Rent-a-Car e o Turismo Balanço 1.º Semestre 2007

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1 Conferência ARAC O novo regime de tributação automóvel Rent-a-Car e o Turismo Balanço 1.º Semestre ANOV 23

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3 EDITORIAL MAGAZINE Nº 23 JoãodeSousaBrás PresidentedoConselhoDirectordaARAC O sector sabe o que quer Lamentavelmente as preocupações são hoje tantas e tão variadas, que nos vimos constrangidos a gerir situações complicadas. O novo quadro da Fiscalidade Automóvel, O DUA, Documento Único Automóvel, o QREN Quadro de Referência Estratégica Nacional, a Gestão de Resíduos, a Formação Profissional específica para o Sector, a panorâmica da actual situação do rent-a-car no Norte, centro e Grande Lisboa, a problemática da aquisição de frotas, a sazonalidade da actividade, são, entre outras, algumas das áreas que interferem directamente na actividade das empresas de rent-a-car. Mesmosemnecessidadedeseapontarodedo,odiagnósticoestáfeitoeosectorsabeo quequerejárepetidasvezesodisse.semreticênciasoafirmoupublicamenteesóofez depois de muito explicar e justificar o que tem como inadiável. Estamos convictos que não há quem não tenha percebido. Paraamelhoriadaactividadederent-a-caremPortugalénecessárioquedeumavez portodasosórgãosdopoderolhemparaestaactividadecomorespeitoqueelamerece, poisnãopodemosesquecerqueelapodeseroespelhodoturismosendooprimeiro componente da oferta turística oferecido a um turista, quando este desembarca em um dos vários aeroportos nacionais. Torna-se pois urgente a realização de melhores campanhas de promoção turística externa destinadas especialmente à captação de mais turistas dos segmentos de qualidade, para quem o automóvel de aluguer é, efectivamente uma mais valia indispensável. O apoio institucional é também necessário e urgente, de modo a podermos ombrear com as nossas congéneres europeias no debate dos problemas que nos são levantados, periodicamente, por algumas directivas da União Europeia, as quais salvo raras excepções protegem apenas os países da Europa Central e do Norte. É também preciso que se criem apoios à formação profissional específica para aumentar a produtividade das empresas do sector e para acompanhar a concorrência europeia, em termos de qualidade, gestão operacional, tecnologias de informação, marketing e promoção, atendimento e vendas. Por último é inútil relembrar que Portugal detém o triste recorde dos impostos sobre as viaturas, calculados na maioria das vezes de acordo com critérios discutíveis, para não dizer injustos. Um dos pontos que importa salientar, diz respeito ao imposto automóvel(ia) edosfuturosisv ImpostosobreVeículoseIUC ImpostoÚnicodeCirculação.Estes impostos injustamente aplicados têm onerado fortemente o preço das viaturas que são colocadas em aluguer, o que dificulta a concorrência nomeadamente com as empresas espanholas, onde as viaturas possuem preços mais acessíveis devido à não aplicabilidade daqueles impostos ás empresas de rent-a-car. 3

4 SUMÁRIO MAGAZINE Nº Tevelugar nodia4dejulhosobaégidedaarac, uma Conferência subordinada ao tema O Novo Quadro da Fiscalidade Automóvel em Portugal, no qual se abordaram o Imposto sobreveículos ISVeoImpostoÚnico decirculação IUC. A ConferênciatevelugarnoHotelAltisParqueemLisboae contou com uma assistência de cerca de 70 pessoas. Destaques nesta edição 3EDITORIAL Protocolos ARAC / TMN / INTRUM JUSTITIA /TURISMO DE PORTUGAL - IP Noseguimentodasuaestratégiadeoferecermaisemelhoresserviços aosseusassociados,aaraccelebrourecentemente Protocolosde ColaboraçãocomaTMN,IntrumJustitiaeTurismodePortugal-IP. ARAC 32 anos de história viva EmaARACcomemoraoseu32ºAniversário,sendo,emtodaasua dimensãonacional,averdadeiraexpressãodaindústriaaluguerde veículossemcondutornassuasváriasvertentes. Salitur recebe Certificado de Qualidade ASalitur-AluguereComérciodeAutomóveis,S.A,recebeuda SGSICS,lídermundialemserviçosdeCertificação,oCertificado daqualidadedeacordocomanormanpeniso9001:2000 reconhecidainternacionalmente.destaforma,asaliturtornaseaprimeiraempresademarcanacionalcertificadanosector. Melhoria e optimização dos procedimentos BenoîtEsvelin,AdministradordaALDAutomotivePortugal, dá asuaopiniãosobreareformadoimpostoautomóvel,aqualse baseiaemalgunspressupostosfundamentais,nomeadamente adiscriminaçãopositivaparaosveículoscommenores emissõesdeco2eummodelodetributaçãobaseadoem2 impostos. Novas instalações Litocar Comaaberturadenovasinstalações,aLitocarCoimbraSul pretendealargarasuaintervençãoàzonanortedodistritode Leiria. Iremosacompanharumterritóriomaisextensoe obviamenteatingirmaisclienteseassimobtermaisvendas, dissejoãocardoso,ementrevistaàrent. Entrevista com Artur Paranhos, Director-Geral da Cimpomóvel, Veículos Ligeiros, S.A. Depoisdeterentradoem1999pararesponsáveldevendasda Suzuki,ArturParanhos,agoracom46anos,percorreuum caminhoqueolevouaváriossectoresdaempresacimpomóvel, importadoradasmarcassuzukiesaabparaportugal. 4SUMÁRIO 6ARACEMNOTÍCIA - Protocolos ARAC / TMN / INTRUM JUSTITIA / TURISMO PORTUGAL - Cursos de Formação Profissional - Rent-a-Car e o Turismo - Reuniões ARAC com empresas de Rent-a-Car - Mercado de trabalho Flexisegurança 10CONFERÊNCIAARAC - O novo regime de tributação automóvel 14ACTUALIDADE - Imposto sobre veículos 17EFEMÉRIDE - ARAC celebra 32 anos de actividade 18AOVOLANTE - Novos modelos para o Rent-a-Car e AOV 28ENTREVISTAS - Nuno Braga - Artur Paranhos - Ricardo Pereira - João Carvalho - João Cardoso 46EMPRESAS - Masternaut - Restocar - ALD Automotive 4 DIRECTOR:JoãodeSousaBrás DIRECTORADJUNTO:RobalodeAlmeidaPROPRIEDADE:ARAC Av. 5deOutubro, 70-9º LISBOA Telefone: Fax: PRODUÇÃO: AP Comunicação Rua da Liberdade, 41-1º Esq. Mucifal COLARES Telefone: Fax: REDACÇÃO: JoãoVieira, PauloHomem, NelsonMartini, JorgeReis, ArturRebelo. DESIGNGRÁFICO:Pedro Vieira IMAGEM: António Valente PUBLICIDADE: Tel.: Director: Mário Carmo Anabela Machado IMPRESSÃO:Selenova-EstradaNacional116,Km20/21 CasaisdaSerra Milharado-Telef: PERIODICIDADE:TrimestralASSINATURAANUAL:25Euros(4números)DISTRIBUIÇÃO: BancaseCTTNºdeReg.no Ins.Com.Social: Depósitolegalnº /03 COPYRIGHT:Nos termos legais em vigor é totalmente interdita a utilização ou a reprodução desta publicação, no seu todo ou em parte e por qualquer meio, sem a autorização prévia e por escrito da.

