Orientadora: Profª Drª Carla Luciana Silva.

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Orientadora: Profª Drª Carla Luciana Silva. Email: thomaz_j_herler@hotmail.com"

Transcrição

1 Formação e trajetória do MR-8 (DI-RJ) nas memórias de Aluízio Palmar Thomaz Joezer Herler1 Neste artigo, pretendo abordar o processo de formação do MR-8 (DI-RJ)2 e sua atuação na região oeste do Paraná a partir da obra Onde foi que vocês enterraram nossos mortos?, escrita por Aluízio Palmar, um dos membros fundadores desta organização armada. Em seu livro, o autor propõe expor sua trajetória na investigação de um intrigante massacre ocorrido em 1974 no Parque Nacional do Iguaçu, na cidade de Foz do Iguaçu, em que seis membros de um grupo da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) liderado por Onofre Pinto, foram executados. Ao narrar suas viagens pelo oeste e sudoeste paranaense, em busca de pistas que pudessem levar à solução do mistério que rondava o assassinato do Grupo de Onofre, Aluízio vai estreitando, aos poucos, sua relação com este caso e as motivações que o levaram a investigar tal crime. Para que os leitores compreendam as ligações do antigo guerrilheiro com o grupo da VPR que fora executado e o porquê desta busca incessante por esclarecer o ocorrido, ele reconstitui acontecimentos passados de sua vida. Seu primeiro contato com ideias socialistas ainda na adolescência, sua inserção na militância política em Niterói e seu ingresso no PCB na década de Trás à tona também os embates internos que ocorreram no PCB após o golpe de 1964, que originaram dissidências e posteriormente rachas, dando origem às organizações armadas. Aborda especificamente a formação da Dissidência Comunista do Rio de Janeiro (DI-RJ), da qual fora fundador, que rompe com o Partido em 1966 e em Mestrando em História do Programa de Pós-Graduação da UNIOESTE, linha de pesquisa Estado e Poder. Orientadora: Profª Drª Carla Luciana Silva. 2 A sigla DI-RJ (Dissidência do Rio de Janeiro) faz-se necessária para diferenciar este MR-8 daquele outro derivado da DI-GB (Dissidência da Guanabara). Após a desmobilização do primeiro MR-8 pela repressão, em 1969, a DI-GB, no ato do sequestro do embaixador Charles Elbrick, adotou este nome como forma de contraporse à propaganda governista de que o MR-8 havia sido desbaratado. 1

2 muda de nome para Movimento Revolucionário 8 de outubro (MR-8), em homenagem ao guerrilheiro Ernesto Guevara, morto nesta data. Para nossas problematizações, será importante ressaltar a importância da memória individual e da experiência social para a história. Quando à memória individual, cabe enfocar que esta é um produto social, porque todos nós falamos um idioma, que é um produto social; nossa experiência é uma experiência social, mas não pode submeter completamente a memória de nenhum indivíduo sob um marco de memória coletiva. Cada pessoa tem uma memória, de alguma forma, diferente de todas as demais. Então, o que vemos, mais que uma memória coletiva, é que há um horizonte de memórias possíveis. (ALMEIDA e KHOURY apud ALMEIDA, 2003, p. 145) Quanto à questão da experiência social, tal noção é adotada como um conceito articulador, que não divorcia a vida material da cultura e da consciência. Ou seja, a situação concreta, material, social, encontra-se numa interação dialética com as representações e concepções de mundo. Deste modo, enfoca-se a importância do sujeito na história, e toma-se a luta de classes não só como categoria de análise, mas também como perspectiva política (KHOURY, 2012, p. 32). A partir de tais premissas, faz-se importante articular a memória de Aluízio sobre a formação e atuação do MR-8 ao contexto vivenciado após o Golpe Civil-Militar no Brasil, marcado por crises de paradigmas e esperanças em uma nova esquerda, caracterizada pela ação armada e pela recusa aos tradicionais partidos comunistas. Também podemos problematizar as motivações que levaram Aluízio Palmar a narrar sua atividades enquanto guerrilheiro nesta obra, articulando suas motivações particulares (fruto de suas experiências sociais) à relevância social de seu trabalho 1. Divergências com a direção o PCB e formação do MR-8 (DI-RJ) Com o golpe Civil-Militar, ocorrido em 1964, o PCB e os nacionalistas de esquerda (principalmente do PTB) veem frustradas suas expectativas de colocarem em prática seus

3 projetos políticos, que encontravam forte sustentação no governo Jango, dado a seu caráter nacional-desenvolvimentista. Segundo Davi Maciel, a partir deste momento iniciou-se um processo de substituição progressiva da institucionalidade democrática herdada da Constituição de 1946 por uma institucionalidade autoritária apoiada no cesarismo militar, que garante a direção política do bloco no poder pelas Forças Armadas; na supremacia do poder Executivo sobre os demais poderes, que centraliza e concentra o processo político que tomada de decisões; na Lei de Segurança Nacional e num aparato de repressão e informações ampliado em escala nacional, que militarizam a questão social e o tratamento do conflito político; numa legislação partidária e eleitoral voltada para transformar os partidos e as eleições em instrumentos de legitimação do governo. E numa estrutura sindical radicalizada em seus aspectos repressivos, tutelares e assistencialistas, que garantem o controle sobre o movimento dos trabalhadores. (MACIEL, 2011, p. 41) No capítulo Um furação sobre nossas cabeças, o ex-guerrilheiro, que havia ingressado no PCB no começo da década de 1960, narra a articulação ocorrida no interior do PCB após o golpe, suas estratégias e recuos diante da face da repressão então instaurada, bem como as divergências internas ao partido que vieram a culminar na formação de dissidências. Segundo Aluízio, desde o golpe estávamos envolvidos no debate sobre a linha política a ser seguida. A luta interna [ao PCB] era intensa e os setores universitário e secundarista romperam de cara com a posição nacional desenvolvimentista defendida pela direção. Juntamente com alguns quadros operários navais, começamos a caminhar em direção a opção pela etapa socialista da revolução brasileira e a luta armada. (PALMAR, 2006, p. 267) Muitos foram os fatores que influenciaram, neste momento, no descrédito conferido aos paradigmas do PCB e, posteriormente, no fortalecimento dos grupos de esquerda armada, principalmente entre os militantes mais jovens. Inicialmente, pesou muito em vários militantes do PCB a ausência de resistência do partido ao Golpe de 64, bem como sua adesão ao MDB (único partido de oposição legal do Regime Civil-Militar) como forma de luta pela redemocratização. Acreditava-se que a estrutura arcaica e stalinista [do PCB] não era capaz 3

4 de dar conta da complexidade da sociedade brasileira nem da novidade dos movimentos sociais dos anos 60, tampouco da transformação revolucionária da ordem estabelecida (RIDENTI, 1993, p. 120). Apesar das divergências entre as concepções políticas e revolucionárias cultivadas pelas diferentes organizações, estas eram unidas pela recusa à revolução por via pacífica postulada pelo PCB, assim como pela inspiração gerada pelo sucesso da experiência cubana. A institucionalidade autoritária que foi se solidificando após o golpe de 64 fazia com que muitos militantes acreditassem que apenas a luta armada seria possível para promover a libertação nacional ou a construção de um Estado Socialista. Deve-se lembrar, também, que a esquerda armada era vista como uma alternativa de atuação não apenas pelo rigor imposto pelo cesarismo militarista que vinha se formando. Neste mesmo contexto, diversos teóricos produziram trabalhos que entravam diretamente em choque com as teses pecebistas. Eram desmistificadas as ideias de revolução por etapas (constituição do nacional-desenvolvimentismo para chegar ao socialismo) e de aliança entre trabalhadores e burguesia nacional contra os latifundiários aliados ao imperialismo. Deste modo, já não se acreditava mais na superação dos problemas econômico-sociais brasileiros dentro do capitalismo, através de uma revolução que visasse, em primeiro momento, apenas a libertação nacional. Acreditava-se tampouco na possibilidade de aliança entre operários e camponeses com a burguesia, visto que o imperialismo e as relações atrasadas no campo estariam imbricados ao próprio capitalismo brasileiro, de modo que não seria possível falar em uma revolução nacional e democrática na qual os interesses da burguesia fossem contrários aos de imperialistas e latifundiários. (RIDENTI, 1993, p. 34) Outra peculiaridade destas novas esquerdas é a concepção de que o meio rural seria o núcleo central das atividades guerrilheiras contra o Regime Civil-Militar. A esta diretriz, adotada por todas as organizações armadas (de modo mais ou menos rígido), está imbricada toda uma série de fatores. Parte disto se deve ao fato dos exemplos mais vivos de revolução

