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1 Edição número 2034 segunda-feira, 30 de abril de 2012 Fechamento: 08h45 Veículos Pesquisados: Clipping CUT é um trabalho diário de captação de notícias realizado pela equipe da Secretaria Nacional de Comunicação da CUT. Críticas e sugestões com Leonardo Severo Isaías Dalle Paula Brandão Luiz Carvalho William Pedreira Secretária de Comunicação: Rosane Bertotti

2 Estadão.com Política externa da era Lula pauta gestão Dilma Presidente retrocede após primeiros meses de governo e adota mesma agenda internacional de antecessor, com foco nas relações com América do Sul Tânia Monteiro (Política) Com a troca de governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para Dilma Rousseff, a política externa brasileira mudou menos do que pode aparentar à primeira vista. Com menos pirotecnia, a agenda global da presidente Dilma, na essência, é praticamente a mesma de seu antecessor e continua com os mesmos objetivos: intensificar relações com os países da América do Sul e da África, sem deixar de lado as importantes relações com Estados Unidos, União Europeia e China. A presidente Dilma também bate na tecla da necessidade de reformulação dos organismos multilaterais para que aumente o peso dos países emergentes nos seus processos decisórios. Mas, até agora, os resultados são pouco palpáveis, já que um dos principais objetivos, o de obter assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, continua distante de ser alcançado. O governo comemora, no entanto, a aprovação da indicação de José Graziano para diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). "O eleitorado brasileiro colheu a continuidade. Não há por que romper com as linhas que estavam sendo trabalhadas", justificou o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, em entrevista ao Estado. "Continuamos muito empenhados com a integração sul-americana", disse ele, ao comentar o esforço exercido pelo ex-presidente Lula para unir os países da região. "Agora não é preciso mais investir tanta energia nesta integração porque a base já foi formada e podemos concentrar energia na abertura de novas avenidas", prosseguiu o ministro, ressaltando que não há afastamento das relações com a Venezuela, de Hugo Chávez, ou com a Bolívia, de Evo Morales. O assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, endossa a tese de que nada mudou em relação aos vizinhos bolivarianos. "Muito pelo contrário. Ela (a presidente Dilma) tem enfatizado muito, nas conversas que tem tido com governantes da América do sul, que o Brasil quer associar seu desenvolvimento ao desenvolvimento da região", disse ele, repetindo o discurso que é usado por Dilma e era usado por Lula. "O foco continua sendo América do Sul e África, mas com uma boa relação, ou uma relação entre iguais, repetindo a expressão que ela usou em Cartagena (Colômbia, na Cúpula das Américas, na semana passada) entre o Brasil e os países desenvolvidos", afirmou Garcia. Com base fragmentada, Haddad vê 'hegemonia' na TV ameaçada por Serra Sem os aliados de Dilma, que ainda não decidiram apoiar o partido em São Paulo, petista deve ter mesmo tempo do tucano em programas Daniel Bramatti (Política)

3 O ex-governador tucano José Serra e o petista Fernando Haddad podem ficar praticamente empatados na divisão do tempo de propaganda eleitoral se conseguirem fechar acordos com seus principais alvos no "mercado" das coligações em São Paulo. Gabriel Chalita, do PMDB, deve ficar em terceiro no rateio do tempo de TV, e os demais candidatos terão exposição típica de "nanicos", dado o diminuto tamanho de suas bancadas na Câmara dos Deputados. O PSDB é o partido mais avançado nas discussões para garantir espaço no chamado palanque eletrônico. Já está praticamente certa a coligação dos tucanos com DEM, PP, PV e PSD, e há chances de aliança com o PTB, apesar de o petebista Luiz Flávio Borges D'Urso, presidente da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, ter-se lançado na disputa pela Prefeitura. O PT, por sua vez, não tem nenhum acordo totalmente fechado mas conta com PSB e PR como prováveis aliados. Ele espera atrair também o PC do B - o que depende de o pré-candidato Netinho desistir de concorrer. Com a eventual conquista do PTB, a coligação pró-serra teria 173 (34%) dos 513 deputados eleitos em essa proporção é levada em conta na divisão do horário eleitoral. A aliança pró-haddad, que eventualmente pode unir PT, PSB, PR e PC do B, abrangeria 178 deputados (35% do total). Até o início do ano, quando Serra ainda não tinha decidido ser candidato e o PSDB não conseguia atrair apoios, Haddad e o PT mantinham uma expectativa de hegemonia sobre o tempo do horário eleitoral na televisão. Apenas dois terços do tempo de TV, porém, são divididos com base no número de deputados de cada coligação. O outro terço é repartido com base no número de candidatos - uma incógnita, no caso de São Paulo. Por isso, o total de segundos destinado a cada concorrente só será definido após as convenções de junho. Até lá, só é possível trabalhar com cenários, como o exposto no quadro ao lado. Sem chances. O total de prefeituráveis dependerá da manutenção ou não dos précandidatos do PTB e do PC do B e do apetite dos "nanicos". Nada menos do que 11 partidos com bancadas minúsculas (menos de 3% das cadeiras) ou sem representação na Câmara discutem o lançamento de nomes. Nesse bloco estão siglas de extrema-esquerda (PSOL, PSTU, PCB e PCO) e uma novidade, o Partido Pátria Livre (PPL), criado em 2011 por remanescentes do MR-8, grupo que atuou na clandestinidade no regime militar e orbitou o PMDB em anos recentes. Também estão na ala dos nanicos Celso Russomanno (PRB) e Soninha (PPS). Seus partidos têm, respectivamente, 1,6% e 2,3% dos integrantes da Câmara e devem obter pouco mais de um minuto (em cada bloco de 30) para expor suas plataformas. Negociações. Boa parte dos partidos só definirá seu campo às vésperas das convenções. A proximidade do PSB com o PT no governo federal dita o ritmo das negociações em São Paulo, mas os líderes da legenda no Estado tentam escapar de uma coligação com Haddad - uma vez que são aliados do governador Geraldo Alckmin (PSDB). E o DEM, apesar de orbitar a candidatura do PSDB, mantém as portas abertas para o PMDB.

4 PT de Curitiba decide apoiar Fruet, ex-psdb Opositor do governo Lula, ex-tucano deve ter vice petista para compor a chapa que irá concorrer à prefeitura da capital Julio Cesar Lima (Política) O PT de Curitiba decidiu ontem apoiar na disputa pela prefeitura da capital paranaense o ex-deputado federal Gustavo Fruet (PDT), antigo aliado do governador Beto Richa (PSDB) e feroz crítico do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva até ingressar na legenda trabalhista. Em votação interna com 300 delegados (houve cinco abstenções), petistas confirmaram, por 167 votos contra 128, a indicação de apoio ao ex-tucano. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que foram "aparadas" as divergências com Fruet. "Eu mesmo cheguei a dar umas botinadas nele, no sentido político. Mas o importante é que agora ele está alinhado com as políticas públicas que já implantamos no governo federal e que pretendemos implantar em um futuro governo. Aliás, as únicas políticas públicas de Curitiba são as realizadas pela nossa gestão", disse o ministro. Nos próximos dias, Fruet deverá se encontrar com o expresidente. "Lula quer conversar e conhecer melhor o trabalho a ser realizado pelo Gustavo", observou Bernardo. Na opinião da ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, a aliança com o PDT ganhou contornos a partir do apoio à campanha do ex-senador Osmar Dias (PDT) ao governo estadual. "O PDT é um partido que podemos confiar, sempre estivemos juntos, desde a campanha presidencial de 1989, quando Brizola apoiou Lula. A própria presidenta foi do PDT. Acreditamos que essa aliança será capaz de derrotar esse grupo que está há tanto tempo no poder", disse. Convencimento. Dentro do PT, segundo ela, o momento será de convencimento. "Terminamos mais um processo, de debate, de diálogo, de forma emocionada e ativa e é claro que no processo de discussão a gente extrapola, passa um pouco da conta, mas a disputa que travamos foi de ideias, não contra pessoas. Creio que possamos agora seguir em frente para construirmos uma cidade mais humana", afirmou Gleisi. A disputa, porém, foi acirrada, e os dois pré-candidatos petistas que defendiam a candidatura própria, o deputado estadual Tadeu Veneri e o federal Dr. Rosinha, devem se reunir com a militância para resolver algumas questões internas. "Ainda vamos aparar algumas arestas, mas temos que estar cientes de que vamos enfrentar o PSDB e precisamos estar unidos para essa luta", afirmou Veneri. O PT ainda não definiu a escolha do nome para a chapa, mas tudo indica que será o deputado federal Ângelo Vanhoni. A aliança deverá render quase seis minutos de TV para Fruet. Delta já recebeu R$ 3 bi de recursos do PAC Levantamento mostra que construtura pivô do caso Cachoeira é segunda empresa que mais recebe dinheiro do programa, só perde para a Caixa Lu Aiko Otta (Política)

5 A Delta Construções é a empreiteira que mais recebeu recursos do Orçamento federal para executar projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). De 2007, ano de criação do programa, até agora, foram perto de R$ 3 bilhões, segundo levantamento da organização não-governamental Contas Abertas. A Queiroz Galvão, que fica em segundo lugar, recebeu R$ 1,7 bilhão no período. Os dados não levam em conta os serviços que a Delta prestou a empresas estatais, como a Petrobrás. Nesse universo mais amplo, a empreiteira já embolsou R$ 4,130 bilhões, segundo informou o governo à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira. "A Delta é pentacampeã do PAC", disse o coordenador do Contas Abertas, Gil Castelo Branco. A empresa só não foi a líder de recebimentos de recursos orçamentários do PAC em 2008, quando foi superada pela Queiroz Galvão. De 2009 para cá, a Delta só recebe menos dinheiro do PAC do que a Caixa Econômica Federal, responsável pelo programa Minha Casa Minha Vida. No sábado, o Estado divulgou que, mesmo flagrada em uma série de irregularidades pela Controladoria-Geral da União (CGU), a Delta deverá seguir prestando serviços para o governo federal. A empresa é alvo de um processo administrativo no qual pode ser declarada inidônea e ficar proibida de firmar novos contratos com o governo. Entretanto, os que estão em andamento poderão ser mantidos. Desde o início do escândalo do caso Cachoeira, a Delta anunciou sua saída de duas obras no Rio: o Maracanã e a Transcarioca. Mas nada ocorreu em relação a obras federais. A empresa divulgou comunicado afirmando que "continuará a cumprir os contratos, obrigações e compromissos assumidos com fornecedores e clientes, com a habitual regularidade". Governo opera para restringir CPI a Perillo e tirar empreiteira Delta do foco Eugênia Lopes (Política) Centralizar tudo nas mãos de poucos para evitar eventuais vazamentos de documentos sigilosos, poupar a Delta Construções, limitar a apuração aos funcionários da empreiteira com participação no esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e tentar pôr o foco das investigações em cima do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo. Esta é a estratégia que começou a ser montada pelos partidos aliados do governo, em especial o PT, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira. Incentivados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os petistas buscarão tirar o foco das investigações de cima da Delta Construções, principal empreiteira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. A ideia é impedir a convocação de empregados da empresa que não têm relação com o esquema de Cachoeira, como defende a oposição. A oposição estuda elaborar requerimentos, que os governistas tentarão derrubar, propondo a convocação dos diretores e gerentes da Delta dos 23 Estados onde existem obras da empresa. Ao mesmo tempo em que tentam restringir as investigações em torno da Delta, a orientação é procurar incriminar o governador tucano no esquema ilegal de

