MARCIO DE SOUZA SANTOS

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1 MARCIO DE SOUZA SANTOS PROTOTIPO DE AUTOMACAO DE UMA MONTADORA DE AUTOMOVEL UTILIZANDO OS METODOS JUST IN TIME E KANBAN Trabalho de conclusao de gradua9m orientado pela Prof. Elaini Simoni Angelotti, disciplina de Projeto de Gradua9aO do Curso de Tecnologia em Processamento de Dados Universidade Tuiuti do Parana. CURITIBA 2002

2 MARCIO DE SOUZA SANTOS PROTOTIPO DE AUTOMACAo DE UMA MONTADORA DE AUTOMOVEL UTILIZANDO OS METODOS JUST IN TIME E KANSAN Trabalho aprovado como requisito parcial para conclusao do curso de graduagiio em Tecnologia em Processamento de Dad as da Universidade Tuiuti do Parana, pela comissao formada pelos professores: Orientador: Prof. =-,--,c=---,-.,------,--cc----- Elaini Simoni Angelotti Prof. "R7ic-a-rd7o--O:0"'liv-e-,i-ra-..,Pooe-r-ec-ir-a---- Prof. ~F~a-"'ir-u-s7M~a-n~fr-oC-i Prof. 7M7a-r-co-s-C;:'-a-na-"'I~li Curitiba, 9 de dezembro de 2002

3 SUMARIO LISTA DE FIGURAS. LlSTA DE TABELAS. RESUMO.. 1. INTRODUCAo Objetivos Metodologia.. 2. REVISAo BIBLIOGRAFICA PRODUc;:AO EM SIORIE Justin Time Kanban BANCO DE DADOS... v. vii. viii Usuarios Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados Vantagens de urn Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados SOL Gatilhos (Triggers) VisOes (Views) Procedimentos (Procedures) FERRAMENTAS UTtLiZADAS DELPHI SQL SERVER iii

4 3.3ASP PLATAFORMAS.. 4 PROTOTIPO DESENVOLVIMENTO DO BANCO DE DADOS Diagrama Entidade Relacionamento (DER) Oicionario de Oados Funcionamento do Banco de Dados DESENVOLVIMENTO DA INTERFACE Tela principal Ordens de produ~ao Disponibilizayao de ordens Veiculos Fornecedores Produyao Relatorios Ajuda.. 5. NivEIS DE ACESSO.. 6. CONCLUsAo TRABALHOS FUTUROS.. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS.. ANEXOS

5 LIST A DE FIGURAs FIGURA 1 FLUXO DE INFORMAi;OES ENTRE ATOYOTA E FORNECEDORES FIGURA 2 SISTEMA CONVENCIONAL DE PRODUi;AO VS SISTEMA KANBAN FIGURA 3 DIARAMA ENTIDADE RELACIONAMENTO - MONTADORA 41 FIGURA 4 TELAPRINCIPAL 49 FIGURA 5 ORDENS DE PRODUi;AO 50 FIGURA 6 DISPONIBILlZAi;Ao FIGURA 7 MODELOS FIGURA 8 SERlE 53 FIGURA 9 MOTOR.... FIGURA 10 CORES FIGURA 11 CAMBIOS 55 FIGURA 12 PEi;AS FIGURA 13 OCORRENCIAS FIGURA 14 FORNECEDORES 58 FIGURA 15 TELA DE ACES SO DO FORNECEDOR 59 FIGURA 16 ALTERAi;Ao DE SENHA FIGURA 17 CONSULTA DO ESTOQUE DA MONTADORA. 60 FIGURA 18 MONTAGEM DA ARMAi;AO 61 FIGURA 19 PINTURA 62

6 FIGURA 20MONTAGEM DE MOTOR, CAMBIO E PEt;:AS """"" 64 FIGURA 21 TESTES """""" ",,",,""""""""""""""""""""" """""""""""""".63 FIGURA 22VENDAS "" " ".""" """."""""".."",,"",,,,",,,,",, 65 FIGURA 23 HIST6RICO DE VEicULOS NA ARMAt;:AO.. """"""""" "",, 64 FIGURA 24 HIST6RICO VElcULO " """"""""""""""""""""""""""""""""",,65 FIGURA 25 RELAT6RI0 DE HIST6RICO DE VEfcULOS """"""""""""""" ".66 FIGURA 26 STATUS DO VElcULO... """"."""..""""".,,,,... """".."...".,,67 FIGURA 27 ESTOQUE". "."".67 FIGURA 28 AJUDA".. "".."".."""."""""".""".."""..,,",,.,,",,,,"",,,,"",, 68

