Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projecto FAME

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1 Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projecto FAME Janeiro, 2013

2 Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 Projeto FAME Janeiro, 2013 Técnicos da SPEA com agentes da Polícia Marítima, depois do primeiro transeto efectuado, Costa da Caparica, Fev 2011, e pardela-de-barrete na mesa de necrópsias no QRAM- Quiaios A parceria do projecto FAME (Future of the Atlantic Marine Environment) envolve 5 países europeus e 7 parceiros: Royal Society for the Protection of Birds (RSPB), BirdWatch Ireland (BWI), Ligue pour la Protection des Oiseaux (LPO), Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), Sociedad Española de Ornitologia (SEO/BirdLife), Universidade do Minho (UMinho) e Wave Energy Centre (WavEC). Para além destes, integra também 3 parceiros associados: Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem (SPVS), Agence des Aires Marines Protégées, e Martifer. Este projeto é co-financiado pelo Programa Espaço Atlântico. C HE FE DE FIL A: PARC E IR OS AS S OC IADOS: Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 2

3 Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/2012 projeto FAME Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Universidade do Minho & Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem Janeiro 2013 Coordenação do projeto: Iván Ramírez, Joana Andrade e José Vingada Coordenação técnica: Joana Andrade e José Vingada Agradecimentos: A SPEA gostaria de agradecer aos agentes da Polícia Marítima envolvidos nesta parceria, sem os quais esta monitorização não teria sido possível. Nomeadamente: - Comandante Alexandre Santos Fernandes, Chefe do Serviço de Informação e Relações Públicas. - Subchefe Figueiras Pereira, chefe da PM da Costa da Caparica, e a todos os agentes deste posto que acompanharam no campo; - 2º Comandante Chefe Cruz dos Santos da PM de Setúbal, e a todos os agentes deste posto que acompanharam no campo; - Comandante Félix Marques da PM de Sines, e a todos os agentes deste posto que acompanharam no campo; - Inspetor Martinho da PM de Faro, e a todos os agentes deste posto que acompanharam no campo; - Chefe Roberto da PM de Vila Real de Sto. António, e a todos os agentes deste posto que acompanharam no campo. Ao ICNF que participou ativamente em parte das monitorizações, em particular ao Carlos Santos, Teresa Morais e Ricardo Alexandre Lima. Citação: Barros N., Henriques A., Oliveira N., Miodonski J., Andrade J., Eira C., Ferreira M., Vingada J., Rosa T. e J. Vaqueiro (2013). Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 Projeto FAME. Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Universidade do Minho/Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem, Lisboa (relatório não publicado). Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 3

4 ÍNDICE RESUMO/SUMMARY NOTA INTRODUTÓRIA Contexto Importância METODOLOGIA Enquadramento metodológico Recolha de dados dos transetos de inspeção costeira Necrópsias RESULTADOS E DISCUSSÃO 10 a) Transetos para inspeção costeira 3.1 Zona Sul Total de indivíduos arrojados Variação do indivíduos arrojados por estação do ano Variação do indivíduos detetados por transeto Causas de morte Caracterização de resíduos Zona Norte Total de indivíduos arrojados Variação do indivíduos arrojados por estação do ano Variação do indivíduos detetados por transeto Causas de morte 18 b) Arrojamentos massivos e avaliação de causas de morte 3.3 Caracterização global dos arrojamentos e necrópsias realizadas Episódios de arrojamentos massivo Pardela-balear Gaivota-de-patas-amarelas e gaivota-de-asa-escura Torda-mergulheira Considerações gerais Sugestões de trabalhos futuros 27 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 28 ANEXOS 29 Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 4

5 RESUMO No âmbito do projeto FAME Future of the Atlantic Marine Environment, foi definido um esquema de monitorização de aves arrojadas, nos anos de 2011 e 2012, baseado em transetos nas zonas de maior extensão de areia da costa continental Portuguesa. Estas foram monitorizadas de Peniche para norte pela equipa da Universidade do Minho/SPVS, e de Peniche para sul por equipas da SPEA. Foi realizada uma parceria com a Polícia Marítima no sentido da utilização dos veículos Rhino. Entre março de 2011 e dezembro de 2012 foram prospectados 617 km de costa, e foram encontradas 163 aves marinhas, mas também cetáceos, tartarugas-marinhas e aves terrestres. Na zona norte foram efetuadas necrópsias no centro de recuperação QRAM-Quiaios, para deteção das causas de morte. Nos 3 períodos, num total de 22 espécies de aves marinhas detetadas, o arrojamento mais comum foi a gaivota não-identificada (35 na parte norte e 17 na parte sul), seguida da gaivota-de-patasamarelas Larus michahellis (14 ind. na parte norte e 16 na parte sul). As gaivotas foram o grupo mais representado, com a presença de 103 indivíduos de 6 espécies. O período em que foram encontrados mais animais arrojados foi o outono (12,4 ind./10 km na parte norte, e 2,54 ind./10 km na parte sul). Este facto pode estar relacionado com a passagem pós-reprodutora de espécies invernantes (ex: gaivota-d'asa-escura Larus fuscus e alcatraz Morus bassanus) ou condições climatéricas adversas em alto mar. Quanto às causas de morte, de 750 indivíduos detetados em transetos e alertas, foram realizadas 559 necrópsias a 18 espécies diferentes desde setembro 2010 a outubro 2012, correspondendo a cerca de 70% das aves que foram detectadas arrojadas mortas em 150km da costa ocidental portuguesa. Este estudo permitiu identificar dois factores que ameaçam a conservação de aves marinhas: poluição e captura acidental em artes de pesca. De destacar um arrojamento massivos de 533 tordas-mergulheiras Alca torda, resultante de mortalidade por captura acidental em artes de redes. Na zona sul estudou-se ainda a composição dos resíduos encontrados nos transetos, em que a matéria vegetal registou os valores mais elevados (47%), sendo o restante composto por resíduos provenientes da pesca (26,5%) e recicláveis (26,5%). SUMMARY Within FAME project - Future of the Atlantic Marine Environment, a group of transects were defined, covering the areas of greatest stretch of sand, to monitor 3 times per year, prospecting for beached birds and other fauna. A partnership with Maritime Police was forged, towards the use of vehicles "Rhino". Between March 2011 and December 2012, 617 km of coastline were prospected and 163 seabirds were found, and also cetaceans, sea turtles and terrestrial birds. In the northern area, necropsies were performed in recovery center QRAM-Quiaios, for determining cause of death. In the 3 periods, a total of 22 species of seabirds were detected, of witch the most common stranding was unidentified gull species (35 in the north and 17 in the southern part), followed by Yellow-legged gull Larus michahellis (14 ind. in the north and 16 in the south). The gulls were the most represented group, with the presence of 103 individuals of 6 species. The period most birds were found was the autumn (12.4 ind/10 km in the north, and 2.54 ind/10 km in the south). This may be related to the passage of wintering species in post-breeding migration period (eg: Northern Gannet Morus bassanus or Lesser Black-backed gull Larus fuscus) or adverse weather conditions at sea. As for the causes of death, of 750 individuals found in transects and due to alerts, 559 necropsies were performed on 18 different species from September 2010 to October 2012, representing about 70% of the birds found dead in daring 150km of northern coast of Portugal. This study identified two factors that threaten the conservation of seabirds: pollution and accidental capture in fishing gear. Noteworthy was one massive stranding of 533 Razorbills Alca torda, resulting from gillnets bycatch. In the southern part the composition of the waste found in the transects was also studied, and plant material showed the higher values (47%), the remainder being composed of waste from fisheries (26,5%) and recyclable material (26,5%). Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 5

