BacBio. Crescimento, Renovação Celular e Reprodução: da teoria à prática. Coimbra, 2012/2013. Sandra Gamboa Andreia Quaresma Fernando Delgado

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "BacBio. Crescimento, Renovação Celular e Reprodução: da teoria à prática. Coimbra, 2012/2013. Sandra Gamboa Andreia Quaresma Fernando Delgado"

Transcrição

1 BacBio Crescimento, Renovação Celular e Reprodução: da teoria à prática Coimbra, 2012/2013 Sandra Gamboa Andreia Quaresma Fernando Delgado Escolher Ciência PEC282 ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE COIMBRA

2 BacBio Introdução Nesta actividade laboratorial realizar-se-á uma transformação genética, isto é, uma mudança causada por genes, envolvendo a inserção de um gene num organismo de forma a modificar uma característica desse organismo. A transformação genética é usada em inúmeras áreas da biotecnologia: na agricultura, os genes que codificam características como, resistência à geada, peste ou deterioração podem ser geneticamente transformados nas plantas; na bioremediação as bactérias podem ser transformadas com genes que permitem a digestão de derrames de petróleo; na medicina, doenças causadas por mutações genéticas estão a começar a ser tratadas através da terapia génica, transformando geneticamente as células de uma pessoa doente com cópias saudáveis desse gene. Nesta actividade, será usado um gene que codifica a proteína de fluorescência verde (GFP Green Fluorescent Protein) para transformar bactérias E. coli. Este gene é proveniente da medusa bioluminescente Aequorea victoria que confere fluorescência verde a este organismo. O gene para a GFP será inserido no genoma bacteriano e a bactéria irá expressar o seu mais recente gene e produzir a proteína fluorescente que originará bactérias brilhantes, de cor verde, quando colocadas sob a luz ultravioleta. Para a inserção do gene em questão no genoma da bactéria vamos utilizar um plasmídeo. Um plasmídeo é um segmento circular de DNA, mais pequeno que o cromossoma bacteriano, que se encontra nas bactérias. Um plasmídeo contém genes para uma ou mais características que podem beneficiar a sobrevivência das bactérias. Como exemplo temos os genes que conferem resistência aos antibióticos. As bactérias podem transferir os plasmídeos entre si de forma a partilhar esses genes. Este mecanismo permite-lhes adaptarem-se a novos ambientes, sendo que a existência de bactérias resistentes a antibióticos é um exemplo de transmissão de plasmídeos. Esta actividade permite, assim, estudar o processo de movimento de genes de um organismo para outro através de um plasmídeo. A empresa Bio-Rad construiu o plasmídeo pglo que codifica o gene para a GFP e outro para a resistência ao antibiótico ampicilina. O plasmídeo incorpora, ainda, um sistema de regulação de genes que pode ser usado para controlar a expressão da proteína de fluorescência nas células transformadas. Este sistema de regulação funciona como um interruptor que é acionado pelo açúcar arabinose. Sendo assim, o gene GFP pode ser ligado adicionando ao meio de nutrição das bactérias o açúcar arabionose. A selecção das células transformadas pelo pglo é concluída com o seu crescimento nas placas que contêm o antibiótico. As células transformadas aparecerão brancas nas placas que não contêm arabinose e fluorescentes nas que incluem este açúcar.

3 BacBio Protocolo 1ª Aula: Preparação das placas de Petri iniciais 1. Inserir uma ansa de inoculação estéril na cultura bacteriana rehidratada. Com a ansa plaquear as placas de Petri (1/grupo). O plaqueamento é feito em quatro quadrantes (ver figura abaixo) Ao finalizar, tapar rapidamente a placa para evitar contaminações. 2. Colocar as placas, com a tampa para baixo, a incubar durante a noite, a 37ºC durante 2-3 dias. 2ª Aula: Transformação 1- Etiquetar um eppendorff com +pglo e outro com pglo e também com o nome/número do grupo;

4 BacBio 2- Com uma micropipeta transferir 250 µl da solução de transformação (CaCl 2 ) para cada tubo; Solução de transformação 3- Colocar os tubos em gelo; Gelo 4- Com uma ansa de inoculação, pegar numa única colónia de bactérias provenientes da placa inicial e colocá-la no tubo +pglo; agitar até que toda a colónia fique dispersa na solução de transformação. Colocar, novamente, o tubo no gelo e repetir o processo para o tubo pglo.

5 BacBio 5- Mergulhar uma ansa de inoculação esterilizada no tubo com o plasmídeo pglo. Misturar o plasmídeo da ansa na suspensão de células do tubo +pglo. Fechar o tubo e voltar a colocá-lo no gelo. (Não adicionar o plasmídeo no tubo pglo) Plasmideo pglo 6- Incubar os tubos no gelo durante 10 minutos. Gelo 7- Enquanto os tubos estão no gelo, marca as placas de Petri com agar (marcar as placas por baixo) da seguinte forma: a. Placa 1: (+pglo) LB/amp b. Placa 2: (+pglo) LB/amp/ara c. Placa 3: (-pglo) LB/amp d. Placa 4: (-pglo) LB

6 BacBio 8- Choque térmico. Usando um suporte de espuma, transferir os tubos +pglo e pglo para um banho-maria a 42ºC, durante 50 segundos exactos. Passados os 50 segundos volta a colocar os tubos no gelo. Incubar os tubos no gelo durante 2 minutos. (Para que os resultados da transformação sejam bons a transferência do gelo para os 42ºC e novamente para o gelo deve ser rápida.) Banho-Maria Gelo 42ºC, 50 segundos Gelo 9- Remover o suporte com os tubos do gelo e coloca-los na bancada. Usando uma pipeta esterilizada, adiciona 250 µl do caldo de nutrientes LB. Repetir o mesmo para o outro tubo com uma nova pipeta. Incubar os tubos durante 10 minutos à temperatura ambiente. Nutrientes LB

7 BacBio 10- Dar pancadinhas no tubo com os dedos para misturar a solução. Usando uma pipeta esterilizada, colocar 100 µl das suspensões de transformação e controlo nas placas apropriadas. Placas transformadas Placas controlo 11- Espalhar as suspensões pela superfície do meio, usando uma ansa de inoculação esterilizada para cada placa. (não fazer muito pressão para não furar o meio) 12- Colocar as placas numa estufa a 37ºC.

