ARTIGO CIENTÍFICO: Guia de Estrutura e Apresentação. Cursos de Pós-Graduação

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1 ARTIGO CIENTÍFICO: Guia de Estrutura e Apresentação. Cursos de Pós-Graduação 1

2 ISABELLA TAMINE PARRA MIRANDA NARCISO AMÉRICO FRANZIN GIANCARLO LUCCA CRISTIANE CARVALHO PASQUINELLI 2

3 ARTIGO CIENTÍFICO: Guia de Estrutura e Apresentação. Cursos de Pós-Graduação 3

4 ISABELLA TAMINE PARRA MIRANDA NARCISO AMÉRICO FRANZIN GIANCARLO LUCCA CRISTIANE CARVALHO PASQUINELLI INSTITUTO PARANAENSE DE ENSINO - UNIDADE II Direção: Profº Amaury Meller Filho FACULDADE MARINGÁ Direção Geral: Profº Amaury Antonio Meller FACULDADE DE TECNOLOGIA AMÉRICA DO SUL Direção Geral: Profº Amaury Meller Filho 1ª Edição Copyright 2010 Instituto Paranaense de Ensino - Unidade II 1ª Tiragem: 1000 exemplares Catalogação-na-fonte G943 Artigo Científico: Guia de Estrutura e Apresentação / Isabella Tamine Parra Miranda...[et al.].-- 1 ed. - Maringá: Instituto Paranaense de Ensino - Unidade II, p.: il. Vários autores. ISBN: Trabalhos Acadêmicos - Normalização. 2. Artigos Científicos - Normalização. I. Título. II. Miranda, Isabella Tamine Parra. III. Franzin, Narciso Américo. IV. Lucca, Giancarlo. V. Pasquinelli, Cristiane Carvalho. CDD 21.ed CIP-NBR INSTITUTO PARANAENSE DE ENSINO - UNIDADE II Avenida Prudente de Moraes, Centro - CEP Maringá - PR Fone: (44) home-page: É proibida a reprodução total ou parcial desta obra sem autorização; os infratores serão penalizados nas formas da lei. 4

5 ARTIGO CIENTÍFICO: Guia de Estrutura e Apresentação. Cursos de Pós-Graduação Dedicatória As nossas famílias, pelo compromisso de andar junto, amar e entender o nosso dia-a- dia; Aos nossos alunos, que se tornam amigos e lembranças do nosso compromisso de educar. 5

6 ISABELLA TAMINE PARRA MIRANDA NARCISO AMÉRICO FRANZIN GIANCARLO LUCCA CRISTIANE CARVALHO PASQUINELLI 6

7 ARTIGO CIENTÍFICO: Guia de Estrutura e Apresentação. Cursos de Pós-Graduação Sumário 1. INTRODUÇÃO ESTRUTURA DO ARTIGO Elementos Pré-textuais Elementos Textuais Elementos Pós-textuais LINGUAGEM DO ARTIGO NORMAS DE APRESENTAÇÃO GRÁFICA DO ARTIGO ILUSTRAÇÕES E TABELAS CITAÇÕES Citação Direta Citação Indireta Citação de citação Notas de Rodapé ORIENTAÇÕES SOBRE REFERÊNCIAS (ABNT ) REFERÊNCIAS EXERCÍCIOS ANEXO 01 - MODELO DE CAPA ANEXO 02 - MODELO DE ARTIGO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO COMO VANTAGEM COMPETITIVA NAS ORGANIZAÇÕES PÚBLICAS INTRODUÇÃO GLOBALIZAÇÃO E COMPETITIVIDADE

8 ISABELLA TAMINE PARRA MIRANDA NARCISO AMÉRICO FRANZIN GIANCARLO LUCCA CRISTIANE CARVALHO PASQUINELLI 3 PLANEJAMENTO: CONCEITOS E TIPOS ELABORAÇÃO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Fase 1 - Desenvolvimento da visão estratégica e da missão do negócio Fase 2 - Estabelecimento de objetivos Fase 3 - Elaboração da estratégia para atingir os resultados desejados Fase 4 - Implementar e executar a estratégia escolhida Fase 5 - Avaliar o desempenho, revisar os novos desenvolvimentos e iniciar as ações corretivas PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NAS ORGANIZAÇÕES PÚBLICAS CONCLUSÃO