6 1. NOTA INTRODUTÓRIA 1.1 Contexto A Atividade 2 do projeto tem como objetivo a recolha de vários tipos de dados através da monitorização de aves marinhas, com o intuito de avaliar o estado atual do ambiente marinho do Atlântico através do estudo da sua biodiversidade, utilizando as aves marinhas como indicador. As acções incluem monitorização de colónias reprodutoras, seguimento individual (tracking) de algumas espécies, como a cagarra Calonectris diomedea e o roque-de-castro Oceanodroma castro, a monitorização de aves arrojadas nas praias, censos aéreos, pontos de observação costeira (metodologia RAM) 1 e censos marinhos. A análise de dados a nível nacional e transnacional irá proporcionar informações necessárias para a tomada de decisões informadas sobre a dimensão e a localização de Áreas Marinhas Protegidas (AMP) na costa Atlântica, sendo uma importante ferramenta de conservação do meio marinho para as gerações futuras. Esta atividade é liderada pela Ligue por la Protection des Oiseaux (LPO). 1.2 Importância O objetivo da monitorização de arrojamentos é recolher informação sobre a distribuição destes eventos e as causas de morte que lhes estão associadas. Existem diversas causas associadas à mortalidade de aves marinhas, como predação, derrames de petróleo, perda de habitat, captura/interação com artes de pesca (bycatch) tais como redes ou anzóis, activas ou abandonadas. Este tipo de mortalidade pode causar grandes perturbações no equilíbrio dos ecossistemas marinhos, afectando espécies ameaçadas, como é o caso da pardela-balear Puffinus mauretanicus, classificada como Criticamente em Perigo (UICN, 2011), com um efetivo reprodutor estimado em 3193 casais reprodutores, o que se traduzirá numa população de cerca de indivíduos no mundo inteiro 2, da qual a maioria da população utiliza as águas territoriais portuguesas como zona de concentração pós-nupcial, principalmente entre os meses de julho a novembro 3. As aves são bons indicadores do estado de saúde dos ecossistemas marinhos e podem também servir como sistema de deteção precoce de alterações nas condições do oceano. Esta informação também é usada para identificar que espécies são mais vulneráveis a este tipo de capturas acessórias, de modo a entender os padrões locais na mortalidade de aves marinhas, tanto geográfica como temporalmente. Figura 1_Pardela-balear arrojada na Praia do Baleal, Domingues Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 6

7 2. METODOLOGIA 2.1 Enquadramento metodológico No âmbito do projeto FAME, a ação de monitorização de arrojamentos foi iniciada em 2011 e decorreu até final de 2012, sendo a Universidade do Minho/SPVS responsável pela monitorização da área entre Caminha e Peniche, e a SPEA pela área entre a costa a Sul de Peniche e Vila Real de Santo António. Foi estabelecido um acordo de colaboração com a Polícia Marítima (PM) para a monitorização de praias. Aproveitando as patrulhas frequentes das faixas costeiras realizadas pela PM, um elemento da equipa técnica da SPEA, acompanhado por um agente, percorre nos veículos 4x4 Rhino a área costeira a monitorizar. A amostragem é realizada com base em transetos lineares percorridos a uma velocidade constante de ca. 30km/h. Na zona Norte, o protocolo foi estabelecido desde 2009 com a PM, principalmente para deteção de cetáceos e recentemente incluindo aves marinhas. Adicionalmente, devido à existência do CRAMQ (Centro de Recuperação de Animais Marinhos de Quiaios), parte integrante da SPVS, foram ainda recolhidos dados extra-transetos, resultantes de alertas para episódios de arrojamentos de cetáceos, ou arrojamentos em massa de aves marinhas. Na zona norte foram estabelecidos 3 transetos de monitorização, segundo os limites de jurisdição das capitanias de porto em causa. Na zona sul foram definidos 5 transetos (2 deles contíguos) nas zonas de maior extensão de areal, e igualmente segundo os limites de jurisdição das capitanias de porto em causa (figura 2, tabela 1). Estes transetos foram visitados 3 vezes por ano, na primavera, no outono e no inverno. Figura 2_Mapa de transetos para deteção de arrojamentos. Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 7

8 Tabela 1_Localização e extensão dos transetos para deteção de arrojamentos. Zona Transeto Extensão (km) 1. Costa da Caparica Lagoa de Albufeira Tróia Aberta Nova 40 SUL 3. Lagoa de Santo André Sines Quarteira Praia de Faro Cacela Vila Real de Santo António Cova da Gala - Pedrógão 23 NORTE 7. Praia de Mira - Quiaios Vagueira - Costa Nova 15 TOTAL 175 Na zona Centro e Norte de Portugal existe apenas um centro dedicado para receber e recuperar animais marinhos, o CRAMQ (Centro de Recuperação de Animais Marinhas de Quiaios) na zona da Figueira da Foz, que recebe e aloja várias dezenas de espécies marinhas, para posterior libertação depois do processo de recuperação. A área de ação do CRAMQ é maioritariamente a faixa costeira entre Peniche e o Rio Minho e além de receber alertas para animais vivos, são comuns alertas de aves, cetáceos ou tartarugas marinhas arrojadas mortas. No caso de aves marinhas, a área de actuação restringe-se à zona entre Peniche e Furadouro, já que para norte a reabilitação de aves marinhas é encaminhada para o Parque Biológico de Gaia. Adicionalmente, como descrito no capítulo anterior, são realizadas, em conjunto com a Polícia Marítima, vistorias para identificação de carcaças de animais marinhos. A periodicidade e locais dos transetos representam ainda uma baixa percentagem da faixa costeira portuguesa do centro e norte que é monitorizada regularmente. Os animais mortos são armazenados e posteriormente necropsiados para avaliação das causas de morte e recolha de amostras para um banco de tecidos gerido em parceria pela Universidade do Minho, Universidade de Aveiro e SPVS, podendo ser utilizados para estudos de toxicologia, dieta, genética, entre outros. 2.2 Recolha de dados dos transetos Para parte sul, durante o primeiro ano de monitorização de arrojamentos (2011), a recolha de dados seguiu o padrão de visitas estipulado inicialmente e descrito no ponto anterior. Os transetos de primavera foram realizados em março-abril e os de outono em outubro-novembro de No entanto, as visitas de inverno foram realizadas já em 2012, durante os meses de fevereiro e março. No segundo ano de monitorizações apenas foram realizadas as 3 visitas para os transetos 1 e 3. Para os transetos 4 e 5 foi realizada apenas a monitorização de primavera, não tendo sido realizada qualquer monitorização no transeto 2. Para a parte norte, durante 2011 o transeto 6 foi realizado 3 vezes (Jan, Mar, Abr), e os transetos 7 e 8 não foram visitados. Em 2012 o transeto 6 foi monitorizado 4 vezes (Jan, Mar, Abr, Mai), o transeto 7 foi visitado em abril, e o transeto 8 em maio. Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 8

