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1 MINISTÉRIO DAS FINANÇAS RELATÓRIO GERAL DO ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2001 Outubro de 2000

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3 Í n d i c e O ORÇAMENTO DO ESTADO PARA I. SUMÁRIO EXECUTIVO... 7 II. ECONOMIA PORTUGUESA: EVOLUÇÃO RECENTE E PERSPECTIVAS PARA II.1 Enquadramento Internacional II.2 Situação Macroeconómica Nacional II.2.1 Procura II.2.2 Oferta II.2.3 Mercado de Trabalho II.2.4 Salários e Custos Unitários de Trabalho II.2.5 Preços II.2.6 Situação Monetária II.2.7 Mercado de Capitais II.2.8 Balança de Pagamentos II.3 Portugal e a União Europeia II.3.1 Evolução Recente e Perspectivas II Principais acontecimentos ao nível da UE em II Perspectivas para II.3.2 O III QCA II.3.3 Os Programas de Estabilidade e Crescimento II.4 Perspectivas para 2001: Cenário Macroeconómico II.5 Fiscalidade Comparada III. ACTIVIDADE FINANCEIRA DO SECTOR PÚBLICO ADMINISTRATIVO (SPA) III.1 Execução Orçamental III.1.1 Conta do Subsector Estado III Despesa do Estado III Classificação Económica III Classificação Funcional III Classificação Orgânica III Receita I

4 III Receitas Fiscais: Execução de III Receitas não Fiscais III.1.2 Serviços e Fundos Autónomos III.1.3 Administração Regional e Local III.1.4 Segurança Social III.1.5 PIDDAC III.1.6 Sector Público Administrativo III.2 Financiamento do Estado III.3 Transferências Financeiras III.4 Dívida Pública IV. POLÍTICAS SECTORIAIS PARA IV.1 Encargos Gerais da Nação IV.2 Ministério da Defesa Nacional IV.3 Ministério dos Negócios Estrangeiros IV.4 Ministério das Finanças IV.4.1 Política Fiscal IV.4.2 Privatizações IV.5 Ministério da Administração Interna IV.6 Ministério do Equipamento Social IV.7 Ministério da Justiça IV.8 Ministério da Economia IV.9 Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas IV.10 Ministério da Educação IV.11 Ministério da Saúde IV.12 Ministério do Trabalho e da Solidariedade IV.13 Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território IV.13.1 Ambiente e Ordenamento do Território IV.13.2 Autarquias Locais IV.14 Ministério da Cultura IV.15 Ministério da Ciência e da Tecnologia IV.16 Ministério do Planeamento IV.17 Ministério da Juventude e do Desporto II

5 IV.18 Ministério da Reforma do Estado e da Administração Pública V. ORÇAMENTO DO ESTADO PARA V.1 Saldos Orçamentais do Sector Público Administrativo V.2 Linhas Gerais da Política Orçamental V.3 Estado V.3.1 Conta do Subsector Estado V.3.2 Despesa do Estado V Classificação Económica V Classificação Funcional V Classificação Orgânica V.3.3 Receita do Estado e Despesa Fiscais V Previsão das Receitas Fiscais para V Impostos Directos V Impostos Indirectos V Receitas não Fiscais V Despesa Fiscal V.4 Serviços e Fundos Autónomos V.5 Administração Regional e Local V.6 Segurança Social V.7 Despesa Consolidada por Ministérios (Estado e Serviços e Fundos Autonómos) V.7.1 Encargos Gerais da Nação V.7.2 Ministério da Defesa Nacional V.7.3 Ministério dos Negócios Estrangeiros V.7.4 Ministério das Finanças V.7.5 Ministério da Administração Interna V.7.6 Ministério do Equipamento Social V.7.7 Ministério da Justiça V.7.8 Ministério da Economia V.7.9 Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas V.7.10 Ministério da Educação V.7.11 Ministério da Saúde III