9 ARTIGO CIENTÍFICO: Guia de Estrutura e Apresentação. Cursos de Pós-Graduação Prefácio Este guia trata a respeito das Normas da ABNT sobre a escrita de Artigos Científicos procurando estabelecer, de forma sintética a estrutura e a apresentação de um documento desta natureza. Um artigo científico pode ser conceituado como um estudo realizado de maneira resumida sobre uma questão que se fundamenta na natureza científica. Devido à sua dimensão, assim como conteúdo, visa à representação de um resultado de estudos efetuados. A finalidade primordial de um artigo científico é trazer para conhecimento público resultados de pesquisas realizadas ou estudos efetuados, sendo este o cunho exercido na quase totalidade dos cursos de graduação ou pós-graduação. O artigo científico é dividido em Elementos Pré-Textuais, Elementos Textuais e Elementos Pós-Textuais. A linguagem própria a ser utilizada para a realização de um artigo científico deve primar pela concisão e objetividade, buscando dar maior relevância para os dados a serem apresentados. Professora Ms. Isabella Tamine Parra Miranda Mestre em Administração, professora de Graduação e Pós-Graduação da Faculdade Maringá e do Instituto Paranaense de Ensino 9

10 ISABELLA TAMINE PARRA MIRANDA NARCISO AMÉRICO FRANZIN GIANCARLO LUCCA CRISTIANE CARVALHO PASQUINELLI 10

11 ARTIGO CIENTÍFICO: Guia de Estrutura e Apresentação. Cursos de Pós-Graduação Apresentação Pretendeu-se que este guia proporcionasse, de forma muito sintética, mas objetiva e estruturante, uma familiarização com os principais cuidados a ter na escrita de um artigo científico. Para satisfazer este objetivo, optou-se por uma descrição seqüencial das componentes típicas de um documento desta natureza. Pensa-se que o resultado obtido satisfaz os requisitos de objetividade e pequena dimensão que pretendia atingir. Pensa-se também que constituirá um auxiliar útil, de referência freqüente para o leitor que pretenda construir a sua competência na escrita de artigos científicos. Faz-se notar, todavia, que ninguém se pode considerar perfeito neste tipo de tarefa. A arte de escrever artigos científicos constrói-se no dia-a-dia, através da experiência e da cultura. Os Autores 11

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13 ARTIGO CIENTÍFICO: Guia de Estrutura e Apresentação. Cursos de Pós-Graduação 1. INTRODUÇÃO O artigo é a apresentação sintética, em forma de relatório escrito, dos resultados de investigações ou estudos realizados a respeito de uma questão. O objetivo fundamental de um artigo é o de ser um meio rápido e sucinto de divulgar e tornar conhecidos, através de sua publicação em periódicos especializados, a dúvida investigada, o referencial teórico utilizado (as teorias que serviam de base para orientar a pesquisa), a metodologia empregada, os resultados alcançados e as principais dificuldades encontradas no processo de investigação ou na análise de uma questão. Assim, os problemas abordados nos artigos podem ser os mais diversos: podem fazer parte quer de questões que historicamente são polemizadas, quer de problemas teóricos ou práticos novos. Segundo Damásio et al (2005) existem diversos tipos de artigos, onde destacam-se o original, que retrata um tema redigido pelo próprio autor, de revisão que retrata uma análise de informações já publicadas por outrem, de diversas publicações com o mesmo tema, considerando uma abordagem científica do tema discutido e uma contribuição para o desenvolvimento científico da área de estudo. De acordo com a NBR 6022/2003 apud Damásio et al (2005) deverá ter uma estrutura básica de normalização e apresentação. É distribuído em Elementos pré-textuais, Elementos Textuais e Elementos Pós-Textuais e deverão seguir a ordem estabelecida no quadro abaixo: 13

