PASSADO E PRESENTE: UMA ANÁLISE DA POTENCIALIDADE TURÍSTICA NO CONJUNTO FRANCISCANO DE JOÃO PESSOA

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1 PASSADO E PRESENTE: UMA ANÁLISE DA POTENCIALIDADE TURÍSTICA NO CONJUNTO FRANCISCANO DE JOÃO PESSOA

2 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Biblioteca Central - Campus I - Universidade Federal da Paraíba C285p Cabral, Ana Karina Pereira Passado e Presente: uma análise da potencialidade turística no Conjunto Franciscano de João Pessoa / Ana Karina Pereira Cabral. - João Pessoa, PB: p.: il. Orientadora: Carla Mary da Silva Oliveira Monografia (graduação) - Universidade Federal da Paraíba/ CCHLA - Curso de Turismo, Turismo cultural. 2. Patrimônio histórico políticas de preservação. 3. IPHAEP - Paraíba. 4. Conjunto Franciscano de João Pessoa. UFPB/BC CDU (043.2)

3 UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES CURSO DE GRADUAÇÃO EM TURISMO PASSADO E PRESENTE: UMA ANÁLISE DA POTENCIALIDADE TURÍSTICA NO CONJUNTO FRANCISCANO DE JOÃO PESSOA Ana Karina Pereira Cabral JOÃO PESSOA - PB JANEIRO

4 ANA KARINA PEREIRA CABRAL PASSADO E PRESENTE: UMA ANÁLISE DA POTENCIALIDADE TURÍSTICA NO CONJUNTO FRANCISCANO DE JOÃO PESSOA Monografia apresentada ao Curso de Graduação em Turismo da Universidade Federal da Paraíba, em cumprimento às exigências parciais para obtenção do grau de Bacharel. ORIENTADORA: Profª Dra. Carla Mary S. Oliveira João Pessoa - PB Janeiro

5 Esta monografia foi submetida à avaliação da Banca Examinadora composta pelos professores abaixo relacionados, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Bacharel em Turismo, outorgado pela Universidade Federal da Paraíba - UFPB, e encontra-se à disposição dos interessados no Laboratório de Turismo da referida Universidade. A citação de qualquer trecho desta monografia é permitida, desde que feita de acordo com as normas de ética científica. ANA KARINA PEREIRA CABRAL PASSADO E PRESENTE: UMA ANÁLISE DA POTENCIALIDADE TURÍSTICA NO CONJUNTO FRANCISCANO DE JOÃO PESSOA Monografia aprovada em / / Nota Obtida: BANCA EXAMINADORA Profª Dra. Carla Mary S. Oliveira Departamento de História - Universidade Federal da Paraíba (Orientadora) Prof. Dr. Ricardo Pinto de Medeiros Departamento de História - Universidade Federal da Paraíba (Membro da Banca) Profª Ms. Signe Dayse Castro de Melo e Silva Departamento de Comunicação e Turismo - Universidade Federal da Paraíba (Membro da Banca)

6 Aos meus pais, família, amigos, namorado e a todos os que estiveram ao meu lado durante a época de confecção deste trabalho, DEDICO.