6 Carlinhos Cachoeira. A tática dos governistas é verbalizada pelo líder do partido na Câmara, Jilmar Tatto (SP), e será posta em prática tão logo sejam analisados os documentos das operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal. Parlamentares do PT estão convencidos de que a atividade criminosa em Goiás tinha como parceira a Segurança Pública do Estado. Ou seja, em última instância, contava com o aval do governador Marconi Perillo. Em relação ao governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), que teve seu nome citado por integrantes do esquema de Cachoeira, os petistas tentarão poupálo neste primeiro momento de trabalhos da CPI. Porém, nos bastidores já avisaram que, se for necessário, não vão titubear em entregar a "cabeça de Agnelo". "O envolvimento neste momento é muito maior do governador do PSDB", diz Tatto, para quem está claro que Perillo tem uma "relação muito próxima com Cachoeira". Controle. Para conseguir manter as rédeas da CPI, os governistas também já decidiram que não vão ceder ao apelo da oposição para criar sub-relatorias por temas dentro da comissão. Dessa forma, estão certos de que evitaram vazamentos de informações e o esvaziamento do relator Odair Cunha (PT-MG). O temor é que as sub-relatorias ganhem "vida própria" e acabem se tornando mais importantes do que o trabalho do relator. A blindagem da CPI tem a anuência do presidente da comissão, Vital do Rego (PMDB-PB), que já avisou ser contrário às sub-relatorias. Reticente em relação à criação da CPI, o PMDB participa da comissão com parcimônia, com nomes apontados como de "segundo escalão" dentro da hierarquia partidária. Bem diferente do PT que reforçou a CPI com suas estrelas partidárias. A não ser que apareça alguma surpresa, como o depoimento inusitado de algum personagem envolvido no esquema de Cachoeira, os governistas estão confiantes de que conseguirão manter a CPI sobre controle. Nem mesmo o eventual depoimento do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antonio Pagot assombra os aliados. A avaliação é que Pagot não vai dar "um tiro no pé". Um líder governista lembra que Pagot não vai correr o risco de "sair de exonerado para preso", se realmente quiser falar. Além disso, argumenta o aliado, o PR, partido do qual Pagot se desfiliou somente na semana passada, controla a maioria dos Dnits do País. Não seria, portanto, de interesse do PR incentivar a "rebeldia" de Pagot que, em última instância, poderá acabar enredado na teia de eventuais irregularidades. Cautela. Nestes primeiros dias de CPI, a cautela impera entre os integrantes da comissão. Tanto governistas quanto oposição apostam que os trabalhos da CPI começarão a deslanchar daqui a dez dias, com a análise dos inquéritos da Polícia Federal. "Só aí poderemos aprovar requerimentos de convocação e de quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico", diz o ex-líder Cândido Vaccarezza (PT-SP), um dos integrantes da comissão. Apesar do estardalhaço em torno da CPI do Cachoeira, integrantes da comissão veem com parcimônia os trabalhos do grupo. Alegam que a parte principal das investigações já foi feita pela Polícia Federal, que descobriu o esquema ilegal de Cachoeira e suas ramificações.

7 Acostumado a comissões de inquérito, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) é um dos que arriscam que a CPI do Cachoeira só vai ganhar fôlego se surgir um "depoimento bombástico", como o do motorista Eriberto França, que foi a gota d'água para o pedido de impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em Motorista de Ana Acioli, secretaria particular de Collor, Eriberto revelou pegar dinheiro e cheques nas empresas de Paulo Cesar Farias para efetuar pagamento do então presidente da República. Também foi uma entrevista ao Estado, em 2006, do caseiro Francenildo Santos Costa que levou à queda do então poderoso ministro da Fazenda Antonio Palocci. Na época, o caseiro disse ter visto Palocci se reunir com lobistas e partilhar dinheiro numa mansão, em Brasília, onde eram realizadas festas animadas por garotas de programa. "Na verdade essa CPI está começando do fim: o Cachoeira está preso, o dono da Delta diz que a empresa está quebrando e o senador Demóstenes Torres já é alvo de processo para ter o mandato cassado", resume o deputado Sílvio Costa (PTB- PE). Desempregados no mundo em 2012 serão mais de 202 milhões Para a OIT, economia mundial não deverá crescer o suficiente nos próximos anos para cobrir o atual déficit de empregos Andrei Netto (Economia) A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou neste domingo, em Genebra, na Suíça, seu relatório de perspectivas do emprego para A Organização prevê que, até o final do ano, deverá passar de 202 milhões o número de pessoas desempregadas em todo o mundo, um aumento de 6 milhões em relação a O prognóstico é de que o índice cresça 6,1% em Para 2013, a previsão é de que o crescimento seja de 6,2%. Até 2016, 210 milhões de pessoas ainda estarão à procura de emprego, apesar da retomada paulatina do crescimento econômico. Para a OIT, é pouco provável que a economia cresça em um ritmo suficiente nos próximos anos para cobrir o atual déficit de empregos. "O déficit de empregos caminha em paralelo a um déficit prolongado de investimentos, outro sinal de que a crise entrou em uma nova fase", afirmaram os técnicos da organização. A organização ainda responsabiliza as políticas de austeridade por terem agravado o fechamento de postos de trabalho, em especial na Europa, onde o índice de trabalhadores à procura de vagas cresceu em dois terços dos países desde Fora da Europa, a morosidade também é a regra nos Estados Unidos e no Japão. Em pelo menos dois momentos de seu relatório de 109 páginas a OIT faz elogios ao Brasil: o primeiro pelo diálogo social em torno do nível de emprego, que estaria funcionando como estratégia para ampliar o mercado de trabalho; e o segundo no combate à informalidade, no qual o país é destaque ao lado de Áustria, Bélgica, Chile, Alemanha e Uruguai, entre outros países.

8 Folha de S.Paulo Painel Vera Magalhães (Poder) Pano de fundo Os desdobramentos da Operação Monte Carlo reabriram uma guerra nos bastidores entre o Ministério Público e a Polícia Federal. Promotores identificam nos ataques recentes das associações de delegados uma disputa para delimitar competência em investigações. A ideia está exposta na PEC 37/11, que defende que apenas instituições policiais possam investigar crimes. Alvo das associações, o Conselho Nacional do Ministério Público rebate acusação de corporativismo com a apuração do suposto elo entre o procurador Benedito Torres, irmão do senador Demóstenes Torres (sem partido-go), com o esquema de Carlinhos Cachoeira. Olha aqui O conselho resgata, ainda, a demissão do ex-procurador Leonardo Bandarra, na Operação Caixa de Pandora, e suspensão do procurador Vicente Cruz (AM), envolvido na tentativa de assassinato do então procurador Mauro Campbell. Forca 1 A avaliação geral de quem acompanha os rumos da investigação do "Cachoeiragate" na Câmara é que, dos deputados citados no escândalo, o caso mais complicado é o do tucano Carlos Alberto Leréia (GO). Forca 2 Além do material coletado nas escutas da Polícia Federal, pesa contra Leréia o vínculo direto com o governador Marconi Perillo (PSDB-GO). Também foram citados nas investigações os deputados Stepan Nercessian (PPS-RJ), Rubens Otoni (PT-GO) e Sandes Júnior (PP-GO). Ação... Como vacina para apresentar na CPI do Cachoeira, Marconi Perillo mandou levantar todas as multas já aplicadas pelo seu governo à Delta. Desde que assumiu, a empresa já foi autuada em R$ 500 mil por problemas em obras em Goiás...preventiva O tucano também quer saber quais são os contratos da empreiteira no governo e em prefeituras administradas pelo PT e pelo PMDB. O volume dos municípios ultrapassa o do Estado. Mãozinha Antes de assumir a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Carlos Ayres Britto ofereceu ao colega Ricardo Lewandowski mais auxiliares para a tarefa de revisar o processo do mensalão. Ministros da corte apostam que o relatório será entregue em maio. Torcida... Dirigentes da Força Sindical lançaram ontem uma campanha para que o deputado Brizola Neto (PDT-RJ) assuma o Ministério do Trabalho. "Sou Peixe, Paulinho da Força é São Paulo, mas no Ministério do Trabalho somos Brizola Neto com certeza", escreveu no Twitter o secretário-geral da central, João Carlos (Juruna)....organizada Favorito do Planalto, o deputado enfrenta resistência de parte da bancada na Câmara.

9 Imagem Além da pressa para nomear o ministro do Trabalho, a presidente Dilma Rousseff fará hoje na TV um pronunciamento pelo Dia do Trabalho, gravado sob supervisão de João Santana. CEP Fernando Haddad se irritou com uma pegadinha na entrevista que concedeu para o SBT. Questionado sobre para onde deveria escrever caso quisesse mandar uma carta para a Prefeitura de São Paulo, o ex-ministro não soube dizer o endereço. De olho José Serra demonstra grande interesse na decisão do TSE sobre o PSD. O tucano sabe que desse resultado dependerá a escolha do seu vice, se ligado a Gilberto Kassab ou ao DEM, caso o partido mantenha o tempo no horário eleitoral. Vídeos mostram ligação de Cachoeira com policiais Delegado e agente da PF aparecem nas imagens, exibidas ontem pela 'TV Folha' Gravações feitas pela Operação Monte Carlo flagram ainda acusada recebendo dinheiro em igreja de Goiás Leandro Colon e Fernando Mello (Poder) Vídeos inéditos feitos pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo mostram as ligações do grupo de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com policiais acusados de corrupção e acompanham até mesmo um suposto pagamento de propina em uma igreja. As imagens são as primeiras que surgem na operação Monte Carlo e foram reveladas ontem com exclusividade pela "TV Folha". Os vídeos se complementam com os áudios obtidos pela PF na operação que levou o Ministério Público Federal a denunciar 81 pessoas e revelou as relações de políticos, servidores públicos e policiais civis e federais com o empresário acusado de comandar jogos ilegais. Detentor de prestígio na PF até a deflagração da operação, em 29 de fevereiro, o delegado federal Fernando Byron é apontado como um dos principais informantes de Cachoeira dentro do aparato policial de Goiás. Ele foi preso e afastado de suas funções na PF. No dia 3 de maio de 2011, Byron prometeu a Cachoeira assumir o controle de uma ação a ser realizada pela PF de Anápolis em combate ao jogo ilegal. O objetivo do delegado, segundo a PF, era proteger os negócio de Cachoeira. De acordo com o relatório, Byron direcionaria as batidas apenas para pontos prédefinidos pelo empresário. No dia seguinte, Byron e Cachoeira voltam a se falar e marcam um encontro. "E ai, guerreiro!", diz o delegado. "Vamos agora? Eu tô indo pra lá", responde Cachoeira. A PF filmou os passos de Byron. Ele saiu do seu carro e entrou no de Cachoeira. Os dois deram uma volta e, 12 minutos depois, retornaram. A polícia registrou o delegado deixando o carro de Cachoeira e entrando no seu.

