Artigos de Colaboradores. MODERNIDADE E EXCLUSÃO SOCIAL EM GOIÁS NO SÉCULO XX Juscelino Polonial

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1 Artigos de Colaboradores MODERNIDADE E EXCLUSÃO SOCIAL EM GOIÁS NO SÉCULO XX Juscelino Polonial GOIÂNIA JUNHO DE 2012

2 MEC MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO RENAPI REDE DE PESQUISA E INOVAÇÃO EM TECNOLOGIAS DIGITAIS IFG INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE GOIÁS OBSERVATÓRIO DO MUNDO DO TRABALHO OBSERVATÓRIO NACIONAL DA REDE FEDERAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL, CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA EQUIPE TÉCNICA EXECUTIVA Geraldo Coelho de Oliveira Júnior Pesquisador Gestor Walmir Barbosa Pesquisador Orientador Maxmillian Lopes da Silva Pesquisador Orientador Denise Talitha Soares Carneiro Economista Letícia Daniele Silva Ferreira Aluna Bolsista Observatório Luiza Batista da Costa Aluna Bolsista Observatório

3 2 APRESENTAÇÃO DO OBSERVATÓRIO DO MUNDO DO TRABALHO Os trabalhos denominados Artigos de Colaboradores fazem parte de um esforço do Observatório do Mundo do Trabalho em se constituir num espaço para publicações afeitas à área de estudo/pesquisa do mesmo elaboradas, principalmente, por professores e servidores técnico-administrativos do Instituto Federal de Goiás. Nestas publicações respeitam-se os textos e as formatações de origem. Desta forma, não são realizadas revisões gramaticais, sendo estas de responsabilidades do (s) autor (es) que assina (m) o trabalho. Estamos à disposição para quaisquer esclarecimentos e informações que se fizerem necessários, bem como para a publicação de outros trabalhos correlatos.

4 3 MODERNIDADE E EXCLUSÃO SOCIAL EM GOIÁS NO SÉCULO XX Juscelino Polonial 1 I - PALAVRAS INICIAIS Será legítimo que o historiador reconheça como moderno o que as pessoas do passado não sentiram como tal?(le GOFF, 1992:169) Estamos convencidos de que o conhecimento é uma produção coletiva, portanto social, refletindo um contexto em articulação permanente do sujeito que tenta conhecer e do objeto que se pretende investigar. Neste sentido o conhecimento histórico é um diálogo constante com a realidade, onde o ser social e a consciência social se interagem e, pela experiência, produzem o saber com uma mediação permanente entre a teoria e o objeto, sem determinantes absolutos, pois... tudo que podemos conhecer da história são representações conceituais. (THOMPSON, 1981: 24) Concordamos que os conceitos, as regras, em história, são irregulares e que os absolutismos e os dogmatismos empobrecem a análise histórica; e que o seu objetivo básico, como perspectiva de construção do saber, é... reconstruir, explicar e compreender seu objeto: a história real, sendo que o real só o é se percebido pelo sujeito, mediado pela teoria. As idéias produzidas nessa mediação interferem no cotidiano das pessoas, mesmo que cada grupo ou classe social, em determinada sociedade, receba de maneira diferente tais idéias. Mas, enfim, de que servem essas idéias para o conjunto da sociedade? Ou, falando de outra maneira, elas servem apenas à academia ou a uma elite? Foram criadas para isso? São questões inquietantes e, com certeza, estarão sendo discutidas ao longo do trabalho. Na construção do fato histórico, o imaginário é algo sempre presente, pois os discursos, as idéias, interessam e alteram o cotidiano das pessoas, independentemente da posição social. É bem verdade que cada grupo social receberá a mensagem de maneira diferente, mas todo o tecido social será afetado por uma determinada mentalidade. Nesse 1 Graduado em Ciências Sociais (1989), mestre em História (UFG-1995) e doutorando em Sociologia (UFG-2012). Professor de Sociologia no IFG Uruaçu.

5 4 contexto, "os historiadores sociais das idéias tentam acompanhar o pensamento entre todo o tecido da sociedade." (DARNTON, 1995:192) Pensando assim, as descrições contidas neste ensaio são parciais, já que outras tantas foram excluídas, muito mais pela incapacidade de se abarcar toda a realidade, que pelas deficiências metodológicas. Contudo, nos aventuramos a analisar a influência do discurso da modernidade na sociedade goiana entre as décadas de 1910 e O período se justifica, porque a ferrovia penetra em Goiás após 1911, trazendo grandes discursos do novo e, até a década de sessenta, essa tônica da modernidade permeará a sociedade goiana. Mas algumas perguntas ficam no ar. Como o conceito de modernidade é recebido pelo povo goiano? O que ele esperava desse discurso? Estaremos analisando essa possibilidade com recorte em Goiás no século XX, especificamente após a década de Na verdade, muito se fala hoje em modernidade, ser moderno, em pósmodernismo. O que esses conceitos representam e a quem interessam? Quando se usa esta terminologia, ela traz uma carga ideológica, isso em cada período histórico que é operacionalizado. Neste sentido, o que era ser moderno em Goiás nas décadas de 1910 a 1960? É importante ainda definir sobre de que tipo de modernidade se fala. De forma genérica, liga-se modernidade ao período após o século XV, com as grandes mudanças ocorridas na Europa com a Expansão Marítima, a Reforma, Renascimento e a consolidação do Estado Absoluto. Mais ainda, no século das luzes, pode-se definir moderno para designar algo referente ao conceito iluminista na construção de uma sociedade melhor no futuro, associada às mudanças econômicas e tecnológicas, valorizando o individualismo, a autonomia das consciências e a ideologia liberal. Modernidade é um conceito forjado no Ocidente, muito ligado ao desenvolvimento do Capitalismo. Hobsbawm fala, por exemplo, que a Ferrovia foi a grande modernização no sistema de transporte na Inglaterra no século XIX, responsável pelo crescimento econômico do país. Essa situação criou uma compreensão de que a

6 5 chegada dos trilhos traz um desenvolvimento para determinada região. Sobre o grande invento, afirma: Nenhuma outra inovação da revolução industrial incendiou tanto a imaginação quanto a ferrovia, como testemunha o fato de ter sido o único produto da industrialização do século XIX totalmente absorvido pela imagística da poesia erudita e popular...a estrada de ferro, arrastando sua enorme serpente emplumada de fumaça, à velocidade do vento, através de países e continentes, com suas obras de engenharia, estações e pontes formando um conjunto de construções que fazia as pirâmides do Egito e os aquedutos romanos e até mesmo a Grande Muralha da China empalidecerem de provincianismo, era o próprio símbolo do triunfo do homem pela tecnologia.(hobsbawm,1991:61) Esta idéia sobre o que seria a modernidade, extrapola as classes sociais, pois o que se percebe, no caso de Goiás, é a participação de toda uma coletividade à espera da ferrovia que passou a simbolizar o novo. De certa maneira, a população em geral recebe os trilhos como um grande benefício para toda coletividade. Em jornais da época, percebemos como famílias inteiras se preparavam para a hora da chegada da locomotiva. Pelos relatos percebemos que era uma verdadeira festa, com as pessoas comparecendo à estação para receber as novidades. Conclui-se, portanto, que a sociedade goiana foi contagiada com esse grande feito, considerado uma epopéia para muitas pessoas. Esse momento foi divulgado como parte de uma modernidade ocidental, aqui entendida nos termos analisados por Le Goff, que faria o Estado integrar-se ao restante do país. Assim, é fundamental entender que o conceito de modernidade precisa ser interpretado dentro do momento específico, pois o que era moderno no século XV na Europa, não era no século XIX, e não representava os mesmos valores para os goianos no século XX. Modernidade em Goiás era vista essencialmente como a possibilidade de o Estado se comunicar o mais rápido possível com os grandes centros urbanos e econômicos do país, como Rio de Janeiro e São Paulo, superando o seu isolamento histórico. Isso só seria possível, naquele momento, pela via férrea, já que as estradas em Goiás eram

