MEMORIAL DESCRITIVO E MANUAL DE FISCALIZAÇÃO

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1 MEMORIAL DESCRITIVO E MANUAL DE FISCALIZAÇÃO E D I F Í C I O S R E S I D E N C I A I S E S T R U T U R A D O S C O M P E R F I S D E A Ç O F O R M A D O S A F R I O c s d s u p e r i n t e n d ê n c i a s e n v o l v i m e n t o d a a p l i c a ç ã o d o a ç o HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL

2 ÍNDICE 1 INTRODUÇÃO 1.1 NORMALIZAÇÃO TÉCNICA 1.2 NORMAS ESPECÍFICAS APLICÁVEIS 1.3 QUALIDADE DOS SERVIÇOS E MATERIAIS 1.4 MATERIAIS E EQUIPAMENTOS 2 PARTIDO ARQUITETÔNICO 3 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS 3.1 SERVIÇOS PRELIMINARES INSTALAÇÃO DE CANTEIRO LOCAÇÃO DA OBRA 3.2 FUNDAÇÕES 3.3 CINTAS E BALDRAMES 3.4 ESTRUTURA METÁLICA SOLDAS SISTEMAS DE ESTABILIZAÇÃO PADRONIZAÇÃO DOS ELEMENTOS MONTAGEM COLUNAS VIGAS ESCADAS REVISÃO 3.5 FECHAMENTOS ESTUDO DA ALVENARIAS ESTABILIDADE/ANÁLISE DIMENSIONAL DA ALVENARIAS AMARRAÇÃO ENTRE PAREDES LIGAÇÃO ALVENARIA/PILARES METÁLICOS ENCUNHAMENTO/ENCHIMENTO BLOCOS DE VEDAÇÃO 3.6 LAJES 3.7 COBERTURA ESTRUTURA TELHAMENTO 3.8 PINTURA PREPARAÇÃO DAS SUPERFÍCIES MATERIAIS APLICAÇÃO DA PINTURA 3.9 RESISTÊNCIA A FOGO 3.10 INSTALAÇÕES c s d s u p e r i n t e n d ê n c i a s e n v o l v i m e n t o d a a p l i c a ç ã o d o a ç o

3 1- INTRODUÇÃO 3 O presente memorial e especificações têm por finalidade estabelecer as diretrizes e fixar as características técnicas a serem observadas na execução das obras e serviços para construção de prédios com perfis metálicos conformados a frio, em aço USISAC 300, ou similar (mesma resistência mecânica e resistência à corrosão atmosférica). 1.1 NORMALIZAÇÃO TÉCNICA Todos os materiais e sua aplicação e instalação obedecem às prescrições das normas técnicas ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas aplicáveis. 1.2 NORMAS ESPECÍFICAS APLICÁVEIS: NBR14762 Dimensionamento de estruturas de aço constituída por perfis formados a frio - Procedimento NBR 6120 Cargas para cálculo de estrutura de edificações. NBR 6123 Forças devidas ao vento em edificações. NBR 6355 Perfis Estruturais, de aço, formados a frio - Padronização NBR Dimensionamento de Estruturas de Aço de Edifícios em Situação de Incêndio - Procedimento NBR Exigências de Resistência ao Fogo de Elementos Construtivos de Edificações IT 08-02/01/ Instrução Técnica do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo AWS D Structural Welding Code Steel (Norma para Solda Estrutural em Estruturas de Aço) AISI - Cold Formed Steel Design Manual (Manual de Projeto com Perfis Conformados a Frio) 1.3 QUALIDADE DOS SERVIÇOS E MATERIAIS Os serviços e materiais devem obedecer rigorosamente às boas técnicas adotadas usualmente na engenharia, em estrita consonância com os critérios de aceitação e rejeição prescritos nas normas técnicas em vigor. A aplicação dos materiais será supervisionada pela equipe técnica, não sendo aceitas divergências quanto à qualidade especificada. Em caso de dúvida poderão ser exigidas outras comprovações necessárias para validar a alteração proposta pelo responsável pela execução da obra. Deve-se seguir o que está especificado nos projetos arquitetônico, estrutural e complementares, adotando-se as tolerâncias indicadas nas normas. 1.4 MATERIAIS E EQUIPAMENTOS As estruturas metálicas são fabricadas a partir de perfis metálicos formados a frio em perfiladeiras contínuas ou dobradeiras, utilizando-se aço USISAC 300 em bobinas ou chapas planas produzidas pela USIMINAS. A estrutura de sustentação dos prédios é constituída por colunas e vigas em perfis especiais, com ligações soldadas ou aparafusadas. No processo de fabricação poderão ser utilizados processos de corte e soldagem semi-automatizados em equipamentos especialmente desenvolvidos para este projeto. c s d s u p e r i n t e n d ê n c i a s e n v o l v i m e n t o d a a p l i c a ç ã o d o a ç o