8 BacBio 3ª Aula: Recolha e análise de dados Observar os resultados obtidos da transformação laboratorial sob luz normal. A seguir, desligar as luzes e segurar uma luz ultravioleta por baixo das placas. +pglo LB/amp 1. Observar e desenhar o que se vê em cada placa. Colocar os desenhos na coluna da direita da tabela de dados. Registar os dados para permitir a comparação entre as observações feitas às células +pglo e às células não transformadas (- pglo). 2. Qual o crescimento bacteriano observado em cada placa? 3. Qual a cor das bactérias? 4. Quantas colónias bacterianas existem em cada placa. Observações +pglo LB/amp/ara -pglo LB/amp Observações -pglo LB Bibliografia Biotechnology Explorer, pglo Bacterial Transformation Kit, Catalog Number EDU, Bio-Rad laboratories Inc., explorer.bio-rad.com

Escola Secundária Francisco Simões Ano lectivo 2009/2010 Professora: Ana Paula Reis 12º Ano. Desafio Bactéria. Realizado por: Biomaníacas

Escola Secundária Francisco Simões Ano lectivo 2009/2010 Professora: Ana Paula Reis 12º Ano. Desafio Bactéria. Realizado por: Biomaníacas Escola Secundária Francisco Simões Ano lectivo 2009/2010 Professora: Ana Paula Reis 12º Ano Desafio Bactéria Realizado por: Biomaníacas Introdução Teórica Este trabalho encontra-se inserido num projecto,

Leia mais

CLONAGEM MOLECULAR E TRANSFORMAÇÃO BACTERIANA. Atualmente é muito comum ouvirmos falar de clonagem em meios de

CLONAGEM MOLECULAR E TRANSFORMAÇÃO BACTERIANA. Atualmente é muito comum ouvirmos falar de clonagem em meios de CLONAGEM MOLECULAR E TRANSFORMAÇÃO BACTERIANA I - INTRODUÇÃO Atualmente é muito comum ouvirmos falar de clonagem em meios de comunicação que atingem o grande público. É também bastante comum assistirmos

Leia mais

As Cientistas do Sado

As Cientistas do Sado As Cientistas do Sado Mariana Anjos Sofia Marchão Professora Celeste Calado Sofia Vilar Joana Simões Plano de Trabalho Divisão de tarefas Mariana Anjos: Adaptação do protocolo; Pesquisa em relação à Escherichia

Leia mais

Para 1L de meio triptona ou peptona 16g (1,6%) extrato de levedura 10g (1%) NaCl 5g (0,5%)

Para 1L de meio triptona ou peptona 16g (1,6%) extrato de levedura 10g (1%) NaCl 5g (0,5%) Preparação de meio líquido - triptona ou peptona - extrato de levedura 1º Dissolver a triptona e o extrato; 2º Acrescentar o cloreto de sódio e acertar o volume; 3º Após tudo dissolvido e com volume correto,

Leia mais

Microrganismos do solo

Microrganismos do solo O que é o solo? Tem vida? Microrganismos do solo Anos a que se destina, preferencialmente: Ciências Físicas e Naturais 3º ciclo: Tema : terra no espaço biodiversidade e unidade; Tema : sustentabilidade

Leia mais

MICROPROPAGAÇÃO A DESINFECÇÃO DOS INSTRUMENTOS

MICROPROPAGAÇÃO A DESINFECÇÃO DOS INSTRUMENTOS MICROPROPAGAÇÃO A DESINFECÇÃO DOS INSTRUMENTOS Como indicado no Guia 8 0: Micropropagação no laboratório de ensino, as técnicas de cultivo de tecidos vegetais consistem na transferência de um explante

Leia mais

Cursos de Enfermagem e Obstetrícia, Medicina e Nutrição. Disciplina Mecanismos Básicos de Saúde e Doença MCW 240. Aula Prática 3 Módulo Microbiologia

Cursos de Enfermagem e Obstetrícia, Medicina e Nutrição. Disciplina Mecanismos Básicos de Saúde e Doença MCW 240. Aula Prática 3 Módulo Microbiologia Cursos de Enfermagem e Obstetrícia, Medicina e Nutrição Disciplina Mecanismos Básicos de Saúde e Doença MCW 240 Aula Prática 3 Módulo Microbiologia Teste da eficácia de agentes físicos e químicos sobre

Leia mais

Actividade prática: Constrói os teus Kits de Genética!

Actividade prática: Constrói os teus Kits de Genética! Actividade prática: Constrói os teus Kits de Genética! Mais uma vez vais vestir a tua bata de cientista e investigador e preparar o teu dia a dia no laboratório. Hoje é um dia especial, vais receber a

Leia mais

5 Aula Prática Exame do Microcultivo de levedura. Plaqueameno de Açúcar. Ensaio de Óxido-Redução com Resazurina

5 Aula Prática Exame do Microcultivo de levedura. Plaqueameno de Açúcar. Ensaio de Óxido-Redução com Resazurina IB UNESP - Rio Claro CCA - UFSCar Araras II CURSO DE MONITORAMENTO DA FERMENTAÇÃO ETANÓLICA PERÍODO: 11 a 15 DE FEVEREIRO DE 2008 ATIVIDADES PRÁTICAS 5 Aula Prática Exame do Microcultivo de levedura. Plaqueameno

Leia mais

MEIOS DE CULTURA PARA LEVEDURAS

MEIOS DE CULTURA PARA LEVEDURAS MONITORAMENTO TEÓRICO E PRÁTICO DA FERMENTAÇÃO ETANÓLICA MEIOS DE CULTURA PARA LEVEDURAS COORDENADORES: Profa. Dra. Dejanira Franceschi de Angelis Prof. Dr. Octávio Antonio Valsechi RIO CLARO 2006 MEIOS

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA DEPARTAMENTO DE PARASITOLOGIA, MICROBIOLOGIA E IMUNOLOGIA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA DEPARTAMENTO DE PARASITOLOGIA, MICROBIOLOGIA E IMUNOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA DEPARTAMENTO DE PARASITOLOGIA, MICROBIOLOGIA E IMUNOLOGIA Genética Bacteriana Disciplina: Biologia de Microrganismos Professora: Alessandra Machado Genética Bacteriana

Leia mais

Bacillus subtilis e Bacillus licheniformis

Bacillus subtilis e Bacillus licheniformis CURSO TEÓRICO E PRÁTICO Bacillus subtilis e Bacillus licheniformis 25 e 26 de abril 2012 Local Embrapa Meio Ambiente Rod. SP 340 - km 127,5 Tanquinho Velho Jaguariúna, SP APOIO REALIZAÇÃO II - CURSO TEÓRICO

Leia mais

15/10/2009 GENÉTICA BACTERIANA. Disciplina: Microbiologia Geral Curso: Nutrição Prof. Renata Fernandes Rabello. Informação genética essencial.