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6 ARAC EM NOTÍCIA Protocolos ARAC Mais vantagens para os associados A ARAC tem procurado pautar a sua actividade pela busca incessante das melhores condições de actuação para os seus Associados. No seguimento desta estratégia de oferecer mais e melhores serviços, a ARAC celebrou nos passados meses de e Julho, três novos protocolos com as empresas TMN e Intrum Justitia, e o Turismo de Portugal IP. 06 C omo é do conhecimento de todos os associados, ao longo da sua existência a ARAC tem procurado celebrar protocolos que, para além de constituírem uma mais valia concorrencial, vão ao encontro das necessidades das empresas associadas. Durante o mês de, foram celebrados os seguintes protocolos: ARAC / TMN A renovação do Protocolo de Colaboração com a TMN, empresa portuguesa ligada às telecomunicações móveis e fixas nacionais, realizou-se no passado dia 1 de, nas instalações da sede da ARAC. Este Protocolo veio estabelecer um acordo que fixa condições de prestação de serviços telefónicos móveis, em toda a sua extensão, favoráveis às empresas associadas da ARAC, assim como, condições de utilização de redes móveis ajustadas as necessidades inerentes à actividade dos Associados e a preços atractivos para as empresas. O acordo abre caminho para a concretização da aspiração da ARAC de contribuir para minimizar as carências existentes aos mais diversos níveis, procurando, desta forma, impulsionar as empresas suas associadas para um futuro assente na modernização e rentabilização dos meios tecnológicos mais avançados ao dispôr das empresas. A assinatura do protocolo reforça o apoio que a TMN tem vindo a dar às empresas associadas da ARAC desde há 14 anos. ARAC / INTRUM JUSTITI PORTUGAL Com o propósito de tornar as empresas associadas mais competitivas, e sabendo da enorme dificuldade que existe na cobrança de créditos vencidos, a ARAC celebrou um Protocolo de Cooperação com a empresa Intrum Justitia Portugal, Sociedade Unipessoal, Lda., com sede na Avenida Duque d Ávila. A Intrum Justitia, fundada em 1997, é líder Europeu na Gestão de Créditos. Com a celebração deste protocolo de cooperação a Intrum Justitia compromete-se a aplicar aos Associados da ARAC, na cobrança e gestão de créditos, condições bastante atractivas. Mediante os protocolos que a ARAC tem vindo a assinar com as mais diversas entidades, em diversos campos, a ARAC visa impulsionar a dinamização, a expansão e o progresso das empresas suas associadas através de incentivos comerciais, e técnicos sob condições excepcionais de aquisição e utilização dos serviços colocados ao dispôr, com especial enfoque na relação preço-qualidade dos serviços protocolados. ARAC / TURISMO DE PORTUGAL IP Tendo em conta o desejável crescimento turístico, o qual só é sustentável quando associado a um elevado padrão de qualidade nos serviços, para o qual se torna indispensável o desenvolvimento da formação profissional, nomeadamente, no sector do Aluguer de Automóveis sem Condutor, e conscientes de que a formação profissional é, cada vez mais, um factor determinante para a melhoria da qualificação dos serviços, foi celebrado, no passado dia 14 de Julho de, um Protocolo de Cooperação entre a ARAC e o Turismo de Portugal IP. O Turismo de Portugal IP é uma entidade vocacionada para a elevação da qualidade na prestação dos serviços na área do Turismo, nomeadamente através da dinamização e inovação na oferta de formação na sua rede escolar. A assinatura do referido protocolo teve lugar na Escola de Hotelaria e Turismo de Faro, tendo o Doutor Luís Patrão, na qualidade de Presidente do Conselho Directivo do Turismo de Portugal IP, e o Doutor Joaquim Robalo de Almeida, na qualidade de Secretário-Geral da ARAC, procedido à assinatura do documento. A sessão de celebração do Protocolo contou ainda com a presença do Senhor Ministro da Economia, Doutor Manuel Pinho, e do Senhor Secretário de Estado de Turismo, Doutor Bernardo Trindade. A ARAC manifesta e congratula-se com este Protocolo de Cooperação, o qual irá, seguramente, melhorar a oferta do sector, pois a formação contínua dos trabalhadores visando qualificar e requalificar os profissionais do sector de Aluguer de Automóveis sem Condutor irá favorecer a promoção sócio-profissional dos indivíduos e por esta via melhorar a qualidade dos serviços prestados pelas empresas associadas da ARAC, perspectiva, aliás, semelhante à do Executivo actual, este sempre atento e forte impulsionador destas medidas, enfatizando esta posição nas suas políticas de governação na área da educação e formação profissional no sentido do desenvolvimento e valorização dos recursos humanos do país.

7 Rent-a-Car e o Turismo Balanço 1º Semestre R egistou-se no primeiro semestre de um aumento do número de passageiros desembarcados nos aeroportos portugueses não se traduzindo no entanto esse aumento num grande aumento do aluguer de automóveis sem condutor em regime de curta duração (rent-a-car), esperandose no entanto uma melhoria nas ocupação de viaturas de rent-a-car. Esperamos um aumento do número de turistas alemães este ano, tendo entretanto vindo a aumentar o número de turistas oriundos do Reino Unido mas com menor poder de compra, acentuando-se cada vez uma maior dependência do rent-a-car em relação àquele país como mercado emissor. No que respeita ás viaturas de passageiros: As taxas média de ocupação em veículos de passageiros em do corrente ano subiram 4% em comparação com período homologo de O aluguer médio de viaturas de passageiros situou-se em de nos 7,2 dias, o que representa uma diminuição de 0,2% face ao ano de A subida das taxas de ocupação ficaram sobretudo a dever-se aos baixos preços praticados pelas empresas. Em conclusão, os primeiros seis meses de apesar de representar uma melhoria em relação ao ano anterior, apresentam resultados pouco satisfatórios para as empresas. Sendo verdade que razões de ordem conjuntural não podem ser dissociadas da perda de competitividade por parte das empresas de rent-a-car portuguesas, não podemos, nem devemos ignorar os factores de ordem estrutural, tanto do lado da procura, como do lado da oferta e cujos resultados estão patentes para todos. A nível do rent-a-car devido à inexistência de um sistema de isenção à semelhança do que acontece na vizinha Espanha, onde o rent-a-car está isento do pagamento do imposto de matrícula (equivalente ao nosso ISV) torna muito difícil a concorrência das empresas portuguesas com as suas congéneres espanholas. Reuniões ARAC com empresas de Rent-a-Car T iveram lugar no passado mês de Maio, sob a égide da ARAC, duas reuniões das empresas do sector do Rent-a-Car. A primeira decorreu no dia 8 de Maio no Hotel Fátima, em Fátima e contou com a presença de cerca de 70 empresas associadas das regiões Norte, Centro e Grande Lisboa. No dia 28 de Maio foi a vez da região Sul, tendo a ARAC realizado a reunião na Região de Turismo do Algarve em Faro, onde compareceram cerca de 50 empresas. Os temas abordados nas Reuniões ARAC foram os seguintes: 1. O novo Quadro da Fiscalidade Automóvel em Portugal a. ISV Imposto sobre Veículos; b. IUC Imposto Único de Circulação; c. Situação fiscal do ACD em Portugal e em Espanha Exposição apresentada pela ARAC ao Senhor Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais; 2. QREN Incentivos à Indústria de aluguer de automóveis sem condutor em regime de curta duração (rent-acar) Regulamentação; 3. Novos procedimentos para a venda e registo de automóveis em Portugal 4. Gestão de resíduos provenientes das oficinas e zonas de preparação de veículos de rent-a-car; 5. Revisão do CCT Contrato Colectivo de Trabalho para a Indústria de Aluguer de Automóveis sem Condutor; 6. A formação profissional na actividade de aluguer de automóveis sem condutor; 7. A crescente necessidade de elementos estatísticos na actividade de rent-a-car; 8. Criação de um Código de Conduta aplicável às empresas de aluguer de automóveis sem condutor; 9. A panorâmica da actual situação do rent-a-car nas Regiões Norte, Centro e Grande Lisboa, e no País; 10. Criação de um Manual de conduta da actividade de rent-a-car; 11. A Problemática da Aquisição de Frotas; 12. A cada vez maior sazonalidade da Actividade de rent-a-car. Estas reuniões contaram com a presença dos seguintes oradores: João de Sousa Brás - Presidente do Conselho Director da ARAC; Joaquim Robalo de Almeida Secretário- Geral da ARAC; José da Silva Vice-Presidente do Conselho Director da ARAC; Carlos Sousa Vogal do Conselho Director e delegado da ARAC na zona Centro; João Rebelo Martins Vogal do Conselho Director e delegado da ARAC na zona Norte; António Castanheira Vogal do Conselho Director da ARAC e Presidente da Secção de ALP - Aluguer de Longo Prazo da ARAC As empresas representadas nestas reuniões são responsáveis por uma facturação de cerca de 80% do Sector. 07

