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1 FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATIONS ORGANISATION DES NATIONS UNIES POUR L ALIMENTATION ET L AGRICULTURE ORGANIZACION DE LAS NACIONES UNIDAS PARA LA AGRICULTURA Y LA ALIMENTACION ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA AGRICULTURA E ALIMENTAÇÃO Eixo Monumental, Via S-1 Tel: Campus do INMET Setor Sudoeste Fax: Brasília, DF, Brasil Caixa Postal A/C W3 Sul 508 CEP TERMO DE REFERÊNCIA: 016/2015 Projeto - CGP/BRA/078/GFF Projeto de Gestão Integrado do Ecossistema da Baia da Ilha Grande Componente 1 Subcomponente 1A CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE CONSULTORIA ESPECIALIZADA (EMPRESA) PARA ELABORAÇÃO DO PROGNÓSTICO DO ZONEAMENTO ECOLÓGICO ECONÔMICO COSTEIRO (ZEEC) DA BAÍA DA ILHA GRANDE (BIG) Ano Internacional dos Solos 16 de outubro Dia Mundial da Alimentação A FAO está na Internet, visite nosso site:

2 2 1. CONTEXTUALIZAÇÃO O Projeto de Gestão Integrada do Ecossistema da Baía da Ilha Grande (Projeto BIG) constitui uma iniciativa da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), em parceria com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), com o financiamento do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (Global Environmental Fund - GEF) e a participação de diversos atores locais, incluindo as Prefeituras Municipais de Angra dos Reis e Paraty, e suas Secretarias Executivas. O objetivo básico do Projeto BIG consiste em contribuir para a conservação de longo prazo e o uso sustentável do Ecossistema da Baía da Ilha Grande (BIG) e de sua biodiversidade terrestre e marinha associada. Com esse foco, estabelece uma série de ações e atividades que visam, ao longo dos cinco anos previstos de execução do Projeto, promover o desenvolvimento e a implementação de um plano de gestão integrado dos ecossistemas da Baía. O Projeto BIG estrutura-se em cinco componentes e subcomponentes, interligados com metas e indicadores bem definidos. Os componentes podem ser resumidos em ações de: (1) Planejamento, Política e Fortalecimento Institucional; (2) Conservação da Biodiversidade e Áreas Protegidas; (3) Análise e Mitigação de Ameaças ao Ambiente e Monitoramento; (4) Consciência e Comunicação ao Público; e (5) Gerenciamento do Projeto. O componente 1 do Projeto BIG, Planejamento, Política e Fortalecimento Institucional, divide-se em três subcomponentes: 1A - Planejamento; 1B - Política; e 1C - Fortalecimento Institucional. O subcomponente 1A incorpora ações e atividades de planejamento do próprio Projeto BIG, e dos demais instrumentos de planejamento ambiental, como é o caso do Plano de Bacia Hidrográfica (PBH) e do Zoneamento Ecológico-Econômico Costeiro (ZEEC) da região da Baía da Ilha Grande. Em função da característica de transversalidade do planejamento, o componente 1 é estruturador dos demais, requerendo o estabelecimento de uma metodologia que possa ser aplicada à gestão ecossistêmica da BIG, através dos instrumentos de gestão, no caso o Zoneamento Ecológico-Econômico Costeiro - ZEEC e o Plano de Bacia Hidrográfica - PBH, ambos em processo de construção.

3 3 O ZEEC da Baía da Ilha Grande, objeto do presente TdR, está sendo coordenado pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA), por meio da Diretoria de Gestão de Águas e Território (DIGAT), através de sua Gerência de Instrumentos de Gestão do Território (GEGET). Tal instrumento será elaborado de forma progressiva nos setores costeiros fluminenses, sendo o Setor Costeiro da Baía da Ilha Grande, que abrange integralmente os municípios de Angra dos Reis, Paraty e parcialmente o município de Mangaratiba, a primeira experiência de Zoneamento Ecológico-Econômico Costeiro a ser desenvolvida no Estado. O Decreto Federal nº 5.300/04, que regulamenta a Lei Federal nº 7.661/88, define o ZEEC como um instrumento orientador do processo de ordenamento territorial, necessário para a obtenção das condições de sustentabilidade do desenvolvimento da Zona Costeira, o qual deverá ser construído em consonância com as diretrizes do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) do território nacional, como mecanismo de apoio às ações de monitoramento, licenciamento, fiscalização e gestão. Tal instrumento, conjuntamente ao Plano de Bacia Hidrográfica da Baía da Ilha Grande PBH-BIG, serão a base para a definição do Plano de Gestão Integrada previsto pelo Projeto BIG, que tem como premissa apresentar uma visão estratégica de longo prazo e de múltiplas fases que irá salvaguardar e favorecer a recuperação ecológica dos ecossistemas da BIG. Nesse sentido, trata-se de uma atividade fundamental para o aprimoramento das demais ações relacionadas ao planejamento e ordenamento territorial, conservação, monitoramento e fiscalização na região. O processo de elaboração do ZEEC da BIG será coordenado pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA), com apoio do Projeto BIG. 2. CONTEXTUALIZAÇÃO: METODOLOGIA DE ELABORAÇÃO DO ZEEC DA BAÍA DA ILHA GRANDE A elaboração do ZEEC da Baía da Ilha Grande vem sendo coordenada e executada pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA), por meio da Diretoria de Gestão de Águas e Território (DIGAT), através da Gerência de Instrumentos de Gestão do Território (GEGET), com o suporte técnico e financeiro da FAO/GEF.