6 V.7.12 Ministério do Trabalho e da Solidariedade V.7.13 Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território V.7.14 Ministério da Cultura V.7.15 Ministério da Ciência e da Tecnologia V.7.16 Ministério do Planeamento V.7.17 Ministério da Juventude e do Desporto V.7.18 Ministério da Reforma do Estado e da Administração Pública V.8 Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) V.9 Sector Público Administrativo V.10 Financiamento do Estado em V.11 Relações Financeiras com a UE A N E X O: Uma nova metodologia de orçamentação: o Activity Based Budget IV

7 Í n d i c e d e Q u a d r o s Quadro II.1 Principais Indicadores da Economia Internacional Quadro II.2 Impacto de uma subida de 10% no preço do petróleo Quadro II.3 Despesa Nacional Quadro II.4 Estrutura de Qualificação dos Trabalhadores Quadro II.5 Custos Salariais e do Trabalho em Portugal Quadro II.6 Agregados monetários e crédito interno Quadro II.7 Índices Bolsistas Quadro II.8 Fundos de Investimento Quadro II.9 Balança de Pagamentos Quadro II.10 Cenário Macroeconómico Quadro II.11 Evolução do nível de fiscalidade e Estrutura das receitas Quadro II.12 Nível de fiscalidade nos países da União Europeia Quadro II.13 Importância relativa dos principais impostos Quadro II.14 Estrutura fiscal - Comparação internacional Quadro II.15 Impostos sobre o rendimento em % do PIB Quadro II.16 Impostos sobre o rendimento em % das Receitas Fiscais Totais Quadro II.17 Taxas de tributação implícitas sobre os rendimentos do trabalho dependente Quadro II.18 Impostos sobre o património Quadro II.19 Estrutura dos impostos sobre a propriedade Quadro II.20 Portugal - Estrutura da tributação Quadro II.21 Efeito das alterações introduzidas pelo OE Quadro II.22 Medidas de desigualdade e progressividade Quadro III.1 Conta do subsector Estado Quadro III.2 Despesa do Estado - Classificação Económica Quadro III.3 Despesa do Estado - Grandes Agregados Quadro III.4 Despesa do Estado - Classificação Funcional Quadro III.5 Despesa do Estado - Classificação Orgânica Quadro III.6 Receitas Fiscais em Capítulos I e II do OE Quadro III.7 Serviços e Fundos Autónomos - Receita Quadro III.8 Serviços e Fundos Autónomos - Despesa V

8 Quadro III.9 Receitas e Despesas da Administração Regional e Local Quadro III.10 Principais receitas e despesas da Segurança Social Quadro III.11 Despesa de Investimento do Plano - Classificação Orgânica Quadro III.12 Conta do Sector Público Administrativo Quadro III.13 Necessidades de Financiamento do Estado Quadro III.14 Composição do Financiamento em 2000 (1) Quadro III.15 Estrutura da Dívida Directa do Estado Quadro III.16 Fluxos Financeiros entre Portugal e a União Europeia Quadro III.17 Dívida Pública Portuguesa Quadro IV.1 Principais operações de privatização em Quadro IV.2 Despesas por Funções Quadro IV.3 Evolução PIDDAC do MAI ( ) Quadro V.1 Conta Inicial do SPA Quadro V.2 Conta do Subsector Estado Quadro V.3 Despesa do Estado Classificação Económica Quadro V.4 Despesa do Estado Classificação Funcional Quadro V.5 Despesa do Estado Classificação Orgânica Quadro V.6 Receitas Fiscais do Estado Quadro V.7 Receita do IRS Quadro V.8 Receita do IRC Quadro V.9 Receita do IVA Quadro V.10 Receita do Imposto de Selo Quadro V.11 Despesa Fiscal com Benefícios Fiscais Quadro V.12 Evolução da Despesa Fiscal em IRS Quadro V.13 Evolução da Despesa Fiscal em IRC Quadro V.14 Evolução da Despesa Fiscal em IVA Quadro V.15 Evolução da Despesa Fiscal em IA Quadro V.16 Evolução da Despesa Fiscal em ISP Quadro V.17 Serviços e fundos Autónomos - Receita Quadro V.18 Serviços e fundos Autónomos - Despesa Quadro V.19 Receitas e Despesas da Administração Regional e Local Quadro V.20 Principais receitas e despesas da Segurança Social Quadro V.21 Despesa Total Consolidada - Despesa por Ministérios VI