8 ARAC EM NOTÍCIA Actualidades do sector Cursos de Formação Profissional para trabalhadores de empresas de Rent-a-Car V indo ao encontro das pretensões dos nossos associados por diversas vezes manifestadas, é com prazer que informamos que conseguiu a ARAC, em colaboração com o INFTUR - Instituto Nacional de Formação Turística e a ESHTE Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, a elaboração de vários cursos destinados ao pessoal a desempenhar funções nas empresas de aluguer de automóveis sem condutor. Preocupados com a urgência da requalificação dos trabalhadores do sector, a ARAC apostou na parceria com o INFTUR, como forma de, a curto prazo, se conseguir vencer as lacunas existentes, ao nível das formação, acrescentando que para manter o nível de competitividade do Sector, urge investir na formação profissional contínua dos trabalhadores ao serviço das empresas. Assim, realizaram-se nos meses de e Julho, na ESHTE Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril, dois cursos de formação, um sobre Atendimento e outro sobre Organização. O leccionamento destes cursos foi em horários pós-laboral, com o objectivo de as acções de formação não colidirem com a actividade normal das empresas. A inscrição e frequência das acções de formação não tiveram qualquer custo para as empresas associadas da ARAC. Lembramos que, nos termos do artº 125º, nº 4 do Código do Trabalho, o Empregador deve assegurar ao trabalhador um número mínimo de horas anuais de formação certificada de 35 horas. Informamos ainda que em breve anunciaremos a realização de Acções de Formação no Algarve, Aveiro, Coimbra e Porto. Para qualquer esclarecimento adicional agradecemos que contactem o Gabinete de Formação Profissional da ARAC. Contra ordenações de estrada centralizadas O s infractores ao Código da Estrada vão passar a receber as notificações decorrentes da aplicação das contra-ordenações através da INCM, S.A. Esta alteração feita Portaria nº 674/, de 5 de, decorre da centralização de notificações consequentes à aplicação de disposições sancionatórias fixadas pelo Código da Estrada e advém do estudo de reformulação do processo de contraordenações de trânsito. Ao contrário do que hoje é prática comum, em que o agente que presenciou a infracção é obrigado a assinar não apenas o auto, mas também a notificação do interessado, as novas regras prevêm a separação entre a participação da infracção e o auto subsequente, o qual será assinado por um agente que representa a entidade fiscalizadora e que exerce funções junto da estrutura que passará a emitir os autos e notificações de forma centralizada. 08 Informação empresarial simplificada P or Despacho do Senhor Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de 20 do corrente, foi prorrogado até ao próximo dia 16 de Setembro o prazo de entrega da Informação Empresarial Simplificada (IES) referente ao exercício terminado a 31 de Dezembro de No mesmo Despacho decidiu ainda o Senhor Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais decidiu ainda que o prazo de entrega da IES nas situações referentes a empresas que adoptem um período de tributação diferente do ano civil será igualmente prorrogado, passando as sociedades a dispôr de um prazo adicional de dois meses relativamente ao prazo de seis meses previstos na Lei.

9 Mercado de trabalho - Flexisegurança N o contexto social e político da actualidade vivemos um momento muito especial, envolvidos em circunstâncias, inegavelmente, difíceis, que conduzem à necessidade de explorar novas abordagens de articulação dos dois pilares fundamentais das nossas democracias políticas que se resumem, por um lado, ao crescimento económico, por outro, a equidade social. O complexo, mas não irresolúvel, problema da denominada flexisegurança tem sido objecto de tomadas de posição de organizações internacionais ou europeias, bem como, nacionais, no sentido de definir como se estabelece a ponte entre a renovação das políticas de emprego e as políticas de protecção social e entre ambas e a alteração dos mecanismos de gestão dos mercados de trabalho. A superação da complexidade dos diversos aspectos envolvidos na flexisegurança talvez só seja conseguida pelas suas implicações na economia, na sociedade e no universo político. Em linhas gerais, e sempre discutíveis, porque ainda está em aberto o debate, a flexisegurança aponta para um mercado de trabalho mais flexível, em que sejam pensadas e aplicadas políticas activas de emprego que apoiem os trabalhadores no momento de transição entre empregos e garantam subsídios de desempregos adequados. É este o exemplo que nos chega da Dinamarca com a qual se identifica, frequentemente, o próprio conceito de flexisegurança. Contudo, devido à globalização dos mercados que, per si, implica uma forte concorrência internacional, é manifestamente impraticável defender, ou, tomar por garantidos, os empregos existentes, pelo que a própria realidade nos compele no sentido da desregulamentação ou de um modelo que combine flexibilidade e segurança. Só será possível assumir garantias na vida activa através de uma consistente intervenção do Estado e de uma forte aposta das empresas no potencial humano, inevitavelmente por via da formação - postura, aliás sempre promovida pela ARAC -, abandonando de vez a visão distorcida de que a despesa com a formação é um custo e não um investimento. Há, contudo, lições do modelo dinamarquês que devem ser aproveitadas, nomeadamente as políticas activas de emprego mais eficientes, não se podendo, a partir desta postura, assumir como implícita e aconselhável a liberalização dos despedimentos. Em conclusão, urge a renovação do modelo actual das relações laborais no sentido de um novo paradigma que valorize uma maior adaptabilidade da economia às realidades sociais e políticas do nosso país, mas que observe, também, a defesa dos mecanismos que edificam a tradição colectiva de protecção social. A ARAC continua atenta ao tema da presente Informação, e voltará a ele sempre que oportuno, agradecendo, desde já, os comentários de todos os que dedicarem os seus conhecimentos e a sua criatividade à cimentação da ponte de comunicação, essencial à relação entre a ARAC e os seus Associados. Assim, para qualquer esclarecimento adicional, ou comentários, agradecemos que contactem o Gabinete dos Assuntos Laborais da ARAC, o qual se encontra ao vosso inteiro dispor. Cartão de cidadão F oram publicadas no passado dia 13 de Fevereiro de, no Diário da Republica, 1ª Série, n.º31, as Portarias nºs 201/, 202/ e 203/, de 13 de Fevereiro. As referidas Portarias vieram aprovar (Portaria n.º 201/) no período que antecede a expansão a todo o território nacional, a localização e as condições de instalação dos serviços de recepção dos pedidos do cartão de cidadão, (Portaria n.º 202/) o modelo oficial e exclusivo do cartão de cidadão para os cidadãos nacionais e para os beneficiários do estatuto referido no n.º2 do artigo 3º da Lei n.º 7/, de 5 de Fevereiro, (Portaria n.º 203/) o montante das taxas devidas pela emissão ou substituição do cartão de cidadão e a sua validade. 09