9 Foi ainda compilado um registo fotográfico dos animais encontrados. Nenhum destes animais foi recolhido da praia. Devido à dimensão reduzida da amostra, não se realizaram análises estatísticas, tendo-se optado por reportar apenas os totais de indivídos e os índices de abundância de arrojamento. O índice de abundância de arrojamentos (nr. ind./10 km), foi calculado pela divisão do somatório do nº de indivíduos encontrados num dado transeto, pelo total dos kms percorridos nesse transeto (em km), multiplicado por 10. Este índice permite a comparação entre transetos de diferentes comprimentos. Aquando da recolha de dados, o observador utiliza uma ficha de registo desenvolvida para o efeito (ver Anexo I). Numa primeira parte são recolhidos dados meteorológicos, de caracterização do troço monitorizado e níveis de contaminação. Numa segunda parte são recolhidos dados referentes aos animais arrojados encontrados, não só de aves, mas também de cetáceos ou tartarugas marinhas. Figura 3_Alcatraz arrojado, Vila Real de Stº Barros. Figura 4_Torda-mergulheira, Barros; Gaivota presa em Ferreira; Observador com cetáceo arrojado, Oliveira (da esquerda para a direita) Necrópsias No âmbito do projecto FAME, compilou-se uma base de dados de aves marinhas arrojadas mortas por episódios de alerta e transetos, no período As aves foram sujeitas a necrópsias padronizadas de acordo com Camphuysen et al. (2007) com vista à determinação de causas de morte. Muitas vezes, o avançado estado de decomposição das aves quando detectadas, impossibilita uma análise correta das causas de morte, e muitas vezes mesmo a examinação por meio de necrópsia, daí que nem todos os animais arrojados sejam necropsiados. Nestes casos, Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 9

10 analisam-se externamente os indivíduos, avalia-se a condição corporal por observação do músculo peitoral e são retiradas amostras somente para genética. Os dados recolhidos ao nível do exame externo são avaliação de idade, muda de penas, existência de fraturas, abrasões, restos de materiais, bem como recolhas estandardizadas de biometrias (bico, asa, tarso e pata). No exame interno avalia-se o grau de emaciação do músculo peitoral, alterações na cor e aspecto de órgãos internos, peso do fígado e rim, presença e maturidade de órgãos reprodutores e presença e tamanho de bursa de Fabricci. São recolhidas amostras de quase todos os órgãos, incluindo penas, tarso e cérebro, para possíveis análises toxicológicas e genética. Figura 5_ Necrópsia a um alcatraz, em que é possível observar um anzol no esófago. 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO 3.1 Zona Sul Caracterização dos indivíduos arrojados Em 2011 e 2012, no total das visitas realizadas aos 5 transetos, o registo mais comum foi a gaivota não-identificada (17). Muitas vezes o avançado estado de decomposição dos indivíduos impossibilita a identificação. A espécie arrojada mais comum foi a gaivota-de-patas-amarelas Larus michahellis (com um total de 16 indivíduos), seguido do alcatraz Morus bassanus (15 ind.), e da gaivota-d asaescura Larus fuscus (13 ind.). Estas são espécies abundantes no nosso país, sendo a gaivota-depatas-amarelas residente, e as restantes invernantes comuns. Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 10

11 Gaivota sp. Alcatraz Guincho Chilreta Famego Gaivota-depatasamarelas Gaivotad'asaescura Cetáceo nãoidentificado Tordamergulheira Águiacalçada Gaivotãoreal Golfinhocomum Tartarugade-couro Outros Do total de 80 indivíduos encontrados (gráfico 1), 71 eram aves marinhas, 6 cetáceos (não identificados), 1 tartaruga-marinha (Dermochelys coriacea), e 2 aves terrestres (1 pombo-doméstico Columba livia, e 2 águias-calçadas Aquilla pennata). Nº ind Gráfico 1_Total de indivíduos arrojados por espécie Variação de arrojamentos por estação do ano Verificou-se que a estação do ano com maior número de arrojamentos detectados foi o outono (32), seguido do inverno (21) e por último a primavera (27). Analisando estes dados, tendo em conta o esforço de monitorização realizado (nº de km percorridos por estação do ano), conclui-se que no outono (126 km percorridos) o nº de indivíduos arrojados por cada 10 km de costa de área monitorizada foi de cerca de 2,54 ind., na primavera (178 km percorridos) foi de cerca de 1,52 ind./10 km, e no inverno (109 km percorridos) foi de cerca de 1,93 ind./10 km (gráfico 2). Vários factores podem estar na origem destes números. No outono dá-se a migração pósreprodutora de aves marinhas que nidificam colonialmente em latitudes mais elevadas (Ilhas Britânicas, Escandinávia, etc.) e que cruzam as nossas águas rumo às áreas de invernada mais a Sul. Isto é confirmado pelos valores registados relativos a espécies invernantes comuns. No outono foram detectados cerca de 0,79 ind./10 km de alcatraz e gaivota-d'asa-escura por cada 10 km, em contrapartida aos 0,18 ind./10 km detectados no inverno para as 2 espécies, e aos 0,11 ind./10 km de gaivota-d'asa-escura e os 0,17 ind./10 km de alcatraz para a primavera (gráfico 3). Além do incremento do número de aves invernantes de passagem durante o outono, tempestades formadas em alto mar podem arrastar estas aves, já a realizar um esforço mais elevado que o normal devido à migração, ficando sem capacidade para fazer frente à exaustão. Alguns casos detectados na primavera podem também corresponder a mortes por exaustão no período migratório (pré-nupcial, neste caso, como parece ser o registo das duas águias-calçadas encontradas entre Cacela e Vila Real de Santo António). Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 11

12 Nº ind./10km 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 Primavera Outono Inverno Gráfico 2 _Nº de indivíduos arrojados por cada 10 km de costa por estação do ano. Nº ind./espécie/10km Nº total de gaivotas/10km 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 Primavera Outono Inverno 1,7 1,6 1,5 1,4 1,3 1,2 1,1 1 0,9 0,8 0,7 Gaivota-d'asa-escura Alcatraz Gaivotas Gráfico 3_Total de indivíduos de alcatraz e gaivota-d asa-escura por estação do ano. As gaivotas foram o grupo de aves detectado em maior número, com um total de 5 espécies e 51 indivíduos. Na primavera (21 ind.) o número de gaivotas por cada 10 km de costa foi de 1,18 ind./10 km. No outono (20 ind.), e com um esforço significativamente menor, este valor disparou para 1,59 ind./10 km, e no inverno (10 ind.) caiu para os 0,92 ind./10 km de costa monitorizados (gráfico 3). Uma das razões explicativas destas diferenças deverá ser o comportamento costeiro das gaivotas, por oposição ao comportamento pelágico das restantes espécies detectadas. O que significa que em caso de fraqueza, doença ou outro factor de debilidade, é frequente pousarem à beira-mar, onde acabam por morrer. De notar que do total das 45 gaivotas encontradas, 9 estavam ainda vivas, mas em estado muito débil. Destas 9, todas gaivotas, 8 foram detetadas no outono. Outro factor a ter em conta, no que diz respeito aos valores baixos de arrojamentos detectados no inverno, é a taxa de remoção de indivíduos. Os mares mais agitados deste período podem remover com maior facilidade os indivíduos que dão à costa, não sendo estes detetados aquando da monitorização. Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 12

