Seis SIGMA Uma resposta à necessidade de fortalecer a competitividade

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1 Nº 126 Junho de Editorial "A Crise na FISIPE" Quando falamos de crise, habitualmente associamos a responsabilidade da mesma à bolha do imobiliário, à falência de alguns Bancos, à falta e ao custo do crédito, ao elevado desemprego, ao corte das despesas dos Estados, etc. Na FISIPE, apesar de logicamente a empresa não estar imune às causas atrás referidas, o seu principal problema e a razão da sua crise tem sido a extrema dificuldade em garantir o abastecimento da matéria-prima principal, o acrilonitrilo. Tal facto resulta de uma escassez de oferta a nível mundial e das falhas sucessivas, por parte dos fornecedores, no cumprimento dos prazos de entrega acordados. A referida escassez de oferta levou a uma escalada nos preços de venda desta matéria-prima, nunca antes verificada, a qual é impossível fazer repercutir nos preços de venda dos nossos produtos, especialmente naqueles mais comuns e com menor valor acrescentado. Esta crise só veio confirmar a premente necessidade de produzir fibras de alto valor acrescentado como são o precursor de fibra de carbono e as fibras de carbono. É esse o caminho que temos vindo a trilhar e para o qual demos passos importantes no semestre agora findo. Temos vindo a recrutar e a formar o pessoal técnico necessário à condução da unidade piloto de produção de fibra de carbono, a qual está em fase final de montagem e corresponde a um investimento de 5 milhões de euros. Estamos também em fase avançada de negociações para a implementação, em associação com empresas brasileiras, de um projecto de produção de fibra de carbono no Brasil. O Brasil tem potencialidades enormes de consumo de fibra de carbono para fins industriais, nomeadamente no fabrico de pás para geradores eólicos, em plataformas de exploração de petróleo a grandes profundidades e em núcleos de cabos eléctricos de alta tensão, isto para já não falarmos da indústria aeronáutica, em que pensamos só ser realista penetrar numa segunda fase. Este é o projecto que estamos empenhados em concretizar e que garantiria o consumo de uma parte importante do precursor de fibra de carbono que iremos produzir em Portugal. Uma vez mais, e apesar da crise, estamos confiantes de que vamos conseguir ultrapassar as dificuldades. João Manuel Dotti Sumário Destaque Como é do conhecimento de todos os colaboradores da FISIPE, as dificuldades na compra da nossa matéria-prima principal, sentidas ao longo do 1º semestre de 2010, acabaram por afectar fortemente a actividade da empresa neste período. 9 Movimento de Pessoal 10 Teodora Silva Artigos 2 Seis Sigma - Uma resposta à necessidade de fortalecer a competitividade 3 Fibra de Carbono - da Ideia ao Negócio 4 A crise económica (parte III) 5 Recursos Humanos - Absentismo Destaque 6 Acrilonitrilo - As razões da crise de abastecimento 8 Sugestões de sites da internet Perfil Notícias FISIPE 11 II Fórum Setúbal Solidária com os Bombeiros Voluntários Estágios na FISIPE Informações 12 Espaço CIRFS / Espaço APEQ Este é o meu IF Presidente da Comissão Executiva

2 Artigos Seis SIGMA Uma resposta à necessidade de fortalecer a competitividade No ambiente competitivo de negócios de hoje em dia, a satisfação do cliente baseada na qualidade / ausência de defeitos nos produtos e serviços é mais importante que nunca. Com vista à melhoria do desempenho das organizações, uma ferramenta tem vindo a ganhar adeptos - o Seis Sigma. O que é o Seis Sigma? O Seis Sigma é um conjunto de práticas que visam a melhoria sistemática de processos por meio da redução na variação do processo, eliminando assim os defeitos. Tratase de uma abordagem sistemática para reduzir falhas que afectam o que é crítico para o Cliente, aumentando a sua satisfação e reduzindo custos. Assume-se como uma metodologia altamente disciplinada, que ajuda a organização a focar-se no desenvolvimento e entrega de produtos e serviços próximos da perfeição. Esta metodologia procura estabelecer a ligação entre qualidade e os objectivos globais da organização, motivando o trabalho de equipa. Os detalhes desta metodologia foram originalmente formulados pela Motorola, em meados da década de 1980, e posteriormente foi utilizada com sucesso em empresas como a ABB, Allied Signal, General Electric, Dupont e Toshiba. No essencial segue a filosofia dos Sistemas de Gestão da Qualidade baseados na ISO 9001 e das abordagens como o Total Quality Management e Zero Defeitos. Da mesma forma, a metodologia Seis Sigma realça o seguinte: l O empenho contínuo em reduzir a variação dos processos é essencial para o sucesso empresarial; l Processos empresariais e de produção podem ser medidos, analisados, controlados e melhorados; l Para conseguir a melhoria constante e contínua de qualidade, é necessário o compromisso de toda a organização, especialmente da Gestão de Topo. A Filosofia A filosofia da metodologia Seis Sigma enfatiza os resultados da organização e a satisfação dos clientes com base na prevenção de defeitos. Esta filosofia tem como fundamento a compreensão de que os defeitos custam dinheiro e causam prejuízos e insatisfação aos clientes, reduzindo a competitividade e a rentabilidade. Clientes satisfeitos significam mais vendas. O objectivo final desta metodologia é fazer com que a empresa melhore os seus resultados, e isto