A Ação Libertadora Nacional em Foco

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1 A Ação Libertadora Nacional em Foco A Ação Libertadora Nacional em Foco Edson Teixeira Doutorando em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Autor da Biografia Política Carlos: a face oculta de Marighella. Dissertação de Mestrado, defendida em 25/06/1999, junto à Universidade Severino Sombra - USS - Vassouras - RJ. Resumo Esse artigo tem como tema central a Ação Libertadora Nacional (ALN), uma das principais organizações que atuaram na resistência armada ao regime civil-militar que vigorou no Brasil entre 1964 a A proposta política da ALN privilegiava uma ação revolucionária direta contra o regime instalado. O objetivo principal era a implantação da guerrilha rural, o que acabou não se realizando. Com base nos depoimentos de ex-militantes da organização e de documentos disponíveis no Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (APERJ), foi possível confrontar as motivações revolucionárias desses militantes com a atuação da repressão política, permitindo debater parte de um confronto maior que vivia o país naquele período. Destaca-se, ainda, uma abordagem sobre a participação da ALN no seqüestro do embaixador dos Estados Unidos, em 4 de setembro de 1969, fato que até hoje gera muitas polêmicas. Palavras-chave Ação Libertadora Nacional (ALN) - repressão - militantes - militar - Partido Comunista Brasileiro (PCB) - Carlos Marighella - comunista - Cuba - Departamento de Ordem Política e Social - autoritárismo - guerrilha - resistência - seqüestro. R. Mestr. Hist., Vassouras, v. 4, n. 1, p , 2001/

2 Edson Teixeira 132 R. Mestr. Hist., Vassouras, v. 4, n. 1, p , 2001/2002

3 A Ação Libertadora Nacional em Foco O dever de todo revolucionário é fazer a revolução! (Carlos Marighella) São dois os objetivos desse artigo: o primeiro, recuperar a memória de alguns militantes que atuaram na Ação Libertadora Nacional (ALN); o segundo, divulgar algumas informações em poder dos órgãos de repressão sobre a ALN. Para o primeiro objetivo reúno aqui alguns depoimentos de militantes da referida organização. Para o segundo, exponho parte da documentação pesquisada no Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (APERJ). Ressalvo que os objetivos são de curto alcance e cabíveis em um artigo. Em qual circunstância surgiu a ALN? Após o golpe militar de 1964 inúmeras dissidências políticas romperam com Partido Comunista Brasileiro (PCB), uma das principais foi o Agrupamento Comunista de São Paulo, que tinha como líder Carlos Marighella. Mais tarde, em meados de 1968, esse Agrupamento recebe a denominação Ação Libertadora Nacional. No Pronunciamento do Agrupamento Comunista de São Paulo ficava nítida a divergência com o PCB, que não esboçara qualquer reação ao golpe de 1964: Precisamos agora de uma organização clandestina, pequena, bem estruturada, flexível, móvel. Uma organização de vanguarda para agir, para praticar a ação revolucionária constante e diária, e não para permanecer em discussões e reuniões intermináveis 1. Revelava-se aí a crítica maior que Carlos Marighella fazia contra o PCB. Partido pelo qual ele ingressara na militância política em 1932 e vinha, progressivamente, se distanciando após As divergências com R. Mestr. Hist., Vassouras, v. 4, n. 1, p , 2001/