7 AGRADECIMENTOS A Deus, primeiramente, força que me faz seguir adiante diante de tantas dificuldades. Aos meus pais, José Estrela Cabral e Luzinete Pereira Cabral, pelo exemplo de dignidade e retidão de caráter. À minha orientadora, Carla Mary, por ter abraçado esse trabalho junto comigo. A Adenildo Macedo, pelo carinho, cuidado, apoio e compreensão. À minha família pela confiança em meus projetos de vida. À UFPB e aos seus professores que me estimularam a sede pelo saber. À Ariane, professora do Departamento de História da UFPB, por estimular em mim o gosto pela História da Paraíba. Ao Conjunto Franciscano de João Pessoa, em especial ao Padre Ernando Teixeira, por ter me recebido tão bem e a todos os funcionários pela atenção cedida. Ao IPHAEP, pela atenção e fornecimento de informações. Aos colegas de sala por esses quatro anos de convivência e aprendizado mútuo, em especial Luisiana, Silvonetto, Keliane, Germana e Lucas. Às amigas Marlone, Daniela Cysneiros e Cibelle pelos momentos de descontração. À Kátia Maciel, pelos livros cedidos. À Roberta Paiva, pelas informações cedidas via orkut. A Rodrigo Rodrigues, professor de história de Goiânia/GO, pelas discussões sobre história e turismo via messenger. A Glauco Marinho por ter me enviado seu belíssimo filme sobre patrimônio histórico. À Michelle, Gerlândia e Fernanda da Schwermann Viagens, Turismo e Receptivo. E a todos que, direta ou indiretamente, contribuíram para este trabalho.

8 O passado é aquilo que uma nação tem de mais sagrado, depois do futuro. Victor Hugo

9 RESUMO Passado e Presente: Este trabalho pretende fazer uma análise sobre a origem do termo patrimônio e sua consagração e como se deu o casamento do mesmo com a atividade turística. A discussão vai ao encontro da questão referente à preservação dos monumentos históricoculturais frente à recente procura e consumo dos mesmos pelos turistas. Do ponto de vista nacional, o estudo aborda o panorama histórico a respeito da política brasileira de preservação do patrimônio histórico no Brasil, dando ênfase ao órgão responsável pela preservação do patrimônio histórico na Paraíba, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Paraibano - IPHAEP, analisando a sua atuação ao longo dos anos de seu funcionamento. Finalmente, o Conjunto Franciscano de João Pessoa é abordado através de sua história, além de uma breve descrição sobre sua estrutura e os elementos que o compõem como meio de justificar a sua riqueza arquitetônica, histórica e cultural. Dando continuidade, o trabalho permite uma análise do local como um atrativo turístico, apontando possíveis problemas quanto à sua preservação/ conservação. Palavras-Chave: Turismo Cultural; Patrimônio Histórico; Políticas de Preservação; IPHAEP; Igreja de São Francisco; Paraíba.

10 ABSTRACT Past and Present: an analysis of the tourist potentiality of Franciscan Convent in João Pessoa This work intends to analyze the origin of the term patrimony and its uses and relations with tourist activity, discussing the preservation of the historical monuments face to the recent consumption of these places by the tourists. With a focus in the Brazilian scene, the dissertation also discusses the historical heritage preservation policies in Brazil, with emphasis in the responsible organ for the cultural and historical heritage preservation in Paraíba, the Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Paraibano (IPHAEP - Historical and Artistic Heritage Institute of Paraíba), analyzing its performance since its foundations. The work does a briefly history of the Franciscan Convent in João Pessoa, besides a short architectural analysis of its structure and artistic elements, as a way to show its importance as one great cultural heritage monument that attracts, since few years ago, a lot of tourists, day by day. As a conclusion, the research analysis the impact of tourist activity in this monument, pointing to problems related to its preservation/ conservation. Keywords: Cultural Tourism; Historical Heritage; Preservation Policies; IPHAEP; St. Francis Church; Paraíba.

11 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Fig. 1 - Fachada da Igreja de São Francisco 52 Fig. 2 - Entalhes da Capela Dourada (detalhe) 53 Fig. 3 - Púlpito da nave da Igreja de São Francisco 55 Fig. 4 - Capela Dourada 56 Fig. 5 - Capela da Ordem Terceira 57 Fig. 6 - Azulejos portugueses da nave da Igreja de São Francisco (detalhe) 58 Fig. 7 - Fonte de São Francisco 59 Fig. 8 - Forro da nave da Igreja de São Francisco (detalhe) 60 Fig. 9 - Claustro do Convento de Santo Antônio 61 Fig Nave da Igreja de São Francisco 62

