Anais do! V Seminário Nacional Sociologia & Política!

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1 Anais do V Seminário Nacional Sociologia & Política 14, 15 e 16 de maio de 2014, Curitiba - PR ISSN:

2 Eu também fui torturado as narrativas da militância comunista na cidade de Joinville durante o Regime militar ElitonFelipe de Souza 1 ABSTRACT TEXT: Este artigo tem como objetivo refletir sobre a militância comunista em Joinville durante a ditadura militar, como forma de lutar contra as violações dos direitos, a partir das histórias dos militantes nesse município. Em Joinville, entre 1964 e 1965, os combatentes do PCB viram nas armas a única maneira de mudar o país. Se encontravam na região da Baia da Babitonga, onde treinavam táticas de guerrilha. Enquanto isso, na União Soviética, Edgard Shatzmann, outro militante joinvillense, estava prestes a regressar ao país de forma ilegal. O exército respondeu à organização comunista no estado de Santa Catarina com a Operação Barriga Verde. Implantada no final de 1975, quarenta e dois prisioneiros foram capturados e levados para a Colônia Penal Urbano Salles, em Florianópolis. A maioria foi torturados, muitos deles nunca voltaram para casa, outros morreram na prisão. Entre os militantes presos, oito residiam na cidade de Joinville. Baseado no conceito de história de vida, desenvolvido pelo sociólogo norte-americano Norman K. Denzin (970), é possível reconstituir os passos destes militantes. Este é um instrumento privilegiado para avaliar os momentos de transformação da sociedade e fontes orais são elementos para a leitura do social, pois embora as pessoas tenham o poder da memória, são os grupos sociais que determinam o que deve ser memorável. Portanto, a memória é uma construção de grupos sociais que só existe na medida em que este indivíduo é um ser social. A memória é seletiva. E o sociólogo debe saber que o mais importante em uma entrevista são as partes mais e menos sólidas. Keywords: Memória e Resistência, Partido Comunista Brasileiro, Regime Militar Brasileiro, Tortura. Prefiro lutar e morrer do que viver em uma situação dessas, onde as liberdades individuais estão esquecidas. Quero continuar lutando para que outras pessoas possam se sentir livres da opressão. Primeiro o sacrifício, depois os sonhos. Preis (apud ASSUNÇÃO, 2004.) 1. Memória e esquecimento, a ditadura civil-militar e os militantes comunistas em Joinville Quando se trata do período entre 1964 e 1984 no Brasil, a maior parte do material acadêmico focaliza o centro do país e as grandes metrópoles, como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife, Salvador ou o a região do ABC Paulista. Assim, o estado de Santa Catarina ficou à margem dessa memória. Em Joinville, maior cidade do estado, onde sinos de igrejas e sirenes de empresas 1 Graduado em história pela Universidade da Região de Joinville Univille, mestrando em sociologia política pela Universidade Feral de Santa Catarina UFSC.

3 tocaram em homenagem ao primeiro aniversário da ditadura, há um silêncio ensurdecedor sobre o empenho dos joinvilenses contra o regime militar. Os comunistas, que ajudaram nessa luta, foram esquecidos. Pretendemos, então, garantir que a história não seja contada somente pelos que dominam, mas pelos que são relegados ao ostracismo como propôs Benjamin (1987, p ): [ ] os que [ ] dominam são os herdeiros de todos os que venceram antes. A empatia com o vencedor beneficia sempre, portanto, esses dominadores. [ ] Todos os que até hoje venceram participam do cortejo triunfal, em que os dominadores de hoje espezinham os corpos dos que estão prostrados no chão. Os despojos são carregados no cortejo, como de praxe. [ ] E, assim [...] não é isenta de barbárie, [...] o processo de transmissão da cultura. Por isso, na medida do possível, o materialista histórico se desvia dela. Considera sua tarefa escovar a história a contrapelo. A história é escrita pelos vencedores e, geralmente, os vencidos são esquecidos e relegados ao limbo social. Conhecer a memória dos militantes comunistas de Joinville, então, é o primeiro passo para acabar com o esquecimento que lhes foi imposto pela história oficial. Para Chauí, é no resgate da memória dos vencidos que se conhece a sociedade: É preciso escovar a história a contrapelo e fazer a 'história dos vencidos'. Esse é o papel da memória, e ela só pode cumprir esse papel se aquilo que ela vai narrar é de fato o que a sociedade fez e faz. A história do vencedor, e isso é típico no caso do Brasil, é a história do Estado. Tanto é assim que a história do Brasil é periodizada de acordo com as formas que o Estado brasileiro assumiu ao longo do tempo. Ao contar a história do Brasil [...] se omite o lugar onde efetivamente a história acontece, que é na sociedade (CHAUÍ apud THUSWOHL, 2011). Segundo Pollak (1989), a história de vida é um instrumento privilegiado para avaliar os momentos de mudança, os momentos de transformação de uma sociedade. A memória coletiva é, então, uma forma de lembrar daqueles que foram colocados em segundo plano, permitindo que as ações realizadas por eles, sejam trazidas à tona, reproduzindo, por meio da pesquisa cientifica, as lembranças. 2. O Partido Comunista no Brasil e no mundo Proletários de todos os países, uni-vos Impulsionados pela frase do Manifesto Comunista de Marx e Engels, ao longo dos anos, intelectuais e trabalhadores se articularam em torno de Partidos Socialistas e do Partido Comunista, procurando transformar o sistema capitalista opressor em algo melhor: Por toda a parte os comunistas trabalham na ligação e entendimento dos partidos democráticos [...]. Os comunistas rejeitam dissimular as suas perspectivas e propósitos. Declaram abertamente que os seus fins só podem ser alcançados pelo derrube violento de toda a ordem social até aqui. Podem as classes dominantes tremer ante uma revolução comunista Nela os proletários nada têm a perder a não ser as suas cadeias. Têm um mundo a ganhar. (MARX; ENGELS, 2013) Para compreender a atuação dos comunistas em Joinville, é preciso conhecer o trabalho do partido no mundo. É impossível pensar o século XX, por exemplo, sem levar em consideração a