4 Edson Teixeira o PCB já haviam sido expostas no livro Por que resisti a Prisão 2. Nele, Marighella relata a tentativa da polícia em prendê-lo em 9 de maio de 1964, dentro do cinema Sky Tijuca, no Rio de Janeiro, quando ele resistiu à prisão lutando contra os policiais, que a muito custo conseguiram detê-lo. Ocupa dois capítulos do livro na análise política do PCB e dá alguns indícios de seu descontentamento, principalmente contra a posição adotada diante das reformas de base tendo na burguesia progressista um aliado indispensável. Mais adiante, em dezembro de 1966, apresentou uma carta ao PCB renunciado ao cargo que exercia na Executiva do Partido em São Paulo. Em 1967, contrariando a orientação dos comunistas viaja a Cuba por ocasião da realização da Conferência da Organização Latino-Americana OLAS. Rompe definitivamente com o Partido: No Brasil só a luta armada, com a luta de guerrilhas com sua melhor expressão, pode levar à unidade das forças revolucionárias 3. Marighella é expulso do Partido Comunista Brasileiro. Seu caminho já era outro. Junto a Marighella, boa parte do PCB paulista se alinha no Agrupamento, e mais tarde na ALN. Porém, não foram apenas exmilitantes comunistas que tomaram esse rumo. Manoel Cyrillo de Oliveira Neto, estudante, nesse período de formação da ALN, explica o que serviu como pólo de atração para o grupo de militantes que, junto com ele, entrou para a organização: Olha! A gente acreditava num caminho. A avaliação que a gente tinha é que a proposta da ALN era mais ampla. Ela não se definia como socialista, comunista, era uma luta de resistência, uma luta pela democracia.(...). Fundamentalmente, era isso. A gente não se achava marxista, a gente só não estava satisfeito era com a situação nacional. É exatamente a proposta da ALN, de libertação nacional, de redemocratização. Foi uma opção política 4. Como organização de caráter nacional, a ALN articulou-se 134 R. Mestr. Hist., Vassouras, v. 4, n. 1, p , 2001/2002

5 A Ação Libertadora Nacional em Foco em vários estados. Na Guanabara esteve presente, e em simetria com o depoimento acima citado, Carlos Fayal de Lyra esclarece sua motivação com a proposta de Marighella: Um dos aspectos que eu defendi muito era a visão brasileira do processo, uma visão nacional, porque vinha linha chinesa, linha cubana, linha soviética, linha albanesa, eu dizia: eu quero uma linha brasileira. (...) Até que o Marighella lançou a palavra de ordem que correspondia a realidade, tanto que a prova éramos nós, quando ele lançou nós dissemos: esse é o homem. Dentro de uma visão de uma frente ampliada, não era uma coisa comunista, fechada, era uma frente para combater a ditadura, uma frente de vários segmentos sociais, tanto as duas coisas. Nós já vínhamos atuando, já tínhamos um poder de fogo, já tínhamos uma estrutura mínima 5. Ambos, os ex-militantes da Ação Libertadora Nacional, são enfáticos ao afirmar que antes mesmo de ingressarem na organização já participavam da militância política dentro do movimento estudantil, sem ignorar a conjuntura nacional e internacional. É evidente que a motivação dos militantes citados não vale para o conjunto da ALN, haja vista que essa organização apresentou, mais tarde, divergências entre seus componentes. Um fato esclarecedor é como era estruturada a ALN, e como essa organização se subdividia. Um documento, Questões de Organização, explicita em linhas gerais: A ALN se subdividia em três frentes de atividades contra a ditadura em a frente guerrilheira, a frente de massas e a rede de sustentação 6. Tais frentes ficariam mais conhecidas como Grupo Tático Estratégico (GTE) e Grupo Tático Armado (GTA). O primeiro mais ligado à estratégia de implantação da guerrilha rural, e o segundo vinculando-se às tarefas da guerrilha urbana. Os grupos táticos eram assessorados por uma extensa rede de apoio de grupos sem ligação orgânica mais efetiva, mas nem por isso menos importante. No aprofundamento das ações políticas muitas divergências irão R. Mestr. Hist., Vassouras, v. 4, n. 1, p , 2001/

