MOBILIDADE URBANA NO BRASIL: DESAFIOS E SOLUÇÕES DEPUTADO FEDERAL JORGE CÔRTE REAL NOVEMBRO/2013

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1 MOBILIDADE URBANA NO BRASIL: DESAFIOS E SOLUÇÕES DEPUTADO FEDERAL JORGE CÔRTE REAL NOVEMBRO/2013

2 O problema da mobilidade é comum a todos os grandes centros urbanos. Afeta o desenvolvimento do País ao restringir o fluxo de pessoas, bens e ideias, resultando em menos produtividade, inovação e qualidade de vida. CNI (2012)

3 PAÍSES SELECIONADOS: POPULAÇÃO URBANA COMO % DA POPULAÇÃO TOTAL PAÍS POPULAÇÃO URBANA (% DO TOTAL) BRASIL 85,0 MÉXICO 78,0 ESTADOS UNIDOS 83,0 CANADÁ 81,0 FONTE: WORLD BANK

4 VANTAGENS DA URBANIZAÇÃO 1. POUCOS PAÍSES TÊM TRANSITADO DA POBREZA PARA A PROSPERIDADE SEM PASSAR PELO PROCESSO DE URBANIZAÇÃO; 2. A URBANIZAÇÃO OFERECE OPORTUNIDADE DE PROGRESSO ECONÔMICO E CHANCE DE MUDANÇAS NA DIREÇÃO DE UMA SOCIEDADE ABERTA, INOVADORA, INCLUSIVA E DEMOCRÁTICA; 3. A URBANIZAÇÃO FACILITA A DIFUSÃO DE CONHECIMENTO E DE NOVAS IDEIAS ACERCA DE IGUALDADE E OPORTUNIDADE E CONFERE ENSEJO DE MANIFESTAÇÃO À MULTIPLICIDADE E DIVERSIDADE DE ATORES, O QUE CONSTITUE O VEÍCULO DA MUDANÇA E DO APERFEIÇOAMENTO DA PRÁTICA POLÍTICA.

5 O EQUILÍBRIO ENTRE AS FORÇAS QUE MOLDAM AS CIDADES SEGUNDO O BANCO MUNDIAL, UMA CIDADE É O RESULTADO DO EQUILÍBRIO ENTRE TRÊS FORÇAS: A ESTRUTURA FÍSICA, A INTERAÇÃO HUMANA E A POLÍTICA PÚBLICA. A INSUFICIÊNCIA DA ESTRUTURA FÍSICA E OS ERROS DA POLÍTICA PÚBLICA OCASIONAM PREJUIZOS À INTERAÇÃO HUMANA E AO PROGRESSO DAS CIDADES. NO CASO DAS GRANDES CIDADES BRASILEIRAS, É CLARO O DESEQUILÍBRIO DA INFRAESTRUTURA DE MOBILIDADE.

6 BRASIL: RAZÕES PARA O DESEQUILÍBRIO 1. NOS ÚLTIMOS DEZ ANOS (2002/2012) O ESTOQUE DE VEÍCULOS CRESCEU 105%; 2. VERBAS PÚBLICAS PARA POLÍTICAS DE TRANSPORTE COLETIVO E INFRAESTRUTURA URBANA SÃO, ALÉM DE ESCASSAS, SUJEITAS À DIFICULDADE DE GERENCIAR INVESTIMENTOS COMUNS ÀS TRÊS ESFERAS DE GOVERNO NO PAÍS; 3. NO ANO PASSADO, HAVIA R$ 2,8 BILHÕES DISPONÍVEIS NA LEI ORÇAMENTÁRIA, O MAIOR MONTANTE JÁ PROGRAMADO NOS ÚLTIMOS DEZ ANOS. JÁ A EXECUÇÃO NÃO PASSOU DE R$ 271 MILHÕES, MENOS DE 10% DO ORÇADO. É VIRTUALMENTE NADA EM UM UNIVERSO DE GASTOS FEDERAIS DE R$ 805 BILHÕES.

7 BRASIL: RAZÕES PARA O DESEQUILÍBRIO Extensão do metrô nas cidades brasileiras (km) FONTE: DISPONÍVEL EM

8 BRASIL: RAZÕES PARA O DESEQUILÍBRIO Extensão do metrô em cidades do mundo (km) FONTE: DISPONÍVEL EM

9 BRASIL: RAZÕES PARA O DESEQUILÍBRIO EXTENSÕES DE METRÔS EM GRANDES CIDADES DO MUNDO CIDADE EXTENSÃO DO METRÔ (KM) POPULAÇÃO (MILHÃO) SANTIAGO 94,2 6,015 SÃO PAULO 74,3 20,186 SEUL 286,0 22,547 N. YORK 418,0 20,464 SHANGAI 420,0 20,860 MÉXICO (CIDADE) 202,0 19,463 LONDRES 408,0 8,586 RECIFE 39,5 3,756 R. DE JANEIRO 42,0 12,043 FONTES:

10 BRASIL: RAZÕES PARA O DESEQUILÍBRIO EM VALORES CORRIGIDOS PELA INFLAÇÃO, OS 15 MUNICÍPIOS COM MAIS DE 1 MILHÃO DE HABITANTES (EXCLUINDO-SE O DISTRITO FEDERAL) GASTARAM EM TRANSPORTE (2008/2012) R$ 3 BILHÕES - DOS QUAIS R$ 2,3 BILHÕES SÓ EM SÃO PAULO. (ESPECIAL F. S. PAULO 12/10/2013 )

