UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI LUCIANE CHIODI NOGUEIRA

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1 UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI LUCIANE CHIODI NOGUEIRA A WEB 2.0 E A CULTURA DOS BLOGS DISSERTAÇÃO DE MESTRADO MESTRADO EM DESIGN PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTU SENSU São Paulo, janeiro de 2009

2 LUCIANE CHIODI NOGUEIRA A WEB 2.0 E A CULTURA DOS BLOGS DISSERTAÇÃO DE MESTRADO Dissertação apresentada ao programa de Pós-Graduação strictu sensu em Design Mestrado, da Universidade Anhembi Morumbi, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Design. Orientadora: Profª Vânia Ribas Ulbricht São Paulo, abril de 2009

3 LUCIANE CHIODI NOGUEIRA A WEB 2.0 E A CULTURA DOS BLOGS Dissertação apresentada ao programa de Pós-Graduação Strictu Sensu em Design Mestrado, da Universidade Anhembi Morumbi, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Design pela seguinte Banca Examinadora: Aprovado em / / Profª Drª Vânia Ribas Ulbricht Orientadora Mestrado em Design Anhembi Morumbi Profº Drº Mauro Baptista Mestrado em Design Anhembi Morumbi Profª Drª Raquel Zuanon Universidade Anhembi Morumbi São Paulo, abril de 2009

4 Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução total ou parcial do trabalho sem autorização da Universidade, do autor e do orientador. LUCIANE CHIODI NOGUEIRA Possui graduação em Ciências Econômicas pela Faculdade de Economia São Luís, MBA em Marketing pela Universidade Anhembi Morumbi e MBA em Branding, também pela Universidade Anhembi Morumbi. Atua como consultora de marketing e branding e é professora da graduação da UniRadial Estácio e da pós-graduação da Universidade Braz Cubas, São Paulo. Ficha catalográfica N712w Nogueira, Luciane Chiodi A web 2.0 e a cultura dos blogs / Luciane Chiodi Nogueira f.: il.; 30 cm. Orientador: Vânia Ribas Ulbricht Dissertação (Mestrado em Design) - Universidade Anhembi Morumbi, São Paulo, Bibliografia: f Design de hipermídia. 2. Web Blog. I. A Web 2.0 e a Cultura dos Blogs. CDD 741.6

5 1 DEDICATÓRIA Aos meus amados filhos!

6 AGRADECIMENTOS A Deus, por estar sempre presente em minha vida. A minha orientadora, Profª Dra. Vânia Ribas Ulbrich, por sua dedicação, paciência, interesse, incentivo e entusiasmo ao longo do processo de aprendizagem e orientação para esse trabalho. A todos os professores do programa de mestrado da Universidade Anhembi Morumbi, cujas preciosas aulas em muito contribuíram meu desenvolvimento pessoal e profissional. A todos os colegas que estiveram comigo e que compartilharam importantes momentos de reflexão, estudo e aprendizado. Aos meus filhos queridos.

7 Sem fechamento semântico ou estrutural, a Web tampouco está parada no tempo. Aumenta, mexe-se e transforma-se sem parar. A World Wide Web está fluindo, escoando. Suas inumeráveis fontes, suas turbulências, sua irresistível ascensão oferecem uma fantástica imagem da cheia contemporânea de informação. PIERRE LÉVY

8 Resumo A web 2.0 favorece a construção do blog de forma democrática e sem custo. O objetivo principal desta pesquisa é verificar como o Design de Hipermídia é utilizado nos blogs corporativos educacionais do país. O estudo foi bibliográfico, com delineamento exploratório, onde se buscou maior familiaridade com o problema de forma a torná-lo explícito. Para a pesquisa bibliográfica, fontes primárias que permitissem a reflexão sobre os pressupostos teóricos aqui tratados foram previamente selecionadas. Em um segundo momento, realizou-se uma análise dos 13 blogs corporativos de Instituições de Ensino do país ativos em A pesquisa censitária quantitativa dos blogs corporativos educacionais demonstrou que características do Design de Hipermídia se configuram em suas construções. A pesquisa qualitativa, com análise descritiva, evidenciou que todas essas características podem ser utilizadas ao mesmo tempo na construção de blogs. Palavras-Chave: blog. web 2.0. design de hipermídia

