CONSELHO ECONÓMICO E SOCIAL GLOBALIZAÇÃO DOCUMENTOS DE SUPORTE AO PARECER GLOBALIZAÇÃO - IMPLICAÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

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1 CONSELHO ECONÓMICO E SOCIAL GLOBALIZAÇÃO DOCUMENTOS DE SUPORTE AO PARECER GLOBALIZAÇÃO - IMPLICAÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL LISBOA,

2 ÍNDICE O Processo de Globalização: Implicações para Portugal Vítor Corado Simões 3 A Internacionalização das Empresas Industriais Portuguesas: Caracterização e Perspectivas Vítor Corado Simões 24 O Investimento Directo Estrangeiro em Portugal Miguel A. T. Coelho 50 A Indústria Portugal Versus Dragões Asiáticos João Abel de Freitas Julieta Estêvão 100 2

3 O PROCESSO DE GLOBALIZAÇÃO: IMPLICAÇÕES PARA PORTUGAL Vítor Corado Simões Texto elaborado para o Conselho Económico e Social em 12 de Julho de

4 SUMÁRIO 1. Introdução 2. Globalização: Caracterização e Principais Facetas 3. A Globalização das Estratégias Empresariais 4. Portugal e a Globalização 5. Pistas para Análise 4

5 1. INTRODUÇÃO O objectivo básico do presente texto é o de introduzir um conjunto de pistas orientadoras de uma reflexão sobre o impacto da globalização na economia portuguesa. O texto está organizado em quatro partes. Na primeira procede-se a uma caracterização sucinta do fenómeno da globalização e das suas principais dimensões. Serão igualmente abordadas as implicações genéricas da globalização sobre o papel dos Estados-Nação. A segunda é dedicada à análise do processo de globalização das estratégias empresariais. Serão focadas nomeadamente as orientações estratégicas das grandes empresas multinacionais, os mecanismos de geração e transferência de tecnologia à escala mundial e a formação de alianças estratégicas, referindo-se de seguida as suas implicações sobre os fluxos internacionais de comércio e de investimento. O ponto de situação sobre as consequências da globalização na economia portuguesa constitui o tema da terceira parte. Embora se possam identificar casos de sucesso na internacionalização e uma sensibilização crescente das empresas portuguesas para a necessidade da internacionalização, os desenvolvimentos verificados nos últimos dez anos apontam para o facto de as empresas estrangeiras terem tido um papel muito mais activo que as empresas domésticas na internacionalização da economia portuguesa, aproveitando nomeadamente as oportunidades oferecidas pela integração europeia. Por outro lado, para a generalidade dos agentes económicos portugueses a globalização foi encarada como algo de distante e de secundário face aos desafios colocados pelo processo de integração europeia. No capitulo final são apresentados sete temas que nos parecem justificar trabalhos de investigação aplicados à realidade portuguesa. Os temas seleccionados são os seguintes: globalização e novas características dos fluxos comerciais; o carácter sistémico dos fluxos de investimento e o processo de globalização; razões e tendências de evolução dos desinvestimentos das empresas com capital estrangeiro em Portugal; o impacto dos investimentos internacionais sobre o emprego em Portugal; oportunidades de inserção das empresas portuguesas em redes de cooperação transnacionais; globalização, sistema nacional de inovação e investimento estrangeiro; e relações ibéricas e integração europeia. 2. GLOBALIZAÇÃO: CARACTERIZAÇÃO E PRINCIPAIS FACETAS O termo globalização está longe de assumir significado idêntico para todos, o que gera equívocos e imprecisões. Este facto não é surpreendente tendo em conta a diversidade de dimensões que o termo pode recobrir, como veremos mais adiante. Torna-se, no entanto, necessário fornecer uma definição do que se entende por 5

6 globalização e explicitar quais as facetas que mais nos interessam, de modo a facilitar a compreensão deste texto. Entendemos globalização como o processo de desenvolvimento das inter-relações à escala mundial, em que cada país está ligado aos outros através de uma complexa teia de laços e de acontecimentos, de tal modo que decisões e acções tendo lugar numa parte do Mundo podem acarretar consequências significativas para indivíduos ou organizações localizados em áreas distantes 1. Este processo foi facilitado pelo progresso no domínio das tecnologias dos transportes, das comunicações e dos sistemas de informação, as quais permitiram a circulação de bens, serviços, pessoas, capitais e conhecimentos indispensável à aceleração das inter-relações nos campos cultural, social e económico. Um agente decisivo, mas não exclusivo, da globalização têm sido as grandes empresas multinacionais 2. A sua acção tem-se feito sentir não apenas na produção e venda de bens e serviços num número crescente de mercados, mas também no estabelecimento de estratégias à escala planetária e na sua implementação através de estruturas organizadas e articuladas como verdadeiras redes mundiais. Convirá ressalvar, por outro lado, que o grau de envolvimento dos diferentes países neste processo é substancialmente diferente. Globalização significa prima facie triadização, isto é, inter-relacionamento entre as três grandes áreas desenvolvidas do Globo - Estados Unidos, Europa Ocidental e Japão. A sua influência sobre os países em desenvolvimento é variável, desde o envolvimento fortíssimo dos países do Sueste Asiático à quase omissão da África sub-saariana. A globalização da economia e da sociedade comporta diversas dimensões ou facetas relacionadas entre si, das quais destacaremos as seguintes 3 : Globalização Financeira, associada à desregulamentação dos sistemas financeiros nacionais, à liberalização da circulação de capitais, ao desenvolvimento de novos serviços e novos mercados financeiros e ao movimento de fusões e aquisições. Globalização da Produção e dos Mercados, através do reforço e integração das redes mundiais das empresas multinacionais, tanto no plano da racionalização das actividades produtivas como no da comercialização. Globalização da Tecnologia, traduzida designadamente na consolidação de três grandes pólos de inovação e desenvolvimento tecnológico (Estados Unidos, Europa Ocidental e Japão) e na tentativa de aproveitamento das competências específicas existentes em certos países em desenvolvimento, 1 Esta definição baseou-se fundamentalmente nas propostas de John Dunning (Internationalizing Porter s Diamond, Management International Review, Special Issue, 1993/2, p. 8) e de Anthony McGrew e Paul Lewis (Globalisation and the Nation States, Polity Press, Cambridge, 1992, cit. in Grupo de Lisboa, Limites à Competição, Europa América, Lisboa, 1994, p. 47) 2 O termo empresa multinacional é utilizado aqui na acepção ampla de uma empresa que controla, coordena e desenvolve actividades geradoras de valor acrescentado em diversos países. 6

