ABNT NBR 8800 NORMA BRASILEIRA. Projeto de estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e concreto de edifícios

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1 NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 8800 Segunda edição Válida a partir de Projeto de estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e concreto de ediícios Design o steel and composite structures or buildings Palavras-chave: Projeto. Estrutura. Aço. Aço e concreto. Ediícios. Descriptors: Design. Structural. Steel. Steel and concrete. Buildings. ICS ; ISBN Número de reerência ABNT NBR 8800: páginas ABNT 008

2 ABNT 008 Todos os direitos reservados. A menos que especiicado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou utilizada por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo otocópia e microilme, sem permissão por escrito pela ABNT. ABNT Av.Treze de Maio, 13-8º andar Rio de Janeiro - RJ Tel.: Fax: Impresso no Brasil ii ABNT Todos os direitos reservados

3 Sumário Página Preácio...x Introdução...x 1 Escopo...1 Reerências normativas... 3 Simbologia e unidades Simbologia Símbolos-base Símbolos subscritos Unidades Condições gerais de projeto Generalidades Desenhos de projeto Desenhos de abricação Desenhos de montagem Materiais Introdução Aços estruturais e materiais de ligação Concreto e aço das armaduras Segurança e estados-limites Critérios de segurança Estados-limites Condições usuais relativas aos estados-limites últimos (ELU) Condições usuais relativas aos estados-limites de serviço (ELS) Ações Ações a considerar e classiicação Ações permanentes Ações variáveis Ações excepcionais Valores das ações Coeicientes de ponderação das ações Combinações de ações Resistências Valores das resistências Coeicientes de ponderação das resistências no estado-limite último (ELU) Coeicientes de ponderação das resistências no estado-limite de serviço (ELS) Estabilidade e análise estrutural Generalidades Tipos de análise estrutural Exigências de projeto para a estabilidade das barras componentes da estrutura Classiicação das estruturas quanto à sensibilidade a deslocamentos laterais Sistemas resistentes a ações horizontais Considerações para dimensionamento Determinação dos esorços solicitantes para estados-limites últimos Determinação de respostas para estados-limites de serviço Análise estrutural de vigas contínuas e semicontínuas Resistência e rigidez das contenções laterais Generalidades Pilares Vigas Integridade estrutural...34 ABNT Todos os direitos reservados iii

4 5 Condições especíicas para o dimensionamento de elementos de aço Condições gerais Aplicabilidade Relações entre largura e espessura em elementos comprimidos dos peris de aço Barras prismáticas submetidas à orça axial de tração Generalidades Força axial resistente de cálculo Área líquida eetiva Área líquida Coeiciente de redução Barras ligadas por pino Barras redondas com extremidades rosqueadas Limitação do índice de esbeltez Barras prismáticas submetidas à orça axial de compressão Generalidades Força axial resistente de cálculo Fator de redução χ Limitação do índice de esbeltez Barras prismáticas submetidas a momento letor e orça cortante Generalidades Momento letor resistente de cálculo Força cortante resistente de cálculo Chapas de reorço sobrepostas a mesas (lamelas) Prescrições adicionais relacionadas a seções soldadas Barras prismáticas submetidas à combinação de esorços solicitantes Barras submetidas a momentos letores, orça axial e orças cortantes Barras submetidas a momento de torção, orça axial, momentos letores e orças cortantes Barras de seção variável Mesas e almas de peris I e H submetidas a orças transversais localizadas Generalidades Flexão local da mesa Escoamento local da alma Enrugamento da alma Flambagem lateral da alma Flambagem da alma por compressão Cisalhamento do painel de alma Apoios ou extremidades de vigas sem restrição à rotação e com alma livre Exigências adicionais para enrijecedores para orças localizadas Condições especíicas para o dimensionamento de ligações metálicas Generalidades Bases de dimensionamento Rigidez das ligações entre viga e pilar Barras com ligações lexíveis nos apoios Barras com ligações rígidas ou semi-rígidas nos apoios Resistência mínima de ligações Barras comprimidas transmitindo esorços por contato Impedimento de rotação nos apoios Disposição de soldas e parausos Combinação de parausos e soldas Fratura lamelar Limitações de uso para ligações soldadas e parausadas Emendas de peris pesados Recortes de mesa de vigas para ligações e aberturas de acesso para soldagem Considerações sobre ligações com peris de seção tubular Soldas Generalidades Áreas eetivas Combinação de tipos dierentes de soldas Exigências relativas ao metal da solda e aos procedimentos de soldagem Força resistente de cálculo...71 iv ABNT Todos os direitos reservados