5 na década de 60 eram os de países onde a luta no campo fora fundamental: casos de Cuba, Vietnã e Argélia, sem contar o paradigma um pouco anterior da Revolução Chinesa (RIDENTI, 1993, p. 238). Destas dissidências armadas que se formaram no interior do PCB, trataremos aqui do MR-8 (DI-RJ). Apesar de ter sido curta sua existência, teve grande importância nesta nova estratégia de atuação política. Tendo sido fundada por Aluizio Palmar, Umberto Trigueiro Lima, Antônio Rogério Garcia da Silveira, Milton Gaia Leite, Nielse Fernandes, dentre outros, esta organização armada representou a insatisfação e inquietação, principalmente dos jovens comunistas secundaristas e universitários, com as diretrizes até então adotadas pela direção do PCB. Aluízio narra de forma clara este processo, expondo a intensificação dos debates após 1964 e a radicalização que vinha ocorrendo juntamente por parte de alguns setores do partido. Segundo o mesmo, as dissidências do PCB em vários estados começaram a defender que a revolução não seria nacional-democrática, nem nacional-socialista, mas sim socialista. Para corroborar este posicionamento, a obra A revolução brasileira teve importância fundamental. Escrita por Caio Prado Júnior e lançada em 1966, o livro era uma crítica decisiva à tese do PCB sobre a existência de uma burguesia nacional antiimperialista (PALMAR, 2006, p. 268). Também é enfatizada a importância da Revolução Cubana e da teoria do foco guerrilheiro na construção da crítica aos paradigmas pecebistas. Segundo Aluízio, nos inspiramos na experiência revolucionária de Cuba para defender que era possível fazer a revolução socialista a partir do foco guerrilheiro. Nós conhecíamos a teoria do foco através dos escritos de Che Guevara, mas foi a cópia de um livrinho mimeografado que o Umberto Trigueiros Lima conseguiu com o pessoal da Polop e me entregou certo dia no Jardim São João, em Niterói, que suscitou nosso entusiasmo para subir a serra. O livrinho era Revolução na Revolução, do teórico francês Régis Debray. (PALMAR, 2006, p. 268) 5

6 As teorias desenvolvidas por Régis Debray tiveram grande importância na formação de diversas organizações, dentre elas o MR-8. Seus escritos, de teor um tanto militarista, resumiam e sistematizavam a teoria do foco guerrilheiro da seguinte maneira: o foco se iniciava com um punhado de homens e se punha a atuar entre camponeses de uma região cujas condições naturais favorecessem a defesa e contra-ataques do Exército. Numa segunda etapa, colunas guerrilheiras se deslocavam da região inicial, levando a luta armada a outras regiões. (PALMAR, 2006, p. 268) Tal perspectiva estratégica e militarista, considerada adequada a um momento de repressão ditatorial e supressão dos movimentos sociais, trazia à tona um outro fator importante na formação do MR-8 (DI-RJ): a ideia da primazia do fator militar sobre o fator político e da prioridade do foco sobre o Partido (PALMAR, 2006, p. 268). O partido tradicional marxista-leninista era considerado inadequado àquela conjuntura por sua estrutura rigidamente burocrática, optando-se assim pelo militarismo do foco guerrilheiro, considerado embrião do exército popular revolucionário. Carlos Alberto Barão, em seu artigo A influência da Revolução Cubana sobre a esquerda brasileira dos anos 60, problematiza a influência da concepção debrayana em alguns grupos de esquerda armada brasileiros. Segundo este, Deve apresentar também uma organização nova. Ao partido transformado impõe-se o rompimento com a tradição dos inumeráveis órgãos deliberativos e reuniões, devido a seu aspecto paralisante diante do inimigo. A conversão necessária para as novas formas de luta exige a suspensão temporária da democracia interna no partido e a abolição temporária das regras do centralismo democrático que a assegura. A disciplina partidária torna-se disciplina militar. (BARÃO, 2003, p ) Ainda na discussão sobre partido, Carlos Alberto Barão cita Régis Debray, aludindo à questão da vanguarda nesta nova forma de organização popular. Segundo o teórico francês, O partido é instrumento da luta de classes. Onde o instrumento não logra êxito, as classes populares deverão criar suas vanguardas. Mas de que tipo? Essa vanguarda seria constituída pela guerrilha, responsável agora também pela direção política. O critério da vanguarda é a ação. O futuro exército do povo engendrará o partido do qual

7 ele deveria ser teoricamente o instrumento. No essencial o partido é ele. (DEBRAY apud BARÃO, 2003, p. 281) Inspirados por tais ideias inovadoras, o MR-8 (DI-RJ) começou a tomar forma e a organizar-se. Sendo Aluízio Palmar, devido às suas atividades políticas, vigiado e caçado pela repressão, o mesmo ausentou-se do Rio de Janeiro por um tempo, não só como forma de fugir da repressão mas também para articular o foco guerrilheiro e buscar o apoio de outras dissidências do PCB. Enquanto a repressão me caçava desesperadamente no Estado do Rio, eu fui passar uma temporada no Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (Crusp) e tentar uma aproximação entre nosso grupo e os dissidentes de São Paulo. (...) eu fazia reuniões constantes com os rebeldes das seções paulista, paranaense e gaúcha do Partidão. Esses contatos e mais os que eram feitos pelo pessoal que ficou em Niterói acabaram não resultando na tão esperada fusão das organizações da esquerda revolucionária. Alegando que era cedo para ir pro mato, o que no jargão da época significava fazer o foco guerrilheiro, os paulistas seguiram Marighela e criaram a Ação Libertadora Nacional (ALN); os gaúchos foram para o Partido Operário Comunista; e nossos aliados em Niterói acabaram indo para o Comando de Libertação Nacional (Colina). Apenas a Dissidência Comunista do Paraná ficou conosco, e mesmo assim por algum tempo. (PALMAR, 2006, p. 273) 2. Atuação do MR-8 no oeste do Paraná e sua desarticulação pela repressão Deste modo, tendo sido angariado o apoio da Dissidência Comunista do Paraná, não tardaria para que fosse articulado um foco guerrilheiro neste estado. Aluízio Palmar, demasiadamente queimado para continuar no trabalho de massas e responsável pela implantação de um foco guerrilheiro no Oeste do Paraná (PALMAR, 2006, p. 272), foi para a cidade de Foz do Iguaçu em 1968, junto com outros quadros da organização. Esta cidade, localizada na tríplice fronteira Brasil - Paraguai - Argentina, era bastante propícia para atividades de guerrilha, parecendo adequada dentro da teoria desenvolvida pelo teórico Régis 7

8 Debray. Segundo Humberto Trigueiros Lima, a região era uma grande área florestal, com muitos conflitos de terra (LIMA apud RIDENTI, 1993, p. 224) Assim, deslocaram-se para Foz do Iguaçu Aluizio Palmar, Nielse Fernandes, Milton Gaia Leite, Mauro Fernando de Souza, César Cabral, João Manoel Fernandes, Bernardino Jorge Velho, Israel Resende, Ricardo Kozievlics e Lauro Consentino Filho. Ao chegarem na região, receberam apoio de Fábio Campana, um dos militantes da Dissidência Comunista do Paraná com quem eles estabeleceram contato (PALMAR, 2006, p ). Após chegarem na região, iniciaram um trabalho de reconhecimento da área que durou quase dois anos, fazendo andanças pelas estradas do Oeste do Paraná, levantando rios, riachos, pontes, pontilhões, áreas de conflitos sociais, postos policiais e outros prédios públicos. Enquanto isso, os militantes que ficaram no Rio e em Niterói participavam de expropriações, nome dado aos assaltos cometidos com finalidade de financiamento das atividades guerrilheiras (PALMAR, 2006, p. 275). A partir de tais andanças, feitas principalmente junto com Nielse Fernandes e Bernardino Jorge Velho (ex-militante do PCB), Aluízio deparou-se com diversas situações de exploração, à medida que conhecia a situação dos camponeses da região. Em sua obra, narra que certa vez ele e seus companheiros foram conversar com os trabalhadores da Fazenda Rami, em Matelândia, e ficaram chocados com a exploração a que eram submetidos os empregados. Muitos deles tinham os dedos decepados pelas máquinas, conhecidas como periquitos, nas quais eram desfibradas as hastes do rami, uma planta cuja fibra é utilizada na fabricação de tecidos, cordas e barbantes. Nesta fazenda, ficaram hospedados no dormitório dos trabalhadores solteiros, conversando com os mesmos sobre liberdade, socialismo e revolução. Quando foram embora, antes do dia amanhecer, muitos daqueles peões queriam ingressar na guerrilha. Contudo, desconversaram e saíram, pois consideravam que não era a hora pra aquele tipo de recrutamento (PALMAR, 2006, p. 277). Apesar de tais situações de explorações vistas no momento de reconhecimento da região, Aluízio também narra, com certa simpatia, a lembrança da solidariedade dos