15/10/2009 GENÉTICA BACTERIANA. Disciplina: Microbiologia Geral Curso: Nutrição Prof. Renata Fernandes Rabello. Informação genética essencial. GENÉTICA BACTERIANA GENOMA BACTERIANO Cromossoma (nucleóide) Informação genética essencial. Ácido desoxirribonucléico (DNA). Disciplina: Microbiologia Geral Curso: Nutrição Prof. Renata Fernandes Rabello

Leia mais

Genética Bacteriana. Julliane Dutra Medeiros

Genética Bacteriana. Julliane Dutra Medeiros Genética Bacteriana Julliane Dutra Medeiros 1 A célula bacteriana 2 Relembrando conceitos... Genoma informação genética de uma célula (cromossomo e plasmídeos) Estruturas contendo DNA que transportam fisicamente

Leia mais

Universidade de São Paulo Instituto de Física de São Carlos Bacharelado em Ciências Físicas e Biomoleculares Microbiologia 2016

Universidade de São Paulo Instituto de Física de São Carlos Bacharelado em Ciências Físicas e Biomoleculares Microbiologia 2016 Universidade de São Paulo Instituto de Física de São Carlos Bacharelado em Ciências Físicas e Biomoleculares Microbiologia 2016 Aula Prática 08: METABOLISMO BACTERIANO AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ENZIMÁTICA

Leia mais

MALAJOVICH M.A. Atividades práticas Trabalhar em segurança. Guia n 0 67,

MALAJOVICH M.A. Atividades práticas Trabalhar em segurança. Guia n 0 67, OS DESODORANTES POR QUE PRECISAMOS DE DESODORANTES? Vários tipos de microrganismos se desenvolvem na pele, especialmente nas dobras e partes mais úmidas associadas às glândulas sudoríparas. Sua atividade

Leia mais

7.012 Conjunto de Problemas 4

7.012 Conjunto de Problemas 4 Nome Seção 7.012 Conjunto de Problemas 4 Pergunta 1 Você está estudando a síntese do aminoácido triptofano em bactérias. As enzimas TrpA, TrpB, TrpC, TrpD, TrpE e AroH são essenciais para a síntese desse

Leia mais

Olá! Vamos aprender um pouco sobre Biotecnologia? A Biotecnologia é uma ciência que abrange todos estes campos do conhecimento:

Olá! Vamos aprender um pouco sobre Biotecnologia? A Biotecnologia é uma ciência que abrange todos estes campos do conhecimento: Biotecnologia Olá! Vamos aprender um pouco sobre Biotecnologia? A Biotecnologia é uma ciência que abrange todos estes campos do conhecimento: É definida como uma técnica que usa organismo vivo ou parte

Leia mais

Genética de Bactérias

Genética de Bactérias Genética de Bactérias Descrição de mutantes Mecanismos de recombinação Mapeamento de genes Considerações iniciais Microrganismos no contexto da Genética 1940 com Beadle & Tatum mutantes auxotróficos em

Leia mais

Procedimento Operacional Padrão - POP

Procedimento Operacional Padrão - POP Página 1 de 10 IMT-POP-BB-0 Biobanco Procedimento Operacional Padrão para: Extração de DNA de sangue total POP: V. 1.0 Nome: Extração de DNA em sangue total Efetiva: dezembro, 22 autora: Erika Regina Manuli

Leia mais

Seleção de clones e screening de bibliotecas genômicas

Seleção de clones e screening de bibliotecas genômicas UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PÓLO AVANÇADO DE XERÉM GRADUAÇÃO EM BIOTECNOLOGIA CURSO MELH. GEN. E OGMs (XBT353) TURMA 2015/2 Seleção de clones e screening de bibliotecas genômicas Prof. Dr. Silas

Leia mais

Detecção de IL-1 por ELISA sanduíche. Andréa Calado

Detecção de IL-1 por ELISA sanduíche. Andréa Calado Detecção de IL-1 por ELISA sanduíche Andréa Calado andreabelfort@hotmail.com ELISA O teste identifica e quantifica Ag ou Ac, utilizando um dos dois conjugados com enzimas; PRINCIPAIS TIPOS: INDIRETO:

Leia mais

PS 4 Soluções Pergunta 1

PS 4 Soluções Pergunta 1 PS 4 Soluções Pergunta 1 Você está estudando a síntese do aminoácido triptofano em bactérias. As enzimas TrpA, TrpB, TrpC, TrpD, TrpE e AroH são essenciais para a síntese desse aminoácido. Bactérias do

Leia mais

Departamento de Biologia. Mestrado em Bioempreendedorismo e Biotecnologia de PAM

Departamento de Biologia. Mestrado em Bioempreendedorismo e Biotecnologia de PAM Departamento de Biologia Mestrado em Bioempreendedorismo e Biotecnologia de PAM Protocolos das aulas práticas Docente: Rui Oliveira Construção de um plasmídeo com o gene da GFP sob regulação do promotor

Leia mais

Kit de Clonagem Flex-C

Kit de Clonagem Flex-C Kit de Clonagem Flex-C Instruções de Uso DESCRIÇÃO O Kit de Clonagem Flex-C é altamente eficiente, rápido e de fácil uso para clonagem por PCR. A enzima Flex-C permite a clonagem direta de qualquer fragmento

Leia mais

Microbilogia de Alimentos I - Curso de Engenharia de Alimentos Profª Valéria Ribeiro Maitan