10 IGREJA Outro que caiu nas lentes da operação foi o agente Anderson Drumond, que era o chefe da Divisão de Serviços Gerais da PF e também está afastado das funções. O órgão dava apoio logístico às operações policiais, com o fornecimento de viaturas e caminhões, "recebendo informações antecipadas de datas e locais onde ocorrerão atuações policiais", segundo o relatório da Monte Carlo. A PF diz que Anderson tinha a função de informar o grupo de Cachoeira sobre operações e recebia R$ 5 mil mensais de Lenine, braço direito do empresário. No dia 6 de junho de 2011, a PF filmou Anderson recebendo Lenine na sede da própria polícia, em Brasília. Em outra ocasião, a PF seguiu uma operação montada pelo grupo de Cachoeira para retirar máquinas caça-níquel que estavam apreendidas em depósito da Polícia Civil em Águas Lindas (GO). De acordo com a investigação, Cachoeira recuperou os equipamentos mediante pagamento de propina. Os investigadores também seguiram a ex-servidora da Prefeitura de Luziânia Sônia Regina de Melo, apontada como outra informante do grupo. Um encontro para a possível entrega de propina foi marcado para uma igreja. Em janeiro de 2011, Regina perguntou a José Olímpio Queiroga Neto, do grupo de Cachoeira, se ele iria mandar o "negócio". Dias depois, o contador de Olímpio avisa que conseguiu os R$ 6,6 mil da "loira" (Regina). A PF a filmou entrando na igreja. Telefonema expõe intimidade com deputados (Poder) Em missão oficial na Europa, os deputados Carlos Alberto Lereia (PSDB-GO) e Stepan Nercessian (PPS-RJ), ligaram, de Paris, para o empresário Carlinhos Cachoeira. O conteúdo da conversa -que consta do inquérito da Operação Monte Carlo- mostra intimidade entre eles. Lereia inicia a chamada, em 12 de julho de 2011: "Bonjour, monsieur!". Cachoeira identifica o amigo: "Tá de fogo, Lereia?". "Rapaz, arrumei um negócio pra você aqui agora. Grupo Cassino. Eu disse, cassino é negócio de jogo (risos)", brinca o deputado. Depois, falam do senador Demóstenes Torres (ex-dem-go), chamado de "nosso líder". "Vou levar pra ele um Château Margaux (vinho que pode custar até R$ 500)". Em tom de deboche, falam sobre um empréstimo de R$ 200 mil para comprar um apartamento em Paris. Lereia diz: "Dá pra você depositar pra ele [Stepan]? Paris baixou demais o preço". Nercessian havia pedido R$ 160 mil a Cachoeira, no mês anterior, para comprar um apartamento no Brasil. Stepan pega o telefone e segue: "Você deposita 200 na conta, eu tiro a xerox, e eles vendem fácil pra nós."

11 Os dois viajaram à Europa para participar de reuniões com a delegação do Parlamento Europeu. Receberam cinco diárias de R$ 350 da Câmara. Stepan disse que tudo não passou de uma brincadeira. "Eu sempre brinquei com o Cachoeira. Agora, quando se descobre que a conversa estava sendo gravada, tem outra conotação." O deputado disse que foi a Paris por conta própria. Registros de terra de todo o país serão revisados Incra e Receita produzirão cadastro nacional para corrigir irregularidades Pente-fino também servirá para combater grilagem; prevista em lei, iniciativa chega com dez anos de atraso Aguirre Talento (Poder) O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e a Receita Federal vão revisar todos os registros de terra do país para produzir um cadastro nacional de imóveis rurais, o CNIR. O pente-fino servirá para corrigir irregularidades nos registros e combater a grilagem (apropriação ilegal de terras públicas), que tem origem na inconsistência dos dados fundiários brasileiros. No próximo mês, Incra e Receita começam a cruzar dados, para depois inspecionar casos divergentes. Caso encontrem muitos problemas, pode ser convocado um recadastramento de todos os imóveis rurais. A ideia é lançar, até 2014 um sistema que integre os cadastros rurais à declaração de Imposto de Renda. "Já achamos situações em que o dono declara à Receita uma área menor do que ele realmente tem, para pagar menos imposto, e uma área maior ao Incra, para deter maior território", diz Evandro Cardoso, coordenador de cadastro rural do Incra. Há até cidades onde a área das propriedades de terra cadastradas é maior do que o território do município. A iniciativa, porém, chega com mais de dez anos de atraso, pois estava prevista em lei de Ainda não há previsão do custo, por isso integrantes do projeto temem esbarrar na falta de recursos. Outro problema comum é a propriedade rural estar em local diferente das coordenadas geográficas apontadas no registro de terra. Isso ocorre porque, dos 5,5 milhões de registros do Incra, só 38 mil passaram por georreferenciamento -técnica mais avançada para definir a localização de um terreno. "Há fragilidade na localização dos títulos concedidos até o ano 2000, sem georreferenciamento", diz Girolamo Treccani, professor de direito agrário da UFPA (Universidade Federal do Pará).

12 Esse problema não vai ser resolvido pelo cruzamento de dados, que não prevê georreferenciamento das áreas. O Incra diz não ter estrutura para realizar essa ação, mas espera reduzir o problema com inspeções em irregularidades encontradas. Além do Incra, os próprios Estados vão complementar o CNIR e resolver a lacuna do georreferenciamento. O Ceará faz isso desde 2004, visitando todos os municípios e conferindo as coordenadas das propriedades de terra uma por uma. O trabalho deve ser concluído em Outro Estado, o Pará, onde a situação é mais grave, já planeja correção nos títulos. O presidente do Iterpa (Instituto de Terras do Pará), Carlos Lamarão, estuda o trabalho com outros órgãos do governo estadual. "Cem por cento de nossos títulos não têm correspondência exata com a real localização das terras", diz. Após 4 meses de ação policial, tráfico persiste na cracolândia Objetivo inicial era que venda de crack na região acabasse em um mês Governo comemora a internação de 488 pessoas no período e a redução do número de usuários na área Afonso Benites (Cotidiano) "Quer um bloco?" A pergunta feita a um homem que caminhava pelas ruas da cracolândia no início da noite do último sábado demonstra que, contrariando as previsões da polícia, o tráfico ainda não acabou na região central de São Paulo. O questionamento foi feito por um traficante que, traduzindo, oferecia pedras de crack para o pedestre. No começo do ano, quando a Polícia Militar intensificou a Operação Centro Legal e ocupou as principais ruas da Luz com cerca de 300 homens, o então comandantegeral da corporação, Álvaro Camilo, afirmou que em 30 dias o tráfico de crack estaria desarticulado na área. Às vésperas de a ocupação completar quatro meses, venda e consumo de drogas permanecem intensos ali. Nos últimos cinco dias a Folha encontrou traficantes atuando na região em diversos momentos do dia. Ao redor desses criminosos, centenas de usuários. O problema, dizem policiais, é que um traficante preso é substituído em pouco tempo por outro. "Na época mais grave, antes da ocupação da PM, prendíamos um traficante, e em 20 minutos já havia outro no seu lugar. Agora demora um pouco mais, mas a substituição ainda é rápida", afirmou o delegado Wagner Giudice, diretor do Denarc (departamento de narcóticos). AVANÇO

13 Até agora, as autoridades dizem que os principais méritos da ação foram a internação de 488 pessoas para tratamento e a redução do número de consumidores na região. Em dezembro do ano passado, eram de 800 a pessoas. Agora, dependendo da hora do dia, são de 200 a 300. Parte desses usuários migrou para outras regiões da cidade, como a avenida Roberto Marinho, na zona sul - onde já havia uma "cracolândia"-, a praça da Sé, no centro, e proximidades da avenida Rebouças nas imediações da avenida Paulista (oeste). Moradores da Luz, porém, ainda reclamam do intenso trânsito dos viciados, que antes costumavam se concentrar no entorno da rua Helvétia, onde havia um casarão que lhes servia de "base". "O jogo de gato e rato não acabou. Qualquer um aqui sabe quem é o traficante", reclamou um aposentado. Na madrugada de domingo, antes da chuva, era possível ouvir os gritos dos traficantes oferecendo drogas. As aglomerações, que chegavam a ter até cem pessoas, só eram interrompidas com a chegada de policiais militares. "A cracolândia ainda está longe de acabar, infelizmente", afirmou um bancário que vive há 15 anos no bairro. Valor Econômico Queda de juros une centrais no 1º de Maio Cristiane Agostine Mais próximas do PSDB e do PSD, de um lado, e unidas pela queda dos juros do outro. É assim que as centrais sindicais chegam ao 1º de Maio deste ano. No momento em que partidos sem tradição sindical buscam uma aproximação com as centrais, o governo Dilma Rousseff conseguiu alinhá-las na cobrança por mais financiamento ao crescimento do país e pela redução do spread bancário. O PSDB decidiu investir em uma das bases sociais do PT. Às vésperas do dia do trabalhador, na sexta-feira, o partido apresentou seu núcleo sindical, composto por cerca de 2 mil dirigentes de sindicatos filiados à legenda e por representantes na Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). No Congresso Nacional de Lideranças Sindicais do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), pré-candidato tucano à Presidência em 2014, tentou marcar diferença em relação aos petistas. "Não queremos sindicatos a serviço de um partido político ou projeto de poder, como ocorre na relação da CUT com o PT", disse. O PSD, fundado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, formou seu braço sindical dentro da UGT e vai disputar sua primeira eleição com 300 candidaturas de sindicalistas. O partido pretende usar o 1º de Maio para apresentar seus principais candidatos. O responsável pelo núcleo sindical da sigla, Ricardo Patah, também

