Guia da Excursão à Península de Setúbal e Estuário do Sado. Carlos Neto, IGOT José A. Teixeira, FCSH-UNL

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1 Guia da Excursão à Península de Setúbal e Estuário do Sado Carlos Neto, IGOT José A. Teixeira, FCSH-UNL Introdução A escolha da Península de Setúbal e Estuário do Sado para a realização da excursão do Congresso Ibérico de Geografia não obedece apenas a critérios de proximidade a Lisboa mas baseia-se essencialmente na riqueza e diversidade do património natural (geomorfológico, ecológico e paisagístico), assim como na profunda transformação das condições sociais, económicas e urbanísticas aí ocorridas nas últimas décadas. A selecção dos locais de paragem (figura 1 e quadro I) tem como objectivos principais a observação e a análise do património natural associado ao Estuário de Sado (paragem 1) e à Serra da Arrábida (paragem 3), bem como a identificação e a compreensão das transformações ao nível do povoamento e da base económica decorrentes dos processos de desindustrialização/reindustrialização aí ocorridos e das novas ligações rodo ferroviárias entre Lisboa e a Península de Setúbal (paragens 2, 4 e 5). A realização desta visita de estudo constitui assim uma oportunidade para a tomada de consciência da integração crescente destes territórios na dinâmica da AML e do consequente aumento da pressão, em termos económicos e ambientais, a que estão sujeitos.

2 5ª Paragem 4ª Paragem 2ª Paragem 3ª Paragem 1ª Paragem Extraído de: Mapa de Estradas de Portugal Michelin Edições de Viagem 0 10 km Figura 1 Itinerário da excursão Quadro I Itinerário com as horas previstas de chegada a cada paragem LISBOA Saída 8,30h 1ª Paragem CARRASQUEIRA (PORTO 10 h 11 h PALAFÍTICO) 2ª Paragem PALMELA (CASTELO) 12,30 h 13,15 ALMOÇO 13,15 h 14 h 3ª Paragem SERRA DA ARRÁBIDA (MATA DO 15 h 16 h SOLITÁRIO) 4ª Paragem AZEITÃO_QUINTA DO CONDE 16,30 h 17 h 5ª Paragem SIDERURGIA NACIONAL- PAIO PIRES 17,15 h 17,45 h 1. A Geomorfologia Exceptuando a Serra da Arrábida a Península de Setúbal e o Estuário do Sado são dominados por terrenos planos de baixa altitude e essencialmente arenosos. Do ponto de vista litológico podem individualizar-se quatro grandes conjuntos de materiais diferenciados quanto à sua origem, idade e características: a) Areias de praia e dunares actuais e antigas. As actuais ocorrem nas praias e cordões dunares próximo da costa, apresentam cor acinzentada, não apresentam sinais de podzolização e as mais recentes investigações indicam idade póswurmiana. As dunas antigas ocorrem em posição mais interior, apresentam, com frequência, cor ocre e por vezes fenómenos de podzolização. Haverá segundo

3 (Moreira 1985), várias gerações de dunas antigas, associadas com as várias glaciações Quaternárias. As dunas antigas estão sobrepostas aos arenitos, areias e conglomerados do Plioplistocénico com os quais, por vezes se encontram misturados (Azevedo 1984); b) Sedimentos essencialmente argilo-limosos associados aos estuários do Sado e do Tejo, da Lagoa de Albufeira e de vários cursos de água. Os sedimentos associados aos estuários do Sado e do Tejo constituem o suporte do importante ecossistema de sapal que será visitado na Carrasqueira (Comporta Alcácer do Sal); c) Areias, arenitos e conglomerados do Plioplistocénico que dominam grande parte da área visitada. Ocorrem para norte e este da Serra da Arrábida e para sul do Estuário do Sado; d) Calcários do Jurássico e do Cretácico e materiais do Paleogénico associados à Serra da Arrábida. Por se tratar de um conjunto de colinas litorais de orientação Este-Oeste e apresentarem solos ricos em bases (principalmente cálcio) contrastam violentamente com a planura envolvente e com os materiais predominantemente ácidos e pobres em cálcio dos terrenos envolventes. Estes dois aspectos estão na base da originalidade da flora e da vegetação da Serra da Arrábida e portanto no seu funcionamento como refúgio glaciário e desde logo na sua elevada importância para protecção e conservação. 2. O clima e o bioclima 2.1. As condições climáticas O clima da região em que se insere a Península de Setúbal e Estuário do Sado apresenta características mediterrâneas, com uma clara influência atlântica evidente principalmente nas colinas litorais que formam a Serra da Arrábida. Segundo o climograma de Emberger, a estação de Alcácer do Sal, cujos registos servem de base à caracterização do clima desta região, apresenta um clima subhúmido, de Inverno temperado (figura 2). A enorme planura da região visitada implica uma quase total ausência de barreiras de condensação da humidade das massas de ar oceânicas, com excepção da Serra da Arrábida. Quase toda a Península de Setúbal e Estuário do Sado recebe menos de 600 mm de precipitação anual distribuídos por 70 a 80 dias/ano (figura 3) dos quais 75% ocorrem entre Novembro e Abril (Moreira, 1987). Apenas as serras de Grândola, Cercal, Monfurado e Arrábida ultrapassam os 700 mm de precipitação anual, mas a fraca altitude destas serras não permite o seu funcionamento como importantes barreiras de condensação. Na estação de Alcácer do Sal, a média de precipitação anual, no período é de 567,3 mm, com um máximo de 925,8 mm em 1963 e um mínimo de 319,1 mm em A variabilidade interanual dos valores da precipitação é acentuada, como se verifica nos climas mediterrâneos; no entanto não está entre os valores mais elevados do território de Portugal Continental (de 1941 a 1970, ocorreram 50% de anos com valores de precipitação anual entre 445,5 mm e 611,1 mm, e 70% de anos com valores entre 419,1 mm e 716,3 mm) (Neto 2002).