7 6 precárias e incipientes, afastando a região dos grandes benefícios dos centros mais dinâmicos da economia brasileira. Assim, modernidade aqui é entendida no sentido do desenvolvimento econômico, na lógica do capitalismo, ou seja, a ocidentalização no processo desenvolvimentista. Neste contexto, desenvolvimento, modernização, progresso, são conceitos que acabam expressando o mesmo significado, afinal,... é a racionalização da produção que é entendida como signo essencial de modernidade". (LE GOFF, 1992:192) Por tudo isso, a chegada da ferrovia em Goiás após 1911 será o início de um período de grandes mudanças no Estado, tanto no campo sócio-econômico, quanto político e cultural, que representam a sua modernidade 2. Antes dos trilhos, predominava uma pecuária extensiva e as terras em Goiás eram uma das mais desvalorizadas do país. A escassez de população, o isolamento geográfico e a administração pública sem recursos completavam o quadro de penúria da região. Desta maneira, dois fatores de integração de Goiás ao Sudeste, como a Ferrovia e a I Guerra Mundial, impulsionaram a exportação de grãos e de gado e deram um caráter mais racional à economia do Estado. Não sem razão, o otimismo com as mudanças levou diferentes setores da sociedade a vislumbrar dias melhores para o Estado, tendo como referência a modernidade dos trilhos. Por isso, a introdução destes meios modernos de transporte possibilitou a redução dos preços dos fretes, a diminuição dos prejuízos, maior rapidez e eficiência, melhor qualidade dos produtos, aumento de produtividade, maior racionalização do trabalho e liberação de capitais antes imobilizados no comércio de tropas. (SILVA,1982:13) Era um período de modernidade, com novas relações sociais advindas do comércio, de novos grupos sociais que se formavam, de novos grupos políticos chegando ao poder e uma nova mentalidade: era o progresso. 2 Vários historiadores e sociólogos trabalham essa questão, relacionando o período após a chegada da ferrovia como um dos fatores da modernidade em Goiás, como: BERNARDES (1998), BERTRAN (1978), BORGES (1990), CHAUL (1988 e 1997), PALACIN (1986), POLONIAL (1995), dentre outros.

8 7 O Jornal Voz do Sul (JVS), editado em Anápolis, em editorial no dia 7 de dezembro de 1930, afirmava: Fomos muito bem informados de que a Estrada de Ferro Goyaz, dentro de curto prazo, tocará os seus trilhos nesta cidade, cujos habitantes, desde muitos annos, aguardam pacientes, o advento desse melhoramento, convictos de que a via-ferrea é, de facto, a maior portadora do progresso de um povo. Annápolis anseia pela sua evolução e espera de braços abertos, esse grande melhoramento, que é a E. de Ferro, a qual dormiu longos cinco anos em Viannopolis, satisfazendo subalternas injunções de interesses políticos e econômicos que fizeram paralysar, com sérios prejuízos do Estado e especialmente do deste município, considerado o centro de maior actividade productiva de toda esta zona, os trabalhos para seu prolongamento, chegando mesmo a suppor-se, com tristeza, que essa importante via-ferrea, jamais dispertaria de seu profundo e impatriótico lethargo. Más, como não há bem que sempre dure e nem mal que não se acabe, eis que surgem outras energias accionando a evolução do paiz e aquelle gigante de ferro se desperta de seu profundo somno de chumbo e em breve teremos o prazer de vel-o nos subúrbios desta cidade, despertando-nos para uma vida nova, mandando ao ceo, grossos aspirões de fumo, denunciadores do quanto pode o engenho humano. Assim, veremos realizada a velha e justa aspiração desta cidade, fadada a um futuro rico e promissor. Nesse artigo, podemos perceber claramente a ligação que era feita entre a chegada da ferrovia e o inevitável desenvolvimento econômico, o progresso, a modernização, principalmente nos pontos por nós destacados. No primeiro, percebe-se a idéia do progresso, depois o despertar para uma nova vida e, finalmente, um futuro rico e promissor. São conceitos que reforçam a ligação entre a chegada da ferrovia e a modernização do Estado. Outro grande momento da modernidade em Goiás foi a chegada ao poder de Pedro Ludovico Teixeira, após a Revolução de 30. Na historiografia goiana é um consenso que o discurso da modernidade ganha corpo com essa nova etapa histórica, apesar dos limites entre as idéias e a realidade. De qualquer maneira, o interventor goiano foi hegemônico na política goiana até 1964.

9 8 Aliás, o discurso da modernidade no Brasil ganha força com o presidente Getúlio Vargas, não sendo exclusivo de Goiás, favorecendo a consolidação da idéia do novo e, também, do líder Pedro Ludovico Teixeira. Por exemplo, a ocupação do interior com a Marcha para Oeste foi proposta pelo governo varguista, que via com bons olhos a posição de Goiás para a integração do Brasil, objetivando a criação da Nação. Assim, A "cruzada" da Marcha para Oeste, seja no plano discursivo, seja no plano das justificativas administrativas, constitui um precioso exemplo dessa fabricação de imagens. Elaborada crucialmente na virada do ano novo de 38, pouco depois do golpe, e retrabalhada cuidadosamente nos anos seguintes, a Marcha para Oeste foi calcada propositalmente na imagem da Nação que caminha pelas próprias forças em busca de sua concretização. (LENHARO, 1989:55-56) Esse entrelaçamento entre o Governo de Vargas e o de Pedro Ludovico Teixeira deu ao interventor goiano uma hegemonia política no Estado que, a rigor, duraria até 1964, com o golpe civil-militar. Grosso modo, o interventor elegeria todos os governadores do período, com exceção do oposicionista Jerônimo Coimbra Bueno ( ). Sem dúvida, a queda de Mauro Borges, filho de Pedro Ludovico Teixeira, em 1964, encerra um ciclo da história de Goiás, onde a idéia da modernidade esteve sempre presente. Nesse período, a agricultura dinamiza-se com a exportação de grãos, notadamente o café e o arroz, beneficiada pela chegada dos trilhos; a Revolução de 30 desloca do poder a tradição oligárquica, estabelecendo novas relações de poder no estado; a construção de Goiânia aparece como o grande projeto inovador, senão o único, daquele que consolidou o discurso da modernidade, o interventor e médico Pedro Ludovico Teixeira. Na mesma fase, a valorização da terra levou a grandes conflitos no campo nas décadas de 50 e 60, culminando com forte pressão social, sendo um dos fatores que contribuíram para o desfecho do golpe civil-militar de 1964 em Goiás; já a construção de Brasília representou a vinda de grandes investimentos para a região, garantindo ao Estado um forte desenvolvimento econômico e favorecendo a difusão do discurso da modernidade.