9 Abstract The Web 2.0 promotes a democratic and costless way to build a blog. The main objective of this research is to verify how the Hypermedia Design is being used by bloggers of educational corporative blogs. The research was bibliographic, with exploratory outlining, searching for a bigger acquaintance with the problem in order to make it explicit. To make the bibliographic research, it was used previously selected sources wich allowed reflection about its theoric propositions, to found answers to the questions wich motivate this work. In a second time, a review of 13 corporate blogs of Education Institutions of the country's assets in A search of blogs corporate quantitative census showed that educational characteristics of the Hypermedia Design is up in their buildings. Qualitative research, with descriptive analysis, revealed that all these characteristics can be used while the construction of blogs. Key Words: weblog. web 2.0. hypermedia design

10 LISTA DE TABELAS Tabela 1: Distribuição dos Blogs Corporativos 15 Tabela 2: Diferenças entre a Web 1.0 e a Web Tabela 3: Blogs pessoais de sucesso 55 Tabela 4: Distribuição das características por blogs 61

11 LISTA DE FIGURAS Figura 1: Mapa de Noções da Web Figura 2: Imagem do Blog da Tecnisa 57 Figura 3: Gráfico da porcentagem de cada característica Identificada 60 Figura 4: Imagem do Blog do Colégio Regina Mundi 62 Figura 5: Interatividade do Colégio Regina Mundi 62 Figura 6: Navegabilidade do Colégio Regina Mundi 63 Figura 7: Navegabilidade do Colégio Regina Mundi 63 Figura 8: Blog do Colégio Santos Anjos 64 Figura 9: Hipertextual do blog do Colégio Santos Anjos 65 Figura 10: Não-linearidade do blog do Colégio Santos Anjos 65 Figura 11: Interatividade do Blog do Colégio Santos Anjos 66 Figura 12: Navegabilidade do blog do Colégio Santos Anjos 66 Figura 13: Hibridismo do blog do Colégio Santos Anjos 67 Figura 14: Imagem do Blog da Faculdade Campos Elísios 68 Figura 15: Interatividade da Faculdade Campos Elísios 69 Figura 16: Navegabilidade da Faculdade Campos Elísios 69 Figura 17: Navegabilidade da Faculdade Campos Elísios 70 Figura 18: Imagem do Blog da Faculdade Machado de Assis 71 Figura 19: Interatidade da Faculdade Machado de Assis 71 Figura 20: Navegabilidade da Faculdade Machado de Assis 72 Figura 21: Navegabilidade da Faculdade Machado de Assis 72 Figura 22: Imagem do blog da Escola Sol 73 Figura 23: Interatividade do blog da Escola Sol 74 Figura 24: Navegabilidade do blog da Escola Sol 74 Figura 25: Imagem do Blog da ESAB 75 Figura 26: Hibridismo do blog da ESAB 76 Figura 27: Hipertextual do blog da ESAB 76 Figura 28: Não-linearidade do blog da ESAB 77

12 Figura 29: Interatividade do blog da ESAB 77 Figura 30: Navegabilidade do blog da ESAB 78 Figura 31: Imagem do blog da ETEC Júlio de Mesquita 79 Figura 32: Interatividade do blog da ETEC Júlio de Mesquita 80 Figura 33: Navegabilidade do blog da ETEC Júlio de Mesquita 80 Figura 34: Imagem do Blog do Colégio Objetivo 82 Figura 35 Interatividade do blog do Colégio Objetivo 82 Figura 36: Navegabilidade do blog do Colégio Objetivo 83 Figura 37: Imagem do blog da Unijuí 84 Figura 38: Hibridismo do blog da Unijuí 84 Figura 39: Interatividade do blog da Unijui 85 Figura 40: Navegabilidade do blog da Unijui 85 Figura 41: Imagem do blog da Uniminas 86 Figura 42: Navegabilidade do blog da Uniminas 87 Figura 43: Imagem do blog da Unisul 88 Figura 44: Hibridismo do blog da Unisul 88 Figura 45: Interatividade do blog da Unisul 89 Figura 46: Navegabilidade do blog da Unisul 89 Figura 47: Imagem do blog da Universidade Tiradentes 90 Figura 48: Hipertextualidade da Universidade Tiradentes 91 Figura 49: Não-linearidade do blog da Universidade Tiradentes 91 Figura 50: Interatividade do blog da Universidade Tiradentes 92 Figura 51: Navegabilidade do blog da Universidade Tiradentes 92 Figura 52: Imagem do blog da Wizard 93 Figura 53: Interatividade do blog da Wizard 94 Figura 54: Navegabilidade do blog da Wizard 94 Figura 55: Exemplo de interatividade no blog da ESAB 96 Figura 56: Exemplo de interatividade no blog da ESAB 97