4 Durante o Verão são frequentes os meses com ausência de chuva. No período de 1941 a 1970 em Alcácer do Sal, Junho apresenta 20,7%, Julho 62,1%, Agosto 41,4% e Setembro 10,3% dos anos sem precipitação (quadro II). O período seco definido por R(mm)<2T(ºC), nas estações da região do Estuário do Sado apresenta uma duração de cinco meses (de Maio a Setembro), com excepção de Santiago do Cacém e Pegões que apresentam um período seco de 4 meses (Junho a Setembro). No entanto, a variabilidade interanual, na duração do período seco é muito grande. Figura 2 - Posição da estação de Alcácer do Sal no climograma de Emberger. Nos anos secos a duração do período seco é, em regra, maior do que nos anos húmidos. Os baixos valores de precipitação que se registam durante o período seco na área do Estuário do Sado e Península de Setúbal são acompanhados por nevoeiros cuja frequência não é muito elevada, com excepção da Serra da Arrábida (figura 4). Na estação de Alcácer do Sal registam-se 51,2 dias anuais de nevoeiro ( ), dos quais apenas 13,2% (6,8 dias) entre Junho e Setembro. Esta fraca incidência de nevoeiros estivais (durante o período seco), aumenta muito o stress hídrico das plantas, relativamente às comunidades vegetais para norte do Tejo, onde o orvalho e os nevoeiros matinais, durante o Verão, constituem uma importante fonte de abastecimento de água para as plantas. A frequência de nevoeiros estivais registada em estações próximas do litoral, é muito maior para Norte do Tejo do que na Península de Setúbal, Estuário do Sado e Costa da Galé.

5 Figura 3 - Distribuição das isoietas anuais na bacia do rio Sado (Daveau, 1977). Quadro II - Meses com ausência de precipitação na estação de Alcácer do Sal durante o período A Península de Setúbal o Sado e a Costa da Galé apresentam, em geral, uma fraca incidência de nevoeiros, em particular durante o Verão (Figura 4), devido às influências da Serra de Sintra e da Serra da Arrábida que não permitem um arrefecimento

6 importante das águas marinhas litorais. Assim, se exceptuarmos a Serra da Arrábida, o espaço compreendido entre Lisboa e a Lagoa de Melides, apresenta um número importante de dias biologicamente secos durante o ano, que se vai reflectir no tipo de comunidades vegetais e espécies, as quais apresentam uma mudança significativa para sul da Lagoa de Melides. Daveau (1985) define três sectores do litoral Português quanto ao nevoeiro: - O litoral ocidental, a Norte do Cabo da Roca, onde a penetração do nevoeiro de advecção estival é, em geral, frequente e profunda. - O litoral ocidental a Sul do Cabo da Roca, onde o nevoeiro afecta uma orla muito estreita, duas vezes interrompida pelo abrigo das serras de Sintra e Arrábida. - O litoral algarvio meridional, onde o nevoeiro de advecção constitui um fenómeno raro. Em toda a Península de Setúbal no Estuário do Sado e na Costa da Galé, a amplitude térmica anual não é muito elevada, devido à proximidade do mar (12,9 ºC em Alcácer do Sal e 11,1 ºC em Setúbal (período ). Em Alcácer do Sal o máximo de Vertente nebulosa Figura 4 - Nevoeiro e nebulosidade na Península de Setúbal, Estuário do Sado e Costa da Galé (Daveau 1985).

