Auditoria. Anivaldo José. Auditoria 1

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Auditoria. Anivaldo José. Auditoria 1"

Transcrição

1 Auditoria 1 Auditoria Anivaldo José Dicas 1. Auditoria Interna; Norma: NBC TI 01 Principais pontos acerca de auditoria interna. A auditoria interna, por sua vez, é aquela executada pela própria organização, com o objetivo de garantir o atendimento de seus objetivos institucionais, por meio da avaliação contínua de seus procedimentos e controles internos. A auditoria interna funciona como um órgão de assessoramento da administração, e seu objetivo é auxiliar no desempenho das funções e responsabilidades da administração, fornecendo-lhes análises, apreciações, e recomendações. Percebam que o auditor interno trabalha de forma muito mais ativa do que o externo. Enquanto o externo está preocupado em identificar se há falhas e qual é a extensão destas, o auditor tem o objetivo de desenvolver mecanismos que assistam à administração na busca da correção de fraudes e erros. Na auditoria independente, o objetivo é a emissão da opinião sobre as demonstrações contábeis, destinado, principalmente, ao público externo (acionistas, credores, fisco etc.). Já na auditoria interna, o objetivo é a elaboração de um relatório que comunique os trabalhos realizados, as conclusões obtidas e as recomendações e providências a serem tomadas. O auditor interno, na maior parte das vezes é funcionário da empresa. Porém, tal trabalho também pode ser desenvolvido por firmas de auditoria. Mesmo se for um agente externo, a subordinação aqui existe. Não é assim quando se trata de auditoria externa, pois esta é independente de qualquer vínculo empregatício com a entidade auditada. A auditoria interna deve ser subordinada somente à alta administração para que seu trabalho não fique parcial e viciado. O trabalho do auditor, via de regra, é permanente dentro da organização. Isso faz com que ele possa ter mais tempo na análise dos fatos ocorridos na organização. Assim, trabalha com um volume de testes bem superior ao do auditor independente. A auditoria interna tem seu campo de trabalho direcionado à auditoria contábil e operacional. Já a externa se preocupa apenas com a contábil. Auditoria interna tem sua maior preocupação em assistir à administração. A externa está focada em emitir relatório das demonstrações contábeis. 2. Auditoria no setor público federal: Este tópico comentará os temas acerca da auditoria existente para o setor publico ou que, de forma reflexa, se relacionam com este assunto. Regimento institucional do Senado Federal. Finalidades Comprovar a legalidade e legitimidade e avaliar os resultados, quanto à economicidade, eficiência e eficácia da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nas unidades da administração direta e entidades supervisionadas da administração federal, bem como a aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado. Dar suporte ao exercício pleno da supervisão ministerial, através das seguintes atividades básicas: 1. Examinar a observância da legislação federal específica e normas correlatas; 2. Avaliar a execução dos programas de governo, dos contratos, convênios, acordos, ajustes e outros instrumentos congêneres; 3. Observar o cumprimento, pelos órgãos e entidades, dos princípios fundamentais de planejamento, coordenação, descentralização, delegação de competência e controle;

2 2 Anivaldo José 4. Avaliar o desempenho administrativo e operacional das unidades da administração direta e entidades supervisionadas; 5. Verificar o controle e a utilização dos bens e valores sob uso e guarda dos administradores ou gestores; 6. Examinar e avaliar as transferências e a aplicação dos recursos orçamentários e financeiros das unidades da administração direta e entidades supervisionadas; e 7. Verificar e avaliar os sistemas de informações e a utilização dos recursos computacionais das unidades da administração direta e entidades supervisionadas. Percebam que as principais finalidades da auditoria governamental estão ligadas à confirmação do bom uso do dinheiro público. A preocupação aqui é se há uma gestão eficiente com a velha máxima: tentar conseguir o máximo resultado com o menor volume de recursos. Objetivos Operacionais da Auditoria Governamental Examinar a regularidade e avaliar a eficiência da gestão administrativa e dos resultados alcançados. Apresentar subsídios para o aperfeiçoamento dos procedimentos administrativos e controles internos das unidades da administração direta e entidades supervisionadas. Constituem objeto do exame de auditoria: 1. Os sistemas administrativo e operacional de controle interno utilizados na gestão orçamentária, financeira e patrimonial; 2. A execução dos planos, programas, projetos e atividades que envolvam recursos públicos; 3. A aplicação dos recursos transferidos pelo Tesouro Nacional a entidades públicas ou privadas; 4. Os contratos firmados por gestores públicos com entidades privadas para prestação de serviços, execução de obras e fornecimento de materiais; 5. Os processos de licitação, sua dispensa ou inexigibilidade; 6. Os instrumentos e sistemas de guarda e conservação dos bens e do patrimônio sob responsabilidade das unidades da administração direta e entidades supervisionadas; 7. Os atos administrativos que resultem direitos e obrigações para o Poder Público, em especial os relacionados com a contratação de empréstimos internos ou externos e com a concessão de avais; 8. A arrecadação e a restituição de receitas de tributos federais; e 9. Os sistemas eletrônicos de processamento de dados, suas entradas (inputs) e informações de saída (outputs), objetivando constatar: segurança física do ambiente e das instalações do Centro de Processamento de Dados (CPD); segurança lógica e a confidencialidade nos sistemas (software) desenvolvidos em computadores de diversos portes; eficácia dos serviços prestados pela área de informática; eficiência na utilização dos diversos computadores (hardware) existentes na entidade; e verificação do cumprimento da legislação pertinente. Percebam que o foco aqui é confirmar se as atividades dos órgãos e agentes públicos são feitas dentro dos ditames da lei e baseada em práticas de boa gerencia. Busca-se, com os pontos citados, a busca do melhor resultado para o cidadão. Abrangência de atuação A abrangência de atuação da auditoria inclui as atividades de gestão das unidades da administração direta, entidades supervisionadas, programas de trabalho, recursos e sistemas de controles administrativo, operacional e contábil. Estão sujeitos à auditoria: 1. Pessoas, nos diferentes níveis de responsabilidade; 2. Mediante tomada de contas: Os ordenadores de despesas das unidades da administração direta; Aqueles que arrecadarem, gerirem ou guardarem dinheiros, valores e bens da União, ou que por eles respondam; e Aqueles que, estipendiados ou não pelos cofres públicos, e que, por ação ou omissão, derem causa a perda, subtração, extravio ou estrago de valores, bens e materiais da União pelos quais sejam responsáveis. 3. Mediante prestação de contas: Os dirigentes das entidades supervisionadas da administração indireta; Os responsáveis por entidades ou organizações, de direito público ou privado, que se utilizem de contribuições para fins sociais, recebam subvenções ou transferências à conta do Tesouro. Unidades da administração direta; Entidades supervisionadas da administração indireta:

3 Auditoria 3 - Autarquias; - Empresas públicas; - Sociedades de economia mista; - Fundações públicas; - Serviços sociais autônomos; - Conselhos federais de fiscalização das profissões liberais; - Fundos especiais e fundos setoriais de investimentos; - Empresas subsidiárias, controladas, coligadas ou quaisquer outras de cujo capital o poder público tenha o controle direto ou indireto; e - Empresas supranacionais de cujo capital social a União participe de forma direta ou indireta, nos termos de seus tratados constitutivos, inclusive em virtude de incorporação ao patrimônio público. - Recursos 4. Todos os recursos originários da lei orçamentária anual, de créditos adicionais, de operações de crédito da União, assim como as receitas próprias e as aplicações da administração federal direta ou indireta, inclusive fundos especiais. 5. Percebam que todos aqueles, mesmo que não habitualmente e por profissão, usem e tenham acesso a recursos públicos estão abrangidos pela auditoria governamental. Formas de auditoria governamental 1. Diretas quando realizadas com a utilização de Analistas de Finanças e Controle Auditor, com atribuição de auditoria, em exercício nos órgãos seccionais, regionais ou setoriais do sistema. 2. Integradas quando realizadas por mais de uma unidade de auditoria do Sistema de Controle Interno SCI. 3. Compartilhadas quando realizadas com a utilização de auditores de uma entidade para, em conjunto com Auditor do órgão seccional, regional ou setorial, sob a coordenação do órgão seccional, desenvolverem trabalhos específicos na própria entidade auditada ou numa terceira. 4. Subsidiárias quando realizadas pelas respectivas unidades de auditoria interna das entidades em exame, sob a orientação do órgão seccional, regional ou setorial do Sistema. 5. Indiretas quando realizadas por firmas ou empresas privadas de auditoria, contratadas em caráter supletivo, devido a situações excepcionais, para, sob a supervisão do órgão seccional, regional ou setorial do Sistema, efetuarem trabalhos em entidades ou projetos. Tipos de Auditoria: Auditoria de Gestão objetiva emitir opinião com vistas a certificar a regularidade das contas, verificar a execução de contratos, convênios, acordos ou ajustes, a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na guarda ou administração de valores e outros bens da União ou a ela confiados, compreendendo, entre outros, os seguintes aspectos: 1. Exame das peças que instruem os processos de tomada ou prestação de contas; 2. Exame da documentação comprobatória dos atos e fatos administrativos; 3. Verificação da existência física de bens e outros valores; 4. Verificação da eficiência dos sistemas de controles administrativo e contábil; e 5. Verificação do cumprimento da legislação pertinente. Auditoria de Programas objetiva acompanhar, examinar e avaliar a execução de programas e projetos governamentais específicos, bem como a aplicação de recursos descentralizados, compreendendo, entre outros, os seguintes aspectos: 1. Análise da realização físico-financeira em face dos objetivos e metas estabelecidos; 2. Análise dos demonstrativos e dos relatórios de acompanhamento produzidos com vistas à avaliação dos resultados alcançados e a eficiência gerencial; 3. Verificação da documentação instrutiva e comprobatória, quanto à propriedade dos gastos realizados; e 4. Análise da adequação dos instrumentos de gestão contratos, convênios, acordos, ajustes e outros congêneres para consecução dos planos, programas, projetos e atividades desenvolvidas pelo gestor, inclusive quanto à legalidade e diretrizes estabelecidas. Auditoria Operacional atua nas áreas inter-relacionadas do órgão/entidade, avaliando a eficácia dos seus resultados em relação aos recursos materiais, humanos e tecnológicos disponíveis, bem como a economicidade e eficiência dos controles internos existentes para a gestão dos recursos públicos. Sua filosofia de abordagem dos fatos é de apoio, pela avaliação do atendimento às diretrizes e normas, bem como pela apresentação de sugestões para seu aprimoramento. Auditoria Contábil é a técnica que, utilizada no exame dos registros e documentos e na coleta de informações e confirmações, mediante procedimentos específicos, pertinentes ao controle do patrimônio de um órgão ou entidade, objetiva

4 4 Anivaldo José obter elementos comprobatórios suficientes que permitam opinar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade e se as demonstrações deles originárias refletem, adequadamente, a situação econômico-financeira do patrimônio, os resultados do período administrativo examinado e as demais situações nelas demonstradas. Auditoria de Sistema objetiva assegurar a adequação, privacidade dos dados e informações oriundas dos sistemas eletrônicos de processamento de dados, observando as diretrizes estabelecidas e a legislação específica. Auditoria Especial objetiva o exame de fatos ou situações consideradas relevantes, de natureza incomum ou extraordinária, sendo realizadas para atender determinação do Presidente da República, Ministros de Estado ou por solicitação de outras autoridades. Normas relativas à execução dos trabalhos O auditor governamental, no exercício de suas funções, terá livre acesso a todas as dependências do órgão ou entidade auditada, assim como a documentos, valores e livros considerados indispensáveis ao cumprimento de suas atribuições, não lhe podendo ser sonegado, sob qualquer pretexto, nenhum processo, documento ou informação. Quando houver limitação da ação do auditor, o fato deverá ser comunicado, de imediato, por escrito, ao dirigente da unidade/entidade auditada, solicitando as providências necessárias. Planejamento dos trabalhos o trabalho de auditoria deve ser adequadamente planejado, de forma a prever a natureza, a extensão e a profundidade dos procedimentos que nele serão empregados, bem como a oportunidade de sua aplicação. 1. Exame preliminar com o objetivo de obter os elementos necessários ao planejamento dos trabalhos de auditoria, o auditor governamental deve realizar exames preliminares a respeito da natureza e características das áreas, operações, programas e dos recursos a serem auditados. Para tanto, deve considerar a legislação aplicável, normas e instruções vigentes, bem como os resultados das últimas auditorias realizadas e diligências pendentes ou não de atendimento. 2. Elaboração do programa de trabalho o resultado dos exames preliminares dará suporte ao programa formal de trabalho. A elaboração de um adequado programa de trabalho de auditoria exige: a determinação precisa dos objetivos do exame, ou seja, a identificação completa sobre o que se deseja obter com a auditoria; a identificação do universo a ser examinado; a definição e o alcance dos procedimentos a serem utilizados; o estabelecimento das técnicas apropriadas; a quantificação homem/hora necessária à execução dos trabalhos; e referência quanto ao uso de material e/ou documentos de exames prévios ou outras instruções específicas. 3. Avaliação dos controles internos o auditor governamental deve efetuar um adequado exame com vistas à avaliação da capacidade e efetividade dos sistemas de controles internos contábil, administrativo e operacional das unidades da administração direta e entidades supervisionadas. 3.1 Capacidade dos sistemas de controle devem ser avaliados os procedimentos, políticas e registros que compõem os controles, com o objetivo de constatar se estes proporcionam razoável segurança de que as atividades e operações se realizam, de forma a possibilitar o atingimento das metas, em termos satisfatórios de economia, eficiência e eficácia. 3.2 Efetividade é necessária a realização de um exame das operações que se processam nos sistemas de controle, com o propósito de verificar se os procedimentos, políticas, mecanismos, registros etc, que os integram, funcionam de acordo com o previsto e se os objetivos de controle estão sendo atendidos, de forma permanente, sem desvios. 3.3 Exame dos objetivos de controle considerando-se que os órgãos/entidades adotam sistemas de controle que compreendem um plano de organização e de todos os métodos e procedimentos, de forma ordenada, para: proteger seus recursos; obter informações oportunas e confiáveis; e promover a eficiência operacional, assegurar a observância das leis, normas e políticas vigentes, com o intuito de alcançar o cumprimento das metas e objetivos estabelecidos, o auditor governamental deverá: a) certificar-se da existência e propriedade dos procedimentos e mecanismos de salvaguarda dos recursos humanos, financeiros e materiais, assim como do devido uso e funcionamento dos mesmos; b) constatar se os sistemas de registros incluem a totalidade das operações realizadas e se os métodos e procedimentos utilizados permitem confiar se as informações financeira e operacional oriundas daqueles, refletem, adequadamente, a boa e regular utilização dos recursos, bem como o cumprimento das metas e dos objetivos dos programas; c) certificar-se da existência e idoneidade dos critérios, para identificar, classificar e men-

