POPULISMO NO BRASIL. Governo Brasileiro Após Era Vargas

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1 POPULISMO NO BRASIL Governo Brasileiro Após Era Vargas

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3 O Fim do Estado Novo Entre 1943/45 Getúlio Vargas segue com grande popularidade entre os pobres, mas o seu governo é impopular nas classes mais altas; Criação do Manifesto dos Mineiros (contrários à política de Getúlio, queriam a valorização da agricultura e redemocratização).

4 Seguem Forças Contrárias a Getúlio 1945 é realizado o I Congresso nacional de Escritores, onde é pregada a contradição da ditadura o exílio; Para fugir das críticas, em 1945 Getúlio outorga a anistia; Mesmo assim não agüenta as pressões e abandona o cargo em 29/10/1945.

5 Cenário da Renúncia Getúlio estava diretamente ligado aos pobres e operários (então chamado de pai dos pobres ), que estavam contra a sua saída, preconizada pela burguesia; Mas palavras de ordem faziam com que passeatas no RJ gritassem Queremos Getúlio! nasce o movimento queremista.

6 Renúncia ou Golpe? Os políticos de oposição pregaram um R em seus paletós (renúncia); Getúlio nomeia Benjamim Vargas como chefe da polícia (era seu irmão) causando grandes constrangimentos; Como o Cerco do Catete em 29/10/1945 efetuado por partidários contrários, Getúlio deixa o poder; Assim, são convocadas eleições diretas.

7 FIM DO ESTADO NOVO A II Guerra e a Festa da Democracia no Brasil

8 Populismo no Brasil O Brasil idolatra seus chefes de Estado, obviamente nas camadas mais pobres; Imitação do Fascismo e do Nazismo; Caracteriza-se como populismo a atividade exercida por um governante de forma carismática, além de manipular as camadas mais pobres, impulsionar a industrialização e o capitalismo autônomo.

9 Outras características do Populismo Além disso, aumentavam os salários e o nível de emprego; O fim da ditadura Vargas traz esperança a classe alta brasileira, exceto ao povo pobre ampla maioria; Em 1945 a vitória dos aliados na II Guerra faz aumentar o prestígio do Brasil junto aos EUA.

10 Domínio do Capital Internacional Pressão dos Eua na entrada de multinacionais no Brasil redução de nossa autonomia; Internamente exigência política de redemocratização; Assim, surge um projeto para remodelar a Constituição, eleições diretas (que não aconteciam desde 1930); Manutenção do controle sobre operariado e sindicatos.

11 O Controle Político O controle político continua nos partidos, que só poderiam existir com mais de 10 mil filiados e em pelo menos 5 estados; Assim, só existiam 4 partidos políticos no Brasil, cada um com interesses próprios.

12 Os Partidos Políticos PSD: Partido Social Democrata não queria modificações profundas na política interna (Latifundiários); PTB: Partido Trabalhista Brasileiro - cujo objetivo de continuar no poder (de Getúlio); UDN: União Democrática Nacional Desejava a manutenção da política industrial brasileira (classe média); PCB: Partido Comunista Brasileiro Objetivava o socialismo no Brasil através de uma tomada operária do poder.

13 Governo Eurico Gaspar Dutra

14 Eleições de Novembro de 1945 Eleito em 1945 Eurico Gaspar Dutra da aliança PSD e PTB esse foi ministro de Getúlio em seu governo; É como se Getúlio tivesse retornado ao poder; Principal derrotado nas eleições: Eduardo Gomes da UDN oposição continua! Continua a ditadura militar no Brasil governo de generais.

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16 Governo Eurico Gaspar Dutra Nova Constituição em 1946 que estabelecia independência dos três poderes, autonomia de estados e municípios; Com a Guerra Fria e a dependência do Brasil aos EUA Dutra é obrigado a adotar a doutrina Truman (1947) no Brasil PCB fechado.

17 Plano Gaspar Dutra Criação do plano Salte. (saúde, alimentação, transporte e energia); Foram aplicados recursos internacionais (EUA); Muito $ foi desviado o plano fracassou! Novas eleições em 1950, com apoio governamental a Getúlio Vargas.