4 COR CODIGO V ISTA 2- PARTIDO ARQUITETÔNICO 4 A utilização de estruturas metálicas em perfis formados a frio em construções residenciais possibilita uma grande variedade de soluções arquitetônicas na disposição e tamanho dos cômodos. As restrições quanto à espessuras das paredes internas ou externas são estabelecidas nas normas NBR7171 e NBR7173, e mais especificamente detalhadas na página 14 deste documento. Outras restrições de projeto quanto a posição de aberturas tipo ou disposição de caixas d água, telhado, uso de empenas ou beirais não existem. Deve-se obedecer a boa prática da coordenação multidisciplinar entre o sistema estrutural e os projetos complementares eliminando as interferências. COR CODIGO P ESO DES CRICAO P ESO A CES SORIOS O projeto arquitetônico da unidade habitacional pode ser desenvolvido para atender às necessidades básicas de famílias das mais variadas faixas de renda, em caráter permanente. Os principais parâmetros para concepção de projetos habitacionais com orçamento reduzido dizem respeito ao melhor aproveitamento da matéria prima (bobinas e chapas de aço) e utilização de vãos e modulações de projeto racionais, em geral até 4,00m, com plantas ortogonais e alinhamento das paredes pelos perfis estruturais. Estas características garantem o melhor desempenho econômico da construção. COR PESO VISTA As vantagens das construções metálicas projetadas sob estes parâmetros são ampliadas com a pré-fabricação ou industrialização dos processos complementares (como sistemas de lajes e fechamentos). Para melhor aproveitamento destas vantagens deve-se ter atenção especial no desenvolvimento dos projetos, no planejamento da obra e na definição da logística de implantação do empreendimento. Exemplo- Pavimento Tipo de Edifício de 5 Pavimentos projetado pela equipe técnica da CDHU-SP c s d s u p e r i n t e n d ê n c i a s e n v o l v i m e n t o d a a p l i c a ç ã o d o a ç o

5 3- ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS As presentes especificações têm por finalidade estabelecer diretrizes e fixar características técnicas a serem observadas para a execução das obras e serviços de construção de prédios em estrutura metálica em perfis formados a frio SERVIÇOS PRELIMINARES INSTALAÇÃO DE CANTEIRO Os serviços de instalação de canteiro são propostos pelo executor da obra e devem obedecer às questões de segurança previstas na PCMAT NR 18 (Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Construção Civil). Como parâmetros gerais são observadas as condições necessárias para garantir a qualidade da matéria prima e outros insumos, desde a sua aprovação pela inspeção de recebimento até as operações de manuseio, preservação, uso e logística de desenvolvimento da obra propriamente dita LOCAÇÃO DA OBRA Os procedimentos para locação das obras seguem os processos convencionais, dentro da boa prática da construção FUNDAÇÃO A seleção da opção de fundação depende das condições técnicas dos terrenos (após a realização dos ensaios de sondagens). Tal decisão deve contemplar os aspectos de segurança, estabilidade e durabilidade da fundação (parâmetro de ordem geral) e a questão do alinhamento e nivelamento necessários para a montagem das estruturas metálicas. Como especificação de nivelamento e afastamento para os chumbadores locados nos blocos, é exigido um erro máximo de 3 mm. Os chumbadores podem ser pré ou pós fixados na fundação. Os pré-fixados são locados na fundação antes do lançamento e cura do concreto das vigas-baldrame. Os pós-fixados podem ser chumbadores de expansão ou barras rosqueadas coladas com cola química. Nos dois casos de chumbadores pós-fixados a perfuração é feita com a fundação já concretada, com este processo têm-se maior precisão e controle na locação dos chumbadores. Como regra geral, e a partir do detalhamento necessário definido em projeto (ver item Instalações), as fundações são construídas contendo embutidas as tubulações de água servidas e outros pontos de conexão. CHUMBADORES PRÉ-FIXADOS PÓS-FIXADOS MÉTODO DE INSPEÇÃO Teste manual. Em caso de dúvida quanto à fixação do chumbador deve-se realizar teste mecânico de arrancamento no canteiro de obras. c s d s u p e r i n t e n d ê n c i a s e n v o l v i m e n t o d a a p l i c a ç ã o d o a ç o TOLERÂNCIAS locação: +/- 3mm resistência mecânica: Ver Projeto / Norma 5