5 Auditoria 5 surar dados relevantes das operações, verificando, igualmente, se estão sendo adotados parâmetros adequados para avaliação da efetividade, eficiência, eficácia e economicidade dessas operações; e, d) comprovar se os procedimentos estabelecidos asseguram, razoavelmente, o cumprimento das diretrizes governamentais, das leis, regulamentos, normas e outras disposições de observância obrigatória. Prevenção de impropriedades e irregularidades os sistemas de controle instituídos em um órgão/entidade devem conter procedimentos, mecanismos e diretrizes que prevejam ou minimizem o percentual de impropriedades ou irregularidades. Um bom sistema de controle reduz a probabilidade de ocorrerem tais impropriedades ou irregularidades, ainda que não possa evitá-las totalmente. Supervisão dos trabalhos de auditoria todo trabalho de auditoria, desde seu planejamento até a emissão do parecer e o consequente acompanhamento dos resultados, deve ser supervisionado. Responsabilidade de quem dirige a função o titular do órgão de auditoria do sistema de controle interno não pode supervisionar, pessoalmente, todas as atividades que envolvem a execução das auditorias. Logo, é indispensável que delegue parte dessas tarefas a supervisores, devendo para isso, estabelecer mecanismos e procedimentos adequados para avaliar a atuação destes supervisores, assegurando-se de que estes possuam conhecimentos técnicos e capacidade profissional suficientes ao adequado cumprimento das atribuições que lhes são conferidas. Supervisão das equipes de trabalho o Auditor com atribuições de supervisão, com maior experiência, conhecimentos técnicos e capacidade profissional deverão instruir e dirigir, adequadamente, seus subordinados, no que tange à execução dos trabalhos e ao cumprimento dos programas de auditoria, devendo, ainda, contribuir para o desenvolvimento dos seus conhecimentos e capacidade profissional. Para maior compreensão dos objetivos, alcance, enfoques, procedimentos e técnicas a serem aplicadas por parte da equipe, torna-se indispensável que os supervisores promovam a participação dos componentes das equipes na elaboração do programa de trabalho. Intensidade de supervisão o grau de intensidade da supervisão exercida sobre a equipe está diretamente relacionado aos seguintes fatores: conhecimento e capacidade profissional dos membros da equipe; o grau de dificuldade previsível dos trabalhos; e alcance de prováveis impropriedades ou irregularidades a detectar no órgão/entidade auditada. No entanto, deverá ser evitado o cerceamento da liberdade e flexibilidade necessárias aos componentes da equipe, de tal forma que o pessoal possa alcançar seu próprio desenvolvimento profissional. As evidências da supervisão exercida deverão ficar registradas nos próprios papéis de trabalho. Áreas e enfoques da supervisão a supervisão deve abranger a verificação: a) do correto planejamento dos trabalhos; b) da aplicação de procedimentos e técnicas para o atingimento das metas/objetivos previstos para a execução dos trabalhos, de acordo com o programa de auditoria e seus ajustamentos porventura ocorridos; c) da adequada formulação dos papéis de trabalho; d) da necessária consistência das observações e conclusões; e) da fiel observância dos objetivos de auditoria; f) dos requisitos de qualidade dos pareceres de auditoria, compreendendo: precisão, clareza e objetividade; e g) do cumprimento das normas de auditoria governamental e dos procedimentos de auditoria de aplicação geral. Obtenção de evidências em atendimento aos objetivos da atividade de auditoria, o Auditor deverá realizar, na extensão julgada necessária, os testes ou provas adequados nas circunstâncias, para obter evidências qualitativamente aceitáveis que fundamentem, de forma objetiva, suas recomendações e conclusões. Finalidade da evidência consiste na obtenção suficiente de elementos para sustentar a emissão de seu parecer, que possam permitir ao Auditor chegar a um grau razoável de convencimento da realidade dos fatos e situações observados, da veracidade da documentação examinada, da consistência da contabilização dos fatos e fidedignidade das informações e registros gerenciais para fundamentar, solidamente, sua opinião. A validade do seu julgamento depende diretamente da qualidade das evidências. Qualidade da evidência considera-se que a evidência é de qualidade satisfatória quando reúne as características de suficiência, competência e pertinência. a) Suficiência quando, mediante a aplicação de testes que resultem na obtenção de uma ou várias provas, o Auditor é levado a um grau razoável de convencimento a respeito da realidade ou veracidade dos fatos examinados.

6 6 Anivaldo José b) Adequação entende-se como tal, quando os testes ou exames realizados são apropriados à natureza e características dos fatos examinados. c) Pertinência a evidência é pertinente quando há coerência com as observações, conclusões e recomendações da auditoria. Critérios para obtenção da evidência na obtenção da evidência, o Auditor se guiará pelos critérios de importância relativa e de níveis de riscos prováveis. A importância relativa refere-se ao significado da evidência no conjunto de informações; os níveis de riscos prováveis, às probabilidades de erro na obtenção e comprovação da evidência. Impropriedades e irregularidades o Auditor, no decorrer de qualquer auditoria, deverá prestar especial atenção àquelas transações ou situações que denotem indícios de irregularidades, ainda quando não sejam objeto do seu escopo inicial; e, quando sejam obtidas evidências das mesmas, deverá ser dado o devido destaque em seu parecer, com vistas à adoção de providências corretivas pertinentes. Detecção não obstante não ser o objetivo primeiro da auditoria a busca de impropriedades ou de irregularidades, no decorrer dos exames, o Auditor deverá estar consciente da probabilidade de risco de tais ocorrências, atentando: para as fragilidades dos controles internos; para riscos potenciais a que estão sujeitos os recursos utilizados; às peculiaridades/características de como se desenvolvem as operações; para a atitude do pessoal ante os controles existentes, assim como comportamentos indevidos. a) O adequado conhecimento da natureza e peculiaridade das operações permitem ao Auditor a identificação de indicadores de irregularidades. Os indicadores podem surgir: como consequência dos controles estabelecidos; pelos resultados do trabalho efetuados pelos próprios auditores; ou por outras fontes de informações. b) Quando se manifestam tais indicadores, os auditores estão obrigados a ampliar o alcance dos procedimentos necessários, a fim de evidenciar, nestes casos, a existência de irregularidades. c) A aplicação dos procedimentos de auditoria não garante a detecção de toda impropriedade ou irregularidade; portanto, a manifestação posterior de uma situação imprópria ou irregular ocorrida no período submetido a exame não significa que o trabalho efetuado pelo Auditor tenha sido inadequado, sempre e quando possa demonstrar que o efetuou de acordo com o estabelecido pelas Normas de Auditoria do Sistema de Controle Interno. d) Apuração a apuração de impropriedades e irregularidades exige do auditor governamental extrema prudência e profissionalismo, a fim de alcançar com efetividade os objetivos propostos para a apuração. e) No exercício de suas atividades, o auditor, ao verificar a ocorrência de irregularidades, deverá de imediato, levar o assunto, por escrito, ao conhecimento do dirigente da unidade/entidade auditada, solicitando os esclarecimentos e justificativas pertinentes. Normas relativas à opinião do auditor Independência o Auditor no exercício da atividade de auditoria deve manter uma atitude de independência que assegure a imparcialidade de seu julgamento, nas fases de planejamento, execução e emissão de seu parecer, bem assim nos demais aspectos relacionados com sua atividade profissional. Soberania durante o desenvolvimento do seu trabalho, o Auditor deverá possuir o domínio do julgamento profissional, pautando-se, exclusiva e livremente a seu critério, no planejamento dos seus exames, na seleção e aplicação de procedimentos técnicos e testes de auditoria, na definição de suas conclusões e na elaboração de seus relatórios e pareceres. Imparcialidade durante seu trabalho, o Auditor está obrigado a abster-se de intervir nos casos onde há conflito de interesses que possam influenciar a absoluta imparcialidade do seu julgamento. Objetividade na execução de suas atividades, o Auditor se apoiará em fatos e evidências que permitam o convencimento razoável da realidade ou a veracidade dos fatos, documentos ou situações examinadas, permitindo a emissão de opinião em bases consistentes. Conhecimento técnico e capacidade profissional o Auditor no exercício das atividades de auditoria deve possuir um conjunto de conhecimentos técnicos, experiência e capacidade para as tarefas que executa; conhecimentos contábeis, econômicos e financeiros; e de outras disciplinas para o adequado cumprimento do objetivo da auditoria. Deverá, ainda, ter habilidade no trato com as pessoas e comunicar-se de maneira eficaz. Conhecimento técnico face a complexidade e magnitude dos objetivos da administração pública federal, o Auditor necessita possuir conhecimentos técnicos das diversas áreas relacionadas com as atividades auditadas, de tal forma que o

7 Auditoria 7 permitam comprovar a legalidade e legitimidade dos atos de gestão e avaliar a economicidade, eficiência e eficácia alcançadas no desempenho dos objetivos do órgão ou entidade sob exame. - Conceitos de efetividade, eficiência e eficácia. a) economicidade: operacionalidade ao mínimo custo possível. Administração correta dos bens, boa distribuição do tempo, economia de trabalho, tempo e dinheiro, etc., redução dos gastos num orçamento. Em resumo, é a administração prática e sistemática das operações de uma entidade, projeto ou empresa pública, assegurando custos operacionais mínimos ao realizar as funções que lhe são atribuídas. b) eficiência: rendimento efetivo sem desperdício desnecessário. A consecução das metas e outros objetivos constantes de programas de maneira sistemática, contribuindo para minimizar os custos operacionais, sem diminuir o nível, qualidade e oportunidade dos serviços a serem oferecidos pela entidade, projeto ou empresa pública. c) eficácia: considera-se eficaz a administração, plano projeto ou entidade que, na consecução de seus objetivos, consegue os efeitos necessários, ou seja, atinge as metas a que se propôs. Capacidade profissional a capacidade profissional é adquirida pela aplicação prática dos conhecimentos técnicos. O somatório de experiências obtidas entre diversas situações contribuem para o amadurecimento do julgamento profissional, possibilitando o discernimento entre situações gerais e particulares. Atualização dos conhecimentos técnicos o auditor governamental deve manter sua competência técnica, atualizando-se quanto ao avanço de normas, procedimentos e técnicas aplicáveis à auditoria. Cautela e zelo profissional no desempenho de suas funções, na elaboração do relatório e emissão de sua opinião, o auditor governamental necessita agir com a devida precaução e zelo profissional, devendo acatar as normas de ética profissional, o bom senso em seus atos e recomendações, o cumprimento das normas gerais de auditoria governamental e o adequado emprego dos procedimentos de auditoria de aplicação geral ou específica. a) Cautela profissional no desenvolvimento do seu trabalho, o auditor governamental deve manter atitude prudente, com vistas a estabelecer uma adequada extensão dos seus exames, bem como aplicar metodologia apropriada à natureza e complexidade de cada exame. b) Zelo profissional o auditor governamental, no desempenho de suas atividades, deverá atuar com habilidade, precaução e esmero de modo a reduzir ao mínimo possível a margem de erro. Comportamento ético no desenvolvimento de seu trabalho, o auditor governamental, independentemente de sua formação profissional, deve ter sempre presente que, como servidor público, se obriga a proteger os interesses da sociedade, respeitar as normas de conduta que regem os servidores públicos, não podendo valer-se da função em benefício próprio ou de terceiros. Ficando, ainda, obrigado a guardar confidencialidade das informações obtidas, não devendo revelá-las a terceiros, sem autorização específica, salvo se houver obrigação legal ou profissional de assim proceder. a) Exame das peças que instruem os processos de tomada ou prestação de contas; b) Exame da documentação comprobatória dos atos e fatos administrativos; c) Verificação da existência física de bens e outros valores; d) Verificação da eficiência dos sistemas de controles administrativo e contábil; e e) Verificação do cumprimento da legislação pertinente. Normas sobre os Relatórios e pareceres de auditoria governamental Para cada auditoria realizada, o Auditor governamental deverá elaborar relatório que refletirá os resultados dos exames efetuados, de acordo com a forma ou tipo de auditoria. As informações que proporcionem a abordagem da auditoria, quanto aos atos de gestão, fatos ou situações observados, devem reunir principalmente os seguintes atributos de qualidade: 1. Concisão usar linguagem clara e concisa de forma que seja fácil o seu entendimento por todos, sem necessidade de explicações adicionais por parte de quem o elaborou; 2. Objetividade deve conter mensagem clara e direta, a fim de que o leitor entenda facilmente o que se pretendeu transmitir; 3. Convicção relatar de tal modo que as evidências conduzam a qualquer pessoa prudente às mesmas conclusões a que chegou o auditor; 4. Clareza assegurar-se de que a estrutura do relatório e a terminologia empregada permitam que as informações reveladas possam ser entendidas