7 através da sua integração em redes internacionais; o recente Livro Verde sobre a Inovação 4, publicado pela Comissão Europeia, constitui um testemunho claro da preocupação da Comissão quanto às debilidades da Europa face aos desafios colocados pela globalização da tecnologia. Globalização das capacidades reguladoras, a qual neste momento não tem ainda uma expressão muito significativa. No entanto, os acordos do Uruguay Round que conduziram à formação da Organização Mundial da Comércio correspondem a um passo significativo naquele sentido; numa outra perspectiva, as reuniões periódicas do Grupo dos Sete países mais industrializados traduzem igualmente uma pretensão de estabelecimento de regras de harmonização de comportamentos com repercussões em toda a economia mundial. No último relatório da UNCTAD sobre o investimento internacional considera-se quase inevitável que seja elaborado um quadro orientador de modo a contribuir para a estabilidade, predictability e transparência ao nível multilateral 5, sugerindo-se que os elementos desse quadro se encontram já na Acta Final do Uruguay Round. Globalização dos modos de vida e padrões de consumo, expressa numa significativa aproximação dos desejos, aspirações e padrões de consumo das populações, a qual permite o lançamento de marcas, produtos e campanhas publicitárias à escala mundial, ainda que com adaptações locais. Globalização das percepções e da consciência, resultante da convicção crescente de que vivemos num universo onde os recursos são finitos e devem ser preservados, tanto mais que erros cometidos num determinado momento e lugar se podem repercutar em todo o planeta, no imediato e/ou no futuro. O movimento ecológico tem sido, aliás, decisivo para reforçar esta consciência de cidadãos planetários, a qual não pode ser desligada também da extraordinária expansão da Internet 6. De igual modo, a preocupação com os direitos humanos tem levado algumas empresas a estabelecer códigos de comportamento aplicáveis às suas filiais e aos seus subcontratados, como sucedeu com a Nike e a Reebok, para citar dois exemplos da indústria de calçado. A globalização constitui um desafio para os Estados Nação, tanto mais que tem sido acompanhada pela intensificação dos processos de integração regional, mais ou menos aprofundados, em todos os continentes, desde a América (NAFTA e Mercosur) 3 Esta perspectiva beneficiou da sistematização apresentada in Grupo de Lisboa, Limites à Competição, Europa América, Lisboa, p Comissão Europeia, Green Paper on Innovation, Bruxelas, United Nations, World Investment Report Transnational Corporations and Competitiveness, Nova Iorque, 1995, p. li 6 Refira-se, a propósito, que o principal titulo do Financial Times de 10 de Julho passado, respeitava à primeira acção on line desenvolvida pelos sindicatos a nível mundial, utilizando a Internet para 7

8 à Ásia (ASEAN), passando pela Europa. Este desafio é ainda ampliado pelo facto de as vantagens competitivas se basearem cada vez mais em activos criados, baseados no conhecimento e desenvolvidos no interior das empresas através de mecanismos de inovação tecnológica e organizacional, e não em recursos naturais. A margem de manobra dos Estados-Nação, confrontados simultaneamente com o poder das grandes empresas membros de oligopólos mundiais e com a integração regional, é hoje menor do que há duas décadas. Contudo, uma análise mais aprofundada do padrão de relações entre as políticas nacionais e as estratégias empresariais mostra que os Estados continuam a ter um papel relevante a desempenhar. A competitividade dos Estados depende da sua capacidade para desenvolver políticas que: (i) confiram às empresas da base doméstica os recursos e as competências necessárias para concorrerem em mercados mundializados; e (ii) dinamizem economias de aglomeração susceptíveis de atraírem investidores externos e de estimular o desenvolvimento de iniciativas empresariais endógenas. Nesta perspectiva existe uma inter-acção entre os Estados e as empresas na qual os Estados desempenham um papel decisivo, nomeadamente nos seguintes planos: (a) financiamento das infra-estruturas físicas essenciais à circulação de pessoas, serviços, bens e informação; (b) financiamento do desenvolvimento de competências (educação, formação, disseminação da informação, investigação básica); (c) fornecimento de incentivos aos esforços empresariais em I&D e na inovação tecnológica e organizacional; (d) apoio ao desenvolvimento e afirmação internacional das empresas nacionais e da sua inserção em redes; e (e) promoção de condições locacionais susceptíveis de atraírem empresas internacionais, gerando mecanismos de relacionamento mutuamente benéficos. 3. A GLOBALIZAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS EMPRESARIAIS Como se referiu, as empresas multinacionais têm sido protagonistas fundamentais do processo de globalização. A sua capacidade de desenvolver activos intangíveis por exemplo, nos planos da competência tecnológica, da inovação organizacional e da gestão da imagem e de os transferir, articular e explorar internacionalmente constitui um elemento fulcral para a sua afirmação competitiva e expansão internacional. Por outro lado, a localização em múltiplos países confere às empresas possibilidades acrescidas de aproveitamento de oportunidades e de exploração de sinergias, tendo em conta as vantagens específicas oferecidas por cada país enquanto localização de investimento. Como refere Cantwell, as empresas multinacionais tornaram-se organizadores globais de sistemas económicos, incluindo sistemas de desenvolvimento tecnológico em diferentes partes do Mundo 7. pressionar a Bridgestone no segundo aniversário do despedimento colectivo de ex-trabalhadores da Firestone na sequência da sua aquisição pela Bridgestone. 7 John Cantwell, Technological Innovation and Multinational Corporations, Oxford, Blackwell, 1989, p