4 Revolução Bolchevique de outubro de 1917 e como ela influenciou a militância em todo o planeta. Para Hobsbawm (1995), a expansão alcançada pelo movimento dos sovietes só pode ser comparada às conquistas do Islã em seu primeiro século. No Brasil, os comunistas começaram a se organizar em 1906, no movimento operário. Nos anos seguintes, influenciados pela Revolução de Outubro na Rússia, criaram, em 1922, em Niterói, Rio de Janeiro, do Partido Comunista do Brasil, com objetivo de promover uma revolução proletária brasileira. Segundo Sampaio Jr. (2013), a teoria comunista foi formulada para atender às contingências da luta operária em países desenvolvidos da Europa Ocidental o Manifesto Comunista trata de problemas de Estados nacionais consolidados. Porém, deve-se compreender o processo histórico de cada formação social procurando encontrar as tendências concretas da luta de classes: Em economias capitalistas de origem colonial, como o Brasil, o sentido da formação social é dado pela longa transição da colônia de ontem para a nação de amanhã. O dínamo desta transição é o sentimento de profundo mal-estar da população com relação à situação de pobreza, irracionalidade, corrupção e instabilidade que caracteriza a vida nas economias periféricas. As esperanças e as aspirações destes povos polarizam-se, em consequência, em torno de um objetivo maior: controlar os fins e os meios do desenvolvimento. O desafio é completar a formação da nação, livrando a sociedade de suas três principais mazelas: o caráter dependente de seu sistema econômico [...]; a natureza particularmente assimétrica das estruturas sociais; o pesado fardo do colonialismo cultural (SAMPAIO Jr., 2013). Logo após o congresso de fundação, em junho de 1922, o governo de Epitácio Pessoa tornou o partido ilegal. Ainda assim, a militância do partido aumentava, chegando, ainda naquele ano, à Santa Catarina. O PCB foi aceito na Internacional Comunista IC em 1924, mas permaneceu clandestino no Brasil até 1927 quando conseguiu, por alguns meses, a legalidade elegendo Azevedo Lima Deputado Federal. Antes do fim daquele ano o partido voltava a ilegalidade. Em 1930, o país foi sacudido pela Revolução de 1930 (com Getúlio Vargas no comando). O grupo era formado, principalmente, por militares. A força destacada para tomar o Sul catarinense partiu com 10 homens, comandados por Trifino Correia 2, um dos poucos tenentes que ingressariam no PCB, Martins (1995, p. 28). Uma das primeiras medidas adotadas pelo novo governo foi obrigar a sindicalização dos trabalhadores. Isso dificultava a atuação dos comunistas, pois organizações não sindicais eram ilegais e as regras estabelecidas impediam que a massa de profissionais das fábricas de Santa Catarina se filiassem: Cada sindicato devia ter pelo menos 30 pessoas de idade superior a 18 anos, dois terços dos membros, obrigatoriamente, oriundos do Brasil ou naturalizados. Para um estrangeiro se sindicalizar, deveria ter pelo menos 20 anos de residência ininterrupta no país. (MARTINS, 1995, p 29) 2 André Trifino Correia, depois de lutar na Revolução de 1930, quando já era filiado ao Partido Comunista, substituiu o deputado Abílio Fernandes do PCB do Rio Grande do Sul durante a Constituinte, em 22 de abril de 1946.

5 Ainda em 1927, Luís Carlos Prestes, teve o primeiro contato com o partido que, em 1934, aceitou a filiação dele após exigência da IC. Ainda em 1934, o Integralismo despontou no Brasil, disseminando as ideias fascistas. De acordo com Martins (1995), em 1934 ocorreu a primeira participação política dos comunistas junto ao movimento sindical catarinense, quando foi fundada a Liga dos Trabalhadores de Santa Catarina: Patrocinado pelos ferroviários do planalto Norte, o congresso foi realizado nos dias 15 e 18 de setembro de 1934, em Itajaí. Dirigiu os trabalhos o ferroviário Leandro Machado, que mais tarde ingressaria no PCB e seria candidato nas eleições de 1946 em legenda própria. (MARTINS, 1995, p 35-36) Em âmbito nacional, em 1935, como resposta aos integralistas, foi criada a Aliança Nacional Libertadora (ANL). A ANL tinha como principais forças os tenentes dissidentes do movimento que levou Getúlio Vargas ao poder e o PCB de Luís Carlos Prestes. Ambos acreditavam que a única forma de fazer a revolução era pelas armas. Os militares com as Forças Armadas e os comunistas com as camadas populares. Em poucos meses, a ANL possuía mais de 1500 núcleos espalhados pelo país. No Rio de Janeiro, eram cerca de 50 mil anti-fascistas. A expansão seguiu no em São Paulo e já havia chegado a quase todos os estados da federação quando, em julho de 1935, Getúlio Vargas proibiu a sua atuação. Em reação ao fechamento da ALN, Prestes, apoiado pelos dirigentes do antigo grupo, pelo Partido Comunista e por setores das forças armadas, deu início, em novembro de 1935, ao Levante Comunista. O primeiro ato do grupo foi deflagrado em 23 de novembro, em Natal, Rio Grande do Norte, no dia 24, outra insurreição ocorreu em Recife, Pernambuco e, no dia 27, a revolta chegou ao Rio de Janeiro. Sem a adesão do operariado a rebelião foi esmagada pelo governo federal. A militância comunista foi desmobilizada e a maioria dos dirigentes foram presos. O governo intensificou a repressão e perseguiu todos os que se opuseram à Getúlio Vargas, instituindo o Estado Novo 3, em Somente em 1945, com a redemocratização do país é que o PC tomaria novo fôlego na política. Nos dois anos seguintes, enquanto o partido esteve na legalidade, Prestes foi eleito Senador da República, militantes assumiram dezesseis cadeiras na Câmara dos Deputados, 46 deputados eleitos em 15 assembleias legislativas e a maior bancada no Distrito Federal, totalizando 18 eleitos. Em São Paulo, o partido elegeu 190 vereadores, alcançando as maiores bancadas nas cidades de Sorocaba, Santos e na capital, onde obteve 17 cadeiras, além da eleição do prefeito de Santo André. Em 1947, porém, um acordo entre o Partido Social Democrata PSD, União Democrática 3 Conhecido como Golpe dentro do Golpe, o Estado Novo era um conjunto de leis que dava plenos poderes ao presidente Getulio Vargas e que visava nacionalizar a sociedade brasileira, ficou conhecido também como Campanha de Nacionalização.

