ANOS ao serviço da mediação de seguros. Jornal dos Seguros n.º 586/Ano XI Edição de 8/10/2012 Página

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1 EX-PRESIDENTE DO ISP VAI ASSUMIR LIDERANÇA DA SEGURADORA LUSITANIA Fernando Nogueira será o novo presidente da seguradora do Montepio Geral. Fernando Nogueira será o novo presidente da seguradora do Montepio Geral. Fernando Nogueira, que abandonou a liderança do Instituto de Seguros de Portugal (ISP) em Agosto deste ano, entrou esta semana para a administração da Lusitania. E será, a partir de Janeiro, o novo presidente da seguradora do Montepio Geral, soube o Diário Económico. Nogueira entrou esta segunda-feira para a companhia, para começar o processo de passagem de pastas e adaptação que levará a que, no início do próximo ano, substitua o atual presidente, José Arez Romão, que no final de 2012 passará à reforma. A Lusitania é detida pela Associação Mutualista Montepio Geral (que detém também o banco Montepio) e detém cerca de 6% de quota de mercado no segmento Não Vida. No final de 2011 somava um volume de prémios de 243,4 milhões de euros e um resultado líquido de 104 mil euros face aos três milhões de euros no ano passado. Fernando Nogueira, que havia assumido a liderança do regulador dos seguros em 2006, estava desde o final do ano passado em gestão corrente. Acabaria por ser substituído, no final de Agosto, por José Almaça. Segundo sabe o Diário Económico, Nogueira terá começado a ser sondado quando era ainda presidente do ISP, entidade responsável pela regulação e supervisão do setor segurador. Esta passagem praticamente direta de Fernando Nogueira do regulador para uma seguradora regulada não está a ser particularmente bem vista dentro do setor. No entanto, nada na lei impede que este percurso possa ser feito. Os estatutos do ISP não preveem regras específicas para esta matéria. Atualmente, o regime jurídico de incompatibilidade aplicável ao cargo de presidente do ISP é o artigo 5º da lei nº64/93 que diz que os titulares de cargos políticos não podem exercer, pelo período de três anos contado da data da cessação das respetivas funções, cargos em empresas privadas que prossigam atividades no setor por eles diretamente tutelado. Porém, este impedimento aplica-se apenas a empresas que tenham sido objeto de operações de privatização ou tenham beneficiado de incentivos financeiros ou de sistemas de incentivos e benefícios de natureza contratual. O caso de Fernando Nogueira, que passa do regulador do setor segurador para uma companhia regulada, não é sequer caso único. Em 2008, Rui Pedras, que estava até então na direção da CMVM, passou para a equipa de Miguel Cadilhe, na altura presidente do BPN. Mais recentemente, José de Matos assumiu a presidência executiva da Caixa Geral de Depósitos (CGD) em Julho de Até lá era vice-governador do Banco de Portugal, entidade que tem entre as suas funções a supervisão do setor bancário. Alguns reguladores sectoriais tem regras claras quanto aos impedimentos dos elementos das administrações, uma vez cessadas as funções nestas entidades. Exemplo disso são, nomeadamente, a ERSE (regulador do setor energético) e a Anacom (supervisor do mercado das telecomunicações). Após o termo das suas funções, os membros do conselho de administração ficam impedidos, pelo período de dois anos, de desempenhar qualquer função ou prestar qualquer serviço às empresas dos setores regulados, referem os estatutos destas duas entidades. No entanto, este impedimento pressupõe que o regulador respetivo continua responsável por uma fatia da remuneração até então auferida, até que o administrador em questão encontre nova ocupação. O Diário Económico tentou, até ao fecho da edição, obter um comentário de Fernando Nogueira mas sem sucesso. Diário Económico 04/10/2012 MAIS CRISE, MAIS RESPONSABILIDADE Se há grupo de profissionais que pode ser responsabilizado pelo reforço da proteção das empresas em matéria de Responsabilidade Civil Ambiental, esse grupo é o dos corretores de seguros Dois anos depois da entrada em vigor da obrigatoriedade de constituição de garantia financeira para as empresas potencialmente poluidoras que têm de acautelar a sua eventual responsabilidade civil ambiental, o país parece caminhar ainda a duas velocidades nesta matéria. "Temos a realidade das grandes empresas, em particular as industriais, onde as responsabilidades de natureza ambiental já se encontram, em parte, transferidas para uma apólice de seguro, e o mercado das PME, o qual ainda carece de soluções seguradoras economicamente atrativas", revela Eduardo Marques, presidente da GI Insurance Portugal. Não foi por falta de empenho dos corretores de seguros que as coberturas disponíveis no mercado de segurador não estão tão disseminados no mercado empresarial de pequena e média dimensão. Ainda a obrigatoriedade de constituição de garantia não estava em vigor e já vários operadores protagonizavam verdadeiras sessões de evangelização dos seus potenciais clientes nesta matéria. Mas algumas empresas "têm adiado as suas decisões, não só por questões de prioridade financeira, mas também porque residem dúvidas sobre o enquadramento e as obrigações legais da empresa, os capitais a segurar, as medidas de mitigação do risco e sobre qual o melhor instrumento para transferir esta responsabilidade", explica Rodrigo Fonseca, líder de Finpro da Marsh, referindo-se às muitas críticas que entretanto foram surgindo à falta de regulamentação do decreto que transpõe a diretiva ambiental para a legislação portuguesa (decreto-lei 147/2008).