9 Na verdade, a vertente tecnológica tem sido um dos principais eixos da afirmação internacional das empresas multinacionais, envolvendo designadamente três movimentos: Exploração internacional das competências tecnológicas internas à empresa, procurando comercializar os produtos no maior número de mercados possível e estabelecer redes de produção internas e/ou relações de subcontratação de modo a minimizar os custos globais de concepção e fabrico dos produtos. No sector automóvel, por exemplo, a articulação do fabrico de componentes, à escala continental ou mesmo planetária, envolvendo a contribuição de diferentes filiais e de redes hierarquizadas de fornecedores é hoje uma evidência. As empresas multinacionais aproveitam, por outro lado, as oportunidades de circulação de mercadorias oferecidas pela integração regional para especializarem as suas filiais por produtos ou por processos, de modo a beneficiar das vantagens específicas de cada localização. Em alguns países este movimento de racionalização produtiva à escala regional conduziu ao encerramento de unidades produtivas, com as consequentes implicações no plano do emprego. Em certos casos, actividades relativamente secundárias, em termos estratégicos são pura e simplesmente transferidas para países de mais baixos salários. Assim, a Swissair transferiu, em 1993, a sua contabilidade para a sua filial indiana, em Bombaim (cujo capital é detido em 25% por uma empresa indiana de serviços de consultoria). Expansão dos acordos de cooperação Alguns autores sugerem que o sistema capitalista entrou numa fase caracterizada pelas alianças entre empresas, as quais se destinam a fornecer aos parceiros competências para competirem em termos globais 8. A cooperação pode: (a) ser coordenada por uma grande empresa que actua como ponto focal de uma rede de fornecedores, frequentemente ligados através de sistemas telemáticos; (b) ter lugar entre empresas com competências produtivas e/ou comerciais complementares; ou (c) envolver empresas concorrentes que resolvem aliar-se, em áreas a montante, de modo a reforçarem as respectivas posições competitivas. A cooperação assume formas diversas, desde projectos conjuntos de I&D, investigação sob contrato e licenças cruzadas à produção conjunta e mesmo ao cruzamento de participações no capital. As razões da cooperação são várias, incluindo nomeadamente a partilha de custos, a redução de incerteza na concepção e lançamento de novos produtos, a definição de normas e padrões internacionais, o estabelecimento de barreiras à entrada de novos concorrentes, a penetração mais rápida e/ou o alargamento dos mercados e o aproveitamento de sinergias e complementaridades entre os parceiros. Pode afirmar-se que a cooperação de base tecnológica constitui um instrumento para os parceiros reforçarem a sua capacidade de internalizar conhecimentos a uma escala global. 8 Conferir, entre outros, M. L. Gerlach, Alliance Capitalism: The Social Organisation of Japanese Business, Oxford, Oxford Press, 1992; e John H. Dunning, Reappraising the Eclectic Paradigm in an Age of Alliance Capitalism, Journal of International Business Studies, Vol. 26 n.º 3, p ,

