MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO TIRADENTES MRT MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO TIRADENTES A GUERRILHA OPERÁRIA

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1 mrtca 4/18/11 6:45 PM Page 2 MRT A GUERRILHA OPERÁRIA

2 OGolpe de Estado dado em 31 de março de 1964 teve como objetivo maior a destruição da organização da classe operária. A ideia difundida pelos golpistas que os setores reformistas do governo democrático de João Goulart queriam implantar uma República anarco-sindicalista indica que os trabalhadores conscientes e organizados eram o alvo a ser abatido com o assalto ao poder efetuado pela direita brasileira. De fato, as primeiras ações da ditadura implantada foi assaltar os sindicatos e impor diretorias obedientes ao poder imposto e a burguesia. Com isso garantiam que os trabalhadores fossem esmagados e marginalizados do processo político, pois esse era o objeto maior do próprio golpe. O partido hegemônico da esquerda brasileira, o PCB, não tinha há uma década o objetivo de tomada do poder e atrelou seus destinos ao projeto reformista da centro-esquerda. Como consequência, não teve a preocupação em preparar a defesa contra um golpe de Estado, nem de criar condições para a resistência a ditadura que se aproximava. A classe operária perde sua vocação revolucionária. A resistência ao golpe é feita pelos setores nacionalistas, notadamente as camadas militares perseguidas pela ditadura, e a classe operária procura sua organização longe do PCB. Essa organização só consegue ser operativa cerca de dois anos após o assalto ao poder da direita e seus agentes fardados. Enquanto isso, os setores indignados da pequena burguesia conseguem se agrupar em torno dos protestos estudantis, com muito mais facilidade de organização e de mobilização. Devido a essa conjugação de fatores, a concepção acerca de um suposto papel secundário da classe operária na luta de resistência à Ditadura Civil- Militar se cristalizou de maneira bastante homogênea no campo da memória sobre o período. Além do projeto de resistência armada ter sido derrotado, e seus integrantes serem os vencidos no processo de luta que se deu, houve a construção de uma segunda categoria de vencidos, dentro da já existente: os operários. A esses, dada sua dificuldade de organização, coube o silêncio e o ostracismo. A história contada pelos setores de classe média imputa aos operários uma responsabilidade indireta pelo fracasso da resistência, pois supostamente não teriam aderido, enquanto conjunto da classe operária, a resistência contra a Ditadura. Entretanto uma análise mais cuidadosa do processo de luta, armada ou não armada, contra a Ditadura Civil-Militar, entre os anos de 1964 a 1976, revela-nos uma realidade histórica diferente. A classe operária teve no Brasil, ao longo dos anos 60, diferentes estratégias de resistência, com significado próprio e independente da vontade de setores médios e estudantis. Um amplo leque ideológico cortava o movimento por todos os lados, desde católicos ligados a comunidades eclesiais de base; pelegos (operários vinculados e/ou a serviço das políticas que o governo traçava para a classe operária) até comunistas e socialistas, ligados, até 1964, principalmente ao Partido Comunista Brasileiro. Este complexo e rico contexto histórico exprimia as contradições da classe operária. Entretanto um importante passo adiante foi dado nestas relações sociais marcadas por clientelismo e negociação. Apesar de a resistência operária ter se valido de suas estratégias históricas como greves, paralisações e piquetes, o Ato Institucional Nº5, outorgado pela Ditadura em 13 de dezembro de 1968, em resposta as grandes manifestações populares daquele ano, notadamente as greves de Osasco (São Paulo) e Contagem (Minas Gerais) colocou a classe operária novamente em refluxo. Neste momento, um dos maiores embates da luta de classes no Brasil, um salto de qualidade foi dado pelos operários que optaram por se inserir em definitivo na estratégia de luta armada pela derrubada da Ditadura, e, em um exemplo claro de classe-para-si, a implantação do Socialismo em seu lugar. Diversas organizações da esquerda armada tiveram entre seus quadros militantes de origem operária, apenas algumas organizações não conseguiram se aproximar ou dialogar com estes trabalhadores, tornandose organizações fundamentalmente estudantis ou pequeno-burguesas. O Movimento Revolucionário Tiradentes MRT foi um dos casos onde não só a maioria de seus militantes provinha da classe operária, como seus líderes também eram operários. O MRT surgiu em setembro de 1969, em uma reunião em Campos do Jordão, reunindo dois grupos. O primeiro era composto por integrantes do GENR, o Grupo Especial Nacional Revolucionário, um racha da Ala Vermelha Partido Comunista do Brasil, organizados e liderados por Devanir José de Carvalho; o outro grupo era conhecido como grupo do 2 3