14 presidente da UGT, estimou que 85% desses candidatos disputarão uma vaga para vereador; 5% para prefeito; e 10% para vice-prefeito. Em paralelo à investida do PSDB e PSD na base social tradicionalmente vinculada ao PT, PCdoB e PDT, as centrais indicam que estão em sintonia com o governo federal mostram proximidade ao Executivo no governo Dilma Rousseff. As centrais Força Sindical, UGT, CTB, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e Nova Central Sindical Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) reivindicarão nas festas do 1º de Maio "desenvolvimento com menos juros, mais salários e empregos". A pauta segue a linha de medidas anunciadas recentemente pela presidente, no sentido de incentivar a queda dos juros e de cobrar dos bancos mais oferta de crédito para ajudar no crescimento do país. A CUT, apesar de organizar comemorações à parte das outras cinco centrais sindicais, reforça a mesma bandeira. Para o presidente da UGT, as medidas do governo direcionadas para reduzir a taxa de juros e o spread bancário foram uma resposta a reivindicações das centrais. "É uma cobrança feita há muito tempo", disse Ricardo Patah. "A presidente tem demonstrado sensibilidade. Mas por mais amistosa que seja a relação do governo com as centrais, isso não quer dizer que não haja tensão entre nós. É natural e normal", afirmou Patah. Na análise do secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, "a mobilização dos trabalhadores valeu a pena". "O governo tem buscado diminuir os juros. Isso é positivo, mas deveria ser intensificado. Hoje é a conta-gotas." Para ele, o governo deveria se empenhar para aprovar no Congresso a redução da carga semanal de trabalho para 40 horas. O presidente da CUT, Artur Henrique da Silva, elogiou o governo por atender as reivindicações das centrais, como a redução da taxa de juros, e por acenar positivamente ao fim do fator previdenciário, mas afirmou que é preciso "mais mudanças na política econômica do governo". O dirigente fez ressalvas à aproximação do PSDB a sindicalistas. "É estranho ter um dirigente sindical do PSDB, porque o partido tem a mesma pauta do setor empresarial. É contraditório com o interesse dos trabalhadores", disse. Ele citou pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada em março, que indica que os parlamentares do PSDB e DEM foram os que mais apresentaram no Congresso projetos convergentes à pauta empresarial. Em sentido oposto, PT e o PMDB são os que mais contrariam os interesses da CNI. Apesar da sintonia e proximidade das centrais com o governo federal, a presidente Dilma Rousseff não participará das festividades do 1º de Maio. As festas das centrais seguirão a divisão das entidades em relação ao imposto sindical. Assim como em 2011, de um lado estará a CUT, que pregará o fim da cobrança compulsória do trabalhador. Do outro, estarão Força Sindical, CTB, UGT, CGTB e NCST, a favor. O imposto corresponde a um dia de serviço e sua arrecadação é dividida entre as centrais, de acordo com o número de sindicatos e filiados. Neste ano, deve chegar a R$ 124,5 milhões. A CUT apresentará como lema a "liberdade e autonomia sindical" e pregará o fim do imposto em nove Estados onde fará eventos. O principal será no Vale do Anhangabaú, na capital paulista. As outras cinco centrais realizarão um ato na

15 Praça Campo de Bagatelle, em São Paulo, e sortearão 15 carros e um caminhão de prêmios. A festa das cinco centrais deve custar R$ 3 milhões; a da CUT, R$ 2 milhões. Luta sindical é mais difícil nos Brics e no Mercosul Carlos Giffoni Enquanto no Brasil as centrais sindicais lutam pela ampliação dos direitos trabalhistas, como a extensão da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para mais categorias e a inclusão de dependentes em benefícios como o plano de saúde, os vizinhos do Mercosul e alguns integrantes do grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) ainda correm atrás de causas que aos poucos já foram conquistadas pelo sindicalismo no Brasil. Na China, o tamanho da população, que ultrapassa 1,3 bilhão de pessoas, e a sua dimensão continental, criam um forte desequilíbrio entre as regiões. Garantir os direitos para os trabalhadores de todo o país é o maior desafio do sindicalismo. Na Rússia, a luta é contra a terceirização e encontra forte resistência do governo, que faz uso da força policial para conter a mobilização sindical. Na Argentina, o ganho de produtividade não refletiu em redistribuição e valorização salarial condizente com esse ganho, segundo sindicalistas. E, no Paraguai, a grande presença do emprego informal, e a falta de perspectiva de mudança, ainda preocupam os trabalhadores. A taxa de desemprego no Brasil é a menor entre os países do Brics e do Mercosul. Em 2011, ela ficou em 6%, mesmo índice registrado no Uruguai. Considerando os oito países que compõem esses dois grupos, apenas África do Sul (23,9%) e Índia (9,8%) apresentaram altos índices. Ao mesmo tempo, o Produto Interno Bruto (PIB) de todos esses países cresceu no ano passado, só que quando se considera o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), nem Mercosul nem Brics vão bem. O Brasil aparece na 73ª posição no ranking de 169 países calculado pela Organização das Nações Unidas. É de uma distribuição mais igualitária das riquezas que o país produz que o movimento sindical brasileiro corre atrás. Essa distribuição toma forma no ganho real acumulado pelas categorias de trabalhadores - no ano passado, a média conquistada, segundo monitoramento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), foi de 1,38% -, na Participação de Lucros e Resultados (PLRs) robusta que categorias como a de metalúrgicos e a de bancários recebem, na valorização da cesta básica negociada em convenções coletivas e no pagamento de horas extras. Por outro lado, a luta em outros países ainda é mais focada na garantia de direitos básicos dos trabalhadores. "A luta pela redução da jornada de trabalho só ocorre no Brasil. Os outros países estão atrás da gente nessa questão", explica Adi dos Santos, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em São Paulo. Em um seminário sindical internacional, organizado pela CUT, como parte da agenda da central para as comemorações do 1º de Maio, representantes desses países, do governo brasileiro e de entidades de pesquisa discutiram o quanto do crescimento econômico está sendo transformado em desenvolvimento social. A China é um conhecido exemplo de país em que os saltos galopantes da economia não refletem, necessariamente, em melhor condição de vida para a população.

16 "Lutamos para garantir todo o tipo de direito, para todos os trabalhadores, mas a China é um país com uma população muito numerosa e existe uma diferença notável entre as zonas do país. É um desenvolvimento desequilibrado o que vivemos", diz Wencaig Guo, diretor da Federação Nacional dos Sindicatos da China. O sindicalista acredita que faltam no país a propagação dos direitos políticos dos trabalhadores e maior acesso à cultura - a ser incentivado no ambiente de trabalho. A economia chinesa, que hoje é a segunda maior do mundo, viveu um ritmo de crescimento inédito desde que abriu o seu mercado. No entanto, o reflexo na vida da população foi menos intenso. "A renda do povo chinês cresceu, o sistema de seguridade social está mais completo, há vagas para as pessoas se colocarem no mercado de trabalho, mas a vida das pessoas ainda é modestamente acomodada", diz Guo. "O desenvolvimento lá não é sustentável." Na Rússia, o governo é o principal obstáculo à articulação das centrais, mas elas vêm ganhando força com o apoio dos jovens. O Sindicato dos Trabalhadores de Indústrias Automobilísticas da Rússia (MPRA) tem 3 milhões de filiados, sendo que, aos 25 anos, Artem Iashenkov, atual membro do comitê sindical, é treinado para ser o presidente do sindicato. Segundo ele, é comum que a polícia seja chamada para intervir em greves. "O movimento está crescendo rapidamente, puxado pela participação dos jovens. As pessoas procuram nossa ajuda onde as condições de trabalho são muito ruins", diz Iashenkov. O movimento no Brasil vai na contramão do que ocorre na Rússia, pois o governo incentiva o fortalecimento do movimento sindical. Por lei, 10% da contribuição sindical recolhida dos trabalhadores brasileiros é repassado às centrais desde abril de Segundo o jovem sindicalista russo, a luta das centrais no seu país se dá pela valorização dos salários, que estão muito aquém do desejado, da distribuição das riquezas e também pela proibição da terceirização. "O crescimento da riqueza na Rússia não representou melhorias para os trabalhadores. Os salários são baixos e vemos casos de péssimas condições de trabalho", afirma, referindo-se à segurança em algumas empresas. De acordo com dados do sindicato russo, o salário médio dos metalúrgicos na Rússia está em US$ No Brasil, a média fica US$ nas montadoras. Iashenkov conta que, no ano passado, o sindicato conseguiu reduzir de 20% para 5% o máximo de trabalhadores terceirizados permitido na Ford. Victorio Paulon, secretário de relações internacionais da Central dos Trabalhadores Argentinos (CTA), diz que houve uma recomposição dos salários no país na última década, acompanhada de ganho de produtividade. Porém, segundo ele, uma fatia significativa desse ganho foi abocanhada pela iniciativa privada. "Os salários se valorizaram cerca de 30% [em termos reais], mas a produtividade aumentou e o custo da mão de obra no país caiu pelo menos 30% nas grandes empresas. Os lucros aumentaram bem mais que os salários", explica. A questão salarial também afeta os trabalhadores no Paraguai, mas é a informalidade do mercado de trabalho o que mais preocupa, na visão de Victor Ferreira, secretário-geral da Central Unitária dos Trabalhadores Autêntica. "O crescimento de 15% do PIB do Paraguai [em 2010; no ano passado, foi de 6,4%] foi somente para os grandes empresários. Os trabalhadores, sem contrato, continuam preocupados com os baixos salários", critica Ferreira.

17 Vagner Freitas, tesoureiro da CUT que deve ser eleito presidente da central sindical neste ano, questiona o destaque que se dá ao PIB e traz para a discussão um problema brasileiro. "Há diferenças claras entre crescimento e desenvolvimento. Hoje, os países estão muito preocupados com os números que refletem o avanço do seu PIB, mas um alto crescimento do PIB nem sempre representa melhorias de condição de vida para a classe trabalhadora. Para isso, o desenvolvimento tem de ser perene, e não instável como está sendo no Brasil nos últimos anos", diz. Para Santos, presidente da CUT-SP, o crescimento brasileiro não está sendo acompanhado pelo desenvolvimento igualitário nas macrorregiões. "O Nordeste, por exemplo, cresce mais que o Sul, mas sabemos que a qualidade de vida lá não está avançando da mesma maneira. O IDH brasileiro ainda é menor que o de vizinhos sul-americanos", afirma. "O emprego no Nordeste cresceu muito, mas ainda temos o desafio da educação. Não há, no Brasil, política de integração com o semiárido", complementa Manoel Messias, secretário de relações do trabalho da CUT. Na avaliação de Esther Bemerguy, secretária de planejamento e investimento estratégicos do Ministério do Planejamento, o Brasil assumiu um modelo de crescimento satisfatório desde o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. "O país construiu um modelo de desenvolvimento próximo do sustentável. Houve um processo de inclusão social nos últimos dez anos, com a criação de 18 milhões de empregos e a valorização em 66% do salário mínimo, além do avanço de programas de distribuição de renda, como o Bolsa Família", diz. Para Esther, esses fatores colocam o Brasil à frente de "países semelhantes", como os Brics e os outros membros do Mercosul. "Nossa matriz energética é a mais limpa do mundo, nós nos importamos com a questão ambiental e, aqui, a democracia é respeitada. Esses fatores nos fortalecem", avalia. Salário de contratação é apenas 4,5% inferior ao pago para demitido Tainara Machado Encontrar trabalhadores no mercado formal dispostos a receber salários menores do que os pagos aos desligados é uma missão cada vez mais difícil para as empresas. A diferença entre a remuneração dos admitidos em relação aos demitidos está caindo desde 2002, série apenas interrompida em 2009, por causa da crise internacional, quando essa relação deu um salto e ficou em 13,8%. Desde então, em função do mercado de trabalho apertado e da política de valorização do salário mínimo - que tende a elevar o piso de diversas categorias -, essa diferença se reduziu a 7,3%, em 2010, e 6,5%, em 2011, segundo levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No primeiro trimestre de 2012, o salário dos admitidos foi, em média, apenas 4,5% menor do que o dos desligados. Clemente Ganz Lúcio, diretor-técnico do Dieese, ressalta que a relação é um termômetro do atual momento do mercado de trabalho. Para ele, é natural que a diferença exista, já que os trabalhadores que deixam a empresa têm, em geral, salários mais altos, tanto por causa de benefícios embutidos na remuneração, como hora extra, quanto por promoções internas.