6 Nacional UDN e o Partido Liberal PL, fez com que o governo Dutra cortasse relações com a União Soviética e colocasse o PC na ilegalidade. Todos os militantes eleitos foram destituídos e a repressão voltou contra o Partido e os sindicatos. O governo [ ] prendeu e torturou comunistas, decapitou o movimento sindical [...], intervindo em mais de 140 sindicatos, proibiu a Confederação Geral dos Trabalhadores do Brasil e impôs uma pesada legislação antigreve, Almeida (apud MAZZEO; LAGOA, 2003, p. 91). O partido ficou ilegal até setembro de 1960, quando no V Congresso do PCB, os comunistas se adequaram à legislação vigente e mudaram o nome de Partido Comunista do Brasil (PCB) para Partido Comunista Brasileiro PCB. Essa mudança só ocorreria de fato, em 1962, graças às reformas criadas sob o governo João Goulart, As reformas de base [...] implicavam as reformas agrária, bancária, administrativa, urbana, fiscal, eleitoral, etc. [ ] abolição das discriminações ideológicas e outras mudanças político-institucionais (direito de voto ao analfabeto e aos soldados e oficiais não graduados das Forças Armadas, bem como sua elegibilidade, legalidade para o PCB) etc. (SEGATTO, apud MAZZEO; LAGOA, 2003, p. 129) Conforme o discurso e a prática de Goulart se radicalizavam, iam também dando espaço para uma reação golpista da direita que, tanto o presidente quanto o próprio PCB, não acreditavam ter força para derrubar o governo. João Goulart pensava que teria o apoio da maior parte dos militares. Tinha essa confiança de que a direita não ia dar o golpe, tinha essa euforia. [ ] Nós acreditávamos piamente que a direita não tinha condições de dar o golpe e que nós venceríamos. Assim, só no susto. Assim, sabe como é? [A gente faria] AH E a direita corria. E quem correu fomos nós. Ocorreu o contrário (SHATZMANN, 2013) 4 O golpe veio e, novamente, o PCB tornou-se ilegal. 3. A ditadura militar se instalando pelo Brasil Em 1964, os militares tomaram o país de assalto respaldados pela elite brasileira, com a justificativa de evitar que os comunistas assumissem o poder e estabelecessem uma ditadura de esquerda. Segundo Barbian (2008), o mundo estava dividido em dois blocos: o Ocidente e o comunista. Cabia às nações se estabeleceram dentro de um desses blocos e a escolha pelo Ocidente, legitimava-se através de uma pretensa superioridade moral frente aos comunistas, acusados de suprimirem as liberdades que existiram somente nos países ocidentais. As ditaduras latino-americanas durante a segunda metade do século XX estão ligadas aos efeitos da guerra fria: Na medida em que a América Latina se insere como área dependente no sistema econômico (...) mundial, o Continente se faz mais vulnerável às crises desse sistema. (...) Ditaduras e oligarquias são, em medida cada vez maior, emanações das forças que governam o Continente e que o governam de fora. (DONGHI, apud IANNI, 2012) 4 Edgard foi preso três vezes durante o regime civil-militar. A primeira em 5 de outubro de A segunda em 1971 e a terceira em dezembro de 1975.

7 Antes das ditaduras houveram formas de governo que tentaram resolver as demandas sociais. Cuba, por exemplo, com a revolução socialista iniciada em 1959, rompeu com o modelo econômico imposto pelas oligarquias e pelos Estados Unidos. O Chile, em , foi capaz de reformas no caminho do socialismo. A Nicarágua, entre , realizou a revolução sandinista, também a caminho do socialismo. Nos dois casos, o experimento socialista foi, para Ianni (2012), desestabilizado, satanizado e destruído por agências norte-americanas, associadas as classes dominantes nativas. Na Argentina o golpe militar, aplicado em 1976, só teve fim em 1983 após a derrota para a Inglaterra na Guerra das Malvinas. No Uruguai, o período ditatorial está compreendido entre 1973 e Isso citando somente algumas ditaduras americanas, pois de acordo com Lambert (apud AQUINO 1999), entre 1900 e 1968, na América Latina, foram aprovadas setenta e sete Constituições, entre 1955 e 1961 cinco chefes de estado foram mortos, entre 1940 e 1960 houveram cerca de trinta Golpes de Estado militares, e mais de dez após No Brasil o regime iniciou em 1964 perdurando até 1985, quando ocorreu, indiretamente, a eleição de um civil para a presidência da República. A população, porém, só pôde votar para presidente em 1989: Para Hobsbawm, (1995, p.429), as Forças Armadas tomaram o poder no Brasil em 1964 contra um inimigo [...] que se deslocava para a esquerda no inicio da dec. de 1960 e ofereciam democratização, reforma agrária e ceticismo em relação à política americana. Esses países, assim como Chile, Bolívia e Paraguai, que também mantinham ditaduras, fizeram parte da Operação Condor que, para Cunha (apud Hebmuller 2012), criou uma transnacional do terror unindo a força dos generais no desrespeito às fronteiras e ao direito internacional. Os serviços de inteligência desses países agiam de forma conjunta espionando, sequestrando e entregando prisioneiros para serem presos e torturados nos países de origem ou onde haviam militado contra a ditadura e eram procurados. 5 Essa sequência de golpes de estado na América Latina, apoiados pelos Estado Unidos financeira e militarmente, tinham um claro objetivo: manter a supremacia do sistema capitalista em oposição a mudança proposta pelos militantes socialistas e comunistas nesses países. Os regimes ditatoriais transformaram os Estados latino-americanos em satélites estadunidenses, possibilitando que os interesses do grande capital estrangeiro fossem garantidos com um campo de atuação que influenciava diretamente desde a economia até o sistema educacional desses países. 5 O Automotores Orletti, em Buenos Aires, Argentina, foi o principal centro da Operação Condor [...] Ali foram torturados e assassinados civis uruguaios, chilenos, bolivianos, paraguaios e argentinos. Era de praxe os algozes, manterem vivas as prisioneiras grávidas até que tivessem os bebês para entregá-los a casais que quisessem adotar. Havia, inclusive, listas de espera de potenciais pais adotivos. Estima-se que 500 bebês foram subtraídos dos pais e entregues a militares ou civis influentes. Segundo a organização argentina, Avós da Praça de Maio, em 2011, o número de bebês sequestrados que tiveram a identidade recuperada chegou a 105.