7 temperatura, regista-se em Julho e Agosto (22,8 ºC; período ) e o mínimo em Janeiro (9,9ºC ). A média das temperaturas máximas regista o valor mais elevado em Agosto (30,5 ºC), enquanto a média das temperaturas mínimas se observa em Janeiro (4,9 ºC). Os mínimos absolutos registam valores negativos nos meses de Novembro até Março com o mínimo absoluto em Janeiro de -6,5 ºC. As temperaturas máximas absolutas registam valores superiores a 40 ºC entre Junho e Setembro com o máximo absoluto de 43 ºC em Julho. A formação de geada, na estação de Alcácer do Sal, é frequente em situações anticiclónicas de Inverno. Ocorre durante os meses de Outubro a Abril com 82,5% das ocorrências entre Dezembro e Fevereiro. Os anos secos apresentam, em regra, mais dias de geada, do que os húmidos (quadro III). Em 1944, (ano seco), verificaram-se 64 dias de geada, repartidos pelos meses de Novembro até Março (quadro IV). Pelo contrário os anos húmidos caracterizam-se por uma ausência quase total de geada. No ano de 1960, registaram-se apenas 10 dias de geada repartidos pelos meses de Janeiro e Fevereiro (quadro III). Quadro III - Número total de dias de geada em anos secos e húmidos, no período de na estação de Alcácer do Sal. Quadro IV - Dias de geada nas estações de Alcácer do Sal e Setúbal.

8 Nas áreas próximas do litoral a incidência da geada é menor do que nos sectores mais interiores do estuário do Sado. A estação de Setúbal, próxima do litoral apresenta um número de dias de geada para o período (6 dias de geada), muito menor do que para a estação de Alcácer do Sal (30,3 dias de geada), com uma situação geográfica mais interior As características bioclimáticas No sentido de efectuar a diagnose bioclimática da área visitada, calcularam-se os vários índices que compõem a classificação bioclimática de Rivas-Martínez (Rivas-Martínez 2005) para 7 estações climatológicas (Alcácer do Sal, Santiago do Cacém, Alvalade, Setúbal, Sesimbra/Maçã, Águas de Moura e Pegões), com base nas normais climatológicas 1941/70 (quadro V), obtendo-se como resultados: Quadro V - Diagnose bioclimática da região envolvente do Estuário do Sado T - Temperatura média anual; m - Temperatura média das mínimas do mês mais frio do ano; M -Temperatura média das máximas do mês mais frio do ano; Tmax. - Temperatura média do mês mais quente; Tmin. - Temperatura média do mês mais frio; Pp - Somatório das precipitações médias mensais para os meses em que a temperatura é superior a zero graus centígrados; Tp - Somatório da temperatura média mensal para os meses em que a temperatura média é superior a zero graus centígrados. 1 - Sesimbra/Maçã: Mesomediterrânico superior mesofítico sub-húmido inferior 2 - Alcácer do Sal: Termomediterrânico inferior mesofítico, seco superior. 3 - Alvalade: Termomediterrânico inferior mesofítico seco superior. 4 - Santiago do Cacém: Termomediterrânico inferior mesofítico sub-húmido inferior. 5 - Setúbal: Termomediterrânico inferior mesofítico sub-húmido inferior. 6 - Águas de Moura: Termomediterrânico inferior mesofítico sub-húmido inferior. 7 - Pegões: Termomediterânico inferior mesofítico sub-húmido inferior. Todas as estações climatológicas analisadas, estão incluídas no termotipo termomediterrânico inferior, com excepção da estação de Sesimbra/Maçã que apresenta um termotipo mesomediterrânio superior pois está incluída na Serra da Arrábida (Arrábida Oriental), cujo sector mais elevado pertence ao termotipo mesomediterrânico. Toda a área estudada está incluída no andar termomediterrânico inferior, sempre muito próximo do mesomediterrânico.

9 Apenas as serras do Cercal e Grândola, não incluídas neste trabalho e situadas no extremo oriental da área de estudo, apresentam um termotipo mesomediterrânico superior, divido à diminuição das temperaturas provocadas pela altitude. Quanto ao ombrotipo os valores de Io distribuem-se pelos andares seco superior e subhúmido inferior, a que correspondem valores de precipitação entre 525 e 875 mm de precipitação anual. 3. A flora, a vegetação e a biogeografia Do ponto de vista da flora e vegetação a Península de Setúbal, incluindo a Serra da Arrábida e o Estuário do Sado incluem um conjunto de elementos naturais de elevada importância para protecção e conservação. À riqueza da flora e vegetação associa-se a vertente paisagista que na Arrábida se conjugam para a justificação da sua candidatura a património da humanidade. Do ponto do vista biogeográfico a flora e vegetação de todo o espaço visitado justificam a individualização de dois territórios biogeográficos (figura 5): a) Sadense - Corresponde aos terrenos associados à bacia sedimentar do Sado e à Península de Setúbal onde o domínio dos sedimentos de carácter arenoso (areias, arenitos e conglomerados) e de solos ácidos (predominantemente podzois e rogossolos psamíticos) justificam o domínio de sobreirais (espécie que se considera calcífufa - exclusiva de solos ácidos, razão pela qual não ocorre na Serra da Arrábida). Ainda no distrito Sadense ocorrem três conjuntos de habitats de protecção prioritária e fortemente ameaçados pela acção antrópica: 1 - Ecossistemas de praia e dunas recentes submetidas directamente à influência da salsugem; 2 - Turfeiras baixas subatlanticas (trata-se de um conjunto de comunidades vegetais reliquiais, associadas a solos orgânicos turfosos, de distribuição finícola e fortemente ameaçadas pela pressão antrópica); 3 - Sapais; b) Arrabidense - Corresponde ás colinas calcárias litorais que constituem a Serra da Arrábida. O sobreirais dominantes nas áreas envolventes (distrito Sadense) são aqui substituídos pelos cercais, carrascais arbóreos como vegetação arbórea. Na vegetação arbustiva dominam os medronhais/carrascais, zimbrais, matos baixos de aromáticas e o importante conjunto de comunidades rupícolas (de paredes rochosas).

