Jornal mensal para a defesa dos interesses regionais. Américo Gegaloto PS. Página 6, 7 e 8

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1 Jornal mensal para a defesa dos interesses regionais Director: Eduardo Cunha Cruz Ano 31º Periodicidade: Mensal Nº 342 Maio 2009 Preço: 0.50 Euros PORTE PAGO POLÍTICA BE, PSD e PS apresentam candidatos às eleições autárquicas Carlos Macedo BE Francisco Luís PSD Américo Gegaloto PS Página 6, 7 e 8 ENTREVISTA Joaquim Gronita Joaquim Gronita publicou, recentemente, o Livro O anúncio da deficiência da criança e as suas implicações familiares e psicológicas... Página 15 DESPORTO Campeonato Distrital da 1ª Divisão Terminada a época 2008/2009 do Campeonato Distrital da 1ª Divisão, no qual participaram as equipas mais representativas do concelho de Sesimbra, chegou a altura de fazer o respectivo balanço... Página 17 Página 10 Foto: CMS SESIGÁS - Comércio de Gás, Lda. Fornecedor exclusivo GALP gás em todo o concelho de Sesimbra Rua da República, Sesimbra Telefone:

2 2 Jornal de Sesimbra MAIO 2009 Saúde Opinião A propósito de... Carlos Silva Médico Diarreia do viajante Sempre que viajamos de um pais para outro, e sobretudo se tal implicar variações acentuadas nos climas, nas condições sociais e de higiene sanitária, corremos o risco de surgir com diarreia. A diarreia do viajante é marcada por aumento do número de dejecções diárias, com fezes pastosas ou líquidas, acompanhadas ou não de náuseas, vómitos, cólicas e mal-estar febril. Os sintomas surgem, habitualmente, de forma súbita, na primeira semana de viagem, mas podem surgir em qualquer altura, mesmo após o regresso. Habitualmente dura três ou quatro dias mas pode, poucas vezes, durar uma ou mais semanas. A grande parte destas diarreias é de origem infecciosa, normalmente por ingestão de água ou alimentos contaminados. De facto, parece haver uma correlação com o número de erros alimentares cometidos durante a viagem, embora haja indivíduos com risco acrescido por estados de imunodeficiência. Contudo, a maioria dos casos de diarreia do viajante são formas leves e auto-limitadas. Crianças com menos de 3 anos de idade podem ter for- mas mais graves. Em viagem, sobretudo nas regiões tropicais da Ásia, da África e da América Latina, convém adoptar um conjunto de procedimentos preventivos, respeitando o mais possível as normas de higiene e segurança alimentar. Lavar as mãos com frequência, e ter atenção ao consumo de alimentos de maior risco com a água, o gelo, as saladas, a fruta, o leite e os respectivos derivados (gelados, iogurtes, queijo fresco), os ovos e todos os alimentos consumidos crus. O tratamento comporta sempre a avaliação do estado de hidratação e assegurar um bom aporte de líquidos. Nalguns casos é também necessário reduzir a frequência das dejecções e usar antibióticos. Em viagem, sobretudo nas regiões tropicais da Ásia, da África e da América Latina, convém adoptar um conjunto de procedimentos preventivos respeitando o mais possível as normas de higiene e segurança alimentar. O porquê do silêncio A actividade jornalista tem o nobre propósito de informar a população em geral, denunciar situações diversas, no fundo influenciar a opinião pública. No nosso país foi patente esse nobre papel durante a longa ditadura, na qual se destacaram homens e mulheres corajosos que contornando as limitações impostas pela censura conseguiam ainda dar conta que nem tudo estava bem neste jardim á beira-mar plantado. E hoje? Hoje os meios de comunicação social estão reféns de outras coisas, diferentes ou nem tanto, da censura. Propriedade de grandes consórcios económicos, reféns dos índices de audiências, naturalmente submetem-se a esses interesses e a verdade nua e crua é que esses interesses não Promover o convívio e a diversão, através de mais um encontro entre várias instituições de apoio à deficiência, foi o grande objectivo do IVº Encontro de Canoagem e Mar e o IIº Encontro de Vela e de Actividades Radicais promovido pelo Centro de Actividades Ocupacionais da Cercizimbra. A Praia do Ouro em Sesimbra foi, uma vez mais, o local escolhido e, durante mais de cinco horas, foram mais de duzentos os jovens e adultos que brincaram, numa festa onde não interessa se há vencidos ou vencedores, mas sim promover a diversão e a troca de experiências, realçou Maria João Figueira, técnica responsável pela coordenação da iniciativa. Divididos por instituições, os utentes jogaram e desfrutaram permitem a imparcialidade. Assim e no que diz respeito a coberturas de acções politica e partidárias ou mesmo de campanhas eleitorais é chocante no mínimo o grau de desvalorização e valorização conforme a conveniência. Uma sala com cerca de uma centena de pessoas, o tabu do eterno candidato rebelde que no fim de contas alinha sempre ou uma visita de um candidato à sempre eterna feira, têm honras noticiosas, com largos minutos de reportagem. Por outro lado uma marcha com quase uma centena de milhar de pessoas é desvalorizada, já não se usa. dizem. De facto a falta de cobertura noticiosa em acções da CDU, onde é comum a realização de jantares com centenas de mili- de diversos jogos e modalidades, distribuídos ao longo da praia do ouro. Para o Nelson, técnico responsável pela Cerci de Grândola, a sua equipa mostra-se sempre entusiasmada a participar e este já é o segundo ano que se deslocam a Sesimbra. Habituados também a acompanhar este tipo de eventos estão o Fernando, o Zé e o Francisco, utentes da APPACDM, que já ganharam algumas medalhas em competições de natação e por isso estão sempre dispostos a dar o máximo, sempre o máximo. Estas actividades são sempre muito bem aceites por todos os cinquenta voluntários envolvidos neste evento, pois implicam actividades ao ar livre e, durante estas horas, estes jovens e adultos têm a possibilidade de brincar na água e no areal e de con- Filipe Marques Dirigente do Sindicato Nacional dos Ferroviários tantes e simpatizantes ou a realização de acções de rua com milhares de pessoas é chocante. A escolha de personalidades para debates televisivos com temas importantes e fulcrais, onde sistematicamente são esquecidos os comunistas Portugueses, é no mínimo um exercício censório. O rótulo sempre eterno da cassete do PCP, dado por comentadores e jornalistas é ele por si uma cassete que necessita de uma actualização! Afinal estamos na época digital e seria normal o choque tecnológico já ter chegado á Comunicação Social. O que se pretende é uma comunicação isenta e imparcial onde as diversas vozes e sensibilidades nacionais estejam em pé de igualdade. Sesimbra recebe 4º Encontro de Canoagem e Mar e o 2º Encontro de Vela e Actividades Radicais Texto: Sónia Faria Lopes viver com outros amigos, que não aqueles que habitualmente encontram na sua instituição. Para quem assistia de fora, é de lamentar só se realizarem uma vez por ano. Devia haver mais iniciativas deste tipo e que envolvessem toda a comunidade escolar, para que sejam criados outros hábitos na nossa juventude, sugere uma sesimbrense, enquanto olhava de cima do muro da praia a alegria destas pessoas. Pelo quarto ano consecutivo, este evento contou com a participação de todas as instituições associadas à FENACERCI da zona sul do Tejo e de outras associações de apoio à deficiência, numa iniciativa da Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social, no âmbito da campanha do Pirilampo Mágico.

3 MAIO 2009 Jornal de Sesimbra 3 Direito Coluna Vertebral 1. No combate político precedendo as eleições europeias, evidenciaram-se candidatos com profundo conhecimento das questões e dos problemas em debate no Parlamento Europeu e outros que não conseguiram descolar de uma certa estreiteza de vistas e de uma visão estritamente paroquial e empobrecida das relevantes questões em jogo e em apreciação, no plano da União Europeia. Actualmente, mais de metade das decisões que importam a cada Estado membro são deliberadas pelo Parlamento Europeu, em diálogo profundo e rigoroso com a Comissão Europeia e o Conselho Europeu. 2. Caso o processo de ratificação do Tratado de Lisboa seja concluído num futuro próximo, a participação dos Parlamentos nacionais no processo de decisão sobre as questões europeias será reforçado, a Presidência da União ganhará outro relevo no plano representativo e da decisão, ao mesmo tempo que um conjunto de novos temas será submetido a condições de deliberação mais rápidas e mais democráticas, nas instâncias da União. 3. Durante o processo de superação da crise europeia e internacional que urge, é preciso estabelecer as bases de um novo paradigma que impeça os sistemas financeiros de se afastarem das reali- Joel Hasse Ferreira dades económicas em movimento, quer na Europa quer no restante Mundo. A nova Administração norte-americana ajudará a criar novos mecanismos internacionais de regulação e eficaz supervisão financeira, que dificultem a especulação e impeçam a fraude, como ocorreu de forma grave durante a Administração Bush, com alguma complacência dos sectores ultra liberais da Comissão Europeia. 4. Ao mesmo tempo, é necessário potenciar o desenvolvimento das economias europeias, aumentar os sistemas de protecção social, coordenar os sistemas de segurança social na Europa nomeadamente para permitir a maior mobilidade dos trabalhadores, desenvolver os processos de equivalência das qualificações académicas e das certificações profissionais para facilitar a mobilidade dos jovens e de todos os cidadãos e cidadãs nos mercados de trabalho europeus. Ao mesmo tempo que interessa promover o investimento público, privado social e cooperativo que garanta a sustentabilidade dos processos de desenvolvimento em todo o território da União Europeia, cuja coordenação e governação económica necessita de ser reforçada e articulada devidamente com a actuação do Banco Central Europeu. Loja: Rua 2 de Abril, Sesimbra Tel/Fax: Sede: Urb. Pinhal de Cima, Lt. 3 - Garagem, Almoinha Tel: Carlos Sargedas - Fotógrafo - Avª Liberdade, nº. 23 Sesimbra Tel Muito temos ouvido falar no caso Freeport, e no nome do nosso Primeiro Ministro. Saltam à vista comentários e opiniões vindos dos mais variados quadrantes da vida politica e social Portuguesa... Se uns há que a única coisa que causam é agitação na comunicação social, outros há que têm de ter bastante mais cuidado ao exprimir uma opinião em publico... Temo-nos debruçado sobre a lei processual e lei substantiva em geral, mas não nos podemos esquecer dos variados intervenientes do mundo legislativo. Assim, devido a todo o burburinho que tem andado à volta do processo Freeport, e com o forte contributo do Bastonário da Ordem dos Advogados através das suas declarações para esse conflito, vamos aprofundar a questão da formação de um Advogado e a sua responsabilidade enquanto profissional. Para se ser Advogado, há que completar o ensino secundário e ingressar numa Universidade que ministre o curso de Direito. Hoje em dia, após o processo de Bolonha, que visa europeizar os cursos superiores através de uma aproximação da duração e metodologia dos cursos superiores, o curso de direito tem a duração de 4 anos. No meu caso, foram 5 anos, pois a minha licenciatura foi pré Bolonha. Posto isto temos uma pessoa licenciada em Direito. Mas para ser Advogado é preciso ingressar e concluir com sucesso a Ordem dos Advogados. Para tal, hoje em dia o licenciado em Direito tem de realizar um mestrado de mais um ano para perfazer as condições de acesso à profissão de Advogado. Mestrado feito, é altura de frequentar o curso de estágio da Ordem dos Advogados, acompanhado de um estágio profissional, tutelado por um patrono, que tem de ser um Advogado com mais de 5 anos de inscrição na OA. Esse curso de estágio é dividido em duas fases, a inicial e a complementar. Na primeira, os agora Advogados estagiários, têm de frequentar as aulas de formação de Deontologia, Prática Processual Civil e Prática Processual Penal. Após esta formação os Advogados estagiários são submetidos a um exame por cadeira e têm de ter aproveitamento para seguirem em direcção à fase complementar. Nesta segunda fase, o Advogado estagiário deve frequentar as várias áreas de formação que a OA disponibiliza, para se preparar para o exame de agregação à OA, que é composto por um exame escrito e uma prova oral, onde de entre as áreas de formação que o Advogado estagiário escolheu, pode desenvolver um tema à sua escolha, mas que tenha que ver com algo em que tenha efectivamente trabalhado, ou pelo menos aprofundado. Agregação feita com sucesso, temos mais um Advogado. Ora, o Advogado está obrigado a seguir um determinado comportamento profissional, que é tutelado em primeiro lugar pelo bom senso, e em segundo pelos deveres deontológicos ditados pelo Estatuto da Ordem dos Advogados. Ora, este diploma é para ser seguido e cumprido pelos Advogados, e gera res- César Pratas Advogado* ponsabilidades para quem não o respeitar, ou o ignorar... Podemos apontar alguns exemplos de regras do EOA: O comportamento público do Advogado deve seguir a lei, os usos, costumes tradicionais que a profissão impõe. Deve agir com honestidade, probidade, rectidão, lealdade, cortesia e sinceridade. O art. 84º do EOA diz o seguinte: O advogado, no exercício da profissão, mantém sempre em quaisquer circunstâncias a sua independência, devendo agir livre de qualquer pressão, especialmente a que resulte dos seus próprios interesses ou de influências exteriores, abstendo-se de negligenciar a deontologia profissional no intuito de agradar o seu cliente, aos colegas, tribunal ou a terceiros., diz ainda a alínea a) do art. 86º EOA: Constituem deveres do advogado para com a OA, não prejudicar os fins e o prestigio da OA e da advocacia.. O Advogado está também obrigado ao segredo profissional, e não deve discutir publicamente questões profissionais pendentes, está também obrigado ao dever de solidariedade com os colegas, e tem de, no exercício da profissão, agir com urbanidade. Para bom entendedor... meia palavra basta... Até breve. Constituem deveres do advogado para com a OA, não prejudicar os fins e o prestigio da OA e da advocacia * Junior Associated da César Pratas & Associados, Sociedade de Advogados, R.L. As melhores marcas aos melhores preços OLIMPUS - NIKON - CANON - MINOLTA Venha conhecer as últimas novidades da fotografia digital