13 SUMÁRIO Lista de Tabelas 09 Lista de Figuras 10 Introdução Design de Hipermídia e suas características Aspectos históricos Hipermídia Design de Hipermídia Características do Design de Hipermídia Hibridismo Hipertextualidade Não-linearidade Navegabilidade Interatividade Internet e sua evolução em web Conceitos da web Ferramentas da web Chats Comunicadores Instantâneos Fóruns e listas de discussão Wikipedia Youtube Agregadores de conteúdo Folksonomia Redes Sociais Second Life Blogs História e estrutura do blog Blogosfera O blog hoje Criação do blog CMS Software para blogs Principais funcionalidades 53

14 Tipos de Blogs Blog Pessoal Blog Corporativo O blog e a web A Pesquisa de Campo As características identificadas nos blogs Colégio Regina Mundi Colégio dos Santos Anjos Faculdade Campos Elisios Faculdade Machado de Assis Escola Sol ESAB ETEC Julio de Mesquita Objetivo Unijui Uniminas Unisul Universidade Tiradentes Wizard Pesquisa Qualitativa do Blog da Esab Análise dos Resultados Considerações Finais 102 Referências Bibliográficas 104 Glossário 106

15 14 Introdução A infoera, a era da informação e do conhecimento, impõe-se na estrutura social como uma nova ordem, atingindo os mais recônditos lugares do planeta. As transformações pelas quais passa a sociedade moderna decorrem das novas tecnologias de informação e comunicação e marcam o início de uma época denominada por Castells (2002, p. 22) Sociedade da Informação em que: (...) um novo sistema de comunicação que fala cada vez mais uma língua universal digital tanto está promovendo a integração global da produção e distribuição de palavras, sons e imagens de nossa cultura, como personalizando ao gosto das identidades e humores dos indivíduos. As redes interativas de computadores estão crescendo exponencialmente, criando novas formas e canais de comunicação, moldando a vida, e ao mesmo tempo, sendo moldadas por ela. Para o autor, as redes desempenham um papel fundamental na sociedade emergente porque a informação circula pelas redes: redes entre empresas, redes internas às empresas, redes pessoais e redes de computadores (CASTELLS, 2000, p. 23). Vivenciamos uma sociedade conectada, onde as pessoas estão em contato com a tecnologia durante grande parte de seu tempo. Em todos os campos de atuação é possível observarmos algum computador conectado à internet, interferindo nas transações, comunicações, nas relações pessoais e também nas relações de trabalho. Assim, os websites ganham, a cada dia, mais relevância. No caso dos websites pessoais, ou blogs, esta premissa, como veremos, não é diferente. A crescente utilização da web é fato. De acordo com o IAB 1, o número de internautas no Brasil, até o final de 2007, chegava a 40 milhões. Segundo 1 (Interactive Advertising Bureau)

16 15 pesquisa realizada em 2007 pela ComScore 2, as redes sociais e o vídeo on line lideram o ranking de sites acessados. Sites de relacionamento como Orkut, MySpace, Facebook, Linkedin cresceram 34% em um período de 12 meses. De cada três pessoas que acessam a internet, duas navegam em redes sociais. Já com relação às páginas pessoais na web, pesquisa do site especializado em blogs Tecnhorati 3 demonstra que, em 2007, o número de blogs no mundo chegava a cerca de 1 milhão. A partir de março de 2008 (data do último levantamento da companhia), o número de websites pessoais cresceu 41%, indo de 70,6 milhões para 99,9 milhões naquele ano, com previsão de chegar à marca de 1 bilhão em 2009, se considerado o surgimento de mais páginas na média de 175 mil novos blogs por dia. O blog de autoria de Fábio Cripriani (http://www.blogcorporativo.net/), considerado na blogosfera um dos mais completos do país em relação a blogs corporativos, aponta que de junho de 2006 a outubro de 2008 os blogs corporativos passaram de três para 263. O crescimento percentual entre 2007, quando passaram a existir 62 blogs corporativos, e 2008, que indicava os 263 blogs, é superior a 300%. De acordo com post datado em 22 de setembro de 2008 por Cipriani, os dados sobre a composição de blogs corporativos no país em 2008 aparecem da seguinte forma, segundo a tabela 1: Tabela 1: Distribuição de Blogs Corporativos no ano de 2008 Tipo de Blog Quantidade Pequenas e Médias Empresas 164 Grandes Empresas 032 Educacionais 013 Campanhas de Marketing ComScore Media Metrix estuda as atividades on-line de indivíduos no Brasil 3 Tecnhorati