9 Quadro V.22 Despesa Total Consolidada - EGN Quadro V.23 Serviços e Fundos Autónomos - EGN Quadro V.24 Despesa Consolidada segundo a Classificação Económica - EGN Quadro V.25 Despesa Total Consolidada - MDN Quadro V.26 Serviços e Fundos Autónomos - MDN Quadro V.27 Despesa Total Consolidada - MNE Quadro V.28 Serviços e Fundos Autónomos - MNE Quadro V.29 Despesa Consolidada segundo a Classificação Económica - MNE Quadro V.30 Despesa Total Consolidada - MF Quadro V.31 Serviços e Fundos Autónomos - MF Quadro V.32 Despesa Consolidada segundo a Classificação Económica - MF Quadro V.33 Despesas Excepcionais - MF Quadro V.34 Despesa Total Consolidada - MAI Quadro V.35 Serviços e Fundos Autónomos - MAI Quadro V.36 Despesa Consolidada segundo a Classificação Económica - MAI Quadro V.37 Despesa Total Consolidada - MES Quadro V.38 Serviços e Fundos Autónomos - MES Quadro V.39 Despesa Consolidada segundo a Classificação Económica - MES Quadro V.40 Despesa Total Consolidada - MJ Quadro V.41 Serviços e Fundos Autónomos - MJ Quadro V.42 Despesa Consolidada segundo a Classificação Económica - MJ. 277 Quadro V.43 Despesa Total Consolidada - MEC Quadro V.44 Serviços e Fundos Autónomos - MEC Quadro V.45 Despesa Consolidada segundo a Classificação Económica - MEC Quadro V.46 Despesa Total Consolidada - MADRP Quadro V.47 Serviços e Fundos Autónomos - MADRP Quadro V.48 Despesa Consolidada segundo a Classificação Económica - MADRP Quadro V.49 Despesa Total Consolidada - ME VII

10 Quadro V.50 Serviços e Fundos Autónomos - ME Quadro V.51 Despesa Consolidada segundo a Classificação Económica - ME Quadro V.52 Despesa Total Consolidada - MS Quadro V.53 Serviços e Fundos Autónomos - MS Quadro V.54 Despesa Consolidada segundo a Classificação Económica - MS Quadro V.55 Despesa Total Consolidada MTS Quadro V.56 Serviços e Fundos Autónomos - MTS Quadro V.57 Despesa Consolidada segundo a Classificação Económica - MTS Quadro V.58 Despesa Total Consolidada - MAOT Quadro V.59 Serviços e Fundos Autónomos - MAOT Quadro V.60 Despesa Consolidada segundo Classificação Económica - MAOT Quadro V.61 Despesa Total Consolidada - MC Quadro V.62 Serviços e Fundos Autónomos - MC Quadro V.63 Despesa Consolidada segundo a Classificação Económica - MC Quadro V.64 Despesa Total Consolidada - MCT Quadro V.65 Serviços e Fundos Autónomos - MCT Quadro V.66 Despesa consolidada segundo a Classificação Económica - MCT Quadro V.67 Despesa Total consolidada - MP Quadro V.68 Serviços e Fundos Autónomos - MP Quadro V.69 Despesa Consolidada segundo a Classificação Económica - MP Quadro V.70 Despesa Total Consolidada - MJD Quadro V.71 Serviços e Fundos Autónomos - MJD Quadro V.72 Despesa Consolidada segundo a Classificação Económica - MJD Quadro V.73 Despesa Total Consolidada - MREAP Quadro V.74 Serviços e Fundos Autónomos - MREAP Quadro V.75 Despesa Consolidada segundo a Classificação Económica - MREAP VIII