18 GETÚLIO VARGAS ( ) Volta do Nacionalismo

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20 O Retorno de Vargas O governo Dutra representou o liberalismo, mas não consegue se manter no poder; Em 1951 Getúlio vence as eleições e recebe a faixa presidencial de Dutra clima de instabilidade; Os EUA exigem a participação do Brasil na guerra da Coréia Getúlio não aceita.

21 Governo de Getúlio Criação da Petrobrás (1953) empresa totalmente nacional e capital próprio, sólida e monopolista; Inicia um período de negação ao capital estrangeiro mas os militares defendiam a aproximação financeira aos EUA; Assim surgem conflitos no Maranhão e em São Paulo pelo fim da Era Vargas e aumento dos salários governo tenta contornar.

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23 A Política Vargas Getúlio nomeia como ministro do trabalho João Goulart, seu cunhado; Ele aumenta o salário mínimo em 100% (em valores atuais R$ 540,00!); Mas a oposição e os ataques seguem; Os ataques mais fortes eram do Jornal Tribuna da Imprensa, que pertencia a Carlos Lacerda, da rádio Globo de Roberto Marinho e na TV Tupi de Assis Chateaubriand, ambos pedindo um golpe militar.

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25 A Queda de Vargas Conflito gerado por um atentado na Rua Toneleros no Rio de Janeiro a 5 de agosto de 1954, onde pistoleiros de tocaia aguardavam Carlos Lacerda em frente a sua casa; Apenas feriram Lacerda e, seu guardacostas Ruben Vaz, que era Major da FAB, morreu; Em 29 horas a aeronáutica encontrou um suspeito: Climério Euclides de Almeida,da guarda pessoal do presidente.

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27 A Morte de Vargas Climério denunciou como autor dos tiros Gregório Fortunato, segurança pessoal do presidente; O clima ficou insustentável! Após uma reunião com ministros Getúlio afirma: só morto sairei do Catete! ; O suicídio foi a saída às 8:30 h de 24 de agosto de 1954, aos 72 anos de idade; Saio da vida para entrar na História!

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32 Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada temo. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história (trecho da carta testamento de Getúlio Vargas)

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34 GOVERNO JK

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36 Governo Juscelino Kubitschek Com estilo de governo inovador na política brasileira até então, Juscelino construiu em torno de si uma aura de simpatia e confiança entre os brasileiros; Foi o responsável pela construção da nova capital federal, Brasília, executando assim o antigo projeto da mudança da capital para promover o desenvolvimento do interior e a integração do País; Durante todo o seu governo, o Brasil viveu um período de desenvolvimento econômico e estabilidade política.

37 Presidente da República de 1956 a 1961, cumprindo apenas um mandato, foi eleito com 36% dos votos numa coligação entre o PSD e o PTB; Juscelino Kubitschek empolgou o país com seu reclame: "Cinqüenta anos em cinco", concretizou um processo de rápida industrialização, tendo como carro chefe a indústria automobilística; Houve forte crescimento econômico mas também um significativo aumento da dívida pública, interna e externa; Os anos de seu governo são lembrados como "Os Anos Dourados".

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39 Aspectos marcantes do seu mandato Juscelino foi o último presidente da República a assumir o cargo no Palácio do Catete em 31 de janeiro de 1956; Em seu mandato presidencial, Juscelino lançou o Plano Nacional de Desenvolvimento, também chamado de Plano de Metas, que tinha o célebre lema "Cinqüenta anos em cinco ; O plano tinha 31 metas distribuídas em seis grandes grupos: energia, transportes, alimentação, indústria de base, educação e a meta principal Brasília.

40 Durante seu governo foram aparecendo os eletrodomésticos, que prometiam facilitar a vida em casa; Eram de todos os tipos, desde enceradeiras a aspiradores de pó, foram criados os objetos de plástico e fibra sintética; Se tratando de política, foi criado o que se chamou de "American Way of Life" (Estilo de vida americano) por conta da influência norte-americana da Segunda Guerra Mundial; Enquanto tudo isso se consolidava, os meios de comunicação ampliavam: eram rádios, revistas, jornais, radionovelas, programas musicais e de humor.

41 Época de nascimento da Bossa- Nova; Sem esquecer de uma inauguração importante, de uma junção de JK com Oscar Niemeyer: a nova capital do país, Brasília; No esporte o Brasil foi campeão na Copa do Mundo de 1958 e Éder Jofre foi campeão mundial de boxe na Suécia, competindo como boxeador em "pesos-galos".

