FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS ESCOLA DE ECONOMIA DE SÃO PAULO RODRIGO LUIZ VIEIRA

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1 FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS ESCOLA DE ECONOMIA DE SÃO PAULO RODRIGO LUIZ VIEIRA ELASTICIDADE DE JUROS E SELEÇÃO ADVERSA NA CONCESSÃO DE EMPRÉSTIMOS PARA PESSOAS FÍSICAS NO BRASIL: O CASO DO CRÉDITO ATRELADO AO CARTÃO DE CRÉDITO SÃO PAULO 2010

2 RODRIGO LUIZ VIEIRA ELASTICIDADE DE JUROS E SELEÇÃO ADVERSA NA CONCESSÃO DE EMPRÉSTIMOS PARA PESSOAS FÍSICAS NO BRASIL: O CASO DO CRÉDITO ATRELADO AO CARTÃO DE CRÉDITO Dissertação apresentada à Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas, como requisito para obtenção do título de Mestre em Economia de Empresas. Campo de conhecimento: Microeconomia. Orientador: Prof. Dr. Paulo Sérgio de Oliveira Simões Gala. SÃO PAULO 2010

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4 RODRIGO LUIZ VIEIRA ELASTICIDADE DE JUROS E SELEÇÃO ADVERSA NA CONCESSÃO DE EMPRÉSTIMOS PARA PESSOAS FÍSICAS NO BRASIL: O CASO DO CRÉDITO ATRELADO AO CARTÃO DE CRÉDITO Dissertação apresentada à Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas, como requisito para obtenção do título de Mestre em Economia de Empresas. Campo de conhecimento: Microeconomia. Data da aprovação: 17/12/2010 Banca Examinadora: Prof. Dr. Paulo Sérgio de Oliveira Simões Gala (Orientador) FGV-EESP Prof. Dr. Paulo Furquim de Azevedo FGV-EESP Prof. Dr. Cláudio Ribeiro Lucinda USP Ribeirão Preto-Economia

5 2 A chave da felicidade é ter sonhos e o segredo do êxito é transformá-los em realidade. (Autor desconhecido) Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível. (São Francisco de Assis)

6 AGRADECIMENTOS A Deus, não só por este trabalho, mas pela minha vida. Aos meus pais, Sebastião (in memorian) e Marcia, por terem propiciado a educação necessária e conseguirem transmitir a mim a importância da educação na formação de um Homem. Sem o amor e esforço deles não estaria comemorando esta grande conquista. Aos meus irmãos, Alessandra, Cristiane e Marcelo por serem muito mais que irmãos e sempre me apoiarem incondicionalmente. A minha família e amigos, que compartilharam cada momento da minha história, fornecendo apoio, conselhos e críticas que certamente fazem com que me torne uma pessoa mais evoluída a cada dia. Ao Prof. Claudio Lucinda pelo extraordinário acompanhamento, orientação, envolvimento e auxílio na realização do trabalho. Aos colegas do MPFE, em especial à Juliana Yamada e Ricardo Sakamoto, que compartilharam horas de estudo, apoio e incentivo tanto durante as aulas quanto na realização da dissertação. Aos funcionários e corpo docente da FGV por contribuírem pelo bom andamento do curso e, principalmente, pelo conhecimento transferido e formação educacional proporcionada. A todos que de alguma forma contribuíram para a realização deste trabalho.

7 RESUMO O trabalho consiste em um estudo sobre sensibilidade a juros e seleção adversa por meio de ofertas de empréstimo pessoal atrelado ao cartão de crédito para dois públicos de rendas diferentes realizado por uma grande instituição financeira brasileira. Cada um dos públicos foi dividido aleatoriamente em subgrupos que receberam ofertas de empréstimo pessoal idênticas, alterando-se apenas a taxa de juros. Foi analisada a taxa de resposta para cada subgrupo, assim como as características de todos os clientes até um ano após a oferta do empréstimo. Para os dois públicos foi constatado que clientes que aceitam o empréstimo possuem maior risco de crédito em comparação com os clientes que não contratam o mesmo. Para o público de renda mais alta, a taxa de juros mostrou ser fator importante tanto na aceitação do empréstimo quanto no nível de risco dos clientes. Taxas de juros mais baixas converteram uma maior quantidade de clientes em contratos de empréstimo, sendo que estes possuíam menor risco de crédito do que aqueles que contratam o empréstimo com taxas mais altas. Para o público de renda mais baixa, a taxa de juros mostrou ser insensível tanto na taxa de aceitação do empréstimo quanto no nível de risco dos clientes, ou seja, clientes não levaram em consideração a taxa de juros quando analisamos taxas de respostas (o nível de aceitação foi o mesmo para taxas de juros diferentes) e não houve diferenciação de nível de risco para as taxas de juros ofertadas, ao contrário do que aconteceu com o público de renda mais alta. Palavras chaves: Elasticidade de taxa de juros, seleção adversa, cartão de crédito, empréstimo pessoal.

8 2 ABSTRACT This paper consists of a study on interest rates sensitivity and adverse selection through personal loans offers in credit cards considering two different samples conducted by a major Brazilian financial institution. Each one of the public was randomly divided into subgroups that received identical personal loan offers, changing the interest rate only. We analyzed the response rate for each subgroup as well as some risk characteristics for all customers within one year after the loan offer. For both audiences was found that customers who accepted the loan had a higher credit risk in comparison to those ones who did not hire. For the higher income public, interest rate has significantly contributed to both the acceptance of the loan and risk level of customers. Lower interest rates offers converted a greater number of customers into loans and customers who accept offers with lower interest rate showed to have a lower risk level than those who contracted the loan with higher interest rates. For lower income public, interest rate was found to be insensitive both in the acceptance rate of the loan and customers risk level, i.e. customers did not take into account the interest rate when analyzing response rates (the response rate was the same for different interest rates) and no differentiation of risk level, unlike what happened with higher income public. Keywords: Interest rate elasticity, adverse selection, credit cards, personal loans.