pode ser Defeito é definido como a falta de conformidade de um produto ou serviço com as respectivas especificações O objectivo é a melhoria dos resultados atingido pela melhoria da qualidade e pela eliminação dos desperdícios causados por defeitos, erros e retrabalho. A Abordagem A metodologia Seis Sigma desenvolve uma abordagem em que define, mede, analisa, melhora e controla a qualidade de cada um dos produtos, serviços e processos da empresa, com o objectivo final de eliminar os defeitos que afectam o que é crítico para os clientes e para os resultados. Esta abordagem está estruturada em cinco fases: 1. Definição dos objectivos dos processos e os requisitos do cliente (ouvindo a voz do cliente interno e externo). Nesta etapa são identificados os projectos relevantes para o negócio. Concentrar os recursos de talentos, tempo e dinheiro nos objectivos e projectos certos é um passo fundamental para assegurar o sucesso no fortalecimento da competitividade e rentabilidade. 2. Medição do desempenho actual do processo. Onde estamos e como saber se estamos progredindo? É definido o que é necessário medir para avaliar o desempenho actual, estabelecer um ponto de referência, avaliar os progressos e controlar os processos. 3. Analisar e determinar a causa dos defeitos/défice de desempenho. São analisados os dados sobre o desempenho passado e actual, procurando identificar as possíveis causas dos resultados insatisfatórios. As hipóteses sobre as possíveis relações entre causas e efeitos são desenvolvidas, testadas e analisadas, usando as técnicas e ferramentas estatísticas apropriadas. O objectivo destas análises é identificar os factores com mais impacto no desempenho dos processos ou produtos. 4. Melhorar o processo eliminando as causas dos defeitos/ défice de desempenho. São procuradas alternativas e identificada a melhor solução para eliminar as causas do desempenho insatisfatório. O objectivo é identificar novos meios para fazer melhor, mais rápido e mais barato. As ferramentas usadas nesta etapa incluem o brainstorming e a avaliação de riscos, entre outras. 5. Controlar o desempenho do processo. A documentação dos processos é actualizada e os instrumentos de controlo e medição são desenvolvidos, validados e implementados. Durante algum tempo, a implementação das melhorias é monitorizada e o processo é auditado para assegurar a manutenção dos benefícios. Os Benefícios Alguns dos referidos benefícios traduzem-se em: melhoria da satisfação do cliente, melhoria das entregas e do desempenho da qualidade, melhoria do fluxo dos processos, aumento da produtividade, melhoria da fiabilidade do produto, redução dos defeitos, redução de custos e redução dos desperdícios. 2

3 Artigos Fibra de Carbono - Da Ideia ao Negócio Avizinha-se o ansiado momento do arranque da nova Instalação Piloto para produção de fibra de carbono. Encontramo-nos agora num virar de página particularmente interessante da história da reinvenção do negócio da FISIPE. Um negócio que envolverá a comercialização de novos produtos, em início de ciclo de vida, direccionados para sectores prósperos, como o dos materiais compósitos, e com taxas de crescimento anuais próximas de 20%. Esta história começou em 2006 e teve os seguintes marcos principais: 04 Out 2006 A FISIPE está presente no Congresso Carbon Fibre 2006 (na Hungria) e anuncia publicamente que tenciona entrar neste negócio como produtor de Precursor Fibra de Carbono a matéria-prima para produção de Fibra de Carbono. 21 Dez 2006 A FISIPE aborda um prestigiado laboratório nos EUA - o Oak Ridge National Laboratory (ORNL) - e inicia assim um projecto conjunto de desenvolvimento tecnológico de uma fibra de carbono de baixo custo, partindo de precursor produzido na Instalação Piloto da FISIPE. 01 Out 2007 O ORNL apresenta os primeiros resultados de conversão do Precursor FISIPE em Fibra de Carbono. Os resultados superam de imediato os objectivos estabelecidos no início do projecto. Os trabalhos sucedem-se até hoje e a FISIPE é recentemente contratada como parceiro de desenvolvimento num importante projecto financiado pelo Governo dos EUA. 20 Nov 2008 É fechado o negócio de aquisição de uma linha piloto completa ao maior e mais conceituado fornecedor de equipamento para produção de Fibra de Carbono a HARPER. O negócio contempla um acordo de colaboração entre as duas empresas que prevê a utilização desta infraestrutura de desenvolvimento como show-room para potenciais Clientes de ambas as empresas, para testes promocionais de equipamentos e matérias-primas e para upgrade das tecnologias já desenvolvidas (nela serão testadas as futuras gerações dos equipamentos comercializados pela Harper). 16 Jul 2008 É aprovado o projecto CARBOGEN, que financia através do QREN a actividade de I&DT do Precursor de Fibra de Carbono. 28 Ago 2008 É aprovado o projecto CARBOPAN, que financia através do QREN a aquisição do equipamento Piloto para conversão de Fibra de Carbono e a actividade de I&DT associada ao desenvolvimento da tecnologia de conversão. 29 Jun 2009 Início da construção do edifício (100X15X9m de altura) que abrigará o equipamento adquirido. 04 Jan 2010 Entrega dos primeiros equipamentos e início da instalação dos mesmos. 