10 9 Com efeito, o ano de 1964 marcou o fim do ludoviquismo, que por quatro décadas direcionou a política goiana, assim também como marcou o fim de uma época em que o discurso da modernidade esteve presente. II - MUDANÇAS À VISTA: ESTRUTURA E EVENTO AS ESTRUTURAS Nas primeiras décadas do século XX, Goiás apresentava uma estrutura geral de sua sociedade com base no setor agrário, com pouco povoamento, com uma economia que poderíamos qualificar de pecuária extensiva - agricultura de subsistência e um Estado isolado, tanto interno, quanto externamente. Essa estrutura de Goiás pode ser mais bem compreendida, destacando-se sete aspectos principais, a partir da análise de PALACIN (1974): Em relação às comunicações, o historiador afirma que o isolamento é devido à falta de estradas, prejudicando a economia goiana. Por isso a ferrovia foi a grande solução para o problema, chegando ao Estado em Analisando o quadro populacional, Palacin fala do imenso vazio que é o Estado, quando na década de 1920 não atingia 1 hab/km 2, e mais, uma população disseminada pelas propriedades rurais, o que caracteriza a terceira característica, o ruralismo. Por exemplo, o município de Catalão era o mais populoso do estado em 1920 com habitantes, mas a sua população urbana não chegava a moradores. O quarto aspecto diz respeito à economia de subsistência, pois devido às dificuldades de comunicação, a produção foi destinada ao consumo, com pouco comércio e dinheiro. Associada à agricultura aparece a pecuária extensiva, criando um modelo próprio da economia do estado, denominado de pecuária extensiva - agricultura de subsistência, que se completavam. Na verdade, formavam... um processo único, uma totalidade e não dois segmentos produtivos separados. (ESTEVAN: 1998; 71)

11 10 Em relação à condição social e de propriedade, predominava o estilo coronelístico clássico, a familiocracia, o latifundiário, tudo culminando no controle do todo poderoso coronel, que dominava uma região. Desse modo, o Governo, sexto aspecto, era mero condutor dos interesses desses grupos, uma extensão das suas necessidades. Por fim, sobre a administração, último ponto analisado, Palacin afirma que ela refletia essa exclusão política através da falta de políticas públicas. Não havia dinheiro para saúde, educação, ou outros setores sociais. Na verdade, o pouco que se fazia era em função dos grandes proprietários. Dentro desse contexto histórico, constatamos um longo período de mudanças em Goiás, desde a década de 1910, com a chegada dos trilhos, até a década de 60, com a deposição do governador Mauro Borges. É um período em que as estruturas oriundas do século XIX vão se transformando, se modernizando, legando ao Estado uma nova realidade na década de 1960, bem diferente do início do século: um Estado mais racional, capitalização do campo com a mecanização da produção agrícola, novas relações de trabalho e uma nova mentalidade que se formara com base no princípio da modernização, porém, a estrutura agrária permanecia. Fundamentalmente, esse modelo estrutural do início do século XX sobrevivia e sustentava a economia do Estado, devido, principalmente, ao seu isolamento dos grandes centros consumidores. Por isso, a ferrovia passou a ser vista como o grande fator de integração da região aos centros mais dinâmicos do país, notadamente o Sudeste. De fato, analisando o quadro populacional do Estado no período, temos os seguintes dados: QUADRO I POPULAÇÃO DE GOIÁS ENTRE 1890 E 1960, ABSOLUTA E PERCENTUAL EM RELAÇÃO AO BRASIL ANO POPULAÇÃO % , , , , , ,76 Fonte: IBGE, 1964.

12 11 Apesar do crescimento demográfico, Goiás era um imenso vazio, pois em 1920 apresentava uma densidade demográfica de 0,79 hab/km 2 e representava apenas 1,68% da população do Brasil. Analisando os dados do QUADRO I, podemos afirmar que o crescimento absoluto da população goiana entre as décadas de 1920 e 1960 reflete as transformações por que vai passar o Estado no período, com maior urbanização, valorização das terras, migrações, inserção ao Sudeste, dentre outras. Assim, o crescimento relativo à participação de Goiás no total da população do Brasil, passando de 1,68% para 2,76%, refletia um maior crescimento populacional goiano, em média, em relação ao crescimento total da população brasileira no mesmo período. Mas, uma das maiores dificuldades dessas pessoas era a comunicação entre elas mesmas. Quem estava na parte Norte do Estado, dificilmente vinha à capital e era mais fácil o contato com os estados do Norte e Nordeste. Essa situação foi assim relatada: Em 1909 o padre João Lima de Boa Vista (no norte) foi eleito deputado para a assembléia. Devendo viajar para a capital, decidiu que o caminho mais curto era o mais longo: de bote pelo Tocantins até Belém, depois embarcado até o Rio de Janeiro e, do Rio pela estrada de ferro até Uberlândia e daí a lombo de burro até Goiás (capital) Foi o mesmo percurso que utilizou no ano seguinte para a volta. Dez anos mais tarde, e desde uma cidade muito mais próxima km - este mesmo percurso foi seguido pelo Dr. Francisco Ayres, eleito deputado por Porto, para tomar posse de sua cadeira. (PALACIN,1990:15) Consta ainda que uma viagem demorava em média 44 dias da região Norte até a capital, uma simples carta poderia demorar até 30 dias para chegar ao Sul, isso na época da seca, porque no período chuvoso, essa mesma carta poderia demorar até três meses para atingir o seu destino. Sem embargo, não é difícil entender o sentimento separatista dos nortistas goianos, uma luta com gênese ainda no século XVIII. Esse quadro é bem uma amostra das dificuldades de circulação de pessoas e produtos em Goiás, por isso fica mais fácil entender porque a base da economia era a agricultura de subsistência e a pecuária extensiva. Também é mais compreensível o porquê de os