13 Variação dos arrojamentos por transeto No total foram percorridos 413 km (tabela 2). De forma a homogeneizar os dados brutos, tendo em conta as diferenças entre transetos e permitindo assim minimizar o erro inerente ao comprimento de cada transeto, foi calculado um índice de abundância de arrojamentos (nº ind./10 km), traduzido na divisão do somatório do nº de indivíduos encontrados para cada área, pelo total dos kms percorridos na área em causa (km). Este valor foi depois calculado para cada 10 km de transeto (gráfico 4). Tabela 2_ Distância percorrida e total de indivíduos arrojados detetados por transeto. Costa da Caparica- Lagoa de Albufeira Tróia - Aberta Nova Lagoa de St. André Sines Quarteira Praia de Faro Cacela Vila Real de Stº António Totais Comprimento (km) Total de km percorridos Total de aves detetadas Nº de indivíduos arrojados/10km ,95 1,5 0,94 3,38 2,33 - Nº ind./10 km 4 3,5 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 Costa da Caparica - Lagoa de Albufeira Tróia - Aberta Nova Lagoa de Santo André - Sines Quarteira - Praia de Faro Cacela - Vila Real de Santo António Gráfico 4_ Índice de abundância de arrojamentos por cada 10 km de transeto. Os dados apresentados mostram que o transeto Quarteira Praia de Faro foi por larga margem o que apresentou maior índice de abundância de arrojamentos (aprox. 3,38 ind./10 km). Os transetos com maior índice de abundância de arrojamentos a seguir a este último foram Cacela Vila Real de Stº António (2,33 ind./10 km) e Costa da Caparica Lagoa de Albufeira (1,95 ind./10 km). Para este resultado pode ter contribuído o facto de, em 2011 neste transeto, quer na época de campo da Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 13

14 primavera, quer de outono, se terem registado nos dias anteriores à monitorização ventos forte de sudoeste. Outros factores que podem ter influenciado estes resultados são as tempestades em ambiente pelágico, sistemas de correntes, a topografia e a orientação da costa Causas de morte Em apenas 4 dos indivíduos detectados se conseguiu identificar a causa de morte, já que nos restantes casos não houve nenhum indício aparente, ou devido ao avançado estado de decomposição dos cadáveres. A tartaruga-de-couro, encontrada perto da Lagoa de Albufeira, apresentava sinais de morte causada por redes de pesca; 1 alcatraz, encontrado morto no transeto Lagoa de Sto. André Sines, também apresentava indícios de interação com redes de pesca; 1 gaivota-de-patas-amarelas, encontrada no transeto Quarteira Praia de Faro, apresentava evidências de ingestão de linhas de pesca; e 1 alcatraz morto no transeto Lagoa de Sto. André - Sines apresentava um anzol cravado no pescoço. Tratava-se de 1 anzol nº 9, e o estralho com o anzol era oriundo de um aparelho de superfície, normalmente colocado para capturar robalo ou dourada. Para a detecção da causa de morte, a necrópsia dos cadáveres encontrados será a melhor maneira para aprofundar o conhecimento relativamente a este tema. De referir ainda que foram encontrados 2 indivíduos de gaivota-d asa-escura com anilhas holandesas. Figura 6_ Alcatraz com indícios de morte por redes de Oliveira. Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 14

15 Caracterização de resíduos Neste capítulo pensamos ser relevante referir a composição do lixo nas zonas monitorizadas, apesar de não ser o objecto de estudo prioritário. No formulário de caracterização existem campos de preenchimento relativos à estimativa da composição do lixo encontrado durante os transetos. Assim, a matéria vegetal (canas, raízes, algas) compõe a maior parte dos resíduos encontrados na totalidade dos transetos (47,%); os resíduos provenientes da pesca (bóias, redes, caixas de isco, caixas, etc.), e os recicláveis (plásticos, metais, vidro e pilhas) representam no total, valores praticamente semelhantes, com 26,5 % e 26,5%, respetivamente, dos resíduos encontrados (gráfico 5). % Matéria vegetal Recicláveis Resíduos de pesca Costa da Caparica - Lagoa de Albufeira Tróia - Aberta Nova Lagoa de Santo André - Sines Quarteira - Praia de Faro Cacela - Vila Real de Santo António Gráfico 5_Composição dos resíduos encontrados por transeto, na totalidade das visitas. 3.2 Zona Norte a) Transetos de inspeção costeira Caracterização dos indivíduos arrojados Em 2011 e 2012 no total das visitas realizadas aos 3 transetos, foram encontradas 62 aves marinhas. O registo mais comum, tal como na zona Sul, foi a gaivota não-identificada (35). Muitas vezes o avançado estado de decomposição dos indivíduos impossibilita a identificação. A espécie arrojada mais comum foi a gaivota-de-patas-amarelas (com um total de 14 indivíduos), seguido da gaivota-d asa-escura (8 ind.). O alcatraz (5 ind.), a gaivota-de-cabeça-preta Larus melanocephalus (1 ind.), e a torda-mergulheira Alca torda (1 ind.) foram as restantes espécies encontradas (gráfico 6). Estas são espécies regulares no nosso país, sendo a gaivota-de-patas-amarelas residente, e as restantes invernantes, ou maioritariamente invernantes. Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 15

16 Nº ind Gaivota sp. Alcatraz Gaivota-de-patasamarelas Gaivota-d'asaescura Gaivota-decabeça-preta Tordamergulheira Gráfico 6_Total de indivíduos arrojados/espécie Variação de arrojamentos por estação do ano Por larga escala, verificou-se que, novamente, a estação do ano com maior número de arrojamentos detectados foi o outono (56 ind.), enquanto que o inverno e a primavera apresentam valores bastante baixos de aves arrojadas (3 ind.), quando comparados com os referidos para o outono. Analisando estes dados tendo em conta o esforço de monitorização realizado (nº de km percorridos por estação do ano), conclui-se que no outono (46 km percorridos) o nº de indivíduos arrojados por cada 10 km de costa de área monitorizada foi de cerca de 12,17 ind./10 km de costa, na primavera (89 km percorridos) foi de cerca de 0,34 ind./10 km, e no inverno (69 km percorridos) foi de cerca de 0,43 ind./10 km (gráfico 7). Além do incremento do número de aves invernantes de passagem durante o outono, tempestades formadas em alto mar, podem arrastar estas aves, já a realizar um esforço mais elevado que o normal devido à migração, e não tendo capacidade para fazer frente à exaustão. No entanto, os elevados valores de aves arrojadas no outono para a área, devem-se sobretudo à deteção de 50 gaivotas de 3 espécies, arrojadas a no transeto Cova da Gala Pedrógão. Nº ind./10km Primavera Outono Inverno Gráfico 7_Nº de indivíduos arrojados por cada 10 km de costa por estação do ano Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 16