9 camponeses para com os guerrilheiros. Através de Bernardino Jorge Velho, que além de ser bem conhecido na região tinha bastante facilidade em comunicar-se com as pessoas, montaram uma extraordinária rede de apoio para a futura guerrilha, constituída de pequenos proprietários rurais, posseiros, meeiros e peões (PALMAR, 2006, p. 276). Tal rede de contatos e apoio auxiliou-os bastante, tanto no momento de reconhecimento da área quanto, posteriormente, em seus treinamentos de guerrilha. Segundo o autor, esses apoios vinham de todas as direções e nos momentos de maior sufoco transmitiram segurança ao grupo e revitalizaram suas convicções (PALMAR, 2006, p. 279). Após as andanças realizadas para o reconhecimento da área, os militantes Aluízio Palmar, Nielse Fernandes, Milton Gaia Leite, Bernardino Jorge Velho, César Cabral e João Manoel Fernandes passaram quase um ano em treinamentos de guerrilha no Parque Nacional do Iguaçu. Durante este período, receberam treinamento do paraguaio Rodolfo Ramirez Villalba, membro da Frente Revolucionária Colorada (FRC), agrupamento de esquerda existente no interior do Movimento Popular Colorado (Mopoco), do Paraguai. Este contato com a FRC havia sido estabelecido anteriormente por César Cabral, comerciante que vivia em Foz do Iguaçu, outrora estudante de economia na Universidad del Nordeste, na Argentina, perseguido neste país devido à sua militância política de esquerda (PALMAR, 2006, p. 278). Também Marcelo Ridenti aborda um pouco o caráter eminentemente foquista do MR- 8 (DI-RJ). O mesmo afirma que embora a Dissidência tivesse herdado vários trabalhadores do PCB, principalmente o operariado naval de Niterói, não há indícios de continuidade do trabalho político da DI-RJ no meio operário, pois a organização volte-se inteiramente para a preparação da guerrilha, durante sua curta existência (RIDENTI, 1993, p. 172). Em 1969, contudo, resolveu-se desativar a área do foco no oeste paranaense. Segundo Aluizio, Além de termos várias evidências de que a repressão estava de olho em nosso trabalho, foi determinante também a queda em Niterói, em fevereiro de 1969, de Lizi Benjamim Vieira, Vera Wrobel e Clarisse Chonchol, todos militantes do Comando de Libertação Nacional. Na seqüência dessas prisões várias pessoas passaram a ser 9

10 caçadas pela repressão, entre elas eu e Umberto Trigueiros Lima, um dos dirigentes do núcleo urbano da Dissidência Comunista do Estado do Rio (PALMAR, 2006, p. 280). Durante este processo de desativação da área onde seria implantado o foco guerrilheiro, Aluizio Palmar foi preso. No dia 4 de abril, quando, juntamente com Mauro Fernando de Souza ( Silas ) estavam evacuando a casa de um de seus contatos, cruzaram pela cidade de Cascavel e, Silas, que estava dirigindo um jipe pertencente à organização, bateu contra outro carro próximo à rodoviária. Silas saiu em busca de mecânico, e Aluizio ficou esperando fora do carro, e foi neste meio tempo que Marins Bello, jagunço vinculado à Companhia Pinho e Terra, aproximou-se dele juntamente com outros policiais e o prenderam, pois já desconfiavam de suas atividades (PALMAR, 2006, p, 281). Aluízio foi levado à delegacia da cidade, de lá para o Batalhão de Fronteiras em Foz do Iguaçu, depois para o presídio do Ahú, em Curitiba, e ainda posteriormente para o Rio de Janeiro, na Ilha Grande e das Flores, sofrendo várias torturas em todo este processso. O capítulo Nos cárceres da ditadura conta bastante da trajetória de Aluízio e alguns de seus companheiros nos diversos presídios e delegacias por onde passou, até serem exilados para o Chile em 1971, em troca da liberdade do embaixador suíço Giovanni Enrico Bucher, sequestrado em uma ação encabeçada por Lamarca. 3. Considerações finais Não podemos deixar de enfatizar que a memória possui suas características individuais, que não se dissociam, contudo, do todo social. Os conceitos de memória individual e experiência social nos permitem visualizar com maior clareza tal questão. Segundo Thompson, Os homens e mulheres também retornam como sujeitos, dentro desse termo [experiência] - não como sujeitos autônomos, indivíduos livres, mas como pessoas que experimentam suas situações e relações produtivas determinadas como

11 necessidades, interesses e como antagonismos (...) (THOMPSON apud CHRIST, 2010, p. 13) Sendo assim, as memórias de Aluízio Palmar, ao mesmo tempo que são individuais, precisam ser analisadas dentro de todo um contexto social, tendo em vista que suas expectativas, conflitos e ações encontravam materialidade naquela realidade social, e eram também partilhadas por várias outras pessoas. As motivações que levaram-no a contar sua história e a da organização armada, de igual forma, apresentam tanto razões mais individuais quanto sociais. Ao mesmo tempo em que denuncia os crimes ocorridos durante a ditadura, a situação de exploração e subordinação em que se encontrava o povo e o país, alude também a questões de ordem extremamente particulares. Falando sobre seu remorso em não ter avisado os quadros do Grupo de Onofre da possível cilada em que estavam caindo, bem como de sua curiosidade em saber como teria sido sua morte, caso os acompanhasse, deixa-nos claro que suas atividades e sua obra possuem também um caráter de acerto de contas. Enfim, faz-se importante atentar-se para estas questões para que, assim, possamos compreender o indivíduo em sua totalidade, como uma interação de fatores subjetivos e objetivos, determinações e liberdade. 5. Referências bibliográficas ALMEIDA, Paulo Roberto de. Encantos e desencantos da cidade: Trajetórias, cultura e memória de trabalhadores pobres de Uberlândia In: et alli (org.) FENELON, Déa, MACIEL, Laura Antunes, ALMEIDA, Paulo Roberto de, KHOURY, Yara & PEIXOTO. Muitas Memórias Outras Histórias. SP: Olho D Água, BARÃO, Carlos Alberto. A influência da Revolução Cubana sobre a esquerda brasileira nos anos 60. História do marxismo no Brasil/Volume 1: o impacto das revoluções. João 11

12 Quartim de Moraes e Daniel Aarão Reis Filho (org.). 2ª ed. rev. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2003 CHRIST, Flaviane Mônica. Memórias, projetos e lutas na formação histórica do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Miguel do Iguaçu/PR ( ). Dissertação de Mestrado. Marechal Cândido Rondo - PR: Unioeste, KHOURY, Yara Aun. A Problemática da memória como linguagem social e prática política: a experiência de trabalhadores da Thyssenkrupp do Brasil. História e Perspectivas. Uberlândia (46): 31-64, janeiro/junho, 2012 MACIEL, David. As categorias de Gramsci e a transição política no Brasil ( ). In: Estado e poder: ditadura e democracia/carla Luciana Silva; Gilberto Grassi Calil; Maria José Castelano; Paulo José Koling (org.). Cascavel: Edunioeste, PALMAR, Aluizio. Onde foi que vocês enterraram nossos mortos?. Curitiba: Travessa dos Editores, RIDENTI, Marcelo. O Fantasma da Revolução Brasileira. São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista, 1993.