14 ISABELLA TAMINE PARRA MIRANDA NARCISO AMÉRICO FRANZIN GIANCARLO LUCCA CRISTIANE CARVALHO PASQUINELLI Quadro 01: Estrutura Básica do Artigo Científico. Fonte: Damásio et al (2005). OBS: Não se utilizam em artigos científicos notas de rodapé bibliográficas, somente notas explicativas que deverão ser remetidas ao final do trabalho. Sugere-se a utilização do sistema autor-data para as citações, evitando desta forma o uso de notas de rodapé bibliográficas. 14

15 ARTIGO CIENTÍFICO: Guia de Estrutura e Apresentação. Cursos de Pós-Graduação 2 ESTRUTURA DO ARTIGO 2.1 Elementos Pré-textuais De acordo com Damásio et al (2005), os elementos pré-textuais são utilizados para ajudar na identificação e nas informações preliminares sobre o artigo, têm os seguintes componentes: Título e subtítulo: Expressão que indica o conteúdo do artigo Autoria: Nome (s) do (s) autor (es) com breve currículo (formação, vínculo, cidade, ) Resumo na língua do texto: Redigido em parágrafo único com os objetivos pretendidos no artigo, a metodologia empregada e conclusões alcançadas. Deve ter no máximo 250 palavras. Palavras-chave na língua do texto: Termos ou assuntos que indicam o conteúdo do artigo. Podem ser designados pelo(s) autor(es) de acordo com a área do conhecimento, mas preferencialmente utiliza-se os vocabulários controlados da área. Devem ser separados por ponto e vírgula. 2.2 Elementos Textuais Os elementos textuais referem-se ao corpo do artigo, com seu texto estruturado na seguinte ordem: Introdução, Desenvolvimento, Material e Método e Conclusão (DAMÁSIO et al, 2005). - Introdução Deve situar o leitor no contexto do tema pesquisado, oferecendo uma visão global do estudo realizado, esclarecendo as delimitações estabelecidas na abordagem do assunto, os objetivos e as justificativas que levaram o autor 15

16 ISABELLA TAMINE PARRA MIRANDA NARCISO AMÉRICO FRANZIN GIANCARLO LUCCA CRISTIANE CARVALHO PASQUINELLI a tal investigação para, em seguida, apontar as questões de pesquisa para as quais buscará respostas. Deve-se, ainda, destacar a Metodologia utilizada no trabalho. Em suma: apresenta e delimita a dúvida investigada (problema de estudo - o quê), os objetivos (para que serviu o estudo), a metodologia utilizada no estudo (como). - Desenvolvimento (Referencial Teórico, Material e Métodos e Resultados e Discussão): Esta parte do artigo serve para que o autor: Faça uma exposição e uma discussão das teorias que foram utilizadas para entender e esclarecer o problema, apresentando-as e relacionando-as com a dúvida investigada; Apresentar as demonstrações dos argumentos teóricos e/ ou de resultados que as sustentam com base dos dados coletados. O corpo do artigo pode ser dividido em quantos itens quantos forem necessários, de acordo com a natureza do trabalho elaborado. Neste aspecto, é importante expor por uma lógica indutiva ou dedutiva, os argumentos, explicativos ou demonstrativos, através de proposições desenvolvidas no corpo do artigo. Deverá constar o Referencial Teórico que tem por objetivo informar o leitor sobre as contribuições de outros autores que já tenham escrito sobre o assunto abordado. O autor demonstra, assim, ter conhecimento da literatura básica do assunto. Neste aspecto, deve-se analisar as informações publicadas sobre o tema até o momento da redação final do trabalho, demonstrando teoricamente o objeto de seu estudo e a necessidade ou oportunidade da pesquisa que realizou. Quando o artigo inclui pesquisa descritiva, devem-se apresentar os resultados que são desenvolvidos através dos dados coletados através das entrevistas, observações, questionários, entre outras técnicas (Material e Métodos - Resultados e Discussão). 16