9 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO CONSUMO NO BRASIL SPREADS BANCÁRIOS OBJETIVOS REVISÃO BIBLIOGRÁFICA SELEÇÃO ADVERSA ELASTICIDADE DE TAXA DE JUROS O MERCADO DE CARTÕES DE CRÉDITO ESTRUTURA DO MERCADO HISTÓRICO MUNDIAL HISTÓRICO NO BRASIL SITUAÇÃO ATUAL E TENDÊNCIAS EXPANSÃO DO CRÉDITO NO BRASIL Crédito no Cartão de Crédito O PRODUTO DE EMPRÉSTIMO PESSOAL NO CARTÃO DE CRÉDITO DESCRIÇÃO DO PRODUTO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO DA OFERTA DE EMPRÉSTIMO PESSOAL PARA O CLIENTE DESCRIÇÃO DO EXPERIMENTO METODOLOGIA AS VARIÁVEIS DO MODELO ANÁLISE INICIAL DAS VARIÁVEIS MODELOS PROBIT E LOGIT MODELO TOBIT DESCRIÇÃO DOS MODELOS UTILIZADOS ANÁLISE DOS RESULTADOS SENSIBILIDADE DA TAXA DE JUROS NA TAXA DE RESPOSTA DE CONTRATAÇÃO ELASTICIDADE DA TAXA DE JUROS NO VALOR DE EMPRÉSTIMO CONTRATADO SELEÇÃO ADVERSA: CLIENTES QUE CONTRATARAM O EMPRÉSTIMO VS CLIENTES QUE NÃO CONTRATARAM SELEÇÃO ADVERSA: CLIENTES QUE CONTRATARAM O EMPRÉSTIMO COM TAXAS DE JUROS MENORES VS CLIENTES QUE CONTRATARAM O EMPRÉSTIMO COM TAXA DE JUROS MAIORES CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 73

10 2 LISTA DE FIGURAS FIGURA 1-1 EVOLUÇÃO DA PIRÂMIDE SOCIAL BRASILEIRA... 4 FIGURA 1-2 INCREMENTO DOS GASTOS COM A MUDANÇA DE CLASSE SOCIAL... 4 FIGURA 3-1 ESTRUTURA MERCADO DE CARTÕES DE CRÉDITO - ESQUEMA DE QUATRO PARTES FIGURA 3-2 ESTRUTURA MERCADO DE CARTÕES DE CRÉDITO - ESQUEMA DE TRÊS PARTES FIGURA 4-1 ESQUEMA DO PRODUTO DE EMPRÉSTIMO PESSOAL NO CARTÃO DE CRÉDITO (ELABORADO PELO AUTOR) FIGURA 4-2 ESQUEMA DE POSTAGEM DAS PARCELAS DO EMPRÉSTIMO PESSOAL NO CARTÃO DE CRÉDITO (ELABORADO PELO AUTOR) FIGURA 4-3 ESTRUTURA DE RELACIONAMENTO EM CARTÕES DE CRÉDITO (ELABORADA PELO AUTOR) FIGURA 4-4 ESQUEMA DAS OFERTAS DE EMPRÉSTIMO PESSOAL (ELABORADO PELO AUTOR) FIGURA 4-5 FLUXO DE CONTRATAÇÃO DO EMPRÉSTIMO PESSOAL (ELABORADO PELO AUTOR)... 38

11 LISTA DE QUADROS TABELA 3-1 PARTICIPAÇÃO DO CARTÃO NO CONSUMO PRIVADO NO BRASIL TABELA 5-1 LISTA DE VARIÁVEIS DO MODELO...43 TABELA 5-2 ESTATÍSTICA BÁSICA GRUPO PREMIUM TAXA 3,85% AO MÊS TABELA 5-3 ESTATÍSTICA BÁSICA GRUPO PREMIUM TAXA 2,85% AO MÊS TABELA 5-4 ESTATÍSTICA BÁSICA GRUPO PREMIUM TAXA 4,35% AO MÊS TABELA 5-5 ESTATÍSTICA BÁSICA GRUPO INTERNACIONAL TAXA 4,65% AO MÊS TABELA 5-6 ESTATÍSTICA BÁSICA GRUPO INTERNACIONAL TAXA 3,85% AO MÊS TABELA 5-7 ESTATÍSTICA BÁSICA GRUPO DE CONTRATOS PREMIUM TAXA 3,85% AO MÊS TABELA 5-8 ESTATÍSTICA BÁSICA GRUPO DE CONTRATOS PREMIUM TAXA 2,85% AO MÊS TABELA 5-9 ESTATÍSTICA BÁSICA GRUPO DE CONTRATOS PREMIUM TAXA 4,35% AO MÊS TABELA 5-10 RESUMO DADOS PREMIUM TABELA 5-11 RESUMO DADOS INTERNACIONAL TABELA 6-1 PROBIT (ELASTICIDADE) PÚBLICO PREMIUM MODELO INICIAL TABELA 6-2 PROBIT PÚBLICO PREMIUM MODELO FINAL TABELA 6-3 PROBIT PÚBLICO INTERNACIONAL MODELO INICIAL TABELA 6-4 PROBIT PÚBLICO INTERNACIONAL MODELO FINAL TABELA 6-5 TOBIT PÚBLICO PREMIUM MODELO FINAL TABELA 6-6 TOBIT PÚBLICO INTERNACIONAL MODELO INICIAL TABELA 6-7 TOBIT PÚBLICO INTERNACIONAL MODELO FINAL TABELA 6-8 PROBIT (SELEÇÃO ADVERSA) PÚBLICO PREMIUM MODELO FINAL TABELA 6-9 PROBIT (SELEÇÃO ADVERSA) PÚBLICO INTERNACIONAL MODELO FINAL TABELA 6-10 RESUMO DOS RESULTADOS OBTIDOS... 69

12 LISTA DE GRÁFICOS GRÁFICO 1-1 GRÁFICO RENDA BRUTA X CONSUMO DAS FAMÍLIAS... 3 GRÁFICO 1-2 EVOLUÇÃO CRÉDITO PESSOA FÍSICA E PESSOA JURÍDICA NO BRASIL... 5 GRÁFICO COMPOSIÇÃO DO SPREAD BANCÁRIO BRASILEIRO... 6 GRÁFICO 1-4 EVOLUÇÃO SPREAD DAS OPERAÇÕES DE CRÉDITO NO BRASIL... 7 GRÁFICO 3-1 MERCADO DE CARTÕES DE CRÉDITO EVOLUÇÃO DO NÚMERO DE CARTÕES GRÁFICO MERCADO DE CARTÕES DE CRÉDITO EVOLUÇÃO DA QUANTIDADE DE TRANSAÇÕES GRÁFICO 3-3 MERCADO DE CARTÕES DE CRÉDITO EVOLUÇÃO DO FATURAMENTO GRÁFICO 3-4 EVOLUÇÃO VOLUME DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO POR MODALIDADE GRÁFICO 3-5 CRÉDITO PESSOAL INADIMPLÊNCIA GRÁFICO 3-6 CRÉDITO PESSOAL JUROS GRÁFICO 3-7 CRÉDITO PESSOAL - PRAZO GRÁFICO 3-8 CONCESSÕES DE BANCOS E FINANCEIRAS... 30