10 Exploração das oportunidades de geração e absorção de tecnologia no plano internacional Num mundo onde a liderança tecnológica é tri-polar torna-se indispensável ter também uma localização múltipla das actividades de investigação e desenvolvimento tecnológico, designadamente em áreas caracterizadas por elevadas dinâmicas de inovação. Embora alguns autores sustentem que o grosso da actividade inovadora das empresas multinacionais está localizada nos seus países de origem e que esta característica não se tem alterado significativamente, outros consideram que a parcela de inovações geradas fora dos países de origem tem vindo a aumentar sistematicamente. Sem pretender tomar uma posição definitiva neste diferendo, tendemos a perfilhar a segunda perspectiva, basicamente por duas razões. A primeira decorre do movimento de implantação de filiais de captação de competências efectuada, por exemplo, por empresas coreanas e da Formosa no Silicon Valley com o objectivo de adquirir conhecimentos e estabelecer relações que lhe permitissem dar saltos qualitativos no domínio da electrónica. A segunda respeita aos novos desenvolvimentos da gestão transnacional da inovação, procurando estimular os contributos das diferentes filiais para o lançamento de novos produtos para o mercado mundial. Esta contribuição múltipla é extremamente facilitada pelo desenvolvimento dos sistemas de telecomunicações e de transferência electrónica de dados. Por exemplo, o modelo Ford Mondeo foi concebido por uma equipa integrada de I&D ao nível da Ford Europa, ligada por redes telemáticas a outros centros de I&D e de produção da Ford na Europa e nos Estados Unidos. Num momento em que a generalidade dos países procura captar investimento estrangeiro 9 (na expectativa de que as filiais estrangeiras possam ter um contributo positivo para ultrapassar o problema omnipresente do desemprego e para dinamizar as exportações, reforçar a capacidade tecnológica e modernizar as práticas organizacionais e de gestão) convirá reflectir um pouco sobre as implicações dos três movimentos acima referidos para os países potenciais receptores de investimento internacional. Gostaríamos de sublinhar, em termos muito breves, seis pontos que nos parecem da maior importância: Peso crescente do comércio intra-empresa nos fluxos de comércio internacional Sendo as redes internas às empresas multinacionais cada vez mais abrangentes e continuando a tendência para a especialização das filiais, a circulação internacional de produtos intra-firma vai assumindo uma importância que não se pode negligenciar. De acordo com as Nações Unidas, cerca de um terço do comércio mundial tem lugar no seio das empresas multinacionais. Este peso é ainda mais acentuado se consideramos também os fluxos comerciais efectuados no interior de redes de sub-contratação internacional lideradas por aquelas empresas. Consequentemente, as políticas comerciais estão cada vez mais estreitamente ligadas às políticas de investimento 9 Segundo o World Investment Report de 1995, apenas 5 num total de 373 alterações legislativas e regulamentares efectuadas em mais de 60 países no período não foram no sentido de uma maior liberalização. 10

11 estrangeiro, tornando-se indispensável contemplar especificamente os fluxos intraempresa. O desenvolvimento de ligações entre as empresas de capital estrangeiro e as empresas nacionais tem de ser encarado numa perspectiva espacial que frequentemente ultrapassa as fronteiras - Com a integração regional, os mercados domésticos perdem relevo como determinante do investimento. Consequentemente, a possibilidade de utilização, pelas autoridades nacionais, de vantagens de mercado como contrapartida do estabelecimento de ligações entre investidores estrangeiros e as empresas nacionais (como sucedeu, por exemplo, no caso do projecto Renault) é fortemente restringida. Além disso, o acordo relativo às TRIM (Trade Related Investment Measures) no âmbito do Uruguay Round vem condicionar ainda mais a possibilidade de estabelecimento de trade-offs directos entre incentivos e desempenho do investimento no plano comercial, designadamente da substituição de importações. Neste contexto, as ligações entre empresas nacionais e filiais estrangeiras terão de ser promovidas: (1) no quadro de economias de proximidade, estimulando o desenvolvimento de clusters já existentes ou a dinamização de novos clusters; e/ou (2) promovendo a inserção de empresas nacionais, como fornecedores directos, em redes internacionais de abastecimento de grupos multinacionais. Neste processo, ligações anteriormente estabelecidas no espaço nacional podem ser um instrumento importante para credibilizar as empresas domésticas potenciais fornecedoras. A atracção de investimento estrangeiro estruturante e criador de elevado valor acrescentado depende da capacidade dos Estados para promoverem o desenvolvimento de competências internas adequadas A importância crescente dos factores intangíveis e do acesso a recursos humanos qualificados nas decisões de investimento (especialmente no espaço tríadico) conduz à existência de um nível mínimo de congruência entre as características desejadas do investimento estrangeiro e as condições de localização oferecidas pelo país receptor. Se tal congruência não existir, o custo marginal dos incentivos necessários para convencer a empresa estrangeira a estabelecer-se no país serão bastante superiores aos benefícios marginais a obter. As possibilidades de cooperação e de transferência de tecnologia são muito limitadas quando o fosso entre as capacidades da empresa estrangeira e o tecido produtivo local é grande, pelo que o investimento estrangeiro tende a assumir um carácter de enclave, divorciado das empresas locais. A duração de vida das unidades produtivas estrangeiras é cada vez mais limitada A evolução tecnológica conjugada com a especificidade das unidades fabris e o encurtamento do ciclo de vida dos produtos conduz a que a duração de vida das implantações tipo filial produtiva racionalizada, orientadas para o mercado externo, seja hoje relativamente limitada, não ultrapassando frequentemente os dez anos. Consequentemente, a menos que o país continue a configurar-se como uma localização interessante, surgirão, a mais ou menos breve trecho, desinvestimentos 11