5 6..6 Limitações Parausos e barras redondas rosqueadas Parausos de alta resistência Áreas de cálculo Força resistente de cálculo Força resistente de parausos de alta resistência em ligações por atrito Eeito de alavanca Dimensões e uso de uros e arruelas Pega longa Ligações de grande comprimento Espaçamento mínimo entre uros Espaçamento máximo entre parausos Distância mínima de um uro às bordas Distância máxima de um parauso ou barra rosqueada às bordas Pinos Generalidades Esorços e tensão resistente de cálculo Elementos de ligação Generalidades Ligações excêntricas Elementos tracionados Elementos comprimidos Elementos submetidos a cisalhamento Colapso por rasgamento Chapas de enchimento Pressão de contato Força resistente de cálculo à pressão de contato Superícies usinadas Superícies não usinadas Aparelhos de apoio cilíndricos maciços sobre superícies planas usinadas Apoios de concreto Projeto, montagem e inspeção de ligações com parausos de alta resistência Generalidades Parausos, porcas e arruelas Partes parausadas Instalação dos parausos com protensão inicial Inspeção Bases de pilares Condições especíicas para o dimensionamento de elementos mistos de aço e concreto Condições especíicas para o dimensionamento de ligações mistas Considerações adicionais de dimensionamento Generalidades Fadiga Empoçamento progressivo Fratura rágil Temperaturas elevadas Condições adicionais de projeto Generalidades Contralechas Corrosão nos componentes de aço Diretrizes para durabilidade Estados-limites de serviço Generalidades Bases para projeto Deslocamentos Vibrações Variações dimensionais ABNT Todos os direitos reservados v

6 11.6 Empoçamento de água em coberturas e pisos Fissuração do concreto Requisitos básicos de abricação, montagem e controle de qualidade Generalidades Documentos de projeto Símbolos padronizados e nomenclatura Alterações de projeto Fabricação da estrutura e pintura de ábrica Fabricação Pintura de ábrica Montagem Alinhamento de bases de pilares Cuidados na montagem Tolerâncias de montagem Alinhamento Ajustagem de ligações comprimidas em pilares Controle de qualidade Generalidades Inspeção Rejeição Inspeção de soldas Identiicação do aço Anexo A (normativo) Aços estruturais e materiais de ligação A.1 Generalidades A. Aços estruturais A.3 Parausos A.4 Metais de soldas A.5 Conectores de cisalhamento tipo pino com cabeça Anexo B (normativo) Prescrições complementares sobre as ações causadas pelo uso e ocupação B.1 Escopo B. Ações concentradas B.3 Carregamento parcial B.4 Impacto B.4.1 Generalidades B.4. Elevadores B.4.3 Equipamentos B.4.4 Pontes rolantes...11 B.4.5 Pendurais...11 B.5 Sobrecarga em coberturas...11 B.5.1 Coberturas comuns...11 B.5. Casos especiais...11 B.6 Sobrecarga em lajes na ase de construção...11 B.7 Ações e combinações de ações de pontes rolantes...11 B.7.1 Generalidades...11 B.7. Forças horizontais...11 B.7.3 Combinações de ações B Ediícios de uma nave B.7.3. Ediícios de duas ou mais naves B Condições especiais B Fadiga Anexo C (normativo) Deslocamentos máximos C.1 Generalidades C. Considerações de projeto C.3 Valores máximos Anexo D (normativo) Método da ampliicação dos esorços solicitantes D.1 Generalidades D. Uso do método Anexo E (normativo) Força axial de lambagem elástica e coeiciente de lambagem...11 vi ABNT Todos os direitos reservados