13 1 1. Introdução Crédito é um fator fundamental para o crescimento e desenvolvimento de uma economia e está intimamente ligado ao consumo. Verifica-se no Brasil um crescimento contínuo do crédito, ainda mais acentuado nos últimos anos. E ao analisarmos especificamente o mercado de cartões de crédito constata-se que geralmente ele é o primeiro produto de crédito de uma pessoa, muitas vezes antes mesmo de uma conta corrente. São vários os fatores que vêm impulsionando o desempenho favorável do setor no país nos últimos anos, dentre os quais se destacam a continuidade da migração de meios de pagamento como cheque e dinheiro para o cartão; expansão do crédito ao consumidor; ingresso de novos portadores de cartões; ampliação da rede de estabelecimentos aptos a receber pagamentos com cartões; aumento das vendas no comércio e incremento do número de novas contas bancárias no País (a chamada bancarização da população). Estes fatores em conjunto fazem com que este mercado de cartões de crédito cresça a taxas superiores a 15% ao ano e venha se sofisticando nos últimos anos incluindo produtos acessórios atrelados ao plástico, como seguros, e principalmente produtos de crédito. Até recentemente no Brasil tínhamos um cenário em que o crédito para pessoas físicas era restrito e considerava-se que consumidores eram pouco sensíveis às taxas de juros sendo o importante acomodar a parcela nas despesas do orçamento. Mesmo com o aumento da relação crédito/pib no Brasil nos últimos anos atualmente em torno de 46% (contra 41% no início de 2009), verifica-se um grande potencial de crescimento quando comparado com a participação do crédito ao consumidor em outros países. Reino Unido, Canadá e Estados Unidos possuem uma relação crédito/pib superior a 100%, enquanto o Brasil encontra-se em patamares inferiores a 50%, segundo dados do jornal Valor Econômico. Grande parte desta relação é composta por crédito imobiliário, que no Brasil ainda é incipiente. Estudos do Banco Central mostram que nos Estados Unidos o crédito imobiliário representa algo em torno de 65% do PIB, na Inglaterra 75% e Alemanha 45%. No Brasil, esta relação é de aproximadamente 4% e certamente esta modalidade de crédito contribuirá fortemente para a expansão do crédito no país. Além do tradicional indicador da relação crédito/pib e do claro potencial de crescimento do crédito no Brasil nos últimos anos com o avanço do consumo, do crédito e principalmente pelo surgimento de novas modalidades de crédito, como o crédito consignado, o consumidor brasileiro possui atualmente uma maior diversidade de fontes de crédito.

14 2 Dado este contexto, o objeto de estudo será um produto de empréstimo pessoal vinculado ao cartão de crédito. O objetivo do trabalho é quantificar a elasticidade de juros no empréstimo atrelado ao cartão de crédito e avaliar se a taxa de juros pode contribuir para o fenômeno de seleção adversa. Dois tipos de públicos de rendas diferentes foram analisados. Cada um destes públicos foi dividido aleatoriamente em subgrupos que receberam ofertas de empréstimo pessoal idênticas, sendo a única variável alterada a taxa de juros. Portanto, foi possível identificar variações nas taxas de aceitação devido à exclusivamente à taxa de juros. Durante um ano após o recebimento da oferta, estes mesmos clientes foram analisados de forma a identificarmos o comportamento de pagamento e seleção adversa. Algumas questões motivaram o desenvolvimento deste trabalho. Clientes que contratam o empréstimo possuem risco de crédito mais alto que os clientes que não contratam? É vantajoso para a instituição financeira reduzir taxas de juros? Será que ao ofertar uma taxa de juros mais alta a instituição financeira não atrairá justamente o cliente de maior risco de crédito e que não possui nenhuma alternativa de financiamento com taxas mais baixas? E, se isto ocorrer, a intensidade é a mesma nos grupos analisados? Essas são algumas perguntas que o trabalho procurará responder. A seguir, será realizado um panorama geral do consumo no Brasil que está intimamente relacionado com o crescimento do crédito, um apoiando o outro. E posteriormente falaremos da evolução do spread bancário brasileiro, uma vez que a taxa de juros é fator importantíssimo no trabalho e será crucial para as análises que serão realizadas no decorrer da dissertação Consumo no Brasil O mercado consumidor brasileiro vem chamando a atenção dos demais países. De acordo com STEFANO (2010), mesmo comparando com China e Índia, que apresentam taxas de crescimento do PIB muito superiores, apesar da população brasileira ser aproximadamente 15% da população chinesa, o tamanho do mercado consumidor brasileiro é mais da metade do mercado chinês. O mesmo autor faz uma comparação do momento atual vivido pelo país com a expansão da classe média americana a partir dos anos 50, em que milhões de pessoas ascenderam socialmente em decorrência do desenvolvimento do pós-guerra. Naquela época, 25% dos norte-americanos passaram a viajar de avião índice semelhante ao atual no Brasil. No mercado de televisores, o índice de penetração de aparelhos no Brasil, por volta de 96%, é similar ao dos norte-americanos na década de 70. Guardadas as devidas proporções, é

15 3 razoável imaginar que o consumo no Brasil pode seguir rumos similares aos dos Estados Unidos havendo algumas décadas de prosperidade garantida futuramente. O aumento na renda da população brasileira na última década impulsionou fortemente o consumo e as projeções para 2014 indicam ainda um forte crescimento tanto da renda quanto do consumo, conforme podemos verificar no gráfico abaixo: Renda Bruta versus consumo nas famílias R$ Bilhões * 2012* 2014* Renda nacional disponível bruta Consumo das famílias (*) Previsão Fonte: IBGE, FGV e LCA Gráfico 1-1 Gráfico Renda Bruta x Consumo das Famílias Ainda de acordo com STEFANO (2010), este aumento de renda vem provocando uma alteração significativa na forma da pirâmide social brasileira nos últimos anos. A classe média que de certa forma, já possuía acesso ao crédito, passa a ter acesso a bens até pouco tempo restritos às classes A e B. Devido ao aumento de renda e acesso ao crédito, milhões de pessoas das classes emergentes (D e E) passam a realizar suas primeiras compras. Nos próximos anos, muitos dos que acabaram de entrar no mercado de consumo trocarão seus bens que acabaram de adquirir por novos, mais modernos e aspiracionais. Dados da consultoria econômica LCA mostram que em 2020 os brasileiros irão gastar R$3,1 trilhões de reais e em 2014 o Brasil terá o quinto maior mercado consumidor do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, Japão, China e Alemanha. A projeção é que em 2014, 72% da população (ou 144 milhões de pessoas) será classe A, B ou C, um grande aumento em relação aos 60% de 2008 e 45% em A figura abaixo mostra a evolução desta migração de pessoas entre as classes sociais:

16 4 Figura 1-1 Evolução da pirâmide Social Brasileira Conforme análise realizada pelas consultorias Bain & Co, BCG, LCA e Roland Berger (2010), a ascensão social leva o indivíduo a gastar mais, fazendo com que diversos mercados também cresçam. Um indivíduo que passa de uma classe social D/E para a classe social C, gasta 68% a mais no segmento comida, bebidas e cigarros, 86% a mais no segmento eletrônicos e móveis, 125% a mais no segmento roupas e sapatos, 88% a mais no segmento medicamentos e 129% a mais no segmento higiene e cuidados pessoais. Esta relação de crescimento se mantém em patamares semelhantes com a migração para as classes B e A. O incremento nos gastos médios de um indivíduo ao ascender de uma classe social para outra obedece às seguintes proporções: Figura 1-2 Incremento dos gastos com a mudança de classe social O potencial de crescimento do consumo fica claro: renda crescente, migração social das classes mais baixas (D e E) para as classes sociais consideradas de consumo (A, B e

17 5 C) em forte expansão e uma intensa migração entre as faixas A, B e C o que também provoca um aumento no consumo. Atrelado ao crescimento da renda e do consumo, tem-se o crescimento do mercado de crédito. Segundo MANO (2010), dados da consultoria econômica LCA mostram que o crescimento do PIB brasileiro entre 2003 e 2009 foi, em média, de 3,6% ao ano. Se a contribuição do crescimento do crédito no período fosse excluída, o crescimento médio do mesmo período seria de apenas 1,7% ao ano. Pela primeira vez na história, o crédito ao consumidor superará o crédito destinado às empresas no Brasil, conforme gráfico abaixo: Evolução Crédito - PF x PJ R$ Bilhões Fonte: MANO (2010) Pessoa Física Pessoa Jurídica Gráfico 1-2 Evolução Crédito Pessoa Física e Pessoa Jurídica no Brasil Estes números e indicadores mostram o potencial de crescimento do mercado consumidor do país e do mercado de crédito, que será foco deste trabalho. A próxima seção será dedicada a uma análise de taxa de juros, que será ponto-chave para as conclusões deste trabalho, tanto para a análise de elasticidade quanto de seleção adversa e também para o entendimento do crescimento futuro do crédito Spreads Bancários O Brasil possui um histórico de altas taxas de juros e, de fato, é um dos países que apresentam uma das maiores taxas reais de juros no mundo. Desde 21 de julho de 2010, a taxa básica de juros (taxa Selic) foi fixada pelo Copom em 10,75% ao ano o que, descontando a inflação atual de 4,60% ao ano, gera uma taxa real da ordem de 6,15% ao ano. A China, na segunda colocação do ranking mundial de taxas de juros reais, possui uma taxa real na ordem de 2,5% ao ano e em terceiro lugar aparece a Indonésia, com juros reais de 2,2% ao ano. A informação da frase anterior reforça a impressão que as taxas de juros praticadas em

18 6 operações de crédito a pessoas físicas e ao setor produtivo no Brasil situam-se entre as mais elevadas do mundo, e esse fato não pode ser atribuído apenas às taxas básicas de juros associadas à política monetária. Com efeito, mesmo nas circunstâncias marcadas pela redução da taxa básica de juros, as taxas cobradas pelos intermediários financeiros em suas operações ativas persistem elevadas. Em outras palavras, o diferencial entre essas duas taxas que se denomina, genericamente, spread bancário é, também, elevado, contribuindo para a manutenção do alto custo de capital no Brasil. De acordo com diagnósticos que vêm sendo elaborados anualmente pelo Banco Central desde o final da década de 1990 (BCB, 1999; 2000; 2001; 2002; 2003; 2004a; 2005), os elevados spreads bancários praticados no país decorrem de um conjunto de fatores principais: custo administrativo, inadimplência, custo do compulsório (sobre depósitos à vista e a prazo), tributos diretos e indiretos e taxas, lucro líquido (margem operacional). Segundo o relatório anual de Economia Bancária e Crédito de 2008 publicado pelo Banco Central, 33% do spread (de 39,98 pontos percentuais) é devido aos custos de inadimplência. A composição é a seguinte: 11,76 Composição Spread Bancário em pontos percentuais (2008) 4,71 13,43 7,88 1,46 0,74 Custo Administrativo Inadimplência Custo de direcionamento (compulsório + subsídio cruzado) Encargos fiscais e FGC Impostos Diretos Margem líquida, erros e omissões (6-7) Fonte: Bacen/Depep Gráfico Composição do spread bancário brasileiro Vários instrumentos passaram a ser adotados, no âmbito do governo Federal e do Banco Central do Brasil para reduzir o racionamento de crédito e o custo de capital no país. Essas medidas envolvem desde o aumento das informações da Central de Risco de Crédito e dos cadastros de inadimplentes e esclarecimentos sobre o anatocismo (isto é, a capitalização dos juros), até medidas voltadas para a proteção dos direitos dos credores, como a Lei de Falências e a alienação fiduciária. Outra medida importante é a ampliação do crédito consignado com desconto em folha de pagamento a partir de 2003; por estar associado a

19 7 menores níveis de risco, proporcionou uma oferta de crédito pessoal a taxas de juros mais baixas e hoje representa mais da metade do volume financiado de crédito pessoal no país. Este fator contribuiu para uma redução nas taxas de empréstimos para pessoa física no Brasil, porém o produto ainda é destinado principalmente para aposentados e pensionistas do INSS ou funcionários de empresas públicas ou privadas, não abrangendo uma grande parte da população. Independentemente da discussão da relevância de cada uma dessas medidas, o que se observa nos últimos anos é uma contínua redução dos níveis de spread: 70 Operações de crédito do sistema financeiro aos setores público e privado - recursos livres - spread - pessoa física Spread (p.p) Fonte: Banco Central do Brasil, Boletim, Seção Moeda e Crédito (BCB Boletim/Moeda) Gráfico 1-4 Evolução spread das operações de crédito no Brasil O efeito do risco de crédito sobre a oferta de crédito tem sido objeto de análises já há algumas décadas. Teoricamente, em mercados concorrenciais, admite-se que quantidades e preços resultam do equilíbrio entre as curvas de oferta e demanda. Contudo, modelos dessa natureza têm escassa aplicação em contextos marcados pela assimetria de informações entre os agentes econômicos envolvidos. No caso específico do mercado de crédito, STIGLITZ e WEISS (1981), argumentam que as informações são assimetricamente distribuídas e, portanto, os retornos esperados pelos bancos nas operações de crédito não são uma função monotônica crescente das taxas de juros, em razão do que denominam seleção adversa. Quando as taxas de juros são muito altas, tomadores com menores probabilidades de inadimplência afastam-se do mercado, de modo que as operações de crédito tendem a concentrar-se em projetos de maior risco, aumentando a probabilidade de não pagamento

