FROTAS. Capital de consultoria ameniza efeitos da crise para renting automóvel. Renting continuará a aumentar o seu peso no setor automóvel em 2012

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1 FROTAS ESTE SUPLEMENTO FAZ PARTE INTEGRANTE DA VIDA ECONÓMICA Nº 1440, DE 13 ABRIL DE 2012, E NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE Pequeno-almoço/debate da Vida Económica reúne principais operadores do setor Capital de consultoria ameniza efeitos da crise para renting automóvel Págs. VIII a XI Oliveira Martins, vice-presidente da ALF, prevê Renting continuará a aumentar o seu peso no setor automóvel em 2012 Pág. III Simulação feita à Vida Económica pela LeasePlan Comerciais derivados mais caros em renting do que modelos de passageiros Pág. III Simulação da Europcar para a Vida Económica Rent-a-car usam flexibilidade como trunfo Pág. VIII Nuno Braga, diretor-geral de vendas Toyota e Lexus, acusa Subida do ISV nos comerciais é erro claro na política fiscal do Governo Pág. VII Softwares de gestão de frotas otimizam custos e eficiência operacional Pág. XV

2 II sexta-feira, 13 de abril 2012 FROTAS MODALIDADE MANTÉM-SE, SEGUNDO GESTORAS DE FROTA, COMO OPÇÃO VANTAJOSA Renting com queda muito inferior à do mercado automóvel A mobilidade dos colaboradores tem uma importância crescente no orçamento das empresas. É necessário, por isso, haver uma criteriosa definição da melhor opção para a renovação do parque automóvel utilizado pelos colaboradores, ainda mais em cenários económicos como o que se vive. O aluguer operacional de viaturas (AOV) tem ganho, desde a década passada, uma importância acrescida, face à aquisição ou ao leasing. De acordo com dados reunidos pela Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting, o AOV sofreu o clima económico mais recessivo no ano passado. A descida foi de 5%, uma quebra ainda assim inferior à da generalidade do mercado, que caiu 30% em Para este ano, as previsões dos operadores consultados pela Vida Económica apontam para um cenário semelhante ao do exercício anterior, com o cenário a degradar-se para o renting, mas com este modo de financiamento automóvel a defender-se, ainda assim, melhor do que a generalidade do mercado automóvel luso (ver o pequeno-almoço/debate). Uma área que pode vir a ganhar importância em 2012 é o rent-a-car, pois, apesar de as rendas mensais serem mais caras do que as do AOV, permitem uma flexibilidade maior. ALD com serviços associados O renting ou aluguer operacional é isso mesmo, um aluguer e não um produto financeiro porque nos contratos não está prevista a passagem de propriedade ao cliente, em que o locatário paga uma renda mensal durante o período de tempo entre um e cinco anos. Esta renda, paga numa única fatura, inclui as revisões, o seguro contra danos próprios e as reparações. O contrato pode mesmo contemplar a gestão dos pneus e, até, dos combustíveis. Trata-se portanto, de um ALD, ao qual são acrescentados múltiplos serviços. As empresas que se dedicam à atividade utilizam todo o tipo de veículos, embora os pesados com mais de seis toneladas de peso bruto sejam raros, devido aos entraves colocados pela legislação em vigor. As vantagens do aluguer operacional são muitas, mas resumem-se numa expressão cada vez mais utilizada: outsourcing. Um conceito que faz com que as empresas se dediquem à sua atividade principal a 100%, deixando a carga burocrática para especialistas e com vantagens económicas. Os preços das rendas conseguem tornar-se atrativos, porque as gestoras de frota têm um poder negocial para compra e manutenção que, regra geral, as empresas não possuem de forma isolada. No que se refere ao balanço da empresa, há a vantagem de os veículos em questão não entrarem no balanço desta. No que se refere aos seguros, o aluguer operacional apresenta ainda o benefício de não se verificarem agravamentos. A natural concorrência na economia levou a que as empresas tomassem consciência das vantagens financeiras e físicas, bem como da simplificação da gestão de frota que o aluguer operacional oferece, pelo que começaram a utilizá-lo. Como já foi referido, os primeiros clientes nacionais deste serviço foram as grandes empresas, que já conheciam os benefícios inerentes a uma gestão externa das frotas, com grande necessidade de veículos para realizar a sua atividade. Exemplo disto são os laboratórios farmacêuticos e as grandes empresas de distribuição. Mais tarde, as PME, e mesmo os profissionais liberais, começaram a reconhecer vantagens neste tipo de aluguer e são estes mesmo os setores de maior potencial de crescimento, atualmente. Embora mais lentamente, também os particulares começam a renderse a este sistema, sobretudo os profissionais liberais. Segundo os operadores, apenas os particulares que não trocam de carro com uma cadência de três ou quatro anos não têm vantagens em recorrerem ao renting. Simplifica todas as tarefas de gestão da frota das empresas, que é entregue a especialistas com serviços adicionais diversos. Utilização de imobilizado de terceiros, em termos jurídicos e económicos. Acompanhamento informático por parte da empresa de aluguer operacional: gestão de faturas, de combustível, do número de dias, utilizando viatura de substituição, etc. A quilometragem anual tem implicações no que respeita aos encargos de manutenção com o veículo, devendo o locatário pagar uma verba adicional, caso exceda a quantidade de km previamente contratada. Possibilidade de negociação do preço do veículo, dependendo do poder negocial do comprador. Utilização de recursos financeiros da empresa para compra de veículos, em detrimento da sua aplicação em investimentos no negócio central. Utilização de fundos próprios da empresa ou negociação de empréstimos, eventualmente com taxas favoráveis. O facto de ser um ativo na empresa, pelo que pode ser tributado. O renting caiu 5% em Disponibilidade do veículo para venda em qualquer altura, já que é um ativo da empresa. Implementação de um serviço interno de gestão da frota com menor poder negocial que as empresas de aluguer operacional. O locatário nada mais tem que pagar além das rendas: a locadora avisa nas alturas de manutenção O mais interessante é que, feitas bem as contas, o contrato de aluguer operacional acaba por fazer com que a mobilidade se torne mais barata que em caso de compra, acrescida das manutenções, seguro, etc. Caso o prazo do contrato seja abreviado por rescisão da empresa cliente, há lugar a uma penalização, dependente consoante a locadora. A locação financeira oferece uma garantia de cash-flow através da sequência fixa das rendas mensais ao longo do período do contrato. Esta opção liberta as empresas locatárias de pressões de crédito com outras instituições. Na hipótese de o contrato não ser totalmente cumprido, há uma cláusula penal por rescisão antecipada. Outras desvantagens foram já indicadas na aquisição a crédito ou a pronto e que também aqui se aplicam. Possibilidade de aquisição do bem no fim do contrato. Embora a empresa cliente não seja proprietária do automóvel, é totalmente responsável pela sua danificação.