2 Ainda assim, Paula Rios, administradora da MDS, garante que as empresas de média e pequena dimensão já começam a estar mais atentas a este tema, "uma vez que o próprio meio em que se movem, a sociedade em si, se está a tornar mais exigente, com a necessidade de apresentar contratação e garantia financeira em determinados concursos, por exemplo". Chegados a esta altura com grande parte do tecido empresarial português mergulhado em profunda crise, a necessidade de sensibilização dos empresários para esta matéria intensifica-se ainda mais, cabendo aos corretores de seguros grande parte da missão de alertar os responsáveis mais incautos. "Obviamente, há que prosseguir o trabalho de regulamentação, de sensibilização e de responsabilização, mas cremos que tem havido uma evolução na forma como as empresas portuguesas encaram as suas responsabilidades em matéria de meio-ambiente", reconhece Paula Rios. A Responsabilidade Civil Profissional é, provavelmente, uma das mais recentes áreas da Responsabilidade Civil a ganhar expressão relevante no mercado segurador português e apresenta, hoje em dia, um potencial de crescimento significativo. Não sendo a apólice de seguro obrigatória para nenhuma empresa, já que a garantia financeira pode ser bancária ou constituída por um fundo, transferir as imensas responsabilidades ambientais das empresas para uma companhia de seguros tem-se revelado uma das posturas preferidas pelos empresários portugueses. Às seguradoras, cabe disponibilizar uma oferta suficientemente atrativa para as empresas potencialmente poluidoras; aos corretores de seguros, continua a caber a imensa tarefa de explicar todos os riscos a que a empresa está exposta, eventuais consequências para a solvabilidade da empresa e para o património dos gestores, apoiar a empresa na definição da melhor cobertura para o seu caso concreto e negociar o melhor preço para a cobertura desejada. Crise dinamiza mercado de responsabilidades A Responsabilidade Civil Ambiental tem sido uma das mais recentes preocupações das empresas, mas já antes as coberturas de responsabilidade civil haviam começado a ganhar espaço nos planos de gestão de risco das empresas. Na maior parte dos casos, foram também os corretores de seguros os primeiros a abordar o tema junto dos empresários seus clientes. "Os seguros de responsabilidade civil são uma ferramenta de melhor gestão para as empresas", afirma prontamente Rodrigo Fonseca, da Marsh. "Nos dias que correm, e face à atual conjuntura económico-financeira, estes seguros têm muito potencial de crescimento pela emergente consciencialização de potenciais danos em causa e das fragilidades que muitas empresas têm sentido face ao cenário de responsabilização dos seus atos", explica o consultor. Com efeito, é numa sociedade cada vez mais exigente, e, logo, mais litigante, que os seguros de responsabilidade civil se assumem como um dos mercados com mais potencial de crescimento no mercado segurador do século XXI. E a conjuntura de crise só veio acentuar este fenómeno, ou não tivesse ela arrastado muitas empresas para processos de internacionalização. Rodrigo Fonseca confirma precisamente que "a internacionalização das empresas portuguesas implica uma cada vez maior preocupação ao nível das responsabilidades que assumem, pelo que a importância de uma cobertura de seguro de Responsabilidade Civil ganha cada vez maior importância". Do lado dos seguradores, a convicção é semelhante. "Os seguros de Responsabilidade Civil têm um acentuado potencial de crescimento, uma vez que o seu nível de abrangência é muito vasto, existindo cada vez mais seguros obrigatórios de Responsabilidade Civil com o objetivo de proteger terceiros", avança Rita Oliva, responsável da Direção Técnica de Responsabilidade Civil e Cauções da Lusitânia, lembrando que esta tendência se regista mais em certas profissões, como médicos, advogados, mediadores e gestores, entre outros. "No entanto, esta obrigatoriedade tem sido dirigida cada vez mais para a área de negócios com atividades consideradas de alguma gravidade", ressalva a responsável da Lusitânia. "Devido à atual conjuntura económica, com o encerramento das empresas e fracos recursos económicos dos individuais, temos verificado uma redução na celebração de contratos", revela Rita Oliva. Este pode ser, então, o outro lado de um mercado que tem tudo para crescer, mas que enfrenta a dureza dos tempos de austeridade. E, assim, as empresas atravessam um momento em que precisam, mais do que nunca, de estar preparadas para evitar despesas inesperadas, com eventuais pedidos de indemnização, mas abdicam dessa proteção por necessidade imperiosa de contenção de custos. Para Eduardo Marques, presidente da GI Insurance Portugal, o mercado poderia fazer mais. "O crescimento e o desenvolvimento do ramo poderiam ser ainda mais alavancados, se as práticas de mercado privilegiassem a adequação da oferta e a transparência dos clausulados em lugar de apresentar, em algumas modalidades, soluções de baixo preço e de qualidade inferior à real capacidade técnica instalada na atividade seguradora", alega. Também aqui, e mais uma vez, os corretores de seguros assumem o papel incitador da mudança, pressionando as companhias de seguros a adaptar a sua oferta às reais necessidades do mercado. Sendo certo que os tempos de crise não passarão tão depressa como se desejaria, não restam muitas dúvidas de que a presente década constituirá uma oportunidade por excelência para o desenvolvimento do mercado de seguros de Responsabilidade Civil em Portugal. Os corretores de seguros sabem-no. O sucesso estará reservado a quem melhor souber antecipar este fenómeno e estiver preparado para dar resposta em todas as frentes. OJE 28/09/2012

3 Proposta REVISÃO DA DIRETIVA DA MEDIAÇÃO REFORÇA PROTEÇÃO DO CONSUMIDOR Seis anos após a publicação da Lei da Mediação, que fomentou a profissionalização da mediação de seguros, a classe assiste agora à definição de novas regras numa nova diretiva comunitária, que a Comissão Europeia deverá publicar em Aumentar a proteção dos consumidores de seguros é o objetivo máximo da iniciativa Por considerar que é necessário reforçar o grau de proteção dos consumidores de seguros, a Comissão Europeia tem vindo a preparar um texto para a nova diretiva de mediação de seguros (DMS II), cuja revisão deverá ser publicada em 2013, caso o Parlamento e o Conselho Europeu aprovem as novas regras agora definidas. Simplificar procedimentos, aumentar o nível de exigência de profissionalismo dos mediadores e ampliar o nível de harmonização de medidas e sanções entre os Estados-membros constituem as principais linhas orientadoras de uma diretiva que deverá levar a mediação de seguros a um nível crescente de profissionalização, algo que já a primeira diretiva (transposta para a legislação nacional através do decreto-lei n. 144/2006, de 31 de julho) preconizava e que o setor reconheceu ter sido crucial para a valorização do papel do mediador de seguros. Entre as principais novidades da nova diretiva está o fato de esta passar a abranger a comercialização de contratos de seguro celebrados diretamente por seguradores e resseguradores sem a intervenção de mediadores, algo que não acontece no texto atualmente em vigor. É desta forma que a Comissão Europeia pretende alargar o âmbito de aplicação da DMS II, que passa também a abranger atividades como a gestão de sinistros ou a peritagem de sinistros, que até aqui estavam completamente excluídas do conceito de mediação de seguros. Com efeito, o alargamento do conceito de mediação de seguros constitui um dos principais vetores da nova diretiva. Empresas de peritagem de sinistros, empresas de gestão e regularização de sinistros ou empresas de