20 8 (default) e reduzindo-se, conseqüentemente, o retorno esperado pelo banco. Assim, em certas circunstâncias, ainda que haja tomadores dispostos a arcar com taxas de juros mais altas, as instituições financeiras podem optar simplesmente por não conceder o crédito, em razão do risco de inadimplência associado, dando lugar ao fenômeno conhecido como racionamento de crédito. Esta será a base para um dos temas da dissertação, como veremos no próximo item Objetivos Devido às particularidades do mercado brasileiro, a baixa participação do crédito no total do PIB, ao histórico de instabilidade macro-econômica e elevados spreads discutidos anteriormente, temas como a elasticidade da demanda em relação a juros e seleção adversa no mercado de crédito foram pouco estudados no Brasil e o presente trabalho busca preencher esta lacuna. Ele consiste na análise dos resultados de ofertas de empréstimo pessoal atrelado ao cartão de crédito conduzido por um dos maiores emissores de cartões de crédito do país. Tais ofertas de empréstimo pessoal, com meio de pagamento sendo a fatura do cartão de crédito, foram separadas em grupos aleatoriamente com taxas de juros diferentes. Dois grupos de clientes foram analisados: Premium: renda mensal superior a R$3.000,00. Internacional: renda mensal entre R$1.000,00 e R$3.000,00. Para cada um dos grupos, foram analisadas questões relativas à elasticidade a juros e a seleção adversa. A sensibilidade da demanda por crédito à taxa de juros será analisada em dois sentidos. No primeiro deles, verificaremos se há influência da taxa de juros na contratação de crédito ou seja, dada uma taxa menor, maior quantidade de clientes contratam crédito e a segunda diz respeito ao volume contratado, ou seja, se uma menor taxa de juros provoca um aumento do volume do crédito contratado. No que diz respeito à seleção adversa, verificaremos se clientes que contrataram o empréstimo pessoal no cartão de crédito possuem risco de crédito maior que os clientes que não o fizeram. Alternativamente, também será investigado se os clientes que contrataram a taxas de juros mais elevadas possuem risco de crédito maior que os clientes que contrataram a taxas de juros mais baixas. No próximo capítulo discutiremos os diferentes pontos de vista da literatura sobre ambos os temas.

21 9 Além da presente introdução, este trabalho possui o capítulo 2 que fará uma revisão bibliográfica sobre seleção adversa e elasticidade de taxa de juros focados no mercado de cartão de crédito e empréstimos pessoais. A seguir, no capítulo 3 verificaremos as origens e evolução do mercado de cartão de crédito, principais indicadores, tendências finalizando com um panorama do mercado de crédito brasileiro. Uma vez que estamos falando especificamente do produto empréstimo pessoal atrelado ao cartão de crédito, e não a função do crédito rotativo, o capítulo 4 descreve em detalhes o funcionamento do empréstimo pessoal atrelado ao cartão de crédito, desde o processo de seleção de clientes, atribuição de ofertas, fluxo de contratação do produto e dinâmica pós-contratação. A seguir, o capítulo 5 analisa os dados e descreve os modelos utilizados para a análise. O capítulo seguinte realiza uma análise em profundidade dos resultados encontrados, mostrando que tanto a elasticidade de taxa de juros quanto a seleção adversa depende do público analisado e o capítulo 7 conclui.

22 10 2. Revisão Bibliográfica A literatura sobre empréstimo pessoal atrelado a cartão de crédito é inexistente. Nesse sentido, a pesquisa bibliográfica considerou temas como mercado de crédito em geral, seleção adversa, elasticidade da taxa de juros e também artigos que mesclassem o mercado de cartão de crédito e de empréstimos pessoais de forma a termos diferentes contribuições que juntas fornecessem o embasamento necessário para a aplicação no experimento realizado Seleção Adversa A seleção adversa é um dos fenômenos mais celebrados dentro da chamada economia de informação. Segundo AKERLOF (1970), em situações comerciais em que uma parte (informada) possui uma informação que é relevante ao seu parceiro (parte nãoinformada), a parte informada poderia realizar negociações somente em situações nas quais a informação é desfavorável do ponto de vista da parte não-informada. Portanto, uma firma que oferta um contrato de crédito pode descobrir que os clientes que o aceitam possuem comportamento diferente da população em geral. O contrato oferecido pela empresa pode influenciar a composição dos clientes que o aceitam, sendo que, em alguns ambientes, a seleção adversa pode levar a um esclarecimento do mercado. Muitas das implicações economicamente mais ricas de seleção adversa são aplicadas no mercado de crédito. Altas taxas de juros, por exemplo, podem induzir a probabilidades maiores de default, levando bancos a realizar racionamento de crédito em ambientes de altas taxas de juros (STIGLITZ e WEISS, 1981). Segundo este artigo, a seleção adversa referente às taxas de juros é uma conseqüência das diferentes probabilidades de pagamento que cada tomador de empréstimo possui. O retorno esperado da instituição financeira depende desta probabilidade de pagamento e, portanto, os bancos procuram identificar quem são os tomadores de empréstimos com maior probabilidade de pagamento. Como esta identificação não é algo trivial, os bancos possuem uma série de mecanismos de identificação do risco, como consultas aos bureaus externos, modelos estatísticos de score, análises de documentação, entre outros. A taxa de juros que o indivíduo deseja obter pode agir como um indicador de risco, sendo que aqueles que estão dispostos a pagar uma taxa de juros mais alta possuem na média, pior risco de crédito porque consideram que a probabilidade de pagar o empréstimo é

23 11 baixa. Quando a taxa de juros sobe, o risco médio dos tomadores de empréstimos aumenta, diminuindo o lucro dos bancos. Em um mundo com informação perfeita e sem custos, o banco definiria precisamente todas as ações permitidas para o tomador de empréstimo. No entanto, o banco não é capaz de controlar diretamente todas suas ações e formulará os termos do contrato de empréstimo de maneira a induzir o tomador a realizar ações que são de interesse do banco, assim como atrair as pessoas de menor risco de crédito. Logo, há uma taxa de juros que maximiza o retorno do banco, sendo que taxas maiores que esta reduzem o retorno do banco devido à seleção adversa. Como tanto a demanda quanto a oferta por empréstimos dependem da taxa de juros e no ponto em que a taxa de juros é ótima a demanda supera a oferta, na presença de excesso de demanda alguns tomadores de empréstimos estariam dispostos a pagar uma taxa de juros maior ao banco, fazendo com que a taxa de juros ótima subisse até que a demanda igualasse a oferta. Contudo, o banco não emprestará para os indivíduos que estão dispostos a pagar mais que a taxa de juros ótima por considerarem que estas pessoas possuem pior risco de crédito. Portanto, não há forças competitivas para equalizar a demanda e a oferta, havendo assim racionamento de crédito. Os autores também argumentam que a taxa de juros não é a única variável que sinaliza o risco do tomador de empréstimo, mas também o valor do empréstimo e as garantias oferecidas pelo mesmo. Além do mercado de crédito, há dois outros mercados em que a existência de seleção adversa é amplamente explorada: mercado de seguros e mercados de veículos motorizados usados, os famosos lemons de Akerlof, onde a seleção adversa baseada na qualidade do produto é bastante severa, sendo que veículos ruins eliminam os veículos bons devido à dificuldade de diferenciação entre ambos. Em texto clássico sobre o mercado de cartões de crédito, AUSUBEL (1991) argumenta que as taxas de juros no mercado de cartões de crédito americano sofrem pouca variação e que os principais emissores norte-americanos ganharam persistentemente de três a cinco vezes a taxa de retorno habitual dos bancos no período de 1983 a Apesar de tudo indicar que esta situação ocorre em mercados não perfeitamente competitivos, o autor elenca uma série de fatores que fazem do mercado de cartões de crédito dos Estados Unidos um dos mercados mais competitivos em todo o mundo. Ou seja, segundo o autor, há algo além da suposta falta de competição para explicar a elevada rentabilidade dos emissores norteamericanos de cartões.