O PARTIDO E A GUERRILHA: O PENSAMENTO POLÍTICO DE CARLOS MARIGHELLA

O PARTIDO E A GUERRILHA: O PENSAMENTO POLÍTICO DE CARLOS MARIGHELLA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes. PPH - Programa de Mestrado em História O PARTIDO E A GUERRILHA: O PENSAMENTO POLÍTICO DE CARLOS MARIGHELLA 17 de Junho de 2009

Leia mais

DITADURA MILITAR: O DISCURSO DE MULHERES NO CONFLITO POR TERRA NA REGIÃO DO ARAGUAIA

DITADURA MILITAR: O DISCURSO DE MULHERES NO CONFLITO POR TERRA NA REGIÃO DO ARAGUAIA DITADURA MILITAR: O DISCURSO DE MULHERES NO CONFLITO POR TERRA NA REGIÃO DO ARAGUAIA Juliany Teixeira Reis 1 Judite Gonçalves Albuquerque 2 Esta pesquisa foi inicialmente objeto de uma monografia de graduação

Leia mais

A revolução cubana, as esquerdas brasileiras e a luta contra a ditadura militar nos anos 1960 e 1970.

A revolução cubana, as esquerdas brasileiras e a luta contra a ditadura militar nos anos 1960 e 1970. A revolução cubana, as esquerdas brasileiras e a luta contra a ditadura militar nos anos 1960 e 1970. Simpósio: HIST/RI - 2 La historia reciente en Latino- América: encrucijadas y perspectivas Jean Rodrigues

Leia mais

país. Ele quer educação, saúde e lazer. Surge então o sindicato cidadão que pensa o trabalhador como um ser integrado à sociedade.

país. Ele quer educação, saúde e lazer. Surge então o sindicato cidadão que pensa o trabalhador como um ser integrado à sociedade. Olá, sou Rita Berlofa dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Brasil, filiado à Contraf e à CUT. Quero saudar a todos os trabalhadores presentes e também àqueles que, por algum motivo, não puderam

Leia mais

PROGRAMA LUGARES DA MEMÓRIA

PROGRAMA LUGARES DA MEMÓRIA Memorial da Resistência de São Paulo PROGRAMA LUGARES DA MEMÓRIA CEMITÉRIO MUNICIPAL DE AREIA BRANCA Endereço: Avenida Nossa Senhora de Fátima, 768, Areia Branca, Santos,SP. Classificação: Cemitério Identificação

Leia mais

O Sindicato de trabalhadores rurais de Ubatã e sua contribuição para a defesa dos interesses da classe trabalhadora rural

O Sindicato de trabalhadores rurais de Ubatã e sua contribuição para a defesa dos interesses da classe trabalhadora rural O Sindicato de trabalhadores rurais de Ubatã e sua contribuição para a defesa dos interesses da classe trabalhadora rural Marcos Santos Figueiredo* Introdução A presença dos sindicatos de trabalhadores

Leia mais

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL Curso: Tecnologia Social e Educação: para além dos muros da escola Resumo da experiência de Avaliação do Programa "Apoio

Leia mais

Portanto, a conjuntura pós-1970 foi marcada pelo protagonismo de entidades e pessoas que

Portanto, a conjuntura pós-1970 foi marcada pelo protagonismo de entidades e pessoas que Os vigilantes da ordem: a cooperação DEOPS/SP e SNI e a suspeição aos movimentos pela anistia (1975-1983). Pâmela de Almeida Resende 1 Mestrado em História Social pela Universidade Estadual de Campinas

Leia mais

A MENINA DOS OLHOS DA REPRESSÃO : DISCUTINDO DITADURA MILITAR E MÚSICA POPULAR BRASILEIRA NO ENSINO DE HISTÓRIA EM SALA DE AULA.

A MENINA DOS OLHOS DA REPRESSÃO : DISCUTINDO DITADURA MILITAR E MÚSICA POPULAR BRASILEIRA NO ENSINO DE HISTÓRIA EM SALA DE AULA. A MENINA DOS OLHOS DA REPRESSÃO : DISCUTINDO DITADURA MILITAR E MÚSICA POPULAR BRASILEIRA NO ENSINO DE HISTÓRIA EM SALA DE AULA. Autora: Mestra Rosicleide Henrique da Silva Universidade Federal de Campina

Leia mais

A América Central continental Guatemala, Costa Rica, Honduras, Nicarágua e El Salvador já foram parte do

A América Central continental Guatemala, Costa Rica, Honduras, Nicarágua e El Salvador já foram parte do p. 110 A América Central continental Guatemala, Costa Rica, Honduras, Nicarágua e El Salvador já foram parte do México até sua independência a partir de 1823; Em 1839 tornam-se independentes fracasso da

Leia mais

Acerca da Luta Armada

Acerca da Luta Armada VALOR E VIOLÊNCIA Acerca da Luta Armada Conferência Pronunciada no Anfiteatro de História da USP em 2011 Wilson do Nascimento Barbosa Professor Titular de História Econômica na USP Boa noite! Direi em

Leia mais

EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA

EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA Autores: FIGUEIREDO 1, Maria do Amparo Caetano de LIMA 2, Luana Rodrigues de LIMA 3, Thalita Silva Centro de Educação/

Leia mais

CRISE E RUPTURA NA REPÚBLICA VELHA. Os últimos anos da República Velha

CRISE E RUPTURA NA REPÚBLICA VELHA. Os últimos anos da República Velha CRISE E RUPTURA NA REPÚBLICA VELHA Os últimos anos da República Velha Década de 1920 Brasil - as cidades cresciam e desenvolviam * Nos grandes centros urbanos, as ruas eram bem movimentadas, as pessoas

Leia mais

ANÁLISE DAS CATEGORIAS SUBVERSÃO E RESISTÊNCIA A PARTIR DA RELAÇÃO IGREJA- ESTADO DURANTE A DITADURA MILITAR NO BRASIL Camila da Silva Portela *

ANÁLISE DAS CATEGORIAS SUBVERSÃO E RESISTÊNCIA A PARTIR DA RELAÇÃO IGREJA- ESTADO DURANTE A DITADURA MILITAR NO BRASIL Camila da Silva Portela * ANÁLISE DAS CATEGORIAS SUBVERSÃO E RESISTÊNCIA A PARTIR DA RELAÇÃO IGREJA- ESTADO DURANTE A DITADURA MILITAR NO BRASIL Camila da Silva Portela * Este artigo traz indagações referentes a uma pesquisa mais

Leia mais

PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA

PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA PROPOSTA DE AÇÃO Criar um fórum permanente onde representantes dos vários segmentos do poder público e da sociedade civil atuem juntos em busca de uma educação

Leia mais

AGROECOLOGIA E EDUCAÇÃO DO CAMPO: pesquisa, ação e reflexão a partir das escolas do campo no município de Goiás-GO 1

AGROECOLOGIA E EDUCAÇÃO DO CAMPO: pesquisa, ação e reflexão a partir das escolas do campo no município de Goiás-GO 1 AGROECOLOGIA E EDUCAÇÃO DO CAMPO: pesquisa, ação e reflexão a partir das escolas do campo no município de Goiás-GO 1 SOUZA, Murilo M. O. 2 ; COSTA, Auristela A. 2 ; SANT ANNA, Thiago S. 3 ; SILVA, Fábio

Leia mais

Por Daniel Favero (*) - 02 Nov 2011

Por Daniel Favero (*) - 02 Nov 2011 Por Daniel Favero (*) - 02 Nov 2011 Diferentemente do que se imagina, Dilma Rousseff não participou do maior roubo praticado por organizações de esquerda para financiar a luta armada contra a ditadura

Leia mais

João Goulart organizou a reforma agrária, direito ao voto, intervenção estatal e economia de regulamentação de remessas de lucro ao exterior.