8 8 Anivaldo José por quaisquer pessoas, ainda que não versadas na matéria; 5. Integridade devem ser incluídos no relatório todos os fatos relevantes observados, sem nenhuma omissão, proporcionando uma visão objetiva das impropriedades/irregularidades apontadas, recomendações efetuadas e conclusão; 6. Coerência assegurar-se de que os resultados da auditoria correspondam aos objetivos determinados; 7. Oportunidade os relatórios devem ser emitidos tempestivamente, a fim de que os assuntos neles abordados possam ser objeto de oportunas providências; 8. Apresentação o auditor governamental deve cuidar para que os assuntos sejam apresentados numa sequência lógica, segundos os objetivos do trabalho, de forma correta, isto é, em uma linguagem perfeita, isenta de erros ou rasuras que possam prejudicar o correto entendimento; e 9. Conclusivo o relatório deve permitir a formação de opinião sobre as atividades realizadas. 10. Os relatórios de auditoria devem seguir os padrões usualmente adotados em auditoria governamental, admitindo-se, em determinadas circunstâncias, as adaptações necessárias através das quais o Auditor possa se expressar de forma a não prejudicar a interpretação e a avaliação dos resultados dos trabalhos. 11. Na emissão dos relatórios de auditorias realizadas com base no processo de Tomada e Prestação de Contas das unidades gestoras e entidades supervisionadas, é necessário que se atenda aos seguintes requisitos: a) identificar o número do processo, período examinado e a unidade gestora ou entidade supervisionada; b) indicar as normas que instruam o processo de Tomada ou Prestação de Contas; c) identificar o local em que foi realizado o trabalho de auditoria; d) definir o objetivo da auditoria e identificar as demonstrações financeiras examinadas, no caso de auditoria contábil; e) declarar que o exame foi efetuado por amostragem, na extensão julgada necessária e de acordo com as normas de auditoria aplicáveis ao Serviço Público; f) comentar sobre a extensão dos trabalhos; g) comentar sobre os controles internos, evidenciando, se for o caso, as deficiências e ineficácias dos sistemas; h) relatar sobre o cumprimento, ou não, das diretrizes governamentais e normas legais vigentes; i) comentar sobre a eficiência e eficácia na gestão dos recursos, observando os planos, metas e orçamentos, bem assim a legalidade, legitimidade e oportunidade na realização das despesas; j) apresentar, caso seja necessário, recomendações visando à correção das falhas verificadas durante o exame; k) comentar sobre a implementação das recomendações de relatórios de auditoria anteriores e/ou diligências do TCU; e l) concluir, opinando sobre a regularidade ou irregularidade da gestão dos recursos utilizados pelos responsáveis pela unidade gestora ou entidades supervisionadas. m) Quando o trabalho do auditor governamental referir-se a exame de aplicação de recursos originários de contratos firmados com organismos internacionais de crédito, o relatório de auditoria deverá conter, dentre outros, os seguintes requisitos: Normas relativas à opinião do auditor No âmbito do serviço público, a opinião do Auditor, com atribuição de auditoria, deverá ser expressa através de Relatório e/ou Certificado de auditoria. Certificado de auditoria será emitido quando o auditor verificar e certificar as contas dos responsáveis pela aplicação, utilização ou guarda de bens e valores públicos, e de todo aquele que der causa à perda, subtração ou estrago de valores, bens e materiais de propriedade ou responsabilidade da União. Tipos de Certificado: 1. Certificado Pleno será emitido quando o Auditor formar a opinião de que na gestão dos recursos públicos foram adequadamente observados os princípios da legalidade, legitimidade e economicidade. 2. Certificado Restritivo será emitido quando o Auditor constatar falhas, omissões ou impropriedades de natureza formal no cumprimento das normas e diretrizes governamentais, quanto à legalidade, legitimidade e economicidade e que, pela sua irrelevância ou imaterialidade, não caracterizar irregularidade de atuação dos agentes responsáveis. 3. Certificado de Irregularidade será emitido quando o Auditor verificar a não observância da aplicação dos princípios de legalidade, legitimidade e economicidade, constatando a existência de desfalque, alcance, desvio de bens ou outra irregularidade de que resulte prejuízo quantificável, para a Fazenda Nacional e/ou comprometam, substancialmente, as demonstrações financeiras

9 Auditoria 9 e a respectiva gestão dos agentes responsáveis, no período ou exercício examinado. O Certificado de auditoria requer o atendimento dos seguintes requisitos: a) indicar número do processo e exercício examinado; b) mencionar, no parágrafo inicial, o escopo do trabalho, em função do tipo de auditoria governamental realizada, unidade gestora ou entidade supervisionada, titular, função e número do CPF; c) citar, no parágrafo intermediário, as impropriedades ou irregularidades que: - afetem a gestão examinada; - comprometam a economicidade, legalidade e legitimidade da gestão; - caracterizem a inobservância de normas legais e regulamentares; e - resultem ou não em prejuízo à Fazenda Nacional. observando o que contiver no parágrafo intermediário, concluir, no parágrafo final, emitindo opinião quanto à regularidade (ou não) da gestão examinada; conter data do Certificado correspondente ao dia da conclusão do trabalho na unidade gestora ou entidade supervisionada; e conter assinatura do Auditor, no caso de auditoria contábil, o número do seu registro no Conselho Regional de Contabilidade. d) quando o Auditor não obtiver elementos comprobatórios suficientes e adequados, de tal modo que o impeça de formar opinião quanto à regularidade da gestão, a opinião decorrente dos exames fica sobrestada(suspensa, adiada), por prazo previamente fixado para o cumprimento de diligência pelo auditado, o que, mediante novos exames, o Auditor emitirá o competente Certificado. Neste caso, quando sobrestado o exame, deverá o órgão setorial de controle interno dar ciência da ocorrência ao Tribunal de Contas da União. Na hipótese da ocorrência de eventos ou transações subsequentes, que, pela sua relevância, possam influir substancialmente na posição financeira e patrimonial da entidade, é indispensável que esses fatos sejam considerados em seu Certificado. Definição do Certificado a ser emitido. 1. O Auditor deverá usar de toda acuidade e prudência no momento de definir o tipo de Certificado que emitirá como resultado dos seus exames. 2. Deverá levar em conta principalmente, que determinados achados de auditoria relacionados com falhas, omissões e impropriedades encontradas, podem significar, ao mesmo tempo, situações simplesmente impróprias (quando caberá a emissão de Certificado Restritivo) ou até mesmo irregulares. Tudo dependerá do acurado exame de todas as circunstâncias envolvidas na situação em julgamento, quando o Auditor terá de avaliar, em conjunto, fatores tais como: frequência da incidência ou da reincidência do achado; descumprimento a recomendações de auditorias anteriores; evidência da intenção, ou não; efetivo prejuízo à Fazenda Nacional; e outros fatores que possam contribuir para a adequada definição do tipo de Certificado a ser emitido. Vejam agora um quadro que mostra as correspondências entre os relatórios de auditoria em empresas privadas e as auditorias do setor público. Setor Privado Opinião não modificada ou sem modificações (sem ressalvas): Opinião modificada (com ressalvas): Opinião adversa Setor Público Certificado Pleno Certificado Restritivo Certificado de Irregularidade Auditoria operacional do setor público O conceito de auditoria operacional pode ser compreendido comparando-o ao conceito de auditoria de regularidade. Assim, enquanto a auditoria de regularidade possui raízes nas auditorias contábeis do setor privado, aplica normas relativamente fixas, possui critérios formalizados e está sujeita a expectativas e requisitos específicos, a auditoria operacional tem suas raízes na necessidade de análises independentes e de amplo escopo acerca da economia, da eficiência e da eficácia dos programas e organismos da Administração, suas análises são efetuadas em caráter não periódico e é flexível quanto aos objetos de fiscalização, aos métodos e aos critérios de fiscalização O TCU elenca uma série de qualidades que as atividades do setor público devem ter. São elas: Economia: consiste na redução ao mínimo dos custos de aquisição dos recursos empregados em uma atividade, sem comprometimento da qualidade requerida. Eficiência: é a relação entre os produtos gerados por uma atividade e os custos dos insumos empregados para produzi-los, no tempo e na qualidade determinados. É o esforço do processo de transformação de insumos em produtos. Eficácia: é o grau de alcance das metas programadas, independente dos recursos empregados.

10 10 Anivaldo José Efetividade: diz respeito ao alcance dos resultados pretendidos a médio e longo prazos, os efeitos de um programa governamental sobre a população-alvo. Equidade: que está relacionada ao critério efetividade e envolve a alocação dos recursos em relação à distribuição espacial e ao perfil da população-alvo, a adequação da oferta de serviços às necessidades do público-alvo e o exame do impacto diferenciado decorrente da política pública. Seria a distribuição justa dos recursos baseada em critérios de necessidade, projetos de estruturação ou mesmo distribuição de riqueza. Boa prática administrativa: é uma categoria ampla e seus testes procuram verificar se existem sistemas sólidos de fiscalização, procedimentos para o estabelecimento de objetivos, análise das reclamações dos usuários, alocação de recursos humanos nas funções prioritárias, entre outros. Baseia-se na ideia de que a boa prática administrativa, na maior parte das vezes, é um padrão conhecido pela maioria e que as atividades dos auditados podem ser comparadas a esses padrões. É uma análise interna da organização ou programa auditado. Boa governança: é um critério de auditoria mais orientado ao exterior, é a coordenação mais ampla das organizações determinando a efetividade final do programa em contraponto à eficiência de um único processo, como no critério anterior. Tal critério avalia, por exemplo, se são adequados o estabelecimento de diretrizes, os relatórios de resultados, a comunicação entre as organizações envolvidas. Busca compreender os resultados do sistema e não das organizações ou funções dentro do sistema. Qualidade do serviço: é o critério que procura determinar em que medida o serviço público satisfaz as expectativas de seus usuários. O critério cumprimento do objetivo (ou atendimento de metas), como o próprio nome diz, avalia em que medida o órgão ou programa cumpriu (ou falhou) seus próprios objetivos, declarados publicamente ou estabelecidos em lei. Nesse caso, não é obrigatório estabelecer uma relação firme entre as ações do programa e o nível de atendimento das metas. A INTOSAI, Organização Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores, uma espécie de organização internacional de Tribunais de Contas de diversos países é um órgão, publica normas sobre as boas práticas de auditoria e possibilita a troca de informações acerca do julgamento de contas públicas. Para essa instituição, existem os seguintes tipos de auditoria operacional do setor público. Variações da Auditoria Operacional Características Enfoque Perspectiva Centro de atenção Orientado a resultados Orientado a problemas Descendente Ascendente Accountability Causa dos problemas - Avalia o desempenho obtido ou os resultados alcançados. - Relaciona desempenho com metas, objetivos, regulamentações ou outros critérios estabelecidos. - Pode necessitar do auxílio de especialistas para identificar critérios. - As recomendações tentam eliminar desvios das normas e dos critérios. - Enfoca normas (critérios). - Verifica e analisa problemas, sem referir-se a critérios já estabelecidos. - Formula hipóteses e identifica as causas e consequências dos problemas. - Fornece informações sobre os problemas e como enfrentá-los. - Pode gerar propostas de modificação de leis, regulamentações e da estrutura da organização. - Enfoca análises Concentra-se nos requisitos, intenções, objetivos e expectativas da Administração e do Poder Legislativo. Concentra-se na gestão dos serviços, nos tempos de espera e em outros temas orientados para o cliente (cidadão). - Forma juízos sobre como os responsáveis têm alcançados as metas ou outros requisitos. - Averigua quem está equivocado (semelhante à conformidade). - Procura compreender e explicar as observações reais efetuadas durante a auditoria. - Analisa os fatores que causaram os problemas e debate as medidas necessários para evitá-los.

11 Auditoria 11 Temos também a classificação de auditorias operacionais trazidas pelo GAO (Government Accountability Office). O GAO é a Agência que fiscaliza os gastos públicos americanos. As normas emitidas por este órgão servem de parâmetro para vários outros países. Segundo esta agencia, a classificação da auditoria operacional do setor público são as seguintes: Tipo de avaliação Avaliação de processos Avaliação de resultados Avaliação de impacto Avaliação de custo benefício e de custo eficácia Foco do Trabalho Avalia o grau em que um programa está funcionando na forma desejada, se as atividades atendem os requisitos legais e regulamentares, o desenho do programa, as normas profissionais ou as expectativas dos usuários. - Avalia o grau em que um programa alcança seus objetivos. - Concentra-se nos produtos e resultados, inclusive efeitos involuntários, para julgar a eficácia do programa ou até mesmo qualidade e perspectivas dos clientes. - Pode incluir a análise dos processos dos programas, para compreender seus resultados. - Avalia a influência do programa. - Compara os resultados do programa com o que poderia ter ocorrido sem ele. - Utilizado quando fatores externos influenciam os resultados de um programa, para destacar qual sua real contribuição. - Compara os produtos ou resultados com os recursos alocados. - Análise custo-eficácia avalia o custo para atingir um objetivo ou meta do programa, identificando alternativas menos onerosas. - Análise custo-benefício identifica todos os custos e todos os benefícios de um programa O processo de auditoria operacional é um ciclo composto pela sequência de operações a seguir: selecionando um objeto de estudo; planejando como o tópico será tratado; levando a efeito a própria investigação (trabalho de campo); preparando o relatório; apresentando o relatório e acompanhando após a apresentação. Por fim, o TCU traz os critérios de seleção do objeto de auditoria: Critério de seleção Agregação de valor Materialidade Relevância Risco Conceito Considera a capacidade de a auditoria agregar valor, contribuindo para a avaliação e a melhoria da gestão pública. Considera os valores envolvidos no objeto. Considera questões de interesse da sociedade que estão em debate público e são valorizadas. Combina probabilidade de ocorrer um evento adverso e suas consequências que afetam negativamente a eficiência, eficácia ou efetividade do objeto. Situações que indicam esse critério - Mudanças em políticas públicas, programas, entes governamentais ou surgimento de novas atividades. - Escassez de avaliações sobre o objeto. - Pouco conhecimento sobre a relação entre uma ação de governo e a solução de um problema. - Volume de recursos disponíveis no orçamento. - Diferença entre o orçado, o contratado e o pago. - Dimensão econômica do setor onde está inserido o objeto (por exemplo, a área de regulação). - Opinião de parlamentares, especialistas, institutos de pesquisa ou figuras proeminentes sobre a importância do objeto. - Declarações de prioridades nos planos e orçamentos públicos e nas peças que os acompanham. - Presença na mídia. - Estruturas gerenciais complexas (diferentes organizações envolvidas). - Falta de informações confiáveis ou atualizadas sobre o desempenho do objeto ou falta de clareza. - Problemas de estrutura, planejamento, controle e com sistemas informatizados.