7 LlSTA DE TABELAS TABELA 1 LEGENDA - SISTEMA CONVENCIONAL X SISTEMA KANBAN 17 TABELA 2 LEGENDA PARA 0 DICIONARIO DE DADOS.42 TABELA 3 ORDENS DESERVIi;O 42 TABELA 4 HIST6RICOS DE VEicULOS.. TABELA 5 VElcULOS.. TABELA 6 STATUS TABELA 7 MODELO DOS VEicULOS. 44 TABELA 8 MOTOR 44 TABELA 9 CAMBIO TABELA 10 COR TABELA 11 PEi;AS.45 TABELA 12 OCORRt:NCIAS DOS VEicULOS.45 TABELA 13 FORNECEDORES TABELA 14 SERlE DOS VEicULOS..45 TABELA 15AJUDA DO SISTEMA 46

8 RESUMO AS metodos Just in Time e Kanban esta.o sendo aplicados em empresas que buscam maior competitividade, efici~ncia, produtividade e qualidade. De maneira gerat, a informatiza~o de uma produ<;ao em serie que utiliza as metodos Just in Time e Kanban leva a reduyao do Onus da empresa, com estoques menores, custos mais baixos e mether qualidade. 0 presente trabalho projeto tern como objetivo desenvolver urn prot6tipo de informatizayao de uma montadora de autom6veis que utilize as metodos Just in Time e Kanban, a fim de reduzir 0 estoque e as custos de produr;ao, e aumentar a produtividade da montadora. viii

9 1. Introdu~ao Em rela\030 a grande massa industrial mundial a qual a globaliza\030 tem como premissa basica a produgao de qualquer tipo de prod uta, com 0 menor custo possivel e qualidade 6tima, nao importando a localidade devido a facilidade de transferlmcia das produ900s industriais, de lugares nao mais interessantes para lugares viaveis economicamente, pede-se colocar a industria brasileira como urn mercado importante na economia mundial, tornando a Brasil urn pais privilegiado no momento. Privilegiado porque atende aas requisitos que as grandes empresas procurarn, como incentivqs do governo (atraves de isenr;ao de impostos par urn periodo de tempo, como aconteceu com a Audi no Parana) e mao de obra barata, senda, portanto viavel economicamente. Embera a procura de entrada no mercado brasileiro pel as industrias seja grande, 0 Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para atingir 0 nivel tecnol6gico e organizacional dos Estados Unidos, Europa e Japao, sendo necessarios investimentos altos de capital estrangeiro e do pr6prio governo, acreditando sempre em uma economia mais estavel, alam da necessidade de novos conceitos produtivos e reformular;ao de nossas plantas industriais. (McKinsey, 1989). Atualmente, 0 Brasil, na tentativa de participar ativamente desta economia globalizada tenta solidificar sua importante condi\030 de pais em desenvolvimento, investindo em um ramo bastante importante dentro da industria brasileira que e a industria automobilistlca (Carvalho, 1997). No final do seculo XX, a industria automobilistica teve de passar por uma grande modificac;:a;o: deixar de ser uma industria manufatureira para ser uma