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45 Economia O Plano de Metas, lançado em 1956, permitiu a abertura da economia brasileira ao capital estrangeiro; Isentou de impostos de importação as máquinas e equipamentos industriais; Para ampliar o mercado interno, o plano ofereceu uma generosa política de crédito; Financiou a implantação da indústria automobilística e da indústria naval, a expansão da indústria pesada, a construção de usinas siderúrgicas e de grande usinas hidrelétricas, como Furnas e Três Marias, abriu as rodovias transregionais e aumentou a produção de petróleo da Petrobrás.

46 Dívidas Em 15 de dezembro de 1959, JK criou a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, Sudene, para integrar a região ao mercado nacional; Em maio de 1960, um mês após a inauguração de Brasília, Juscelino fez com que o Brasil obtivesse do FMI um empréstimo de 47,7 milhões de dólares para financiar o seu plano industrial sobretudo, a indústria automobilística em São Paulo.

47 Os críticos de Juscelino Kubitschek frisam o fato de ele ter priorizado o transporte rodoviário em detrimento do ferroviário devido à indústria automobilística, o que teria causado prejuízos ou isolamento a certas cidades; A opção pelas rodovias é considerada por muitos danosa aos interesses do país, que seria melhor servido por uma rede ferroviária.

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49 Política Externa No plano internacional, Juscelino procurou estreitar as relações entre o Brasil e os Eua, ciente de que isso ajudaria na implementação de sua política econômica industrial e na preservação da democracia brasileira (era o período da Guerra Fria!).

50 As eleições de outubro de 1960 foram vencidas pelo candidato oposicionista Jânio Quadros, ex-governador de São Paulo apoiado pela UDN; Jânio obteve 48% dos votos a maior votação obtida por um político brasileiro até então; Juscelino havia apoiado o marechal Henrique Lott, da aliança PSD-PTB; Ao passar a faixa presidencial para Jânio Quadros em 31 de janeiro de 1961, Juscelino tornou-se o primeiro presidente desde Artur Bernardes a ser eleito pelo voto direto que iniciou e concluiu seu mandato dentro do prazo determinado pela Constituição Federal.

51 Juscelino ambicionava concorrer novamente à Presidência da República em 1965, projeto abortado pelo golpe militar de 1964 acusado de corrupção, tendo os direitos políticos cassados em 1964; A partir de então passou a percorrer cidades dos Eua e da Europa, em um exílio voluntário; Faleceu em 1976, em um desastre automobilístico, em circunstâncias até hoje pouco claras, no quilômetro 328 da Rodovia Presidente Dutra.

52 Por volta das 18h do dia 22 de agosto de 1976, no Km 165 da Via Dutra, sentido São Paulo-Rio, um ônibus toca a traseira do Opala dourado dirigido por Geraldo Ribeiro. O carro ganhou velocidade, se desgoverna, atravessa o canteiro central da pista e acerta a roda direita dianteira de uma carreta Scania que vinha na direção oposta. O motorista e o passageiro que estava no banco traseiro, Juscelino Kubitschek, tiveram morte instantânea.

53 Governo Jânio Quadros 1961

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56 Presidente Vassourinha! varre, varre, varre, varre vassourinha / varre, varre a bandalheira / que o povo já tá cansado / de sofrer dessa maneira / Jânio Quadros é a esperança desse povo abandonado! E também se dizia "homem do tostão contra o milhão".

57 Jânio da Silva Quadros ( ) foi o décimo-sétimo presidente do Brasil, entre 31 de janeiro de 1961 e 25 de agosto de 1961 data em que renunciou, alegando que "forças terríveis" o obrigavam a esse ato; Como governador de São Paulo idealizou a construção do Complexo Penitenciário do Carandiru.

58 Foi eleito presidente em 3 de outubro de 1960, para o mandato de 1961 a 1966, com 5,6 milhões de votos - a maior votação até então jamais obtida no Brasil - vencendo o marechal Henrique Lott de forma arrasadora, por mais de dois milhões de votos; Quem se elegeu para vice-presidente foi João Goulart, do Partido Trabalhista Brasileiro; Os eleitos formaram a chapa conhecida como chapa Jan-Jan.