13 12 goianos estarem tão ansiosos pela chegada da ferrovia. Com certeza, nesse contexto, o discurso do moderno ganha grande importância. Essa idéia da modernidade foi forjada no Ocidente, envolvida em um contexto equívoco e complexo, que tanto pode denegrir ou exaltar, ainda pode distinguir ou afastar, e, também, pode promover ou vilipendiar, a análise do momento histórico em questão, como afirma LE GOFF (1992). Tudo vai depender das condições objetivas que determinaram o período histórico em análise. Quando, por exemplo, o médico Pedro Ludovico chega ao poder em Goiás, em 1930, com a Revolução comandada por Getúlio Vargas, nitidamente há a propagação da idéia do novo, do moderno, em oposição ao arcaico. Aliás, fazia parte do seu discurso de saneamento da sociedade, um reflexo da sua formação superior. Contudo, a sua prática política lembrava velhos comportamentos comuns ao período anterior à Revolução de Por isso, Na correspondência de Pedro Ludovico se destacam as questões políticas locais (conchavos políticos, conflitos de interesses) e discussões em torno de nomeações, transferências, preenchimento de cargos de juízes, delegados, coletores e funcionários, por pessoas de confiança do governo. (MACHADO,1990:126) Um estudo sobre Pedro Ludovico Teixeira representa uma reconstrução de um período em que o discurso da modernidade se confunde com o líder político. Sem dúvida, a sua trajetória histórica está vinculada à modernidade do Estado entre as décadas de 30 e 60. Uma rápida biografia, portanto, impõe-se para aquele que homogeneíza quatro décadas de poder em Goiás, vinculado ao discurso da renovação. Nascido na antiga capital, a Cidade de Goiás, em 23 de outubro de 1891, aí fez todos os seus estudos básicos. O curso superior de medicina fez no Rio de Janeiro e em 1916 estava de volta ao Estado para exercer a profissão. Nesse momento, ao se deslocar para pequenas cidades como Bela Vista e Trindade, começa a perceber as dificuldades do Estado e da população, levando-o à seguinte afirmação:

14 13 Senti, desde então, os óbices para o exercício da clínica no interior. Não havia laboratórios, hospitais, nem colegas para ajudar em intervenções cirúrgicas. Quando os casos não eram urgentes, os doentes se dirigiam para São Paulo. (TEIXEIRA.1973:22) Resolveu, então, fixar-se em Rio Verde, cidade do promissor sudoeste goiano, próxima ao sudeste. Aí, casou-se com a filha de um rico fazendeiro e comerciante, a jovem Gercina Borges. Na década de 20 iniciou sua atividade política com a fundação do jornal O SUDOESTE, em oposição à oligarquia Caiado, que então comandava o Estado. O jornal denunciava a prática coronelística do caiadismo, como as perseguições políticas, as eleições fraudulentas, o uso da violência, a familiocracia, enfim, aquilo que era uma prática rotineira na Primeira República. Esse mandonismo amedrontava as pessoas. Pedro Ludovico, em suas memórias, afirma: Pouca gente tinha coragem de combater o caiadismo. A maior parte do povo estava insatisfeita, mas só alguns pequenos grupos, na velha Goiás, em Rio Verde, em Inhumas, punham as mangas de fora. (TEIXEIRA, 1973: 27) No contexto da Revolução de Trinta, pegou em armas contra os Caiado, chegando a formar uma milícia de mais de 100 homens. Acabou sendo preso, mas com a vitória da Aliança Liberal, foi libertado e, por ordem do Governo Revolucionário, foi formada uma Junta Governativa em Goiás, com Pedro Ludovico Teixeira, Desembargador Emílio Póvoa e o Juiz de Direito Mário de Alencastro Caiado, que apesar do nome, era rompido com o grupo caiadista. Logo em seguida, Pedro Ludovico foi indicado Interventor Federal em Goiás. Começa uma longa fase de hegemonia do ludoviquismo no Estado, que a rigor só termina com o golpe militar de Nesse período, o discurso da modernidade ganha força. O Interventor falava que montara uma equipe de governo jovem, moderna, para tirar Goiás do atraso. Para ele, o que existia antes era a violência, o abuso policial, o descaso administrativo, o autoritarismo; agora é o tempo da promessa e da esperança. Essa modernidade via revolução, ficará limitada na concretização da nova capital, assim: A mudança da capital passou a significar, para a Revolução de Trinta em Goiás, uma ponte tendida entre o tempo real do presente e o tempo

15 14 escatológico das promessas, em que todos os governos - sobretudo os revolucionários -, se mostram tão generosos. (PALACIN, 1986:86) Sem dúvida, o símbolo da modernidade em Goiás será Goiânia, mas a sua construção e instalação não foram fáceis. Havia fortes pressões internas que não queriam uma nova capital. Na verdade eram duas as motivações do Interventor: uma, política, tirar a capital da sede dos Caiado, a cidade de Goiás; e a outra, econômica, instalar a nova sede do Governo o mais próximo possível da linha férrea, que a essa altura já estava em Leopoldo de Bulhões. Para ele, era a possibilidade de integrar Goiás ao Brasil. Com efeito, em discurso aos correligionários do Partido Social Republicano, ao qual era filiado, defendeu a construção de uma nova capital, afirmando que: Se eleito fosse, promoveria a mudança, e que, se assim procedia, era para o bem do Estado. Considerava a mudança uma salvação, uma ressurreição para o seu desenvolvimento, estando imbuído das melhores intenções. (TEIXEIRA:1973;50) Pelo discurso do interventor, vê-se que ele quer salvar o Estado, ressuscitar a sua economia, o que dá a entender à população, que o grupo anterior, que comandava Goiás, tinha acabado com a administração pública. Nitidamente, percebe-se a disposição do novo governo de denegrir a imagem do regime oligárquico, afastar qualquer possibilidade de retorno do grupo Caiado ao poder em Goiás com a idéia do novo contra o velho, e vilipendiar as realizações do governo anterior, como se tudo que ele fizera fosse ruim. Criticando o caiadismo em outra passagem, afirma: Nesse ambiente sombrio, corrupto, pressago, não havia possibilidade de progresso, de entusiasmo. O nosso Estado, famoso pelas suas riquezas naturais, já não mais atraía os forasteiros para inverterem os seus capitais nos ramos da sua atividade agrícola, comercial e industrial. Já ninguém queria se aventurar a estas plagas com a intenção de habitálas, devido ao receio da intranqüilidade que, certo, o esperava. Aos que se davam à veleidade de manifestar uma idéia contrária aos imperantes, a estes nenhum direito, nenhuma lei, nenhum dispositivo legal lhes amparavam as pretensões. Eram irrequietos, turbulentos, visionários, a

16 15 quem a própria justiça temia atender, de pés e mãos atadas como se via, donde a sua vacilação, a sua apatia dolorosa ante os recursos a ela dirigidos dos que sofriam. Felizmente, a revolta dos sonhadores que não se acomodaram com os mandões, encontrou eco na alma popular, permitindo que a revolução se tornasse triunfante e correndo com os vendilhões da Pátria e os conspurcadores do regime. (TEIXEIRA,1973:52) Essa situação ideológica, porém, não se sustenta logo na primeira análise, pois o grande feito moderno em Goiás no início do século XX foi, sem dúvida, a chegada da ferrovia, após 1911, em pleno apogeu do sistema oligárquico. Porém, não é menos verdade que: Os mais expressivos chefes políticos goianos foram responsabilizados pelo atraso do Estado e mesmo de obstar o prolongamento ferroviário, especialmente, até Goiás, daí poder ser considerada esta diretriz uma estratégia política. (CAMPOS,1987:42) Também, o novo Governo instalado após 30 é mais uma arregimentação de forças políticas, sem um projeto político distinto, em essência, das oligarquias da República Velha. Mesmo assim, prevaleceu o discurso da mudança, como afirma Dayrell: Diante da presença do novo estado, estarão convivendo no mesmo espaço diferentes tempos: o arcaico e o moderno, numa conjugação original que anulou aparentes incompatibilidades. O agrário e o urbano se compuseram. (1984:33) Falando ainda de Pedro Ludovico Teixeira, ele seria eleito pela Assembléia Estadual em 1933 para o Governo estadual e depois em 1937, com o estado Novo, foi novamente indicado para Interventor em Goiás. Assim, governou de 1930 a 1945, sempre com apoio de Getúlio Vargas, fator fundamental para a consolidação da nova capital, principalmente porque tinha opositores no Estado. Ainda assim, foi uma luta árdua para conseguir concretizar o grande projeto. Pode-se dizer que durante o longo período de administração de Pedro Ludovico, a idéia da nova capital foi a tônica do Governo, pois em 1932 foi criada a comissão para escolha