01 Formação da Nova Equipa responsável pela operação e trabalhos de Desenvolvimento a realizar na Instalação Piloto. Trata-se de uma equipa de 11 colaboradores: 10 Técnicos Especialistas Químicos e 1 Chefia, em dedicação exclusiva à actividade de I&DT. Julho 2010 Previsão do arranque da Nova Instalação Piloto, após intenso ritmo de acções de formação. E a história vai continuar A nova infra-estrutura piloto, por exemplo, ainda não cumpriu a sua missão principal: 1. Validar e optimizar o Precursor de Fibra de Carbono desenvolvido na FISIPE 2. Permitir o acesso à tecnologia de conversão da fibra de Carbono 3. Promover o Precursor de Fibra de Carbono junto de Clientes, permitindo a definição de condições de processo que facilitem a utilização do produto e atestando os resultados finais. Seguir-se-ão outros capítulos desta história, como sejam: l A implementação da tecnologia de produção de Precursor de Fibra de Carbono à escala industrial (que se iniciará com a modificação de uma Linha de Spinning, provavelmente a SPM 3). l A comercialização de Precursor de Fibra de Carbono o momento mais importante, em que todo o esforço anterior trará retorno económico. l O desenvolvimento de diferentes tipologias de Precursor (aumentando a gama de produtos oferecida aos sectores alvo). Esta história tem tido muitos momentos felizes, algumas contrariedades e cada vez mais protagonistas, que assim que são envolvidos ficam seduzidos e quase enfeitiçados pela magia do mundo da fibra de carbono. No final do projecto teremos conquistado não só a entrada num negócio mais próspero e sustentável, mas também o domínio de uma tecnologia complexa que fala português e é só nossa. Será assim um verdadeiro e legítimo motivo de orgulho e de coesão dos 325 protagonistas da FISIPE. Neste momento ocorre apenas o culminar de um capítulo de uma história que todos queremos que tenha um final muito feliz. Um final que todos somos capazes de adivinhar e escrever. Que tal: e assim a FISIPE iniciou um novo e próspero ciclo da sua vida? Só temos que escrever esta história depressa! 3

4 Artigos A crise económica (Parte III) Nos dois últimos IF abordámos as causas que, em nossa opinião, provocaram a crise económica internacional que actualmente vivemos. A resposta à crise por parte dos vários governos, há uns meses atrás, foi a injecção de moeda na economia por parte dos bancos centrais, acompanhada de uma redução nas taxas de juro para níveis próximos do zero. Esperava-se com isto estimular a retoma económica e permitir também aos bancos a concessão de crédito á economia real. Entretanto surgiu a crise Grega a qual, para além de constituir mais um obstáculo á recuperação económica, contagiou os países mais frágeis da área do Euro, propagando-se com uma rapidez alarmante. Quando a dívida pública dos estados ultrapassa 90% do produto interno bruto, os mercados financeiros reagem negativamente, antecipando com maior ou menor acuidade eventuais probabilidades de incumprimento. Nessa altura, as agências de rating (avaliação de risco de crédito) começam a efectuar downgrades no risco e a obtenção de crédito por parte da banca fica mais difícil. Quando se constatou que os prémios de risco associados à divida soberana Grega com maturidade de dois anos se elevaram a cerca de 20 pontos percentuais, valor que tem implícita uma probabilidade significativa de incumprimento por parte do governo Helénico, além de implicar uma dinâmica incomportável ao nível da dívida pública, os mercados financeiros reagiram muito negativamente. Se deixada ao abandono, a Grécia não teria outra alternativa senão a de falhar o pagamento integral da sua dívida. Contudo, essa não seria uma solução viável para o Euro, uma vez que para além das perdas que teriam de ser suportadas pelos bancos Europeus - que detêm cerca de 90% da dívida externa da Grécia - tal desfecho certamente desencadearia um fenómeno de contágio sobre outros estados membros com endividamento excessivo, entre os quais Portugal. Em caso de materialização, este cenário teria consequências trágicas para o sistema financeiro europeu e seria provavelmente fatal para o projecto do euro. Neste contexto, só uma resposta determinada de todos os protagonistas da área do euro, incluindo o BCE, lograria restaurar a normalidade dos seus mercados financeiros. Foi isso que aconteceu. Para atender ao problema Grego importava numa primeira abordagem: tentar reduzir os receios dos investidores através da disponibilização de um pacote que suprisse as necessidades de financiamento de tesouro Grego durante o período de ajustamento orçamental. Este pacote, ultimado no último mês de Abril entre os estados membros da UEM e o FMI, compreende empréstimos no máximo até 110 mil milhões de euros. Numa segunda abordagem, impunha-se travar o efeito de contágio que emana da Grécia para outros países da UEM, tais como Portugal, Espanha, Irlanda e Itália. Para esse efeito, a Comissão Europeia criou um fundo de estabilização financeira de grandes dimensões, que permitirá assistir qualquer estado membro que venha a sentir problemas de financiamento da sua dívida pública. Em complemento, o BCE optou por uma intervenção directa nos mercados da dívida pública e privada com o intuito de restaurar alguma normalidade ao seu financiamento, à semelhança do que foi feito pelos bancos centrais dos EUA, do Japão e do Reino Unido. Portugal, sendo um dos países periféricos da área do Euro com uma dívida pública excessiva, tende a ser visto com desconfiança por parte dos investidores. Neste clima de enorme