seguros, incluindo aquelas que apenas desenvolvem a agregação de produtos de seguros na Internet para comparação das diferentes ofertas, passam a estar integralmente dentro do alargado conceito de mediação de seguros. Já o fornecimento de informações sobre potenciais clientes a mediadores ou empresas de seguros ou o fornecimento de informações sobre mediadores e empresas de seguros a potenciais clientes não é considerada mediação de seguros no âmbito da nova diretiva. Respondendo a uma dúvida tantas vezes colocada no seio da mediação de seguros, o texto da revisão da diretiva estipula ainda que as apólices vendidas a título acessório de uma prestação de serviços, como acontece, por exemplo, com as apólices de seguro de viagem comercializadas aos balcões das agências de viagem. Figura alvo de muita controvérsia no mercado português desde 2006, o mediador de seguros ligado vê agora redefinido o conceito da sua categoria, que continua a aplicar-se ao exercício da atividade de mediação em nome e por conta de seguradoras, mas passa a incluir também o exercício da atividade enquanto representantes de outros mediadores de seguros, desde que ambas as entidades assumam a inteira responsabilidade pelos atos praticados. Estes mediadores de seguros ligados/vinculados podem intermediar todos os tipos de produtos de seguros, sem restrições, e podem ainda movimentar fundos relativos aos contratos de seguros. A EIOPA, enquanto autoridade europeia de supervisão de seguros, vai passar a centralizar uma base de dados única, com o registo eletrónico de todos os mediadores de seguros, através da interligação de todas as bases de dados de cada Estado membro. A nova diretiva é, aliás, mais exigente em matéria de registos, obrigando os mediadores a divulgar eventuais participações no capital social de outras entidades superiores a 10% e ainda acordos celebrados com terceiros. A proposta de diretiva terá ainda de ser adotada pelo Parlamento e Conselho Europeus, podendo a sua aprovação acontecer no final de A partir dessa aprovação, cada Estado-membro disporá de um prazo de dois anos para concretizar a transposição da diretiva para a sua legislação nacional, podendo, nessa altura, acrescentar outras disposições a esse texto, caso os legisladores internos considerem necessário reforçar ainda mais a proteção do consumidor de seguros à escala nacional. A concretizar-se este calendário, a nova diretiva da mediação poderá ainda entrar em vigor no final de Objetivos da DMS II Assegurar a igualdade de tratamento e de condições para todos os operadores envolvidos na venda de produtos de seguros; Alargamento do âmbito de aplicação da diretiva a todos os canais de distribuição; Identificar, gerir e limitar os conflitos de interesses; Aumentar o nível de harmonização das medidas e sanções administrativas aplicáveis em caso de infração a disposi- ções fundamentais da diretiva; Aumentar a adequação e a objetividade do aconselhamento; Assegurar que as qualificações profissionais dos mediadores sejam correspondentes à complexidade dos produtos vendidos; Simplificar e aproximar os procedimentos para a entrada nos mercados de seguros transfronteiras em toda a UE. OJE 28/09/2012

4 A CORRETAGEM DE SEGUROS O MERCADO ATUAL E A INTERNA- CIONALIZAÇÃO DAS EMPRESAS João Villa Brito, Administrador da Corbroker, S.A. A globalização a que todos fomos aderindo, com maior ou menor voluntarismo, contribuiu decisivamente para que em cada dia que começa possamos ser confrontados com acontecimentos que, no dia anterior, seriam impensáveis. Portugal, nas suas diversas fragilidades, não podia escapar a este contexto internacional, tendo sofrido, nestes últimos anos, uma recessão imensa, a qual arrasa, dia após dia, as expectativas geradas relativamente à nossa qualidade de vida durante os últimos 30 anos! É à luz deste enquadramento económico e social que nos propomos contribuir para a análise da atividade da Corretagem de Seguros em Portugal. Nas suas vertentes de Corretagem e Consultoria de Seguros, o corretor, pela independência que legalmente tem de observar relativamente às companhias de seguros, procura ser o parceiro na gestão dos riscos de clientes individuais e empresas, desde a fase de identificação dos riscos, passando pela avaliação dos mesmos até à negociação e colocação do programa de seguros que mais se adapta aos riscos identificados. Quem acompanhe de perto a atividade seguradora reconhecerá que os corretores são um elemento essencial na relação entre clientes e seguradoras, sendo responsáveis por muitas das soluções técnicas que o mercado segurador hoje disponibiliza. A missão do corretor pode nem sempre ser percetível pelos clientes individuais. Contudo, a generalidade das empresas tem hoje, no corretor, um parceiro imprescindível no aconselhamento e gestão dos seus riscos. Após muitos anos de um modelo económico mais ou menos estável, em que os riscos das principais empresas estavam razoavelmen- te identificados, assistimos a uma tentativa de adaptação de algumas a novos mercados e produtos, à internacionalização de outras e ao nascimento ainda que pouco expressivo de umas tantas. Esta nova situação obriga a uma maior atenção por parte dos corretores, identificando e dando resposta aos novos riscos a que as empresas estão expostas. Nalguns casos, as empresas reajustaram as suas unidades industriais com a criação de novas linhas de produção, as quais poderão conter novos riscos que importa acautelar devidamente. Noutros reforçaram as suas exportações para mercados onde existem exigências legais sobre a qualidade dos seus produtos, com riscos de crédito e políticos que deverão merecer uma atenção especial. A internacionalização das empresas acarreta, para os trabalhadores expatriados, riscos ao nível dos acidentes de trabalho e de saúde diferentes dos existentes em Portugal, que deverão merecer uma também uma análise detalhada conjunta. A internacionalização das empresas portuguesas impõe também que o corretor seja capaz de dar uma resposta no acompanhamento local, através de escritório próprio ou de um representante nos novos países onde se desenvolve a atividade do seu cliente. Os programas de seguros internacionais são uma ferramenta de gestão e controlo que se justifica nestes casos, assegurando padrões de cobertura similares em todos os países. A contração da economia portuguesa é geradora de uma redução de custos para as empresas, na qual os seguros também são considerados. É claro que a consulta alargada ao mercado segurador por parte do corretor constitui um procedimento seguido pelas empresas periodicamente. Não sendo sempre possível obter, das seguradoras, redução dos custos existentes, importa encontrar outras alternativas. O aumento de franquias e a implementação de um programa de gestão das mesmas ou a retirada de coberturas em que a exposição da empresa se tenha reduzido, são exemplos de soluções que poderão ser adotadas. Os tempos que se avizinham são de um enorme desafio para os corretores e, em particular, de uma ainda maior proximidade com os seus clientes. Se aos pontos atrás referidos juntarmos a obrigatoriedade de transposição para a legislação portuguesa até 2015 da nova Diretiva de Mediação de Seguros, estamos certos de que se avizinham anos de muito trabalho e de uma ainda maior profissionalização e exigência da atividade de corretagem de seguros em Portugal. OJE 28/09/2012 INTERNACIONALIZAÇÃO - NOVOS DESAFIOS/NOVOS RISCOS Martim Costa Duarte, Costa Duarte Corretor de Seguros, S.A. Na conjuntura económica e social adversa que se vive atualmente em Portugal, a internacionalização é cada vez mais uma necessidade, e em alguns casos uma "obrigação", para as pessoas e empresas que procuram alargar, potenciar e otimizar as suas competências, recursos e conhecimentos noutros mercados ou países. O processo de internacionaliza- humanos ção exige geralmente um investimento elevado, tanto ao nível dos recursos financeiros como dos recursos envolvidos. As empresas passam a ter uma maior exposição, o que faz com que tenham de delinear estratégias de inter- dos ativos da empresa causados por revoltas populares, guer- nacionalização e de gestão do risco cuidadas, continuadas e consistentes, de forma a evitarem falhas no processo que possam comprometer o futuro da própria empresa. Uma das primeiras preocupações é proporcionar aos expatriados um nível adequado de proteção, no caso de despesas hospitalares, médicas, assistência, repatriamento por acidente ou por doença e evacuação. Atento a esta realidade, o mercado de seguros disponibiliza interessantes planos de benefícios, com soluções abrangentes e adaptáveis a realidades e geografias distintas, bem como a cobertura para outro tipo de riscos, nomeadamente: Riscos Políticos, em caso de expropriações e confiscações ra ou intervenção do governo local;