17 ARTIGO CIENTÍFICO: Guia de Estrutura e Apresentação. Cursos de Pós-Graduação - Material e métodos: Consiste na descrição precisa de todos os métodos, técnicas, materiais utilizados, descrevendo de forma minuciosa como a pesquisa foi realizada. Destacar os principais obstáculos e aspectos positivos do método. - Resultados: Consiste na apresentação detalhada dos resultados encontrados após a análise dos dados coletados em uma pesquisa. Pode ser ilustrado com figuras, quadros, tabelas, gráficos, fotografias e outros. - Discussão: Consiste na descrição dos resultados alcançados no trabalho e a discussão da comparação com outros dados encontrados na literatura da área, desta forma apresentando interrogações não respondidas e fatos novos encontrados. - Conclusão: Após a análise e discussões dos resultados, são apresentadas de forma clara e concisa as conclusões e descobertas do texto. Procura-se evidenciar com clareza e objetividade as deduções extraídas dos resultados obtidos ou apontadas ao longo da discussão do assunto. Neste momento final são relacionadas às diversas idéias desenvolvidas ao longo do trabalho, num processo de síntese dos principais resultados, com os comentários do autor e as contribuições trazidas pela pesquisa. Cabe, ainda, lembrar que a conclusão é um fechamento do trabalho estudado, respondendo às hipóteses enunciadas e aos objetivos do estudo, apresentados na Introdução. Não se permite que nesta seção sejam incluídos dados novos, que já não tenham sido apresentados anteriormente. 17

18 ISABELLA TAMINE PARRA MIRANDA NARCISO AMÉRICO FRANZIN GIANCARLO LUCCA CRISTIANE CARVALHO PASQUINELLI 2.3 Elementos Pós-textuais - Titulo do artigo em língua estrangeira. - Resumo em língua estrangeira: consiste na versão do resumo em idioma de divulgação internacional, em geral, inglês. O resumo é a síntese do trabalho e inclui apenas as principais informações sobre o estudo em questão. As regras são idênticas às apresentadas para o resumo na língua do texto (em português). - Key-words: Tradução em inglês das palavras-chaves. - Notas Explicativas: informações adicionais utilizadas para expor comentários pertinentes do trabalho, esclarecimentos ou explicações não inclusas no texto. Numeração feita em arábicos em seqüência conseqüentemente em todo o artigo, sendo apresentadas ao final do artigo. - Referências: Referências constituem um conjunto de elementos que permitem a identificação, no todo ou em parte, de documentos impressos ou registrados em diferentes tipos de materiais. As publicações devem ter sido mencionadas no texto do trabalho e devem obedecer as Normas da ABNT. Trata-se de uma listagem dos livros, artigos ou outros elementos bibliográficos que foram referenciados ao longo do artigo. Devem-se listar todas as referências segundo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas, dos autores efetivamente utilizados na elaboração do artigo. Regras gerais para apresentação das referências (CURTY, 2005, p. 49): - Alinhamento somente à margem esquerda, tanto nas notas de rodapé quanto na lista final de referências; - Ordenação alfabética pelo sobrenome do autor; 18

19 ARTIGO CIENTÍFICO: Guia de Estrutura e Apresentação. Cursos de Pós-Graduação - Por falta de autor, a entrada será pela primeira palavra do título, somente a primeira palavra será maiúscula; - Os elementos das referências são separados por uma pontuação uniforme, acompanhada dos respectivos espaços; - Títulos das publicações: devem ter o destaque, negrito. O subtítulo da publicação não se destaca; - Quando houver trabalhos diferentes do mesmo autor num mesmo ano, acrescentar letras ao ano (2003a, 2003b). - Glossário: relação de expressões técnicas ou palavras de uso restrito, de difícil compreensão ou de sentido incerto. Visa ao esclarecimento do leitor sobre o significado de palavras e das suas definições ou significados. As expressões no glossário são dispostas em ordem alfabética. - Apêndice(s): compreende documentos, textos ou ilustrações elaborados pelo autor, com o intuito de complementar a sua argumentação, mas que não comprometem a unidade do trabalho. São dispostos em ordem alfabética. - Anexo(s): elemento opcional utilizado como complementação do trabalho. Não é de autoria do autor do trabalho, e serve de comprovação e ilustração. 19