incerteza, os nossos bancos enfrentam grandes dificuldades de financiamento. Para além disso, estão relutantes em conceder crédito, pois muitos deles ainda se deparam com enormes problemas de incobráveis que afectam os seus balanços. Na FISIPE, as restrições ao crédito não deixarão de fazer-se sentir a curto prazo, pois este será cada vez mais caro e selectivo. Este efeito será sentido a nível dos spreads praticados nas nossas operações de curto prazo, nomeadamente os descontos de facturas dos nossos clientes e a abertura de cartas de crédito de importação destinadas á compra de acrilonitrilo. A concessão de financiamentos irá igualmente ser afectada por esta conjuntura, com os bancos a exigirem cada vez mais garantias adicionais. Fibras pigmentadas Fontes: Millennium Investment Banking; ECR Global Financial Markets 4

5 Recursos Humanos Absentismo O tempo de trabalho, correspondente ao cumprimento dum horário com pontualidade e assiduidade e ao desempenho com zelo e diligência da função ou actividade contratada, constitui o objectivo fundamental de quem contrata, tal como a remuneração paga, no montante, na data e com a regularidade acertada, constitui a principal contrapartida e expectativa legítima do contratado. A ausência e/ou o não exercício da função ou actividade contratada, seja qual for a razão que se possa invocar, corresponde sempre ao não cumprimento do contrato. O elenco de ausências que a Lei menciona e classifica não as torna menos graves em termos de consequências para quem esperava a execução dum trabalho e não obtém nada para além de um justificativo. Não há, objectivamente, situações de ausência ou de não trabalho que sejam equivalentes ao trabalho que, por força e nas condições do contrato, se estava obrigado a prestar. As consequências da ausência vão muito para além da remuneração que pode, sempre que a Lei o permite, não ser paga. As implicações da ausência fazem-se sentir em * O ano de 2009 tem as rubricas ordenadas de forma decrescente em função dos tempos (1-14). Nos restantes anos, o número de horas de absentismo de cada rubrica é antecedido pela indicação da ordem que ocupam, considerando os tempos de cada ano ordenados de forma decrescente. termos de organização/planificação, em custos (trabalho suplementar e descansos compensatórios, por exemplo), no esforço que se pede aos outros membros da equipa, no aumento dos riscos de acidente, etc. Em teoria, aceita-se que não há ausências sem fundamento. Portanto, existe sempre uma razão e os mais habilidosos encontram sempre a justificação adequada e o respectivo documento com os termos precisos que a Lei prevê. Por outro lado, dizem os mesmos, há sempre um motivo que se pode invocar para faltar, cumprindo os preceitos e as normas. O único aspecto verdadeiramente distintivo e revelador de quem é quem nesta matéria é a atitude que cada um assume face à necessidade de faltar. Melhor ainda: constata-se, com o passar dos anos, que, variando em grau, há sempre uns que faltam e outros não. Portanto, não sendo possível discutir os motivos invocados por quem falta, nem, quase sempre, os requisitos dos documentos que apresenta, o que resta à empresa é fixarse no facto objectivamente indesmentível que é a presença pontual e assídua e o desempenho com zelo e diligência da função ou actividade contratada, que, como tal, deve ser valorizada. Os resultados do absentismo de 2009, situado nos 5,7%, representam uma ausência média de 18 pessoas por dia (Gráfico). Ainda que represente uma pequena melhoria em relação a 2008 (5,9%) continua a ser preocupante. Temos o efectivo completo, reduzimos o trabalho suplementar para níveis mais aceitáveis, reduzimos a média etária e, ainda que com um pouco de menos experiência, temos um potencial superior em termos de preparação de base. Falta-nos, então, o quê? Melhorar a atitude! O trabalho que cada um tem, a função que lhe está atribuída, é imprescindível para a FISIPE. Deve constituir motivo de orgulho para quem a exerce e ser objecto da sua atenção constante. Todas as relações do homem e o seu enquadramento são modificáveis. Se reconhecemos que existem as condições mínimas por isso continuamos na FISIPE - podemos, com vontade e determinação, introduzir regularmente as pequenas mudanças de que todas as relações precisam para melhorar, tornando-as mais agradáveis e mais fortes. Dessa forma, o exercício da função será cada vez mais motivo de satisfação e alimento insubstituível de auto-estima. O trabalho não pode ser só fonte de rendimento. Tem que constituir uma das mais importantes vertentes da realização pessoal e profissional, expressa no reconhecimento que determina. Destaques: A Baixa por Doença e a Baixa por Acidentes de Trabalho constituem desde sempre os principais causas de absentismo. A Maternidade/Paternidade surge em 2009 como a 3ª causa de ausência, fruto certamente do rejuvenescimento do nosso efectivo e também das modificações introduzidas na Lei. A Suspensão Disciplinar como 4ª razão de absentismo em 2009 resulta de mais procedimentos disciplinares e de maior rigor nas sanções. O volume de Faltas Injustificadas parece estar a inflectir o seu crescimento, embora continue a ser preocupante. A Assistência à Família mantém a sua expressão. O tempo gasto em Consultas Médicas reduziu-se consideravelmente. As Compensações por Trabalho Suplementar em Dia Útil sofreram uma redução para menos de metade em linha com a redução do próprio Trabalho Suplementar. 5