3 FROTAS sexta-feira, 13 de abril de 2012 III OLIVEIRA MARTINS (ALF) ACREDITA NUM DESEMPENHO MENOS NEGATIVO DO QUE A ECONOMIA Renting continuará a aumentar o seu peso no setor automóvel em 2012 O renting sofreu com a crise económica que afeta Portugal e teve uma redução de 5% na produção em Esta quebra foi, ainda assim, menor do que a do mercado automóvel, sublinha o vicepresidente da Associação de Leasing, Factoring e Renting, António Oliveira Martins. Vida Económica Que análise faz a Associação de Leasing, Factoring e Renting (ALF) de 2011 para a atividade de renting automóvel? António Oliveira Martins Em 2011, o renting apresentou um ligeiro decréscimo [-5%] nos seus valores, em termos homólogos. No entanto e considerando a forte queda que o setor automóvel, em geral, sofreu, o renting reforçou a sua taxa de penetração, tendo sido responsável pela aquisição de 18% das viaturas ligeiras novas vendidas em Portugal, cerca de 32 mil. O renting terminou o ano de 2011 gerindo uma frota de 114 mil viaturas, menos 3% do que em 2010, representando um total de 1720 milhões de euros. VE Quais as perspetivas para 2012? AOM Para este ano não estamos a prever que haja um grande acréscimo aos valores alcançados no ano passado, uma vez que ainda não se veem sinais de retoma económica e acreditamos que muitas empresas continuarão a ter uma posição de contração de investimento. No entanto, a crise económica também está a levar a que cada vez mais empresas optem pelo renting, devido às poupanças, transferência de riscos e maior controlo sobre a frota que este produto permite. Este facto, aliado à capacidade que as empresas de renting têm tido para dar resposta aos problemas dos seus clientes, apresentando soluções mais adaptadas às suas necessidades presentes, faz-nos crer que o renting continuará a aumentar o seu peso no setor automóvel em VE Os associados estão a receber pedidos de prolongamentos de contratos em vigor? AOM O prolongamento dos prazos de contrato tem sido uma das opções procuradas pelos clientes de renting para fazer face à atual conjuntura económica. Aliás, o prolongamento do prazo dos contratos tem sido muitas vezes sugerido pelas gestoras de frotas, que se posicionam acima de tudo como um parceiro do cliente, nesta fase difícil. VE A tributação autónoma das despesas em sede de IRC voltou a aumentar em Isso prejudica a atividade das empresas de renting? AOM Não nos parece que o agravamento da tributação autónoma altere os critérios de escolha que estão subjacentes ao renting, pois as vantagens deste permanecem intactas. Poderá prejudicar o setor automóvel em geral, mas não afeta diretamente o renting, sendo que até poderá fidelizar um maior número de clientes que têm na empresa de renting um parceiro especializado nestas áreas, capaz de os aconselhar em todos os momentos sobre quais as viaturas mais eficientes, também do ponto de vista fiscal. O prolongamento dos prazos de contrato tem sido uma das opções procuradas, defende o vice-presidente da ALF. VE As previsões de valores residuais têm ganho volatilidade, tendo em conta o atual cenário macroeconómico do país? AOM O aumento da volatilidade nos valores residuais não é uma situação nova, tendo começado já em As empresas de renting têm sabido ajustar-se a esta nova realidade de incerteza. É importante realçar que a responsabilidade e ónus de venda das viaturas no final do contrato pertence à empresa de renting, pelo que os clientes não assumem esta responsabilidade. Face à volatilidade dos valores residuais referida, esta acaba por ser uma característica do renting, que assume, nestes tempos difíceis, cada vez maior importância para os clientes. VE O escoamento dos automóveis usados provenientes de contratos de AOV é um problema para o setor? AOM O escoamento de viaturas em final de contrato é sempre uma preocupação tida em conta pelas gestoras de frotas, que não deve ser encarado como um problema, mas sim como uma atividade essencial para podermos providenciar serviços com a melhor relação custo-benefício. As empresas de renting já iniciaram um processo de diversificação dos canais de venda, como forma de facilitar o escoamento dos automóveis e que tem vindo a provar ser uma mais-valia relevante. SIMULAÇÃO FEITA À VIDA ECONÓMICA PELA LEASEPLAN Comerciais derivados mais caros do que modelos de passageiros em renting A mensalidade em aluguer operacional de viaturas dos veículos de passageiros já é mais barata do que a dos respetivos comerciais derivados. Além do menor valor residual futuro da versão dois lugares, este facto tem como principal razão a fiscalidade, pois estas viaturas passaram a pagar a totalidade do ISV, contra 55% em Segundo os operadores, estamos perante o fim dos veículos comerciais derivados. Estes valores estão numa simulação da LeasePlan dos custos mensais associados a uma frota em renting (ver quadro). A Vida Económica recorreu, então, à empresa líder do setor em Portugal para obter uma proposta, mesmo que meramente indicativa. Os contratos têm 48 meses de duração e uma quilometragem contratada de 120 mil km (30 mil por ano) e incluem, além da manutenção programada e corretiva, a substituição de pneus, viatura de substituição, IUC e seguro com danos próprios. Os modelos enviados pela LeasePlan Portugal para esta simulação de custos em renting são, no total, 24. Quinze de passageiros e nove comerciais. O IVA está incluído à taxa em vigor e a simulação foi feita para uma cliente PME. As rendas mensais possíveis nos pequenos furgões variam entre 369,60 e 396,84 euros. Nos furgões de média dimensão os valores situam-se entre 427,85 e 445,58 euros. Os mais caros deste segmento são os já referidos comerciais derivados de turismo, com as possibilidades a variarem entre 443,23 euros e 470,72 euros. Nos modelos de passageiros, as escolhas de utilitários têm variação entre 383,42 e 403,57 euros. 488,76 e 503,25 euros é a variação nos pequenos familiares, enquanto nos familiares médios a baliza é entre 660,24 e 685,82 euros. Entre as marcas, as marcas premium, no segmento dos familiares médios, as rendas mensais em AOV variam entre 781,62 e 806,25 euros e na classe dos grandes familiares entre 997,61 e 1024,75 euros. Veículo Renda (C/ I.V.A.) Km+ Km- LIGEIROS DE PASSAGEIROS Utilitários Ford Fiesta 1.4 Tdci Techno 104G 70 Cv 383,42 0, ,01931 Kia Rio 1.1 Crdi Ex 75 Cv 397,62 0, ,02145 Peugeot Hdi Access 68 Cv 403,57 0, ,02195 Pequenos Familiares Skoda Octavia Break 1.6 Tdi Greenline 107G 105 Cv 488,76 0, ,0209 Opel Astra J Sports 1.3 Cdti Enjoy S/S 95 Cv 492,96 0, ,02541 Ford Focus Station 1.6 Tdci Trend 95 Cv 503,25 0, ,02997 Familiares Médios Opel Insignia Sports 2.0 Cdti Executive S/S 130 Cv 660,24 0, ,02843 Hyundai I40 Cw 1.7 Crdi Blue Comfort 136 Cv 667,09 0, ,02898 Seat Exeo St (3R5) 2.0 Tdi Style 143 Cv 685,82 0, ,03046 Familiares Médios Premium Bmw Serie-3 (F30) 318 D 143 Cv 781,62 0, ,02834 Mercedes Classe C Statio 200 Cdi Classic Be 136 Cv 801,63 0, ,02562 Audi A4 Avant 2.0 Tdi 136 Cv 806,25 0, ,03346 Familiares Grandes Premium Bmw Serie-5 Touring 520 D 130G 184 Cv 997,61 0, ,03341 Audi A6 Avant 2.0 Tdi 177 Cv 1021,69 0, ,03653 Mercedes Classe E Station 220 Cdi Classic Be 136G 170 Cv 1024,75 0, ,02947 LIGEIROS MERCADORIAS Derivados de Turismo Ford Fiesta Van 1.4 Tdci 70 Cv 443,23 0, ,01937 Seat Ibiza Sc Van 1.2 Tdi Business 75 Cv 459,08 0, ,02241 Opel Corsa D Van 1.3 Cdti 75 Cv 470,72 0, ,01976 Pequenos Furgões Peugeot Bipper 1.4 Hdi 68 Cv 369,60 0, ,0197 Fiat Fiorino 1.3 M-Jet 75 Cv 388,18 0, ,02311 Citroen Nemo 1.3 Hdi 75 Cv 396,84 0, ,02086 Furgões Fiat Doblo Cargo 1.3 Multijet Easy 90 Cv 427,85 0, ,02281 Opel Combo 1.3 Cdti L1h1 90 Cv 439,82 0, ,0198 Renault Kangoo Express 1.5 Dci Business 75 Cv 445,58 0,0358 0,02329 Fonte : LeasePlan Portugal

4 IV sexta-feira, 13 de abril 2012 FROTAS Arval cresceu 11% em Portugal RICARDO SILVA, CONSULTANCY MANAGER DA EMPRESA, INDICA LeasePlan Portugal man com prolongamentos de Em 2011, a Arval atingiu um marco na sua história, afirma José Madeira Rodrigues. A Arval Portugal conseguiu crescer em 2011, em contraciclo ao setor das empresas de renting. Fechou 2011 com 7400 veículos sob gestão, distribuídos por uma carteira que chega aos 800 clientes. Em 2011, a Arval atingiu um marco na sua história, ao produzir mais 11% quando comparado com 2010 (vs. queda no mercado de -10%). Este resultado demonstra que a abordagem assente na consultoria está a ter uma boa aceitação no mercado, disse à Vida Económica José Madeira Rodrigues, diretor comercial da filial nacional da empresa do BNP Paribas. O número de empresas que confiaram à Arval a gestão da sua frota também cresceu, neste caso 6%, o que nos deixa bastante satisfeitos, acrescentou o mesmo responsável. O cenário para as empresas do setor em 2012 não é fácil, com a continuação do decréscimo de viaturas novas (vendas), um mercado de usados em baixa, níveis baixos de liquidez no mercado, um critério de atribuição de crédito mais apertado e uma pressão fiscal continuada. Madeira Rodrigues vê, ainda assim, oportunidades para o renting, dada a grande competição por quota de mercado entre as marcas automóveis (um bolo muito mais pequeno a dividir pelas mesmos fabricantes) e a pressão para as empresas reduzir custos da própria atividade. Gestoras fazem da tributação força A tributação autónoma das despesas em sede de IRC, que voltou a aumentar em 2012, prejudica a atividade não só das empresas de renting, mas de todo o setor automóvel, de acordo com José Madeira Rodrigues. A alteração da tributação autónoma, na medida em que é um aumento dos encargos fiscais decorrentes da utilização das viaturas, torna, como é óbvio, mais penalizador a utilização das mesmas. Neste contexto, tenderá a prejudicar todo o setor automóvel. Dito isto, as gestoras de frota, e, nomeadamente, a Arval, conseguem fazer destas alterações uma força e um ponto menos negativo para o cliente, pois somos capazes de as incluir, de uma forma transparente, na informação que disponibilizamos aos nossos clientes para os auxiliar no processo de escolha. Neste enquadramento, as mais recentes alterações foram alvo de formação interna de toda a equipa comercial e temos recebido um feedback bastante positivo do mercado, na medida em que, não há muito atores a conseguirem trabalhar esta variável, indica o diretor comercial da Arval Portugal. AP Os prolongamentos de contratos de renting são uma realidade nas gestoras de frota em tempos de crise. No caso do maior operador do setor em Portugal, a LeasePlan, aquela opção foi um dos fatores para a empresa ter reduzido os novos contratos em 3%, mas ter aumentado a faturação em 5%. Os prolongamentos de contrato são uma forma interessante de lidar com as dificuldades na venda de usados e a consequente deterioração dos valores residuais para novas propostas, explica Ricardo Silva, Consultancy Manager da LeasePlan Portugal. Vida Económica Como foi 2011 para a LeasePlan Portugal? Ricardo Silva Apesar das quebras que se verificaram no setor de renting um decréscimo de 10% no número de contratos novos, podemos dizer que a LeasePlan resistiu bem às adversidades. É um facto que também sentimos o impacto da crise, com um decréscimo de 3% no número de contratos novos, mas aumentámos a faturação em cerca de 5%, registando um volume de vendas de 228 milhões de euros. Para este crescimento contribuiu, também, o prolongamento do prazo dos contratos. Acabámos o ano com mais de 64 mil veículos sob gestão, sem contar com a frota proveniente da fusão com a Multirent, o que representou um crescimento de 1% face a 2010, em contraciclo com o setor de renting, que registou uma quebra de 3% no total de frotas geridas. VE Como preveem este ano? RS Para 2012, prevemos um volume de negócios de 275 milhões de euros, resultado da fusão entre as operações da Multirent e da LeasePlan. Uma vez que esta previsão é o somatório das vendas das duas empresas, acaba por representar uma previsão de estabilidade, mas contribui significativamente para o reforço da nossa quota de mercado. Com a integração completa da Multirent, passaremos a ter Acabámos o ano com mais de 64 mil veículos sob gestão, sem contar com a frota proveniente da fusão com sob gestão uma frota de mais de 76 mil veículos. VE Os pedidos de prolongamentos de contratos mantêm-se? RS Os prolongamentos de contrato são uma forma interessante de lidar com as dificuldades na venda de usados e a consequente deterioração dos valores residuais para novas propostas, acabando por resultar de uma opção consciente da empresa de renting e do cliente por uma maior convergência dos prazos dos contratos com um prazo economicamente mais interessante. Neste sentido, os contratos de renting têm aumentado o seu prazo médio real. VE Nas renovações de frotas, tem havido downgradings de segmento e motorizações? RS Sim, a difícil situação económica tem levado alguns clientes a optar por segmentos inferiores de veículos dos seus colaboradores para reduzir custos. VE Para isso, contribui, também, a tributação autónoma das despesas em sede de IRC, que voltou a aumentar em 2012? RS Este agravamento tem exatamente o mesmo efeito das outras medidas de austeridade: diminui o investimento em automóveis. Pode conduzir a uma transferência de negócio para segmentos inferiores de automóveis, mas não nos parece que se alterem os critérios de escolha da modalidade de aquisição ou financiamento, pelo que as vantagens do renting permanecem intactas. VE No atual cenário macroeconómico, a adesão dos particulares ao renting pode ser ainda mais demorada? RS Ao permitir transferir para terceiros os riscos e os encargos com o seu automóvel, o renting pode proporcionar uma poupança clara que os particulares consideram cada vez mais apelativa, num claro sinal de amadurecimento do mercado. Apesar de serem um dos segmentos mais afetados pela crise, continuam a ter