7 E.1 Valores da orça axial de lambagem elástica...11 E.1.1 Seções com dupla simetria ou simétricas em relação a um ponto...11 E.1. Seções monossimétricas, exceto o caso de cantoneiras simples previsto em E E.1.3 Seções assimétricas, exceto o caso de cantoneiras simples previsto em E E.1.4 Cantoneiras simples conectadas por uma aba...13 E. Valores do coeiciente de lambagem...14 E..1 Coeiciente de lambagem por lexão...14 E.. Coeiciente de lambagem por torção...15 Anexo F (normativo) Flambagem local de barras axialmente comprimidas...16 F.1 Generalidades...16 F. Elementos comprimidos AL...16 F.3 Elementos comprimidos AA...19 F.4 Paredes de seções tubulares circulares...19 Anexo G (normativo) Momento letor resistente de cálculo de vigas de alma não-esbelta G.1 Generalidades G. Momento letor resistente de cálculo G.3 Simbologia Anexo H (normativo) Momento letor resistente de cálculo de vigas de alma esbelta H.1 Generalidades H. Momento letor resistente de cálculo Anexo I (normativo) Aberturas em almas de vigas Anexo J (normativo) Requisitos para barras de seção variável...14 J.1 Aplicabilidade...14 J. Força axial de tração resistente de cálculo...14 J.3 Força axial de compressão resistente de cálculo...14 J.4 Momento letor resistente de cálculo...14 Anexo K (normativo) Fadiga K.1 Aplicabilidade K. Generalidades K.3 Cálculo da tensão máxima e da máxima aixa de variação de tensões K.4 Faixa admissível de variação de tensões K.5 Parausos e barras redondas rosqueadas K.6 Requisitos especiais de abricação e montagem Anexo L (normativo) Vibrações em pisos L.1 Considerações gerais L. Avaliação precisa L.3 Avaliação simpliicada para as atividades humanas normais Anexo M (normativo) Vibrações devidas ao vento...16 Anexo N (normativo) Durabilidade de componentes de aço rente à corrosão N.1 Generalidades N. Classiicação dos ambientes N.3 Escolha do sistema de proteção N.4 Cuidados no projeto da estrutura N.4.1 Introdução N.4. Acessibilidade N.4.3 Tratamento de restas N.4.4 Precauções para prevenir a retenção de água e sujeira N.4.5 Tratamento de seções echadas ou tubulares N.4.6 Prevenção da corrosão galvânica Anexo O (normativo) Vigas mistas de aço e concreto O.1 Generalidades O.1.1 Escopo e esclarecimentos O.1. Determinação dos deslocamentos O.1.3 Armadura da laje O. Veriicação ao momento letor ABNT Todos os direitos reservados vii

8 O..1 Aplicabilidade O.. Largura eetiva O...1 Vigas mistas biapoiadas O... Vigas mistas contínuas e semicontínuas O...3 Viga mista em balanço e trecho em balanço de viga mista O..3 Momento letor resistente de cálculo em regiões de momentos positivos O.3.1 Construção escorada O..4 Momento letor resistente de cálculo em regiões de momentos negativos O..4.1 Resistência da seção transversal O..4. Considerações adicionais para as vigas semicontínuas O..4.3 Número de conectores...18 O..5 Veriicação da lambagem lateral com distorção da seção transversal...18 O..6 Disposições para lajes de concreto com ôrma de aço incorporada O..6.1 Limitações O..6. Fôrmas com nervuras perpendiculares ao peril de aço O..6.3 Fôrmas com nervuras paralelas ao peril de aço O..7 Disposições para lajes com pré-laje de concreto O.3 Veriicação à orça cortante O.4 Conectores de cisalhamento O.4.1 Generalidades O.4. Força resistente de cálculo de conectores O.4..1 Pinos com cabeça O.4.. Peril U laminado ou ormado a rio O.4.3 Localização e espaçamento de conectores de cisalhamento O.4.4 Limitações complementares...19 O.5 Controle de issuras do concreto em vigas mistas...19 O.5.1 Exigências...19 O.5. Armadura mínima de tração sob deormações impostas...19 O.5.3 Armadura mínima de tração sob ações impostas Anexo P (normativo) Pilares mistos de aço e concreto P.1 Generalidades P.1.1 Escopo e esclarecimentos P.1. Hipóteses básicas P.1.3 Limites de aplicabilidade P.1.4 Flambagem local dos elementos de aço P. Cisalhamento nas superícies de contato entre o peril de aço e o concreto P..1 Regiões de introdução de cargas P.. Trechos entre regiões de introdução de cargas...00 P..3 Forças de atrito adicionais devidas aos conectores...01 P.3 Pilares submetidos à compressão axial...0 P.4 Força axial de compressão resistente de cálculo à plastiicação total...04 P.5 Pilares submetidos à lexo-compressão...04 P.5.1 Generalidades...04 P.5. Modelo de cálculo I...04 P.5.3 Modelo de cálculo II...05 P.5.4 Momentos letores de plastiicação de cálculo...06 Anexo Q (normativo) Lajes mistas de aço e concreto...11 Q.1 Generalidades...11 Q.1.1 Escopo e esclarecimentos...11 Q.1. Comportamento...11 Q. Veriicação da ôrma de aço na ase inicial...1 Q..1 Estados-limites últimos...1 Q.. Estado-limite de serviço...1 Q.3 Veriicação da laje na ase inal...1 Q.3.1 Estados-limites últimos...1 Q.3. Estado-limite de serviço...19 Q.4 Ações a serem consideradas...19 Q.4.1 Fase inicial...19 Q.4. Fase inal...19 Q.4.3 Combinações de ações...0 viii ABNT Todos os direitos reservados