6 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS CINTAS e BALDRAMES Normalmente é usado cintamento convencional em concreto armado e formas de madeira para amarração dos tubulões e sustentação das paredes do primeiro pavimento Fundações Superficiais com chumbadores Pilar (coluna) Locado sobre Fundação Figuras - Exemplos de chumbadores fixados na Fundação c s d su p e ri nt e n dênci a c d i d i r e t o r i a s e n v o lv i m e n t o d a c o m e r c i a l i z a ç ã o. m e r c a d o a p l i c a ç ã o i n t e r n o do a ç o

7 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS 3.4 ESTRUTURA METÁLICA A estrutura de sustentação dos prédios é constituída por vigas e pilares (colunas) de aço USISAC 300. Os pilares (colunas) são formados por perfis duplo cartola unidos por cordões intermitentes de solda executada em processo automatizado ou não. As dimensões e o formato do pilar permitem o encaixe da alvenaria em todos os sentidos, facilitando a solução da interface alvenaria / estrutura. São utilizadas vigas em caixa, formadas a partir de perfis U enrijecidos, soldados intermitentemente. As vigas têm conectores metálicos de cisalhamento soldados sobre sua mesa superior respondendo pela interação com o concreto da laje SOLDAS Os procedimentos e dimensões da soldagem estão especificados no projeto estrutural de fabricação e montagem. Dois processos são aceitáveis na execução das soldas entre os elementos que constituem os perfis ou entre perfis (colunas e vigas). Na solda elétrica recomenda-se utilização de eletrodo E7018G (com adição de cobre) e no processo MIG deve-se usar arame ER80s-G. O processo de solda MIG oferece melhor rendimento mas requer cuidados especiais para soldas no canteiro, principalmente em situações de vento forte. Nestes casos deve-se executar solda com local protegido contra o vento por cabine apropriada. Outros eletrodos que podem ser utilizados: E7018-W1, E8018-C3. Outros arames: ER80S-Ni1. Em caso de dúvida quanto a qualidade da ligação soldada executada deve-se executar o teste de líquido penetrante na faixa de solda para comprovar sua eficácia. Como os perfis são constituidos de chapas/bobinas de pouca espessura (2,00 a 4,75mm) recomenda-se cuidado ao executar as soldas para não ocorrer perfuração dos perfis. Caso ocorra os mesmos devem ser recompostos da melhor maneira SISTEMAS DE ESTABILIZAÇÃO A estabilização do conjunto é obtida pela formação de pórticos rígidos combinados com outros semi-rígidos ou por painéis contraventados, dependendo do projeto arquitetônico ou da preferência estética do cliente ou arquiteto autor do projeto. Na concepção estrutural foi utilizado o sistema de vigas mistas: é feita a fixação de conectores às vigas; após a concretagem da laje estes conectores ficam inseridos no concreto, que passa a trabalhar solidariamente com a viga metálica, aumentando sua resistência e, consequentemente, permitindo redução de peso no dimensionamento da viga. Não é recomendada a execução de pintura protetora (camada a base de óxido de ferro e zinco) na parte superior da viga para melhor aderência do concreto. SOLDA PROCESSO MIG ELÉTRICA MÉTODO DE INSPEÇÃO Inspeção visual. Detectar possíveis porosidades na faixa de solda ou perfurações no perfil, em caso de dúvida quanto a qualidade solicitar teste de líquido penetrante no canteiro de obras. TOLERÂNCIAS dimensão: Ver Projeto / Norma resistência mecânica: Ver Projeto / Norma 7 c s d s u p e r i n t e n d ê n c i a s e n v o l v i m e n t o d a a p l i c a ç ã o d o a ç o

8 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS 8 Execução de solda protegida contra vento Solda pronta Sistema de Estabilização Contraventamentos Figuras - Etapas da montagem c s d su p e ri nt e n dênci a c d i d i r e t o r i a s e n v o lv i m e n t o d a c o m e r c i a l i z a ç ã o. m e r c a d o a p l i c a ç ã o i n t e r n o do a ç o