20 ISABELLA TAMINE PARRA MIRANDA NARCISO AMÉRICO FRANZIN GIANCARLO LUCCA CRISTIANE CARVALHO PASQUINELLI Anotações 20

21 ARTIGO CIENTÍFICO: Guia de Estrutura e Apresentação. Cursos de Pós-Graduação 3 LINGUAGEM DO ARTIGO Tendo em vista que o artigo se caracteriza por ser um trabalho extremamente sucinto, exige-se que tenha algumas qualidades: linguagem correta e precisa, coerência na argumentação, clareza na exposição das idéias, objetividade, concisão e fidelidade às fontes citadas. Para que essas qualidades se manifestem é necessário, principalmente, que o autor tenha um elevado conhecimento a respeito do que está escrevendo. De acordo com Pádua (1996, p. 82), quanto à linguagem científica, é importante que sejam analisados os seguintes procedimentos no artigo científico: "Impessoalidade: redigir o trabalho na 3ª pessoa do singular; Objetividade: a linguagem objetiva deve afastar as expressões: "eu penso", "eu acho", "parece-me" que dão margem a interpretações simplórias e sem valor científico; Estilo científico: a linguagem científica é informativa, de ordem racional, firmada em dados concretos, onde pode-se apresentar argumentos de ordem subjetiva, porém dentro de um ponto de vista científico; Vocabulário técnico: a linguagem científica serve-se do vocabulário comum, utilizado com clareza e precisão, mas cada ramo da ciência possui uma terminologia técnica própria que deve ser observada; A correção gramatical é indispensável, onde deve-se procurar relatar a pesquisa com frases curtas, evitando muitas orações subordinadas, intercaladas com parênteses, num único período. O uso de parágrafos deve ser dosado na medida necessária para articular o raciocínio: toda vez que se dá um passo a mais no desenvolvimento do raciocínio, muda-se o parágrafo. Os recursos ilustrativos como gráficos estatísticos, desenhos, "tabelas são considerados como figuras e devem ser criteriosamente distribuídos no texto, tendo suas fontes citadas em notas de rodapé." 21

22 ISABELLA TAMINE PARRA MIRANDA NARCISO AMÉRICO FRANZIN GIANCARLO LUCCA CRISTIANE CARVALHO PASQUINELLI Para a redação ser bem concisa e clara, ela não deve seguir o ritmo comum do nosso pensamento, que geralmente se baseia na associação livre de idéias e imagens. Para conseguirmos explanar as idéias de modo coerente, se fazem necessários cortes e adições de palavras ou frases. A estrutura da redação assemelha-se a um esqueleto, constituído de vértebras interligadas entre si. O parágrafo é a unidade que se desenvolve uma ideia central que se encontra ligada às ideias secundárias devido ao mesmo sentido. Assim, quando se muda de assunto, muda-se de parágrafo. Um parágrafo segue a mesma circularidade lógica de toda a redação: introdução, desenvolvimento e conclusão. Convém iniciar cada parágrafo através do tópico frasal (oração principal), onde se expressa a ideia predominante. Por sua vez, esta é desdobrada pelas idéias secundárias; todavia, no final, ela deve aparecer mais uma vez. Assim, o que caracteriza um parágrafo é a unidade (uma só ideia principal), a coerência (articulação entre as ideias) e a ênfase (a volta à ideia principal). A condição primeira e indispensável de uma boa redação científica é a clareza e a precisão das idéias. Saber-se-á como expressar adequadamente um pensamento, se for claro o que se desejar manifestar. O autor, antes de iniciar a redação, deve ter assimilado o assunto em todas as suas dimensões, no seu todo como em cada uma de suas partes, pois ela é sempre uma etapa posterior ao processo criador de ideias. 22