10 Figura 5 Carta biogeográfica da área estudada. Extraído de: Costa et al. (1999). 4. População e Rede Urbana Na Península de Setúbal residiam, em 1981, cerca de habitantes; o Censo de 2011 revela que essa população ultrapassa agora os residentes, o que se traduz numa taxa de variação superior a 33% no período considerado (quadro VI). Contudo, na última década registou-se um abrandamento do ritmo de crescimento demográfico (8,9%), face ao decénio anterior (11,6%). Desde 1991, que os concelhos com mais população são, respectivamente, Almada, Seixal e Setúbal e o menos populoso é o de Alcochete. Na última década, Alcochete, Montijo e Sesimbra registaram crescimentos demográficos acima dos 30%, seguindo-se Palmela com 17,2%. Para além de processos territoriais internos à Península de Setúbal, estes comportamentos demográficos reflectem sobretudo as alterações no sistema de ligações rodo e ferroviárias com Lisboa, que favorecem uma maior integração/dependência face à capital. De facto a abertura da Ponte Vasco da Gama (1998) e a introdução da ferrovia na Ponte 25 de Abril (1999), primeiro até ao Fogueteiro e depois até Setúbal (2004), contribuíram decisivamente para reforçar o crescimento populacional na Península de Setúbal e, em particular, nos quatro concelhos acima referidos. No caso de Sesimbra, o impacto maior fez-se sentir na freguesia da Quinta do Conde, com um preço do solo mais atractivo do que nas restantes freguesias (que reflectem mais o efeito do turismo e da 2ª residência), e com uma acessibilidade muito beneficiada com o alargamento do número de faixas da A2, com a ligação da Circular Regional Interna da Península de Setúbal (CRIPS) à ponte Vasco da Gama e com a abertura da estação ferroviária de Coina. A Moita foi o único concelho em perda populacional (-1,7%), já que o Barreiro, apesar de estagnado, parece

11 querer pôr fim a duas décadas de taxas de variação negativas, certamente associadas à imagem pouco favorável relacionada com os impactes da industrialização, da qual tem tido dificuldade em libertar-se; de facto, a regeneração urbana e a renovação do tecido social que deveriam acompanhar o processo de desindustrialização têm-se revelado difíceis, uma vez que os grandes projectos que funcionariam como alavancas têm escasseado ou não têm avançado devido a indefinição política e estão agora comprometidos pela crise económica e financeira (Tomé, 2011). Em 1981, a densidade populacional era de 383hab/km 2, aproximando-se actualmente dos 510hab/km 2. Os valores mais elevados ocorrem no Barreiro, Almada e Seixal, nos dois primeiros aproximando-se dos 2500hab/km 2 e no último ultrapassando os 1500hab/km 2. Estes valores traduzem a forte pressão resultante da maior proximidade e acessibilidade a Lisboa; por sua vez a dimensão territorial dos concelhos do Montijo (que inclui a freguesia de Canha) e Palmela contribuem para os valores mais baixos das suas densidades populacionais. Quadro VI - Evolução da população residente por concelhos, Alcochete ,6 27,9 35,0 56,2 Almada ,8 6,0 7,8 17,3 Barreiro ,6-7,9 0,0-10,2 Moita ,3 3,6-1,7 24,6 Montijo ,2 8,7 31,0 39,2 Palmela ,7 21,7 17,2 69,4 Seixal ,1 28,5 5,1 77,2 Sesimbra ,9 37,9 30,9 112,9 Setúbal ,4 9,9 6,0 22,8 P. de ,6 11,6 8,9 33,1 Setúbal Fonte: INE. Na década de 90, o ritmo de construção de alojamentos na península de Setúbal (26,4%) foi superior ao ritmo do crescimento do nº de famílias (23,6%), situação que se inverteu na última década, excepto nos concelhos de Alcochete, Moita e Palmela (quadro VII).