Microbilogia de Alimentos I - Curso de Engenharia de Alimentos Profª Valéria Ribeiro Maitan 32 PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS PUC Goiás ESCOLA DE ENGENHARIA CURSO DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS Aula nº 7 e 8 Quantificação de Microrganismos: Diluição e Plaqueamento Spreader Plate e Pour

Leia mais

Curso Técnico em Análises Químicas Disciplina: Microbiologia. Aula 3.1 Bactérias

Curso Técnico em Análises Químicas Disciplina: Microbiologia. Aula 3.1 Bactérias Curso Técnico em Análises Químicas Disciplina: Microbiologia Aula 3.1 Bactérias CLASSIFICAÇÃO: Bactérias Quanto a respiração: Aeróbicas: crescem apenas na presença de O 2. Anaeróbicas: crescem em ausência

Leia mais

PROTOCOLO OPERACIONAL PARA TRANSFERÊNCIA DE CÉLULAS BACTERIANAS PARA MEIO LÍQUIDO

PROTOCOLO OPERACIONAL PARA TRANSFERÊNCIA DE CÉLULAS BACTERIANAS PARA MEIO LÍQUIDO Ministério da Agricultura e do Abastecimento Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária-EMBRAPA Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia-CNPAB ISSN 0104-6187 PROTOCOLO OPERACIONAL PARA TRANSFERÊNCIA

Leia mais

Relembrando: Material genético

Relembrando: Material genético REGULAÇÃO GÉNICA Relembrando: Material genético O MATERIAL GENÉTICO é o suporte físico do conjunto de padrões de informações hereditárias, transmitidas ao longo das gerações. GENE é a unidade de informação

Leia mais

Unidade II MICROBIOLOGIA, IMUNOLOGIA E PARASITOLOGIA. Profa. Dra. Eleonora Picoli

Unidade II MICROBIOLOGIA, IMUNOLOGIA E PARASITOLOGIA. Profa. Dra. Eleonora Picoli Unidade II MICROBIOLOGIA, IMUNOLOGIA E PARASITOLOGIA Profa. Dra. Eleonora Picoli Metabolismo bacteriano Conjunto de reações responsáveis pela manutenção das funções bacterianas básicas. Tipos de metabolismo

Leia mais

Extracção de ADN de mancha de sangue por Chelex 100. Protocolo experimental:

Extracção de ADN de mancha de sangue por Chelex 100. Protocolo experimental: Extracção de ADN de mancha de sangue por Chelex 100 1. Num tubo eppendorf misturar 1ml de água desionizada estéril com uma mancha de sangue com aproximadamente 3mm²; 2. Incubar à temperatura ambiente no

Leia mais

Pontifícia Universidade Católica de Goiás Departamento de Biologia. Célula Procariótica. Prof. Macks Wendhell Gonçalves, Msc.

Pontifícia Universidade Católica de Goiás Departamento de Biologia. Célula Procariótica. Prof. Macks Wendhell Gonçalves, Msc. Pontifícia Universidade Católica de Goiás Departamento de Biologia Célula Procariótica Prof. Macks Wendhell Gonçalves, Msc mackswendhell@gmail.com Roteiro Células procarióticas não possuem envoltório nuclear

Leia mais

Avaliação Curso de Formação Pós-Graduada da Biologia Molecular à Biologia Sintética 15 de Julho de 2011 Nome

Avaliação Curso de Formação Pós-Graduada da Biologia Molecular à Biologia Sintética 15 de Julho de 2011 Nome 1 Avaliação Curso de Formação Pós-Graduada da Biologia Molecular à Biologia Sintética 15 de Julho de 2011 Nome 1 - As enzimas de restrição ou endonucleases recebem uma designação que provem (1 valor) a)

Leia mais

PLANTAS E ESPECIARIAS

PLANTAS E ESPECIARIAS PLANTAS E ESPECIARIAS PROPRIEDADES Na história da humanidade, as especiarias foram a causa de explorações e conquistas. Marco Polo, Cristóbal Colón, Magalhães e tantos outros navegantes recorreram o mundo

Leia mais

Universidade Federal do Espírito Santo Centro de Ciências Agrárias. Disciplina BIOLOGIA MOLECULAR

Universidade Federal do Espírito Santo Centro de Ciências Agrárias. Disciplina BIOLOGIA MOLECULAR Universidade Federal do Espírito Santo Centro de Ciências Agrárias Disciplina BIOLOGIA MOLECULAR DBI05366 CAMPUS: Centro de Ciências Agrárias CURSO: Ciências Biológicas HABILITAÇÃO: Bacharelado em Ciências

Leia mais

1. O QUE É A ENGENHARIA GENÉTICA?

1. O QUE É A ENGENHARIA GENÉTICA? 1. O QUE É A ENGENHARIA GENÉTICA? Termos sinónimos: Manipulação genética, clonagem de genes, tecnologia do DNA recombinante, modificação genética, nova genética. Áreas de acção: Investigação básica - função

Leia mais

Aplicação em escala laboratorial

Aplicação em escala laboratorial Aplicação em escala laboratorial Índice Velcorin Aplicação em escala laboratorial Página 3 5 Introdução Página 3 Medidas de Segurança Página 3 Metodologia (preparo) Página 4 Metodologia Microbiológica

Leia mais

Determinação de sensibilidade bacteriana aos antimicrobianos

Determinação de sensibilidade bacteriana aos antimicrobianos Determinação de sensibilidade bacteriana aos antimicrobianos Prof. Adj. Ary Fernandes Junior Departamento de Microbiologia e Imunologia Instituto de Biociências UNESP Tel. 14 3880.0412/0413 ary@ibb.unesp.br

Leia mais

Organização Geral das Células

Organização Geral das Células Faculdade Vértice Univértix Cursos: Medicina Veterinária Organização Geral das Células Aula Revisão Professor, Enfº. Laudineide de Carvalho Gomes Matipó, fevereiro de 2015. e-mail: laudineic.gomes@hotmail.com

Leia mais

O LAVADO DAS MÃOS ÁGUA E SABÃO

O LAVADO DAS MÃOS ÁGUA E SABÃO O LAVADO DAS MÃOS ÁGUA E SABÃO Em 1850, o médico húngaro Ignaz F. Semmelweis mostrou que o número de mortes de mulheres atingidas por febre puerperal diminuía quando o obstetra lavava as mãos depois de

Leia mais

Que modificações têm ocorrido no cultivo de plantas?

