ambiente. Neste sentido, passamos a ter uma responsabilidade cada vez mais individual, pelo que estamos a falar de uma questão de cidadania. Sede da Securitas, em Linda-a-Velha 06 07

5 VIGILÂNCIA ESPECIALIZADA Direcções de Área de Negócio A Securitas tem o seu próprio Código de Ética, em que estas questões estão previstas e consignadas. A crise actual pode ser uma oportunidade, no sentido de revisão e reflexão sobre o comportamento dos indivíduos e das organizações ao nível ambiental. Se partilho o meu transporte com um colega, estou a reduzir os gastos energéticos, a poupar no meu consumo particular de combustível e ainda socializo. É a mudança de atitudes deste tipo que são necessárias e que rapidamente podem contribuir para a melhoria da situação global. Na linha deste tipo de opções, na sede da Securitas, em Linda-a-Velha, fizemos um parque de estacionamento para bicicletas, incentivando os nossos Colaboradores que vivem próximo a deslocar-se através deste meio de locomoção não poluente. Código de Ética SP - Como a Securitas encara a Responsabilidade Social? JM O nosso Código de Ética incorpora um conjunto de boas práticas, no que diz respeito à relação dos Colaboradores entre si e destes com o meio envolvente. Na Formação Inicial, os Colaboradores têm contacto com as práticas da Securitas neste âmbito. É o primeiro passo. Depois, nas acções de reciclagem, sublinhamos essas boas práticas. Como é que isto se torna visível? Temos primeiro de tratar internamente as questões, alertando e evitando os comportamentos de risco, tais como o consumo de álcool e de substâncias aditivas de qualquer tipo, que são a causa da desestruturação do indivíduo com o meio ambiente: a família, a organização, entre outros. Para nós isto é muito importante, porque consideramos que a Responsabilidade Social começa na consciência do impacto que cada atitude tem na sociedade. Os comportamentos de risco afectam, além do desempenho, a condução automóvel, por exemplo, podendo gerar situações de maior gravidade. A postura da Securitas é a de contribuir para a reintegração de grupos de risco. O Survey Inquérito de Satisfação de Colaboradores, que fazemos de dois em dois anos, permite-nos fazer a monitorização interna também das questões de Responsabilidade Social. SP - Quais as acções e causas que têm apoiado neste âmbito? JM Somos membros da APEE - Associação Portuguesa de Ética Empresarial, que é o Organismo de Normalização Sectorial. Participamos nas Comissões Técnicas de Responsabilidade Social CT 164, que produziu as Normas Portuguesas :2008 (Sistema de Gestão da Responsabilidade Social - - Parte 1: Requisitos) e :2010 (Sistema de Gestão da Responsabilidade Social - Parte 2: Guia de Orientação para a Implementação), publicadas pelo IPQ Instituto Português da Qualidade. Somos uma empresa que se norteia pelos princípios de inclusão, tomando obviamente em consideração a especificidade de cada função. Conversámos com os Directores de Área de Negócio da Vigilância Especializada, da Grande Lisboa e Região Norte, respectivamente Rui Araújo e Joaquim Gil, no sentido de sabermos como a prestação de serviços de Segurança Privada tem evoluído e as suas perspectivas para o futuro. Rui Araújo - Grande Lisboa Assumiu, a partir de 1 de Janeiro de 2008, a Direcção da Área de Negócio - Vigilância Especializada, da Grande Lisboa. Possuindo uma experiência de 20 anos na actividade da Segurança Privada, está ao serviço da Securitas desde Antes desta nomeação e desde o ano de 2001, tinha sob a sua responsabilidade a Direcção dos Serviços de Vigilância Especializada da Região Norte, constituída por seis unidades de negócio. Securitas Portugal - Como caracteriza o mercado dos Serviços de Segurança na Região da Grande Lisboa? Rui Araújo A nível nacional, 45 por cento da actividade está concentrada na área da Grande Lisboa, com um peso maior no sector do Estado. Este sector, nesta zona geográfica, representa uma quota expressiva do seu volume de negócios. No sector do Estado, os principais segmentos são Administração Pública, Saúde e Educação. Além destes, no Sector Privado, merecem destaque o das Multinacionais, Indústria e do Retalho (onde incluímos os Centros Comerciais, Hipermercados e cadeias de distribuição e venda). É no sector estatal que temos assistido a algum crescimento, decorrente de uma tendência de recurso ao outsourcing, como forma de responder a algumas insuficiências de meios das Forças de Segurança Pública. Por outro lado, verifica-se um decréscimo no sector da Indústria, por consequência de factores conjunturais que concorrem para o desinvestimento em Portugal, com enfoque nas grandes multinacionais que têm uma grande capacidade de deslocação. No entanto, no geral, estamos a registar crescimento face a A nível da concorrência, no mercado da Grande Lisboa, verificam-se regularmente casos de prestação de serviços fora das condições de regulação, quer por vontade própria das empresas, quer devido à solicitação, por parte do mercado, de serviços que não estão previstos pela lei, provocando uma resposta que é ilegal, do ponto de vista do exercício da actividade. Este tipo de actuação em nada contribui para a credibilidade do sector. Assiste-se também, por parte de algumas empresas (ou da maior parte), à ausência de formação adequada e exigida por lei, promovendo a concorrência desleal, o que penaliza as empresas que actuam dentro da legalidade. Na área da Grande Lisboa, uma meia dúzia de empresas cumpre com as obrigações legais definidas pelo Ministério de Administração Interna (MAI), mas um largo número de empresas actua de forma incorrecta, lesando o Estado, os seus próprios Colaboradores e, no final, o cidadão. 08 SECURITAS PORTUGAL 09

6 Gostaria de salientar que os sucessos que temos alcançado, só foram possíveis graças a toda uma equipa, da qual faço parte, onde vejo o meu papel essencialmente como facilitador. SP - Que perspectivas tem sobre o desenvolvimento do sector em Portugal, e a capacidade da Securitas para acompanhar os desafios que se colocarão num futuro próximo? Desde 1992 que desempenha funções na área da Segurança Privada, tendo sido admitido ao serviço da Securitas em 1994, onde tem ocupado diversos cargos, o anterior dos quais, desde 2006, como Gestor do Segmento de Mercado da Indústria. Securitas Portugal - Como encara as responsabilidades que tem em termos operacionais e de gestão, numa área geográfica tão extensa? Rui Araújo (primeira fila, quinto a contar da esquerda) com a Equipa da Filial de Lisboa SP - Quais os principais desafios e oportunidades sentidas actualmente no sector da Segurança Privada? RA As empresas Clientes pressionam os fornecedores de Segurança Privada no sentido da redução de preços, face à necessidade de diminuírem os seus custos. Este é um factor potenciador para o surgimento do tipo de empresas anteriormente referidas, que recorrem à prática de preço dumping, ou seja, um preço que só pode ser praticado se a empresa não actuar de acordo com as normas exigidas. E, neste contexto, o crescimento e a manutenção da rentabilidade são um desafio enorme. Outro desafio grande que gostaria de registar é o facto de se verificar um prazo cada vez mais dilatado no pagamento dos serviços, por parte de muitos Clientes. Sendo que, obrigatoriamente, as empresas de segurança têm os seus compromissos mensais, a nível salarial, não podendo deixar de os cumprir, o que se traduz num esforço acrescido para a gestão do negócio. Este custo financeiro vem agravar ainda mais o fosso entre as diferentes práticas, das empresas cumpridoras e incumpridoras. O aumento da insegurança e da criminalidade, apesar de indesejável, gera cada vez mais necessidades de segurança, as quais só têm resposta por parte das empresas estruturadas e dimensionadas para o efeito, como é o caso da Securitas. Uma outra oportunidade, que se tem revelado nos últimos tempos, provém da crescente consciencialização, por parte de alguns gestores de empresas, do valor da segurança, como factor decisivo na manutenção da sua capacidade produtiva, à qual a Secu- ritas está e continuará a responder com soluções integradas diferenciadoras. SP - Que importância atribui à componente humana e à formação na área da Segurança Privada e, em particular, na Securitas? RA Para a prestação de serviços de Vigilância Especializada na Região da Grande Lisboa, a Securitas tem Vigilantes e uma estrutura de apoio constituída por 43 Colaboradores. Do total, cerca de 95 por cento são efectivos da nossa empresa. Como qualquer empresa que pretende crescer e desenvolver-se, a Securitas vê o seu capital humano como um factor absolutamente crucial para uma boa e responsável prestação de serviços, pelo que a formação é para nós fundamental. Assim, a formação é uma aposta à qual dedicamos todo o nosso empenho e que nunca pomos em questão, nem equacionamos como um gasto, mas como um investimento essencial. No corrente ano, até ao momento, a Securitas, no seu Centro de Formação em Lisboa e através de entidades externas, prestou Formação Inicial e de reciclagem, na área da Vigilância Especializada e a Vigilantes que prestam serviços na Região da Grande Lisboa, num total de horas. Estas acções de formação incluem, além da Formação Inicial, Formação em Atendimento, Primeiros Socorros, Combate a Incêndios, Formação em Security e em SST Saúde e Segurança no Trabalho. É minha convicção que só com a focalização na realização profissional dos nossos Colaboradores é possível satisfazer os nossos Clientes. RA - O Decreto-Lei 35/2004, do MAI, caracteriza a actividade da Segurança Privada como uma função subsidiária e complementar às Forças e Serviços de Segurança Pública do Estado. Se conjugarmos este aspecto como um dos fins do Estado a segurança, entende-se que o papel da Segurança Privada, na Política de Segurança Interna, é de importância vital para os cidadãos, para as organizações portuguesas e para outras que operam no nosso País. Assim, considero que, para o desenvolvimento do sector em Portugal, a regulamentação e coordenação da actividade é fundamental. A Securitas, como empresa líder, está na linha da frente para dar o seu contributo nesse sentido. Outro aspecto para o desenvolvimento do sector é a possibilidade da substituição das Forças de Segurança Pública por empresas de Segurança Privada, no desempenho de funções com carácter de controlo, o que aliás já se verifica noutros países europeus. Estou a referir-me à possibilidade do sector de Segurança Privada poder exercer funções em estabelecimentos prisionais, escolas, na prevenção de fogos florestais, entre outras. A Securitas, com um investimento em formação, tecnologias e soluções de vanguarda, está apta a corresponder às maiores exigências e evoluções do mercado e da própria conjuntura. Joaquim Gil - Região Norte Assumiu em Janeiro de 2008 a função de Director da Área de Negócio - Vigilância Especializada, Norte, passando a ser responsável pela zona geográfica que vai de Valença a Santarém. Joaquim Gil - Encaro estas responsabilidades adoptando uma conduta de rigor e profissionalismo, e tendo sempre em conta a opinião/conhecimento dos Colaboradores, que contactam de forma directa com os Clientes e que conhecem as reais necessidades dos mesmos. O rigor e o profissionalismo tem necessariamente de pautar a actuação de todos. O factor de proximidade ao Cliente é crucial para um bom desempenho e tratando-se de uma área geográfica extensa (de Valença a Santarém), a actuação das Unidades de Negócio (Filiais), é fundamental. Os Gestores responsáveis por cada Unidade de Negócio asseguram a referida proximidade ao Cliente, o que possibilita à Securitas desenvolver a sua actividade de forma positiva. SP - Como caracteriza a concorrência nos mercados em que opera? Quais as mais-valias que a Securitas oferece e que constituem factores de diferenciação? JG - Em consequência da conjuntura económica actual, os Clientes procuram reduzir custos. Assim, a Securitas tem sido confrontada com alguns concorrentes que apostam em práticas de dumping e que, por isso, fazem deslocar as decisões para quem oferece o preço mais baixo, desvalorizando o factor qualidade. Para fazer face a estas situações, a Securitas tem procurado encontrar soluções diferenciadas que possam oferecer alternativas, nomeadamente através da incorporação da componente de segurança electrónica