23 ARTIGO CIENTÍFICO: Guia de Estrutura e Apresentação. Cursos de Pós-Graduação 4 NORMAS DE APRESENTAÇÃO GRÁFICA DO ARTIGO Ao redigir seu artigo, você deverá atender ao que está exposto abaixo: 1. O texto deve ser digitado em tamanho 12, e em caracteres fonte Times New Roman, sendo que a impressão é feita de um lado só da folha, cor preta. Não usar, para efeito de alinhamento, barras ou outros sinais, na margem lateral do texto. O parágrafo é de 3 cm da margem esquerda; 2. O título principal deve vir em caixa alta centralizada com fonte 12 e em negrito; 3. Os subtítulos devem vir em negrito, sem recuo de parágrafo e em fonte 12; 4. O(s) nome(s) do(s) autor(es) deve(m) vir em caixa baixa e em fonte 10; 5. Papel branco no formato A4 (21 x 29,7 cm.); 6. As margens são as seguintes: - Margem superior: 3,0 cm.; - Margem Esquerda: 3,0 cm.; - Margem direita e margem inferior: 2,0 cm; 7. O espaçamento entre as linhas é de 1,5; 8. A paginação é de forma contínua e seqüencial na margem direita das folhas (superior), (exceto a primeira página, a qual não contém número); 9. Os títulos (em letra maiúscula) e os subtítulos (com iniciais maiúsculas) vêm de forma contínua no texto, e aparecem em negrito, sem que haja necessidade de que os mesmos venham em folhas separadas; 10. Os termos em outros idiomas devem constar em itálico, sem aspas. Exemplos: a priori, on-line, savoir-faires, know-how, apud, et alii, idem, ibidem, op. cit. Para dar destaque a termos ou expressões deve ser utilizado o itálico. Evitar o uso excessivo de aspas que "poluem" visualmente o texto; 11. As citações devem vir entre aspas. 12. As citações utilizadas no texto devem constar o autor, a data e a página, 23

24 ISABELLA TAMINE PARRA MIRANDA NARCISO AMÉRICO FRANZIN GIANCARLO LUCCA CRISTIANE CARVALHO PASQUINELLI conforme o exemplo: Severino (2002, p. 30). "A ciência, enquanto conteúdo de conhecimentos, só se processa como resultado da articulação do lógico com o real, da teoria com a realidade". 14. Quando a citação ultrapassar três linhas, ela deve ser separada com um recuo de parágrafo de 4,0 cm, letra 11 e vir em espaço simples no texto: Segundo Severino (2002, p. 185): A argumentação, ou seja, a operação com argumentos, apresentados com objetivo de comprovar uma tese, funda-se na evidência racional e na evidência dos fatos. A evidência racional, por sua vez, justifica-se pelos princípios da lógica. Não se podem buscar fundamentos mais primitivos. A evidência é a certeza manifesta imposta pela força dos modos de atuação da própria razão. 15. As notas de rodapé destinam-se a prestar esclarecimentos, tecer considerações, que não devem ser incluídas no texto, para não interromper a seqüência lógica da leitura. Referem-se aos comentários e/ou observações pessoais do autor e são utilizadas para indicar dados relativos à comunicação pessoal. Devem ser reduzidas ao mínimo e situar-se em local tão próximo quanto possível ao texto. Para se fazer à chamada das notas de rodapé, usam-se os algarismos arábicos, na entrelinha superior sem parênteses, com numeração progressiva nas folhas. Devem ser digitadas em espaço simples com tamanho 10. Exemplo de uma nota explicativa: A hipótese, também, não deve se basear em valores morais. Algumas hipóteses lançam adjetivos duvidosos, como bom, mau, prejudicial, maior, menor, os quais não sustentam sua base científica. 1 1 Contudo nem todos os tipos de investigação necessitam da elaboração de hipóteses, que podem ser substituídas pelas "questões a investigar". 24