João Goulart organizou a reforma agrária, direito ao voto, intervenção estatal e economia de regulamentação de remessas de lucro ao exterior. Resenha Crítica CARA MILINE Soares é arquiteta e doutora em Design pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo na Universidade de São Paulo (FAU-USP). É autora do ensaio já publicado: Móveis Brasileiros

Leia mais

HISTÓRIA DO BRASIL CONTEMPORÂNEO II

HISTÓRIA DO BRASIL CONTEMPORÂNEO II Pág. 1 Caracterização Curso: LICENCIATURA EM HISTÓRIA Ano/Semestre letivo: 01/1 Período/Série: 6 Turno: ( ) Matutino ( X ) Vespertino ( ) Noturno Carga horária semanal: 3h (4 aulas) Carga horária total:

Leia mais

A dinâmica da fragmentação da esquerda brasileira nos anos de 1960: da POLOP à COLINA

A dinâmica da fragmentação da esquerda brasileira nos anos de 1960: da POLOP à COLINA Anais do IV Simpósio Lutas Sociais na América Latina ISSN: 2177-9503 Imperialismo, nacionalismo e militarismo no Século XXI 14 a 17 de setembro de 2010, Londrina, UEL GT 6. Socialismo no Século XXI e problemas

Leia mais

GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA

GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA SPINELLI, Mônica dos Santos IE/PPGE/UFMT RESUMO O texto apresenta resultados parciais da pesquisa teórica sobre categorias conceituais em

Leia mais

VESTIBULAR 2011 1ª Fase HISTÓRIA GRADE DE CORREÇÃO

VESTIBULAR 2011 1ª Fase HISTÓRIA GRADE DE CORREÇÃO VESTIBULAR 2011 1ª Fase HISTÓRIA GRADE DE CORREÇÃO A prova de História é composta por três questões e vale 10 pontos no total, assim distribuídos: Questão 1 3 pontos (sendo 1 ponto para o subitem A, 1,5

Leia mais

A função organizadora das Leis Trabalhistas para o Capitalismo Brasileiro (1930-1945) th_goethe@hotmail.com; joaoacpinto@yahoo.com.

A função organizadora das Leis Trabalhistas para o Capitalismo Brasileiro (1930-1945) th_goethe@hotmail.com; joaoacpinto@yahoo.com. A função organizadora das Leis Trabalhistas para o Capitalismo Brasileiro (1930-1945) Thiago Oliveira MARTINS 1 ; João Alberto da Costa PINTO Faculdade de História UFG th_goethe@hotmail.com; joaoacpinto@yahoo.com.br

Leia mais

Patrocínio Institucional Parceria Apoio

Patrocínio Institucional Parceria Apoio Patrocínio Institucional Parceria Apoio InfoReggae - Edição 70 A ONG brasileira está em crise? 06 de fevereiro de 2015 O Grupo AfroReggae é uma organização que luta pela transformação social e, através

Leia mais

DITADURA CIVIL MILITAR

DITADURA CIVIL MILITAR DITADURA CIVIL MILITAR Argentina + ou 25.000 mortos Chile + ou 4.000 mortos Brasil + ou 500 mortos ARGENTINA Parte forte do Vice Reino do Prata vitoriosa da Guerra do Paraguai Sociedade rural que aos poucos

Leia mais

ENTRE A LEI, OS COSTUMES E O DESENVOLVIMENTO: O PROJETO URBANÍSTICO DE 1970 EM MONTES CLAROS/MG.

ENTRE A LEI, OS COSTUMES E O DESENVOLVIMENTO: O PROJETO URBANÍSTICO DE 1970 EM MONTES CLAROS/MG. ENTRE A LEI, OS COSTUMES E O DESENVOLVIMENTO: O PROJETO URBANÍSTICO DE 1970 EM MONTES CLAROS/MG. Michael Jhonattan Delchoff da Silva. Universidade Estadual de Montes Claros- Unimontes. maicomdelchoff@gmail.com

Leia mais

FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE DOCENTES NO ENSINO SUPERIOR

FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE DOCENTES NO ENSINO SUPERIOR FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE DOCENTES NO ENSINO SUPERIOR As transformações sociais no final do século passado e início desse século, ocorridas de forma vertiginosa no que diz respeito aos avanços tecnológicos

Leia mais

Manoel Reinaldo Silva Rego 1

Manoel Reinaldo Silva Rego 1 161 CAMPOS, Pedro Henrique Pedreira. Estranhas Catedrais: as empreiteiras brasileiras e a ditadura civil-militar, 1964-1988. Rio de Janeiro: EDUFF, 2014. 444 p. PASSAGEM DESBOTADA NA MEMÓRIA A RELAÇÃO

Leia mais

Resistência à Ditadura Militar. Política, Cultura e Movimentos Sociais

Resistência à Ditadura Militar. Política, Cultura e Movimentos Sociais Resistência à Ditadura Militar Política, Cultura e Movimentos Sociais Visão Panorâmica Introdução à ditadura Antecedentes do Golpe A Ditadura A Resistência A Reabertura Duração: 1964 à 1985 Introdução

Leia mais

A América Latina na Guerra Fria A ditadura militar no Brasil

A América Latina na Guerra Fria A ditadura militar no Brasil ID/ES Tão perto e ainda tão distante A 90 milhas de Key West. Visite Cuba. Cartão postal de 1941, incentivando o turismo em Cuba. 1 Desde a Revolução de 1959, Cuba sofre sanções econômicas dos Estados

Leia mais

As Escolas Famílias Agrícolas do Território Rural da Serra do Brigadeiro

As Escolas Famílias Agrícolas do Território Rural da Serra do Brigadeiro As Escolas Famílias Agrícolas do Território Rural da Serra do Brigadeiro VIEIRA, Tatiana da Rocha UFV - pedagogia_tati@yahoo.com.br BARBOSA, Willer Araújo UFV- wbarbosa@ufv.br Resumo: O trabalho apresentado

Leia mais

Revolução de 1930. Fatores: Crise de 1929. Movimento Tenentista. Resultado das eleições.

Revolução de 1930. Fatores: Crise de 1929. Movimento Tenentista. Resultado das eleições. Revolução de 1930 Revolução de 1930 Fatores: Crise de 1929. Movimento Tenentista. Resultado das eleições. Revolução de 1930 Responsável pelo fim da chamada Política café com leite Política café com leite

Leia mais

CUIDAR, EDUCAR E BRINCAR: REFLETINDO SOBRE A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

CUIDAR, EDUCAR E BRINCAR: REFLETINDO SOBRE A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL CUIDAR, EDUCAR E BRINCAR: REFLETINDO SOBRE A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Gislaine Franco de Moura (UEL) gislaine.franco.moura@gmail.com Gilmara Lupion Moreno (UEL) gilmaralupion@uel.br

Leia mais

O JOGO NO ENSINO FUNDAMENTAL: EXPERIÊNCIA DE FORMAÇÃO DOCENTE EM EDUCAÇÃO FÍSICA NO PIBID RESUMO

O JOGO NO ENSINO FUNDAMENTAL: EXPERIÊNCIA DE FORMAÇÃO DOCENTE EM EDUCAÇÃO FÍSICA NO PIBID RESUMO O JOGO NO ENSINO FUNDAMENTAL: EXPERIÊNCIA DE FORMAÇÃO DOCENTE EM EDUCAÇÃO FÍSICA NO PIBID Heloisa Braga dos Santos Christian Vieira de Souza RESUMO Este artigo foi elaborado com o objetivo de relatar a

Leia mais

RUPTURAS OU CONTINUIDADES? ASPECTOS HISTÓRICOS DA CULTURA POLÍTICA DA ESQUERDA BRASILEIRA

RUPTURAS OU CONTINUIDADES? ASPECTOS HISTÓRICOS DA CULTURA POLÍTICA DA ESQUERDA BRASILEIRA RUPTURAS OU CONTINUIDADES? ASPECTOS HISTÓRICOS DA CULTURA POLÍTICA DA ESQUERDA BRASILEIRA Clayton Romano (Faculdades Integradas FAFIBE) Resumo: Este trabalho analisa alguns componentes elementares da cultura

Leia mais

NÚCLEO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E ENSINO DE FÍSICA E AS NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

NÚCLEO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E ENSINO DE FÍSICA E AS NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES NÚCLEO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E ENSINO DE FÍSICA E AS NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES Edson Crisostomo dos Santos Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES edsoncrisostomo@yahoo.es

Leia mais

Carta Documento: pela construção e implementação de uma Política de Educação do Campo na UNEB

Carta Documento: pela construção e implementação de uma Política de Educação do Campo na UNEB Salvador, 21 de setembro de 2015 Carta Documento: pela construção e implementação de uma Política de Educação do Campo na UNEB Nos dias 19, 20 e 21 de agosto de 2015 realizou-se no Hotel Vila Velha, em

Leia mais

Terapia Comunitária como metodologia de Desenvolvimento Comunitário

Terapia Comunitária como metodologia de Desenvolvimento Comunitário Terapia Comunitária como metodologia de Desenvolvimento Comunitário Cecília Galvani* Colaboração: Coletivo Pontos de Encontro A Terapia Comunitária (TC) Há cerca de 20 anos, em Fortaleza (CE), na Favela