12 que deverão ser tidos em conta nas análises custo-benefício efectuados na fase de negociação dos projectos e de atribuição de incentivos. Possíveis efeitos de desvio de investimentos resultantes do surgimento de novas áreas de atracção Os países do Sueste Asiático, encabeçados pela China, têm vindo a receber uma fracção crescente do investimento internacional, correspondente a mais de 70% do IDE dirigido aos países em desenvolvimento em A maioria dos fluxos tem origem na própria região, enquanto os investimentos oriundos da Europa são reduzidos (menos 10%). Prevê-se, aliás, que no futuro próximo a tendência marcante será o reforço do investimento na Ásia, ao passo que a atractividade da Europa Ocidental continuará a declinar. Simultaneamente, poder-se-á antecipar uma aceleração do investimento na Europa Central e de Leste, no caso de a transição em curso se processar com sucesso. A perspectiva deste duplo movimento não poderá deixar de ser tida em conta pelos países menos desenvolvidos da Europa Ocidental na formulação das suas políticas de IDE. O movimento de expansão dos acordos de cooperação de base tecnológica concentrou-se quase exclusivamente nos países mais avançados, ao passo que a periferia de União Europeia ficou à margem Com efeito, concentrando a análise nos acordos de base tecnológica (excluindo as relações de subcontratação da produção e os acordos de licença uni-direccionais) verifica-se uma acentuada concentração nos países tecnologicamente mais desenvolvidos, que dispõem de um número significativo de multinacionais de base doméstica. Segundo J. Hagedoorn e R. Narula 10, os países da Comunidade podem classificar-se em três grupos: (a) Os líderes, caracterizados por um nível elevado de alianças tecnológicas (Alemanha, Reino Unido e França, mas também Itália e Holanda); (b) Os intermédios, correspondendo a pequenos mercados tecnologicamente sofisticados (Bélgica e Dinamarca) ou a países grandes tecnologicamente menos avançados (Espanha); e (c) Os esquecidos, países pequenos, sem multinacionais próprias e, em regra, tecnologicamente menos avançados (Grécia, Irlanda e Portugal, para além do Luxemburgo), cujas empresas são raramente procuradas como parceiros para o estabelecimento de alianças de base tecnológica. 4. PORTUGAL E A GLOBALIZAÇÃO Da análise do processo de internacionalização da economia portuguesa nos últimos dez anos podem-se retirar duas conclusões básicas: A integração europeia modelou e filtrou o impacto da globalização sobre a economia portuguesa, pelo que, para Portugal, a globalização acabou por ser 10 John Hagedoorn e Rajnesh Narula, Choosing Models of Governance for Strategic Technology Partnering: International and Sectoral Differences, in Krzysztof Obloj, ed, High Speed - Competition in a New Europe, Univ. Varsóvia, Varsóvia, 1994, p A análise refere-se aos acordos celebrados no período

13 encarada prima facie como um processo de crescente inter-penetração com as economias da Comunidade, especialmente da Europa Comunitária. A internacionalização da economia portuguesa foi fundamentalmente uma internacionalização passiva: as empresas portuguesas, não obstante algumas excepções, foram menos dinâmicas que as suas concorrentes estrangeiras no aproveitamento das novas condições de expansão internacional. Estas conclusões carecem, no entanto, de ser melhor explicitadas e desenvolvidas. Vamos fazê-lo procedendo à identificação das principais forças e actores subjacentes àquele processo de internacionalização. A internacionalização da economia portuguesa pode ser considerada como o resultado de três factores inter-relacionados: a integração europeia, a liberalização do sistema económico e o processo de globalização. O primeiro foi, a nosso ver, o principal. Dele resultaram, por um lado, a obtenção de significativos recursos financeiros aplicados em programas de modernização das infra-estruturas e de incentivos aos investimento industrial (especialmente no periodo ) e, por outro, um aprofundamento das trocas comerciais com a Comunidade e um boom concentrado no quinquénio do investimento estrangeiro, especialmente do proveniente de outros países da Comunidade. Pode afirmar-se que o processo de integração correspondeu simultaneamente a um reforço e a uma diluição dos laços entre Portugal e a economia mundial. Reforço, na medida em que Portugal se tornou, em príncipio, mais aberto ao Mundo e à inserção em redes trans-nacionais. Mas também diluição, uma vez que a integração na Comunidade acabou por funcionar como filtro, um mediador da relação entre Portugal e a economia mundial: a preocupação de aprofundar as ligações com a Europa acabou por condicionar, e em alguns casos inviabilizar, a manutenção ou o estabelecimento de laços económicos com espaços extra-europeus. Bastará olhar para as estatísticas relativas ao comércio externo e ao investimento internacional. A globalização não tem sido percepcionada como um desafio relevante pela maioria dos agentes económicos portugueses. O principal, e mais imediato, desafio tem sido o da integração europeia, para não falar da integração ibérica. As empresas portuguesas têm-se preocupado sobretudo com a concorrência acesa de outros fabricantes comunitários quer nos mercados europeus, quer no mercado interno. Em alguns sectores é igualmente sentida a competição de empresas asiáticas e, mais recentemente, da Europa Central e de Leste. Houve empresas que responderam ofensivamente, instalando unidades comerciais e procurando criar redes comerciais em outros países membros, nomeadamente em Espanha; em certos casos, estes movimentos implicaram a aquisição de empresas sediadas nesses países (como sucedeu com a Sonae e a Cimpor em Espanha, com a Growella no Reino Unido, com o Grupo Amorim na Suécia ou com a Autosil em França). Outras tentaram reduzir custos para se manterem competitivas, ou acabaram por aceitar acordos de subcontratação para grandes clientes europeus, nomeadamente cadeias de distribuição; 13