11 Quadro V.76 PIDDAC Quadro V.77 Capítulo 50 do Orçamento do Estado - Investimentos do Plano Quadro V.78 Conta do Sector Público Administrativo Quadro V.79 Necessidades de Financiamento do Estado Quadro V.80 Composição do Financiamento em 2001 (1) Quadro V.81 Fluxos Financeiros entre Portugal e a União Europeia em IX

12 Í n d i c e d e G r á f i c o s Gráfico II.1 Principais Contributos para o Crescimento do PIB na Área Euro Gráfico II.2 Produtividade do Trabalho nos EUA Gráfico II.3 Preço Spot do Petróleo Brent Gráfico II.4 Indicador Coincidente da Actividade Económica Gráfico II.5 Indicadores de Consumo Gráfico II.6 Indicadores de Investimento Gráfico II.7 Comércio Externo de Bens e Serviços Gráfico II.8 Indicadores de Confiança Gráfico II.9 Taxa de Emprego e Desemprego Gráfico II.10 Fluxos de Mão-de-Obra em Gráfico II.11 Índice de Preços no Consumidor Gráfico II.12 Índice Harmonizado de Preços no Consumidor Gráfico II.13 Taxas de Juro do Eurosistema e Taxa Overnight Gráfico II.14 Curva de Rendimentos na Área Euro Gráfico II.15 Taxas de Juro dos Empréstimos e Lisbor a 6 meses Gráfico II.16 Obrigações de Dívida Pública a 10 anos Gráfico II.17 Desempenho comparativo das Bolsas de Valores Gráfico II.18 Decomposição da variação homóloga do Saldo da Balança de Mercadorias Gráfico II.19 Perfil demográfico em Gráfico II.20 Efeitos sobre o rendimento disponível Gráfico III.1 Estrutura da despesa corrente Gráfico III.2 Estrutura da despesa corrente Gráfico III.3 Estrutura da despesa de capital Gráfico III.4 Estrutura da despesa de capital Gráfico III.5 Evolução da estrutura (em %) da despesa com activos do Estado, segundo a classificação funcional Gráfico III.6 Estrutura da despesa, segundo a classificação funcional Gráfico III.7 Estrutura da despesa, segundo a classificação funcional Gráfico V.1 Estrutura da despesa corrente Gráfico V.2 Estrutura da despesa corrente Gráfico V.3 Estrutura da despesa de capital X

13 Gráfico V.4 Estrutura da despesa de capital Gráfico V.5 Estrutura da despesa, segundo a Classificação Funcional Gráfico V.6 Estrutura da despesa, segundo a Classificação Funcional XI

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15 O O r ç a m e n t o d o E s t a d o p a r a O Orçamento do Estado para 2001 e a reforma fiscal iniciam um novo ciclo nas finanças públicas. Este ciclo resulta de duas necessidades: por um lado, um necessidade induzida por um factor externo, a participação de Portugal no euro, para o qual a solidez das finanças públicas e a eliminação do défice orçamental são essenciais; por outro lado, a necessidade de libertar recursos que permitam o desenvolvimento do sector produtivo da economia, numa situação de grande escassez do factor trabalho e de carência de poupança nacional. A reforma fiscal contribuirá para a redução das distorções na economia, promovendo os incentivos ao trabalho e ao investimento. O alargamento da base tributária deverá permitir um crescimento normal das receitas sendo necessários novos esforços na contenção das despesas para a concretização do processo de consolidação gradual das finanças públicas. No quadro do euro, a combinação da política económica resulta da política monetária que é conduzida pelo SEBC e das escolhas nacionais em termos de receita e de despesa pública. A política orçamental desempenha portanto, um papel fundamental na determinação dos equilíbrios macroeconómicos. A necessidade de reduzir os actuais desequilíbrios, através da reorientação dos recursos disponíveis para o sector produtivo e da moderação do crescimento do consumo privado, determina uma política orçamental em linha com os objectivos fixados no Programa de Estabilidade e Crescimento. A redução do défice público deverá contribuir para a moderação salarial, fundamental para a melhoria da competitividade da produção nacional. A participação no núcleo fundador do euro permitiu ao nosso País ter os benefícios de se encontrar numa zona de crescimento com estabilidade monetária. Destes benefícios três podem ser destacados: primeiro, a eliminação do prémio de risco sobre o escudo, o que permitiu uma redução muito importante da taxa de juro real para os níveis dos nosso parceiros da União Europeia e consequentemente do custo do capital, eliminando uma fonte importante de perda de competitividade; 1