11 EFEITOS DOS DESEQUILÍBRIOS SOBRE A MOBILIDADE ELABORAÇÃO - IPEA

12 DESAFIOS DA MOBILIDADE URBANA NO BRASIL FONTE: CNI/ CIDADES: MOBILIDADE, HABITAÇÃO E ESCALA UM CHAMADO À AÇÃO

13 A VISÃO DA CNI SEGUNDO ESTUDO DA CNI, AS REGIÕES METROPOLITANAS DO BRASIL OPTARAM PELA HEGEMONIA RODOVIÁRIA NA ESTRUTURAÇÃO DA MANCHA OCUPADA, DETERMINANDO BAIXA DENSIDADE E ALTO CUSTO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS ESSENCIAIS. DESAFIO Buscarem se novos modelos de desenvolvimento urbano que contemplem a universalização da presença governamental em toda a cidade.

14 A VISÃO DA CNI MELHORAR AS CONDIÇÕES DA MOBILIDADE NAS GRANDES CIDADES E SITUÁ-LA EM PATAMAR COMPATÍVEL COM AS CONDIÇÕES POLÍTICO-ECONÔMICAS DO BRASIL DE HOJE. DESAFIO - Como condição essencial, é indispensável garantir boa qualidade para os deslocamentos impositivos quotidianos casa-trabalho, os quais alcançam mais da metade dos deslocamentos urbanos.

15 A VISÃO DA CNI A EXPECTATIVA DE DEMANDA FUTURA POR MORADIA NO PAÍS É DE 1,5 MILHÃO/ANO, NO HORIZONTE DOS PRÓXIMOS DEZ ANOS, SEGUNDO CÁLCULOS DO MINISTÉRIO DAS CIDADES. DESAFIO Reverter a tendência das metrópoles brasileiras que têm experimentado uma expansão com desadensamento demográfico claramente contrária à universalização dos serviços públicos.

16 A VISÃO DA CNI A DIMENSÃO DO TRANSPORTE INDIVIDUAL COMO CLARAMENTE PERTURBADOR DO AMBIENTE, SEJA PELO CONSUMO ENERGÉTICO, SEJA PELA POLUIÇÃO, SEJA PELA DISPERSÃO URBANA, ENCORAJA A FORMULAÇÃO DE PROPOSIÇÕES QUE O ANULEM. CONTUDO, NÃO DEIXAM DE SER IRREALISTAS, O QUE, DE CERTO MODO, ENFRAQUECEM A PRÓPRIA CRÍTICA E SUAS EVENTUAIS PROPOSTAS ALTERNATIVAS. DESAFIO - O uso do automóvel como estrutura de mobilidade, mesmo que mudanças tecnológicas o tornem menos consumidor de energia e menos poluente, manterá outras consequências sobre a cidade que enfraquecem o papel libertário ao qual este ícone do século XX esteve associado desde o início de sua produção massiva.

17 A VISÃO DA CNI AS NOSSAS CIDADES GRANDES, COMO SABEMOS, NÃO INVESTIRAM EM UM SISTEMA DE TRANSPORTE PÚBLICO COMPATÍVEL, QUE OFEREÇA CONFORTO, CONFIABILIDADE E RAPIDEZ PARA OS DESLOCAMENTOS DIÁRIOS IMPOSITIVOS CASA - TRABALHO E CASA-ESTUDO DESAFIO - Melhorar as condições do transporte coletivo e situálo em patamar de qualidade e conforto compatível com as condições político-econômicas do Brasil de hoje, este é importante desafio, talvez o mais relevante, a ser enfrentado pela mobilidade urbana.

18 SOLUÇÕES VOZES DO DEBATE 1. DIVISÃO DO SISTEMA VIÁRIO ENTRE PEDESTRES, TRANSPORTE PARTICULAR E TRANSPORTE PÚBLICO (LEI DA MOBILIDADE 30% PARA AUTOMÓVEIS); 2. CAPACITAR OS MUNICÍPIOS PARA ATENDEREM ÀS EXIGENCIAS DE PLANIFICAÇÃO PREVISTAS NA LEI DA MOBILIDADE; 3. REVITALIZAÇÃO DOS CENTROS DAS CIDADES PARA APROXIMAR OS TRABALHADORES DOS SEUS EMPREGOS; 4. CONSCIENTIZAÇÃO DA CLASSE MÉDIA (O AUTOMÓVEL COMO INSTRUMENTO DE AUTO REPRODUÇÃO SOCIAL); 5. IMPLANTAÇÃO DE CORREDORES DE ÔNIBUS (93% DE APROVAÇÃO EM SÃO PAULO);

19 SOLUÇÕES VOZES DO DEBATE 6. IMPLANTAÇÃO DE PEDÁGIOS NOS ACESSOS AOS CENTROS DAS CIDADES; 7. SOBREPREÇO PARA A GASOLINA NAS GRANDES CIDADES COMO A COLOMBIA NO PRESENTE (20%) E SEUL NO PASSADO; 8. INVESTIR FORTEMENTE NO TRANSPORTE PÚBLICO COM QUALIDADE, CAPACIDADE E SEGURANÇA (VLT, BRT); 9. DRÁSTICA MUDANÇA NA POLÍTICA DE TRANSPORTE: MAIS TRANSPORTE PÚBLICO, MENOS TRANSPORTE PRIVADO; (DIFÍCIL, POR CAUSA DA RELAÇÃO TRANSPORTE INDÚSTRIA CRESCIMENTO); 10. PROMOVER O ADENSAMENTO DAS CIDADES.

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