Microplásticos nos oceanos - um problema sem fim à vista

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Microplásticos nos oceanos - um problema sem fim à vista"

Transcrição

1 Microplásticos nos oceanos - um problema sem fim à vista Paula Sobral, João Frias e Joana Martins IMAR FCTUNL Instituto do Mar, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa. Campus da Caparica Caparica. ( Resumo Os microplásticos (plásticos <5 mm) resultam na sua maioria de partículas de maiores dimensões, que sofrem degradação foto-química e abrasão, são persistentes e encontram-se quer a flutuar à superfície quer em suspensão na coluna de água quer depositados nos fundos e também nas praias. Facilmente confundidos com alimento devido ao seu tamanho, os microplásticos são vectores potenciais na transferência e exposição dos organismos marinhos a poluentes persistentes orgânicos (POP) de elevada toxicidade, compostos hidrofóbicos que adsorvem facilmente às partículas de plástico. A ingestão de microplásticos constitui uma ameaça de longo-termo para os organismos marinhos, não só pela possível obstrução mecânica do aparelho digestivo mas também pelos efeitos tóxicos dos POP. O interesse por este tema tem vindo a aumentar especialmente após a descoberta de uma mancha muito extensa de plásticos acumulados no Giro do Oceano Pacífico Norte e de trabalhos que chamaram a atenção da comunidade científica para o facto da quantidade de plástico ser superior à quantidade de plâncton em várias zonas dos oceanos. Recentemente, investigadores japoneses e americanos relataram níveis elevados de POP em grânulos de plástico (pellets) recolhidos em praias e águas costeiras um pouco por todo o Mundo. A ingestão de micropartículas de plástico por vários grupos de invertebrados foi confirmada por investigadores do Reino Unido, que relataram a sua translocação para o sistema circulatório no mexilhão, aumentando as preocupações pelo facto das micropartículas uma vez ingeridas poderem vir a afectar órgãos vitais. Em Portugal a investigação sobre este tema foi iniciada em 2008 com as primeiras recolhas de microplásticos em praias e a análise de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, PAH, bifenis policlorados, PCB e o insecticida DDT, adsorvidos aos pellets verificando-se que todos apresentam contaminação. Os microplásticos que ocorrem nas praias da costa ocidental perfazem 71% to total de plásticos e os mais abundantes situam-se entre os 3 e os 5 mm de diâmetro (59%). Foi ainda realizada uma pesquisa desse tipo de partículas em amostras de plâncton recolhidas ao largo da costa portuguesa em 2002 e de 2005 a 2008 tendo-se observado a presença de plástico em 63 % das amostras de plâncton. Palavras-chave: microplásticos, resíduos marinhos, PAH, PCB, DDT, Portugal Abstract Microplastics (particles <5 mm) result from the fragmentation of larger plastics due to photochemical degradation and abrasion. Microplastics are persistent, they can be found anywhere in the water, floating, suspended and on the bottom or stranded along the coastline. They have the potential to act as vectors for the transfer and exposure to persistent organic pollutants (POP) to marine organisms as they are easily confounded with food/prey items. ISSN:

2 POP are highly toxic compounds and due to their hydrophobic properties and prevalence at the surface microlayer, adsorb readily to microplastics, thus presenting a long-term threat to marine life, not only due to possible mechanical obstruction of the digestive tract following ingestion but also due to the toxic effects of POP. The interest in this issue has grown after the discovery of an extensive patch of accumulated plastic debris in the North Pacific Gyre and work that followed, bringing to the attention of the scientific community how the amount of plastics outweighed the amount of plankton in certain areas of the ocean. Work by researchers in Japan and in the USA, reported high levels of POP in beached and coastal resin pellets. The ingestion of plastic microparticles by several groups of marine invertebrates was confirmed by researchers in the United Kingdom, who also reported their translocation to the circulatory system of the mussel, raising further concern about the pathways microparticles may follow once inside the organism. In Portugal research on this matter started in 2008 with the first collection of microplastics stranded on the beach and the analysis of polycyclic aromatic hydrocarbons, PAH, polychlorinated biphenyls, PCB and the insecticide DDT, adsorbed to plastic pellets. All pellets showed contamination. Microplastics stranded on beaches of the west coast amount to 71% of the total plastics found and are more abundant in the size range 3-5 mm (59%). Plankton samples from coastal waters, collected in 2002 and 2005 to 2008, were also examined for microplastics, and 63% of the plankton samples had plastic. Key-words: microplastics, marine debris, PAH, PCB, DDT, Portugal Introdução O impacto dos resíduos de plástico nos organismos marinhos tem sido amplamente documentado especialmente quando se trata de resíduos de uma dimensão apreciável, como é o caso das redes derivantes e outros materiais relacionados com a actividade da pesca, sacos de plástico e resíduos de embalagens. Relativamente aos fragmentos de pequenas dimensões, que são em grande parte resultantes da degradação do plástico no mar, a informação escasseia. A poluição dos oceanos por estes fragmentos designados microplásticos, uma categoria ampla que inclui todos as partículas menores que 5 mm, é extremamente preocupante devido à sua ubiquidade, persistência, e por serem um potencial vector de exposição e transferência de compostos orgânicos persistentes de elevada toxicidade (Thompson et al. 2004). A dispersão e acumulação de plásticos é um problema crescente à escala global, afectando todos os ambientes marinhos (Gregory, 2009; Moore, 2008) encontrando-se plástico a flutuar à superfície, em suspensão na coluna de água e depositado nos fundos ou nas praias. De acordo com os dados da associação Plastics Europe (2011), a produção mundial de plásticos aumentou de 5 milhões de toneladas em 1950 para 265 milhões em 2010, verificando-se um aumento regular de 6% ao ano nos últimos 20 anos. A Europa é hoje responsável por cerca de 21,5 % da produção mundial (57 milhões toneladas), um pouco menos que em anos anteriores, tendo sido já ultrapassada pela China (23,5%). A procura de resina virgem na Europa aumentou em 4,5 % de 2009 para 2010 enquanto a taxa de reciclagem aumentou apenas 1,6%. Foram recolhidas 24,7 milhões de toneladas de resíduos plásticos das quais 24,1% foram encaminhadas para a reciclagem e 33,8% para queima em cimenteiras e centrais térmicas. Os relatórios da Plastics Europe expressam, de forma concisa e veemente, a inequívoca mais-valia das aplicações do plástico a diversos sectores, representando 1,6 milhões de empregos e ganhos importantes ao nível da segurança alimentar e aplicações na medicina, eficiência energética na indústria ISSN:

3 automóvel e na construção, e ainda em inovação para criação de novos polímeros que satisfaçam o uso com menor impacto ambiental. Se é verdade que nos últimos anos muitos países têm investido numa mais eficaz gestão de resíduos e na redução dos impactos do plástico, encaminhando quantidades cada vez maiores de resíduos para o aterro ou recuperando o seu valor através do aumento das taxas de reciclagem e da valorização energética, também não deixa de ser verdade que existe uma quantidade indeterminada de resíduos plásticos que escapam a este ciclo, para não falar das quantidades que foram descartadas durante décadas, quando a gestão de resíduos dava os seus primeiros passos. A presença de grânulos ou pastilhas de resina virgem (pellets) depositados nas praias é igualmente comum. Fugas acidentais mas por ventura frequentes da matéria-prima aquando da sua transferência dos navios para os camiões de transporte, e destes para as unidades de conversão e moldagem, poderão estar na origem destas ocorrências. Estas partículas são facilmente arrastadas pelas chuvas para os cursos de água e para o mar. Quando as resinas são transportadas a granel em navios, a lavagem de tanques é também uma fonte potencial de introdução de pellets no meio marinho. Do plástico produzido 40% é descartado no prazo de um ano, sobretudo o plástico utilizado no sector das embalagens, e não existam estimativas fiáveis sobre as quantidades que atingem os oceanos, estima-se que a maior parte (60 a 80%) dos detritos marinhos sejam compostos por plástico (Derraik, 2002). A descoberta de uma área extensa de acumulação de resíduos plásticos no Giro do Pacífico Norte e a constatação de que nesse local a concentração de plástico era 6 vezes superior à de plâncton colhido à superfície por uma rede com 0,333 µm de malha (Moore et al., 2001) trouxe para a comunidade científica e para os meios de comunicação a evidência de que o problema do plástico nos oceanos tinha uma dimensão nunca antes admitida. No Atlântico os registos de detritos plásticos datam da década de 70 (Carpenter, et al e Colton, et al. 1974) e segundo Barnes (2002) no Reino Unido a sua quantidade duplicou entre 1994 e A maior percentagem de resíduos era então proveniente das actividades marítimas como a pesca. Actualmente, 70 a 80% dos detritos plásticos têm origem terrestre (Bowmer e Kershaw, 2010), facto ao qual não será estranho o padrão mundial de concentração da população na orla costeira. No litoral de Portugal Continental habitam entre 52 e 60% da população total do país, sendo também a zona onde existem todo o tipo de actividades do sector primário, secundário e terciário (INE, 2011). Tipos de Polímeros e Contaminação Estudos sobre a composição de plásticos na água e nas praias dão conta de uma grande variedade de polímeros (Thompson et al., 2004, Ng & Obbard, 2006, Rios, et al., 2007), sendo os mais abundantes o polipropileno (PP), o polietileno (PE) o policloreto de vinila (PVC) e o polistireno (PS). Os plásticos são fabricados de modo a suportar uma grande variedade de usos e não são biodegradáveis, embora a fotodegradação e a abrasão mecânica contribuam para a sua degradação por fractura e estilhaçamento (Corcoran et al., 2009). O envelhecimento do material plástico aumenta a sua capacidade de adsorver poluentes hidrofóbicos, tais como, poluentes orgânicos persistentes (POP), que se podem concentrar à superfície da água até 500 vezes (Wurl & Obbard, 2004). Recentemente, investigadores japoneses relataram níveis elevados de POP em grânulos de plástico (pellets) colhidos em praias e águas costeiras (Mato, et al, 2001, e Endo et al 2005). No Atlântico Sul e Caraíbas, Ivar do Sul e Costa (2007) registam os mesmos padrões de contaminação. A iniciativa Pellet Watch (Takada et al., 2006), reúne resultados da contaminação de pellets em vários locais do Mundo (Ogata et al. 2009) demonstrando ao mesmo tempo a prevalência do problema. À medida que o plástico vai envelhecendo e fragmentando, as partículas tendem a afundar-se e ficam disponíveis também para os organismos bênticos. Não se sabe quanto tempo os plásticos podem permanecer nos oceanos (Rios et al., 2007), nem qual é a taxa de degradação e redução de tamanho das ISSN:

4 partículas que permanecem nos oceanos, mas existem registos de partículas de ~20 µm, (Thompson et al., 2004) encontradas nas praias e em ambientes subtidais. Estas dimensões são idênticas às dos itens alimentares de muitas espécies de invertebrados, pelo que as partículas de plástico são potencialmente ingeridas por estas espécies (Moore, 2008). Existem vários registos de fragmentos de plástico e pellets encontrados em conteúdos estomacais de várias espécies de aves e mamíferos marinhos e peixes (ver revisão por Derraik, 2002, mas também Vlietstra & Parga, 2002, Mallory, 2008) provavelmente em resultado da transmissão via cadeia alimentar, sendo os seus efeitos desconhecidos. Experiências recentes referem a ingestão de micropartículas (20 a 2000 µm) por invertebrados marinhos (Thompson et al., 2004 e Teuten et al. 2007). Browne et al., (2008) registaram a ingestão de partículas de poliestireno de 3 a 9,6 µm de diâmetro por mexilhões (Mytilus edulis) e sua translocação para o sistema circulatório. Este facto é preocupante pois a transferência de partículas plásticas do sistema digestivo para o circulatório pode danificar órgãos importantes como o coração ou o fígado, para além da ameaça adicional que constitui os efeitos de tóxicos (POP como hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, PAH, bifenis policlorados, PCB) adsorvidos às partículas. Existem de facto evidências sobre o elevado potencial de acumulação de PCB em pellets de plástico (ver Mato et al., 2001, e Endo et al., 2005). Teuten et al., 2007 descobriram que o fenantreno (um PAH) adsorve em muito maiores quantidades ao plástico do que às partículas de sedimento. Segundo Rios et al., (2007), os pellets de plástico colhidos em praias da costa dos Estados Unidos e no Giro do Pacífico Norte são uma armadilha para os POP, que ingeridos podem desorver no tubo digestivo e serem acumulados pelos organismos (Tanabe et al., 2004). Nos últimos anos, e dada a ênfase que se internacionalmente se tem colocado neste problema têm surgido vários trabalhos (revistos por Cole et al., 2011) que abordam a temática dos plásticos no mar, nomeadamente no que respeita às quantidades observadas, à superfície, nos fundos e nas praias e à capacidade de adsorver/desorver poluentes, bem como estudos que confirmam a ingestão de partículas de plástico por diversos grupos de organismos marinhos. Plásticos na Costa Portuguesa Desde 2008 que o grupo do IMAR FCT- UNL tem vindo a desenvolver investigação no tema da poluição por plásticos em ambiente costeiro e marinho. Essencialmente preocupados com os efeitos dos microplásticos, temos vindo a recolher amostras de resíduos plásticos por todo o país de modo a identificarmos as principais zonas de acumulação em Portugal Continental, as quantidades, categorias e tipos de polímeros presentes e averiguar a sua contaminação por poluentes orgânicos persistentes. O presente artigo reúne resultados seleccionados destes estudos. As praias em que inicialmente recolhemos amostras foram, por razões de proximidade à FCTUNL, a da Cresmina (Guincho) e a da Fonte da Telha (Caparica). No ano seguinte, alargámos a amostragem de modo a ter um conjunto de 5 praias de Norte a Sul do país, Agudela (Matosinhos), Cova de Alfarroba (Peniche), Cresmina, Fonte da Telha e Bordeira (Aljezur). Em 2011, e tendo em conta resultados anteriormente obtidos por Frias et al. (2010) e Martins e Sobral (2011), foram realizadas amostragens num total de 10 praias na costa ocidental portuguesa, agora no âmbito de um projecto de investigação POIZON - financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, e que tem como principais objectivos avaliar as quantidades e dimensões de plásticos, e em particular microplásticos e pellets nas praias em Portugal Continental, estudar as taxas de degradação dos principais polímeros de plástico em condições oceânicas e investigar a transferência de contaminantes por ingestão de partículas de plástico, a sua acumulação e efeitos nos organismos marinhos. Metodologia Avaliação das quantidades de plásticos nas praias, identificação dos polímeros e análise de contaminantes A metodologia usada para a recolha de amostras, passou pela definição de áreas de 50 x 50 cm e de 2 x 2 m (quadrados) ISSN:

5 nas zonas de acumulação (Figura 1), onde foram recolhidos os primeiros 2 cm de areia. Cada amostra foi colhida em triplicado, num total de seis amostras em cada praia. As amostras das áreas maiores foram separadas in situ usando um crivo metálico com malha comercial de 2,5 x 3,5 mm, que permite recolher pellets e todos os plásticos de dimensões superiores. Nos quadrados 50 x 50 cm, recolhemos a areia, sendo a separação dos plásticos feita a posteriori no laboratório. No laboratório, os plásticos são separados da areia por diferença de densidade, sendo as amostras introduzidas em tanques com uma solução concentrada de NaCl (140 g L -1 ), e remexidas múltiplas vezes de modo a que o plástico que possa existir na amostra flutue à superfície ou na coluna de água facilitando a recolha. Figura 1. Aspecto de uma zona de acumulação de resíduos numa praia da Caparica com destaque para os pellets. Após a separação do plástico, a água é filtrada por filtros Whatman GF/C com ~1 µm de poro, recorrendo a uma bomba de vácuo GAST DOA. Seguidamente os filtros são observados à lupa binocular de modo a quantificar as partículas de plástico que não são visíveis à vista desarmada. A classificação, contagem e peso de microplásticos é feita por classes de tamanho (Figura 2), mm a mm até aos 10 mm, seguindo a metodologia descrita por Ogi e Fukumoto (2000) e adaptada de Endo et al. (2005). Figura 2. Fragmentos de plástico organizados segundo as dimensões. A identificação dos polímeros é feita por Micro-Espectroscopia de Infra-vermelho com Transformada de Fourier (µ-ftir), que mede o espectro de absorção da radiação infravermelha pelas ligações químicas de um material, cujos picos de intensidade são característicos para cada grupo funcional químico. O aparelho ISSN:

6 utilizado é um espectrofotómetro Nicolet Nexus com interface para um microscópio Continuum e com um detector MCT-A arrefecido por nitrogénio líquido, tendo uma resolução espacial de 30 µm. A informação espectral é analisada com o software OMNIC que integra uma base de dados que permite identificar os polímeros. A análise das concentrações de contaminantes (POP) foi dirigida aos PAH, PCB e ao DDT (dicloro-difeniltricloroetano) e seus metabolitos (DDE, dicloro-difenil-dicloroetileno e DDD, dicloro-difenil-dicloroetane), tendo os pellets sido divididos em quatro classes de acordo com a cor que apresentavam (brancos, coloridos, envelhecidos e pretos). A determinação foi feita por cromatografia gasosa com espectrometria de massa (GC-MS) com o equipamento DSQ Thermo, operando em modo SIM (Selected Ion Monitoring mode), cujos resultados discriminam várias classes de PAH e vários congéneros de PCB e ainda o DDT e os seus metabolitos. Pesquisa de plástico em amostras de plâncton Em complemento da quantificação dos plásticos nas praias, investigámos a presença de plástico nas águas, analisando 155 amostras de plâncton recolhidas com 3 redes distintas rede de neuston (335 µm); LHPR (280 µm) e WP2 (180 µm) entre 2002 e 2008, de Norte a Sul da costa portuguesa. Os microplásticos foram pesquisados à lupa binocular e posteriormente medidos ao microscópio, recorrendo a um software específico. Resultados Seleccionados As dimensões dos microplásticos (fibras e partículas), recolhidos no primeiro ano variaram entre 1 µm e 5 mm de diâmetro com comprimento a partir de 15 µm, e situam-se na classe de tamanhos das partículas que organismos, como zooplâncton e pequenos peixes, podem ingerir. Os principais polímeros identificados foram o polipropileno, polietileno de alta e de baixa densidade e o poliestireno (Figura 3). No que se refere aos poluentes orgânicos persistentes adsorvidos às amostras de pellets recolhidas no âmbito deste estudo, todas as amostras se encontravam contaminadas tanto com PAH, como com PCB, DDT e os seus metabolitos (Figura 4). As concentrações de PAH variaram entre 0,2 e 319,6 ng g -1, as concentrações de PCB variaram entre 0,02 e 15,56 ng g -1 e as concentrações de DDT variaram entre 0,16 e 4,05 ng g -1. A maior concentração observada de PAH foi observada nos pellets pretos e de PCB nos pellets envelhecidos, ambos na praia da Cresmina. Na Fonte da Telha a maior concentração de PAH foi observada nos pellets envelhecidos. Seria de supor que os pellets envelhecidos apresentassem concentrações maiores de POP, uma vez que se encontram há mais tempo no meio ambiente, pelo que obter concentrações elevadas nos pellets pretos foi uma surpresa. É provável que a constituição química destes pellets permita um aumento da superfície para adsorção, embora seja necessário continuar a investigação no sentido de identificar os diferentes polímeros envolvidos. De salientar ainda a presença de DDT, insecticida banido em vários países há cerca de 40 anos. Os resultados completos deste estudo foram publicados por Frias et al No estudo de 2010, que incluiu amostras de 5 praias (Martins e Sobral, 2011), os microplásticos representaram em número 72% de todos os plásticos recolhidos (tamanhos <1 mm até 5 mm), entre pellets e fragmentos e apenas 10% apresentam dimensões superiores a 1 cm. No conjunto das cinco praias foram recolhidos um total de itens de plástico com um peso de cerca de 2322 g. A densidade média foi de cerca de 185,1 itens m -2 o que corresponde a um peso médio de 36,4 g m -2. A abundância de plástico é maior para as classes entre 3 e 5 mm (Figura 5), representando 60% da abundância total. Em termos de peso, tal como seria de esperar, são os macroplásticos que têm maior representatividade correspondendo a 89.6% do peso total. A nível global os tamanhos recolhidos variaram entre 50 µm e 20 cm. Relativamente à pesquisa de plástico nas amostras de plâncton confirma-se a existência de fibras e fragmentos (63 % das amostras), e, embora os resultados se encontrem ainda em processamento, podemos adiantar que, dos 4 anos estudados, 2007 é o ano com maior volume de plástico relativamente ao biovolume recolhido, correspondendo a ~16%. ISSN:

7 Figura 3. Partículas de a) polipropileno; b) polietileno e c) polietileno com visível contaminação identificadas com recurso à técnica µf-tir. (escala 500 µm) Figura 4. Concentrações de PAH, PCB, DDE, DDD, DDT e DDT total (ng g -1 ) em 4 classes de pellets recolhidos nas praias da Cresmina (Guincho) e Fonte da Telha (Caparica) em 2009 (adaptada de Frias et al. 2010). ISSN:

8 Figura 5. Distribuição da abundância de plástico (A) % em número e (B) % em peso, para cada classe de tamanho (mm) nas 5 praias estudadas em 2009 (adaptado de Martins e Sobral, 2011). Perspectivas Futuras O tema dos plásticos nos oceanos e os seus efeitos sobre a fauna marinha teve um reconhecimento mundial sem precedentes na última década. Essa importância reflecte-se no aumento do número de publicações científicas sobre diversas vertentes do tema (quantidades, contaminação, efeitos) e na divulgação nos meios de comunicação social tradicionais e na internet. A Directiva Quadro Estratégia Marinha está também a dar especial atenção ao assunto, na perspectiva de fornecer aos Estados- Membros metodologias para inventariação e monitorização das quantidades e as suas origens. Em Portugal este tema á ainda relativamente pouco importante, mas essa situação não tardará a mudar, sendo importante alargar a área de estudo às Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, de modo a obtermos uma melhor cobertura da extensa zona económica exclusiva portuguesa. Muito há ainda a fazer quer no que toca à eficácia da gestão dos resíduos plásticos, em particular no aumento das taxas de reciclagem e na sua valorização energética, embora esta última acarrete problemas ambientais devido à elevada toxicidade dos compostos que são libertados para a atmosfera. A componente de sensibilização e informação do público para o problema da persistência dos plásticos no ambiente é um aspecto muito importante, e talvez o único que contribuirá de forma decisiva para que virtualmente todo o plástico possa ser recolhido pelo sistema de gestão de resíduos, em conjunto com o desenvolvimento de novos modelos de consumo que permitam a diminuição da quantidade de plástico de embalagem, de uso único, e a utilização de materiais inovadores que a indústria tem vindo a desenvolver para reduzir o impacto do plástico. Devemos trabalhar activamente para determinar a extensão do problema da poluição por plásticos nos oceanos, e compreender os seus efeitos sobre os organismos marinhos, mas sem esquecer que as vertentes económica e social, são determinantes para as quantidades produzidas, o tipo de utilização e finalmente a recolha e valorização. Não podemos esquecer ainda que a preocupação com o impacto dos resíduos plásticos, que os países desenvolvidos do mundo ocidental demonstram actualmente, não é acompanhada de modo efectivo por economias emergentes, como as da Ásia, que impõe um peso cada vez maior do lado da produção e consumo. À medida que os processos de degradação do plástico nos oceanos forem actuando os fragmentos serão cada vez em maior número e de menor tamanho, adsorvendo poluentes persistentes, bioacumuláveis e tóxicos, e aumentando assim o risco de introdução destes compostos ao nível dos consumidores primários, como o zooplancton e peixes filtradores, com efeitos imprevisíveis para as cadeias tróficas dos oceanos. Agradecimentos Gostaríamos de agradecer a todos que nos têm ajudado, e em especial a Ana Maria Ferreira (Instituto de Investigação das Pescas e do Mar - IPIMAR), Marta Martins (IPIMAR) e Isabelina Santos (IPIMAR), pelas análises dos contaminantes, Antonina dos Santos (IPIMAR) pela disponibilização de amostras de zooplâncton, Maria João Melo (Departamento de Conservação e ISSN:

9 Restauro, FCT-UNL), pelo acompanhamento na identificação dos polímeros, e à nossa colega de bancada Joana Antunes (IMAR FCT-UNL). Referências Barnes, D. K A., Invasions by marine life on plastic debris. Nature 416: Bowmer, T., Kershaw, P., Proceedings of the GESAMP International Workshop on micro-plastic particles as a vector in transporting persistent, bioaccumulating and toxic substances in the oceans. Reports & Studies n.82. UNESCO-IOC, Paris. Browne, M., Dissanayake, A., Galloway, T. S.,Lowe, D. M., Thompson, R. C., Ingested Microscopic Plastic Translocates to the Circulatory System of the Mussel, Mytilus edulis (L.). Environ. Sci. Technol., 42 (13), Carpenter, E.J., Smith, K.L., Plastics on the Sargasso Sea surface. Science 175, Cole, M., Lindeque, P., Halsband, C., Galloway, T. S., 2011, Microplastics as contaminants in the marine environment: A review. Marine Pollution Bulletin 62, Colton, J.B., Knapp, F.D., Burns, B.R., Plastic particles in surface waters of the Northwestern Atlantic. Science 185, Corcoran, P.L., Biesinger, M.C., Grifi, M., Plastics and beaches: a degrading relationship. Marine Pollution Bulletin 58, Derraik, J. G The pollution of the marine environment by plastic debris: a review. Marine Pollution Bulletin. 44 (9) pp Endo, S., Takizawa, R., Okuda, K., Takada, H., Chiba, K., Kanehiro, H., Ogi, H., Yamashita, R., Date, T., Concentration of polychlorinated biphenyls (PCBs) in beached resin pellets: variability among individual particles and regional differences. Marine Pollution Bulletin 44, Frias, J., Sobral, P., Ferreira, A., Organic pollutants in microplastics from two beaches of the Portuguese coast. Marine Pollution Bulletin 60 (11), Gregory, M.R., Environmental implications of plastic debris in marine settings-entanglement, ingestion, smothering, hangers-on, hitch-hiking and alien invasions. Philosophical Transactions of the Royal Society B 364, INE, I.P Censos Resultados preliminares. Instituto Nacional de Estatística, Lisboa. Portugal. Ivar do Sul, J.A, Costa, M.F., Marine debris review for Latin America and the wider Caribbean region: from the 1970s until now, and where do we go from here? Marine Pollution Bulletin 54(8): Mallory, Mark L Marine plastic debris in northern fulmars from the Canadian high Arctic. Marine Pollution Bulletin 56(8): Martins, J., Sobral, P. Plastic marine debris on the Portuguese coastline: A matter of size? Mar. Pollut. Bull. (2011) Mato, U.; Isobe, T.; Takada, H.; Kanehiro, H.; Ohtake, C.; Kaminuma, T Plastic Resin Pellets as a Transport Medium for Toxic Chemicals in the Marine Environment. Environmental Sciences and Technology, 35 pp Moore, C, S Moore, M Leecaster, and S Weisberg A Comparison of Plastic and Plankton in the North Pacific Central Gyre. Marine Pollution Bulletin 42(12): Moore, C. J Synthetic polymers in the marine environment: A rapidly increasing, longterm threat. Environmental Research, 108 pp Ng, K. L.; Obbard, J. P Prevalence of microplastics in Singapore s coastal marine environment. Marine Pollution Bulletin 52 pp Ogata Y, Takada H, Mizukawa K, Hirai H I, Endo S, Mato Y, Saha M, Okuda K, Nakashima A, Murakami M, Zurcher N, Booyatumanondo R, Zakaria MP, Dung LQ, Gordon M, Miguez C, Suzuki S, Moore C, Karapanagioti HK, Weerts S, McClurg T, Burres E, Smith W, Van Velkenburg M, Lang J S, Lang R C, Laursen D, Danner B, Stewardson N, Thompson RC International Pellet Watch: global monitoring of persistent organic pollutants (POPs) in coastal waters. 1. Initial phase ISSN:

10 data on PCBs, DDTs, and HCHs. Marine Pollution Bulletin 58(10): Ogi, H.; Fukumoto Y A sorting method for small plastic debris floating on the sea surface and stranded on sandy beaches. Bulletin of the Faculty of Fisheries Hokkaido University, 51 (2) pp Plastics Europe, The compelling facts about plastics An analysis of plastics production, demand and recovery for PlasticsEurope - Association of Plastics Manufacturers. Brussels, Belgium. Rios, L. M.; Moore, C.; Jones, P. R Persistent organic pollutants carried by synthetic polymers in the ocean environment. Marine Pollution Bulletin 54 pp Tanabe, S., POPs-need for target research on high risk stage. Marine Pollution Bulletin 48, Takada, H., 2006, Call for pellets! International Pellet Watch Global Monitoring of POPs using beached plastic resin pellets. Marine Pollution Bulletin 52, Teuten, E. L.; Rowland, S. J.; Galloway, T. S.; Thompson, R. C Potential for plastics to transport hydrophobic contaminants. Environmental Sciences & Technology 41 pp Thompson, R.C., Olsen, Y., Mitchell, R.P., Davis, A., Rowland, S.J., John, A.W.G., McGonigle, D., Russell, A.E., Lost at Sea: where is all the plastic? Science 304, 838. Vlietstra, L.S., Parga, J.A., Longterm changes in the type, but not amount, of ingested plastic particles in short-tailed shearwaters in the southeastern Bering Sea. Marine Pollution Bulletin 44, Wurl, O., Obbard, J.P., A review of pollutants in the sea-surface microlayer (SML): a unique habitat for marine organisms. Marine Pollution Bulletin 48, ISSN:

CONTRIBUIÇÕES DA GEOMORFOLOGIA COSTEIRA AOS ESTUDOS SOBRE PELLETS DE PLÁSTICO EM PRAIAS DE SP, BRASIL

CONTRIBUIÇÕES DA GEOMORFOLOGIA COSTEIRA AOS ESTUDOS SOBRE PELLETS DE PLÁSTICO EM PRAIAS DE SP, BRASIL CONTRIBUIÇÕES DA GEOMORFOLOGIA COSTEIRA AOS ESTUDOS SOBRE Martins Falcão, P. 1 ; de Gouveia Souza, C.R. 2 ; 1 INSTITUTO FEDERAL DA BAHIA - IFBA Email:pliniomf@gmail.com; 2 IG - SP / PGF-FFLCH-USP RESUMO:

Leia mais

As Respostas da Sociedade: DQEM, OSPAR, ONGs, Entidades Públicas. Foto: IMAG-DRAM

As Respostas da Sociedade: DQEM, OSPAR, ONGs, Entidades Públicas. Foto: IMAG-DRAM As Respostas da Sociedade: DQEM, OSPAR, ONGs, Entidades Públicas Foto: IMAG-DRAM Diretiva-Quadro Estratégia Marinha (DQEM) Procura atingir o BOM ESTADO AMBIENTAL aplicando uma abordagem ecossistémica.

Leia mais

Lixo marinho nos fundos oceânicos e a sua ingestão por peixes da costa portuguesa

Lixo marinho nos fundos oceânicos e a sua ingestão por peixes da costa portuguesa Diogo Fernando Pereira Neves Mestrado Integrado em Engenharia do Ambiente Perfil de Gestão e Sistemas Ambientais Orientadora: Professora Doutora Maria Paula Oliveira Sobral Lixo marinho nos fundos oceânicos

Leia mais

Projeto 5 do Plano de Ação Lixo Marinho Açores

Projeto 5 do Plano de Ação Lixo Marinho Açores Projeto 5 do Plano de Ação Lixo Marinho Açores Monitorização de lixo marinho flutuante pelos observadores do POPA Descrição O conhecimento sobre macro e mega lixo marinho flutuante no mar dos Açores inexistente.

Leia mais

Microplásticos: a ameaça invisível

Microplásticos: a ameaça invisível Microplásticos: a ameaça invisível Paula Sobral FCTUNL Sesimbra, 29 Novembro 2013 Um problema global Austrália Almograve, Portugal Foto Isabel Palma Lixo marinho encontrado nas praias (2001-2006) Plástico/polistireno

Leia mais

Introdução aos Polímeros Os Plásticos e o Ambiente Módulo V

Introdução aos Polímeros Os Plásticos e o Ambiente Módulo V Introdução aos Polímeros Os Plásticos e o Ambiente Módulo V Maria da Conceição Paiva, Guimarães Abril 2005 Maria da Conceição Paiva 1 degradação dos polímeros Os polímeros degradam em certas condições

Leia mais

1 Introdução. C l y. C l x

1 Introdução. C l y. C l x 26 1 Introdução No século XX muitos produtos químicos sintéticos foram criados com a finalidade de melhorar a qualidade das nossas vidas. Ocorre, porém, que várias dessas substâncias trazem, por natureza,

Leia mais

Projeto 1 do Plano de Ação Lixo Marinho Açores

Projeto 1 do Plano de Ação Lixo Marinho Açores Projeto 1 do Plano de Ação Lio Marinho Açores Projeto DQEM DeLioMar Lio Marinho Descrição É um projeto de âmbito nacional, incluído no programa de monitorização de Portugal, para responder ao Descritor

Leia mais

Estratégia de Especialização Inteligente para a Região de Lisboa

Estratégia de Especialização Inteligente para a Região de Lisboa Diagnóstico do Sistema de Investigação e Inovação: Desafios, forças e fraquezas rumo a 2020 FCT - A articulação das estratégias regionais e nacional - Estratégia de Especialização Inteligente para a Região

Leia mais

Uma visão geral do sector das energias renováveis na Roménia

Uma visão geral do sector das energias renováveis na Roménia Uma visão geral do sector das energias renováveis na Roménia A Roménia localiza-se geograficamente no centro da Europa (parte sudeste da Europa Central). O país tem,5 milhões de habitantes e abrange uma

Leia mais

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA COLETA SELETIVA NA FAP

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA COLETA SELETIVA NA FAP PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA COLETA SELETIVA NA FAP SILVA V. L. da 1 ; SOUZA T. R. 1 ; RIBEIRO J. S. G. 1 ; CARDOSO C. F. 1 ; SILVA, C. V. da 2. 1 Discentes do Curso de Ciências Biológicas FAP 2

Leia mais

REQUISITOS DE MARCAÇÃO PARA OS DIFERENTES TIPOS DE SACOS DE PLÁSTICO LEVES

REQUISITOS DE MARCAÇÃO PARA OS DIFERENTES TIPOS DE SACOS DE PLÁSTICO LEVES NOTA TÉCNICA- REQUISITOS DE MARCAÇÃO DOS SACOS DE PLÁSTICO LEVES ENQUADRAMENTO De acordo com o artigo 13.º da Portaria n.º 286-B/2014, de 31 de dezembro, relativo à marcação dos sacos de plástico leves,

Leia mais

EFIÊNCIA DOS RECURSOS E ESTRATÉGIA ENERGIA E CLIMA

EFIÊNCIA DOS RECURSOS E ESTRATÉGIA ENERGIA E CLIMA INTRODUÇÃO Gostaria de começar por agradecer o amável convite para participar neste debate e felicitar os organizadores pela importância desta iniciativa. Na minha apresentação irei falar brevemente da

Leia mais

ANÁLISE EXTERNA ANÁLISE INTERNA

ANÁLISE EXTERNA ANÁLISE INTERNA 3. DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO Neste último sub-capítulo do diagnóstico procurar-se-ão cruzar as diversas componentes analisadas nos pontos anteriores, numa dupla perspectiva: Análise externa - a avaliação

Leia mais

2. Porque queremos diminuir a Pegada Ecológica? 4. Em que consiste a sustentabilidade ambiental?

2. Porque queremos diminuir a Pegada Ecológica? 4. Em que consiste a sustentabilidade ambiental? 1. Quais são as dimensões do Desenvolvimento Sustentável? 2. Porque queremos diminuir a Pegada Ecológica? a) Económica b) Social c) Ambiental d) Todas as anteriores a) Melhorar a nossa qualidade de vida