12 12 Anivaldo José 3. Noções gerais sobre auditoria independente Definição e objetivos: Podemos definir, de maneira mais ampla, a auditoria independente como o exame sistemático e independente das atividades desenvolvidas em determinada empresa ou setor. A auditoria independente (também chamada de auditoria externa) é aquela executada por profissionais ou empresas que não possuem vínculo e/ ou subordinação à empresa auditada, com o objetivo de trazer uma opinião independente sobre a entidade. Quando o objeto que demanda uma opinião são as demonstrações contábeis, dizemos que se faz necessária uma auditoria independente das demonstrações contábeis. A auditoria contábil é uma técnica da contabilidade que objetiva avaliar as demonstrações contábeis de uma entidade. O Conselho Federal de Contabilidade (CFC), por meio da NBC TA 200, define traz a seguinte definição para auditoria: O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. o objetivo da auditoria é expressar uma opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. Ou seja, opinar se as demonstrações contábeis estão livres de distorções relevantes Técnicas e procedimentos de auditoria O auditor deve definir os procedimentos técnicos que serão utilizados em seu trabalho de auditoria, de acordo com as características do trabalho e com as particularidades da empresa auditada. Segundo a NBC TA 500, são os seguintes os sete tipos de técnicas ou procedimentos de auditoria, elencados pela norma: 1. Inspeção A inspeção envolve o exame de registros ou documentos, internos ou externos, em forma de papel, em forma eletrônica ou em outras mídias, ou o exame físico de um ativo. A inspeção de registros e documentos fornece evidência de auditoria com graus variáveis de confiabilidade, dependendo de sua natureza e fonte e, no caso de registros internos e documentos, da eficácia dos controles sobre a sua produção. Um exemplo de inspeção utilizada como teste é a inspeção de registros em busca de evidência de autorização. 2. Observação A observação consiste no exame de processo ou procedimento executado por outros, por exemplo, a observação pelo auditor da contagem do estoque pelos empregados da entidade ou da execução de atividades de controle. A observação fornece evidência de auditoria a respeito da execução de processo ou procedimento, mas é limitada ao ponto no tempo em que a observação ocorre e pelo fato de que o ato de ser observado pode afetar a maneira como o processo ou procedimento é executado. Seria o acompanhamento de como o setor de recebimentos de caixa trabalha 3. Confirmação externa Uma confirmação externa representa evidência de auditoria obtida pelo auditor como resposta escrita de terceiro (a parte que confirma) ao auditor, em forma escrita, eletrônica ou em outra mídia. Os procedimentos de confirmação externa frequentemente são relevantes no tratamento de afirmações associadas a certos saldos contábeis e seus elementos. Contudo, as confirmações externas não precisam se restringir apenas a saldos contábeis. Estas confirmações são chamadas de circularização pela literatura de auditoria. A confirmação externa é um dos melhores meios que o auditor pode utilizar para formar sua opinião acerca da correção dos saldos da contabilidade. Um dos instrumentos é a circularização que é o envio de uma correspondência a pessoas fora da entidade para confirmar os valores lançados na contabilidade. Um exemplo poderia ser checar com bancos os valores lançados a título de empréstimos e financiamentos. 4. Indagação A indagação consiste na busca de informações junto a pessoas com conhecimento, financeiro e não financeiro, dentro ou fora da entidade. A indagação é utilizada extensamente em toda a auditoria, além de outros procedimentos de auditoria. As indagações podem incluir desde indagações escritas formais até indagações orais informais. A avaliação das respostas às indagações é parte integral do processo de indagação. Feita de forma verbal, ela pode confirmar pontos importantes da auditoria. Um exemplo é buscar informação com funcionários sobre certas rotinas. 5. Reexecução: A reexecução envolve a execução independente pelo auditor de procedimentos ou controles que foram originalmente realizados como parte do controle interno da entidade. Dessa forma o auditor refaz os passos e as etapas que constituem um procedimento usualmente executado pela entidade para averiguar sua adequação. Um exemplo desse procedimento é a

13 Auditoria 13 reexecução das conciliações bancárias realizadas pela entidade. 6. Recálculo O recálculo consiste na verificação da exatidão matemática de documentos ou registros. O recálculo pode ser realizado manual ou eletronicamente. Trata-se de um tipo de reexecução na qual o auditor repete os cálculos realizados pela instituição auditada, como, por exemplo, depreciação de equipamentos, juros devidos, provisão para devedores duvidosos. 7. Procedimentos analíticos: Os procedimentos analíticos consistem em avaliação das informações feitas por meio de estudo das relações plausíveis entre dados financeiros e não financeiros. Os procedimentos analíticos incluem também a investigação de flutuações e relações identificadas que sejam inconsistentes com outras informações relevantes ou que se desviem significativamente dos valores previstos. Os procedimentos analíticos servem para que o auditor confirme através de análises de índices se as transações financeiras apresentam divergências relevantes. Um exemplo seria analisar se o valor contabilizado como despesas bancárias são compatíveis com o empréstimo obtido e com as taxas de juros contratadas Programa de Trabalho A NBC TA 300 trata dos assuntos relevantes a planejamento de trabalho de auditoria ou programa de trabalho de auditoria. Os principais pontos: Um planejamento adequado é benéfico para a auditoria das demonstrações contábeis de várias maneiras, inclusive para: 1. auxiliar o auditor a dedicar atenção apropriada às áreas importantes da auditoria; 2. auxiliar o auditor a identificar e resolver tempestivamente problemas potenciais; 3. auxiliar o auditor a organizar adequadamente o trabalho de auditoria para que seja realizado de forma eficaz e eficiente; 4. auxiliar na seleção dos membros da equipe de trabalho com níveis apropriados de capacidade e competência para responderem aos riscos esperados e na alocação apropriada de tarefas; 5. facilitar a direção e a supervisão dos membros da equipe de trabalho e a revisão do seu trabalho; 6. auxiliar, se for o caso, na coordenação do trabalho realizado por outros auditores e especialistas. O objetivo do auditor é planejar a auditoria de forma a realizá- la de maneira eficaz. É importante destacar que o planejamento não é uma fase isolada da auditoria, mas um processo contínuo e iterativo. Um planejamento adequado é benéfico para a auditoria das demonstrações contábeis, pois auxilia o auditor a dedicar atenção apropriada às áreas importantes da auditoria, a identificar e resolver tempestivamente problemas, a organizar adequadamente o trabalho, e a selecionar os membros da equipe de trabalho. De acordo com a NBC TA 300, o planejamento de auditoria envolve a definição de duas grandes fases: a) a estratégia global para o trabalho; e b) o plano de auditoria. O auditor deve estabelecer uma estratégia global de auditoria que defina o alcance, a época e a direção da auditoria, para orientar o desenvolvimento do plano de auditoria, devendo: 1. identificar as características do trabalho para definir o seu alcance; 2. definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a natureza das comunicações requeridas; 3. considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são significativos para orientar os esforços da equipe do trabalho; 4. considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de auditoria e, quando aplicável, se é relevante o conhecimento obtido em outros trabalhos realizados; e 5. determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o trabalho. O auditor deve estabelecer uma estratégia capaz de orientá-lo, de norteá-lo, no desenvolvimento de um plano de auditoria. Esse programa de auditoria é a descrição detalhada dos passos que deverá seguir durante a execução dos trabalhos e deve conter a descrição de: 1. a natureza, a época e a extensão dos procedimentos planejados de avaliação de risco, por meio do entendimento da entidade e de seu ambiente, assim como dos procedimentos adicionais de auditoria planejados no nível de afirmação; e 2. outros procedimentos de auditoria planejados e necessários para que o trabalho esteja em conformidade com as normas de auditoria. Analisando as diferenças entre o plano de auditoria e a estratégia global, vemos que o plano é mais específico. Podemos entender também que essa especificidade faz dele também muito mais detalhado, guardando consigo as particularidades da entidade a ser auditada. A estratégia global é quase uma definição genérica de ações. Quase que um padrão que o auditor poderia usar em qualquer trabalho.

14 14 Anivaldo José Outro ponto importante é que o programa de auditoria pode e deve ser mudado enquanto acontece o trabalho de auditoria. Não há lógica em definir um plano e este não guardar relação com a realidade e manter-se nesta direção. O auditor deve fazer com que este plano de auditoria seja participativo. Deve envolver toda a firma de auditoria e a administração da entidade auditada Papéis de trabalho Os papéis de trabalho são regulamentados atualmente pela NBC TA 230. Hoje eles são denominados de Documentação de Auditoria. A seguir mostraremos os principais pontos acerca deste assunto. Documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria executados, da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor (usualmente também é utilizada a expressão papéis de trabalho ). Os papéis de trabalho formam o conjunto de formulários e documentos que contêm as informações e apontamentos obtidos durante o trabalho de auditoria, bem como as provas e descrições dessas realizações. São através destes documentos que a auditoria demonstra o que foi executado, quais foram os itens examinados, qual foi a data de execução dos trabalhos, quem os executou, dentro outras informações importantes. São objetivos da documentação de auditoria: a) fornecer evidência de auditoria; b) assistir a equipe de trabalho no planejamento e execução da auditoria; c) permitir a revisão do trabalho de auditoria; d) permitir que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada por seu trabalho; e) manter um registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras; f) permitir a condução de revisões e inspeções de controle de qualidade; São exemplos de papéis de auditoria: Programas de auditoria Análises Memorandos de assuntos de trabalho Resumos de assuntos significativos Cartas de confirmação e de representação Listas de verificação Outros papéis de trabalho. A forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria dependem de fatores como: (a) tamanho e complexidade da entidade; (b) natureza dos procedimentos de auditoria a serem executados; (c) riscos identificados de distorção relevante; (d) importância da evidência de auditoria obtida; (e) natureza e extensão das exceções identificadas; (f) necessidade de documentar a conclusão ou a base da conclusão não prontamente determinável a partir da documentação do trabalho executado ou da evidência de auditoria obtida; (g) metodologia e as ferramentas de auditoria usadas. As firmas de auditoria devem estabelecer políticas e procedimentos para a retenção da documentação de trabalhos. O período de retenção para trabalhos de auditoria geralmente não pode ser inferior a 5 (cinco) anos a contar da data do relatório do auditor ou, se posterior, da data do relatório do auditor do grupo. Os papéis de trabalho devem incluir o juízo do auditor acerca de todas as questões significativas, juntamente com a conclusão a que chegou, inclusive nas áreas que envolvem questões de difícil julgamento. Os Papéis de Trabalho são de propriedade exclusiva do auditor. Podem ser disponibilizados a terceiros com autorização formal da entidade. Quanto à classificação dos papéis de trabalho, temos: PERMANENTES: são aqueles de importância contínua, ano após ano, ou seja, servem para mais de uma auditoria. São exemplos: organograma; estatuto; descrição do sistema contábil; cópias de contratos de longo prazo; cartões de assinaturas e rubricas das pessoas responsáveis pela aprovação das transações; manuais de procedimentos internos; cópias de atas de reuniões com decisões que afetem mais de um exercício; legislações específicas aplicáveis à empresa; etc. CORRENTES: são aqueles obtidos como evidências da auditoria de um determinado exercício e só valem para aquela auditoria. São exemplos: cartas de circularização; respostas aos questionamentos do auditor; resultado da contagem física; caixa e bancos; contas a receber; imposto de renda; revisão analítica; demonstrações financeiras; questionário de controle interno, etc Testes de auditoria Os procedimentos de auditoria são o conjunto de técnicas que permitem ao auditor obter evidências ou provas suficientes e adequadas para fun-

15 Auditoria 15 damentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas, permitindo que eventuais distorções relevantes sejam identificadas. Estes procedimentos são hoje tratados na NBC TA 330( Resolução 1.214/09) em dois tipos: 1. Testes de controle (os antigos testes de observância): Como nos mostra o próprio nome, estes controles nos mostra se existem os controles internos e, se estes, são efetivos e eficazes. Um exemplo destes controles é a segregação de funções ou quando verificamos se os recebimentos e pagamentos são feitos após serem cumpridas as normas da empresa e pelas pessoas corretas. 2. Procedimentos substantivos (anteriormente chamado de testes substantivos): são os procedimentos de auditoria planejados para detectar distorções relevantes no nível de afirmações. Os procedimentos substantivos podem ser divididos em: a) Testes de detalhes (denominado testes de transações e saldos pelas normas antigas), que fornecem evidências nas quais o auditor verifica se os fatos contábeis foram adequadamente registrados. Verifica-se aqui a existência de registro de uma operação e a exatidão deste registro (baixa de uma duplicata, por exemplo); e b) Procedimentos analíticos substantivos (denominado procedimentos de revisão analítica nas normas antigas), que consistem na verificação do comportamento de valores significativos, mediante índices, quocientes, quantidades absolutas ou outros meios, com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas. Um exemplo destes testes é quando os estoques da empresa auditada reduz-se drasticamente por certo período (alguns meses durante o ano). Isto seria motivo para o auditor fazer uso destes testes. Comparando então os testes nas duas normas, temos: Normas Antigas (NBC T11) Testes de observância Testes substantivos, divididos em: - Testes de transações e saldos - Procedimentos de revisão analítica Novas Normas (NBC TA 330) Teste de controle Procedimentos substantivos, divididos em: - Testes de detalhes - Procedimentos analíticos substantivos 3.6. Amostragem estatística em auditoria Amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria em menos de 100% dos itens de população relevante para fins de auditoria, de maneira que todas as unidades de amostragem tenham a mesma chance de serem selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite o auditor concluir sobre toda a população. Risco de amostragem é o risco de que a conclusão do auditor, com base em amostra, pudesse ser diferente se toda a população fosse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria. Os tipos de risco são: Testes de Controle: 1. Risco de subavaliação da confiabilidade: controles são considerados menos eficazes do que realmente são. 2. Risco de superavaliação de confiabilidade: controles são considerados mais eficazes do que realmente são. Testes de Detalhes: 1. Risco de rejeição incorreta: seja identificada distorção relevante, quando, na verdade, ela não existe. 2. Risco de aceitação incorreta: não seja identificada distorção relevante, quando, na verdade, ela existe. Estratificação é o processo de dividir uma população em subpopulações, cada uma sendo um grupo de unidades de amostragem com características semelhantes (geralmente valor monetário). Com a definição da amostragem de auditoria, o auditor chega a uma conclusão sobre aquela parcela da população testada (amostra) e extrapola essa conclusão para toda a população. A amostra é selecionada a partir de unidades de amostragem itens que constituem a população analisada e que podem ser físicos (por exemplo, cheques relacionados em comprovante de depósito, lançamentos de crédito em extratos bancários, faturas de venda ou saldos de devedores) ou unidades monetárias. Na realização de uma auditoria operacional o auditor pode se utilizar de pesquisas, quando essas pesquisas forem baseadas em amostragem estatística, será possível generalizar as conclusões para toda a população. É claro que, para garantir essa generalização, a amostra deve refletir as características da população-alvo, como veremos mais adiante. Além disso, qualquer deficiência do método amostral utilizado deve ser levada em conta na interpretação dos resultados da pesquisa e ser devidamente relatada.