17 16 do local; em 1933, depois do parecer técnico, decidiu-se pela área; em 1935, foi criado o município de Goiânia; em 1937, foi assinado o decreto que transferia a capital e em 5 de julho de 1942 foi, finalmente, inaugurada a nova capital, com o seu batismo cultural. Na inauguração, o Interventor fez o seguinte discurso: Dirijo-me ao Brasil, ao ensejo da passagem do maior acontecimento já registrado no meu Estado. Inaugura-se hoje a jovem Goiânia, capital de Goiás. Ao entregar à comunhão nacional a cidade, cuja construção foi parte principal do meu programa de governo, despido do espírito regionalista, ergo o meu olhar para a PÁTRIA COMUM, antevendo o seu futuro esplendoroso... A Ele, Brasil, entrego um grande ideal que se tornou uma grande realidade - GOIÂNIA. Em 5 de julho de (TEIXEIRA,1973:183) Percebe-se, mais uma vez, a idéia do progresso, do novo, do futuro promissor, principalmente nos pontos destacados por nós no discurso do interventor goiano. Mas em 1945, com a queda de Getúlio Vargas, Pedro Ludovico perdeu o cargo. Porém, a sua maior obra estava concluída. Logo depois, elegeu-se Senador ( ), único período em que não conseguiu eleger o governo goiano, já que a oposição conseguiu colocar, no Executivo, Jerônimo Coimbra Bueno. Pedro Ludovico é eleito governador para o período de 1951 a 1954, depois foi para o Senado, ficando de 1955 até Entre 1955 e 1964, todos os governadores eleitos em Goiás estavam ligados ao Senador. Em 1964, os militares cassaram o chefe do executivo goiano, na época, Mauro Borges, seu filho. Era o fim do ludoviquismo. No Senado, em 1964, fez discurso defendendo as reformas de base propostas pelo Presidente João Goulart. Com o bipartidarismo após 1965, filiou-se ao MDB, grupo político de oposição aos militares. Acabou cassado em 30 de setembro de 1969, com base no AI-5. Morreu em Goiânia, em 17 de agosto de Nesse período, portanto, entre as décadas de 1910 e 1960, a história goiana foi marcada por confrontos e mudanças, com o discurso da modernidade permeando as relações sociais. Assim, a construção do nosso objeto terá por base o estudo das idéias divulgadas, corroborando a ideologia da mudança, idéia essa difusa em todo o tecido

18 17 social do período em questão, configurando-se o que define como História Social das Idéias, tanto em Darnton (1995), quanto em Chartier (1990). Então, temos que estar fazendo sempre a mediação entre a realidade e as idéias divulgadas para melhor compreender o passado. Com certeza, nem o governo das oligarquias era o inferno, nem o governo de Pedro Ludovico era o paraíso, como se pretendia fazer acreditar à população. Aliás, parece que, em Goiás, a Revolução de 30 foi organizada pela elite dissidente, sem um programa definido, sem uma organização e preparação, simplesmente aconteceram... adesões pessoais, na base de antagonismos também pessoais." (PALACIN, 1986:88) O ESTADO CONTRA O POVO Um referencial importante para se discutir o conceito de modernidade pode ser a relação do Estado com os trabalhadores e, aí, teremos clareza sobre a que grupo pertence tanto um, quanto o outro governo, apesar dos discursos. Em Goiás, a questão da posse da terra é fundamental, já que a sua valorização introduziu relações capitalistas no campo, desencadeando um processo de conflito de interesses. O Estado, de modo geral, beneficiou os latifundiários, em detrimento dos camponeses. Essa relação de exclusão também foi uma realidade na cidade. Portanto, a classe trabalhadora, tanto no campo, quanto na cidade, não foi beneficiada pela tão decantada modernidade de Pedro Ludovico. Para ela, quase nada havia mudado. Nos governos seguintes, nas décadas de 50 e 60, a reação da elite, em acordo com o governo, foi no sentido de reprimir os camponeses 3. Foi o que aconteceu com os movimentos violentos no campo como na guerra de Trombas e Formoso e a Luta do Arrendo em Pires do Rio. Assim, a repressão que acontecia na época dos coronéis, denunciada pelo interventor goiano, será reproduzida, com o mesmo vigor na época do chamado tempo do novo e da modernidade. 3 Francisco Itami Campos, na tese "Questão Agrária: Bases Sociais da Política Goiana ( )", faz uma análise mais apropriada dos governos no período.

19 18 Nesses dois casos, a luta dos camponeses contou com a participação importante do Partido Comunista, o PCB, ao mesmo tempo em que sofria intensa repressão das forças oficiais. Com efeito, o principal líder do conflito de Trombas e Formoso, José Porfírio, foi preso pelos militares e é um dos desaparecidos políticos do governo dos generais, instalado após A participação do PCB na Luta do Arrendo teve resistência até mesmo no próprio movimento e, para alguns, foi a causa da derrota dos camponeses. Na verdade, essa situação refletia duas coisas: uma, a política internacional da época, polarizada pela Guerra Fria, quando o comunismo, ou qualquer movimento contestatório, era reprimido pelo poder estabelecido, com apoio da maioria da sociedade; outra, que também era uma leitura equivocada que o partido fazia daquela realidade e o movimento poderia até ter tido outro rumo... se o PCB tivesse uma prática menos personalista." (LOUREIRO, 1988:99) Nesse contexto, até a Igreja Católica resolveu participar da organização dos trabalhadores rurais para, como afirmava o Arcebispo de Goiânia, Dom Fernando, impedir a influência dos perigosos vermelhos. Com esse objetivo foi criado a FAGO (Frente Agrária Goiana), em 1962, que se propunha a evitar o êxodo rural, a promover o progresso e a amparar o homem do campo. Em última instância, a proposta básica era divulgar o: Humanismo, o cristianismo, o anticomunismo e a garantia da propriedade privada. No fundo, era uma ação rural para se contrapor aos comunistas com as suas ligas camponesas, que em Goiás eram lideradas por José Porfírio. (POLONIAL:1997;113) Em vários momentos podemos presenciar a união do Estado e da Igreja com o objetivo de controlar a organização camponesa e impedir a divulgação do comunismo. Na cerimônia de criação da FAGO, estavam presentes o arcebispo D. Fernando Gomes, o governador Mauro Borges e o prefeito de Goiânia, Hélio Seixo Brito. Essa articulação visava, fundamentalmente, conter o crescimento dos comunistas no campo, como afirmou o líder religioso em mais de uma oportunidade.