10 ARAC EM NOTÍCIA Conferência ARAC O novo regime de tributação automóvel 10 Teve lugar no dia 4 de Julho sob a égide da ARAC, uma Conferência subordinada ao tema O Novo Quadro da Fiscalidade Automóvel em Portugal, no qual se abordaram o Imposto sobre Veículos ISV e o Imposto Único de Circulação IUC. A Conferência teve lugar no Hotel Altis Parque em Lisboa e contou com uma assistência de cerca de 70 pessoas. Os vários oradores convidados falaram sobre os aspectos mais relevantes do novo quadro de fiscalidade automóvel vigente em Portugal desde o passado dia 1 de Julho. Dr. Hélder Pedro (Secretário-Geral da ACAP) abordou os efeitos na Carga Fiscal e no Mercado Automóvel, enquanto o Dr. Augusto Bernardo (Director do Gabinete Económico- Estatístico da ANECRA) falou sobre os riscos desta reforma. O Dr. Manuel Teixeira Fernandes (ex-director de Serviços da DGAIEC, membro do Grupo de Trabalho da reforma da tributação automóvel /2002), fez uma análise da anterior e actual fiscalidade automóvel. O Dr. Joaquim Robalo de Almeida (ARAC), foi o moderador do debate. A ARAC concorda com os princípios gerais da reforma tributária agora operada, considerando o facto de os critérios nela adoptados, terem assentado em vectores estruturantes. Entendemos no entanto, que na especialidade existem vários aspectos com os quais se discorda, nomeadamente passagem de 40% para 50%, das taxas de ISV, no caso dos veículos derivados de ligeiros de passageiros, por considerar que este tipo de viaturas constituem instrumentos de trabalho dos agentes económicos. Também no que respeita ao aumento de 0% para 30% no caso das pic-up s 4x4 de 3,5 toneladas de peso bruto, uma vez que este tipo de veículos se destinam apenas ou quase exclusivamente à actividade produtiva. O ISV Imposto sobre Veículos e

11 IUC Imposto Único de Circulação. Estes impostos injustamente aplicados têm onerado fortemente o preço das viaturas que são colocadas em aluguer, o que dificulta a concorrência nomeadamente com as empresas espanholas, onde as viaturas possuem preços mais acessíveis devido à não aplicabilidade daqueles impostos ás empresas de rent-a-car. A verdade dos factos São urgentes medidas de racionalização na fiscalidade do sector, que o habilitem a concorrer com o seu concorrente mais directo, que é o mercado espanhol, se se quiser evitar que as empresas de aluguer de curta duração de automóveis percam os potenciais clientes a favor das suas congéneres espanholas, devido à proximidade geográfica destas e às condições desfavoráveis de exploração que as nossas empresas suportam. É importante e bem vinda a intenção de desviar do momento da Compra para a Circulação, os anunciados 10% do ISV, dado que, tudo quanto seja desviado para a circulação não ficará sujeito à dupla tributação de IVA. Contudo, o contrário, ou seja, a manutenção do IVA sobre o ISV, é uma medida contra todos os princípios, que continua a ferir profundamente os interesses do Sector Automóvel e dos Consumidores em geral. Trata-se de uma situação injusta que a Comissão Europeia pretende acabar. Neste sentido, já recomendou ao Governo português, no início de Julho, a alteração do modelo de tributação automóvel. A ARAC congratula-se com a recomendação efectuada pela Comissão Europeia ao Estado Português (assim como ao Governo Polaco) para que seja alterado o modelo de tributação automóvel que considera contrário ao Direito Europeu. Caso o Estado Português não altere a sua legislação no prazo de dois meses, a Comissão pode dar início a um processo de infracção ao Direito Comunitário no Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias. Foi também referido que os pressupostos da Reforma, conduzirão a um agravamento da nova Carga Fiscal decorrente da conjugação do Imposto sobre Veículos (ISV), com o Imposto Único de Circulação (IUC), a médio prazo, face aos correspondentes valores, decorrentes do Quadro Fiscal, vigente até 30 de de. É muita positiva a medida que atribui um prémio de 500 Euros mais IVA, aos Veículos Diesel que, uma vez equipados com filtros de partículas têm emissões inferiores a 0,005 gr/km. Relativamente à data de início da segunda reforma da fiscalidade automóvel, foi anunciado a sua antecipação para 1 de Janeiro de 2008 e não em 1 de Julho de 2008, como inicialmente foi dado a conhecer pelo Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, quer sob a forma de nova redução do peso do ISV e sua transferência para IUC, quer do aumento da componente ambiental de 30% para 60%. Inverter a tendência A reforma do Imposto Automóvel constituirá uma condição necessária, embora não suficiente (porque, ligada à débil conjuntura económica e financeira do País), para inverter a tendência de grave crise, que se tem vivido no Comércio Automóvel, sendo que, em 2006, as vendas de automóveis quebraram 36%, ou seja, veículos vendidos a menos face ao ano de referência de 2000, situação que, nos seis primeiros meses de, regista uma continuada quebra e indicía uma preocupante estagnação do mercado. Novas regras e procedimentos a observar pelas Seguradoras na regularização de processos de Sinistro Automóvel foram adoptadas, a partir da entrada em vigor do Decreto-Lei nº 83/2006, de 3 Maio que transpôs parcialmente, uma directiva comunitária, procurando imprimir maior celeridade na assunção da sua responsabilidade. A publicação deste diploma legal veio Comoeraaguardado,foipublicadonoDiáriodaRepública,ISérie,nº124,comadatade29de,aLeinº 22-A/,aqualvemprocederàreformaglobaldatributaçãoautomóvel 11