4 4 Jornal de Sesimbra MAIO 2009 Ensaio CAGICA RAPAZ PUBLICA NOVO LIVRO António Cagica Rapaz apresenta no dia 27 de Junho, na Biblioteca Municipal de Sesimbra, a sua mais recente obra literária. Que país é este titula o livro que sucede a Conversas, com versos e com ventos, Janela com escritos, As bonecas russas, Libero e directo e Noventa e tal contos. A Fonte da Palavra continua a ser a editora de eleição do autor sesimbrense. Um dia chego lá Sentença Vanessa Pereira Pelos ouvidos entra-lhe um som agudo e sibilante que coincide com o exacto momento em que a dor forte do impacto lhe atinge a lateral da perna, um pouco abaixo da anca, e um calor, quase reconfortante, se espalha pelo corpo, quando uma golpada de sangue lhe sobe à cara, deixando-lhe o cérebro a latejar, de forma quase visível, nas têmporas. Sente os braços e as pernas amolecerem, cedendo ao castigo, a um ritmo um pouco mais acelerado do que desejava, ou do que as chicotadas do couro o deveriam dobrar. Está de bruços, no chão, no tapete da sala de estar, depois de a fivela do cinto lhe ter apanhado uma fragilidade entre a barriga da perna e o rabo que o prostou. Assim subjugado e humilhado, sente a saliva a subir-lhe à boca e se o vai-e-vem do cinto não tivesse cessado, sem mais nem porquê, teria vomitado ali mesmo, no centro da sala, em frente ao sofá onde o pai agora está sentado e onde ele havia estado poucas horas antes estendido, mas longe deste desfecho. Encosta a cara à carpete peluda e sente um fio de baba escorrer-lhe pelo canto da boca. Mas é só o que sai. Nem uma lágrima, nem um lamento, nem um queixume, nem uma súplica, nem uma palavra. Assim, tão de perto, percebe que há ali sujidade tão entranhada pelos anos e pelo uso, que o aspirador e o esforço da dona Maria não conseguem sugar. Migalhas, cabelos, pêlos e agora o seu fio transparente de saliva espessa. Quando reúne forças para levantar a cabeça, ainda vê os pés do pai a virar-lhe costas e sair porta fora. A mesma por onde ele próprio tinha entrado havia minutos, depois de ter andado quilómetros para não pensar mais nas horas dessa tarde em que se encontrara, ali mesmo, com a filha da empregada, e de, no regresso, ao fazer rodar a chave na fechadura, sentir um arrepio premonitório algures na barriga, quando ouviu, do outro lado, o silêncio taciturno duma normalidade estranha. Mantém ainda os sentidos alerta na expectativa de mais uma dolorosa chicotada que já não ocorreria. Deixa-se ficar, a descansar, enquanto as dores, até aí, fortes e ritmadas, entre o momento em que o braço acusador e penitenciador se levantava e se abatia sobre ele numa sacudidela, se tornam agora fixas e permanentes à medida que o corpo arrefece. Volta a cerrar com força os olhos. Mas não verte nada. Se deixasse sair alguma coisa, pensa, uma lágrima, um lamento, um queixume, uma súplica, uma palavra, talvez aliviasse o peso da dor e da culpa. O seu corpo, no entanto, recusa-lhe o consolo e cumpre, com resignação, a penitência. Sentese dormente e, por instantes, o presente e a recordação dessa mesma tarde misturamse desordenando-lhe os pensamentos. Ele tinha-a conduzido até ao sofá da sala, pela mão suada e fria de antecipação. Ali se tinham estendido os dois, encontrando-se duma forma que os expunha um ao outro mais do que o facto de serem, há muito, filhos, ela da dedicada dona Maria, e ele do senhor António e da dona Beatriz. Tinham demorado, por comum acordo nunca verbalizado, esse encontro. Embora por razões diferentes. Ela porque sim, porque faz parte, porque assim lhe tinham ensinado. Ele porque tinha mesmo de ser. Estavam tensos, estendidos no sofá, o mesmo onde o pai se deitava a ler o livro descansativo no final do dia, onde a mãe passava a dormir as dormentes tardes de domingo, e que a dona Maria arrastava antes de passar o aspirador. Ela acercou-se mais. Talvez demais. E a proximidade tornou-a perturbadoramente real, tanto que ele duvidou de tudo o que se tinha passado até ali para ficar preso naquele instante. A partir dali tudo sucedeu como numa cadeia de coisas que acontecem porque sim, porque faz parte e porque tem mesmo de ser. Deitou a mão ao bolso, como, de facto, tinha mesmo de ser. Toda a gente sabe que sim. E ele sabia-o melhor do que ninguém. Mas ela não o deixou, porque não, porque não fazia parte. - Porque não? - Não temos de ser nós a decidir. - Preferes que decidam isso por ti e por mim? E a cadeira de coisas continuou a desenrolar-se, sem atropelos, sem pressas, sem mais perguntas ou considerações. Por instantes, aquele deixou de ser o sofá que os pais esgrimiam. A mãe para assistir a telenovelas e o pai para conferir os melhores golos e lances da jornada. E que todas as semanas tinham de centrar com a televisão porque a dona Maria arrastava-o para limpar a alcatifa e nunca o deixava no sítio que eles achavam ser o devido. Nessa tarde, foi um sofá partilhado, sem sentimento de pertença, que deixou de ter a importância que habitualmente lhe era conferida. Estavam no sofá, como podiam estar noutro local. Isso pouco importava. Mas as coisas que realmente importavam lá em casa, tinham ocorrido ali. Foi ali que a dona Maria confidenciou à sua mãe sobre as seringas e demais provas que tinha encontrado no seu quarto, dentro dum pacote. Foi ali que a mãe chorou ao pai, de voz embargada pelo ranho, pelos soluços e pela desilusão, a queixa da dona Maria sobre essa caixa que encontrou debaixo da sua cama, e que escondia de forma cada vez mais displicente, à medida que o seu conteúdo ganhava maior importância na sua vida. Foi sentado naquele sofá que o pai lhe impôs uma opção de recuperação. Estavam ali sentados quando, meses depois, voltou a entrar em casa renovado, depois de uma desgastante luta contra si próprio e uma dependência repugnante que lhe virou tudo do avesso. Foi ali reunidos que abriram a carta que selava o resultado dos exames que lhe ditaram o diagnóstico e a doença fatal, que até aí parecia distante e apenas capaz de hostilizar gente famosa e promíscua. No sofá decidiram, em família, manter segredo sobre tudo isso, mesmo em relação à dona Maria, que era dedicada mas pouco esclarecida. E, finalmente, ali o esperaram esta noite, depois da tarde que tinha passado com a rapariga que lhe deixou tudo baço e enevoado. O bolo que tinha na garganta avolumouse tanto que quase não lhe permitia respirar e atordoado, agarrou-se ao sofá tentando erguer-se. - Porque não? - Não temos de ser nós a decidir? - Preferes que decidam isso por ti e por mim? - Não percebes. Não somos nós quem decide. Nada do que possas fazer mudará o que tem de ser. - Não? Desequilibrou-se e o sofá revirou sobre ele. ANTÓNIO JÚLIO BAETA FERREIRA, ENGENHARIA E CONSTRUÇÃO CIVIL LDA. Telefone: / 780 Fax:

5 MAIO 2009 Jornal de Sesimbra 5 Local Olhar a pessoa idosa é não desvalorizar o passado, e o passado faz parte de todos nós ABAS Associação de Beneficência Amizade e Solidariedade A 8 de Junho de 1992, um grupo de amigos, reunidos no espaço cultural da Junta de Freguesia de Santiago, decidiam, por unanimidade, criar uma Associação para promoção e defesa de assuntos que visassem os interesses dos Idosos de Sesimbra. Neste sentido, nasceu a Associação de Beneficência de Amizade e Solidariedade. 17 anos depois a instituição continua a ter um papel fundamental e determinante na vida de muitos sesimbrenses. O Jornal de Sesimbra esteve à conversa com Conceição Araújo, vice-presidente da direcção e sócia n.º 105, que nos explicou um pouco mais do papel desta instituição na comunidade local. Texto: Sónia Faria Lopes Foto: ABAS Habituada a acompanhar a vida de muitos idosos, Conceição Araújo assegura que muitos só se sentem bem aqui e ir para casa ao final do dia é um castigo. Uma situação que se repete diariamente. A vice-presidente do ABAS, assegura que isto só acontece porque grande parte destas pessoas estão sozinhas e a solidão é muito má companhia, muitas destas pessoas vêem para o centro do ABAS à procura de conversa e apenas isso. A altura do Natal é um exemplo de como as pessoas estão efectivamente sós, perto dessa época já se sente uma tensão no ar porque habitualmente fechamos nesse dia e noutros dias de festas. Mas, felizmente, há sempre um elemento da direcção que faz questão de abdicar da sua família e acaba por, depois de almoço, abrir as portas do centro de convívio e às vezes quando cá chega já está gente sentada à porta, à espera. Com uma vida cada vez mais preenchida e cada vez mais direccionada para outros interesses, as famílias acabam por colocar de parte os familiares mais velhos que, muitas das vezes, são simplesmente esquecidos. Para esta responsável, as famílias andam tão ocupadas no seu dia à dia, com o seu trabalho, com os seus filhos e com os seus problemas que não conseguem estar presentes na vida dos seus país ou avós, situação que compreende até certo ponto mas que lamenta acontecer. Pela lei da vida todos vamos chegar a velhos e depois quando chegar a nossa vez? Queremos também ser abandonados, colocados de parte e simplesmente esquecidos? É neste sentido, de combater a exclusão que o ABAS tem-se desenvolvido e cumprido o seu estatuto de Instituição Particular de Solidariedade Social, com actividades de convívio, lazer e apoio à saúde para proporcionar uma vida melhor a todos os que a procuram. A sala do Centro de Dia, todos os dias se transforma num ponto de encontro, onde muitos idosos se distraem a jogar às cartas, a fazer renda ou simplesmente estar à conversa até chegar a hora do lanche. Conceição Araújo não hesita em aceitar o convite que lhe é feito e por isso todos os sábados de manhã são reservados para jogar às cartas com estes seus amigos. Conviver com estas pessoas é algo que me dá imenso prazer, adoro estar com eles e aprendesse imenso com esta gente, assegura. Afinal, olhar a pessoa idosa é não desvalorizar o passado, e o passado faz parte de todos nós. Prestar conforto, segurança e qualidade de vida aos seus utentes são os principais objectivos desta instituição. Com uma carrinha própria a associação presta outros serviços aos seus utentes, nomeadamente, levá-los a consultas hospitalares com o acompanhamento de uma funcionária, uma das acção mais requisitadas pelos sócios. Muitas destas pessoas não sabem ler e muitas vezes não percebem o que os médicos dizem e com este apoio sentem-se mais protegidas, garante. Ao mesmo tempo, o ABAS desenvolve outras actividades como o Centro de Acolhimento Temporário, para pessoas sem abrigo e que nesta altura dá resposta a oito utentes, entre eles um casal de brasileiros, no entanto, só têm protocolo com a Segurança Social para quatro, o que limita a capacidade de resposta. Conceição Araújo, lembra que estas pessoas, por motivos pessoais ou financeiros ficaram sem casa, sem emprego e sem ter para onde ir, uma situação muito desesperante e que nos toca profundamente. Dadas as necessidades específicas no concelho e fase à procura deste tipo de auxílio, o Centro irá alterar a sua tipologia para Comunidade de Inserção. Aqui são tomadas certas medidas para que estas pessoas possam ser novamente inseridas na sociedade e sigam o seu percurso como cidadãos activos e participantes na comunidade local. O que nem sempre é fácil. Para além disto, a instituição presta apoio a algumas famílias carênciadas da vila, através do Programa Comunitário de Apoio Alimentar a Carênciados, regulado pela Segurança Social. Para conseguir exercer a sua actividade a ABAS conta com o apoio da Câmara Municipal de Sesimbra, Banco Alimentar, Banco de Bens Doados, que têm sido uma grande ajuda para a instituição, e com as quotas dos seus 750 sócios. Vale a pena o esforço e a dedicação, confessa, agradecendo o apoio de todos os que têm tornado possível o trabalho desenvolvido pelo centro. Conseguimos prestar um serviço útil, promovemos o convívio e ao mesmo tempo ajudamos estas pessoas e tudo isto é possível devido a todas as pessoas que estão envolvidas neste projecto e falo mesmo de todas, desde da senhora da limpeza à doutora da acção social, congratula-se a vice-presidente da associação. A L F R E D O P E R E I R A PINHAL, LDA. PÉROLA DE SANTANA Materiais de Construção - Agências: Bayer - Dyrup - Robbialac Comércio de: Ferragens - Ferramentas - Tintas - Drogas - Louça -Material Eléctrico - Vidro em Chapa - Pesticidas LOJAS: Santana I - Tel Fax Santana II - Tel Zambujal - Tel

6 6 Jornal de Sesimbra MAIO 2009 Autárquicas de Maio Dia do Pescador No dia 31 de Maio, Sesimbra assinalou o Dia do Pescador, uma data vivida sempre com alguma emoção, não fosse esta uma das mais importantes comunidades piscatórias do país. Sesimbra curva-se ao Homem do Mar e presta-lhe homenagem, a tudo o que representa, quer para a vila, quer para todas as terras onde o mar está presente. Mas, com o passar dos anos, estas figuras começam a sentir que a sua profissão está cada vez mais limitada e já não se sentem os donos do seu destino. Na próxima edição do Jornal de Sesimbra iremos conhecer um dos mais antigos mestres desta piscosa, para quem os olhos e os braços apenas valiam num tempo sem sondas ou GPS. Pescador És forte como o Mar Feliz como a sereia És como o Peixe a nadar Fino como a areia Perspicaz como a gaivota Rápido como o peixeespada Leve como a branca vela Levada pela Nortada O teu corpo musculado O jeito do teu andar Os teus braços calejados Dos remos tanto puxar Tuas redes estão desertas Mas olhas o Mar de frente Para a faina logo despertas Voltas ao Mar novamente Pescador, Homem rude Na tua face crispada Que esse encanto não mude Tens muito e não tens nada Uma vida de tormento Para não pedir esmola Tanto peixe e tanto vento P ra morrer junto d aiola. Manuel Chochinha Bloco de Esquerda de Sesimbra não é uma força do contra nem do bota abaixo É urgente que as pessoas tirem do poder quem tanto tem prejudicado o desenvolvimento do concelho Texto: Eloísa Silva Foto: BE Carlos Macedo é, novamente, o candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Sesimbra. O Bloco apresenta mais uma vez uma candidatura autónoma aos órgãos autárquicos depois de em 2005 se ter submetido a votos, pela primeira vez no concelho, e ter colocado um eleito em todas as assembleias de freguesia e na Assembleia Municipal. Carlos Macedo diz que esta candidatura é fruto dos bons resultados da primeira, com uma campanha feita com parcos recursos, mas sustentada no envolvimento das pessoas que apoiaram o Bloco de Esquerda que não chegou ao executivo por cerca de 30 votos. Enaltecendo que a CDU não tem maioria absoluta, apesar de muita gente em Sesimbra pensar que sim Carlos Macedo lamentou, durante a apresentação da sua lista na Rádio Sesimbra FM, que a oposição no concelho há mais de quatro anos que está completamente seca. O Bloquista referia-se, obviamente, ao executivo municipal já que relativamente à Assembleia Municipal, apesar de ser a menos representada, foi a bancada do BE a que mais propostas e mais recomendações apresentou à Câmara Municipal. Mas também importa realçar, e seria um contra-senso se não o fizesse, que não é por ter muita uva que fazemos um bom vinho. Não é por apresentarmos muitas coisas que também fazemos muito. O importante é que cada vez mais gente percebe que não somos uma força do contra e muito menos do bota abaixo. A verdade é que, segundo Carlos Macedo, nos órgãos onde o BE foi eleito, sempre em coerência com aquilo que defendemos e que apresentámos na campanha eleitoral, fomos aqueles que mais recomendações e mais intervenções tivemos no sentido de fazer coisas novas. Quanto às áreas que mais preocuparam o Bloco de Esquerda durante a governação CDU em Sesimbra têm que ver com a ausência de uma definição estratégica de futuro para o concelho no geral. O candidato à presidência da Câmara Municipal fala da manutenção de políticas e intervenções feitas ao quilo, mais ou menos despegadas, sem se perceber muito bem que rumo é que queremos dar a Sesimbra. Algo que na perspectiva do bloquista se vê claramente em cada uma das freguesias. Senão veja-se que em Sesimbra continuámos a assistir à expulsão dos naturais da vila, em substituição de novos blocos de edifícios que descaracterizaram a vila e foi criado um muro que afastou as pessoas da ligação que têm ao mar. No Castelo a tipicidade e as características foram ligadas entre si com correntes de betão e prédios, onde já não se percebe muito bem onde termina uma aldeia e começa outra, porque tudo esta ligado muito por força da saída das pessoas do centro da vila para a freguesia, pela necessidade dessas construções e pela constante aposta na construção de mais casas para chamar segunda habitação. Já na Quinta do Conde é assustador o crescimento que a freguesia tem apresentado, depois de ter surgido de construção ilegal como é sabido, mas esse crescimento não está a ser acompanhado convenientemente até com as infra estruturas que deviam suportar a vida das pessoas que continuam num constante vai-e-vem. A Câmara de Carlos Macedo Sesimbra sempre teve para com a Quinta do Conde um sentimento de renega, tem sido um corpo estranho que não soube ser incorporado na vivência do concelho, lamentou. O Bloco de Esquerda garante que vai continuar apostado numa política de verdade e a lutar pelo bem estar da população, e espera que a população vote nas autárquicas, em massa, porque é urgente mudar a situação que se tem vivido, e tirar do poder as pessoas que segundo o bloco, têm prejudicado o desenvolvimento no concelho. Carlos Macedo é o candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal e será acompanhado por João Espada-Feio, candidato à freguesia de Santiago, António Proença, à junta do Castelo, e Sandra Cunha, à junta da Quinta do Conde. O cabeça de lista à Assembleia Municipal será Henrique Guerreiro, actual líder de bancada do BE neste órgão autárquico. O anúncio da candidatura do Bloco de Esquerda às eleições autárquicas 2009 decorreu na Rádio Sesimbra Fm, no passado dia nove de Maio.