Leia mais

PROJETO LIXO MARINHO: ESTRATÉGIAS DE AÇÃO PARA ENFRENTAMENTO DO PROBLEMA NO LITORAL BRASILEIRO

PROJETO LIXO MARINHO: ESTRATÉGIAS DE AÇÃO PARA ENFRENTAMENTO DO PROBLEMA NO LITORAL BRASILEIRO PROJETO LIXO MARINHO: ESTRATÉGIAS DE AÇÃO PARA ENFRENTAMENTO DO PROBLEMA NO LITORAL BRASILEIRO Garreta-Harkot, P. F.¹; Ivar do Sul, J. A. 2 ; Oliveira, A. L.; Filardi, C. L.; Rebouças, G. N.; Barretto,

Leia mais

Contribuição do CCR Sul relativamente à consulta da CE sobre a revisão do regime de acesso à pesca de alto mar

Contribuição do CCR Sul relativamente à consulta da CE sobre a revisão do regime de acesso à pesca de alto mar Amarelo: Questão? Azul: inserção Contribuição do CCR Sul relativamente à consulta da CE sobre a revisão do regime de acesso à pesca de alto mar * O CCR Sul agradece à Comissão Europeia a oportunidade que

Leia mais

Posição da SPEA sobre a Energia Eólica em Portugal. Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves

Posição da SPEA sobre a Energia Eólica em Portugal. Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves Posição da SPEA sobre a Energia Eólica em Portugal Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves 1. Introdução A energia eólica é a fonte de energia que regista maior crescimento em todo o mundo. A percentagem

Leia mais

AGRICULTURA URBANA. Principais ameaças à prática da Agricultura urbana

AGRICULTURA URBANA. Principais ameaças à prática da Agricultura urbana AGRICULTURA URBANA Principais ameaças à prática da Agricultura urbana 19 de Junho de 2012 AGRICULTURA URBANA A actividade agrícola urbana está sujeita a várias fontes de poluição que podem afectar a qualidade

Leia mais

(2006/C 297/02) considerando o seguinte: constatando que:

(2006/C 297/02) considerando o seguinte: constatando que: C 297/6 Resolução do Conselho e dos Representantes Governos dos Estados-Membros, reunidos no Conselho, relativa à realização dos objectivos comuns em matéria de participação e informação dos jovens para

Leia mais

Testes de Diagnóstico

Testes de Diagnóstico INOVAÇÃO E TECNOLOGIA NA FORMAÇÃO AGRÍCOLA agrinov.ajap.pt Coordenação Técnica: Associação dos Jovens Agricultores de Portugal Coordenação Científica: Miguel de Castro Neto Instituto Superior de Estatística

Leia mais

PROJECTO DE RESOLUÇÃO SOBRE O CLIMA E A QUALIDADE DO AR NOS AÇORES

PROJECTO DE RESOLUÇÃO SOBRE O CLIMA E A QUALIDADE DO AR NOS AÇORES PROJECTO DE RESOLUÇÃO SOBRE O CLIMA E A QUALIDADE DO AR NOS AÇORES Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Exma. Sras. Deputadas e Srs. Deputados Exma. Sra. e Srs. Membros do Governo Desde os anos oitenta que

Leia mais

A experiência Portuguesa na Incineradora de RH do Parque da Saúde de Lisboa

A experiência Portuguesa na Incineradora de RH do Parque da Saúde de Lisboa A experiência Portuguesa na Incineradora de RH do Parque da Saúde de Lisboa M. Fátima Reis Unidade de Saúde Ambiental 1 ESTRUTURA 1. Enquadramento 2. Vigilância Epidemiológica Fundamentação Componentes

Leia mais

Figura 1: Bosque de Casal do Rei, alguns meses após o incêndio que ocorreu no Verão de 2005.

Figura 1: Bosque de Casal do Rei, alguns meses após o incêndio que ocorreu no Verão de 2005. Estudo da vegetação 1. Introdução A intensa actividade humana desenvolvida na região Centro ao longo dos últimos milénios conduziu ao desaparecimento gradual de extensas áreas de floresta autóctone, que

Leia mais

PLANO DE PREVENÇÃO E GESTÃO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO

PLANO DE PREVENÇÃO E GESTÃO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO PLANO DE PREVENÇÃO E GESTÃO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO ÍNDICE 1.- INTRODUÇÃO... 3 2.- ESPECIFICAÇÕES SOBRE AS OPERAÇÕES DE GESTÃO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO... 3 3.- PLANO DE PREVENÇÃO

Leia mais

SISTEMA GESTÃO AMBIENTAL - SGA

SISTEMA GESTÃO AMBIENTAL - SGA SISTEMA GESTÃO AMBIENTAL - SGA SISTEMA GESTÃO AMBIENTAL - SGA Ciclo de melhoria contínua conhecido como Ciclo PDCA (Plan-Do-Check-Act) EMAS METODOLOGIA FASEADA DE IMPLEMENTAÇÃO FASEADA DO EMAS In, APA,

Leia mais

Lixo Marinho. Contribuições para IV Conferência Nacional de Meio Ambiente. Subsídios para o Texto Base. Gerência Costeira

Lixo Marinho. Contribuições para IV Conferência Nacional de Meio Ambiente. Subsídios para o Texto Base. Gerência Costeira Lixo Marinho Contribuições para IV Conferência Nacional de Meio Ambiente Subsídios para o Texto Base Gerência Costeira Conceito: Lixo Marinho: qualquer tipo de resíduo sólido, excluídos os orgânicos, produzido

Leia mais

Os riscos ambientais e o seu impacto para o sector empresarial: Soluções ao nível de seguros

Os riscos ambientais e o seu impacto para o sector empresarial: Soluções ao nível de seguros Os riscos ambientais e o seu impacto para o sector empresarial: Soluções ao nível de seguros Famalicão 14 de Julho de 2010 Jorge Cardoso Agenda Introdução ao Meio Ambiente Definição de risco e responsabilidade

Leia mais

Artigo para a revista Planeta Azul APA, Abril de 2010

Artigo para a revista Planeta Azul APA, Abril de 2010 Artigo para a revista Planeta Azul APA, Abril de 2010 P. Quando entrará em funcionamento o PNAAS? O Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde (PNAAS) foi aprovado pela Resolução de Conselho de Ministros

Leia mais

O âmbito geográfico deste estudo é Portugal continental e as regiões autónomas da Madeira e dos Açores. Saidas. Entradas. Mudanças de emprego

O âmbito geográfico deste estudo é Portugal continental e as regiões autónomas da Madeira e dos Açores. Saidas. Entradas. Mudanças de emprego Mobilidade dos Trabalhadores ESTATÍSTICAS STICAS em síntese O presente estudo baseia-se nas informações que integram a base do Sistema de Informação Longitudinal de Empresas, Estabelecimentos e Trabalhadores

Leia mais

PORTUCEL SOPORCEL. INVESTIGAÇÃO NAS ÁREAS DA FLORESTA E DO PAPEL Uma renovação de raiz EMPRESA

PORTUCEL SOPORCEL. INVESTIGAÇÃO NAS ÁREAS DA FLORESTA E DO PAPEL Uma renovação de raiz EMPRESA PORTUCEL SOPORCEL INVESTIGAÇÃO NAS ÁREAS DA FLORESTA E DO PAPEL Uma renovação de raiz EMPRESA Com uma posição de grande relevo no mercado internacional de pasta e papel, o Grupo Portucel Soporcel é uma

Leia mais

DURATINET: Rede Transnacional para promover a durabilidade das infra-estruturas de transportes no Espaço Atlântico

DURATINET: Rede Transnacional para promover a durabilidade das infra-estruturas de transportes no Espaço Atlântico DURATINET: Rede Transnacional para promover a durabilidade das infra-estruturas de transportes no Espaço Atlântico M. Manuela Salta Laboratório Nacional de Engenharia Civil Av. Prof. do Brasil, 101, 1700-066

Leia mais

Biotecnologia e desenvolvimento sustentável. Ana Cristina Rodrigues acrodrigues@esa.ipvc.pt

Biotecnologia e desenvolvimento sustentável. Ana Cristina Rodrigues acrodrigues@esa.ipvc.pt Biotecnologia e Ana Cristina Rodrigues acrodrigues@esa.ipvc.pt - Imposições legais - Opinião pública - Pressão de competitividade Actualmente: Conceito de adoptado por muitas indústrias/actividades: só

Leia mais

AGENDA VALORIZAÇÃO DO TERRITÓRIO

AGENDA VALORIZAÇÃO DO TERRITÓRIO Novas Oportunidades para o Financiamento de Investimento Público e Empresarial no âmbito do QREN --- Sines 11 de Março de 2008 A Agenda Operacional para a Valorização do Território é uma estratégia de

Leia mais

SUMÁRIO EXECUTIVO DO PROJECTO

SUMÁRIO EXECUTIVO DO PROJECTO SUMÁRIO EXECUTIVO DO PROJECTO A Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa - APCL propõe-se desenvolver um projecto, designado CLEAN, que consiste na criação de um Centro de Limpeza Ecológica de Automóveis

Leia mais

CEF/0910/28031 Relatório preliminar da CAE (Poli) - Ciclo de estudos em funcionamento