6 Edson Teixeira surgir entre os membros da organização, principalmente entre os componentes do GTA no Brasil e os enviados para treinamento guerrilheiro em Cuba 7. Como não há uma motivação unívoca para os demais militantes da ALN, essa não parece a mesma tônica para a repressão política. Em um inquérito policial de 1970, o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) da Guanabara transparece nitidamente sua posição diante do que veio se constituir a ALN: A ALN surgiu, cabe ressaltar, com o escopo único da derrubada da estrutura sócio-política vigente em nossa terra e sua consequente substituição por outra de coloração marxista-leninista. Com esse abominável desiderato, Carlos Marighella e seus sequazes desfraldaram no Brasil, as bandeiras vermelhas do sangue, da agitação, da subversão, do terror e da morte, erigindo como seus modelos e guias Karl Marx, Lenine, Dzernsky, o criador do Terror Vermelho, Mao Tse Tung, Fidel Castro e Che Guevara 8. Comparando-se o que diz o DOPS com os depoimentos dos militantes da ALN aqui citados, temos uma discrepância enorme. Afinal, a ênfase no marxismo é um dos fatores que não consta na motivação de Manuel Cyrillo e Carlos Fayal. Como ponto de convergência o que mais se aproxima é a citação de Che Guevara, dada a repercussão que a Revolução Cubana teve para a América Latina na década de 60 e, a própria ligação de Cuba com a ALN; ainda que esse elo não seja tão imediato e nem faça da ALN mero fantoche nas mãos dos cubanos. Por outro lado, a fonte oficial coloca no mesmo patamar teórico (Karl Marx, Lenine, Dzernsky, Mao Tse Tung, Fidel Castro e Che Guevara), idéias e épocas completamente distintas; revelando uma forma de leitura equivocada existente na repressão: a identificação imediatista tem como objetivo incriminar a Ação Libertadora Nacional como sendo comunista e subversiva. De quebra, o documento não perde a oportunidade de revelar como os militantes e seu líder maior, Carlos Marighella, eram referidos; 136 R. Mestr. Hist., Vassouras, v. 4, n. 1, p , 2001/2002

7 A Ação Libertadora Nacional em Foco traduzindo aí um pouco da ideologia que imperava nos órgãos de repressão. Vejamos: Obsecado pela violência, entendendo-a como a alavanca e leme de sucesso à causa socialista, Carlos Marighella oligrofênico moral por definição passa a apregoá-la abertamente, determinando a seus subservientes que a pratiquem de todos os modos 9. Mais adiante podemos verificar o cunho conservador que inspirava o inquérito com a defesa da família diante das ameaças impostas pela ação dos guerrilheiros e a deformação do conceito de democracia: Estavam abertas, destarte, todas as comportas da Ação Libertadora Nacional, o que viria colocar a família brasileira em constante sobressalto, infligindo-lhe dolorosos e reiterados transes: era o inimigo furibundo e insidioso que procurava ferir e derrubar a democracia brasileira por todos os meios, atacando impiedosamente aqui e acolá, sempre protegido pelas sombras da noite, e em seguida homiziando-se nas quatro paredes do seu covil 10. Esse confronto entre o depoimento e documento do DOPS, não tem a intenção de condenar qualquer das partes, mas a partir das evidências apontar algumas conclusões que não passaram despercebidas. Em termos de ação política a ALN foi responsável por uma série de atos por ela considerados revolucionários, atos que faziam parte da proposta guerrilheira de Carlos Marighella, como: expropriações de dinheiro para gerar fundos para a organização, expropriação de armas e explosivos, atuação em seqüestros de diplomatas em troca de prisioneiros políticos e atuação no justiçamento de empresários que apoiavam a ditadura. Enfim, um conjunto de ações políticas que caracterizam a ALN como uma organização político-militar. Esse militarismo da ALN é considerado por alguns como exagerado, pois acabou gerando um isolamento das camadas populares, haja vista o período da modernização conservadora, implantada pelos militares ao R. Mestr. Hist., Vassouras, v. 4, n. 1, p , 2001/