17 Nº ind./10km Nº total de gaivotas/10km 7 Outono Inverno Gaivota-d'asa-escura Gaivota não-identificada Gaivota-de-patas-amarelas Total de gaivotas Gráfico 8_Total de indivíduos de gaivota-d asa-escura Larus fuscus, gaivota-de-patas-amarelas Larus michahellis, gaivotas não-identificadas, e nº total de gaivotas por estação do ano. As gaivotas foram o grupo de aves detetado em maior número, com um total de 4 espécies e 55 indivíduos. Na primavera não foram detetadas gaivotas nos transetos realizados. No outono (54 ind.) o número de gaivotas por cada 10 km de costa foi de 10,8 ind/10 km, o que representa praticamente a totalidade das gaivotas encontradas em transetos. No inverno, apenas 2 gaivotas não-identificadas foram registadas, o que representa um a taxa de arrojamentos de 0,5 ind./10 km (gráfico 8). A maioria das gaivotas detetadas (35 ind.) não permitiu a identificação devido ao avançado estado de decomposição. Mais uma vez, o comportamento costeiro das gaivotas em oposição ao comportamento essencialmente pelágico das restantes espécies detetadas poderá determinar a preponderância deste grupo na composição do total de aves arrojadas, assim como o efeito de remoção que o mar apresenta no Inverno poderá influenciar a detetabilidade de arrojamentos neste período Variação dos arrojamentos por transeto No total foram percorridos 204 km (tabela 3). Tal como para o setor Sul, foi calculado o índice de abundância correspondente ao nº de indivíduos por 10 km (gráfico 9). Tabela 3_ Distância percorrida e total de indivíduos arrojados detetados por transeto. Comprimento do transeto (km) Cova da Gala - Pedrógão Praia de Mira - Quiaios Vagueira - Costa Nova Totais Total de km percorridos Total de aves detetadas Nº de indivíduos arrojados/10km 3,67 0,71 0,67 - Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 17

18 Assim, chegou-se à conclusão que o transeto Cova da Gala - Pedrógão foi por larga margem o que apresentou maior índice de abundância de arrojamentos (aprox. 3,67 ind./10 km). No entanto este fato poder-se-á dever à diferença de esforço de monitorização entre transetos, e à deteção de 50 gaivotas arrojadas neste transeto, em setembro de 2011 (representando cerca de 80% das aves detetadas em transeto na zona norte no conjunto dos 2 anos). Outros factores que podem ter influenciado estes resultados são as tempestades em ambiente pelágico, sistemas de correntes, a topografia e a orientação da costa. Nº ind./10 km 4 3,5 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 Cova da Gala - Pedrógão Praia de Mira - Quiaios Vagueira - Costa Nova Gráfico 9_ Índice de abundância de arrojamentos por cada 10 km de transeto Causas de morte Nas aves detetadas em transetos de monitorização, apenas um alcatraz encontrado no transeto Vageira - Costa Nova em maio de 2012, apresentava sinais de morte por captura acidental. No entanto, e tal como será explorado de seguida a maioria das aves arrojadas localizadas através de alertas para arrojamento massivo, foram recolhidas afim de um exame mais exaustivo por meio de necrópsias para deteção de causas de morte. b) Arrojamentos em massa e avaliação de causas de morte 3.3 Caracterização global dos arrojamentos e necrópsias realizadas O número de animais arrojados entre abril de 2010 e março 2012, considerando os dados dos alertas para animais mortos e os dos transetos, totaliza 750 indivíduos de diferentes grupos taxonómicos. Foram realizadas 559 necrópsias a 18 espécies diferentes desde setembro 2010 a outubro 2012, correspondendo a cerca de 70% das aves que foram detectadas arrojadas mortas em 150 km da costa ocidental portuguesa. As espécies mais amostradas foram a torda-mergulheira, gaivota-de-patas-amarelas, alcatraz, Gaivota-de-asa-escura e pardela-balear (tabela 4). Verificam-se três picos distintos de diferentes grupos taxonómicos: pardelas, gaivotas e alcídeos que correspondem a episódios singulares de arrojamento massivo, que muito dificilmente são detetados durante os transetos. Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 18

19 Tabela 4_ Número total de necropsias realizadas por espécie entre setembro 2010 e outubro 2012 e números totais de indivíduos arrojados mortos. Nas espécies de gaivotas mais comuns e airo há uma discrepância nos números devida à incorrecta identificação das espécies quando recolhidas. No alcatraz, cagarra e pardelabalear a diferença deve-se a entradas de animais vivos que não sobreviveram e foram necropsiados e de animais recolhidos antes de abril Espécies de Aves Marinhas Necrópsias Arrojamentos mortos Torda-mergulheira Alca torda Gaivota-de-patas-amarelas Larus michahellis Alcatraz Morus bassanus Gaivota-d'asa-escura Larus fuscus Pardela balear Puffinus mauretanicus Gaivota-de-patas-amarelas / Gaivota-d'asa-escura Larus michahellis/fuscus Airo Uria aalge 9 7 Cagarra Calonectris diomedea 4 2 Guicho Larus ridibundus 2 3 Gaivotão-real Larus marinus 2 2 Fura-bucho-do-atlântico Puffinus puffinus 2 2 Garajau-de-bico-preto Sterna sandvicensis 2 2 Negrola Melanita nigra 1 2 Papagaio-do-mar Fratercula artica 1 1 Gaivota-de-cabeça-preta Larus melanocephalus 1 1 Galheta Phalacrocorax aristotelis 1 1 Corvo-marinho-de-faces-brancas Phalacrocorax carbo 1 1 Pardela-de-barrete Puffinus gravis 1 1 Garajau-comum Sterna hirundo 1 1 TOTAL Nº de ind. (exc. alcídeos) Nº de alcídeos Alcatraz Pardelas Garajaus Negrola Gaivotas Alcídeos Gráfico 10_Principais episódios de alerta por particulares/polícia marítima, entre 2010 e 2012 e número total de indivíduos arrojados entre Nazaré e Aveiro, divididos por grupo taxonómico. Os números correspondem aos meses do ano em que foi foram encontrados arrojamentos. O eixo vertical da esquerda reflete o nº de alcídeos encontrados, enquanto o da direita se refere a todos os outros grupos taxonómicos. Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 19