10 industria automatizada, tentando expandir os mercados por todo 0 planeta e oferecendo concorrencia em qualquer lugar do mundo. (Coutinho, 1994). Os japoneses, pioneiros experientes nesta transformagao, desbancaram a poderosa industria americana em seu mercado local, trouxeram novas canceitas, qualidades e expectativas aos consumidores e revolucionaram a visao produtiva com seu trabalho incessante na reduc;aa de custos, fixos e variaveis, trabalhando em toda a cadeia produtiva e nao apenas no chao de fabrica. Dessa forma, 0 trabalha em conjunto fai se salidificanda e todas as empresas que formavam a cadeia produtiva, fornecedores, fornecedores dos fornecedores, distribuidores e transportadores, tinham comprometimento na solu9m de problemas e na divisilo dos resultados, criando-se assim a "filosofia de parceria", com a participac;:ao de todos em todo 0 processo produtivo (Carvalho, 1997). Desse momenta em diante, a foco principal era como conseguir redugao de custos logisticos, reduzir estoques, aumentar a giro de capital, reduzir gastos com fretes, reduzir pessoal para controlar os estoques, tazer chamada de material e programar a produ9lio. Tecnicas de suma importa.ncia foram desenvolvidas pelos japoneses para efetivar os objetivos supracitados, como por exemplo: 0 Centro de Consolida9ao, que une as interesses das empresas envolvidas; programas de qualidade e normas de padroniza9m, como Qualidade Total e ISO 9000; e, finalmenle, os metodos Kanban e Just in Time, para otimiza9ao da produ9ilo em serie. o metodo Just in Time (JIT) objetiva a elimina9ilo de desperdicios ocasionados por atividades que consomem recursos e nao agregam valor ao produto numa prodw;:ao em serie, como estoques, transporte interno, paradas

11 interrnediiuias decorrentes das esperas do processo bern como refugos e retrabalhos. Pode-se dizer entao, que 0 metodo JIT disponibiliza 0 componente a ser produzido no lugar certo, na hara ideal e na quantidade estimada, segundo a necessidade de produ9:to daquele componente. o metoda JLlst in Time se baseia em urn sistema simples que envia a componente de uma esta980 de trabalho, par exempla, a farnecedar, para uma esta980 de processo produtivo, ou seja, urn determinado ponto na linha de produgao, sendo esta comunicaya,o feita pelo metodo Kanban. Isto reduz a necessidade das empresas de possuirem grandes estoques de companentes. A estocagem exagerada pade gerar custos para a empresa e trazer problemas como: Falha em algumas previsoes, urn componente estocado em grande quantidade e que por algum motivo nao sai; Erro no preen chimento de formularios; Produtos defeituosos por mas condi90es de estocagem; Retrabalho. Devido os problemas que podem ser gerados, a tempo de execu9ao das tarefas pode ser duplicado e esta duplica9ao, par sua vez, gera perda de tempo. A perda de tempo e urn item valioso para a produc;ao de novas produtos, ocasionando ga5tos maiores e retornos menores para a empresa. De maneira geral, a informatiza98o de uma produo;:ao em serie que utiliza 0 metoda Just in Time leva a reduyao do 6nus da empresa, com estoques rnenores, custos mais baixos e melhor qualidade. No entanto, para que isso funcione existem dais problemas principais que devem ser levadas em considerayao.

12 o primeiro problema que surge e como fazer as empresas utilizarem os metod as JIT e Kanban para produzirem de uma maneira mais eficaz? Para que este problema seja solucionado e necessario urn conhecimento profundo dos metodos JIT e KaniJan, a informatiza<;ao da empresa, alem de treinamento de seus funcionarios nestes metod os. Isto gera urn segundo problema: existe urn grande custo dos sistemas de informatiza<;a.o de produyao em serie das grandes montadoras, como per exemplo, VolkswagenlAUDI e Renault, bern como a capacita9l)o de seus profissionais. Em consequencia deste ultimo problema, foi identificada a necessidade de desenvolver urn prot6tipo para informatiza<;8o de produ<;elo em serie com urn custo menor, com a utiliza<;:jiode ferramentas mais acessiveis para medias e pequenas empresas, (come per exemple, uma tabrica de embalagens plasticas, onde se pode controlar as etapas da produ<;80 de cada componente necessario para a confec<;ao da embalagem, e os fornecedores) que desejem utilizar alem da informatiza<;ao e automa<;ao, tambem os metodos JIT e Kanban utilizados pelas grandes industrias. A utiliza,ao destes metodos e a informatiza9l)o do linha de produ,ao, como um todo. geram uma quantidade bastante significativa de informa<;oes a serem gerenciadas e armazenadas. Para a manipulaya,o destas informa<;oes, gerenciamentos da produ<;ao e geraryao de relat6rios estatisticos se faz necessaria a presenr;a de urn gerenciador dados que consiga integrar de maneira fidedigna a movimentac;:8a das infmmac;:oes. Este controle sera feito pm um Sistema Gerenciador de Banco de dados. o prot6tipo a ser desenvolvido neste trabalho sera capaz de controlar a produ<;ao de um veiculo desde 0 momenta que 0 mesmo deixa de ser uma ordem