9 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS 9 Colunas na fábrica aguardando pintura de base Vigas recém pintadas na fábrica Figuras - Etapas da fabricação c s d su p e ri nt e n dênci a c d i d i r e t o r i a s e n v o lv i m e n t o d a c o m e r c i a l i z a ç ã o. m e r c a d o a p l i c a ç ã o i n t e r n o do a ç o

10 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS PADRONIZAÇÃO DOS ELEMENTOS Um processo de produção industrializada requer a padronização de seus elementos, como forma de se obter altos índices de produtividade e redução de custos operacionais. Neste projeto todas as colunas tem o mesmo perfil, podendo ser conformados com a mesma regulagem de máquina, variando apenas o comprimento. Da mesma forma, todas as vigas da estrutura são feitas a partir do mesmo perfil, sendo produzidas de forma contínua, variando somente o comprimento de corte. Além da padronização dos elementos, os perfis foram desenvolvidos de forma a permitirem o máximo aproveitamento da largura das bobinas de chapas, reduzindo-se significativamente as perdas de material no processo MONTAGEM (Manual da Construção em Aço - Transporte e Montagem CBCA Pilares (colunas) As colunas serão montadas sobre as bases de concreto e parafusadas em chumbadores de aço, previamente alinhados e nivelados, de acordo com o projeto de locação. O nivelamento pode ocorrer independende do nível da fundação superficial, através de roscas sobre as quais serão apoiados os pilares de aço. Após sua fixação o nível da fundação é corrigido com concreto fluido de alta resistência expansivo (grout). O içamento das peças será executado com auxílio de guindaste. Após a montagem as colunas serão aprumadas e niveladas, com o auxílio de calços metálicos, de acordo com as tolerâncias de projeto Vigas As vigas serão içadas manualmente ou por guindastes e fixadas por ligações soldadas ou aparafusadas aos pilares. O nivelamento das vigas será garantido pelo nivelamento das bases das colunas. Para montagem das vigas serão utilizados andaimes montados em torres ou fixados na estrutura já ponteada (vigas são inicialmente fixadas por pontos de solda nas colunas, ligações provisórias). Após a montagem serão executadas soldas de campo, com equipamento adequado, de acordo com o especificado no projeto estrutural de fabricação e montagem Escadas As escadas serão erguidas após a montagem da estrutura e soldadas ou aparafusadas aos pilares e vigas. ELEMENTOS VIGAS PILARES MÉTODO DE INSPEÇÃO Medição por amostragem com trena. Verificação de espessura por amostragem com paquímetro. Verificar orientações específicas na NBR 6355 Referência: dimensões do projeto estrutural de fabricação e montagem. TOLERÂNCIAS dimensão: máxima +/- 3mm norma: ver tabelas 2 e 3, NBR6355 c s d s u p e r i n t e n d ê n c i a s e n v o l v i m e n t o d a a p l i c a ç ã o d o a ç o

11 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS Revisão Após a montagem, a empresa responsável deve executar a verificação geral dos prumos, alinhamentos da estrutura e verificação das soldas. Os elementos e escoramentos provisórios referentes à montagem de estrutura metálica devem ser totalmente retirados. Na ocorrência de desvios dimensionais a melhor solução deve ser estudada caso a caso, podendo o problema ser resolvido por substituição da peça ou por sua adaptação, executada no local com auxílio de equipamento adequado. Lista de material do projeto estrutural (ver desenhos) 11 Comprimento total em milímetros Identificação Perfil Duplo Cartola Espessura da chapa 4,75mm Figuras - Leitura do Projeto Estrutural de fabricação e montagem Desenho de fabricação do perfil (ver projeto estrutural) c s d s u p e r i n t e n d ê n c i a s e n v o l v i m e n t o d a a p l i c a ç ã o d o a ç o

12 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS 12 Montagem de colunas com auxílio de guindaste Montagem de vigas Figuras - Etapas da montagem c s d su p e ri nt e n dênci a c d i d i r e t o r i a s e n v o lv i m e n t o d a c o m e r c i a l i z a ç ã o. m e r c a d o a p l i c a ç ã o i n t e r n o do a ç o