7 MAIO 2009 Jornal de Sesimbra 7 VAI ACONTECER EM JUNHO Apresentar o projecto do futuro Museu Subaquático de Sesimbra, bem como debater a sua localização e implementação é o principal objectivo da sessão de esclarecimento que a autarquia promove no próximo dia 16 de Junho, às 18:00 horas. O encontro, que acontece na Sociedade Musical Sesimbrense, pretende ainda esclarecer dúvidas que têm sido levantadas em relação ao projecto, que prevê a colocação de um conjunto de achados arqueológicos no fundo do Parque Marinho Luíz Saldanha (com desenvolvimento da edição de Junho). Duvidamos que aquele Plano sirva os interesses da população Francisco Luis Partido Social Democrata de Sesimbra não desiste do projecto de atendimento domiciliário nocturno nem da criação de polícia municipal ou da revisão do Plano de Urbanização da Quinta do Conde Texto e Foto: Eloísa Silva Uma campanha baseada no trabalho, na critica construtiva e, acima de tudo, na verdade. Foi assim que o Partido Social Democrata de Sesimbra apresentou a sua candidatura às autárquicas Francisco Luis traçou os pontos fortes da candidatura social democrata que se centra em questões pertinentes como o projecto saúde atendimento domiciliário nocturno, o desemprego no concelho, a segurança, o turismo, a criação de polícia municipal, o Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida e o Plano de Urbanização da Quinta do Conde. Apesar deste último ter sido aprovado com o cumprimento de todos os requisitos legais, o candidato social democrata à Câmara Municipal tem dúvidas que esse plano sirva os interesses da população da freguesia e vai meter em causa o plano. E quando diz meter em causa, Francisco Luis sublinha que é meter em causa do princípio ao fim, porque além de termos votado contra na Assembleia Municipal, temos muitas dúvidas que aquele Plano de Urbanização realmente sirva os interesses das pessoas da freguesia. Muito pouca gente da Quinta do Conde está informada sobre o que é que o plano vai trazer à freguesia e a maior parte das que estão informadas não concorda com aquelas soluções que são propostas. Continua, o presidente da comissão concelhia, para dizer que o que vamos fazer em relação à Quinta do Conde, não só em relação à habitação social mas CHEQUES DENTISTA Os cheques-dentista vão beneficiar crianças e jovens para além dos já beneficiados idosos e grávidas. A medida integra o Programa Nacional de Promoção da em relação a tudo, é pôr em causa, ouvir as pessoas, e depois disso ver se temos que mexer ou não no Plano, quando for altura disso. É nossa convicção de que vamos mesmo ter que proceder a alterações, até porque não faz sentido numa zona de vivendas ter, ao lado, um prédio de sete ou oito andares e portanto isso não é modelo de desenvolvimento nenhum. Quanto ao Projecto de atendimento nocturno domiciliário, apresentado pelo partido em 2007, os social democratas a- dmitem que não vão desistir de um projecto que consideram ser de uma grande mais valia para a população. Projecto esse que obteve, inclusivamente, o reconhecimento do presidente da Câmara Municipal que, em sede de Assembleia Municipal, admitiu que era o sistema de saúde ideal para qualquer ponto do país. Uma afirmação Saúde Oral, que visa a preservação da dentição definitiva. A acção abrange cerca de 210 mil crianças com sete, dez e treze anos que frequentam o que, ainda assim, não parece ter sido suficiente para que os deputados municipais viabilizassem o projecto que representa a postura mais séria que se pode ter na política. Considerações feitas pelo cabeça de lista do PSD às autárquicas que em vez de ter tirado aproveitamento político disto e não tendo responsabilidades nenhumas na área da saúde, que era um pelouro do vereador Amadeu Penim, mas vendo que ninguém fazia nada para mudar a situação degradante que se vivia em 2007 na área da saúde no concelho, decidiu avançar com soluções e apresentou o documento à apreciação do órgão próprio (Assembleia Municipal). O SAP, felizmente não fechou, a autarquia ajudou na resolução do problema, mas continuamos com sérias dificuldades no atendimento que não satisfaz as necessidades das pessoas. A diferença deste projecto para qualquer outro dito privado é, segundo Francisco Luis, que envolvendo os serviços sociais da autarquia e os grandes empregadores do concelho é possível que quem não pode pagar possa, mesmo assim, ter acesso ao serviço. Se este projecto tiver massa crítica suficiente quem pode pagar paga e quem não pode não paga. Na opinião dos social democratas é preciso que as pessoas percebam e conheçam o projecto. Algo que só será possível promovendo uma maior aproximação das pessoas às reuniões da Assembleia Municipal sendo esse o principal objectivo do respectivo candidato à presidência do órgão autárquico. O PSD tem baterias apontadas para várias áreas de intervenção urgentes no concelho e conta, para isso, com a determinação dos candidatos às juntas de Freguesia e à Assembleia Municipal. Fortalecer a ligação ensino público e crianças com quatro e cinco anos que sejam indicadas pelos seus médicos de família. Para saber mais sobre esta medida do Ministério da Saúde leia na próxima edição a entrevista ao Higienista Oral do Centro de Saúde de Sesimbra, António Luz, que irá esclarecer alguns da população com a Assembleia, delegar nos Presidentes de Junta a função de Provedor Municipal, criar uma nova sede para a junta de Santiago, criar um Centro Cultural na Quinta do Conde e resolver a questão da estação de Coina, motivar os proprietários do Castelo e criar prémios de produtividade são as intenções políticas dos candidatos à Assembleia (Eduardo Amigo) e às juntas de freguesia de Santiago (António Júlio Cruz), Quinta do Conde (José Anselmo) e Castelo (João Covas). Segundo o PSD, está na altura de mudar algo na governação a que o concelho de Sesimbra tem estado sujeito, com a CDU e o PS, e Francisco Luis garante que todos devem ser ouvidos aquando da tomada de decisões importantes para o concelho e para a vida das pessoas. pormenores da distribuição dos cheques-dentista, nomeadamente a que crianças e jovens se destina este tratamento oral gratuito.

8 8 Jornal de Sesimbra MAIO 2009 Autárquicas 2009 Partido Socialista convicto da vitória no concelho de Sesimbra Não estou cá numa lógica só de eleger vereadores, estou para ganhar o concelho Texto e Foto: Eloísa Silva Uma apresentação de dança pelo grupo da Juventude socialista da Quinta do Conde abriu a cerimónia de apresentação da candidatura de Américo Gegaloto à Câmara Municipal de Sesimbra. Ao lado do candidato estiveram nomes como Vitor Ramalho, Presidente da Federação Distrital de Setúbal do PS que salientou que votar no PSD são votos perdidos e que o PS é a única alternativa viável para as autárquicas em Sesimbra. Idália Moniz, Membro do Secretariado Nacional e da Comissão Politica do Partido, também esteve presente e, durante a sua intervenção de mais de meia hora, destacou que não é por a Câmara ter gestão comunista que o governo deixou de atribuir ao concelho fundos estruturantes para o seu desenvolvimento porque, segundo a própria, o PS honra os seus compromissos. O deputado europeu Joel Hasse Ferreira, mandatário da candidatura de Américo Gegaloto, apelou à união interna do partido socialista e vincou a qualidade, competência, inteligência e coerência de Gegaloto. As mais de 200 pessoas, presentes na cerimónia, assistiram a uma retrospectiva que recordou os homens e mulheres que fizeram história no PS em Sesimbra, desde 1982 até 2009, ano em que Américo Gegaloto se prepara para ganhar a câmara. O Líder da bancada socialista na Assembleia Municipal de Sesimbra fortaleceu as suas convicções ao afirmar que o brilho da actual governação advém da colheita daquilo que outros semearam e que frutificou pois, se olharem à vossa volta, não há obras de regime neste mandato, apenas são visíveis e num pelouro do partido socialista. Sublinhando as declarações de Idália Moniz, Américo Gegaloto fez questão de lembrar os investimentos feitos pelo governo (PS) no concelho nomeadamente no programa PARES, importantíssimos na criação de Dias da Energia em Sesimbra A ENA,Agência de Energia e Ambiente da Arrábida e as Câmaras Municipais de Palmela, Setúbal e Sesimbra promovem, até 12 de Julho, a iniciativa Dias da Energia com um programa que marcará as agendas politicas, culturais e sociais dos três municípios envolvidos. Tertúlias, conferências, workshops, exposições e visitas a empresas com boas práticas ambientais compõem o programa, este ano, subordinado ao tema O Nosso Planeta. Os Dias da Energia surgem na sequência da estratégia conjunta da agência e dos municípios, com vista à implementação de Planos Locais de Combate às Alterações Climáticas, tiveram início em Sesimbra, no dia Mundial da Energia, com a tertúlia Educar a Energia e Sustentabilidade, passam por setúbal com nova tertúlia sobre Viver a Arrábida e chegam a Palmela, no dia 16, com uma conferência sobre O papel dos municípios no combate às alterações climáticas. O ano passado a iniciativa captou a atenção de mais de quatro mil pessoas e segundo a organização espera-se que seja possível prosseguir a campanha europeia que pretende sensibilizar a opinião pública e alterar o panorama energético. A energia afecta todos os aspectos da nossa vida, oferecendo-nos iluminação, aquecimento, fornecendo combustível para os transportes e outros aparelhos. No entanto muitos são os que não estão consciencializados para condições para a primeira infância, quer na questão do Centro Paroquial do Castelo, quer na questão do Centro Comunitário da Quinta do Conde, quer na questão do Centro Cultural Raio de Luz. Estes foram investimentos de um programa que é do partido socialista, e estes louros são nossos e devemos chamálos a nós porque fomos nós os protagonistas desses louros. Gegaloto diz mesmo que o PS é um partido de poder e, consequentemente, está cá para ganhar o concelho, não é para eleger vereadores, garantiu. Nesse sentido importa que o partido se centre, entre outros aspectos, na coesão social, trabalhando com a população e não lhes voltando as costas como os outros partidos fazem. As acusações do socialista estendem-se da câmara às juntas de freguesia cujos presidentes não potenciam o que cada tem de melhor, e nós vamos fazer isso mesmo utilizando diferentes estratégias e envolvendo as pessoas, até porque, lamenta Gegaloto, não se tem trabalhado com respeito com as juntas que estão tão próximas da realidade da população. A saúde, a educação, a baixa de impostos, a isenção de taxas municipais, a criação de um parque municipal a utilização inteligente da energia. Consumidores e outros agentes ainda precisam ser persuadidos das vantagens da produção e utilização sustentável da energia. É precisamente isso que a ENA pretende com estes Dias da Energia. Perante o esgotamento dos recursos naturais da Terra e a luta contra as alterações climáticas, importa não ignorar a mensagem. A Estação de Tratamento de Águas Residuais de Sesimbra, o Centro Integrado de Tratamento Américo Gegaloto na Lagoa de Albufeira, a elaboração de um plano director social, a promoção do turismo de natureza e a criação de um parque temático sobre pré história são apenas alguns dos muitos pontos centrais do programa eleitoral do PS a ser apresentado em breve aos munícipes. Ao lado de Américo Gegaloto para as autárquicas 2009 está Cristóvão Rodrigues, candidato à Assembleia Municipal, Adolfo Marques, candidato à freguesia de Santiago, Joaquim Diogo, candidato à freguesia do Castelo e Manuel Moiteira é a escolha dos socialistas para a freguesia da Quinta do Conde. de Resíduos Industriais, em Setúbal, e a Auto Europa, em Palmela, são algumas das empresas que serão visitadas pela Agência de Energia e Ambiente da Arrábida e que abrem, também, as suas portas a quem queira inscreverse para as visitar, conhecendo as boas práticas ambientais e os caminhos empresariais da sustentabilidade de cada uma delas. Para o efeito basta fazer a sua inscrição através do site da ENA em: ou pelo telefone

9 MAIO 2009 Jornal de Sesimbra 9 Bigodes de Rato assinalam 10 anos de vida Texto: Sofia Mendes Foto: Tatiana Santos Foi no passado dia 17 de Maio que a Associação Recreativa Bigodes de Rato assinalou dez anos de vida, de trabalho e dedicação ao samba e ao associativismo sesimbrense. Actualmente, o grupo conta com mais de 500 associados, sendo que cerca de 150 elementos tocam vários instrumentos de percussão e samba. Para falar sobre o passado, presente e futuro da associação, o Jornal de Sesimbra conversou com alguns elementos, nomeadamente da direcção, gabinete de comunicação e ainda da escola Toca de Música, o mais recente projecto dos Bigodes de Rato cujo trabalho está desde o início vocacionado para actividades carnavalescas mas que, actualmente, é muito mais que isso. Para além do carnaval, a associação participa ainda em vários eventos e actividades propostas pela autarquia de Sesimbra e não só. Recordando um pouco o passado, Paulo Alves explica que tudo começou com cerca de 20 amigos e a vontade que tínhamos em formar um grupo de carnaval. Juntámos a experiência que cada um de nós tinha no âmbito da música e instrumentos e decidimos andar para a frente com a ideia. O presidente da direcção salienta que no início não foi fácil, tivemos que pedir um financiamento ao banco para comprarmos os instrumentos necessários e foi preciso arranjar alguns patrocinadores. Apesar das dificuldades iniciais o grupo manteve-se, cresceu e este ano comemora uma década de existência. Tempo suficiente para Pedro Macedo fazer um balanço positivo do trabalho do grupo. De ano para ano temos assistido a uma evolução que, além de ser visível, é sentida por quem convive connosco. As pessoas estão mais envolvidas no trabalho da associação mas não queremos ficar por aqui, realça o responsável. Queremos ter ainda mais apoios, criar mais iniciativas, participar em mais actividades e para isso toda a ajuda é pouca. E se nos primeiros anos da associação as letras e músicas que traziam para a rua estavam associadas a críticas de cariz social, o mesmo já não se passa actualmente. Embora as suas raízes sejam o carnaval do Brasil, hoje em dia o grupo tenta distanciar-se um pouco disso tentando não copiar, mas sim ir buscar ao Brasil o que é bom e adaptar à nossa realidade, explica Bruno Pereira. Inicialmente tínhamos aquela preocupação em fazer algum tipo de crítica à sociedade mas, com a experiência que fomos adquirindo e a partir do tema Alegria Geral, invertemos um pouco isso e apostámos em músicas e letras mais alegres, que resultam mais e trazem mais crianças para junto de nós. Para este elemento da associação está provado que os Ratos estão cá para ficar, conseguimos atingir dez anos, que é uma fase crítica de qualquer associação, e a nossa mensagem passou para fora. Bruno Pereira explica que a ideia é aproveitar as capacidades de cada um de nós e optimizá-las para a associação. É motivante para o nosso futuro perceber que estamos rodeados de pessoas que sabem aquilo que fazem, que aparecem, trazem ideias novas e as executam. Opinião partilhada por Carlos Silva que considera que actualmente o grupo está em fase de ascensão, não somos melhores nem piores que os outros, somos sim diferentes. A diferença é que somos uma organização desorganizada mas com responsabilidade, salienta. Recentemente, a Associação Recreativa Bigodes de Rato criou uma escola de música, denominada de Toca de Música. As aulas, ministradas pelo professor Ton, abrangem vários instrumentos e permite aprender a tocar, ler e escrever música. Cerca de dois meses depois, o responsável pela escola está bastante satisfeito com o funcionamento da mesma que, actualmente conta com cerca de vinte alunos que já tocam e já conseguem executar uma peça musical. O professor Ton adianta que o próximo projecto passa pela criação de uma Jam Sessions. Um sítio, que poderá ser a sede da associação, onde os alunos possam tocar e mostrar aquilo que aprenderam. Vai ser um espaço onde as pessoas se juntam e tocam, é um espaço de convívio musical onde tudo é improvisado. Outro dos objectivos da Toca de Música é a criação do grupo Ratos de Elite que será a coluna vertebral da Ajuda para quem mais precisa Câmara de Sesimbra lança vales para compra de alimentação Com vista a complementar o trabalho das instituições de solidariedade social junto das famílias carenciadas do concelho, a Câmara Municipal de Sesimbra aprovou recentemente uma medida que passa pela atribuição de uma verba mensal às instituições das três freguesias do concelho. São euros para a Santa Casa da Misericórdia de Sesimbra, para as duas instituições da freguesia do Castelo e euros para a Quinta do Conde, que é a freguesia com mais população, adianta Augusto Pólvora. A distribuição de senhas para a aquisição de bens alimentares no comércio local, é o objectivo principal. O presidente da autarquia explica que essa verba será transformada em senhas de valor nominal de cinco ou dez euros, que serão distribuídas às famílias carenciadas, seleccionadas pelas respectivas instituições, e que poderão ser utilizadas no comércio local para aquisição de produtos alimentares. A ideia é complementar aquilo que as instituições já têm do Banco Alimentar, essencialmente produtos embalados, com outro tipo de produtos essenciais, como por exemplo os ovos, leite ou até mesmo carne e peixe. Augusto Pólvora realça que os produtos terão que ser adquiridos obrigatoriamente no comércio local, e por isso mesmo existe já um contacto feito com várias unidades comerciais espalhadas pelo. Esta é também uma forma de apoiar mais o co- bateria da associação. Ton explica que dentro do grupo há vontade e espírito musical, só falta mesmo a formação e é para isso que serve a nossa escola. Nos últimos dez anos, o grupo Bigodes de Rato tem vindo a marcar a sua presença no carnaval de Sesimbra, bem como participado em inúmeras actividades como é o caso das comemorações do 25 de Abril e Santos Populares, entre outros. Talvez por isso a associação tenha sentido a necessidade de ir mais longe com vista a estar mais perto de todos aqueles que os seguem, nomeadamente através das novas tecnologias. O primeiro passo passou pela criação de um Gabinete de Imprensa e contou com a ajuda preciosa de Tatiana Santos, uma jovem formada em comunicação, que se disponibilizou a custo zero para ajudar a colmatar algumas dificuldades da associação. Ao Jornal de Sesimbra esta pexita adoptada explica que desde sempre que conheço os Bigodes de Rato e pensei que esta seria a altura ideal para concretizar um dos meus sonhos, tocar na bateria de um grupo. Após concretizado esse sonho, Tatiana disponibilizou-se para ajudar o grupo até porque, na sua opinião, cada vez mais as associações têm que se pensar a si próprias como empresas se querem ter patrocínios, mércio local, realça o autarca. As famílias carenciadas do concelho poderão, junto das respectivas instituições de solidariedade social de cada freguesia, obter uma ajuda extra através destas senhas e com as quais é possível adquirir bens alimentares no comércio local. Lista de estabelecimentos aderentes: - Maxi Loja de Santana - Minimercado Celeiro de Santana alguma projecção ou algum tipo de reconhecimento. Precisam de saber comunicar e isso implica estar presente nas novas tecnologias, na blogosfera e nos média sociais, salienta. Assim surgiu o Gabinete de Comunicação dos Bigodes de Rato e o blogue bigodes-de-rato. blogspot.com. Conseguimos trabalhar a questão da organização, o blogue é uma maneira de chegar à maior parte das pessoas que nos seguem, de colocar a informação mais organizada, das notícias saírem cá para fora e fazer uma gestão do clipping para termos algum espólio comunicacional para, no futuro, haver prova do trabalho feito. E foi no dia em que sopraram as velas que os responsáveis da associação, juntamente com associados, amigos e simpatizantes, revelaram o seu novo projecto, o tão aguardado site dos Bigodes de Rato. Segundo a direcção nada melhor que um site para dar a conhecer a nossa história, aquilo que estamos a fazer e o que está programado para o futuro. O sítio é o nosso cartão de visita. Para o futuro, a associação tem já programadas algumas actividades, nomeadamente a participação nos Santos Populares e no Carnaval de Verão, que se realizará no dia 25 de Julho na marginal de Sesimbra. Texto: Sofia Mendes - Pluri Coop (Sesimbra) - Mini-mercado Novo Regresso (Azóia) - Adolfo Polido Patrício (Caixas) - Mini-mercado Veríssimo, LDA (Caixas) - O Celeiro da Quinta (Quinta do Conde) - João Manuel Brito (Quinta do Conde) - Daniel F. Amaro-Produtos Alimentares, LDA (Quinta do Conde) - Hiper Conde (Quinta do Conde)