5 FROTAS tém-se no verde contratos sexta-feira, 13 de abril 2012 ALD Automotive nacional teve ano recorde V Fomos o operador que mais cresceu em termos de dimensão de frota em renting, afirma Guillaume de Léobardy. a Multirent, o que representou um crescimento de 1%, afirmou Ricardo Silva. necessidades de mobilidade e, mesmo constituindo um nicho, têm vontade de trocar de carro. Nesse sentido, lançámos o LeasePlan Go, a primeira loja online de renting em Portugal direcionada para as pequenas frotas, um canal em que facilitamos o acesso ao renting destes segmentos e através da qual, em 2012, pretendemos negociar cerca de mil viaturas. VE As previsões de valores residuais têm ganho volatilidade, tendo em conta o atual cenário macroeconómico do país? RS A previsão dos valores residuais é uma das preocupações das empresas de renting, dada a volatilidade em momentos de crise, e tem-se tornado cada vez mais difícil antecipá-los. Não obstante o atual contexto macroeconómico afetar os valores no mercado de usados de forma negativa, esta situação acaba por reforçar uma das vantagens do renting, uma vez que os clientes não têm que se preocupar com a desvalorização do veículo, já que esse risco é totalmente assumido pela empresa de renting. VE O escoamento dos automóveis usados provenientes de contratos é um problema para a empresa? RS Face à quebra no volume e preços do mercado de usados, a LeasePlan tem vindo a apostar, com sucesso, na venda direta dos veículos em fim de contrato através de canais próprios. Neste sentido, em 2009, criámos a CarNext, uma plataforma online para venda de usados que disponibiliza a descrição de cada veículo e o seu preço e que foi responsável pelo escoamento de mais de seis mil unidades dos 12 mil veículos cujos contratos chegaram ao fim em 2011, com um volume de negócios de mais de 60 milhões de euros. Mais do que uma resposta às referidas dificuldades nesta área, a CarNext representa uma aposta estratégica da LeasePlan, para a qual o objetivo, em 2012, é o crescimento do volume de vendas. A ALD Automotive teve um 2011 recorde em Portugal, com um desempenho melhor do que ano anterior em todos indicadores, com exceção para a venda de usados. Os números falam por si: segundo os dados oficiais da ALF, em termos homólogos registámos um crescimento acumulado de aproximadamente 34,4% das nossas vendas de contratos de renting, acima do total do mercado. Estes resultados confirmam a nossa posição de terceiro maior comprador de veículos novos no mercado de renting nacional. Fomos também o operador que mais cresceu em termos de dimensão de frota em renting: 22,5% face a igual período de Foi também no ano passado que ultrapassámos a barreira dos 14 mil veículos sob gestão (contratos de renting e de apenas gestão), disse à Vida Económica Guillaume de Léobardy, diretor-geral da empresa em Portugal. Para 2012, ano em que a gestora de frota da Société Générale cumpre o 20º aniversário no nosso país, De Léobardy prevê um mercado ainda mais exigente (níveis de endividamento, risco crédito, etc.), com os recursos financeiros a manterem-se escassos e naturalmente mais caros. O mercado automóvel continuará a sofrer e a contagiar em certa medida o mercado de renting. É essencial que se perceba que não são os preços do renting que estão a aumentar, estes apenas acompanham a tendência dos custos reais de utilização dos veículos, explica. Decréscimo no investimento em frotas No ano que passou, numa tendência comum à generalidade dos operadores, a ALD Automotive Portugal registou um decréscimo de 7% do valor de investimento médio das frotas. Temos vindo a assistir a três tipos de decisões por parte das empresas: o downgrading das viaturas (segmento, motorização, etc.), o prolongamento dos contratos que terminam e o downsizing do número de viaturas da frota da empresa, retirando o benefício a quem já o tem ou deixando de o atribuir a quem poderia vir a ter um veículo de empresa. A crise tem sido um acelerador de mudança de algumas características intrínsecas ao mercado português: a tipologia das frotas está a mudar, tendendo mais para veículos utilitários e menos para veículos de status, refere o diretor-geral da empresa. Outro dos fatores de dificuldade para os operadores têm sido as previsões dos valores residuais, dada a quebra de mercado de usados em Portugal. A questão é que o mercado de venda de veículos usados baixou de tal forma que, mesmo que consiga melhorar nos próximos anos, segundo a nossa experiência em outros países europeus, nunca voltará aos valores anteriores; e os valores residuais refletem isso mesmo, assinala Guillaume de Léobardy. A ALD Automotive está, segundo a nossa fonte, particularmente ativa neste combate e tem procurado criar novos canais de escoamento, como a plataforma online para profissionais Carmarket, que conta com 600 empresários inscritos. O balanço dos primeiros oito meses de atividade é muito positivo e este canal já representa hoje cerca de 25% do total de vendas de veículos usados da empresa, informa a nossa fonte. A empresa tem ainda soluções para particulares através do Seconddrive (www. seconddrive.pt) e das vendas diretas a utilizadores de veículos em final de contrato. Os preços baixíssimos que o mercado de usados hoje pratica são uma oportunidade em si mesmo e fazemos um grande esforço para passar esta mensagem aos colaboradores dos nossos clientes, salienta o diretor-geral da ALD Automotive Portugal.

6 VI sexta-feira, 13 de abril de 2012 Frotas foram fator crucial para a liderança do mercado na Renault FROTAS PME decisivas para Volvo Portugal A importância das vendas a empresas pode aumentar em 2012 na Renault. As vendas a frotas foram cruciais para o desempenho da Renault Portugal em A principal quebra de mercado verificou-se no segmento dos particulares. Até por esse facto, as frotas ganharam uma importância acrescida no desempenho da marca e crucial para a liderança do mercado, disse à Vida Económica o diretor de vendas a frotas da marca, Miguel de Oliveira, para quem essa importância até pode aumentar em 2012, dada a previsível quebra dos particulares. A elevada fiscalidade é uma influência negativa para as marcas automóveis em Portugal. No caso do novo aumento da tributação autónoma das despesas com viaturas em sede de IRC, operado no início deste ano, as marcas generalistas podem, no entanto, sair beneficiadas. Este processo [tributação autónoma] já se iniciou em 2011, com o limite a 30 mil euros, agravando-se agora para um limite de 25 mil euros. É evidente que nos penaliza o alto de gama, mas também nos beneficia como Lisboa com dois táxis elétricos em testes Lisboa vai ter até ao fim de maio duas unidades do Renault Fluence ZE a táxi para testes em condições reais de utilização. Resultado de um protocolo entre a marca, a Câmara Municipal de Lisboa e a cooperativa de táxis Autocoope, a capital portuguesa passa, assim, a ser uma das primeiras cidades do mundo a disponibilizar táxis 100% elétricos. Este é mais um importante passo rumo a um novo paradigma de mobilidade, reconhece o administrador-delegado da Renault Portugal, José Caro de Sousa. A aposta no Renault Fluence ZE como táxi pode ajudar a quebrar alguns mitos associados ao veículo elétrico. E, no que diz respeito aos custos de utilização, uma vez que 120 km efetuados num automóvel elétrico apenas representam um valor na ordem dos 1,5 euros, esta é uma solução economicamente interessante. Esta aposta da Autocoope no Renault Fluence ZE deverá também permitir validar que, até em termos de autonomia, um automóvel 100% eléctrico pode servir os interesses de uma actividade tão exigente como a do transporte público de passageiros, defende Caro de Sousa. marca generalista que somos e incrementa os nossos volumes nas gamas médias, onde o nosso posicionamento de preços passa a ser uma mais-valia muito importante, explica o diretor de vendas a frotas da Renault Portugal. ISV nos comerciais com impacto Por outro lado, o aumento registado no ISV dos furgões e dos comerciais derivados de turismo está a afetar as marcas que apostam neste segmento, como é o caso da Renault. O aumento da fiscalidade teve, nos furgões e derivados de turismo, um impacto brutal confirmado pelos resultados do mercado acumulado a Fevereiro (-70%) e com matriculas que transitaram de No caso dos derivados de turismo, poderemos mesmo estar a assistir ao progressivo desaparecimento de um segmento que se tende a transferir para os pequenos furgões, afirma Miguel de Oliveira. Os valores comerciais dos veículos usados têm, transversalmente a todas as marcas, descido. No caso da Renault Portugal, esse facto é, segundo a nossa fonte, uma dificuldade adicional nas negociações com empresas de rent-a-car e as de renting, mas é também uma alteração que faz refletir as empresas sobre os sistemas de financiamento das suas frotas e da melhor solução para o tipo de utilização e dimensão das viaturas. Assim, quanto menor for a frota e menos intensa a sua utilização, mais razões existem para os clientes ponderarem sistemas de aquisição que passem por soluções de financiamentos com serviços e não por renting, acrescenta Rui Infante. S60, V60 (foto) e XC60 foram os modelos Volvo mais vendidos a empresas. As vendas da Volvo Car Portugal a empresas, nomeadamente PME, tiveram um papel decisivo em 2011, de acordo com o fleet manager da filial nacional da marca. Rui Infante afirma, em declarações à Vida Económica, que para tal contribuíram as condições comerciais muito competitivas para os novos produtos, com destaque para os S60, V60 e XC60. A mesma fonte espera que este segmento mantenha a importância em Contamos com a nova V40, que vem preencher um novo lugar no portefólio da Volvo. Vai de encontro à expectativa do mercado na redução dos plafonds e dos custos operacionais. Será recordista no segmento C Premium com 94 g/km, refere o responsável de frotas da Volvo Car Portugal. Rui Infante está confiante, apesar de admitir que a nova alteração da tributação autónoma operada a 1 de janeiro terá influência nos resultados das marcas. A maioria das marcas premium será bastante afetada pela fiscalidade, com a maior parte dos seus modelos a serem penalizados pelo novo limite da contribuição autónoma. Apenas com um grande esforço financeiro, e apenas em alguns dos modelos, se conseguirá um posicionamento abaixo dos 25 mil euros, defende. Os valores comerciais dos veículos usados têm, transversalmente a todas as marcas, descido, o que é, de acordo com o fleet manager da Volvo Car Portugal, uma dificuldade acrescida para os operadores do setor. A redução dos valores residuais resulta de aumentos significativos das rendas mensais do aluguer operacional. Adicionalmente com as reduções de plafonds nas empresas, estas veem-se forçadas a um downgrade nas suas viaturas. Regra geral, as marcas tentam mitigar essas diferenças até ao limite do razoável. Veremos no decorrer de 2012, principalmente no segundo semestre, se esta tendência se irá manter ou agravar ainda mais. No caso de rent-a-car, não existe para já essa preocupação, visto que o volume associado é pequeno e controlado pela Volvo Car Portugal, afirma Rui Infante. AP