18 Ainda assim, essa diferença vem se estreitando desde 2003 e, para Lúcio, é um comportamento que tende a ser duradouro. "Se, no passado, havia a prática de demitir trabalhadores que ganhavam mais para contratar um empregado de salário mais baixo, hoje está mais difícil fazer isso, porque o salário de ingresso cresce rapidamente." Isso acontece em parte por causa do aumento do salário mínimo, que passou de R$ 465, em 2009, para R$ 622 neste ano, alta nominal de 33%, associado ao fato de que parte relevante das contratações se situa na faixa de remuneração de até dois mínimos, avalia o diretor do Dieese. João Saboia, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ressalta que é natural que os demitidos ganhem mais do que os admitidos porque têm mais experiência, mas vê no estreitamento da relação um fato positivo, reflexo da melhoria do mercado de trabalho. Para José Márcio Camargo, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-RJ), "a diferença está diminuindo por uma razão simples. A correlação com a queda da taxa de desemprego é muito alta. Mesmo com a elevação observada em março, para 6,2%, ela continua baixa, tanto para os padrões nacionais quanto internacionais". Em alguns casos, o aumento das oportunidades de trabalho em ritmo mais rápido do que a população que busca um emprego tornou a diferença ainda menor. No caso do setor de serviços, a média dos salários dos admitidos foi apenas 3,9% menor do que a dos desligados. Camargo acredita que a desoneração da folha de pagamentos de 15 setores da indústria poderá gerar uma pressão adicional ao mercado de trabalho. Ele avalia que, embora num primeiro momento a desoneração dos encargos configure uma redução de custo, um efeito secundário será o aumento da competição pela mão de obra e o aumento dos salários. A remuneração dos admitidos nunca superou a dos desligados, mas a inversão dessa relação não é impossível, diz Camargo. "Se o trabalhador conseguir encontrar oportunidades com salários mais altos em outras empresas - e esse movimento se intensificar -, é possível que o salário dos admitidos aumente ainda mais e encoste nos ganhos dos que deixaram o mercado formal", afirma. A elevação dos salários iniciais, no entanto, não deverá desencorajar as demissões e nem reduzir a taxa de rotatividade do mercado de trabalho, avalia Saboia. Segundo ele, isso só ocorreria com desaceleração das contratações. Em 2011, a taxa de rotatividade atingiu 29,4%, considerando os demitidos com e sem justa causa. Isso representa o percentual de trabalhadores que foram "trocados" ao longo do ano - um foi demitido e outro foi colocado em seu lugar. No primeiro trimestre de 2012, apesar dos salários mais altos para os contratados, a rotatividade atingiu 7,2% das vagas com carteira assinada, indicando que, no prazo de um ano, o percentual se manteve semelhante ao de Para o diretor do Dieese, a rotatividade da mão de obra continuará alta porque os empregos gerados pagam baixos salários e exigem pouca qualificação, o que diminui o incentivo do empregador em treinar e manter o trabalhador. Além disso, diz, parte significativa desses postos está associada com a atividade econômica, como o pedreiro empregado para uma obra com duração certa, que será considerado um desligado quando o empreendimento for finalizado.

19 No caso da construção civil, ressalta Lúcio, a taxa de rotatividade chega quase a 100%, o que significa que em um ano, o volume de desligamentos é equivalente a praticamente todo o estoque de trabalhadores no setor. O diretor do Dieese sugere uma alternativa, como legislação específica para segmentos em que a produção tem comportamento cíclico. Rodolfo Torelly, diretor do Departamento de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho, avalia que a criação de regras específicas para cada setor é uma solução possível. No ano passado, o ministério e o Dieese realizaram um estudo sobre rotatividade, que, na opinião de Torelly, serviu para dar início ao debate sobre o assunto. "Em 2012, a ideia é avançar e começar a discutir medidas que poderiam ser tomadas pra trabalhar essa questão. Mas é um longo caminho, são medidas que teriam que passar pelo Congresso." Novas regras de contratação aceleram obras em aeroportos Daniel Rittner Celebrado como um sucesso que pode ser estendido às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o regime diferenciado de contratações públicas só foi usado até agora pela Infraero, em licitações no âmbito federal, além de ser um mecanismo praticamente ignorado por governos estaduais e municipais. A Infraero já aplicou 17 vezes esse instrumento para destravar obras e serviços nos aeroportos que há tempos aguardavam uma solução. É o caso da ampliação do terminal de passageiros de Fortaleza, da reforma do terminal 1 do Galeão e da construção da nova torre de controle de Salvador. Seis concorrências foram concluídas com sucesso, oito estão em andamento, duas terminaram fracassadas e uma precisou ser revogada. Houve deságio médio de 15% nas licitações que já foram homologadas. A duração média do processo de contratação caiu de 248 dias, sob a Lei de Licitações (8.666/93), para 78 dias, usando o chamado RDC. O Ministério do Planejamento, defensor da ideia de que esse instrumento seja ampliado, não tem um balanço de onde e quantas vezes o regime diferenciado já foi utilizado em obras fora da alçada da União. Levantamento feito pelo Valor indica que há pelo menos outras três licitações em curso pelo RDC, muito abaixo do potencial de aplicação da lei, que beneficia projetos relacionados à Copa do Mundo de 2014 e à Olimpíada de 2016 em um raio de até 350 km das cidades-sede. Para a especialista em licitações e contratos administrativos Fernanda Sant'Ana, do escritório FHCunha Advogados Associados, os gestores públicos podem estar "amedrontados" em aplicar o regime. "As inovações do RDC ainda são vistas com muita cautela pelos poderes estaduais e municipais. Para a União, é mais fácil usar por ser uma lei federal." Em Cuiabá, a abertura das propostas para os projetos básico e executivo e para as obras do veículo leve sobre trilhos (VLT) já foi adiada duas vezes, com o novo prazo marcado para o dia 15 de maio. A Justiça do Mato Grosso interrompeu o processo, na semana retrasada, por meio de liminar que aponta "vícios" no edital. O governo do Estado trabalha para reverter a decisão. O projeto do VLT de Cuiabá, orçado em R$ 1,2 bilhão, foi o estopim de uma crise no Ministério das Cidades, envolvido em denúncia de adulteração de um parecer técnico que autorizava a troca do sistema de ônibus rápidos (BRT) pelo metrô leve. O episódio resultou na queda de Mário Negromonte do ministério.

20 A Prefeitura de Belo Horizonte também lançou dois editais para estações de integração de BRT usando o regime diferenciado. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) interrompeu ambos os processos. Um deles foi liberado na sexta-feira. O outro, que deveria ter tido apresentação de propostas no dia 13 de abril, ainda está travado no TCE. Para a Infraero, no entanto, a experiência com o uso do regime diferenciado de contratações é bem-sucedida. O superintendente de licitações e compras da estatal, José Antônio Pessoa Neto, destaca o fato de que todos os processos concluídos até agora "tiveram disputa com lances em viva-voz" durante pregão presencial. Nas concorrências regidas pela Lei 8.666, essa fase não existe. Os proponentes simplesmente entregam suas ofertas e vence o melhor preço, sem a possibilidade de novos lances para melhorar as ofertas, como no RDC. De acordo com o superintendente, um dos principais ganhos do regime ocorreu com a inversão de fases no processo licitatório. As concorrências da Lei obrigam o órgão contratante a habilitar todas as empresas interessadas na licitação e preveem a possibilidade de recursos administrativos contra os habilitados. "O prazo formal de análise dos recursos é de cinco dias úteis, mas normalmente prorrogamos esse prazo para fazer diligências e dirimir dúvidas, já que aparecem muitas contestações sobre a capacidade técnica das empresas", diz Pessoa Neto. "Mas o nosso histórico demonstra que 98% das contestações na fase de habilitação não foram deferidas. Era um trabalho desnecessário", observa o executivo, com base em levantamento feito em licitações da estatal nos últimos dez meses. Agora, pelo RDC, habilita-se apenas a proposta da empresa vencedora da concorrência. "Isso dá um ganho de agilidade muito grande para a administração pública, mas há que se ter cautela para não comprometer a análise de qualificação técnica dos licitantes", pondera a especialista em infraestrutura e licitações públicas Letícia Queiroz, sócia do Siqueira Castro Advogados. Para ela, o problema tende a ganhar contornos maiores quando o importante do projeto é menos o preço, e mais a qualidade. "Mas, de forma geral, as experiências têm sido muito boas", observa. Um dos pontos mais questionados do RDC é que o órgão contratante só divulga publicamente o orçamento do projeto depois de homologada a licitação. Para os críticos do regime, isso evidencia falta de transparência e pode privilegiar proponentes que - por meios ilícitos - obtêm essas cotações. Os defensores dizem que o mecanismo obriga as empresas a formular seus próprios orçamentos, levando a uma queda "natural" dos preços. Nessa interpretação, é como a reforma de uma casa particular, em que o dono nunca antecipa ao mestre de obras quanto está disposto a pagar e primeiro espera o orçamento do prestador de serviços. Para evitar vazamentos de cotações próprias, a Infraero diz que aprimorou os processos de controle interno e estabeleceu novos critérios de acesso a informações sensíveis, por parte dos funcionários. Além disso, enfatiza que as concorrências pelo RDC são acompanhadas desde o início do processo pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Pelo menos outros dois projetos podem ser licitados também pelo regime diferenciado. Um deles é a linha 2 do metrô de Salvador, avaliada em R$ 3 bilhões, embora a preferência do governo da Bahia seja claramente usar um modelo de parceria público-privada (PPP). Independentemente da escolha, o secretário estadual da Casa Civil, Rui Costa, apoia a intenção do governo federal de estender a permissão de uso do RDC em obras de infraestrutura. Para ele, a Lei "não