10 10 Jornal de Sesimbra MAIO 2009 VAI ACONTECER EM JUNHO Punkarte é o nome da próxima iniciativa da Anime Projecto de Animação e Formação da Quinta do Conde. Este festival de música pretende divulgar novas bandas e novas tendências que vão despoletando no panorama musical português, trazendo a música para a rua, e acontece na Loja Onda Jovem da Quinta do Conde, dia 27, às 16h. As entradas custam cinco euros. 6ª Assembleia Municipal de Jovens Uma visão de futuro para a Cidadania: que contributos para o concelho? Texto: Sofia Mendes Foto: CMS Foi sob o mote Uma visão de futuro para a Cidadania: que contributos para o concelho? que decorreu, em Sampaio, a sexta edição da Assembleia Municipal de Jovens (AMJ) de Sesimbra, um projecto dirigido às escolas do concelho e que pretende envolver os estudantes na vida do município, contribuindo assim para a sua formação cívica. Na edição deste ano a Mesa da Assembleia de Jovens foi constituída pela presidente Ana Trafaria da Escola Básica 2,3 de Santana, por Catarina Alves da Escola Secundária de Sampaio e primeira secretária, e por Rita Gaspar, segunda secretária, da Escola Básica Integrada da Quinta do Conde. Durante a sessão foram várias as propostas apresentadas pelos alunos envolvidos no projecto sendo que, mais uma vez, todas elas foram aprovadas, algumas por unanimidade e outras por maioria. Ficou provado que os jovens estão preocupados em participar activamente na vida cívica do concelho e isso notou-se no tipo de propostas apresentadas nesta AMJ. A construção de espaços de lazer ao ar livre, nomeadamente parques infantis e jardins, bem como de ciclovias foram algumas das medidas apresentadas pelos alunos da Escola Secundária de Sampaio, cujas preocupações passam também pelo combate ao tráfico de droga, dinamização do comércio local e apoio às famílias carenciadas do concelho. Medidas que vão de encontro às inquietações dos alunos da Escola Básica 2,3 Navegador Rodrigues Soromenho, não esquecendo a importância dos acessos às pessoas com dificuldades de mobilidade em todo o concelho. Por sua vez, e tendo como objectivo dar a todos as mesmas oportunidades, garantindo o direito a ser diferente e de ter as suas necessidades reconhecidas e atendidas pela sociedade, a Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de Santana escolheu como sub-tema a Integração do indivíduo com deficiência física e/ou mental. Para estes alunos, a inclusão da pessoa portadora de deficiência é a forma mais eficaz de fazer valer a sua cidadania e, por isso mesmo, sugerem a criação do cargo de Provedor do Deficiente para colmatar as presentes e futuras dificuldades, entre outras propostas. Já a Escola Básica Integrada da Quinta do Conde baseou-se na reflexão sobre a forma de estar dos cidadãos, as condições de vida que o concelho proporciona e as problemáticas existentes, nomeadamente de formação pessoal, social e ambiental. Problemas que, para estes intervenientes, são agravados atendendo à explosão demográfica da freguesia da Quinta do Conde, sobrelotação de alguns estabelecimentos de ensino e falta de infra-estruturas. Também os alunos da Escola Básica 2,3 Michel Giacometti quiseram dar o seu contributo para o concelho. Entre as propostas estão a criação de cursos via profissional, direccionados para o mercado de trabalho, ou a construção de passeios e aumento e melhoria da iluminação das ruas. No final da sessão e depois de escutar com atenção as intervenções dos jovens políticos, Odete Graça mostrou-se satisfeita com o final dos trabalhos e com a participação dos alunos. Tivemos mais uma prova de que quando os jovens são convidados a participar e dar a sua opinião, têm interesse, sabem encontrar a palavra certa para justificar a sua ideia e têm a noção clara do respeito entre eles. A presidente da Assembleia Municipal (AM) de Sesimbra destaca ainda o tema deste ano que, por ser mais abrangente, permitiu que cada escola pudesse apresentar as suas propostas ao nível do seu contexto comunitário e da vivência que têm dos problemas locais e da sua freguesia. Medidas e propostas que farão parte da ordem de trabalhos da AM de Junho, ainda em data a anunciar, e que a assembleia deliberará sempre no sentido de as recomendar à câmara para lhes dar exequibilidade possível. Fazendo um balanço muito positivo das últimas seis edições da AMJ, Odete Graça salienta que é neste tipo de projectos que está a pedagogia da postura política, relativamente aos cidadãos e às questões políticas. Não estamos aqui a preparar jovens para qualquer dimensão de estrutura político-partidária, mas sim para ajudar a formar jovens com um espírito cívico no sentido de conhecer os seus direitos e prestar um serviço comunitário. É nessa dimensão que temos que trabalhar, na educação pela cidadania. No final da 6ª edição da Assembleia Municipal de Jovens de Sesimbra foram ainda entregues os prémios referentes à segunda edição do concurso As Cores da Cidadania que este ano contou com 88 participações nas áreas de desenho, pintura e fotografia.

11 MAIO 2009 Jornal de Sesimbra 11 Local Festa das Chagas 2009 Sesimbra celebrou a Festa do Padroeiro dos Pescadores O dia 4 de Maio assinala o feriado municipal em Sesimbra. Durante este dia são milhares os filhos da terra e não só, católicos ou não, que se juntam nas várias artérias da vila por onde passa a Imagem do Sr. Jesus das Chagas para prestar devoção ao crucificado. Mas este apego ao protector da terra ultrapassa tudo o que se possa contar ou dizer. Texto: Sónia Faria Lopes O culto da imagem remonta aos finais do século XVII. Há várias versões de como a imagem do Sr. Jesus das Chagas veio parar a Sesimbra. Segundo os estudiosos, a razão para este aparecimento deve-se a um simples facto de carácter histórico: o crucificado foi lançado ao mar pelos católicos ingleses afim de evitarem que a imagem fosse profanada pelos protestantes. Mas há quem diga muito mais. Carlos Botas faz parte da Irmandade do Sr. Jesus das Chagas e desde sempre que ouve contar versões diferentes. Uma diz que a imagem terá dado junto ao mar, na Pedra Alta, sem um braço. Uma imagem muito idêntica à de Cristo, com ferimentos no corpo, com as chagas nas mãos, num sofrimento bem vincado em toda a figura. O braço seria depois encontrado por uma velhinha que estava na praia à procura de lenha, e que esse pedaço de madeira saltava da sua fogueira todas as vezes que lá era colocado. Mais tarde viria a saber-se que se tratava do braço da imagem. Daí o povo dizer que, de todas as pedras da praia de Sesimbra, esta é a única que nunca se cobre de areia, por mais vendaval que esteja. História ou lenda, esta imagem veio alterar os sentimentos e a devoção de um povo que, ainda hoje, mais de quatrocentos anos depois, se reencontra com a sua fé neste dia de todos os sesimbrenses. Turíbio Macedo - 40 anos a levar o Guião Turíbio Macedo nasceu em Sesimbra a 8 de março de 1951 e desde dos 18 anos que transporta o Guião da Festa das Chagas. Diz que o faz por tradição. Uma herança deixada pelo seu pai. Durante mais de cinquenta anos o meu pai levou o Guião e quando sentiu que era tempo de passar o testemunho, como mais nenhum filho mostrou interesse na altura, eu decidi continuar, refere. Mas a ida para o ultramar, onde esteve entre 1972 e 1974, fê-lo ceder a uma nova promessa. Se tudo corresse bem, se conseguisse regressar à minha terra, iria continuar a levar o Guião. Um compromisso assumido, até que as forças o permitam. Este ano já dividiu com dois irmãos o transporte do Guião, mas para si a promessa não passa pelo percurso da procissão, mas sim pelo retirar e voltar a colocar o Guião no seu devido lugar na igreja. Turíbio espera dar continuidade a esta sua fé durante mais alguns anos, mas faz questão de lembrar a todos os sesimbrenses que, este acto não é vitalício, este gesto é apenas o resultado de uma promessa que fiz ao meu pai e a mim mesmo. Questionado sobre a possibilidade de um dia também ter de passar o Guião, Turíbio admite que o seu filho não se mostra muito interessado em dar continuidade a esta tradição familiar, mas respeita a sua decisão, ainda que acredite que ele possa mudar de opinião um dia destes. Mas este assunto não o preocupa, pois quando eu não conseguir os meus irmãos estão dispostos a conduzir o Guião durante a procissão, assegura. Uma tarefa nada fácil, uma vez que o Guião pesa bastante e sempre que a festa termina, este filho da terra, fica com os braços inchados e doridos. Há sentimentos que não se explicam e, para Turíbio, este esforço merece toda a sua fé e dedicação. Sabia que: 3 de Maio 1534 Possível data do aparecimento da Imagem em Sesimbra. Nos finais do século XVII A celebração era feita no dia 22 de Abril à noite, numa pequena procissão conduzida pela presença de diversos archotes Ano em que o juiz da festa, Luís Tuvinha, decide organizar a 1ª Irmandade do Sr. Jesus das Chagas, com 24 pessoas A Irmandade cresce, neste ano já são cerca de 400 pessoas envolvidas na Festa. - Após uma concentração na Largo da Câmara, esta Irmandade decide retirar a imagem do Padroeiro dos Pescadores da Capela da Misericórdia e levá-la para a Capela do Espírito Santo, onde permanece durante 14 anos A Santa Casa da Misericórdia leva o assunto a tribunal e ganha. A Imagem regressa à Capela da Santa da Misericórdia, ficando a partir daí à guarda da mesma O sesimbrense Rumina, organiza a primeira procissão com a Imagem do Sr. Jesus das Chagas. D. Duarte de Bragança Sesimbra recebeu visita monárquica Texto: Sofia Mendes Foto: Carlos Sargedas Foi no âmbito de um conjunto de iniciativas dedicadas ao Rei D. Carlos que D. Duarte Pio, Duque de Bragança, passou pela vila de Sesimbra. O herdeiro à coroa da Casa Real Portuguesa foi recebido no Hotel do Mar por Félix Rapaz, presidente da Junta de Freguesia de Santiago e, por iniciativa própria, alargou a sua visita à actividade marítima e às instalações do Clube Naval de Sesimbra. No local, D. Duarte foi recebido por Lino Correia e César Pratas, respectivamente presidente da direcção e vice-presidente da Assembleia Geral do clube. A comitiva teve oportunidade de conhecer o passado e o presente do Clube Naval, que o Duque de Bragança destacou ser muito importante para a vida e cultura sesimbrense, nomeadamente a pesca. Já não vinha a Sesimbra há cerca de quatro anos e é com grande alegria e satisfação que vejo que têm preservado bem a zona, disse o monarca. O Clube Naval é uma iniciativa muito interessante, aprendi muito sobre a pesca neste porto que é um dos dois com maior volume de vendas em Portugal. É importante saber aproveitar e salvaguardar este grande recurso português, que tem sido desprezado pela União Europeia, ressalvou. Como forma de manter viva a visita do herdeiro à coroa da Casa Real Portuguesa a Sesimbra, Lino Correia ofereceu a D. Duarte Pio uma caravela e convidou-o a participar no Torneio de Pesca ao Espadarte José Pinto Braz, a realizar em Outubro deste ano. Foi no âmbito do mar e da oceanografia, que marcam a ligação do Rei D. Carlos à vila, que o Jornal de Sesimbra questionou o Duque de Bragança sobre a possibilidade de Portugal ter jurisdição sobre mais 3 milhões de metros quadrados. A proposta de alargamento da Plataforma Continental sublinha que a responsabilidade Portuguesa sobre a costa poderá aumentar das actuais 200 para as 350 milhas. Com esta proposta fica claro, também, que aumentará o espaço onde podem pescar navios portugueses. D. Duarte mostrou-se agradado mas alerta para a responsabilidade que daí poderá advir, para que não se limitem os recursos piscícolas. Se a plataforma corresponder a uma atitude mais responsável em termos de preservação para os nossos netos, então que venha. Hoje em dia reina muito o ambiente de irresponsabilidade e este é um recurso que, se não for bem cuidado, pode acabar e se isso acontecer a humanidade também irá passar mal, alerta o Duque de Bragança. É fundamental que quem sabe pescar o possa fazer em condições. Há quem diga que a Plataforma Continental é o novo Tratado de Tordesilhas para Portugal, dada a vastidão da área que pode ficar sob jurisdição nacional. Na União Europeia, Portugal já tem a maior Zona Económica Exclusiva, com o alargamento da plataforma passará a ser dos países com maior jurisdição marítima do mundo. Após a passagem pelo Clube Naval de Sesimbra e pelo Porto de Abrigo, D. Duarte Pio esteve ainda na Biblioteca Municipal de Sesimbra onde assistiu a uma conferência dedicada a D. Carlos Um Rei Constitucional, e que contou com as intervenções do historiador Rui Ramos, do biólogo Carlos Sousa Reis e Nuno Van Uden, presidente da Fundação D. Manuel II.