3 O organizador das Ligas Camponesas Francisco Julião, de terno escuro, com Zezé da Galiléia, um dos líderes do movimento. MRT Omar, na verdade, Plínio Peterson de Oliveira e pessoas que orbitavam ao seu redor. O nome da organização foi escolhido em referência ao grupo de mesmo nome fundado por Francisco Julião, das Ligas Camponesas, origem da Ala Vermelha, fundada por militantes ligados, entre outros, ao antigo MRT. O MRT, seguindo a trajetória do GENR, adotaria uma linha de ação que os aproximaria da VPR e da ALN, prezando ações armadas em detrimento ao um trabalho de base em longo prazo, por essa razão, a negação do papel do partido marxista-leninista centralizador das ações. De fato, o MRT empreendeu uma série de ações expropriatórias, as quais fizeram rapidamente aumentar seu prestígio com os órgãos de repressão, e, ao mesmo tempo, sua fama com os militantes da esquerda armada da década de Além de ter feito duas edições de seu jornal próprio, o Voz Guerrilheira. Uma das características marcantes é que, apesar da forte repressão de 1970, houve por parte do MRT a busca em coordenar ações em conjunto com outras organizações revolucionárias. Apesar da fragmentação latente da esquerda na época, seja pela perseguição policial, ou por embates ideológicos, buscou-se, num dos períodos mais difíceis para isso, a união, se não física, pelo menos, de forças na luta contra a Ditadura Civil-Militar. A constituição da chamada Frente, foi pensada e praticada por Devanir José de Carvalho (Henrique) e Eduardo Leite (Bacuri) em fins de Carlos Lamarca, à época na VPR, em um documento chamado Frente a grande tarefa, exalta a iniciativa de reunir as organizações de combate a ditadura, por acreditar que a reunião de forças de diversas organizações traria melhores resultados para a luta armada. A ALN, agora dirigida por Joaquim Câmara Ferreira (Toledo), ainda combalida pela morte de seu maior líder, Carlos Marighella, prestigiou a articulação da Frente como uma nova estratégia de luta. A Frente Armada Revolucionária reuniu na ação o MRT, ALN, VPR, MR-8 E PCBR. A REDE (Resistência Democrática), liderada por Bacuri, se fundiu com a ALN e trilhou o mesmo caminho. Muito mais do que fazer ações, as Organizações Revolucionárias da Frente assinavam documentos e panfletos distribuídos nas ações armadas feitas pelas demais organizações. A primeira ação coordenada pela Frente foi a captura do cônsul japonês em São Paulo, Nobuo Okuchi. A ação aconteceu antes mesmo da constituição oficial da Frente, numa demonstração clara do grau de solidariedade existente entre as organizações e de como esta ação foi o embrião da Frente. MRT, REDE e VPR se mobilizaram para resgatar o dirigente da VPR Chizuo Osava, conhecido como Mario Japa, capturado em 7 de março de 1970, que passava por terríveis torturas e precisava ser salvo. Na época, a VPR passava por um período difícil, sem condições de realizar uma operação de envergadura. Um de seus dirigentes, Ladislau Dowbor, procurou os líderes do MRT, Devanir José de Carvalho Henrique, e da REDE Eduardo Leite Bacuri, para solicitar colaboração. Rapidamente, os três planejaram a ação e dirigiram com com sucesso o sequestro do cônsul japonês, em 11 de março de Apenas quatro dias depois, no dia 15, cinco militantes foram levados para o México em troca da libertação do diplomata. A segunda grande ação foi a expropriação do carro-pagador da empresa Brinks, maior resultado depois da expropriação do cofre do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros, com milhões de dólares fruto de corrupção. Em 15 de setembro de 1970, o carro blindado da transportadora de valores Brinks foi interceptado na Rua Estados Unidos por um destacamento de quinze militantes, entre os quais estavam alguns dos melhores homens da linha de Frente. No comando estavam Yoshitane Fujimore, da VPR, Devanir José de Carvalho, do MRT, e José Milton Barbosa, da ALN. A FRENTE sofreu forte impacto com a captura e assassinato de Joaquim Câmara Ferreira (Toledo), dirigente da ALN. O plano de um múltiplo sequestro para libertar todos os presos políticos e deteriorar ainda mais a imagem da Ditadura no cenário internacional, é suspenso e espera uma nova etapa de organização. Por problemas internos, a VPR se distancia dos planos da FRENTE e Carlos Lamarca se desloca de São Paulo, onde estava protegido em aparelho do MRT, para o Rio de Janeiro num comboio Eduardo Leite Bacuri O ex-governador, Adhemar de Barros, um dos golpistas de 1964, que inspirou o slogan "rouba mas faz", tinha outros sete cofres. A famosa caixinha do ex-governador de São Paulo enriquecido por anos e anos de corrupção. 4 5