7 FROTAS sexta-feira, 13 de abril de 2012 VII NUNO BRAGA, DIRETOR-GERAL DA DIVISÃO DE VENDAS TOYOTA E LEXUS, ACUSA Subida do ISV nos comerciais é erro claro na política fiscal do Governo O aumento do ISV nos comerciais derivados de turismo e nos furgões operado a 1 de janeiro foi um erro claro na política fiscal deste Governo, de acordo com o diretor-geral da divisão de vendas Toyota e Lexus, Nuno Braga. Terá apenas como consequência a extinção deste segmento comercial, levando de arrasto toda a economia e setor automóvel que dele dependiam, afirma, em entrevista à Vida Económica, aquele responsável pela Toyota Caetano Portugal. Vida Económica Que importância tiveram as frotas nas vendas da marca em Portugal em 2011? Nuno Braga Embora o peso das vendas das frotas na Toyota tenham descido de sensivelmente 65%, em 2010, para 62%, em 2011, podemos assumir que representa uma estabilidade na evolução e estratégia da marca em manter a sustentabilidade garantindo a rentabilidade do negócio, em linha com a estratégia global de objetivos de vendas. VE Qual a meta para 2012? NB A estratégia adotada pela Toyota Caetano Portugal para o mercado das frotas vai manter-se em 2012, esperando-se alcançar o mesmo equilíbrio no peso global nas vendas da Toyota. VE A nova alteração à tributação autónoma operada a 1 de janeiro terá influência nos resultados das marcas? NB Olhando para a Toyota, esta alteração afeta em especial o Avensis, que é um carro com forte aceitação no mercado de frotas de empresas. Deparando-nos com esta realidade que muito iria afetar o legado de sucesso deste modelo nas vendas a frotas, no momento em que lançámos, em dezembro de 2011, o novo Avensis, apresentámos uma versão desenhada para frotas de empresas. Esta versão foi apresentada com menos equipamento, refletindo-se no preço final, para garantir às empresas o acesso a este modelo no novo quadro de tributação autónoma. Esta decisão de ajustar o produto para este segmento tem-se revelado positiva, tendo vindo até ao momento o Avensis a ganhar uma boa penetração nas frotas empresariais. VE Em relação à subida do ISV nos comerciais derivados de turismo e nos furgões, essa medida pode influenciar o desempenho do setor? NB Esta alteração foi um erro claro na política fiscal deste Governo e que terá apenas como consequência a extinção deste segmento comercial, levando de arrasto toda a economia e setor automóvel que dele dependiam. No momento em que a crise pressiona o setor automóvel com uma quebra assinalável nas vendas, esta medida apenas veio acelerar e, acentuar a fase atual que o setor atravessa. Nesse sentido, as empresas têm migrado para outros segmentos, equacionando entre CDV [comerciais derivados] ou passageiros, e como resultado, podemos afirmar que o segmento C dos comerciais ligeiros quase desapareceu, apresentando-se inviável para as empresas. VE Os valores comerciais dos veículos usados têm, em todas as marcas, descido. No vosso caso, é uma dificuldade adicional nas negociações com empresas de rent-a-car e as de renting? NB No nosso caso, esta questão, embora tenha fundamento, é contornada e sentida com menor impacto, pois, como adotámos uma estratégia assente em volumes de vendas inferiores face a outras marcas, permitenos alcançar uma maior estabilidade nos valores residuais. Em acréscimo, a Toyota acaba por oferecer argumentos adicionais de fiabilidade, qualidade e confiança que permitem valorizar os nossos modelos ao longo do tempo. BMW aumenta vendas a empresas As vendas a empresas frotistas da marca BMW apresentaram em 2011 um crescimento de 4,1% a contraciclo do mercado de ligeiros de passageiros que caiu 31,3%. Acreditamos que, em 2012, com uma conjuntura mais adversa aos particulares, as empresas continuarão a renovar as suas frotas e desta forma o consequente aumento de peso das vendas a empresas, prevê, em declarações à Vida Económica, o diretor de comunicação do BMW Group Portugal, João Trincheiras. De acordo com a mesma fonte, a BMW soube responder atempadamente à última alteração aos limites de tributação autónoma com o lançamento do novo 116d Efficient Dynamics. Tendo em conta que este veículo inclui de série o contrato de manutenção de cinco anos ou 100 mil km e tem um PVP de apenas euros, apresenta-se como uma oferta única em termos de mercado, defende. O valor dos usados, depois de ter descido, está a normalizar, segundo João Trincheiras. Esta evidência corresponde a um aumento da oferta por contraposição à procura decorrente de maiores dificuldades de tesouraria e de obtenção de crédito por parte dos clientes. No entanto, nos primeiros meses deste ano tem-se verificado um melhor comportamento nas vendas dos usados que, eventualmente, refletirá uma deslocação dos clientes dos novos para os usados, indica o diretor de comunicação do BMW Group Portugal. Nuno Braga considera que a medida terá apenas como consequência a extinção deste segmento comercial. PORTO Hotel D. Henrique 16 e 17 de abril Preços: Público Geral: IVA 80 + IVA Iniciativa: INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES: Vida Económica Patricia Flores DESTINATÁRIOS: Técnicos de Contas, Contabilistas, Diretores Financeiros e outros quadros ligados à área administrativa e financeira. PROGRAMA: colectável de IRC DURAÇÃO: das 18h às 21h30 (Total 7 Horas) FORMADOR: Dra. Helena Farinha PUB

8 VIII sexta-feira, 13 de abril de 2012 FROTAS PEQUENO-ALMOÇO/DEBATE DA VIDA ECONÓMICA REÚNE PRINCIPAIS OPERADORES DO SETOR Capital de consultoria ameniza efei O papel de aconselhamento à gestão de frotas, a par da maior presença no mercado empresarial, faz com que o renting sinta menos os efeitos da crise que outras opções de financiamento automóvel, segundo os operadores presentes no pequeno-almoço/ debate O renting automóvel e a crise económica: é possível crescer?, promovido pela Vida Económica no hotel Tiara Park Atlantic Lisboa. O renting caiu 5% em 2011, contra 30% do mercado automóvel, uma tendência que se deve manter este ano. A identificação dos pontos em que é possível cortar custos com a utilização de viaturas é um dos segredos do renting, segundo as gestoras de frota. O papel de consultoria na ajuda das empresas a controlar os custos com os automóveis é uma vantagem do renting face a outras opções de financiamento da renovação das frotas, de acordo com os intervenientes no pequeno-almoço/debate O renting automóvel e a crise económica: é possível crescer?, promovido pela Vida Económica no hotel Tiara Park Atlantic Lisboa. O renting é a única solução de financiamento automóvel que consegue dar o aconselhamento. Há um ano, as opções dos clientes eram diametralmente diferentes do que são hoje, o renting coloca-se, claramente, à frente nos blocos na vertente de aconselhamento, de estar próximo do cliente e de identificar aquilo que é melhor em termos de serviço, de produto e de extensões de contrato, afirmou Maurício Marques, da direção de marketing da Locarent. O diretor comercial da Arval Portugal, José Madeira Rodrigues, concorda. Tornamos muito claro quais os custos e, ao fazê-lo, torna-se fácil a comparação entre diferentes marcas, modelos, possibilidades de downgrading, defleeting, etc. É importante introduzir este tom de calma junto dos clientes, salienta. Desse trabalho de consultoria tem resultado, entre outros conselhos das locadoras, na redução do tamanho das viaturas e da cilindrada dos motores. Os clientes estão, de facto, a fazer esse downsizing, refere Maurício Marques. Nós gerimos as frotas do Banco Espírito Santo e da Caixa Geral de Depósitos, nossos acionistas, e temos essa noção clara de que há menos carros atribuídos e com plafond reduzidos em função da conjuntura. O cenário económico mais difícil está a tornar o risco de crédito das empresas clientes num obstáculo adicional ao crescimento do renting em Portugal O renting, afirmam os operadores, é a única solução de financiamento automóvel que introduz uma vertente de aconselhamento nas frotas automóveis das empresas A arte aqui parte das gestoras de frota e nessa medida não há solução de financiamento melhor do que o renting, sobretudo por essa questão do aconselhamento de um especialista na matéria dos automóveis, explica. Rui Duarte, responsável da Arval Portugal pelo estudo Corporate Vehicle Observatory (CVO), estudo que a gestora de frota desenvolve todos os anos à escala europeia, referiu que, em 2010, só 20% dos decisores pensavam em tomar a medida de prolongamento de contratos para reagir à crise, mas que esse valor subiu no ano passado para 35%. O vice-presidente da Associação de Leasing, Factoring e Renting (ALF), António Oliveira Martins, recorda que a performance deste produto no nosso país em 2011, com uma quebra bastante inferior à da generalidade do mercado automóvel, já refletiu, também, esse cenário. O O prolongamento de co pressionadas para reduz Intervenientes António Oliveira Martins Haverá outras associadas às quais a questão do financiamento limita a atividade e condiciona o potencial futuro Guillaume de Léobardy É um produto que garante financiamento, que falta hoje, e segurança contra riscos, pois o renting coloca os riscos do lado do fornecedor e não do cliente José Madeira Rodrigues Tornamos os custos muito claro, e, ao fazê-lo, torna-se fácil a comparação entre diferentes marcas, modelos, possibilidades de downgrading, defleeting, etc.