Leia mais

DA TEORIA À PRÁTICA: UMA ANÁLISE DIALÉTICA

DA TEORIA À PRÁTICA: UMA ANÁLISE DIALÉTICA DA TEORIA À PRÁTICA: UMA ANÁLISE DIALÉTICA JURUMENHA, Lindelma Taveira Ribeiro. 1 Universidade Regional do Cariri URCA lindelmafisica@gmail.com FERNANDES, Manuel José Pina 2 Universidade Regional do Cariri

Leia mais

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia Anais do I Seminário Internacional de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia A CONTRIBUIÇÃO DA DIDÁTICA CRÍTICA NA INTERLIGAÇÃO DE SABERES AMBIENTAIS NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Leia mais

Em recente balanço feito nas negociações tidas em 2009, constatamos

Em recente balanço feito nas negociações tidas em 2009, constatamos DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA O DIÁLOGO SOCIAL NO BRASIL: O MODELO SINDICAL BRASILEIRO E A REFORMA SINDICAL Zilmara Davi de Alencar * Em recente balanço feito nas negociações tidas em 2009, constatamos

Leia mais

Arquivo Público do Estado de São Paulo

Arquivo Público do Estado de São Paulo Arquivo Público do Estado de São Paulo Oficina: O(s) Uso(s) de documentos de arquivo na sala de aula Ditadura Militar e Anistia (1964 a 1985). Anos de Chumbo no Brasil. Ieda Maria Galvão dos Santos 2º

Leia mais

A EXTENSÃO EM MATEMÁTICA: UMA PRÁTICA DESENVOLVIDA NA COMUNIDADE ESCOLAR. GT 05 Educação Matemática: tecnologias informáticas e educação à distância

A EXTENSÃO EM MATEMÁTICA: UMA PRÁTICA DESENVOLVIDA NA COMUNIDADE ESCOLAR. GT 05 Educação Matemática: tecnologias informáticas e educação à distância A EXTENSÃO EM MATEMÁTICA: UMA PRÁTICA DESENVOLVIDA NA COMUNIDADE ESCOLAR GT 05 Educação Matemática: tecnologias informáticas e educação à distância Nilce Fátima Scheffer - URI-Campus de Erechim/RS - snilce@uri.com.br

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

DEMOCRÁTICA NO ENSINO PÚBLICO

DEMOCRÁTICA NO ENSINO PÚBLICO O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO ROSINALDO PANTOJA DE FREITAS rpfpantoja@hotmail.com DEMOCRÁTICA NO ENSINO PÚBLICO RESUMO: Este artigo aborda o Projeto político pedagógico e também

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Erika Cristina Pereira Guimarães (Pibid-UFT- Tocantinópolis) Anna Thércia José Carvalho de Amorim (UFT- Tocantinópolis) O presente artigo discute a realidade das

Leia mais

Temas Governo de Vargas 1930-1945), Populismo (1945-1964) Ditadura Militar (1964-1985) e República Nova (Redemocratização do Brasil) (1985-2010)

Temas Governo de Vargas 1930-1945), Populismo (1945-1964) Ditadura Militar (1964-1985) e República Nova (Redemocratização do Brasil) (1985-2010) Trabalho de História Recuperação _3ºAno Professor: Nara Núbia de Morais Data / /2014 Aluno: nº Ens. Médio Valor: 40 Nota: Temas Governo de Vargas 1930-1945), Populismo (1945-1964) Ditadura Militar (1964-1985)

Leia mais

DISCURSO DE POSSE DA VICE-REITORA DA UNEB, ADRIANA DOS SANTOS MARMORI LIMA

DISCURSO DE POSSE DA VICE-REITORA DA UNEB, ADRIANA DOS SANTOS MARMORI LIMA DISCURSO DE POSSE DA VICE-REITORA DA UNEB, ADRIANA DOS SANTOS MARMORI LIMA Familiares, amigos, técnicos administrativos, estudantes, professores, grupo gestor da UNEB, autoridades civis, militares, políticas

Leia mais

A Revolução Comunista na China 1949 Organização : Prof.: Fabrício Fernandes

A Revolução Comunista na China 1949 Organização : Prof.: Fabrício Fernandes A Revolução Comunista na China 1949 Organização : Prof.: Fabrício Fernandes Antecedentes Guerra Civil A partir de 1925 nacionalistas / kuomintang (Chiang Kai-shek) X comunistas (derrotados) desfecho: Partido

Leia mais

O uso do desenho e da gravura sobre fotografia como práxis poética da memória

O uso do desenho e da gravura sobre fotografia como práxis poética da memória O uso do desenho e da gravura sobre fotografia como práxis poética da memória Vinicius Borges FIGUEIREDO; José César Teatini CLÍMACO Programa de pós-graduação em Arte e Cultura Visual FAV/UFG viniciusfigueiredo.arte@gmail.com

Leia mais

Estudo de Caso. Cliente: Rafael Marques. Coach: Rodrigo Santiago. Duração do processo: 12 meses

Estudo de Caso. Cliente: Rafael Marques. Coach: Rodrigo Santiago. Duração do processo: 12 meses Estudo de Caso Cliente: Rafael Marques Duração do processo: 12 meses Coach: Rodrigo Santiago Minha idéia inicial de coaching era a de uma pessoa que me ajudaria a me organizar e me trazer idéias novas,

Leia mais

Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2012

Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2012 Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2012 Informações Básicas Recursos Humanos Foram pesquisadas as pessoas que trabalhavam na administração direta e indireta por vínculo empregatício e escolaridade;

Leia mais

Período Democrático e o Golpe de 64

Período Democrático e o Golpe de 64 Período Democrático e o Golpe de 64 GUERRA FRIA (1945 1990) Estados Unidos X União Soviética Capitalismo X Socialismo Governo de Eurico Gaspar Dutra (1946 1950) Período do início da Guerra Fria Rompimento

Leia mais

Reflexões sobre as dificuldades na aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral

Reflexões sobre as dificuldades na aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral III Mostra de Pesquisa da Pós-Graduação PUCRS Reflexões sobre as dificuldades na aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral Marcelo Cavasotto, Prof.ª Dra. Ruth Portanova (orientadora) Mestrado em Educação

Leia mais

O PERCURSO FORMATIVO DOS DOCENTES QUE ATUAM NO 1º. CICLO DE FORMAÇÃO HUMANA

O PERCURSO FORMATIVO DOS DOCENTES QUE ATUAM NO 1º. CICLO DE FORMAÇÃO HUMANA O PERCURSO FORMATIVO DOS DOCENTES QUE ATUAM NO 1º. CICLO DE FORMAÇÃO HUMANA Profª. Ms. Marilce da Costa Campos Rodrigues - Grupo de estudos e pesquisas em Política e Formação Docente: ensino fundamental

Leia mais

FORÇA FEMINISTA NA CHINA

FORÇA FEMINISTA NA CHINA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA I CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM HISTÓRIA DO SECULO XX FORÇA FEMINISTA NA CHINA DÉBORAH PAULA DA SILVA RECIFE

Leia mais

PLANO DE TRABALHO DIREÇÃO DO CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE. UNIOESTE - Campus de Francisco Beltrão. Quadriênio 2016-2019. Candidata

PLANO DE TRABALHO DIREÇÃO DO CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE. UNIOESTE - Campus de Francisco Beltrão. Quadriênio 2016-2019. Candidata PLANO DE TRABALHO DIREÇÃO DO CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE UNIOESTE - Campus de Francisco Beltrão Quadriênio 2016-2019 Candidata Franciele Ani Caovilla Follador Slogan: CCS em ação! 1 INTRODUÇÃO Em 1991,

Leia mais

CONCENTRAÇÃO DE TERRAS NO BRASIL UM OLHAR ACADÊMICO SOBRE O PROCESSO

CONCENTRAÇÃO DE TERRAS NO BRASIL UM OLHAR ACADÊMICO SOBRE O PROCESSO CONCENTRAÇÃO DE TERRAS NO BRASIL UM OLHAR ACADÊMICO SOBRE O PROCESSO Ana Claudia Silva Almeida Universidade Estadual de Maringá - UEM anaclaudia1985@yahoo.com.br Elpídio Serra Universidade Estadual de

Leia mais

Conheça quatro projetos de educação transformadores que foram premiados pelo Sinepe/PR

Conheça quatro projetos de educação transformadores que foram premiados pelo Sinepe/PR Conheça quatro projetos de educação transformadores que foram premiados pelo Sinepe/PR Projetos educacionais transformadores realizados por instituições de ensino particular do Paraná ganharam reconhecimento

