PASSADO E PRESENTE: UMA ANÁLISE DA POTENCIALIDADE TURÍSTICA NO CONJUNTO FRANCISCANO DE JOÃO PESSOA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PASSADO E PRESENTE: UMA ANÁLISE DA POTENCIALIDADE TURÍSTICA NO CONJUNTO FRANCISCANO DE JOÃO PESSOA"

Transcrição

1 PASSADO E PRESENTE: UMA ANÁLISE DA POTENCIALIDADE TURÍSTICA NO CONJUNTO FRANCISCANO DE JOÃO PESSOA

2 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Biblioteca Central - Campus I - Universidade Federal da Paraíba C285p Cabral, Ana Karina Pereira Passado e Presente: uma análise da potencialidade turística no Conjunto Franciscano de João Pessoa / Ana Karina Pereira Cabral. - João Pessoa, PB: p.: il. Orientadora: Carla Mary da Silva Oliveira Monografia (graduação) - Universidade Federal da Paraíba/ CCHLA - Curso de Turismo, Turismo cultural. 2. Patrimônio histórico políticas de preservação. 3. IPHAEP - Paraíba. 4. Conjunto Franciscano de João Pessoa. UFPB/BC CDU (043.2)

3 UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES CURSO DE GRADUAÇÃO EM TURISMO PASSADO E PRESENTE: UMA ANÁLISE DA POTENCIALIDADE TURÍSTICA NO CONJUNTO FRANCISCANO DE JOÃO PESSOA Ana Karina Pereira Cabral JOÃO PESSOA - PB JANEIRO

4 ANA KARINA PEREIRA CABRAL PASSADO E PRESENTE: UMA ANÁLISE DA POTENCIALIDADE TURÍSTICA NO CONJUNTO FRANCISCANO DE JOÃO PESSOA Monografia apresentada ao Curso de Graduação em Turismo da Universidade Federal da Paraíba, em cumprimento às exigências parciais para obtenção do grau de Bacharel. ORIENTADORA: Profª Dra. Carla Mary S. Oliveira João Pessoa - PB Janeiro

5 Esta monografia foi submetida à avaliação da Banca Examinadora composta pelos professores abaixo relacionados, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Bacharel em Turismo, outorgado pela Universidade Federal da Paraíba - UFPB, e encontra-se à disposição dos interessados no Laboratório de Turismo da referida Universidade. A citação de qualquer trecho desta monografia é permitida, desde que feita de acordo com as normas de ética científica. ANA KARINA PEREIRA CABRAL PASSADO E PRESENTE: UMA ANÁLISE DA POTENCIALIDADE TURÍSTICA NO CONJUNTO FRANCISCANO DE JOÃO PESSOA Monografia aprovada em / / Nota Obtida: BANCA EXAMINADORA Profª Dra. Carla Mary S. Oliveira Departamento de História - Universidade Federal da Paraíba (Orientadora) Prof. Dr. Ricardo Pinto de Medeiros Departamento de História - Universidade Federal da Paraíba (Membro da Banca) Profª Ms. Signe Dayse Castro de Melo e Silva Departamento de Comunicação e Turismo - Universidade Federal da Paraíba (Membro da Banca)

6 Aos meus pais, família, amigos, namorado e a todos os que estiveram ao meu lado durante a época de confecção deste trabalho, DEDICO.

7 AGRADECIMENTOS A Deus, primeiramente, força que me faz seguir adiante diante de tantas dificuldades. Aos meus pais, José Estrela Cabral e Luzinete Pereira Cabral, pelo exemplo de dignidade e retidão de caráter. À minha orientadora, Carla Mary, por ter abraçado esse trabalho junto comigo. A Adenildo Macedo, pelo carinho, cuidado, apoio e compreensão. À minha família pela confiança em meus projetos de vida. À UFPB e aos seus professores que me estimularam a sede pelo saber. À Ariane, professora do Departamento de História da UFPB, por estimular em mim o gosto pela História da Paraíba. Ao Conjunto Franciscano de João Pessoa, em especial ao Padre Ernando Teixeira, por ter me recebido tão bem e a todos os funcionários pela atenção cedida. Ao IPHAEP, pela atenção e fornecimento de informações. Aos colegas de sala por esses quatro anos de convivência e aprendizado mútuo, em especial Luisiana, Silvonetto, Keliane, Germana e Lucas. Às amigas Marlone, Daniela Cysneiros e Cibelle pelos momentos de descontração. À Kátia Maciel, pelos livros cedidos. À Roberta Paiva, pelas informações cedidas via orkut. A Rodrigo Rodrigues, professor de história de Goiânia/GO, pelas discussões sobre história e turismo via messenger. A Glauco Marinho por ter me enviado seu belíssimo filme sobre patrimônio histórico. À Michelle, Gerlândia e Fernanda da Schwermann Viagens, Turismo e Receptivo. E a todos que, direta ou indiretamente, contribuíram para este trabalho.

8 O passado é aquilo que uma nação tem de mais sagrado, depois do futuro. Victor Hugo

9 RESUMO Passado e Presente: Este trabalho pretende fazer uma análise sobre a origem do termo patrimônio e sua consagração e como se deu o casamento do mesmo com a atividade turística. A discussão vai ao encontro da questão referente à preservação dos monumentos históricoculturais frente à recente procura e consumo dos mesmos pelos turistas. Do ponto de vista nacional, o estudo aborda o panorama histórico a respeito da política brasileira de preservação do patrimônio histórico no Brasil, dando ênfase ao órgão responsável pela preservação do patrimônio histórico na Paraíba, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Paraibano - IPHAEP, analisando a sua atuação ao longo dos anos de seu funcionamento. Finalmente, o Conjunto Franciscano de João Pessoa é abordado através de sua história, além de uma breve descrição sobre sua estrutura e os elementos que o compõem como meio de justificar a sua riqueza arquitetônica, histórica e cultural. Dando continuidade, o trabalho permite uma análise do local como um atrativo turístico, apontando possíveis problemas quanto à sua preservação/ conservação. Palavras-Chave: Turismo Cultural; Patrimônio Histórico; Políticas de Preservação; IPHAEP; Igreja de São Francisco; Paraíba.

10 ABSTRACT Past and Present: an analysis of the tourist potentiality of Franciscan Convent in João Pessoa This work intends to analyze the origin of the term patrimony and its uses and relations with tourist activity, discussing the preservation of the historical monuments face to the recent consumption of these places by the tourists. With a focus in the Brazilian scene, the dissertation also discusses the historical heritage preservation policies in Brazil, with emphasis in the responsible organ for the cultural and historical heritage preservation in Paraíba, the Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Paraibano (IPHAEP - Historical and Artistic Heritage Institute of Paraíba), analyzing its performance since its foundations. The work does a briefly history of the Franciscan Convent in João Pessoa, besides a short architectural analysis of its structure and artistic elements, as a way to show its importance as one great cultural heritage monument that attracts, since few years ago, a lot of tourists, day by day. As a conclusion, the research analysis the impact of tourist activity in this monument, pointing to problems related to its preservation/ conservation. Keywords: Cultural Tourism; Historical Heritage; Preservation Policies; IPHAEP; St. Francis Church; Paraíba.

11 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Fig. 1 - Fachada da Igreja de São Francisco 52 Fig. 2 - Entalhes da Capela Dourada (detalhe) 53 Fig. 3 - Púlpito da nave da Igreja de São Francisco 55 Fig. 4 - Capela Dourada 56 Fig. 5 - Capela da Ordem Terceira 57 Fig. 6 - Azulejos portugueses da nave da Igreja de São Francisco (detalhe) 58 Fig. 7 - Fonte de São Francisco 59 Fig. 8 - Forro da nave da Igreja de São Francisco (detalhe) 60 Fig. 9 - Claustro do Convento de Santo Antônio 61 Fig Nave da Igreja de São Francisco 62

12 LISTA DE QUADROS 1 - Bens patrimoniais tombados pelo IPHAN na Paraíba entre 1938 e Bens imóveis tombados pelo IPHAEP em João Pessoa Fluxo de visitação anual no Centro Cultural São Francisco ( ) 64

13 SUMÁRIO Resumo Abstract Lista de Ilustrações Lista de Quadros 1. INTRODUÇÃO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E TURISMO Origem e consagração do patrimônio histórico Preservar x consumir Relações entre Patrimônio Histórico e Turismo Usos do patrimônio histórico pelo turismo POLÍTICAS DE PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO As políticas de preservação do patrimônio histórico no Brasil A atuação do IPHAEP na Paraíba Políticas e práticas em áreas revitalizadas O CONJUNTO FRANCISCANO DE JOÃO PESSOA A história: de convento franciscano a centro cultural Um templo monumental O complexo como atrativo turístico CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS ANEXOS...77 ***