12 12 Jornal de Sesimbra MAIO 2009 Local Ficha Técnica Adultos terminam orgulhosamente primeira fase do processo de certificação de competências Na cerimónia de entrega dos primeiros diplomas do Centro de Recursos Educativos foi anunciada a criação de dois gabinetes de inserção profissional em Sesimbra Texto e Foto: Eloísa Silva O acesso ao Centro de Emprego em Sesimbra foi reforçado, em Maio, com a entrada em funcionamento de dois gabinetes de inserção profissional (Gip s). Dinamizar o emprego no concelho dando, simultaneamente, visibilidade às medidas a que a população pode aceder, quer esteja ou não desempregada, são os objectivos de topo. Para o director do Centro de Emprego do Seixal os gabinetes, um em Santiago e outro na Quinta do Conde, serão um complemento ao balcão do centro de Sesimbra. Paulo Ribeiro salienta que, além dos Gip s, também o recurso à utilização das novas tecnologias se tem mostrado uma mais valia, referindo-se à relação das pessoas com os centros de emprego através de e a obtenção de esclarecimentos e informações que estão acessíveis no site do Centro de Emprego e Formação Profissional. Consciente de que grande parte da população ainda não está familiarizada com as novas tecnologias, Paulo Ribeiro aproveitou a sua passagem por Sesimbra para enaltecer a importância dos Centros de Novas Oportunidades onde é possível fomentar a aprendizagem, também, da informática. Essa é uma das muitas disciplinas que compõem o programa de certificação de competências de Diogo Monteiro é de Sesimbra, tem 14 anos e foi-lhe diagnosticada, há um mês, uma Leucemia Linfoblástica Aguda. Precisa encontrar urgentemente um dador de medula óssea compatível para prosseguir os tratamentos que lhe permitirão adultos que, em Sesimbra, foi assinalada no início do mês de Maio aquando da entrega dos primeiros diplomas aos adultos que completaram a primeira fase do processo. Certificados que permitem aos mais de 60 alunos orgulhar-se de si próprios e do tempo investido, novamente, na sua formação. Em Sesimbra são cerca de 1600 os alunos inscritos no Centro de Novas Oportunidades que têm um contributo importante para o crescimento económico do país, para a promoção da competitividade e para a aquisição de benefícios económicos nacionais. É essa a visão de Catarina Campos. A representante do Ministério do Trabalho e da Segurança Social lembrou, no Cineteatro João Mota onde decorreu a cerimónia de entrega dos diplomas de 9º ano, que o facto de existirem 500 mil desempregados num universo de 5 milhões de activos justifica que sejam as pessoas empregadas as que mais procuram estes centros de validação porque o que querem mesmo é ser reconhecidos pelas suas competências. Um reconhecimento que mais de 20% dos funcionários da autarquia querem ter uma vez que trabalham para uma autarquia que privilegia a formação e a educação. Augusto Diogo Monteiro precisa de um transplante de medula óssea Texto: Eloísa Silva Pólvora continua a orgulhar-se da aposta feita na educação dos jovens e na formação de adultos, tanto para reconheci- melhorar a sua qualidade de vida. Sesimbra recebeu, em Maio, as brigadas do Centro de Histocompatibilidade para aquela que foi a colheita de amostras de sangue mais proveitosa de sempre, com mais de 450 dadores a marcarem presença. Um gesto que Afonso Monteiro, pai do Diogo, agradece. Não só pelo seu filho mas como pelas dezenas de doentes que podem beneficiar com os resultados desta colheita em Sesimbra, resultados conhecidos em mento pessoal como para um recrutamento mais eficaz e qualificado por parte das empresas e entidades empregadoras. Fernando Marmelo Estes adultos estão a completar um percurso semelhante ao 9º ano. Foi o nosso primeiro grupo de trabalho, um grupo muto bom, que se envolveu muito. O mérito é todo deles e do investimento que fizeram em si mesmos. Olivia Ventura Estava há dois anos à espera e finalmente aqui estou. Quero seguir para o 12º ano porque a melhor coisa que podemos fazer é aprender. Sinto-me muito feliz, adorei tudo, principalmente a informática porque nem sabia mexer num computador, não tenho vergonha de o dizer. Agora já sei. Aconselho todas as pessoas a virem para o centro, é muito bom! Gisela Feliciano Vou receber, orgulhosamente, o meu diploma do 9º ano. Adorei tudo. O grupo, as amizades que ficam e nem é dificil. Se tivesse que voltar atrás fazia tudo igual. Estou radiante e vou prosseguir até ao 12º porque nunca é tarde para aprender. É bom valorizar-me mais. Julho. Se não pôde participar na recolha de sangue em Sesimbra informe-se no centro de histocompatibilidade do sul, através do telefone , de como pode proceder à sua análise de compatibilidade. Proprietário e Editor: Rádio Santiago Cooperativa de Comunicação e Cultura de Sesimbra, C.R.L. Empreendimento Pôr do Sol, Lote 5, Argéis 2970 Sesimbra; Telefones: /9; Fax: NIPC: Director: Dr. Eduardo da Cunha Cruz Director Adjunto: João Capítulo Redacção: Eloísa Silva, Nuno Silveira Ramos, Sofia Mendes, Sónia Faria Lopes Empreendimento Pôr do Sol, Lote 5, Argéis 2970 Sesimbra; Telefones: /9; Fax: Colaboradores: Prof. Doutor Adelino Fortunato, António Proença, Dra. Argentina Marques, Eng. Carlos Macedo, Dr. Carlos Silva, Dr. David Gramaço, F. Reis Marques, Dr. João Martins, Dr. João Pinhal, Engº Joel Hasse Ferreira, Luís Emílio Costa Crespo, Dr. Nuno Fachada, Eng. Raúl Pinto Rodrigues, Dr. Rui Viana, Dra. Sandra Rodrigues- Carvalho, Pe. Sílvio Couto, Dra. Vanessa Pereira, Doutor Vitor Sevilhano Fotografia: Carlos Sargedas Execução Gráfica: CIC - Centro de Impressão Coraze Oliveira de Azemeís Telefone: Fax: Tiragem: 1500 exemplares Nº de registo no ICS: Periodicidade: Mensal Depósito Legal: 56051/92

13 MAIO 2009 Jornal de Sesimbra 13 ALCINO MARQUES AFASTADO DO CDOS DE SETÚBAL A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) já confirmou a cessação de funções de Alcino Marques, comandante distrital de Operações de Socorro de Setúbal. Há 12 anos a exercer essa função, Alcino Marques foi afastado do cargo depois de tornada pública a sua alegada ligação ao caso Freeport. As notícias conhecidas na imprensa nacional acusavamno de ter prestado serviços de consultadoria de segurança ao Outlet, serviços considerados pela ANPC de incompatíveis com as funções que exercia. Alcino Marques foi, entretanto, substituído por António Gualdino, que desempenhava funções de adjunto de operações do comandante operacional nacional, Gil Martins. Dia da Mãe 2009 Quando a mãe também é pai! Texto: Sónia Faria Lopes Muitos são os casos de mulheres e homens que, pelas mais variadas cirscunstâncias, desempenham o papel de mãe e pai, simultaneamente. Outras pessoas há que, por inerências da vida ou partidas do destino, se vêem privadas de um contacto regular com os seus filhos. Ainda assim, todos dão o melhor e o pior de si em prol da felicidade dos seus herdeiros. Neste dia da Mãe optámos por valorizar o papel das mulheres que, ao perderem os seus maridos, não baixaram os braços e assumiram sozinhas uma tarefa que deveria contar sempre com quatro mãos firmes e seguras. A perda de um conjuge deixa, para todo o sempre, um vazio no peito muitas vezes impossível de preencher e que torna árdua, e demasido emotiva, a tarefa de falar sobre o assunto. Apesar dos contactos feitos pelo departamento de informação da Sesimbra FM e do Jornal de Sesimbra, com homens e mulheres que, sozinhos, educaram os seus filhos ou que estão afastados deles por circunstâncias várias, apenas Isabel Formiga acedeu abrir o cofre das memórias do coração, lembrando a altura em que o destino lhe levou o pai das duas filhas. Uma história na qual, sabemos, se revêem muitas mulheres de Sesimbra e muitos homens que também perderam as esposas mas nem por isso desistiram de lutar pelo sucesso da tarefa que é educar e criar um filho. Prémio Científico de Sesimbra concorrentes, nenhum vencedor Texto: Sofia Mendes Sem vencedores. Foi assim que terminou a primeira edição da Gala do Prémio Científico de Sesimbra. O evento, inserido no Festival da Serra e do Mar, teve lugar no passado dia 30 de Maio, no Cineteatro Municipal João Mota e contou com a presença dos responsáveis dos trabalhos a concurso, membros da Comissão de Conselheiros do Prémio e Augusto Pólvora, presidente da Câmara Municipal de Sesimbra. O Prémio Científico de Sesimbra, no valor de dez mil euros, contemplava trabalhos de investigação originais directamente relacionados com o concelho de Sesimbra ao nível das Ciências do Mar, nas áreas Isabel Formiga é alguém que transpira vida, força e generosidade. Dela pode dizer-se ser um excelente ser humano, sem temer qualificar demais. Nasceu no dia 8 de Maio de 1945, o dia conhecido oficialmente pela rendição das tropas alemãs que pôs termo à Segunda Grande Guerra. Ainda que a sua vida tenha sido feita de algumas derrotas, Isabel nunca baixou os braços aos obstáculos que lhe foram surgindo. Daí considerar a data do seu nascimento como uma vitória e um dia para muitas celebrações. Da sua infância recorda apenas, e com alguma tristeza, o facto de ter sido a única a deixar o lar para ser criada por uma tia que não tinha filhos. Sem o amor da mãe e com a carência afectiva a sobrepor-se à abundância económica, Isabel fugiu várias vezes, pois preferia passar fome a viver sem o aconchego maternal. A sua adolescência foi vivida com muito pouco afecto, por isso prometeu desde cedo a si própria que, quando formasse uma família, tudo seria diferente. Aos 23 anos casou-se por amor, com o homem que da Oceanografia física, química, biológica e geológica, Biologia, Ecologia, Conservação, Pescas, Geologia, Arqueologia Náutica e Subaquática e também nos domínios das Ciências Sociais relacionadas com a identidade local, nas áreas da Sociologia, Antropologia e História. Na edição 2008, a primeira da iniciativa, estiveram a concurso oito trabalhos com temáticas que passaram pelos mamíferos marinhos, uma vez que a zona tem uma grande relevância para esse grupo animal, bem como trabalhos sobre organismos das zonas entre marés, pesca e turismo, sobre o período islâmico em Sesimbra e ainda sobre a aquacultura na região, explicou ao Jornal de Sesimbra Henrique Cabral. No entanto, nenhum destes trabalhos reuniu condições para atribuição do respectivo prémio. De acordo com o representante do júri, a questão essencial foi que o formato dos trabalhos apresentados não foi bem aquele estabelecido no regulamento. Não foi uma questão de mérito ou falta de qualidade dos trabalhos, realça, mas em termos da sua aplicação para a divulgação do conhecimento científico não correspondeu, de facto, ao que estava previsto. Henrique Cabral salienta que o que faltou foi uma adaptação a um formato que fosse facilmente canalizado para a população. o seu coração escolheu para pai dos seus filhos e com quem queria envelhecer. Mas a vida nem sempre sorri e esta mãe veria a sua existência ser uma vez mais colocada à prova. Ficou viúva muito cedo, tinha apenas 36 anos e duas filhas. Uma com sete e outra na casa dos doze. Mulher lutadora e determinada, deu muito de si para que nada faltasse às suas meninas. Foram muitas as noites em que se deitava sem nada comer, em que dizia às filhas não ter apetite e (com as lágrimas a correrem-lhe pelo rosto mostra-se orgulhosa dos sacrifícios que fez) só hoje fala disso. Uma fase que não esquece. Nunca virou as costas ao trabalho nem a ninguém, ainda que gente da família do marido se tivesse negado a contribuir na educação das suas filhas. Esta é a mágoa maior que tem dentro de si. A sua mais valia foi saber costurar. Fez muitos arranjos e trabalhos de costura para fora. Mas também muitos trabalhos de limpeza e foi assim que entrou na Câmara Municipal de Sesimbra, onde ainda trabalha. Numa altura em que a necessi- dade era superior à força física, chegou a ir parar ao hospital por nunca recusar um trabalho. O dinheiro fazia falta e os seus braços eram o único sustento da casa e da família. Ser mãe e pai não foi uma tarefa fácil. Houve uma altura em sentiu que era preciso uma mão mais forte, a de um pai, mas soube lidar com as fases da adolescência da melhor maneira possível. Hoje, olhando as suas mulherzinhas, tem a certeza que conseguiu representar os dois papéis. Lembra que só bateu nas filhas uma vez. Não acredita na força física. Acredita que as suas filhas são as mulheres que são, porque sempre lhes incutiu os valores da família, o espírito da responsabilidade e do trabalho. Garante que elas foram a sua grande força, que lhe mostraram como se ultrapassam por amor as grandes provações com que a existência, por vezes, nos surpreende. A todas as mães que hoje passam por aquilo que passou deixa uma mensagem de força e amor. O tempo ajuda, não a esquecer, mas a saber viver com a situação. Muitos deles eram trabalhos de cariz académico, outros com uma forma mais aplicada, adequados para outro contexto que não este tipo de prémio. É tudo uma questão de estrutura e organização dos trabalhos do que propriamente as temáticas apresentadas. O responsável realça ainda que qualquer um deles poderá ser submetido no próximo ano, correspondendo ao formato pedido. Por sua vez, Augusto Pólvora aponta como aspecto positivo o facto de haver oito concorrentes, embora o facto de não ter havido vencedor seja, desde logo, negativo até mesmo para os próprios concorrentes. O presidente da autarquia explica que, na opinião do júri, a qualidade dos trabalhos não justificava que pudesse haver um deles distinguido e, perante isso, a opção foi não entregar o prémio e convidar todos eles a não desistirem, melhorarem os seus trabalhos e concorrerem para o Prémio No entanto, o autarca admite que existem certos aspectos a nível do regulamento que também terão que ser revistos, uma vez que acabavam por limitar as participações no prémio. Augusto Pólvora acredita que nos próximos anos irão surgir mais trabalhos a concurso e com qualidade suficiente para que o júri a possa reconhecer.