13 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS 3.5 FECHAMENTOS (Manual da Construção em Aço - Alvenaria CBCA 13 Não há restrições quanto ao tipo de alvenaria a ser utilizada nas paredes internas ou externas dos prédios. A escolha do elemento a ser utilizado para execução dos fechamentos deve ser feita a partir das características técnicas e dos benefícios para o sistema como um todo. Diversas opções estão disponíveis no mercado, a saber:. Blocos cerâmicos;. Blocos de concreto;. Blocos de concreto celular auto-clavado;. Blocos sílico-calcários;. Painéis pré-moldados;. Painéis de gesso acartonado. Cada um destes elementos apresenta:. Variados graus de industrialização (produtividade);. Diferentes custos de produção;. Grandes diferenças quanto ao desempenho funcional. A escolha do tipo de elemento a ser utilizado na vedação vertical deve ser feita baseando-se na técnica, avaliando:. Características da produção;. Desempenho funcional;. Limitações e deficiências de cada material;. Capacidade de integração ao processo produtivo da obra;. Potenciais problemas patológicos e mecanismos para evitá-los;. Domínio da tecnologia da produção. Uma importante consideração a ser feita é que a escolha da alvenaria deve ser feita na fase de planejamento da obra para que o cálculo da estrutura seja feito baseado na informação correta sobre o carregamento decorrente dos elementos de vedação. Por exemplo, uma estrutura dimensionada para bloco de concreto pode ter a sua estabilidade global comprometida se for feita a opção, no momento da execução, por painéis de gesso acartonado para as alvenarias internas. c s d s u p e r i n t e n d ê n c i a s e n v o l v i m e n t o d a a p l i c a ç ã o d o a ç o

14 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS ESTUDO DAS ALVENARIAS O estudo da alvenaria de blocos de vedação deverá abranger e definir os aspectos abordados nos tópicos a seguir. Nos projetos da CDHU veja os desenhos de detalhamento construtivo apresentados junto ao projeto arquitetônico. Estes desenhos devem conter todas as especificações técnicas necessárias para a correta execução das alvenarias dos edifícios da CDHU. LARGURA PAREDES INTERNAS DO BLOCO Amax. (metros) Cmax. (metros) (cm) 9 14 PAREDES EXTERNAS Amax. (metros) Cmax. (metros) 3,20 6,50 2,70 5,00 4,20 8,50 3,70 7,00 Amax- altura máxima Cmax- comprimento máximo Estabilidade/Análise Dimensional das Alvenarias As alvenarias devem ter suas dimensões limitadas, tanto no comprimento quanto na altura, a fim de garantir a sua estabilidade. As dimensões máximas recomendadas para alvenarias não armadas, entre elementos de travamento estão representadas na tabela ao lado. São considerados elementos de travamento:. Paredes transversais;. Enrijecedores;. Pilares. Lajes;. Vigas;. Cintas de amarração. Alvenarias - Teste de estanqueidade no protótipo CDHU c s d su p e ri nt e n dênci a c d i d i r e t o r i a s e n v o lv i m e n t o d a c o m e r c i a l i z a ç ã o. m e r c a d o a p l i c a ç ã o i n t e r n o do a ç o

15 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS Amarração entre Paredes Os detalhes ao lado são ilustrativos. Recorra sempre ao detalhamento do projeto arquitetônico para especificações de cada obra. A amarração entre paredes se dá pela inversão do posicionamento entre blocos, como diz a boa prática construtiva Ligação Alvenaria/Pilares Metálicos Em função das dimensões dos vãos é adotado o sistema conectado ou o sistema desconectado. Sistema conectado: O elemento de alvenaria deverá estar completamente ligado ao perfil metálico. Esta ligação será feita através da própria argamassa de assentamento e de um preparo da superfície através de limpeza, remoção de incrustações e aplicação de argamassa colante aditiva (garantir a aderência com o perfil metálico). Em função das dimensões dos vãos e da posição da alvenaria pode ser que se faça necessária a amarração através de ferros cabelo ou tela metálica que deverá ser promovida conforme detalhes ao lado (para informações mais detalhadas consulte o Manual da Construção em Aço - Alvenarias) Primeira Fiada Amarração entre Paredes Alvenaria Pilar metálico Argamassa de assentamento Segunda Fiada Perfil metálico Argamassa colante aditiva com polímero epoxi Ferro de amarração 2 cm 15 Ferro de amarração:. A cada 2 fiadas. φ 6.3 mm. Comprimento: 1,5 bloco. Fixação: soldado no pilar metálico. Não engraxar Sistema vinculado Figuras - Detalhes ilustrativos dos sistemas de alvenaria Observação: A cada fiada deverá ser verificado e garantido o enchimento de 2 cm com a argamassa de assentamento. c s d s u p e r i n t e n d ê n c i a s e n v o l v i m e n t o d a a p l i c a ç ã o d o a ç o