Que modificações têm ocorrido no cultivo de plantas? Cruzamento de plantas Que modificações têm ocorrido no cultivo de plantas? A engenharia biológica nasceu com o homem do neolítico, quando se iniciou a reprodução selectiva. Reprodução selectiva Revolução

Leia mais

Perguntas para o roteiro de aula. 1) Descreva as principais características estruturais gerais das moléculas de DNA e

Perguntas para o roteiro de aula. 1) Descreva as principais características estruturais gerais das moléculas de DNA e Perguntas para o roteiro de aula Professora: Drª Marilda S. Gonçalves Propriedades físico-químicas dos ácidos nucléicos 1) Descreva as principais características estruturais gerais das moléculas de DNA

Leia mais

Vírus - Caracterização Geral

Vírus - Caracterização Geral Noções de Vírus By Profª. Cynthia Vírus - Caracterização Geral Vírus = veneno ou fluído venenoso (Latim) Acelulares/ Partículas Infecciosas Composição química de nucleoproteínas (DNA ou RNA+Proteínas)

Leia mais

Colorações de Bactérias: Coloração Simples e Coloração Diferencial(Coloração de Gram)

Colorações de Bactérias: Coloração Simples e Coloração Diferencial(Coloração de Gram) Escola Secundária com 3º Ciclo D.Manuel I Beja Acção de Formação ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DOS LABORATÓRIOS ESCOLARES Guião de actividade laboratorial versão aluno Colorações de Bactérias: Coloração Simples

Leia mais

MICROBIOLOGIA. Observação de bactérias - colorações

MICROBIOLOGIA. Observação de bactérias - colorações MICROBIOLOGIA Observação de bactérias - colorações Como o índice de refração do protoplasma bacteriano difere muito pouco do meio circundante, é difícil o exame direto de preparações não coradas, a não

Leia mais

Síntese de Proteínas e Divisão Celular

Síntese de Proteínas e Divisão Celular Síntese de Proteínas e Divisão Celular Síntese de Proteínas e Divisão Celular 1. Normalmente não se encontram neurônios no cérebro em plena divisão celular. Entretanto, no Mal de Alzheimer, grandes quantidades

Leia mais

Hospedeiros e vetores de clonagem

Hospedeiros e vetores de clonagem UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PÓLO AVANÇADO DE XERÉM GRADUAÇÃO EM BIOTECNOLOGIA CURSO MELH. GEN. E OGMs (XBT353) TURMA 2015/2 Hospedeiros e vetores de clonagem Prof. Dr. Silas Pessini Rodrigues

Leia mais

Bactérias Vírus Fungos Protozoários O QUE SÃO

Bactérias Vírus Fungos Protozoários O QUE SÃO Bactérias Vírus Fungos Protozoários RESUMO DOS PRINCIPAIS MICRORGANISMOS, O QUE SÃO MEIOS DE PROLIFERAÇÃO... Diferença entre as células Bactérias São seres muito simples, unicelulares e com célula procariótica

Leia mais

Análise Cromatográfica em Camada Delgada

Análise Cromatográfica em Camada Delgada Seminário de Orgânica Experimental I Análise Cromatográfica em Camada Delgada - Rafael Antonino Joaquim Ingino - Tathiana Mayumi Arakaki Adsorventes Para realizarmos uma cromatografia em camada delgada,

Leia mais

DNA r ecomb m i b n i a n nt n e

DNA r ecomb m i b n i a n nt n e Tecnologia do DNA recombinante DNA recombinante molécula de DNA contendo sequências derivadas de mais de uma fonte. As primeiras moléculas de DNA recombinante 1972 Paul Berg : vírus SV40 + plasmídeo 1973:

Leia mais

MF-0407.R-2 - MÉTODO DE DETERMINAÇÃO DE COLÔNIAS DE BACTÉRIAS QUE PRECIPITAM O FERRO (FERROBACTÉRIAS), PELA TÉCNICA "POUR PLATE"

MF-0407.R-2 - MÉTODO DE DETERMINAÇÃO DE COLÔNIAS DE BACTÉRIAS QUE PRECIPITAM O FERRO (FERROBACTÉRIAS), PELA TÉCNICA POUR PLATE MF-0407.R-2 - MÉTODO DE DETERMINAÇÃO DE COLÔNIAS DE BACTÉRIAS QUE PRECIPITAM O FERRO (FERROBACTÉRIAS), PELA TÉCNICA "POUR PLATE" Notas: Aprovado pela Deliberação CECA n 3.966, de 16 de janeiro de 2001

Leia mais

PROTOCOLO OPERACIONAL PARA CONTROLE DE CONTAMINAÇÃO EM FLUXO LAMINAR

PROTOCOLO OPERACIONAL PARA CONTROLE DE CONTAMINAÇÃO EM FLUXO LAMINAR Ministério da Agricultura e do Abastecimento Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária-EMBRAPA Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia-CNPAB ISSN 0104-6187 PROTOCOLO OPERACIONAL PARA CONTROLE DE

Leia mais

PROVA ESCRITA DESTINADA A AVALIAR A CAPACIDADE PARA A FREQUÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR DOS MAIORES DE 23 ANOS

PROVA ESCRITA DESTINADA A AVALIAR A CAPACIDADE PARA A FREQUÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR DOS MAIORES DE 23 ANOS ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA Instituto Politécnico de Coimbra 2014 PROVA ESCRITA DESTINADA A AVALIAR A CAPACIDADE PARA A FREQUÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR DOS MAIORES DE 23 ANOS DATA 05/05/2014 HORA 10.00H - 12.00H

Leia mais

CATÁLOGO DE MATERIAL LABORATORIAL

CATÁLOGO DE MATERIAL LABORATORIAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DIRETORIA DE ORÇAMENTOS E FINANÇAS COORDENADORIA DE SUPRIMENTOS CATÁLOGO DE MATERIAL LABORATORIAL OURO PRETO MARÇO / 2016

Leia mais

Como é constituído o nosso corpo?