21 dá garantias de lisura e tem instrumentos demais para protelar o início de obras". "O custo para a sociedade dos atrasos e das contestções judiciais é alto demais", comenta o secretário baiano. Crise eleva risco de turbulência social de 57 países, afirma a OIT Assis Moreira O risco de turbulências sociais aumentou em 57 de 106 países do Social Unrest Index, alimentado pela "armadilha da austeridade" e pelo desemprego, alerta a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em relatório divulgado hoje, véspera do Dia do Trabalho. A entidade criou o índice para as necessidades do relatório, mostrando que a angústia com a falta de emprego decente elevou o risco de turbulências sociais na Europa, no Oriente Médio, no norte da África e na África subsaariana em 2011, comparado a Esses riscos diminuíram na América Latina, onde países como o Brasil continuaram a criar mais empregos e a reduzir a desigualdade social. Para a OIT, o desemprego entrou numa nova fase, tornando-se estrutural e mais difícil de ser reduzido. Algumas categorias de pessoas, como os desempregados de longa duração, não conseguirão obter novo trabalho nem mesmo com forte recuperação das economias. Com isso, a tensão tende a crescer. Primeiro, o mercado de trabalho não se recuperou da crise mundial iniciada em 2008, persistindo um déficit de 50 milhões de empregos em relação à situação antes da crise. Segundo, é pouco provável que a economia global cresça num ritmo forte o suficiente nos próximos dois anos para, simultaneamente, corrigir esse déficit e criar emprego para mais de 80 milhões de pessoas que entrarão no mercado de trabalho no período. A tendência é mais preocupante na Europa, onde o desemprego subiu em dois terços dos países desde Na Espanha, quase um entre quatro trabalhadores estão sem emprego. A retomada do mercado do trabalho está em ponto morto nos EUA e no Japão. E a oferta de emprego está aquém das necessidades de uma população em idade de trabalhar mais e mais numerosa e qualificada, como na China. A situação segue critica no mundo árabe e na África. Para um número maior de pessoas empregadas, o trabalho tornou-se mais instável e precário. O trabalho em tempo parcial cresce em dois terços das economias desenvolvidas, e o trabalho temporário, em metade. O emprego informal, sem proteção social e mal pago, chega a 40% em dois terços dos países emergentes e em desenvolvimento - no Brasil é de 45%; na Bolívia, de 60%. Jovens e mulheres são atingidos de maneira desproporcional pela piora do emprego. A degradação da situação ilustra, para a OIT, a armadilha representada pela austeridade para as economias ricas, sobretudo na Europa. A entidade insiste que políticas de desregulamentação não permitirão relançar o crescimento nem o emprego no curto prazo. Insiste que não há relação clara entre reforma do mercado de trabalho e nível do emprego. E mostra políticas bem sucedidas de proteção social, como no Brasil e na Austrália.

22 A OIT reitera que a abordagem alternativa para escapar da austeridade supõe elevar salários no mesmo ritmo da produtividade, a começar pelos países com excedente, como a Alemanha, para consumir mais. Além disso, considera primordial restaurar o crédito e estímulos para pequenas e médias empresas. E, sobretudo, pede estratégias claras de crescimento e emprego, e que os governos se recusem a "deixar a finança dar o tom da elaboração das políticas". R7 Serra deu R$ 34 milhões à editora que publica a revista Veja quando era governador de SP Tucano escolheu um ex-jornalista da revista para assumir sua campanha à Prefeitura de SP Um levantamento feito junto ao Diário Oficial do Estado de São Paulo mostra que o ex-governador José Serra, quando ocupava o cargo, pagou cerca de R$ 34 milhões ao longo de um ano ao Grupo Abril, responsável pela publicação da revista Veja. A pesquisa feita pelo jornalista Altamiro Borges em 2010, do jornal Correio do Brasil, revela que o dinheiro era transferido do governo paulista para o grupo por causa da assinaturas de revistas. Parte do dinheiro foi destinado para a compra de cerca de 25% da tiragem da Nova Escola e injetou alguns milhões nos cofres de Roberto Civita, o empresário que controla a Editora Abril. Além disso, na época, o tucano também apresentou proposta curricular que obrigava a inclusão no ensino médio de aulas baseadas nas edições do Guia do Estudante, outra publicação do grupo. Depois de vários contatos, o R7 aguardava o retorno prometido pelos assessores do ex-governador. Caso Cachoeira e a Veja Nesta semana, gravações feitas pela Polícia Federal, à qual o R7 teve acesso, mostraram que Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta Construções, deu orientações a um dos redatores-chefes da revista Veja, Policarpo Júnior, para produção de uma reportagem sobre Agnelo Queiroz (PT-DF). Dias antes, foi publicada uma denúncia sobre a atuação do governador na operação Caixa de Pandora, que derrubou o antecessor e rival José Arruda (ex-dem). Aparentemente, o grupo de Cachoeira tentava abastecer a revista com informações que interessavam a seus negócios. Entre o dia 29 e 30 de janeiro, membros do grupo discutiram a repercussão da matéria e usaram a história para pressionar o governo pelo cumprimento de uma promessa não identificada pelo inquérito da PF. Recentemente, Serra, atual pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, anunciou o jornalista Fábio Portela, ex-editor de Brasil da revista Veja, como coordenador de imprensa de sua campanha.

23 Carta Maior 1º DE MAIO: A GÊNESE DO PELEGUISMO "Cada patrão mandou dez funcionários para cá. A gente tem que ficar até o fim [do evento] e levar o comprovante de que veio, para não descontar o dia de trabalho". A confidência foi feita por um dos participantes do primeiro congresso do "núcleo sindical" do PSDB, realizado em São Paulo, na última sexta-feira, conforme relato da Folha (28-04). Uma espécie de avant-première do 1º de Maio, o encontro liberou caciques tucanos para o feriadão prolongado com a consciência do dever cumprido. A lotação proletária foi assegurada pelo engajamento natural das bases: donos de construtoras e empreiteiras que prestam serviços ao Estado convocaram seus trabalhadores à luta, com direito a sanduíche de queijo, suco, biscoito e maçã. Mediante comprovante de comparecimento, a militância teria o dia abonado trocando o saco de cimento pela faiscante oratória tucana. Cada empresa foi convocada a encaminhar pelos menos dez operários ao meeting. Serra nem gaguejou ao afirmar aos presentes que a relação do PSDB com sindicatos 'não é novidade'; em seguida, pediu apoio à candidatura a prefeito de SP. "Temos nossa primeira tarefa: mobilizar nossos sindicalistas para a campanha eleitoral deste ano", disse o ex-governador com indisfarçável mal humor diante do rival Aécio Neves (leia mais aqui : 'Por que Serra está nervoso?'). Alckmin foi de longe o mais combativo; sapecou um 'companheiros e companheiras' na saudação e arrematou com a frase cuja autenticidade sintetiza a de todo o evento: "O PSDB é um partido que dá prevalência ao trabalho sobre o capital". SDH firma parcerias para criar comissões da verdade em sindicatos De acordo com o coordenador do projeto Direito à Memória e à Verdade, Gilney Viana, a efervescência social suscitada pela expectativa de instalação da Comissão da Verdade tem provocado o surgimento de novas denúncias, que reforçam a tese de que o impacto da ditadura militar na vida dos brasileiros é muito superior ao conhecido. Nesse contexto, as parcerias são fundamentais para resgatar a memória dos trabalhadores brasileiros no período. Najla Passos Brasília - A Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência está firmando parcerias com sindicatos e entidades de classe para resgatar a memória dos trabalhadores brasileiros vítimas da ditadura militar. De acordo com Gilney Viana, coordenador do projeto Direito à Memória e à Verdade, a proposta é criar comissões da verdade em todas as entidades interessadas, à exemplo do que já vem sendo feito em assembleias legislativas, câmaras de vereadores e entidades de direitos humanos de todo o país. Os sindicatos têm que assumir a responsabilidade pelo seu passado, afirma. Viana avalia que a efervescência social suscitada pela expectativa de instalação da Comissão da Verdade, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em outubro e que, agora, aguarda a indicação dos seus sete membros para começar a atuar, tem provocado o surgimento de novas denúncias sobre violações de direitos, que podem alterar drasticamente a forma com que o país e o mundo encaram o mais

24 sangrento período da história recente brasileira. Essas denúncias reforçam a tese de que o número de vítimas é muito superior do que o já reconhecido, afirma. Para o eterno militante que ficou preso nos porões da ditadura por quase 10 anos, nem a Comissão de Mortos e Desaparecidos, criada de 1995, e nem a Comissão de Anistia, de 2001, foram capazes de dar conta do grau de impacto da ditadura na vida dos brasileiros. A Comissão de Mortos e Desaparecidos, por exemplo, reconhece apenas 17 camponeses vítimas do período. E os relatos já sistematizados indicam que pelo menos 450 vítimas. Além disso, há as perdas institucionais que também foram enormes. A Universidade de Brasília (UnB), para citar a mais prejudicada, perdeu cerca de 80% do quadro docente, reforça. Gilney acredita que, neste contexto, o apoio dos sindicatos e entidades de classe é fundamental para o resgate da história. Ele explica que a SDH oferecerá todo o suporte para a efetivação das parcerias, mas que cada entidade terá total autonomia para decidir como encaminhará seus trabalhos. Já demonstraram interesse em participar do projeto a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central Sindical e Popular Conlutas, a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). O convite será estendido a todas as entidades representativas dos trabalhadores. O coordenador relata, inclusive, que algumas ações já estão em curso. O Sindicato dos Químicos de São Paulo assumiu o resgate da história do químico Virgílio Gomes da Silva, ex-militante da ALN, que foi morto após comandar o sequestro do embaixador norte-americano no Brasil. O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo também já se responsabilizou por resgatar a memória de profissionais como o exdiretor da TV Cultura, Vladimir Herzog, morto nos porões do DOI/CODI, após intensa seção de tortura. Direito à Memória e à Verdade Desde o início do governo Dilma Rousseff, o Projeto Direito à Memória e à Verdade trabalha com o propósito principal de estimular um ambiente político que favorece a criação da Comissão da Verdade. As frentes de trabalho são as mais diversas: edições de livros, exposições, memoriais. Do ano passado para cá, investiu no estímulo à criação de comissões da verdade regionais, no âmbito das Câmaras de Vereadores, Assembleias Legislativas e entidades de defesa dos direitos humanos. Agora, serão os sindicatos e entidades de classe. Hoje, já temos uma verdadeira rede que atua em todo o país e cresce a cada dia. Nossa expectativa é que o trabalho produzido por esta ajude a Comissão da Verdade a fechar um relatório final com o peso que todo nós esperamos, acrescenta. Rede Brasil Atual Doenças e acidentes aumentam na construção civil Com o ritmo cada vez mais intenso no trabalho, categoria passa a ser afetada também por lesões por esforço repetitivo Cida de Oliveira