14 13 1. INTRODUÇÃO Após a Segunda Guerra Mundial, com a definição das grandes metrópoles, onde se concentrava grande parte da produção material no desenvolvimento industrial, a cidade passa a ser vista como monstro causador do estresse. As desigualdades sociais aumentaram e a qualidade de vida da população passou a ser constantemente prejudicada, devido, entre outros fatores, ao crescimento populacional das áreas urbanas. Este crescimento intensificou-se ao longo do século passado, gerando o estresse urbano, causado pelo cotidiano das grandes metrópoles. Ao mesmo tempo, a indústria do turismo, aliada às conquistas sociais, cresceu e fomentou a divulgação da idéia de que o lazer, através das viagens e mudanças de ambiente, seria a solução e a garantia do bem estar de todos os indivíduos (Cabral et al, 2002, p. 03). Nessa nova ordem mundial, o turismo constitui-se como fenômeno de crescente interesse econômico e fator de desenvolvimento. É cada vez mais comum encontrar a atividade inserida nos discursos acadêmicos e nas políticas públicas dos governos em todo o mundo, quase sempre mostrada como solução para os problemas econômicos e sociais em níveis local, regional ou mesmo nacional. Sendo uma atividade de difícil conceituação devido a sua complexidade multidisciplinar, o turismo é alvo de constantes discussões por parte de pesquisadores e intelectuais dos diversos campos do conhecimento. Conflitos de caráter conceitual sobre a existência da atividade motivada por negócios ou assuntos profissionais, ou ainda, pelo tempo de permanência do indivíduo fora de sua localidade de origem, entre outras, são o centro dessas discussões teóricas. Beni (2002, p ) chega a tratar da conceituação do turismo por meio de três vertentes: a econômica, a técnica e a holística. Apesar da complexidade, não é este o tema a ser tratado aqui, mas sim como se deu o encontro entre a atividade turística e o patrimônio histórico. Os últimos decênios do século XX foram marcados por um despertar da busca pelos atrativos culturais. Tomando-se o interesse pela História, há certo consenso entre estudiosos, que citam como razões para esse fenômeno, por exemplo, a rapidez com que as mudanças vêm ocorrendo na sociedade, assim como a globalização e seu impacto sobre a constituição da identidade individual e coletiva. A rapidez do processo de mudança, não há como negar, trouxe o sentimento de perda do sentido do passado, do desenraizamento e do esquecimento fácil, originando a necessidade de indivíduos e coletividades retomarem seu passado, na busca de elementos que

15 14 permitam uma recomposição de sua identidade. (Freire & Pereira, 2002, p. 121) Assim, se por um lado há uma eliminação do passado, com ênfase num presente sem raízes e sem futuro através dos avanços tecnológicos, de outro existe o excesso dos discursos públicos recheados de apelos históricos, caracterizando um processo paradoxal. Resta a pergunta: o que o turismo tem a ver com tudo isso? Talvez seja preciso, antes de começar essa discussão, pensar um pouco também o conceito de patrimônio, entendido em seu recorte mais amplo como tudo aquilo que constitui herança paterna; bens de família; dotes dos ordinários; (...) complexo de bens materiais ou não, direitos, ações, posses e tudo o mais que pertença a uma pessoa e seja suscetível de apreciação econômica (...) (Ferreira, p. 1047). Mas a partir de quando e como se construiu o conceito de patrimônio como herança da sociedade às gerações futuras? Para responder a essa questão utilizo uma abordagem teórica com base em Choay (2001), onde apresento conceitos de patrimônio e patrimônio histórico, culminando na Revolução Francesa, época onde se originou também a valorização dos conteúdos simbólicos e subjetivos. Foi nessa nova França que surgiram práticas preservacionistas que, aliás, serviram de base para as políticas brasileiras de preservação nos anos 30 do século passado. Foi também quando se iniciou a visão de que o patrimônio poderia ser utilizado de forma rentável através da contemplação dos visitantes. É aí que entra a atividade turística. A partir dessas discussões, percebe-se que a criação de monumentos e a preservação ou não do patrimônio é determinado por fatores ideológicos e estão inseridas dentro da conjuntura social, econômica e política de determinadas épocas. A criação do que se define como monumento tem o propósito de se fazer lembrar, sendo o mesmo fruto da ideologia e do poder dominante de determinada época. As políticas públicas de memória iniciadas na França exprimiam uma verdadeira exaltação da história e contribuíram para a formação de um imaginário coletivo do passado. Portanto, a valorização e a extensão da noção de patrimônio, acrescente-se a preservação de sítios históricos e naturais, a multiplicação de museus e exposições de natureza histórica, são manifestações das políticas e da gestão pública do passado. (Freire & Pereira, 2002, p. 122) Segundo Maurice Halbwachs, a memória, por definição, é coletiva, pois representa uma reconstrução seletiva do passado que não é do indivíduo somente mas está inserida num contexto familiar, social e nacional. Assim, a memória se constitui num elemento formador da identidade, tanto coletiva quanto individual, de grande

16 15 importância para a valorização do indivíduo e dos grupos por reforçar sua auto-estima. (Freire & Pereira, 2002, p. 123). A questão que envolve a memória representa um dos elementos da formação da identidade de um povo. A memória coletiva é a base para a construção da identidade coletiva, constituindo uma força social de grande poder. Le Goff (1994) nos fala que os ocupantes do poder sempre se preocuparam em manipular a memória e o esquecimento, manipulando a memória coletiva. Ainda segundo o historiador francês, tanto os documentos - forma científica da memória coletiva - quanto os monumentos são frutos da seleção que depende das condições de desenvolvimento da sociedade e da ação específica dos historiadores em amplo sentido. Um monumento é feito para lembrar um feito, um acontecimento ou mesmo uma pessoa às gerações futuras. É um dos suportes para a perpetuação da memória e para a formação da identidade coletiva e, segundo Londres (2001, p. 88), a destruição destes seria uma das formas mais eficazes de dominação e segregação social. Desde o Grand Tour - que serviu de base para as viagens turísticas atuais, em que os viajantes abastados buscavam conhecer outras localidades e seus costumes e, com isso, o legado de outras culturas - até a criação de verdadeiros roteiros culturais pelos britânicos na Europa do século XIX, a contribuição para a construção de espaços turísticos foi aumentando gradativamente, à medida que inovações tecnológicas e o desenvolvimento dos transportes foram acontecendo. Isso sem se falar na divulgação dos atrativos considerados merecedores de conhecimento na literatura e, posteriormente, nos guias. A necessidade de se preservar acentuou-se com a Revolução Industrial e dessa vez não apenas motivado por razões ideológicas, já que o grau de destruição começou a se acentuar para dar margem às modificações que ocorriam no cotidiano das cidades. Novas ruas precisavam ser abertas, precisavam ser mais largas para dar espaço à quantidade de veículos e pessoas que transitavam. As leis de preservação e restauro começaram a fazer frente ao irremediável, ou seja, o crescimento das cidades ocasionado pelo progresso. Como já falado anteriormente, nos últimos anos houve um aumento na busca por atrativos culturais. Atualmente a arte, a cultura e a arquitetura têm sido alguns dos principais alvos do turismo em todo o mundo. A cada ano, milhões de dólares são movimentados pelo fluxo de turistas à procura de lugares que proporcionem não só lazer, mas o conhecimento de novas culturas. Porém, convém dizer que a busca em conhecer o outro não é algo recente. Meneses (2004, p. 20) nos fala que é próprio do

17 16 homem buscar as diferenças culturais assim como tentar compreender os significados dos lugares e dos grupos sociais diferentes com os quais ele está acostumado a se relacionar. De acordo com a Organização Mundial de Turismo, o turismo cultural seria caracterizado pela procura por cultura, artes, estudos, monumentos, festivais, artes cênicas, sítios históricos e arqueológicos, manifestações folclóricas e peregrinações. Ou seja, a definição para o turismo cultural é muito ampla. Se, por um lado, houve esse aumento no número de pessoas que buscam algo diferente do turismo de sol e praia, por outro lado, esse tipo de turismo, tido como uma forma de se buscar conhecimento é, na maior parte das vezes, usado apenas como objeto que é exposto, sem estimular o visitante a pensar sobre seu valor e a importância que ele tem devido à sua relação com a comunidade local. Essas pessoas não são estimuladas a pensar sobre a dinâmica da cultura visitada (Meneses, 2004, p. 21). Também são culturais as formas de consumo e de uso das construções culturais, já que esse consumo pode preservá-las ou transformá-las. Hoje temos uma verdadeira indústria cultural que, através da mídia, constrói novos atrativos para serem consumidos a cada novo dia, de forma cada vez mais rápida. Exemplo disso é o fato das visitas guiadas aos locais culturais serem realizadas de maneira cada vez mais rápida. É assim que ocorre com os produtos massificados: após serem consumidos e esquecidos, a única lembrança que os turistas irão ter são as fotos em frente aos principais atrativos. Desde 1978 a UNESCO vem atribuindo anualmente a classificação de patrimônio da humanidade. As políticas públicas do final do século XX caracterizaram-se principalmente por apresentar uma clara intensificação dos processos de patrimonialização e na corrida em busca dessa classificação, conferindo assim maior status e visibilidade turística às localidades detentoras desses bens. O status de patrimônio mundial confere às localidades maior competitividade no que se refere ao turismo histórico e patrimonial. Assim, a classificação da UNESCO acabou por favorecer a expansão do patrimônio como uma verdadeira indústria cultural. De acordo com Peixoto (2002, p. 42) o patrimônio mundial acaba por ser contrário à sua ideologia inicial e, ao invés de funcionar como um instrumento de reconciliação mundial, acaba se transformando em causa de conflito nacional e local. Como justificativa para essa corrida, ressaltam-se as mudanças estruturais ocorridas na economia, a expansão do mercado turístico aliado a um mercado urbano de lazeres e às políticas urbanas.