59 Qual a razão do sucesso de Jânio Quadros? Castilho Cabral, presidente do antigo Movimento Popular Jânio Quadros, sempre se perguntava por que esse moço desajeitado conseguiu realizar, em menos de quinze anos, uma carreira política inteira - de vereador a Presidente da República - que não tem paralelo na história do Brasil; Jânio não alcançou o poder na crista de uma revolução armada, como Getúlio Vargas. Não era rico, não fazia parte de algum clã, não tinha padrinhos, não era dono de jornal, não tinha dinheiro, não era ligado a grupo econômico, não servia aos Estados Unidos nem à Rússia, não era bonito, nem simpático. O que era, então, Jânio Quadros?

60 Jânio representava a promessa de revolução pela qual o povo ansiava; Embora Jânio fosse considerado um conservador - era declaradamente anticomunista - seu programa de governo foi um programa revolucionário; Propunha a modificação de fórmulas antiquadas, uma abertura a novos horizontes, que conduziria o Brasil a uma nova fase de progresso, sem inflação, em plena democracia.

61 Planos Políticos Proibiu brigas de galo; Criou impostos para carteado; Proibiu uso de biquínis em praias e desfiles de miss; Proibiu uso de lança perfume no carnaval Condecorou Ernesto Guevara, o Che com a ordem do Cruzeiro do Sul.

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64 A Condecoração A inovação não era bem vista pelos Eua nem por vários grupos econômicos que se beneficiavam da política anterior e nem pela direita nacional, em especial por alguns políticos da UDN, que apoiara Jânio Quadros na eleição.

65 As ações de oposição a Jânio foram lideradas por Carlos Lacerda, Roberto Marinho (rede Globo), Júlio de Mesquita Filho (O Estado de S. Paulo) e Dom Jaime de Barros Câmara (arcebispo do Rio de Janeiro); Tais acusações ganhavam terreno entre a massa propriamente dita, a tal ponto que alguns de seus eleitores começaram a acusar Jânio de estar levando o Brasil para o comunismo.

66 A renúncia Jânio nunca teve um bom esquema de sustentação no Congresso Nacional; Na tarde de 25 de Agosto de 1961, Jânio Quadros, para espanto de toda a nação, anunciou sua renúncia, que foi prontamente aceita pelo Congresso Nacional; Especula-se que talvez Jânio não esperasse que sua carta-renúncia fosse efetivamente entregue ao Congresso. Pelo menos não a carta original, assinada, com valor de documento.

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68 COMEÇA UMA CRISE POLÍTICA QUE VAI SE ARRASTAR NO PAÍS POR MAIS DE 30 ANOS!

69 João Goulart, o Jango

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71 Governo Jango Era voz corrente, na ocasião, que os congressistas não dariam posse ao vicepresidente, João Goulart, cuja fama de "esquerdista" agravou-se após Jânio tê-lo enviado habilmente em missão comercial e diplomática à China; Essa fama de "esquerdista" fora atribuída a Jango quando ele ainda exercia o cargo de Ministro do Trabalho no governo democrático de Getúlio Vargas ( ), durante o qual aumentou-se o salário mínimo a 100% e promoveu-se reforma agrária atitudes essas consideradas suficientemente "comunistas" pelos setores conservadores na época.

72 Em 1955 elegeu-se vice-presidente do Brasil, na chapa de Juscelino Kubitschek; Na eleição de 1960, foi novamente eleito vicepresidente, ao concorrer pela chapa de oposição ao candidato Jânio Quadros, do Partido Democrata Cristão e apoiado pela (UDN), que venceu o pleito; Naquela época, as votações para presidente e vice eram separadas. Em 25 de agosto de 1961, enquanto João Goulart realizava uma missão diplomática na China, o presidente Jânio Quadros renunciou ao cargo no Brasil; Os ministros militares Odílio Denys, da Guerra, Gabriel Grün Moss, da Aeronáutica, e Sílvio Heck, da Marinha, tentaram impedir a posse de Jango, e o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, foi empossado presidente.