16 segundo, facilitou a integração do País nos mercados financeiros europeus e internacionais; terceiro, permitiu melhorar de forma significativa o nível de vida da população, pela melhoria que induziu na situação financeira de empresas ou particulares que se haviam endividado a taxas de juro substancialmente mais elevadas, nas suas decisões de investimento (v. g. aquisição de bens de investimento ou de habitação própria). A adesão ao euro traduziu-se, por isso, numa melhoria do rendimento permanente das famílias, quer por sentirem um menor valor actualizado dos encargos com a sua dívida, quer por anteciparem uma redução no valor actualizado dos seus impostos decorrente do fenómeno similar sobre os encargos com a dívida pública, quer ainda por anteciparem uma melhoria também permanente nas condições globais de funcionamento e de financiamento do sector produtivo, com consequências sobre o nível de emprego e de salários futuros. Foi assim estimulado o consumo privado, particularmente dos bens de consumo duradouro, mas também a aquisição de bens de investimento por parte das famílias (habitação), em reflexo quer do aumento do rendimento permanente quer da redução do custo do endividamento. Esta redução importante do custo do capital levou a um ajustamento de carteira dos agentes económicos, que acumularam activos e aumentaram o seu endividamento. As empresas procederam de forma semelhante, reforçando o investimento, movimento que se deu também, embora com menor amplitude, nos outros países europeus, estando as taxas de juro a valores reduzidos por padrões históricos. Porém, este processo será necessariamente mais expressivo em Portugal, dado a necessidade de manutenção do processo de catching-up das nossas empresas em termos de utilização do capital e de tecnologia. Por esta razão, e porque muito deste aumento do consumo e do investimento das empresas foi orientado para importações, o aumento do endividamento de famílias e empresas foi acompanhado (não havendo uma redução no mesmo montante de consumo dos recursos pela Administração Pública) por um aumento do endividamento externo. Tanto o aumento da procura interna motivado por recomposição de carteira como o ajustamento similar no nível óptimo de capital/investimento e de endividamento das empresas são alterações de nível. Até terem sido alcançados os novos níveis óptimos as taxas de variação destes agregados foram temporariamente mais elevadas. 2