14 em muitas ocasiões esta opção acabou por determinar um esmagamento das margens, acabando a empresa por funcionar como uma empresa por conta de outrem para usar a feliz expressão de Maria Manuel Marques, com uma cadeia de valor truncada. Outras, ainda, olharam para África, muitas vezes com a esperança de encontrar um refúgio, um espaço onde quem tem um olho é rei ; as vicissitudes dos maiores países africanos de expressão portuguesa acabam por frustrar estes intentos. Em síntese, com excepção de umas poucas empresas com maior envergadura e/ou com mercados mais diversificados, a globalização foi encarada como algo distante - especialmente até à conclusão dos acordos do Uruguay Round. O desafio fundamental estava (e está) na Europa. As empresas estrangeiras assumiram indubitavelmente a liderança do processo de internacionalização da economia portuguesa, designadamente através dos investimentos efectuados no período O seu peso nas exportações portuguesas aumentou significativamente, tanto através de exportações directas de filiais como das relações de sub-contratação estabelecidas com fabricantes nacionais; este ano, registou-se novo salto na parcela das empresas de capital estrangeiro em consequência das exportações da Auto-Europa. As empresas estrangeiras que investiram em Portugal, e nomeadamente as grandes multinacionais, encaram, em regra, a globalização de uma forma mais atenta e empenhada. Algumas delas são mesmo protagonistas desse processo. A joint-venture entre a Ford e a Volkswagen (Auto-Europa) vem na esteira de outros acordos de cooperação entre as duas empresas em outras regiões (como é o caso do Brasil) e não pode ser dissociada da preocupação de responder a rivais globais que já haviam lançado veículos do mesmo tipo, como a Renault ou a Toyota. Todavia, a decisão de investimento em Portugal neste caso, como na maioria dos outros foi tomada porque o País é membro da União Europeia. Portugal é, pois, encarado pelos investidores internacionais prima facie como um lugar na Europa e não como uma localização independente, autónoma. Boa parte dos investimentos estrangeiros em Portugal não foram motivados pela pressão da globalização, mas principalmente para tirar partido das vantagens oferecidas por Portugal enquanto localização no espaço europeu. Pode afirmar-se que a vaga de investimento estrangeiro observada em foi principalmente devida às novas oportunidades abertas pela conjugação entre a integração regional e a integração empresarial na Europa Ocidental. A globalização não deixa, porém, de estar presente como pano de fundo e será porventura mais evidente a sua influência nas decisões de desinvestimento que nas de investimento. Por exemplo, o processo de desinvestimento da Renault em Setúbal não pode ser desligado da estratégia global da empresa e das suas decisões de localização às portas da Comunidade (Eslovénia) e na América Latina. É de sublinhar, aliás, o facto de em 1995, de acordo com elementos recentemente publicados pelo Banco de Portugal o valor líquido do investimento português no 14

15 exterior ter ultrapassado, pela primeira vez nos últimos trinta anos 11, o do investimento estrangeiro em Portugal: 91 contra 80 milhões de contos, respectivamente (Quadro 1). O nível extraordinariamente elevado de desinvestimentos de empresas estrangeiras em Portugal (526 milhões de contos) foi o principal motivo da inversão do peso relativo dois dois fluxos 12. Tal nível correspondeu a cerca de quatro vezes o registado em 1994, tendo respeitado sobretudo à indústria tranformadora (60% do valor total dos desinvestimentos). O investimento português no exterior em 1995 não chegou a ultrapassar o máximo registado em 1992 (92 milhões de contos), ano em que se verificou a conjugação de alguns projectos de grande dimensão. De facto, os valores anuais continuam dependentes da ocorrência ou não de grandes projectos de investimento que podem enviesar sensivelmente os resultados. É inquestionável, no entanto, que, após um período de interrogações sobre as vantagens de investir no exterior, as empresas portuguesas reconhecem cada vez mais a necessidade de se internacionalizarem. Muitas delas defrontam-se, porém, com o problema da dimensão, da inexistência de massa crítica, não apenas no plano dos recursos financeiros, mas também ao nível dos recursos humanos e do mix de produtos comercializáveis no exterior. A União Europeia continua, sem surpresas, a ser o principal destino dos investimentos, cabendo aos outros países da OCDE apenas 5% e aos PALOP 3%. A Espanha é, em termos individuais, o mercado preferencial, tendo concentrado cerca de 56% dos investimentos em 1995, cabendo à França o segundo lugar com ligeiramente mais de 10%. Isto é, a inserção na Europa continua a prevalecer claramente e a filtrar a percepção dos efeitos da globalização. As empresas portuguesas foram lentas a reagir. Muitas continuam a adoptar atitudes passivas: exportam, mas de facto não vendem nos mercados externos são os clientes que compram. Mas o movimento de internacionalização começa a ganhar alguma velocidade. Há pontas de lança que toda a gente conhece: o investimento da Sonae, adquirindo a Tafisa (aglomerados de madeira), empresa espanhola com investimentos também no Canadá, e planeando a expansão das suas actividades para a África do Sul e a China; a consolidação da Autosil entre os principais fabricantes europeus de baterias, através dos investimentos realizados em França (aquisição da Steco e criação de uma nova unidade fabril em Brive); a expansão multifacetada do grupo Jerónimo Martins, investindo na Polónia e no Reino Unido em dois segmentos de negócio sensivelmente diferentes: cash-and-carry na Polónia e artigos de desporto topo-de-gama no Reino Unido (aquisição da Lillywhites); 11 Dizemos trinta anos porque dispomos de estatísticas fiáveis sobre os fluxos de investimento internacional a partir de Cremos contudo que o periodo referido poderá ser, sem grande margem de erro, estendido a todo o pós-guerra. 15