18 17 Com tanto apelo às questões culturais, principalmente em relação às políticas de preservação atuais, percebe-se várias tentativas de dar novos usos aos imóveis tombados. Os fins culturais e turísticos acabam sendo os mais comuns: (...) a própria reutilização do patrimônio edificado é uma problemática a ser pensada e bem questionada não só em relação a seu uso e público destinado como também para a re-significação que este prédio obterá perante a comunidade local que o utiliza ou que o identifica de acordo com a sua função atual. (Pontes & Oliveira, 2005) No Brasil, a preocupação com a preservação (e até mesmo a criação) do patrimônio histórico inicia-se em 1808, com a chegada da Corte ao país. Foram então criados lugares da memória que acabariam como instrumentos de constituição da nacionalidade. Mas a prática da preservação do patrimônio no Brasil se estabelece a partir de 1930, efetivado no governo de Getúlio Vargas, através do Decreto n de 12 de julho de E na Paraíba, a atenção para o patrimônio surgiu de uma cobrança por parte do Governo Federal para com os Estados. E com relação ao patrimônio imaterial, a discussão apenas inicia-se a partir dos anos 70 do século passado. O objeto de minha pesquisa foi escolhido por estar inserido nessa discussão que, cada vez mais, tem despertado interesse por parte da comunidade acadêmica e da sociedade em geral: a relação entre turismo e patrimônio histórico. Se por um lado temos o turismo, atividade globalizante, por outro se busca a preservação e manutenção de elementos formadores do patrimônio de uma localidade e, conseqüentemente, definidores da identidade local. A preservação dos valores culturais e ambientais caracteriza-se, crescentemente, como uma tendência da atualidade. A valorização das coisas locais, em contraposição à globalização da economia e da comunicação, reveste de importância a manutenção de identidades específicas, que garantam às pessoas a referência do seu lugar. (Simão, 2001, p. 15) O conjunto franciscano de João Pessoa é composto pela Igreja de São Francisco e pelo Convento de Santo Antônio. Abriga um Centro Cultural e é, sem dúvida, um dos mais importantes conjuntos barrocos do país. Também é considerado um dos nossos melhores produtos turísticos, sendo indispensável sua visitação por parte dos turistas que vêm à cidade de João Pessoa, fazendo parte, obrigatoriamente, dos roteiros de city tours em João Pessoa. A pesquisa é oportuna, uma vez que irá permitir uma análise da origem e a consagração do patrimônio histórico e a questão referente à preservação dos monumentos frente à recente procura e consumo dos mesmos. Além desses aspectos,

19 18 falarei ainda no segundo capítulo a respeito de como e por que se originou o casamento entre turismo e patrimônio histórico-cultural e os usos do mesmo pela atividade turística. No terceiro capítulo considero de grande valia traçar um panorama histórico a respeito da política brasileira de preservação do patrimônio histórico no Brasil, e em particular sobre o órgão responsável pela preservação do patrimônio histórico no Estado da Paraíba - o IPHAEP -, onde farei uma análise de sua atuação ao longo dos anos. Ainda nesse capítulo falarei um pouco sobre a prática dessas políticas em áreas revitalizadas. No quarto capítulo falarei sobre o objeto de pesquisa em si traçando um panorama histórico sobre o lugar, desde suas origens até os dias atuais. Descreverei um pouco sua estrutura e os elementos que o compõem como meio de justificar a sua riqueza arquitetônica, histórica e cultural. E por fim, farei uma análise do local como atrativo turístico, onde também apontarei possíveis problemas quanto à preservação do Conjunto Franciscano de João Pessoa. Por abrigar tanta riqueza histórica e cultural, o Conjunto Franciscano poderia, sem dúvida, ser mais bem trabalhado turisticamente, atentando para o fato de despertar, nos próprios pessoenses e paraibanos, um resgate por suas origens, sua história e a sensação de identidade local. Em relação à metodologia utilizada, numa primeira etapa a pesquisa deu-se por meio de material bibliográfico, como livros, jornais, revistas, artigos e documentos, onde foram analisadas com mais profundidade as questões abordadas nos fundamentos teórico-metodológicos desse trabalho, com especial atenção à importância do Conjunto Franciscano no que se refere ao patrimônio arquitetônico, histórico e artístico. A utilização de entrevistas com autoridades eclesiásticas, funcionários do Conjunto Franciscano e guias de turismo também se fez oportuna, uma vez que pôde identificar com maior clareza os problemas enfrentados pelo mesmo e pela atividade turística em João Pessoa, de modo geral. Finalmente, a observação indireta dos guias de turismo e a aplicação de questionários aos visitantes foram utilizadas para indicar como o Conjunto Franciscano vem sendo explorado turisticamente, dando margem a discussões para que o turismo possa se consolidar de maneira permanente e sustentável e que se torne um aliado à preservação/ conservação do local. ***

20 19 2. PATRIMÔNIO HISTÓRICO E TURISMO 2.1. ORIGEM E CONSAGRAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO Inicialmente, o sentido da palavra patrimônio estava relacionado à herança familiar e aos bens materiais que uma família possuía. A partir do século XVII, na França, onde o poder público começou a tomar as primeiras medidas de proteção aos monumentos de valor para a história das nações, que o significado da palavra patrimônio passou a se estender também aos bens protegidos por lei e pela ação de órgãos especialmente constituídos para essa finalidade. A criação de bens nacionais intensificou-se durante o século XIX e serviu para criar referenciais comuns a todos que habitavam um mesmo território, unificá-los em torno de pretensos interesses e tradições comuns, resultando na imposição de uma língua nacional, de costumes nacionais, de uma história nacional que se sobrepôs às memórias particulares e regionais. (...) O patrimônio passou a ser, assim, uma construção social de extrema importância política. (Rodrigues, 2002, p. 16) Assim, patrimônio indica uma escolha oficial, é construído para representar o passado histórico e cultural de uma sociedade: ele depende das concepções a respeito do que, para que e por que conservar, e seu significado se modifica de acordo com as circunstâncias do momento. A palavra monumento, originada no latim monumentum, remete a momento ou lembrança (Camargo, 2002, p. 24). Caracterizado pelo sentido de que é feito para lembrar, o monumento serve de suporte para a perpetuação da memória coletiva. São edificações ou construções com o objetivo de perpetuar a lembrança de um fato, de uma pessoa ou de um povo. Já o monumento histórico foi construído pelo patrimônio nacional. São aqueles selecionados, entre outros, para servir de referência do passado, e aos quais é atribuído o valor de testemunho. A seleção desses suportes e os sentidos que lhes são atribuídos indicam as relações de poder que prevalecem em uma sociedade ao longo do tempo (Londres, 2001, p ). Assim, se os monumentos são destruídos por razões ideológicas para que sejam apagados da memória, os monumentos históricos são símbolos que se quer perpetuar. Em relação aos valores atribuídos aos monumentos, o primeiro é o valor nacional, que foi fundamental para a tomada de medidas de conservação e o qual legitimou todos os outros valores. O valor cognitivo (igualmente educativo) mostra que os monumentos são portadores de conhecimentos específicos e gerais, ou seja, são testemunhas da

21 20 história e que, segundo Choay (2001, p. 117), funcionam como introdução a uma pedagogia geral do civismo. Temos ainda o valor econômico e sua importância para atrair visitantes estrangeiros e, finalmente, o valor artístico. Monumentos e documentos são frutos de uma seleção que depende das condições de desenvolvimento de uma sociedade e da ação dos historiadores. A questão que envolve a memória representa um dos elementos da formação da identidade de um povo. Segundo Le Goff (1994, p. 535), a memória coletiva e sua forma científica, a histórica, aplicam-se a dois tipos de materiais: os documentos e os monumentos. Ambos, portanto, são suportes para a perpetuação da memória e para a formação da identidade coletiva. Já para Londres, a destruição dos suportes da memória coletiva de um grupo é uma das formas mais eficazes de dominação e de segregação social (2001, p. 88). Localizando historicamente, a origem da preservação do patrimônio está atrelada à Revolução Francesa, passando por inúmeras fases desde 1789 até Porém, (...) a formação de um modelo de preservação conduzido como política de Estado que, se surgiu nesse período, só irá tornar-se consistente, na própria França, 60 anos após a queda da Bastilha. (Camargo, 2002, p ) Na Revolução Francesa, não houve cogitação sobre o aproveitamento da Bastilha para outros fins, mesmo sendo uma edificação com importância histórica. Isso tudo por que a mesma representava um símbolo do poder real e do Estado monárquico. Queriase, então, acabar com todos os símbolos que lembrassem a pessoa do rei. A criação de monumentos e a preservação ou não do patrimônio é determinado por fatores ideológicos e estão inseridos dentro da conjuntura social, econômica e política de determinada época. Segundo Camargo, embates entre ideologias distintas podem produzir a necessidade de fazer desaparecer monumentos que simbolizam os opositores a que se quer combater (2002, p. 13). Foi nesse meio de destruição por motivações ideológicas que surgiram as primeiras práticas de preservação de bens, que mais tarde constituiriam o que hoje chamamos de patrimônio. A política de preservação nasceu, assim, por razões práticas. Com a extinção da monarquia, seus bens, assim como os do clero e dos emigrados 1, passaram a ser propriedade do Estado republicano. Esses bens, juntamente com a concepção de Estado Nacional, passaram a constituir os Bens Nacionais. 1 Aristocratas que abandonaram a França revolucionária.

