Curso de Contabilidade Básica. Professor André Gomes

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1 Curso de Contabilidade Básica Professor André Gomes

2 Dispuseste todas as coisas, com peso, número e medida Livro da sabedoria, XI,21

3 CONCEITO Contabilidade é a ciência que estuda o patrimônio do ponto de vista econômico e financeiro, bem como os princípios e as técnicas necessárias ao controle, à exposição e à análise dos elementos patrimoniais e de suas modificações.

4 A CONTABILIDADE OBJETO E FINALIDADE O objeto da Contabilidade é o Patrimônio. A finalidade da Contabilidade é a de controlar o Patrimônio com o objetivo de fornecer informações sobre a sua composição e suas variações. 4

5 A CONTABILIDADE USUÁRIOS DA CONTABILIDADE Investidores Fornecedores Bancos Funcionários EMPRESA Sindicato Concorrentes Governo Órgão de Classe Outros 5

6 A CONTABILIDADE PARA QUEM É MANTIDA A CONTABILIDADE A Contabilidade pode ser feita para Pessoa Física ou Pessoa Jurídica. Considera-se pessoa, juridicamente falando, todo ser capaz de direitos e obrigações. PESSOA FÍSICA é a pessoa natural, é todo ser humano, é todo indivíduo (sem qualquer exceção). 6

7 A CONTABILIDADE PARA QUEM É MANTIDA A CONTABILIDADE PESSOA JURÍDICA é a união de indivíduos que, através de um contrato reconhecido por lei, formam uma nova pessoa, com personalidade distinta da de seus membros. As pessoas jurídicas pode ter fins lucrativos (empresas industriais, comerciais etc.) ou não (cooperativas, associações culturais, religiosas etc.). Normalmente, as pessoas jurídicas denominam-se empresas. Entidade Contábil Pessoa para quem é mantida a contabilidade, podendo ser pessoa jurídica ou física. 7

8 Demonstrações Financeiras CONCEITO: Os dados coletados pela Contabilidade são apresentados periodicamente aos interessados Coleta de dados Contabilidade Relatórios Contábeis Usuários da Contabilidade de maneira resumida e ordenada, Administração formando assim os relatórios. Bancos Governo Fornecedores Sindicatos 8

9 Demonstrações Financeiras CONCEITO: Os dados coletados pela Contabilidade são apresentados periodicamente aos interessados Coleta de dados Contabilidade Relatórios Contábeis Os relatórios devem ser em forma de relatórios, os quais Ágeis devem ser: Fonte p/ tomada de decisão Elucidativos Confiáveis 9

10 Objeto da Contabilidade Bens Materiais (tangíveis) Imateriais (intangíveis) Patrimônio Direitos Obrigações

11 Elementos Positivos Bens são todos os elementos corpóreos ou incorpóreos que integram o patrimônio.devem ser passíveis de mensuração monetária. Direitos São representados por todos os créditos de uma entidade, perante terceiros. obs.- normalmente os créditos são representados por título e documentos como duplicatas, nota promissórias, etc.

12 Elementos Negativos obrigações representam todas as dívidas com terceiros, como duplicatas a pagar, salários a pagar, tributos a pagar, financiamentos obtidos.

13 Patrimônio Líquido Patrimônio Líquido é a diferença entre o total do ativo (bens e direitos) e o total do passivo (obrigações). Na contabilidade o patrimônio Líquido representa o real valor da empresa.

14 Balanço Patrimonial Ativo Passivo Bens e Direitos Obrigações com terceiros PL =

15 Tipos de Situação Líquida 1. Situação Líquida Positiva Ativo > Obrigações com Terceiros 2. Situação Líquida Negativa Ativo < Obrigações com Terceiros 3. Situação Líquida Nula Ativo = Obrigações com Terceiros

16 Princípios Contábeis Entidade Reconhece o patrimônio como objeto da contabilidade, afirmando a autonomia patrimonial: o patrimônio da entidade a ele pertence. Assim, o patrimônio da entidade não se confunde com o de seus sócios ou proprietários.

17 Princípios Contábeis Continuidade Pressupõe que a entidade continuará em operação no tempo futuro, e portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta esta circunstância.

18 Princípios Contábeis Oportunidade Os registros devem ser feitos de imediato, ou seja, no tempo certo e na extensão correta, ainda que os valores sejam estimados e as provas documentais posteriormente anexada.

19 Princípios Contábeis Registro pelo valor original Os registros devem ser feitos pelos valores originais das transações e em moeda corrente do país.