9 Q.5 Disposições construtivas...0 Q.6 Veriicação da laje para cargas concentradas ou lineares...0 Q.6.1 Distribuição...0 Q.6. Largura eetiva...1 Q.6.3 Armadura de distribuição...1 Q.7 Aços utilizados para ôrma e revestimento... Anexo R (normativo) Ligações mistas...3 R.1 Escopo e esclarecimentos...3 R. Comportamento dos componentes das ligações mistas...5 R..1 Componentes...5 R.. Largura eetiva e exigências adicionais...5 R..3 Comportamento das barras da armadura tracionada...5 R..3.1 Rigidez inicial...5 R..3. Força resistente de cálculo...6 R..3.3 Capacidade de deormação...6 R..4 Comportamento dos conectores de cisalhamento na região de momento negativo...7 R..4.1 Rigidez inicial...7 R..4. Força resistente de cálculo...8 R..4.3 Capacidade de deormação...8 R..5 Comportamento das partes metálicas da ligação mista...9 R..5.1 Ligação da alma da viga apoiada...9 R..5. Ligação da mesa inerior da viga apoiada...9 R.3 Propriedades undamentais da ligação mista completa...3 R.3.1 Rigidez inicial...3 R.3. Momento letor resistente...33 R.3.3 Capacidade de rotação...33 R.4 Capacidade de rotação necessária...34 R.5 Análise de vigas mistas semicontínuas...35 R.5.1 Fase inicial (antes de o concreto atingir 75 % da resistência característica à compressão especiicada) - Construção não-escorada...35 R.5. Fase inal (após o concreto atingir 75 % da resistência característica à compressão especiicada) - Construção não-escorada...35 Anexo S (inormativo) Bibliograia...36 S.1 Generalidades...36 S. Texto de interesse de S.3 Textos de interesse do Anexo I...36 S.4 Textos de interesse de L...36 S.5 Textos de interesse do Anexo N...37 S.6 Textos de interesse de R ABNT Todos os direitos reservados ix

10 Preácio A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), ormadas por representantes dos setores envolvidos, delas azendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidade, laboratório e outros). Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conorme as regras das Diretivas ABNT, Parte. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) chama atenção para a possibilidade de que alguns dos elementos deste documento podem ser objeto de direito de patente. A ABNT não deve ser considerada responsável pela identiicação de quaisquer direitos de patentes. A ABNT NBR 8800 oi elaborada no Comitê Brasileiro da Construção Civil (ABNT/CB-0), pela Comissão de Estudo de Estruturas de Aço (CE-0:15.03). O seu 1º Projeto circulou em Consulta Nacional conorme Edital nº 07, de a , com o número de Projeto ABNT NBR O seu º Projeto circulou em Consulta Nacional conorme Edital nº 03, de a , com o número de º Projeto ABNT NBR Esta Norma inclui pilares mistos, lajes mistas e ligações mistas de aço e concreto, que não constavam na ABNT NBR 8800: Projeto e execução de estruturas de aço de ediícios - Procedimento. Um anexo relacionado à execução de estruturas de aço, que azia parte da ABNT NBR 8800:1986, não integra esta Norma. Também constavam na ABNT NBR 8800:1986 e não estão incluídas nesta Norma as prescrições relacionadas ao dimensionamento de olhais e à consideração do eeito do campo de tração na determinação da orça cortante resistente de barras letidas. Esta segunda edição cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBR 8800:1986), a qual oi tecnicamente revisada. Introdução Para a elaboração desta Norma oi mantida a ilosoia da edição anterior, de modo que a esta Norma cabe deinir os princípios gerais que regem o projeto à temperatura ambiente das estruturas de aço e das estruturas mistas de aço e concreto de ediicações, incluindo passarelas de pedestres e suportes de equipamentos. x ABNT Todos os direitos reservados