16 16 Anivaldo José Ao executar os testes de auditoria o auditor pode utilizar dois tipos de amostragem: estatística e a não-estatística (por julgamento). A amostragem estatística é aquela em que a amostra é selecionada cientificamente com a finalidade de que os resultados obtidos possam ser estendidos ao conjunto de acordo com a teoria da probabilidade ou as regras estatísticas. De tal forma que esse processo tem as seguintes características: seleção aleatória dos itens da amostra; e o uso da teoria das probabilidades para avaliar os resultados das amostras, incluindo a mensuração do risco de amostragem. Uma amostragem que não tem as características acima descritas é considerada não estatística, ou seja, aquela em que a amostra é determinada pelo auditor utilizando sua experiência, critério e conhecimento da entidade, mas sem base científica. O emprego de amostragem estatística é recomendável quando a população a ser auditada é grande e os itens da população apresentam características homogêneas. O auditor deve selecionar itens para a amostragem de forma que cada unidade de amostragem da população tenha a mesma chance de ser selecionada. Pela amostragem estatística, os itens da amostra são selecionados de modo que cada unidade de amostragem tenha uma probabilidade conhecida de ser selecionada. Os principais métodos para selecionar amostras são: Seleção aleatória (randômica): é a que assegura que todos os itens da população ou do estrato fixado tenham idêntica possibilidade de serem escolhidos. Seria, por exemplo, fazer um sorteio mesmo da população a ser analisada, colocando-se todos os números das duplicatas a pagar a serem analisadas dentro de uma caixa e sorteando-se um percentual delas. Seleção sistemática (por intervalo): é aquela em que a seleção de itens é procedida de maneira que haja sempre um intervalo constante entre cada item selecionado, seja a seleção feita diretamente da população a ser testada, ou por estratos dentro da população. Seria por exemplo, ao se analisar algumas notas fiscais, utilizar todas aquelas que terminarem com o final 5( 15,25,35, 105,2005, etc). Seleção ao acaso: é aquela feita a critério do auditor, baseada em sua experiência profissional. Esta seleção só seria válida se o auditor se preocupar em selecionar itens que representem de forma correta as características da população analisada. Seleção de bloco: envolve a seleção de um ou mais blocos de itens contíguos da população. Embora, em algumas circunstâncias, possa ser apropriado que um procedimento de auditoria examine um bloco de itens, ela raramente seria uma técnica de seleção de amostra apropriada quando o auditor pretende obter inferências válidas sobre toda a população com base na amostra. Sobre os tipos de erros, podemos comentar: Erro amostral é a diferença entre o valor obtido no processo de amostragem e o verdadeiro valor do parâmetro que se deseja estimar. Se na definição do processo de amostragem o erro apurado foi de 3% e o apurado na realidade foi de 5%, então o erro amostral será de 5 3 = 2. Erro tolerável é subdivido em: 1. Distorção tolerável é um valor monetário definido pelo auditor para obter um nível apropriado de segurança de que esse valor monetário não seja excedido pela distorção real na população. 2. Taxa tolerável de desvio é a taxa de desvio dos procedimentos de controles internos previstos, definida pelo auditor para obter um nível apropriado de segurança de que essa taxa de desvio não seja excedida pela taxa real de desvio na população. Taxa esperada de desvios corresponde ao erro que o auditor espera encontrar em determinado procedimento de controle. Distorção esperada na população é o erro que o auditor espera encontrar em determinado saldo avaliado em um teste de detalhes Eventos ou transações subsequentes Normatizados pela NBC TA 560 As demonstrações contábeis podem ser afetadas por certos eventos que ocorrem após a data das demonstrações contábeis. Muitas estruturas de relatórios financeiros referem-se especificamente a esses eventos. Eventos subsequentes (negativos ou positivos) são eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório. Algumas definições trazidas pela norma: Data das demonstrações contábeis é a data de encerramento do último período coberto pelas demonstrações contábeis.

17 Auditoria 17 Data de aprovação das demonstrações contábeis é a data em que todos os quadros que compõem as demonstrações contábeis foram elaborados e que aqueles com autoridade reconhecida afirmam que assumem a responsabilidade por essas demonstrações contábeis. Data do relatório do auditor independente é a data do relatório do auditor independente sobre as demonstrações contábeis. Data de divulgação das demonstrações contábeis é a data em que o relatório do auditor independente e as demonstrações contábeis auditadas são disponibilizados para terceiros. O auditor considera três situações de eventos subsequentes: os ocorridos entre a data do término do exercício social e a data da emissão do Relatório de Auditoria(parecer); os ocorridos depois da emissão do Relatório e antes da divulgação das Demonstrações Contábeis e; os conhecidos após a divulgação das Demonstrações Contábeis. Existem fatos que requereriam apenas ajustes. Outros por serem mais relevantes requerem divulgação. Ajustes: Eventos que se referem a condições que já existiam no fim do período auditado. Alguns exemplos são o resultado de uma ação judicial ou a falência de um cliente. Divulgação: Eventos que ocorreram entre a data das Demonstrações Contábeis e a data do relatório do auditor. Exemplo: mudança de controle acionário, sinistros, etc. Existem eventos que requerem ajustes e também atualização das divulgações: Um exemplo da necessidade de atualização de divulgações é quando se torna pública, após a data do balanço, alguma evidência de uma obrigação que existia na data do balanço. Além de considerar se deve reconhecer ou modificar uma provisão, a entidade deve atualizar suas divulgações sobre a obrigação à luz daquela evidência. A entidade não deve ajustar os valores reconhecidos em suas demonstrações contábeis por eventos subsequentes à data do balanço que reflitam circunstâncias que surgiram após aquela data. Um exemplo de evento subsequente que não origina ajustes é a redução do valor de mercado das ações de investimentos, que e entidade possui, ocorrido no período entre a data do balanço e a data de conclusão das demonstrações contábeis. Existem eventos entre a data das Demonstrações Contábeis e do Relatório do Auditor: Neste caso, o auditor é responsável por aplicar procedimentos e solicitar ajustes ou divulgação. Os procedimentos devem ser executados tão próximos da data do relatório quando possível e incluem: obtenção de entendimento dos procedimentos estabelecidos pela administração para assegurar que os eventos subsequentes são identificados; indagação à administração e, quando apropriado, aos responsáveis pela governança sobre a ocorrência de eventos subsequentes que poderiam afetar as Demonstrações Contábeis; leitura de atas de reuniões; leitura das últimas demonstrações contábeis intermediárias da entidade, se houver. indagação, escritas ou verbais, aos advogados; indagação à administração e obtenção de carta de responsabilidade. Existem Fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório, mas antes da data de divulgação das Demonstrações Contábeis. O auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria após a data do seu relatório. O auditor discute o assunto com a administração e decide quanto à alteração: novo relatório com dupla data. Se a administração não alterar as Demonstrações Contábeis: o auditor modifica a opinião caso o relatório não tenha sido entregue ou adota medidas especiais caso o seu relatório já tenha sido entregue à administração. Se a administração alterar as Demonstrações Contábeis, o auditor deve: a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da alteração; b) fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis alteradas. O novo relatório do auditor independente não deve ter data anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas. Existem fatos que chegam ao conhecimento do auditor após a data da divulgação das demonstrações contábeis: O auditor discute o assunto com a administração e decide quanto à alteração. Se a administração resolve refazer Demonstrações Contábeis, o auditor aplica novos procedimentos

18 18 Anivaldo José e emite novo relatório de auditoria (nova ou dupla data). Se a administração não alterar as Demonstrações Contábeis: o auditor adota medidas especiais para impedir que seu Relatório seja utilizado por terceiros, resguardando, assim, seus direitos e obrigações legais. Quanto aos efeitos em seu Relatório de Auditoria (parecer): O auditor independente considera em seu parecer os efeitos decorrentes de transações e eventos subsequentes relevantes ao exame das Demonstrações Contábeis, mencionandoos como ressalva ou em parágrafo de ênfase, quando não ajustadas ou reveladas adequadamente. O auditor independente deve incluir no seu relatório, novo ou reemitido, Parágrafo de Ênfase com referência à nota explicativa que esclarece mais detalhadamente a razão da alteração das demonstrações contábeis emitidas anteriormente e do relatório anterior fornecido pelo auditor independente Revisão analítica A revisão analítica é um procedimento (técnica) de auditoria. Já falamos sobre ele quando comentamos sobre as técnicas de auditoria. Só para reforçar iremos comentar novamente. Os procedimentos analíticos consistem em avaliação das informações feitas por meio de estudo das relações plausíveis entre dados financeiros e não financeiros. Os procedimentos analíticos incluem também a investigação de flutuações e relações identificadas que sejam inconsistentes com outras informações relevantes ou que se desviem significativamente dos valores previstos. Os procedimentos analíticos servem para que o auditor confirme através de análises de índices se as transações financeiras apresentam divergências relevantes. Um exemplo seria analisar se o valor contabilizado como despesas bancárias são compatíveis com o empréstimo obtido e com as taxas de juros contratadas. Quando o auditor testa os saldos das contas do balanço patrimonial e os valores acumulados das contas de receita e despesa (testes de detalhes), ele não tem uma visão geral das demonstrações financeiras e do inter-relacionamento entre contas e transações. Dessa forma, não consegue constatar se existem situações anormais ou tendências que o levassem a dar parecer diferente, ou sugerir ajustes, daquele que seria dado pelo exame apenas das contas de ativo, passivo, receitas e despesas. Assim, o objetivo dos procedimentos analíticos (ou da revisão analítica) é detectar e analisar situações anormais e significativas constatadas nas demonstrações contábeis, por isso esse é um tipo de procedimento normalmente utilizado nos procedimentos substantivos. Esse processo auxilia a identificar áreas prioritárias ou áreas com problemas, onde o auditor deverá concentrar mais sua atenção. Podem ser usados diversos métodos para executar procedimentos analíticos. Esses métodos variam desde a realização de comparações simples até análises complexas usando técnicas estatísticas avançadas, e podem ser aplicados para demonstrações contábeis consolidadas, componentes e elementos individuais de informação. Finalmente, é importante destacar que, da mesma forma que os procedimentos analíticos podem prover indícios e/ou pistas capazes de indicar ao auditor a necessidade de procedimentos adicionais, as conclusões obtidas dos resultados dos procedimentos analíticos também têm a finalidade de corroborar as conclusões formadas durante a auditoria de componentes ou elementos individuais das demonstrações contábeis. Isso ajuda o auditor a formar conclusões razoáveis sobre as quais deve basear a sua opinião Entrevista. A entrevista também é um procedimento de auditoria e já comentamos sobre ela. Também chamada de indagação, pode ser muito útil ao auditor na formação de suas opiniões. A indagação consiste na busca de informações junto a pessoas com conhecimento, financeiro e não financeiro, dentro ou fora da entidade, ou seja, coletar dados e informações com todos aqueles que podem ajudar o auditor a forma sua opinião: funcionários, diretores, sócios, fornecedores, credores, clientes, especialistas etc. A indagação é utilizada extensamente em toda a auditoria, pode incluir desde indagações escritas formais até indagações orais informais. A avaliação dessas respostas compete ao auditor e é parte integral do processo de indagação. As respostas às indagações podem fornecer ao auditor informações não obtidas anteriormente ou evidência de auditoria comprobatória. Alternativamente, as respostas podem fornecer informações significativamente divergentes de outras obtidas por outras fontes. Embora a indagação possa fornecer importante evidência de auditoria e possa produzir evidência de distorção, a indagação, sozinha, geralmente não fornece evidência de auditoria suficiente da ausência de distorção relevante no nível da afir-

19 Auditoria 19 mação nem da eficácia operacional dos controles. A indagação (entrevista) usada junto a outros procedimentos de auditoria pode ser muito útil na conclusão dos trabalhos Conferência de cálculo O recálculo consiste na verificação da exatidão matemática de documentos ou registros, realizada manual ou eletronicamente. Trata-se de um tipo de reexecução na qual o auditor repete os cálculos realizados pela instituição auditada, como, por exemplo, depreciação de equipamentos, juros devidos, provisão para devedores duvidosos. A conferência de cálculo é muito importante ao auditor, já que o auditor não pode tomar como verdade os valores lançados na contabilidade. Precisa, realmente, testar alguns fatos para que sua opinião possa ser mais bem fundamentada Confirmação A confirmação é uma forma de investigação que permite ao auditor obter informações diretamente com terceiros, externos à entidade auditada. Nesse procedimento a evidência de auditoria consiste em resposta de terceiros (a parte que confirma) ao auditor, em forma escrita, eletrônica ou em outra mídia. Assim, o auditor pode solicitar confirmação de termos de contratos ou transações da entidade com terceiros, bem como confirmar saldos de contas a receber com credores, por exemplo. Para confirmar o auditor faz uso da carta de circularização. A solicitação de confirmação (circularização) pode ser positiva ou negativa: Solicitação de confirmação positiva é aquela em que a parte que confirma responde diretamente ao auditor indicando se concorda ou discorda das informações na solicitação (confirmação positiva em preto), ou fornece as informações solicitadas (confirmação positiva em branco). Se o auditor pergunta a um fornecedor se o valor da dívida da empresa é mesmo de R$ ,00, trata-se de uma confirmação positiva em preto ( a resposta é sim ou não). Já se o auditor pergunta ao fornecedor qual é o valor da dívida, temos então a confirmação positiva em branco. Solicitação de confirmação negativa é a solicitação de que a parte que confirma responda diretamente ao auditor somente se discorda das informações fornecidas na solicitação. As confirmações positivas trazem maior confiabilidade ao auditor do que as negativas. O auditor, caso não consiga resposta satisfatória com as circularizações, deve utilizar outros procedimentos de auditoria para confirmar determinado saldo contábil. Em último caso, e dependendo da amplitude deste saldo, informar este fato em seu relatório de auditoria Observação A observação consiste no exame de processos ou procedimentos executado por outros, por exemplo, a observação pelo auditor da contagem do estoque pelos empregados da entidade ou da execução de atividades de controle. Esse procedimento fornece evidência de auditoria a respeito da execução de processo ou procedimento, mas é limitada ao ponto no tempo em que a observação ocorre e pelo fato de que o ato de ser observado pode afetar a maneira como o processo ou procedimento é executado. Se o auditor estiver fazendo o procedimento de observação e os observados souberem que estão sendo vistos, é bem provável que estes sejam mais cautelosos e ajam de uma forma que pareçam mais correta e irão buscar a perfeição em suas ações, o que dificilmente ocorreria no cotidiano do trabalho Procedimentos de auditoria em áreas específicas das demonstrações contábeis. Comentaremos agora quais deveriam ser os procedimentos de algumas contas específicas. Caixa inspeção física (contagem do dinheiro); inspeção documental para exame da documentação de pagamento e recebimento. Bancos Conta Movimento inspeção documental (extratos bancários); investigação e confirmação, pela solicitação de informações ao banco (circularização); revisão dos cálculos de conciliações bancárias. Aplicações Financeiras inspeção documental (extratos bancários, certificados, recibos) e investigação e confirmação, pela solicitação de informações ao banco (circularização). Duplicatas e Outros Títulos a Receber inspeção documental dos títulos; investigação e confirmação mediante circularização junto de devedores. Provisão para Devedores Duvidosos recálculos por meio da conferência da exatidão aritmética do valor e inspeção para verificação dos documentos que serviram como base para a fixação dos critérios de cálculo.