20 3.4 Episódios de arrojamento massivo Das necrópsias efetuadas, 83% correspondem a três eventos de arrojamento massivo, um de pardela-balear, um de gaivota-de patas-amarelas e gaivota-de-asa-escura, e um de tordamergulheira. Estes episódios ocorreram entre 2010 e 2012 em épocas distintas do ano, verão, outono e inverno, respetivamente (tabela 5). Tabela 5_ Três episódios de arrojamentos em massa entre 2010 e 2012 de quatro espécies de aves marinhas no centro e norte de Portugal. Data de Arrojamento 21/07 e 17/08/ /09 a 05/10/ /01 a 14/03/2012 Espécie Nº de indivíduos arrojados Puffinus mauretanicus 20 Larus michahellis & Larus fuscus Alca torda 535 Local Aveiro & Figueira da Foz 125 Figueira da Foz Peniche, Nazaré & Figueira da Foz Pardela-balear A meio de julho 2010 foram recolhidas, por aviso de alerta, cinco pardelas-baleares na Figueira da Foz e seis na Costa Nova, em Aveiro. Um mês mais tarde numa extensão de cerca de 4 km foram recolhidos nove pardelas-baleares. Sendo uma espécie altamente ameaçada, com reduzido efectivo populacional e com baixas probabilidades de arrojamento, os vinte indivíduos foram considerados como um episódio de arrojamento massivo e por isso, recolhidos e necropsiados para avaliação de causas de morte. O exame externo revelou que 60% dos indivíduos apresentavam penas em muda nas asas e/ou cauda, 70% hematomas nas patas e 15% fraturas nas asas. Ao nível do exame interno, foi possível determinar o sexo em 11 indivíduos, tratando-se de aves adultas. O sex ratio entre machos e fêmeas foi de 1:5. As restantes nove podem tratar-se de indivíduos imaturos em que os órgãos reprodutores não estão suficientemente desenvolvidos para deteção do género. Da observação dos órgãos internos, nomeadamente os pulmões e sistema digestivo, detetou-se que 95% das pardelas tinham pulmões hemorrágicos e com espuma e 40% tinham peixe no estômago ainda por digerir. Verificaram-se alterações anormais de aspecto e tamanho de rim e baço em apenas três indivíduos, o que pode sugerir algum tipo de patologia. A análise global dos indícios sugere uma forte evidência para evento(s) de captura acidental: malhas das redes que podem ser responsáveis pelos hematomas e fraturas, alimentação ativa devido ao peixe no estômago e indícios de afogamento em 19 indivíduos (hemorragias e espuma nos pulmões). Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 20

21 Figura 7_ Necrópsia a uma pardela balear em que foi retirada uma corda de nylon do intestino Gaivota-de-patas-amarelas e gaivota-d asa-escura No final de setembro e início de outubro de 2011 registou-se um alerta para um episódio envolvendo gaivota-de-patas-amarelas e gaivota-d asa-escura na zona da Figueira da Foz. Apesar de não ser considerado um arrojamento, pois são aves que descansam muitas vezes na praia, foram recolhidos 125 cadáveres numa extensão de 7 km e várias dezenas seguiram para recuperação. Foi possível necropsiar 76 dos indivíduos (60%), dos quais 44 cadáveres e 32 que morreram, na sua maioria, passadas 24 horas. Figura 8_ Gaivota-d asa-escura arrojada morta e com desperdícios de peixe associado. Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 21

22 No que respeita à amostra obtida ao nível das observações externas para identificação de espécie e idades, a maioria são indivíduos adultos e juvenis de gaivotas-de-patas-amarelas sendo também a espécie mais abundante (38). Registaram-se 16 indivíduos adultos da gaivotad asa-escura e seis imaturos Adulto Imaturo Juvenil Indet. 0 Gaivota-d'asaescura Gaivota-de-patasamarelas Gaivota-d'asaescura/Gaivota-depatas-amarelas Gráfico 11_Número de indivíduos por espécie e grupo etário. O grupo taxonómico Gaivotad'asa-escura/Gaivota-de-patas-amarelas corresponde a indivíduos ambas as espécies. Foi possível realizar a necropsia completa de 79% dos indivíduos (60 ind.), já que os restantes encontravam-se em estado avançado de decomposição e foi só avaliada a condição física pela observação do músculo e retiradas algumas amostras de penas e músculo. A observação da condição física por avaliação do músculo revelou que a maioria apresentava boa condição e inclusive gordura subcutânea e perivisceral abundantes. 50% dos indivíduos apresentavam alterações na cor do fígado e 50% dos indivíduos tinham os pulmões hemorrágicos, 58% congestionamento do intestino e/ou hemorrágico. Além disso, 25% dos indivíduos apresentavam alterações no tamanho e cor do baço e pâncreas hemorrágico. Em três indivíduos foram detectadas perfurações no corpo e músculo, típicos de mordeduras de outros animais. A causa de morte mais provável está relacionada com doença/intoxicação. Cerca de metade dos indivíduos apresentavam alterações nos órgãos internos compatíveis com intoxicação por biotoxinas, o que só será possível confirmar nos resultados das análises toxicológicas de amostras de fígado e músculo recolhidas durante as necrópsias. O facto de termos tido acesso a animais ainda vivos, e ter sido possível recuperar alguns deles, permitiu-nos observar os sintomas mais evidentes, relacionados com parésia, disfunções motoras, diarreias e apatia, que sugerem uma forte evidência para a ingestão de biotoxinas, impossibilitando o voo e alimentação normais, podendo provocar a morte em poucos dias, por afogamento, hipotermia, exaustão, predação por animais terrestres, entre outros Torda-mergulheira No dia 31 de Dezembro 2011 foi recebido alerta de um arrojamento massivo de tordasmergulheiras na praia do Baleal em Peniche. No dia seguinte (1 de Janeiro de 2012) foram recolhidas 78 tordas mortas e 1 airo Uria aalge, e detectadas mais 22 tordas em avançado estado de decomposição ou predadas que não foram recolhidas. No dia 4 de Janeiro, 20 km a norte de Peniche, na Nazaré, foi dado outro alerta de arrojamento massivo e recolhidas mais 51 tordas, para Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 22

23 além de mais seis que não foi possível recolher. Neste caso, algumas delas foram retiradas diretamente de redes de pesca ilegal. Quatro dias mais tarde, novamente em Peniche, arrojaram mais 109 tordas mortas que foram recolhidas e 10, em avançado estado de decomposição, não recolhidas. Os alertas sucederam-se até 14 de Março e incluíram também a Figueira da Foz. No total foram contabilizadas 10 espécies diferentes: torda-mergulheira (535 ind.), rola-do-mar Arenaria interpres (1 ind.), pilrito-das-praias Calidris alba (1 ind.), gaivota-d asa-escura e Gaivota-de-patasamarelas (8 ind.), guincho Larus ridibundus (1 ind.), alcatraz (6 ind.), corvo-marinho Phalacrocorax carbo (1 ind.) e airo (7 ind.). Este arrojamento massivo de tordas-mergulheiras ocorreu quase na totalidade (90%) na primeira quinzena de Janeiro e foram recolhidos 455 indivíduos para necrópsia. 88% dos arrojamentos ocorreram em Peniche numa extensão de 6,5 km, 11% na Nazaré em 1,2 km e 1% numa praia da Figueira da Foz. Tordas mortas numa praia na Henriques. Figura 9_ Figura 10_Bancada com dezenas de tordas-mergulheiras empilhadas depois de Vaqueiro Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 23