4 4 A metodologia de elaboração do Diagnóstico do Zoneamento Ecológico-Econômico Costeiro (ZEEC) da Baía da Ilha Grande foi definida em atendimento ao Decreto Federal nº 5.300/04 e em consonância com as proposições do documento Diretrizes Metodológicas para o Zoneamento Ecológico-Econômico (MMA, 2006), sendo estruturado nas seguintes etapas: (I) Planejamento (II) Diagnóstico; (III) Prognóstico e (IV) Subsídios à implementação, conforme representado na Figura 1. Figura 1. Fluxograma geral representando as etapas de elaboração do ZEEC para a Baía da Ilha Grande. Destacadas em verde, etapas e atividades já desenvolvidas e concluídas (I- Planejamento e II- Diagnóstico), e em laranja e vermelho, a serem executadas (III- Prognóstico e IV- Subsídios à implementação). A elaboração do ZEEC da Baía da Ilha Grande já possui as duas primeiras fases concluídas (I - Planejamento e II - Diagnóstico). Na etapa I - Planejamento, foi realizada a definição da estratégia de mobilização e participação social e a consolidação da metodologia de elaboração do ZEEC da Baía da Ilha Grande. Na etapa II - Diagnóstico, realizou-se a caracterização da situação atual da área de estudo a partir descrição e análise do meio físico-biótico, da socioeconomia e dos aspectos jurídico-institucionais, além da proposição das unidades territoriais de planejamento terrestre e marinho. O resultado do desenvolvimento e finalização dessas etapas foi compilado e sistematizado no documento intitulado Diagnóstico do Setor Costeiro da Baía da Ilha Grande: subsídios à elaboração do Zoneamento Ecológico-Econômico Costeiro (Versão Preliminar), de autoria do INEA. De modo a dar continuidade a elaboração do ZEEC da Baía da Ilha Grande, deverão ser realizadas as etapas III Prognóstico e IV- Subsídios à Implementação. Destacase que a consultoria a ser contratada nos termos deste TdR, deverá atuar na elaboração dos estudos e produtos que subsidiarão a etapa III Prognóstico.

5 5 É importante considerar que, no decorrer de todas as etapas subsequentes do processo de elaboração do ZEEC, será conduzido, concomitantemente, o processo de articulação institucional, mobilização e participação social, de modo a promover o diálogo qualificado, a negociação e a pactuação entre as partes interessadas e a sociedade. Durante a etapa I Planejamento, foram instituídas 2 (duas) instâncias de articulação político-institucional para elaboração e implementação do Zoneamento Ecológico- Econômico Costeiro da Baía da Ilha Grande, a saber: Comissão do Zoneamento Ecológico-Econômico e Zoneamento Ecológico- Econômico Costeiro do Estado do Rio de Janeiro (CZEE/ZEEC-RJ): instituída pelo Decreto Estadual nº , de 27 de dezembro de 2007, e alterada pelo Decreto nº , de 09 de abril de 2014, tem como principal objetivo promover a articulação necessária à elaboração do ZEE e do ZEEC. Grupo de Trabalho do Zoneamento Ecológico-Econômico Costeiro da Região Hidrográfica da Baía da Ilha Grande (GT ZEEC-BIG): instituído pela Portaria INEA nº 486, de 23 de agosto de 2013, tem como principal objetivo fornecer aconselhamento técnico ao Conselho Diretor do INEA (CONDIR) no que se refere à elaboração e implementação do ZEEC da Baía da Ilha Grande, sendo constituído por representantes das diversas diretorias e gerências do INEA e de órgãos e entidades de atuação regional e local convidadas. A construção do ZEEC da Baía da Ilha Grande estará sempre associada a apresentação, discussão e avaliação dos estudos e produtos desenvolvidos nessas duas instâncias (CZEE/ZEEC-RJ e GT-ZEEC), de modo a incorporar suas contribuições. Até o momento, o INEA já realizou reuniões em ambas instâncias para (i) apresentação da metodologia de elaboração do ZEEC da BIG, e (ii) apresentação da versão preliminar do Diagnóstico do Setor Costeiro da BIG, consolidando as etapas I Planejamento e II - Diagnóstico. Deverá ser apresentado, quando solicitado, os produtos previstos neste TdR, aos grupos CZEE/ZEEC-RJ e GT-ZEEC-RJ para efeito de acompanhamento dos trabalhos e apropriação dos conteúdos desenvolvidos pela CONTRATADA. O ZEEC deverá ser elaborado de forma participativa, envolvendo a realização de atividades e eventos ao longo das diferentes etapas de elaboração do instrumento. O