6 Destaque Acrilonitrilo As razões da crise de abastecimento Como é do conhecimento de todos os colaboradores da FISIPE, as dificuldades na compra da nossa matéria-prima principal, sentidas ao longo do 1º semestre de 2010, acabaram por afectar fortemente a actividade da empresa neste período. A redução da actividade da fábrica e consequentemente o menor volume de vendas, determinaram um mau desempenho económico da empresa, que contrasta com aquilo que se observou em Importa entender as razões desta crise sem prece-dentes no mercado do acrilonitrilo e perspectivar aquilo que poderá acontecer no 2º semestre de A lei da oferta e da procura O acrilonitrilo é um produto químico standard, de base petroquímica, transaccionado internacionalmente à escala global (Europa, EUA, América Latina, Rússia e Ásia) e tem como principais matérias-primas o propileno e a amónia, que por sua vez são produzidos a partir do petróleo ou gás natural. Do lado da oferta, verifica-se que a capacidade de produção de acrilonitrilo está concentrada num número relativamente pequeno de produtores. E da análise do Quadro 1, conclui-se também que a capacidade de produção mundial se manteve constante nos últimos anos e somente em 2011 se prevê um aumento, devido à entrada em funcionamento de uma nova unidade da empresa japonesa Asahi, na Tailândia. Quadro 1. Evolução da produção mundial de acrilonitrilo Fonte: ICIS LOR Reports (os valores em itálico são valores estimados) A partir do valor mínimo observado em 2008, consequência da crise financeira mundial, observouse uma recuperação gradual da produção de acrilonitrilo, suportada pela crescente procura desta matéria-prima. No futuro próximo, prevê-se que esta tendência se mantenha e até se reforce. Mas quais são os sectores que estão de facto a puxar pelo consumo do acrilonitrilo? O acrilonitrilo é consumido em diferentes aplicações e por isso é importante avaliar as diferentes componentes da procura. As duas principais aplicações são a produção de fibras acrílicas e a produção de resinas/plásticos ABS/SAN, muito utilizadas nas indústrias automóvel e de electrodomésticos. Quadro 2. Consumo mundial de acrilonitrilo, por aplicação Fonte: ICIS LOR Reports (os valores em itálico são valores estimados) Da análise do Quadro 2, concluiu-se que apenas os sectores do ABS/SAN e da Acrilamida revelam uma dinâmica de crescimento, sendo o sector das resinas ABS/SAN aquele que mais cresce em valor absoluto. Aliás, em 2011, o consumo de acrilonitrilo no sector do ABS/SAN deverá superar pela 1ª vez o consumo no sector das fibras acrílicas! Por outro lado, o consumo de acrilonitrilo no sector das fibras acrílicas deverá estabilizar em cerca de ton/ano. O declínio no consumo de fibras acrílicas têxteis, por serem demasiado caras face a outras fibras como o Poliéster ou o Algodão, deverá ser compensado pelo crescimento do consumo de fibras acrílicas para aplicações técnicas, em particular os PFC - Precursores de Fibras de Carbono. Os PFC constituem ainda um mercado relativamente pequeno, mas prevê-se que este mercado terá uma taxa de crescimento anual superior a 10% nos próximos anos. Daí a aposta estratégica da FISIPE nesta área! É um facto que o sector das fibras acrílicas tem vindo a perder gradualmente relevância para os produtores de acrilonitrilo, face a outros sectores com forte dinâmica de crescimento e que estão normalmente dispostos a pagar um preço mais elevado para garantir o seu abastecimento. Na verdade, conseguem pagar mais porque fabricam produtos de maior valor acrescentado e com muito menor grau de incorporação de acrilonitrilo (logo são menos sensíveis a flutuações no seu preço). Tipicamente as fibras acrílicas incorporam mais de 90% de acrilonitrilo, enquanto as resinas ABS/SAN incorporam somente 20% a 25%. Portanto, na situação de enorme escassez que se verificou na primeira metade de 2010, os produtores de fibras acrílicas foram colocados perante um dilema, ou aceitavam pagar os elevados preços que 6

7 se praticavam no mercado ou reduziam a sua produção, ou então uma combinação de ambas as coisas. Gráfico 1. - Evolução do preço do acrilonitrilo e do seu custo de produção (Base: propileno + amónia) assinados com fornecedores. Os restantes 30% são adquiridos no mercado livre, também designado por mercado Spot. Como já foi referido anterior-mente, perante a subida excessiva do preço do acrilonitrilo (em especial no mercado Spot), o qual era impossível de repercutir totalmente no preço final da fibra, a empresa optou por se fixar quase exclusivamente nos contratos, com preços mais moderados. No entanto, a gestão das dificuldades no apro-visionamento de acrilonitrilo foram agravadas por incumprimentos sucessivos nos prazos de entrega de lotes contratuais, motivados pelas paragens não programadas em diversas fábricas dos nossos fornecedores habituais. Por este conjunto de razões, a FISIPE só conseguiu trabalhar (praticamente) a plena capacidade nos meses de Março e Junho do corrente ano. Fonte: ICIS LOR Reports Como se pode observar no Gráfico 1, a subida do preço do acrilonitrilo, só em parte é explicada pela subida do preço do propileno e da amónia. Então a que se deveu esta escalada (anormal) no preço do acrilonitrilo? A explicação reside na drástica redução da oferta de acrilonitrilo neste período, resultante