8 Edson Teixeira longo da década de 60 e início da década de 70. Uma modernização que fazia o país alcançar níveis macroeconômicos invejáveis, coexistindo assim com a concentração de renda. Numa dessas ações políticas da ALN, participou o militante Roberto de Barros Pereira: Um dia o Marighella falou: vamos fazer um assalto a banco. Eu guiando o carro, ele pegou eu e dois caras que estavam atrás no carro, eu, ele, e fomos num banco, assaltar um banco! Mas há cinco minutos ele falou comigo: - Você é macho pra caramba?. - Eu falei: - Eu sou. -Você faz isso(o assalto)? - Faço! - Então, você vai assaltar um banco. Você já tem experiência em algumas ações? - Eu já, tomar armas. - Então, você vai fazer! (...) aí ele me pegou e me deu um revólver de brincadeira e me deixou na porta do banco. (...) Depois que o assalto saiu eu não conseguia nem andar. Eles me carregaram um quarteirão inteiro para o carro, não conseguia andar, não conseguia fazer o carro funcionar e só eu que sabia guiar, como é que ele iria 11? A impetuosidade predomina no trecho extraído do depoimento de Roberto de Barros Pereira, e cabe aqui algumas considerações. 138 R. Mestr. Hist., Vassouras, v. 4, n. 1, p , 2001/2002

9 A Ação Libertadora Nacional em Foco Em primeiro, a facilidade com que os guerrilheiros da ALN e de outras organizações assaltavam ou expropriavam um banco estaria ligada a ineficaz segurança com que esses organismos se defendiam. Nos tempos de luta de resistência ao regime autoritário, essa prática rendeu frutos para diversas organizações, entre elas a ALN. Em relatório do DOPS de 25 de agosto de 1969, encontrase a seguinte informação: entre 29 de outubro de 1968 a 22 de agosto de 1969, dos vinte e cinco assaltos ocorridos, quinze foram elucidados, ou seja, a percentagem de 60%. Dos quinze assaltos esclarecidos, 11 foram praticados por comunistas ou cassados, e quatro por marginais comuns 12. O documento traz extensa listagem com os detalhes das agências bancárias e dos veículos transportadores de dinheiro assaltados, incluindo data e hora, importância roubada e recuperada e a existência ou não de dispositivo de segurança nas agências. De acordo com o relatório nenhuma das vinte e três agências bancárias assaltadas possuíam dispositivo de segurança interno. Ou seja, havia uma vulnerabilidade das agências que permitia aos guerrilheiros renderem os possíveis seguranças e executarem a ação com êxito. Mesmo com essa vulnerabilidade, não se quer aqui afirmar que essa era a condição determinante na alternativa criada pela ALN e por outras organizações para arrecadar recursos. O mérito e os erros dessas ações eram das próprias organizações. Em segundo, a impetuosidade que salta do depoimento de Roberto Barros Pereira merece melhor explicação. No caso narrado, o participante da ação fica sabendo poucos minutos antes, pelo fato de ser essa uma estratégia de segurança. Suponhamos que fosse preso antes da expropriação, assim todo o planejamento poderia ser revelado e a ação frustrada. Ainda assim, esse caso específico narrado pelo ex-militante da ALN, não retira uma certa dose de irresponsabilidade presente na expropriação da qual o próprio Marighella tomou parte; mas por R. Mestr. Hist., Vassouras, v. 4, n. 1, p , 2001/