5 Riscos de Crédito, em caso de insolvência ou incumprimento dos contratos por parte dos clientes/parceiros locais; Por outro lado, os programas internacionais são uma importante ferramenta para empresas com localizações em diver- sos países, combinando Apólices Master com Apólices localmente admitidas, de modo a garantir a coordenação central dos seguros e proporcionar uma uniformidade de condições a nível mundial, com as consequentes vantagens daí decor- local aliado a uma gestão integral e centralizada no país de origem deverá ser pre- rentes, seja ao nível das economias de escala que se podem alcançar, seja ao nível da regularização de sinistros que venham a ocorrer. O apoio e serviço ferencialmente acautelado e assegurado por consultores especializados em todas as fases do processo de internacionali- network de parceiros internacionais que lhe zação, em estreita e efetiva ligação com a estratégia da empresa, no sentido de potenciar, em qualquer momento, as soluções adaptáveis às reais necessidades e expectativas das empresas. Os consultores e corretores de seguros com presença e experiência internacional têm um papel preponderante neste processo, não apenas em termos de aconselhamento técnico especializado em matéria de gestão de risco, mas também em termos de desenho, implementação e gestão de programas de seguros, tanto a nível corporativo como a nível local. A Costa Duarte tem apostado, nos últimos anos, numa estratégia de internacionalização tendo atualmente presença direta em três continentes, com participações em corretores de seguros em Espanha, no Brasil e em Angola. Para além destas participações, a Costa Duarte integra uma importante permite servir os seus clientes em qualquer ponto do mundo e partilhar "know-how" e experiências. OJE 28/09/2012 OS DESAFIOS DA CORRETAGEM DE SEGUROS Mário Vinhas, Diretor Comercial Corretores na Generali Vivemos tempos em que os clientes individuais consomem muito menos, limitando os seus gastos ao que é obrigatório e indispensável. Muitas empresas encerram a sua atividade e as que ficam só pensam em conter e reduzir custos, reser- restam para evitarem a insolvência ou apostarem na expansão do seu negócio. Se a isto acres- vando as munições que centarmos o facto de termos cerca de operações de intermediação de seguros ativas em Portugal - entre agentes individuais, agentes ligados, sociedades de mediação e corretores - a disputar fortemente o que resta -, então temos um quadro francamente complicado. Como crescer de um modo sustentado e com rentabilidade? Eficiência é a resposta e também o maior desafio. Pensar o negócio para os próximos 3-5 anos, garantindo, quanto antes, a melhoria dos níveis de eficiência na gestão e na prestação de serviço ao cliente, será fundamental para sobreviver e desenvolver o negócio da corretagem. Para além do trabalho de gestão e retenção de carteira de clientes, é necessário encontrar novo negócio com custos competitivos que permitam rentabilizar a capacidade instalada e o "knowhow" adquirido. No fundo, significa ter um modelo de organização interno suportado em dois pilares - um que suporta uma máquina oleada e adequada, preocupada com a margem do negócio, com custos, eficiência, produtividade, simpliresultará de algumas operações de F&A, o processo cidade de processos e qualidade de serviço ao cliente; e outro que sustenta o foco na prospeção, nos objetivos de crescimento, na experimentação, construção e implementação de novos projetos (parcerias, "affinities", etc.), uma vez que é necessário assegurar o futuro da operação e acompanhar a evolução do mercado. Não é possível manter e desenvolver uma atividade sem definir claramente o nível de serviço a prestar e assegurar a capacidade para acompanhar os clientes, seja localmente ou num processo de internacionalização (já era uma oportunidade que se impõe cada vez mais como uma necessidade). Por outro lado, há que antecipar o impacto da Diretiva II, que vai exigir ainda mais transparência, mais rigor, maior profissionalismo, níveis de serviço a sério (compromissos formais) e melhores ferramentas de suporte à atividade. Estamos a falar de mais investimento em IT, em formação e certificação dos recursos, de maior capacidade de gestão e financeira. Assim, neste contexto, a consolidação do setor através de aquisições e parcerias parece ser inevitável, constituindo, ao mesmo tempo, uma ameaça e uma oportunidade. Um dos caminhos possíveis, mais natural e porventura menos oneroso, passa pela integração de carteiras de pequenos operadores e pela constituição de redes de subagentes, algo que já acontece hoje, mas que exige uma preparação específica com vista à integração e implementação desta tipologia de canal, obtendo-se eficazmente a rentabilização da capacidade instalada e o aumento da oferta de serviço. Por fim, considerando o novo desenho do mercado segurador, que de consolidação de carteiras e o desenvolvimento de novo negócio implica uma seleção criteriosa dos parceiros e uma definição das áreas de negócio a explorar. Deverão ser escolhidos os parceiros que estiverem habilitados a desenvolver os produtos e as ferramentas mais adequadas e prontos para garantir a prestação de serviço no mercado nacional e internacional, com simplicidade de processos, clareza, flexibilidade, muita proximidade e, como não poderia deixar de ser, competitividade q.b. Num momento difícil, em que seguradores e corretores partilham margens muito reduzidas, num cenário de enorme volatilidade e com clientes e reguladores cada vez mais exigentes, o estabelecimento de parcerias e a construção de modelos de distribuição eficientes constituem o caminho que poderá sustentar melhor a carteira e promover o crescimento da atividade, de modo a gerar negócio com mais valor para as organizações. OJE 28/09/2012