16 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS Sistema desconectado: Neste caso, entre o perfil metálico e a alvenaria é garantido um espaçamento que pode ser deixado vazio ou preenchido com material deformável (EPS). Para garantia da estabilidade das alvenarias são utilizadas cantoneiras soldadas à estrutura metálica. Dependendo das dimensões das alvenarias e dos perfis as abas do perfil podem fazer a função das cantoneiras. Em função da estrutura será definida a necessidade de amarração das alvenarias aos pilares metálico através da utilização de ferros de amarração, conforme desenhos ao lado Encunhamento / Enchimento O encunhamento deverá ser configurado como sistema livre, devendo ser corretamente chamado de enchimento. Pode ser obtido através de cantoneiras metálicas ou poliuretano expandido no caso das interfaces entre vigas e alvenarias. No projeto em questão as próprias abas do perfil da coluna fazem a função das cantoneiras. Observação: As alvenarias que porventura terminarem em bordo livre deverão ser finalizadas por uma cinta de amarração. Pilar Metálico Pilar metálico 1 cm Sistema desvinculado Cantoneira metálica Alvenaria 16 Tela metálica de amarração Tela metálica:. Engraxada. Fixação: soldada ou parafusada no pilar metálico. Comprimento = 1,5 x o do bloco. A cada duas fiadas Blocos de Vedação: Os blocos cerâmicos a serem utilizados na execução de alvenarias devem atender à NBR 7171 Blocos cerâmicos para alvenaria, que fixa as condições exigíveis no recebimento de blocos cerâmicos a serem utilizados. Em se tratando de blocos de concreto, recomendase que a norma NBR 7173 Bloco vazado de concreto simples para alvenaria, sem função estrutural, seja tomada como referência para inspeção e aceitação dos blocos. 2 a 3 cm Viga metálica Poliuretano Expandido Alvenaria Enchimentos deformáveis 2 a 3 cm Viga metálica Cantoneira metálica Alvenaria Figuras - Detalhes ilustrativos dos sistemas de alvenaria Enchimento Alvenaria / Vigas c s d s u p e r i n t e n d ê n c i a s e n v o l v i m e n t o d a a p l i c a ç ã o d o a ç o

17 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS Argamassa de assentamento dos elementos de vedação: A argamassa a ser utilizada no assentamento dos blocos deve possuir as seguintes características: Retenção de água: segundo ensaio ABNT, não inferior a 65%; Teor de ar incorporado: segundo ensaio ABNT, variando entre 12% e 18%, Poderão ser utilizadas: Argamassas rodadas na própria obra: - Traços: 1 : 2 : 8 (cimento : cal : areia); 1 : 6 (cimento: cal). Características da Areia: * Dimensão máxima característica = 4,8 mm * Índice de material pulverulento < 10 % * Isenta de impurezas orgânicas (< 300 p.p.m.) Argamassas industrializadas (em alguns casos permitem aplicação em cordões) LAJES Desde que garantida a interação laje/viga (fck mínimo recomendado de 20MPa) e a configuração do plano da laje como diafragma (estabilização horizontal da estrutura) qualquer sistema de laje pode ser utilizado com as estruturas de perfis conformados a frio, desde lajes de concreto maciças fundidas no local aos mais diversos sistemas de lajes industrializadas com capeamento feito in loco. As especificações e espessuras do concreto a ser lançado no capeamento das lajes pré-fabricadas devem ser retiradas do projeto estrutural. Do mesmo modo o sistema de montagem e retirada do escoramento das lajes dever ser verificada considerando-se o sistema de laje empregado. Uma observação importante é a necessidade ou não do escoramento das vigas-mistas no meio de seu vão durante o processo de cura do concreto lançado sobre as lajes pré moldadas ou formas. c s d s u p e r i n t e n d ê n c i a s e n v o l v i m e n t o d a a p l i c a ç ã o d o a ç o

18 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS 18 Lajes com armação, instalações e contenção lateral Lajes escoradas prontas para concretagem Figuras - Execução das lajes c s d su p e ri nt e n dênci a c d i d i r e t o r i a s e n v o lv i m e n t o d a c o m e r c i a l i z a ç ã o. m e r c a d o a p l i c a ç ã o i n t e r n o do a ç o