10 Edson Teixeira outro lado, essa irresponsabilidade estaria associada a uma acentuada dose de autoconfiança e, revela, ainda que de forma reduzida, o clima da época e como os militantes se dispunham ao enfrentamento com a polícia. Muitas das expropriações da ALN, em seu início, foram mantidas em sigilo, como modo de ludibriar a repressão policial, que acreditava tratar-se de bandidos comuns os responsáveis pelos atos. Com as quedas posteriores ficou evidente a participação de ALN nesse processo. Assim, a ALN passa a não só a efetuar as ações em grande escala, como também a fazer propaganda contra o regime instalado no país. Em um assalto realizado com sucesso foi encontrado um cartaz manuscrito pela ALN: Guerrilheiros urbanos fazem-se presente, novamente, arrecadando fundos para a guerra revolucionária de libertação nacional. Aqui, através da ação, respondemos aos gorilas pelas arbitrariedades que vem cometendo para com o povo. O medo e a certeza da derrota torna os torturadores do povo desesperados a ponto de institucionalizarem a pena de morte, como se intimidasse os patriotas já cansados de verem seus irmãos assassinados quando lutavam pelo direito de comer, habitar e decidir. Bancários, organizem-se e lutem pelo aumento salarial. Contem com os guerrilheiros assim como nós contamos com vocês. Tudo pela união e ação do povo brasileiro. Chega de submissão lutemos com audácia e decisão. VIVA A GUERRILHA! MORTE A MINORIA GORILA! ABAIXO A DITADURA! AÇÃO LIBERTADORA NACIONAL 13 23/10/1969 Note que há uma preocupação em esclarecer a população que aquele assalto 14 não deveria ser identificado como crime comum. Adiante, 140 R. Mestr. Hist., Vassouras, v. 4, n. 1, p , 2001/2002

11 A Ação Libertadora Nacional em Foco justificam a ação e apontam os caminhos violentos impostos pelos militares: estimulam os bancários para uma luta salarial que contaria com apoio dos guerrilheiros e, para finalizar, conclamam o povo a audácia e decisão, um convite à luta de resistência à ditadura. Não era só arrecadação de fundos, agora também se tratava de divulgar o motivo daquelas ações, e se possível atrair parte da população para a luta de resistência. Resta saber: essa estratégia seria eficaz? Nessa mesma linha, em período anterior, afirmava um manifesto assinado por Carlos Marighella: Aos homens e mulheres do povo, na Guanabara, peço que se organizem em pequenos grupos secretos e que ajudem os revolucionários, escondendo os perseguidos e feridos pela polícia, informando aos guerrilheiros os passos da polícia e os movimentos dos militares, espalhando boatos, fazendo a guerra psicológica pondo em prática a sabotagem e dificultando a ação da ditadura. Peço ao povo e aos revolucionários de vários grupos e matizes que não dêem ouvidos à ditadura. Encontro-me realmente dentro do país, compartilhando a mesma sorte do povo, e daqui do Brasil não sairei. Em nenhum momento da história de nosso povo está tão claro como agora que o dever de todo revolucionário é fazer a revolução 15. O documento é de setembro de 1969, dois meses antes do assassinato de Carlos Marighella, e tudo indica que foi elaborado depois do seqüestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick. Marighella cita o seqüestro como um exemplo eficaz de resistência ao autoritarismo predominante no país: Esta resistência chegou ao ponto máximo com o seqüestro do embaixador norte-americano, quando então a ditadura militar foi desmoralizada e capitulou, libertando 15 patriotas dentre os muitos que ainda mantém na cadeia e que vamos libertar mais adiante 16. R. Mestr. Hist., Vassouras, v. 4, n. 1, p , 2001/