Leia mais

PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO SILMARA SILVEIRA ANDRADE

PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO SILMARA SILVEIRA ANDRADE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO SILMARA SILVEIRA ANDRADE POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS: FORTALECIMENTO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA Assunção, Paraguay Abril 2015 POLÍTICAS PÚBLICAS

Leia mais

Globalização e solidariedade Jean Louis Laville

Globalização e solidariedade Jean Louis Laville CAPÍTULO I Globalização e solidariedade Jean Louis Laville Cadernos Flem V - Economia Solidária 14 Devemos lembrar, para entender a economia solidária, que no final do século XIX, houve uma polêmica sobre

Leia mais

3 Metodologia. 3.1 Tipo de Pesquisa

3 Metodologia. 3.1 Tipo de Pesquisa 3 Metodologia Neste capítulo é descrita a metodologia da presente pesquisa, abordandose o tipo de pesquisa realizada, os critérios para a seleção dos sujeitos, os procedimentos para a coleta, o tratamento

Leia mais

GESTOR EDUCACIONAL, GESTOR ESCOLAR

GESTOR EDUCACIONAL, GESTOR ESCOLAR GESTOR EDUCACIONAL, GESTOR ESCOLAR A ênfase posta na atualidade no termo gestão educacional tem origem nas mudanças ocorridas nas relações da administração pública (aparato de Estado) com a sociedade.

Leia mais

Na ditadura não a respeito à divisão dos poderes (executivo, legislativo e judiciário). O ditador costuma exercer os três poderes.

Na ditadura não a respeito à divisão dos poderes (executivo, legislativo e judiciário). O ditador costuma exercer os três poderes. Ditadura: É uma forma de governo em que o governante (presidente, rei, primeiro ministro) exerce seu poder sem respeitar a democracia, ou seja, governa de acordo com suas vontades ou com as do grupo político

Leia mais

coleção Conversas #22 - maio 2015 - Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça.

coleção Conversas #22 - maio 2015 - Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. coleção Conversas #22 - maio 2015 - assistente social. agora? Sou E Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. A Coleção CONVERSAS da Editora AfroReggae nasceu com o desejo

Leia mais

BEHAVIORISMO NO PARANÁ EM TEMPOS DE DITADURA MILITAR: O CASO DA UEL

BEHAVIORISMO NO PARANÁ EM TEMPOS DE DITADURA MILITAR: O CASO DA UEL BEHAVIORISMO NO PARANÁ EM TEMPOS DE DITADURA MILITAR: O CASO DA UEL Marcelo Mazzotti Bono Belascusa (PIBIC/CNPq/FA/UEM), Carlos Lopes Eduardo (Orientador), e-mail: caedlopes@gmail.com, Carolina Laurenti

Leia mais

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO CONSELHO DE CLASSE O Conselho de Classe é um órgão colegiado, de cunho decisório, presente no interior da organização escolar, responsável pelo processo de avaliação do desempenho pedagógico do aluno.

Leia mais

Golpe Militar: A Psicologia e o Movimento Estudantil do Rio Grande do Sul

Golpe Militar: A Psicologia e o Movimento Estudantil do Rio Grande do Sul 1919 X Salão de Iniciação Científica PUCRS Golpe Militar: A Psicologia e o Movimento Estudantil do Rio Grande do Sul Pâmela de Freitas Machado 1, Helena B.K.Scarparo 1 (orientadora) 1 Faculdade Psicologia,

Leia mais

ELEIÇÕES 2008 A RELAÇÃO ENTRE VEREADORES, ADMINISTRAÇÕES PETISTAS E O MOVIMENTO SINDICAL SUGESTÕES

ELEIÇÕES 2008 A RELAÇÃO ENTRE VEREADORES, ADMINISTRAÇÕES PETISTAS E O MOVIMENTO SINDICAL SUGESTÕES ELEIÇÕES 2008 A RELAÇÃO ENTRE VEREADORES, ADMINISTRAÇÕES PETISTAS E O MOVIMENTO SINDICAL 1) INTRODUÇÃO SUGESTÕES Ao longo dos seus vinte e oito anos e com a experiência de centenas de administrações que

Leia mais

UMA TRAJETÓRIA DEMOCRÁTICA: das habilitações à coordenação pedagógica

UMA TRAJETÓRIA DEMOCRÁTICA: das habilitações à coordenação pedagógica UMA TRAJETÓRIA DEMOCRÁTICA: das habilitações à coordenação pedagógica Shirleiscorrea@hotmail.com A escola, vista como uma instituição que historicamente sofreu mudanças é apresentada pelo teórico português

Leia mais

Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio e Reinventando o Ensino Médio Profª. Welessandra A. Benfica- Doutoranda FAE-UFMG Universidade do

Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio e Reinventando o Ensino Médio Profª. Welessandra A. Benfica- Doutoranda FAE-UFMG Universidade do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio e Reinventando o Ensino Médio Profª. Welessandra A. Benfica- Doutoranda FAE-UFMG Universidade do Estado de Minas Gerais Mas o que é mesmo que esse caderno

Leia mais

FICHA TÉCNICA. Concepção Marcelo Garcia João Cruz Rodrigo Salgueiro Naira de Araújo. Revisão Ludmila Schmaltz Pereira

FICHA TÉCNICA. Concepção Marcelo Garcia João Cruz Rodrigo Salgueiro Naira de Araújo. Revisão Ludmila Schmaltz Pereira SENAR INSTITUTO FICHA TÉCNICA Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil Senadora Kátia Abreu Secretário Executivo do SENAR Daniel Carrara Presidente do Instituto CNA Moisés Pinto

Leia mais

Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006

Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006 Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006 Realização: Ágere Cooperação em Advocacy Apoio: Secretaria Especial dos Direitos Humanos/PR Módulo II: Conselhos dos Direitos no Brasil

Leia mais

A experiência da Engenharia Clínica no Brasil

A experiência da Engenharia Clínica no Brasil Página 1 de 5 Sobre a Revista Ed 24 - fev 04 Home Medical Infocenter Med Atual Edição Atual Serviços Global Home Brasil Home Busca Mapa do Site Fale Conosco Edição Atual Edição Atual Matéria de Capa Artigo

Leia mais

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na atualidade: luta, organização e educação

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na atualidade: luta, organização e educação O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na atualidade: luta, organização e educação Entrevista concedida por Álvaro Santin*, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem

Leia mais

Inscrições abertas para edital com foco em crianças e adolescentes

Inscrições abertas para edital com foco em crianças e adolescentes Financiamento e apoio técnico Inscrições abertas para edital com foco em crianças e adolescentes A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e o Conselho Nacional dos Direitos

Leia mais

Trabalho em Equipe e Educação Permanente para o SUS: A Experiência do CDG-SUS-MT. Fátima Ticianel CDG-SUS/UFMT/ISC-NDS

Trabalho em Equipe e Educação Permanente para o SUS: A Experiência do CDG-SUS-MT. Fátima Ticianel CDG-SUS/UFMT/ISC-NDS Trabalho em Equipe e Educação Permanente para o SUS: A Experiência do CDG-SUS-MT Proposta do CDG-SUS Desenvolver pessoas e suas práticas de gestão e do cuidado em saúde. Perspectiva da ética e da integralidade

Leia mais

O RESGATE DO PENSAMENTO DE ALBERTO TORRES PARA A COMPREENSÃO HISTORIOGRÁFICA DA POLÍTICA NACIONAL DO PÓS- REVOLUÇÃO DE

O RESGATE DO PENSAMENTO DE ALBERTO TORRES PARA A COMPREENSÃO HISTORIOGRÁFICA DA POLÍTICA NACIONAL DO PÓS- REVOLUÇÃO DE O RESGATE DO PENSAMENTO DE ALBERTO TORRES PARA A COMPREENSÃO HISTORIOGRÁFICA DA POLÍTICA NACIONAL DO PÓS- REVOLUÇÃO DE 1930 Jorge Eschriqui Vieira PINTO Alberto Torres foi um intelectual vanguardista entre

Leia mais

Projeto: Acesso das famílias de mulheres presas ao Programa Bolsa Família no Distrito Federal

Projeto: Acesso das famílias de mulheres presas ao Programa Bolsa Família no Distrito Federal Projeto: Acesso das famílias de mulheres presas ao Programa Bolsa Família no Distrito Federal Coordenação: Debora Diniz Instituições: Universidade de Brasília (UnB) e Anis Instituto de bioética, gênero