20 Princípios Contábeis Competência As receitas e despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período a que correspondam independentemente do efetivo recebimento ou pagamento.

21 Princípios Contábeis Prudência Determina a adoção dos menores valores para os bens e direitos (ativo) e os maiores valores para as obrigações (passivo), sempre que houver mais de uma alternativa igualmente válida.

22 Contas São divididas em dois grupos : 1. Contas Patrimoniais Ativo e Passivo 2. Contas de Resultado Despesas e Receitas

23 Grupo do Ativo O GRUPO DO ATIVO SE DIVIDE EM : 1. Ativo circulante 2. Ativo não circulante

24 Contas O SUB GRUPO DO ATIVO NÃO CIRCULANTE : 1. Realizável a Longo Prazo 2. Investimentos 3. Imobilizado 4. Intangível

25 GRUPO DO PASSIVO O GRUPO DO PASSIVO SE DIVIDE EM : 1. Passivo circulante 2. Passivo não circulante 3. Patrimônio líquido

26 Contas de resultado Receitas são variações positivas do patrimônio liquido, obtidas através da comercialização, industrialização, serviços prestados,receitas financeiras. e outras.

27 plano de contas É o elenco de todas a contas necessárias para o registro dos fatos contábeis de acordo com a natureza de cada entidade. É a estrutura básica para a escrituração contábil.

28 Ato Administrativo É toda operação que não altera quantitativamente o patrimônio de uma empresa. Quando Contabilizado, é chamado operação extrapatrimonial (Contas de Compensação).

29 Fatos Administrativos (Contábeis) Fato Permutativo Fato Modificativo Diminutivo Aumentativo Fato misto (Composto) Diminutivo Aumentativo

30 Natureza das Contas Contas do Ativo Contas do Passivo Representam Aplicação de Capitais Representam a origem de Capitais Contas de Despesa Contas de Receita

31 Escrituração É uma técnica que consiste em registrar todos os fatos contábeis. Lançamento É o meio pelo qual se processa a escrituração. Método das Partidas Dobradas.

32 Método das partidas dobradas Determina que para todo débito corresponde um crédito de igual valor. É a aplicação da origem dos recurso e da sua aplicação, isto é: de onde veio o recurso e onde estes mesmos recursos foram aplicados.

33 Método das partidas dobradas Débito é a parte da operação que registra onde os recuros foram aplicados. Crédito é a parte da operação que registra a origem dos recursos.

34

35 CONCEITO: CONTAS são denominações que identificam e especificam cada um dos elementos patrimoniais. CONTA Representação gráfica da relação ORIGEM e APLICAÇÃO de qualquer operação contábil.

36 Para que uma conta possa ser mais facilmente identificada, recebe uma denominação particular. CAIXA controla a entrada e saída de dinheiro. BANCOS CONTA MOVIMENTO para registrar todos os depósitos e as retiradas de um banco. DUPLICATAS A RECEBER controla as vendas a prazo para cada cliente e respectivos recebimentos. DUPLICATAS A PAGAR registra as compras a prazo do fornecedor e respectivos pagamentos.

37 PATRIMONIAIS : contas que representam os bens, os direitos, as obrigações e o patrimônio líquido da entidade. Exemplos: Capital Social, Caixa, Bancos, Mercadorias (Estoque Final), Duplicatas a Receber, Fornecedores, Empréstimos. CONTAS DE RESULTADO : contas que representam as Receitas e as Despesas. Exemplos: Receita de vendas e serviços, Descontos obtidos, Despesas de pessoal, Despesas de consumo.

38 A demonstração do resultado do exercício, é um relatório vertical, dedutivo que contempla todas as receitas e todas as despesas de um determinado período..

39 Da confrontação de todas as receitas e todas as despesas, obtém-se o resultado do período, que pode ser: lucro, prejuízo ou situação nula.