11 NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 8800:008 Projeto de estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e concreto de ediícios 1 Escopo 1.1 Esta Norma, com base no método dos estados-limites, estabelece os requisitos básicos que devem ser obedecidos no projeto à temperatura ambiente de estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e concreto de ediicações, nas quais: a) os peris de aço sejam laminados ou soldados, ou de seção tubular com ou sem costura; b) as ligações sejam executadas com parausos ou soldas. Os peris de seção tubular podem ter orma circular ou retangular (a orma quadrada é considerada um caso particular da orma retangular). As prescrições desta Norma se aplicam exclusivamente aos peris de aço não-híbridos. Caso sejam usados peris híbridos, devem ser eitas as adaptações necessárias, conorme As estruturas mistas de aço e concreto, incluindo as ligações mistas, previstas por esta Norma, são aquelas ormadas por componentes de aço e de concreto, armado ou não, trabalhando em conjunto. O concreto pode ser de densidade normal ou de baixa densidade, exceto quando alguma restrição or eita em parte especíica desta Norma. 1.3 Os peris de aço devem ser abricados obedecendo-se às Normas Brasileiras aplicáveis ou, na ausência destas, às normas da ASTM aplicáveis. Os peris soldados podem ser abricados por deposição de metal de solda ou por eletrousão conorme os requisitos da ABNT NBR Os princípios gerais estabelecidos nesta Norma aplicam-se às estruturas de ediícios destinados à habitação, de ediícios de usos comercial e industrial e de ediícios públicos. Aplicam-se também às estruturas de passarelas de pedestres e a suportes de equipamentos. 1.5 Para reorço ou reparo de estruturas existentes, a aplicação desta Norma pode exigir estudo especial e adaptação para levar em conta a data de construção, o tipo e a qualidade dos materiais que oram utilizados. 1.6 Esta Norma não abrange o dimensionamento de estruturas em situação de incêndio, que deve ser eito de acordo com a ABNT NBR Para estruturas submetidas à ação de sismos, deve ser usada a ABNT NBR Para outras ações, como impactos e explosões, o responsável pelo projeto deve avaliar a necessidade do uso de normas complementares. 1.7 Esta Norma não abrange o dimensionamento de elementos estruturais constituídos por peris ormados a rio, que deve ser eito de acordo com a ABNT NBR O responsável pelo projeto deve identiicar todos os estados-limites aplicáveis, mesmo que alguns não estejam citados nesta Norma, e projetar a estrutura de modo que esses estados-limites não sejam violados. 1.9 Todos os aspectos e detalhes relacionados ao concreto dos elementos estruturais mistos que não constam explicitamente nesta Norma, como, por exemplo, disposições sobre ancoragem de barras de armadura, devem obedecer às prescrições da ABNT NBR 6118, no caso de concreto de densidade normal. No caso de concreto de baixa densidade, na ausência de Norma Brasileira aplicável, deve ser seguido o Eurocode Part 1-1. ABNT Todos os direitos reservados 1

12 1.10 É necessário que a execução da estrutura, nos aspectos que não oram prescritos nesta Norma, seja eita, na ausência de Norma Brasileira aplicável, de acordo com o AISC Para situações ou soluções construtivas não cobertas por esta Norma, o responsável técnico pelo projeto deve usar um procedimento aceito pela comunidade técnico-cientíica, acompanhado de estudos para manter o nível de segurança previsto por esta. Para situações ou soluções construtivas cobertas de maneira simpliicada, o responsável técnico pelo projeto pode usar um procedimento mais preciso com os requisitos mencionados. Reerências normativas Os documentos apresentados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para reerências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para reerências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do reerido documento (incluindo emendas). ABNT NBR 5000:1981, Chapas grossas de aço de baixa liga e alta resistência mecânica ABNT NBR 5004:1981, Chapas inas de aço de baixa liga e alta resistência mecânica ABNT NBR 5008:1997, Chapas grossas e bobinas grossas, de aço de baixa liga, resistentes à corrosão atmosérica, para uso estrutural Requisitos ABNT NBR 5884:005, Peril I estrutural de aço soldado por arco elétrico Requisitos gerais ABNT NBR 590:1997, Chapas inas a rio e bobinas inas a rio, de aço de baixa liga, resistentes à corrosão atmosérica, para uso estrutural Requisitos ABNT NBR 591:1997, Chapas inas a quente e bobinas inas a quente, de aço de baixa liga, resistentes à corrosão atmosérica, para uso estrutural Requisitos ABNT NBR 6118:007, Projeto de estruturas de concreto Procedimento ABNT NBR 610:1980, Cargas para o cálculo de estruturas de ediicações ABNT NBR 613:1988, Forças devidas ao vento em ediicações ABNT NBR 6648:1984, Chapas grossas de aço-carbono para uso estrutural ABNT NBR 6649:1986, Chapas inas a rio de aço-carbono para uso estrutural ABNT NBR 6650:1986, Chapas inas a quente de aço-carbono para uso estrutural ABNT NBR 7007:00, Aços-carbono e microligados para uso estrutural e geral ABNT NBR 7188:1984, Carga móvel em ponte rodoviária e passarela de pedestre ABNT NBR 861:1983, Peril tubular, de aço-carbono, ormado a rio, com e sem costura, de seção circular, quadrada ou retangular para usos estruturais ABNT NBR 8681:003, Ações e segurança nas estruturas Procedimento ABNT NBR 1433:1999, Dimensionamento de estruturas de aço de ediícios em situação de incêndio Procedimento ABNT NBR 1476:001, Dimensionamento de estruturas de aço constituídas por peris ormados a rio Procedimento ABNT Todos os direitos reservados