6 6 processo participativo do ZEEC da BIG se baseia na realização de: (i) oficinas comunitárias regionais, já desenvolvidas pelo INEA durante a etapa II Diagnóstico; e (ii) mesas de diálogo temáticas, (iii) reuniões devolutivas e (iv) consulta pública, a serem desenvolvidas na etapa III Prognóstico, conforme sistematizado na Figura 2. Figura 2. Fluxograma representando a relação entre as etapas de elaboração do ZEEC da Baía da Ilha Grande e a estratégias de mobilização e participação social. Em azul, atividades já desenvolvidas e concluídas pelo INEA, e em laranja, as atividades a serem executadas pelo INEA e pela contratada no âmbito do prognóstico. A CONTRATADA deverá desenvolver as atividades de mobilização e prover a participação social na elaboração do na etapa III Prognóstico contemplando, especificamente, o planejamento, a definição metodológica, a participação, a moderação e a relatoria das (ii) mesas de diálogo temáticas, (iii) reuniões devolutivas e (iv) consulta pública, cujo detalhamento segue abaixo: - Mesas de Diálogo: têm como objetivo subsidiar a definição das unidades de intervenção, a elaboração dos cenários e da proposta preliminar de zoneamento a partir da avaliação discussão das fragilidades, potencialidades e conflitos de uso da região. As mesas temáticas privilegiarão temas cujos atores tenham grande sinergia e/ou conflitos de uso, considerando os principais temas que representam

7 7 conflitos/problemas e precisam ser pactuados e discutidos a fim de se propor soluções de enfrentamento. Ao todo, serão realizadas 04 (quatro) mesas de diálogos temáticas com diferentes setores de interesse a serem definidos pelo INEA. - Reuniões Devolutivas Regionais (diálogo, negociação e pactuação de conflitos): têm como objetivo apresentar, validar e agregar contribuições dos participantes à proposta preliminar de zoneamento Esses eventos serão definidos pelo INEA, tendo como foco o diálogo, negociação e pactuação de conflitos na busca de mecanismos de resolução dos mesmos. Ao todo, serão realizados 03 (três) reuniões devolutivas regionais a serem definidos em conjunto com o INEA. - Consulta Pública: têm como objetivo a apresentação pública da proposta do ZEEC da Baía da Ilha Grande, visando garantir o direito à sociedade e aos demais interessados de apresentar contribuições à proposta final. Será realizada 01 (uma) consulta pública com a sociedade e interessados regionais e locais a ser definida em conjunto com o INEA. Quanto ao planejamento e a definição metodológica, a CONTRATADA deverá detalhar, em conjunto com INEA e Projeto BIG, a proposta metodológica de condução, participação e moderação dos eventos - (ii) Mesas de Diálogo, (iii) Reuniões Devolutivas Regionais e (iv) Consulta Pública - assim como a programação, os objetivos previstos e os resultados esperados, detalhados no Plano de Trabalho. Quanto à participação na estratégia de mobilização social, a CONTRATADA deverá participar, quando solicitada, das reuniões do CZEE/ZEEC-RJ, do GT-ZEEC, bem como conduzir o processo participativo nos momentos (ii) mesas de diálogo temáticas, (iii) reuniões devolutivas, e (iv) consulta pública. Também ficará a cargo da CONTRATADA a consolidação das respectivas críticas e contribuições recebidas durante o processo participativo, de modo a consolidar os estudos e produtos para a execução da etapa III Prognóstico do ZEEC da BIG. Estão previstos 08 (oito) eventos para atendimento da estratégia de mobilização e participação social de elaboração do Prognóstico do ZEEC da BIG, cujos momentos estão representados na Figura 2. Quanto a moderação e consolidação dos eventos, a CONTRATADA deverá mediar e moderar cada evento - (ii) Mesas de Diálogo, (iii) Reuniões Devolutivas Regionais e (iv) Consulta Pública - sob orientação e supervisão técnica do INEA, cabendo a mesma executar as seguintes atividades:

8 8 Moderar os 08 (oito) eventos (04 Mesas de Diálogo; 03 Reuniões Devolutivas e; 01 Consulta Pública), aplicando metodologia definida pela CONTRATADA, INEA e FAO; Realizar a consolidação dos eventos, por meio da elaboração de 08 Relatórios Preliminares, com a consolidação dos resultados de cada um. Tais relatórios deverão conter minimamente: propósito, local, data, participantes, metodologia, dinâmicas e atividades, bem como registro fotográfico e registro de áudio digital, resultados, arranjos e acordos firmados em cada evento. Os relatórios deverão ser elaborados de modo a constituir uma memória/registro de cada evento e subsidiar o INEA na internalização dos resultados para a elaboração e implementação do ZEEC. A CONTRATADA executará suas atividades de acordo com as datas de realização de eventos e reuniões preparatórias, previamente acordados com INEA e Projeto BIG, definidas no Plano de Trabalho, e deverá dispor de profissional com qualificação e experiência em moderação e condução de discussões em órgãos colegiados (de meio ambiente, de recursos hídricos, das Cidades, outros), assim como definido no item É de responsabilidade da CONTRATADA arcar com todos os custos associados a logística e alimentação dos seus profissionais e, da CONTRATANTE, a coordenação e organização dos eventos, tal como logística, locação de equipamentos, divulgação do evento junto à população, impressão e disponibilização de materiais informativos, coffee break e demais serviços necessários a sua realização. As reuniões serão realizadas no território da Baía da Ilha Grande, podendo o correr nos municípios de Paraty, Angra dos Reis e/ou Mangaratiba, e totalizarão, no máximo, 44 (quarenta e quatro) horas de moderação. De modo a manter a unicidade, harmonia e integração da metodologia de elaboração do ZEEC da BIG, a CONTRATADA deverá tomar conhecimento, analisar a metodologia e internalizar as informações, produtos e resultados consolidados pelo INEA para desenvolvimento das atividades objeto deste TdR. 3. ÁREA DE ABRANGÊNCIA A área de abrangência do ZEEC da BIG (Figura 3) corresponde ao setor costeiro da Baía da Ilha Grande, compreendido por uma faixa terrestre, coincidente com o limite da Região Hidrográfica da Baía da Ilha Grande RH I (Resolução CERHI-RJ n 107/13) e que abarca os territórios dos municípios de Paraty, Angra dos Reis e parte