Como é constituído o nosso corpo? Clonagem Clonagem O que é a informação genética? Onde se localiza a informação genética? O que é a clonagem? A primeira clonagem. Vantagens e desvantagens da clonagem. A clonagem Humana. Como é constituído

Leia mais

IDENTIFICAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS E AVALIAÇÃO DA SUA PUREZA

IDENTIFICAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS E AVALIAÇÃO DA SUA PUREZA IDENTIFICAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS E AVALIAÇÃO DA SUA PUREZA O que se pretende Utilizar técnicas experimentais de determinação de propriedades físicas características das substâncias como métodos de identificação

Leia mais

INTRODUÇÃO ÀS TÉCNICAS DE CLONAGEM GÊNICA (PARTE B)

INTRODUÇÃO ÀS TÉCNICAS DE CLONAGEM GÊNICA (PARTE B) INTRODUÇÃO ÀS TÉCNICAS DE CLONAGEM GÊNICA (PARTE B) Para produzir 5mg de somatostatina, são necessários 500.000 cérebros de carneiro, ou por engenharia genética 7,5kg de E. coli com gene enxertado deste

Leia mais

Nome: Curso: Nº. 1 º Teste Engenharia Genética 22 de Novembro de 2012 Duração: 2h.

Nome: Curso: Nº. 1 º Teste Engenharia Genética 22 de Novembro de 2012 Duração: 2h. 1 Nome: Curso: Nº 1 º Teste Engenharia Genética 22 de Novembro de 2012 Duração: 2h. As proteínas sensoras dos sistemas reguladores de dois components são usadas por bactérias para detectar e responder

Leia mais

AULA PRÁTICA Nº / Abril / 2016 Profª Solange Brazaca DETERMINAÇÃO DE LIPÍDEOS

AULA PRÁTICA Nº / Abril / 2016 Profª Solange Brazaca DETERMINAÇÃO DE LIPÍDEOS LABORATÓRIO DE ANÁLISE DE ALIMENTOS E NUTRIÇÃO AULA PRÁTICA Nº - 05 31 / Abril / 2016 Profª Solange Brazaca DETERMINAÇÃO DE LIPÍDEOS FUNDAMENTO: Os lipídios constituem uma classe grande de compostos que

Leia mais

Unidade 5 Cresc. e renovação celular VIII CRESCIMENTO E RENOVAÇÃO DE TECIDOS

Unidade 5 Cresc. e renovação celular VIII CRESCIMENTO E RENOVAÇÃO DE TECIDOS 1 Unidade 5 Cresc. e renovação celular VIII CRESCIMENTO E RENOVAÇÃO DE TECIDOS A mitose garante que 2 a partir de uma única célula, se formem duas células geneticamente idênticas todos os fenómenos de:

Leia mais

PROVA ESCRITA DESTINADA A AVALIAR A CAPACIDADE PARA A FREQUÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR DOS MAIORES DE 23 ANOS

PROVA ESCRITA DESTINADA A AVALIAR A CAPACIDADE PARA A FREQUÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR DOS MAIORES DE 23 ANOS ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA Instituto Politécnico de Coimbra 2015 PROVA ESCRITA DESTINADA A AVALIAR A CAPACIDADE PARA A FREQUÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR DOS MAIORES DE 23 ANOS DATA 27/04/2015 HORA 10.00H - 12.00H

Leia mais

Conjunto de slides educacionais

Conjunto de slides educacionais Conjunto de slides educacionais Objectivos de aprendizagem e conteúdo Objectivos de aprendizagem: Familiarização com as principais diferenças de NovoSeven estável à temperatura ambiente, Compreensão dos

Leia mais

Curso Técnico em Análises Químicas Microbiologia. Meios de cultura

Curso Técnico em Análises Químicas Microbiologia. Meios de cultura Curso Técnico em Análises Químicas Microbiologia Meios de cultura DEFINIÇÃO: Formulações químicas (associação qualitativa e quantitativa) Nutrientes necessários Multiplicação (desenvolvimento, cultivo)

Leia mais

Introdução ao Cultivo Celular. Professora Melissa Kayser

Introdução ao Cultivo Celular. Professora Melissa Kayser MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SANTA CATARINA CAMPUS LAGES CURSO TÉCNICO EM BIOTECNOLOGIA Introdução ao

Leia mais

Kits Didáticos. Laboratórios Portáteis

Kits Didáticos. Laboratórios Portáteis Kits Didáticos Laboratórios Portáteis Kit pedagógico de genética A Procura do Suspeito (Papiloscopia - Jogo) Kit na forma de jogo para o ensino fundamental e médio para ensino de genética de herança mendeliana

Leia mais

REVOLUÇÃO DA GENÉTICA. Ana Paula N. Guimarães

REVOLUÇÃO DA GENÉTICA. Ana Paula N. Guimarães REVOLUÇÃO DA GENÉTICA Ana Paula N. Guimarães apng89@gmail.com Tópicos Questionamentos: Revolução da Genética? Voltando um pouco no tempo: 1990 Promessas do Projeto Genoma O que aconteceria na prática Por

Leia mais

Antimicrobianos: Resistência Bacteriana. Prof. Marcio Dias

Antimicrobianos: Resistência Bacteriana. Prof. Marcio Dias Antimicrobianos: Resistência Bacteriana Prof. Marcio Dias Resistência Capacidade adquirida de resistir aos efeitos de um agente quimioterápico, normalmente que um organismo é sensível. Como eles adquiriram:

Leia mais

I) Comparação da precisão em medidas volumétricas

I) Comparação da precisão em medidas volumétricas EXPERIMENTO 1 PROCEDIMENTOS DE LABORATÓRIO MEDIDAS DE MASSA, VOLUME E TEMPERATURA I) Comparação da precisão em medidas volumétricas Procedimento Experimental Materiais necessários: bureta de 50 ml (1);

Leia mais

Escola Secundária de Casquilhos Disciplina: Biologia Docente: Isabel Lopes Trabalho realizado por: Inês da Mata nº 13 Turma: 12ºA

Escola Secundária de Casquilhos Disciplina: Biologia Docente: Isabel Lopes Trabalho realizado por: Inês da Mata nº 13 Turma: 12ºA Escola Secundária de Casquilhos Disciplina: Biologia Docente: Isabel Lopes Trabalho realizado por: Inês da Mata nº 13 Turma: 12ºA Barreiro, 2009 Há grandeza neste modo de ver a vida, com as suas potencialidades,

Leia mais

Notícias científicas sobre a Doença de Huntington. Em linguagem simples. Escrito por cientistas. Para toda a comunidade Huntington.