12 Quadro VII - Variação do nº de alojamentos familiares e de famílias nos concelhos da Península de Setúbal, Nº de Alojamentos Familiares ( %) Nº de Famílias ( %) Nº de Alojamentos/ Nº de Famílias Alcochete 38,7 41,6 96,5 41,8 39,4 97,7 1,3 1,3 1,3 Almada 25,1 10,2 37,8 19,1 18,6 41,2 1,4 1,5 1,4 Barreiro 10,8 10,9 22,8 3,1 11,1 14,6 1,2 1,3 1,3 Moita 15,7 13,8 31,7 13,6 9,5 24,3 1,3 1,3 1,3 Montijo 21,1 36,2 64,9 19,1 39,1 65,6 1,3 1,3 1,3 Palmela 34,8 26,4 70,4 30,5 25,3 63,6 1,3 1,4 1,4 Seixal 37,2 15,7 58,7 42,8 17,1 67,3 1,3 1,3 1,3 Sesimbra 35,5 30,9 77,4 48,5 45,3 115,8 2,0 1,8 1,7 Setúbal 28,2 13,5 45,5 22,9 14,1 40,2 1,2 1,3 1,3 P. de Setúbal 26,4 16,7 47,5 23,6 19,3 47,3 1,3 1,4 1,3 Fonte: INE Fonte: INE. Fig. 6 - Evolução da Densidade Populacional (hab./km 2 ), por concelhos ( ) A rede principal de transporte rodoviário na PS é composta pela A2, A12, IC11, IC13, IC20 e IC21 (está em discussão pública a sua extensão até Sesimbra). Na rede secundária destacam-se a EN10, EN252, EN378, EN379 e as estradas municipais, por vezes com problemas de inserção urbana, falta de capacidade, ou mesmo ausência de ligações.

13 No sistema de transporte ferroviário destacam-se a ligação ferroviária suburbana entre Lisboa e Setúbal (com dez paragens na PS), via Ponte 25 de Abril, explorada pela Fertagus e as ligações para sul exploradas pela CP, com destaque para a modernização (renovação da frota, estações e diminuição dos horários) da Linha do Sado (2008), que liga o Barreiro a Setúbal (com treze paragens na PS). No que concerne ao transporte individual, o acesso a Lisboa faz-se a partir das Pontes 25 de Abril (via A2/IP1, que concentra praticamente todo o tráfego originário da PS) e Vasco da Gama (via A12). A entrada em Lisboa, por ambas as pontes, é tributada. Apesar da entrada em funcionamento da Ponte Vasco da Gama, a Ponte 25 de Abril mantém intactos os fluxos urbanos e suburbanos, ao passo que a Ponte Vasco da Gama assegura, sobretudo, o tráfego Norte-Sul de longa distância e o tráfego gerado nas novas urbanizações do Montijo, Alcochete, Pinhal Novo e Palmela/Setúbal (AMDS, 2004, referido em Tomé, 2011). Por sua vez, no transporte fluvial a entrada em funcionamento dos novos catamarans permitiu a redução nos tempos de percurso; além disso, houve intervenções nos terminais, o Metropolitano de Lisboa chegou ao Cais do Sodré (1998) e o Metro Sul do Tejo a Cacilhas (2008), permitindo uma melhor articulação entre estes sistemas. Com a entrada em funcionamento da Fertagus, mais de 1/4 dos utilizadores de transporte individual optaram por viajar de comboio, usufruindo da sua rapidez, conforto, ligações à Carris, Linhas de Sintra, Azambuja e a toda a rede do Metropolitano de Lisboa. Por fim, o transporte rodoviário tem como principais terminais as Praça de Espanha e do Areeiro (via Ponte 25 de Abril), a cidade Universitária e a Gare do Oriente (Ponte Vasco da Gama). A PS desenvolveu-se com base no transporte motorizado individual, mercê de uma débil ou inexistente rede de transportes públicos, embora o transporte fluvial tenha tido inicialmente um papel importante (quadro VIII). Progressivamente, a oferta de transportes públicos aumentou e tornou-se mais eficaz (AMDS, 2004). Quadro VIII Meio de transporte utilizado nos movimentos pendulares, em 1981, 1991 e 2000 Total de Passageiros Utilizam transporte individual Utilizam transporte colectivo Tipo de transporte colectivo utilizado Rodoviário Fluvial Ferroviário 1981 * 11% 89% * * * % 52% 12% 40% * % 30% 4% 19% 7% Fontes: AMDS (2004b) * Sem informação Ainda que os dados mais recentes sejam de 2000 e, portanto, não reflictam as dinâmicas da última década, pode afirmar-se que a repartição modal degradou-se ao longo dos anos a favor do TI [transporte individual], não porque o número total de passageiros do TC [transporte colectivo] tenha baixado significativamente, mas porque o número de