13 ou pedido e se torna fisico, ate sua venda. Devera tambem informar os fornecedores da necessidade de reposi~ao de pe~s, conforme necessidade da produ9tio, atraves de simula9tio do metodo Just in Time. Os veiculos que loram para retrabalho bern como 0 respectiv~ motivq para estarem neste estado tambem deve ser informado. Relat6rios devem ser disponibilizados, sendo capazes de informar a quantidade de carras em cada parte da produc;ao. quantidade de veiculos com problemas, veiculos disponiveis para venda e tambem inlormar erros na produc,oao. Para isto sera necessaria aplicar as conceitos de prodw;;:aoem serie com os metodos JIT e Kanban de modo a minimizar desperdicios e desenvolver m6dulos que possam atuar com sinergia, entre operador e maquina. Sera preciso tambem implementar urn Banco de Dados para servir de base ao prot6tipo. Este banco guardara as informa<;oes pertinentes a linha de produ9ao. 1.1 Objetivos o objetivo principal do presente trabalho e desenvolver urn prot6tipo para uma montadora de autom6veis informatizando a seu processo de produc;ao em serie, com enfoque nos metodos Just in Time (Jll) e Kanban. Alem disso, este trabalho tern par intuito desenvolver urn prot6tipo que seja 0 mais adaptavel passivel, facilitando a reestrutura~o e aproveitamento de seus recursos para qualquer tipo de empresa que utilize produ9ao em serie, independentemente do produto a ser produzido.

14 A tim de satistazer a objetivo geral sljpracitado faz-se necessario realizar as seguintes objetivos especificos: Estudar e compreender as conceitos dos metodos de automa980 em serie Just ill Time (JIT) e Kallball. Compreender, modelar e implementar urn Banco de Dados para a desenvolvimento deste trabalho. Implementar 0 prototipo de automa9~o em serie, utilizando 0 Banco de Dados modelado e os metodos de Just in Time e Kanban, estudados e compreendidos. Implementar uma interface amigavel de utiliza9i\o do prot6tipo. 1.2 Metodologia A priori sera necessario estudar e compreender as conceitos dos metodos de informatizay~o em serle Just in Time (JIT) e Kanban, com suas peculiaridades, forma de atua~o e metodologia de trabalho. Isto sera feito atraves de estudo de literatura, bem como a observay8o destes metodos utilizados na pratica na montadora de veiculos Volkswagen/AUDI do Brasil em sao Jose dos Pinhais. Ap6s a etapa de reconhecimento e entendimento dos metodos JIT e Kanban se fara necessario compreender 0 funcionamenlo de urn Banco de Dados Relacional para arrnazenamento e manuseio das intormayoes. Em seguida sera modelado este Banco de Dados e implementado utilizando seus processos, armazenamento, scripts e demais recursos disponiveis, sempre direcionando-os conforme as metodologias JIT e Kanbaf1. Com a base de dad as funcionando sera implementado 0 prot6tipo de automac;ao em serie que controlara a linha de produ9i\o em serie. Finalmente,

15 sera modelada e implementada uma interface amigavel do prot6tipo que sera utilizada palos usuarios da linha de produ~o em serie.