16 a implantação aparentemente bem sucedida de três grandes empresas com capitais públicos em Espanha, duas através de aquisições (Caixa Geral de Depósitos e Cimpor) e outra através de investimentos de raiz (Petrogal). Investimento Português no Estrangeiro Unid: milhões de escudos (1) Investimento Estrangeiro em Portugal Taxa de Cobertura (%) Índice de Investimento Cruzado (2) (1) (2) (3) (4) Fonte: Cálculos próprios com base em elementos publicados pelo Banco de Portugal. (1) Os valores apresentados respeitam a investimentos no capital de empresas, lucros reinvistidos e empréstimos e suprimentos. A partir de 1993 são também incluídos os fluxos relativos a operações sobre imóveis. (2) Índice de Investimento Cruzado = (1) (2) x 100 (1) + (2) Portugal e os fluxos de Investimento Internacional Mas existem também outros casos interessantes e menos conhecidos, de empresas de média dimensão que vêm desenvolvendo processos de internacionalização e de reforço das ligações com grandes clientes internacionais, procurando passar de relações de sub-contratação dependente a relações de quase parceria 13. A Growella, empresa de calçado com capitais suiços mas gerida por portugueses, internacionalizou-se tanto na vertente produtiva como na comercial. Na primeira, através da implantação de uma unidade fabril em Cabo Verde, destinado ao acabamento de peles e ao fabrico de calçado para senhora, aproveitando os menores custos de trabalho. Na segunda, mercê da tomada de posição maioritária no capital de uma empresa britânica; esta assegura a distribuição de parte dos produtos da Growella no Reino Unido, comercializando-os com a sua própria marca (NeeBee). Uma outra empresa de calçado, com menor dimensão e capacidade, está neste momento a implementar um sistema telemático de ligação ao seu principal cliente, o que lhe permite acelerar sensivelmente o processo de concepção dos produtos; utilizando um sistema de CAD transmite os modelos para aprovação do cliente, tornando dispensável a confecção de protótipos reais. 12 Todos os valores apresentados são provisórios, tanto mais que ainda não dispomos, à data de redacção deste texto, do Relatório do Banco de Portugal relativo a Os exemplos apresentados a seguir foram todos retirados do nosso trabalho Inovação e Gestão em PME Industriais Portuguesas, realizado para a Agência de Inovação e para o Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério da Economia. 16

17 No sector automóvel, a Arjal é um exemplo de sucesso na relação com os grandes construtores. Fornecedor directo da Fiat, da Renault, da General Motors (Opel) e da Auto Europa, a Arjal dispõe de capacidades de concepção e desenvolvimento de novos produtos. Está também a internacionalizar-se, com a criação de antenas junto das principais fábricas dos seus clientes, de modo a obter vantagens nos planos da concepção de produto (maior facilidade de interacção com o cliente) e da logística (satisfação rápida das encomendas). Estes exemplos mostram, portanto, que o movimento de internacionalização das empresas portuguesas vai ganhando corpo, apesar dos problemas defrontados (dos quais a dimensão e as insuficiências na capacidade de gestão estratégica e na qualidade dos recursos humanos merecem destaque). Revelam igualmente que a projecção externa das empresas portuguesas não pode ser desligada do processo de investimento estrangeiro em Portugal. Isto significa que os dois movimentos carecem de ser estudados em conjunto, numa perspectiva sistémica. 5. PISTAS PARA ANÁLISE Conjugando as características do processo de globalização com as linhas de força da internacionalização da economia portuguesa esboçadas nos pontos anteriores, é possível identificar um conjunto de aspectos que se nos afiguram interessantes para proceder a uma avaliação das implicações da globalização (ou, porventura com maior rigor, globalização cum integração europeia) sobre a economia portuguesa. Os aspectos a destacar são, numa primeira aproximação, os seguintes: 1. Globalização e novas características dos fluxos comerciais: o peso do comércio intra-firma. 2. Globalização e fluxos de investimento: o carácter sistémico dos processos de investimento. 3. Os desinvestimentos: razões e tendências de evolução. 4. Investimentos internacionais e emprego: o papel dos fluxos de investimento internacional no panorama do emprego em Portugal. 5. Globalização e cooperação inter-empresas: oportunidades de inserção, como parceiros, das empresas portuguesas em redes transnacionais. 6. Globalização, sistema nacional de inovação e investimento estrangeiro. 7. Relações Ibéricas, Integração Europeia e Globalização: complementaridade ou concorrência? Explicitamos muito sinteticamente os temas propostos. 17

18 5.1. Globalização e Novas Características dos Fluxos Comerciais: O Comércio Intra-Firma Como se referiu, uma parte crescente do comércio internacional é efectuado intraempresa. Tal crescimento está associado aos processos de globalização e de integração regional que conduziram ao declínio das filiais de substituição de importações viradas para os mercados nacionais e ao crescimento de filiais racionalizadas inseridas em redes de produção internacionais. Portugal não está imune a este movimento, muito pelo contrário: a maioria dos grandes investimentos estrangeiros realizados nos últimos anos tem uma acentuada vocação exportadora, sendo as exportações em regra efectuadas intra-empresa. Seria, por isso, conveniente reanalisar o comércio externo português nesta perspectiva, distinguindo entre as operações intra-empresa e as outras. O interesse desta análise (parcialmente aflorada em trabalhos efectuados, há cerca de quatro anos, por Lino Fernandes 14 ) seria tripla: avaliação da contribuição líquida do investimento estrangeiro para a balança comercial portuguesa identificação das implicações das estratégias empresariais na estrutura geográfica do comércio externo implicações comerciais do processo de internacionalização das empresas portuguesas. A concretização deste trabalho não é, porém, fácil, tendo em conta as novas realidades da liberalização dos procedimentos administrativos de recolha de informação sobre o comércio externo. Implicaria necessariamente a cooperação com o INE para avaliação das possibilidades de acesso a este tipo de informação (admitindo que ela esteja disponível), já que a inquirição directa das empresas, mesmo por amostragem, é uma tarefa condenada ao fracasso Globalização e Fluxos de Investimento: O Carácter Sistémico dos Processos de Investimento Alguns autores, como Luostarinen e Welch 15, sustentam que o processo de internacionalização das empresas começa frequentemente intra-muros, através do estabelecimento de acordo com empresas estrangeiras para o abastecimento do mercado interno (joint-ventures, contratos de licença, por exemplo). Esta 14 Lino Fernandes, O Papel do Investimento Estrangeiro na Evolução do Padrão de Especialização, Lisboa, Departamento Central de Planeamento, 1992; e do mesmo autor, A Especialização da Economia Portuguesa: Tendências e Perspectivas, Lisboa, Departamento Central de Planeamento, Cfr. Reijo Luostarinen e Lawrence Welch, International Business Operations, Helsínquia, Halsinki School of Economics, 1990; e também Reijo Luostarinen e Harri Hellman, The Internationalisation Process and Strategies of Finnish Firms, Working Paper, Helsinki School of Economics,