da combinação simultânea de várias paragens programadas para manutenção de algumas fábricas com outras paragens totalmente inesperadas, motivadas por avarias diversas. Quando em Nov/Dez de 2009 se iniciou esta escalada nos preços, com uma forte componente especulativa da parte dos produtores e traders de acrilonitrilo, a FISIPE, à semelhança de outros produtores de fibras acrílicas na Europa e Turquia, optou por reduzir a sua produção de forma a tentar contrariar esta tendência. Contudo, a forte procura do sector do ABS, em especial nos EUA e China, e do sector das fibras acrílicas em toda a Ásia (em especial a China e a Índia), agudizaram o desequilíbrio entre a oferta e a procura de acrilonitrilo ao longo do 1º semestre de 2010, facto que forçou a FISIPE a antecipar a sua Paragem Geral da Fábrica para a 1ª quinzena de Maio. Verifica-se historicamente que o preço médio do acrilonitrilo (USD/ton) é cerca de 20 vezes superior ao preço do petróleo (USD/barril). Pois bem, em Maio de 2010 este rácio atingiu um valor máximo de 35x! Nem mesmo quando o petróleo atingiu, em Julho de 2008, os 142,5 USD/ton, o acrilonitrilo esteve tão caro. A FISIPE tem cerca de 70% das suas necessidades de acrilonitrilo cobertas por contratos Fontes: ICIS LOR + DoE (EUA) Perspectivas para o 2º Semestre de 2010 Na segunda metade do ano, prevê-se uma melhoria substancial no aprovisionamento da nossa matéria-prima principal, com a normalização do funcio-namento das principais fábricas produtoras de acrilonitrilo e com a redução da procura na Ásia, sobretudo no sector das fibras acrílicas, a qual se começou a sentir a partir do mês de Junho. Com um melhor equilíbrio entre a oferta e a procura de acrilonitrilo, é expectável uma redução gradual do seu preço a partir de Julho/Agosto e uma menor incerteza nas datas de entrega dos lotes entretanto acordados com os nossos fornecedores. Com a perspectiva de melhoria no aprovisionamento de acrilonitrilo, espera-se também o regresso à normalidade da nossa actividade industrial e comercial. Gráfico 2. - Evolução comparativa do preço do acrilonitrilo e do petróleo Brent 7

8 Sugestões de sites da internet Sabemos hoje em dia qual a importância da informação actualizada e bem estruturada nos processos de decisão e opinião pelo que se sugere um excelente exemplo de organização de dados em informação muito útil: o site PORDATA (www.pordata.pt). Esta importante base de dados é o culminar de um projecto da Fundação Francisco Manuel dos Santos que visa a partilha simples de informação rigorosa sobre Portugal procurando alcançar um público o mais amplo possível. Para o nosso sector de actividade, as páginas do CEFIC (www.cefic.org) e do CIRFS (www.cirfs.org) apresentam diversa informação interessante e notícias actuais sobre a indústria química europeia em geral e as fibras em particular no caso do CIRFS. De salientar que o ano 2011 será dedicado internacionalmente às comemorações dos avanços da Química (www.chemistry2011.org). 8

9 Movimento de Pessoal Reformas Considerando as longas carreiras dos que agora se reformam, a FISIPE quer salientar o esforço e empenhamento que cada um, no exercício da respectiva função, colocou ao serviço da Empresa, sendo nessa medida credores de todo o reconhecimento. MANUEL COSTA ANDRADE Admitido em 13 de Agosto de 1975 por em 29 de Outubro de 1973, passou à situação de reforma no passado dia 28 de Dezembro de 2009, com 64 anos de idade e 36 de antiguidade. Com a categoria de Especialista, exercia funções de Operador Têxtil na Fiação Open End Produção de Fio. EMÍLIO JOAQUIM BARRADAS Admitido em 4 de Julho de 1977, passou à situação de reforma no passado dia 1 de Abril, com 64 anos de idade e 33 de antiguidade. Com a categoria de Chefe de Turno Polivalente, exercia funções de Chefe de Turno na Produção de Produtos Acabados Direcção de Operações. GRACIANO VIEIRA COSTA Admitido em 17 de Maio de 1976 por em 27 de Abril de 1970, passou à situação de reforma no passado dia 1 de Abril, com 59 anos de idade e 40 de antiguidade. Com a categoria de Especialista, exercia funções de Operador Químico na Equipa de Horário Geral do SP Produção de Produtos Intermédios Direcção de Operações. JORGE FERNANDES GOMES Admitido em 13 de Outubro de 1975 por em 2 de Outubro de 1967, passou à situação de reforma no passado dia 1 de Maio, com 59 anos de idade e 43 de antiguidade. Com a categoria de Preparador de Trabalho Principal, exercia funções de Preparador de Trabalho na Manutenção Mecânica Departamento de Manutenção Direcção de Operações. CARLOS ALBERTO PINTO OLIVEIRA AGUIAR Admitido em 1 de Julho de 1975 por em 21 de Abril de 1975, passou à situação de reforma no passado dia 12 de Maio, com 62 anos de idade e 35 de antiguidade. Com a categoria de Chefe de Turno Polivalente, exercia funções de Chefe de Turno na Produção de Produtos Intermédios Direcção de Operações. CARLOS ALBERTO SERRÃO VEIGA Admitido em 15 de Outubro de 1975 por em 27 de Abril de 1970, passou à situação de reforma no passado dia 1 de Junho, com 60 anos de idade e 40 de antiguidade. Com a categoria de Especialista, exercia funções de Operador Químico no DP Produção de Produtos Intermédios Direcção de Operações. ADELINO ANTÓNIO MATOS Admitido em 1 de Outubro de 1975 por em 7 de Junho de 1972, passou à situação de reforma no passado dia 14 de Junho, com 62 anos de idade e 38 de antiguidade. Com a