22 21 O valor primário do tesouro assim devolvido a todo o povo é econômico. Os responsáveis adotam imediatamente, para designá-lo e gerenciá-lo, a metáfora de espólio. (...) Integradas aos bens patrimoniais sob o efeito de nacionalização, estas se metamorfosearam em valores de troca, em bens materiais que, sob pena de prejuízo financeiro, será preciso preservar e manter. (Choay, 2001, p. 98) Em contrapartida às destruições, que ainda continuavam a fazer parte do espírito revolucionário 2, foi inventado o conceito de patrimônio nacional, ou seja, (...) os cidadãos, com a Revolução Francesa, eram livres e iguais perante a lei (Liberdade/ Igualdade), e, nascidos no país, são todos irmãos (Fraternidade) e herdeiros do mesmo pai, o Estado Nacional. (Camargo, 2002, p. 21) Como Choay, é possível se afirmar que O conceito de patrimônio induz então a uma homogeneização do sentido dos valores (Choay, 2001, p ). A necessidade de se preservar acentuou-se com a Revolução Industrial e dessa vez não apenas motivado por razões ideológicas, já que o grau de destruição começa a se acentuar para dar margem às modificações ocorridas no cotidiano das cidades. A produção em larga escala industrial e, conseqüentemente, seu barateamento, facilitou a construção e demolição das edificações de modo que o valor das mesmas se transferisse para o solo urbano, dando origem à especulação imobiliária (Camargo, 2002, p ). Novas ruas precisavam ser abertas, precisavam ser mais largas para dar espaço à quantidade de veículos e pessoas que transitavam. Além disso, tanto o lazer e o turismo quanto a preservação/conservação do patrimônio cultural são características das sociedades industriais. Os primeiros como conseqüência do não trabalho e necessidade de evasão, e os segundos enquanto herança e identidade cultural que não se quer perder ou, identidade nacional que se quer (re)afirmar. No século XIX, o monumento histórico entra em sua fase de consagração, cujo término pode ser tomado pelo ano de 1964, quando do surgimento da Carta de Veneza 3. Desse modo, depois da Revolução Industrial, o monumento histórico chega mesmo a ter um status definido,...relativo à hierarquia dos valores, de que (...) é investido, suas delimitações espaço-temporais, seu estatuto jurídico e seu tratamento técnico (Choay, 2001, p. 127). A era industrial também contribuiu, ao lado do romantismo, para a atribuição de novos valores, como os da sensibilidade, principalmente estéticos. Como 2 Em 1794 são tomadas as primeiras medidas para conter vândalos. 3 Publicado em 1966, depois da Segunda Guerra Mundial, marca a retomada dos trabalhos teóricos relativos à proteção dos monumentos históricos.

MEMÓRIA SOCIAL - UM REGISTRO DE COSTUMES DA SOCIEDADE DE JOÃO PESSOA NO SÉCULO XX

MEMÓRIA SOCIAL - UM REGISTRO DE COSTUMES DA SOCIEDADE DE JOÃO PESSOA NO SÉCULO XX MEMÓRIA SOCIAL - UM REGISTRO DE COSTUMES DA SOCIEDADE DE JOÃO PESSOA NO SÉCULO XX MOURA FILHA 1, Maria Berthilde CAVALCANTI FILHO 2, Ivan QUEIROZ 3, Louise Costa GONDIM 4, Polyanna Galvão RESUMO Nos últimos

Leia mais

Descubra as Missões: Um Guia Digital de Incentivo ao Conhecimento e Fomento da Cultura nas Regiões das Missões 1

Descubra as Missões: Um Guia Digital de Incentivo ao Conhecimento e Fomento da Cultura nas Regiões das Missões 1 Descubra as Missões: Um Guia Digital de Incentivo ao Conhecimento e Fomento da Cultura nas Regiões das Missões 1 Damaris I. SILVA 2 Anelice BELMONTE 3 Marcia Gabrielle Guimarães LOPES 4 Marcela Guimarães

Leia mais

TURISMO. o futuro, uma viagem...

TURISMO. o futuro, uma viagem... TURISMO o futuro, uma viagem... PLANO NACIONAL DO TURISMO 2007-2010 OBJETIVOS Desenvolver o produto turístico brasileiro com qualidade, contemplando nossas diversidades regionais, culturais e naturais.

Leia mais

Trens turísticos e o patrimônio cultural. Roberta Abalen Dias

Trens turísticos e o patrimônio cultural. Roberta Abalen Dias Trens turísticos e o patrimônio cultural Roberta Abalen Dias Atualmente o Turismo é considerado uma atividade de grande importância econômica, responsável por geração de emprego e renda. Tal atividade

Leia mais

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda www.especifico.com.br DISCIPLINA : Sociologia PROF: Waldenir do Prado DATA:06/02/2012 O que é Sociologia? Estudo objetivo das relações que surgem e se reproduzem, especificamente,

Leia mais

A Nova Velha Praça do Ferreira: signo da requalificação do Centro de Fortaleza.

A Nova Velha Praça do Ferreira: signo da requalificação do Centro de Fortaleza. A Nova Velha Praça do Ferreira: signo da requalificação do Centro de Fortaleza. Ricardo Alexandre Paiva FAUUSP-DAUUFC paiva_ricardo@yahoo.com.br O objeto de estudo do presente trabalho é uma análise do

Leia mais

CULTURA, GASTRONOMIA E TURISMO: DESENVOLVIMENTO LOCAL ESTUDO DE CASO DA III FESTA DA FARINHA DE ANASTÁCIO (MS)

CULTURA, GASTRONOMIA E TURISMO: DESENVOLVIMENTO LOCAL ESTUDO DE CASO DA III FESTA DA FARINHA DE ANASTÁCIO (MS) CULTURA, GASTRONOMIA E TURISMO: DESENVOLVIMENTO LOCAL ESTUDO DE CASO DA III FESTA DA FARINHA DE ANASTÁCIO (MS) 1 TREVIZAN, Fernanda Kiyome Fatori INTRODUÇÃO A promoção dos recursos humanos e do planejamento

Leia mais

Willian Nicolas Varella Graduado em Geografia, Universidade do Sagrado Coração, Bauru/SP E-mail:wnvarella@hotmail.com.

Willian Nicolas Varella Graduado em Geografia, Universidade do Sagrado Coração, Bauru/SP E-mail:wnvarella@hotmail.com. Valorização e resgate cultural, uma experiência no projeto Rondon: a importância das pessoas responsáveis pela perpetuação da cultura local da cidade de Palmeirina-PE Willian Nicolas Varella Graduado em

Leia mais

Seminário Internacional do Museu Histórico Nacional

Seminário Internacional do Museu Histórico Nacional Seminário Internacional do Museu Histórico Nacional Ponta do Calabouço e adjacências: história, memória e patrimônio nos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro CHAMADA PÚBLICA DE TRABALHOS A faixa de terra

Leia mais

CARTA DE NIZHNY TAGIL SOBRE O PATRIMÓNIO INDUSTRIAL The International Committee for the Conservation of the Industrial Heritage (TICCIH) Julho 2003

CARTA DE NIZHNY TAGIL SOBRE O PATRIMÓNIO INDUSTRIAL The International Committee for the Conservation of the Industrial Heritage (TICCIH) Julho 2003 PORTUGUÊS (Obrigado APPI) CARTA DE NIZHNY TAGIL SOBRE O PATRIMÓNIO INDUSTRIAL The International Committee for the Conservation of the Industrial Heritage (TICCIH) Julho 2003 O TICCIH The International

Leia mais

Diferenças entre o mundo rural e o urbano.

Diferenças entre o mundo rural e o urbano. Oficina Urbanização Esta oficina tem como objetivo analisar uma das principais características do mundo atual; a vida em cidades. Pretendemos compreender a evolução das cidades na história e como se configuram

Leia mais

CASTRIOTA, L.B. Patrimônio Cultural. Conceitos, políticas, instrumentos. São Paulo: Annablume; Belo Horizonte: IEDS, 2009.

CASTRIOTA, L.B. Patrimônio Cultural. Conceitos, políticas, instrumentos. São Paulo: Annablume; Belo Horizonte: IEDS, 2009. INVENTÁRIO DE BENS CULTURAIS DE RIBEIRÃO PRETO SP Henrique Telles Vichnewski 1 Lílian Rodrigues de O. Rosa 2 Nainôra Maria B. de Freitas 3 O Inventário de Bens Culturais de Ribeirão Preto faz parte do

Leia mais

XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO

XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO MPH0813 PLANO NACIONAL DE TURISMO: UM CAMINHO PARA A BUSCA DO DESENVOLVIMENTO

Leia mais

cerca de 200 crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social do Centro Histórico e da periferia de Salvador.

cerca de 200 crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social do Centro Histórico e da periferia de Salvador. I ENCONTRO, CAPOEIRA e PATRIMÔNIO IMATERIAL no BRASIL: perspectivas para a implementação de políticas públicas de salvaguarda da Capoeira. Local: UFF Niterói RJ Data: 3 de setembro de 2006 às 16:00 h Tema:

Leia mais

As práticas do historiador: experiências do Laboratório de Documentação do Curso de História da Universidade Cruzeiro do Sul UNICSUL

As práticas do historiador: experiências do Laboratório de Documentação do Curso de História da Universidade Cruzeiro do Sul UNICSUL As práticas do historiador: experiências do Laboratório de Documentação do Curso de História da Universidade Cruzeiro do Sul UNICSUL Profa. Dra. Ana Barbara A. Pederiva Professora da Universidade Cruzeiro

Leia mais

EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA

EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA Autores: FIGUEIREDO 1, Maria do Amparo Caetano de LIMA 2, Luana Rodrigues de LIMA 3, Thalita Silva Centro de Educação/

Leia mais

Memória coletiva: entre a resistência cultural e a criação do produto turístico na Ilha Grande:

Memória coletiva: entre a resistência cultural e a criação do produto turístico na Ilha Grande: Memória coletiva: entre a resistência cultural e a criação do produto turístico na Ilha Grande: HELENA CATÃO H. FERREIRA * Ao mesmo tempo em que podemos observar um refazer constante de resgates de memórias

Leia mais

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA ENSINO MÉDIO ÁREA CURRICULAR: CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS DISCIPLINA: HISTÓRIA SÉRIE 1.ª CH 68 ANO 2012 COMPETÊNCIAS:. Compreender

Leia mais

CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL

CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL 2002 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL A Conferência Geral, Reafirmando seu compromisso com a plena realização dos direitos

Leia mais

PELOTAS: Cidade rica em patrimônio cultural e histórico imaterial e material.