4 de escolta formado por guerrilheiros de sua organização e do MRT. Sob o comando de Lamarca, a VPR executa o sequestro do embaixador suíço Giovanni Buncher por conta própria e liberta setenta presos políticos, entre eles estão os irmãos de Devanir Joel, Derly e Daniel José de Carvalho, presos há um ano. A Frente desestruturou-se na metade de 1971, quando as principais organizações sofreram pesadas baixas. O MRT recebeu reforços com a chegada de Joaquim Alencar de Seixas, operário que vivia no Rio Grande do Sul, que passa a ser comandante do MRT. Os irmãos de Devanir aderem ao MRT ainda na prisão, do mesmo modo que Aderval Coqueiro, militante do GENR, que regressaria ao Brasil, após ter sido trocado pelo embaixador alemão Ehrenfried Von Holleben eter feito treinamento em Cuba durante o exílio. Dimas Antônio Casemiro, operário gráfico e ex-militante da VAR-Palmares também reforça o MRT. A liderança exercida por Devanir José de Carvalho, Henrique, foi fundamental no processo de luta armada, em São Paulo, e na articulação com as outras organizações. São vários depoimentos de militantes de organizações como VPR, ALN, POC, REDE, entre outras, que quando se dirigiam para São Paulo para aderir a uma organização ou recuperar pontos perdidos com as regionais do estado, tinham algum tipo de contato com Devanir. O fato é que Henrique esteve no centro de todas as articulações da maioria das organizações que compunham a Frente, e praticamente era a face visível do MRT. Exatamente por exercer este papel, Devanir tornou-se objeto de caça por parte da repressão. Em dezembro de 1970, Eduardo Leite Bacuri, outro grande objetivo da repressão, foi assassinado após de meses de torturas violentas que resultaram em uma orelha decepada, dedos e pernas quebradas, além de olhos vazados, antes que pudesse ter sido incluído na lista de presos políticos a ser trocado pelo embaixador suíço. O início de 1971 foi definitivo para o MRT. Em 6 de fevereiro, Aderval Coqueiro foi assassinado a tiros pelos agentes do DOI-CODI, no Rio de Janeiro; uma série de militantes são presos em São Paulo e, em 7 de abril, Devanir é morto pelo Esquadrão da Morte comandado pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, em São Paulo. Em represália à morte de Henrique, em 15 de abril de 1971, o comando Devanir José de Carvalho, formado por integrantes do MRT e da ALN justiçou o empresário Henning Albert Boilesen presidente do Grupo ULTRA, arrecadador, financiador da repressão e instrutor de torturas, frequentador assíduo da OBAN. Diante de tal afronta, a repressão foi implacável. Joaquim Alencar de Seixas foi capturado e morto sob cruéis torturas. Dimas Antônio Casemiro foi fuzilado quando chegava em sua casa. Os contatos e trabalhos de massa clandestinos, coordenados por Devanir, Seixas e Dimas se perderam na história, pois nenhum deles forneceu qualquer informação ao inimigo. A série de prisões após o justiçamento de Boilesen desativou o Movimento Revolucionário Tiradentes. Passados quarenta anos, após mistificações e esquecimentos próprios de um terreno pantanoso conhecido como campo da memória, é nosso dever reconstituir a trajetória destes operários que deram um passo à frente nas relações históricas de sua classe, não aceitando negociar, nem recuar esperando melhores condições ou oportunidades, levando até o fim suas lutas pela emancipação da classe operária. Tendo como fim o socialismo e enfrentando o julgo fascista da Ditadura, mesmo que alguns deles não estejam mais entre nós, vítimas da política de extermínio do Estado à época, os militantes do MRT marcaram seus nomes na história, e todos os esforços devem ser feitos para o resgate de suas memórias. Henning Albert Boilesen, presidente do Grupo ULTRA, arreecadador, financiador da repressão e instrutor de torturas, frequentador assíduo da OBAN. Foi Justiçado. 6 7