20 19 Essa orientação católica observava a posição oficial de Roma. Com razão, o jornal O Anápolis (J.A) fez um artigo exaltando as palavras do Papa Paulo VI frente ao avanço do comunismo no mundo em um momento crítico nas relações internacionais, com a Guerra Fria, o que no Brasil, devido à tensão política, levou à queda do presidente João Goulart. Apelava o jornal, conclamando os comunistas a um retorno à Igreja Católica: Em sua mensagem da Páscoa, na ressurreição, o Papa Paulo VI exortou os ateus, consequentemente os comunistas, a abrirem os olhos à religião. Exortou também os povos do todo mundo a manterem-se vigilantes contra a infiltração... Disse ainda o Sumo Pontífice que o mundo, diante do perigo comunista, está apreensivo. Que o mundo cristão, diante da Guerra Fria que tanto insubordina a opinião pública, vive instantes de graves consequências se não coibir a infiltração marxista nas Repúblicas Livres. (J.A ) Por tudo isso, para os comunistas, a modernidade propalada por todos os cantos não servia aos interesses dos trabalhadores, que precisavam resistir para garantir as suas conquistas. Como se sabe, os dois movimentos camponeses recuaram, com a vitória da modernidade, do Governo e da elite. Nas décadas de 40 a 60, a crescente capitalização do campo, a grilagem, a conivência do Estado com os grandes fazendeiros, mostravam claramente a ligação deste com os latifundiários. Quando o governador Mauro Borges propôs um conjunto de reformas intervencionistas capaz de racionalizar o campo, nos limites do capitalismo, não foi aceito pela elite goiana e acabou sendo deposto em A queda do governador foi o triunfo das velhas oligarquias que temiam reformas no campo. Assim sendo, a modernidade em Goiás, em um momento específico, só serviu a um grupo político no combate ao caiadismo. Com efeito, esse discurso não serviu aos trabalhadores. A rigor, eles foram reprimidos tanto no período do caiadismo, quanto na fase do ludoviquismo. O processo de ocupação das terras devolutas na região de Trombas e Formoso pelos camponeses teve início na década de 1940, no contexto de expansão do capitalismo para o interior. Desse modo, o conflito com os grileiros e latifundiários foi inevitável. A

21 20 repressão ao movimento camponês foi um processo violento e... teve início quando um grupo de fazendeiros liderados pelo comerciante local, João dos Santos Soares, passou a exigir dos posseiros o pagamento do arrendo da terra por escrito. (CARNEIRO,1988:99) Em uma entrevista, um camponês migrante de Minas Gerais colocava o problema na região: Subimos para Formoso, em Lá sim tinha terra de cultura, tudo que plantava dava. Mas terra boa, não é pro camponês, logo vieram os fazendeiros querendo nossa terra. E vieram armados, nós resolvemos lutar, já que a gente na certeza, na maioria ia morrer de fome. Morrer de fome é desavergonha, para quem sempre trabalhou duro, então pensamos que era morrer lutando, pelo menos não envergonhava nossos filhos. Mais tarde nossos filhos havia de reconhecer que nós tentamos viver dignamente. (CARNEIRO,1988:91) Outro momento no discurso da modernidade refere-se ao prolongamento dos trilhos. Em nossa dissertação de mestrado, defendida na Universidade Federal de Goiás, fizemos análise do prolongamento da ferrovia até o seu ponto final, quando atingiu a cidade de Anápolis em Realmente, a cidade se preparou muito para o grande evento. Houve um discurso único em nome do progresso e da modernidade. A cidade seria a grande beneficiada. No entanto, bastou que a paralisação dos trilhos acontecesse para que os trabalhadores fossem os grandes prejudicados. Pelos relatos da época, mais de quinhentos operários dos trilhos e seus familiares estavam em condições de penúria, sem receber salários e passando até mesmo fome. Essa situação levou à mobilização dos trabalhadores. O jornal anapolino, O Operário (JOP), conclamava todos para uma grande manifestação de 1º de maio de 1933, defendendo a tese da luta de classes e usando expressões do Manifesto Comunista de Marx e Engels para convencer os trabalhadores da importância da sua união. A condição de abandono dos ferroviários em Anápolis, por época do prolongamento dos trilhos, e dos trabalhadores na construção civil em Goiânia, por época da construção da nova capital, refletia os interesses de grupos mais interessados nos investimentos econômicos que nas questões sociais.

22 21 Em Anápolis, o problema mais grave aconteceu quando os trabalhos da ferrovia foram paralisados. O jornal Voz do Sul relata essa situação: Sem crédito para obterem gêneros de primeira necessidade e privados há dois meses dos seus salários, esses homens se arrastam, com suas famílias, pela mais horrível penúria. ( ) Essa situação levou a união dos trabalhadores a protestar contra a exploração do capital sobre o trabalho. Fundaram a União Popular, usando, inclusive, palavras de ordem marxistas, como Proletários de todos os países, uni-vos!. Na construção de Goiânia, a sorte dos trabalhadores não foi melhor, e a condição de vida era precária, gerando protestos. Assim: Vivendo uma vida de miséria cujo comentário se transforma em redundância, o operariado sobrevivia de empréstimos, vales e promessas... A situação de extrema penúria ou excessiva miséria levou, ao que nos consta, a agitação e greves operárias por volta de 1935 e (CHAUL,1988:115) Posto isto, poderíamos afirmar que a modernidade não chegou para todos os grupos sociais, ela serviu mais aos interesses de uma elite que se apropriava do Estado, beneficiando-se dos investimentos desses grandes empreendimentos. Sem dúvida, os melhoramentos urbanos eram visíveis, os lucros também. Alguns relatos dos jornais da época confirmam essa realidade: O Jornal Voz do Sul afirma que: Já se vêm, pelas ruas, um intenso movimento de autos caminhões, no transporte do ouro vermelho (actualmente de baixo quilate) para a próxima estação de Leopoldo de Bulhões. As machinas de beneficiar café, em número de três, não se computando as de fora da cidade, tem funcionado regularmente, e não conseguirão, dentro de três ou quatro meses, dar cabo do café existente... A reação já se faz sentir.( )

23 22 Já o jornal O Anápolis afirma que: É incontestável o progresso de Annapolis. Innumeras são as construções em andamento e mesmo assim há falta de casas. Diversas companhias constructoras já installaram suas agências nesta cidade e segundo informações seguras, o número de inscrições é vultuoso.( ) Enfim, nós temos duas realidades nesse contexto, a dos trabalhadores, que foram explorados e a dos investidores, que se beneficiaram com o desenvolvimento econômico da região. Obviamente, cada grupo será afetado de maneira diferente pelas transformações. A nossa preocupação é com o primeiro grupo, quase sempre esquecido pela história. Na verdade, essa proposta é fruto da própria pressão social exercida pelos trabalhadores no conjunto da sociedade, levando os historiadores a uma nova orientação teórica e metodológica diante de novos objetos de análise. Como afirma Madeleine Rebérioux: É muito evidente o papel da irrupção de novas camadas sociais, como o campesinato e as classes operárias, que sempre estiveram à margem da história dos Estados, da diplomacia, das religiões e da história política propriamente dita. (D ALESSIO,1998:130) Sabemos, porém, das dificuldades de se definir o objeto da História Social devido a sua amplitude, afinal, tudo é social, e... o homem em sociedade é o objeto final da pesquisa histórica. (CASTRO, 1997:46) Mesmo assim, com base nas acepções do termo História Social, que foram propostas por Hobsbawm, a nossa abordagem é centrada nas transformações sociais, nos movimentos sociais e nos seus protestos. Essa abordagem exige tanto a análise das estruturas quanto dos eventos, percebendo a dinâmica das relações sociais. Assim: As tensões às quais a sociedade está exposta no processo de mudança histórica e transformação permitem então que o historiador exponha, em