PELOTAS: Cidade rica em patrimônio cultural e histórico imaterial e material. PELOTAS: Cidade rica em patrimônio cultural e histórico imaterial e material. O surgimento das Charqueadas e sua importância econômica Ogadofoiabasedaeconomiagaúchaduranteumlongoperíododahistória do Rio

Leia mais

A preservação dos documentos da Justiça do Trabalho 1

A preservação dos documentos da Justiça do Trabalho 1 A preservação dos documentos da Justiça do Trabalho 1 A globalização produziu um acentuado processo de perda de identidade individual e de comunidades. No final do século XX, o mundo assistiu a um acentuado

Leia mais

Estruturas institucionais esfera federal

Estruturas institucionais esfera federal Estruturas institucionais esfera federal Departamento do Patrimônio Imaterial Princípio de atuação: respeito à diversidade cultural e valorização da diferença são os princípios organizadores da atuação

Leia mais

PLANIFICAÇÃO A LONGO PRAZO HISTÓRIA A. (sujeita a reajustamentos) 1º PERÍODO

PLANIFICAÇÃO A LONGO PRAZO HISTÓRIA A. (sujeita a reajustamentos) 1º PERÍODO PLANIFICAÇÃO A LONGO PRAZO HISTÓRIA A 10º Ano Ano Lectivo - 2012/2013 (sujeita a reajustamentos) Prof. ª Irene Lopes 1º PERÍODO MÓDULO 0 ESTUDAR E APRENDER HISTÓRIA MÓDULO 1 RAÍZES MEDITERRÂNICADA CIVILIZAÇÃO

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL PARA O DESENVOLVIMENTO DO TURISMO CULTURAL

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL PARA O DESENVOLVIMENTO DO TURISMO CULTURAL A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL PARA O DESENVOLVIMENTO DO TURISMO CULTURAL Claudiana Y Castro RESUMO: O presente artigo propõe uma reflexão sobre a importância da Educação Patrimonial para o desenvolvimento

Leia mais

Preservacionismo PRESERVAÇÃO metodologia preservacionista

Preservacionismo PRESERVAÇÃO metodologia preservacionista Preservacionismo PRESERVAÇÃO (do latim praeservare = observar previamente) tem o sentido atual de guardar ou conservar os bens culturais para os próximos tempos, sendo uma medida políticoadministrativa.

Leia mais

PAISAGEM URBANA A IDENTIDADE CULTURAL E SOCIAL LAPEANA, ATRAVÉS DO PATRIMÔNIO EDIFICADO DA CIDADE DA LAPA

PAISAGEM URBANA A IDENTIDADE CULTURAL E SOCIAL LAPEANA, ATRAVÉS DO PATRIMÔNIO EDIFICADO DA CIDADE DA LAPA PAISAGEM URBANA A IDENTIDADE CULTURAL E SOCIAL LAPEANA, ATRAVÉS DO PATRIMÔNIO EDIFICADO DA CIDADE DA LAPA Karin Comerlatto da Rosa kcomerlattodarosa@yahoo.com.br Resumo: A história da Lapa está presente

Leia mais

PROFª CLEIDIVAINE DA S. REZENDE Disc. Sociologia / 1ª Série

PROFª CLEIDIVAINE DA S. REZENDE Disc. Sociologia / 1ª Série PROFª CLEIDIVAINE DA S. REZENDE Disc. Sociologia / 1ª Série 1 - DEFINIÇÃO Direitos e deveres civis, sociais e políticos usufruir dos direitos e o cumprimento das obrigações constituem-se no exercício da

Leia mais

A DIVERSIDADE CULTURAL: UM ELO ENTRE A MATEMÁTICA E OUTROS SABERES

A DIVERSIDADE CULTURAL: UM ELO ENTRE A MATEMÁTICA E OUTROS SABERES A DIVERSIDADE CULTURAL: UM ELO ENTRE A MATEMÁTICA E OUTROS SABERES Marilene Rosa dos Santos Coordenadora Pedagógica de 5ª a 8ª séries da Prefeitura da Cidade do Paulista rosa.marilene@gmail.com Ana Rosemary

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS DE PATRIMNIO E GESTÃO DAS CIDADES. As políticas públicas de patrimônio objetivam a manutenção de bens que representem

POLÍTICAS PÚBLICAS DE PATRIMNIO E GESTÃO DAS CIDADES. As políticas públicas de patrimônio objetivam a manutenção de bens que representem POLÍTICAS PÚBLICAS DE PATRIMNIO E GESTÃO DAS CIDADES Regina Andréa Martins 1 - CUNP 1- INTRODUÇÃO As políticas públicas de patrimônio objetivam a manutenção de bens que representem os valores de uma sociedade,

Leia mais

5.1 Planificação a médio prazo. 1. A Revolução Americana, uma revolução fundadora. 28 aulas

5.1 Planificação a médio prazo. 1. A Revolução Americana, uma revolução fundadora. 28 aulas 5.1 Planificação a médio prazo 28 aulas Conteúdos programáticos Segundo o Programa Oficial (março de 2001) TH11 Parte 2 (pp.) Saberes/Aprendizagens 1. A Revolução Americana, uma revolução fundadora 1.1.

Leia mais

A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA

A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA Shirlei de Souza Correa - UNIVALI 1 Resumo: No contexto educacional pode-se considerar a gestão escolar como recente, advinda das necessidades

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL 4ª CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO SUB-GRUPO DE TRABALHO DE TRATADOS INTERNACIONAIS

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL 4ª CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO SUB-GRUPO DE TRABALHO DE TRATADOS INTERNACIONAIS FORMULÁRIO DESCRITIVO DA NORMA INTERNACIONAL Norma Internacional: Convenção para a Salvaguarda do patrimônio Cultural Imaterial Assunto: Proteção do Patrimônio Cultural Imaterial Decreto: 5208 Entrada

Leia mais

CARTOGRAFIA DE MEMÓRIAS NA REGIÃO DE SÃO RAIMUNDO NONATOPI

CARTOGRAFIA DE MEMÓRIAS NA REGIÃO DE SÃO RAIMUNDO NONATOPI CARTOGRAFIA DE MEMÓRIAS NA REGIÃO DE SÃO RAIMUNDO NONATOPI Bruno Vitor de Farias Vieira Discente do 4 ano do Ensino Médio Integrado em Hospedagem CEEP Gercílio de Castro Macedo Orientadora: Ana Isabel

Leia mais

VIAGEM DA DESCOBERTA DO BRASIL: UM PASSEIO PELA CONSTRUÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO NACIONAL.

VIAGEM DA DESCOBERTA DO BRASIL: UM PASSEIO PELA CONSTRUÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO NACIONAL. VIAGEM DA DESCOBERTA DO BRASIL: UM PASSEIO PELA CONSTRUÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO NACIONAL. UILSON NUNES DE OLIVEIRA FIO/FAT O presente trabalho nasceu de minhas inquietações a respeito dos vários problemas

Leia mais

PERPECTIVAS DO PROJETO LIGA DE INVENTORES DA UFG * Renan Dias ROSA 1, Getúlio Antero de DEUS JÚNIOR 2

PERPECTIVAS DO PROJETO LIGA DE INVENTORES DA UFG * Renan Dias ROSA 1, Getúlio Antero de DEUS JÚNIOR 2 PERPECTIVAS DO PROJETO LIGA DE INVENTORES DA UFG * Renan Dias ROSA 1, Getúlio Antero de DEUS JÚNIOR 2 1 Bolsista do PET EEEC/UFG; renandiasrosa@gmail.com. 2 Professor Tutor do PET EEEC /UFG; getulio@eeec.ufg.br.

Leia mais

A preocupação com a memória e o Patrimônio Cultural vem ganhando espaço,

A preocupação com a memória e o Patrimônio Cultural vem ganhando espaço, MEMÓRIA GASTRONÔMICA E PATRIMÔNIO CULTURAL LONDRINENSE GASTRONOMIC MEMORY AND LONDRINENSE CULTURAL HERITAGE Prof. Dr. Leandro Henrique Magalhães 1 Profa. Dra. Mirian Cristina Maretti 1 Sonia Maria Dantas

Leia mais

3.3. Conselho escolar e autonomia: participação e democratização da gestão administrativa, pedagógica e financeira da educação e da escola

3.3. Conselho escolar e autonomia: participação e democratização da gestão administrativa, pedagógica e financeira da educação e da escola 3.3. Conselho escolar e autonomia: participação e democratização da gestão administrativa, pedagógica e financeira da educação e da escola João Ferreira de Oliveira - UFG Karine Nunes de Moraes - UFG Luiz

Leia mais

Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena

Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena Curso: Especialização em Psicopedagogia Módulo: Noções Fundamentais de Direito

Leia mais

INTRODUÇÃO À GESTÃO DE PESSOAS Comparativo entre idéias

INTRODUÇÃO À GESTÃO DE PESSOAS Comparativo entre idéias FACULDADE GOVERNADOR OZANAM COELHO PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DE PESSOAS INTRODUÇÃO À GESTÃO DE PESSOAS Comparativo entre idéias ALINE GUIDUCCI UBÁ MINAS GERAIS 2009 ALINE GUIDUCCI INTRODUÇÃO À GESTÃO DE

Leia mais

ENTRE A LEI, OS COSTUMES E O DESENVOLVIMENTO: O PROJETO URBANÍSTICO DE 1970 EM MONTES CLAROS/MG.