8 No Brasil do inicio da década de 1960, com as reformas sociais do então presidente João Goulart, os trabalhadores passaram a ter ganhos salariais condizentes com o aumento do custo de vida e no campo surgiram inúmeros grupos de luta pela terra, denominados de ligas camponesas, proliferando a luta pela Reforma Agrária. Para Holanda, O país estava irreconhecivelmente inteligente. "Política externa independente", "reformas estruturais", "libertação nacional", "combate ao imperialismo e ao latifúndio": um novo vocabulário - inegavelmente avançado para uma sociedade marcada pelo autoritarismo e pelo fantasma da imaturidade de seu povo. (1982, p.08). Em oposição às transformações sociais e estimulada pelos veículos de propaganda anticomunista do PSD, da UDN e da Igreja Católica, financiados pelos Estados Unidos, a classe média engrossou o coro da elite e ajudou a preparar o terreno para o golpe militar, Arns (1985). Para Souza (2008), as elites propagaram o medo de que o Brasil seria tomado pelos comunistas e que era preciso fazer algo antes que fosse tarde demais: O comunismo foi um inimigo muito bem criado, bem arquitetado em nível internacional, portanto as pessoas de fato acreditavam que havia esse perigo. A elite da cidade acreditava que era preciso o poder militar para recolocar o país nos eixos. Essa lógica do comunismo como inimigo interno do Brasil permanece no imaginário de parte da população brasileira e continua sendo difundida por setores civis e militares: Um bando de mercenários a soldo da União Soviética [ ], de [ ] Cuba [ ] e da China, tentam implantar o comunismo em nossa pátria. Atualmente, aqueles que restaram daquele grupo, [...], voltam a ameaçar a nossa liberdade, agora de maneira mais sutil beneficiados pela democracia da qual, hoje e sempre se aproveitam, para destruí-la e depois usá-la. (FERREIRA, 2013, p. 4) Mesmo as campanhas pacifistas da URSS eram usadas pelo governo brasileiro, para demonizar o PCB, afirmando que eram parte da propaganda comunista e mascaravam os interesses de criar outro conflito mundial, levando o caos aos países livres e democráticos, implantando através da revolução, a ditadura comunista no maior número de países, Ribeiro (2007, p. 66). Em Joinville, por conta da criação do inimigo, os militantes comunistas escondiam o máximo possível o envolvimento com o partido: Meu pai não sabia também [ ]. É complicado, até porque, não é que ele era contra, não tem porque ser contra, mas é que naquela época era uma propaganda desgraçada anticomunista, não era fácil [ ], comunista comia criança, Serpa (2013). Com o apoio dos Estados Unidos, os militares brasileiros deram um golpe que duraria 21 anos de repressão e violência em uma ditadura soberana, autoproclamada democrática e disfarçada como política de exceção destinada a moralizar as práticas democráticas e o exercício do Estado de Direito: A assistência dos Estados Unidos às forças latino-americanas elevou-se a 670,3 milhões de dólares, os empréstimos a 709 milhões e as doações a 599,4 milhões, no período de 1946 a Nota-se inclusive, na política dos Estados Unidos em relação à América Latina, uma

9 tendência a dar ênfase à ajuda militar. (LOBO apud AQUINO et al., 1999 p ) De acordo com Gaspari (2002), os militares americanos estavam na costa brasileira prontos para darem uma resposta favorável aos golpistas caso houvesse uma guerra civil após a deposição de João Goulart. Porém, a intervenção militar americana não foi necessária. De acordo com Gorender (2012), a executiva do Partido Comunista acreditava que João Goulart tinha forças para resistir ao golpe, o que inviabilizou uma mobilização popular ou militar. Havia oficiais de alto escalão na Força Aérea Brasileira prontos para bombardearem a coluna do General Mourão Filho, mas foram desaprovados por Luiz Carlos Prestes, principal dirigente do Partido Comunista Brasileiro na época. De acordo com Pinheiro (2013), logo nos primeiros momentos da ditadura, o aparato repressivo, partiu para cima dos comunistas. A primeira vítima foi o sindicalista Antogildo Pascoal Viana, assassinado em abril de Seguiram-se a ele naquele ano mais oito militantes, entre eles o catarinense Divo Fernandes D'oliveira. Segundo Arns (1985), os generais ocuparam as cadeiras do executivo federal e dos estados, e cassaram os três presidentes da República anteriores ao regime, seis governadores estaduais, dois senadores, sessenta e três deputados federais, cerca de trezentos deputados estaduais e vereadores, mandaram para a reserva setenta e sete oficiais do exército, quatorze da marinha e trinta e um da aeronáutica, expurgavam 24 dos 91 generais, exoneravam cerca de dez mil funcionários públicos, 70% das confederações e sindicatos com mais de 5 mil trabalhadores eram fechados e abriam cinco mil investigações, atingindo quarenta mil pessoas. Parte do alto comando das Forças Armadas realizava cursos ministrados na Agência Central de inteligência (CIA) dos Estados Unidos, como o militar catarinense Aroldo José Machado da Veiga (Assunção, 2004). O treinamento era aplicado depois pelas Forças Armadas brasileiras em aulas ministradas a outros militares: O método de torturas foi institucionalizado em nosso país, [...] a prova deste fato [...] está [ ] no fato de se ministrarem aulas a este respeito, [ ] em uma delas o Interrogado e alguns [ ] companheiros, serviram de cobaias, aula esta que se realizou na PE [Polícia do Exército] da GB [Guanabara], foi ministrada para cem (100) militares das Forças Armadas, sendo seu instrutor um Ten. HAYTON, daquela U.M. [Unidade Militar]; que, à concomitância da projeção de slides sobre torturas elas eram demonstradas na prática, nos acusados, [ ] para toda a plateia; (ARNS, 1985, p. 31) Os jovens estavam na linha de frente dos torturados. Isso ocorreu por conta da grande adesão de estudantes às fileiras do Partido Comunista ou das entidades de esquerda. Segundo os dados do Dossiê Brasil Nunca Mais, entre 1964 e 1977 foram torturados mais de 6 mil pessoas. Destaque para o período entre 1968 e 1975, durante o AI-5, quando 5243 brasileiros passaram por torturas. Nos primeiros anos de governo militar, ainda havia algum espaço para a resistência através da