9 9 de Mangaratiba (Distrito de Conceição do Jacareí), incluindo suas ilhas e ilhotes; e uma faixa marítima, abrangendo as águas interiores e estendendo-se a doze milhas náuticas a partir da linha de base (Decreto n 4.983/04), compreendendo a totalidade do mar territorial. Figura 3: Setor Costeiro da Baía da Ilha Grande, área de abrangência do ZEEC da BIG. 4. OBJETIVO DA CONSULTORIA O presente Termo de Referência tem por objetivo a contratação de consultoria especializada para prestação de serviços relacionados à elaboração dos estudos e produtos que subsidiarão a elaboração do prognóstico do Zoneamento Ecológico- Econômico Costeiro da Baía da Ilha Grande (ZEEC-BIG). Como objetivos específicos associados a esta contratação, tem-se: - Definir a metodologia de elaboração do Prognóstico; - Identificação das potencialidades, limitações e conflitos de uso e proposição das unidades de intervenção; - Elaboração de cenários tendenciais e desejados; - Elaboração de cartas de apoio à gestão ambiental;

10 10 - Elaboração da proposta de zoneamento, contemplando a identificação das tipologias de zonas, proposição de diretrizes gerais e específicas quanto aos usos permitidos, proibidos ou estimulados, critérios de enquadramento e metas de qualidade ambiental; - Elaboração de base de dados georreferenciada; - Transferência de conhecimento; - Mobilização e prover a participação social na elaboração do ZEEC da BIG. 5. ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS PELA CONTRATADA A CONTRATADA deverá realizar as seguintes atividades: 1. Elaborar Plano de Trabalho, contendo detalhamento da proposta metodológica e cronograma para a elaboração do prognóstico; 2. Identificar as potencialidades, limitações e conflitos de uso; 3. Fazer a proposição das Unidades de Intervenção; 4. Elaborar os cenários tendenciais, exploratórios e/ou normativos; 5. Fazer a proposição das Zonas Ecológico-Econômicas Costeiras; diretrizes gerais e específicas, quanto aos usos permitidos, proibidos ou estimulados; critérios de enquadramento e metas de qualidade ambiental; 6. Elaborar as cartas de apoio à gestão ambiental; 7. Construir base de dados georreferenciada; 8. Realizar a transferência de conhecimento à equipe INEA. 9. Realizar atividades de mobilização e participação social na elaboração do ZEEC da BIG; A CONTRATADA deverá trabalhar de forma conjunta com a equipe do INEA e do Projeto BIG, para facilitar o intercâmbio de informações; realizar reuniões periódicas e encontros com a equipe do INEA, para alinhamento, definição e estratégia de transferência de conhecimento; realizar discussões para geração de cada produto e; promover a transferência de conhecimento à CONTRATANTE ao longo da execução das atividades previstas neste TdR. 6. PRODUTOS A SEREM ENTREGUES PELA CONTRATADA PRODUTO 1: Plano de trabalho e proposta metodológica de elaboração do prognóstico

11 11 O Plano de Trabalho, a ser elaborado pela CONTRATADA, deverá ter o foco em todos os serviços contratados e previstos neste Termo de Referência (TdR), na sistematização de todas as etapas de desenvolvimento dos estudos, atividades técnicas a serem cumpridas e procedimentos e especificações a serem observados. O Plano deve incluir as datas de entrega dos relatórios, em consonância com os prazos e critérios estipulados no TdR. Ainda nesta etapa, serão realizadas reuniões entre a Unidade Gestora do Projeto BIG (FAO), a Gerência de Instrumentos de Gestão do Território (INEA) e a CONTRATADA para o detalhamento dos procedimentos a serem seguidos na condução dos serviços, tais como: Esclarecimento de possíveis dúvidas e eventuais complementações de assuntos de interesse, que não estejam suficientemente explícitos neste TdR e na proposta da CONTRATADA; Apresentação dos membros da equipe CONTRATADA e suas respectivas funções frente ao desenvolvimento dos serviços; Procedimentos para o fornecimento de dados de entidades envolvidas de forma a contribuir no andamento dos trabalhos; Formas de documentação das atividades e padronização de documentos; Formas de comunicação entre a CONTRATADA e a CONTRATANTE; Procedimentos de avaliação periódica e outras questões relativas ao bom fluxo dos trabalhos; e Consolidação do cronograma das atividades e entrega dos produtos. A apresentação do Plano de Trabalho e da proposta metodológica conterá no mínimo: Descrição detalhada das atividades e sub-atividades; Estrutura hierárquica das atividades; Rede de precedência; Cronograma de Gantt com destaque às datas de entregas de produtos parciais e finais; Formas de comunicação. De modo a manter a unicidade, harmonia e integração da metodologia de elaboração do ZEEC da BIG, a CONTRATADA deverá tomar conhecimento, analisar a metodologia e internalizar as informações, produtos e resultados consolidados pelo INEA para desenvolvimento das atividades. O produto consolidado pelo INEA em sua