5 Aderval Alves Coqueiro (Baiano) Baiano de Aracatu, Aderval Alves Coqueiro nasceu em 18 de julho de Iniciou a militância política cedo, no início da década de 1960, quando trabalhava como candango na construção de Brasília. Indignado com os abusos dos patrões e capatazes responsáveis pelas obras da capital brasileira insurgia-se contra os mesmo. Da simples indignação e defesa dos direitos dos trabalhadores civis, politizou-se. Essa politização o aproximou do Partido Comunista Brasileiro (PCB), onde passou a militar ainda em Já militante do Partidão, Coqueiro decide voltar a São Paulo após um entrevero com um capataz de duas construtoras em Brasília. Na capital paulistana, passa a trabalhar como operário metalúrgico. Consciente da força e da importância da luta organizada dos trabalhadores, logo associou-se ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, participando atividade das greves e manifestações que marcam o período anterior ao golpe civil-militar de 31 de março de Durante a militância sindical, Coqueiro conhece alguns militantes do Partido Comunista do Brasil (PC do B). Descontente com atuação conformista e reformista do PCB durante o golpe, migra para o PC do B. Logo perceberia que as mesmas inquietações e discussões que causaram a grande interna que pulverizou o PCB logo após o golpe também afetariam o PC do B, levando seus dissidentes a formar uma nova organização: Ala Vermelha. Coqueiro, descontente com as posições da direção do PC do B, participa ativamente da formação da Ala Vermelha, em 1966, tendo como companheiros os irmãos Carvalho, com as quais partilhará a luta. O engajamento de Coqueiro com a construção da Ala Vermelha e a possibilidade de instalação de um foco de guerrilha rural torna-se intenso e ele decide dedicar-se integralmente à militância. Sendo assim, desliga-se do trabalho na fábrica e passa a trabalhar como vendedor autônomo, o que lhe garante renda para sustentar a família a mulher Isaura e as filhas Célia e Suely e a possibilidade de se deslocar no interior do país para fazer levantamentos das áreas de guerrilha. Na Ala Vermelha Coqueiro engaja-se de corpo e alma na luta armada contra a ditadura militar, mostrando-se um combatente corajoso e solidário. Mas, divergências dentro da organização o levam, ao lado de militantes como Devanir José de Carvalho (Henrique) e Joaquim Alencar de Seixas (Roque), a fundar, no início de 1969, o Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT), uma organização de origem operária e que será bastante combatida nos piores anos da ditadura brasileira. Por conta da atuação de Coqueiro enquanto militante da luta armada o tornam alvo da repressão, especialmente de órgãos como a Operação Bandeirantes (OBAN) e Departamento de Ordem Política e Social (DEOPS). Por essa razão, tem prisão preventiva decretada pela Justiça Militar, em fevereiro de O cerco à luta armada se fecha e, no dia 29 de maio de 1969, Coqueiro é preso por agentes do DOI-CODI, em São Paulo. Bastante torturado, na sequência é entregue para ser interrogado no DEOPS, onde ficou a cargo do tratamento desumano empregado pelo delegado Sérgio F. Paranhos Fleury e sua equipe. 15 de junho de 1970, Coqueiro foi banido do território nacional, sendo levado com outros 39 ex-presos políticos para a Argélia. Após o período de interrogatórios e torturas, foi levado ao Presídio Tiradentes, também em São Paulo, onde ficou à disposição da Justiça Militar, sendo indiciado em vários inquéritos sobre sua atuação na luta armada. Acontece que, nos primeiros dias de junho de 1970, militantes da Frente Armada, liderados por Eduardo Leite (Bacuri) e José Milton Barbosa (Castro) raptam o embaixador alemão Ehrenfried Von Holleben e libertam em troca do embaixador, 40 presos políticos, entre eles Aderval Alves Coqueiro. Assim, no dia 15 de junho de 1970, Coqueiro foi banido do território nacional, sendo levado com outros 39 ex-presos políticos para a Argélia. No exílio Coqueiro tinha duas preocupações: a família e a busca de uma forma de retornar ao Brasil para libertar os companheiros ainda sob as garras da repressão. Pouco menos de um ano de exílio Coqueiro retorna ao Brasil, em 31/1/1971, num esquema clandestino da VAR-Palmares. O guerrilheiro vai morar num apartamento, no bairro de Cosme Velho, no Rio de Janeiro. Apenas uma semana após à volta o Brasil, em 6/2/1971, é assassinado. Como de praxe, a repressão monta uma versão mentirosa e fantasiosa sobre a morte do militante. A versão oficial afirma que Coqueiro morreu em decorrência de um embate com os órgãos de segurança, num cerco com mais de 50 policiais e que sua prisão foi possível a um esquema de investigação que havia sido montado um mês antes. Ora, se Coqueiro morreu uma semana depois de sua volta do exílio, num aparelho que não era de nenhuma outra organização, como pôde o mesmo local ser investigado um mês antes dos acontecimentos? Embora não tenha sido possível localizar a perícia local, fotos, nem o laudo necroscópico, a desmontagem da farsa de mais um crime da ditadura