12 LISTA DE QUADROS 1 - Bens patrimoniais tombados pelo IPHAN na Paraíba entre 1938 e Bens imóveis tombados pelo IPHAEP em João Pessoa Fluxo de visitação anual no Centro Cultural São Francisco ( ) 64

13 SUMÁRIO Resumo Abstract Lista de Ilustrações Lista de Quadros 1. INTRODUÇÃO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E TURISMO Origem e consagração do patrimônio histórico Preservar x consumir Relações entre Patrimônio Histórico e Turismo Usos do patrimônio histórico pelo turismo POLÍTICAS DE PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO As políticas de preservação do patrimônio histórico no Brasil A atuação do IPHAEP na Paraíba Políticas e práticas em áreas revitalizadas O CONJUNTO FRANCISCANO DE JOÃO PESSOA A história: de convento franciscano a centro cultural Um templo monumental O complexo como atrativo turístico CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS ANEXOS...77 ***

14 13 1. INTRODUÇÃO Após a Segunda Guerra Mundial, com a definição das grandes metrópoles, onde se concentrava grande parte da produção material no desenvolvimento industrial, a cidade passa a ser vista como monstro causador do estresse. As desigualdades sociais aumentaram e a qualidade de vida da população passou a ser constantemente prejudicada, devido, entre outros fatores, ao crescimento populacional das áreas urbanas. Este crescimento intensificou-se ao longo do século passado, gerando o estresse urbano, causado pelo cotidiano das grandes metrópoles. Ao mesmo tempo, a indústria do turismo, aliada às conquistas sociais, cresceu e fomentou a divulgação da idéia de que o lazer, através das viagens e mudanças de ambiente, seria a solução e a garantia do bem estar de todos os indivíduos (Cabral et al, 2002, p. 03). Nessa nova ordem mundial, o turismo constitui-se como fenômeno de crescente interesse econômico e fator de desenvolvimento. É cada vez mais comum encontrar a atividade inserida nos discursos acadêmicos e nas políticas públicas dos governos em todo o mundo, quase sempre mostrada como solução para os problemas econômicos e sociais em níveis local, regional ou mesmo nacional. Sendo uma atividade de difícil conceituação devido a sua complexidade multidisciplinar, o turismo é alvo de constantes discussões por parte de pesquisadores e intelectuais dos diversos campos do conhecimento. Conflitos de caráter conceitual sobre a existência da atividade motivada por negócios ou assuntos profissionais, ou ainda, pelo tempo de permanência do indivíduo fora de sua localidade de origem, entre outras, são o centro dessas discussões teóricas. Beni (2002, p ) chega a tratar da conceituação do turismo por meio de três vertentes: a econômica, a técnica e a holística. Apesar da complexidade, não é este o tema a ser tratado aqui, mas sim como se deu o encontro entre a atividade turística e o patrimônio histórico. Os últimos decênios do século XX foram marcados por um despertar da busca pelos atrativos culturais. Tomando-se o interesse pela História, há certo consenso entre estudiosos, que citam como razões para esse fenômeno, por exemplo, a rapidez com que as mudanças vêm ocorrendo na sociedade, assim como a globalização e seu impacto sobre a constituição da identidade individual e coletiva. A rapidez do processo de mudança, não há como negar, trouxe o sentimento de perda do sentido do passado, do desenraizamento e do esquecimento fácil, originando a necessidade de indivíduos e coletividades retomarem seu passado, na busca de elementos que