10 arte e movimentos sociais. Até 1968, artistas protestavam com suas obras e as greves cresciam, retomando a luta sindical. Músicos levavam multidões aos Festivais da canção com músicas que criticavam a ditadura. E, na política, o Movimento Democrático Brasileiro MDB 6 assumia uma postura mais crítica com relação aos militares: Devagar a oposição ao regime vai adquirindo força no âmbito das ruas, das fábricas e das escolas, apesar de toda a repressão. Em março de 1968, no Rio, a policia intervém contra uma manifestação de estudantes e mata o secundarista Edson Luís, de 18 anos. Como um rastilho de pólvora, espalham-se por todo o país manifestações públicas de protesto. Também as lutas operárias ressurgem com alguma vitalidade. Crescem o enfrentamento e as denuncias contra o Regime Militar, tendo as classes média urbanas ocupado a frente das movimentações. (ARNS, 1985 p.62) Foi a gota d água para que o governo baixasse o Ato Institucional nº 5 (AI5) onde definia o inimigo: Atos nitidamente subversivos oriundos dos mais distintos setores políticos e culturais, comprovam que os instrumentos jurídicos estão servindo de meios para combatê-la e destruí-la [a 'revolução']. Segundo Martins (2010), o isolamento dos militares foi responsável pelo fortalecimento linha dura, que passou a agir de forma mais violenta na tentativa de forçar ainda mais o fechamento político do país. Pouco antes do AI-5 sair do papel Lucindo Costa, expedicionário que saíra de Joinville para lutar na Itália durante a 2ª Guerra, fora preso pela terceira vez desde o inicio do regime militar: Era uma manhã muito fria de 24 de Julho de 1967 meu pai convidou misteriosamente, [ ] todos os filhos para acompanhá-lo e ninguém quis ir, [ ] ele iria então sozinho já que ninguém queria ir junto, e desse dia em diante nunca mais voltou. [ ] Meu pai foi reconhecido como desaparecido político porque um dos amigos de meu pai, um professor de matemática, da cidade de Rio Negro [ ] foi preso em sala de aula [ ] [e] quando ele estava sendo levado para uma das salas para ser interrogado em Curitiba, ele passou por uma porta e olhou, e viu meu pai sentado e todo ensanguentado, e ele foi a testemunha chave. [...] E, com isso, trinta anos depois, meu pai foi reconhecido como desaparecido político, mas seu corpo nunca apareceu (FERNANDES, 2003). Dentre os 12 artigos do ato, o 10º foi aquele que mais deu calafrios nos que lutavam contra a ditadura. Nele ficava suspenso o habeas corpus para crimes políticos, contra a segurança nacional 7, a ordem econômica e social e a economia popular 8. Esse texto era a prerrogativa necessária para a epidemia de prisões arbitrárias e tortura pelo país. Os militares passaram a poder prender quem quisessem por 60 dias, dos quais 10 poderiam ser de forma incomunicável. Todas as emissoras de rádio e televisão e redações de jornais escritos, passaram a contar com censores encarregados de filtrar textos, canções e programas que fossem encarados como subversivos. Em 1974 foram censuradas 452 peças de teatro pelo Brasil, número que não leva em 6 Em 1965 os partidos políticos foram abolidos pelo governo que para manter a ilusão de sistema democrático passou a permitir apenas duas legendas, o MDB que era a oposição consentida e a Aliança Renovadora Nacional ARENA que representava os militares. 7 Segurança Nacional, para Alves (1984), é um instrumento das classes dominantes, associadas ao capital estrangeiro, que o usam para legitimar e perpetuar, de forma não-democrática, um modelo baseado na exploração e no desenvolvimento dependente. 8 O Ato Institucional Nº5 pode ser lido na integra em: Portal GI. Leia a íntegra do Ato Institucional nº 5. Disponível em: acessado em: 19/10/2013.