14 deslocações entre as duas margens do Tejo aumentou bastante tendo este acréscimo sido praticamente todo absorvido pelo TI. (AMDS, 2004b:19) Até meados da década de 60, na rede urbana da Península de Setúbal destacavam-se a capital de distrito (resultante do estatuto que essa condição e o porto lhe conferiam) e os aglomerados ribeirinhos da margem sul do Estuário do Tejo. Desde então registou-se um importante crescimento urbano do arco ribeirinho, em consequência das grandes concentrações de emprego industrial (Lisnave em Almada, Siderurgia Nacional e corticeiras no Seixal e CUF no Barreiro), mas sobretudo da abertura da Ponte 25 de Abril e da Auto-estrada do sul (então com término no Fogueteiro), bem como do incremento das carreiras fluviais. Como refere Barata Salgueiro (2002, p.10), na margem sul crescem núcleos em torno dos cais fluviais que asseguram as ligações mais rápidas com Lisboa (Cacilhas, Trafaria, Barreiro, Seixal) e desenvolvem-se pólos de indústrias, também eles dependentes do transporte aquático (Seixal, Barreiro, Montijo) e da linha férrea. A cidade de Setúbal, então a cerca de uma hora de distância da capital em transporte privado, foi mantendo a sua autonomia e explorando a proximidade ao mar. Entretanto, fruto da capacidade atractiva da região, foram surgindo novos espaços urbanos junto dos principais eixos rodoviários, alguns dos quais de génese ilegal. A Quinta do Conde é um desses exemplos. A possibilidade de gerar ocupações em áreas de larga escala associadas à grande dimensão da propriedade, a par das, apesar de tudo, menores acessibilidades e procura, fez com que emergissem vastos territórios, frutos de ocupação clandestina, que chegaram aos nossos dias semi-ocupados. (Portas, Domingues e Cabral, 2007,p. 129) Entre , a população da Península de Setúbal aumentou quase 25% e entre deu-se um verdadeiro boom, com um crescimento superior a 100% (Barata Salgueiro, 2002). Assim, ganhou forma uma grande mancha urbana próxima do estuário do Tejo, com uma certa autonomia que lhe era conferida pelo numeroso emprego na indústria pesada, mas também, cada vez mais, um dormitório da cidade de Lisboa (sobretudo Almada-Seixal), durante muito tempo caracterizada, do ponto de vista urbanístico, como desordenada e desqualificada, dada a relação promíscua e ambientalmente conflituosa entre os usos industriais, agrícolas e residenciais. A década de 80 ficou marcada por uma grave crise socioeconómica na Península de Setúbal, associada à reestruturação da base económica da AML que se traduziu, acima de tudo, na forte desindustrialização associada às dinâmicas sectoriais das indústrias pesadas (siderurgia, química, construção e reparação naval). Assim, confrontadas com o desemprego, as populações foram obrigadas a procurar alternativas fora da Península de Setúbal, encontrando-as muitas vezes a Norte do Tejo, o que reforçou a dependência face à Grande Lisboa e acentuou a ideia de espaço dormitório (AMDS, 2004). Apenas o grande investimento da Auto-Europa (e outros que surgiram em relação com este) contrariou esta tendência, embora continue a deixar o distrito muito dependente de sectores cujas lógicas de reorganização e localização lhe escapam completamente. No final da década de 90 a entrada em funcionamento da Ponte Vasco da Gama e da travessia ferroviária pela Ponte 25 de Abril vieram melhorar a acessibilidade da Península de Setúbal, mas também contribuíram para aumentar a sua dependência face à Grande Lisboa, dado que a mancha urbana rapidamente se expandiu e a segunda