15 14 permitam uma recomposição de sua identidade. (Freire & Pereira, 2002, p. 121) Assim, se por um lado há uma eliminação do passado, com ênfase num presente sem raízes e sem futuro através dos avanços tecnológicos, de outro existe o excesso dos discursos públicos recheados de apelos históricos, caracterizando um processo paradoxal. Resta a pergunta: o que o turismo tem a ver com tudo isso? Talvez seja preciso, antes de começar essa discussão, pensar um pouco também o conceito de patrimônio, entendido em seu recorte mais amplo como tudo aquilo que constitui herança paterna; bens de família; dotes dos ordinários; (...) complexo de bens materiais ou não, direitos, ações, posses e tudo o mais que pertença a uma pessoa e seja suscetível de apreciação econômica (...) (Ferreira, p. 1047). Mas a partir de quando e como se construiu o conceito de patrimônio como herança da sociedade às gerações futuras? Para responder a essa questão utilizo uma abordagem teórica com base em Choay (2001), onde apresento conceitos de patrimônio e patrimônio histórico, culminando na Revolução Francesa, época onde se originou também a valorização dos conteúdos simbólicos e subjetivos. Foi nessa nova França que surgiram práticas preservacionistas que, aliás, serviram de base para as políticas brasileiras de preservação nos anos 30 do século passado. Foi também quando se iniciou a visão de que o patrimônio poderia ser utilizado de forma rentável através da contemplação dos visitantes. É aí que entra a atividade turística. A partir dessas discussões, percebe-se que a criação de monumentos e a preservação ou não do patrimônio é determinado por fatores ideológicos e estão inseridas dentro da conjuntura social, econômica e política de determinadas épocas. A criação do que se define como monumento tem o propósito de se fazer lembrar, sendo o mesmo fruto da ideologia e do poder dominante de determinada época. As políticas públicas de memória iniciadas na França exprimiam uma verdadeira exaltação da história e contribuíram para a formação de um imaginário coletivo do passado. Portanto, a valorização e a extensão da noção de patrimônio, acrescente-se a preservação de sítios históricos e naturais, a multiplicação de museus e exposições de natureza histórica, são manifestações das políticas e da gestão pública do passado. (Freire & Pereira, 2002, p. 122) Segundo Maurice Halbwachs, a memória, por definição, é coletiva, pois representa uma reconstrução seletiva do passado que não é do indivíduo somente mas está inserida num contexto familiar, social e nacional. Assim, a memória se constitui num elemento formador da identidade, tanto coletiva quanto individual, de grande

16 15 importância para a valorização do indivíduo e dos grupos por reforçar sua auto-estima. (Freire & Pereira, 2002, p. 123). A questão que envolve a memória representa um dos elementos da formação da identidade de um povo. A memória coletiva é a base para a construção da identidade coletiva, constituindo uma força social de grande poder. Le Goff (1994) nos fala que os ocupantes do poder sempre se preocuparam em manipular a memória e o esquecimento, manipulando a memória coletiva. Ainda segundo o historiador francês, tanto os documentos - forma científica da memória coletiva - quanto os monumentos são frutos da seleção que depende das condições de desenvolvimento da sociedade e da ação específica dos historiadores em amplo sentido. Um monumento é feito para lembrar um feito, um acontecimento ou mesmo uma pessoa às gerações futuras. É um dos suportes para a perpetuação da memória e para a formação da identidade coletiva e, segundo Londres (2001, p. 88), a destruição destes seria uma das formas mais eficazes de dominação e segregação social. Desde o Grand Tour - que serviu de base para as viagens turísticas atuais, em que os viajantes abastados buscavam conhecer outras localidades e seus costumes e, com isso, o legado de outras culturas - até a criação de verdadeiros roteiros culturais pelos britânicos na Europa do século XIX, a contribuição para a construção de espaços turísticos foi aumentando gradativamente, à medida que inovações tecnológicas e o desenvolvimento dos transportes foram acontecendo. Isso sem se falar na divulgação dos atrativos considerados merecedores de conhecimento na literatura e, posteriormente, nos guias. A necessidade de se preservar acentuou-se com a Revolução Industrial e dessa vez não apenas motivado por razões ideológicas, já que o grau de destruição começou a se acentuar para dar margem às modificações que ocorriam no cotidiano das cidades. Novas ruas precisavam ser abertas, precisavam ser mais largas para dar espaço à quantidade de veículos e pessoas que transitavam. As leis de preservação e restauro começaram a fazer frente ao irremediável, ou seja, o crescimento das cidades ocasionado pelo progresso. Como já falado anteriormente, nos últimos anos houve um aumento na busca por atrativos culturais. Atualmente a arte, a cultura e a arquitetura têm sido alguns dos principais alvos do turismo em todo o mundo. A cada ano, milhões de dólares são movimentados pelo fluxo de turistas à procura de lugares que proporcionem não só lazer, mas o conhecimento de novas culturas. Porém, convém dizer que a busca em conhecer o outro não é algo recente. Meneses (2004, p. 20) nos fala que é próprio do