9 FROTAS sexta-feira, 13 de abril de 2012 IX tos da crise para renting automóvel Renting caiu 5%, contra 30% do mercado automóvel ontratos resulta, segundo os especialistas, de as empresas clientes do renting estarem zir custos. decréscimo pouco significativo que o renting sentiu de alguma maneira disfarça movimentos contrários. As grandes empresas estão desde há vários anos em downsizing. O setor compensou esses movimentos de redução de frotas das médias e pequenas empresas com a capacidade de angariar novos clientes, atraídos pelo apelo que o renting tem em momentos de crise. É um produto em que os riscos são transferidos para a locadora, em que permite uma previsibilidade total de custos, em que o financiamento continua disponível e, portanto, houve muitas empresas que vieram para o renting já em momento de crise, defende. O prolongamento de contratos resulta, de acordo com Oliveira Martins, de as empresas clientes do renting estarem pressionadas para reduzir custos e que são confrontadas com uma tendência de aumento do custo do renting, porque há um ajustamento a nível dos valores residuais (ver texto à parte). Portanto, há aqui um paradigma, os clientes esperam uma redução dos custos e a renda que lhes é proposta pode ser mais cara do que a que lhes foi proposta em 2006 ou Nessa perspetiva, o prolongamento dos contratos acaba por ser bom para ambas as partes. Para a empresa cliente, que consegue manter ou diminuir o nível de custos, e para as empresas de renting, porque aliviam a pressão sobre o mercado de usados, que é um dos principais problemas que o setor enfrenta, explica o dirigente da ALF. Ricardo Silva, Consultancy Manager da LeasePlan Portugal, vê nos prolongamentos de contratos uma boa solução para empresas clientes e locadoras em momentos económicos como o atual. Em termos de venda do O renting perdeu, segundo os dados da ALF, 5% em 2011, uma quebra, ainda assim, inferior à da generalidade do mercado. António de Oliveira Martins destaca o facto de os principais clientes do aluguer operacional de viaturas serem as empresas. O mercado automóvel caiu mais de 30%, mas terá sido no segmento dos particulares que essa queda se fez sentir de modo mais significativo, as empresas resistem melhor a estes tempos, para além de que têm instituídas as suas rotinas de renovação de frotas. Portanto, assistiu-se a algumas movimentações em termos de renegociações de contratos, que foi um dos temas que caracterizaram 2011 e penso que caracterizarão 2012, referiu. Para o vice-presidente da ALF, é expectável a mesma relação de forças. Ricardo Silva recorda que o produto de renting já está amadurecido, com uma implementação forte nas empresas, pelo que não espera que o cenário se degrade significativamente durante este ano. Pelo menos não em termos de frota, em termos de produção nova é possível que sim, admite o Consultancy Manager da LeasePlan Portugal. O diretor-geral da ALD Automotive Portugal realça que o renting, pelas suas características, é um bom produto para situações de crise. É um produto que garante financiamento, que falta hoje, e segurança contra riscos, pois coloca os riscos do lado do fornecedor e não do cliente, defende. Guillaume de Léobardy acredita, no entanto, que, tal como a economia, o renting vai sofrer mais em 2012 do que no ano passado. A economia vai depender muito do apoio dos bancos em 2012, avisa. Por parte da Locarent, não há a expectativa que haja uma redução da frota ativa, mas a empresa admite que haja menos frota nova, podendo assistir-se a um prolongamento dos prazos dos contratos. Esta é, no entanto, um perspetiva pouco sólido, pois sabemos que os fatores exógenos que concorrem para este negócio estão a agravar-se. Diria que estamos numa tempestade perfeita no negócio automóvel, com agravamento fiscal, dos fatores de utilização automóvel (como a gasolina ou as portagens) e do crédito e da liquidez. Não existe um problema no renting, este produto funciona em contraciclo, mas ao que assistimos é que há uma panóplia de indicadores que provocam esta tempestade perfeita dentro do automóvel usado, adia-se o problema e para os clientes permite-lhes uma maior flexibilidade na gestão da frota, até porque há incertezas em relação ao futuro. Tem ainda o benefício fiscal, pois os carros regem-se pelo limite de tributação autónoma no momento da compra, salienta. O renting consegue oferecer soluções com uma flexibilidade que outras soluções não conseguem, garante Ricardo Silva. Este trabalho de racionalização já tinha começado [há uns anos], embora tenha acelerado durante a segunda metade de 2011 e assim vai continuar em 2012, de acordo com o diretorgeral da ALD Automotive Portugal, Guillaume de Léobardy. Hoje, os clientes pedem muito mais credibilidade sobre as maneiras de racionalizar, se possível mantendo o mesmo nível de serviço. A pressão fiscal é uma pressão adicional. O renting tem a particularidade de mostrar os e que poderão subverter esta lógica, defende Maurício Marques. Também José Madeira Rodrigues se refere a uma quebra no mercado nacional de renting, mas sublinha não ser absolutamente claro que essa quebra se deva a haver menos clientes para o produto. Faz parte da postura da Arval aconselhar os clientes a reduzirem as suas frotas em momentos de dificuldades, que é, aliás, uma das vantagens do renting. Nesse sentido, podemos potenciar as maisvalias do renting em situação de crise como a presente, indica o diretor comercial da Arval Portugal. O CVO detetou, em 2010, que, pela primeira vez em três ou quatro anos, o potencial para reduzir a dimensão da frota começava a aparecer, essencialmente nas micro e pequenas empresas. Por outro lado, no ano passado, verificámos que iria haver um decréscimo da dimensão da frota. Estamos, no presente, a recolher os dados de 2012 e será curioso observar a tendência para os próximos anos, se bem que será difícil definir uma, pois as variáveis externas são muitas, ressalvou, por seu turno, Rui Duarte. custos e uma das grandes vantagens é não ter surpresas, o custo vai ser 500, é 500. Quando vemos que o mercado dos usados está a cair brutalmente, que o custo de financiamento está a subir, que a fiscalidade está a subir, tudo isto são as razões para a subida dos custos e hoje estamos, como é normal, pressionados pelos nossos clientes para darmos mais por menos, explica de Léobardy. (Continua na página seguinte) Maurício Marques Coloca-se à frente no aconselhamento, de estar próximo do cliente e de identificar aquilo que é melhor em termos de serviço, de produto e de extensões de contrato Ricardo Silva O produto está amadurecido, com uma implementação forte nas empresas e não esperamos que o cenário se degrade significativamente durante o corrente ano Rui Duarte O CVO detetou, em 2010, que, pela primeira vez em três ou quatro anos, o potencial para reduzir a dimensão da frota começava a aparecer

