APLICAÇÃO DE SIG NO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: LOCALIZAÇÃO DE ÁREA PARA ATERRO SANITÁRIO

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1 APLICAÇÃO DE SIG NO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: LOCALIZAÇÃO DE ÁREA PARA ATERRO SANITÁRIO Ilka Soares Cintra (1) Professora Assistente do Departamento de Cartografia do Instituto de Geo- Ciências da Universidade Federal de Minas Gerais (IGC/UFMG). Mestre em Saneamento e Meio Ambiente (Engenharia/UFMG-94). Especialista em Percepção Ambiental e Espaço Urbano (IGC/UFMG-87). Engenheira Civil (UFMG-79). Técnica em Acessoria de Mobilização Social (SLU/BH 93-96). Sub-chefe de Cartografia do IGC-UFMG). Alberto Avellar Barreto Pesquisador da Supervisão de Meio Ambiente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN/CDTN). Mestre em Métodos Computacionais Aplicados à Engenharia Térmica (UFMG-93). Engenheiro Mecânico (UFMG-89). CURSOS: Introdution To Finite Element Analysis (UFMG); Processamento Digital de Imagens e Sensoriamento Remoto (UNICAMP-96); Sistemas de Informações Geográficas (UNICAMP-96) Endereço (1) : Rua Bernadinho Sena Figueiredo, 218. apto Cidade Nova - Belo Horizonte - MG - CEP: Tel: (031) RESUMO Este trabalho descreve a utilização da tecnologia de Sistemas de Informações Geográficas (SIG), aplicada ao gerenciamento de resíduos solidos (localização de área para Aterro Sanitário). Uma área fictícia foi criada de forma a possuir as características necessárias à aplicação do método. Os dados foram processados utilizando-se recursos do SIG, obtendo-se um mapa final contendo a área escolhida. Esta escolha foi realizada conforme determinadas condições de restrição definidas na metolodogia. O software utilizado foi o SIG Idrisi. PALAVRAS-CHAVE: Resíduos, Aterro Sanitário, SIG, Geoprocessamento, Idrisi. INTRODUÇÃO No momento atual, por razões diversas, não se exclui ainda como sistema de destinação final do lixo, o aterro sanitário. Este deve ser aplicado de modo a impedir que o lixo acumulado se transforme em foco de agressão à saúde pública e ao meio ambiente. A prevenção a esta agressão ambiental, pode ser, quase sempre, feita a partir de correta localização, implantação, operação e controle do próprio aterro. A seleção de locais adequados em princípio para este fim, deverá ser feita tendo como referência, alguns critérios básicos, como distância da malha urbana, facilidade de vias de 19 o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 1885

2 acesso, presença de corpos d água, aspectos geomorfológicos, disponibilidade de material de cobertura, direção de ventos, dentre outros. Como ferramenta de auxílio ao estudo destes critérios, surge o geoprocessamento e suas abrangências o Sistema de Informações Geográficas (SIG) e a Cartografia Assistida por Computador (CAD). Um SIG é um sistema computacional para aquisição, armazenamento, análise e visualização de dados geográficos. Este sistema possibilita o gerenciamento de bancos de dados geográficos de forma mais rápida e versátil, através do relacionamento de informações e imagens. Estas qualidades vem contribuindo para a ampliação da utilização do SIG em diversas áreas: agropecuária, hidrologia, meteorologia, urbanismo, etc. Portanto, o geoprocessamento deve ser incorporado na busca de soluções para o equacionamento da problemática do lixo. O SIG utilizado foi o software Idrisi que se adequa as atividades de ensino e pesquisa devido a sua capacidade de processamento em ambiente Windows e também à sua facilidade de aprendizado. Outro importante fator é o seu baixo custo comparado à outros SIGs. Assim, o trabalho desenvolvido visou a elaboração de uma metodologia de produção de material auxiliar a esta finalidade, através dos recursos do geoprocessamento. Escolheu-se como aplicação desta ferramenta estudar critérios de localização de área para implantação de aterro sanitário. O modelo foi desenvolvido para uma região fictícia criada de forma a preencher as características necessárias, tais como: presença de uma mancha urbana, rios, lagos, etc. Várias informações sobre esta região foram digitalizadas e posteriormente processadas utilizando-se ferramentas de SIG. Desta forma, foi obtida uma imagem com a visualização das alternativas mais viáveis de áreas adequadas para a implantação do aterro. O resultado mostrou que o processo de escolha de área pode ser significativamente agilizado, utilizando-se métodos de geoprocessamento. Entretanto há a necessidade de desenvolvimento de uma técnica específica para otimização dos recursos do geoprocessamento no gerenciamento do lixo. É uma simples questão de tempo! 19 o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 1886