17 16 homem buscar as diferenças culturais assim como tentar compreender os significados dos lugares e dos grupos sociais diferentes com os quais ele está acostumado a se relacionar. De acordo com a Organização Mundial de Turismo, o turismo cultural seria caracterizado pela procura por cultura, artes, estudos, monumentos, festivais, artes cênicas, sítios históricos e arqueológicos, manifestações folclóricas e peregrinações. Ou seja, a definição para o turismo cultural é muito ampla. Se, por um lado, houve esse aumento no número de pessoas que buscam algo diferente do turismo de sol e praia, por outro lado, esse tipo de turismo, tido como uma forma de se buscar conhecimento é, na maior parte das vezes, usado apenas como objeto que é exposto, sem estimular o visitante a pensar sobre seu valor e a importância que ele tem devido à sua relação com a comunidade local. Essas pessoas não são estimuladas a pensar sobre a dinâmica da cultura visitada (Meneses, 2004, p. 21). Também são culturais as formas de consumo e de uso das construções culturais, já que esse consumo pode preservá-las ou transformá-las. Hoje temos uma verdadeira indústria cultural que, através da mídia, constrói novos atrativos para serem consumidos a cada novo dia, de forma cada vez mais rápida. Exemplo disso é o fato das visitas guiadas aos locais culturais serem realizadas de maneira cada vez mais rápida. É assim que ocorre com os produtos massificados: após serem consumidos e esquecidos, a única lembrança que os turistas irão ter são as fotos em frente aos principais atrativos. Desde 1978 a UNESCO vem atribuindo anualmente a classificação de patrimônio da humanidade. As políticas públicas do final do século XX caracterizaram-se principalmente por apresentar uma clara intensificação dos processos de patrimonialização e na corrida em busca dessa classificação, conferindo assim maior status e visibilidade turística às localidades detentoras desses bens. O status de patrimônio mundial confere às localidades maior competitividade no que se refere ao turismo histórico e patrimonial. Assim, a classificação da UNESCO acabou por favorecer a expansão do patrimônio como uma verdadeira indústria cultural. De acordo com Peixoto (2002, p. 42) o patrimônio mundial acaba por ser contrário à sua ideologia inicial e, ao invés de funcionar como um instrumento de reconciliação mundial, acaba se transformando em causa de conflito nacional e local. Como justificativa para essa corrida, ressaltam-se as mudanças estruturais ocorridas na economia, a expansão do mercado turístico aliado a um mercado urbano de lazeres e às políticas urbanas.