24 23 primeiro lugar, o mecanismo geral pelo qual as estruturas da sociedade tendem simultaneamente a perder e restabelecer seus equilíbrios e, em segundo lugar, os fenômenos que tradicionalmente são o tema de interesses dos historiadores sociais, como, por exemplo, consciência coletiva, movimentos sociais e a dimensão social das mudanças intelectuais e culturais. (HOBSBAWM,1998:94) Com efeito, esta foi a nossa proposta neste ensaio: analisar o discurso da modernidade, a incorporação ou não dos trabalhadores nesse processo, e como a relação entre as estruturas e os eventos provocaram as mudanças. Por isso, é de nosso interesse pessoal e acadêmico fazer uma investigação desse período, pois a idéia da modernidade está sempre presente nos discursos oficiais. O mesmo não se dá quando o discurso é oriundo dos setores populares. A rigor, a repressão acabou sendo a prática mais comum usada pelo Estado para impedir a difusão de idéias ligadas aos trabalhadores O EVENTO MUDANDO AS ESTRUTURAS Diante do exposto, podemos analisar as mudanças ocorridas em Goiás, entre as décadas de 1910 e 1960, a partir da relação entre as estruturas do Estado e uma série de eventos que alteraram as relações econômicas, sociais, políticas e culturais. Se no início no século XX, Goiás apresentava um quadro econômico com base na agricultura de subsistência, articulada com a pecuária extensiva, com as suas terras desvalorizadas, uma realidade política sustentada pelo pacto coronelístico com todas as características desse modelo político, uma sociedade agrária e relações sociais a partir da dependência do trabalhador rural com o proprietário da terra, tudo refletindo em uma sociedade rural e isolada - na década de 60, a realidade goiana já não é a mesma. Nesse quadro estrutural, alguns eventos serão fundamentais para mudar o Estado de Goiás dentro de meio século, entre as décadas de 1910 e Certamente, o primeiro grande evento foi a chegada da ferrovia. Com ela a possibilidade de integração da economia goiana à economia do Sudeste. Novos produtos

25 24 eram importados, outros eram exportados, contribuindo para gerar uma riqueza naquela região próxima aos trilhos. As terras valorizaram, novas relações sociais e de trabalho foram criadas, as cidades começaram a ganhar cada vez mais um contigente populacional, o que levou ao crescimento do comércio. Com certeza, Anápolis, ponto final da ferrovia em 1935, foi o maior centro comercial do Centro-Oeste, pelo menos até a década de 50, quando, rivalizando com Goiânia, foi perdendo espaço no cenário econômico da região. Outro evento marcante para a história de Goiás foi a construção de Goiânia, processo longo, pois contava com a resistência de setores oligárquicos, notadamente o grupo Caiado. Entre 1932, quando foi criada a comissão que deveria escolher o local da nova capital, e 1942, quando foi oficialmente inaugurada Goiânia, o Interventor Pedro Ludovico Teixeira, com apoio de Getúlio Vargas, tudo fez para concretizar o seu maior projeto de Governo. Com Goiânia, novos investimentos chegaram ao Estado, as terras se valorizaram, muitos trabalhadores migraram para Goiás com promessas de dias melhores, toda uma concepção de modernidade e progresso foi divulgada, criando uma mentalidade do novo nessa população, basicamente contra o coronelismo, representado pelo caiadismo. Portanto, foram alteradas não só as bases econômicas, mas as relações sociais e de trabalho, criando-se uma nova mentalidade com a idéia da mudança e uma nova realidade urbana e até rural. Ainda dentro dessa perspectiva de análise, a Marcha para Oeste, programa de integração nacional defendido por Getúlio Vargas, foi mais um evento que contribuiu para mudar as estruturas goianas. Além de Goiânia, esse projeto varguista levou à criação da Colônia Agrícola Nacional de Goiás - CANG -, em 1941, com objetivo de ocupação do interior, de integrar o país, de formar a nação. Nesse contexto a colonização foi uma das estratégias usadas pelo Governo Federal. Assim, muitos paulistas e mineiros migraram para Goiás, na região do Vale do São Patrício, contribuindo para povoá-la e fazê-la produzir, com a finalidade de valorizar as suas terras e alterar as relações de trabalho no campo.

26 25 Outro evento importante para mudar as estruturas em Goiás foi a construção de Brasília. Os investimentos na nova capital do Brasil atraíram pessoas de todas as regiões do país para o cerrado. Muitos trabalhadores goianos foram construir a nova capital, muitos negócios foram feitos entre as regiões, muitas rodovias foram construídas, investimentos em energia elétrica mudaram o cotidiano das pessoas, enfim, alteraram-se as relações econômicas e sociais do Estado. Diante disso, Goiás chega à década de 1960 com grandes mudanças nas suas estruturas. A agricultura já não é de subsistência, pois a exportação de grãos cresceu, favorecida, também, pela expansão da malha rodoviária. Assim, Goiás foi pouco a pouco deixando o seu isolamento em relação ao principal centro dinâmico do Brasil. Contudo, o latifúndio persiste. No campo político, as relações de poder já não são as mesmas. A hegemonia política de Pedro Ludovico entre as décadas de 1930 e 1960 colocou fim ao caiadismo, que comandara a política goiana por mais de duas décadas. No campo social, novas relações de trabalho se consolidaram, com a capitalização e modernização do campo. A organização dos trabalhadores já se deu com a perspectiva de enfrentamento do latifúndio, envolvendo a noção de classe a partir do conflito. Mas o Estado, controlado pelos proprietários, não titubeou em reprimir os movimentos de contestação dos camponeses, como foi em Trombas e Formoso, ou ainda na Luta do Arrendo. Esse processo de modernização do campo, de desenvolvimento comercial e migração, em conjunto, tudo formou novas relações sociais e culturais em Goiás. As cidades passaram cada vez mais a ser a referência do tão divulgado progresso. Goiânia e Anápolis, nas décadas de 60 e posteriores, transformaram-se em centros dinâmicos nos aspectos econômicos, políticos, sociais e culturais. Esta relação entre a estrutura e o evento é analisada por Sahlins (1997) e dela nos interessa alguns paradigmas: Primeiro, quando afirma que as transformações da cultura provocada pela relação entre a estrutura e o evento são, também, uma maneira de se estabelecer novas relações de comando. De fato, percebe-se que Pedro Ludovico Teixeira, ao se beneficiar das