15 residência se transformou em residência permanente. A melhoria das acessibilidades internas na Península de Setúbal está a aproximar cada vez mais os contínuos urbanos do arco ribeirinho do eixo Palmela/Setúbal, que vê assim reforçada a sua integração na lógica metropolitana. Barata Salgueiro (2002, p.11) sustenta que, com estas mudanças estruturais, ocorreu um alongamento do território sobre o qual incide o processo de metropolização, aproximando Setúbal e Lisboa, criando uma realidade metropolitana a caminho do policentrismo, facilitando a maior dispersão do povoamento periférico, a expansão das residências secundárias e a diversidade da ocupação dos territórios periurbanos. Entre os Censos de 1981, 1991 e 2001, no território em análise surgiram 150 novas designações de lugar e desapareceram 165 das antes existentes. Ferreira (2008) conclui, assim, que alguns lugares se fundiram com outros e desapareceram (pelo menos para fins estatísticos) e que novos lugares surgiram associados a urbanizações recentes. No total, identificou 534 lugares e 52 lugares isolados ou residuais (quadro IX). Quadro IX Dinâmica dos lugares na Península de Setúbal ( ) Lugares que apareceram Lugares que desapareceram Designações existentes 1981/ / / /01 Lugares Divisões Isolados/ Admin. Residuais Total Alcochete 4 5-2r 2 9-1r Almada r 32-4r * Barreiro r * 22 7(1=) 5 34 Moita 15-5r 1 10 * Montijo 20-2r 7(2=)-2r 19-2r Palmela 5-1r (2=) 5 96 Seixal 14-1r 8-1r 29 2(1=) Sesimbra 15-2r * 2-1r Setúbal 11-3r 2-1r 31 * PENÍNSULA DE SETÚBAL r 37-5r 145-8r 20-1r Nota: r corresponde a residuais (designados de isolados ou residuais, conforme o recenseamento); as divisões administrativas correspondem a concelho e freguesias; deve interpretar-se por 5-2r como existência de cinco lugares e dois residuais ou isolados; 7(2=) corresponde a sete designações, das quais duas são iguais. Fonte: Ferreira (2008).

16 No quadro X, apresenta-se uma síntese da evolução urbana na Península de Setúbal (Tomé, 2011) Quadro X Principais fases da evolução urbana na Península de Setúbal Período Área Geográfica Dinâmicas Territoriais Até ( ) Setúbal e áreas ribeirinhas do Tejo Entre Almada e Fogueteiro (extensão inicial da Autoestrada do Sul) Almada, Barreiro e Setúbal Concelhos de Seixal, Sesimbra e Setúbal Alcochete, Moita e Montijo Almada, Sesimbra e Setúbal Barreiro e Palmela Concelhos de Sesimbra (Quinta do Conde) e Setúbal Crescimento e consolidação da malha urbana existente, com legado histórico e com elevadas dinâmicas industriais. Consolidação dos núcleos urbanos ribeirinhos. Novas áreas residenciais em torno da AE1, algumas das quais com génese ilegal. Início do declínio dos centros de cidade. Consolidação das novas áreas urbanas desenvolvidas nas últimas duas décadas. Expansão das malhas urbanas para áreas cada vez mais periféricas. Aumento das segundas residências junto às zonas balneares. Expansão da mancha urbana a Nordeste da PS, com a entrada em funcionamento da Ponte Vasco da Gama. Muitas habitações que eram de segunda habitação passam para primeira. Aumento, ainda que pouco quantificado, de novas habitações em novas lugares. Consolidação das áreas urbanas recentes, beneficiando da ligação ferroviária. Fonte: Tomé, Actividades económicas A actividade económica na Península de Setúbal, para além das características naturais que estão na base de produções agrícolas que permanecem como referência (vinha, olival, queijos), foi historicamente condicionada pelos dois rios de amplos estuários que a delimitam (que também ajudaram a explicar a instalação de diversas indústrias) e pela presença próxima das cidades e portos de Lisboa e Setúbal. Durante muito tempo dividida entre estes dois pólos, as sucessivas ligações a Lisboa tornam-na hoje muito mais integrada na lógica metropolitana comandada pela capital. As actividades do sector primário têm perdido relevância, sendo hoje residuais em termos de emprego (fig.7). A superfície agrícola utilizada (SAU) tem vindo a diminuir (quadro XI) tal como o número de explorações agrícolas com culturas permanentes e temporárias (quadros XII e XIII). Mesmo em Palmela, onde a SAU ainda aumenta e a vinha é uma cultura valorizada, assiste-se a uma quebra superior a 50% no número de explorações com culturas permanentes. Como seria de esperar tem aumentado consideravelmente a % de explorações agrícolas em que a principal fonte de rendimento do agregado doméstico associado é exterior à exploração (fig.8).

17 Fonte: MESS, Quadros de Pessoal. Fig. 7 Trabalhadores por Conta de Outrem, por grupos de actividade económica (%) (distrito de Setúbal, ) Quadro XI- Evolução da Superfície Agrícola Utilizada (ha), por concelhos, ( ) % % Alcochete ,6-8,2 Almada ,3-21,2 Barreiro ,2-31,1 Moita ,3-52,0 Montijo ,9-9,8 Palmela ,8 25,3 Seixal ,8-31,7 Sesimbra ,2-28,7 Setúbal ,1-53,3 P. Setúbal ,6-2,9 Fonte: INE

18 Quadro XII- Evolução do nº de explorações agrícolas com culturas permanentes e com culturas temporárias ( ) Culturas permanentes Culturas temporárias %1989- % Alcochete , ,2 Almada , ,4 Barreiro , ,9 Moita , ,9 Montijo , ,5 Palmela , ,4 Seixal , ,1 Sesimbra , ,3 Setúbal , ,3 PS , ,7 Fonte: INE. Quadro XIII - Nº de explorações agrícolas com culturas permanentes ( ) Total Frutos Citrinos Olival Vinha Outras Total Frutos Citrinos Olival Vinha Outras frescos frescos Alcochete Almada Barreiro Moita Montijo Palmela Seixal Sesimbra Setúbal PS Fonte: INE