24 12 A falha na competição é, então, atribuída a basicamente três fatores. O primeiro fator é o custo de procura ou custo de troca. Clientes consideram difícil encontrar bancos oferecendo ofertas favoráveis. Se consumidores possuem custos de procura em localizar um banco ou custos de trocar de emissor que apresente uma oferta mais atrativa (leia-se com taxas de juros inferiores), as empresas que possuem altas taxas de juros conseguem manter estes clientes mesmo apesar das altas taxas. Estes custos de procura ou de troca envolvem o custo da informação em descobrir quais bancos oferecem baixas taxas de juros, o custo em tempo e esforço em preencher uma proposta de um novo cartão (e a possibilidade de ser rejeitado) e, finalmente, a percepção de que clientes tradicionais possuem uma melhor avaliação de crédito e melhores limites de crédito mantendo-se um cliente fiel por um longo período. O segundo fator é a teoria de Seleção Adversa: como o cartão de crédito é um instrumento relativamente caro de crédito, é de se supor que a grande maioria dos consumidores não possui intenção de financiar no cartão de crédito, embora algumas vezes o façam. Consumidores deste tipo são precisamente os melhores clientes do ponto de vista do banco: eles tomam recursos emprestados a altas taxas de juros e sempre pagam seus financiamentos. Ao mesmo tempo, estes clientes mostram-se ser insensíveis a qualquer redução de taxa de juros, uma vez que eles não possuem a intenção de financiar no cartão de crédito. Há também uma segunda categoria de clientes que possuem clara intenção de financiar no cartão. Estes clientes possuem perfis de crédito pior e, portanto, menos alternativas de financiamentos. E normalmente, estes clientes são mais propensos a comparar as taxas de juros dos diversos emissores do que os clientes com bom risco de crédito, já que eles possuem planos atuais de financiar no cartão de crédito. Dado este ambiente, bancos não competem por taxa de juros, uma vez que baixas taxas de juros atrairão clientes que pretendem financiar no cartão de crédito, que são os clientes com piores riscos de crédito e, portanto, que possuem maior probabilidade de inadimplência. Neste sentido, a hipótese de AUSUBEL (1991) é oposta às conclusões de STIGLITZ e WEISS (1981). O primeiro defende que se os emissores de cartões de crédito reduzirem as taxas de juros eles atrairão os clientes que realmente pretendem financiar no cartão de crédito e, portanto, possuem risco de inadimplência maior. Isto porque o empréstimo no cartão de crédito por meio do rotativo é uma das formas mais caras de financiamento e os clientes bons são insensíveis a estas taxas já que não pretendem utilizá-la, embora o façam esporadicamente. STIGLITZ e WEISS (1981) argumentam que clientes que

25 13 estão dispostos a pagar uma taxa de juros mais alta são clientes ou que estão em situação crítica e não analisam a taxa cuidadosamente ou são clientes que não possuem alternativas de financiamentos e, portanto, são os clientes com maior risco de inadimplência. Neste trabalho, testaremos a hipótese de seleção adversa de STIGLITZ e WEISS (1981), pois estamos tratando de empréstimo pessoal atrelados ao cartão de crédito cujas taxas de juros são bem inferiores ao do crédito rotativo (cerca de 5% ao mês contra uma taxa de 10% ao mês do crédito rotativo). Além disso, o empréstimo pessoal não é um crédito préaprovado disponível para todos os clientes. Trata-se de uma oferta, cujos clientes são préselecionados baseados no seu perfil de crédito e, no momento da confirmação do empréstimo, são feitas verificações de crédito. Quando o cliente decide por contratar um empréstimo pessoal, ele deve estar com seu histórico de crédito bom além de possuir a opção de comparar as condições da oferta de empréstimo com outros produtos e bancos concorrentes. Para o crédito rotativo, o cliente já está em débito com o valor da fatura do cartão de crédito, não possuindo muitas alternativas e o produto consiste em uma linha pré-aprovada não sendo necessário qualquer tipo de avaliação de crédito para sua utilização. Por fim, o último argumento de AUSUBEL (1991), ainda relacionado com a seleção adversa é a evidência de irracionalidade do consumidor. Há consumidores que não desejam financiar, embora continuamente o façam. A experiência mostra que os consumidores são muito mais sensíveis a outros fatores (como anuidade, por exemplo) do que a taxa de juros. Juntos, estes três fatores justificam o motivo pelo qual os emissores de cartão de crédito mantêm altas taxas de juros, mesmo sendo um mercado altamente competitivo. Em outro artigo, AUSUBEL (1999) analisou respostas de clientes pré-aprovados em suas solicitações de cartões e chegou a algumas conclusões importantes. Respondentes às solicitações de cartões possuem piores riscos de crédito do que os não-respondentes e respondentes de ofertas consideradas inferiores 1 também possuem pior risco de crédito do que os respondentes das ofertas superiores. O autor também detectou evidência de seleção adversa em informações não-observáveis: clientes que aceitaram ofertas inferiores possuem maior probabilidade de tornarem-se inadimplentes e, por fim, respondentes às ofertas de cartão de 1 Ofertas inferiores são aquelas que possuem maior taxa de juros introdutória ou menor duração da taxa de juros introdutória ou maior taxa de juros pós-introdutória.