7 SEGMENTAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO Segurança Marítima e Logística Joaquim Gil (à direita) com a Equipa da Região Norte Pretende-se que todas as opções apresentadas aos Clientes vão de encontro às reais necessidades dos mesmos, em temos de segurança e de custos, opções que se pautam sempre por elevados padrões de qualidade que sempre caracterizaram a Securitas. SP - Quais os factores críticos de sucesso para garantir o desenvolvimento do negócio na Região Norte? JG - A Securitas procura sempre oferecer a melhor solução para as necessidades do Cliente e será tal factor que permitirá o desenvolvimento do negócio na Região Norte. Temos de continuar o trabalho que tem vindo a ser realizado ao longo de décadas, e que nos tem permitido o reconhecimento por parte dos Clientes que valorizam outros factores para além do preço, factores esses que nos distinguem da concorrência de forma claramente positiva. valoriza a qualidade do serviço por si prestado e as reais necessidades de segurança do Cliente. De referir que o Cliente é cada vez mais exigente e sabe exactamente aquilo que pretende. Continuando a apostar no exercício da actividade de forma profissional e inovadora e pautando-nos pelos critérios que nos orientam, estamos em crer que surgirão novas oportunidades de negócio, a que daremos resposta de forma eficaz e competente, como é nosso apanágio. Nomeação A Área de Negócio - Vigilância Especializada possui vários segmentos, um dos quais é a Segurança Marítima e Logística, dedicado às empresas e entidades que operam nestes sectores de actividade. Falámos com António Fonseca, Gestor deste importante segmento da Securitas, para que nos desse uma panorâmica da evolução de ambos em termos de segurança. António Fonseca, em Abril de 2009, foi nomeado para o cargo de Gestor do Segmento Segurança Marítima e Logística da Área de Negócio - Vigilância Especializada, a par das funções que já ocupava como Gestor de Filial Indústria Norte, desde que foi admitido na Securitas, em Janeiro de Na qualidade de Gestor do Segmento de Segurança Marítima e Logística em Portugal, colocámos-lhe algumas questões. de um sector logístico ágil, com práticas de gestão altamente eficientes, que consigam dar aos seus Clientes preços suficientemente baixos para que os nossos produtos continuem a chegar aos destinatários em condições competitivas. É um facto que quanto mais evoluído estiver esse sector, mais beneficia a nossa economia globalmente. A APLOG - Associação Portuguesa de Logística acabou de concluir um estudo sobre a situação logística em Portugal, que decidiu levar a cabo porque entendeu precisamente que a mesma era incipiente. Na Europa, a importância deste sector ronda os 15 por cento do PIB, e Portugal tem todas as condições para tornar a sua posição periférica, aparentemente desvantajosa, numa plataforma logística europeia de enorme importância. Basta repensarmo-nos ao nível do comércio mundial, e lutar pela agregação de esforços políticos e económicos nesse sentido. Perante cada solicitação concreta procuramos dar uma resposta eficaz ao Cliente. Há que continuar a apostar na introdução de novas tecnologias e na formação contínua de todos os Colaboradores, aspectos que não podem ser descurados e que irão contribuir para o desenvolvimento do negócio, a médio e a longo prazo. SP - Como perspectiva os desafios que certamente se colocarão num futuro próximo na Região? A Securitas está preparada para acompanhar essa evolução? JG - A actual situação económica deixa-nos apreensivos, mas estamos certos que as possíveis dificuldades serão ultrapassadas, desde logo pelo facto de a Securitas ser reconhecida como empresa que José Pedroso Faria Assumiu, em Agosto de 2010, a função de Director da Área de Negócio - Vigilância Especializada, Sul, que inclui as Filiais de Setúbal, Algarve, Madeira e Açores. José Faria iniciou a sua actividade na Securitas, em 1993, como Consultor de Segurança e, passados dois anos, exerceu o cargo de Chefe de Filial, no Porto, numa unidade de negócio da Vigilância Especializada. Desempenhou igualmente funções de Gestor da Filial de Vigilância Mobile, no Porto. Segurança Logística Securitas Portugal Qual a importância da actividade logística, em Portugal? António Fonseca - A actividade logística é importante em qualquer economia. Numa economia de mercado, competitiva, esse aspecto torna-se essencial, pois armazenar matérias-primas e produto acabado, bem como assegurar o seu transporte até casa do Cliente são processos onerosos e que não são o core business dos produtores. Como negócio, numa economia como a portuguesa, inserida num contexto de enorme concorrência, quer internamente quer no mercado externo, carece SP - Como perspectiva a evolução neste sector, a nível nacional? AF - A subcontratação destes serviços a empresas que se focalizam em rentabilizar espaços, rotas e obter sinergias, como é o caso dos operadores logísticos e das empresas de distribuição ou transitários, é um processo cada vez mais comum. Torna-o num custo directamente incorporável no preço do produto, ao contrário da maior parte do investimento nos recursos por conta própria, que tinha de ser assimilado independentemente de se registar um maior ou menor volume de negócios. Isto faz ainda mais sentido nos dias que correm, de grande interrogação quanto à evolução da economia, pelo que, quanto mais se puderem transformar 12 SECURITAS PORTUGAL 13