10 X sexta-feira, 13 de abril de 2012 FROTAS PEQUENO-ALMOÇO/DEBATE DA VIDA ECONÓMICA REÚNE PRINCIPAIS OPERADORES DO SETOR Capital de consultoria ameniza efei (Continuação da página anterior) Custos e riscos de financiamento crescem O cenário económico mais difícil está a tornar o risco das empresas clientes num obstáculo adicional ao crescimento do renting em Portugal. A situação do financiamento em Portugal está mais complicada, não só pelo facto de haver menos liquidez, mas também porque a economia representa um maior risco para o investimento, pelo que, naturalmente, os critérios de atribuição de risco têm de ser cuidadosos, explica o diretor comercial da Arval Portugal. No nosso caso, a nossa casa-mãe é o BNP Paribas, que mantém um rating muito saudável, o que permite ao banco ter acesso a financiamento de forma competitiva. Além disso, por ter uma rede de retalho grande na Zona Euro, o banco também tem fundos grandes dos depositantes. De facto, temos o financiamento de que Queda do mercado de usados é dor de cabeça para gestoras de frota Os operadores de renting estão a sofrer com o mercado dos veículos usados, que começou a cair no início de 2011 e que está a atingir níveis irreais. O mercado de usados está a sofrer com a crise, com a falta de financiamento e com os preços dos carros novos, que estão a baixar. Há um grande esforço do lados das marcas que estão a dar às empresas descontos nunca vistos, o que está, também a pressionar o mercado de usados, avisa Guillaume de Léobardy. Quanto à previsibilidade dos valores residuais das viaturas nos fim do contrato de renting, o diretor-geral da ALD Automotive recordou que uma crise é sempre uma surpresa. Assinamos contratos de três ou quatro anos e nunca se prevê uma crise com essa antecedência. O nosso problema não é tanto prever o que vai acontecer depois da crise em Portugal, o que fazemos é analisar o que aconteceu em países que passaram uma situação comparável e, assim, prevermos os valores residuais. O que é mais difícil explicar aos clientes, sobretudo às empresas de menor dimensão, é que a situação não vai voltar ao nível de há três anos, refere. O Consultancy Manager da LeasePlan Portugal salienta que as empresas têm formas evoluídas de cálculo do valor residual, o mais difícil é prever a economia. Quando introduzimos esse fator, cai tudo por terra. Quando vemos que o mesmo carro há dois anos, comparativamente ao presente, vende-se a menos 10, 20 ou 30%, é uma catástrofe. No entanto, podemos aproveitar esse dado para transmitir que esse é um risco a assumir pelas empresas de renting e não pelos clientes, explica Ricardo Silva. O vice-presidente da ALF, António Oliveira Martins, encara este facto como natural. Temos de encarar este momento como o ciclo negativo que é. Não podemos, quando as coisas correm bem, não falar de vendas de usados e valores residuais e quando as coisas correm mal lamentarmos que este risco esteja do nosso lado. Um dos argumentos de venda do renting é que a cobertura de riscos está do lado da locadora. E a cobertura de risco tem isso mesmo, tem ciclos bons e maus. Estamos a viver um ciclo mau, mas a seguir virá um melhor. Agora, não há um ciclo bom do mercado de usados sem um desanuviamento da economia. Oliveira Martins aponta como fator extra de dificuldade para as empresas a efetuarem as previsões dos valores residuais a ausência de um mercado de exportações das viaturas usadas, por força da elevada fiscalidade automóvel portuguesa. Somos um mercado completamente fechado. A exportação é uma opção para alguns nichos, como alguns comerciais, mas não é nesse segmento que estão os problemas. Portanto, somos um mercado fechado, o que não se passa em outros países na mesma situação de Portugal, que têm o escape da exportação, lamenta. Rendas estáveis por esforço comercial Esta pressão sobre os valores futuros dos usados tem, aliás, a par dos custos do crédito, repercussões nas rendas médias mensais, que, segundo os presentes, conheceu aumentos a rondarem os 15% nos últimos dois anos. Foi, no entanto, vincado que, através do esforço das gestoras, das marcas, do downsizing das viaturas e dos prolongamentos de contratos, a empresas de renting têm conseguido manter as rendas mensais estáveis. António Oliveira Martins recordou que os referidos 15% de aumento são o ponto de partida de uma negociação. O cliente tem uma expectativa de manter esse custo e, se não mudar nada, tem esse aumento. Mas o que, regra geral, acontece, e os ciclos de negociação estão mais longos por isso, é que há todo um trabalho feito entre a empresa de renting e o cliente no sentido de encontrar soluções, seja o prolongamento de contratos, seja negociar outros veículos, etc. para mitigar esse efeito, afirma o vice-presidente da ALF ainda não é ano dos elétricos Este não será ainda o ano de os automóveis elétricos entrarem em força nas frotas portuguesas. A autonomia e, sobretudo, o preço de venda são os motivos destacados pelos intervenientes no pequeno-almoço/debate. Os elétricos têm um problema fundamental ainda para responder: a autonomia, aponta José Madeira Rodrigues, da Arval, que prefere destacar outras tecnologias que, no presente, podem ajudar as empresas as pouparem com as suas frotas. Nomeadamente, a telemática começa a ser usada. O maior valor acrescentado que o renting pode trazer é esta capacidade de dar visibilidade aos custos de utilização das viaturas e às diferentes formas de os reduzir, refere o diretor comercial da Arval Portugal. Maurício Marques, responsável pelo marketing da Locarent, salienta que o problema dos elétricos não é do renting, mas da autonomia. Quando e se os elétricos começarem a ser vendidos maciçamente, o renting estará na primeira linha para satisfazer as necessidades. A composição dos diferentes segmentos e combustíveis é semelhante às vendas automóveis globais, afirma. Ao nível de outras tecnologias, o responsável de marketing da Locarent refere que há todo um potencial no renting para tecnologias de monitorização de frotas: É uma inevitabilidade para as empresas do setor. O diretor-geral da ALD Automotive Portugal prefere, por seu turno, realçar o preço das viaturas como obstáculo ao crescimento desta no renting. A minha visão do potencial em 2012 para os elétricos é semelhante, mas faço uma análise diferente do que foi dito relativamente às limitações da autonomia. Sou um utilizador de veículos elétricos e acho que a maior limitação destes não é a autonomia, defende. Guillaume de Léobardy indica que a empresa já tem muitos clientes e muito clientes potenciais para o veículo elétrico, que responde já a uma parte das necessidades, nunca se falou em vender 100 mil automóveis com esta tecnologia em A limitação hoje é, tal com vai acontecer com as últimas gerações de automóveis híbridos, os plug-in, totalmente económica: os preços dos carros, que não recebem quase quaisquer incentivos, estão totalmente fora do mercado. Em tempos bons, as empresas investem na sustentabilidade e estão dispostas a pagar um pouco mais. Hoje, é natural que façam contas. É um problema a resolver pelas marcas e pelos Estados. Ricardo Silva, Consultancy Manager da LeasePlan Portugal, acredita que os elétricos vão ter futuro, mas é uma tecnologia nova e que tem de evoluir. O preço é, efetivamente, a maior condicionante no presente, refere. precisamos, a única barreira é o risco que a própria empresa [cliente] pode representar quando é analisada, mas aí temos um nível de controlo alto, o banco é prudente, acrescenta Madeira Rodrigues. A Locarent não tem um banco estrangeiro por trás e, embora ainda não tenha sentido, segundo Maurício Marques, problemas de liquidez, está exposta aos custos mais elevados do dinheiro. No entanto, contamos com fatores que contribuem para mitigar essa questão. O facto de termos uma rede de distribuição largamente implementada em Portugal é, por exemplo, um desses fatores. Outro fator é a questão do risco, que é, cada vez mais, colocada com particular cuidado. Por ligação estreita com o Banco Espírito Santo e com a Caixa Geral de Depósitos, temos condições privilegiadas de monitorização do risco. Mais uma vez aqui, a lógica do aconselhamento, quando se conhece bem o cliente, conseguimos também apresentar soluções bancárias junto com o cliente, afirma aquele responsável. Temos a sorte de ter o apoio de um grande grupo bancário [a ALD Automotive pertence ao Société Générale] e ter o acesso ao financiamento a custos razoáveis, mesmo que O cenário económico mais difícil está a tornar o risco de crédito das empresas clientes num obstáculo adicional ao crescimento do renting em Portugal não seja comparável ao custo que tínhamos há três ou quatro anos, indicou Guillaume de Léobardy, que destaca a importância de uma reestruturação de dívida a prazos mais alargados para as empresas portuguesas. A maior limitação para o mercado vem do lado da saúde financeira dos clientes e da nossa capacidade de dar linhas de crédito a esses clientes. De novo, este é um problema geral em Portugal. Houve uma grande reestruturação da dívida bancária das empresas portuguesas ao longo dos últimos 18 meses, com uma dívida bancária que passou do médio ou longo termo para o curto prazo. Hoje, temos uma parte dos clientes com uma dívida alta, a maior parte da qual com prazos inferiores a 12 meses. Isso cria grandes dificuldades para os operadores conseguirem ter uma boa imagem do que será essa empresa a três ou quatro anos, que são os prazos habituais dos contratos de renting. A resposta que tem de ser dada este ano pela banca é apoiar as empresas viáveis na reestruturação da dívida, para dar um futuro às empresas, defende o diretor-geral da ALD Automotive Portugal. A LeasePlan não tem nenhum grupo bancário por trás, mas tem uma estrutura acionista bastante sólida que permite aceder ao dinheiro a um custo interessante, segundo Ricardo Silva. Do ponto de vista dos nossos clientes, temos uma política de cautela no grupo. De forma que, como acontece com boa parte dos restantes operadores, o risco de crédito acaba por ser bastante diminuto. Por outro lado, esta conjuntura é má, mas também há oportunidades. No nosso caso específico, fizemos um investimento grande há pouco tempo, adquirimos o quarto operador do mercado [a aquisição da Multi-

11 FROTAS sexta-feira, 13 de abril de 2012 XI tos da crise para renting automóvel rent pela LeasePlan foi oficializada em julho], foi uma forma de crescer em tempo de crise, acrescentou o Consultancy Manager da LeasePlan Portugal. Na qualidade de vice-presidente da ALF, António Oliveira Martins referiu ser importante afirmar que o setor do renting não se resume às empresas presentes no pequeno-almoço/ debate. As que estão aqui presentes são, provavelmente, as que falam com mais desafogo da questão do financiamento. Haverá outras associadas às quais esta questão limita a sua A evolução do renting está, também, relacionada na confiança do consumidor. Os particulares não estão a investir em carros novos, não é o momento para decisões atividade e condiciona o seu potencial futuro. Diria que este otimismo com que os presentes, e muito bem, encaram esta questão não é transversal a todo o mercado do renting, avisa. Mesmo em relação ao risco dos clientes, o responsável pela ALF delimita diferenças entre os vários associados: Há empresas, como tradicionalmente é o exemplo da Arval, da ALD Automotive e da LeasePlan, em que até internacionalmente estão presentes nas multinacionais e que, embora haja deterioração das cobranças, não têm materialização de perdas efetivas. No entanto, as empresas que estão presentes em segmento de frotas mais pequenas, essas com certeza estarão a viver realidades diferentes a nível de risco de crédito e isso nem sequer é de agora, mas já do fim de É importante perceber que o renting não é só este painel. De acordo com António Oliveira Martins, o facto de os clientes de empresas multinacionais de grande dimensão constituírem uma parte importante da produção do renting automóvel faz com que a questão do risco do crédito não se tenha posto da mesma maneira como paras as leasings ou para as empresas de crédito. PUB Particulares são eterna promessa Os particulares são um segmento que tem visto a sua importância crescer dentro do mercado de renting, mas a uma velocidade inferior à projetada há uns anos. António Oliveira Martins, vice-presidente da ALF, explica esta lentidão na confiança e na mentalidade. A evolução do renting está, também, relacionada com a confiança do consumidor. Os particulares não estão a investir em carros novos, não é o momento de tomar este tipo de decisões. Agora, é um caminho a percorrer, mas que vai dar frutos. A questão de o particular estar afastado do renting tinha a ver, sobretudo, com uma questão de mentalidade. Primeiro, com o erro de achar que uma renda de renting é mais cara, não é assim, tem é mais coisas incluídas; e depois porque obriga ao desprendimento da posse. Mas já existem clientes particulares do renting, garante. A mesma fonte afirma que este é um caminho que não é só Portugal que está a percorrer. Na Europa que nos é mais próxima, não são os particulares que sustentam a atividade de renting, são as empresas, explica. Maurício Marques, da Locarent, vê nas empresas de menor dimensão um mercado com futuro no renting. Há um potencial muito grande ao nível das pequenas empresas que importa explorar. Nós temos dois bancos de retalho por trás, pelo que temos privilégio nessa abordagem. Os particulares são uma área com um potencial enorme, mas ainda assim difícil, avisa Ricardo Silva, da LeasePlan, diz que há falta de informação aos particulares.