17 Este fenómeno deu-se no nosso País no momento em que na generalidade dos países europeus se está a verificar outra alteração qualitativa de grande importância: os sectores privados, e em particular as empresas, reduziram a sua poupança, pelas razões apontadas, ao mesmo tempo que os sectores públicos passaram de uma situação deficitária a um quase equilíbrio ou mesmo, nalguns casos, a um excedente orçamental. Desta forma o sector público acomodou a necessidade de mais recursos do sector produtivo. Confluem, assim, os elementos de necessidade e de caracterização deste novo ciclo das finanças públicas: o défice orçamental tem que continuar a diminuir a um ritmo significativo, sem o que não serão gerados recursos em quantidade para sustentar o desenvolvimento e a convergência real; a despesa pública, em conformidade, tem que diminuir o seu ritmo de crescimento nominal e real, esgotado que está o processo de consolidação orçamental pela via da receita; a eficiência da Administração Pública portuguesa não só não pode diminuir neste processo como tem que aumentar. O Orçamento do Estado para 2001 foi elaborado nesta base, com uma forte contenção da taxa de crescimento da despesa pública. Em consonância, esta diminui de cerca de 11% para menos de 6%, com a taxa de crescimento da despesa corrente a uma ter evolução semelhante, embora menos pronunciada: de 11,1% para pouco mais de 6,5%. Para se poder atingir este resultado, procedeu-se da seguinte forma: foram estabelecidos tectos à despesa de funcionamento dos ministérios; foi estabelecido um tecto de 2,5% ao crescimento da despesa dos serviços e fundos autonómos como regra geral, a excepcionar quando estivesse em acusa a absorção de fundos comunitários ou de receitas próprias; iniciou-se a implementação de um orçamento assente na gestão por objectivos, de que em 2001 corresponde a uma definição mais estrita da orçamentação por actividades, criando espaço para um acompanhamento cuidado da execução orçamental ao longo do ano. Como referências quantitativas para este exercício foram fixados aumentos, face ao Orçamento do Estado para 2000, de 400 milhões de 3

18 contos para a despesa no subsector Estado e 650 milhões de contos para a Administração Central. Assim, os orçamentos de funcionamento dos ministérios basearam-se na estimativa de execução de Com efeito, à generalidade dos ministérios foi atribuído como plafond para 2001 um valor quase idêntico ao executado em 2000, com a excepção: dos Ministérios da Administração Interna, da Defesa Nacional e da Educação, onde há ainda em 2001 impacte significativo da reestruturação de carreiras ou medidas similares com impacte nas remunerações e simultaneamente uma aposta reforçada em áreas estratégicas (por exemplo, o reforço da segurança interna ou a nova política de contratação e incentivos no âmbito da Lei do Serviço Militar); dos Ministérios da Justiça, da Cultura e da Ciência e Tecnologia, em reflexo da prioridade dada ao reforço da acção em domínios como a Sociedade da Informação ou a modernização do sistema judicial. O aumento agregado face ao Orçamento do Estado para 2000 dos orçamentos de funcionamento é, assim, de apenas cerca de 90 milhões de contos. Por sua vez, há aumentos significativos em dotações que resultam de políticas sociais do Governo ou que respeitam à implementação de Leis da República. Entre estas últimas destacam-se: a Lei das Finanças Locais, que implica um aumento da transferências para as Autarquias em relação ao OE2000 de cerca de 47,5 milhões de contos; a Lei das Finanças das Regiões Autónomas, que implica um aumento da transferências para as Regiões Autónomas de mais de 7 milhões de contos; a Lei de Bases da Segurança Social, responsável por um aumento de transferências correntes de 33,8 milhões de contos; a Lei de Programação Militar, cujo aumento excede 4,6 milhões de contos. A estes valores acresce um aumento de transferência para o SNS de 90 milhões de contos, para a CGA de mais de 30 milhões de contos e para a ADSE de 5 milhões de contos. A dotação para bonificações de juros para aquisição de habitação, por sua vez, aumenta num valor da ordem de 5 4

19 milhões de contos. No seu conjunto, estes valores totalizam cerca de 225 milhões de contos. Saliente-se, para terminar, que os encargos com a dívida pública aumentam mais de 40 milhões de contos. Apesar destes aumentos, o esforço de compressão da despesa corrente no orçamento de funcionamento dos ministérios e nos serviços e fundos autónomos (cujo aumento face ao Orçamento do Estado de 2000 é inferior a 5%) permite alcançar dois objectivos essenciais da política económica para 2001: um défice orçamental para o conjunto do SPA de 1,1% do PIB; uma redução da dívida pública em percentagem do PIB, para 55,6% do PIB. 5