12 ARAC EM NOTÍCIA Conferência ARAC Foiintroduzidaacomponenteambientalnosimpostos dióxidodecarbono (CO2),aqualvaientrarnabaseda tributaçãoemsededeisveiuc comumpesode30%emjulhodeede60%emjaneirode2008. reconhecer o direito de escolha da oficina por parte do lesado, ao consagrar por via legal, o conceito de perda total e ao criar Códigos de Conduta para promover o adequado relacionamento entre Seguradoras, Reparadores e Consumidores. Porém, subsistem ainda algumas dificuldades práticas na sua aplicação ao Sector Automóvel, designadamente, as relativas ao pagamento de indemnização ao proprietário, à não disponibilização de veículo de substituição ao lesado em todas as situações e à necessidade de intervenção de todos os agentes económicos nos referidos Códigos de Conduta. O que diz a Lei nº 22-A/ Como era aguardado foi publicado no Diário da República, I Série, nº 124, com a data de 29 de, a Lei n º 22-A/, a qual vem proceder à reforma global da tributação automóvel, aprovando o Código do Imposto sobre Veículos e o Código do Imposto Único de Circulação e abolindo em simultâneo, o imposto automóvel, o imposto municipal sobre veículos, o imposto de circulação e o imposto de camionagem. A nova Lei prevê a transferência de 10% do imposto pago à cabeça para o Imposto Único de Circulação e a introdução de uma componente ambiental. Assim o consumidor irá pagar menos 10% de Imposto sobre Veículos, isto é no acto de aquisição, o que terá um impacto de cerca de 3% no preço final do veículo. Contudo e porque se trata de uma transferência do imposto pago no acto da compra para a fase de circulação a quantia paga a menos à cabeça é depois cobrada no Imposto Único de Circulação. Foi introduzida a componente ambiental nos impostos por um lado. A componente dióxido de carbono (CO2), a qual entrou na base da tributação em sede de ISV e IUC com um peso de 30% em Julho de e de 60% em Janeiro de Com a introdução desta componente pretende-se penalizar os veículos mais poluentes e beneficiar os mais amigos do ambiente. Com esta nova legislação pretende-se incentivar a renovação do parque automóvel, estabelecendo ao mesmo tempo as bases de uma política fiscal automóvel, que tenha em conta as preocupações energéticas e ambientais, seguindo deste modo as recomendações ditadas pela União Europeia. No entanto, as grandes diferenças que encontramos desde o dia 1 de Julho, basicamente consistem tãosó no deferimento da carga fiscal da aquisição para a circulação. As 12 JoaquimRobalodeAlmeida,Secretário-GeraldaARAC,JoãodeSousaBrás,PresidentedoConselhoDirectordaARACeAntónioCastanheira,VogaldoConselho DirectordaARACePresidentedaSecçãodeALP-AluguerdeLongoPrazodaARAC,presentesnaConferênciadaARAC.

13 AnovaLeidetributaçãoautomóvel,prevêatransferênciade10%doimpostopagoàcabeçaparaoImpostoÚnicodeCirculaçãoeaintroduçãodeumacomponente ambiental,oqueteráumimpactodecercade3%nopreçofinaldoveículo. viaturas adquiridas a partir desta data já se encontram abrangidos pelos novos impostos. Assim, a regra prevê a transferência de 10% do Imposto Municipal sobre Veículos para o Imposto Único de Circulação (IUC), o qual entrou em vigor a partir desta data. Relativamente ao IUC, os veículos passarão a ser tributados em função de duas variáveis: a) Cilindrada; b) Emissões de dióxido de carbono. A componente ambiental pesa 30% na composição do imposto e 60% a cilindrada, prevendo-se que a partir de Janeiro de 2008, a ponderação passe a ser a seguinte: a) 40% Cilindrada; b) 60% Emissões de dióxido de carbono. No que respeita ás emissões de dióxido de carbono (CO2), existem tabelas diferenciadas, consoante o tipo de combustível utilizado: 1- Gasolina; 2- Gasóleo; 3- GPL; 4- Electricidade; 5- Híbridos. Esta diferenciação tem como objectivo principal penalizar as viaturas mais poluentes, tendo em atenção as preocupações energéticas e ambientais recomendadas pela União Europeia. O ISV apresentará inicialmente duas tabelas, uma vez que nem todas as viaturas possuem capacidade de verificação das emissões de dióxido de carbono (CO2). Assim vão coexistir: a) Tabela A com taxas sobre a cilindrada e o CO2 aplicável aos veículos homologados como ligeiros de passageiros que possam ser tributados com base nas emissões de dióxido de carbono; e; b) Tabela B, com base sobre a cilindrada, a aplicar aos restantes veículos até que as respectivas homologações integrem os valores das emissões de CO2. Veículos sujeitos ao ISV: a) Automóveis ligeiros de passageiros, considerando-se como tais os automóveis com peso bruto até Kg e com lotação não superior a nove lugares, incluindo o do condutor, que se destinam ao transporte de pessoas; b) Automóveis ligeiros de utilização mista, considerando-se como tais os automóveis de peso bruto até 3.500Kg e com lotação não superior a nove lugares, incluindo o do condutor, que se destinem ao transporte, alternado ou simultâneo, de pessoas e carga; c) Automóveis ligeiros de mercadorias, considerando-se como tais os automóveis de peso bruto até Kg e com lotação não superior a nove lugares, que se destinem ao transporte de carga, de caixa aberta, fechada ou sem caixa; d) Automóveis de passageiros com mais de Kg e com lotação não superior a nove lugares, incluindo o do condutor; e) Auto-caravanas, considerandose como tais os automóveis construídos de modo a incluir um espaço residencial que contenha, pelo menos, bancos e mesa, espaço para dormir, que possa ser convertido a partir dos bancos, equipamento de cozinha e instalações para acondicionamento de víveres; f) Motociclos, ciclomotores, triciclos e quadriciclos, tal como estes veículos são definidos pelo Código da Estrada; 13