ENTRE A LEI, OS COSTUMES E O DESENVOLVIMENTO: O PROJETO URBANÍSTICO DE 1970 EM MONTES CLAROS/MG. ENTRE A LEI, OS COSTUMES E O DESENVOLVIMENTO: O PROJETO URBANÍSTICO DE 1970 EM MONTES CLAROS/MG. Michael Jhonattan Delchoff da Silva. Universidade Estadual de Montes Claros- Unimontes. maicomdelchoff@gmail.com

Leia mais

A EDUCAÇÃO, A CULTURA, O ESPORTE E O LAZER PARA OS IDOSOS

A EDUCAÇÃO, A CULTURA, O ESPORTE E O LAZER PARA OS IDOSOS A EDUCAÇÃO, A CULTURA, O ESPORTE E O LAZER PARA OS IDOSOS Agostinho Both3 3, Carmen Lucia da Silva Marques 3,José Francisco Silva Dias 3 As instituições, em especial as educacionais, não podem se furtar

Leia mais

O Patrimônio arqueológico como elemento do Patrimônio Cultural

O Patrimônio arqueológico como elemento do Patrimônio Cultural O Patrimônio arqueológico como elemento do Patrimônio Cultural Adriana Machado Pimentel de Oliveira Kraisch Mestranda do Programa de Pós-graduação em História da UFPB E-mail: adriana.butija@gmail.com Palavras-chave:

Leia mais

Declaração da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente

Declaração da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Declaração da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente; Tendo-se reunido em Estocolmo de 5 a 16 de junho de 1972; Tendo considerado a necessidade

Leia mais

INTERPRETAR O PATRIMÔNIO LOCAL: PROJETO DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL PARA PROFESSORES

INTERPRETAR O PATRIMÔNIO LOCAL: PROJETO DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL PARA PROFESSORES DOI: 10.4025/4cih.pphuem.268 INTERPRETAR O PATRIMÔNIO LOCAL: PROJETO DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL PARA PROFESSORES Simone Aparecida Pinheiro de Almeida i INTRODUÇÃO Pensar os conteúdos significa refletir acerca

Leia mais

4528 Diário da República, 1.ª série N.º 147 1 de agosto de 2013

4528 Diário da República, 1.ª série N.º 147 1 de agosto de 2013 4528 Diário da República, 1.ª série N.º 147 1 de agosto de 2013 Decreto Legislativo Regional n.º 9/2013/A PRIMEIRA ALTERAÇÃO AO DECRETO LEGISLATIVO REGIONAL N.º 19/2011/A, DE 16 DE JUNHO, QUE REGULA O

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR RESOLUÇÃO Nº 6, DE 2 DE FEVEREIRO DE 2006 1

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR RESOLUÇÃO Nº 6, DE 2 DE FEVEREIRO DE 2006 1 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR RESOLUÇÃO Nº 6, DE 2 DE FEVEREIRO DE 2006 1 Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em Arquitetura

Leia mais

Paulo Lopes Rodrigues Geografia FCT/UNESP- Presidente Prudente. paulo.lopez01@hotmail.com Pesquisa em estágio inicial

Paulo Lopes Rodrigues Geografia FCT/UNESP- Presidente Prudente. paulo.lopez01@hotmail.com Pesquisa em estágio inicial Paulo Lopes Rodrigues Geografia FCT/UNESP- Presidente Prudente. paulo.lopez01@hotmail.com Pesquisa em estágio inicial PASSADO E PRESENTE: A (RE) CONSTRUÇÃO DA PAISAGEM URBANA DO MUNICIPÍO DE ITAPETININGA.

Leia mais

TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, INTERDISCIPLINARIDADE E CONTEXTUALIZAÇÃO

TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, INTERDISCIPLINARIDADE E CONTEXTUALIZAÇÃO TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, INTERDISCIPLINARIDADE E CONTEXTUALIZAÇÃO Como já vimos, a proposta pedagógica é uma articuladora de intenções educativas onde se definem as competências, os conteúdos, os recursos

Leia mais

PROJETO MUTAÇÕES: Cada um na sua, mas todos ligados em rede O mundo e o planeta Urbanização e cidades Globalização: o mundo em toda parte

PROJETO MUTAÇÕES: Cada um na sua, mas todos ligados em rede O mundo e o planeta Urbanização e cidades Globalização: o mundo em toda parte PROJETO MUTAÇÕES: O início do século XXI impressiona não apenas pelo volume das mudanças que se efetivaram em todos os campos da ação humana, mas também na velocidade com que elas têm se processado. Em

Leia mais

MINIFÓRUM CULTURA 10. Fórum Permanente para Elaboração do Plano Municipal de Cultura 2012 a 2022 RELATÓRIA DA AUDIÊNCIA PÚBLICA

MINIFÓRUM CULTURA 10. Fórum Permanente para Elaboração do Plano Municipal de Cultura 2012 a 2022 RELATÓRIA DA AUDIÊNCIA PÚBLICA MINIFÓRUM CULTURA 10 Fórum Permanente para Elaboração do Plano Municipal de Cultura 2012 a 2022 RELATÓRIA DA AUDIÊNCIA PÚBLICA Orientação aprovada: Que a elaboração do Plano Municipal de Cultura considere

Leia mais

O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: UM EMBATE ENTRE O ATUAL E A MEMÓRIA. Élcio Aloisio FRAGOSO 1

O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: UM EMBATE ENTRE O ATUAL E A MEMÓRIA. Élcio Aloisio FRAGOSO 1 1 O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: UM EMBATE ENTRE O ATUAL E A MEMÓRIA Élcio Aloisio FRAGOSO 1 Resumo O novo acordo ortográfico já rendeu uma série de discussões sob pontos de vistas bem distintos. O acordo

Leia mais

Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho. Direitos Autorais: Faculdades Signorelli

Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho. Direitos Autorais: Faculdades Signorelli Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho Direitos Autorais: Faculdades Signorelli "O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém, desviamo-nos dele. A cobiça envenenou a alma dos homens,

Leia mais

Programa de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais. Secretaria Nacional de Programas Urbanos

Programa de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais. Secretaria Nacional de Programas Urbanos Programa de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais Secretaria Nacional de Programas Urbanos CONCEITOS Área Urbana Central Bairro ou um conjunto de bairros consolidados com significativo acervo edificado

Leia mais

O entendimento da noção de campo levou-os a concluir que a consagração das práticas esportivas se organizou do mesmo modo que as práticas sociais dos

O entendimento da noção de campo levou-os a concluir que a consagração das práticas esportivas se organizou do mesmo modo que as práticas sociais dos 144 Conclusão Neste trabalho estudamos o padrão de significados incorporados aos símbolos do futebol. Como metodologia para a análise gráfica, baseamo-nos no entendimento de que a forma está associada

Leia mais

Memória e discurso: reflexões sobre a trajetória do ensino de espanhol a. partir da análise de textos oficiais

Memória e discurso: reflexões sobre a trajetória do ensino de espanhol a. partir da análise de textos oficiais Memória e discurso: reflexões sobre a trajetória do ensino de espanhol a partir da análise de textos oficiais Maria Cecília do Nascimento Bevilaqua (UERJ) Apresentação Quem não se lembra da ênfase dada

Leia mais

PRESIDÊNCIA DO GOVERNO Resolução do Conselho do Governo n.º 145/2015 de 16 de Setembro de 2015

PRESIDÊNCIA DO GOVERNO Resolução do Conselho do Governo n.º 145/2015 de 16 de Setembro de 2015 PRESIDÊNCIA DO GOVERNO Resolução do Conselho do Governo n.º 145/2015 de 16 de Setembro de 2015 Considerando que José Christiano de Freitas Henrique Júnior foi um açoriano, nascido e criado nos Açores,

Leia mais

TURISMO E EDUCAÇÃO JUNTO À

TURISMO E EDUCAÇÃO JUNTO À TURISMO E EDUCAÇÃO JUNTO À COMUNIDADE: O ENSINO SUPERIOR ATUANDO EM ARARAQUARA. Eduarda Escila Ferreira Lopes* Nádia Pizzolitto** Turismo e educação junto à comunidade: City Tour Hoje o turismo assume

Leia mais

VOCÊ CONSOME O QUE? - CONSUMO, STATUS, RESÍDUOS E EDUCAÇÃO AMBIENTAL GULLA, CLAUDIO EDUARDO 1 - UERJ. DUARTE, Luana 2 UERJ. SILVA, Tairis 3 UERJ