CEF/0910/28031 Relatório preliminar da CAE (Poli) - Ciclo de estudos em funcionamento CEF/0910/28031 Relatório preliminar da CAE (Poli) - Ciclo de estudos em funcionamento Caracterização do ciclo de estudos Perguntas A.1 a A.9 A.1. Instituição de ensino superior / Entidade instituidora:

Leia mais

Capítulo III Aspectos metodológicos da investigação

Capítulo III Aspectos metodológicos da investigação Capítulo III Aspectos metodológicos da investigação 3.1) Definição do problema Tendo como ponto de partida os considerandos enumerados na Introdução, concretamente: Os motivos de ordem pessoal: Experiência

Leia mais

CLASSIFICAÇÃO DOS AMBIENTES MARINHOS

CLASSIFICAÇÃO DOS AMBIENTES MARINHOS CLASSIFICAÇÃO DOS AMBIENTES MARINHOS Introdução Os oceanos ocupam cerca de 71% da superfície da Terra As partes mais profundas atingem quase 11000 metros Profundidade média dos oceanos é 3800 m. Volume

Leia mais

MANUAL DO PROFESSOR SOBRE LIXO MARINHO: Actividades Dentro e Fora da Sala de Aula

MANUAL DO PROFESSOR SOBRE LIXO MARINHO: Actividades Dentro e Fora da Sala de Aula MANUAL DO PROFESSOR SOBRE LIXO MARINHO: Actividades Dentro e Fora da Sala de Aula Com base na experiência adquirida através do Projecto BCLME sobre Lixo Marinho, este manual pretende dar alguma orientação

Leia mais

Orientação nº 1/2008 ORIENTAÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DA ESTRATÉGIA LOCAL DE DESENVOLVIMENTO (EDL) EIXO 4 REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES

Orientação nº 1/2008 ORIENTAÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DA ESTRATÉGIA LOCAL DE DESENVOLVIMENTO (EDL) EIXO 4 REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES Programa de da ELABORAÇÃO DA ESTRATÉGIA LOCAL DE DESENVOLVIMENTO (ELD) 1 / 16 Programa de da 1. Caracterização Socioeconómica do Território A caracterização do território deve centrar-se em dois aspectos

Leia mais

AUTO-ESTRADA COMO VEÍCULO DE INCORPORAÇÃO DE MATERIAIS VERDES

AUTO-ESTRADA COMO VEÍCULO DE INCORPORAÇÃO DE MATERIAIS VERDES AUTO-ESTRADA COMO VEÍCULO DE INCORPORAÇÃO DE MATERIAIS VERDES Tomé Pereira Canas 1, Rui Camolino 2 1 Brisa Inovação e Tecnologia SA; Núcleo de Relações Institucionais e Inovação; Gestor de Inovação; 214233418;

Leia mais

Perfil das Ideias e dos Empreendedores

Perfil das Ideias e dos Empreendedores Perfil das Ideias e dos Empreendedores I - Considerações gerais A análise que se segue tem como referência um painel 115 ideias de negócio, com proposta de desenvolvimento por 214 empreendedores, candidatos

Leia mais

Logística Reversa: destinação dos resíduos de poliestireno expandido (isopor ) pós-consumo de uma indústria i catarinense

Logística Reversa: destinação dos resíduos de poliestireno expandido (isopor ) pós-consumo de uma indústria i catarinense Logística Reversa: destinação dos resíduos de poliestireno expandido 1. Introdução Objetivo da pesquisa: analisar a possibilidade de uma destinação dos resíduos de poliestireno expandido (EPS), utilizados

Leia mais

A INDUSTRIA CONSERVEIRA EM PORTUGAL : constrangimentos, oportunidades, desafios e inovação. Castro e Melo ANICP

A INDUSTRIA CONSERVEIRA EM PORTUGAL : constrangimentos, oportunidades, desafios e inovação. Castro e Melo ANICP A INDUSTRIA CONSERVEIRA EM PORTUGAL : constrangimentos, oportunidades, desafios e inovação Castro e Melo ANICP AS ORIGENS Nicolas Apert descobre em 1804 o princípio da conservação pelo calor em recipientes

Leia mais

CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL

CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL SOLUÇÕES EFICIENTES HOJE, A NOSSA RIQUEZA DE AMANHÃ www.construcaosustentavel.pt ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA Apoio: AS CIDADES SÃO O NOSSO DESAFIO 50% da população

Leia mais

Farm. Aquacultura Offshore

Farm. Aquacultura Offshore Farm Aquacultura Offshore FARM Aquacultura Offshore 3 ÍNDICE LONGLINE ENVIRONMENT 3 FARM AQUACULTURE RESOURCE MANAGEMENT 3 FARM APLICADO 4 DESCRIPÇÃO DE FARM 5 DADOS DO CENTRO DE CULTIVO 7 CIÊNCIA 8 CONTACTOS

Leia mais

III Conferência Internacional sobre Resíduos Urbanos. Sociedade Ponto Verde Reutilização e Reciclagem. Objectivos 2020

III Conferência Internacional sobre Resíduos Urbanos. Sociedade Ponto Verde Reutilização e Reciclagem. Objectivos 2020 III Conferência Internacional sobre Resíduos Urbanos Porto, 23 e 24 de Outubro de 2008 Sociedade Ponto Verde Reutilização e Reciclagem. Objectivos 2020 Luís Veiga Martins REUTILIZAÇÃO OU RECICLAGEM COEXISTÊNCIA

Leia mais

Condições Gerais de Prestação de Serviços Analíticos 2013/14

Condições Gerais de Prestação de Serviços Analíticos 2013/14 Laboratório de Análises Um Laboratório ao serviço da Academia e da Indústria Condições Gerais de Prestação de Serviços Analíticos 2013/14 Laboratório de Análises Tel: +351 212947805 (ext: 10993) http://www.dq.fct.unl.pt/servicos-externos

Leia mais

Escola Secundária da Maia Técnico de Manutenção industrial de Electromecânica

Escola Secundária da Maia Técnico de Manutenção industrial de Electromecânica Escola Secundária da Maia Técnico de Manutenção industrial de Electromecânica Introdução Ao longo deste trabalho, vamos falar de um gravíssimo problema ambiental, A NIVEL MUNDIAL! que poucos ou quase ninguém

Leia mais

biomassa florestal calor, aquecimento e água quente www.silvaplus.com

biomassa florestal calor, aquecimento e água quente www.silvaplus.com biomassa florestal calor, aquecimento e água quente www.silvaplus.com A biomassa florestal As florestas portuguesas são constituídas por uma enorme variedade de espécies que apresentam poderes caloríficos

Leia mais

ESTRUTURA EMPRESARIAL NACIONAL 1995/98

ESTRUTURA EMPRESARIAL NACIONAL 1995/98 ESTRUTURA EMPRESARIAL NACIONAL 1995/98 NOTA METODOLÓGICA De acordo com a definição nacional, são pequenas e médias empresas aquelas que empregam menos de 500 trabalhadores, que apresentam um volume de

Leia mais

Ideal Qualificação Profissional

Ideal Qualificação Profissional 2 0 1 1 Finalista Estadual - SP Categoria Serviços de Educação 2 0 1 2 Vencedora Estadual - SP Categoria Serviços de Educação 2 0 1 2 Finalista Nacional Categoria Serviços de Educação Apresentação O desenvolvimento

Leia mais

Hypercluster do mar. Setembro 2009

Hypercluster do mar. Setembro 2009 Hypercluster do mar Setembro 2009 Hypercluster do mar Segurança Marítima Projecto MarBIS Fórum cientifico e tecnológico Considerações finais 2 Hypercluster do mar Parcerias com empresas petrolíferas com

Leia mais

Enquadramento Turismo Rural

Enquadramento Turismo Rural Enquadramento Turismo Rural Portugal é um País onde os meios rurais apresentam elevada atratividade quer pelas paisagens agrícolas, quer pela biodiversidade quer pelo património histórico construído o

Leia mais

As potencialidades do cluster Português da água ao serviço do desenvolvimento sustentável

As potencialidades do cluster Português da água ao serviço do desenvolvimento sustentável As potencialidades do cluster Português da água ao serviço do desenvolvimento sustentável PAULO LEMOS, Secretário de Estado Ambiente e do Ordenamento do Território Missão da Parceria Portuguesa para a

Leia mais

Atividades de Sensibilização, Divulgação e Educação Ambiental

Atividades de Sensibilização, Divulgação e Educação Ambiental Atividades de Sensibilização, Divulgação e Educação Ambiental SENSIBILIZAÇÃO, DIVULGAÇÃO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL A ESCOLA DE MAR é uma iniciativa individual, privada, vocacionada para o estudo, a investigação,

Leia mais

Monitoramento Ambiental em Atividades Marítimas de Perfuração -MAPEM-

Monitoramento Ambiental em Atividades Marítimas de Perfuração -MAPEM- Monitoramento Ambiental em Atividades Marítimas de Perfuração -MAPEM- Felipe A. L. Toledo Laboratório de Paleoceanografia do Atlântico Sul LaPAS - Instituto Oceanográfico - USP Projeto MAPEM PROJETO FINEP