11 conta a censura de boca e nem a autocensura, Petry (2008). O número de processados entre 1968 e 1974 chegou a quase De acordo com Arns (1985), tinham 25 anos ou menos e 91 sequer tinham completado 18 anos. Além disso, a maior parte das prisões foram feitas de forma ilegal, como pode ser visto no Quadro I. Quadro 1 Prisões feitas com ou sem o consentimento de um juiz durante a ditadura militar Consentimento judicial Número de casos % Não consta qualquer comunicado casos 84% Comunicação feita no prazo legal 295 casos 4% Comunicação feita fora do prazo legal 816 casos 12% Fonte: Brasil Nunca Mais (1985) O AI-5 foi o incentivo que muitos jovens precisavam para ingressar na luta armada. A partir de 1968, as guerrilhas urbana e rural cresceram vertiginosamente, com o surgimento e a consolidação de líderes como Carlos Marighela, da Ação Libertadora Nacional (ALN), e Carlos Lamarca, ex-capitão do exército que passou a integrar os quadros da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Naquele ano houve o surgimento de pelo menos 19 organizações armadas. por: Entre 1968 e 1971, no auge das ações armadas, os grupos guerrilheiros foram responsáveis 154 assaltos a bancos e carros-fortes; foram sequestrados 8 aviões, 3 embaixadores e 1 cônsul; militantes que pegaram em armas, espalhados em 19 organizações; no total os grupos guerrilheiros acumularam 3,8 milhões de dólares com suas ações; 30,7% dos militantes que pegaram em armas eram estudantes; foram 2233 denuncias de tortura. (CORDEIRO, 2007, p ) Depois do AI-5 a tortura se tornou mais institucionalizada, violenta e rotineira. Os efeitos sobre aqueles que estiveram nos porões da ditadura nunca será totalmente conhecido, muitos se calaram sobre as torturas e torturadores. Alguns por conselho de advogados, outros, marcados pelo medo que essa forma de violência gerou (ARNS, 1985). 4. Os militares e a resistência legal e clandestina em Joinville A Sociedade Colonizadora de Hamburgo foi responsável pela colonização da região de Joinville durante a segunda metade do século XX e foi responsável pela vinda dos imigrantes, quase todos de origem germânica 9 e luterana. 9 Segundo Magalhães (1998), cerca de 57 milhões de europeus deixaram suas terras durante o século XIX e vieram se estabelecer no Brasil. Desses, 9% eram imigrantes de língua alemã. Eles vieram para o Novo Mundo atraídos pela promessa de emprego e de um lugar para reiniciar as vidas longe dos conflitos pela unificação dos territórios alemães. Em Joinville, entre 1850 e 1888, cerca de colonos se estabeleceram.

12 Os imigrantes que chegaram a Joinville trouxeram consigo o Deutschtum 10. A distância da terra natal os levou à criação de espaços para porem em prática o modo de vida que levavam em seus países de origem. Criaram associações culturais que falavam apenas o alemão e deram início às primeiras empresas do município. Entre 1880 e 1914, Joinville preparou as bases industriais que a tornariam o mais dinâmico parque industrial de Santa Catarina. Formadas por indivíduos isolados ou por famílias de imigrantes e, justamente por serem familiares, essas empresas que começavam a nascer na colônia não possuíam grandes diferenças entre patrões e empregados. O crescimento das empresas familiares e da classe operária joinvilense, proporcionou a organização desses trabalhadores que passaram a reivindicar melhores condições de trabalho, que, de acordo com Costa (2008), desembocaram na primeira greve da cidade, em 1917, quando operários e lavradores fizeram uma paralisação geral no município, insuflada, segundo jornais da época, por grupos anarquistas de Curitiba, Paraná. A resposta do governo municipal e dos empresários foi rápida, com a mobilização do Corpo de Bombeiros e do Tiro-de-guerra, atual 62º Batalhão de Infantaria, deixando claro que braços cruzados era igual a polícia nas ruas. E com o discurso de que os problemas poderiam ser resolvidos em conversas entre trabalhadores e patrões. O crescimento da organização dos trabalhadores deu origem ao Congresso dos Operários de Joinville, em 16 de Janeiro de O que deveria ser o início de uma organização sindical combativa em prol dos direitos trabalhistas, na verdade, se provou justamente o oposto: Revestido de conceitos e apropriações históricas da esquerda sindical como camaradas, proletários, coletividade, esse discurso [proferido durante o congresso por Nelson Machado, presidente da Federação dos Trabalhadores] demonstra a manipulação ideológica objetivada. A classe trabalhadora joinvilense deveria conceber essas denominações não no sentido esquerdista-soviético, mas no sentido nacionalista-autoritário (SOUZA, 2007, p. 78). A força dos Sindicatos Amarelos 11 em Joinville teve um papel importantíssimo na propagação do município como local ordeiro e de trabalhadores disciplinados. A formação ideológica das lideranças sindicais da cidade durante os anos 1930, agindo em consonância com os ideais do nacional-autoritarismo, assim como o Deutschtum da população de origem germânica culminou com a instauração de um governo integralista em 1936, sob o comando de Aristídes Largura, precursor catarinense do nazifascismo da Ação Integralista Brasileira (AIB) de Plínio Salgado, Souza (2007): 10 O Deutschtum é o sentimento de pertencimento a comunidade nacional alemã. Ainda que o indivíduo não tenha nascido na Alemanha, ele possui ascendência germânica e se identifica e compartilha valores culturais desse povo. Esse sentimento foi combatido durante a Campanha de Nacionalização, por ser considerada uma ameaça a união nacional na região de colonização alemã. 11 Sindicatos que tinham como característica serem corporativistas, socialistas reformistas, positivistas e republicanos sociais. Tinham como objetivo as melhorias trabalhistas a partir do diálogo pacifista entre o capitalista e o assalariado.