19 Fonte: INE. Fig.8 - Explorações agrícolas em que a principal fonte de rendimento do agregado doméstico é exterior à exploração (%) ( ) No entanto, a actividade económica na Península de Setúbal foi marcada sobretudo pelos grandes investimentos na indústria pesada, dos quais se destacam a SECIL, Setúbal, 1906, a CUF, Barreiro, desde os anos 30; a SAPEC, Setúbal, 1926; a Siderurgia Nacional, Seixal, 1961; a Lisnave, Almada, 1967 e a Setenave, Setúbal, Entretanto, a Península de Setúbal experimentou intensos processos de desindustrialização e de reestruturação industrial, implicando o encerramento e a deslocalização da maior parte dessas unidades que chegaram a empregar vários milhares de trabalhadores. Estes processos emanaram de dinâmicas sectoriais associadas à crise das indústrias pesadas nos anos 80 (principalmente na siderurgia, química e construção e reparação naval), na sequência do aumento dos preços do petróleo na década de 70 mas reflectem também recomposições territoriais inerentes à consolidação da Área Metropolitana de Lisboa, designadamente a expansão da função residencial, potenciada pela abertura da ponte sobre o Tejo. Mais recentemente a melhoria da acessibilidade, desempenhou um papel fundamental na desconcentração industrial na AML e na concomitante expansão de funções terciárias para os municípios adjacentes a Lisboa. A localização industrial na margem sul do estuário do Tejo constituía uma boa alternativa a Lisboa e, recentemente algumas indústrias relocalizaram-se daqui para Setúbal. O caso da Lisnave, originária do cais da Rocha-Conde de Óbidos é a este propósito emblemático. À medida que Setúbal se vai integrando cada vez mais na AML é de esperar que processos deste tipo possam também ocorrer na Mitrena, podendo Sines constituir um possível destino.

20 Entre 1995 e 2009 o emprego na indústria transformadora no distrito de Setúbal registou uma quebra de quase pessoas, atingindo todos os ramos, grande parte deles com variações negativas superiores a 50% (quadro XIV). Atendendo a que estes valores incluem Sines, é legítimo admitir que, na Península de Setúbal, algumas dessas variações relativas sejam mais acentuadas. Quadro XIV -Emprego na indústria transformadora, por ramos de actividade, no distrito de Setúbal ( ) Ind. alimentares, das bebidas e do tabaco ,1-4,2-9,2 Ind. têxtil, vestuário, couro e de produtos do ,3-89,7-93,7 couro Ind. da madeira e da cortiça e suas obras ,1-54,7-71,0 Ind. de pasta, de papel e cartão e seus artigos; edição e impressão ,7-14,9-16,3 Fab. de coque, prod. Petrolíferos refinados e combustível e fab. de prod. químicos e de ,0-0,4-43,2 fibras sintéticas ou artificiais Fab. de artigos de borracha e de matérias ,4-49,0-3,0 plásticas Fab. de outros produtos minerais não ,2-20,8-30,5 metálicos Ind. metalúrgicas de base e de produtos ,2-8,6 3,5 metálicos Fab.de máquinas e de equipamentos, e fab. de ,7-61,5-62,2 equipamento eléctrico e de óptica Fab. de material de transporte ,4 2,5-30,7 Ind. transformadoras, n.e ,3 326,3 566,4 Total ,1-20,0-32,1 Fonte: MESS, Quadros de Pessoal Em contraciclo, nos anos 90 localizou-se em Palmela a AutoEuropa, uma unidade moderna de produção de veículos automóveis resultante de uma joint-venture entre a Ford e a VW. Este investimento atraiu outras unidades para a Península de Setúbal e teve um papel fundamental na recuperação da crise dos anos 80. Foi o maior investimento estrangeiro até hoje realizado em Portugal. Contribui para mais de 2% do PIB e de 10% das nossas exportações e em 2010 empregou mais de 3200 trabalhadores, sem contar com o emprego gerado por outras unidades localizadas no parque industrial. A unidade passou a ser detida a 100% pela VW em 1999, que tem continuado a fazer investimentos (resultantes de acordos entre a empresa e o Governo) que lhe permitiram diversificar a produção para modelos diferentes do monovolume e orientar a exportação para novos mercados, designadamente na Ásia. Com a implantação da Auto-Europa junto ao nó da A2, e beneficiando da acessibilidade conferida por este e pela posição central na Península de Setúbal, localizaram-se aqui diversas indústrias e actividades logísticas, importantes para a diversificação da base económica regional.

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