12 12 primeira fase (Diagnóstico do ZEEC da BIG) e o detalhamento da metodologia empregada encontra-se disponível para consulta e download no Portal do INEA: > Gestão das águas > Gerenciamento costeiro > Zoneamento Ecológico-Econômico do Setor Costeiro da Baía da Ilha Grande > Diagnóstico do setor costeiro da Baía da Ilha Grande. A proposta metodológica de elaboração dos estudos e produtos que subsidiarão o Prognóstico deverá ser compatível com a metodologia de elaboração do Diagnóstico e deverá estar em conformidade com a Lei Federal nº 7.661/1988 (Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro PNGC) e Decreto Federal 5.300/2004. A metodologia deverá abranger minimamente as seguintes etapas: identificação das potencialidades, limitações e conflitos existentes no território da Baía da Ilha Grande; a proposição das Unidades de Intervenção; a proposição das tendências e cenários futuros; a proposição das cartas de subsídios à gestão ambiental; e a proposta preliminar de zoneamento, cujas zonas deverão conter diretrizes gerais e específicas, critérios de enquadramento e metas de qualidade ambiental (figura 4). Figura 4. Fluxograma das etapas de elaboração do prognóstico. Adaptado de MMA, A proposta metodológica ainda deverá observar e promover, na medida do possível, a integração e compatibilização do ZEEC junto aos demais instrumentos de planejamento e gestão ambiental que incidem sobre a área de abrangência do ZEEC da BIG, tais como o Plano de Bacia Hidrográfica da Baía da Ilha Grande, o

13 13 Zoneamento Ecológico-Econômico Estadual (ZEE-RJ), Planos Diretores Municipais, Planos de Manejos de Unidades de Conservação, dentre outros. A CONTRATADA deverá detalhar a proposta metodológica de condução e moderação do processo participativo nos momentos (ii), (iii) e (iv) (mesas de diálogo, reuniões devolutivas e consulta pública, vide figura 2) e de incorporação das respectivas críticas e contribuições na consolidação dos estudos e produtos para a execução do Prognóstico do ZEEC da BIG. Para tanto, deverá tomar conhecimento, analisar a metodologia e internalizar os resultados do momento (i) (oficinas comunitárias regionais) alcançados pelo INEA para condução dos momentos (ii) mesas de diálogo temáticas, (iii) reuniões devolutivas, e (iv) consulta pública. PRODUTO 2: Identificação das potencialidades, limitações e conflitos de uso; proposição das unidades de intervenção; memória de Mesas de Diálogo Temáticas e; base de dados georreferenciados Esta etapa subdivide-se em quatro subprodutos, a saber: a) identificação das potencialidades, limitações e conflitos de uso; b) proposição das unidades de intervenção; c) memória de quatro Mesas de Diálogo Temáticas e; d) entrega da base de dados georreferenciados. O detalhamento de cada um encontra-se elencado abaixo: SUBPRODUTO 2.1: Identificação das potencialidades, limitações e conflitos de uso A CONTRATADA deverá identificar as potencialidades, limitações ao uso dos recursos ambientais e os conflitos existentes no território da Baía da Ilha Grande a partir do cruzamento e análise integrada da base de dados do Diagnóstico do ZEEC da BIG (caracterização do meio físico-biótico, da socioeconomia, dos aspectos jurídicos e institucionais e das Unidades Territoriais de Planejamento Terrestre e Marinha), relacionando cada temática às atividades e pressões exercidas nos ecossistemas terrestres e marinhos da BIG. Para tanto, a CONTRATADA deverá considerar, minimamente, a execução das seguintes atividades: Elaboração do mapa de potencialidade socioeconômica entende-se como um conjunto de condições atuais medido pelas dimensões produtiva, natural, humana e institucional, que determina o ponto de partida de um