8 um cadeado, ou enviar uma carga até um destinatário sem, pelo menos, ter o motorista contactável. São precauções básicas. Devido às ameaças de furto, sabotagem ou pirataria, que podemos prever numa cadeia de abastecimento, torna-se imperativo assegurar que os produtos saiam do produtor e cheguem em condições de segurança ao destinatário. António Fonseca, Gestor do Segmento Segurança Marítima e Logística custos indirectos em directos, mais flexíveis e preparadas se tornarão as nossas empresas para o futuro que se avizinha. Este pensamento, até a julgar pelos volumes de facturação do sector, já é o sentido único para muitos gestores de negócios. Até porque, se no campo da gestão de stocks, os operadores logísticos permitem solucionar os problemas de dimensionamento com que as empresas se debatem, e que tantas vezes condiciona os seus processos produtivos e comerciais, também no campo do transporte, a possibilidade de partilhar espaços com outros produtores, de forma a dar plena utilização a camiões e contentores, e assim reduzir o custo associado, é outra vantagem de enorme relevo. É claro que há casos, dependendo do tipo de produto e dimensão das cargas, que determinam que compense manter o processo in house. Mas, já são claros os sinais de que esta actividade ganhou em definitivo o espaço e direito a considerar-se um negócio de uma lógica autónoma e comercializável. E, salvo alguma mudança de paradigma, este vai ser cada vez mais um processo subcontratado. SP A Securitas tem capacidade para responder às crescentes necessidades de segurança nesta actividade? AF - Seja numa empresa com a actividade logística toda in house ou pertencente ao ramo da logística, as preocupações com a segurança estão a aumentar. Hoje em dia, já não é sequer possível pensar em deixar um armazém aberto ou apenas trancado com É curioso verificar que, segundo o Índice de Desempenho Logístico do Banco Mundial, Portugal caiu do 28.º lugar, onde se encontrava em 2007, para o 34.º em 2010, e um dos motivos mais fortes para essa despromoção foi o controlo à distância do trajecto e entrega das cargas, para além da competitividade de preços para expedição internacional e frequência de cumprimento de prazos de entrega. As preocupações mundiais das organizações intergovernamentais com o conceito de comércio seguro são legítimas. Até porque esta cadeia de abastecimento pode ser usada como veículo para materializar outras ameaças, como o terrorismo. Por isso, todas os conceitos que estão a ser desenvolvidos a nível mundial, à volta desta temática, como são a certificação AEO, C-TPAT, TAPA, e agora mais recentemente a ISO 28000, são conceitos que estão a ser acompanhados muito por perto pelo Grupo Securitas a nível mundial, com Portugal incluído, como não podia deixar de ser. Temos um Centro de Competências Internacional que lida com estes sistemas de normalização e promove a partilha de vastas experiências, que nos permitam ter todas as condições para poder estudar soluções de segurança à medida de cada Cliente. Seja em termos de meios humanos, com a definição de regras que tenham em vista procedimentos de segurança adequados ao tipo de instalações, arma- zéns e toda a variedade e sensibilidade de produtos neles guardados; seja ao nível dos meios electrónicos, que podem passar pela vídeo vigilância (CCTV), sistemas de detecção de intrusão (SADI), sistemas de detecção de incêndio (SDI) e Controlo de Acessos, capazes de tornar qualquer local mais seguro para se armazenar ou transportar um produto, que muitas vezes é de terceiros. Tecnicamente, a tendência actual é o recurso a sistemas de geolocalização, track and trace ou RFID (Identificação por Rádio Frequência), ligados aos outros sistemas electrónicos que referi anteriormente ou mesmo monitorizados por elementos da segurança. Há muitos perigos à espreita, que não se cingem apenas aos acidentes. Há assaltos, corrupção, improdutividade, que merecem ser vigiados e passíveis de uma reacção rápida antes que os resultados possam passar do mero prejuízo à catástrofe. No nosso mercado, estamos convictos que podemos acrescentar muito valor, através da oferta de soluções integradas, que combinam os meios humanos com os electrónicos. Não há dúvida que, dificilmente, cada um destes meios consegue actuar por si próprio. É preciso know-how e experiência para implementar não só soluções integradas, mas personalizadas, à medida das necessidades de cada Cliente. Nós, na Securitas, temos isso. Queremos muito ser parceiros dos nossos Clientes neste desafio. Segurança Marítima SP - A Segurança Marítima ganha cada vez mais relevância a nível Europeu. Qual a abrangência do Código ISPS na actividade marítima? AF - A sigla ISPS, subentende International Ship and Port Facility Security Code. E o seu significado ultrapassa a designação, pois foi ratificado por 148 países e tornou-se lei, digamos assim, desde Julho de 2004, quando entrou em vigor. Para aferir a sua força legal, basta dizer que, em Portugal, este código, a par de uma directiva da Comissão Europeia de 2005 que dá relevo à protecção de navios e instalações portuárias, acabou por ter transposição para o nosso direito interno, pelo Decreto Lei nº226/2006. Basicamente, o código ISPS descreve as responsabilidades dos Governos, companhias de navegação e pessoal da navegação e das instalações portuárias em detectar ameaças e tomar medidas preventivas contra incidentes de segurança, que afectem navios ou instalações portuárias usadas no comércio internacional. É, por isso, considerado por muitos como a Bíblia de toda a segurança ligada aos portos. SP - Actualmente, a maioria dos Portos Marítimos Europeus encontra-se no nível 1 de alerta. Considera que, face a potenciais ameaças, este nível de alerta possa subir? AF - Naturalmente. Os alertas de ameaças terroristas na Europa, lançados nas últimas semanas, estão a ser levados muito a sério pelas autoridades. Considero que os espaços públicos de maior concentração de pessoas, como são os centros comerciais ou transportes públicos, comportam os maiores riscos. Mas a cadeia de abastecimento está também na linha das maiores preocupações, pois possui circunstâncias particulares propícias para criar o caos a qualquer momento e com efeitos devastadores. Quando países como o Reino Unido, França e Alemanha sobem os níveis de segurança 1-2 para 2-4 numa escala de 1-5, é perfeitamente aceitável que os portos passem do seu nível 1 para o 2, ou mesmo 3, que representa o máximo segundo o Código ISPS

9 SEGURANÇA É FUNDAMENTAL Siemens Satisfeita com a Securitas É um cenário a que não estamos habituados, mas pode acontecer. E, se assim for, todos os agentes, nós na Securitas incluídos, temos de estar preparados e conscientes para operar em nível 2 ou 3. SP - Quais os principais desafios no desenvolvimento de soluções de Segurança Privada no ambiente portuário? A Securitas está preparada para acompanhar as necessidades futuras neste sector? AF - Os maiores desafios prendem-se com a consciencialização dos Gestores de Terminais e das próprias Administrações Portuárias em dotar os seus espaços com equipamentos de Vigilância Electrónica suficientes, para evitar o disparar de custos com Vigilância Humana, em caso de subida generalizada dos níveis de segurança. As tecnologias actualmente existentes e disponíveis no mercado são suficientes para permitir o controlo da segurança, mesmo em níveis muito elevados. Mas é necessário que a arquitectura da solução seja adequada às instalações. Só que, motivados pela cada vez mais eterna necessidade da redução de custos, muitos projectos acabam por ficar na gaveta à espera de tempos mais desafogados. Como o nível de segurança se tem mantido baixo, não têm surgido problemas. Mas se, de um dia para o outro, esses níveis subirem, e como os equipamentos não se instalam num abrir e fechar de olhos, o custo da vigilância humana extraordinária vai seguramente ser muito superior ao custo do investimento em equipamentos que já poderia ter sido feito, e que terá depois de ser igualmente executado. É por prever esta duplicação de custos, que se deve pensar em segurança como um investimento e não um custo. Nos Portos, e dado o enquadramento legal internacional, isto faz ainda mais sentido. Neste aspecto, eu estou convencido de que a Securitas é a empresa de segurança privada a actuar em Portugal mais preparada para satisfazer as necessidades, não diria futuras mas sim actuais, deste sector. É a única verdadeiramente multinacional, e este é um tema global onde a partilha de experiências e conhecimento é vital. O nosso Centro de Competências Europeu está focalizado na cadeia de abastecimento e, portanto, também no ambiente portuário e marítimo que nela se insere. E aqui, para lá do que já adiantei há pouco para o campo da Logística, estamos a apostar ainda com mais determinação em nos posicionarmos no topo do conhecimento. Estamos a apoiar e promover Conferências Internacionais que nos permitem trocar impressões profundas junto dos decisores, e somos mesmo parceiros da Comissão Europeia durante os próximos quatro anos no projecto SUPPORT, que visa melhorar os standards da Segurança Portuária. Por isso, a este nível, estamos mesmo no topo da pirâmide, e seguramente temos know-how relevante para partilhar com os nossos Clientes, na concepção das soluções que melhor possam preencher as suas necessidades. Para a segurança dos seus Colaboradores, bens e instalações, a Siemens contratou a Securitas, seu parceiro nesta área desde Conversámos com o Dr. Frederico Viana, Director da área de Supply Chain Management e do Siemens Real Estate, que tem a seu cargo o Património do Grupo Siemens em Portugal e tudo o que lhe é subjacente, sobre a relação com a nossa empresa, bem como sobre a operação da Siemens em Portugal. A Siemens actua no campo da engenharia electrónica e electrotécnica e opera nos sectores da Indústria, da Energia e da Saúde. O Grupo, a nível mundial, tem cerca de Colaboradores a trabalhar no desenvolvimento e fabrico de produtos/sistemas e projectos complexos, fornecendo uma vasta gama de soluções à medida das necessidades individuais de cada um dos seus Clientes. A Siemens é um símbolo de progresso tecnológico, inovação, qualidade e fiabilidade há mais de 160 anos. disse o Dr. Frederico Viana. Em Portugal, a Siemens está há 105 anos, sendo líder nos seus sectores de actividade: Indústria, Energia e Saúde. Com cerca de Colaboradores, duas unidades de produção e numerosas parcerias com o meio académico, a empresa desempenha um papel activo no desenvolvimento económico do País. A Siemens Portugal detém centros de competência mundiais para actividades como produção de energia, transmissão e distribuição, terminais aeroportuários modulares, sistemas de tratamento de bagagens, contabilidade e serviços financeiros. A Siemens tem sido um parceiro fundamental de Portugal, em todas as fases da sua edificação social e económica, acrescentando sistematicamente valor à sua capacidade produtiva e contribuindo decisivamente para a sua dinâmica empresarial. referiu o Dr. Frederico Viana. Na última década, o modelo de desenvolvimento da empresa passou de uma organização virada para a actividade industrial, para um Grupo focalizado no desenvolvimento tecnológico, com a criação de diversos centros de competência, caminhando para uma organização baseada na Responsabilidade, na Excelência e na Inovação