começou quando o zelador do prédio onde Coqueiro foi assassinado afirmou ter ouvido durante a operação militar, um agente gritando: atira e mata. Esse mesmo homem foi levado pelos policiais para dar informações sobre o militante e foi o único, além dos militares, a ver o corpo de Coqueiro no local. Segundo seu relato, o mesmo apresentava diversas marcas de tiro e, detalhe: estava desarmado. Apesar disso, ouviu um dos agentes dizer: bota a arma do lado dele, o que indica a montagem de mais uma farsa para os crimes da ditadura. A morte de Coqueiro teve grande repercursão na imprensa, pois era o primeiro banido encontrado pelos órgãos de repressão. Devanir José de Carvalho (Henrique) Mineiro de Muriaé, Devanir José de Carvalho migrou com a família para São Paulo em busca de melhores condições de vida na década de 50. Devanir logo encontrou trabalho no ABCD paulista quando a indústria automobilística se implantava naquela região. Ainda adolescente, tinha aprendido 8 9

6 Devanir quando operário da Toyota, em São Bernardo do Campo. com o irmão mais velho o ofício de torneiro mecânico e, desde então, passou a trabalhar em empresas metalúrgicas de grande porte, como a Villares e a Toyota, em São Bernardo do Campo. Em 1963, aos 20 anos, casou-se com Pedrina José de Carvalho, com quem teve dois filhos: Carlos e Ernesto. No mesmo ano, começou a atuar no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, participando de greves. Nesse período vinculou-se ao PCdoB. Após a deposição de Goulart, fugiu da repressão política mudando-se com a família para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como motorista de táxi. Alguns documentos dos órgãos de segurança do regime militar, afirmam que ele teria recebido treinamento de guerrilhas na China. Em 1967, rompeu com o PCdoB, alinhado com o grupo dissidente que deu origem à Ala Vermelha. Finalmente, em 1969, liderou nova dissidência nesse grupo para constituir o MRT. Dentre seus irmãos, Joel José de Carvalho e Daniel José de Carvalho, estavam presos desde 1969, processados por militância na Ala Vermelha. Ambos foram banidos do país em janeiro de 1971, em troca do embaixador suíço. Conhecido como Henrique na vida clandestina, era um dos militantes mais temidos e odiados pelos órgãos de segurança de São Paulo naquele momento, por imputarem a ele participação em algumas ações armadas que resultaram em mortes de policiais ou guardas. Isso explica a violência aplicada a Devanir quando de sua prisão e morte. Devanir José de Carvalho foi morto em abril de 1971, no dia 5, se merecer crédito a data firmada em seu laudo de necropsia, ou por volta do dia 7. Pelo que foi possível reconstituir da morte de Devanir, ainda hoje recoberta de mistério, ele foi recebido por uma rajada de metralhadora quando chegou à uma residência da rua Cruzeiro, no bairro Tremembé, em São Paulo. Levado ao DOPS, onde teria permanecido dois dias, foi torturado pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury. O depoimento prestado por Ivan Seixas revela que a versão oficial, como de praxe, não é verdadeira: quando fui preso, em 16/04/1971, ouvi vários torturadores do DOI-CODI do II Exército contarem detalhes sobre a morte de Henrique, codinome de Devanir. Esses torturadores diziam que fariam comigo o que Fleury fez com teu chefe, o Henrique. Quando fui transferido para o DOPS/SP, ouvi de vários carcereiros e policiais que teu chefe agüentou três dias de tortura e não falou nada. quando fui levado para interrogatório pelo torturador Carlinhos Metralha (Carlos Alberto Augusto), ouvi dele que Devanir tinha sido preso ferido e torturado até a morte pelo delegado Fleury. Num processo judicial a que Devanir respondeu perante a Justiça Militar, advogados teriam visto uma foto do cadáver, não localizada posteriormente, Joaquim e Ivan com marca de perfuração de bala na altura do coração e inúmeros ferimentos, em várias partes do corpo, principalmente na cabeça. O laudo da necropsia, assinado pelos médicos legistas João Pagenotto e Abeylard de Queiroz Orsini, confirmou a versão de que o metalúrgico foi morto em tiroteio. O Estado foi responsabilizado pelo assassinato de Devanir José de Carvalho em 29/02/96, por unanimidade. Joaquim Alencar de Seixas (Roque) Paraense de Bragança, Joaquim Alencar de Seixas mudou-se aos 19 anos para o Rio de Janeiro onde trabalhou como mecânico de aviões na Varig, Aerovias e Panair. Devido sua atuação política perdeu o emprego diversas vezes. Quando trabalhava na Varig, apresentou uma denúncia ligando a empresa ao governo ditatorial de Getúlio Vargas e aos nazistas alemães. No Rio de Janeiro, aproximou-se