26 14 crédito parecem superestimar a duração da taxa de juros introdutória e a taxa de juros pósintrodutória, consistente com a hipótese de subestimação, onde clientes sistemicamente subestimam a extensão dos seus empréstimos atuais e futuros no cartão de crédito. O autor compara estas conclusões com as teorias de leilões. Supondo que um indivíduo deseja fazer um cartão de crédito e, ao final do mês, ele analisa todas as ofertas recebidas em sua residência e seleciona aquela que ele mais gostou. O processo de solicitação do cartão de crédito pode ser pensado como um leilão de lance selado, em que os emissores assumem os papéis dos solicitantes, e os consumidores assumem o papel de leiloeiro. Neste leilão, cada consumidor possui uma probabilidade δ de tornar-se inadimplente no cartão de crédito. Cada emissor i (i=1, 2,..., N) simultaneamente e independentemente submetem uma oferta com um preço p i. O consumidor considera todas as ofertas recebidas e seleciona uma (ou mais de uma) como vencedora (s). Se o emissor i ganha o leilão, seu lucro esperado é p i E{δ }. No entanto, a probabilidade de default não é observada pelos emissores. Ao invés disso, cada emissor recebe uma sinalização s i, que é positivamente correlacionada uma com as outras e com a probabilidade de default δ. De acordo com a teoria de leilão, é de se esperar que este modelo possua equilíbrio monotônico no sentido que cada oferta de um emissor p i ( s i ) é uma função crescente do seu próprio sinal (isto é, quanto menor a sinalização s i, menos o emissor acredita em uma probabilidade de default e menor o preço p i da oferta). Se a probabilidade de inadimplência e sinalização do emissor são relacionadas, se outros emissores utilizam estratégias monotônicas de precificação e se clientes utilizam regras de aceitação monotônicas, então a seleção adversa ocorre entre respondentes e não-respondentes. Ou seja, é a chamada Winner s curse ou Maldição do Vencedor. Ao aceitar uma oferta de um emissor, outros emissores receberam uma sinalização negativa e, uma vez que a sinalização do emissor está positivamente relacionada com a verdade, o vencedor deverá aumentar sua probabilidade que aquele cliente tornará inadimplente. Ganhar um leilão significa notícias ruins, pois a probabilidade esperada de default condicional a qualquer oferta ser aceita é maior que a probabilidade incondicional de default. Com base nestes conceitos de seleção adversa, este trabalho tentará identificar se respondentes a uma oferta de empréstimo no cartão de crédito possuem risco de crédito pior que não respondentes e se entre aqueles que contrataram, os que aceitaram uma oferta com

27 15 uma taxa de juros mais alta possuem também risco de crédito maior dos que aceitaram uma oferta a uma taxa de juros mais baixa Elasticidade de taxa de juros A elasticidade de preço da demanda por crédito tem grandes implicações na macroeconomia, finanças e desenvolvimento. Ela se relaciona diretamente com a magnitude de substituição intertemporal de consumo em resposta a mudanças na taxa de juros real, influenciando assim uma série de questões macroeconômicas, incluindo a composição do nível de demanda agregada, o peso morto pela perda de tributação dos juros, os encargos da dívida pública e os ciclos do consumo (HALL, 1988). Em finanças, a elasticidade preço da demanda afeta as decisões de preços das firmas onde existe poder de mercado e informa análises de taxas altas e inelásticas nos mercados de crédito ao consumo (AUSUBEL, 1991). Em economias em desenvolvimento, as elasticidades da demanda ressaltam a importância dos subsídios de taxas de juros concedidos para aumentar o acesso ao crédito, e sobre as estratégias de preços das instituições de microfinanças para melhorar a "sustentabilidade" (MORDUCH 2000; ARMENDARIZ DE AGHION e MORDUCH 2005). No entanto, gerações de estudos produziram pouco consenso sobre a magnitude da sensibilidade dos consumidores à taxa de juros. Estudos empíricos sobre elasticidade das taxas de juros, utilizando tanto séries temporais (HALL 1988) quanto dados individuais, geralmente mostraram pouco efeito da taxa de juros sobre a decisão de poupança. Genericamente, a maioria dos componentes da demanda agregada mostra ser insensível às taxas de juros (BERNANKE e GERTLER, 1995). Um particular problema é que as tradicionais bases de dados não continham as taxas de juros individuais. Porém, as novas metodologias quasi-experimentais empregadas por GROSS e SOULELES (2002), ALLESIE, HOCHGUERTEL e WEBER (2005), e DEHEJIA, MONTGOMERY e MORDUCH (2005) encontram elasticidades variando de -0,73 para valores próximos de -1 nos Estados Unidos, Itália e Bangladesh. Dois outros artigos relacionados estimaram a resposta do crescimento do consumo a taxa de juros real (medida utilizando retornos sobre ativos) em dados micros. VISSING-JORGENSEN (2002) encontrou elasticidades de -0.3 a -0.4 para acionistas e -0.8 a 1.0 para investidores de títulos nos Estados Unidos e ATTANASIO e WEBER (1993) encontrou uma elasticidade de -0.8 na Grã-Bretanha. Do lado da demanda, as taxas de juros observadas podem estar correlacionadas com o tempo ou específicas oportunidades de investimento individual ou às alternativas de

28 16 financiamento. Do lado da oferta, o grau de risco do indivíduo ou do projeto é (parcialmente) observável pelo credor e, portanto, correlaciona-se com as taxas de juros disponíveis para cada indivíduo. GROSS e SOULELES (2000) estimaram os efeitos dinâmicos em mudanças no limite de crédito e nas taxas de juros e também encontraram fortes efeitos das mudanças nas taxas de juros em cartões de crédito. A dívida é particularmente sensível à grandes declínios nas taxas de juros, o que pode explicar o uso generalizado das chamadas taxas introdutórias. A elasticidade de longo prazo da dívida à taxa de juro é de cerca de -1,3. Menos da metade desse saldo representa uma troca de saldo entre cartões, sendo que a maioria refletia mudanças no endividamento líquido total do consumidor. Este resultado é mais forte e robusto que o encontrado em muitos estudos de elasticidade de taxa de juros com dados micros e os autores atribuem a diferença na base de dados, que possui uma grande quantidade de informações e reduzidos erros de mensuração. Aumentos no limite de crédito geram imediatos aumentos na dívida sendo que esta resposta é mais acentuada para indivíduos que estão utilizando o cartão próximo ao seu limite. No entanto, mesmo indivíduos que estão utilizando seu cartão bem abaixo do limite responderam significativamente. KARLAN e ZINMAN (2006) estimaram elasticidades de demanda para crédito ao consumo de preço e prazo utilizando amostras aleatórias implementadas por uma instituição financeira sul-africana. Praticamente qualquer modelo de escolha intertemporal de consumo prevê que a demanda será negativamente inclinada com relação ao preço (BECKER, 1962) e o grau da sensibilidade pode depender das opções disponíveis, restrições de liquidez e retornos dos empréstimos. Ambas as elasticidades variaram de acordo com a renda, consistente com as restrições de liquidez das classes sociais mais baixas. A elasticidade de preço aumentou com a renda (quanto maior a renda, maior a elasticidade) e a elasticidade de prazo diminuiu com a renda (quanto maior a renda, menor o prazo). 1% de aumento na taxa de juros mensal reduziu a taxa de resposta em 0,3%. O efeito disto é pequeno, uma vez que a taxa de resposta média era de 8,5%. Reduzindo a taxa do valor máximo disponível (11,75% ao mês) para o valor mínimo (3,25% ao mês) aumentaria a taxa de resposta em apenas em 2,6% (ou 31% com relação a taxa de resposta padrão). Para taxas de juros maiores que o padrão, as taxas de respostas caíram 1,7% para cada aumento de 1% na taxa de juros, em uma taxa de resposta média de 6,6%. A elasticidade do preço na taxa de resposta é seis vezes superior para as ofertas com taxas mais altas que o padrão. Outro teste verificado foi o da