10 Dr. Federico Viana, Director da área de Supply Chain Management e do Siemens Real Estate A Siemens Portugal tem sido um parceiro activo em eventos emblemáticos para Portugal como a Expo98 e o Euro2004. Para este evento equipou nove dos 10 estádios com soluções integradas, e criou o Terminal Temporário 2 do Aeroporto de Lisboa, através da patente Siemens Capacity Plus, um Best Practice replicável à escala mundial. Portefólio Ambiental Ciente da importância da sustentabilidade no futuro das sociedades, a Siemens lançou a nível global o Portefólio Ambiental, onde se incluem todos os seus produtos e soluções integradas que contribuem para a eficiência ambiental e financeira das empresas. revelou o Dr. Frederico Viana. O Grupo Siemens gerou, no ano fiscal de 2010, 28 mil milhões de euros de receitas com produtos e soluções do seu Portefólio Ambiental. Durante este período, através destes produtos e soluções, os Clientes da Siemens conseguiram reduzir as suas emissões de CO 2 em 270 milhões de toneladas, um valor cerca de 30 vezes superior às emissões de CO 2 emitidas pela Siemens, que é de 5,1 milhões de toneladas. Em Portugal e até 2009, a Siemens conseguiu reduzir as emissões de CO 2 dos seus Clientes em 2,9 milhões de toneladas o equivalente a 70 por cento das emissões da cidade de Lisboa. Desde 2006, a empresa vendeu 70 milhões de euros de produtos derivados do Portefólio Ambiental. Quisemos conhecer os principais projectos e desafios das divisões da Siemens. O nosso enfoque estratégico são as soluções que integram o Portefólio Ambiental Siemens, nosso principal activo. Consiste no conjunto de soluções integradas da empresa nas suas áreas de negócio, concretamente Energia, Saúde e Indústria. referiu o Dr. Frederico Viana. Visam essencialmente garantir a redução da pegada de carbono dos seus Clientes e aumentar a eficiência na gestão dos seus negócios. São centrais eléctricas que produzem electricidade a partir do sol, fábricas e edifícios que consomem apenas pequenas quantidades de energia, comboios rápidos e amigos do ambiente muitos dos nossos produtos estão a ajudar a tornar o mundo um lugar melhor. Hoje para nós e amanhã para os nossos filhos. As soluções de eficiência energética e tecnologias ambientais do Portefólio Ambiental da Siemens oferecem uma tripla vantagem: beneficiam os Clientes, que constatam a sua eficácia, pelos baixos custos de energia e maior produtividade que passam a registar; beneficiam as futuras gerações, cujas condições de vida e ambientais a Siemens está a preservar e a ajudar a melhorar; e beneficiam a própria empresa, permitindo-a entrar em mercados atractivos e gerar um crescimento rentável. Centros de Competência A nossa conversa com o Dr. Frederico Viana, seguidamente, incidiu na situação do Grupo Siemens face à conjuntura nacional e internacional, bem como nas suas perspectivas de crescimento. Como é do conhecimento geral, Portugal atravessa um dos períodos mais complicados da sua história recente, em termos financeiros, económicos e sociais. comentou. Mais do que nunca, é necessário trabalhar em conjunto para que possamos ultrapassar esta difícil conjuntura e colocar Portugal novamente na rota do crescimento. No caso da Siemens Portugal, e apesar dos nossos Clientes terem inevitavelmente sentido os impactos da crise, conseguimos contrariar esta tendência através da nossa dinâmica estrutural. Exemplo disso é a captação de Centros de Competência, um contributo essencial para o desenvolvimento do País. Neste momento, a Siemens Portugal detém sete Centros de Competência, que operam nas áreas da produção, transporte e distribuição de energia, serviços financeiros e de recursos humanos, e serviços e engenharia aeroportuária. No total, estes centros empregam 300 Colaboradores e já geraram 130 milhões de euros, no período de 2005 a A Siemens comemora este ano 105 anos de presença em Portugal. revelou o Dr. Frederico Viana. Vivemos a queda da monarquia, a ascensão da República, a Revolução dos Cravos, bem como a entrada na União Europeia. Enquanto parceiros de Portugal, daremos o nosso contributo para que o país se envolva na construção de novos cenários de desenvolvimento globais, focando os nossos esforços na criação de produtos e soluções de valor acrescentado que contribuam, de uma forma sustentada, para o crescimento da economia nacional. Segurança - Parceria Muito Activa A Securitas presta serviços à Siemens em várias das suas instalações, englobando Vigilância Especializada e sistemas electrónicos de segurança. A Securitas está connosco numa parceria muito activa. declarou o Dr. Frederico Viana. É um parceiro estratégico com o qual temos tido bons resultados e a prova é que esta relação profissional se mantém há mais de cinco anos. Temos abertura, disponibilidade, responsabilidade, por parte deste nosso prestador de serviços de segurança. A Siemens está sempre muito atenta às questões da segurança. Temos guidelines muito restritas da Alemanha, como: The visitor never walks alone (o visitante nunca 18 19

11 Vigilância nas Multinacionais Manutenção da Capacidade Produtiva Sobre o nosso Cliente Siemens e sobre o serviço que prestamos a empresas multinacionais, falámos com Jorge Amado, Gestor de Filial Multinacionais-Indústria. anda sozinho dentro das nossas instalações), quer sejam Clientes, Fornecedores ou outros parceiros de negócio. Aí a Securitas tem um papel fundamental, a nível da segurança activa e passiva ou preventiva. A Siemens, de acordo com as exigências definidas pela sua Casa-Mãe, na Alemanha, tem necessidades de segurança com níveis diferentes, consoante se trata de escritórios ou unidades de produção. Para o responsável pelo Património da Siemens em Portugal, a Segurança é uma área fundamental, entre as outras que integram o Real Estate: Manutenção, Limpeza e Energia, bem como as Cantinas/Restaurantes da sua sede e das fábricas, onde são servidas cerca de refeições/dia. Os Vigilantes da Securitas não são pessoas estranhas para nós, são da casa. disse o Dr. Frederico Viana. O Eng.º Santana Ribeiro, que tem o cargo de Facility Manager na Siemens Real Estate, é quem coordena directamente este contrato de segurança. Temos uma relação de proximidade, efectuamos reuniões constantes com a hierarquia da Securitas, desde o Gestor da Filial, ao Supervisor, sendo sempre reportado qualquer problema, que tem pronta resolução. Tivemos antes outros prestadores, com a Securitas estamos satisfeitos. Quando se verificam problemas são resolvidos rapidamente, com o tempo de resposta adequado. A operação tem corrido bem, mas queremos sempre progredir. O objectivo da Securitas é dar o seu contributo para a manutenção da capacidade produtiva dos seus Clientes, neste caso da Siemens, proporcionando condições de segurança que garantam o dia-a-dia das diversas actividades que constituem o seu negócio. A Siemens, com um total de pessoas a circular diariamente nas suas instalações, entre Colaboradores e visitantes, pretende que ali se verifique um comportamento ordeiro, sem problemas, contando com a Securitas para o assegurar. Para terminar, pedimos ao Dr. Frederico Viana que nos dissesse quais as suas previsões relativamente à evolução das necessidades de segurança, a nível global. Relativamente à segurança, diria que a tendência é ser cada vez mais necessária, dado que o sentimento de insegurança tem vindo a crescer. Existem problemas sociais que depois se reflectem nas empresas. comentou. Eu temo que, face à conjuntura económica e social, a necessidade de segurança venha a aumentar. Infelizmente, o que nos dizem as notícias e a actual situação é isso mesmo. O importante é não baixar a guarda, apesar de Portugal ainda ser um país pacífico. O Dr. Frederico Viana considera que, em termos de segurança e face às exigências actuais, a Siemens em Portugal está correctamente dimensionada. No entanto, a empresa não hesitará na sua revisão, caso seja necessário. Securitas Portugal Qual o seu percurso na Securitas? Jorge Amado Fui admitido a 1 de Junho de 2005, como consultor comercial. Reportava directamente à então Direcção de Área de Negócios TREMB. Como as iniciais indicam, tinha como objectivo ajudar comercialmente as Filiais do Transporte e Retalho, Embaixadas, Multinacionais, Embaixadas e Banca. Em Novembro desse mesmo ano, fui convidado pelo Sr. Jorge Couto, na altura Director da Área de Negócios TREMB, a assumir a gestão da nova Filial que iria ser criada Multinacionais-Indústria. Permaneço neste cargo até hoje. SP Como foi conquistada a prestação de serviços na Siemens? JA - A Siemens foi reconquistada em Abril de 2005 a uma empresa concorrente. Já tínhamos trabalhado com esta multinacional e fomos convidados a regressar, depois de um curto interregno. SP Que tipo de soluções de segurança foram implementadas neste Cliente? JA - A Siemens é um Cliente muito exigente, quer pelas dimensões das suas instalações, quer pelas centenas dos seus Colaboradores que passam diariamente pelas nossas portarias. A proactividade e o dinamismo dos nossos Vigilantes são diariamente postos à prova. Colocámos na Siemens um Chefe de Grupo, Nuno Guerreiro, que já conhecia as instalações do Cliente aquando da nossa primeira passagem. O conhecimento que já tínhamos do Cliente e a implementação de novas ferramentas de apoio à execução do serviço, permite-nos encarar com grande confiança o futuro próximo, inovando e dando novas sugestões de segurança. A especialização obtida no processo de segmentação, tem também contribuído para o sucesso da operação. SP Quais as mais-valias que o Serviço de Vigilância Especializada oferece às Empresas Multinacionais? JA - A segmentação veio permitir uma maior especialização e know-how no serviço a prestar às empresas multinacionais. Os Clientes que visitam este tipo de empresas, e que, portanto, passam pelas nossas recepções e portarias, são de diversas nacionalidades e bastante exigentes, pois esperam ter um serviço de segurança capaz de satisfazer as suas necessidades, nomeadamente em termos de comunicação. Os nossos Vigilantes têm a capacidade de se moldarem a esta nova realidade. A Securitas tem colocado à disposição dos seus efectivos, ferramentas, estudos de segurança e formação, que têm resultado em mais-valias no desempenho das funções exercidas nas várias Multinacionais em que prestamos serviços. 20 SECURITAS PORTUGAL 21