13 ABNT NBR :00, Laje pré-abricada Requisitos Parte 1: Lajes unidirecionais ABNT NBR :00, Laje pré-abricada Requisitos Parte : Lajes bidirecionais ABNT NBR :00, Laje pré-abricada Pré-laje Requisitos Parte 1: Lajes unidirecionais ABNT NBR :00, Laje pré-abricada Pré-laje Requisitos Parte : Lajes bidirecionais ABNT NBR 1579:005, Peris estruturais de aço soldados por alta reqüência (eletrousão) Peris I, H e T Requisitos ABNT NBR 1541:006, Projeto de estruturas resistentes a sismos Procedimento ISO 898-1:1999, Mechanical properties o asteners made o carbon steel and allo steel Part 1: Bolts, screws and studs ISO 1461:1999, Hot dip galvanized coatings on abricated iron and steel articles Speciications and test methods ISO 4016:1999, Hexagon head bolts - Product grade C ISO :007, Preparation o steel substrates beore application o paints and related products Visual assessment o surace cleanliness Part 1: Rust grades and preparation grades o uncoated steel substrates and o steel substrates ater overall removal o previous coatings ISO 93:199, Corrosion o metals and allos Corrosivit o atmospheres Classiication ISO 96:199, Corrosion o metals and allos Corrosivit o atmospheres Determination o corrosion rate o standard specimens or the evaluation o corrosivit ISO :1998, Paints and varnishes Corrosion protection o steel structures b protective paint sstems Part 1: General introduction ISO 1944-:1998, Paints and varnishes Corrosion protection o steel structures b protective paint sstems Part : Classiication o environments ISO :1998, Paints and varnishes Corrosion protection o steel structures b protective paint sstems Part 3: Design considerations ISO :1998, Paints and varnishes Corrosion protection o steel structures b protective paint sstems Part 4: Tpes o surace and surace preparation ISO :007, Paints and varnishes Corrosion protection o steel structures b protective paint sstems Part 5: Protective paint sstems ISO :1998, Paints and varnishes Corrosion protection o steel structures b protective paint sstems Part 6: Laborator perormance test methods ISO :1998, Paints and varnishes Corrosion protection o steel structures b protective paint sstems Part 7: Execution and supervision o paint work ISO :1998, Paints and varnishes Corrosion protection o steel structures b protective paint sstems Part 8: Development o speciications or new work and maintenance ISO 14713:1999, Protection against corrosion o iron and steel in structures Zinc and aluminium coatings Guidelines ANSI/ASCE 3-91, Standard or the structural design o composite slabs ABNT Todos os direitos reservados 3

14 ANSI/AISC , Speciication or structural steel buildings ASME B , Fasteners or use in structural applications ASME B , Surace texture, surace roughness, waviness and la ASTM A6/A6M-05a, Standard speciication or general requirements or rolled structural steel bars, plates, shapes, and sheet piling ASTM A36/A36M-05, Standard speciication or carbon structural steel ASTM A108-03e1, Standard speciication or steel bar, carbon and allo, cold-inished ASTM A4/A4M-04, Standard speciication or high-strength low-allo structural steel ASTM A307-04, Standard speciication or carbon steel bolts and studs, PSI tensile strength ASTM A35-04b, Standard speciication or structural bolts, steel, heat treated, 10/105 ksi minimum tensile strength ASTM A490-04a, Standard speciication or structural bolts, allo steel, heat treated, 150 ksi minimum tensile strength ASTM A500-03a, Standard speciication or cold-ormed welded and seamless carbon steel structural tubing in rounds and shapes ASTM A57/A57M-07, Standard speciication or high-strength low-allo columbium-vanadium structural steel ASTM A588/A588M-05, Standard speciication or high-strength low-allo structural steel with 50 ksi [345 MPa] minimum ield point to 4-in. [100-mm] thick ASTM A913/A913M-04, Standard speciication or high-strength low-allo steel shapes o structural qualit, produced b quenching and sel-tempering process (QST) ASTM A99/A99M-06, Standard speciication or structural steel shapes ASTM F436-04, Standard speciication or hardened steel washers AWS A.4:007, Standard smbols or welding, brazing, and nondestructive examination AWS A5.1/A5.1M:004, Speciication or carbon steel electrodes or shielded metal arc welding AWS A5.5/A5.5M:006, Speciication or low-allo steel electrodes or shielded metal arc welding AWS A5.17/A5.17M 97:R007, Speciication or carbon steel electrodes and luxes or submerged arc welding AWS A5.18/A5.18M:005, Speciication or carbon steel electrodes and rods or gas shielded arc welding AWS A5.0/A5.0M:005, Carbon steel electrodes or lux cored arc welding AWS A5.3/A5.3M:007, Speciication or low-allo steel electrodes and luxes or submerged arc welding AWS A5.8/A5.8M:R007, Speciication or low-allo steel electrodes and rods or gas shielded arc welding AWS A5.9/A5.9M:005, Low-allo steel electrodes or lux cored arc welding AWS D1.1/D1.1M:008, Structural welding code steel 4 ABNT Todos os direitos reservados