do Partido Comunista, onde militou até Na sede do partido conheceu Fanny Akselrud, com quem se casou. Logo após a queda de Getúlio, mudou-se com a família para o Rio Grande do Sul, onde desempenhou distintas ocupações. Por volta de 1960, voltou a residir no Rio de Janeiro trabalhando como encarregado de manutenção da Petrobras. Neste período, participou ativamente do sindicato dos petroleiros quando ocorreu o golpe militar. Demitido da estatal nos expurgos praticados pelo regime militar, Seixas e a família retornaram ao Rio Grande do Sul no final de Na capital gaúcha, militou ao lado do sargento Manoel Raimundo Soares, que seria morto sob torturas em 1966, e das lideranças que formaram o MR-26. Em 1970, a família Seixas mudou-se para São Paulo e passou a integrar MRT, sendo seu aparelho um dos principais pontos de encontro das lideranças da Frente Armada, visto que abrigou Lamarca durante certo período. Joaquim e seu filho adolescente, Ivan, também militante do MRT, foram presos, em 16/04/1971, na rua Vergueiro, próximo ao número 9.000, e ambos foram levados para a 37ª DP, localizada na mesma rua. A violência contra os dois militantes começou já no pátio do estacionamento, onde pai e filho foram espancados, enquanto os policiais trocavam os veículos utilizados para efetuar as prisões. Postos em nova viatura, foram conduzidos às dependências do DOI-CODI/SP, na rua Tutóia, antiga Operação Bandeirantes (OBAN). No pátio de manobras daquela unidade, a violência dos espancamentos foi tamanha que a corrente das algemas que os uniam se partiu. A crueldade não parou por aí: pai e filho foram torturados um na frente do outro na sala de interrogatório. A ferocidade dos torturadores sobre Joaquim deu-se pelo de de que os agentes tinham a informação de que ele tinha participado, poucos dias antes, da execução do industrial Albert Henning Boilesen, proeminente financiador da repressão

7 Iara e Ieda MRT Enquanto o suplício de Joaquim e Ivan se prolongava, a casa da família Seixas foi invadida, saqueada, e Fanny e suas filhas Iara e Ieda foram presas e também levadas para o DOI-CODI/SP. No dia seguinte, 17 de abril, os jornais paulistas publicaram nota oficial dos órgãos de segurança, noticiando a morte de Joaquim Alencar de Seixas, durante tiroteio, mas não era verdade, pois ele ainda estava vivo. Presos nas mesmas dependências, a esposa Fanny e os filhos Ivan, Ieda e Iara, ouviam claramente sua voz durante os interrogatórios. Por volta das 19 horas os gritos cessaram. Foi quando Fanny soube que o marido estava morto. A constatação veio quando, na ponta dos pés, espiou pela abertura da cela e viu os policiais estacionarem uma perua C-14 no pátio de manobras, forrar o porta-malas com jornais, testemunhando o momento em que o corpo dele foi jogado no veículo. Ainda teve tempo de escutar um diálogo entre dois agentes: de quem é esse presunto?, perguntou um deles, obtendo como resposta: de quem é esse presunto? esse era o Roque, referindo-se ao nome-de-guerra de Joaquim. No processo formado contra o MRT na Justiça Militar, consta uma fotografia do cadáver de Joaquim Seixas com inequívocos sinais de espancamento e um tiro na altura do coração. Apesar disso, a necropsia, assinada pelos legistas Pérsio José B. Carneiro e Paulo Augusto de Queiroz da Rocha, confirmou a versão oficial, sem identificar o que poderia ter provocado as lesões corporais. Sua esposa e filhos, além de outros presos políticos, denunciaram mais tarde os responsáveis pelas torturas e execução de Joaquim Alencar de Seixas: o então major Carlos Alberto Brilhante Ustra, comandante da unidade, o capitão Dalmo Lúcio Muniz Cirillo, subcomandante, o delegado Davi Araújo dos Santos o investigador de polícia Pedro Mira Granzieri e outros identificados apenas por apelidos. O legista Nelson Massini examinou os documentos relativos à morte de Seixas e identificou oito lesões contusas, em especial na cabeça, e afirmou que o Sr. Joaquim Alencar de Seixas sofreu, além dos ferimentos mortais de projéteis de arma de fogo, outras lesões provenientes de meios e/ou instrumentos constituídas de forte dor física e sofrimento físico que se define como tortura ou forma cruel de violência. O Estado foi responsabilizado pelo assassinato de Joaquim Alencar Seixas em 18/01/96, por unanimidade. Dimas Antônio Casemiro (Rei) Dimas foi corretor de seguros, vendedor de carros e tipógrafo. Era casado com Maria Helena Zanini, com quem teve o filho Fabiano César Casemiro. Foi militante estudantil em Votuporanga, no interior paulista, e mudou-se para São Paulo a convite de Devanir José de Carvalho, dirigente