16 2. Revisiio Bibliografica 2.1. Produ~ao em Serie Para se igualar a potencias produtivas como Europa, EUA e Japao, 0 Brasil precisa ganhar mais urna guerra, a estabilizac;;ilo de sua economia e a volta dos investimentos extern as. Apesar deste quadro nad tao favoravel ha urna vi sao otimista de grande crescimento industrial em nosso pais. (Carvalho, 1997). A informatica, com sua rapida evoluc;;ao atraves, principalmente, da Internet, conseguiu encurtar distancias, agilizando assim as decisoes, atraves de informac;oes mais rapid as, detalhadas e claras, ao mesma tempo em que passou a guardar de forma mais acessivel urna maior quantidade de informac;oes e transporta-ias de maneira mais rapida e segura. A computac;ao esta diretamente ligada ao aumento da capacidade produtiva das industrias, atraves da automa~o (substitui9ao da mao de obra humana par maquinas capazes de realizar 0 trabalho do operario sem a interferencia do mesmo). No entanto, a informatiza~o e a automa9ao relacionadas com investimentos e fatores econ6micos nao sao suficientes para se ter urna industria ou empresa de produ9ao em serie altarnente produtiva. Ha necessidade de uma triade que esta sendo estudada par grandes corpora90es: qualidade, custo e produtividade. Para aurnentar a produtividade de uma empresa, com alta qualidade e com reduc,:ao de custos, se faz necessaria a absoluta integrayao de todas as partes envolvidas. Fornecedores, distribuidares e afins precisam identificar 0 melhor processo para tad os, melhorar seus rendimentos, igualar tambem 0 nivel tecnol6gica e participar ativamente e com responsabilidades sabre 0 prod uta que irao fornecer au distribuir.

17 Desta integrar;:ao surge 0 conceito de parcerias provindo dos japoneses, que se dedicaram efetivamente na tentativa de redw;:ao de custos para uma maior produtividade (Carvalho, 1997). Os american os tin ham 0 domlnio da produc;:ao em massa no comec;:o do seculo XX e os japoneses eram os maiores interessados em se igualar aos Estados Unidos. Por isso a criac;aodas metodologias Just il1 Time e Kanban pelos pr6prios japoneses na industria Toyota (Taiichi Ohno,1998), com a preocupa9ao quase que obsessiva da eliminayao de desperdicios. Ap6s a segunda guerra mundial a propor91iode trabalho entre japoneses e americanos. em teoria, era que um americana fazia 0 trabalho de dez japoneses. Para que a Toyota (Taiichi Ohno, 1998) eliminasse este co nee ito era preciso que o trabalho de 100 homens fosse feito por dez, mas como fazer isto? NOtOU-S8 entao que os japoneses estavam desperdi9ando alguma coisa. Se pudessem eliminar 0 desperdicio a produtividade poderia melhorar muito. Esta ideia marcou o inicio do atual sistema Toyota de Prodw;ao e 0 nascimento das duas metodologias, Just in Time (JIT) e Kallban. Desde entad, a atuac;:~o das partes envolvidas aumentou significativamente, nao so em rela980 a fornecedores, distribuidores au empresas, mas tambem aos eonsumidores, que passaram a opinar sobre a construc;ao do veiculo, desde a escolha de acabamentos e acessorios, ate 0 cumprimento de prazos de entrega e garantia da qualidade. se fazendo necessario 0 usa de ferramentas capazes de suprir estas necessidades. envolvendo para isto 0 uso da teenologia da informa9ao com eficientes softwares de chao de fabrica e gerenciamento logistico, alem de estruturas satisfatorias de network, para que os objetivos da

18 10 empresa em rela9ao ao atendimento a clientes sejam disponibilizados com informa90es rapidas e precisas. No entanto, todos estes canceitos de parcerias e aquisic;.ao de tecnologias nao fariam sentido se nao estivessem em basad as em metodos eficazes de produyao em serie e urn grande planejamento logistico, com 0 intuito de satisfa9ao do cliente. Essa possibilidade das grandes montadoras de atender as preferl!ncias de seus clientes customizando a produto, e a redu9a.o do tempo entre a pedido e a entrega do veiculo alteram 0 planejamento e a organizayao da produyao que passa a ser mais flexivel. Os equipamentos de automavao par sua vez, mais flexiveis, s~o ajustados Just in Time (em tempo) com 0 processamento de uma nova tarefa, eliminando ociosidade e reduzindo 0 late de produtos, bern como a possibilidade de utiliz8<;ao de diversos modelos de veiculos em uma mesma linha de produyao, com seqo~ncias intercaladas. Assim, a Just in Time (JIT) traz a beneficia de minimizar a numero de haras de trabalho par veiculo produzido, melhorando tambem as eondi90es de trabalho e qualidade do trabalho Justin Time - JIT Segundo Reinaldo A. Moura (1989) 0 eoneeito Just in Timee difieil de ser entendido uma vez que, em muitos aspectos, os sistemas sao complexos e sua verdadeira caracteristica nao e percebida de imediato. As impressoes parciais tendem a se concentrar em reduyoes de inventario - visualizando-se prontamente frotas de caminhoes dos fornecedores chegando ao port:io da fabrica de hora em hora. Esta ideia, sem duvida, existe, porque ela e urn elemento do sistema Just in Time, mais visivel e mais facilmente ilustravel. Entretanto, entregas frequentes e