6 Internacionalização A CAMINHO DO RESTO DO MUNDO Atentos às novas necessidades dos seus clientes, os corretores de seguros estão dispostos a acompanhá-los nos seus processos de internacionalização, estudando a melhor forma de proteger as partidas para mercados externos "Acompanhar e garantir aos clientes que a gestão dos seus riscos e seguros, em qualquer parte do Mundo, será atendida com programas adequados, de cobertura sólida e confiável, é vital na nossa atividade hoje em dia", constata Ricardo Pinto dos Santos, administrador da MDS. Há muito que a corretora integra redes de parcerias à escala global, mas nunca como antes essa realidade se tornou tão óbvia para a classe de corretores de seguros. Com as empresas portuguesas a sofrer as duras pressões da contração do mercado doméstico, a procura de mercados além-fronteiras tornou-se numa solução incontornável para conquistar novos consumidores e escoar produtos e serviços. Com elas, partem não só a mercadoria e os recursos humanos. Partem os parceiros de negócio capazes de assegurar que uma operação tão arriscada é feita com a máxima proteção. "Compreender as diferenças de cada país, conhecer os requisitos legais e comerciais de cada região, podem ser processos exigentes e complexos, cujo resultado para os clientes depende de um parceiro com ampla experiência", confirma, com efeito, Ricardo Pinto dos Santos. Seguros de créditos, de transporte de mercadorias, de responsabilidade civil, mas também de saúde, de vida e de acidentes para os quadros expatriados, há um imenso leque de coberturas que é preciso trabalhar para oferecer uma proteção completa a uma empresa-cliente que decida apostar numa vertente de internacionalização do seu negócio. A estas acrescerá ainda um conjunto de proteções que eventualmente faça sentido em determinada região do globo, atendendo às características geográficas, económicas, políticas ou culturais do destino em causa. O trabalho de preparação de uma solução de seguros para estes casos tem, naturalmente, de ser intenso, mas fará do corretor de seguros um parceiro de grande valor numa altura em que tudo é arriscado na vida da empresa-cliente. Para as seguradoras, é também com grande satisfação que o fenómeno da internacionalização é encarado num momento como o atual, disponibilizando-se muitas delas para fornecer as coberturas necessárias para garantir proteção completa além-fronteiras. "Face à conjuntura nacional, muitas empresas portuguesas têm procurado alternativas ao seu mercado doméstico, de forma a aumentarem o seu mercado potencial e a sua rentabilidade. Todos os seus parceiros têm de apoiar essa transformação e os corretores e as companhias de seguros também têm trabalhado para apoiar esses novos desa- fios", assegura Nuno Catarino, Diretor Comercial do canal de Corretores da Zurich em Portugal, que reconhece, nos corretores, "um papel importante na captação de novos negócios". Mas há muito mais para descobrir em mercados externos. Países lusófonos, como Angola, Moçambique e o Brasil, veem, nos corretores de seguros portugueses, a oportunidade de contactar com as melhores práticas europeias de corretagem e aplicar essas competências às suas carteiras de clientes. Para os corretores portugueses, será certamente a oportunidade para estabelecer parcerias com grande potencial de sucesso e assim ampliar carteiras de clientes que em Portugal sofreram com o encerramento de muitas empresas. OJE 28/09/2012 MAIS FRAUDES NAS SEGURADORAS Um cliente chegou a fazer 10 seguros para a mesma mala perdida Cliente engana dez seguradoras ao mesmo tempo ao fazer 10 seguros para a mesma bagagem. Há mais trabalhadores com problemas nas costas? Não. Há é mais fraudes nos seguros, uma forma de conseguirem salários durante a crise. Fingir-se doente não é a única maneira de tentar receber indemnizações. A SÁBADO apresentaenganar seguradoras: colocar pastilhas elásticas lhe outros casos que são investigados. Apesar de 98% dos clientes serem honestos, há quem faça de tudo para dentro de computadores para simular avarias, fios de pesca nos vidros para fingir que estão partidos e até borracha queimada a simular riscos nos automóveis. Mas há quem vá mais longe. Alda Correia, responsável da Unidade Especial de Investigação e Gestão de Fornecedores da Liberty Seguros, revela à SÁBADO que a seguradora chegou a identificar uma pessoa que fez 10 seguros para a mesma bagagem em várias companhias. O negócio compensava: cada seguro de viagem custava 40 a 50 euros e o cliente recebia 1200 a 2 mil euros de cada seguradora, ou seja, pelo menos 12 mil euros por cada mala perdida. A fraude foi descoberta pelos enganos nas participações que o dono da mala fez. Mas em situações mais difíceis de provar, pode ser preciso espiar os clientes. Foi o que aconteceu com um dos peritos na área de acidentes de trabalho. O especialista foi à clínica onde o trabalhador que estava de baixa tinha consulta médica e apesar deste ter usado a muleta para subir degrau a degrau as escadas da clínica, quando saiu de lá até correu para apanhar o autocarro. Destak 27/09/2012

7 2461 ACIDENTES SEM SEGURO Em cerca de 13 acidentes diários, um dos condutores envolvidos não tem seguro. Os dados divulgados pelo Fundo de Garantia Automóvel, mecanismo que é acionado quando um veículo acidentado não tem apólice de seguro, revela que o número de automobilistas a circular sem seguro está a aumentar. Nos primeiros seis meses deste ano já foram abertos 2461 processos, mais 328 que em igual período do ano passado. Já a polícia, e em igual período de tempo, apanhou 7882 condutores a circular sem seguro, um aumento de 333 infrações fase a ACP 05/09/2012 Seguradoras DIFICULDADES ACRESCIDAS EM ESPANHA, ITÁLIA E GRÉCIA PODEM COMPROMETER SEGURADORAS Uma deterioração acrescida na qualidade do crédito de países como Espanha, Grécia ou Itália vai ter um impacto negatrês a Portugal relativamente à percentagem tivo nas seguradoras europeias, que "têm sido mais resilientes à crise do que os bancos europeus", alerta a Moodys num relatório hoje divulgado, a que o Diário Económico teve acesso. A agência de rating analisa três seguradoras - Allianz, Aviva e Axa - e estima que a Allianz é a mais exposta (1%) das das receitas. Diário Económico 03/10/2012 Multirriscos SEGUROS PODEM REABILITAR RETAIL PARK Fundbox já acionou as apólices de seguros que podem compensar parte dos estragos provocados por incêndio de dia 23 O FUNDO de investimento Fundbox, que detém o Portimão Retail Park, já cobrem a destruição do edifício que ardeu na madrugada do dia 23 e as consequ fez acionar as apólices de seguros que entes perda de receitas das atividades ali exercidas. O incêndio deixou o imóvel praticamente todo destruído, tendo apenas ficado a salvo a zona da restauração, uma oficina de automóveis e uma bomba de combustível. O Fundbox tinha ali investido 35,7 milhões de euros e o incêndio deixou cerca de três centenas de trabalhadores impossibilitados de exercerem a sua atividade profissional. Eventos como o do último fim de semana vêm confirmar a importância de uma consultoria de riscos profissional, que proporcione aos detentores de imóveis desta envergadura um conjunto de coberturas de seguro que garantam com a maior brevidade possível o pagamento de indemnizações que permitam avançar com a reabilitação de imóveis e respetivos negócios ali exercidos. Oje 28/09/2012 AXA PORTUGAL A AXA Portugal tem privilegiado o YouTube, onde criou um canal que foi utilizado na campanha externa de media da seguradora, sobre a sua rede de agentes. O canal recorre ao LinkedIn para disponibilizar informação de produtos e serviços. Canal YouTube da AXA Portugal: LIBERTY SEGUROS A Liberty Seguros tem utilizado as redes sociais para comunicar ações específicas, como aconteceu em 2011 com o movimento "Eu Respeito a Estrada", onde a companhia quis comunicar as suas iniciativas no âmbito da prevenção rodoviária. Também por ocasião da Volta a Portugal em Bicicleta, a Liberty aproveitou a presença no Facebook para divulgar conteúdos de vídeo com as atividades que decorriam na Volta dinamizadas pela marca Liberty Seguros. FIDELIDADE MUNDIAL A Fidelidade Mundial optou por criar um passatempo exclusivo para o Facebook a que chamou "O Meu Capacete". Este foi lançado no âmbito da promoção do produto "Seguro Mota". O local foi o escolhido para dinamizar o prémio "Innovation In Retirement Award", no âmbito do Programa Consciência Leve, que pretende sensibilizar os portugueses para a necessidade de poupar para a reforma desde a juventude.