25 ARTIGO CIENTÍFICO: Guia de Estrutura e Apresentação. Cursos de Pós-Graduação 5 ILUSTRAÇÕES E TABELAS As ilustrações compreendem quadros, gráficos, desenhos, mapas e fotografias, lâminas, quadros, plantas, retratos, organogramas, fluxogramas, esquemas ou outros elementos autônomos e demonstrativos de síntese, necessárias à complementação e melhor visualização do texto. Devem aparecer sempre que possível na própria folha onde está inserido o texto, porém, caso não seja possível, apresentar a ilustração na própria página. Quanto às tabelas, elas constituem uma forma adequada para apresentar dados numéricos, principalmente quando compreendem valores comparativos. Conseqüentemente, devem ser preparadas de maneira que o leitor possa entendê-las sem que seja necessária a recorrência no texto, da mesma forma que o texto deve prescindir das tabelas para sua compreensão. Recomenda-se, pois, seguir, as normas do IBGE (2009): a) a tabela possui seu número independente e consecutivo; b) o título da tabela deve ser o mais completo possível dando indicações claras e precisas a respeito do conteúdo; c) o título deve figurar acima da tabela, precedido da palavra Tabela e de seu número de ordem no texto, em algarismos arábicos; d) devem ser inseridas mais próximas possível ao texto onde foram mencionadas; e) a indicação da fonte, responsável pelo fornecimento de dados utilizados na construção de uma tabela, deve ser sempre indicada no rodapé da mesma, precedida da palavra Fonte: após o fio de fechamento; f) notas eventuais e referentes aos dados da tabela devem ser colocadas também no rodapé da mesma, após o fio do fechamento; g) fios horizontais e verticais devem ser utilizados para separar os títulos das colunas nos cabeçalhos das tabelas, em fios horizontais para fechá-las na parte inferior. Nenhum tipo e fio devem ser utilizados para separar as colunas ou as linhas; h) no caso de tabelas grandes e que não caibam em uma só folha, deve-se 25

26 ISABELLA TAMINE PARRA MIRANDA NARCISO AMÉRICO FRANZIN GIANCARLO LUCCA CRISTIANE CARVALHO PASQUINELLI dar continuidade a mesma na folha seguinte; nesse caso, o fio horizontal de fechamento deve ser colocado apenas no final da tabela, ou seja, na folha seguinte. Nesta folha também são repetidos os títulos e o cabeçalho da tabela. Tabela 1 - Exemplo de tabela "Diferentemente da Tabela, o Quadro caracteriza-se pela apresentação de levantamentos teóricos, entre outras formas de apresentação de textos e expressões que servem para explicar um pensamento ou teoria e devem ser apresentadas com as linhas laterais fechadas" (CANONICE, 2006). O quadro 1 exemplifica a maneira correta de apresentação quando da utilização de quadros no artigo. O título deve ser mencionado após a apresentação do quadro e a fonte a ser utilizada deve ser Times New Roman, tamanho 11, com espaçamento simples entre os itens, conforme ilustrado no Quadro 1. 26

27 ARTIGO CIENTÍFICO: Guia de Estrutura e Apresentação. Cursos de Pós-Graduação Quadro 2 - Definições de SI (Sistema de Informação) Fonte: Template do artigo (CONBRAD, 2009). Todas as figuras devem conter legenda e fonte como apresentado na figura 1. Caso os dados da figura sejam inéditos e pertencentes ao autor do artigo, essa especificação deve constar na fonte, juntamente com o ano do estudo. Nesse caso a fonte deve ser: Fonte: (CONBRAD, 2009). O título deve ser mencionado após a apresentação da figura e a fonte a ser utilizada deve ser Times New Roman, tamanho 11, com espaçamento simples entre os itens, conforme ilustrado na Figura 1. Figura 1 - Logo Fonte: Conbrad (2009). 27

28 ISABELLA TAMINE PARRA MIRANDA NARCISO AMÉRICO FRANZIN GIANCARLO LUCCA CRISTIANE CARVALHO PASQUINELLI Outra ilustração bastante utilizada em trabalhos científicos para apresentação dos dados e resultados da pesquisa é o gráfico. O gráfico 1 exemplifica a maneira correta de apresentação quando da utilização de gráficos no artigo. O título deve ser mencionado após a apresentação do gráfico e a fonte a ser utilizada deve ser Times New Roman, tamanho 11, com espaçamento simples entre os itens, conforme ilustrado no Gráfico 1. Gráfico 1 - Evolução dos índices de rentabilidade da Multicores Gráfica e Editora Ltda. Fonte: Fonte: Conbrad (2009). 28