12 Edson Teixeira Nesse ponto específico é preciso discutir a posição de Marighella sobre a participação da ALN no seqüestro do embaixador dos Estados Unidos. É um ponto polêmico, pois as evidências apontam que Carlos Marighella não era contra o seqüestro como forma de luta contra o regime, mas o modo como foi realizado o seqüestro de Elbrick colocou em risco a sua própria integridade física. Clara Charf relata da seguinte maneira: ele achava que não era aquele o momento, mas depois que foi feito ele achou que foi muito importante a libertação dos presos do ponto de vista humano, político 17. Já Antônio Médici, ex-militante, motorista de Marighella na guerrilha, aponta para sua reprovação do seqüestro em virtude das circunstâncias. Narra inclusive um encontro entre Marighella e Joaquim Câmara Ferreira, o Toledo, a segunda liderança de peso nos quadros da ALN que havia participado da ação: Eu não posso dizer palavra por palavra, mas o espírito da coisa era esse, ele estava magoado, nervoso, eu nunca vi. Ele sempre tratava o Toledo com o maior respeito, naquele dia eu vi que ele estava louco da vida. O Toledo não falou nada, acatou 18. Manuel Cyrillo, que participou do seqüestro, relata que houve uma reunião do GTA (Grupo Tático Armado) com Carlos Marighella. Uma primeira observação que Marighella fez é que a ALN do Rio de Janeiro não tinha informações sobre o seqüestro, e não se preparou para a intensidade da repressão que viria após seqüestro. Tal argumento foi aceito como erro do GTA de São Paulo, que participou da ação. A outra questão é o próprio Cyrillo que narra: está certo que a gente errou, está certo que a gente correu o risco de perder quadros no Rio de Janeiro, de perder trabalhos e contatos, enfim, não potencializamos como poderia ser potencializado, não capitalizamos como poderia ser capitalizado, mas era um ato revolucionário, justo, correto, estava dentro da nossa linha. A gente tinha todo o direito de ir lá e fazer 19. Para Carlos Eugênio Paz, um dos únicos comandantes militares da ALN que nunca foi preso, o seqüestro foi um grande erro, chamou a 142 R. Mestr. Hist., Vassouras, v. 4, n. 1, p , 2001/2002

13 A Ação Libertadora Nacional em Foco atenção demais, que me desculpem Diogo (Joaquim Câmara Ferreira) e os combatentes que participaram dele com toda a dedicação revolucionária, não era hora de cutucar a onça, nossa vara era curta 20. Opiniões à parte, o seqüestro foi realizado na semana da pátria de 1969, entre 4 a 7 de setembro, no Rio de Janeiro. Naquele momento o poder central era formado por uma junta militar, uma vez que o presidente Costa e Silva havia se afastado com problemas delicados de saúde. O vicepresidente, Pedro Aleixo, um civil, era vetado para assumir a presidência, contra si pesava o único voto contrário a implantação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), de 13 de dezembro de 1968, decidido pelo gabinete ministerial de Costa e Silva e que alçava ao poder o setor mais violento do exército e das forças armadas. Um manifesto, assinado pela ALN e pelo MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), foi lido em cadeia nacional de TV, denunciando as torturas e o objetivo do seqüestro; que era a libertação de 15 prisioneiros políticos em poder do Estado rumo ao México. No dia 7 de setembro os prisioneiros foram libertados e o embaixador pôde voltar para sua residência. Alípio Freire, militante de uma dissidência do Partido Comunista do Brasil (PC do B), a Ala Vermelha, esteve preso no DOPS de São Paulo em setembro de Sobre o seqüestro ele esclarece: Há oura coisa que fazia parte da estratégia dos companheiros (...), o objetivo era criar fissuras maiores na repressão, no aparelho de governo, libertar os presos e pressionar de fora os outros países com relação a ditadura brasileira e também criar bases para uma articulação de uma frente de esquerda naquele momento, tanto que na lista os quinze da lista se apresentam as diversas organizações que eles conseguiram mapear Pouco mais de 10 dias após o sequestro do embaixador norteamericano, o DOPS-RJ informava em documento confidencial uma relação com doze participantes do seqüestro, não reconhecendo a identidade de R. Mestr. Hist., Vassouras, v. 4, n. 1, p , 2001/