8 GENERALI No espaço da companhia de seguros Generali no Facebook são facultadas informações úteis sobre seguros, segurança e assuntos sobre a atualidade. A seguradora decidiu apostar no potencial de marketing e comunicação das redes sociais, lançando no Facebook uma parte importante da campanha "Solte o Leão que há em si". Foi criado um espaço de interatas da página a enviar fotografias representativas de um rugido de leão, relacionando-as com o leão ção que motivava os alado, a imagem de marca da companhia, e complementando o roadshow que a seguradora promoveu em todo o país. O passatempo "Solte o Leão que há em Si" já terminou. Até à data, a Generali terá atribuído um total de 30 prémios, entre viagens a Itália, conjuntos de trolleys, telemóveis e experiências, às melhores fotografias representativas de um rugido de leão. O FACEBOOK É A REDE SOCIAL EM QUE AS COMPANHIAS DE SEGU- ROS MAIS APOSTAM As redes sociais na Internet são uma nova porta para estreitar o relacionamento entre a seguradora e o cliente, privile- informação, clareza, mais serviço e rapidez. O Facebook é a rede social privi- giando um novo caminho de comunicação que está a ganhar o seu espaço e cada vez mais a retirar uma percentagem aos canais tradicionais, como o contacto face to face, pelo telefone ou correio. Nasce assim uma nova forma de comunicar com um segmento-alvo que quer mais legiada para as primeiras presenças das companhias de seguros e é um canal usado para comunicar campanhas promocionais de produtos ou serviços. As vantagens da presença nas redes sociais são muitas. Contribuem para a construção de um serviço à medida do cliente, podem ser um espaço para trabalhar a imagem pública da companhia, e um local de partilha para mostrar necessidades e expressar pontos de vista. Fórum de opinião MERCADO SEGURADOR E PAPEL DOS SEGUROS DE SAÚDE 1. Como estima que evolua o mercado segurador nos próximos anos? 2. Qual é o papel e o futuro dos seguros de saúde privados no Sistema Nacional de Saúde? JOSÉ ANTÓNIO DE SOUSA [Presidente e CEO da Liberty Seguros] 1 - Podemos esperar grandes dificuldades pelo menos nos próximos três a cinco anos. O setor segurador é diretamente dependente da existência de uma classe média com forte poder aquisitivo para comprar bens, como carro, casa, recheio de lar, e viagens, e ter liquidez para adquirir a respetiva proteção a esses bens, bem como a vida e saúde do agregado familiar. A nossa classe média foi fustigada nos últimos dois anos com medidas de austeridade brutais que a fizeram regredir muitos anos em termos de poder aquisitivo. Iremos continuar a ver o setor Não Vida (Auto, Lar, Incêndio, Responsabilidade Civil) a decair em termos de volume de prémios. Já o setor Vida depende muito do interesse comercial dos bancos (depósitos a prazo, planos de poupança reforma e outras formas de poupança nas suas companhias seguradoras. 2 - Os seguros de saúde privados serão sempre um complemento bem-vindo e necessário a um Sistema Nacional de Saúde criteriosamente gerido (tratam-se dos nossos impostos!). E indispensável à prestação de cuidados de saúde primários de qualidade à gigantesca fatia da população portuguesa que não tem a possibilidade de financiar uma cobertura privada para o seu agregado familiar. Liberty Seguros Nacionalidade: Americana Grupo: Liberty Mutual Group Segmentos: Seguros Vida e Não Vida Dimensão: São 485 colaboradores. Com sede em Lisboa, possui 36 Espaços e Escritórios Liberty Seguros no território nacional, incluindo as regiões autónomas Faturação: Em 2011:240,2 Milhões de euros no total (Não Vida: 216,7 Milhões de euros; Vida: 23,5 Milhões de euros) Previsão para 2012:252 Milhões de euros no total (Não Vida: 229,9 Milhões de euros; Vida: 22,1 Milhões de euros) ANTÓNIO VARELA AFONSO [Presidente do Conselho de Administração da CA Seguros] 1 - A atividade seguradora reflete os sinais positivos em períodos de desenvolvimento económico e, em períodos de estagnação ou mesmo de retração da economia, os reflexos são parcialmente minimizados na medida em que é reconhecida a importância do seguro em momentos de maior incerteza. É, portanto, previsível que não se verifique crescimento na área dos Seguros Não Vida nos próximos anos, havendo, no entanto, áreas específicas, como o Seguro de Habitação e o Seguro de Saúde, que continuarão a apresentar níveis de crescimento superiores à média global. 2 - O Seguro de Saúde marcou o seu lugar no contexto da atividade seguradora pelo reconhecimento da sua importância por uma significativa percentagem da população. São mais de dois milhões de pessoas seguras, portanto, abrangidas por um dos diversos planos de coberturas disponíveis no mercado, em que cerca de metade o contratam por iniciativa própria e a outra metade usufruem desse beneficio através de uma apólice, coletiva, de seguro de grupo. É por demais reconhecida a sensibilidade dos portugueses em termos da saúde e da habitação. O velho ditado, perante uma questão de

9 saúde, "vão-se os anéis, fiquem os dedos" deu lugar a uma atitude sensata de prevenção através da adesão a um Seguro de Saúde. E esta realidade verá reforçada a sua importância à medida que os cuidados de saúde públicos vão perdendo a sua imagem de gratuitidade e vão sendo cada vez mais onerosos. Por outro lado, o Seguro de Saúde tem uma tal frequência de utilização que se torna bem visível a sua utilidade e os benefícios auferidos. CA Seguros - Companhia de Seguros de Ramos Reais Nacionalidade: Portuguesa Grupo: Grupo Crédito Agrícola Segmentos: Seguros Não Vida; Dimensão: 145 Colaboradores Faturação: Em 2011: Prémios Brutos Emitidos: euros Previsão para 2012; Prémios Brutos Emitidos: euros Empresas e Negócios Seguros (ENS) OFERTA EXCLUSIVA PARA EMPRESAS Apoiamos o seu negócio e a assinatura da marca de seguros para empresas, Empresas e Negócios Seguros (ENS), que conta com a chancela da Fidelidade Mundial e Império Bonança. Atua no mercado como a primeira marca de seguros que responde exclusivamente às necessidades das empresas, assumindo um posicionamento de parceira ativa na recupe- A missão da ENS é apoiar as empresas com ração da economia nacional ao propor bons negócios aos seus clientes. soluções que lhes permitam otimizar custos, potenciar a produtividade e maximizar investimentos. Para realizar estes objetivos, a ENS agrega uma oferta integrada de seguros e serviços, que disponibiliza de forma simples mas flexível, para que as soluções finais encontradas para cada cliente se adaptem à realidade do negócio: ciclo de vida, dimensão e mercado da empresa. SOLUÇÕES PARA EMPRESAS Soluções de proteção: Soluções de seguros obrigatórios e que permitem a cada negócio obter credibilidade e ganhar confiança junto dos colaboradores, clientes e fornecedores. Seguros: Multirriscos Negócios/ Acidentes de Trabalho Automóvel /Negócios Responsabilidade Civil Soluções de incentivo: Soluções que permitem à empresa obter vantagens fiscais e premiar e incentivar o esforço dos seus colaboradores. Seguros: Capitalização Negócios/ Leve/ Multicare PME/ Acidentes Pessoais Empresas/ Vida Empreendedor Soluções Integradas: Todos os produtos cuja performance depende da dimensão