19 11 conseqoentes redu,oes de inventario sao meramente 0 sub-produto de urn plano muito mais sofisticado - talvez 0 ultimo passo no processo de sua implementa,ao. Para entender melhor 0 sistema Just in Time a figura 1 mostra 0 fluxo de informac;:6es entre a rnontadora e as fornecedores. A montadora possui urn plano de produyao, indicando qual a tipo de veiculo a ser produzido, a data da produc;ao, e os componentes necessaries para a sua montagem. Esse plano de produ,ao e repassado para os fornecedores. 0 fornecedor, entao, de acordo com 0 plano de produc;ao que a montadora fameeeu. elabora a plano de produ9~o para a montagem dos componentes. Esse plano de produgao fornece informac;;oes da quantidade e material necessaria que o fornecedor e a sub-fornecedor devem dispor para a montagem do componente no veiculo. No caso do exemplo abaixd, 0 componente a ser entregue pelo fornecedor e a transmiss~o do veiculo. Na data prevista, de posse do plano de produyao a montadora gera 0 plano de montagem da linha, on de cada etapa da linha fica sabendo quais componentes devem ter para a rnontagern do veiculo e sua quantidade. Entao e enviado urn pedido, que e individual para cada veiculo, indicando 0 modelo do carro e os componentes que precisam de reposic;:to na linha de produc;ao para a montagern. Esse pedido vai para urn computador no fornecedor. 0 fornecedor entao executa o plano de rnontagern. E disparado urn processo Kanban, informando 0 subfornecedor da necessidade da entrega de componentes ao fornecedor para a montagem da transmissao.

20 12 Sistema Toyota de Produ~ao Figura 1 - Fluxo de informagoes entre a Toyota e as fornecedores o conceito de sistema ideal de produgao chamado Just in Time enfatiza a produ9ao fornecendo 0 que e necessaria, transportando para 0 lugar necessaria e no momento necessaria. Deve-se salientar que a produyao Just in Time e as ideias associadas a ela nad se aplicam apenas na produc;ao automobilistica au a fabricaryao em alto volume. 0 Just in Time deve ser atrativq a qualquer neg6cio de manufatura e de produ9ao, po is tal metodo e dirigido a elimina9ao do estoque des necessaria. 0 estoque desnecessario e uma fante de custos extras. Dessa forma. deve-se encontrar caminhos para eliminar 0 desperdicio e melhorar a prod utividade.

21 !3 Just in Time na.o e apenas urn prograrna de reduc;8o de estoque. e sirn uma ampla estrategia de prodw;a.o, com a abjetivo de reduzir as custos totais e melhorar a qualidade do produto nas opera<;oes de fabrica<;ao. De acordo com Taiichi Ohno (1988), ex-vice-presidente da Toyota, deve haver a total elirninac;ao da perda. Perda e tudo aquila que nao acrescenta nenhum valor ad produto, como par exemplo: Filas de materia is sao perdas. Ocupam espa90, aumentam 0 tempo do cicio de manufatura e as pe~s podem ser danificadas. Estoque e perda. Requer estocagem, registros e movimenta<;m de material extra. Alguns rnateriais tendem a ficar obsoletos. Produzir alem do programado e perda. Na.o e necessaria e pode acabar usanda a material necessaria para outras peyas. 0 tempo de espera de urn aperador enquanto uma nlaquina trabalha e perda. A movimentac;aa de material, as long as preparac;oes de maquina e a produyao de peyas com defeito sao perdas. Nenhum material deve estar presente na fabrica, a nao ser que esteja sendo consumido. As perdas sao uma das principais causas da baixa produtividade. 0 desperdlcio causado par grande inventtuio, qualidade deficiente, altos custos e tempos de espera e muito grande. A relac;a:o com os fornecedores e muito importante, pais como regra gera!. muitos fabricantes compram de fornecedores extern as 50% ou mais dos componentes de seus produtos. Portanto, 0 controle de qualidade e controle do inventfuio dos fornecedores torna-se uma parte critica do sistema Just in Time (JIT).