14 Edson Teixeira apenas três participantes, esses últimos pertencentes ao quadro da ALN. Inclui também a prisão de dois militantes, Cláudio Torres da Silva e Antônio de Freitas Silva. Menciona a participação de Joaquim Câmara Ferreira, o Toledo, uma das principais lideranças da ALN junto com Marighella, o que apontava para a participação efetiva dessa organização, que já era de conhecimento público em função do manifesto assinado pelas organizações que participaram do ato 22. Essa informação do DOPS-RJ é importante, pois ela aponta para o que iria ocorrer por todo o mês de setembro de 1969: a queda do GTA da ALN, que participou do seqüestro, culminando com o brutal assassinato de Virgílio Gomes da Silva em 29 de setembro. Virgílio, mais conhecido como Jonas ou Breno, foi o comandante militar da ação 23. Todos da ALN que participaram do seqüestro foram presos, um golpe fatal da repressão. Enfim, o sequestro teve o mérito de furar o bloqueio da repressão e divulgar um manifesto perante a opinião pública, tentou levar ao mundo a situação política do país diante da ditadura ao enviar os presos políticos para o exterior e abalou a relação dos Estados Unidos com o Brasil. Enfim, um golpe de mestre 24 que também acirra o enfrentamento com a repressão. A repressão que bem antes do seqüestro já atuava de modo brutal e violento. Recuperar a memória desse período da história recente do país, não é uma tarefa simples. Tal memória confronta visões e opiniões variadas. Franklin Martins, ex-militante do MR-8 e um dos principais articuladores do seqüestro do embaixador norte-americano, argumenta: aqueles que pegaram em armas para lutar contra a ditadura podem ter escolhido um caminho errado, mas não eram loucos ou doidivanas. Certos ou errados, eram homens de seu tempo, jovens de seu tempo, um tempo diferente do que agora 144 R. Mestr. Hist., Vassouras, v. 4, n. 1, p , 2001/2002

15 A Ação Libertadora Nacional em Foco vivemos. Lutaram numa época em que o mercado era o lugar onde as donas de casa faziam compras, e não a toda poderosa entidade mítica que atualmente, para alguns, deve comandar a humanidade com sua mão invisível 25. Há quem aponte os erros de modo não condenatório, mas tentando compreender de modo abrangente: o erro da esquerda esteve em optar por uma linha de enfrentamento militar, subestimando o apoio social e as condições político-ideológicas 26. A repressão política atuava em consonância com o regime instalado no país, a sua moda tentava oferecer argumentos que solidificassem uma legitimidade, ainda que restrita, aos órgãos internos. Exemplo disso pode ser verificado no carimbo de um documento interno, em setembro 1969: A Revolução de 1964 é irreversível e consolidará a democracia no Brasil 27. A Ação Libertadora Nacional (ALN) é um tema muito amplo para pesquisa, muitas são as informações, não é simples agrupá-las numa coerência unânime. Até porque muitas divisões internas estarão presentes, o que faz da ALN uma organização rica em discussões temáticas e não tão uniforme quanto parece. Nesse artigo que por hora vou concluindo, muitas questões deixaram de ser abordadas por envolverem depoimentos e análises que não caberiam no conjunto dos objetivos aqui traçados no início. Como exemplos: a proposta de guerrilha rural da organização e o assassinato de Carlos Marighella, assunto que até hoje gera polêmica. Exemplos que ilustram a densidade e a riqueza presente na tarefa de trabalhar com esse tema de pesquisa. R. Mestr. Hist., Vassouras, v. 4, n. 1, p , 2001/