14 ACTUALIDADE ISV - Imposto Sobre Veículos 14 O novo Imposto Sobre Veículos (ISV) pretende fazer incidir parte da carga fiscal sobre a eficiência ambiental dos automóveis novos, estimulando a venda de veículos menos poluentes, que estejam equipados com sistemas e tecnologias (como o filtro de partículas) que contribuam para esse fim. Com esta solução a carga fiscal não vai recair só no momento da aquisição mas durante o período de utilização do carro. Quer isto dizer que anualmente terá ainda que ser paga o Imposto Único de Circulação (IUC), que teoricamente será a diferença para o que se deixou de pagar inicialmente com a transição para o novo ISV. Nesta fase inicial a componente cilindrada representa 70% do ISV enquanto a componente ambiental significa 30%, mas este valores poderão ser alterados para 60/40 em 2008, embora existe uma tendência clara para que no futuro a componente ambiental seja cada vez mais representativa. Quanto ao IUC, que liquidou de uma só vez como o Imposto Municipal Sobre Veículos (o conhecido selo), Imposto de Circulação e o Imposto de Camionagem, terá duas tabelas. Uma para carros adquiridos até final de de, que pagaram anualmente o mesmo que pagavam no selo automóvel, e uma outra tabela para os carros vendidos a partir de 1 de Julho de, e que obrigará ao pagamento de um imposto na maioria dos casos bem superior a imposto de selo. Numa breve abordagem ao mercado de AOV e Rent-a-Car recolhemos diversas opiniões sobre o impacto que o ISV irá ter nestas duas actividades. Na actividade de AOV as rendas mensais poderão sofrer alterações, como refere Eric Coyac, Director Financeiro da Arval que sintetizou: Em princípio, a redução de 10% do ISV em relação ao IA será repercutida em 10 anos ao nível do IUC. Tendo em conta que a duração média dos nossos contratos fica entre os 3 e os 4 anos, é de esperar, em média, uma redução do valor das rendas. Já Miguel Ribeiro, Director Comercial da Masterlease refere que Ameaças e oportunidades Desde o passado dia 1 de Julho, que entrou em vigor o novo regime de tributação automóvel, onde a componente ambiental ganha uma maior importância. Que efeitos isso terá no Aluguer Operacional de Viaturas e no Rent-a-car? tudo poderá ficar na mesma se as marcas de automóveis subirem o preço base dos veículos. Para o mesmo responsável da Masterlease, continuam a não haver verdadeiros incentivos à utilização dos veículos híbridos, e faz a seguinte questão: Por exemplo, se um Toyota Prius custar mais 200 por mês do que uma carrinha Opel Astra e com a vantagem de ser diesel face ao motor a gasolina do Prius, qual é o director financeiro que muda para mais caro?. Na actividade de Rent-a-Car, João Pedro Oliveira, Director-Geral da Sixt, refere que de momento o ISV tem pouco impacto na nossa actividade, pois a maioria da frota de foi matriculada até final de. Porém, para o futuro, o novo ISV poderá de facto trazer um custo de aluguer mais alto para o cliente. Neste aspecto, João Pedro Oliveira, reconhece isso acima de tudo pelo aumento do custo do imposto de circulação e respectivas provisões para o mesmo. Tal como no AOV, parece também que no Rent-a-Car ainda não foram criados os incentivos necessários para que os automóveis híbridos ganhem expressão. A aquisição de veículos é influenciada pelas marcas e pelo mercado de usados. Dado que os veículos híbridos têm pouca expressão neste último a sua aquisição passa mais por acções de marketing/promoção da empresa, refere o responsável da Sixt.

15 ACTUALIDADE ISV - Imposto Sobre Veículos disponibilização de informação desta natureza vai ao encontro da preocupação ambiental de ambas as partes. Este novo imposto vai de alguma forma incentivar a aquisição, por parte das empresas, de veículos híbridos? A isenção aplicável aos automóveis híbridos faz com que, ao nível do preço, eles se tornem competitivos face a modelos similares com tecnologia convencional, embora o seu preço base superior anule parte desse efeito. No entanto, pensamos que uma maior aceitação destes modelos e consequente procura irá depender não apenas do factor preço mas também de outros factores, como o aumento do número de modelos disponíveis, um design mais apelativo, a percepção de qualidade geral, a evolução da própria tecnologia utilizada e nível de eficiência, entre outros. Impacto do ISV na actividade de RAC Paulo Moura, Director-Geral da Europcar Portugal 16 A entrada em Vigor do novo Imposto Sobre Veículos, em Julho de, de que forma afecta actividade de Rent-a-Car? A Europcar não pode deixar de concordar com a intenção do Governo de rever a fiscalidade automóvel, colocando-a especialmente ao serviço da protecção do ambiente. No entanto, não podemos concordar com a componente da fiscalidade automóvel que visa apenas tributar o consumo do bem automóvel no acto de aquisição. A aplicação deste imposto aos veículos automóveis utilizados, como meios de exploração pelas empresas de Rent-a-Car não tem qualquer lógica, pois a tributação do consumo só deve incidir sobre o consumo final dos bens materiais ou serviços. Ora sendo os veículos automóveis utilizados pelas empresas de aluguer de veículos sem condutor como meios de exploração, fazendo parte do seu activo imobilizado, não tem obviamente sentido que sobre eles incida o IA, especialmente quando o imposto atinge, como é o caso do nosso País, valores que constituem uma parte tão significativa do preço, indo bem para além do que seria um mero imposto sobre o acto de matrícula dos veículos. Defendemos como absolutamente vital para o sector, a adopção de uma solução semelhante à Espanhola, em que, a lei expressamente isenta do "impuesto sobre determinados medios de transporte" (um tributo, diga-se de passagem, de taxa ad valorem de 13%, bem mais moderado portanto do que o nosso IA) os veículos afectos exclusivamente a actividades de aluguer sem condutor em regime de curta duração. Só assim poderemos concorrer de uma forma mais justa com os nossos congéneres espanhóis e evitar uma perda efectiva de negócio na área do turismo para nós tão importante. Em 2008 e no futuro a incidência deste novo imposto será cada vez maior em relação às emissões de CO2 de cada automóvel. Isso trará mudanças na vossa actividade? Acreditamos que se irá reflectir mais na segmento derivados de passageiros e nas pick-up uma vez que sofrerão um agravamento no imposto na ordem dos 50%. Dado que se tratam de viaturas de trabalho e os alugueres desses veículos são feitos a empresas de obras públicas, de construção e florestais, o preço de venda mesmo para nós, empresa de rent-a-car não será competitivo, o que se vai refectir sem dúvida no preço que vamos apresentar ao cliente final. Quanto a mudanças de fundo, considero que tal não irá acontecer porque uma empresa como a Europcar tem que saber estar e, mais ainda, saber adaptar-se às mudanças do mercado. Este novo imposto vai de alguma forma incentivar a aquisição de mais veículos híbridos para a frota de rent-a-car? A Europcar, como líder de mercado, tem a obrigação de contar com uma frota diversificada que vá ao encontro das necessidades dos nossos clientes. Desde há 2 anos, que a Europcar integra na sua frota veículo híbridos. Obviamente que, se o mercado apontar nesse sentido, iremos concerteza rever a nossa oferta introduzindo mais viaturas amigas do ambiente.