categoria de Especialista, exercia funções de Operador Químico no SR Produção de Polímero, Solvente e Utilidades Direcção de Operações. ARMÉNIO LOURENÇO MANUEL Admitido em 25 de Setembro de 1975 por em 10 de Agosto de 1971, passa à situação de reforma no dia 1 de Julho, com 65 anos de idade e 39 de antiguidade. Com a categoria de Chefe de Turno Polivalente, exercia funções de Chefe de Turno na Produção de Polímero, Solvente e Utilidades Direcção de Operações. Falecimento ANTÓNIO JOSÉ FERNANDES NUNES No passado dia 24 de Março foi com enorme pesar que fomos surpreendidos pela notícia do falecimento do Enfermeiro António Nunes, vítima de um trágico acidente de viação. Com 52 anos de idade, casado, com dois filhos, licenciado em Enfermagem, era natural de Lisboa e residia na Amora Seixal. Entrou para a FISIPE em 15 de Junho de 1992, para exercer as funções de Enfermeiro no Serviço de Medicina do Trabalho. Profissional muito competente, interessava-se viva e intensamente não só por todas as matérias que se relacionavam com a sua função mas também com a Segurança e a Prevenção dos Acidentes. Muito extrovertido, comunicava com grande facilidade, granjeando à sua volta cordialidade, simpatia e a estima que todos lhe tributavam. Admissões Renovando os votos de boas vindas e de êxitos profissionais e pessoais, publicamos neste número as fotografias e identificação dos que, nos últimos meses, depois de um período de contrato a termo, passaram a integrar o nosso quadro de efectivos: DIRECÇÃO DE OPERAÇÕES PPI - SP NELSON ALEXANDRE ANICETO SIMÕES GAPO 1 de Abril DIRECÇÃO DE INOVAÇÃO & DESENVOLVIMENTO RICARDO FILIPE BORGES S. CALDAS Licenciado em Engª Química (IST) 1 de Junho DIRECÇÃO DE OPERAÇÕES DM - GPM NUNO MANUEL TEIXEIRA CAVACO Licenciado em Engª Mecânica (ISEL) 1 de Junho DIRECÇÃO DE OPERAÇÕES DM - MM JOSÉ PAULO DA CRUZ PATULEIA Oficial Especial 1 de Julho 9

10 Perfil «Aprendemos muito com a experiência dos trabalhadores mais antigos» Teodora Silva Teodora Silva, de 30 anos e natural de Alhos Vedros, está entre a minoria de mulheres que trabalham na FISIPE, 24 em cerca de 340 trabalhadores, mas isso não a incomoda de forma alguma. A trabalhar como analista no Laboratório desde 2006, a jovem funcionária sente-se satisfeita com o trabalho que desenvolve, pois está inserida e a adquirir experiência na sua área de formação e a trabalhar próximo de casa. Não fossem as médias altas que a impediram de entrar para um curso de Farmácia, o seu objectivo inicial, e Teodora talvez nunca tivesse descoberto o gosto pela Química, área em que acabou por se licenciar, na Universidade de Évora. Ao terminar o curso, teve a oportunidade de realizar um estágio numa Adega, ainda em Évora, no controlo de qualidade. Mas depois começaram a surgir as dificuldades em encontrar trabalho na sua área e Teodora ainda trabalhou durante algum tempo numa loja de roupa, até ser chamada a participar numa bolsa de investigação do Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação, na área da Química dos Produtos Naturais. Foi precisamente nesse período, no final de 2006, que surgiu a oportunidade de entrar para a FISIPE, na sequência de uma candidatura que tinha apresentado. Por procurar uma situação profissional mais estável e um emprego mais perto da Baixa da Banheira, onde vivia, não hesitou em aceitar a proposta. Apesar de gostar de fazer investigação, encontrou no laboratório da FISIPE um tipo de trabalho que lhe agrada mais. Aqui no laboratório chegamos ao final do dia e temos resultados, enquanto que em investigação andamos meses a trabalhar, chegamos ao final e por vezes nem obtemos nada, compara. Teodora realça também que este não é um trabalho monótono. Quando entrei, comecei por fazer o controlo de qualidade das cores das fibras, depois aprendi os ensaios físicos, as propriedades químicas do produto final e a reprodução de cores. Cada semana estamos num posto de trabalho diferente e quantas mais tarefas soubermos fazer, maior é a rotatividade, explica, demonstrando vontade de aprender cada vez mais. À semelhança de outros sectores da Fábrica, no Laboratório trabalham duas gerações de funcionários: os que estão na FISIPE quase desde o início, há cerca de 35 anos, e os trabalhadores mais jovens, que chegaram à fábrica há menos tempo, como Teodora, que se descreve como uma pessoa tímida, mas que conquista os colegas com a sua simpatia. No entanto, a seu ver, esta diferença de idades acaba por trazer sobretudo vantagens. Nós acabamos o curso e sabemos a teoria, mas eles sabem melhor do que nós como trabalhar com os equipamentos, pela experiência adquirida ao longo dos anos. Acabamos por aprender muito com eles, reconhece. Teodora concilia, neste momento, o trabalho na FISIPE com a fase de habituação à nova vida de casada, que mudou muita coisa. Mas um hábito que mantém é, sempre que pode, rumar até à terra onde a mãe nasceu, a aldeia alentejana de Malarranha, no concelho de Mora. Ainda lá tenho familiares e gosto de lá estar, conta. Para além disso, nos tempos livres, gosta de ir ao cinema, ler, passear, mas também de estar em casa a descansar. Já se dedicou a hobbies como a elaboração de pequenos trabalhos em ponto cruz, mas hoje falta-lhe tempo, confessa. Ao pensar no futuro próximo, tenciona em breve ser mãe, dando uma nova alegria à casa no Alto do Seixalinho, onde hoje vive com o marido e com os seus dois gatos. Mas em termos de objectivos profissionais, quer, para já, continuar na FISIPE, a trabalhar na sua área e a adquirir experiência, que é sempre boa para o currículo. Por isso, deseja que tudo corra bem na FISIPE e que a fábrica continue de vento em popa. B.I. Nome: Teodora Cristina Ferreira Leal da Silva Idade: 30 anos Estado civil: Casada Locais preferidos: Sesimbra, Malarranha Tempos livres: Cinema, Ler, Passear 10