22 atingir qualidade e freqo~ncia na entrega. 0 ideal e fazer as fornecedores adotarem 0 Sistema JIT, para que possam responder de maneira desejada. Segundo Taiichi Ohno (1988), em um processo de fluxo, as partes corretas necessarias a montagem alcan.yam a linha de montagem no momenta em que sao necessarias e somente na quantidade necessaria. Uma empresa que estabelec;a este fluxo integralmente pode chegar ao estoque zero que seria a estado ideal do ponto de vista da gestao da produ9ao (Taiichi Ohno, 1988). Entretanto, em urn produto feita com centenas de componentes, como 0 autom6vel, 0 numero de processos envolvidos e enorme sendo difichde aplicar a Just in Time ao plano de pradu9ao de todas as processos de forma ordenada. Isto ocorre porque nao ha como adivinhar a quantidade necessaria a ser produzida a nao ser que ela seja informada. Problemas seriam gerados com transtornos grandes, como par exempla: Falha na previs30; Erro no preenchimento de formularios; Produtos defeituosos, Retrabalha. Urn problema no inlcio do processo sempre resulta num produto defeituoso no final do processo, causando a parada da linha de prodw;:ao ou alteray80 de algum plano estipulado. Ana!isando a prodw;a.o em serie em partes individuais, teriamos problemas, pois se a industria produzisse partes do plano de produy8.o para cad a processo sem se preocupar com as processos seguintes, haveria desperdicio como resultado, por exemplo, componentes defeituosos de urn lado, imensos estoques de componentes desnecessarios de outro, reduzindo a produtividade e 0 lucre.

23 15 Seria dificil fazer distin9l\o entre estado normal da pe<;a (pe9a sem defeito), e estado anormal da pe9a (pe9a ou componente com defeito), em cada linha de manta,gem. Se ocorresse urn atraso na correc;8o de urn componente com defeito, par exemplo, muitos trabalhadores estariam fazendo muitos componentes defeituosos de uma pec;a, 0 que geraria muito desperdicio de recursos e de tempo, necessaria para descobrir que 0 componente estava cam defeito. LelJando-se em Gonta tude ista conclui-se, inicialmente, que para produzir usando 0 Just in Time de forma que cad a processo receba 0 item necessaria, quando ele for necessario, e na quantidade necessaria, os metodos convencionais de gestao, que nao controlam a quantidade de pec;as a serem produzidas, nao funcionam bern. a problema em questao e como fornecer 0 numera de peyas necessarias no momento certa. No modo convencional, 0 fornecimento era de urn processo inicial - transformac;{lo de material em componentes - para urn processo final, carnponentes rnontados formando a corpo do carro. Nurna produl;:ao autornotiva, a material e transformado em urn componente para determinada pe9a que e montada junto com outros componentes em uma unidade, fluindo do inicio da linha de montagem para 0 final, formando 0 carpo do carro. Se olharmos de forma inversa terernos urn processo final que vai para urn processo inicial para pegar apenas 0 componente exigide, na quantidade necessaria e no momenta necessaria, eu seja, a processe anterior fara somente 0 numero de componentes retirados sendo absolutamente necessaria apenas indicar claramente, 0 que, e quanta e preciso. Este fai 0 inicia da ideia, vindo a