20 20 Anivaldo José Mercadorias e Matérias-Primas acompanhamento de inventário; inspeção física; inspeção documental das notas fiscais, faturas, duplicatas; conferência dos cálculos na apuração das saídas e dos estoques finais Despesas Pagas Antecipadamente inspeção dos documentos e revisão dos cálculos para a verificação dos valores apropriados como despesa do exercício. Também são aplicáveis os procedimentos de investigação e confirmação, por intermédio da circularização de pessoas que receberam os valores antecipadamente. Participações Permanentes em Outras Sociedades inspeção documental para a verificação de contratos, estatutos e suas alterações, certificados de ações, estratos de ações escriturais etc.; revisão dos cálculos de provisões para perdas, da aplicação do método da equivalência patrimonial e do custo de aquisição. Imobilizado inspeção dos documentos de aquisição de bens tangíveis; investigação e confirmação com fornecedores de bens móveis e no registro de Imóveis, para comprovar a propriedade de imóveis; inspeção física para constatar a existência dos bens; revisão dos cálculos nos casos de depreciação, e exaustão acumuladas. Fornecedores inspeção pelo exame dos documentos de compra e investigação e confirmação mediante circularização de fornecedores. Empréstimos e Financiamentos Bancários inspeção pelo exame dos contratos e títulos representativos das dívidas e investigação e confirmação, por meio de circularização de bancos. Capital Social inspeção pelo exame de contrato ou estatuto e suas alterações; investigação e confirmação na junta comercial do registro dos atos de constituição e alterações. Reservas de Capital inspeção pelo exame dos documentos (títulos, contratos, escrituras etc.) e investigação e confirmação mediante circularização de pessoas relacionadas aos fatos geradores das reservas. Reservas de Lucros verificação dos cálculos feitos na constituição das reservas; inspeção de atas, relatórios e demais documentos que justifiquem a constituição. Receitas, custos e despesas recálculo dos valores, inspeção de documentos, etc.

Fiscal Auditoria Procedimentos - Pós Materialidade e Normas de Auditoria

Fiscal Auditoria Procedimentos - Pós Materialidade e Normas de Auditoria Fiscal Auditoria Procedimentos - Pós Materialidade e Normas de Auditoria 2012 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. Auditoria Profº Guilherme Albuquerque. Profº guilherme

Leia mais

Evidência de Auditoria

Evidência de Auditoria Evidência de Auditoria Compreende as informações utilizadas pelo auditor para chegar às conclusões em que se fundamentam a sua opinião. Inclui as informações contidas nos registros contábeis que suportam

Leia mais

RESOLUÇÃO CFC N.º 820/97. Aprova a NBC T 11 Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis com alterações e dá outras providências.

RESOLUÇÃO CFC N.º 820/97. Aprova a NBC T 11 Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis com alterações e dá outras providências. RESOLUÇÃO CFC N.º 820/97 Aprova a NBC T 11 Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis com alterações e dá outras providências. O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 542, DE 13 DE JANEIRO DE 2015

RESOLUÇÃO Nº 542, DE 13 DE JANEIRO DE 2015 Publicada no DJE/STF, n.10, p. 1-3 em 16/01/2015 RESOLUÇÃO Nº 542, DE 13 DE JANEIRO DE 2015 Dispõe sobre as prerrogativas, as responsabilidades, a competência e a atuação da Secretaria de Controle Interno

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA - TCU Nº 63, DE 1º DE SETEMBRO DE 2010

INSTRUÇÃO NORMATIVA - TCU Nº 63, DE 1º DE SETEMBRO DE 2010 INSTRUÇÃO NORMATIVA - TCU Nº 63, DE 1º DE SETEMBRO DE 2010 Estabelece normas de organização e de apresentação dos relatórios de gestão e das peças complementares que constituirão os processos de contas

Leia mais

Olá, pessoal. Prontos? Então vamos!

Olá, pessoal. Prontos? Então vamos! 1 Olá, pessoal. Meu nome é Claudenir Brito Pereira, sou Analista de Finanças e Controle da Controladoria-Geral da União, atualmente lotado na assessoria do Secretário Federal de Controle Interno, em Brasília.

Leia mais

RESOLUÇÃO CFC Nº 986/03

RESOLUÇÃO CFC Nº 986/03 RESOLUÇÃO CFC Nº 986/03 Aprova a NBC T 12 Da Auditoria Interna. O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, CONSIDERANDO que as Normas Brasileiras de Contabilidade

Leia mais

REGIMENTO INTERNO DA UNIDADE DE AUDITORIA INTERNA DO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE MATO GROSSO DO SUL (IFMS)

REGIMENTO INTERNO DA UNIDADE DE AUDITORIA INTERNA DO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE MATO GROSSO DO SUL (IFMS) REGIMENTO INTERNO DA UNIDADE DE AUDITORIA INTERNA DO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE MATO GROSSO DO SUL (IFMS) CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º A Unidade de Auditoria

Leia mais

PORTARIA Nº 3.870 DE 15 DE JULHO DE 2014. A PRESIDENTE DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO, no uso de suas atribuições legais e regimentais,

PORTARIA Nº 3.870 DE 15 DE JULHO DE 2014. A PRESIDENTE DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO, no uso de suas atribuições legais e regimentais, PORTARIA Nº 3.870 DE 15 DE JULHO DE 2014. Regulamenta as atribuições da Secretaria de Controle Interno do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região e dá outras providências. A PRESIDENTE DO, no uso de

Leia mais

Manual de Auditoria do Sistema Cofen/Conselhos Regionais

Manual de Auditoria do Sistema Cofen/Conselhos Regionais CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM Manual de Auditoria do Sistema Cofen/Conselhos Regionais Controladoria-Geral 2015 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 02 1 - OBJETIVOS 03 2 - CONTEXTO DO PROGRAMA 04 3 - OBSERVAÇÕES A SEREM

Leia mais

REGIMENTO INTERNO AUDITORIA INTERNA DA UNIFEI. CAPÍTULO I Disposições Preliminares

REGIMENTO INTERNO AUDITORIA INTERNA DA UNIFEI. CAPÍTULO I Disposições Preliminares REGIMENTO INTERNO DA UNIFEI CAPÍTULO I Disposições Preliminares Art. 1º. A Auditoria Interna da Universidade Federal de Itajubá é um órgão técnico de assessoramento da gestão, vinculada ao Conselho de

Leia mais

Brasileira (UNILAB).

Brasileira (UNILAB). RESOLUÇÃO N 029/2013, DE 25 DE NOVEMBRO DE 2013. Aprova o Regimento da Unidade de Auditoria Interna da Brasileira (UNILAB). Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro- O VICE-REITOR, PRO

Leia mais

Normas de Auditoria Interna e Auditoria Governamental Aplicáveis no Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina

Normas de Auditoria Interna e Auditoria Governamental Aplicáveis no Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina Coordenadoria de Controle Interno Normas de Auditoria Interna e Auditoria Governamental Aplicáveis no Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina Florianópolis

Leia mais

CÂMARA MUNICIPAL DE SINOP ESTADO DE MATO GROSSO INSTRUÇÃO NORMATIVA SCI 002/2009

CÂMARA MUNICIPAL DE SINOP ESTADO DE MATO GROSSO INSTRUÇÃO NORMATIVA SCI 002/2009 1 CÂMARA MUNICIPAL DE SINOP ESTADO DE MATO GROSSO INSTRUÇÃO NORMATIVA SCI 002/2009 Versão: 01 Aprovação em: 29/05/2009 Unidade Responsável: Coordenadoria de Controle Interno I FINALIDADE Estabelecer e

Leia mais

NBC TA 450. CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional.

NBC TA 450. CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional. NBC TA 450 CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional. RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.216/09 Aprova a NBC TA 450 Avaliação das Distorções Identificadas durante a Auditoria. O

Leia mais

Para fins de aplicação destas normas, são adotados os seguintes conceitos básicos:

Para fins de aplicação destas normas, são adotados os seguintes conceitos básicos: NORMAS DE AUDITORIA GOVERNAMENTAL (NAGs) NAG 1000 NORMAS GERAIS Na NAG 1000 estão definidos os conceitos básicos de termos e expressões relacionados à auditoria governamental e são apresentados os objetivos

Leia mais

ASSOCIAÇÃO DOS AGENTES FISCAIS DE RENDAS DO ESTADO DE SÃO PAULO AFRESP. APRESENTAÇÃO

ASSOCIAÇÃO DOS AGENTES FISCAIS DE RENDAS DO ESTADO DE SÃO PAULO AFRESP. APRESENTAÇÃO ASSOCIAÇÃO DOS AGENTES FISCAIS DE RENDAS DO ESTADO DE SÃO PAULO AFRESP. Portaria AFRESP nº 82/2012. APRESENTAÇÃO A Auditoria Interna - AI tem como missão examinar mediante ações preventivas de orientação,

Leia mais

Universidade do Estado de Minas Gerais Instituto Superior de Ensino e Pesquisa de Ituiutaba Sistemas de Informação Segurança e Auditoria de Sistemas

Universidade do Estado de Minas Gerais Instituto Superior de Ensino e Pesquisa de Ituiutaba Sistemas de Informação Segurança e Auditoria de Sistemas 1. Conceitos e Organização da Auditoria Universidade do Estado de Minas Gerais 1.1 Conceitos Auditoria é uma atividade que engloba o exame de operações, processos, sistemas e responsabilidades gerenciais

Leia mais

REGIMENTO DA UNIDADE DE AUDITORIA INTERNA DO IF SUDESTE DE MINAS GERAIS CAPÍTULO I

REGIMENTO DA UNIDADE DE AUDITORIA INTERNA DO IF SUDESTE DE MINAS GERAIS CAPÍTULO I REGIMENTO DA UNIDADE DE AUDITORIA INTERNA DO IF SUDESTE DE MINAS GERAIS CAPÍTULO I Disposições Preliminares Art. 1º A Auditoria Interna do IF Sudeste de Minas Gerais, está vinculada ao Conselho Superior,

Leia mais

1. Normas Brasileiras de Contabilidade - Brasil. 2. Auditoria Interna. 3. Auditor Interno. I. Título.

1. Normas Brasileiras de Contabilidade - Brasil. 2. Auditoria Interna. 3. Auditor Interno. I. Título. PUBLICAÇÃO DO CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE SAS Quadra 5 Bloco J - Ed. CFC Fone: (61) 3314 9600 / Fax: (61) 3322 2033 CEP: 70070-920 Brasília DF Site: www.cfc.org.br E-mail: cfc@cfc.org.br Edição eletrônica

Leia mais

AUDITORIA GOVERNAMENTAL. Maio de 2013 Sandra Maria de Carvalho Campos

AUDITORIA GOVERNAMENTAL. Maio de 2013 Sandra Maria de Carvalho Campos AUDITORIA GOVERNAMENTAL Maio de 2013 Sandra Maria de Carvalho Campos KPMG no Mundo A KPMG é uma rede global de firmas independentes que prestam serviços profissionais de Audit, Tax e Advisory presente

Leia mais

Questão de auditoria Informações Requeridas Fontes de Informação Procedimentos Possíveis Achados

Questão de auditoria Informações Requeridas Fontes de Informação Procedimentos Possíveis Achados Questão de auditoria Informações Requeridas Fontes de Informação s Possíveis Achados 1 As características da unidade de controle interno atendem aos preceitos normativos e jurisprudenciais? Ato que criou

Leia mais

Olá, pessoal. Vamos às questões.

Olá, pessoal. Vamos às questões. 1 Olá, pessoal. Espero que tenham aproveitado o tempo disponível para o estudo desde o nosso último encontro. Quando o edital for publicado, é importante que nós já tenhamos visto boa parte da matéria,

Leia mais

Carta-Circular nº 3.337 (DOU de 28/08/08)

Carta-Circular nº 3.337 (DOU de 28/08/08) Carta-Circular nº 3.337 (DOU de 28/08/08) Divulga procedimentos mínimos necessários para o desempenho do estabelecido pela Circular 3.400, de 2008, no cumprimento das atribuições especiais das cooperativas

Leia mais

PARTE III Auditoria Conceitos Introdutórios

PARTE III Auditoria Conceitos Introdutórios FATERN Faculdade de Excelência Educacional do RN Coordenação Tecnológica de Redes e Sistemas Curso Superior de Tecnologia em Sistemas para Internet Auditoria em Sistemas de Informação Prof. Fabio Costa

Leia mais

CÂMARA MUNICIPAL DE SINOP ESTADO DE MATO GROSSO INSTRUÇÃO NORMATIVA SCI 002/2009

CÂMARA MUNICIPAL DE SINOP ESTADO DE MATO GROSSO INSTRUÇÃO NORMATIVA SCI 002/2009 CÂMARA MUNICIPAL DE SINOP ESTADO DE MATO GROSSO INSTRUÇÃO NORMATIVA SCI 002/2009 Versão: 02 Aprovação em: 11/08/2014 Unidade Responsável: Secretaria de Controle Interno I FINALIDADE Estabelecer normas

Leia mais

RESUMO DAS NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE APLICADAS AO SETOR PÚBLICO

RESUMO DAS NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE APLICADAS AO SETOR PÚBLICO RESUMO DAS NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE APLICADAS AO SETOR PÚBLICO NBC T 16.1 - CONCEITUAÇÃO, OBJETO E CAMPO DE APLICAÇÃO A Contabilidade Pública aplica, no processo gerador de informações, os princípios

Leia mais

Regimento Interno da Unidade de Auditoria Interna

Regimento Interno da Unidade de Auditoria Interna CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA UNIDADE DE AUDITORIA INTERNA - UAUDI Regimento Interno da Unidade de Auditoria Interna Rio de Janeiro 2015 CAPÍTULO I DA MISSÃO E DO ESCOPO

Leia mais

Auditoria de Sistemas. UNIPAC Ipatinga Segurança e Auditoria de Sistemas Prof. Thiago Lopes Lima

Auditoria de Sistemas. UNIPAC Ipatinga Segurança e Auditoria de Sistemas Prof. Thiago Lopes Lima Auditoria de Sistemas UNIPAC Ipatinga Segurança e Auditoria de Sistemas Prof. Thiago Lopes Lima Auditoria É uma atividade que engloba o exame das operações, processos, sistemas e responsabilidades gerenciais

Leia mais

AUDITORIA INTERNA E SUA IMPORTÂNCIA PARA AS ORGANIZAÇÕES

AUDITORIA INTERNA E SUA IMPORTÂNCIA PARA AS ORGANIZAÇÕES 1 AUDITORIA INTERNA E SUA IMPORTÂNCIA PARA AS ORGANIZAÇÕES Alessandra Cristina Rubio¹ Josiane Marcacini Silva² RESUMO Thiago Silva Guimarães³ A auditoria interna é de suma importância para as organizações,

Leia mais

Esperamos que os comentários abaixo ajudem na elaboração dos recursos e no aprendizado da matéria.

Esperamos que os comentários abaixo ajudem na elaboração dos recursos e no aprendizado da matéria. Caro Concursando, Analisamos as questões de Auditoria da prova para AFRFB/09. Em um primeiro momento, identificamos 5 possíveis recursos: 4 anulações (questões 22, 27, 32 e 40) e 1 alteração de gabarito

Leia mais

Tópico: Plano e Estratégia. Controle interno e risco de auditoria

Tópico: Plano e Estratégia. Controle interno e risco de auditoria Tópico: Plano e Estratégia. Controle interno e risco de auditoria i Professor Marcelo Aragão Trabalhos de outros auditores ou especialistas Complexidade das transações Volume das transações Áreas importantes

Leia mais

Ministério da Educação Universidade Tecnológica Federal do Paraná Conselho Universitário. DELIBERAÇÃO Nº. 03/2015, de 27 de março de 2015.