VOCÊ CONSOME O QUE? - CONSUMO, STATUS, RESÍDUOS E EDUCAÇÃO AMBIENTAL GULLA, CLAUDIO EDUARDO 1 - UERJ. DUARTE, Luana 2 UERJ. SILVA, Tairis 3 UERJ VOCÊ CONSOME O QUE? - CONSUMO, STATUS, RESÍDUOS E EDUCAÇÃO AMBIENTAL GULLA, CLAUDIO EDUARDO 1 - UERJ claudioeduardouerjped@gmail.com DUARTE, Luana 2 UERJ Luanycristine_87@hotmail.com SILVA, Tairis 3 UERJ

Leia mais

3.360 H/AULA (*) CURRÍCULO PLENO/

3.360 H/AULA (*) CURRÍCULO PLENO/ MATRIZ CURRICULAR Curso: Graduação: Regime: Duração: HISTÓRIA LICENCIATURA PLENA SERIADO ANUAL 3 (TRÊS) ANOS LETIVOS Integralização: A) TEMPO TOTAL - MÍNIMO = 03 (TRÊS) ANOS LETIVOS - MÁXIMO = 05 (CINCO)

Leia mais

METODOLOGIA SEBRAE BAHIA PARA PÓLOS DE EMPREENDEDORISMO CULTURAL

METODOLOGIA SEBRAE BAHIA PARA PÓLOS DE EMPREENDEDORISMO CULTURAL Trabalho apresentado no III ENECULT Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura, realizado entre os dias 23 a 25 de maio de 2007, na Faculdade de Comunicação/UFBa, Salvador-Bahia-Brasil. METODOLOGIA

Leia mais

INTERVENÇÕES SOBRE O PATRIMÔNIO URBANO: MODELOS E PERSPECTIVAS Leonardo Barci Castriota

INTERVENÇÕES SOBRE O PATRIMÔNIO URBANO: MODELOS E PERSPECTIVAS Leonardo Barci Castriota INTERVENÇÕES SOBRE O PATRIMÔNIO URBANO: MODELOS E PERSPECTIVAS Leonardo Barci Castriota Do jeito que vem sendo praticada, a preservação é um estatuto que consegue desagradar a todos: o governo fica responsável

Leia mais

SOCIOLOGIA CLÁSSICA A CONTRIBUIÇÃO DO PENSAMETO DE MAX WEBER

SOCIOLOGIA CLÁSSICA A CONTRIBUIÇÃO DO PENSAMETO DE MAX WEBER SOCIOLOGIA CLÁSSICA A CONTRIBUIÇÃO DO PENSAMETO DE MAX WEBER Introdução França e Inglaterra desenvolveram o pensamento social sob a influência do desenvolvimento industrial e urbano, que tornou esses países

Leia mais

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global (texto extraído da publicação IRVING, M.A.; BOTELHO, E.S.; SANCHO, A.; MORAES, E &

Leia mais

INESUL / FAEC FACULDADE EDUCACIONAL DE COLOMBO. Programa de Responsabilidade Social

INESUL / FAEC FACULDADE EDUCACIONAL DE COLOMBO. Programa de Responsabilidade Social INESUL / FAEC FACULDADE EDUCACIONAL DE COLOMBO Programa de Responsabilidade Social APRESENTAÇÃO 2 O equilíbrio de uma sociedade em última instância, é formada pelo tripé: governo, família e empresa. Esperar

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIREITO FUNDAMENTAL AO SER HUMANO

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIREITO FUNDAMENTAL AO SER HUMANO 1 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIREITO FUNDAMENTAL AO SER RESUMO HUMANO Luísa Arnold 1 Trata-se de uma apresentação sobre a preocupação que o homem adquiriu nas últimas décadas em conciliar o desenvolvimento

Leia mais

A EDUCAÇÃO INCLUSIVA COMO OBJETIVO DE UMA GESTÃO DEMOCRÁTICA

A EDUCAÇÃO INCLUSIVA COMO OBJETIVO DE UMA GESTÃO DEMOCRÁTICA A EDUCAÇÃO INCLUSIVA COMO OBJETIVO DE UMA GESTÃO DEMOCRÁTICA Rozieli Bovolini Silveira 1 Diane Santos de Almeida 2 Carina de Souza Avinio 3 Resumo: A educação inclusiva e processo de educação de pessoas

Leia mais

PROJETO CHICO MENDES: Ciclos da vida: ambiente, saúde e cidadania

PROJETO CHICO MENDES: Ciclos da vida: ambiente, saúde e cidadania 2010 PROJETO CHICO MENDES: Ciclos da vida: ambiente, saúde e cidadania Mogi Guaçu/SP PROJETO CHICO MENDES CICLOS DA VIDA: AMBIENTE, SAÚDE E CIDADANIA Equipe FMPFM Prof. Ms. Glauco Rogério Ferreira Desenvolvimento

Leia mais

AÇÕES EXTENSIONISTAS DE EDUCACAO AMBIENTAL EM COMUNIDADES PESQUEIRAS DO CEARÁ, BRASIL

AÇÕES EXTENSIONISTAS DE EDUCACAO AMBIENTAL EM COMUNIDADES PESQUEIRAS DO CEARÁ, BRASIL AÇÕES EXTENSIONISTAS DE EDUCACAO AMBIENTAL EM COMUNIDADES PESQUEIRAS DO CEARÁ, BRASIL Nicolly Santos Leite- Graduanda, Universidade Federal do Ceará Wallason Farias de Souza- Graduando, Universidade Federal

Leia mais

PROJETO: REPENSANDO A (IN)DISCIPLINA

PROJETO: REPENSANDO A (IN)DISCIPLINA COLÉGIO TIRADENTES DA PMMG- BARBACENA PROJETO: REPENSANDO A (IN)DISCIPLINA JUSTIFICATIVA Percebendo que a indisciplina escolar é o problema que mais afeta o bom andamento dos alunos iremos trabalhar com

Leia mais

ES C O L A S U PERI O R A G RÁ RI A

ES C O L A S U PERI O R A G RÁ RI A Licenciatura em Ecoturismo Ref.ª : 1822006 Ano lectivo: 2012-13 DESCRITOR DA UNIDADE CURRICULAR HISTÓRIA E PATRIMÓNIO CULTURAL HISTORY AND CULTURAL HERITAGE 1. Unidade Curricular: 1.1 Área científica:

Leia mais

EXPANSÃO EUROPÉIA E CONQUISTA DA AMÉRICA

EXPANSÃO EUROPÉIA E CONQUISTA DA AMÉRICA EXPANSÃO EUROPÉIA E CONQUISTA DA AMÉRICA EXPANSÃO EUROPEIA E CONQUISTA DA AMÉRICA Nos séculos XV e XVI, Portugal e Espanha tomaram a dianteira marítima e comercial europeia, figurando entre as grandes

Leia mais

REGULAMENTO DE VIAGEM DE ESTUDOS

REGULAMENTO DE VIAGEM DE ESTUDOS REGULAMENTO DE VIAGEM DE ESTUDOS CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO Florianópolis (SC), 2013 1 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA INSTITUIÇÃO Mantenedora: Sistema Barddal de Ensino Grupo UNIESP Mantida: Faculdades

Leia mais

Projetos de intervenção urbanística no Centro Velho de São Paulo: estudo sobre seus impactos nos movimentos sociais por moradia.

Projetos de intervenção urbanística no Centro Velho de São Paulo: estudo sobre seus impactos nos movimentos sociais por moradia. Projetos de intervenção urbanística no Centro Velho de São Paulo: estudo sobre seus impactos nos movimentos sociais por moradia. Leianne Theresa Guedes Miranda lannethe@gmail.com Orientadora: Arlete Moysés

Leia mais

Plano de Conservação Preventiva do Museu Casa de Rui Barbosa: Documentação para Preservação Segundo Módulo

Plano de Conservação Preventiva do Museu Casa de Rui Barbosa: Documentação para Preservação Segundo Módulo CMI Dados do Projeto e do(a) Coordenador do Projeto CMI Centro de Memória e Informação Título do Projeto Coordenador do Projeto: Endereços para contato: Setor: Plano de Conservação Preventiva do Museu

Leia mais

TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, INTERDISCIPLINARIDADE E CONTEXTUALIZAÇÃO Guiomar Namo de Mello

TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, INTERDISCIPLINARIDADE E CONTEXTUALIZAÇÃO Guiomar Namo de Mello TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, INTERDISCIPLINARIDADE E CONTEXTUALIZAÇÃO Como já vimos, a proposta pedagógica é uma articuladora de intenções educativas onde se definem as competências, os conteúdos, os recursos

Leia mais

Neoclássico. França: Panteão de Paris (Soufflot) Brasil: Casa França (Montigny) Bruno Maxwel 5715682 Franciele Santana 5935510 Lucas Calixto 5847264

Neoclássico. França: Panteão de Paris (Soufflot) Brasil: Casa França (Montigny) Bruno Maxwel 5715682 Franciele Santana 5935510 Lucas Calixto 5847264 Neoclássico França: Panteão de Paris (Soufflot) Brasil: Casa França (Montigny) Bruno Maxwel 5715682 Franciele Santana 5935510 Lucas Calixto 5847264 Definição Neoclássico Movimento cultural dado no século

Leia mais

APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES

APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES 2º. Bimestre Capítulos: I Ética: noções e conceitos básicos II Processo de Decisão Ética III - Responsabilidade Social Apostila elaborada pela Profa. Ana

Leia mais

3 DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL

3 DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL 3 DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL O Centro Histórico de Belém atravessa hoje um dos períodos mais críticos de sua história. O legado cultural herdado, materializado na forma de um inestimável acervo arquitetônico