18 17 Com tanto apelo às questões culturais, principalmente em relação às políticas de preservação atuais, percebe-se várias tentativas de dar novos usos aos imóveis tombados. Os fins culturais e turísticos acabam sendo os mais comuns: (...) a própria reutilização do patrimônio edificado é uma problemática a ser pensada e bem questionada não só em relação a seu uso e público destinado como também para a re-significação que este prédio obterá perante a comunidade local que o utiliza ou que o identifica de acordo com a sua função atual. (Pontes & Oliveira, 2005) No Brasil, a preocupação com a preservação (e até mesmo a criação) do patrimônio histórico inicia-se em 1808, com a chegada da Corte ao país. Foram então criados lugares da memória que acabariam como instrumentos de constituição da nacionalidade. Mas a prática da preservação do patrimônio no Brasil se estabelece a partir de 1930, efetivado no governo de Getúlio Vargas, através do Decreto n de 12 de julho de E na Paraíba, a atenção para o patrimônio surgiu de uma cobrança por parte do Governo Federal para com os Estados. E com relação ao patrimônio imaterial, a discussão apenas inicia-se a partir dos anos 70 do século passado. O objeto de minha pesquisa foi escolhido por estar inserido nessa discussão que, cada vez mais, tem despertado interesse por parte da comunidade acadêmica e da sociedade em geral: a relação entre turismo e patrimônio histórico. Se por um lado temos o turismo, atividade globalizante, por outro se busca a preservação e manutenção de elementos formadores do patrimônio de uma localidade e, conseqüentemente, definidores da identidade local. A preservação dos valores culturais e ambientais caracteriza-se, crescentemente, como uma tendência da atualidade. A valorização das coisas locais, em contraposição à globalização da economia e da comunicação, reveste de importância a manutenção de identidades específicas, que garantam às pessoas a referência do seu lugar. (Simão, 2001, p. 15) O conjunto franciscano de João Pessoa é composto pela Igreja de São Francisco e pelo Convento de Santo Antônio. Abriga um Centro Cultural e é, sem dúvida, um dos mais importantes conjuntos barrocos do país. Também é considerado um dos nossos melhores produtos turísticos, sendo indispensável sua visitação por parte dos turistas que vêm à cidade de João Pessoa, fazendo parte, obrigatoriamente, dos roteiros de city tours em João Pessoa. A pesquisa é oportuna, uma vez que irá permitir uma análise da origem e a consagração do patrimônio histórico e a questão referente à preservação dos monumentos frente à recente procura e consumo dos mesmos. Além desses aspectos,

19 18 falarei ainda no segundo capítulo a respeito de como e por que se originou o casamento entre turismo e patrimônio histórico-cultural e os usos do mesmo pela atividade turística. No terceiro capítulo considero de grande valia traçar um panorama histórico a respeito da política brasileira de preservação do patrimônio histórico no Brasil, e em particular sobre o órgão responsável pela preservação do patrimônio histórico no Estado da Paraíba - o IPHAEP -, onde farei uma análise de sua atuação ao longo dos anos. Ainda nesse capítulo falarei um pouco sobre a prática dessas políticas em áreas revitalizadas. No quarto capítulo falarei sobre o objeto de pesquisa em si traçando um panorama histórico sobre o lugar, desde suas origens até os dias atuais. Descreverei um pouco sua estrutura e os elementos que o compõem como meio de justificar a sua riqueza arquitetônica, histórica e cultural. E por fim, farei uma análise do local como atrativo turístico, onde também apontarei possíveis problemas quanto à preservação do Conjunto Franciscano de João Pessoa. Por abrigar tanta riqueza histórica e cultural, o Conjunto Franciscano poderia, sem dúvida, ser mais bem trabalhado turisticamente, atentando para o fato de despertar, nos próprios pessoenses e paraibanos, um resgate por suas origens, sua história e a sensação de identidade local. Em relação à metodologia utilizada, numa primeira etapa a pesquisa deu-se por meio de material bibliográfico, como livros, jornais, revistas, artigos e documentos, onde foram analisadas com mais profundidade as questões abordadas nos fundamentos teórico-metodológicos desse trabalho, com especial atenção à importância do Conjunto Franciscano no que se refere ao patrimônio arquitetônico, histórico e artístico. A utilização de entrevistas com autoridades eclesiásticas, funcionários do Conjunto Franciscano e guias de turismo também se fez oportuna, uma vez que pôde identificar com maior clareza os problemas enfrentados pelo mesmo e pela atividade turística em João Pessoa, de modo geral. Finalmente, a observação indireta dos guias de turismo e a aplicação de questionários aos visitantes foram utilizadas para indicar como o Conjunto Franciscano vem sendo explorado turisticamente, dando margem a discussões para que o turismo possa se consolidar de maneira permanente e sustentável e que se torne um aliado à preservação/ conservação do local. ***