Notícias científicas sobre a Doença de Huntington. Em linguagem simples. Escrito por cientistas. Para toda a comunidade Huntington. Notícias científicas sobre a Doença de Huntington. Em linguagem simples. Escrito por cientistas. Para toda a comunidade Huntington. Glossário AAV Um virus que pode ser usado para fazer chegar a terapia

Leia mais

Perfil dos participantes do PEP em Microbiologia da RMRS. & Técnicas/ metodologias do ensaio de BACTÉRIAS HETEROTRÓFICAS

Perfil dos participantes do PEP em Microbiologia da RMRS. & Técnicas/ metodologias do ensaio de BACTÉRIAS HETEROTRÓFICAS Perfil dos participantes do PEP em Microbiologia da RMRS & Técnicas/ metodologias do ensaio de BACTÉRIAS HETEROTRÓFICAS O perfil do grupo foi baseado em questionário organizado pela Rede Metrológica e

Leia mais

Genética. Aula 02 Profº Ricardo Dalla Zanna

Genética. Aula 02 Profº Ricardo Dalla Zanna Genética Aula 02 Profº Ricardo Dalla Zanna Plano de Ensino e Aprendizagem Conteúdo programático: o Unidade 1: Introdução à genética o Importância da genética na vida, na sociedade e para o estudo da biologia

Leia mais

Determinação de lipídios em leite e produtos lácteos pelo método butirométrico

Determinação de lipídios em leite e produtos lácteos pelo método butirométrico Página 1 de 10 1 Escopo Este método tem como objetivo determinar a porcentagem de lipídios em leite e produtos lácteos pelo método butirométrico (Gerber). 2 Fundamentos Baseia-se na separação e quantificação

Leia mais

MORFOLOGIA E ESTRUTURA DA CÉLULA BACTERIANA

MORFOLOGIA E ESTRUTURA DA CÉLULA BACTERIANA MORFOLOGIA E ESTRUTURA DA CÉLULA BACTERIANA MICROBIOLOGIA I AULA 2 Profa Cristina Lacerda S Petraro Silva 1- FORMA E ARRANJO A forma: - diz respeito ao formato individual da célula bacteriana -determinada

Leia mais

Pareceres dos Projetos de Biologia Molecular

Pareceres dos Projetos de Biologia Molecular Pareceres dos Projetos de Biologia Molecular Grupo 1: A técnica pro-drug combinando o adhsvtk e a droga gcv como uma estratégia de terapia gênica Através das técnicas Pro-Drug e Suicide Gene therapy, o

Leia mais

Biologia. Questão 1. Questão 2. Avaliação: Aluno: Data: Ano: Turma: Professor:

Biologia. Questão 1. Questão 2. Avaliação: Aluno: Data: Ano: Turma: Professor: Avaliação: Aluno: Data: Ano: Turma: Professor: Biologia Questão 1 (Fuvest 2002) Os vírus A. ( ) possuem genes para os três tipos de RNA (ribossômico, mensageiro e transportador), pois utilizam apenas aminoácidos

Leia mais

Departamento de Zoologia da Universidade de Coimbra. Método do Número Mais Provável

Departamento de Zoologia da Universidade de Coimbra. Método do Número Mais Provável Departamento de Zoologia da Universidade de Coimbra MICROBIOLOGIA António Verissimo Paula Morais Método do Número Mais Provável Introdução O método do NMP permite calcular o número de um microorganismo

Leia mais

UN.2 -PATRIMÓNIO GENÉTICO E ALTERAÇÕES AO MATERIAL GENÉTICO

UN.2 -PATRIMÓNIO GENÉTICO E ALTERAÇÕES AO MATERIAL GENÉTICO UN.2 -PATRIMÓNIO GENÉTICO E ALTERAÇÕES AO MATERIAL GENÉTICO Biologia 12º ano Material genético Material genético Genes e cromossomas As informações hereditárias transmitidas ao longo das gerações, segundo

Leia mais

Exame de Biologia para Avaliação da Capacidade para Acesso ao Ensino Superior dos maiores de 23 anos

Exame de Biologia para Avaliação da Capacidade para Acesso ao Ensino Superior dos maiores de 23 anos INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE COIMBRA / ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA Exame de Biologia para Avaliação da Capacidade para Acesso ao Ensino Superior dos maiores de 23 anos Data: 02 Maio 2012 Duração: 2 horas

Leia mais

Transferência da informação genética

Transferência da informação genética Transferência da informação genética Ana Beatriz Santoro santoro@bioqmed.ufrj.br Replicação do DNA Características universais do mecanismo de replicação -Semi-conservativo -Bidirecional -Semi-descontínua

Leia mais

Protocolo experimental

Protocolo experimental Protocolo experimental E se a salinidade se alterar? Enquadramento Teórico Todos os animais necessitam de condições ambientais favoráveis à sua sobrevivência e manutenção. Parâmetros como por exemplo a

Leia mais

Actividade Prática nº 3 O Guião da Compostagem

Actividade Prática nº 3 O Guião da Compostagem Actividade Prática nº 3 O Guião da Compostagem Página 1 de 7 O que é a compostagem? A compostagem é um processo biológico em que os microrganismos transformam a matéria orgânica, como estrume, folhas,

Leia mais

ENEM PROVA AZUL RESUMO

ENEM PROVA AZUL RESUMO ENEM 2009 - PROVA AZUL RESUMO 2009 (19 questões) 1 Ecologia - Desequilíbrio Ambiental Bioquímica 1 2 Fisiologia Humana - Interpretação gráfica Biotecnologia 1 3 Doenças virais e Bioquímica - Soro x Vacina

Leia mais

Análise de Variância (ANOVA)

Análise de Variância (ANOVA) Análise de Variância (ANOVA) Prof. Dr. Vinicius Campos Disciplina de Bioestatística e Delineamento Experimental Graduação em Biotecnologia - UFPel Abordagens da aula... 1. Bases da ANOVA 2. Tipos de ANOVA

Leia mais

Organização do Genoma

Organização do Genoma Organização do Genoma Bibliografia: The Cell A Molecular Approach (Fourth Edition) Geoffrey M. Cooper & Robert E. Hausman. ASM Press & Sinauer Associates, Inc. 2007. (Disponível para ser requisitado na

Leia mais

Produtos para Cultivo Celular

Produtos para Cultivo Celular Produtos para Cultivo Celular CULTIVO CELULAR Através da técnica de cultivo celular, células animais ou vegetais são mantidas vivas em crescimento fora do seu tecido original, em condições controladas.