16 ARAC EM NOTÍCIA ARAC 32 anos de história viva Por: Joaquim Robalo de Almeida Com as mãos no futuro Em a ARAC comemora o seu 32º Aniversário, sendo, em toda a sua dimensão nacional, a verdadeira expressão da Indústria Aluguer de veículos sem condutor nas suas várias vertentes ( Aluguer de Curta Duração-ACD, Aluguer de Longa Duração- ALD, Aluguer Operacional de Viaturas- AOV e Aluguer de Veículos de Mercadorias- AVM). D esde a sua constituição, que a ARAC, tem procurado de uma forma séria e profissional dar cumprimento ao seu objectivo primeiro e que é o de prestar o melhor apoio aos seus Associados. É uma actividade que sempre se traduziu pela prestação de serviços de qualidade e que os vários Departamentos da ARAC sempre deram boa conta. Pelos meios convencionais que, com a maior celeridade possível permitiram o contacto com os Associados, a ARAC proporciona o conhecimento de tudo quanto se prende com o Sector, quer sejam assuntos de grande realce, quer sejam inovações ou alterações legais, quer sejam iniciativas ou reacções da própria Associação, quer sejam recomendações de procedimentos a adoptar, quer ainda matérias que constituam notícias de relevo. As Circulares, o Boletim Informativo, as Estatísticas, as Separatas de Informação e a Revista Rent, têm sido, a via previlegiada para toda essa comunicação e é essa a postura da ARAC, para que se mantenha com um cada vez maior índice de interesse dos Associados por forma a cumprir os fins a que se destinam de informar e guardar a memória da vida da Associação. Com o evoluir dos tempos, tudo muda e também a ARAC tem adoptado novos meios de comunicação, como por exemplo através do recurso á informática, estando o seu site neste momento a merecer atenção para a renovação que se impõe, com o objectivo de se tornar no meio rápido e imediato de comunicação e informação, sendo por isso necessário que os Associados criem uma habituação de recurso ao mesmo com regularidade para que as mensagens cheguem aos destinatários em tempo útil. A comunicação é desde sempre uma matéria muito importante para a ARAC, sendo fundamental para desenvolver e modernizar qualquer sector de actividade, entendendo esta Associação a comunicação como um elo de ligação aos Associados que deve estar em ligação permanente. Apesar de toda a panóplia de Informação expedida pela várias vezes por semana para os seus Associados, a ARAC entende que nada fará diminuir o interesse e as vantagens dos contactos directos, encontrandose os vários Departamentos da ARAC cada vez mais preparados e habilitados para servir e informar rapidamente, aos quais os Associados recorrem sem hesitação sempre que necessitam de apoio. A ARAC expressa, assim, de forma evidente, séria e profissional o valor da sua presença no mundo empresarial, dando a todos os seus Associados testemunho do seu trabalho e razões para que estes depositem nela confiança e sintam cada vez mais consciência da razão de serem Associados da ARAC. 17

17 AO VOLANTE Novas propostas para Rent-a-Car e AOV 18 Evolução no design Toyota Auris 1.4 D4-D S e olharmos para o antigo Corolla e para o novo Auris, rapidamente se percebe onde a Toyota mais apostou. O design do novo segmento C da marca nipónica é francamente mais interessante, embora não seja deslumbrante, mas está muito orientado para o consumidor europeu. No interior também se evoluiu no design, com formas mais redondas e funcionais, mas alguns materiais (da parte superior do tablier) parecem não ter evoluído. A posição de condução é agora bem melhor no Auris do que era no anterior Corolla, enquanto em matéria de conforto não existem reparos a fazer, mesmo para os passageiros dos lugares traseiros. O motor de 1.4 litros D4-D, que já era um autêntico sucesso no Corolla, mantém-se agora no Auris com os seus 90cv, mas a sua utilização está melhorada, por via de uma melhor caixa de velocidades, essencialmente mais precisa e bem escalonada. Muitos elogios merece o comportamento do Auris, não só pelo eficaz amortecimento (mesmo em curvas de maior apoio) mas também pelo conforto de rolamento que proporciona. O Auris 1.4 D4-D curva bem, trava bem e consome pouco, tendo ainda um preço, nas diferentes versões, muito equilibraddo face ao equipamento e qualidade que oferece. Toyota Auris 1.4 D4-D Cilindrada cc: 4/1.398 Potência Cv/rpm: 90/3.800 Binário Nm/rpm: 190/1.800 Velocidade Km/h: 175 Acel km/h seg.: 13,5 Cons.Médio L/100Km: 5,6 Preço (desde) Euros Super equilibrado Renault Mégane Sport dci A pesar da sua aparência desportiva, o Mégane Sport dci é a versão, desta gama da Renault, mais equilibrada que existe. Desenvolvida pela Renault Sport Technologies, este modelo destina-se a quem gosta de conduzir, mas ao mesmo tempo tem preocupações com o custo diário de utilização. A grande alma deste Mégane é o seu motor de 2.0 litros turbodiesel de 175 cv que dispõe ainda de um binário de 360 Nm às rpm, apresentando uma curva de utilização próximo da de um motor a gasolina. A resposta do motor ao acelerador é boa (a cartografia do comando do pedal do acelerador foi alterada para optimizar o tempo de resposta), proporcionando uma grande vivacidade na condução, embora também se possa disfrutar de alguma suavidade quando se pretende ritmos mais calmos. Outro forte predicado deste automóvel é o chassis Cup, que foi desenvolvido pela Renault Sport Technologies. Toda a afinação da suspensão (com ESP 100% desligável) foi feita para proprocionar um maior prazer de condução, mas a vantagem do Mégane Sport é o seu equilíbrio global, seja a curvar ou não, mantendo sempre bons níveis de conforto. A direcção é suficientemente informativa para um desportivo deste género, enquanto a travagem (da Brembo) também está em bom nível. Renault Mégane S. dci Cilindrada cc: 4/1.998 Potência Cv/rpm: 175/3.750 Binário Nm/rpm: 360/2.000 Velocidade Km/h: 197 Acel km/h seg.: 8,3 Cons.Médio L/100Km: 6,5 Preço (desde) Euros

18 Aquele botão Opel Astra 1.9 CDTi O Opel Astra foi ligeiramente retocado no mais recente model year, que lhe trouxe pequenas evoluções de pormenor ao nível das ópticas e de outros itens exteriores. Consensual do ponto de vista estético e de aparência tipicamente familiar, apesar de umas jantes especiais de desenho mais desportivo, o Opel Astra também no interior, não revela grandes novidades. A posição de condução é um ponto menos positivo do carro acima de tudo pelo desenho do banco, mas quanto aos restantes elementos do interior não existem reparos. Boa qualidade de construção e bons materiais, muito equipamento (incluindo o de segurança) e alguma sobriedade no estilo, são alguns dos factores determinantes no interior do Opel Astra. A direcção é precisa, tal como a caixa de velocidades, enquanto o motor também é muito bom. Em termos de utilização os 150 cv do motor 1.9 CDTi estão sempre presentes, mas parece que ganham outra atitude quando se carrega no botão sport situado no tablier. Com esse gesto, que activa o chassis IDS Plus, um sistema que gere o controlo electrónico de amortecimento, o controlo de estabilidade, o controlo de tracção e o controlo de travagem, o Astra torna-se mais desportivo, preciso e mais emocionante de conduzir, parecendo que estamos em presença de outro carro. Fantástico. Opel Astra 1.9 CDTi Cilindrada cc: 4/1.910 Potência Cv/rpm: 150/4.000 Binário Nm/rpm: 320/2.000 Velocidade Km/h: 208 Acel km/h seg.: 8,8 Cons.Médio L/100Km: 5,8 Preço (desde) Euros Captar atenções Chevrolet Captiva 2.0 VCDi R apidamente a gama Chevrolet cresceu, não só em quantidade mas em qualidade e diversidade. Adaptando-se aos tempos modernos do mercado automóvel europeu, a Chevrolet tem no Captiva um SUV mas com aparência de todo-oterreno a julgar pelas suas dimensões e pela elevada posição de condução. O interior é espaçoso, aparentemente bem construído, mas um pouco espartano, possuindo um design demasiado banal. Para uma veículo com estas características o conforto de rolamento está em bom plano, mas em termos acústicos deixa um pouco a desejar, nomeadamente quando o motor sobe aos regimes mais altos. Comportando-se como um jipe em estrada, o Captiva tem muita tendência a alargar as trajectórias, uma situação que assume mais presença devido à lentidão da direcção (pouco directa). Nesta versão com caixa automática, por sinal pouco adaptada às características do motor 2.0 litros de 150 cv e ao peso do conjunto, os consumos parecem ser um pouco altos. Em utilização fora de estrada, o Captiva não desilude. Mas com a caixa automática exige um pouco mais de atenção em determinadas situações. Muito interessante é o preço, tendo até em conta o bom nível de equipamentos disponível de série. Chevrolet Captiva 2.0 VCDi Cilindrada cc: 4/1.991 Potência Cv/rpm: 150/4.000 Binário Nm/rpm: 320/2.000 Velocidade Km/h: 180 Acel km/h seg.: 12,2 Cons.Médio L/100Km: 8,1 Preço (desde) Euros 19