25 O crescimento no setor da construção civil, impulsionado sobretudo por ações governamentais como o Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), não tem sido acompanhado por investimentos na saúde e na segurança dos trabalhadores. O ritmo cada vez mais acelerado, marcado pela divisão do trabalho em tarefas específicas e repetitivas agora há quem só faça a argamassa, assente blocos, reboque, assente azulejos ou só pinte está provocando o aparecimento de doenças antes inexistentes entre pedreiros e ajudantes. Hoje são comuns casos de lesões por esforços repetitivos e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, como tendinite, bursite, epicondilite, problemas na coluna, diz Luiz de Queiroz, vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom). As pressões por maior produção tiram a atenção dos trabalhadores, em geral pouco capacitados e muitas vezes sem os equipamentos de proteção. O resultado é o crescimento de acidentes. Para complicar, segundo o dirigente, em todo o país os empreiteiros geralmente registram esses trabalhadores em carteira com o piso salarial para a categoria, complementam o salário com pagamento por fora e não informam no holerite as tarefas que eles realmente desempenham. Se vierem adoecer e forem afastados, não vão receber o valor correspondente à função. Isso quando registram. Não há estatísticas confiáveis, mas o número de trabalhadores sem registro é muito grande. Outro problema é que o aquecimento no setor tem levado a jornadas de mais de dez horas diárias, agravadas pelos bicos de fins de semana que impossibilitam o descanso. Conforme Queiroz, o número insuficiente de fiscais do Ministério do Trabalho, que resulta na demora da fiscalização, que pode levar meses, é outro agravante. Há casos em que a fiscalização alega que não pode agir porque havia uma loja no local indicado, e não uma obra, diz. Quedas de altura e choques elétricos estão entre as principais causas de morte. Não há estatísticas confiáveis. Os dados oficiais, como ele diz, devem ser 30% a 40% maiores devido a subnotificação. Nossa preocupação é com a aceleração das obras da Copa, nas quais os trabalhadores terão que trabalhar mais e mais rápido para cumprir o cronograma. Eletricitários Acidentes são muito comuns também entre os eletricitários. Jesus Francisco Garcia, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia), diz que a categoria registra 10 mortes por ano. É praticamente um trabalhador que morre todo mês. Sem contar as mutilações. Segundo Jesus, a terceirização em metade do setor, atrelada à alta rotatividade, é responsável pela falta de capacitação adequada para a função, em especial entre os trabalhadores que atuam na manutenção de cabos elétricos. As políticas de gestão adotadas pelas empresas, marcadas pelo corte de empregos, se traduzem na proporção de um trabalhador para atender a clientes. A sobrecarga de trabalho desses profissionais é muito grande em todas as áreas. Eles sofrem pressão, assédio moral e são comuns transtornos mentais, explica. Diariodonordeste.globo.com

26 Dia do trabalho: Programação especial para 1º de Maio O Dia do Trabalho é marcado por manifestos e atividades em todo o País. Em Fortaleza, a Central Única dos Trabalhadores do Ceará (CUT), realiza, no dia 1º de maio, às 15h, ato na Praça do Ferreira para discutir, com entidades filiadas, um modelo de desenvolvimento no Brasil com soberania popular, igualdade e valorização do trabalho. A ação contará com shows de Chico Pessoa, do grupo Feito em Casa, Pingo de Fortaleza e Sávio Leão. Segundo o presidente da CUT-CE, Jerônimo do Nascimento, a atenção dos trabalhadores, nos dias de hoje, volta-se para o desenvolvimento econômico do País, precisando a população manter organização para cobrar a distribuição de riquezas entre as classes menos favorecidas. Em Messejana, a população terá uma manhã festiva com oficinas, serviços e atividades culturais no Centro de Inclusão Tecnológica e Social (Cits), no Conjunto São Bernardo. O evento faz parte do "Maio do Trabalhador", promoção com uma série de atividades voltadas ao trabalhador cearense e promovido pelo governo do Estado, por intermédio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) e do SINE/IDT. A abertura das atividades ocorre amanhã e será marcada pelo lançamento do Sistema de Atendimento Agendado do SINE/IDT, que permitirá ao usuário agendar seu atendimento em qualquer unidade da Capital, podendo escolher onde deseja ser atendido, o tipo de serviço e o dia e o horário, reduzindo o tempo de espera. Na solenidade, serão assinados convênio com o Senai e termo de parceria com a Associação Elos da Vida, para cadastro e encaminhamento de 150 pessoas com deficiência ao mercado de trabalho. Ao longo do mês serão promovidos ainda o lançamento da 3ª edição da Cartilha do Trabalhador, reinauguração do SINE/IDT da Parangaba, blitz do emprego para oferta de serviços em praças, escolas e shoppings, distribuição da cartilha da doméstica, entre outras atividades. Rádio Web Jornal Brasil Atual Pejotização é crime, afirma presidente da CUT Obrigar o trabalhador a abrir firma - virar Pessoa Jurídica - para trabalhar numa empresa é crime, segundo o presidente da CUT nacional, Artur Henrique. Essa prática é mais uma tentativa de precarizar as condições de trabalho para reduzir custos dos empresários, explica o sindicalista. Com isso, segundo ele, são criadas categorias de trabalhadores de primeira, segunda e terceira classes. Artur Henrique aponta outro problema no mundo do trabalho. Só filho de família pobre começa a trabalhar ainda na infância ou adolescência. Quem nasceu em família rica entra no mercado de trabalho após a conclusão do curso superior, afirma Artur Henrique, que teve seu primeiro emprego aos 15 anos, numa papelaria. Entrevista à repórter Marilu Cabañas.

27 1º de maio da CUT será comemorado com atividades por todo o Brasil Além das atividades na capital paulista, o 1º de maio de luta da CUT será comemorado com atividades em São Bernardo do Campo, Osasco e Taubaté. Giro pelos blogs Arturcut.wordpress.com Novo código florestal. CUT pede: #vetadilma! Mais uma vez, a maioria dos deputados federais deixa a nação brasileira perplexa. O novo Código Florestal, aprovado no dia 25/04, por 274 a 184 votos, ignora a proteção ambiental, condição essencial para o desenvolvimento sustentável, com justiça social e ambiental e valorização do trabalho. A atualização do Código deveria corrigir distorções e não reincidir no equívoco de desconstruir uma das mais importantes legislações brasileiras. Reconhecemos a necessidade de atualização do Código, para que se torne uma legislação inclusiva, que estabeleça regras específicas para segmentos diferenciados da sociedade, como por exemplo, a agricultura familiar. Neste sentido, rechaçamos quaisquer iniciativas que levem ao retrocesso, ao mau uso dos recursos naturais e incentive o desmatamento. Nos últimos 10 anos, a pressão da sociedade civil organizada e o compromisso dos governos democráticos e populares contribuíram para importantes avanços sociais e ambientais. Exemplo disso são as reduções dos desmatamentos e as metas assumidas pelo Brasil na 15ª Conferência das Partes em Copenhague, ambas conquistadas no Governo Lula. No momento em que o mundo se volta para a Rio+20 Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, os parlamentares brasileiros não deixam dúvidas quanto à sua falta de compromisso para com a sociedade brasileira e o planeta. Pelo texto aprovado, o novo Código Florestal ampliará os desmatamentos, reduzirá a proteção ambiental, aumentando os riscos a que já são submetidas as populações que vivem em condições precárias de moradia no campo e nas cidades -, dentre outros prejuízos irreversíveis à nação brasileira. Além disto, é absolutamente injustificável para o Brasil e para o mundo a anistia àqueles que desmataram irregularmente, reincidindo em crimes ambientais, em detrimento daqueles que cumpriram a Lei. Diante deste cenário, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), reafirma seu posicionamento político contrário à aprovação do Código Florestal e solicita à

28 Presidenta da República, Exma. Sra. Dilma Rousseff o VETO ao projeto aprovado na Câmara dos Deputados. ARTUR HENRIQUE DA SILVA SANTOS, Presidente Nacional da CUT, e CARMEN FORO, Secretária Nacional do Meio Ambiente CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES Blog de Jamildo CUT promove ato na segunda-feira Central Única de Trabalhadores em Pernambuco definiu sua programação para a comemoração do Dia Internacional do Trabalhador (1º de maio). Data será comemorada na segunda-feira (30) no centro do Recife. A Praça da Independência, no bairro de Santo Antônio, recebe o ato da CUT a partir das 9h. A central promete panfletagem para mobilizar trabalhadores. A causa defendida nos panfletos é o fim do imposto sindical. A campanha deve se estender em todo o Brasil por um mêse meio, até o dia 15 de junho. A bandeira é parte da Campanha Nacional por Liberdade e Autonomia Sindical. Para a CUT, este tributo compulsório, que equivale ao desconto de um dia de salário por ano de todos os trabalhadores com carteira assinada do país, contribui para aumentar o número de sindicatos de gaveta, fantasmas, que não representam os trabalhadores. A Central defende a substituição do imposto sindical por uma contribuição negocial, aprovada em assembleia após as negociações feitas pelos dirigentes. O trabalhador decide com quanto quer contribuir para manter o seu sindicato de forma absolutamente democrática e transparente. Altamiroborges.blogspot.com 1º de Maio e a histeria da mídia Por Altamiro Borges Já virou rotina. Sempre que se aproxima a comemoração do Dia Internacional do Trabalhador, a mídia patronal publica editoriais e reporcagens contra o sindicalismo. É a mesma ladainha: as leis trabalhistas são anacrônicas e engessam o crescimento econômico, há libertinagem nas greves e o Brasil caminha para uma república sindicalista o refrão preferido dos golpistas de Hoje, a Folha criticou o fato das centrais sindicais receberem patrocínios oficiais para a realização dos atos do 1º de Maio. Para a mídia patronal, só os patrões deveriam receber recursos públicos que proveem dos impostos dos trabalhadores

29 para realizar as suas festivas atividades. Dinheiro público para as elites empresariais, sim; para eventos dos trabalhadores, nunca! O falso discurso da transparência Segundo a matéria, que parece ter sido encomendada, o governo federal dobrou, em três anos, o valor repassado às principais centrais [através de um percentual da contribuição sindical], que preparam festas milionárias para celebrar o feriado do Dia do Trabalho. O bolo destinado às centrais saltou de R$ 62 milhões em 2008 para R$ 124 milhões no ano passado. A Folha garante que, apesar da origem pública, não há nenhuma fiscalização sobre o uso da verba. Já que é tão transparente, o jornal bem que poderia publicar quanto recebe de publicidade oficial ou de isenções no papel para a impressão; também poderia informar aos leitores quanta grana as empresas e os governos destinam para financiar os seus inúmeros eventos. Asfixiar financeiramente os sindicatos Além de criticar os patrocínios às comemorações do Dia Internacional dos Trabalhadores, o diário da famiglia Frias aproveita para satanizar a contribuição sindical descontada na folha de pagamento. Para os empresários, o sindicalismo deveria receber menos recursos. De preferência, deveria morrer à míngua. Desta forma, não promoveria tantas lutas e greves. Não daria tanta dor de cabeça! Segundo a Folha, o ex-presidente Lula, que teve a sua origem no sindicalismo, beneficiou as centrais ao garantir recursos para a sua atuação. Nos primeiros quatro anos da regra, as seis centrais receberam um total de R$ 370 milhões. A exemplo do Ministério do Trabalho, todas defendem a cobrança obrigatória, à exceção da CUT, informa o jornal, que sempre pregou o fim deste privilégio. Restrições ao direito de greve No mesmo rumo da satanização do sindicalismo, editorial do Estadão de segundafeira passada (23) criticou o aumento do poder de mobilização dos trabalhadores do setor público. Para o jornalão da famiglia Mesquita, que iniciou a sua trajetória publicando anúncios da venda de escravos, o governo deveria restringir drasticamente o direito de greve do funcionalismo. Números divulgados pelo Dieese chamam a atenção, mais uma vez, para a urgência de regulamentação do direito de greve dos servidores públicos civis. Em 2009 houve 518 greves, o maior número no país desde 1978, com 266 no setor privado, ou 51,5% do total, número ligeiramente superior às 251 greves do setor público... Em 2010, porém, o setor público passou a liderar em número de greves, tendo deflagrado 269 paralisações, 60% do total de 448. Que tal o retorno à escravidão? Para o Estadão, estes números são absurdos. Os servidores deveriam ser reprimidos ou melhor, sumariamente demitidos. Com tantas greves e horas não trabalhadas, a máquina do governo, que não prima pela eficiência, é ainda mais emperrada e aumentam os gastos de custeio. O jornal da famiglia Mesquita culpa os governos Lula/Dilma por não restringirem as greves no setor público. Sem esconder as suas predileções partidárias, o Estadão apoia descaradamente um projeto do senador Aloysio Nunes, do PSDB, que tramita no Congresso. O projeto ataca o cerne da questão, definindo com clareza serviços que não podem ser paralisados, em hipótese alguma - abastecimento de água, fornecimento de energia, segurança pública, defesa civil, assistência médico-hospitalar, transporte