24 Figura 11_Pormenor de uma torda-mergulheira ainda emalhada em Vaqueiro Até à data foram necropsiadas segundo protocolo completo 225 tordas, e a outras 118 não foi possível realizar a necropsia completa devido ao estado de decomposição avançado. No que respeita à distribuição de idades, de acordo com o tipo de bico (Jones 1988), verifica-se que 92% dos indivíduos são imaturos, sendo a maioria de primeiro ano e, globalmente, dos 55 indivíduos em que foi possível determinar o sexo, 60% são fêmeas (tabela 6). Tabela 6_ Distribuição etária das 343 tordas-mergulheiras necropsiadas, acedida através do número de sulcos na parte superior do bico. A notação do bico é do tipo awb(+), em que a indica o número de sulcos brancos, b o número de sulcos pretos e, se presente, + um sulco adicional parcialmente desenvolvido; ND significa Não determinado. Tipo de Bico N Idade Frequência (%) F M 0W0 267 Juvenil 1º ano 77, W0; 1W0+ 26 Imaturo 2º ano 7, W1; 1W1+ 23 Imaturo 3º ano 6, W2 6 Adulto 1, ND 21 6,12 Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 24

25 Figura 12_ Torda-mergulheira com parte de rede de monofilamento no corpo. A análise das biometrias (tabela 7) revela que a subespécie em causa é muito provavelmente a A. t. islandica, que se reproduz na Islândia, ilhas Faroe, Reino Unido e França, e sua origem será das populações mais a sul. Tabela 7_Médias da profundidade da gonys e tamanho de asa direita (em mm (+- Desvio Padrão)) das 343 tordas analisadas. Idade Gonys Asa direita 0W0 15,8 (+-1,2) 188,5 (+-5,2) 1W0; 1W0+ 19,4 (+-2,3) 193,6 (+-5,4) 1W1; 1W1+ 19,7 (+-1,2) 194,3 (+-5,9) 1W2 20,2 (+-0,8) 200 (+-3,7) No que respeita ao exame externo, das 343 tordas necropsiadas, 15% tinham fraturas de asas e/ou patas, 46% apresentavam abrasões, lacerações e/ou luxações nas patas e asas. Em 32 dos animais foram recolhidos fios de nylon, partes de rede de monofilamento de malhagem 110mm, e/ou fios de pesca enrolados nas asas e corpo. Um por cento da amostra tinha sinais de predação por evidências de buracos no corpo. Por outro lado, 20% das tordas tinham peixe(s) no esófago e/ou estômago em grande quantidade e ainda por digerir. Os pulmões encontravam-se com espuma e hemorrágicos em 85% dos casos. Em média, os indivíduos apresentavam boa condição física, tanto ao nível da condição do músculo, índice hepático/renal e abundantes reservas de gordura subcutânea e perivisceral. A maioria dos indícios aponta para a causa de morte como sendo a captura acidental em redes de pesca de monofilamento. À semelhança do arrojamento massivo de 2010 de pardela-balear, as tordas apresentam os mesmos sintomas a nível do exame externo (restos de pesca, tipo de lesões), pulmões (hemorrágicos e com espuma) e estômago (cheio de alimento não digerido). Foi possível determinar, pela medição da malhagem e pela recolha de redes em cooperação com a Polícia Marítima, que se tratam de capturas em redes de tresmalho e de emalhar, conhecidas nesta região como redes alvoradas ou redes aboiadas. Estas redes correspondem a artes de pesca supostamente legais, colocadas em locais interditos ao uso deste tipo de artes. Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 25

26 3.5 Considerações gerais A deteção de aves arrojadas através de transetos de monitorização visitados regularmente é uma ferramenta que permite recolher dados sobre a mortalidade de aves marinhas e outros grupos de animais em alto mar. Sendo as aves marinhas um bom indicador do estado dos oceanos, este método permite tirar conclusões sobre o estado do ecossistema marinho e ameaças à qualidade do mesmo. O facto de as gaivotas serem o grupo mais detetado, poderá ser explicável com os hábitos costeiros da maioria das espécies deste grupo taxonómico. O outono é a altura do ano onde a taxa de arrojamentos é maior, por coincidir com o período de migração pós-nupcial de muitas espécies de aves marinhas, e por ser propício a tempestades em mar alto. Condições climatéricas adversas em dias anteriores, topografia da linha de costa, índice de remoção pelo mar, e limpeza de praias são factores a ter em conta na flutuação do número de aves arrojadas. Cerca de metade dos resíduos registada nas praias é directamente de origem humana, e como tal evitável, sendo a outra metade matéria vegetal. A deteção e apuramento de causas de morte de episódios de arrojamento massivo é de extrema importância como indicativa do estado marinho local. Este estudo permitiu identificar dois factores que ameaçam a conservação de aves marinhas: poluição e captura acidental em artes de pesca. A poluição marinha provoca morte de aves marinhas e manifesta-se de diversas formas. Neste caso, a possível intoxicação por biotoxinas por ingestão de peixe contaminado ou algas, provocou a morte a pelo menos duas espécies de Larídeos em centenas de indivíduos. Apesar das dificuldades inerentes à identificação da causa de morte nestes casos, seria muito importante averiguar exactamente que tipo de toxina se trata e a sua origem para evitar futuros episódios que podem, inclusive, pôr em risco a saúde humana. As capturas acidentais afetam os efetivos populacionais de aves invernantes na costa portuguesa e as suas populações a nível global. A pardela-balear, como espécie criticamente em perigo (IUCN, 2011) é considerada espécie prioritária para ações de conservação e compete aos decisores implementar medidas de minimização nas artes de pesca e restrições na atividade piscatória em certas alturas do ano, nomeadamente em alturas de migração, de maio a julho, e em áreas de elevada concentração de indivíduos. Adicionalmente, de referir que o número de pardelas detetado foi certamente inferior ao real, já que são aves que facilmente são arrastadas para outras áreas, podendo não arrojar ou podendo ser alvo de predação. Neste caso não foi encontrado nenhum material de pesca mas o tipo de indícios indica morte traumática e lesões diversas por tentativa de escape de redes. Episódios de arrojamento de tordas-mergulheiras têm sido relatados na costa portuguesa desde que se implementaram os censos nacionais de arrojamentos em Teixeira (1986) descreveu dois episódios entre 83 e 85 na Fonte da Telha, na zona centro sul da costa portuguesa, envolvendo 867 indivíduos, na sua maioria imaturos e que apresentavam as mesmas evidências de afogamento durante a alimentação. Granadeiro et al. (1997) analisaram os dados de censos nacionais de arrojamentos entre 1990 e 1996 e as tordas-mergulheiras foram a espécie mais abundante com 768 indivíduos, um dos episódios registando 273 carcaças detetadas, em 5334 km percorridos. Em 7% dos casos foi detetada morte por captura acidental, mas recorrendo apenas a examinação externa. Apesar dos últimos dados da BirdLife International (2004) indicarem um aparente crescimento da população global de torda-mergulheira, vários trabalhos apontam a captura acidental pela pesca um dos principais fatores para o desaparecimento de várias populações de aves marinhas (Croxall et al 2012), em particular alcídeos (Osterblom et al 2002, Munilla et al 2007). Apesar do arrojamento massivo aqui apresentado corresponder apenas a 0,03-0,06% da população global de tordamergulheira, esta questão não deverá ser negligenciada, pois provavelmente este valor está sobre estimado devido à incapacidade de detetar e contabilizar todos os arrojamentos ocorridos. Por outro lado, seria importante estabelecer um programa, a longo prazo, que permita a monitorização da faixa costeira, bem como a avaliação do impacto das redes de pesca na população invernante de tordamergulheira em Portugal. A utilização de dados de arrojamentos tem sido principalmente estudada como indicação de derrames de petróleo no mar, e os dados recolhidos pouco harmonizados e sistemáticos. No entanto, salienta-se o elevado tipo de informação que é possível obter através da recolha sistemática de variáveis ambientais, observações macroscópicas e necrópsias Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 26