12 PARCEIRO DE SEGURANÇA Securitas Há 12 Anos com MSCAR A Securitas assegura a segurança da MSCAR, desde o ano de 1998, nas suas instalações de Faro e Portimão, através de uma solução de Segurança Integrada que engloba a prestação de serviços de Vigilância Mobile e sistemas de segurança electrónica. A MSCAR, empresa da GMS, S.G.P.S.,S.A. Grupo Marques da Silva, representa actualmente no Algarve 17 marcas de automóveis: Abarth, Alfa Romeo, Chevrolet, Chrysler, Dodge, Fiat, Fiat Profissional, Honda, Isuzu, Iveco, Jeep, Kia, Lancia, Opel, Saab, SEAT e Suzuki. A MSCAR foi fundada em 1 de Abril de 2005, resultando da fusão da Fialgar, Farpor, Formulasul e Nipomotor, empresas que operavam no Algarve há mais de 30 anos. eficazes e eficientes relativamente à operação de cada uma delas, não as descaracterizando. Quisemos saber como tem decorrido o negócio automóvel na região Algarvia e as condicionantes que derivam da actual conjuntura nacional e internacional. A concorrência é enorme. declarou José Marques da Silva. Com a crise financeira e económica, as próprias marcas tiveram de refazer toda a sua estratégia. Vai fazer 50 anos que estou no sector automóvel, se considerarmos as marcas que havia e as que existem actualmente, há uma diferença abismal. E vão ser ainda menos. A Dodge e a No início do ano de 2002, o Grupo Marques da Silva adquiriu 50 por cento do Grupo Farauto, que detém a representação da Opel na região Algarvia. Em Outubro de 2007, comprou os restantes 50 por cento. Fomos a Faro falar com o Administrador da holding MSCAR, José Marques da Silva, que nos deu um panorama do Grupo e do sector de actividade, bem como dos desafios que a representação de mais de uma dezena de marcas de automóveis no Algarve colocam. O principal desafio que enfrentamos é defender a independência das 17 marcas que representamos. afirmou. Para o conseguirmos temos de ser 22 SECURITAS PORTUGAL 23

13 Chrysler vão desaparecer, por consequência e sem a nossa intervenção passaremos a ter 15 marcas. Estamos a ponderar a avaliação das marcas com que vamos operar, em função do volume de negócio e dos modelos, porque temos de optimizar recursos e espaços. Marcas Generalistas Relativamente à situação económica e financeira mundial e seus efeitos no nosso País, o Administrador do Grupo Marques da Silva considera que a conjuntura internacional tem uma enorme peso na nacional. Temos de perceber porque chegámos a esta situação. Porque estivemos antes no paraíso, em Janeiro no purgatório e, em pouco tempo, passámos ao inferno. As pessoas vão ganhar menos, vão ter menos dinheiro disponível, segundo referiu. José Marques da Silva constata que as pessoas preferem as cidades, mas, na sua opinião, as cidades estão entupidas, razão pela qual a mobilidade tem de ser repensada. Não é possível ter viaturas do segmento F, mas sim do segmento A e B. comentou. As pessoas com maior poder de compra já as estão a usar. Ora isto vai afectar imenso o sector automóvel. Isso não vai acontecer em países emergentes como a China ou Brasil, mas nas principais capitais da Europa os jovens já não consideram o automóvel como uma prioridade. No Japão não é trendy, a tendência é outra: as pessoas preferem viajar do que ter carros, por isso utilizam os transportes públicos. Analisando a mudança que se tem operado no sector automóvel em termos do Algarve, José Marques da José Marques da Silva, Administrador da holding MSCAR Silva considera que, actualmente, os turistas alugam preferencialmente viaturas do segmento A e B. Já não trazem tantas malas porque as férias são mais curtas, a família também é menor, são férias short. - - disse. Em Portugal são vendidos 30 mil carros/ /ano para rent-a-car, dos quais 80 por cento estão no Algarve durante um período alargado. Por outro lado, para os residentes não há praticamente transportes públicos e não ter carro é não ter pernas para andar. prosseguiu. De Faro a Portimão leva-se uma hora. E de Vila Real a Sagres demora-se tanto tempo como de Lisboa a Ferreiras. Portanto, o automóvel no Algarve vai continuar a ser imprescindível. duto de mobilidade, que envolva também o seguro e o crédito. Do seu ponto de vista, o Comercial de venda de automóveis terá de passar a ser um gestor de mobilidade, que analisa as necessidades de cada Cliente e o aconselha em conformidade. Em relação ao número de viaturas ligeiras de passageiros, penso que o mercado total não irá ultrapassar as viaturas nos próximos anos, a não ser quando houver substituição de viaturas para o renta-car. - comentou. Vai haver no meu entender um aumento de viaturas usadas recentes, semi-novos. Quanto ao mercado de veículos comerciais também não poderá aumentar, pois tudo aponta para a diminuição da actividade comercial e industrial. Modelo Esgotado Em relação às medidas recentemente anunciadas pelo Governo para 2011, José Marques da Silva considera que o problema não está no próximo ano. Penso que o período de recuperação vai ser mais longo. referiu. Entrámos num sistema low cost. O sistema de consumo actual não tem possibilidade de manter-se. Este modelo de vida está esgotado, não vale a pena insistir nele, endividamento por endividamento não é possível. A persistência neste erro até agora já deu cabo de duas gerações. Resposta às necessidades de segurança De seguida, a conversa centrou-se nas questões ligadas à segurança. Perguntámos ao Administrador da MSCAR qual a sua importância na actividade do Grupo Marques da Silva e também a importância dos serviços ali prestados pela Securitas. A segurança é extraordinariamente importante para nós, ao nível das pessoas e dos bens que temos, que O responsável máximo do Grupo Marques da Silva pensa que a tendência aponta para as marcas generalistas e que, por parte dos Concessionários, se caminha para uma estrutura e estratégia de um prosão de valor elevado. respondeu-nos. Penso que se vão acentuar alguns problemas sociais, é inevitável perante a situação do País, veja-se o que já está a acontecer em França. Portugal tem uma situação quase inédita na Europa, pois uma parte das pessoas que estão no limiar da pobreza está empregada. Relativamente à avaliação da parceria com a Securitas, que tem 12 anos, José Marques da Silva mostrou o seu agrado. Eu sou um acérrimo defensor da Securitas porque estou satisfeito. declarou. Quero 24 SECURITAS PORTUGAL 25