16 Edson Teixeira Notas 1 O Guerrilheiro, Abril de 1968, nº1, p. 2. (Grifo do autor). 2 MARIGHELLA, Carlos. Por que resisti a prisão. São Paulo: Brasiliense, MARIGHELLA, Carlos. Respostas ao questionário de pensamento crítico. Havana, 08/08/ Depoimento de Manuel Cyrillo de Oliveira Neto ao autor, 18/12/ Depoimento de Carlos Fayal de Lyra ao autor, 2/12/ MARIGHELLA, Carlos. Questões de Organização, dezembro de Ver maiores detalhes em ROLLEMBERG, Denise. O apoio de Cuba a luta armada no Brasil. Rio de Janeiro: MAUAD, DOPS, Setor Secreto, pasta 66, folhas Relatório de Inquérito Policial/Aliança Libertadora Nacional (Carlos Marighella). Rio de Janeiro, GB, 30 de setembro de Idem, p Idem, p Depoimento de Roberto de Barros Pereira ao autor em 8/12/ DOPS-RJ Setor Terrorismo, pasta 1, folhas , Memorando nº1184/69. Delegacia de Roubos e Furtos. Rio de Janeiro, GB, 25 de agosto de DOPS-RJ, Setor Terrorismo, pasta 1, folha 169. Fotografia do cartaz afixado pelos assaltantes numa das paredes da agência roubada. Relatório nº140/96, Rio de Janeiro, GB, 25 de novembro de Vale esclarecer que para as organizações que atuaram na oposição ao regime autoritário o termo mais correto é expropriação ; para os ógaõs de segurança vale a denominação assalto. Uso o termo mais usual, atualmente, sem optar pelos referencias ideológicas dos pólos opostos na época estudada. 15 DOPS-RJ, Setor Terrorismo, pasta 1, folha 169. Ao povo e aos revolucionários da Guanabara (Carlos Marighella), Rio de Janeiro, GB, 25 de novembro de Id. 17 Depoimento de Clara Charf ao autor em 5 de novembro de Depoimento de Antonio Flavio Médici de Camargo a Emiliano José, em 9/06/ Cf. Depoimento de Manuel Cyrillo de Oliveira Neto ao autor. 20 PAZ, Carlos Eugênio. Viagem à luta armada. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, Depoimento de Alípio Freire a Emiliano José, em 13/06/ DOPS-RJ Setor Terrorismo, pasta 1, folha 153. Informe nº7565/69. Rapto do Embaixador Elbrick. Ministério do Exército. Rio de Janeiro, 18 de setembro de Em 14 de dezembro de 2000, o jornal Folha de São Paulo publica uma reportagem esclarecendo: a justiça do Rio condenou as produtoras do filme O que é isso companheiro? Produções Cinematográficas L. C. Barreto e Filmes do Equador Ltda a indenizar por danos morais a família 146 R. Mestr. Hist., Vassouras, v. 4, n. 1, p , 2001/2002

17 A Ação Libertadora Nacional em Foco de Virgílio Gomes da Silva, ex-guerrilheiro da ALN conhecido pelo codinome Jonas. 24 Ver em GORENDER, Jacob. Combate nas trevas. São Paulo: Ática, 1997, p MARTINS, Franklin (Prefácio). In PAZ, Carlos Eugênio. Viagem à luta armada. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, SADER, Emir. Teoria e Debate, nº38, jul/ago/set 98. São Paulo: Fundação Perseu Abramo. Entrevista cedida a Fernando Haddad. 27 DOPS-RJ, Setor Terrorismo, pasta 1, Folhas Antecedentes dos envolvidos no seqüestro do Embaixador dos Estados Unidos. Ministério da Marinha/CENIMAR. Rio de Janeiro, GB, 15 de setembro de R. Mestr. Hist., Vassouras, v. 4, n. 1, p , 2001/

18 Edson Teixeira Abstract This article has as central theme the Liberaty National Action (ALN), one of principals organizations that actuate in an armed resistance at the civil-military regime which in Brazil between invigorated. The policy proposal of ALN privileged a direct revolutionary action against the established regime. The principal objective was an implantation of rural guerrilla what finished to be not realized. With basis in depoiments of ex-militants of the organization and disposable documents in Rio de Janeiro State Public Archives (APERJ), was possible to confrontate the revolutionary motivations of these militants with an actuation of political repression allowing display of a greater confrontation part which the country passed in that period. Detach, still, an approach on ALN participation in the U.S. Ambassador to Brazil in Sept 4, 1969, which till now many doubts. Key Words Liberaty National Action (ALN) - repression - militant - military - Brazilian Communist Party (PCB) - Carlos Marighella - communist - Cuba - Political and Social Order Department (DOPS) - authoritarianism - guerrilla - resistance - sequestration 148 R. Mestr. Hist., Vassouras, v. 4, n. 1, p , 2001/2002

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