Leia mais

Ficha de registo de Resíduos Recolhidos

Ficha de registo de Resíduos Recolhidos Ficha de registo de Resíduos Recolhidos Limpeza da Orla Costeira/Praias e Zonas Balneares Local: Ilha: Responsável pela recolha: Nº de telef.: Ponto inicial 1 : Ponto final 1 : e-mail: 1 Descrição ou coordenadas

Leia mais

Aspectos Ambientais nas Emergências Químicas. Aspectos gerais

Aspectos Ambientais nas Emergências Químicas. Aspectos gerais Aspectos Ambientais nas Emergências Químicas Biól. Carlos Ferreira Lopes, Msc. Setor de Operações de Emergência da CETESB Aspectos gerais A gestão do atendimento a emergências químicas deve considerar

Leia mais

CURSO SOBRE PARTICIPAÇÃO DE GRUPOS DE INTERESSE

CURSO SOBRE PARTICIPAÇÃO DE GRUPOS DE INTERESSE CURSO SOBRE PARTICIPAÇÃO DE GRUPOS DE INTERESSE CENÁRIO: GESTÃO COLABORATIVA DE PESCAS Este caso de estudo é largamente fictício e foi baseado em Horrill, J.C., n.d. Collaborative Fisheries Management

Leia mais

ASSINATURA DA CARTA DE AALBORG

ASSINATURA DA CARTA DE AALBORG PROPOSTA ASSINATURA DA CARTA DE AALBORG Desde sempre, desde as sociedades primitivas, o Homem usou os recursos naturais para viver. Porém durante muito tempo, a exploração de recursos era diminuta e a

Leia mais

Estudos sobre Estatísticas Estruturais das Empresas 2008. Micro, Pequenas. e Médias. Empresas. em Portugal

Estudos sobre Estatísticas Estruturais das Empresas 2008. Micro, Pequenas. e Médias. Empresas. em Portugal Estudos sobre Estatísticas Estruturais das Empresas 2008 28 de Junho de 2010 Micro, Pequenas e Médias Empresas em Portugal Em 2008, existiam 349 756 micro, pequenas e médias empresas (PME) em Portugal,

Leia mais

Dos resíduos às matérias-primas rentáveis

Dos resíduos às matérias-primas rentáveis Dos resíduos às matérias-primas rentáveis 1 Dos resíduos às matérias-primas rentáveis O aumento da população e do nível de vida previstos para as próximas décadas, pressupõem um acréscimo na procura de

Leia mais

O mar está morrendo!

O mar está morrendo! A UU L AL A O mar está morrendo! O mar, além de ser fonte de recursos para a humanidade, serve também como local de turismo. Esse ambiente abriga uma grande quantidade de seres vivos, desde formas microscópicas

Leia mais

A Indústria Portuguesa de Moldes

A Indústria Portuguesa de Moldes A Indústria Portuguesa de Moldes A Indústria Portuguesa de Moldes tem vindo a crescer e a consolidar a sua notoriedade no mercado internacional, impulsionada, quer pela procura externa, quer por uma competitiva

Leia mais

ELABORE UMA DISSERTAÇÃO CONSIDERANDO AS IDEIAS A SEGUIR:

ELABORE UMA DISSERTAÇÃO CONSIDERANDO AS IDEIAS A SEGUIR: Disciplina Curso Profª Série REDACÃO Ensino Médio Silvia 3º PROPOSTA DE OUTUBRO A questão do lixo nas sociedades de consumo Meio ambiente e ecologia são assuntos normalmente incômodos para líderes governamentais,

Leia mais

Grandes Problemas Ambientais

Grandes Problemas Ambientais Grandes Problemas Ambientais O aumento do efeito de estufa; O aquecimento global; A Antárctica; A desflorestação; A Amazónia; A destruição da camada de ozono; As chuvas ácidas; O clima urbano; Os resíduos

Leia mais

QUALIDADE ECOLÓGICA. Variáveis endógenas e exógenas; Indicadores e índices de qualidade ecológica; Toxicidade e análise de risco

QUALIDADE ECOLÓGICA. Variáveis endógenas e exógenas; Indicadores e índices de qualidade ecológica; Toxicidade e análise de risco QUALIDADE ECOLÓGICA Variáveis endógenas e exógenas; Indicadores e índices de qualidade ecológica; Toxicidade e análise de risco DETERMINAÇÃO DO ESTADO DE QUALIDADE ECOLÓGICA Parâmetros biológicos Indicadores

Leia mais

CONCEÇÃO PLANEAMENTO OPERACIONALIZAÇÃO

CONCEÇÃO PLANEAMENTO OPERACIONALIZAÇÃO CONCEÇÃO PLANEAMENTO OPERACIONALIZAÇÃO MAR PORTUGAL - Um Mar de Oportunidades MAR PORTUGAL Conectividade intercontinental; Todas as regiões são litorais ou insulares; Mar profundo. MAR PORTUGAL - Um Mar

Leia mais

Plano de Pormenor da Margem Direita da Foz do Rio Jamor Programa de Execução e Plano de Financiamento Janeiro 2014

Plano de Pormenor da Margem Direita da Foz do Rio Jamor Programa de Execução e Plano de Financiamento Janeiro 2014 PROGRAMA DE EXECUÇÃO E PLANO DE FINANCIAMENTO DO PLANO PORMENOR DA MARGEM DIREITA DA FOZ DO RIO JAMOR - OEIRAS Câmara Municipal de Oeiras ÍNDICE 1 INTRODUÇÃO... 2 2 OBJECTIVOS DO PP... 2 2.1 Objectivos

Leia mais

Restituição de cauções aos consumidores de electricidade e de gás natural Outubro de 2007

Restituição de cauções aos consumidores de electricidade e de gás natural Outubro de 2007 Restituição de cauções aos consumidores de electricidade e de gás natural Outubro de 2007 Ponto de situação em 31 de Outubro de 2007 As listas de consumidores com direito à restituição de caução foram

Leia mais

Universidade do Algarve. Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente

Universidade do Algarve. Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente Universidade do Algarve Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente Licenciatura (1º Ciclo) em Engenharia do Ambiente: Duração: 3 anos Grau: Licenciatura Directores de Curso: Prof.ª Doutora Maria João Bebianno

Leia mais

1. INTRODUÇÃO 2. ANÁLISE ESTRATÉGICA

1. INTRODUÇÃO 2. ANÁLISE ESTRATÉGICA CADERNO FICHA 11. RECUPERAÇÃO 11.4. OBJECTIVOS ESTRATÉGICOS O presente documento constitui uma Ficha que é parte integrante de um Caderno temático, de âmbito mais alargado, não podendo, por isso, ser interpretado

Leia mais

ANÁLISE DO MERCADO DE REMESSAS PORTUGAL/BRASIL

ANÁLISE DO MERCADO DE REMESSAS PORTUGAL/BRASIL Banco Interamericano de Desenvolvimento Fundo Multilateral de Investimentos Financiado pelo Fundo Português de Cooperação Técnica ANÁLISE DO MERCADO DE REMESSAS PORTUGAL/BRASIL SUMÁRIO EXECUTIVO Equipa

Leia mais

Plano de Educação Ambiental

Plano de Educação Ambiental Plano de Educação Ambiental Ano Lectivo 2007/08 da Quinta da Gruta, 28 de Setembro de 2007 Tipos de Actividades: Laboratoriais; Hortas; Animais; Cozinha; Atelier s Visitas temáticas; Dias Comemorativos

Leia mais

HIDRALERTA SISTEMA DE PREVISÃO E ALERTA DE INUNDAÇÕES EM ZONAS COSTEIRAS E PORTUÁRIAS

HIDRALERTA SISTEMA DE PREVISÃO E ALERTA DE INUNDAÇÕES EM ZONAS COSTEIRAS E PORTUÁRIAS HIDRALERTA SISTEMA DE PREVISÃO E ALERTA DE INUNDAÇÕES EM ZONAS COSTEIRAS E PORTUÁRIAS Conceição Juana Fortes Tópicos Motivação do projeto Sistema HIDRALERTA Componentes Metodologia Casos de Aplicação Baía

Leia mais

Desenvolvimento Sustentável da Inovação Empresarial

Desenvolvimento Sustentável da Inovação Empresarial Desenvolvimento Sustentável da Inovação Empresarial Inovar para Ganhar Paulo Nordeste Portugal tem apresentado nos últimos anos casos de sucesso em inovação; como novos produtos, serviços e modelos de

Leia mais

PARLAMENTO EUROPEU. Comissão do Meio Ambiente, da Saúde Pública e da Política do Consumidor

PARLAMENTO EUROPEU. Comissão do Meio Ambiente, da Saúde Pública e da Política do Consumidor PARLAMENTO EUROPEU 1999 2004 Comissão do Meio Ambiente, da Saúde Pública e da Política do Consumidor 31 de Março de 2004 PE 340.787/1-10 ALTERAÇÕES 1-10 Projecto de relatório (PE 340.787) Hans Blokland

Leia mais

Engenharia Florestal. Desenvolvimento Rural

Engenharia Florestal. Desenvolvimento Rural Engenharia Florestal Desenvolvimento Rural 2/05/2010 Trabalho realizado por : Ruben Araújo Samuel Reis José Rocha Diogo Silva 1 Índice Introdução 3 Biomassa 4 Neutralidade do carbono da biomassa 8 Biomassa

Leia mais

São mais de 80 os serviços que garantem o correcto acondicionamento e encaminhamento do papel/cartão para os respectivos pontos de recolha.