40 POR QUÊ PARTIDAS DOBRADAS? PARTIDA LANÇAMENTO CONTÁBIL. DOBRADA UM MESMO VALOR SERÁ LANÇADO A DÉBITO DE UMA CONTA E A CRÉDITO DE UMA OUTRA CONTA. ENUNCIADO: A CADA DÉBITO SEMPRE CORRESPONDE UM CRÉDITO DE IGUAL VALOR. *TOTAL DOS DÉBITOS = TOTAL CRÉDITOS

41 DÉBITO REGISTROS EFETUADOS NO LADO ESQUERDO DE UMA CONTA. *Indica a Aplicação de Recursos: Efeito CRÉDITO REGISTROS EFETUADOS NO LADO DIREITO DE UMA CONTA. *Indica a Origem de Recursos: Causa

42 CREDITAR UMA CONTA É REGISTRAR O VALOR DA OPERAÇÃO NO LADO DIREITO DO SEU RAZONETE. SALDO DIFERENÇA ENTRE OS VALORES DEBITADOS E CREDITADOS DE UMA MESMA CONTA. Saldo DEVEDOR Débitos > Créditos Saldo CREDOR Créditos > Débitos

43 A T I V O BENS e DIREITOS P A S S I V O Obrigações e Patr.Líquido DÉBITO CRÉDITO DÉBITO CRÉDITO + aumentos diminuições (entradas) (saídas) + diminuições aumentos (Despesas) (Receitas)

44 1º Passo: Identificar os títulos das contas que foram movimentadas na operação. 2º Passo: Verificar a qual grupo de contas pertencem as contas que foram identificadas. 3º Passo: Saber qual foi a variação (+ ou -) ocorrida em cada conta dessa operação. 4º Passo: Qual conta representa Origem e qual conta representa Aplicação de recursos?

45 Fato: Pagou uma duplicata (emitiu cheque). 1º Passo Fornecedores e Bancos c/movimento 2º Passo Obrigações Direitos 3º Passo diminuiu diminuiu 4º Passo aplicação origem Débito: Fornecedores ; Crédito: Bancos c/movimento

46 Fato: A Cia.Y fez um empréstimo de 60 dias ($ ) no Bco.X, descontando no ato 4% de juros ao mês e lançou o líquido na conta da Y. Lançar na Cia.Y: Contas envolvidas Grupos Variação Empréstimo Bancário Obrigações + Bancos c/ Movimento Direitos + Despesas com Juros Patrim.Líquido Débito Bancos c/movimento = $ Débito Despesas com Juros = $ Crédito Empréstimo Bancário = $

47 Elementos Essenciais de um Lançamento Local e data Conta debitada Conta creditada Histórico Valor

48 Funcionamento das contas 1. Contas do Ativo Aumentam com o débito Diminuem com o crédito 2. Contas do Passivo Aumentam com o crédito Diminuem com o débito

49 CONTA: DEBITADA OU CREDITADA? Sendo um(a) Então temos uma conta de Cuja natureza é Aumenta Pelo Portanto Diminui Pelo Bem Direito Ativo Devedora Débito Crédito Obrigação Passivo Credora Crédito Débito Receita Resultado Credora Crédito Débito Despesa Custo Resultado Devedora Débito Crédito Esta é a Regra Geral exceto para as Contas Retificadoras

50 Funcionamento das contas 3. Contas de Despesa São debitadas na ocorrência São creditadas no encerramento 4. Contas de Receita São creditadas na ocorrência São debitadas no encerramento

51 Fórmulas de Lançamento 1ª Fórmula (Simples) 2ª Fórmula (Composta) 3ª Fórmula (Composta) 4ª Fórmula (Complexa)

52 Regimes Contábeis De Caixa: A contabilização das contas de Resultado é feita na efetivação do pagamento ou do recebimento. De Competência: A contabilização das contas de Resultado é feita na ocorrência do fato.

53 Livros Livros Contábeis Diário Geral todos os fatos econômicos ocorridos em determinada entidade, devem ser escriturados no livro diário geral. Os lançamentos devem respeitar a ordem cronológica, mediante os respectivos documentos comprobatórios.

54 Livros Livros Contábeis Razão (Lei /08/91) O livro razão informa a movimentação ocorrida nas diversas contas, de acordo com o plano de contas da entidade.em síntese, apresenta o saldo inicial da conta, a movimentação do período que pode ser a débito ou a crédito e o saldo final que pode ser devedor ou credor.

55 Razonete / Balancete Razonete Balancete Nº da Conta Conta S. dev. S.credor D C Saldo

56 Operações Típicas das Empresas 1) Registro do Capital a) Subscrição e Integralização do Capital. D- Caixa C- Capital Social b) Subscrição do Capital. D- Capital a integralizar C- Capital Social Integralização do Capital. D- Caixa C- Capital a integralizar

57 Operações com Mercadorias Apuração do CMV CMV = Ei + C EF Ei Estoque Inicial C Compras Líquidas EF Estoque Final

58 Sistema de Inventário Permanente Compra D- Estoques C- Caixa / Duplicatas a pagar Venda D- Caixa / Clientes C- Vendas D- CMV C- Estoques