19 internacionalização em casa permitiria às empresas aprenderem, tornando-se menos vulneráveis na sua futura projecção internacional. Esta perspectiva foi, de algum modo, confirmada por nós para um conjunto limitado de PME portuguesas. Verificámos que as empresas que nasceram internacionais, devido a ligações especiais com investidores estrangeiros em Portugal, tendem a recorrer com melhores resultados a formas avançadas de operação no exterior. Este facto pode ser interpretado como indicando que a projecção no exterior é muito mais fácil naquelas empresas em que o pensar internacional está já interiorizado na cultura da empresa 16. Outro exemplo interessante, retirado também da realidade portuguesa, é o dos grandes grupos de distribuição: começaram todos como empresas de capital estrangeiro ou formando joint ventures com empresas estrangeiras e hoje estão envolvidos em processos activos de internacionalização. Outra vertente a explorar é a da influência das relações cliente-fornecedor estabelecidas no mercado interno como instrumento de internacionalização das empresas portuguesas 17. São diversos os casos na indústria automóvel em que relações geradas no quadro interno vieram a permitir às empresas portuguesas afirmaram-se como fornecedores directos dos grandes construtores internacionais. Finalmente, um último eixo de análise respeita à evolução das características e da estratégia das filiais domiciliadas em Portugal face às novas tendências de gestão transnacional, de unidades ligadas em rede com maior autonomia e responsabilidade. Será que as filiais portuguesas dos grupos multinacionais, tradicionalmente passivas e limitadas às operações de produção e/ou de comercialização (no mercado interno) estão a assumir papeis mais activos e a ganhar novas competências e responsabilidades? Seria uma questão interessante a abordar, preferencialmente através de um estudo de casos Os desinvestimentos: razões e tendências de evolução Os valores do desinvestimento por parte de empresas com capital estrangeiro estão a assumir níveis inquietantes: em 1995 tais desinvestimentos quase igualaram o influxo de IDE (corresponderam, mais precisamente, a 87%). É algo supreendente que estes níveis de desinvestimento estejam a ocorrer agora, passados dez anos sobre a adesão de Portugal à então CEE. Até que ponto este movimento resulta de estratégias globais de reestruturação da produção por empresas multinacionais? Ou será sobretudo ainda uma consequência do desenvolvimento do processo de integração europeia? Qual a influência da atracção exercida pelos países em transicção da Europa Central e de Leste? Qual o seu impacto sobre o emprego? Qual a relação entre os desinvestimentos de hoje e os incentivos ao investimento no passado? 16 Cfr. Vitor Corado Simões, Inovação e Gestão em PME Industriais Portuguesas, op. cit., p Este aspecto prende-se também com o tema focado adiante em

20 Pensamos que se torna indispensável responder a estas questões, de forma a compreender o como, o porquê e as consequências do processo de desinvestimento Investimentos Internacionais e Emprego Sendo o desemprego uma das principais preocupações da política económica portuguesa e sendo a criação de novos empregos um dos objectivos fundamentais da captação de investimento estrangeiro, torna-se imperioso estudar os efeitos dos fluxos de investimento internacional sobre o nível e o padrão do emprego em Portugal. A análise poderia ser desenvolvida ao longo das seguintes vertentes: efeito global dos fluxos de investimento estrangeiro em Portugal sobre o nível genérico do emprego; padrão de qualificações dos investimentos estrangeiros recentes e acções de formação desenvolvidas (estamos a caminhar de facto em direcção a um investimento estrangeiro exigente e qualificante?) critérios de selecção do pessoal gestão dos recursos humanos e actividade sindical localização dos investimentos e oferta de recursos humanos (qual o peso da qualificação e das infra-estruturas de educação/formação nas decisões de localização do IDE?). investimentos portugueses no estrangeiro: destroem ou criam empregos no País? 5.5. Globalização e Cooperação Inter-Empresas Como vimos, a participação das empresas portuguesas no movimento global de cooperação de base tecnológica tem sido muitissimo reduzida. Este facto pode ser interpretado como indicando que as empresas portuguesas não dispõem de atractivos (isto é, de competências tecnológicas) suficientes para serem consideradas como parceiros credíveis e interessantes. Além disso, a grande maioria das nossas empresas não dispõe de massa crítica (nos planos da dimensão e do esforço tecnológico) indispensável para se envolver naquele movimento. Mesmo no âmbito dos programas europeus de I&D a participação das empresas portuguesas tem sido muito escassa, quase nunca assumindo a liderança de projectos. Num outro registo, as relações verticais das empresas portuguesas com parceiros estrangeiros têm sido caracterizadas pela subcontratação assente em baixos custos de produção. Em indústrias como o vestuário, o calçado ou a cerâmica muitas empresas estão numa situação de subcontratação dependente, sem capacidade interna de 20

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