14 Vigilância Mobile no Algarve Com o aumento da insegurança, provocado pela actual situação económica do país, a Securitas reforça no Algarve a sua oferta de soluções integradas e personalizadas, aliando o Serviço de Vigilância Mobile (Vigilância por Rondas) a sistemas de segurança electrónica. Falámos com Miguel Heliodoro, Gestor da Filial de Vigilância Mobile Algarve, sobre a realidade da Região Algarvia em matéria de segurança, bem como o posicionamento da Securitas face aos desafios que a situação acarreta. Securitas Portugal Qual o seu percurso na Securitas? Vista panorâmica das instalações da MSCAR Miguel Heliodoro Fui admitido na Securitas a 16 de Fevereiro de 1998, como Prospector Comercial, na Filial do Algarve. No ano de 2000, fui promovido a Consultor de Segurança. Em 2003, passei a Gestor de Filial da Vigilância Mobile. deixar expresso um grande elogio ao vosso Gestor de Filial de Vigilância Mobile do Algarve, Miguel Heliodoro, porque sempre tivemos dele respostas adequadas à evolução das nossas necessidades em matéria de segurança. O nosso grau de satisfação pode medir-se pelos anos que estamos com a Securitas. Há uns anos atrás, a vossa empresa não tinha a totalidade do Grupo Marques da Silva e a nossa escolha veio a recair integralmente na Securitas, em detrimento do outro parceiro de segurança. Para terminar, abordámos ainda as previsões relativamente à evolução das necessidades de segurança do Grupo Marques da Silva e a nível global. Actualmente temos um leque completo de serviços, pelo que penso que não iremos ter necessidade de mais a médio prazo. referiu José Marques da Silva. A nível global, quanto mais segurança a sociedade precisar, pior ela está. Agudizando-se alguns problemas sociais, a segurança tem um papel ainda mais relevante. A segurança deve ser preventiva e é o que a Securitas faz e faz bem. SP Quais os principais desafios com os quais a Vigilância Mobile se depara no Algarve? MH - A nova realidade, que decorre da situação do País, é o principal desafio. As dificuldades que Portugal está a passar reflectem-se ao nível da actividade da Segurança Privada, em termos do aumento da criminalidade e surgimento de novas situações de insegurança, características das condições menos favoráveis da vida económica. Assim, temos de continuar a fazer e a aperfeiçoar aquilo que sempre fizemos: oferecer soluções flexíveis e sermos cada vez mais eficazes na gestão do dia-a-dia. SP Quais as mais-valias que o Serviço de Vigilância Mobile oferece? a dimensão com o factor preço, de forma a garantir que o serviço seja acessível a cada caso. A Securitas oferece soluções de Segurança Integrada, em que a componente humana é complementada com sistemas de segurança electrónica, nomeadamente sistemas de detecção de intrusão, entre outros. SP O serviço de Vigilância Mobile contribui para evitar prejuízos e inclui o fornecimento de um relatório pormenorizado de ocorrências. Pode falar-nos do sistema que o suporta? Complexo da MSCAR MH No Algarve temos dois centros operacionais, em Portimão e Faro, o que é uma mais-valia muito significativa, pois permite-nos uma grande proximidade dos Clientes e a correspondente capacidade de resposta. A abrangência a nível concelhio que temos, com os actuais circuitos de Vigilância Mobile, permite-nos oferecer às empresas e Clientes particulares um leque alargado de soluções personalizadas. SP Que tipo de soluções são disponibilizadas na Vigilância Mobile? MH - A Vigilância Mobile, que garante soluções de rondas aleatórias, quebrando qualquer rotina e exercendo um eficaz papel ao nível da prevenção, possibilita um alargado número de soluções feitas à medida para diferentes tipos de Clientes e de necessidades, desde a moradia de luxo, segunda habitação, concessionários do ramo automóvel, os resorts turísticos com necessidades muito específicas, às empresas do sector Retalhista, conjungando MH O importante trabalho desempenhado pelos Vigilantes do Serviço Mobile evita prejuízos desnecessários, através da detecção de perdas várias, entre elas de água e desperdícios energéticos. Nesse sentido, os Vigilantes Mobile da Securitas efectuam verificações de controlo definidas pela especificidade da operação de cada Cliente. A prestação de serviços de Vigilância Mobile está apoiada num sofisticado sistema informático de controlo de execução, o GRS - Guard Report System. Este sistema permite-nos obter dados e registos diários de toda a operação, possibilitando igualmente o fornecimento de um relatório também diário a cada um dos nossos Clientes, que inclui o número e tipo de ocorrências. Os registos de ocorrência podem ser específicos, de acordo com os requisitos estabelecidos em conjunto com o Cliente

15 SEGURANÇA EM VÁRIAS ÁREAS Fundação Eugénio de Almeida Escolhe Securitas A Fundação Eugénio de Almeida, tendo em conta o preenchimento dos requisitos e garantias que exigiu, escolheu a Securitas para a prestação de serviços de Segurança. Assim, desde Junho deste ano, passou a dispor de uma solução Integrada de Segurança da Securitas, personalizada, que engloba Vigilância Especializada, Vigilância Mobile e sistemas electrónicos de detecção de incêndio, detecção de intrusão e vídeo vigilância. Fomos a Évora falar com o Eng.º Luís Rosado, Administrador-Delegado desta Fundação, o que nos permitiu ficar a conhecer melhor a sua importante missão e contributo para o desenvolvimento da Região em que se insere. A Fundação Eugénio de Almeida é uma instituição de direito privado e utilidade pública, sediada em Évora, cuja missão visa o desenvolvimento e elevação desta zona Alentejana, nos domínios cultural e educativo, social e assistencial, bem como espiritual. Constituída em 1963, os seus estatutos foram redigidos pelo próprio Fundador, o Eng.º Vasco Maria Eugénio de Almeida, que assegurou a direcção efectiva da instituição até à altura da sua morte, em Nesse período, os objectivos, estatutariamente consignados, consubstanciaram-se na recriação do Convento da Cartuxa, como centro de vida espiritual; na construção do Oratório de S. José, orientado para a formação escolar e profissional de milhares de crianças; e na criação, em 1964, e gestão, em parceria com a Companhia de Jesus, do ISESE - Instituto Superior Económico e Social de Évora, que iniciou a restauração da Universidade de Évora e formou centenas de quadros e altos dirigentes de administração pública e privada. A redução de actividade da Fundação, como consequência da ocupação e expropriação do seu património no pós-25 de Abril, coincidiu com o falecimento do seu Fundador. referiu o Eng.º Luís Rosado. Na década de 80, após a devolução dos bens, a Fundação entrou numa fase de relançamento patrimonial, cuja consolidação permite-lhe actualmente prosseguir, num novo contexto, a obra que tem por base os valores estabelecidos pelo Fundador. Eng.º Luís Rosado, Administrador-Delegado da Fundação Área Cultural Da criação artística à promoção do conhecimento, da reflexão e debate de ideias à salvaguarda e qualificação do património, a Fundação Eugénio de Almeida tem lançado, apoiado e desenvolvido projectos que concorrem efectivamente para a assunção plena da cultura, enquanto factor de realização humana e contributo para a evolução da sociedade. Na área cultural, o papel da Fundação tem-se traduzido na realização de exposições e outros projectos artísticos e pedagógicos, ciclos de música e de cinema, seminários, conferências, colóquios e workshops de temáticas diversas, principalmente no Fórum Eugénio de Almeida, infra-estrutura especialmente construída para o efeito. A sua intervenção nesta área inclui um programa de bolsas de Mestrado e Doutoramento para incentivo à investigação científica e à inovação, e de um Prémio que distingue os melhores alunos dos cursos de Gestão de Empresas, Economia e Sociologia da Universidade de Évora. Um dos grandes eixos de actuação da Fundação Eugénio de Almeida é a salvaguarda e valorização do património, em particular daquele que lhe foi legado pelo seu Fundador, de grande valor arquitectónico e cultural, profundamente ligado à História, à vida da cidade de Évora e do País. - afirmou o Eng.º Luís Rosado. Nesse sentido, foi celebrado um protocolo de colaboração com a Arquidiocese de Évora, cabendo à Fundação proceder ao inventário do património artístico diocesano e sua divulgação. O Eng.º Luís Rosado falou-nos igualmente da intervenção na Herdade das Murteiras, em termos de recuperação e valorização do conjunto arqueológico ali situado, tendo a Fundação apresentado o Projecto Recuperação e Valorização do Conjunto Arqueológico da Herdade das Murteiras ao Programa Operacional da Cultura. Explicou-nos que, tratando-se de um conjunto arqueológico com características únicas no contexto dos povoamentos pré-históricos, este projecto permitiu colocar à disposição do público o Povoado Neolítico das Murteiras e os monumentos funerários que o integram. 28 SECURITAS PORTUGAL 29