principal do MRT. Era irmão de Denis Casemiro, militante da VPR, que seria preso pela equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury no mesmo mês, na região de Imperatriz, e executado em maio de Dirigente do MRT, com militância anterior na Ala Vermelha e na VAR-Palmares, foi morto em São Paulo, em 17/04/1971, sendo enterrado como indigente no Cemitério Dom Bosco, em Perus. Seus restos mortais estão entre as ossadas da Vala de Perus, à espera de identificação confirmatória. Documentos dos órgãos de segurança o acusam de participação em diversas operações armadas, inclusive na execução, dois dias antes, na capital paulista, do industrial Henning Albert Boilesen, presidente da Ultragás, empresa que tinha atuado como financiadora da OBAN, em 1969 e A versão oficial afirmaca que Dimas morrera fuzilado ao chegar em sua casa, em São Paulo. Entretanto, a análise dos documentos desenvolvida pela Comissão Especial trouxe outra certeza: Dimas fora preso e o corpo somente deu entrada no IML depois de ter sido publicada a notícia de sua morte, nos jornais do dia 18/04/1971. A requisição de exame ao IML, assinada pelo delegado do DOPS Alcides Cintra Bueno Filho, informa que a morte se deu na rua Elísio da Silveira, 27, no bairro Saúde, às 13 horas do dia 17 de abril. Entretanto, o corpo de Dimas, ainda de acordo com a própria requisição de exame, só deu entrada no IML às 14 horas do dia 19 de abril, tendo sido enterrado às 10 horas do dia 20. O laudo necroscópico, assinado por João Pagenotto e Abeylard de Queiroz Orsini, descreve quatro ferimentos causados por arma de fogo e atesta a morte por choque hemorrágico. Além de questionar onde estaria Dimas durante os dois dias que antecederam sua entrada no IML, a CEMDP analisou as fotos de seu corpo, localizadas nos arquivos do DOPS/SP, constatando que eram visíveis algumas lesões na região frontal mediana e esquerda, no nariz, e principalmente, nos cantos internos dos dois olhos, não descritas no laudo. Diante desses novos fatos, constatou-se que Dimas morreu na tortura. Diante disso, o Estado foi responsabilizado por seu assassinato em 17/05/1996, por unanimidade Daniel José de Carvalho (Josué) e Joel José de Carvalho (Gilberto) Os irmãos Joel José e Daniel José de Carvalho faziam parte de uma família que, na década de 1950, migrou de Minas Gerais para São Paulo em busca de melhores condições de vida e trabalho, deixando para trás a vida camponesa. Chegaram ao ABCD paulista no início da instalação da indústria automobilística. Além de Joel e Daniel, os outros irmãos, Devanir, Jairo e Derly também participaram de organizações de esquerda que lutaram contra a ditadura militar e eram denominados pela repressão como Irmãos Metralha. Joel José era operário gráfico e vivia com Maria das Graças de Souza, com quem teve um filho, Jocimar. Daniel era motorista e torneiro mecânico em indústrias de São Bernardo e Diadema. Casado com Maria Aparecida, teve dois filhos, Magda Cristina e Magno. Os irmãos tinham sido militantes do PCB e do PC dob, de onde saíram para organizar a Ala Vermelha, sendo presos em 1969 quando estava em fundação o MRT, liderado por outro irmão, Devanir José de Carvalho. Presos, Joel e Daniel tinham sido torturados na OBAN, antes de serem transferidos para o Presídio Tiradentes, onde permaneceram até serem banidos do Brasil, em troca da libertação do embaixador suíço Giovani Enrico Bucher, em janeiro de

8 Joel, Daniel, José Lavecchia e Ernesto Ruggia Levados ao Chile, saíram do país após o Golpe Militar de 11/09/1973, quando fugiram para a Argentina. No exílio, os dois mudaram de organização, ingressando na VPR. Joel e Daniel foram mortos com outros quatro militantes Onofre Pinto, José Lavecchia, Ernesto Ruggia e Vítor Carlos Ramos, em 13/07/1974, num dos episódios mais encobertos de incertezas e mistério entre todos os casos de mortes e desaparecimentos registrados no período ditatorial. Embora a VPR praticamente já não existisse no Brasil, tendo sido desmobilizada no início de 1973, os seis militantes decididos a retornar do exílio para combater o regime militar, entraram clandestinamente no território nacional, pela região de Foz do Iguaçu, em julho de Atraídos por uma cilada armada por um agente infiltrado ex-sargento da Brigada Militar Alberi Vieira dos Santos foram executados numa picada dentro do Parque Nacional do Iguaçú. Algumas luzes sobre esse misterioso episódio só começaram a surgir em 2005, quando Aluízio Palmar lançou o livro Onde foi que vocês enterraram nossos mortos?, reconstituindo, ao final de quase três décadas de investigação, os últimos passos dos