27 estandardizadas. Além disso, permite identificar outras fontes de ameaça para o sistema marinho a nível das populações e das espécies. 3.6 Sugestões para trabalhos futuros - Estabelecer um programa, a longo prazo, de monitorização da costa portuguesa para deteção de arrojamentos de animais marinhos. - Aumentar o nº de visitas, realizando cada transeto pelo menos 1 vez por mês. O aumento no número da amostra irá permitir clarificar as diferenças encontradas entre estações do ano e entre transetos. - Proceder à recolha e necrópsia de todos os animais encontrados, permitindo melhorar o conhecimento sobre as causas de morte. - Comparar os dados de arrojamentos com dados de observadores a bordo de barcos de pesca e inquéritos frequentes a pescadores, de forma a quantificar o impacto das redes de pesca na população invernante de torda-mergulheira de Portugal. Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 27

28 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Arcos, J.M. (compiler) International species action plan for the Balearic shearwater, Puffinus mauretanicus. SEO/BirdLife & BirdLife International. BirdLife International (2004) Birds in Europe: population estimates, trends and conservation status. Camphuysen C.J. (1990). Biometrics of auks at Jan Mayen. Seabird 12: Croxall, J. P., Butchart S. H. M., Lascelles, B., Stattersfield A. J., Sullivan B., Symes, A. and Taylor, P. (2012) Seabird conservation status, threats and priority actions: a global assessment. Bird Conserv. Int. 22: 1 34.] Granadeiro et al (1997). Beached bird surveys in Portugal Ardeola 44(1), Guilford T, Wynn R, McMinn M, Rodríguez A, Fayet A, et al. (2012). Geolocators Reveal Migration and Pre-Breeding Behaviour of the Critically Endangered Balearic Shearwater Puffinus mauretanicus. PLoS ONE 7(3): e doi: /journal.pone IUCN IUCN Red List of Threatened Species. Version IUCN website. Available: Jones PH (1984). Skins of guillemots Uria aalge and razorbills Alca torda examined at Cascais, Portugal, in may Memorias do museu do mar, serie zoológica 3 (27): Munilla, I., Díez, C., & Velando (2007) Are edge of bird populations doomed to extinction? A retrospective analysis of the common guillemot collapse in Iberia. Biological Conservation 137; Osterbloma H, Franssonb T, Olssonc O. (2002). Bycatches of common guillemot (Uria aalge) in the Baltic Sea gillnet fishery. Biological Conservation. 105: Poot, M. (2005). Large numbers of staging Balearic Shearwaters Puffinus mauretanicus along Lisbon coast, Portugal, during the post breeding period, June Airo 16: Ramírez I., P. Geraldes, A. Meirinho, P. Amorim, V. Paiva (2008). Áreas Marinhas Importantes para as Aves em Portugal. Projecto LIFE04NAT/PT/ Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves. Teixeira (1986) Razorbill alca torda losses in portuguese nets. Seabird 9: Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 28

29 ANEXO 1 Formulário de campo: CARACTERIZAÇÃO Observador(es) Contacto(s) Praia/Zona Prospectada Data Quadrícula UTM Localidade, Concelho Hora início Hora final Ponto início Ponto final (Se dispõe de GPS, indicar coordenadas, caso contrário indicar por extenso referências visuais) METEOROLOGIA Força do Vento Direcção (Escala de Beaufort) Estado do Mar (Escala de Douglas) Nebulosidade: Limpo Parcialmente nublado Coberto Precipitação Condições dos dias precedentes: Vaga de frio Tempestade Ventos fortes Outras Maré: vazia cheia a vazar a encher CARACTERIZAÇÃO E CONTAMINAÇÃO Largura da praia: Estreita (<10m) Média (10-50m) Larga ( >50m) Substrato de intertidal: Rochoso % Arenoso % Lodoso % Outro % Presença de detritos oceânicos: Ausência Linha contínua estreita (<1m) Linha descontínua Linha contínua espessa (>1m) Composição principal: Matéria vegetal % Resíduos de pesca % Recicláveis % Outros % (algas, madeiras, etc.) (boías, redes, linhas, etc.) (plástico, metais, vidro, pilhas) Vestígios de petróleo: Sim Não Evidências de limpeza recente: Sim Não INVESTINDO NO NOSSO FUTURO COMUM Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 29

30 ARROJAMENTOS Data Zona Prospectada Observador(es) Espécie Condição Sexo Idade Causas Marca/anilha Notas Sexo 0 - Indeterminado 1 - Masculino 2 - Feminino Idade 0 - Indeterminada 1 - Juvenil 2 - Imaturo 3 - Adulto Recomendações e Metodologia: Condição 1 - Vivo, estado geral débil 2 - Fresco. Arrojado há menos de 24 horas 3 - Decomposição avançada 4 Mumificado 5 Outro Causas 0 - Desconhecidas 1 - Artes de Pesca (Bycatch) a) Rede b) Anzóis c) Linhas d) Outros 2 - Petróleo a) Ligeiro. Não penetra na plumagem b) Moderado. < 25% do corpo afectado c) Elevado. > 25% do corpo afectado 3 - Predação 4 - Outro Para cada visita preencher um formulário de Caracterização, e para cada ave encontrada preencher uma linha do formulário de Arrojamentos, e documentar com fotografias da ave (sempre que possível). Submeta os seus dados através do formulário on-line disponível através do endereço Serão feitas 3 visitas/ano por zona prospectada (Primavera, Outono e Inverno), dando preferência aos dias que se seguem a uma tempestade/ventos fortes. Preencher sempre as duas fichas, mesmo em caso de não encontrar aves arrojadas. Para mais informações visite ou INVESTINDO NO NOSSO FUTURO COMUM Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 30

31 ESCALAS DE BEAUFORD (FORÇA DO VENTO) E DOUGLAS (ESTADO DO MAR) Escala de Douglas 0 Estanhado 0 1 Chão 0-0,10 m 2 Encrespado 0,10-0,50 m 3 Pequena vaga 0,50-1,25 m 4 Cavado 1,25-2,50 m 5 Grosso 2,50-4 m 6 Alteroso 4-6 m 7 Tempestuoso 6-9 m 8 Encapelado 9-14 m 9 Excepcional > 14 m INVESTINDO NO NOSSO FUTURO COMUM Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 31

32 Monitorização de aves arrojadas na costa Portuguesa 2011/12 - Projeto FAME 32

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