Leia mais

OUTUBRO - INTERVENÇÃO EXTRAÇÃO DE DNA VEGETAL PLANO DA INTERVENÇÃO

OUTUBRO - INTERVENÇÃO EXTRAÇÃO DE DNA VEGETAL PLANO DA INTERVENÇÃO OUTUBRO - INTERVENÇÃO EXTRAÇÃO DE DNA VEGETAL Autor: Cláudia Lucher de Freitas PLANO DA INTERVENÇÃO CONTEXTUALIZAÇÃO DNA é a sigla dada para o ácido desoxirribonucléico, que é um complexo de moléculas

Leia mais

Genética IV: Genética Bioquímica

Genética IV: Genética Bioquímica Genética IV: Genética Bioquímica 1. Genética da População Este campo alcançou seus avanços pelas leis propostas por duas pessoas, Hardy e Weinberg (1908). Vamos supor que em uma população haja dois alelos

Leia mais

PLANO DE CURSO. 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Curso: Bacharelado em Enfermagem Disciplina: Fisiologia e Biofísica

PLANO DE CURSO. 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Curso: Bacharelado em Enfermagem Disciplina: Fisiologia e Biofísica PLANO DE CURSO 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Curso: Bacharelado em Enfermagem Disciplina: Fisiologia e Biofísica Professor: Rafaell Batista Pereira E-mail: rafaell.pereira@fasete.edu.br Código: Carga Horária:

Leia mais

Clonagem Molecular. Fragmentos de DNA de interesse. Fagos Cosmídeos BACs/ YACs

Clonagem Molecular. Fragmentos de DNA de interesse. Fagos Cosmídeos BACs/ YACs Clonagem Molecular Fragmentos de DNA de interesse Vetores: Plasmídeos Fagos Cosmídeos BACs/ YACs Hospedeiros: E.coli Levedura Células vegetais Células animais Enzimas: Enzimas de restrição DNA polimerases

Leia mais

A acção da catalase como função da temperatura

A acção da catalase como função da temperatura A acção da catalase como função da temperatura Barroso, F. - Escola Secundária de Fernão Mendes Pinto Farinha, R. - Colégio Militar Sobreira, A. - Escola Básica 2,3/S Michel Giacometti INTRODUÇÃO A presente

Leia mais

De acordo com suas necessidades, o cirurgião poderá selecionar o cimento pela viscosidade que melhor se adapte dentro das especificações:

De acordo com suas necessidades, o cirurgião poderá selecionar o cimento pela viscosidade que melhor se adapte dentro das especificações: Cimento Cimento Introdução O cimento Ortopédico Lepine é um cimento acrílico, radiopaco e estéril, fabricado em conformidade com a ISSO 5833: 1992, Lyon França. Devido às suas características, permite

Leia mais

Protocolo experimental

Protocolo experimental Protocolo experimental À procura da água culpada Enquadramento Teórico A poluição (de solos, águas e atmosfera) tornou-se tema de preocupação pública, atraindo cada vez mais a atenção dos meios de comunicação

Leia mais

PROCEDIMENTO DE OPERAÇÃO PADRÃO - POP

PROCEDIMENTO DE OPERAÇÃO PADRÃO - POP PÁG.: 1/8 1. OBJETIVO Definir um procedimento para preparação dos meios de cultura pelo. 2. ALCANCE Este procedimento se aplica a todos os lotes de meios de cultura preparados pelo Controle Microbiológico,

Leia mais

PROTOCOLO DE UTILIZAÇAO

PROTOCOLO DE UTILIZAÇAO PROTOCOLO DE UTILIZAÇAO Hibridação para cortes de tecidos preservados em parafina Materiais fornecidos: DNA marcado com moléculas fluorescentes (sonda). Buffer(tampão) de Hibridação Reativos para preparar

Leia mais

BIOQUÍMICA EXPERIMENTAL

BIOQUÍMICA EXPERIMENTAL Departamento de Bioquímica Instituto de Química USP Apostila de protocolos Parte A BIOQUÍMICA EXPERIMENTAL QBQ 036N 05 Professores Carlos T. Hotta Ronaldo B. Quaggio Esta apostila foi desenvolvida originalmente

Leia mais

Resultados Figura 14. Seqüenciamento do gene da condroitinase AC clonado no vetor pcdna3.1(+).

Resultados Figura 14. Seqüenciamento do gene da condroitinase AC clonado no vetor pcdna3.1(+). 49 Figura 14. Seqüenciamento do gene da condroitinase AC clonado no vetor pcdna3.1(+). Para confirmar a correta inserção do gene da condroitinase AC no plasmídeo pcdna3.1(+) o gene foi dividido em 5 partes

Leia mais

GUIA DOS MÉTODOS DE REFERÊNCIA

GUIA DOS MÉTODOS DE REFERÊNCIA GUIA DOS MÉTODOS DE REFERÊNCIA MICROBIOLOGIA PARA COSMÉTICOS BIOKAR Diagnóstico coloca o seu conhecimento à sua disposição para fornecer soluções simples e rápidas para atender suas necessidades. Os laboratórios

Leia mais

Cultivo de Células Animais

Cultivo de Células Animais Técnico em Biotecnologia Módulo IV Cultivo de Células Animais Aula 3 Esterilização de materiais para a Cultura de Células Prof. Leandro Parussolo Trabalhar com cultura de células Ambiente Estéril Cells

Leia mais

Vamos utilizar o exemplo da angiosperma da família Poaceae (o capim).

Vamos utilizar o exemplo da angiosperma da família Poaceae (o capim). Reprodução REPRODUÇÃO ASSEXUADA Vamos utilizar o exemplo da angiosperma da família Poaceae (o capim). Essa planta se dissemina com muita rapidez, e isso é devido ao seu tipo de reprodução. A reprodução

Leia mais