14 14 município ou de uma microrregião para alcançar o desenvolvimento sustentável. É um índice fundamental para o planejamento e a gestão territorial de uma região, com vistas à ampliação dos negócios, geração de emprego e renda e bem-estar social, associados ao uso adequado dos recursos naturais. Para tanto, deve-se levar em consideração fatores como: infra-estrutura de transporte, atividades econômicas, estrutura fundiária, recursos minerais, ocupação econômica, demografia, condições sociais, capacidade institucional, organizações jurídicas, financeiras, de fiscalização e controle, de segurança pública, entre outros. Elaboração do mapa de vulnerabilidade natural a noção de vulnerabilidade natural proporciona um conhecimento da situação atual do meio ambiente que pode ser tomado como ponto de partida para se atingir o desenvolvimento sustentável. Entende-se como vulnerabilidade natural a incapacidade do meio-ambiente de resistir ou recuperar-se de impactos negativos antrópicos. Áreas altamente antropizadas são menos vulneráveis a novas atividades humanas do que áreas não antropizadas (de vulnerabilidade alta). Ao remover uma floresta, por exemplo, o homem modifica o ambiente provavelmente de maneira irreversível. Já uma pastagem será capaz de regenerar com maior facilidade caso a área seja abandonada. A análise da vulnerabilidade pode ser desagregada pelos seus condicionantes por meio de mapas temáticos estratégicos, como: vulnerabilidade do solo, vulnerabilidade à erosão, vulnerabilidade à integridade da fauna, vulnerabilidade à integridade da flora, etc. Elaboração do mapa de áreas prioritárias para conservação e recuperação ambiental a conservação implica no manejo do uso da natureza, compreendendo a manutenção, a utilização sustentável, a restauração do ambiente natural, para que possa produzir o maior benefício, em bases sustentáveis, às atuais gerações, mantendo seu potencial de satisfazer as necessidades e aspirações das gerações futuras, e garantindo a sobrevivência dos seres vivos em geral. Se traduz diretamente no uso racional dos recursos, de forma planejada e sustentável, em adotar um manejo de forma a obter rendimentos, garantindo a auto sustentabilidade do meio ambiente. A recuperação ambiental, por sua vez, implica na restituição de um ecossistema ou de uma população silvestre degradada a uma condição não degradada, que pode ser diferente de sua condição original. Deverão ser apontadas as áreas prioritárias, do ponto de vista ambiental, para conservação e recuperação de ecossistemas terrestres e marinhos da BIG.

15 15 Identificação dos conflitos de usos a ser realizada a partir da análise e cruzamento das interações entre os diversos usos e atividades da BIG e as potencialidades e limitações ao uso dos recursos ambientais. Os conflitos de uso serão caracterizados em razão do uso inadequado e/ou do sobreuso dos recursos naturais, da incompatibilidade em relação as restrições legais, da contraposição de um tipo de uso em relação a outro tipo de uso, dentre outros, e deverão ser representados através de mapas temáticos. Avaliação do conteúdo de zoneamentos existentes no território no Setor Costeiro da BIG, tais como: Planos Diretores Municipais, Planos de Manejo das Unidades de Conservação de Proteção Integral e/ou Uso Sustentável, Zoneamentos Industriais, Zoneamentos de áreas pesqueiras, dentre outros. Deverão ser examinados se tais zoneamentos formam um conjunto harmônico ou conflitante quanto à proteção ambiental que se deseja para o ecossistema da BIG. Esta análise deverá identificar recomendações de aprimoramento dos zoneamentos existentes de modo a possibilitar a integração e a compatibilização das diferentes lógicas de ordenamento do espaço, sendo representada através de mapas temáticos. A CONTRATADA deverá levar em consideração os estudos pretéritos, desenvolvidos no âmbito do Diagnóstico, e deverá incorporar as contribuições oriundas do processo de mobilização e participação social. Este produto será entregue na forma de um relatório. SUBPRODUTO 2.2: Proposição das unidades de intervenção As Unidades de Intervenção correspondem ao elemento básico resultante da partição do espaço geográfico em função de características semelhantes que o individualizam em relação às demais áreas. Ou seja, consiste num processo de regionalização prévia do território da BIG, dividindo-o em função de características particulares e peculiares. Tais divisões devem ser tratadas de acordo com os princípios de desenvolvimento com conservação e preservação dos bens naturais, que fundamentarão a proposição das zonas e suas diretrizes. A CONTRATADA deverá propor as Unidades de Intervenção a partir do cruzamento e análise da base de dados do Diagnóstico e das potencialidades, limitações e conflitos de uso da BIG, tendo como referência as Unidades Territoriais de Planejamento Terrestre e Marinho (delimitadas no Diagnóstico). Além disso, deverá ser subsidiado a