20 Evolução da Conta do SPA em 2000/2001 Óptica da Contabilidade Pública variação percentual C.G.E. FSA's ARL SEG. SOC TOTAL C.G.E. FSA's ARL SEG. SOC TOTAL C.G.E. FSA's ARL SEG. SOC TOTAL 1. RECEITAS CORRENTES ,2% 6,1% 5,1% 8,3% 6,8% 2 DESPESAS CORRENTES ,8% 4,6% 4,6% 10,5% 6,6% 2.1. Consumo Publico ,7% 2,7% 5,5% 6,6% 5,5% 2.2. Subsidios ,9% 1,1% -19,9% 0,0% 2,1% 2.3. Encargos correntes da divida ,7% 43,7% -20,4% -61,5% 4,9% 2.4. Transferencias Correntes ,4% 8,0% 9,5% 10,7% 8,8% 3. SALDO CORRENTE ,7% 85,6% 7,9% -34,5% 10,6% 4.RECEITAS DE CAPITAL ,0% 7,4% 4,6% 4,7% 8,4% 5. DESPESAS DE CAPITAL ,1% 6,4% 8,4% -10,6% 2,2% 5.1. Investimentos ,6% -1,7% 10,0% 13,4% 3,3% 5.2. Transferencias de Capital ,1% 15,8% 0,9% -12,0% 1,0% 5.3. Outras despesas de capital ,6% 5,6% -15,1% -40,0% -9,2% 6.SALDO GLOBAL ,9% 67,6% 215,8% 0,5% -16,8% 6

21 I. SUMÁRIO EXECUTIVO No Conselho Europeu de Lisboa a União Europeia estabeleceu um novo objectivo estratégico para a próxima década, para enfrentar com êxito o actual processo de globalização e vencer os desafios de uma nova economia baseada no conhecimento. A economia portuguesa deverá transformar-se radicalmente, tirando assim as oportunidades dos avanços tecnológicos nas Comunicações e Telecomunicações e da Sociedade do Conhecimento. Os desafios identificados pelo Conselho Europeu de Lisboa e as iniciativas subsequentes ao nível da União formam um quadro altamente favorável para a implementação das necessárias reformas na educação, ciência, formação profissional, saúde, segurança social, justiça, administração pública, fiscal e enquadramento orçamental, entre outros, que darão novos impulsos sustentados para a criação e desenvolvimento duma economia portuguesa competitiva e com elevado nível de coesão social. É preciso qualificar as pessoas, investir no capital humano assegurando o crescimento do produto de forma endógena e tornar mais flexível e competitivo o mercado de trabalho. A aposta decisiva da Sociedade da Informação e do Conhecimento fornece, por isso, uma solução de dupla-chave: é simultaneamente uma aposta no investimento que mais favorece o desenvolvimento do capital humano e mais rapidamente faz crescer a produtividade. O desenho da política orçamental para 2001 tem por objectivo o reforço do ambiente económico estável que é necessário para favorecer o investimento, o emprego e o crescimento. A estabilidade macroeconómica é considerada no Programa do XIV Governo Constitucional como condição essencial para o reforço do ambiente favorável ao investimento, ao crescimento e à criação sustentada de emprego, pois favorece a modernização do tecido empresarial e a melhoria da competitividade das empresas nacionais. É, pois, essencial para a aceleração da convergência estrutural da economia portuguesa com as economias mais desenvolvidas da UE, objectivo último da política económica. A política orçamental é, por sua vez, identificada no referido Programa como o instrumento na consolidação da estabilidade macroeconómica, constituindo assim uma trave mestra do edifício da política económica. O Programa de Estabilidade e Crescimento para o período constitui o enquadramento de médio prazo à política orçamental, estabelecendo a estratégia de consolidação orçamental gradual 7