16 Área Social Cumprindo a sua missão estatutária, a Fundação tem vindo a contribuir para uma cultura de solidariedade que dignifique a pessoa humana. A aposta no voluntariado, como expressão de cidadania activa, levou à criação do Banco de Voluntariado da Fundação Eugénio de Almeida, em A Fundação constituiu e dinamiza ainda o Observatório Social do Alentejo, para promover o reforço das competências do Terceiro Sector na Região. A intervenção da Fundação dirige-se igualmente aos estratos mais carenciados da população, procurando providenciar os apoios adequados à natureza e condições de cada caso, de harmonia com princípios de justiça e equidade. disse o Eng.º Luís Rosado. Neste sentido, a Fundação presta ajudas financeiras a instituições privadas de solidariedade social, prioritariamente às que visam dar suporte a grupos sociais em risco de exclusão. Promove ainda um programa de bolsas de estudo de bacharelato e licenciatura, destinado a apoiar o prosseguimento de estudos, de nível superior, a alunos de baixo rendimento económico. Área Espiritual A Fundação orienta-se por referências e valores cristãos, que crê constituirem uma base sólida de orientação. Assim, presta apoio regular a organiza- Ao nível das actividades agrícolas, estamos muito virados para a produção de milho em regadio e também se procuram novas soluções de produção, de forma a diversificar as actividades. - disse. Em termos de produção florestal, estamos focados no sobro e azinho, com predominância do primeiro. Os eucaliptos têm vindo a diminuir, tendo sido subsções de inspiração cristã, respeitando a sua identidade, natureza e autonomia, segundo declarou o Eng.º Luís Rosado. Neste âmbito, firmou um protocolo de colaboração com a Arquidiocese de Évora, que tem por objectivo promover a formação de agentes de pastoral, incrementar a vida litúrgica, dignificar os lugares de culto e contribuir para o restauro, conservação e preservação do património artístico religioso. A Fundação apoia também diversas instituições religiosas da Região. Casa Agrícola Eugénio de Almeida Pedimos ao Eng.º Luís Rosado que nos dissesse que herdades compõem a Casa Agrícola Eugénio de Almeida, quais as castas com que são produzidos os seus vinhos, e que nos falasse sobre as marcas comercializadas, bem como os mercados em que são distribuídas. A Fundação tem um património rústico de mais de hectares, que se localiza na sua totalidade no concelho de Évora, onde desenvolve inúmeras actividades, nomeadamente nas áreas agrícola, pecuária e florestal. referiu. Possui igualmente património edificado, que é o caso do Paço dos Condes de Basto, da Ermida de S. Miguel, do Palácio da Inquisição e de outros edifícios como o Convento da Cartuxa, as Casas Pintadas e o Fórum Eugénio de Almeida. O Administrador-Delegado da Fundação Eugénio de Almeida explicou-nos que a maior área do património rústico se destina ao pastoreio de bovinos, ovinos e suínos. A Fundação possui um pequeno núcleo de cavalo puro sangue lusitano, essencialmente destinado ao ensino, toureio e lazer. tituídos por outras ocupações culturais. A actividade vitivinícola é a que tem maior destaque, seguida da produção do azeite. A Fundação tem 340 hectares de vinha própria e 280 hectares de olival. Estão em curso novas plantações, quer de vinha, quer de olival. Marcas de Vinho e Azeite De facto, a produção de vinho é a parte mais visível da Fundação Eugénio de Almeida, sendo a marca Cartuxa a mais conhecida, entre as outras que constituem a sua oferta nesta área. Outro símbolo da Fundação, em termos de vinho, é o Pêra-Manca. Recentemente foi lançada uma nova marca a Scala Coeli. A Foral de Évora e EA são as outras marcas de vinho criadas e comercializadas pela Fundação. Em 2009, foi lançado um espumante da marca Cartuxa, que é colocado novamente no mercado por altura do Natal. Oitenta por cento das vendas da Fundação provêm do vinho, 10 por cento do azeite e os restantes 10 por cento de outros produtos. declarou o Eng.º Luís Rosado. As marcas de azeite da Fundação Eugénio de Almeida são três: Cartuxa, EA e Azeite dos Álamos. No seu olival encontram-se as seguintes variedades de azeitona: Galega, Cobrançosa, Cordovil e Verdeal, resultando na produção de azeites de elevada qualidade, também pelo facto de que apenas as azeitonas apanhadas directamente das oliveiras sejam utilizadas para a extracção de azeite. 30 SECURITAS PORTUGAL 31

17 No mercado nacional dos vinhos operamos através de uma distribuidora. revelou o Eng.º Luís Rosado. Exportamos cerca de 30 por cento da nossa produção vinícola, com especial destaque para os seguintes países: Brasil, Angola, EUA, Canadá, Macau e China e, ao nível da Europa, para a Suíça, Alemanha, Bélgica, Holanda e Luxemburgo. O azeite exportamos sobretudo para o Brasil e Macau. Importância da Segurança Acentua-se Seguidamente a nossa conversa com o Eng.º Luís Rosado, focou-se nas questões da segurança e na sua importância para a actividade da Fundação Eugénio de Almeida. A importância tem vindo a acentuar-se pela expansão da própria Fundação, em termos de desenvolvimento do relacionamento com o exterior e pelo aumento da expressão dos núcleos existentes, todos eles com relações externas, segundo disse. Os Colaboradores da Securitas em funções na Fundação receberam formação específica, de acordo com as necessidades deste nosso Cliente. Com a Securitas temos um relacionamento recente. referiu o Eng.º Luís Rosado. Tendo em consideração que a Securitas, ao passar a ser responsável pela segurança da Fundação Eugénio de Almeida, aceitou integrar alguns Vigilantes do anterior prestador de serviços, estabelecemos em conjunto um esquema de formação para o pessoal, pois é através dos Vigilantes que se estabelece o primeiro contacto com a Fundação e a sua correcção e amabilidade são essenciais. Tem havido capacidade de resposta da parte da Securitas e estamos satisfeitos. Neste momento, a Fundação Eugénio de Almeida tem instalada uma solução de Segurança Integrada que, para além da Vigilância Especializada e da Vigilância Mobile, compreende sistemas de detecção de incêndio, detecção de intrusão e CCTV (vídeo vigilância). Para terminar, quisemos saber a opinião do Eng.º Luís Rosado sobre a evolução das necessidades de Segurança. Infelizmente, estamos numa época em que temos de prevenir situações de conflito e de insegurança. respondeu-nos. A situação tem vindo a agravar-se e, por isso, a nossa atitude é a de prevenção. Vigilância na Filial Setúbal Colocámos algumas questões a José Guimarães, Gestor da Filial de Setúbal e Miguel Ventura, Consultor de Vendas, sobre desenvolvimentos neste Cliente. Como surgiu a possibilidade da Securitas prestar serviços na Fundação Eugénio de Almeida? MIGUEL VENTURA - Após prospecção de mercado, apercebi-me da situação precária dos Vigilantes da Empresa que prestavam o serviço anteriormente, face aos problemas de recebimento salarial, o que estava a originar insatisfação no Cliente, que se mostrou interessado em mudar para um fornecedor com outra credibilidade. Como tem decorrido a prestação deste serviço, até ao momento? MIGUEL VENTURA - Creio que o serviço que temos prestado tem sido do agrado do Cliente, pois a Securitas cumpre com o que promete. A solução de segurança implementada foi ao encontro das necessidades do Cliente e possibilita updates sempre que se justificar. Que mais-valias oferece a Securitas num contrato desta natureza? JOSÉ GUIMARAES - O know-how da Securitas, no que respeita à Segurança Integrada, permitiu apresentar ao Cliente uma solução global de Vigilância, Da esquerda para a direita: Miguel Ventura, Consultor de Vendas, e José Guimarães, Gestor da Filial de Setúbal para todas as instalações, com integração de Vigilância Humana (Especializada e Mobile) e Electrónica (CCTV, Detecção de Intrusão e Incêndio). Em termos de tempo de resposta, temos cumprido as expectativas do Cliente em todos os aspectos, e já temos planeada uma acção de formação para melhoria de alguns pormenores do serviço. Como antecipa a evolução das necessidades de segurança, na área da Filial de Setúbal? JOSÉ GUIMARAES - Nos tempos actuais, é imperiosa a capacidade de acompanhar os nossos Clientes com uma proximidade cada vez maior, de forma a optimizar a respectiva solução de segurança, em face da dinâmica da ameaça e do crescendo desta, resultante da situação económica actual. Temos de providenciar uma constante análise de risco, que garante o serviço necessário numa solução integrada de segurança, originando uma eficaz actuação para satisfação dos nossos Clientes. 32 SECURITAS PORTUGAL 33