3 OBJETIVOS Geral Desenvolvimento de metodologia de produção de material técnico sobre resíduos sólidos com uso de recursos do geoprocessamento (Sistema de Informações Geográficas SIG). Específicos? Formação de um banco de dados espacial necessário para localização de uma área para aterro sanitário e análise de suas inter-relações.? Agilização do processo de escolha de área para aterro. Metodologia A metodologia baseou-se nas seguintes etapas de trabalho:? Organização dos dados cartográficos sobre a área de estudo;? Organização dos dados alfanuméricos (atributos);? Digitalização das bases cartográficas (banco de dados espacial);? Processamento da base de dados (espacial/atributos). Após a aquisição dos dados e sua organização, passou-se para a etapa de digitalização das informações básicas necessárias: vias de acesso, rios, lagos, florestas, manchas urbanas, declividades, solos, etc, utilizando-se o software (AutoCAD). Critérios de Restrição Após a composição do bando de dados digital passou-se a estudar os seguintes critérios de discriminação das áreas: 1. Exclusão de lagos, cidades e parques. 2. Exclusão de afloramentos rochosos. 3. Declividade entre 5% e 15%. 4. Estar a pelo menos 3 km de qualquer fonte de água. 5. Estar a pelo menos 3 km da cidade. 6. Estar a menos de 4 km de uma via de acesso. 7. Estar o mais distante possível de qualquer fonte de água. 8. Estar o mais longe possível da cidade. 9. Estar num solo o menos permeável possível. 19 o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 1887

4 Pode-se, então, efetuar a combinação dos critérios em um só mapa, que mostra como resultado áreas potenciais para receber o lixo municipal. Base de Dados Digitalizada 19 o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 1888

5 Operações com o SIG Operações de reclassificação do mapas bases para obtenção dos critérios. Observação: A região excluida esta em preto 1) Reclassificação do mapa de uso (critério 01): 2) Reclassificação do mapa de solos (critério 02) 19 o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 1889

6 3) Reclassificação do mapa de declividade (critério 03) 4) Cálculo de distâncias e reclassificação (critério 04) 5) Cálculo de distâncias e reclassificação (critério 05) 19 o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 1890

7 6) Cálculo de distâncias e reclassificação (critério 06) 7) Sobreposição de todos os critérios anteriores e cálculo do critério 07. 8) Mapa final incluindo todos os critérios inclusive 08 e 09. Melhores áreas disponíveis estão em azul. 19 o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 1891

8 CONCLUSÃO O conhecimento do meio físico e suas relações e interrelações são fundamentais na definição e implantação de qualquer modelo de gerenciamento ambiental. Há o consenso de que o desenvolvimento sistemático de soluções para a questão dos resíduos sólidos não é possível sem informações adequadas e precisas acerca da natureza, quantidade e distribuição dos recursos naturais. A metodologia desenvolvida no trabalho permitiu concluir que se pode estudar aspectos complexos como aqueles de vizinhança, proximidade, contiguidade envolvendo até áreas extensas, utilizando-se métodos de geoprocessamento, visualização espacial e portanto agilizando o processo de escolha de área. Outros fenômenos distintos como corpo d água e geomorfologia são representados em sua interação e evolução mais rapidamente com o geoprocessamento além de tornar os resultados mais confiáveis, no tocante à tomada de decisão e planejamento de áreas para aterro sanitários. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Não relacionadas pelo Autor. 19 o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 1892

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