59 Métodos de Avaliação de Estoques 1. Método PEPS (FIFO) 2. Método UEPS (LIFO) 3. Média Ponderada Fixa

60 Método PEPS Primeiro a entrar é o primeiro a sair EF CMV LB Superavaliado Subavaliado Superavaliado

61 Método UEPS Último a entrar é o primeiro a sair EF CMV LB Subavaliado Superavaliado Subavaliado

62 Média Ponderada Avalia as mercadorias pelo custo médio ponderado.

63 ICMS na Compra O ICMS é recuperável D Compras / Estoques D ICMS a recuperar C Caixa / Duplicatas a pagar

64 ICMS na Venda D Caixa / Cliente C Vendas D ICMS sobre vendas C ICMS a recolher Inventário Permanente D CMV C - Estoques

65 Ajuste do ICMS Apropriação do ICMS D ICMS a recolher C ICMS a recuperar Recolhimento do ICMS D ICMS a recolher C Caixa Conta Corrente do ICMS

66 Balanço Patrimonial 1) ATIVO 1.1) Circulante - Disponibilidades. - Direitos Realizáveis a curto prazo. - Estoques. - Despesas Antecipadas.

67 Balanço Patrimonial 1.2) Ativo Não Circulante 1.3.1) Realizável a Longo Prazo 1.3.2) Investimentos 1.3.3) Imobilizado 1.3.4) Intangível

68 Balanço Patrimonial 2) PASSIVO 2.1) Circulante 2.2) Não Circulante

69 Balanço Patrimonial 3.1) Patrimônio Líquido Capital Social Reserva de Capital Reserva de Lucros Ajustes do Patrimônio Liquido (-) Ações em Tesouraria (-) Prejuízos Acumulados.

70 Encerramento do Exercício Procedimentos Finais: 1) Balancete de Verificação. 2) Apuração do Lucro Bruto. 3) Cálculo e Contabilização da Depreciação, Amortização e Exaustão.

71 Encerramento do Exercício 4) Apuração do Resultado do Exercício. 5) Cálculo da Contribuição Social e do Imposto de renda. 6) Distribuição do Lucro. 7) Elaboração dos Demonstrativos Contábeis.

72 Depreciação Calculada sobre os Bens Tangíveis que sofram desgaste de uso. ( Ativo Permanente Imobilizado) D Despesa Depreciação C Despesa Acumulada

73 Amortização Calculada sobre bens intangíveis, representando retorno ao valor de aquisição. (Ativo Permanente Imobilizado e Diferido) D Despesa de Amortização C Amortização Acumulada

74 Exaustão Calculada sobre a exploração de recursos minerais e florestais. ( Ativo Permanente Imobilizado) D Despesa de Exaustão C Exaustão Acumulada

75 Apuração do Resultado do Exercício Verificar se a empresa apresentou lucro ou prejuízo. 1) D Receitas C Resultado do Exercício 2) D Resultado do Exercício C Despesas

76 INDICES DE LIQUIDEZ 1- INDICE DE LIQUIDEZ IMEDIATA 2- INDICE DE LIQUIDEZ SECA 3 - INDICE DE LIQUIDEZ CORRENTE 4 - INDICE DE LIQUIDEZ GERAL

77 Estrutura de Capital - Participação de Capital de Terceiros - Composição do endividamento - Imobilizações do patrimônio líquido

78 Rentabilidade - Giro do ativo - Margem líquida - Rentabilidade do ativo - Rentabilidade do patrimônio líquido

79 Demonstrações Contábeis Balanço Patrimonial. Demonstrativo do Resultado do Exercício (DRE).

80 Demonstrativo do Resultado do Exercício Receita Bruta das Vendas ( - ) Deduções de Vendas = Receita Líquida das Vendas ( - )CMV = Lucro Bruto + Outras Receitas Operacionais ( - )Despesas Operacionais = Lucro Operacional

81 Demonstrativo do Resultado do Exercício Lucro Operacional + Receitas não Operacionais ( - ) Despesas não Operacionais = Lucro antes da C.S. e do I.R. ( - )Provisão para Contribuição Social ( - )Provisão para o Imposto de Renda = Lucro após a C.S. e o I.R.

82 Demonstrativo do Resultado do Exercício Lucro após a C.S. e o I.R. ( - ) Participações Debenturistas Empregados Administradores Partes Beneficiárias Fundo de Participação = Lucro Líquido do Exercício ( - )Provisão para o Imposto de Renda

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