Ministério da Educação Universidade Tecnológica Federal do Paraná Conselho Universitário. DELIBERAÇÃO Nº. 03/2015, de 27 de março de 2015. Ministério da Educação Universidade Tecnológica Federal do Paraná Conselho Universitário DELIBERAÇÃO Nº. 03/2015, de 27 de março de 2015. O CONSELHO UNIVERSITÁRIO da UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL do

Leia mais

Controle Interno do Tribunal de Contas da União

Controle Interno do Tribunal de Contas da União Controle Interno do Tribunal de Contas da União Resumo: o presente artigo trata de estudo do controle interno no Tribunal de Contas da União, de maneira expositiva. Tem por objetivo contribuir para o Seminário

Leia mais

O CONTROLE INTERNO COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO PARA OS MUNICÍPIOS

O CONTROLE INTERNO COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO PARA OS MUNICÍPIOS O CONTROLE INTERNO COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO PARA OS MUNICÍPIOS Luís Filipe Vellozo de Sá e Eduardo Rios Auditores de Controle Externo TCEES Vitória, 21 de fevereiro de 2013 1 Planejamento Estratégico

Leia mais

Questionário de Governança de TI 2014

Questionário de Governança de TI 2014 Questionário de Governança de TI 2014 De acordo com o Referencial Básico de Governança do Tribunal de Contas da União, a governança no setor público compreende essencialmente os mecanismos de liderança,

Leia mais

LEI COMPLEMENTAR Nº 141, DE 03 DE SETEMBRO DE 2009.

LEI COMPLEMENTAR Nº 141, DE 03 DE SETEMBRO DE 2009. LEI COMPLEMENTAR Nº 141, DE 03 DE SETEMBRO DE 2009. O GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO: Dispõe sobre o Modelo Integrado de Gestão do Poder Executivo do Estado de Pernambuco. Faço saber que a Assembléia

Leia mais

- PLANO ANUAL DE AUDITORIA -

- PLANO ANUAL DE AUDITORIA - TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RORAIMA NÚCLEO DE CONTROLE INTERNO - PLANO ANUAL DE AUDITORIA - NÚCLEO DE CONTROLE INTERNO EXERCÍCIO 2015 NOVEMBRO-2014 INTRODUÇÃO O Plano Anual de Auditoria do Núcleo

Leia mais

Ferramentas da Contabilidade. Tipos de Auditoria. Tipos de Auditoria. Tipos de Auditoria. Objetivo da Auditoria Contábil

Ferramentas da Contabilidade. Tipos de Auditoria. Tipos de Auditoria. Tipos de Auditoria. Objetivo da Auditoria Contábil Ferramentas da Contabilidade Tipos de Auditoria Escrituração Contabilidade de Custos Análise das Demonstrações Contábeis Auditoria * Balanço Patrimonial -- BP, BP, Demonstração do do Resultado do do Exercício

Leia mais

PORTARIA TRT 18ª GP/DG nº 045/2013 (Republicada por força do art. 2 da Portaria TRT 18ª GP/DG nº 505/2014) Dispõe sobre a competência, a estrutura e

PORTARIA TRT 18ª GP/DG nº 045/2013 (Republicada por força do art. 2 da Portaria TRT 18ª GP/DG nº 505/2014) Dispõe sobre a competência, a estrutura e PORTARIA TRT 18ª GP/DG nº 045/2013 (Republicada por força do art. 2 da Portaria TRT 18ª GP/DG nº 505/2014) Dispõe sobre a competência, a estrutura e a atuação da Secretaria de Controle Interno e dá outras

Leia mais

Parecer de Dirigente do Controle Interno Presidência da República - Controladoria-Geral da União - Secretaria Federal de Controle Interno Relatório: 201305995 Exercício: 2012 Processo: 23078.008389/2013-66

Leia mais

LEI N 280 DE 18 DE SETEMBRO DE 2007

LEI N 280 DE 18 DE SETEMBRO DE 2007 LEI N 280 DE 18 DE SETEMBRO DE 2007 Súmula: Dispõe sobre o Sistema de Controle Interno Municipal, nos termos do artigo 31 da Constituição Federal e do artigo 59 da Lei Complementar n 101/2000 e cria a

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 14/2011

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 14/2011 INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 14/2011 Ver também IN 7/13 Disciplina a organização e a apresentação das contas anuais dos administradores e demais responsáveis por unidades jurisdicionadas das administrações direta

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA SCI Nº. 003

INSTRUÇÃO NORMATIVA SCI Nº. 003 INSTRUÇÃO NORMATIVA SCI Nº. 003 UCCI Unidade Central de Controle Interno SCI Sistema de Controle Interno Versão: 1.0 Aprovada em: 31/10/2011 Unidade Responsável: Unidade Central de Controle Interno I -

Leia mais

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO Secretaria-Geral de Controle Externo Coordenadoria de Fiscalização e Controle TÉCNICA DE AUDITORIA BENCHMARKING

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO Secretaria-Geral de Controle Externo Coordenadoria de Fiscalização e Controle TÉCNICA DE AUDITORIA BENCHMARKING TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO Secretaria-Geral de Controle Externo Coordenadoria de Fiscalização e Controle TÉCNICA DE AUDITORIA BENCHMARKING 2000 Tribunal de Contas da União Internet: http://www.tcu.gov.br

Leia mais

ROTEIRO DE AUDITORIA DE CONTABILIDADE PÚBLICA

ROTEIRO DE AUDITORIA DE CONTABILIDADE PÚBLICA SISTEMA ORÇAMENTÁRIO 1 - RECEITAS 1.1 - Orçamento da Receita 1.2 - Receita Prevista 1.3 - Execução Orçamentária da Receita ROTEIRO DE AUDITORIA DE CONTABILIDADE PÚBLICA I - Verificar se os registros das

Leia mais

Seminário O controle interno governamental no Brasil Velhos Desafios, Novas Perspectivas. 14 a 16 de Maio Iguassu Resort Foz do Iguaçu - Paraná

Seminário O controle interno governamental no Brasil Velhos Desafios, Novas Perspectivas. 14 a 16 de Maio Iguassu Resort Foz do Iguaçu - Paraná Seminário O controle interno governamental no Brasil Velhos Desafios, Novas Perspectivas 14 a 16 de Maio Iguassu Resort Foz do Iguaçu - Paraná Controle Interno na visão dos Auditores Externos Situação

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO (UFRRJ) REGIMENTO DA AUDITORIA INTERNA (Audin) CAPÍTULO I

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO (UFRRJ) REGIMENTO DA AUDITORIA INTERNA (Audin) CAPÍTULO I UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO (UFRRJ) REGIMENTO DA AUDITORIA INTERNA (Audin) CAPÍTULO I DA ORIGEM E FINALIDADE Art. 1º A Auditoria Interna da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Leia mais

PROFESSOR: Salomão Dantas Soares

PROFESSOR: Salomão Dantas Soares AUDITORIA PROFESSOR: Salomão Dantas Soares ASSUNTO Papéis de Trabalho TURMA: PECC Nesta aula, continuaremos o estudo dos aspectos técnicos concernentes à Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis,

Leia mais

AUDITORIA INTERNA DA ATLAS

AUDITORIA INTERNA DA ATLAS AUDITORIA INTERNA DA ATLAS A auditoria interna serve à administração como meio de identificação de que todos os processos internos e políticas definido pela ATLAS, assim como sistemas contábeis e de controle

Leia mais

O Controle Externo na Área de Auditoria de Tecnologia da Informação

O Controle Externo na Área de Auditoria de Tecnologia da Informação O Controle Externo na Área de Auditoria de Tecnologia da Informação José Auriço Oliveira Analista de Controle Externo 1 AGENDA Apresentação Institucional Ações do TCE na área de Auditoria de TI Discussão

Leia mais

DIREITO ADMINISTRATIVO CONTROLE

DIREITO ADMINISTRATIVO CONTROLE DIREITO ADMINISTRATIVO CONTROLE Atualizado em 12/11/2015 CLASSIFICAÇÕES E SISTEMAS DE CONTROLE CLASSIFICAÇÕES DO CONTROLE Quanto ao posicionamento do órgão controlador: Externo: exercido por um ente que

Leia mais

NORMAS INTERNACIONAIS PARA A PRÁTICA PROFISSIONAL DE AUDITORIA INTERNA (NORMAS)

NORMAS INTERNACIONAIS PARA A PRÁTICA PROFISSIONAL DE AUDITORIA INTERNA (NORMAS) Permissão obtida junto ao proprietário dos direitos autorais, The Institute of Internal Auditors, 247 Maitland Avenue, Altamonte Springs, Florida 32701-4201, USA, para publicar esta tradução, a qual reflete

Leia mais

QUAIS AS DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS BÁSICAS ENTRE AUDITORIA INTERNA E AUDITORIA EXTENA

QUAIS AS DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS BÁSICAS ENTRE AUDITORIA INTERNA E AUDITORIA EXTENA QUAIS AS DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS BÁSICAS ENTRE AUDITORIA INTERNA E AUDITORIA EXTENA! O que faz a auditoria externa?! Quais as funções da auditoria interna?! Qual a interligação entre a auditoria externa

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 392 DE 19 DE DEZEMBRO DE 2002 (*) CONSIDERANDO a Instrução Normativa do Tribunal de Contas da União nº 42 de 03 de julho de 2002,

RESOLUÇÃO Nº 392 DE 19 DE DEZEMBRO DE 2002 (*) CONSIDERANDO a Instrução Normativa do Tribunal de Contas da União nº 42 de 03 de julho de 2002, RESOLUÇÃO Nº 392 DE 19 DE DEZEMBRO DE 2002 (*) 1014 Ementa: Estabelece manual de normas e procedimentos orçamentários, contábeis e financeiros, e dá outras providências. O Plenário do Conselho Federal

Leia mais

A GESTÃO PÚBLICA NO BRASIL E SEUS CONTROLES INTERNO E EXTERNO RESUMO

A GESTÃO PÚBLICA NO BRASIL E SEUS CONTROLES INTERNO E EXTERNO RESUMO A GESTÃO PÚBLICA NO BRASIL E SEUS CONTROLES INTERNO E EXTERNO RESUMO O presente estudo é resultado de uma revisão bibliográfica e tem por objetivo apresentar a contextualização teórica e legislativa sobre

Leia mais

Tópico 6: Testes e. Procedimentos básicos de auditoria. Testes de auditoria. Prof. Marcelo Aragão. Testes de auditoria

Tópico 6: Testes e. Procedimentos básicos de auditoria. Testes de auditoria. Prof. Marcelo Aragão. Testes de auditoria Tópico 6: Testes e Procedimentos básicos de auditoria Prof. Marcelo Aragão Testes de auditoria 1. TESTES DE OBSERVÂNCIA (DE CONTROLES, DE ADERÊNCIA OU DE PROCEDIMENTOS) Visam à obtenção de razoável segurança

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR DO ESTADO

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR DO ESTADO PLANO DE AUDITORIA DE LONGO PRAZO (PALP) 2013-2014 Sumário: 1 INTRODUÇÃO... 3 2 BIÊNIO 2013-2014: ATIVIDADES DE MONITORAMENTO E ACOMPANHAMENTO.... 3 2.1 Apoio ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo...

Leia mais

MINISTÉRIO DA FAZENDA AGÊNCIA BRASILEIRA GESTORA DE FUNDOS GARANTIDORES E GARANTIAS S.A. ABGF AUDITORIA INTERNA AUDIT

MINISTÉRIO DA FAZENDA AGÊNCIA BRASILEIRA GESTORA DE FUNDOS GARANTIDORES E GARANTIAS S.A. ABGF AUDITORIA INTERNA AUDIT MINISTÉRIO DA FAZENDA AGÊNCIA BRASILEIRA GESTORA DE FUNDOS GARANTIDORES E GARANTIAS S.A. ABGF AUDITORIA INTERNA AUDIT PLANO ANUAL DE ATIVIDADES DE AUDITORIA INTERNA EXERCÍCIO DE 2015 dezembro/2014 PLANO

Leia mais

PRINCIPAIS MUDANÇAS NAS NORMAS DE AUDITORIA. Claudio Longo Ernst & Young. Campo Grande, 17 de Agosto de 2010

PRINCIPAIS MUDANÇAS NAS NORMAS DE AUDITORIA. Claudio Longo Ernst & Young. Campo Grande, 17 de Agosto de 2010 XII ENCONTRO ESTADUAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PRINCIPAIS MUDANÇAS NAS NORMAS DE AUDITORIA Claudio Longo Ernst & Young Campo Grande, 17 de Agosto de 2010 Objetivos da Apresentação

Leia mais

NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE APLICADAS AO SETOR PÚBLICO

NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE APLICADAS AO SETOR PÚBLICO CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DE ALAGOAS VII ENCONTRO DE CONTABILIDADE DO AGRESTE ALAGOANO NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE APLICADAS AO SETOR PÚBLICO Fernando Carlos Almeida MAIO - 2014 Contabilidade

Leia mais

O Controle Interno no Âmbito do Poder Executivo

O Controle Interno no Âmbito do Poder Executivo O Controle Interno no Âmbito do Poder Executivo Contextualização Sumário - O Controle na Administração Pública - O Controle Externo - O Controle Interno O Controle Interno do Poder Executivo do Estado

Leia mais

DECRETO Nº 14.407 DE 09 DE ABRIL DE 2013. Aprova o Regulamento do Sistema Financeiro e de Contabilidade do Estado, e dá outras providências.