11 Noticias FISIPE II Fórum Setúbal Solidária com os Bombeiros Voluntários O II Fórum Setúbal Solidária com os Bombeiros Voluntários decorreu no dia 20 de Maio, na Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Setúbal. Estiveram presentes algumas dezenas de representantes das maiores empresas do concelho de Setúbal, bem como público em geral. O Fórum contou com intervenções de: - Rui Higino, vereador da Câmara Municipal de Setúbal - Luísa Carvalho, da Escola Superior de Ciências Empresariais - Carlos Abreu, da SECIL, que abordou o tema da Responsabilidade Social e Ambiental - factor de desenvolvimento na comunidade local - Sónia Neto, da ATEC, que apresentou a oferta formativa desta Academia, que funciona junto da Autoeuropa - Isabel Ucha, da Euronext, a propósito da Bolsa de Valores Sociais - Jorge Regino, da FISIPE, que falou do importância das parcerias entre empresas e bombeiros. Estágios na FISIPE Tem sido, desde há bastante tempo, política da Empresa colaborar com diversas Universidades e Institutos Politécnicos, disponibilizando estágios para os seus alunos. É uma política que tem vantagens para todos os intervenientes: - As escolas podem avaliar o desempenho dos seus alunos e a eficácia do seu ensino através dos relatórios de estágio elaborados pelos estagiários. - Os estagiários têm a possibilidade de contactar com a realidade do mundo do trabalho e da empresa, melhorando o curriculum e aumentando assim a sua empregabilidade. - A empresa beneficia do trabalho realizado pelos estagiários, alguns dos quais com inegável mérito, e tem aí uma boa fonte de recrutamento. Temos actualmente na FISIPE 7 estagiários das seguintes Universidades/Escolas: IST - Instituto Superior Técnico (1), FCT/UNL - Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (3) e ESCE - Escola Superior de Ciências Empresariais/ Instituto Politécnico de Setúbal (3). Estes estagiários estão a realizar trabalhos em diferentes áreas, nomeadamente na DID, no Desenvolvimento de Novos Produtos - estudos de polimerização e desenvolvimento de fibras híbridas e na Engenharia de Processo - estudos de tratamento de efluentes críticos e de alternativas de reciclagem de xarope regenerado. 11

12 Informações Espaço CIRFS Realizou-se, no passado dia 26 de Maio, em Bruxelas, mais uma Assembleia- Geral do CIRFS, com a presença dos produtores europeus de fibra acrílica Montefibra, Dralon, FISIPE e Dolan. A FISIPE esteve, como habitualmente, representada pelo seu Presidente, Engº João Dotti. Desta vez a data da reunião coincidiu com o 60º aniversário da Organização, que foi celebrado com um jantar. Para além dos habituais trabalhos da Assembleia-Geral, realizou-se ainda uma Conferência, que abordou os seguintes temas: - Fibras Químicas na Europa: o passado e o futuro - Crescimento da Índia na produção de fibras químicas: o segundo gigante global - China: o crescimento ou a bolha. Alguns tópicos dos assuntos abordados na Conferência foram: - Para além da inovação (novos produtos, novos processos), sem custos baixos, sem alto nível de qualidade e sem sustentabilidade ambiental não há futuro para a indústria de fibras na Europa. - A produção mundial de fibras químicas era de 9,4 milhões de toneladas/ano em 1950, quando o CIRFS se formou. Hoje, a produção mundial é de 45 milhões de toneladas, sendo a China de longe o maior produtor mundial, com cerca de 25 milhões de toneladas anuais de capacidade. - Nas fibras acrílicas, a China representa hoje 36% da capacidade mundial mas em 2000 representava somente 16%. Em termos de acrilonitrilo, o seu consumo representa 27% do consumo mundial, sendo o seu crescimento responsável, em parte, pela escassez desta matéria-prima no mercado mundial. Espaço APEQ Grupo de Ambiente No dia 16 de Junho realizou-se a reunião do Grupo de Ambiente da APEQ. Nesta reunião, que decorreu nas instalações da MaxamPor, em Alcochete, foram discutidas as últimas evoluções de temas actuais que preocupam a Indústria Química, nomeadamente, Directiva Emissões Industriais, novos aspectos do REACH (Registration, Evaluation, Authorization and Restriction), Directiva Responsabilidade Ambiental, Directiva-Quadro dos Resíduos e CELE - Comércio Europeu de Licenças de Emissão. Ficha Técnica Propriedade: FISIPE Fibras Sintéticas de Portugal, S.A. - Apartado Lavradio Tel / Fax Coordenadora Editorial: Aurora Carreira Colaboradores habituais: Jorge Regino (Notícias FISIPE e APEQ) e Mário Patrício (Movimento do Pessoal). A rubrica Perfil teve a colaboração da jornalista Cristina Pereira. Colaboradores neste número: Jorge Regino ( Seis Sigma ), Ana Paula Vidigal ( Fibra de Carbono Da Ideia ao Negócio ), João Castro Pereira ( A Crise Económica, Parte III), Mário Patrício ( Absentismo ) e Paulo Mota ( Acrilonitrilo As razões da crise de abastecimento ). Produção: FOTOARTE Artes Gráficas, Lda. Tiragem: 600 exemplares Periodicidade: Semestral Distribuição gratuita 12

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