22 e os objectivos quantitativos para os rácios do saldo global das Administrações Públicas e da Dívida Pública no PIB. A implementação de políticas estruturais, as reformas económicas, nomeadamente na área dos impostos directos, deverá potenciar a eficácia das políticas de estabilidade e reduzir as distorções existentes, através do aumento da base fiscal e da redução das taxas marginais de imposto. A melhoria da eficiência fiscal permitirá ganhos de receita, contribuindo também para o aumento da justiça fiscal. A Proposta de Orçamento do Estado para 2001 apresenta as medidas e meios para a concretização dos objectivos da política económica. Esta proposta tem em conta o enquadramento macroeconómico e os objectivos fixados no Programa de Estabilidade e Crescimento. A actual proposta de Orçamento visa contribuir neste processo de transformação radical da economia portuguesa, dando início ao projecto de Pacto de Justiça Fiscal, nomeadamente num desagravamento substancial do IRS, na adopção de medidas e políticas de alargamento da base tributária dos impostos directos e à construção do Orçamento na base das actividades que permitirá, uma vez implementado na Administração Pública, escolhas racionais e mais objectivas na utilização dos recursos públicos, maximizando os benefícios do cidadão contribuinte. A nova orientação para a política orçamental é já visível neste Orçamento, cujas sete principais características são: um crescimento da despesa pública em linha com o produto, o que representará uma queda da taxa de crescimento real da despesa pública para valores cerca de 3,5% (que compara com cerca de 7,5% em 2000): o que determinará a diminuição do seu peso, de novo, para valores inferiores a 50% do PIB; a fixação de tectos de despesa corrente no orçamento de funcionamento dos ministérios que traduzem variações reais nulas ou negativas na generalidade dos casos; o estabelecimento de uma regra geral de não crescimento real da despesa dos fundos e serviços sob a administração indirecta do Estado, excepcionando apenas casos pontuais; a elaboração de um orçamento por actividades, associando despesas a objectivos, permitindo avaliar a produtividade da despesa pública e o seu mérito; a estabilização do peso da despesa social no conjunto da despesa pública, recentrando a ênfase na qualidade e eficiência desta despesa, o que implica uma maior exigência também na 8

23 dinamização de reformas profundas em alguns dos seus domínios; a diminuição do peso fiscal sobre o trabalho e o investimento, com diminuição de taxas de imposto sobre contribuintes singulares e empresas, acompanhada do alargamento da base de tributação, intensificando o combate à fraude e à evasão fiscais; o reforço da margem de gestão e flexibilidade da política orçamental, através da redução da dívida pública, da intensificação do recurso ao project finance quando este for o instrumento apropriado, e da elaboração do Orçamento do Estado numa base plurianual, identificando com rigor os efeitos das medidas de política económica nos Orçamentos do Estado de anos futuros. Os objectivos da política fiscal são a equidade entre os contribuintes e a competitividade das empresas. A proposta de lei de Reforma Fiscal visa reformular a tributação do rendimento e adoptar medidas destinadas ao combate à evasão e à fraude fiscais. Um número significativo de artigos do Código do IRS, do Código do IRC, do Estatuto dos Benefícios Fiscais, da Lei Geral Tributária, do Estatuto dos Tribunais Administrativos e Fiscais, do Código de Procedimento e de Processo Tributário, entre outros, serão objecto de revisão. No domínio do IRS, destacam-se as seguintes alterações: alteração do conteúdo da incidência objectiva, como, por exemplo, a criação de uma única categoria de rendimentos de actividades empresariais e de trabalho independente abrangendo os rendimentos de actividades industriais, comerciais, agrícolas e de prestação de serviços (actualmente compreendidas nas normas de incidência das categorias B, C e D) com o mesmo regime de apuramento do rendimento tributável; criação de um regime simplificado de determinação do rendimento colectável, com carácter optativo, aplicável aos sujeitos passivos de IRS titulares de rendimentos empresariais e profissionais com volume de negócios anual inferior a contos e que não realizem prestações de serviços de montante superior a contos; redução de taxas liberatórias, nomeadamente a respeitante às mais-valias, tendo em vista o englobamento obrigatório de todas as fontes de rendimento; 9

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