14 14 Jornal de Sesimbra MAIO 2009 Entrevista Joaquim Gronita O anúncio da deficiência da criança e as suas implicações familiares e psicológicas Joaquim Gronita publicou, recentemente, o Livro O anúncio da deficiência da criança e as suas implicações familiares e psicológicas. Com base em casos reais, a obra relata os comportamentos das famílias e dos profissionais no momento do anúncio da deficiência da criança e identifica aspectos a melhorar no processo da comunicação do anúncio. Psicólogo desde 1990, este sesimbrense tem trabalhado na Cercizimbra Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas do concelho de Sesimbra, onde implementou e coordenou o Serviço Técnico de Intervenção Precoce. À conversa com o Jornal de Sesimbra, Joaquim Gronita explicou a importância dos primeiros momentos para o crescimento da relação entre pais e filho e para todo o processo que envolve a aceitação da deficiência da criança. Texto: Sónia Faria Lopes Jornal de Sesimbra (JS): Este livro fala-nos do anúncio da deficiência da criança à família, mas há situações diferentes Joaquim Gronita (JG): Há diferenças entre o anúncio, numa fase pré-natal e numa fase pós-natal. São especificidades diferentes, mas em termos emocionais têm ambas uma componente muito intensa. No entanto, não há estudos que testem a comparação entre o pré e o pós parto. Mas todas as circunstâncias da gravidez são diferentes depois do nascimento da criança. O estudo que fiz tem a ver especificamente com os anúncios que são feitos depois da criança nascer, portanto, logo após o parto ou nos primeiros anos que se seguem. Nas situações em que entrevistei as famílias, estas não tinham qualquer ideia, esperavam um bébé sem problemas, um bébé sonhado, imaginado, quer pela mãe quer pelo pai e depois, numa determinada altura, às vezes horas depois e outras meses depois, alguém lhes diz que o bébé tem um problema de saúde muito grave. Depois desta comunicação, os pais entram num processo de aceitação da deficiência da criança que passa por vários momentos, podem ser de revolta, de zanga, de interrogações e numa fase mais avançada de saber lidar com a situação. Mas, do ponto de vista psicológico e emocional, diria que é uma situação muito violenta para qualquer família, o anúncio da deficiência da criança quer seja antes ou depois do parto. JS: Quando diz que as famílias passam por vários momentos, isso implica no final do processo uma total aceitação, ou existem casos em que as famílias nunca conseguirão aceitar bem a existência de um filho com certas limitações? JG: No livro estão expostos os sentimentos vividos pelas famílias, nomeadamente pelas mães, após o anúncio da criança deficiente, e mostra-se aquilo que a maioria das pessoas sentiriam. Ninguém sonha, ninguém está à espera de ter um filho diferente, todos sonhamos com o filho perfeito. Ora, o filho que se idealiza nunca é igual ao bébé que nasce e logo aqui há uma adaptação entre o bébé real e o imaginado. Quando se trata de uma criança com problemas essa adaptação é muito mais drástica e muito mais difícil para a família. De facto, há um processo de aceitação que tem várias fases e há famílias que nunca chegam ao fim, mas há também casos que sim, em que conseguem lidar de uma forma sadia com este, digamos, problema. Há várias fases, em cada família há um percurso, que pode demorar meses, muitas vezes anos, ou podem nunca lá chegar e viver com esta mágoa para o resto da vida. Tudo depende de cada família e de cada fase de evolução. Daí a importância do acompanhamento dos profissionais e das instituições. É, J o a q u i m Gronita, n a s c e u , licenciou-se em Psicologia no Instituto Superior de Psicologia Aplicada e concluiu o mestrado em Comunicação em Saúde na Universidade Aberta, onde é actualmente doutorando em Psicologia Clínica e da Saúde. Paralelamente ao seu percurso académico, concluiu a formação na Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar. É Psicólogo na Cercizimbra desde 1990, onde implementou e coordenou durante vários anos o Serviço Técnico de Intervenção Precoce. Nos últimos anos, encetou colaboração com estabelecimentos efectivamente, preciso dar assistência às famílias para que estas possam progredir e evoluir no estado psicológico. JS: Nesta obra, a maioria dos pais queixa-se da falta de sensibilidade do profissional de saúde no momento do anúncio da criança deficiente. JG: As conclusões deste livro remetem para a formação dos profissionais de saúde. De qualquer maneira aquilo que apresento nesta obra é a recolha da perspectiva das famílias, não fui inquirir os profissionais. No entanto, aquilo que me parece é que faz mesmo falta a formação profissional, ou seja, d e ensino superior, nomeadamente leccionando na Escola Superior de Educação de Portalegre, na Escola Superior de Saúde de Alcoitão e desde 2006 no Departamento de Ciências Sociais da Universidade Aberta, onde também é investigador principal do Projecto O Processo de Construção de Boas Práticas. Publicou vários artigos da especialidade e fez apresentações a nível nacional e internacional sobre estas temáticas. muitas vezes o profissional até pode seguir o que está escrito no manual, mas depois na prática existem várias consequências daquilo que se disse e de como se disse. A formação não deve ser só o acesso à informação escrita, é preciso haver situações de faz de conta, como que um teatro, workshops em que os profissionais possam ser ensinados, treinados sobre como devem dizer e fazer o anúncio à família. Isto é muito importante. Neste livro as famílias dizem-me como gostariam que o profissional lhes desse a notícia, que lhes dessem tempo para fazer perguntas e para que ouvis- ALUZIMBRA CAIXILHARIA DE ALUMÍNIO, LDA CAIXILHARIA EM ALUMÍNIO E P.V.C. ALFARIM SESIMBRA TELEF FAX

15 MAIO 2009 Jornal de Sesimbra 15 PROCESSO DO CASCUZ CONTINUA NO SEGREDO DOS DEUSES Ainda não há resposta do Ministério Público ao requerimento entregue pela Sesimbra FM e pelo Jornal de Sesimbra. Estes dois órgãos de comunicação social apresentaram, nos primeiros dias de Maio, um requerimento no sentido de obter informações sobre o processo do Centro de Apoio Sócio Cultural Unidade Zambujalense. Recorde-se que o Cascuz foi alvo de uma auditoria, por parte da Segurança Social, e dadas as irregularidades encontradas na gestão da instituição o processo transitou para a comarca de Sesimbra do Ministério Público de onde, até à data de fecho desta edição, não chegou qualquer esclarecimento. sem os seus sentimentos. Uma mãe dizia-me que no anúncio da sua criança deficiente, ela simplesmente deixou de ouvir o médico, ele falou, falou e ela não conseguia seguir as suas palavras. Esta é uma característica da situação, ou seja, a partir de uma determinada altura as pessoas deixam de ter a capacidade de continuar a ouvir. Portanto, é necessário este tipo de formação dos profissionais para terem em conta este tipo de reacções e de comportamentos das famílias. É curioso, mas eu entrevistei trinta casais, pais e mães, e apenas um casal verbalizou que o profissional de saúde tinha feito tudo e da melhor maneira para dar o anúncio. Do ponto de vista estatístico, este é um dado significativo, apenas duas em sessenta pessoas verbalizaram que o profissional não podia ter feito melhor. JS: Todo o processo de crescimento e de desenvolvimento de uma criança, implica não só a participação da família e dos profissionais de saúde, mas sim de todas as pessoas com as quais a criança vai lidando e se vai cruzando ao longo da sua vida. JG: É importante pensarmos que não é uma responsabilidade única dos profissionais de saúde, mas sim de todos nós, desde a professora primária que, pela primeira vez, vai falar à família de outros problemas, como a caligrafia da criança, o não conseguir aprender a ler tão correctamente como os outros meninos ou o problema de epilepsia que a criança possa apresentar. Logo, acredito que professores, educadores de infância, médicos de família, enfermeiros fazem parte de uma série de pessoas que ao longo do seu desempenho profissional vão confrontando as famílias com este tipo de problemas. Também nestas situações era preciso fazer um estudo e perceber quais os procedimentos, que práticas são recomendadas a estas pessoas para abordarem assuntos delicados com as famílias. Porque é preciso entender que, normalmente, é tão difícil para as famílias como para as pessoas que têm de abordar estes assuntos. Não há maneiras boas de dar más notícias, mas há formas para melhorar esse processo de comunicação. Acho que todos temos que nos esforçar um pouco mais para melhorar esta relação entre os diversos profissionais e as famílias com este tipo de problema. JS: Esta publicação pode levar a outros estudos, uma vez que uma família não passa só por um anúncio. JG: Sim, esta obra não tem fim. Neste momento acho que existem já novos projectos, novos dados em relação a esta questão. Diria que há muito trabalho a fazer em relação a esta problemática e existem vários momentos de anúncios, não há apenas o anúncio feito no decorrer desta vivência, temos muitos outros. Existem vários anúncios ao longo da vida. Há uns que são declarados, como quando se faz uma avaliação do desenvolvimento da criança, em que esta tem um certo nível de desenvolvimento e requer um certo tipo de aprendizagens e as famílias vão sendo consciencializadas para o problema, e esta situação surge com um novo anúncio de outras situações que desconheciam. Depois há outros que não são falados, quando por exemplo, a criança vai fazer um exame especial e faz uma série de exames complementares de diagnóstico, que constituem outras formas de anúncio. Existem ainda os anúncios que não são ditos por ninguém mas que são vividos pela própria família, quando a criança não anda ou não fala e os outros meninos da sua idade já o fazem, são outras fases muito marcantes. Por muito inclusiva que seja a escola, há crianças que nunca vão conseguir aprender a ler ou a escrever, e os pais sabem, e isso também constitui outra forma de anúncio, uma nova vivência. Os 18 anos são uma idade marcada pela maioridade e por uma maior autonomia, mas há famílias que são confrontadas com essa situação, pois os seus filhos podem já ser adultos mas serão dependentes para sempre. Muitos precisam de ajuda para tomar banho, para se vestir, usam fraldas e há aqui um paradoxo que constitui em si um novo anúncio e uma nova crise nesta vivência do processo de aceitação. JS: Dos casos que analisou houve algum que o tivesse marcado especialmente. JG: Tenho três casos que me tocam profundamente e até costumo citá-los em comunicações que costumo fazer. Um é o depoimento de um pai e, ainda hoje, consigo recordar o tom de voz, de uma tristeza imensa, com que me contava a sua história. A filha foi muito desejada e o anúncio da deficiência foi para ele como que um desmoronar de um castelo. Outra situação em que a mãe me dizia que o pai não viria à entrevista, e como o estudo envolvia casais só o depoimento dela não poderia entrar neste trabalho e então propus-lhe ir lá a casa e a mãe ficou muito entusiasmada, pois o marido nunca tinha falado com ninguém sobre a situação, a filha já tinha 5 anos e ele estava de baixa psicológica desde do nascimento da criança. O pai acabou por falar comigo sobre esta situação e muitas outras coisas e acho que a minha entrevista contribuiu de facto, para o desenvolvimento desta família, de uma forma muito significativa. Houve uma outra entrevista em que a mãe chorava compulsivamente e tivemos de interromper muitas vezes a nossa conversa, e a uma certa altura tive que convidar a senhora a desistir do seu depoimento, pois o falar da situação foi um reviver de toda a sua experiência que tinha vivido. Mas ela nunca quis desistir e dizia-me que iria valer o esforço se, de certa forma, o seu testemunho contribuísse para ajudar outras famílias a não viverem aquilo que ela viveu. O seu relato faz parte do meu estudo e esta foi uma situação que me tocou particularmente. Neste testemunho partilhei emoções muito fortes. Av. dos Combatentes, nº52, Sesimbra JS: Antigamente as pessoas tinham, digamos, vergonha de mostrar a sua criança deficiente e de expô-la em contacto com os outros. Actualmente, podemos dizer que esse preconceito, não só das famílias mas também da sociedade, vai sendo ultrapassado? JG: Existem duas coisas completamente diferentes quanto ao impacto do nascimento de uma criança com deficiência numa família. Não me parece que exista evolução do ponto de vista emocional e da vivência psicológica dentro da família. É de facto um choque, é de facto um desmoronar de um número de sonhos que foram construídos, é de facto uma vivência de vida muito cheia de tristeza e com muita pena. Na nossa sociedade, começam a existir alguns passos significativos em termos de uma perspectiva inclusiva, ou seja, na construção de uma sociedade para todas as pessoas. É neste espírito que as escolas, como parte da sociedade, devem ser infra-estruturas para todos, independentemente das características das crianças e este é um aspecto em construção. Há desenvolvimento, hoje de facto vemos cada vez mais crianças, jovens e adultos na rua e a passear, mas isto tem a ver com o reflexo de toda uma evolução da sociedade em termos globais. Em relação àquilo que se foca, nesta publicação, a questão do anúncio da criança deficiente não mostra grandes alterações. É de facto uma fase muito difícil, com consequências muito diferentes nas famílias e que pode evoluir para fases posteriores mais construtivas. JS: Esta obra é o número de uma nova colecção. JG: Sim, este livro foi editado por uma nova colecção, a Informar, do Instituto Nacional para a Reabilitação, Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, e está disponível para todos os interessados. Para adquirir esta publicação basta solicitar directamente ao Instituto, que os envia gratuitamente pelo correio. Quem quiser simplesmente consultar este estudo pode encontrá-lo na Biblioteca Municipal de Sesimbra e na Biblioteca da Cercizimbra.