19 AO VOLANTE Novas propostas para Rent-a-Car e AOV 20 Força da imagem Suzuki SX4 1.6 DDiS I nicialmente sem o argumento diesel, o Suzuki SX4 também já está disponível com um moderno motor commonrail de 1.6 litros DDiS e 90 cv. Trata-se do motor ideal para este pequeno carro japonês, capaz de proporcionar ao seu condutor bons desempenhos dinâmicos com consumos comedidos. Motivando muitos olhares por via do seu aspecto exterior, assemelhando-se a um pequeno SUV, o interior do SX4 é suficientemente espaçoso, nomeadamente nos lugares dianteiros, merecendo nota muito positiva em matéria de conforto. Trata-se acima de tudo de um automóvel fácil de conduzir, prático e suficientemente dinâmico, que se adapta muito bem ao trânsito citadino, mas também a uma escapada ao campo por se sentir muito à vontade em alguns estradões de terra (por ter maior altura ao solo que um tradicional segmento B e C, mas também por ter uma grande largura de vias). Equipado com pneus 205 em jante de 16, que muito contribuem (juntamente com as jantes especiais) para o seu aspecto exterior, o SX4 acaba por ficar um pouco limitado em termos de prestações. A caixa de velocidades podia ser um pouco mais precisa e os pedais mais macios, mas em outros parâmetros (como a travagem e a direcção) o pequeno Suzuki não merece reparo. Suzuki SX4 1.6 DDiS Cilindrada cc: 4/1.560 Potência Cv/rpm: 90/4.000 Binário Nm/rpm: 215/1.750 Velocidade Km/h: 175 Acel km/h seg.: 12,2 Cons.Médio L/100Km: 6,4 Preço (desde) Euros Basta confiar Kia Cee d 1.6 CRDI S e nos interiores este Kia não traz uma grande evolução face ao passado, apesar da melhoria da qualidade de construção e da incorporação de algum equipamento original de série no nível EX (o caso de uma entrada USB), já por fora a estética do Cee d é largamente consensual para o gosto europeu, devido essencialmente ao equilíbrio das suas linhas. O interior é muito espaçoso, ergonómico e funcional, mesmo para o condutor que tem à sua disposição diversas regulações para se sentir confortável ao volante. Muito agradável em termos de utilização quotidiana, o Ceed d possui nesta versão um interessante motor de 1.6 litros com 115 cv de potência e um binário de 255 Nm às rpm. Trata-se de um propulsor bastante vivo, como se prova pelos 10,4 segundos que faz dos 0 aos 100 Km/h, ajudado por uma caixa de cinco velocidades bastante suave e bem escalonada. A atitude do Cee d perante a estrada está de acordo com as exigências de um veículo familiar deste segmento, com a suspensão a proporcionar o necessário conforto de rolamento, mesmo em estrada sinuosas e de mau piso, sem adornar demasiado. O excelente preço e os sete anos de garantia, dão a este Kia (o primeiro a ser desenhado e construído integralmente na Europa) importantes argumentos à sua aquisição. Basta confiar na marca. Kia Cee d 1.6 CRDI Cilindrada cc: 4/1.582 Potência Cv/rpm: 115/4.000 Binário Nm/rpm: 255/1.900 Velocidade Km/h: 188 Acel km/h seg.: 10,4 Cons.Médio L/100Km: 5,4 Preço (desde) Euros

20 Quase tudo eléctrico Lexus RX 400h O primeiro SUV híbrido de altas performances do mundo é um automóvel de eleição. A sua tecnologia é um desafio constante ao condutor, deixando de lado alguns preconceitos de que um hídrido é um automóvel lento e pouco cativante de conduzir. O RX 400h é exactamente o contrário, pois conta não só com um potente motor V6 a gasolina de 3.3 litros e 272 cv de potência, que por vezes nos faz esquecer que é um híbrido, como recorre a um eficaz sistema de tracção intregal que basicamente lhe permite enfrentar qualquer tipo de estrada, incluindo as de terra. Como híbrido que é o RX 400h recorre a muitos componentes eléctricos, para além, obviamente dos dois motores eléctricos (dianteiro com 123 kw às 4500 rpm e o traseiro com 50 kw das 4610 às 5120 rpm), que ajudam na propulsão deste carro, e que são muito utéis, por exemplo, em circuito urbano, onde os consumos são baixos. Direcção, ar condicionado, acelerador, travões e a tracção integral E-Four são operados electricamente, reflectindose tudo isto no desempenho energético deste automóvel. Em muitos situações de trânsito (arranque, descidas, etc) são os motores eléctricos que levam este SUV, o que evita o consumo de combustível (logo não existe poluição) e praticamente não emite ruído a deslocar-se. Sem dúvida uma excelente experiência de condução. Lexus RX 400h Cilindrada cc: V6/3.311 Potência Cv/rpm: 272/5.600 Binário Nm/rpm: 288/4.400 Velocidade Km/h: 200 Acel km/h seg.: 7,6 Cons.Médio L/100Km: 8,4 Preço (desde) Euros Bom companheiro Hyundai Tucson 4x4 N o já concorrido segmento dos SUV compactos, o Hyundai Tucson CRDi 4x4 possui interessantes argumentos face à sua concorrência. Trata-se acima de tudo de um SUV muito prático de usar, tornando-se num bom companheiro do dia-a-dia, até porque as suas dimensões não o limitam muito no trânsito citadino. Espaçoso no seu interior, esperava-se um pouco mais da capacidade da mala (apenas 325 litros), até porque se trata de um excelente automóvel para umas escapadinhas de fimde-semana. As suas performances em estrada são boas, mas os consumos sobem um pouco quando o motor roda muito tempo em rotações mais altas. Os 140 cv do motor de 2.0 litros e o excelente binário de 305 Nm logo às rotações, ajudados por uma bem escalonada caixa de velocidades, garantem a este 4x4, juntamente com a boa afinação da suspensão, aptidões fora de estrada (em estradas de terra mesmo de mau piso e sinuosas) muito honestas. A direcção deveria ser um pouco mais directa e o que merece mais reparo ainda são os travões, pela lentidão de reacção à travagem, obrigando a mais força no pedal. A versatilidade de utilização acaba por ser o grande argumento do Hyundai, nomeadamente para quem tem de enfrentar as degradadas estradas secundárias diariamente. Hyundai Tucson 4x4 Cilindrada cc: 4/1.991 Potência Cv/rpm: 140/4.000 Binário Nm/rpm: 305/1.800 Velocidade Km/h: 177 Acel km/h seg.: 12 Cons.Médio L/100Km: 7,3 Preço (desde) Euros 21

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