16 16 partir do de discussão e negociação entre os agentes envolvidos e incorporar as contribuições oriundas do processo de mobilização e participação social, com destaque ao momento (ii) Mesas de diálogo, nas quais serão apresentadas as demandas setoriais, bem como as sugestões apresentadas pelos diversos setores. SUBPRODUTO 2.3: Memória das 04 (quatro) Mesas de Diálogo Temáticas As memórias conforme detalhado no item 2 Contextualização deverão detalhar, minimamente, os resultados, as análises e as reflexões resultantes das 04 (quatro) Mesas de Diálogo Temáticas (momento participativo ii), assim como, o resumo das principais contribuições e manifestações dos presentes e os pactos estabelecidos. Portanto, deverá conter minimamente: o propósito, local, data, participantes, procedimentos, metodologia, dinâmicas e atividades, bem como registro fotográfico, resultados, arranjos e acordos firmados em cada evento. Deverá ser elaborado pela CONTRATADA de modo a constituir uma memória/registro do evento e subsidiar o INEA na internalização dos resultados para a elaboração e implementação do ZEEC. SUBPRODUTO 2.4: Base de dados georreferenciados, em formato editável e não-editável Este produto consiste na entrega de relatório descritivo, com detalhamento das bases de dados georreferenciados a ser entregue, e entrega da base de dados SIG, em formatos editável e não editável, utilizada no desenvolvimento dos produtos anteriores. O relatório descritivo, com detalhamento das bases de dados georreferenciados a ser entregue, deverá conter, minimamente, a descrição dos documentos cartográficos - metadados -, informando a origem, o técnico responsável, se existente, a fonte do dado e outras informações que possibilitem a plena identificação do material. Os metadados devem estar adequados ao Banco de Dados Espaciais-INEA, tendo em vista a necessidade de padronização da informação. A base de dados deverá ser entregue em formato não-editável - para serem arquivados como o produto final do serviço prestado - e editável (formato original), para que possam ser utilizados como base para estudos futuros. Deverá ser sistematizada e organizada de modo a constituir um banco de dados SIG, com informações georreferenciadas, a ser entregue no formato do BDE do INEA.

17 17 A base de dados deverá ser estruturada segundo as especificações da CONTRATANTE e conter as imagens utilizadas (brutas e pós-processadas), mapas e outros materiais cartográficos que possam ser incorporados ao projeto. Os arquivos digitais tanto em formato shapefile como as imagens, conforme detalhado no item 13. Forma de apresentação dos produtos, deverão ser referidos ao Sistema de Coordenadas UTM, tendo como Datum Horizontal o SIRGAS 2000 e indicação do Fuso. A escala mínima de execução dos mapeamentos deverá ser de 1:25.000, podendo, excepcionalmente, ser ajustada em função da disponibilidade da informação. PRODUTO 3: Elaboração de cenários alternativos e desejáveis futuros (tendenciais, exploratórios e/ ou normativos) A definição de cenários visa à proposição das tendências de evolução de longo prazo, apresentando uma projeção no espaço das políticas sociais, ambientais e econômicas, considerando suas possíveis alterações, particularidades e imprevistos, de acordo com as macro-políticas reguladoras. O objetivo do cenário é estimar o desempenho desses territórios no futuro, considerando a perspectiva de continuidade do que vem se desenvolvendo e a participação das instituições responsáveis por esses territórios (em nível federal, estadual e municipal) no exercício das suas responsabilidades administrativas, de controle e de fiscalização, como determinado pelos diferentes instrumentos legais existentes. A CONTRATADA deverá conceber 3 (três) cenários, sendo eles: (i) cenário tendencial, que consistem em avaliar as tendências socioeconômicas e de ocupação do território, nos últimos anos, bem como das diretrizes observadas nas políticas públicas em vigor; (ii) cenário exploratório, que compreendem a hipótese de um expressivo crescimento econômico e de ocupação territorial superior àquele observado na condição tendencial e onde não são estabelecidos controles sobre a ocupação do território, tampouco sobre o uso dos recursos naturais; e (iii) cenário normativo, que se referem à situação almejada em termos da sustentabilidade socioeconômico-ambiental e incluindo a responsabilidade ambiental. Para tanto, a CONTRATADA deverá realizar o levantamento e a identificação de políticas, planos, programas e projetos setoriais, em execução ou previstos, que interfiram, ou possam interferir, na qualidade ambiental das faixas terrestre e marinha do Setor Costeiro da BIG, especialmente os impactos decorrentes da implantação de grandes empreendimentos, a exemplo de atividades relacionadas com o setor de Óleo

18 18 e Gás, geração de energia nuclear e grandes obras de infraestrutura. Para tanto, será fundamental a realização de entrevistas com atores e instâncias de articulação político-institucional estratégicos estaduais, regionais e/ou municipais, que influenciam direta ou indiretamente na gestão do território da BIG. Além disso, a CONTRATADA deverá realizar o levantamento e a identificação de áreas potenciais para expansão urbana (dinâmica populacional), turística, portuária, bem como a identificação e análise da evolução da instalação de indústrias associadas às atividades do setor de Óleo e Gas. Os cenários deverão ser elaborados em um horizonte de tempo de 5 (cinco), 10 (dez) e 20 (vinte) anos, considerando as inter-relações entre os temas centrais da socioeconomia e do meio físico-biótico, com vistas a apontar alternativas para o desenvolvimento sustentável. Devem-se levar em conta, na proposição dos cenários, o levantamento dos fatores críticos (conjunto de variáveis que afeta, positiva ou negativamente, as unidades de intervenção propostas), das forças propulsoras (qualquer fenômeno que impulsiona de forma positiva o comportamento de um fator crítico) e das forças restritivas (qualquer fenômeno que afete de forma negativa o comportamento de um fator crítico), além de sua correlação com as Unidades de Intervenção. Diante dos cenários apresentados, espera-se que sejam discutidas, as prioridades para a construção de um futuro sustentável para a Zona Costeira da região da Baía da Ilha Grande, a partir da perspectiva de continuidade do que vem se desenvolvendo, e da participação das instituições responsáveis por esses territórios (em nível federal, estadual e municipal) no exercício das suas responsabilidades e competências legais. PRODUTO 4: Proposição preliminar do zoneamento; memória de Reuniões Devolutivas e; base de dados georreferenciados Esta etapa subdivide-se em três subprodutos, a saber: a) proposição preliminar do zoneamento e das diretrizes gerais e específicas, critérios de enquadramento e metas de qualidade ambiental; b) memória de três Reuniões Devolutivas e; c) entrega da base de dados georreferenciados. O detalhamento de cada um encontra-se elencado abaixo: SUBPRODUTO 4.1: Proposição preliminar do zoneamento e das diretrizes gerais e específicas, critérios de enquadramento e metas de qualidade ambiental