DECRETO Nº 14.407 DE 09 DE ABRIL DE 2013. Aprova o Regulamento do Sistema Financeiro e de Contabilidade do Estado, e dá outras providências. DECRETO Nº 14.407 DE 09 DE ABRIL DE 2013 Aprova o Regulamento do Sistema Financeiro e de Contabilidade do Estado, e dá outras providências. (Publicado no DOE de 10 de abril de 2013) O GOVERNADOR DO ESTADO

Leia mais

ESTADO DE PERNAMBUCO TRIBUNAL DE CONTAS

ESTADO DE PERNAMBUCO TRIBUNAL DE CONTAS RESOLUÇÃO T.C. Nº 0017/2010 EMENTA: Regulamenta a coordenação e o funcionamento do Sistema de Controle Interno no âmbito do Tribunal de Contas e dá outras providências. O DO ESTADO DE PERNAMBUCO, na sessão

Leia mais

PLANO DE AUDITORIA DE LONGO PRAZO (PALP) 2014-2017

PLANO DE AUDITORIA DE LONGO PRAZO (PALP) 2014-2017 ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ Auditoria Administrativa de Controle Interno PLANO DE AUDITORIA DE LONGO PRAZO (PALP) 2014-2017 Equipe Gestora: Antonia Tatiana Ribeiro

Leia mais

REGULAMENTO DA AUDITORIA INTERNA - NOR 902

REGULAMENTO DA AUDITORIA INTERNA - NOR 902 REGULAMENTO DA AUDITORIA INTERNA COD. 900 ASSUNTO: PROCEDIMENTOS DA AUDITORIA INTERNA APROVAÇÃO: Deliberação COADM nº 039/2011, de 27/10/2011 VIGÊNCIA: 27/10/2011 REGULAMENTO DA AUDITORIA INTERNA - NOR

Leia mais

Importância do Controle Externo na Contabilidade Aplicada ao Setor Público

Importância do Controle Externo na Contabilidade Aplicada ao Setor Público Importância do Controle Externo na Contabilidade Aplicada ao Setor Público Apresentação para o CRC/DF Dia do Contabilista Laércio Mendes Vieira Auditor Federal do TCU*, Membro do Grupo de CP do CFC, Contador,

Leia mais

CONTROLE INTERNO NAS ENTIDADES PÚBLICAS

CONTROLE INTERNO NAS ENTIDADES PÚBLICAS CONTROLE INTERNO NAS ENTIDADES PÚBLICAS Resumo: o presente artigo trata de estudo do controle interno nas entidades públicas no Brasil, de maneira expositiva. Tem por objetivo contribuir para o Seminário

Leia mais

Palmas - TO Fevereiro 2015

Palmas - TO Fevereiro 2015 REGIMENTO INTERNO DA UNIDADE DE AUDITORIA INTERNA DO IFTO Aprovado pela Resolução nº 30/2013/CONSUP/IFTO, de 20 de junho de 2013, e alterado pela Resolução nº 8/2015/CONSUP/IFTO, de 10 de fevereiro de

Leia mais

O CONTROLE INTERNO E A AUDITORIA INTERNA GOVERNAMENTAL: DIFERENÇAS FUNDAMENTAIS

O CONTROLE INTERNO E A AUDITORIA INTERNA GOVERNAMENTAL: DIFERENÇAS FUNDAMENTAIS O CONTROLE INTERNO E A AUDITORIA INTERNA GOVERNAMENTAL: DIFERENÇAS FUNDAMENTAIS Wanderlei Pereira das Neves 1 Resumo Nosso trabalho visa a demonstrar que a auditoria interna governamental é o ápice da

Leia mais

a) ser substituída por outra, não podendo retornar a fazer a auditoria da empresa no prazo de dez anos.

a) ser substituída por outra, não podendo retornar a fazer a auditoria da empresa no prazo de dez anos. Comentado pelo professor Ted Jefferson Auditoria 1) (ESAF/AFRFB/2012) A empresa Betume S.A. é uma empresa de interesse público que vem sendo auditada pela empresa Justos Auditores Independentes, pelo mesmo

Leia mais

Disciplina Auditoria Concurso para auditor-fiscal da Receita Federal do Brasil 2014

Disciplina Auditoria Concurso para auditor-fiscal da Receita Federal do Brasil 2014 Disciplina Auditoria Concurso para auditor-fiscal da Receita Federal do Brasil 2014 Estimados amigos concurseiros! É sabido que foi publicado o Edital ESAF nº 18, de 07 de março de 2014, do concurso para

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 25/2007

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 25/2007 INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 25/2007 Dispõe sobre a entrega, o envio e a disponibilização dos dados e das informações em meio informatizado, que os responsáveis pelos órgãos ou entidades da administração direta

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº. 199 DE 27 DE DEZEMBRO DE 2013

RESOLUÇÃO Nº. 199 DE 27 DE DEZEMBRO DE 2013 RESOLUÇÃO Nº. 199 DE 27 DE DEZEMBRO DE 2013 A PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO DA, no uso de suas atribuições legais e CONSIDERANDO que as entidades da Administração Pública Federal indireta

Leia mais

Unidade II. Unidade II

Unidade II. Unidade II Unidade II 4 DOCUMENTAÇÃO DE AUDITORIA - PAPÉIS DE TRABALHO 1 Os papéis de trabalho constituem os documentos preparados pelo auditor e/ou obtidos diretamente da empresa para comprovar a evidência da transação

Leia mais

PROFESSOR: Salomão Dantas Soares. Procedimentos de Auditoria

PROFESSOR: Salomão Dantas Soares. Procedimentos de Auditoria AUDITORIA PROFESSOR: Salomão Dantas Soares ASSUNTO Procedimentos de Auditoria TURMA: PECC 1 - PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA ASPECTOS CONCEITUAIS Nesta aula, estudaremos os Procedimentos de Auditoria, abordando

Leia mais

4.4.3 Competências das Ciset 117 4.4.4 Competências dos AECI 118 4.4.5 Outras considerações importantes 118 Capítulo V Auditoria no setor público

4.4.3 Competências das Ciset 117 4.4.4 Competências dos AECI 118 4.4.5 Outras considerações importantes 118 Capítulo V Auditoria no setor público Sumário Capítulo I Noções iniciais de controle interno e controle externo 1 1 Considerações iniciais sobre controle no Brasil 3 1.1 Controle interno no Brasil 4 1.1.1 Evolução do controle interno no Brasil

Leia mais

RELATÓRIO DE GESTÃO E PROCESSO ANUAL DE CONTAS

RELATÓRIO DE GESTÃO E PROCESSO ANUAL DE CONTAS RELATÓRIO DE GESTÃO E PROCESSO ANUAL DE CONTAS (Normativos e composição) Outubro - 2010 Coordenação-Geral de Técnicas, Procedimentos e Qualidade DCTEQ Eveline Brito Coordenadora-Geral de Técnicas, Procedimentos

Leia mais

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO SECRETARIA FEDERAL DE CONTROLE INTERNO

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO SECRETARIA FEDERAL DE CONTROLE INTERNO PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO SECRETARIA FEDERAL DE CONTROLE INTERNO TIPO DE AUDITORIA : AUDITORIA DE GESTÃO EXERCÍCIO : 2006 PROCESSO Nº : 01350.000002/2007-76 UNIDADE AUDITADA

Leia mais

SECRETARIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SEDAS GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS E CAPACITAÇÃO PRESTAÇÃO DE CONTAS

SECRETARIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SEDAS GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS E CAPACITAÇÃO PRESTAÇÃO DE CONTAS PRESTAÇÃO DE CONTAS TEXTO 2 PRESTAÇÃO DE CONTAS E SUAS ESPECIFICIDADES INTRODUÇÃO Tomando como base a definição do Tesouro Nacional que designa a Prestação Contas como: Demonstrativo organizado pelo próprio

Leia mais

TERMOS DE REFERÊNCIA PARA A AUDITORIA EXTERNA DE PROJETOS FINANCIADOS PELO BID. (Documento AF-400)

TERMOS DE REFERÊNCIA PARA A AUDITORIA EXTERNA DE PROJETOS FINANCIADOS PELO BID. (Documento AF-400) Banco Interamericano de Desenvolvimento TERMOS DE REFERÊNCIA PARA A AUDITORIA EXTERNA DE PROJETOS FINANCIADOS PELO BID (Documento AF-400) Washington, DC. Consultas: (202) 623-1617 y 2235 dev-fmr@iadb.org

Leia mais

Serviço Público Municipal Prefeitura Municipal de Ubatã Estado da Bahia CNPJ: 14.235.253/0001-59 PORTARIA Nº 301 DE 09 DE DEZEMBRO DE 2015.

Serviço Público Municipal Prefeitura Municipal de Ubatã Estado da Bahia CNPJ: 14.235.253/0001-59 PORTARIA Nº 301 DE 09 DE DEZEMBRO DE 2015. PORTARIA Nº 301 DE 09 DE DEZEMBRO DE 2015. Estabelece os procedimentos e as normas a serem adotados pelos órgãos e entidades da administração pública estadual direta e indireta, para o encerramento anual

Leia mais

Questões Professor Larratéa

Questões Professor Larratéa AUDITORIA GOVERNAMENTAL QUESTÕES DE PROVAS Prof. Larratéa e-mail luizlarratea@hotmail.com (dúvidas) 01) Sobre as características da auditoria, analise as informações a seguir. I - A auditoria interna não

Leia mais

PREVIEW DAS PRINCIPAIS SEÇÕES DA NBR ISO 19011

PREVIEW DAS PRINCIPAIS SEÇÕES DA NBR ISO 19011 CENTRO DA QUALIDADE, SEGURANÇA E PRODUTIVIDADE PARA O BRASIL E AMÉRICA LATINA PREVIEW DAS PRINCIPAIS SEÇÕES DA NBR ISO 19011 Diretrizes para auditorias de sistemas de gestão da qualidade e/ou ambiental

Leia mais

Subitem CONTEÚDOS DO RELATÓRIO DE GESTÃO Todas as unidades jurisdicionadas, exceto as relacionadas na Parte C.

Subitem CONTEÚDOS DO RELATÓRIO DE GESTÃO Todas as unidades jurisdicionadas, exceto as relacionadas na Parte C. ANEXO II À DECISÃO NORMATIVA-TCU Nº 134, DE 4 DE DEZEMBRO DE 2013 PARTE A CONTEÚDOS GERAIS Os conteúdos desta Parte A são aplicáveis às unidades jurisdicionadas relacionadas no Anexo I e não destacadas

Leia mais

LEI MUNICIPAL Nº 1191/2015, de 28-04-2015.

LEI MUNICIPAL Nº 1191/2015, de 28-04-2015. LEI MUNICIPAL Nº 1191/2015, de 28-04-2015. DISPÕE SOBRE O SISTEMA DE CONTROLE INTERNO DO MUNICÍPIO DE MORMAÇO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. LUÍS CARLOS MACHADO PREFEITO MUNICIPAL DE MORMAÇO, Estado do Rio

Leia mais

REGIUS SOCIEDADE CIVIL DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. Política de Governança Corporativa

REGIUS SOCIEDADE CIVIL DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. Política de Governança Corporativa 1/13 TÍTULO: CLASSIFICAÇÃO: REFERENCIAL NORMATIVO ASSUNTO: ELABORAÇÃO: APROVAÇÃO: Documento Executivo Resolução CGPC nº13/2004 Apresenta e especifica estrutura, componentes e mecanismos corporativa na

Leia mais

Auditorias Internas. Auditorias Internas

Auditorias Internas. Auditorias Internas Auditorias Internas Área Cod Sigla Oficina CH Planejamento 10 PPA 20 LDO 21 Previsão da Receita Orçamento 22 23 Orçamento - Elaboração Orçamento Alterações Orçamentárias 24 Orçamento Classificações Orçamentárias

Leia mais

INTRODUÇÃO. Apresentação

INTRODUÇÃO. Apresentação ANEXO ÚNICO DA RESOLUÇÃO ATRICON 05/2014 DIRETRIZES DE CONTROLE EXTERNO ATRICON 3204/2014: CONTROLE INTERNO: INSTRUMENTO DE EFICIÊNCIA DOS JURISDICIONADOS SUMÁRIO INTRODUÇÃO... 2 Apresentação... 2 Justificativa...

Leia mais

Manual de Auditoria Financeira

Manual de Auditoria Financeira Manual de Auditoria Financeira Edição 2015 TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO Manual de Auditoria Financeira SUMÁRIO I. INTRODUÇÃO... 5 1.1. OBJETIVO DO MANUAL... 5 1.2. PADRÕES INTERNACIONAIS... 6 1.3. APLICABILIDADE

Leia mais

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais,

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.220/09 Aprova a NBC TA 510 Trabalhos Iniciais Saldos Iniciais. O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, CONSIDERANDO o processo de

Leia mais

Departamento de Desenvolvimento Profissional

Departamento de Desenvolvimento Profissional Departamento de Desenvolvimento Profissional Auditoria Independente Renata Sol Costa renatasolcosta@hotmail.com Rio de Janeiro Maio/2015 Objetivo: Apresentar os conhecimentos fundamentais sobre auditoria

Leia mais

Curso On-Line: Auditoria Teoria e Exercícios para a RFB Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula 03

Curso On-Line: Auditoria Teoria e Exercícios para a RFB Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula 03 Introdução... 01 Execução dos trabalhos: evidências, testes e procedimentos técnicos de Auditoria... 02 Superavaliação e Subavaliação... 22 Omissão de Receitas... 24 Tipos de Teste em Áreas Específicas

Leia mais

RESOLUÇÃO CFC Nº 1.036/05

RESOLUÇÃO CFC Nº 1.036/05 RESOLUÇÃO CFC Nº 1.036/05 Aprova a NBC T 11.8 Supervisão e Controle de Qualidade. O Conselho Federal de Contabilidade, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, Considerando que as Normas

Leia mais

Prefeitura Municipal de Farias Brito GOVERNO MUNICIPAL CNPJ n 07.595.572/0001-00

Prefeitura Municipal de Farias Brito GOVERNO MUNICIPAL CNPJ n 07.595.572/0001-00 ANEXO I PREGÃO Nº 2012.12.12.1 TERMO DE REFERÊNCIA Com a especificação dos serviços de assessoria, consultoria, execução contábil, justificativas, defesas e recursos de processos administrativos junto

Leia mais

Associação Matogrossense dos Municípios

Associação Matogrossense dos Municípios RESOLUÇÃO N.º 004/2010 Dispõe sobre a produção de normas e procedimentos para realização de auditorias internas e inspeções na Associação Matogrossense dos Municípios - AMM. A Presidência da Associação

Leia mais

Inferência Estatística. Amostragem Estatística. Características das Amostragens Estatísticas. Tipos de Amostragens Estatísticas

Inferência Estatística. Amostragem Estatística. Características das Amostragens Estatísticas. Tipos de Amostragens Estatísticas Fenômenos Estatísticos Classificam-se em: Fenômenos Coletivos ou de Massa - Não podem ser definidos por uma simples observação (natalidade, mortalidade, preço médio de veículos usados em Curitiba, etc.).

Leia mais

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO SECRETARIA FEDERAL DE CONTROLE INTERNO

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO SECRETARIA FEDERAL DE CONTROLE INTERNO PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO SECRETARIA FEDERAL DE CONTROLE INTERNO RELATÓRIO DE AUDITORIA ANUAL DE CONTAS TIPO DE AUDITORIA : AUDITORIA DE GESTÃO EXERCÍCIO : 2009 PROCESSO Nº

Leia mais