15 AWS WI:000, Welding inspection handbook AISC , Code o Standard practice or steel buildings and bridges CSSBI S-00, Criteria or the testing o composite slabs Eurocode :005, Design o concrete structures Part 1-1: General Common rules or buildings and civil engineering structures Eurocode 3:007, Design o steel structures Part 1-8: General Design o joints Eurocode 4:007, Design o composite steel and concrete structures Part 1-1: General Common rules and rules or buildings Research Council on Structural Connections:004, Speciication or structural joints using ASTM A35 or ASTM A490 bolts 3 Simbologia e unidades 3.1 Simbologia A simbologia adotada nesta Norma é constituída por símbolos-base (mesmo tamanho e no mesmo nível do texto corrente) e símbolos subscritos. Os símbolos-base utilizados com mais reqüência encontram-se estabelecidos em e os símbolos subscritos em A simbologia geral encontra-se estabelecida nesta subseção e a simbologia mais especíica de algumas partes desta Norma é apresentada nas seções pertinentes, com o objetivo de simpliicar a compreensão e, portanto, a aplicação dos conceitos estabelecidos Símbolos-base Alguns símbolos-base apresentados a seguir estão acompanhados de símbolos subscritos, de orma a não gerar dúvidas na compreensão de seu signiicado Letras romanas minúsculas a - distância b - largura b - largura da mesa d - diâmetro; altura total da seção transversal; distância; dimensão e - distância; excentricidade cd - resistência de cálculo do concreto à compressão ck - resistência característica do concreto à compressão u - resistência à ruptura do aço à tração ub - resistência à ruptura do material do parauso ou barra redonda rosqueada à tração ABNT Todos os direitos reservados 5

16 ucs - resistência à ruptura do aço do conector - resistência ao escoamento do aço d - resistência de cálculo ao escoamento do aço F - resistência ao escoamento do aço da ôrma Fd - resistência de cálculo ao escoamento do aço da ôrma s - resistência ao escoamento do aço da armadura sd - resistência de cálculo ao escoamento do aço da armadura w - resistência à tração do metal da solda g - gabarito de uração h - altura k - rigidez; parâmetro em geral l - comprimento n - número (quantidade) r - raio de giração; raio t - espessura t - espessura da mesa t w - espessura da alma x - coordenada - coordenada; distância Letras romanas maiúsculas A - área A g - área bruta da seção transversal C - coeiciente; constante de torção C b - ator de modiicação para diagrama de momento letor não-uniorme C t - coeiciente de redução usado no cálculo da área líquida eetiva C v - coeiciente de orça cortante C w - constante de empenamento da seção transversal 6 ABNT Todos os direitos reservados

17 D - diâmetro externo de elementos tubulares de seção circular E, E a - módulo de elasticidade do aço E c ; E cs - módulo de elasticidade secante do concreto E c,red - módulo de elasticidade reduzido do concreto devido aos eeitos de retração e luência E s - módulo de elasticidade do aço da armadura do concreto F - orça; valor de ação F G - valor característico das ações permanentes F Q - valor característico das ações variáveis F Q,exc - valor característico das ações excepcionais G - módulo de elasticidade transversal do aço; centro geométrico da seção transversal I - momento de inércia J - constante de torção K - coeiciente de lambagem de barras comprimidas L - vão; distância; comprimento M - momento letor N - orça axial Q - ator de redução total associado à lambagem local Q a ; Q s - atores de redução que levam em conta a lambagem local de elementos AA e AL, respectivamente Q Rd - orça resistente de cálculo de um conector de cisalhamento R d - resistência de cálculo; solicitação resistente de cálculo S - rigidez S d - solicitação de cálculo T momento de torção V - orça cortante W - módulo de resistência elástico Z - módulo de resistência plástico ABNT Todos os direitos reservados 7