ou especificidade da empresa. Seguros: Frotas GPS/ Restauração/ Comércio e Serviços/ Indústria/ Agro Pecuária e Pescas/ Turismo/ Oferta Tailor Made/ Indústria/ Empresas Exportadoras Soluções integradas dedicadas às áreas vitais de cada negócio: Atividade e Património /Sustentabilidade e Responsabi- lidade Social/ Produtividade, Quadros e Colaboradores/ Credibilidade, Clientes e Fornecedores. Lusitânia UM SEGURO MAIS FÁCIL DE CONTRATAR A Lusitânia, seguradora do Montepio, acaba de lançar uma nova solução de seguro em Plano, para clientes particulares e empresas: o Lusitânia Plano E+! Este tem a vantagem de ser mais fácil de contratar na medida em que os clientes têm total liberdade na escolha dos seguros que realmente precisam para satisfazer as suas necessidades de segurança. Este plano pode ser iniciado com apenas dois seguros de ramos diferentes e incluir seguros já em vigor na Lusitânia - desde que previstos no Lusitânia Plano E+! Oferece mais serviço, ao permitir a gestão centralizada do Lusitânia Plano E+ através da emissão de um único extrato mensal no qual os clientes podem consultar, de forma intuitiva e simples, prémios de seguro a pagamento, descontos, forma de pagamento e fracionamento escolhido para os seguros contratados. Outra forte mais-valia desta solução é o facto de permitir o pagamento do extrato de forma integrada: um valor único, uma só referência, um só pagamento. O plano é mais económico ao proporcionar descontos imediatos no momento de subscrição dos seguros - um acréscimo do desconto de 20% a partir da segunda anuidade, e ainda a possibilidade de fracionar o pagamento dos prémios sem encargos adicionais. De destacar o facto de este produto apresentar bons descontos na adesão ao plano (desde que subscritos pelo menos dois ramos em plano), e em especial nos descontos de "fidelização". Isto é, vencendo a anuidade, o cliente obtém o desconto mais vantajoso se mantiver os seguros em plano. Possibilita ainda um melhor agendamento do orçamento familiar ao apresentar um novo conceito de extrato. A existência de um documento agregador para os seguros, formas de pagamento e datas de pagamento confere uma vantagem importante na gestão e flexibilidade de pagamentos.

10 Metlife UM SEGURO À MEDIDA DE CADA UM Nos últimos anos temos vindo a assistir a uma alteração de paradigma por oposição a uma era assente em grande parte na massificação, em que produtos e serviços são difundidos de uma mesma forma estandardizada para milhares de clientes. Contudo, existem empresas que se esforçam por apostar num conceito oposto: a personalização. Hoje em dia os consumidores desta sociedade de consumo exigem que os seus problemas e necessidades sejam alvo de uma atenção e abordagem especial, única, rápida e de resolução fácil. Qualquer cliente precisa assim que uma empresa seja capaz de ter a resposta à sua medida. O setor dos seguros não escapa a este contexto e, nessa medida, a qualidade de serviço ao cliente torna-se, também neste setor, um elemento decisivo para a satisfação e consequente fidelização do principal ativo empresarial: o consumidor. Para a MetLife essa tem sido uma preocupação essencial: fornecer ao cliente uma solução totalmente personalizada e fazê-lo de um modo rápido e fácil. De forma personalizada através do seu Método Consultivo, único e disruptivo no mercado português, onde são analisadas todas as necessidades e capacidade financeira do consumidor para, posteriormente, lhe ser apresentada a solução mais indicada e à medida dos seus objetivos de proteção e segurança. A gestão do processo é feita de forma bastante próxima pelo consultor MetLife. Tudo é feito de forma rápida e fácil através do canal de Direct Marketing, onde, numa curta chamada telefónica, ou com poucos cliques via Internet, o consumidor subscreve o plano de proteção que melhor o satisfaz, assim, de forma altamente desburocratizada. As prioridades têm de ser estabelecidas. E a prioridade maior de uma seguradora é o cliente. Multicare PAGAR MENOS POR CONSULTA Líder de mercado, com mais de 600 mil clientes, a Multicare apresenta um inovador conjunto de soluções que estão a mudar a forma como nos relacionamos com a saúde. Com uma estratégia bem definida de proximidade com o cliente e uma ampla oferta de produtos e serviços, em conjunto, estes fatores fazem da Multicare a escolha número um dos portugueses. Tem à disposição uma oferta simples e completa que se pode adaptar às diferentes necessidades individuais, seja sob a forma de um Plano de Saúde, dos cartões de acesso à rede - os Activcare - ou da última novidade em seguros de saúde - o Simplecare. Todas estas soluções, associadas à maior rede médica e hospitalar: cobre todo o território nacional e conta com cerca de 16 mil prestadores, dos quais 70 hospitais (35 com serviço de atendimento permanente), 13 mil médicos e 2880 prestadores de exames auxiliares de diagnóstico. Desenvolvido sob este mote, a nova campanha de comunicação da Multicare destaca o seu novo seguro - o Simplecare. Para responder às necessidades atuais de acesso à saúde de forma simples e a um custo controlado, a nova solução de saúde Simplecare, permite optar pela aquisição de 8 consultas na rede ou optar por aumentar o nível de proteção, contratando também um capital de internamento hospitalar de C. VANTAGENS DO SIMPLECARE Transparência: consulta de ambulatório com valor fixo (15 ) Completo: descontos na realização de consultas domiciliárias, de urgência, tratamentos e exames auxiliares de diagnóstico Utilização imediata: sem período de carência na cobertura de ambulatório Abrangência: poder ser subscrito até aos 70 anos Família: descontos para o agregado familiar Outras vantagens: acesso aos serviços da Rede de Parcerias POUPAR NO MÉDICO É POSSIVEL Existem apólices que lhe fazem bem à saúde por menos 2 mil euros do que a concorrência Depois das marcas brancas nos supermercados, dos voos e da gasolina a preços reduzidos, o conceito de low-cost chegou de vez aos seguros de saúde, informa a Dinheiro&Direitos, revista da organização que defende os consumidores Deco Proteste. A nova apólice comercializada pela Logo, seguradora telefónica do Grupo Espírito Santo, permite que, em vez de contratar um pacote predefinido de coberturas, como nos seguros tradicionais, o consumidor possa escolher apenas as que lhe interessam ou quer pagar. Em 2012, a pesquisa da Dinheiro&Direitos àquele produto veio mostrar que a modalidade de internamento é comparável aos seguros. Por 96 euros anuais paga hospitalizações e cirurgias até 15 mil euros na rede de prestadores associados à companhia. A título facultativo, pode contratar um sublimite de 2 mil euros para parto. As restantes coberturas do produto funcionam à semelhança dos cartões de saúde: permitem aceder a consultas de especialidade, análises e exames de diagnóstico com custo tabelado e conhecido à partida - por exemplo, 25 euros nas duas primeiras consultas e 12,50 nas seguintes. A partir de 60 euros anuais, o cliente também tem acesso à rede de dentistas e oftalmologistas convencionados, com descontos de 10% a 40% face ao preço de base destes atos