Leia mais

REVITALIZAÇÕES PORTUÁRIAS NO MUNDO A TRANSFORMAÇÃO DAS CIDADES E A INCORPORAÇÃO DE NOVOS CONCEITOS

REVITALIZAÇÕES PORTUÁRIAS NO MUNDO A TRANSFORMAÇÃO DAS CIDADES E A INCORPORAÇÃO DE NOVOS CONCEITOS REVITALIZAÇÕES PORTUÁRIAS NO MUNDO A TRANSFORMAÇÃO DAS CIDADES E A INCORPORAÇÃO DE NOVOS CONCEITOS FRENTE MARÍTIMA ALGUMAS DAS CIDADES MAIS FASCINANTES DO MUNDO, COMO GÊNOVA, LISBOA, LONDRES, BARCELONA,

Leia mais

AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE RESPONSABILIDADE SÓCIOCULTURAL DOS MEIOS DE HOSPEDAGEM LOCALIZADOS NA REGIÃO SUL FLUMINENSE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE RESPONSABILIDADE SÓCIOCULTURAL DOS MEIOS DE HOSPEDAGEM LOCALIZADOS NA REGIÃO SUL FLUMINENSE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE RESPONSABILIDADE SÓCIOCULTURAL DOS MEIOS DE HOSPEDAGEM LOCALIZADOS NA REGIÃO SUL FLUMINENSE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Leandro de Araújo Dias Sérgio Domingos de Oliveira Sharon Fanny

Leia mais

SOBRE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL, TURISMO E PRESERVAÇÃO DOS BENS CULTURAIS. Entrevista

SOBRE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL, TURISMO E PRESERVAÇÃO DOS BENS CULTURAIS. Entrevista SOBRE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL, TURISMO E PRESERVAÇÃO DOS BENS CULTURAIS Entrevista Evelina Grunberg Arquiteta e Educadora E-mail: evelinagrunberg@gmail.com Silvana Pirillo Ramos Doutora em Ciências Sociais

Leia mais

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA Clodoaldo Meneguello Cardoso Nesta "I Conferência dos lideres de Grêmio das Escolas Públicas Estaduais da Região Bauru" vamos conversar muito sobre política.

Leia mais

INSTRUMENTOS DO PLANO DIRETOR CARTILHA LEI DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO LUOS

INSTRUMENTOS DO PLANO DIRETOR CARTILHA LEI DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO LUOS Secretaria Municipal de Urbanismo INSTRUMENTOS DO PLANO DIRETOR CARTILHA LEI DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO LUOS Lei de Uso e Ocupação do Solo: Introdução Estamos construindo uma cidade cada vez melhor A Lei

Leia mais

ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES: BALANÇO DE UMA DÉCADA

ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES: BALANÇO DE UMA DÉCADA ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES: BALANÇO DE UMA DÉCADA Área Temática: Direitos Humanos e Justiça Liza Holzmann (Coordenadora da Ação de Extensão) Liza Holzmann 1 Palavras Chave:

Leia mais

Título: Disciplina Aberta - Gestão do Espaço Urbano : Educação Popular sobre o Estatuto da Cidade, Participação e Sustentabilidade

Título: Disciplina Aberta - Gestão do Espaço Urbano : Educação Popular sobre o Estatuto da Cidade, Participação e Sustentabilidade Curso de Extensão da FAAC/UNESP- xaides Difusão de Conhecimento Título: Disciplina Aberta - Gestão do Espaço Urbano : Educação Popular sobre o Estatuto da Cidade, Participação e Sustentabilidade Grupo

Leia mais

PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO: UM ESTUDO SOBRE OS BALNEÁRIOS DA BARRA DO CHUÍ E ALVORADA, NO SUL DO BRASIL

PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO: UM ESTUDO SOBRE OS BALNEÁRIOS DA BARRA DO CHUÍ E ALVORADA, NO SUL DO BRASIL PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO: UM ESTUDO SOBRE OS BALNEÁRIOS DA BARRA DO CHUÍ E ALVORADA, NO SUL DO BRASIL Taís Natália Cruz Pereira RESUMO: Este estudo realizado nos balneários da Barra do

Leia mais

Palavras-chave: Resgate, Preservação, Cultura e Tradições, Folclore.

Palavras-chave: Resgate, Preservação, Cultura e Tradições, Folclore. 1 FOLCLORE E POPULAÇÕES TRADICIONAIS: RESGATE DA CULTURA E TRADIÇÕES CULTURAIS DE MONTES CLAROS E REGIÃO Lúcia de Moraes Lopes luciademoraeslopes@gmail.com Professora de Geografia da educação básica, professora

Leia mais

PROJETO TERRA CHÃO - DANÇA E ARTE

PROJETO TERRA CHÃO - DANÇA E ARTE PROJETO TERRA CHÃO - DANÇA E ARTE 1. JUSTIFICATIVA A região do Baixo Tocantins apresenta-se na área cultural e artística, é um grande celeiro de talentos, que vem enraizado culturalmente em nosso povo,

Leia mais

ACERVOS FOTOGRÁFICOS HISTÓRICOS. Organização, Pesquisa e Usos de Documentos Visuais. Aline Lopes de Lacerda alopeslacerda@gmail.

ACERVOS FOTOGRÁFICOS HISTÓRICOS. Organização, Pesquisa e Usos de Documentos Visuais. Aline Lopes de Lacerda alopeslacerda@gmail. ACERVOS FOTOGRÁFICOS HISTÓRICOS Organização, Pesquisa e Usos de Documentos Visuais Aline Lopes de Lacerda alopeslacerda@gmail.com Parte I - Fotografia e valor documentário Parte II - A fotografia nos arquivos:

Leia mais

Francisco José Carvalho

Francisco José Carvalho 1 Olá caro leitor, apresento a seguir algumas considerações sobre a Teoria da Função Social do Direito, ao qual considero uma teoria de direito, não apenas uma teoria nova, mas uma teoria que sempre esteve

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR RESOLUÇÃO Nº 2, DE 17 DE JUNHO DE 2010 (*)

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR RESOLUÇÃO Nº 2, DE 17 DE JUNHO DE 2010 (*) MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR RESOLUÇÃO Nº 2, DE 17 DE JUNHO DE 2010 (*) Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em Arquitetura

Leia mais

CIDADANIA CULTURAL: uma experiência interdisciplinar na Educação de Jovens e Adultos do SESC Santo Amaro

CIDADANIA CULTURAL: uma experiência interdisciplinar na Educação de Jovens e Adultos do SESC Santo Amaro CIDADANIA CULTURAL: uma experiência interdisciplinar na Educação de Jovens e Adultos do SESC Santo Amaro Cláudia Mendes de Abreu Furtado e Rodrigo Cunha Santos, Serviço Social do Comércio SESC PE, Professora

Leia mais

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO INTERDISCIPLINAR EM PATRIMÔNIO, DIREITOS CULTURAIS E CIDADANIA

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO INTERDISCIPLINAR EM PATRIMÔNIO, DIREITOS CULTURAIS E CIDADANIA MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO NÚCLEO INTERDISCIPLINAR DE ESTUDOS E PESQUISAS EM DIREITOS HUMANOS CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO INTERDISCIPLINAR

Leia mais

O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT)

O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT) O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT) O capitalismo teve origem na Europa, entre os séculos XIII e XIV, com o renascimento urbano e comercial e o surgimento de uma nova classe social:

Leia mais

RESENHAS. Marketing Turístico e de Hospitalidade: Fonte de Empregabilidade e Desenvolvimento para o Brasil

RESENHAS. Marketing Turístico e de Hospitalidade: Fonte de Empregabilidade e Desenvolvimento para o Brasil RESENHAS Marketing Turístico e de Hospitalidade: Fonte de Empregabilidade e Desenvolvimento para o Brasil Erika Helena Bautto Completa, abrangente e extremamente didática, Marketing Turístico e de Hospitalidade:

Leia mais

A cidade constitucional: Capital da República Universidade de São Paulo ESAF EUROsociAL II São Paulo; Brasília - DF

A cidade constitucional: Capital da República Universidade de São Paulo ESAF EUROsociAL II São Paulo; Brasília - DF A cidade constitucional: Capital da República Universidade de São Paulo ESAF EUROsociAL II São Paulo; Brasília - DF 'A cidade constitucional' é um projeto de duração continuada. Inova na extensão, no ensino

Leia mais

COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150

COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150 COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150 PLANEJAMENTO ANUAL DE HISTÓRIA 8º ANO PROFESSOR: MÁRCIO AUGUSTO

Leia mais

Capital Intelectual. O Grande Desafio das Organizações. José Renato Sátiro Santiago Jr. José Renato Sátiro Santiago. Novatec

Capital Intelectual. O Grande Desafio das Organizações. José Renato Sátiro Santiago Jr. José Renato Sátiro Santiago. Novatec Capital Intelectual O Grande Desafio das Organizações José Renato Sátiro Santiago Jr. José Renato Sátiro Santiago Novatec 1 Tudo começa com o conhecimento A gestão do conhecimento é um assunto multidisciplinar

Leia mais

Seminário internacional Herança, identidade, educação e cultura: gestão dos sítios e lugares de memória ligados ao tráfico negreiro e à escravidão

Seminário internacional Herança, identidade, educação e cultura: gestão dos sítios e lugares de memória ligados ao tráfico negreiro e à escravidão Seminário internacional Herança, identidade, educação e cultura: gestão dos sítios e lugares de memória ligados ao tráfico negreiro e à escravidão Palestra: Apresentação de experiências e práticas exemplares

Leia mais