13 [Os joinvilenses] encontraram no Integralismo determinados valores que se confundem com o nazifascismo, que é a valorização da família, da ordem, da disciplina, do trabalho. E em Joinville esses valores já estavam presentes. [ ] [dentre os integralistas joinvilenses houveram (sic) figuras importantes da política do município] Aristides Largura que foi prefeito, não falava o alemão e até levava um intérprete às reuniões, porque muitos dos adeptos, embora não fossem alemães natos, não falavam português naquela época. (CAVALETT, 2008, p. 88) Esse histórico de valores conservadores foi primordial para que se criasse na cidade aquilo que Souza chamou de imaginário da revolução de 1964: Esse imaginário continha valores que a cidade já vinha cultuando ao longo da sua história, quais sejam valores de ordem, de uma cidade pacata, de uma cidade que não se manifesta politicamente, portanto uma cidade adequada para nascerem e germinarem aqueles ideais do golpe militar. (SOUZA, 2008, p 102) A década de 1930 veio, também, acompanhada de um momento delicado da história do país e que teve repercussão direta no município catarinense. Em 1937 foi implantado o Estado Novo e os alemães joinvilenses foram forçados a se tornarem brasileiros. Para as Leis de Nacionalização serem implementadas aqui na região [de Joinville], elas tiveram que contar com uma estratégia militar, encarregando a 5ª Região Militar de Curitiba de encaminhar a Nacionalização em Santa Catarina, Coelho (2008, p. 33). Os clubes e instituições culturais tiveram suas atividades sumariamente encerradas e o Kolonie Zeitung (Jornal da Colônia) periódico de maior circulação na região à época e escrito em alemão, passou a ser publicado em português a partir de Qualquer um poderia ser denunciado e muitos joinvilenses acabaram presos. Alguns acusados de nazismo, outros pelo uso do idioma alemão. A ação dos sindicatos amarelos aliada a forte repressão durante a Campanha de Nacionalização criou um clima favorável à medidas conservadoras o que, para Souza (2008), fez com que a cidade de Joinville estivesse pronta para apoiar o golpe militar de 1964: Joinville se articula na preparação do Golpe. [ ] A União Cívica, União das mulheres ligadas a elite joinvilense, a Associação Comercial Industrial, que é uma associação forte porque ela é do início do século XX, mesmo o poder público local e, nesse primeiro momento, a participação da Igreja, fazem com que a cidade sinta-se insegura e porque ela está insegura, alguém tem que protegê-la (SOUZA apud PORTO, 2010) Em Joinville, o PCB foi reorganizado na década de 1960 por importantes dirigentes como Salomão Malina 12 e Teodoro Ghercov 13, além de um personagem ao qual Martins (2006) se refere pelo codinome Shultz. Esse vivia na cidade desde os anos de 1950, mantendo as atividades do PC. Os militantes usavam as reuniões familiares e eventos sociais e religiosos, como batismos e casamentos, para se encontrarem, debaterem política e discutirem os rumos do partido. 12 Melina se tornaria presidente nacional do PCB entre os anos de 1987 e Teodoro, conhecido entre os comunistas pelo nome de Raul, era tecelão e foi líder sindical nas décadas de 1940 e 1950 no estado de São Paulo, coordenava as atividades do partido em Santa Catarina e integrava o Comitê Central do PCB.

14 Com a extinção partidária e a criação do bipartidarismo, o MDB se firmou como oposição legalmente consentida pelos militares, tendo algum êxito eleitoral pela defesa democrática e pelas lutas sociais. Em Joinville o partido agregou na plataforma política a ideia de cidade progresso, combinando políticas oposicionistas com ideais econômicos desenvolvimentistas, motivando a adesão dos migrantes nos anos 1960 e 1970 e das lideranças industriais e econômicas que buscavam melhorias na infraestrutura urbana. A elite industrial, que fazia a oposição política no MDB, era beneficiada pelo desenvolvimentismo do governo militar. Utilizando o dinheiro investido pela ditadura, principalmente na empresa Tupy 14, para buscar trabalhadores em outras regiões auxiliando-os com hospedagem e transporte, Coelho (2010). Os comunistas se movimentaram, então, para ajudar a criar um MDB que fosse combativo. Aproximando-se de figuras importantes da política joinvilense, como Pedro Ivo Campos, que seria eleito prefeito do município em Em Santa Catarina, antes mesmo do AI5 os comunistas já se preparavam para a luta armada. Entre 1964 e 1965 cerca de 15 combatentes do partidão (PCB), contrariando as resoluções dos dirigentes nacionais, se reuniam em campos de treinamento de guerrilha na região da Baia da Babitonga: Além da Ilha do Mel, treinávamos na Caieira e no Morro do Amaral. [ ] Nós tínhamos algumas cartilhas militares que nós estudávamos e depois íamos passar aquilo (SERPA, 2013) 15. Segundo Martins (2006, p.176), outra atividade [ ] era o preparo físico, as noções de camuflagem, os segredos de uma emboscada bem feita. Os exercícios militares realizados pelos militantes joinvilenses não foram postos em prática, na tentativa de derrubar o governo municipal, dada a ausência de lideres favoráveis a luta armada. O assunto perdurou e dominou as discussões da Conferência Municipal do PCB de 1967, quando foi, definitivamente, adotada a resistência pela via pacífica. Na extinta União Soviética, o também joinvilense, Edgard Schatzmann, se preparava para entrar na ilegalidade e voltar a terra natal. Junto com dezenas de outros brasileiros, forjava documentos a fim de embarcar para o Brasil e fazer a Revolução (PORTO, 2010) Em 1971, a militância comunista, capitaneada por Júlio Serpa, junto com o Sindicato dos Plásticos e Químicos de Joinville, promoveram um movimento inusitado em busca de reajuste salarial. Como as greves eram ilegais, o grupo foi ao sindicato e apanhou cartas de demissão, que foram preenchidas e entregues a direção da empresa. Cerca de 80% dos funcionários da empresa aderiram à tática e os diretores tiveram de reajustar os salários em cerca de 30% a 40%, Martins (2006). 14 A Fundição Tupy é, desde aquela época, uma das maiores empresas de metalurgia do mundo e era considerada Área de Segurança Nacional, pois podia rapidamente ser transformada em fábrica de armas. 15 Julio Adelaido Serpa entrou para o PCB no final dos anos Foi preso duas vezes, em 1975, pelo regime militar.