20 19 2. PATRIMÔNIO HISTÓRICO E TURISMO 2.1. ORIGEM E CONSAGRAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO Inicialmente, o sentido da palavra patrimônio estava relacionado à herança familiar e aos bens materiais que uma família possuía. A partir do século XVII, na França, onde o poder público começou a tomar as primeiras medidas de proteção aos monumentos de valor para a história das nações, que o significado da palavra patrimônio passou a se estender também aos bens protegidos por lei e pela ação de órgãos especialmente constituídos para essa finalidade. A criação de bens nacionais intensificou-se durante o século XIX e serviu para criar referenciais comuns a todos que habitavam um mesmo território, unificá-los em torno de pretensos interesses e tradições comuns, resultando na imposição de uma língua nacional, de costumes nacionais, de uma história nacional que se sobrepôs às memórias particulares e regionais. (...) O patrimônio passou a ser, assim, uma construção social de extrema importância política. (Rodrigues, 2002, p. 16) Assim, patrimônio indica uma escolha oficial, é construído para representar o passado histórico e cultural de uma sociedade: ele depende das concepções a respeito do que, para que e por que conservar, e seu significado se modifica de acordo com as circunstâncias do momento. A palavra monumento, originada no latim monumentum, remete a momento ou lembrança (Camargo, 2002, p. 24). Caracterizado pelo sentido de que é feito para lembrar, o monumento serve de suporte para a perpetuação da memória coletiva. São edificações ou construções com o objetivo de perpetuar a lembrança de um fato, de uma pessoa ou de um povo. Já o monumento histórico foi construído pelo patrimônio nacional. São aqueles selecionados, entre outros, para servir de referência do passado, e aos quais é atribuído o valor de testemunho. A seleção desses suportes e os sentidos que lhes são atribuídos indicam as relações de poder que prevalecem em uma sociedade ao longo do tempo (Londres, 2001, p ). Assim, se os monumentos são destruídos por razões ideológicas para que sejam apagados da memória, os monumentos históricos são símbolos que se quer perpetuar. Em relação aos valores atribuídos aos monumentos, o primeiro é o valor nacional, que foi fundamental para a tomada de medidas de conservação e o qual legitimou todos os outros valores. O valor cognitivo (igualmente educativo) mostra que os monumentos são portadores de conhecimentos específicos e gerais, ou seja, são testemunhas da

21 20 história e que, segundo Choay (2001, p. 117), funcionam como introdução a uma pedagogia geral do civismo. Temos ainda o valor econômico e sua importância para atrair visitantes estrangeiros e, finalmente, o valor artístico. Monumentos e documentos são frutos de uma seleção que depende das condições de desenvolvimento de uma sociedade e da ação dos historiadores. A questão que envolve a memória representa um dos elementos da formação da identidade de um povo. Segundo Le Goff (1994, p. 535), a memória coletiva e sua forma científica, a histórica, aplicam-se a dois tipos de materiais: os documentos e os monumentos. Ambos, portanto, são suportes para a perpetuação da memória e para a formação da identidade coletiva. Já para Londres, a destruição dos suportes da memória coletiva de um grupo é uma das formas mais eficazes de dominação e de segregação social (2001, p. 88). Localizando historicamente, a origem da preservação do patrimônio está atrelada à Revolução Francesa, passando por inúmeras fases desde 1789 até Porém, (...) a formação de um modelo de preservação conduzido como política de Estado que, se surgiu nesse período, só irá tornar-se consistente, na própria França, 60 anos após a queda da Bastilha. (Camargo, 2002, p ) Na Revolução Francesa, não houve cogitação sobre o aproveitamento da Bastilha para outros fins, mesmo sendo uma edificação com importância histórica. Isso tudo por que a mesma representava um símbolo do poder real e do Estado monárquico. Queriase, então, acabar com todos os símbolos que lembrassem a pessoa do rei. A criação de monumentos e a preservação ou não do patrimônio é determinado por fatores ideológicos e estão inseridos dentro da conjuntura social, econômica e política de determinada época. Segundo Camargo, embates entre ideologias distintas podem produzir a necessidade de fazer desaparecer monumentos que simbolizam os opositores a que se quer combater (2002, p. 13). Foi nesse meio de destruição por motivações ideológicas que surgiram as primeiras práticas de preservação de bens, que mais tarde constituiriam o que hoje chamamos de patrimônio. A política de preservação nasceu, assim, por razões práticas. Com a extinção da monarquia, seus bens, assim como os do clero e dos emigrados 1, passaram a ser propriedade do Estado republicano. Esses bens, juntamente com a concepção de Estado Nacional, passaram a constituir os Bens Nacionais. 1 Aristocratas que abandonaram a França revolucionária.