30 coletivo, telecomunicações, serviços judiciários, etc. Ou seja: quase todos os servidores públicos! Como se observa, a mídia patronal não tolera as lutas dos trabalhadores. O seu desejo insaciável é para retirar direitos trabalhistas, criminalizar as greves e asfixiar financeiramente o sindicalismo. Se pudesse, até proibiria a comemoração do Dia Internacional dos Trabalhadores como ocorre nos EUA. Ou melhor: ela imporia um decreto pelo retorno da escravidão! Seria bem mais simples. Advivo.com.br/blog/luisnassif O medo na imprensa maranhense Jornalistas dizem ter medo e revelam novas ameaças no Maranhão Do Ig Morte do blogueiro Décio Sá, na última segunda-feira, expôs realidade vivida por repórteres e editores no Estado Wilson Lima, enviado a São Luís (MA) A morte do jornalista Décio Sá, repórter de política do jornal "O Estado do Maranhão", veículo de comunicação da família Sarney e titular do blog com a maior audiência no Estado, trouxe uma sensação de pânico e medo à imprensa maranhense. De quebra, expôs feridas antes consideradas pontuais e mostrou que tentativas de cerceamento à liberdade de imprensa no Estado são mais comuns do que se imagina. Apenas nos últimos três anos, vários jornalistas e veículos foram censurados ou sofreram tentativa de cerceamento da liberdade de imprensa. Em 2010, o repórter Itevaldo Júnior, editor de Política de "O Estado" e dono de um blog especializado na análise do Poder Judiciário maranhense, foi proibido de citar o nome do juiz Nemias Nunes Carvalho após uma denúncia segundo a qual o magistrado teria, supostamente, comprado uma fazenda de uma foragida da justiça beneficiada por uma decisão judicial de Carvalho. Um ano antes, uma outra decisão da Justiça do Maranhão obrigou o Jornal Pequeno, veículo de oposição à Família Sarney, a retirar do site uma reportagem com dados da Operação Factor, que citava o nome do empresário Fernando Sarney. No ano passado, a repórter Carla Lima, de O Estado do Maranhão, foi agredida por seguranças do prefeito de São Luís João Castelo (PSDB). O Estado faz oposição à prefeitura da capital. Os chamados bloqueiros são os mais ameaçados no Estado. Alguns já receberam ligações ou comentários anônimos com ameaças de morte por causa das postagens de suas páginas pessoais. O blogueiro Caio Hostílio que já responde a 86 processos impetrados por políticos e gestores públicos que foram alvo de denúncias é um destes casos. Ele foi um dos maiores críticos da greve da Polícia Militar ocorrida no final do ano passado. Com a morte do Décio, percebemos que os comentários com ameaças podem se cumprir a qualquer momento, disse Hostílio.

31 O jornalista Marco Aurélio D Eça, repórter de política de "O Estado do Maranhão", também tem sido constantemente alvo de ameaças. Alvo de seis processos, D Eça disse que a morte de Décio obrigou todos os jornalistas a mudarem hábitos e rotinas no Estado. Eu não ando mais tranquilo. Quando uma moto chega próxima do meu carro, surge o receio de que algo aconteça, afirmou. Se eles conseguiram matar Décio, que era o braço direito de Sarney, o que não podem fazer com gente que é peixe-pequeno, complementou o jornalista Marcelo Vieira, também titular de um blog sobre política. Após a morte de Décio Sá, pelo menos dois jornalistas foram ameaçados de morte. O repórter Neto Ferreira recebeu uma mensagem de um internauta segundo o qual logo logo calaria o blogueiro. O jornalista Gilberto Léda também recebeu ameaças horas depois. Os dois casos foram denunciados ao secretário de Segurança do Maranhão, Aluísio Mendes. Antes da execução de Sá, Mendes já tinha informações de ameaças de morte contra jornalistas maranhenses. Segundo colegas de Sá, ele mesmo foi ameaçado, mas não procurou ajuda. Sá era acostumado com esse tipo de intimidação. Polêmico, era alvo constante de agressões verbais e tentativas de intimidação. Em 2006, durante a cobertura das eleições gerais, Sá evitou ir ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Estado após defender publicamente em seu blog a eleição da Roseana Sarney (PMDB). Roseana perdeu aquela eleição para o já falecido Jackson Lago. Na cobertura diária de política, Décio dificilmente frequentava eventos promovidos por opositores ao grupo Sarney com receio de eventuais agressões físicas ou verbais. Décio Sá era considerado um jornalista com muitos amigos e muitos inimigos. Os aliados viam nele um cidadão ímpar, um repórter de primeira linha; os adversários criticaram o seu exercício jornalístico. Segundo eles, às vezes na base da chantagem e busca de interesses pessoais. Tem essa acusação, mas Décio era um cara inocente. Ele morreu porque foi usado. De certa forma foram as pessoas que usaram o blog do Décio para denunciar que mataram ele, defendeu Caio Hostílio. Uma mostra dessa dicotomia em torno do nome do jornalista envolveu o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Maranhão (OAB-MA), Luís Antônio Pedrosa. Ele divulgou um texto em seu blog pessoal na qual afirmou. Não derramei lágrimas de crocodilo no velório, no qual não aceitaria confortavelmente comparecer. Sempre discordei dessa linha de jornalismo, que, no Estado, é composta por um pequeno número de gorilas diplomados. A frase gerou revolta na categoria e ensejou uma representação do Sindicato dos Jornalistas contra Pedrosa junto à OAB. Nessa semana, a Polícia Civil do Maranhão decretou sigilo das investigações. Um suspeito foi preso e mais duas prisões preventivas foram decretadas. O caso é tratado como prioridade absoluta pela Policia do Maranhão. O inquérito conta com a análise de 22,7 mil itens e mais de 1,8 mi ligações feitas por Sá. Osamigosdopresidentelula.blogspot Congresso sindical do PSDB pede ajuda de patrões para levar trabalhador no evento

32 O PSDB promoveu ontem o primeiro congresso de seu "núcleo sindical", em São Paulo, com o propósito de aproximar o partido dos trabalhadores.mas, só ganhou apóio dos patrões Para ter trabalhador no evento, precisou de uma forcinha dos donos de construtoras e empreiteiras do Estado. "Cada patrão mandou dez funcionários para cá. A gente tem que ficar até o fim [do evento] e levar o comprovante de que veio para não descontar o dia de trabalho", contou à Folha um dos presentes no evento.os funcionários das construtoras que participaram do evento ganharam a passagem de volta para casa. O congresso, que reuniu a cúpula do PSDB nacional e paulista, contou ainda com a presença de militantes do partido de outros Estados.Eles chegaram em ônibus que foram bancados pelo partido.todos os participantes receberam lanche -sanduíche de queijo, suco, biscoito e maçã. O "núcleo sindical" do PSDB vai ter como presidente Antonio de Souza Ramalho, o Ramalho da Construção, que é filiado ao partido e preside o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil. Gilmar Mendes na cachoeira: Demóstenes 'trabalhou' com Gilmar Mendes por ação da Celg, diz PF Alguém lembra de quando Gilmar Mendes se juntou a Demóstenes e mentiram que tinha grampo no STF, para prejudicar Lula? Olha a casa do Gilmar Mendes caindo Em uma conversa entre o senador Demóstenes Torres e o bicheiro Carlinhos Cachoeira, gravada pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo, o parlamentar afirma a Cachoeira que ter trabalhado junto com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes para levar à máxima corte do país uma ação bilionária envolvendo a Companhia Energética de Goiás (Celg). No diálogo, que durou pouco menos de quatro minutos e ocorreu no dia 16 de agosto de 2011, Demóstenes demonstra intimidade com o ministro ao tratá-lo apenas como "Gilmar". "Conseguimos puxar para o Supremo uma ação da Celg aí, viu? O Gilmar mandou buscar. Deu repercussão geral pro trem aí", contou o senador, referindose a um instrumento processual que permite aos ministros escolherem os recursos que vão julgar de acordo com a relevância jurídica, política, econômica ou social. Considerada por muitos políticos goianos má "caixa preta" do governo do Estado, a Celg estava imersa em dívidas que somavam cerca de R$ 6 bilhões. Demóstenes avaliou a Cachoeira que Gilmar Mendes conseguiria abater cerca de metade do valor com uma decisão judicial. "Dependendo da decisão dele, pode ser que essa Celg... essa Celg se salva (sic), viu?", disse. "Eu acho que esse trem pode dar certo, viu?ele que consegue tirar uns dois... três bilhões das costas da Celg. Aí dá uma levantada, viu?" Ao que Cachoeira responde: "Nossa senhora! Bom pra caceta, hein?" Demóstenes e Gilmar Mendes foram motivo de polêmica quando, em 2008, a revista Veja publicou uma reportagem com uma suposta conversa entre ambos que

33 teria sido grampeada ilegalmente. Os dois confirmaram a existência da conversa, mas a revista nunca publicou o áudio do diálogo. A Celg foi motivo de m embate no Estado de Goiás quando, no fim de 2010, o então governador eleito Marconi Perillo (PSDB) anunciou, durante o período de transição, que não cumpriria um acordo costurado entre a gestão Alcides Rodrigues (PP) e o governo federal, que previa empréstimos da Caixa Econômica Federal (CEF) ao Estado de Goiás para tirar a companhia energética do atoleiro. A justificativa da equipe marconista era que o acordo continha cláusulas prejudiciais ao Estado. O governo Alcides viu motivação política na decisão da equipe de transição. Um ano depois, no fim de 2011, Marconi fechou um acordo com o governo federal para transferir à União o controle acionário da Celg, que foi federalizada. Do Estadão 'Personal araponga' de Gilmar Mendes apareceu há um ano Quem noticiou a assessoria de Jairo Martins como "personal araponga" do ministro Gilmar Mendes (STF), foi o sisudo jornal "Estadão", há um ano atrás. Este fato foi mencionado no inquérito nº 3430, aberto contra Demóstenes Torres, no STF, quando a Polícia Federal investigou as ações de Jairo Martins a serviço do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Eis a menção:

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