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74 O Impasse Manifestações populares contra o golpe se formaram em todo o país, sendo sufocadas nos estados controlados pela UDN, como foi o caso da Guanabara (antigo RJ), de Carlos Lacerda; Por outro lado, no Rio Grande do Sul, governado por Leonel Brizola, casado com Neusa Goulart e cunhado de Jango, a Campanha da Legalidade teve apoio oficial, com a criação da Rede da Legalidade e a posterior adesão do III Exército, comandado pelo general Machado Lopes.

75 A solução para o impasse foi a aprovação pelo Congresso, em 2 de setembro de 1961, de uma emenda constitucional que instaurou o parlamentarismo como regime de governo, passando a faixa presidencial a Jango; Isso foi feito para dar controle político do país ao senado federal.

76 O Parlamentarismo que não deu Certo Então João Goulart assumiu a presidência em 7 de setembro de 1961; Tancredo Neves foi escolhido primeiro-ministro, e sucedido por Francisco de Paula Brochado da Rocha e Hermes Lima; Em 6 de janeiro de 1963, um plebiscito escolheu a volta do presidencialismo por larga margem de votos; Em 1962 o governo divulgou o Plano Trienal para combater a inflação e desenvolver o país; Anunciou também a realização das reformas de base: agrária, tributária, administrativa, bancária e educacional.

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78 O Plano Trienal falhou, após enfrentar forte oposição, e o governo brasileiro se viu obrigado a negociar empréstimos com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o governo dos Estados Unidos da América, que exigiram cortes significativos nos investimentos nacionais; Manteve uma política externa independente: reatou relações diplomáticas com a União Soviética e se recusou a apoiar uma invasão a Cuba, proposta pelo presidente estadunidense John Kennedy.

79 O Desespero O desemprego, a inflação e a carestia aumentavam as tensões sociais no país; Em 13 de março de 1964, Jango discursou na Central do Brasil para 150 mil pessoas, e anunciou reformas, como a nacionalização de refinarias de petróleo e a desapropriação de terras para a implementação reforma agrária, numa desesperada tentativa de conseguir apoio popular.

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81 A Deposição Em 19 de março de 1964, em São Paulo, foi organizada a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, cujo objetivo era mobilizar a opinião pública contra o governo de Jango e sua política que, segundo eles, culminaria com a implantação do comunismo no Brasil; Nessa época os Estados Unidos, alertados pelo que acontecera em Cuba, já patrocinavam, financeira e intelectualmente, golpes militares por toda a América Latina na tentativa de "impedir a implantação do comunismo" nesses países e assim, assegurar e aumentar seu poder e seus interesses econômicos, políticos e estratégicos sobre a região.

82 Em 31 de março de 1964 o general Olímpio Mourão Filho iniciou a movimentação de tropas de Juiz de Fora em direção ao Rio de Janeiro, provocando o início da Revolução Redentora - como denominado pelos militares - ou ao golpe de 1964 que derrubou o governo de João Goulart, em conformidade com a prerrogativa de defender a democracia presente na Constituição de 1946; O presidente Jango refugiou-se no Rio Grande do Sul, apesar de ter condições de resistir ao movimento golpista, não desejoso de instaurar uma guerra civil no país, exilou-se definitivamente no Uruguai.

83 No dia 2 de abril de 1964 o Congresso Nacional declarou a vacância de João Goulart no cargo de presidente, entregando o cargo de chefe da nação novamente ao presidente da Câmara dos Deputados Ranieri Mazzilli; O novo governo foi reconhecido pelo presidente norte-americano Lyndon Johnson, poucas horas após tomar o poder; A operação Brother Sam, organizada secretamente pelo governo norte-americano, deslocou para a costa brasileira um portaaviões para dar apoio ao golpe, fornecendo armas e combustíveis se necessário.

84 No dia 10 de abril do mesmo ano, João Goulart teve seus direitos políticos cassados por 10 anos, após a publicação do Ato Institucional; Exilando-se em suas fazendas na Argentina, morreu no exílio vítima de ataque cardíaco; Seu corpo foi trasladado em carro funerário e enterrado em São Borja.

85 NO DIA 14 DE MARÇO DE 1964, O EXÉRCITO BRASILEIRO, A FAB E A MARINHA TOMAM O PODER COM UM GOLPE MILITAR.

86 Fim da democracia no país, fim do populismo, fim da liberdade, fim da alegria, fim do tema

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