16 16 Jornal de Sesimbra MAIO 2009 Local Rui do Bem eleito Director da Escola Secundária de Sampaio Texto e Foto: Eloísa Silva Rui do Bem é o primeiro docente de Sesimbra a assumir a direcção de uma escola secundária através de eleição pelo Conselho Geral de Escolas. Um órgão de direcção estratégica em que têm representação o pessoal docente e não docente, os pais e encarregados de educação, os alunos (do secundário), as autarquias e a comunidade local. O objectivo do Ministério da Educação ao instituir, em Abril de 2008, o conselho geral das escolas foi reforçar a autonomia das mesmas alterando o regime jurídico de autonomia, administração e gestão escolar, fortalecendo a participação das famílias e comunidades na direcção estra- tégica dos estabelecimentos de ensino. Na escola secundária de Sampaio, em Sesimbra, o conselho geral de escolas já nomeou o respectivo director e a escolha recaiu sobre o presidente do conselho executivo da instituição, a exercer esse mesmo cargo há 12 anos. É Rui do Bem que, a partir de agora, ficará responsável pela gestão financeira, administrativa e pedagógica da escola de Sampaio. Funções que não diferem muito das que já desempenhava há mais de uma década depois de uma formação em engenharia, uma especialização em Estudos Superiores e um mestrado em Administração Escolar. O docente, agora nomeado Director da Escola Secundária de Sampaio, passou por estabelecimentos de ensino em Azeitão e Amora, onde leccionou electrotécnica, informática e matemática e há 12 anos que se dedica exclusivamente à gestão escolar orgulhando-se de pertencer a um quadro de pessoal que veste a camisola. Rui do Bem realçou ao Jornal de Sesimbra que no Distrito de Setúbal a escola de Sampaio é das que está mais bem posicionada em termos de ranking de exames e pioneira em várias áreas. Consciente de que ainda há muito para ser feito o sesimbrense confia no seu grupo de trabalho e está a postado em abrir mais a escola à comun i d a d e local e aos pais que, muitas vezes, se abstêm de participar com a regularidade que seria desejada na vida escolar dos seus filhos. Uma realidade que se constata a nível nacional mas que pode e deve ser alterada, só é preciso que todos os intervenientes no processo educativo vistam a camisola da sua escola como já vai acontecendo aqui, concluiu. O prazo de eleição dos novos directores das escolas terminou em Maio e, segundo a Ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues, há apenas quatro ou cinco escolas que não devem conseguir cumprir os prazos. Opinião distinta é manifestada pela Fenprof, a Federação Nacional de Professores garante haver diversas escolas que ainda não escolheram os directores por não concordarem com este novo modelo de gestão. Importa referir que o decreto lei que institui as alterações à autonomia das escolas, 75/2008, data de 22 de Abril de 2008 e impunha que a implementação das novas medidas fosse concretizada até ao final deste ano lectivo. Assembleia Municipal de Sesimbra A Assembleia Municipal de Sesimbra realizou, no dia 12 de Maio de 2009, a segunda reunião da sessão ordinária iniciada a 23 de Abril, sob a presidência da Srª. D. Odete Graça, Presidente da Assembleia Municipal, e secretariada pelos Srs. José Fernando Nazaré Pereira e Francisco Manuel Soares Cordeiro, Primeiro e Segundo Secretários, respectivamente. ORDEM DE TRABALHOS (continuação) 5. REGULAMENTO DE FEIRAS E VENDA AMBULANTE DO MUNICÍPIO DE SESIMBRA; A Assembleia Municipal deliberou, por unanimidade, sob proposta da Câmara, aprovar o Regulamento de Feiras e Venda Ambulante do Município de Sesimbra. 6. EXPOSIÇÃO DE MUNÍCIPE SOBRE AUGI 18 PINHAL DO GENERAL; A Assembleia Municipal deliberou por maioria, com uma abstenção do Grupo Municipal da CDU, sob proposta da Comissão de Actividade Económica, com algumas alterações introduzidas pela própria Assembleia Municipal, recomendar à Câmara Municipal de Sesimbra: 1 Que oficie a Comissão de Administração em conformidade com parecer jurídico nº. 1595/2006/GJ/DAJC de 09 de Fevereiro de 2006, para que no prazo de 90 dias tenha lugar a Assembleia de Comproprietários, devendo constar da ordem de trabalhos os seguintes pontos: a) Prestação de contas dos anos em falta; b) Apresentação de telas finais das obras de urbanização em condições de ser recepcionadas, provisoriamente; c) Apresentação de projecto de execução relativamente a obras de urbanização que tenham de ser alteradas; d) Ponto de situação quanto à divisão da coisa comum, com eventual perspectiva de recurso à via judicial; e) Aditamento/alteração do contrato de urbanização, para efeitos da sua adequação/actualização com a Lei nº. 91/95, na redacção actual. 2 Que 30 dias após o decurso do prazo do ponto 1, a Assembleia Municipal solicite esclarecimento à Câmara Municipal de Sesimbra sobre qual o procedimento que adoptará em caso do não cumprimento por parte de Comissão de Administração, do acima solicitado. 3 Inserir este ponto numa Ordem de Trabalhos, de uma próxima Assembleia Municipal, decorrido o prazo estabelecido no ponto SITUAÇÃO RELATADA POR MUNÍCIPES NA SESSÃO DE 26/09/08 SOBRE CAPTURA DE CORVINAS; A Assembleia Municipal aprovou, por unanimidade, sob proposta da Comissão de Actividade Económica, com uma alteração introduzida pela própria Assembleia Municipal, uma Moção subordinada ao título Pesca Portaria nº 1102-G/2000 de cuja parte deliberativa é a seguinte: Expressar junto do Ministério da Agricultura e Pescas, a necessidade de diligenciar no sentido de adequar a Portaria nº G/2000 de às situações de excepção, na perspectiva de alargar a captura de 20% de espécies distintas, ao trimestre ou semestre. Agendar audições com o Secretário de Estado das Pescas, Grupos Parlamentares na Assembleia da República, com comitiva da Assembleia Municipal, cuja composição será determinada pela Comissão de Líderes, a qual contará com representantes da Artesanalpesca, Organização de Produtores de Pesca, CRL; Sesibal OP Cooperativa de Pesca de Setúbal, Sesimbra e Sines, CRL e Associação de Armadores de Pesca do Centro e Sul (AAPCS). 8. PROJECTO ATENDIMENTO NOCTURNO NA ÁREA DA SAÚDE ; A Assembleia Municipal deliberou rejeitar, por maioria, com 19 votos contra (CDU, PS e BE) e 4 votos a favor (PSD-CDS/PP) o projecto apresentado pelo Grupo Municipal do PSD-CDS/PP, designado de Atendimento Nocturno na área da saúde. 9. PARTICIPAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DE MUNICÍPIOS DA REGIÃO DE SETÚBAL NA SOCIEDADE PARA A GESTÃO DO SISTEMA INTEGRADO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES AGRO-PECUÁRIOS DA PENÍNSULA DE SETÚBAL. A Assembleia Municipal deliberou, por unanimidade, sob proposta da Câmara Municipal, aprovar a proposta de participação da Associação de Municípios da Região de Setúbal na Sociedade, a criar, para a Gestão do Sistema Integrado de Tratamento de Efluentes Agro-Pecuários da Península de Setúbal, nos termos do Pacto Social e do Acordo Parassocial que fazem parte do processo. A Presidente da Assembleia Municipal Odete Graça. SANTA CASA DA MISERICÓRIA DE SESIMBRA ALIENAÇÃO DE UM LOTE DE TERRENO SITO EM LAGOA DE ALBUFEIRA Autorizada pela Assembleia Geral realizada aos 26 de Março de 2009, na sequência da deliberação da Mesa Administrativa em 19/05/2009, foi marcada para o próximo dia 17/06/2009, pelas 16 horas no Lar Nosso Senhor Jesus das Chagas, no Largo 5 de Outubro, em Sesimbra, a Hasta Pública para alienação de um Lote de Terreno, sito na Lagoa de Albufeira, freguesia do Castelo, em Sesimbra. O Lote de terreno n.º 57, da AUGI 14, com área de 809,30 m2, sito na Travessa do Alcaide, Lagoa de Albufeira, freguesia do Castelo, concelho de Sesimbra, descrito na Conservatória do Registo Predial de Sesimbra sob o n.º 13565/Castelo, inscrito na matriz predial urbana sob o artigo P19699, correspondente ao anterior 10195/Castelo, com o valor tributável de ,00 (trinta mil euros). A capacidade construtiva do Lote é de uma moradia com 2 pisos, com 200 m2 cada (total 400 m2). A base de licitação é de ,00 (sessenta e cinco mil euros), não sendo permitidos lanços inferiores a 1.000,00 (mil euros). Logo após a arrematação o adquirente paga 10% do valor da alienação e a restante parte do preço será liquidada no acto da escritura pública. A escritura pública será celebrada no prazo de trinta dias seguintes à alienação, em dia, hora e notário a indicar pela alienante, que comunicará, por meio de carta registada ao adquirente, obrigando-se este, em prazo útil à entrega no indicado notário da documentação de sua parte para a outorga da dita escritura. Todo e qualquer custo com a alienação, designadamente I.M.T, escritura, registos, etc., serão da conta do adquirente. A MESA ADMINISTRATIVA Manuel Adelino Bernardino (Dr.)

17 MAIO 2009 Jornal de Sesimbra 17 Desporto Em final de Época Campeonato Distrital da 1ª Divisão Terminada a época 2008/2009 do Campeonato Distrital da 1ª Divisão, no qual participaram as equipas mais representativas do concelho de Sesimbra, chegou a altura de fazer o respectivo balanço com resultados finais, principais dificuldades e planos para o futuro. O Jornal de Sesimbra falou com treinadores, atletas e dirigentes das equipas seniores de futebol do Grupo Desportivo de Sesimbra, 2º classificado, Grupo Desportivo de Alfarim, 3º, e ACRUT Zambujalense, 10º, num campeonato onde o Alcochetense subiu ao Nacional da 3ª Divisão, o Moitense e o Monte de Caparica desceram à 2ª Divisão Distrital, enquanto que o Vasco da Gama de Sines, Beira Mar Almada e Barreirense vão competir em 2009/2010, no principal campeonato dirigido pela Associação de Futebol de Setúbal. Texto: Sofia Mendes Grupo Desportivo de Sesimbra Técnicos, dirigentes e atletas insatisfeitos com resultado final Se não acreditasse na subida tinha saído mais cedo José Calhau A equipa sénior de futebol do Grupo Desportivo de Sesimbra (GDS) não conseguiu atingir o objectivo inicial a subida ao Nacional da 3ª Divisão e terminou a época em segundo lugar com 69 pontos, ficou apenas a um ponto do líder e campeão distrital, o Alcochetense. Apesar de considerar que o trabalho realizado foi superior a anos anteriores, José Calhau admite que não foi uma época positiva, visto que não conseguimos atingir os objectivos traçados no início da temporada. O técnico não ficou satisfeito e relembra que a equipa que lutou connosco até ao último jogo vinha da 3ª divisão e, na minha opinião, foi com ajudas que conseguiu voltar para lá. É difícil lutar contra essas situações e não podemos estar satisfeitos com o resumo geral. Apesar de considerar que existiram algumas contrariedades durante toda a época, que nos foram penalizando, José Calhau acreditou até ao fim na subida de divisão, até porque se não acreditasse tinha saído mais cedo. Não querendo falar muito sobre o assunto, o técnico admite que essas contrariedades passam pelas arbitragens de alguns jogos muito importantes em que fomos bastante penalizados. Questionado sobre se não haveria nada de positivo nesta época desportiva, José Calhau salienta o facto da equipa ter conseguido vencer os 15 jogos disputados em casa, bem como estarmos mais de 20 jogos sem perder. Importante também é verificar que alguns jogadores cresceram e evoluíram e hoje são muito mais fortes a nível psicológico do que eram no início da época. Apesar de considerar que cerca de 90 por cento das pessoas ficaram satisfeitas com o trabalho que eu e a minha equipa técnica desempenhámos no clube, José Calhau não vai continuar responsável pela equipa. Julgo que o Sesimbra não tinha grande intenção na minha continuidade, admite. São coisas normais do futebol. Felizmente há outros clubes que olham o Calhau de outra forma. O técnico não está muito preocupado com o futuro mas adianta que já tem alguns convites de clubes da divisão superior, inclusive de uma das ilhas, mas nada d e f i n i d o. Tenho que ponderar o que é melhor para mim e para a minha família, não estou muito apressado. Quanto ao GDS, o responsável espera que na próxima época seja feliz e que os jogadores continuem a dignificar a camisola que vestem e se valorizem a eles próprios. Merecíamos ter ficado em primeiro lugar Sebastião Patrício Para o presidente da direcção do GDS o balanço da época desportiva tem duas vertentes. Foi positivo em termos de trabalho, mas em relação aos objectivos a que nos propusemos não posso deixar de dizer que é um balanço negativo. Queríamos subir de divisão, tivemos 26 jornadas em primeiro lugar, perdemos o jogo em Alfarim e, independentemente de termos vencido os outros jogos, não conseguimos passar para a frente. Sebastião Patrício admite que foi complicado gerir esse processo, até porque pelo trabalho que fizemos era meritório termos fechado a época 2008/2009 com o Sesimbra em primeiro lugar no campeonato distrital e a consequente subida ao Nacional da 3ª Divisão. Para o responsável do clube as arbitragens também tiveram o seu contributo e peso na nossa não subida de divisão. Houve jogos em que nos sentimos altamente prejudicados e algumas situações foram denunciadas junto da Associação de Futebol de Setúbal. Ao dizer isto Sebastião não está a tirar mérito ao Alcochete mas relembra que o adversário teve claramente benefícios directos, que lhe deram a subida d e divisão, e nós tivemos benefícios indirectos que nos retiraram pontos. No entanto, a culpa não foi só dos árbitros, claro que também cometemos erros que foram assumidos por todos nós. Fazendo uma breve análise do trabalho do plantel e respectiva equipa técnica, Sebastião Patrício diz que foram inexcedíveis, mas o facto de não termos atingido o objectivo faz com que o trabalho dos treinadores, que é avaliado pelo resultado final, não seja tão positivo. No entanto, isso não invalida que tenham sido assíduos, competentes e que trabalharam muito. Tal como José Calhau, também o presidente do GDS destaca o facto de a equipa ter vencido todos os jogos no estádio Vila Amália, um feito que não conseguíamos há muito anos, e agradece aos adeptos o apoio prestado em todos os jogos, fomos sempre bem acompanhados. No entanto, lamenta que, no ano em que o estádio vai ser demolido, não tivesse conseguido alcançar a subida ao Nacional da 3ª Divisão. Penso que seria um prémio merecido para os sócios e população da freguesia de Santiago termos tido uma despedida de um lendário campo que, ao longo de 62 anos, tantas glórias tem dado a este clube. Sebastião Patrício está confiante e espera que quando regressarmos ao novo estádio o possamos fazer com a equipa a disputar o calendário nacional. Nesta altura o clube está a preparar a nova equipa técnica e a composição da estrutura que irá comandar a equipa de futebol. O responsável confidencia que já há candidatos a treinador, uns que interessam mais que outros, mas esse é um processo que estamos a analisar e em tempo oportuno será di- vul- gado no nome do futuro treinador do Sesimbra. Sebastião Patrício espera ainda que o novo estádio Vila Amália seja rapidamente construído, para que o futebol volte à vila e à casa-mãe, e para que possamos trabalhar e desenvolver um futebol ainda melhor que o que temos feito até agora. A opinião dos jogadores do GDS O Grupo Desportivo de Sesimbra marcou 68 golos e sofreu 23. Ao longo de todo o campeonato foi o ataque mais realizador da prova e a segunda defesa mais batida e a equipa que obteve mais vitórias (22). O Jornal de Sesimbra falou com alguns atletas do GDS e todos eles foram unânimes, não foi um campeonato positivo pois não conseguimos a subida de divisão. Nuno Silva, médio defensivo, e por vezes utilizado como central, salienta que podíamos ter terminado muito melhor na classificação porque tínhamos uma boa vantagem sobre o Alcochete. Apesar disso, e a nível pessoal, considera que a sua prestação foi boa. A época também ajudou e espero para o ano fazer ainda melhor. O atleta, que marcou seis golos e jogou minutos, destaca o bom ambiente no balneário e afirma que o grupo era muito unido, dávamo-nos todos bem, tanto jogadores como treinador. O atleta adianta que esta era para ter sido a minha última época, até porque estava a contar subir de divisão, mas como isso não aconteceu vou continuar e espero que seja para o ano. Nuno Silva espera continuar no Sesimbra. Já Tiago Carvalho salienta que nesta altura o mais importante é que não cumprimos o objectivo, tal como tínhamos planeado no início da época, e

18 18 Jornal de Sesimbra MAIO 2009 Desporto acabámos mal. Esta foi a sua terceira época e por isso o médio de ataque não sentiu grandes dificuldades, mas admite que no início a equipa não começou a jo-gar da maneira a que estava habituada. Entretanto o mister falou comigo e explicou-me como tinha que jogar e entrar nos planos da equipa. A partir daí fui cumprindo e joguei até ao final. Para o autor de cinco golos a relação entre os jogadores sempre foi muito boa e unida, cumprimos sempre a nossa parte e correu tudo muito bem. Tiago ainda não decidiu o seu futuro. O presidente disse-nos que, a partir do último treino, cada jogador era dono de si próprio por isso ainda não sei como vai ser. O jovem confessa que pensa em sair e experimentar coisas novas por isso se aparecerem propostas vou pensar e analisá-las. Todos os jogadores jovens pensam nisso, faz parte da nossa evolução como jogadores de futebol, salienta. Tal como os colegas, também João Mata lamenta que a equipa tenha falhado a qualificação. O nosso objectivo era sermos campeões e não conseguimos. Cometemos alguns erros, falhámos em alguns jogos e não conseguimos manter a vantagem que tínhamos em relação ao segundo classificado. No entanto, o atleta destaca que a equipa deu tudo e o grupo esteve unido até ao final. Somos muito amigos tanto dentro do balneário como fora dele. No que concerne a planos para a próxima época, o central gostaria de continuar no Sesimbra, quero dar o meu contributo e tentar levar o clube aos nacionais. A nível de plantel, Tiago Correia, João Pinhal, Pedro Amora e Nuno Silva foram os atletas que mais golos marcaram com 14, 11 e seis golos, respectivamente. O jogador mais utilizado foi Paulo Silva com minutos, seguido de Ricardo Rigor (2.520) e André Casaca (2.240). Quanto a convocatórias, Paulo Silva, Tiago Carvalho e Daniel foram chamados para todos os jogos do campeonato. Grupo Desportivo de Alfarim A melhor classificação de sempre Foi um bom campeonato para o Alfarim Luís Freixo A equipa de futebol sénior do Grupo Desportivo de Alfarim (GDA) terminou a época em 3º lugar, com 59 pontos, e obteve a melhor classificação de sempre nos campeonatos distritais. Desde o início da temporada que o objectivo do clube era ficar nos cinco primeiros lugares, logo a terceira posição está dentro do objectivo cumprido. O Alfarim teve a melhor época de sempre, destaca Luís Freixo. Admitindo que qualquer plantel tem os seus problemas a nível de lesões e castigos, o técnico confessa que o segredo do clube foi a união do grupo e o espírito de equipa que conseguimos incutir no plantel. Tivemos ainda a entrada de jogadores novos, com alguma experiência, e que vieram ajudar ainda mais a equipa. Quando o Alfarim alcança um terceiro lugar nunca se poderá falar em muitas dificuldades, este ano foi muito bom, reafirma. Ao longo da temporada, o clube foi subindo de patamar e, a certa altura, assumiu mes- m o a subida de divisão. Uma decisão que o treinador explica não ter sido estratégia, até porque com os jogadores que trouxe e aqueles que ficaram da época passada, tinha a esperança de alcançar um pouco mais. A ideia era ficar entre os cinco primeiros e depois motivar o plantel para algo mais e foi isso que aconteceu. Luís Freixo ficou muito satisfeito com a prestação da sua equipa, dá os parabéns aos jogadores e afirma que sem a ajuda deles nada disto seria possível. O responsável pela equipa destaca o trabalho de João Pinto pelo balneário e pela experiência que tem. É um jogador que transmite um espírito de grupo incrível. Salienta ainda a prestação de Steve, Xico Zé, Pedro Eugénio e do guarda-redes David, jogadores que considera terem sido muito importantes, tal como o próprio Tiago Dias. No entanto a juventude do grupo e a união entre todos foram factores importantes para que fizéssemos uma boa época. No que concerne ao futuro, já é certo que Luís Freixo vai continuar a comandar a equipa de futebol sénior do GDA. Sinto-me bem aqui, estou bem inserido no concelho e vou continuar mais um ano com toda a certeza, revela. Para a próxima temporada o objectivo será o mesmo, alcançar os cinco primeiros lugares, mas o técnico vai mais longe e diz que se mantivermos este grupo incrível, e com mais três ou quatro jogadores, poderemos assumir a subida de divisão em 2009/2010. Fomos a melhor equipa a jogar futebol José Fernando Dias O Grupo Desportivo de Alfarim (GDA) foi a segunda equipa com mais vitórias consecutivas no campeonato distrital e, na opinião de José Fernando Dias, uma das melhores a praticar futebol. O presidente da direcção destaca que o GDA fez a melhor classificação de sempre e conseguiu alcançar o pódio entre grandes equipas do futebol distrital. Foi graças ao esforço dos jogadores, equipa técnica, directores e associados que conseguimos ultrapassar a meta estabelecida no início. Para José Fernando Dias a subida de divisão chegou numa altura em que já não tínhamos mais nada e era preciso partir para valores mais altos e incentivar ainda mais o plantel. No entanto o responsável acredita que se tivéssemos planeado a subida desde o início, e com a equipa que temos, talvez tivéssemos conseguido. Tal como os adversários, também o GDA sentiu na pele as falhas de algumas arbitragens, mas a verdade é que todos os clubes são beneficiados e prejudicados e o nosso não é excepção. Mesmo assim, José Fernando Dias diz estar satisfeito com o facto de o conselho de arbitragem, mesmo com a pouca qualidade que às vezes tem, fazer rodar mais árbitros durante o campeonato. Esta foi uma boa época para o Alfarim, um clube pequeno que com o culminar da época conseguiu atingir um estatuto distrital. Não é fácil para um clube de aldeia como o nosso conseguir esse patamar, confessa. O futuro é ainda incerto para José Fernando Dias. Em Julho vão ter lugar as eleições para os órgãos sociais do clube e tudo aponta para que o actual presidente não se volte a recandidatar. Ainda não decidi se fico ou não, cabe aos sócios e restantes dirigentes fazerem um esforço para colaborarem mais com a direcção. Preciso de sentir mais apoio. O responsável confessa estar um pouco cansado e diz que há pessoas capazes e dispostas a continuar o meu projecto para o clube. Vamos esperar até 27 de Julho e depois logo se vê. Quanto ao plantel sénior, José Fernando Dias deixa uma palavra de apoio a Luís Freixo, Ricardo Dias e todos os jogadores porque foram todos espectaculares no trabalho que fizeram. Tive o cuidado de falar com todos eles no final da época e disse que estava a contar com todos para a próxima temporada. Para 2009/2010 o objectivo vai ser o mesmo, ou seja, os primeiros cinco lugares. A opinião dos jogadores do GDA Com 59 pontos, o plantel do Grupo Desportivo de Alfarim marcou 51 golos e sofreu 32, obteve 18 vitórias, cinco empates e sete derrotas. Estrela foi quem mais golos marcou durante esta época, dos 51 alcançados, 16 foram da sua autoria. Ao Jornal de Sesimbra, o avançado disse estar satisfeito com a sua prestação que considera ter sido bastante positiva, sendo que para isso também contribuiu o facto de sermos todos muito cúmplices e unidos. No que concerne a futuro futebolístico, o jovem está ainda um pouco indeciso e avança que em Julho decidirei o que fazer e para onde vou. Apesar de já terem havido contactos, Estrela não hesita e diz mesmo que o que vai pesar na minha decisão será o ambiente de balneário. Se esta equipa continuar no Alfarim o mais certo é eu ficar também, admite. Também o guarda-redes David faz um balanço muito positivo da temporada desportiva. Correu tudo bem, o grupo era excelente e foi uma época muito boa. O atleta admite que a vida de guarda-redes é bastante complicada mas a nível pessoal está