29 ARTIGO CIENTÍFICO: Guia de Estrutura e Apresentação. Cursos de Pós-Graduação 6 CITAÇÕES 6.1 Citação Direta As citações podem ser feitas na forma direta ou na indireta. Na forma direta devem ser transcritas entre aspas, quando ocuparem até três linhas impressas, onde devem constar o autor, a data e a página, conforme o exemplo: "A ciência, enquanto conteúdo de conhecimentos, só se processa como resultado da articulação do lógico com o real, da teoria com a realidade". (SEVERINO, 2002, p. 30). As citações de mais de um autor serão feitas com a indicação do sobrenome dos dois autores separados pelo símbolo &, conforme o exemplo: Siqueland & Delucia (1990, p. 30) afirmam que "o método da solução dos problemas na avaliação ensino-aprendizagem apontam para um desenvolvimento cognitivo na criança". Quando a citação ultrapassar três linhas, deve ser separada com um recuo de parágrafo de 4,0 cm, letra 11 e em espaço simples no texto, com fonte menor: Severino (2002, p. 185) entende que: A argumentação, ou seja, a operação com argumentos, apresentados com objetivo de comprovar uma tese, funda-se na evidência racional e na evidência dos fatos. A evidência racional, por sua vez, justifica-se pelos princípios da lógica. Não se podem buscar fundamentos mais primitivos. A evidência é a certeza manifesta imposta pela força dos modos de atuação da própria razão. No caso da citação direta, deve-se comentar o texto do autor citado, e nunca concluir uma parte do texto com uma citação. 29

30 ISABELLA TAMINE PARRA MIRANDA NARCISO AMÉRICO FRANZIN GIANCARLO LUCCA CRISTIANE CARVALHO PASQUINELLI No momento da citação, transcreve-se fielmente o texto tal como ele se apresenta, e quando for usado o negrito para uma palavra ou frase para chamar atenção na parte citada usar a expressão em entre parênteses (grifo nosso). Caso o destaque já faça parte do texto citado usar a expressão entre parênteses: (grifo do autor). 6.2 Citação Indireta A citação indireta, denominada de conceitual, reproduz idéias da fonte consultada, sem, no entanto, transcrever o texto. É "uma transcrição livre do texto do autor consultado" (ABNT, 2002). Esse tipo de citação pode ser apresentado por meio de paráfrase quando alguém expressa à ideia de um dado autor ou de uma determinada fonte A paráfrase, quando fiel à fonte, é geralmente preferível a uma longa citação textual, mas deve, porém, ser feita de forma que fique bem clara a autoria. 6.3 Citação de citação A citação de citação deve ser indicada pelo sobrenome do autor seguido da expressão latina apud (junto a) e do sobrenome da obra consultada, em minúsculas, conforme o exemplo Freire apud Saviani (1998, p. 30). 6.4 Notas de Rodapé As notas de rodapé destinam-se a prestar esclarecimentos, tecer considerações, que não devem ser incluídas no texto, para não interromper a seqüência lógica da leitura. Referem-se aos comentários e/ou observações 30

31 ARTIGO CIENTÍFICO: Guia de Estrutura e Apresentação. Cursos de Pós-Graduação pessoais do autor e são utilizadas para indicar dados relativos à comunicação pessoal. As notas são reduzidas ao mínimo e situar em local tão próximo quanto possível ao texto. Para fazer a chamada das notas de rodapé, usam-se os algarismos arábicos, na entrelinha superior sem parênteses, com numeração progressiva nas folhas. São digitadas em espaço simples em tamanho 10. Exemplo de uma nota explicativa: A hipótese, também, não deve se basear em valores morais. Algumas hipóteses lançam adjetivos duvidosos, como bom, mau, prejudicial, maior, menor, os quais não sustentam sua base científica. 31

32 ISABELLA TAMINE PARRA MIRANDA NARCISO AMÉRICO FRANZIN GIANCARLO LUCCA CRISTIANE CARVALHO PASQUINELLI Anotações 32

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