24 16 decisad de utiliza9ao de um sistema onde 0 fim da linha de montagem e tomado como ponto inicial. Nesta forma reversa, 0 processo de fabrica9ao vai do produto acabado para o departamento cnde teve inleio a montagem dos materiais, sendo todas as etapas conectadas e sincronizadas reduzindo, dentre Qutras caisas, as niveis gerenciais. Para ista acontecer e necessaria utilizar urn meio para transmitir informac;:ao sabre apanhar au receber a ordem de produc;:ao. 0 meio de transmissao criado para a tarefa de comunicar as diversas etapas da prodw;ao e o metoda Kanban que sera descrito a seguir Kanban Segundo Reinaldo A. Moura (1989). existem duas defini9aes que descrevem o metodo Kanban: defini9ao restrita sobre 0 Kanban e a defini9m geral. Oefinit;3o restrita: Kanban e urn procedimento que utiliza cartoes para operar urn "sistema de puxar" de controle de material, 0 qual interliga todas as operat;6es de suprimento a urna linha de montagem final. Oefinic;ao geral: Kanban e um metoda que reduz 0 tempo de espera, diminuindo a estoque, melhorando a produtividade e interligando todas as operar;oesem urn fluxo uniforme ininterrupto. Em resumo, Kanban e uma tecnica de gestao de materiais e de produ,ao no momento exato (Just-ill- Time). 0 sistema Kallball e um metodo de "puxar" as necessidades de produtos acabados e, portanto, e oposto aos sistemas de produ9ao tradicionais. Eo um sistema simples de auto-controle a nlvel de fabrica, independente de gestaes paralelas e controles computacionais ( Moura, 1989). Como mostra a figura 2, 0 metodo convencional de produyao come<;a na aquisiyao de materia prima, atraves de uma ordem de compra. Os processos envolvidos tern uma ordem de fabricayao, e de posse da materia prima produzem

25 11 o produto. Depois que a etapa e climprida 0 produto e passado para a pr6xima etapa, sucessivamente, ate que 0 produto esteja acabado. No kanban, 0 processo de fabrica9ao vai do prod uta acabado para 0 departamento ande teve inicio a montagem dos materais. por isso a ideia de "puxar" material, sendo todas as etapas da produ<;:ilo interligadas. Figura 2 - Sistema Convencional de produr;ao vs Sistema Kanban Legenda para a figura 2 ~Sistema Convencional X Sistema Kanban Sigla Significado OC Ordem de compra OF Ordem de fabricacao - PM Plano mestre de pro~ao MP Mater~--=-E!Lma PA Produto acabado Tabela 2 - Legenda - Sistema Convenclonal X Sistema Kanban o Kanban carrega a inforrnayao vertical e lateralmente dentro da pr6pria empresa e entre a empresa e as empresas colaboradoras. Como exemplo pratico, Taiichi Ohno (1988) utiliza urn superrnercado:

26 18 As mercadorias compradas pelos clientes sao registradas no caixa. CartOes que carregam informac;8o sabre os tipos e quantidade de mercadorias compradas sao entao passados para 0 departamento de compras. Usando esta informay80, as mercadorias retiradas st!lo rapidamente substituidas pelas compradas. Estes cartoes correspondem ao Kanban de movimentay~o no Sistema Toyota de ProdUl;:ao. No supermercado, as mercadorias exibidas na loja correspondem ao estoque na fabrica. Se 0 supermercado tivesse uma fabrica pr6pria nas suas proximidades, have ria kanban de produc;;ao alem do kanban de movimentac;80 entre a loja e 0 departamento de produ9ao. Baseado nas instru9des indicadas neste kanban. 0 departamento de produyao produziria a quantidade de mercadorias compradas. Estas instru(;:oes, na Toyota, utilizavam fichas de papel que listavam 0 numero do componente de uma peya e outras informayoes relacionadas com 0 trabalho de usinagem. Com a unifica9ao e sistematizayao de todos os processos deste sistema de produyao se eliminaria completamente a necessidade de estoque extra mas, para isso. 0 gerenciamento das pec;as nao poderia ser feito com muita antecedencia, pois alem de envolver muitos trabalhadores intermediarios, se as pec;as chegassem antes de serem necessarias. e, naa no momento exato (significado do termo Just in Time), 0 desperdicio nao paderia ser eliminado. Em sintese, no Sistema Toyota de Produ9ao. 0 Kanban impede totalmente a superproduyao. eliminando assim estoque extra, dep6sito, gerente do deposito e inumeros controles em papei. Como todo metodo a ser utilizado a usa incorreto do Kanban tram uma serle de problemas. Por este motiv~, para usar 0 Kanban e necessario entender seu

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