29 17 elasticidade da demanda em relação ao valor do empréstimo. A elasticidade obtida foi de - 0,13% para um incremento em 1% na taxa de juros. Este conceito de KARLAN e ZINMAN será investigado no trabalho, uma vez que a base de ofertas foi dividida em dois públicos distintos: portfólio de cartão chamado Premium e portfólio de cartão chamado Internacional. O intuito é verificar se a demanda é sensível à taxa de juros e se ela é a mesma para os dois públicos. Em particular, uma vez que públicos de renda mensal mais baixa geralmente possuem risco de crédito pior que o público de renda mensal mais elevada e, portanto, há uma menor oferta de crédito e, dentre as existentes, as taxas de juros costumam ser mais elevadas. Muito pouco se tem encontrado sobre seleção adversa ou elasticidade da demanda a taxa de juros no mercado de crédito brasileiro e este trabalho procura de certa forma cobrir este insuficiência. O próximo capítulo descreverá o funcionamento do mercado de cartão de crédito no Brasil, assim como a evolução do mercado de crédito, pondo em contexto o produto que serviu de análise para este trabalho.

30 18 3. O MERCADO DE CARTÕES DE CRÉDITO Este capítulo descreverá o mercado de cartões de crédito, iniciando pela sua origem, fornecendo alguns dados do setor assim como suas principais tendências. Apesar de o cartão de crédito ser um produto massificado, trata-se de um setor de características peculiares sendo que grande parte da população em geral desconhece seu funcionamento. O objetivo da próxima seção é descrever brevemente o papel de cada um dos participantes deste mercado para posteriormente tratarmos do mercado propriamente dito Estrutura do mercado atividades: Descreveremos cada um dos integrantes do sistema de cartão e suas principais Portadores de Cartão: são as pessoas (físicas ou jurídicas) que possuem um cartão para adquirir bens e/ou serviços dos estabelecimentos comerciais credenciados. Podem, ainda, fazer saques em dinheiro nos caixas dos bancos afiliados ao sistema. São os portadores que contrataram junto a um emissor (banco ou varejista) este cartão para si e para seus adicionais. Estabelecimentos Comerciais: são empresas ou profissionais liberais, previamente credenciados pelos adquirentes no sistema, que vendem seus bens e/ou serviços aceitando como forma de pagamento o cartão. Credenciadores ou Adquirentes: são as empresas responsáveis pelo credenciamento dos estabelecimentos comerciais para aceitação de cada tipo de cartão. Elas normalmente representam uma ou mais bandeiras. Elas são responsáveis, também, pela manutenção destes estabelecimentos na rede, além da liquidação financeira das transações feitas pelos portadores junto aos estabelecimentos. Emissores: são empresas que emitem e administram cartões próprios ou de terceiros e, no caso dos bancos, concedem financiamento aos portadores de cartões. Entre outras atividades, são responsáveis pela relação com o portador do cartão de pagamento, quanto à autorização, à liberação de limite de crédito, à fixação de encargos financeiros, à cobrança de fatura e

31 19 à definição de programas de benefícios. Geralmente, esses agentes são instituições financeiras. Bandeiras: são empresas que autorizam o uso de suas marcas aos emissores e estabelecimentos comerciais. Algumas delas são internacionais (Visa, Mastercard, Amex e Diners), permitindo a utilização do cartão em diversos países do mundo. Elas cobram dos emissores um valor para utilização de sua marca. Prestadores de Serviços: são empresas que prestam diversos serviços aos demais integrantes do sistema, como as processadoras de cartão, as telefônicas, os correios, empresas de Telemarketing, centrais de atendimento, fornecedoras de cartões plásticos/chip, empresas de cobrança, fornecedoras de terminais, empresas de software etc. De acordo com EVANS e SCHMALENSEE (2005), o mercado de cartões está, em geral, estruturado como uma plataforma de três ou quatro partes. A diferença entre as duas estruturas está nas figuras do credenciador e do banco emissor. No modelo de quatro partes, mostrado na figura abaixo, o emissor e o credenciador são entidades distintas. Visa, Mastercard e TecBan são exemplos desse modelo no Brasil. Figura 3-1 Estrutura mercado de cartões de crédito - Esquema de quatro partes Na plataforma de três partes, uma única entidade presta os serviços de emissão e de credenciamento. Amex, Hipercard e Diners exemplificam esse modelo no Brasil.

32 20 Figura 3-2 Estrutura mercado de cartões de crédito - Esquema de três partes 3.2. Histórico Mundial Ainda na década de 20, a idéia de dar crédito aos clientes fiéis já era colocada em prática por hotéis, postos de gasolina e outros tipos de comércio, porém o cartão de crédito tal como o conhecemos teve início em um restaurante, na cidade de Nova York, em meados de O executivo Frank MacNamara e seus convidados, após um jantar no referido restaurante, perceberam que haviam esquecido talões de cheque e dinheiro, e, portanto, não tinham como pagar. Sem outra saída diante da situação, o dono do restaurante aceitou que o executivo pagasse a conta no dia seguinte, sob uma condição: que MacNamara assinasse a conta com as despesas. Resolvido o problema, o executivo se deu conta do potencial de um cartão de crédito. No mesmo ano foi lançado o primeiro cartão de crédito, o Diners Club Card, a princípio aceito em 27 restaurantes do país, e, com aproximadamente 200 clientes (grande parte executivos conhecidos de MacNamara) que utilizaram tal serviço para o pagamento de despesas em viagens. Inicialmente foi feito de papel cartão, tendo de um lado o nome do cliente, e do outro o nome dos estabelecimentos que o aceitavam. Dois anos mais tarde, em 1952, foi emitido o primeiro cartão de crédito internacional, na época aceito em hotéis e restaurantes principalmente. Em 1958, foi a vez da American Express criar o seu cartão, e em 1966 que o BankAmerican Service Corporation, criou o cartão BankAmericard, aceito em mais de 12 milhões de estabelecimentos e, pouco tempo depois, o cartão passou a se chamar a atual Visa. No mesmo ano, foi criado o Master Charge que originou a bandeira Mastercard. Em 1975, a

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