19 MAIO 2009 Jornal de Sesimbra 19 Desporto bastante satisfeito pela sua prestação na equipa que, na sua opinião, tem um balneário excelente. Já passei por outros sítios e posso garantir que o ambiente no Alfarim é o melhor que já alguma vez houve. Apesar de dar como certa a sua continuidade como guardião da baliza do Alfarim, David considera que tudo vai depender do futuro do clube, se a actual direcção se recandidata ou não. Tal como os anteriores colegas, Tiago Dias afirma que teve uma boa prestação e que tudo correu muito bem a nível individual. Tive apenas um castigo e nenhuma lesão e foi das épocas em que realizei mais jogos. O nível exibicional foi bom, salienta. Na opinião do defesa central, o Alfarim teve o melhor campeonato de sempre, foi o ano em que fizemos mais pontos, tivemos mais vitórias, marcamos mais e sofremos menos. Foi um campeonato excelente. O jovem gostava de continuar na equipa mas diz que ainda está um pouco indefinido quanto ao futuro. Na opinião de Tiago a recandidatura ou não de José Fernando Dias acaba por influenciar um pouco os jogadores, pois todos nós conhecemos o Alfarim com o Zé Fernando como presidente. O atleta destaca ainda a boa relação entre o plantel e treinador que foi sempre muito aberta, de amizade e respeito. João Pinto é o atleta mais velho e também com mais experiência no plantel sénior do GDA e, também ele, faz um balanço muito positivo desta época. Fiz praticamente todos os jogos e a equipa correspondeu ao que pensava e ao que me tinham dito logo no início. Tínhamos uma equipa forte e isso notou-se. Para o atleta o terceiro lugar foi muito bom para o clube mas penso que poderíamos ter ido mais longe. Na opinião do jogador o ambiente de balneário é bastante saudável e muito familiar, damo-nos todos muito bem, seja dentro ou fora do campo, e isso é muito bom. João Pinto é talvez aquele que não tem indecisões quanto ao futuro. Para continuar a jogar é no Alfarim, afirma decidido. Vou ficar por cá porque o grupo de trabalho e ambiente são muito bons e também porque a minha idade já não me permite grande mudanças. A.C.R.U.T. Zambujalense Manutenção conseguida Quando se consegue o objectivo da equipa então, o principal está feito José Carlos Em 30 jornadas a equipa sénior do Zambujal conseguiu oito vitórias, 11 empates e igual número de derrotas. Com 39 golos marcados e 42 sofridos, o grupo terminou a época em 10º lugar, com 35 pontos. A manutenção sempre foi o objectivo principal dos dirigentes, algo que foi conseguido após a entrada de José Carlos. O técnico, que rendeu Nuno Pinto à sexta jornada, salienta como positivo o facto de ter alcançado a manutenção ainda mais cedo do que estava previsto. Penso que poderíamos ter ido mais longe mas o principal foi feito. A equipa teve algumas dificuldades, nomeadamente as lesões dos jogadores, que aconteceram numa fase boa do campeonato, lamenta. Estávamos em quinto lugar e perd e m o s, quase de seguida, oito jogadores o que é muito para um plantel com 21 atletas. No entanto, o treinador congratula-se de ter um grupo bastante homogéneo e muito forte e admite que alguns deles poderão abandonar o Zambujal para situações melhores. José Carlos ficou também bastante satisfeito com o apoio dos adeptos, era difícil pedirmos mais, salienta. Numa terra que é bastante dispersa e onde não há uma grande concentração de pessoas perto do campo de futebol, os adeptos acom- panharam-nos sempre e foram uma grande ajuda para que conseguíssemos um bom resultado. Depois do objectivo cumprido, chegou a altura de começar a preparar a próxima época. Estamos na fase de contactar os jogadores que faziam parte do plantel para, eventualmente, renovarem connosco, adianta o técnico. Depois dos contactos feitos é tempo de ver o que precisamos para construir uma equipa mais competitiva que a do ano passado. NOTA DE REDACÇÃO: Tal como fizemos com os restantes clubes, contactamos por várias vezes Manuel Martins, presidente da ACRUT Zambujalense, para conferir o seu balanço do campeonato distrital mas, até ao fecho da edição, não obtivemos qualquer resposta. Plantel da ACRUT Zambujalense Uma época boa, é assim que a generalidade do plantel do Zambujal classifica a temporada 2008/2009 do Distrital da 1ª Divisão. Para André Lopes esta foi, desde há três anos, a minha melhor prestação no Zambujal. Fiz alguns golos e muitos deles foram importantes para a equipa atingir o objectivo que era a manutenção e ganhar jogo a jogo. Na opinião do atleta houve algumas dificuldades, principalmente pequenos erros que cometemos e alguma falta de concentração. Acho que tínhamos valor e capacidade para estar num lugar mais acima como o quinto lugar, que foi a nossa melhor classificação. O jogador considera que o clube tem o melhor balneário, somos uma equipa forte e muito unida. A nível de entendimento, o mister é um excelente homem e treinador e somos, sem dúvida, o melhor balneário de todos. Apesar de se sentir bem onde está, André Lopes confessa que para o futuro tem algumas propostas aliciantes em cima da mesa, mas que nada está decidido. O Zambujalense é um clube que eu gosto e que é comandado por gente humilde e trabalhadora. Às vezes o dinheiro não é tudo e acaba por dar algum prazer representar pessoas que são sinceras, honestas e amigas. O atleta vai ainda analisar o que é melhor mas ressalva que se for para ficar no concelho faço questão de representar o Zambujal, não tenho intenções de representar mais nenhum clube. Também o guarda-redes da equipa faz um balanço do positivo da época, da sua prestação e do resultado final. O objectivo era ajudar o colectivo, garantir a permanência o mais depressa possível e isso foi conseguido. O atleta recorda que até à penúltima jornada o zambujal foi a sexta melhor defesa, mas a derrota com o Sesimbra fez com que recuassemos duas posições, lamenta. No entanto, Armando considera que conseguiu mostrar que tenho valor e isso verificou-se nos resultados. Para o guarda-redes o início da época foi um pouco complicado, porque não tínhamos campo, treinavamos na Maçã até muito tarde e também as arbitragens que nos prejudicaram um pouco, mas tudo melhorou com a entrada do novo treinador. O Zé Carlos é um bom treinador e trouxe-nos o seu conhecimento, realça. Conseguiu rectificar alguns erros e, a partir do seu terceiro jogo, correu tudo muito bem. Subimos do penúltimo para o quinto lugar. Além de ser um bom treinador, consegue criar um bom grupo e tem ideias mais modernas, considera Armando. Para o jogador ser guarda-redes é complicado, é uma posição um bocado ingrata porque quando se falha é sempre prejudicial à equipa e já não há nada a fazer. A nível de balneário, o atleta partilha da opinião de André Lopes e diz mesmo que se o relacionamento entre todos já era bom, a vinda do treinador veio reforçar ainda mais isso. É uma pessoa que fala com os jogadores, conversa bastante antes e depois dos jogos e isso faz com que o grupo fique ainda mais forte. Também Armando já recebeu algumas propostas de outros clubes mas o futuro vai depender da conversa que tiver com os responsáveis do clube. Não fugindo muito das opiniões dos colegas, Huguinho considera que foi um campeonato regular, cumpriram-se os objectivos mas acredito que podia ter sido melhor. Tínhamos condições para isso mas faltaram meios humanos, destaca o médio do Zambujalense. Para o atleta a maior força do clube tem sido sempre o balneário. É lá que reside a grande virtude do clube, é muito saudável. Talvez por isso, Huguinho afirme que a nível de futuro ainda não está nada falado mas à partida é para continuar no Zambujal.

20 Ano 31º Nº 342 Maio 2009 Tertúlia Viva A associação de Alfarim já é parte integrante do roteiro cultural e formativo da freguesia do Castelo Texto: Eloísa Silva Foto: Tertúlia Viva Tertúlia Viva é a mais recente associação recreativa e cultural da Freguesia do Castelo. Sediada em Alfarim, no café-bar Ponto Come & Bebe, foi criada em Dezembro do ano passado com o propósito de promover acções para a comunidade no âmbito recreativo, desportivo, cultural e de formação profissional, social e cívica, impulsionando o desenvolvimento e bem-estar de toda a comunidade local. Com vários departamentos, dez colaboradores e mais de 60 sócios, até ao momento, a Tertúlia Viva propõe-se a complementar o trabalho das demais associações e colectividades da freguesia em que está inserida porque, segundo os responsáveis, ainda havia necessidade de criar um espaço recreativo e cultural na zona oeste do concelho que, em termos de actividades de lazer e formação, está um pouco carenciada, é isso que queremos ser, apenas mais uma alternativa. Vítor Correia, Vítor Marques e Cátia Santos são as caras deste projecto que se pretende dinâmico na promoção de acções que possam fomentar o desenvolvimento pessoal e o bem estar social. Nesse sentido, e apesar das dificuldades inerentes à criação e manutenção de uma instituição sem fins lucrativos, a associação Tertúlia Viva fez uma primeira aposta nas áreas cultural, desportiva e de formação tendo ao dispor dos sócios aulas de iniciação musical de voz, guitarra, cavaquinho e órgão. No âmbito desportivo a Tertúlia Viva marca pela diferença ao acolher secções de tiro de carabina de ar com dardo, pesca desportiva, malha, king e setas. A informática também é abrangida pelos objectivos da associação que passam pelo desenvolvimento de competências pessoais, sociais e culturais. A vice presidente e directora da secção de formação e das actividades administrativas, financeiras e de planeamento da Tertúlia Viva acrescentou ao Jornal de Sesimbra que as pessoas do concelho merecem a nossa dedicação e todas as valências que pretendemos implementar além das que já existem irão, certamente, ao encontro da vontade das pessoas. Desde o início deste ano que a Tertúlia Viva tem desenvolvido várias actividades que, além de mostrarem o trabalho da associação, vão proporcionando aos participantes e intervenientes um convívio salutar e troca de conhecimentos e experiências. Prova disso são, não só, as aulas de iniciação musical, aos domingos a partir das 9h, e que já têm uma adesão significativa, mas também os torneios desportivos já realizados, e que superaram as expectactivas, ou as actuações da Banda que herdou a designação da Associação. A banda Tertúlia Viva é o ex-líbris da Associação já que cativa semanalmente muitos habitantes e amantes de música que procuram um momento de lazer e descontracção e, simultaneamente, uma oportunidade de brilhar cantando com os músicos residentes. Fernando Oliveira e Vítor Marques foram os responsáveis pelo surgimento deste projecto musical que, à semelhança da Associação, foi idealizado numa conversa de café entre amigos. E o resultado está à vista com a realização da segunda etapa do caça talen- tos que visa encontrar uma voz para cantar com a banda nos vários concertos já agendados para os próximos meses. De salientar que a banda Tertúlia Viva actua com frequência no Espaço Zambujal. Concertos inseridos no projecto daquele espaço cultural intitulado Noites com Música. Até conseguirem alcançar o próximo patamar, que passa entre outras valências, pela criação de um grupo de cantares tradicionais, presidente, vice presidente adjunto e vice presidente continuam a apostar na divulgação das acções já a decorrer como sejam as aulas de iniciação musical, o ensaio semanal da banda, os convívios semanais com a comunidade e a disponibilização de três computadores com acesso gratuito à Internet bem como o acesso, individual, através da rede Wireless no bar Ponto Come & Bebe, onde funciona a Associação Tertúlia Viva. Para Junho está previsto um conjunto de iniciativas que passam pela comemoração da festa dos Santos Populares, torneios de captação de setas de bico de aço, torneios de pesca, King e Malha, entre muitas outras ainda a definir. Tudo irá depender dos apoios que surgirem, considerando que a Tertúlia Viva conta, para já, apenas com as verbas provenientes dos associados (12 euros por ano), donativos particulares e privados (que não suprem as necessidades) e com o apoio da Junta de Freguesia do Castelo. 1º Concurso de Pesca Desportiva Uma das mais recentes iniciativas dinamizadas pela Tertúlia Viva associação foi um torneio de pesca desportiva que juntou na praia do Moinho de Baixo, no Meco, mais de 30 amantes da modalidade. O balanço não podia ser mais positivo considerando as observações elogiosas não só dos participantes mas, também, de todos quantos fizeram questão de marcar presença no concurso e na entrega de prémios que decorreu no bar Ponto Come & Bebe, onde esta sediada a Tertúlia Viva. O encerramento do dia de prova foi feito ao som de prata da casa com a actuação da banda Tertúlia Viva que em breve subirá, novamente, ao palco do Espaço Zambujal para mais Noites com Música.

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