22 21 O valor primário do tesouro assim devolvido a todo o povo é econômico. Os responsáveis adotam imediatamente, para designá-lo e gerenciá-lo, a metáfora de espólio. (...) Integradas aos bens patrimoniais sob o efeito de nacionalização, estas se metamorfosearam em valores de troca, em bens materiais que, sob pena de prejuízo financeiro, será preciso preservar e manter. (Choay, 2001, p. 98) Em contrapartida às destruições, que ainda continuavam a fazer parte do espírito revolucionário 2, foi inventado o conceito de patrimônio nacional, ou seja, (...) os cidadãos, com a Revolução Francesa, eram livres e iguais perante a lei (Liberdade/ Igualdade), e, nascidos no país, são todos irmãos (Fraternidade) e herdeiros do mesmo pai, o Estado Nacional. (Camargo, 2002, p. 21) Como Choay, é possível se afirmar que O conceito de patrimônio induz então a uma homogeneização do sentido dos valores (Choay, 2001, p ). A necessidade de se preservar acentuou-se com a Revolução Industrial e dessa vez não apenas motivado por razões ideológicas, já que o grau de destruição começa a se acentuar para dar margem às modificações ocorridas no cotidiano das cidades. A produção em larga escala industrial e, conseqüentemente, seu barateamento, facilitou a construção e demolição das edificações de modo que o valor das mesmas se transferisse para o solo urbano, dando origem à especulação imobiliária (Camargo, 2002, p ). Novas ruas precisavam ser abertas, precisavam ser mais largas para dar espaço à quantidade de veículos e pessoas que transitavam. Além disso, tanto o lazer e o turismo quanto a preservação/conservação do patrimônio cultural são características das sociedades industriais. Os primeiros como conseqüência do não trabalho e necessidade de evasão, e os segundos enquanto herança e identidade cultural que não se quer perder ou, identidade nacional que se quer (re)afirmar. No século XIX, o monumento histórico entra em sua fase de consagração, cujo término pode ser tomado pelo ano de 1964, quando do surgimento da Carta de Veneza 3. Desse modo, depois da Revolução Industrial, o monumento histórico chega mesmo a ter um status definido,...relativo à hierarquia dos valores, de que (...) é investido, suas delimitações espaço-temporais, seu estatuto jurídico e seu tratamento técnico (Choay, 2001, p. 127). A era industrial também contribuiu, ao lado do romantismo, para a atribuição de novos valores, como os da sensibilidade, principalmente estéticos. Como 2 Em 1794 são tomadas as primeiras medidas para conter vândalos. 3 Publicado em 1966, depois da Segunda Guerra Mundial, marca a retomada dos trabalhos teóricos relativos à proteção dos monumentos históricos.

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