11 médicos. A seguradora disponibiliza ainda um subsídio diário em caso de internamento e o acesso a uma rede de bemestar, que inclui medicinas alternativas, termas e ginásios, entre outros. Uma alternativa ao serviço nacional de saúde Se pretende uma alternativa ao Serviço Nacional de Saúde, não pode pagar um seguro individual ou quer um produto que garanta sobretudo o pagamento de consultas da especialidade (em caso de cirurgia, prefere ser atendido no público), os cartões de saúde são uma opção a considerar. Os associados da Cruz Vermelha Portuguesa, do Automóvel Club de Portugal e da própria DECO, a Associação de Defesa do Consumidor, podem ter acesso a um destes produtos com condições vantajosas. Antes de contratar, analise a rede de prestadores para apurar se a sua área de residência está bem servida. A maioria das redes disponibiliza esta informação nas suas páginas online. Por vezes, é difícil encontrar algumas especialidades médicas em zonas menos populosas. Faça também contas ao custo anual do cartão e ao desconto a que tem direito nos serviços médicos da rede. Se o primeiro for muito elevado, pode não compensar a redução no preço dos serviços. Se pode pagar um produto mais abrangente, analise bem e opte pelo seguro de saúde que responda melhor às suas necessidades. SABER ESCOLHER O SEGURO DE SAÚDE Não escolha o seguro em função de coberturas acessórias, como estomatologia, medicamentos ou próteses e ortóteses, incluídas nos pacotes alargados. Em regra, os limites de capital para estas despesas são reduzidos e as franquias elevadas, mesmo em alguns seguros que a revista Dinheiro&Direitos recomenda. Se prevê gastos avultados com tratamentos dentários, como um pivot ou aparelho ortodôntico fixo, é preferível complementar o seu seguro de saúde com um seguro dentário. Além de ser relativamente barato, não impõe períodos de carência, limite de idade ou de encargos. Tenha também em conta o valor das despesas comparticipadas pelo seguro, consoante seja atendido dentro ou fora da rede de profissionais e estabelecimentos com os quais aquele tem acordo. Em regra, dentro da rede convencionada, o cliente paga apenas uma pequena quantia por cada ato (15 euros para uma consulta de especialidade, por exemplo). Se for atendido fora da rede, por médicos ou em locais da sua confiança, é reembolsado entre 35% e 70% da despesa, consoante se trate de um seguro de assistência ou misto. SERVIÇO AO CLIENTE Novo conceito na assistência médica Apenas quando o acidente acontece é que se vê quanto vale um seguro. É nessa altura que o cliente comprova se tomou a melhor decisão quando escolheu a seguradora. Consciente disto, a Liberty Seguros lançou um novo conceito de Centro Clínico Liberty Seguros, que agrega um conjunto de serviços num só local. A ideia é promover uma mais rápida e eficiente assistência médica associada à maior celeridade na participação e regu- e exclusivos, inseridos em unidades clínicas de referência, garante um larização do sinistro. Com espaços dedicados atendimento personalizado, assistência médica qualificada e permanente e integração com a gestão de sinistros. Uma "Assistência 5 Estrelas" é o que a Liberty coloca ao serviço dos seus clientes e sinistrados: Centros Clínicos Liberty Seguros, Rede de Clínicas Convencionada, Linha de Assistência Clínica exclusiva, Apoio Psicológico e Assistentes Externos que prestam apoio direto e no local aos sinistrados. Internet PORTAL TIRA DÚVIDAS SOBRE BANCA E SEGUROS O Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (CNSF) apresentou o portal Todos Contam, um espaço onde possam ser esclarecidas todas as dúvidas sobre os produtos financeiros disponíveis no mercado. Banco de Portugal, CMVM e Instituto Português de Seguros (ISP) são os três reguladores que estão por trás desta iniciativa criada pelo CNSF. No portal, pode encontrar-se um vasto conjunto de tópicos organizados, com informações de esclarecimento e ajuda acerca de várias ferramentas financeiras de uso corrente: desde a contração de um crédito pessoal ou de habitação, simulações interativas do orçamento familiar, contratação de um seguro ou a criação de uma empresa, à consulta de uma biblioteca financeira ou de uma biblioteca financeira júnior, passando pelos diferentes simuladores de crédito e de investimento disponíveis na plataforma, Universidades MESTRADO EM BANCA E SEGUROS DA CATÓLICA PORTO OFERECE ESTÁGIOS Banco de Portugal, Instituto de Seguros de Portugal, BPI, Millennium bcp, Banco Popular, BES e CGD Seguros são algumas das entidades que irão oferecer estágios remunerados aos alunos do novo mestrado em Banca e Seguros da

12 Faculdade de Economia e Gestão da Católica Porto. A primeira edição deste mestrado arranca no final de Setembro de 2012 e tem data prevista de conclusão para julho de Durante o curso serão dois os períodos de estágio obrigatório, com a duração total de dez meses. A remuneração deverá ser suportada pela instituição de acolhimento, não havendo interferência da universidade. Este curso atribuirá uma formação por patamares e ajustada às necessidades das instituições financeiras. O primeiro semestre é centrado no desenvolvimento de competências fundamentais aos negócios da banca e seguros: bases regulatórias e conceitos avançados de finanças e mercados financeiros. O segundo semestre desenvolve competências transversais para atribuir aos alunos capacidades de liderança, incluindo um primeiro período de estágio na instituição de acolhimento. No terceiro semestre aprofundam-se competências específicas em cada um dos setores. No quarto e último semestre, já em 2014, o aluno regressará à instituição de acolhimento para completar o novo estágio e concluirá o mestrado com a apresentação de um trabalho final. Seguros de saúde DOIS EM CADA DEZ PORTUGUESES TÊM SEGUROS DE SAÚDE Diversidade na oferta de prestadores de serviços, qualidade e preço são as principais razões que levam cada vez mais portugueses a gastarem, em média, 250 euros por ano para terem um seguro de saúde. A área da saúde é cada vez mais importante para o setor segurador. O número de pessoas com seguro tem vindo a crescer de forma significativa, apesar do ritmo de crescimento ter abrandado ligeiramente nos últimos anos. Atualmente, o número de pessoas com seguros de saúde ascende já a 2,2 milhões: mais de dois em cada dez portugueses. Se numa primeira fase este era um seguro apenas acessível a algumas pessoas, hoje o número de contratos de seguro existentes demonstra como o produto foi bem rece- bido e se tornou até acessível. Mercado SEGUROS PRIVADOS GANHAM TERRENO Apesar dos portugueses beneficiarem de um Serviço Nacional de Saúde (SNS), que assenta no fato de ser gratuito e chegar a todos, os seguros nesta área têm conseguido ganhar terreno. E ainda têm margem para crescer. Quem o diz é o presidente da Associação Portuguesa de Seguradores, Pedro Seixas Vale, em declarações ao Diário de Notícias. Para o responsável, os seguros não devem ser um sistema complementar ou alternativo: são sim um serviço "suplementar". O controlo de custos é assim essencial para que a saúde consiga manter a sua sustentabilidade. Exame 05/ 10/2012

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