15 O governo militar respondeu a ação dos comunistas com a Operação Barriga Verde que foi a principal intervenção militar no Estado durante o período. Nela vários catarinenses, considerados um sério perigo à estabilidade do governo (MARTINS, 2006) foram sequestrados, interrogados e torturados. Semanas antes da Operação ser deflagrada, os principais dirigentes do partido em Joinville se reuniram em uma igreja para discutir os rumos do PCB na cidade, pois Julio Serpa havia sido preso por alguns dias em setembro e previa que algo maior aconteceria, Serpa (2013). Posta em prática no final de 1975, a operação que durou até 1977, teve quarenta e dois presos. Os prisioneiros eram levados para Curitiba e depois trazidos de volta à Colônia Penal Urbano Salles, na cidade de Florianópolis. A maioria foi torturada, muitos deles nunca mais voltaram para casa e outros morreram na prisão. As prisões iniciaram-se dia 4 de novembro pela manhã. Antes disso alguns estávamos sendo seguidos [ ]. Falei prisões, mas [ ] foram sequestros. Sem qualquer ordem de prisão ou aviso aos familiares. As nossas casas foram invadidas ilegalmente. Foram retirados sem ordem, livros, objetos de uso pessoal, não só dos que estavam nas mãos da repressão, mas também dos familiares. (FILHO, 1975 apud MARTINS, 2006, P. 19) Dentre os militantes capturados e presos durante a operação, oito residiam na cidade de Joinville e a maioria estava direta ou indiretamente ligada ao Partido Comunista. Eram eles: Waldemar João Domingos 16, 37; Edgard Schatzmann, 35; Antônio Justino, 32; Irineu Ceschin, 32; João Jorge Machado de Souza 17, 28; Rosimarie Cardoso Bittencourt 18, 28; Osni Rocha (Didi) 19, 27; Júlio Adelaido Serpa, 26. Todos presos e torturados: Não foi fácil. Foi 15 dias que nós estivemos presos isolados levando porrada. Levamos muita porrada. Pau de arara, choque elétrico até nos órgãos genitais e tal. [ ] Eu emagreci pra cassete. [ ] Eles nem começavam a conversar comigo quando eu ia ser interrogado sem instalar o choque elétrico, né? Nas mãos, pés... Colocava em cima de uma latinha [ ] descalço, nu. Já é um momento constrangedor [ ] dão uma bata suja [ ] e [ ] no interrogatório, geralmente eles deixavam a gente nu. [ ] Em cima daquela lata e o pé rachava e cortava tudo. (SERPA, 2013) Em 1973, a ditadura militar deu início à Operação Radar visando destruir o PCB e desencadeando ações de menor escala nos estados, como a Barriga Verde em Santa Catarina: O PCB foi massacrado de 1973 a 1976 por uma operação realizada pelo Exército, tratava-se da "Operação Radar", que tinha como objetivo liquidar o histórico operador político dos comunistas brasileiros. Essa era uma das medidas impostas pela geopolítica arquitetada por Golbery do Couto e Silva, para flexibilizar a ordem política brasileira. (PINHEIRO, 2013) Na Câmara de Vereadores, o pronunciamento de Aderbal Tavares Lopes 20, no dia 5 de 16 Foi monitorado, processado, preso e torturado durante a Operação Barriga Verde. 17 Era assessor Legislativo da Câmara de Vereadores de Joinville quando foi preso pela Operação. 18 Servidora pública da prefeitura municipal de Joinville, era Assistente Social e trabalhava nos Centro de Educação e Recreação Infantil CERI, e foi a única mulher presa pelos agentes da Operação Barriga Verde na cidade. Assim como a maioria dos presos no município do Norte catarinense, foi presa quando chegava ao trabalho e ficou na cadeia por 11 meses. 19 Recém-casado, foi preso na empresa em que trabalhava. O militar à paisana lhe deu voz de prisão depois que Osni respondeu afirmativamente que conhecia Júlio Serpa. 20 Desde meados dos anos 1960, os discursos dos vereadores Ulisses Tavares Lopes, que foi cassado pelo AI-5 e, posteriormente, de seu irmão, Aderbal Tavares Lopes, eram requisitados pelo 62º Batalhão de Infantaria,

16 dezembro de 1975, com o apoio dos também vereadores Coelho Neto e Elmar Zimmermann, causou alvoroço ao denunciar a prisão arbitrária de Irineu Chescin. Segundo Martins (2006), só o que se podia ouvir era o vereador Nagib Zattar sussurrando: Seu comunista, tu vai preso, seu vagabundo. Algumas considerações Ainda que a história oficial de Joinville tenha tentado esconder os comunistas do município, esses existiram e se fizeram presente por todo o processo de desenvolvimento político e social da cidade. A luta desses indivíduos os levou à cadeia e a tortura, mas, em momento algum, diminuiu a bravura e a gana de continuarem lutando pela democracia e pelos ideais comunistas. Passados 49 anos do inicio do regime militar, muito ainda deve ser trazido do subterrâneo da memória, documentos devem ser apresentados e as memórias preservadas. A memória coletiva dos comunistas joinvilenses é apenas a ponta de um iceberg de conhecimento que permanece imerso e que deve, pouco a pouco, submergir. O próprio esquecimento criado pelo governo deve ser usado como fonte de pesquisa. Quando se trata de Joinville, não se pode acreditar que não tenha havido uma resposta aos desmandos do governo. A documentação oficial produzida pelo município indica que não, mas toda documentação é parcial e necessita de crítica, pois essa documentação é produzida pelos vencedores e, através dela, podemos escutar a voz dos vencidos. Garantir que essas pessoas sejam reconhecidas é parte do trabalho dos sociólogos assim como ter a certeza de que a sociedade não esquecerá os desmandos cometidos pelo regime militar e seus apoiadores civis. Referências ALVES, Maria Helena Moreira. Estado e oposição no Brasil ( ). 2ª ed. - Petrópolis: Vozes, ASSUNÇÃO, Luís Fernando. Assassinados pela ditadura: Santa Catarina. Florianópolis, Insular, AQUINO, Rr. S. L.; LOPES, O. G. P. C.; FRANCO, D. A.; ALVARENGA, F. J. M. História das sociedades: das sociedades modernas às sociedades atuais. 37ª ed. Rio de Janeiro São Paulo, Record, ARNS, D. Paulo Evaristo. Org. Um relato para história: Brasil nunca mais. 6ª ed. Rio de Janeiro, estacionado em Joinville, e, de lá, para Florianópolis e Brasília para serem incluídos na ficha policial de ambos.

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