12 XII sexta-feira, 13 de abril 2012 FROTAS ANTÓNIO SILVA, DIRETOR-GERAL DA HERTZ EM PORTUGAL, PREVÊ Efeito da sazonalidade vai aumentar em É fundamental que as rent-a-car efetuem um adequado planeamento das suas frotas, avisa António Silva. A menor procura por parte de clientes nacionais vai fazer com que as empresas de rent-acar a operar em Portugal sintam um aumento da sazonalidade este ano. Acreditamos que o turismo vai manter-se como o principal pilar de sustentabilidade do setor, embora o efeito da sazonalidade tenda a aumentar, devido à diminuição que estamos a verificar do nosso mercado interno. Para que seja possível tirar partido dessas condições, é fundamental que as rent-a-car efetuem um adequado planeamento das suas frotas face às necessidades e não se deixem cair em tentações de aumento imponderado das frotas como até aqui temos vindo a assistir, avisa, em declarações à Vida Económica, o diretorgeral da Hertz em Portugal, António Silva. Em relação ao desempenho da Hertz, a nossa fonte aponta para continuar com uma atividade onde a rentabilidade e a qualidade de serviço são essenciais. Projetamos para 2012 uma ligeira diminuição no volume de negócios bem como na frota, considerando a diminuição no mercado nacional que se verificou em 2011 e que se irá agravar em 2012, explica. No ano passado, a empresa, explorada em Portugal pelo grupo Hipogest, atingiu um volume de negócios de 43 milhões de euros. Em termos de frotas, o pico foi atingido no verão, com 6200 viaturas, o que representa um ligeiro aumento da frota face ao mesmo período do ano anterior. As soluções flexíveis para o mercado empresarial vão continuar a ser importantes este ano, segundo António Silva. A Hertz tem um produto que se destina ao mercado das PME, o Mini Lease, com componentes e condições de serviço que estão em linha com as necessidades atuais das empresas nacionais. Estamos a falar de períodos diferenciados de apenas de um ou mais meses, com uma gama Rent-a-car reclama igualdade face a Espanha Robalo de Almeida informa que em Espanha o rent-a-car está isento do equivalente ao ISV. As empresas de rent-a-car portugueses pretendem ter condições fiscais semelhantes aos operadores espanhóis. A Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor [ARAC] continua de uma forma constante a chamar a atenção dos mais altos responsáveis pela governação do país para os problemas que afetam o rent-a-car, no sentido de dotar o setor de rent-a-car com as mesmas armas concorrenciais que possuem os nossos parceiros europeus, em particular a vizinha Espanha, defende o secretário-geral daquela associação. Joaquim Robalo de Almeida reconhece que os preços dos automóveis novos antes de impostos na União Europeia estão a convergir, de acordo com um estudo efetuado pela Comissão Europeia. O mesmo responsável salienta, no entanto, que em Portugal, após impostos, continuamos a ser um dos países onde os automóveis são mais caros devido ao peso excessivo do ISV, o qual onera fortemente o preço final dos automóveis. O secretário-geral da ARAC acrescenta que, a nível do rent-acar, a fraca redução do ISV e as condicionantes para as empresas do setor fazem com que os empresários praticamente não recorram a essa redução, não existindo em Portugal um sistema de isenção, como acontece na vizinha Espanha onde o rent-acar está isento do pagamento do imposto de matrícula, equivalente ao ISV. Isso torna, segundo a Robalo de Almeida, muito difícil a concorrência das empresas portuguesas com as suas congéneres espanholas. Roubo de viaturas também preocupa Outro problema com que, de acordo com o dirigente da ARAC, as rent-a-car se debatem é a falta de segurança no que respeita ao roubo de viaturas. O fenómeno tem alastrado enormemente nos últimos tempos causando, todos os anos, largos milhões de euros de prejuízo às empresas, garante. A entidade tem, garante Joaquim Robalo de Almeida, insistido e alertado as autoridades

13 FROTAS sexta-feira, 13 de abril 2012 XIII 2012 completa de automóveis do económico ao de luxo bem como uma gama completa de comerciais. Em breve será também lançado pela Hertz o Flexifrota, um produto inovador no setor com uma flexibilidade total para o cliente e para o mercado de empresas e esperamos que irá ter uma ótima adesão pelo mercado, indica o diretor-geral da Hertz em Portugal. Portagens nas ex-scut em resolução O pagamento das portagens nas ex-scut por parte dos clientes da empresa está prestes a deixar de ser um problema para a empresa. A Hertz já integra o sistema de cobrança automático que irá ser implementado em breve, que permite simplificar o pagamento das portagens nas ex-scut. Trata-se de um processo que apenas aguarda a publicação da Portaria 314-B/2010, de 14 de junho, trazendo desta forma benefício e liberdade de circulação aos nossos clientes, refere António Silva. O entrevistado não chega ao ponto de afirmar que as dificuldades de pagamento daquelas portagens podem ter prejudicado a imagem do país enquanto destino turístico, mas, salienta, ainda assim, que seria evitável um problema como o que houve. Seria importante que este tipo de decisões governamentais merecessem no futuro uma análise mais ponderada de todas as implicações nos mais diversos setores, indica. para que se intensifiquem as ações de fiscalização e procura de automóveis furtados, roubados, objeto de abuso de confiança às empresas suas associadas. A ARAC constata nesta matéria que o acordo de Schengen não está a ser operado em Portugal com a eficácia que seria desejável. Continua a não existir uma verdadeira ação de fiscalização que diminua o número de roubos, quer dentro das viaturas (arrombamento de fechaduras com roubo da bagagem dos turistas), quer das próprias viaturas. No primeiro caso, em cada ano, cerca de 50% das viaturas de rent-a-car do Algarve são alvo de arrombamentos, salienta o secretário-geral do organismo. AP EUROPCAR FEZ À VE SIMULAÇÃO DE ALUGUER DE MÉDIA DURAÇÃO FIT RENT Rent-a-car usam flexibilidade como trunfo O aluguer de curta e média duração é, também, uma opção para algumas empresas terem uma frota automóvel disponível, sobretudo aquelas em que a quantidade e tipo de viaturas necessária é mais variável e de difícil previsão. Atentas a esta realidade, as empresas de rent-acar estão a desenvolver produtos de média duração destinados ao mercado empresarial. No sentido de ter os custos (meramente indicativos, claro) de uma frota em rent-a-car, a PORTO 14 de abril LISBOA 16 de abril SEMINÁRIO EM SALA E EM GRUPO (FASE 1) Exposição Teórica - 4 Horas Caso prático - 2 Horas Público em Geral IVA Assinantes VE IVA IN COMPANY (OPCIONAL) Duração - 4 Horas Formação adaptada ao caso concreto da empresa participante. Público em Geral IVA Assinantes VE IVA Iniciativa: INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES: Vida Económica Patricia Flores Vida Económica solicitou à Europcar Portugal uma proposta do produto de média duração Fit Rent. A nossa frota contempla três viaturas, uma comercial e duas de passageiros. Os modelos de passageiros são o Opel Corsa 1.3 CDTI e o Renault Mégane 1.5 dci. O primeiro tem um custo proposto com IVA de 527,67 euros e o segundo de 723,24 euros. No caso do modelo comercial Renault Kangoo 1.5 dci, a renda mensal, também com IVA incluído, é de 520,29 euros. Preços mensais entre 520 e 735 euros Opel Corsa 1.3 CDTI ,67 (c/iva) Renault Mégane 1.5 dci ,24 (c/iva) Renault Kangoo 1.5 dci ,29 (c/iva) A situação económica e financeira mundial e o programa de assistência externa a Portugal estão a obrigar as empresas a uma adaptação imediata à nova realidade. A sua empresa é economicamente viável mas está numa encruzilhada financeira? A redução da faturação está a colocar em causa a sustentabilidade do seu negócio? A sua empresa mantém o volume de negócios mas os clientes pagam cada vez mais tarde? Já conseguiu ultrapassar a pior fase mas agora tem de reestruturar o passivo? INSCREVA-SE JÁ! Fonte: Europcar Portugal (Fit Rent) DESTINATÁRIOS: Empresários, gerentes e administradores de PME com ou sem formação financeira OBJECTIVO: Sensibilizar empresários, gerentes e administradores de empresas para diferentes modelos de reestruturação empresarial. BENEFICIOS: financeiro das empresas como uma eventual solução de reestruturação financeira. FORMADOR: Dr. António Vale - Economista e Gestor de Empresas(1992), MBA in business strategy (2005), Pós-Graduação em Gestão Financeira(1998). Principais Referências Profissionais: IAPMEI, Grupo Banco de Fomento e Exterior, Grupo Caixa Geral de Depósitos, Value Added Partners - Consultoria Estratégica e Financeira