19 19 Este produto contemplará a proposição das Zonas Ecológicas Econômicas para todo o setor costeiro da BIG, o detalhamento de suas diretrizes (gerais e específicas) quanto aos usos permitidos, proibidos ou estimulados, seus critérios de enquadramento e suas metas de qualidade ambiental. As Zonas deverão ser estabelecidas a partir das Unidades de Intervenção propostas anteriormente (Produto 2), considerando também os planos, programas e políticas setoriais priorizados pelos Governos e o processo de discussão para viabilizar a concentração de esforços, estabelecimento de parcerias e ações conjuntas. Para a proposição das Zonas, a CONTRATADA deverá observar o Decreto 5.300/04, que dispõe sobre o quadro orientador para o zoneamento e regras de uso e ocupação da zona costeira e critérios de gestão da orla marítima. Cada Zona deverá contemplar a proposição de diretrizes gerais e específicas quanto aos usos permitidos, proibidos ou estimulados, a definição de critérios de enquadramento e a proposição das metas de qualidade ambiental. O conjunto de diretrizes deverá ser referência para as políticas setoriais de desenvolvimento sustentável da Baía da Ilha Grande, tornando-se um importante instrumento de orientação dos sistemas produtivos. Logo, espera-se que o ZEEC possa contribuir, continuamente, para a formulação das estratégias de ação governamental, de forma articulada com os demais instrumentos de planejamento do poder público fornecendo subsídios para: Elevar o conhecimento técnico-científico da realidade, subsidiando o planejamento; Capacitar os gestores públicos quanto à gestão do território, para aperfeiçoar o desempenho das atividades de planejamento regional e ambiental; Ordenar e planejar a expansão dos setores agrícola e industrial, considerando as condições ambientais e socioeconômicas; Controlar e mitigar as repercussões negativas das instalações e melhorias da infraestrutura viária em implantação e as já implantadas; Orientar a aplicação de investimentos públicos e privados em bases ambientalmente sustentáveis; Subsidiar a implantação e o gerenciamento de Unidades de Conservação; Subsidiar as decisões de projetos e programas de ampliação de infraestrutura; Subsidiar a busca de soluções alternativas para o aproveitamento dos recursos naturais, avaliando e propondo soluções para diversas atividades (madeireira, extração de minérios, exploração agropecuária, extrativismo vegetal e da fauna aquática e terrestre e demais atividades extrativistas, etc).

20 20 Propor atividades produtivas que atendam a melhoria das condições de vida da população e fortaleçam a economia local e regional, procurando articular pequenas e médias atividades com grandes investimentos que exijam a participação conjunta no fluxo de produção. A proposição das zonas e suas diretrizes deverão contribuir significativamente para orientar o ordenamento territorial da zona costeira, como mecanismo de apoio as ações de monitoramento, licenciamento, fiscalização, através da integração e articulação das políticas de recursos hídricos, meio ambiente e gerenciamento costeiro, orientando os diversos órgãos e instituições estratégicas que desempenhem tais ações na região da BIG. SUBPRODUTO 4.2: Memória das 03 (três) Reuniões Devolutivas As memórias conforme detalhado no item 2 Contextualização deverão detalhar, minimamente, os resultados, as análises e as reflexões resultantes das 03 Reuniões Devolutivas (momento participativo iii),, assim como o resumo das principais contribuições e manifestações dos presentes e os pactos estabelecidos. Este produto deverá conter o apontamento das propostas que foram internalizadas para a elaboração da proposta de zoneamento e proposição de suas diretrizes. SUBPRODUTO 4.3: Base de dados georreferenciados, em formato editável e não-editável Este produto consiste na entrega de relatório descritivo, com detalhamento das bases de dados georreferenciados a ser entregue, e entrega da base de dados SIG, em formatos editável e não editável, utilizada no desenvolvimento dos produtos anteriores. O relatório descritivo, com detalhamento das bases de dados georreferenciados a ser entregue, deverá conter a descrição dos documentos cartográficos - metadados -, informando a origem, o técnico responsável, se existente, a fonte do dado e outras informações que possibilitem a plena identificação do material. Os metadados devem estar adequados ao BDE, tendo em vista a necessidade de padronização da informação. A base de dados deverá ser entregue em formato não-editável - para serem arquivados como o produto final do serviço prestado - e editável (formato original), para que possam ser utilizados como base para estudos futuros. Deverá ser

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