27 26 mudanças após 1930, no Brasil e em Goiás, criou novas relações de poder, que a rigor só findaram com o golpe militar de Com efeito, o período de hegemonia do ludoviquismo, década de 1930 à década de 1960, foi superior ao domínio do caiadismo, décadas de 1910 e Segundo, que as representações da sociedade são alteradas com novos valores sendo criados. No caso de Goiás, a idéia da modernidade passou a permear todos os discursos, artigos de jornais, etc, formando a idéia de que o antes, o caiadismo, era o velho, o atraso, e que o novo, o ludoviquismo, poderia melhorar a vida de todos, dessa maneira,... se as relações entre as categorias mudam, a estrutura é transformada. (SAHLINS:1997;174) Ora, foi isso que aconteceu em Goiás no período entre as décadas de 1910 e 1960, quando as estruturas goianas foram alteradas e novas criadas, com o evento tendo contribuição importante nesse processo. Alguns dados estatísticos nos ajudam nesta análise, como os números demográficos já destacados no QUADRO I, ou os dados econômicos e sociais no quadro abaixo: QUADRO II ESTABELECIMENTOS INDUSTRIAIS E COMERCIAIS EM GOIÁS E O NÚMERO DE TRABALHADORES ENTRE 1950 E 1960 ESTABELECIMENTOS CRESCIMENTO - % INDUSTRIAIS ,66 OPERÁRIOS ,69 COMERCIAIS ,08 COMERCIÁRIOS Fonte: IBGE;1964 (Os dados foram trabalhados pelo autor) Pelos números do QUADRO II, podemos afirmar que houve um crescimento da indústria e do comércio entre as décadas de 1950 e 1960, assim também como o número de trabalhadores nesses dois setores importantes da economia goiana.

28 27 Porém, outro dado é esclarecedor sobre a economia do Estado. De acordo com os números acima, o crescimento industrial é inegável. Todavia, no conjunto da economia goiana, o setor agrário ainda é a base, e o comércio, que também cresceu no período, está, em grande medida, direcionado para a circulação de produtos agrários produzidos em Goiás. Enquanto o rebanho bovino goiano é o 5º do Brasil, na década de 1960, a nossa indústria, no mesmo período, é só a 14ª em número de estabelecimentos. Mesmo assim, se compararmos com o número de estabelecimentos em 1950, a posição de Goiás é a de número 18, em um total de 25 unidades da federação. Sem dúvida, esses dados refletem o crescimento industrial em Goiás no período, contribuindo para mudar as relações econômicas, sociais, políticas e culturais no Estado. Uma última observação faz-se necessária. Apesar de todo esse quadro de mudanças apresentado em Goiás no período das décadas de 1910 e 1960, persistiu um problema antigo dos goianos, a concentração econômica, populacional e política, na parte Sul do Estado. De certa maneira, algumas estruturas permaneceram. Por exemplo, a questão do isolamento. Se o Sul de Goiás se integrou ao Sudeste, grande objetivo do período, a parte Norte do Estado continuava com dificuldades nesse contato. É certo que o número de estradas cresceu no período, e o Estado é o 7º colocado em estradas na década de 60, mas em termos relativos, Goiás é só o 17º colocado no conjunto do país. O agravante é que a maior parte das estradas está concentrada na região Sul de Goiás. Assim, o movimento separatista, oriundo do século XVIII, sempre esteve presente para a população do Norte do Estado. Certamente, a criação do Tocantins em 1988, encerrou uma longa luta entre os nortistas e os sulistas em Goiás, posto que aquela parte do Estado não recebia, na mesma proporção, os mesmos benefícios que o Sul. III - PALAVRAS FINAIS

29 28 A nossa proposta neste ensaio foi analisar como, no processo de desenvolvimento econômico, o discurso da modernidade incorporou ou deixou de incorporar os trabalhadores em Goiás no período da década de 1910 à década de Em três momentos analisados no texto, podemos perceber que os trabalhadores não foram tão beneficiados pela modernidade, pois o movimento social organizado foi reprimido pelas forças conservadoras do Estado. Primeiro, os trabalhadores no prolongamento da ferrovia até Anápolis e na construção de Goiânia passaram por momentos de penúria, sem receber salários e até mesmo perdendo o emprego. Enquanto isso, os grupos econômicos envolvidos na construção desses empreendimentos se beneficiavam com os investimentos públicos e privados no setor. Segundo, a repressão ao Movimento do Arrendo, em Pires do Rio, e a repressão à guerra camponesa de Trombas e Formoso quando muitos trabalhadores perderam a vida, mas os grandes proprietários garantiram seus interesses, as terras foram tomadas e os impostos cobrados dos camponeses. Terceiro, a ação da Igreja e do Estado no sentido de conter o comunismo, expressando bem a posição desses setores em relação à população. Essa união visava, fundamentalmente, desarticular a organização popular, que era uma ameaça ao poder estabelecido. O Estado goiano representava os latifundiários, os comerciantes, o capital; por isso, qualquer idéia ou movimento contrário deveria ser reprimido. Dessa maneira, lutar contra a idéia dominante de uma época é lutar, quase sempre, contra a classe dominante dessa mesma época, controladora da força material e da força intelectual. Nesse sentido, o Estado expressa uma relação conflitante entre as classes sociais. Não raro, quem o controla exerce o poder de polícia contra os movimentos populares organizados, que por sua vez fazem oposição ao status quo. Foi o caso da repressão aos movimentos camponeses, ou ainda a união do Estado com o clero para conter a influência comunista junto aos trabalhadores. O discurso da modernidade, nesse contexto, é depositário de uma forte carga ideológica para arregimentação da população, para poder controlá-la. Ser moderno é estar

30 29 integrado ao discurso oficial, seja ele a favor do prolongamento dos trilhos, ou da necessidade de uma nova capital para Goiás, ou mesmo ainda um discurso unindo religião e Estado para impedir que os ideais socialistas tenham influência sobre o povo. De qualquer maneira, mudanças aconteceram nas estruturas goianas entre as décadas de 1910 e 1960, modificando as relações econômicas, sociais, políticas e culturais do Estado. Nesse contexto de transformações, a relação entre as estruturas e os eventos foi decisiva. A chegada da ferrovia, a Construção de Goiânia, a Marcha para Oeste, a construção de estradas, tudo levou a mudanças significativas, tanto no campo, quanto na cidade. Novas relações econômicas apareceram com a penetração do capitalismo em Goiás e a modernização da agricultura; novas relações de poder foram estabelecidas com o declínio do caiadismo; o desenvolvimento urbano e as migrações deram nova composição populacional ao Estado. Enfim, Goiás mudou nesses 50 anos, e o discurso da modernidade se consolidou. Apesar de todas essas mudanças, um dado nos parece claro: nos momentos cruciais para os trabalhadores, nas suas reivindicações por melhores condições de vida, de salários, nos seus movimentos organizados, não houve acordo com o Estado. A repressão foi a tônica, e a exclusão social pode ser o melhor conceito para expressar a realidade goiana no período.

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34 33

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