18 PROTECÇÃO DO MEIO AMBIENTE Securitas no Vulcão Vista parcial das Furnas Dr.ª Hélia Palha, Presidente do Conselho de Administração da SPRAçores A Securitas foi recentemente seleccionada pela SPRAçores para prestar serviços de Vigilância Especializada na Lagoa das Furnas, entre outras responsabilidades, zelando para que não haja qualquer atentado ambiental na imensa cratera do vulcão das Furnas, de uma deslumbrante beleza. Pedimos à Dr.ª Hélia Palha, Presidente do Conselho de Administração da SPRAçores, que nos falasse sobre esta empresa, constituída há quatro anos, e o âmbito da sua intervenção, bem como sobre questões de segurança. A SPRAÇORES - Sociedade de Promoção e Gestão Ambiental, S.A., abreviadamente designada por SPRAçores, tem como objecto principal o estudo, elaboração, implementação e gestão de Planos Especiais de Ordenamento do Território (PEOTs) em todo o arquipélago dos Açores, nomeadamente os Planos de Ordenamento das Bacias Hidrográficas das Lagoas (POBHLs), bem como a gestão das áreas de intervenção dos mesmos, executando as obras públicas necessárias à sua conservação, protecção e valorização ambiental. - referiu a Dr.ª Hélia Palha. Estes planos de ordenamento constituem a linha de rumo da intervenção desta empresa e são constituídos por inúmeros projectos multidisciplinares, tendo como objectivo primordial a melhoria da qualidade da água das lagoas. Explicou-nos que, no caso concreto das lagoas açorianas, estas encontram-se sujeitas a pressões constantes que potenciam processos de eutrofização cultural, resultantes do impacto das actividades humanas sobre esses ecossistemas. A significativa superfície agrícola regional, a elevada concentração de bovinos e a sistemática aplicação de fertilizantes, são factores determinantes para as fontes de poluição difusa no arquipélago. Como tal, as lagoas que apresentam melhor estado de conservação são aquelas em que as pressões humanas e as actividades económicas são menos intensas. Daqui resulta a importância dos POBHLs, enquanto instrumentos determinantes de desenvolvimento sustentável, nomeadamente no que concerne à definição de regras e medidas de uso, ocupação e transformação do solo, capazes de gerir a área do plano, numa perspectiva dinâmica e integrada. Combate à Eutrofização A SPRAçores nasce, conforme referi, com o objectivo de implementar POBHLs, enquanto modelos de intervenção na paisagem, pelo que, desde o início da sua actividade, foram desencadeados todos os procedimentos necessários à implementação dos referidos planos de bacia lagoas das Furnas, Sete Cidades e Pico, já aprovados, e lagoas das Flores e as restantes de S. Miguel, a aprovar, segundo disse a Dr.ª Hélia Palha. No caso específico da Lagoa das Furnas, o plano de bacia traduz-se no suporte legal adequado que, mais do que disciplinar os usos nos limites definidos, procura responder às especificidades dos problemas ambientais desta lagoa, sobretudo as disfunções em termos de qualidade da água, genericamente designadas por eutrofização. O primeiro grande marco na história da SPRAçores foi a aquisição de terrenos rústicos na bacia hidrográfica da Lagoa das Furnas, anteriormente utilizados na actividade agro-pecuária e que se encontram actualmente a ser reflorestados. Atendendo ao estado de eutrofização desta lagoa, foram adquiridos cerca de 265 hectares de terrenos agrícolas, cuja localização e dimensão constituíam um maior risco de escorrência de nutrientes para a lagoa, provenientes das adubações e dos excrementos dos animais, dois factores determinantes na deterioração da qualidade da água. Esta importante medida no combate à eutrofização, constituindo uma parte integrante do plano de ordenamento da bacia hidrográfica, não pretende ser uma simples florestação massiva, mas sim uma resposta 34 35

19 diferente e inovadora, capaz de conjugar de forma integrada e coerente todos os elementos paisagísticos e as diferentes actividades: silvicultura, agronomia, fruticultura, horticultura, apicultura, paisagismo, turismo, arte, desporto, entre outros. Logo no início da actividade da empresa e com o objectivo de diminuir a afluência de nutrientes e caudal sólido à Lagoa das Furnas, foram construídas cinco bacias de retenção, em ribeiras afluentes à referida lagoa. Parque Integrado da Lagoa das Furnas projectos de requalificação ambiental das margens das várias lagoas, encontrando-se já concluída a 1.ª fase das Furnas Empreitada de Requalificação das Margens da Lagoa das Furnas Zona Sul. A próxima etapa consiste no lançamento dos concursos públicos relativos à 1.ª fase das Sete Cidades Troço da Vila ao Túnel e Frente Urbana e 2.ª das Furnas Margem Este, Oeste e Norte, respectivamente. A SPRAçores decidiu elevar o POBHLF a uma dimensão que não só melhora a qualidade da água da lagoa, como também desenvolve o enorme potencial que esta bacia hidrográfica tem em matéria de planeamento paisagístico, como forma de integrar inúmeras actividades. declarou a Dr.ª Hélia Palha. Com base neste pressuposto, surge a ideia de implementar o Parque Integrado da Lagoa das Furnas (PIF), que abrange a totalidade da bacia hidrográ fica e cujo conceito base aposta na criação de uma paisagem florestal multifuncional, planeada como um todo coerente, sendo homogénea na sua heterogeneidade. Inovador, dinâmico e sustentável, é um espaço que pretende explorar os valores da região e produtos naturais locais, estimulando a dispersão de actividades de lazer e respectivos utilizadores, numa perspectiva de que o sucesso deste projecto passa também pelo envolvimento da comunidade local, científica e empresarial. Uma etapa igualmente importante foi o início da florestação da bacia hidrográfica da Lagoa das Furnas, assinalada com uma cerimónia que decorreu nos terrenos do Pico do Ferro, e que envolveu a plantação de cerca de 17 espécies distintas: endémicas (loureiro, folhado, azevinho, gingeira brava, urze, uva-da-serra, pau branco, faia da terra); autóctones (teixo); e espécies madeireiras (carvalho inglês, castanheiro, cedro-chamaecyparis, acer negundo, acer pseudoplatanus, faia europeia e uma parte residual de criptoméria como cortina de abrigo). - comentou a Dr.ª Hélia Palha. De salientar que, para o efeito, foram usadas técnicas de instalação e gestão inovadoras no contexto açoriano, nomeadamente a utilização de tubos de protecção e diversificação de espécies em talhões, alternando entre folhosas (folha perene) e resinosas (folha persistente). Presentemente, e no âmbito da implementação dos POBHLs, encontram-se em fase final de execução os 36 37

20 São exemplo do contributo para o PIF, por parte de empresários, instituições e privados: oferta de um banco de jardim e/ou mesa de piquenique com o nome da pessoa; oferta de uma árvore; oferta dos equipamentos de atracção turística do parque; florestação de uma área, como compensação pela emissão de carbono (à semelhança do que acontece na Escandinávia, EUA e Canadá). Intervenção global margem sul No âmbito do Parque Integrado da Lagoa das Furnas, está também a ser desenvolvido o projecto de um Laboratório de Paisagem, cuja imagem aposta na experimentação de vários conceitos paisagísticos, nomeadamente o ensaio e diversidade de diferentes espécies de vegetação, a nível de paisagem multifuncional. Este laboratório, que será desenvolvido em parceria com diversas entidades, fará parte da Rede Europeia de Laboratórios de Paisagem, com a qual a SPRAçores já dispõe de contactos directos com os seus responsáveis. Centro de Monitorização e Investigação das Furnas O Centro de Monitorização e Investigação das Furnas integra uma intervenção bem mais alargada que articula, num único projecto e de forma transversal, os vários programas e acções do modelo de intervenção do POBHLFurnas, nomeadamente a requalificação das margens. comentou a Dr.ª Hélia Palha. Esta tem por objectivo a reorganização do espaço envolvente à lagoa, caracterizando-se por uma intervenção de natureza marcadamente paisagista, com algumas intervenções arquitectónicas que surgem como um claro complemento à estratégia global de valorização ambiental. Neste contexto e numa intervenção marcadamente paisagista, que prima também por intervenções de carácter funcional, como por exemplo obras de correcção hidráulica para controlo do percurso da água e consequente afluência de nutrientes à lagoa, tornou-se necessária uma intervenção arquitectónica: construção de dois edifícios de carácter permanente e respectivos edifícios técnicos (instalações mecânicas e de águas, posto de transformação e compartimentos destinados ao lixo), instalações de apoio à zona de merendas, equipamentos variados de mobiliário urbano e dois parques de estacionamento, segundo explicou a Dr.ª Hélia Palha. O edifício de carácter mais marcante é o Centro de Monitorização e Investigação das Furnas, pólo principal de desenvolvimento das actividades de trabalho e investigação desencadeadas pela SPRAçores, no âmbito da gestão e implementação do POBHLF, e adequado de forma a permitir que este espaço seja a imagem do trabalho desenvolvido pela empresa em todo aquele ecossistema. Mais tarde, e numa intervenção que se pretende a longo prazo e com uma identidade própria, serão integradas as restantes margens da lagoa, bem como as intervenções nas terras altas, com maior destaque para o laboratório de paisagem já referido, segundo revelou a Dr.ª Hélia Palha. Segurança: Aposta na Mais-Valia Relativamente às questões de segurança, a Dr.ª Hélia Palha falou-nos dos requisitos e critérios que levaram à selecção da Securitas, para prestar serviços de Vigilância Especializada à SPRAçores na Lagoa das Furnas, que incluem a prevenção ambiental. A exigência que se pretende para este espaço só é completa com a exigência, por nós salvaguardada, com a escolha de uma empresa de segurança reconhecida no sector, pelo que apostámos na Securitas. referiu. Um ambiente sensível e isolado como o da Lagoa das Furnas, com uma predominância marcadamente turística, só funciona na sua plenitude com medidas de segurança exigentes e capazes de pôr em prática o uso regrado daquele espaço. Apostamos num trabalho certificado, exigente, reconhecido pela sua aposta na vigilância e formação e que, acima de tudo, seja uma mais-valia, não só para a empresa, mas também para o utilizador. 38 SECURITAS PORTUGAL 39

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