19 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS 3.7 COBERTURA 19 O sistema não restringe a utilização de qualquer tipo de cobertura. A solução passa pela avaliação das condições gerais da habitação tais como localização, gradientes térmicos, habitabilidade, uso de materiais regionais, cultura local, etc.., sendo comumente uma definição tomada pela contratante da obra. Dentro do conceito de racionalização que o processo impõe, é fundamental que no planejamento da construção todos os detalhes de fixação da cobertura à estrutura sejam determinados e analisados criticamente nos seus aspectos de especificação, preparação, montagem e desempenho. O planejamento adequado vai racionalizar a execução, permitindo a construção de coberturas numa velocidade compatível com as demais fases de construção da habitação. Como solução geral recomendada pela Gethal, quando da não definição pela contratante, apresenta-se a seguir a especificação de uma solução de cobertura da CDHU, com estrutura metálica em aço, e telhas cerâmica ESTRUTURA A estrutura do telhado deverá ser em aço USI-SAC 300 com ou sem tratamento superficial. Siga o detalhamento do engradamento de telhado que consta no detalhamento do projeto arquitetônico TELHAMENTO A cobertura pode ser feita com telhas cerâmicas, de fibrocimento, metálicas ou outras, com inclinação de acordo com o projeto e com as normas ABNT. Engradamento de Cobertura de Edifício CDHU (Veja Projeto Arquitetônico) c s d s u p e r i n t e n d ê n c i a s e n v o l v i m e n t o d a a p l i c a ç ã o d o a ç o

20 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS 3.8 PINTURA (Manual da Construção em Aço - Tratamento de Superfície e Pintura CBCA O aço resistente a corrosão atmosférica especificado nesta solução tecnológica, também denominado patinável ou aclimável, oferece a opção de ser utilizado frente ao intemperismo, sem qualquer tipo de revestimento ou na condição revestido, onde se destaca a proteção por pintura. A solução de revestimento por pintura é aconselhável para maior longevidade da estrutura, sendo sua especificação e execução de responsabilidade do fabricante de estruturas metálicas, seus responsáveis técnicos legais. A especificação de pintura varia de acordo com a localização da edificação e tipo de ambiente agressor. A utilização dos aços patináveis em qualquer caso segue válida: este material apresenta característica superficial que garante maior aderência à pintura e outras características próprias que conferem segurança extra aos casos onde, eventualmente, o proteção superficial seja danificada. A seguir, os detalhes técnicos básicos e procedimentos de pintura para sistema construtivo semi-industrializado com perfis formados a frio e aços estruturais patináveis. Considerações válidas para implantações sem exposição direta a brisas marinhas. As estruturas são responsabilidade de seus fabricantes e as condições e especificações técnicas finais adequadas a cada caso PREPARAÇÃO DAS SUPERFÍCIES Todas as superfícies de aço a serem pintadas deverão ser totalmente limpas, com remoção de toda ferrugem, carepa, sujeira, pó, graxa e qualquer outra substância prejudicial que possa interferir com o processo de adesão da tinta. As frestas das faces dos perfis U que ficam para o lado externo do prédio, totalmente expostas, terão vedação verificada após a limpeza para remoção de impurezas tais como resíduos de concreto, argamassa, poeira e outros, e antes de receber a pintura final na obra, serem calafetadas com massa plástica ou material similar, para garantir a estanqueidade, evitando deste modo quaisquer infiltrações MATERIAIS Os materiais para cada uso deverão seguir os sistemas indicados nestas orientações técnicas. As estruturas deverão receber 1(uma) demão de primer à base de óxido de ferro com fosfato de zinco com 50 micrômetros de espessura de película seca, aplicados na fábrica e retocados após a montagem. As estruturas montadas, devem receber como acabamento 1 demão de esmalte sintético à base de resina alquídica com 30 micrômetros de espessura de película seca. Outra alternativa econômica e viável são as tintas com base epoxídicas. O mercado de tintas é dinâmico, com as devidas garantias e condições competitivas, outras alternativas devem ser avaliadas. 20 PINTURA BASE - PRIMER ESMATE SINTÉTICO MÉTODO DE INSPEÇÃO Após secagem da tinta, proceder a medição da película com medidores por indução magnética tipo arma e desarma ou medidores digitais. Escolher região isenta de defeitos e medir 12 pontos (40x40mm) para cada 250m² de estrutura. Eliminar maior e menor medidas e fazer média aritmética das demais. A medida encontrada não deve ser inferior à especificada em projeto TOLERÂNCIAS espessura: Ver especificação acima aderência: Ver Projeto / Norma c s d s u p e r i n t e n d ê n c i a s e n v o l v i m e n t o d a a p l i c a ç ã o d o a ç o