seis guerrilheiros. Aluízio Palmar conseguiu descobrir o agente policial que trabalhou junto com Alberi e que participou diretamente dessa operação de infiltração. Desempenhando o papel de motorista e usando o nome fictício de Otávio Camargo, esse agente foi encarregado de buscar o grupo que saíra de Buenos Aires no dia 11 de julho, levando-o para o sítio de Niquinho Leite, parente de Alberi que não tinha conhecimento do que iria suceder. O sítio ficava em Boa Vista do Capanema, onde o grupo chegou no dia 12 de julho. Alberi tinha convencido o grupo de que a melhor entrada para o Brasil seria uma base de apoio em Santo Antônio do Sudoeste (PR). Chegando ao sítio, os viajantes descansaram da viagem de mais de 24 horas. Longe de ser uma base de apoio, o local e o plano eram uma armadilha para eliminar o grupo. O sítio não era da VPR; Niquinho era um inocente útil usado pelo sobrinho (Alberi); Otávio, um membro do Centro de Inteligência do Exército; e Alberi, o cachorro que estava levando-os para uma armadilha... Durante a viagem, desde que saíram de Buenos Aires, os exilados foram monitorados por agentes do CIE (Centro de Informações do Exército). A Operação Juriti foi comandada pelo doutor Nei (coronel Ênio Pimentel Silveira) e pelo doutor Pablo (coronel Paulo Malhães). Ela havia começado no Chile, teve sua continuidade na Argentina e agora chegava à sua fase final. Durante a viagem pela Argentina, desde que saíram de Buenos Aires, os exilados foram monitorados por agentes do CIE. Marival Chaves foi um deles. Toda a operação foi controlada à distância pelos coronéis Brandt e Malhães. Os agentes fizeram rodízio e acompanharam o retorno dos Revolucionários até chegarem ao sítio de Niquinho. O grupo de assassinos esperou os revolucionários no Caminho do Colono, seis quilômetros mato a dentro do Parque Nacional do Iguaçu. Aquela noite e o dia seguinte eles passaram no sítio. Enquanto uns descansavam, outros foram andar pelo mato ou pescar no Rio Capanema. Ao anoitecer do dia 13, Alberi e Otávio saíram com Joel, Daniel, Victor, Lavecchia e Enrique para executar Onofre Pinto a primeira ação revolucionária, uma expropriação na agência do Banco do Estado do Paraná, em Medianeira. Segundo o relato do agente Otávio, o plano era levar o grupo para um assalto a uma agência bancária. Onofre não participaria por ser muito conhecido. E prossegue o relato de Aluízio: Otávio deu a partida no motor e o carro subiu a lomba, para em seguida seguir pela estreita e sinuosa Estrada do Colono. Com exceção de alguns raios de luz que, de vez em quando, cruzavam a mata fechada, a escuridão era total. Depois de rodar quase seis quilômetros, a rural fez uma curva fechada e entrou num picadão à direita, que dava acesso a uma clareira. Chegamos companheiros, disse Alberi enquanto descia do veículo. O grupo caminhou um pouco e, de repente, antes de chegar à clareira, fez-se no meio do mato um clarão e fuzilaria abundante. Otávio ficou junto ao carro, Alberi correu e se jogou no solo, Lavecchia deu um tiro a esmo antes de cair. Após o tiroteio, a floresta foi tomada pelo silêncio, apenas interrompido pelo barulho dos coturnos dos militares do grupo de extermínio que saíam de seus esconderijos para fazer um balanço da chacina. (...) No chão, entre folhas e entrelaçado por cipós, o jovem Enrique Ernesto Ruggia ainda estava vivo e, tal como o Che, teimava em perseguir seu sonho de libertar a América Latina do domínio norte-americano e implantar o socialismo. (...) A ordem era matar e uma descarga final de pistola tirou o último sopro de vida de Enrique Ruggia. O pelotão de fuzilamento limpou a área, enterrando os corpos numa cova ali mesmo. Onofre foi executado depois, e seu corpo teria sido jogado em um rio. Otávio Camargo não quis falar com Aluízio, mas recebeu o agente da Polícia Federal Adão Almeida e foi até o local onde estariam os corpos. Em maio de 2005, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República procedeu à busca com os técnicos da Equipe Argentina de Antropologia Forense, mas não foi possível encontrar a cova. O Estado foi responsabilizado pelo assassinato dos seis militantes em 04/12/95. O traidor Alberi Vieira dos Santos levou a morte o grupo do ex-sargento Onofre Pinto, da VPR. A Operação Juriti, na qual foram mortos os seis guerrilheiros, era comandada pelos coronéis José Teixeira Brandt e Paulo Malhães, do Centro de Informações do Exército. O tenente Aramis Ramos Pedroso, do Batalhão de Fronteiras de Foz do Iguaçu, teria comandado a cilada na qual foram mortos os seis guerrilheiros

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