Leia mais

HISTÓRIA E PERSPECTIVAS DE VIDA DE ALCOOLISTAS

HISTÓRIA E PERSPECTIVAS DE VIDA DE ALCOOLISTAS HISTÓRIA E PERSPECTIVAS DE VIDA DE ALCOOLISTAS Jéssica Molina Quessada * Mariana Caroline Brancalhão Guerra* Renata Caroline Barros Garcia* Simone Taís Andrade Guizelini* Prof. Dr. João Juliani ** RESUMO:

Leia mais

Ditadura e democracia: entre memórias e história

Ditadura e democracia: entre memórias e história e-issn 2175-1803 Ditadura e democracia: entre memórias e história REIS FILHO, Daniel Aarão. Ditadura e democracia no Brasil: do golpe de 1964 à Constituição de 1988. Rio de Janeiro: Zahar, 2014. Autores:

Leia mais

FORMAÇÃO DE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA

FORMAÇÃO DE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA FORMAÇÃO DE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA Fabiana de Jesus Oliveira União de Ensino do Sudoeste do Paraná fabiana@unisep.edu.br Diversas são as pesquisas que têm mostrado que o ensino encontra-se

Leia mais

Objetivo Promover reflexões acerca da identidade, do papel e das atribuições das equipes pedagógicas do IFTM, visando à construção coletiva de ações

Objetivo Promover reflexões acerca da identidade, do papel e das atribuições das equipes pedagógicas do IFTM, visando à construção coletiva de ações Objetivo Promover reflexões acerca da identidade, do papel e das atribuições das equipes pedagógicas do IFTM, visando à construção coletiva de ações a serem implementadas nos câmpus do Instituto. A identidade

Leia mais

MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA

MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA Jaqueline Oliveira Silva Ribeiro SESI-SP josr2@bol.com.br Dimas Cássio Simão SESI-SP

Leia mais

DISCURSO DE FRANCIS BOGOSSIAN

DISCURSO DE FRANCIS BOGOSSIAN DISCURSO DE FRANCIS BOGOSSIAN na solenidade de posse do Conselho Consultivo e do presidente executivo da AEERJ Dia 28 de julho de 2014 Centro de Convenções da Firjan Minhas Senhoras e Meus Senhores, Gostaria

Leia mais

MAFALDA, A MENINA QUE QUESTIONOU O MUNDO: ARTE SEQUENCIAL COMO FORMA DE RESISTÊNCIA DURANTE OS REGIMES MILITARES DA AMÉRICA DO SUL (1964-1973)

MAFALDA, A MENINA QUE QUESTIONOU O MUNDO: ARTE SEQUENCIAL COMO FORMA DE RESISTÊNCIA DURANTE OS REGIMES MILITARES DA AMÉRICA DO SUL (1964-1973) MAFALDA, A MENINA QUE QUESTIONOU O MUNDO: ARTE SEQUENCIAL COMO FORMA DE RESISTÊNCIA DURANTE OS REGIMES MILITARES DA AMÉRICA DO SUL (1964-1973) Kassia ROSSI, Ananda Gomes HENN, Cristiane Aparecida Fontana

Leia mais

Conheça a trajetória da primeira mulher presidente do Brasil

Conheça a trajetória da primeira mulher presidente do Brasil Conheça a trajetória da primeira mulher presidente do Brasil Dilma Rousseff nasceu em Belo Horizonte em 1947. Presidência é seu primeiro cargo eletivo. Marília Juste Do G1, em São Paulo Dilma Rousseff

Leia mais

Fórum Social Mundial Memória FSM memoriafsm.org

Fórum Social Mundial Memória FSM memoriafsm.org Este documento faz parte do Repositório Institucional do Fórum Social Mundial Memória FSM memoriafsm.org CLIPPING FSM 2009 AMAZÔNIA Jornal: CARTA MAIOR Data: 30/01/09 http://www.cartamaior.com.br/templates/materiamostrar.cfm?materia_id=15547

Leia mais

Associação Catarinense das Fundações Educacionais ACAFE PARECER DOS RECURSOS

Associação Catarinense das Fundações Educacionais ACAFE PARECER DOS RECURSOS 11) China, Japão e Índia são três dos principais países asiáticos. Sobre sua História, cultura e relações com o Ocidente, analise as afirmações a seguir. l A China passou por um forte processo de modernização

Leia mais

As relações internacionais para além dos princípios westfalianos

As relações internacionais para além dos princípios westfalianos As relações internacionais para além dos princípios westfalianos Diogo Bueno de Lima Durante boa parte do século XX as relações internacionais foram meramente pautadas por princípios westfalianos de relações

Leia mais

LIDERANÇA NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO Prof. Joel Dutra

LIDERANÇA NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO Prof. Joel Dutra LIDERANÇA NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO Prof. Joel Dutra INTRODUÇÃO As organizações vivem em um ambiente em constante transformação que exige respostas rápidas e efetivas, respostas dadas em função das especificidades

Leia mais

PROGRAMA LUGARES DA MEMÓRIA

PROGRAMA LUGARES DA MEMÓRIA Memorial da Resistência de São Paulo PROGRAMA LUGARES DA MEMÓRIA Cemitério de Areia Branca Endereço: Avenida Nossa Senhora de Fátima, 854 Areia Branca, Santos, SP. Classificação: Cemitério Identificação

Leia mais

SOCIOLOGIA GERAL E DA EDUCAÇÃO

SOCIOLOGIA GERAL E DA EDUCAÇÃO SOCIOLOGIA GERAL E DA EDUCAÇÃO Universidade de Franca Graduação em Pedagogia-EAD Profa.Ms.Lucimary Bernabé Pedrosa de Andrade 1 Objetivos da disciplina Fornecer elementos teórico-conceituais da Sociologia,

Leia mais

Trabalhando a convivência a partir da transversalidade

Trabalhando a convivência a partir da transversalidade PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade Trabalhando a convivência a partir da transversalidade Cristina Satiê de Oliveira Pátaro 1 Ricardo Fernandes Pátaro 2 Já há alguns

Leia mais

ações de cidadania ONG estimula o protagonismo de jovens para que eles atuem transformando a realidade de região castigada pela seca no Ceará

ações de cidadania ONG estimula o protagonismo de jovens para que eles atuem transformando a realidade de região castigada pela seca no Ceará ações de cidadania Onde o sol nasce ONG estimula o protagonismo de jovens para que eles atuem transformando a realidade de região castigada pela seca no Ceará O triste cenário já é um velho conhecido por

Leia mais

UNVERSDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE GABINETE DO REITOR COMISSÃO DA VERDADE TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA

UNVERSDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE GABINETE DO REITOR COMISSÃO DA VERDADE TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA UNVERSDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE GABINETE DO REITOR COMISSÃO DA VERDADE TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA Entrevista realizada em: 5.6.2013 Hora: 16h30min. Local: Sala do prof. Almir Bueno CERES Caicó/RN

Leia mais

A CONSTRUÇÃO DO MODELO SOVIÉTICO E O SEU IMPACTO NO MUNDO

A CONSTRUÇÃO DO MODELO SOVIÉTICO E O SEU IMPACTO NO MUNDO A CONSTRUÇÃO DO MODELO SOVIÉTICO E O SEU IMPACTO NO MUNDO Império russo (início do século a 1917) Território * Governo Maior império da Europa, estendendo-se da Ásia ao pacífico * Monarquia absoluta e

Leia mais

EXPERIÊNCIAS DE UM PROJETO DE APOIO ESCOLAR COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL Extensão em andamento

EXPERIÊNCIAS DE UM PROJETO DE APOIO ESCOLAR COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL Extensão em andamento EXPERIÊNCIAS DE UM PROJETO DE APOIO ESCOLAR COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL Extensão em andamento Jéssica Albino 1 ; Sônia Regina de Souza Fernandes 2 RESUMO O trabalho

Leia mais

Katia Luciana Sales Ribeiro Keila de Souza Almeida José Nailton Silveira de Pinho. Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos)

Katia Luciana Sales Ribeiro Keila de Souza Almeida José Nailton Silveira de Pinho. Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos) Katia Luciana Sales Ribeiro José Nailton Silveira de Pinho Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos) Universidade Estadual de Montes Claros / UNIMONTES abril / 2003 Katia Luciana Sales Ribeiro José Nailton

Leia mais