14 XIV sexta-feira, 13 de abril 2012 FROTAS ANTÓNIO MENDONÇA, DIRETOR-GERAL DA FILIAL DA RENT-A-CAR, AFIRMA Avis Portugal com os melhores resultados em dez anos O ano que passou foi de crise para a economia portuguesa, mas a rent-a-car Avis Portugal conseguiu obter resultados positivos. Foi um ano de excelentes resultados para a Avis Portugal os melhores dos últimos dez anos. Apesar das condições adversas no mercado interno, a empresa aumentou o seu volume de negócios junto do cliente doméstico em cerca de 2,5% e, nos segmentos de inbound, logrou manter a sua quota de mercado, apesar da entrada de novos operadores e da enorme pressão sobre os preços praticados, explica, em entrevista à Vida Económica Vida Económica Que análise faz a Avis Portugal de 2011? António Mendonça 2011 foi um ano de excelentes resultados para a Avis Portugal os melhores dos últimos dez anos. Apesar das condições adversas no mercado interno, a empresa aumentou o seu volume de negócios junto do cliente doméstico em cerca de 2,5% e, nos segmentos de inbound, logrou manter a sua quota de mercado, apesar da entrada de novos operadores e da enorme pressão sobre os preços praticados. A melhoria contínua dos processos internos proporcionou ainda melhorias significativas nas margens de contribuição, bem como os melhores níveis de sempre nos índices de satisfação dos clientes. Ano de 2012 é olhado com muita precaução, avisa o diretor-geral da AVIS Portugal. VE Quais as perspetivas para o novo ano? AM O ano de 2012 é olhado com muita precaução. A incerteza macroeconómica e a pouca visibilidade no mercado são as palavras de ordem neste arranque de ano. A Avis Portugal projeta a manutenção do seu nível de atividade com algum decréscimo no mercado doméstico, a ser compensado por crescimentos nos segmentos turísticos, alicerçados nas perspetivas de aumento do tráfego de passageiros aéreos e na contínua diferenciação da sua proposta de valor enquanto fator de fidelização dos seus clientes e canais de venda. VE O pagamento das portagens nas ex-scut por parte dos clientes da empresa já deixou de ser um problema para a empresa? AM A Avis é a única empresa do setor que oferece uma solução para as passagens nas ex-scut. O pagamento das portagens nas ex-scut por parte dos clientes da Avis deixou de ser um problema a partir do passado dia 1 de fevereiro com o lançamento do serviço Avis e- Toll, solução única no setor para as passagens nos pórticos eletrónicos de portagem nas ex-scut e nas autoestradas tradicionais. VE As dificuldades de pagamento daquelas portagens podem ter prejudicado a imagem do país enquanto destino turístico? AM Seguramente que sim. E também por isso a Avis concentrou esforços e fez investimentos para libertar eficazmente os seus clientes dessas dificuldades. VE A empresa lançou em 2010 o Avis Flex, destinado às empresas. É uma alternativa a outras opções de renovação das frotas por parte das empresas? AM O Avis Flex é um produto inovador que oferece uma alternativa flexível e competitiva ao renting tradicional. A gestão de frotas nas empresas tem um peso considerável nas suas estruturas de custos. A incerteza e a volatilidade nos diversos setores da economia exigem uma disciplina estratégica que confira agilidade às empresas, nomeadamente na flexibilidade dos seus custos. E o Avis Flex garante às empresas, precisamente, essa flexibilização ao nível dos custos de frota, bem como a redução temporal dos compromissos assumidos na respetiva gestão. Aluguer de média duração evita quebra na Europcar Portugal A Europcar Portugal evitou as perdas em 2011 através de alugueres de média duração, como por exemplo o recente produto Fit Rent. Pelo contrário, nos alugueres de curta duração, a rent-a-car sentiu quebra. Foi um ano em que se registou uma quebra generalizada da atividade dos nossos clientes no que toca aos alugueres diários. Mas, pelo contrário, houve um aumento da procura pelos alugueres superiores a 30 dias, uma vez que muitos clientes preferiram a flexibilidade e optaram pelo aluguer de média duração em vez dos tradicionais leasings e rentings, disse à Vida Económica Fernando Fagulha, diretor de marketing e vendas da Europcar Portugal. A Europcar Portugal não pode divulgar resultados financeiros, mas posso dizer-lhe que os resultados de 2011 estão em linha com os registados em 2010, que foi o melhor ano de sempre, com um crescimento de 10%, acrescenta. Fernando Fagulha avisa, no entanto, que 2012 deverá ser diferente. Neste ano há um comportamento diferente no mercado, uma vez que as empresas olham mais para os custos e procuram soluções mais económicas. São poucos os setores que escapam à crise económica, e há alguns que estão a ser mesmo muito penalizados. Isto leva a que alguns clientes tenham menos necessidade de alugar, o que provoca uma quebra generalizada da atividade de curta duração, explica. A solução, segundo o diretor de marketing e vendas da Europcar Portugal, passa por continuar a apostar em segmentos diferentes. Daí o lançamento do Europcar Fit Rent no início deste ano, por exemplo. Estou convencido que este produto vai continuar a crescer porque a tendência é a procura de produtos mais flexíveis. Estou certo que iremos sair deste período conturbado com a nossa liderança de mercado reforçada, afirma. AP

15 FROTAS sexta-feira, 13 de abril de 2012 XV INOSAT, PHC E GMV TÊM A MESMA OPINIÃO Software de gestão de frotas tem de garantir redução de custos e eficiência operacional Três das empresas a operarem no mercado nacional dos softwares de gestão especializados no segmento de frotas partilham a mesma opinião: hoje, apenas são válidos os produtos que garantam uma efetiva redução de custos e, ao mesmo tempo, um claro aumento da eficiência. Inosat, PHC e GMV explicaram à Vida Económica quais os atributos que os seus clientes mais procuram nos softwares comercializados e até que ponto os ajudam a serem mais competitivos. SUSANA MARVÃO O impacto da crise mundial teve reflexo em novas necessidades sentidas pelas empresas ao nível do segmento de gestão de frotas. Hoje, os desafios para as empresas em Portugal parecem prender-se com a necessidade de vencer num mercado cada vez mais competitivo e onde a gestão dos negócios se depara com um aumento exponencial nos custos das organizações. Por isso mesmo, as empresas de gestão de frotas deparam-se com a necessidade de reduzir custos e ao mesmo tempo melhorar a eficiência. Mas há mais. Existem ainda questões associadas à segurança, como carjacking e roubo de carga, que são cada vez mais uma preocupação das empresas, disse à Vida Económica Jorge Carrilho, CEO da Inosat, empresa portuguesa especializada em sistemas de gestão de frota através de tecnologia GPS. O responsável admite que as soluções de gestão de frota devem ter capacidade para oferecer um elevado retorno de investimento num curto prazo e permitir às empresas assegurar a satisfação e retenção dos clientes. Existem dois eixos fundamentais para os nossos clientes: a redução de custos e a eficiência operacional. Ao nível da eficiência operacional e do consequente aumento de produtividade, os nossos clientes valorizam a capacidade de planear mais eficazmente a atribuição de tarefas e serviços para as equipas em campo, com o objetivo de reduzir o número de quilómetros e tempos de viagem entre clientes. Adicionalmente, refere Jorge Carrilho, os clientes têm à sua disposição informação de gestão relevante para o seu negócio, nomeadamente a possibilidade de comparar o desempenho da sua frota com a média das empresas que atuam no mesmo sector de atividade e, deste modo, compreender quais os aspetos a melhorar. A redução de custos foca-se nas comunicações e combustível, que a este nível é obtida através da redução de quilómetros percorridos, da capacidade de apenas remunerar os quilómetros verdadeiramente percorridos em trabalho, promovendo junto dos colaboradores uma utilização consciente das viaturas de serviço. O CEO enfatizou ainda que o módulo de gestão técnica de frota da Inosat é extremamente importante para os clientes, já que lhes permite controlar totalmente os custos com a frota, sejam eles fixos, com o renting ou leasing, ou variáveis, como é o caso do combustível. Permite ainda comparar custos por quilómetro e médias de consumo entre viaturas e entre períodos temporais, bem como detetar anomalias no abastecimento. Para se distinguir da concorrência, a Inosat tem a particularidade de controlar todo o produto, nomeadamente através do fabrico do hardware e desenvolvimento do software, o que, no entender de Jorge Carrilho, permite reagir mais rapidamente às inovações exigidas pelo mercado e garantir aos clientes soluções à sua medida. A aposta contínua em I&D é sem dúvida um fator diferenciador. A internacionalização da Inosat permite-nos também ter uma perspectiva sobre o produto e as necessidades dos mercados, desta forma conseguimos antecipar tendências e introduzi-las na nossa oferta com produtos diferenciadores e inovadores como é o caso do geomarketing. Controlo de custos é essencial Inosat, PHC e GMV explicaram à VE quais os atributos que os clientes procuram nos softwares de gestão de frotas. Gestoras de frotas deparam-se com a necessidade de reduzir custos e ao mesmo tempo melhorar a eficiência. Existem ainda questões associadas à segurança Miguel Capelão, administrador da PHC Software, corroborou a opinião de Jorge Carrilho. E assume que uma das maiores preocupações dos gestores de empresas é efetivamente a contenção de custos da sua organização. E isso enquadra-se perfeitamente no princípio que norteou a criação do nosso módulo PHC Frota CS, ou seja, controlar e monitorizar todos os custos inerentes ao parque automóvel da empresa, desde gastos com combustíveis, despesas com manutenções, sinistros, etc. Miguel Capelão explicou à Vida Económica que as empresas que os contactam pretendem obter um maior controlo dos custos das suas frotas, tendo informações em tempo real sobre o que estão a gastar de forma a saber exatamente o que esperar no final de cada mês. O aumento dos preços do gasóleo faz com que este seja um custo cada vez mais significativo e, como tal, terá de ser olhado com atenção crescente. Mas pensamos que as empresas e gestores estão cada vez mais motivados a este nível, pois o número de empresas a adotar software de gestão de frotas continua a crescer, sobretudo no campo das PME, com os gestores portugueses a procurar formas de diminuir os custos com as suas frotas e a ter um maior controlo sobre as mesmas. No entender deste responsável, as empresas optam pela aplicação da PHC, em primeiro lugar, porque tem um conjunto de funcionalidades que responde às necessidades atuais do mercado, nomeadamente ao oferecer informação em tempo real que lhes permite ver o que a frota está a gastar sempre que necessário. Em segundo lugar, porque permite uma adequação muito assertiva às diversas particularidades que existem ou possam surgir nesta área. O facto de a solução possuir uma utilização muito intuitiva é outro dos pontos fundamentais do módulo PHC Frota CS, pois as empresas não necessitam praticamente de gastar tempo com ações de formação e os seus colaboradores conseguem facilmente alimentar a aplicação com todos os dados necessários para o gestor fazer uma análise assertiva da frota. Aumento de produtividade crucial Também Fábio Sócrates, business developer da GMV, acredita que a obtenção de uma real redução de custos para os clientes é a mais-valia dos softwares de gestão, nomeadamente os especializados em frotas. Os benefícios passam por uma poupança efetiva de combustível, poupança em comunicações, levando a um aumento da produtividade, facilita a manutenção preventiva da frota, diminui as tarefas administrativas, melhora e facilita o funcionamento diário das frotas dos nossos clientes e elimina as horas extra não trabalhadas. Quanto ao software da GMV, denominado Moviloc, os clientes privilegiam todas as suas funcionalidades, dado que estão totalmente integradas e aperfeiçoadas ao ponto de responderem na totalidade às necessidades de cada um dos nossos clientes. O responsável ressalvou que este produto consegue fazer a integração com variadíssimos softwares utilizados pelos clientes nas suas atividades, otimizando ao máximo todos os benefícios de uma gestão de frotas eficaz. Fábio Sócrates avança que, para os próximos dois anos, a GMV pretende seguir as atuais linhas de orientação, investindo uma verba significativa em I+D, o que lhe permitirá responder às necessidades dos clientes de uma forma assertiva. Continuando assim a aumentar a sua quota de mercado não só em Portugal, mas também nos restantes países onde conta atualmente com negócio.

16 A FROTA AUTOMÓVEL PESA-LHE? DEIXE A SUA FROTA NAS MÃOS DA EQUIPA ESPECIALIZADA LEASEPLAN. Foi com uma atitude de compromisso e de pró-atividade, na procura de um serviço de excelência para com os seus clientes que a LeasePlan chegou a líder mundial em aluguer operacional e gestão de frotas. E é com esta atitude e compromisso, em conjunto com as nossas avançadas e exclusivas ferramentas de gestão, que encontraremos a melhor solução para a sua empresa, detetando as melhores oportunidades para a sua frota, quer seja numa ótica de redução de custos, otimização da frota ou mesmo a implementação de uma gestão ecologicamente sustentável. Fale connosco através dos contactos ou

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