18 Letras gregas minúsculas α - coeiciente relacionado à curva de dimensionamento à compressão; coeiciente em geral α E - relação entre o módulo de elasticidade do aço e o módulo de elasticidade do concreto β - coeiciente de dilatação térmica; ator em geral; coeiciente em geral δ - ator de contribuição do aço; deslocamento; lecha ε - deormação φ - diâmetro de barra de armadura γ - coeiciente de ponderação da resistência ou das ações λ - índice de esbeltez; parâmetro de esbeltez λ 0 - índice de esbeltez reduzido λ p - parâmetro de esbeltez limite para seções compactas λ r - parâmetro de esbeltez limite para seções semicompactas μ - coeiciente médio de atrito ν - coeiciente de Poisson χ - ator de redução associado à resistência à compressão χ dist - ator de redução para lambagem lateral com distorção da seção transversal ψ - ator de redução de ações; ator de combinação de ações ρ - massa especíica σ - tensão normal τ - tensão de cisalhamento Letras gregas maiúsculas Σ - somatório 3.1. Símbolos subscritos Letras romanas minúsculas a - aço; apoio b - parauso; barra redonda rosqueada; lexão 8 ABNT Todos os direitos reservados

19 br - contenção c - concreto; compressão; conexão ou ligação; elemento conectado; contato cs - conector de cisalhamento d - de cálculo e - elástico; excentricidade e - eetivo - mesa g - bruta; geométrico; ação permanente h - uro i - número de ordem k - característico; nominal n - líquida p - pilar; pino pl - plastiicação q - ação variável red - reduzido s - armadura st - enrijecedor t - tração u - ruptura v - cisalhamento; viga w - alma; solda x - relativo ao eixo x - escoamento; relativo ao eixo Letras romanas maiúsculas F - ôrma de aço G - ação permanente Q - ação variável Rd - resistente de cálculo ABNT Todos os direitos reservados 9

20 Rk - resistente característico; resistente nominal T - torção Sd - solicitante de cálculo 3. Unidades A maioria das expressões apresentadas nesta Norma possui homogeneidade dimensional. Em algumas expressões as unidades são indicadas de acordo com o Sistema Internacional (SI). 4 Condições gerais de projeto 4.1 Generalidades As obras executadas total ou parcialmente com estrutura de aço ou com estrutura mista de aço e concreto devem obedecer a projeto elaborado de acordo com esta Norma, sob responsabilidade de proissionais legalmente habilitados Entende-se por projeto o conjunto de especiicações, cálculos estruturais, desenhos de projeto, de abricação e de montagem dos elementos de aço e desenhos de ôrmas e armação reerentes às partes de concreto. 4. Desenhos de projeto 4..1 Os desenhos de projeto devem ser executados em escala adequada para o nível das inormações desejadas. Devem conter todos os dados necessários para o detalhamento da estrutura, para a execução dos desenhos de montagem e para o projeto das undações. 4.. Os desenhos de projeto devem indicar quais as normas complementares que oram usadas e dar as especiicações de todos os materiais estruturais empregados. Devem indicar também os dados relativos às ações adotadas e aos esorços solicitantes de cálculo a serem resistidos por barras e ligações, quando necessários para a preparação adequada dos desenhos de abricação Nas ligações com parausos de alta resistência, os desenhos de projeto devem indicar se o aperto será normal ou com protensão inicial e, neste último caso, se os parausos trabalharem a cisalhamento, se a ligação é por atrito ou por contato As ligações soldadas devem ser caracterizadas por simbologia adequada que contenha inormações completas para sua execução, de acordo com a AWS A No caso de ediícios industriais, devem ser apresentados nos desenhos de projeto ou memorial de cálculo o esquema de localização das ações decorrentes dos equipamentos mais importantes que serão suportados pela estrutura, os valores dessas ações e, quando or o caso, os dados para a consideração de eeitos dinâmicos Quando o método construtivo or condicionante, tendo eito parte dos procedimentos do cálculo estrutural, devem ser indicados os pontos de içamento previstos e os pesos das peças da estrutura, além de outras inormações similares relevantes. Devem ser levados em conta coeicientes de impacto adequados ao tipo de equipamento que será utilizado na montagem. Além disso, devem ser indicadas as posições que serão ocupadas temporariamente por equipamentos principais ou auxiliares de montagem sobre a estrutura, incluindo posição de amarração de cabos ou espinas. Outras situações que possam aetar a segurança da estrutura devem também ser consideradas Nos casos onde os comprimentos das peças da estrutura possam ser inluenciados por variações de temperatura durante a montagem, devem ser indicadas as aixas de variação consideradas Devem ser indicadas nos desenhos de projeto as contralechas de vigas, inclusive de vigas treliçadas. 10 ABNT Todos os direitos reservados

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