São mais de 80 os serviços que garantem o correcto acondicionamento e encaminhamento do papel/cartão para os respectivos pontos de recolha. A Câmara Municipal procura ser um exemplo de bom desempenho ambiental. A gestão ambiental da autarquia promove, através de um conjunto de projectos, a reciclagem junto dos munícipes e dos seus trabalhadores.

Leia mais

Avaliação de Ciclo de Vida. Buscando as alternativas mais sustentáveis para o mercado de tintas

Avaliação de Ciclo de Vida. Buscando as alternativas mais sustentáveis para o mercado de tintas Avaliação de Ciclo de Vida Buscando as alternativas mais sustentáveis para o mercado de tintas Todo produto tem uma história Cada produto que chega às nossas mãos passa por diversos processos diferentes

Leia mais

A TEMPERATURA NUM CONTEXTO EDUCACIONAL

A TEMPERATURA NUM CONTEXTO EDUCACIONAL A TEMPERATURA NUM CONTEXTO EDUCACIONAL Mário Talaia e Marta Andreia Silva Departamento de Física, Universidade de Aveiro, 3810-193, Aveiro, Portugal Contacto: mart@fis.ua.pt RESUMO O presente artigo surge

Leia mais

INDICE. 1. Introdução 3. 2. Objectivos 4. 3. Público alvo 4. 4. Material 4. 5. Conteúdos programáticos 5. 6. Actividades Propostas 5

INDICE. 1. Introdução 3. 2. Objectivos 4. 3. Público alvo 4. 4. Material 4. 5. Conteúdos programáticos 5. 6. Actividades Propostas 5 INTRODUÇÃO INDICE 1. Introdução 3 2. Objectivos 4 3. Público alvo 4 4. Material 4 5. Conteúdos programáticos 5 6. Actividades Propostas 5 7. Descrição das Actividades 6 7.1 Formação em sala de aula: 6

Leia mais

Exploração sustentada de recursos geológicos Recursos energéticos

Exploração sustentada de recursos geológicos Recursos energéticos Exploração sustentada de recursos geológicos Recursos energéticos Aula nº85 22 Maio 09 Prof. Ana Reis Recursos energéticos Vivemos numa época em que os recursos energéticos afectam a vida de todas as pessoas.

Leia mais

8 DE MAIO 2013. ONDE NASCE O NOVO EMPREGO EM PORTUGAL Teresa Cardoso de Menezes

8 DE MAIO 2013. ONDE NASCE O NOVO EMPREGO EM PORTUGAL Teresa Cardoso de Menezes 8 DE MAIO 2013 ONDE NASCE O NOVO EMPREGO EM PORTUGAL Teresa Cardoso de Menezes a empresa activa mais antiga em Portugal nasceu em 1670? 2001 foi o ano em que nasceram mais empresas em Portugal? ontem quando

Leia mais

O Hypercluster da Economia do Mar em Portugal. (Resumo)

O Hypercluster da Economia do Mar em Portugal. (Resumo) O Hypercluster da Economia do Mar em Portugal (Resumo) O Hypercluster da Economia do Mar em Portugal Um novo domínio estratégico e um factor de afirmação A economia portuguesa está a sofrer uma descontinuidade

Leia mais

VARIAÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR AO LONGO DO ANO EM PORTUGAL

VARIAÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR AO LONGO DO ANO EM PORTUGAL VARIAÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR AO LONGO DO ANO EM PORTUGAL O regime térmico de Portugal acompanha a variação da radiação solar global ao longo do ano. Ao longo do ano, os valores da temperatura média mensal

Leia mais

Domínio Prioritário Natureza e Biodiversidade

Domínio Prioritário Natureza e Biodiversidade Domínio Prioritário Natureza e Biodiversidade Projectos contribuem para: aplicação, desenvolvimento, avaliação e seguimento da política e legislação da UE na área da natureza e da biodiversidade, incluindo

Leia mais

Aulas por catálogo Ano lectivo 2007 /2008 Marcações para o 1º Período

Aulas por catálogo Ano lectivo 2007 /2008 Marcações para o 1º Período CATÁLOGO DE AULAS CIÊNCIA VIVA CLUBE DE CIÊNCIA MARTECA Aulas por catálogo Ano lectivo 2007 /2008 Marcações para o 1º Período http://www.uma.pt/oceanografiacosteira/ 1º CICLO 1º ano Aula: O que é um invertebrado?

Leia mais

0 3 0 1 2 1 0.2.6 6 0 0 M CI.I

0 3 0 1 2 1 0.2.6 6 0 0 M CI.I CI.IM006.6.20121030 Estratégia de Sustentabilidade Zona Costeira de Cascais Zona Costeira de Cascais Parque Natural Sintra Cascais 15 praias balneares 17 praias monitorizadas permanentemente ZIBA Zona

Leia mais

Como se deve utilizar a praia?

Como se deve utilizar a praia? Como se deve utilizar a praia? O que é correcto fazer Escolha preferencialmente zonas balneares, ou seja, praias cuja qualidade das águas é monitorizada regularmente, e que estejam classificadas como boas

Leia mais

CORTICEIRA AMORIM Análise de Ciclo de Vida dos vedantes de Cortiça, Alumínio e Plástico Novembro 2008. PwC ECOBILAN

CORTICEIRA AMORIM Análise de Ciclo de Vida dos vedantes de Cortiça, Alumínio e Plástico Novembro 2008. PwC ECOBILAN CORTICEIRA AMORIM Análise de Ciclo de Vida dos vedantes de Cortiça, Alumínio e Plástico PwC ECOBILAN Agenda Introdução Descrição geral do estudo ACV Resultados Conclusões Agenda Introdução Descrição geral

Leia mais

Encontros do Observatório 2014 Pobreza Infantil

Encontros do Observatório 2014 Pobreza Infantil º Uma iniciativa: Com apoio: 1 Encontros do Observatório, 23 Maio 2014 1. Contextualização O Observatório de Luta contra a Pobreza na Cidade de Lisboa definiu como prioridade temática para 2014 a, problema

Leia mais

A Indústria Portuguesa de Moldes

A Indústria Portuguesa de Moldes A Indústria Portuguesa de Moldes A Indústria Portuguesa de Moldes tem vindo a crescer e a consolidar a sua notoriedade no mercado internacional, impulsionada, quer pela procura externa, quer por uma competitiva

Leia mais

MUNICÍPIOS E O MAR Associação Fórum Empresarial da Economia do Mar. Município da Nazaré

MUNICÍPIOS E O MAR Associação Fórum Empresarial da Economia do Mar. Município da Nazaré MUNICÍPIOS E O MAR Associação Fórum Empresarial da Economia do Mar Município da Nazaré PROJECTO VIVER O MAR Valorizar a associação da Nazaré ao Mar como factor de identidade Assegurar o conhecimento Científico

Leia mais

GE Power & Water Water & Process Technologies. Recursos preciosos, desafios prementes, melhores soluções.

GE Power & Water Water & Process Technologies. Recursos preciosos, desafios prementes, melhores soluções. GE Power & Water Water & Process Technologies Recursos preciosos, desafios prementes, melhores soluções. Recursos preciosos Se o consumo de água continuar a aumentar à mesma taxa, as estatísticas deixam

Leia mais

Disciplina: Geografia. Trabalho realizado por: Mónica Algares nº 17. Turma: B

Disciplina: Geografia. Trabalho realizado por: Mónica Algares nº 17. Turma: B Disciplina: Geografia Trabalho realizado por: Mónica Algares nº 17 Turma: B 1 Índice Introdução... 3 Principais fontes de poluição dos oceanos e mares... 4 Prejuízos irremediáveis... 5 As marés negras...

Leia mais

ANEXO 3. A floresta portuguesa FACTOS E NÚMEROS

ANEXO 3. A floresta portuguesa FACTOS E NÚMEROS ANEXO 3 FACTOS E NÚMEROS A floresta portuguesa 1. Os espaços florestais ocupam 5,4 milhões de hectares e representam cerca de dois terços da superfície de Portugal Continental. Destes, 3,4 milhões de hectares

Leia mais

A utilização de um rotor mecânico na colheita de azeitona

A utilização de um rotor mecânico na colheita de azeitona A utilização de um rotor mecânico na colheita de azeitona Arlindo Almeida 1 ; José Peça 2 ; Anacleto Pinheiro 2 ; Luís Santos 3 ; António Dias 2 ; João Lopes 4 ; Domingos Reynolds 5 (1) Centro de Investigação

Leia mais

Estão as conchas a dissolver-se no mar? Consequências das alterações globais

Estão as conchas a dissolver-se no mar? Consequências das alterações globais Estão as conchas a dissolver-se no mar? Consequências das alterações globais no âmbito de um projecto de investigação CIRCLE-Med Pedro Range Alexandra Chícharo Luís Chícharo Radhouan Ben-Hamadou David

Leia mais