21 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS APLICAÇÃO DA PINTURA As tintas deverão ser aplicadas por meio de pistola, trincha, brocha, pincel ou rolo, conforme especificado e de tal forma a obter uma película regular e de espessura e tonalidades uniformes, consistente sobre toda a superfície, livre de poros, escorrimentos, gotas ou marcas excessivas de pincel. No momento da aplicação, a tinta deverá ser perfeitamente homogeneizada, de preferência mecanicamente, e se for necessário, diluída com quantidade mínima de solvente para aplicação. As tintas deverão ser aplicadas com demão extra em todas as junções, cantos, depressões e ao redor de rebites, parafusos e outros, de tal forma a isolar completamente superfícies não sensíveis. Aplicação a Pistola: A aplicação a pistola deverá ser executada como abaixo discriminado: O equipamento deverá ser adequado, com reguladores de pressão e manômetros apropriados. O mecanismo atomizador, as pistolas e agulhas deverão ser os recomendados pelo fabricante do Equipamento para material a ser aplicado, de forma que não seja necessária a excessiva diluição da tinta por solventes. O equipamento deverá ser mantido em condições satisfatórias de operação a fim de permitir a aplicação correta de tinta. Os ingredientes da tinta deverão ser mantidos adequadamente misturados, tanto nos tanques como nos recipientes durante a aplicação da pintura, por agitação mecânica contínua ou intermitente, com a necessária freqüência. Os equipamentos de pintura deverão ser suficientemente limpos após o uso, de maneira que poeira, tinta seca e outros materiais estranhos não venham a impregnar posteriormente a tinta. Quaisquer solventes deixados nos equipamentos deverão ser completamente removidos antes da pintura. Aplicações a Rolo: A pintura a rolo deverá se aplicada somente em superfícies planas, de grande extensão, conforme especificado. A segunda demão de tinta, quando necessária, deverá ser aplicada em sentido perpendicular à primeira. A pintura deverá ser iniciada na parte superior da superfície, procurando cobrir o maior comprimento possível, unindo as faixas paralelas ligeiramente entre si, para se evitar falta de continuidade. Os rolos e as bandejas de tinta deverão ser limpos por meios apropriados. Aplicação a Trincha ou Pincel: Marcas de pincel deverão ser evitadas. Deverão ser usados pincéis adequados, de tal forma a se obter uma superfície uniforme e lisa. Soldas, porcas e parafusos deverão ser pintados a pincel, mesmo que a área adjacente seja pintada por outro processo. Os pincéis e trinchas deverão ser mantidos em bom estado de conservação. c s d s u p e r i n t e n d ê n c i a s e n v o l v i m e n t o d a a p l i c a ç ã o d o a ç o

22 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS RESISTÊNCIA A FOGO (Manual da Construção em Aço - Resistência a Fogo das Estruturas de Aço CBCA As estruturas dos edifícios de com área útil total dos blocos até 750m², separados entre si por no mínimo 4 metros (por exemplo através da caixa de escada) são isentas de proteção contra incêndio por se enquadrarem nas Normas Brasileiras específicas e na Instrução Técnica pertinente do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo. Em caso de dúvida consultar os seguintes documentos: NBR Dimensionamento de Estruturas de Aço de Edifícios em Situação de Incêndio - Procedimento NBR Exigências de Resistência ao Fogo de Elementos Construtivos de Edificações IT 08-02/01/ Instrução Técnica do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo 3.10 INSTALAÇÕES Os projetos de Instalações Elétricas e Hidráulicas seguem rigorosamente os critérios estabelecidos pelas normas técnicas vigentes e devem ser coordenados para evitar o máximo possível de interferência das instalações com a estrutura. Furos nas vigas para passagem de condutores elétricos são de execução possível porém devem ser evitados para maior agilidade do processo como um todo. c s d su p e ri nt e n dênci a c d i d i r e t o r i a s e n v o lv i m e n t o d a c o m e r c i a l i z a ç ã o. m e r c a d o a p l i c a ç ã o i n t e r n o do a ç o

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