17 16 Os números e a sempre crescente utilização da web e dos blogs demonstram a importância do desenvolvimento de pesquisas na área. Procurando compreender essa nova realidade, esta pesquisa tem como tema central a web 2.0 e suas relações com o Design de Hipermídia em blogs corporativos educacionais, buscando responder a seguinte questão: como o Design de Hipermídia é utilizado na blogosfera corporativa educacional do país? Do ponto de vista do método, o referencial teórico é norteado por Antonio Carlos Gil (2002), pois o estudo apresenta delineamento exploratório, uma vez que visa proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a tornálo mais explícito (GIL, 2002, p.40). Envolveu levantamento bibliográfico e pesquisa descritiva. Buscou-se conhecer e pesquisar sobre hipermídia, interatividade, internet e suas implicações com blogs educacionais corporativos. A pesquisa censitária quantitativa dos blogs corporativos educacionais demonstrou em que medida as características do Design de Hipermídia se configuram em suas construções. Para melhor compreensão deste estudo dividimos este trabalho em quatro capítulos. No primeiro é realizada uma análise da escrita e da leitura, da chegada do hipertexto e de sua conseqüente evolução até o Design de Hipermídia e suas características. O capítulo dois traz uma explanação sobre a evolução da internet, assim como suas principais características e formas de utilização. O capítulo três oferece um estudo sobre os blogs, com destaque aos corporativos. A pesquisa de campo, em que se buscou observar o uso do Design de Hipermídia na construção dos blogs corporativos de 13 instituições de ensino do país, aparece no capítulo quatro. Estes blogs foram estudados por terem sidos identificados como os únicos blogs de instituições de ensino constantes na blogosfera brasileira, de acordo com levantamento de Cipriani (2008) acima citado. A grande expansão dos blogs, em especial dos corporativos de instituições de ensino, levou-nos a investigar as características do Design de Hipermídia em sua construção. A pesquisa em questão contribuirá para o aumento da ainda

18 17 escassa bibliografia a respeito da Web 2.0 e, em particular, de blogs, demonstrando a tendência das organizações de utilizarem tal ferramenta por seu caráter bidimensional, informal e de fácil manuseio.

19 18 Capítulo 1 Design de Hipermídia e suas características 1.1 Aspectos históricos A necessidade de trocar informações é inerente ao ser humano. Desde a préhistória, um dos períodos mais fascinantes da história humana, que antecede a escrita, os povos primitivos já utilizavam figuras para estabelecer algum tipo de comunicação. As pinturas rupestres encontradas em 1942 na Caverna de Lascaux, França, são um bom exemplo disso. Estas figuras foram feitas à base de carvão moído e dióxido de manganês e possuem anos. O princípio alfabético foi inventado pelos gregos por volta de a.c., e a escrita mais antiga de que se tem conhecimento foi feita em argila, com um instrumento de madeira chamado burril. Esse substrato acabou sendo substituído, depois, por tinta em couro ou papiro (FISCHER, 2006). Na verdade, como assinala Umberto Eco (2003), tais elementos serviram de alicerce à perpetuação da memória: a primeira mineral, gravada nos tijolos de argila, a segunda vegetal, representada pelos papiros, depois pelo papel. A evolução da escrita e da leitura proporcionou acesso ao conhecimento em um nível que a mente humana não supunha alcançar. Eco (2003) considera que os computadores de hoje também se encaixam no que chama de memória mineral, pois sua memória eletrônica tem por base o silício. Fazendo uso do alfabeto, o computador moderno permite a troca de informações em tempo real em todas as partes do mundo, o que representa, segundo Fischer (2006), uma verdadeira revolução do ponto de vista da leitura. De fato, o computador surge neste aspecto como uma alavanca comparável à invenção da prensa por Gutemberg, em Porém, tanto em relação aos tipos móveis de Gutemberg quanto em relação ao computador, a preocupação em facilitar o acesso às informações sempre motivou como até hoje motiva os pesquisadores a perseguir este propósito,

20 19 fato que possibilitou verdadeiros saltos no avanço do conhecimento. Em se tratando do computador, Vannevar Bush propôs em 1945 um modelo de assistente mecânico denominado Memex - Memory Extender - (ULBRICHT, 2006), que impulsionou sobremaneira a utilização dos sistemas digitais. O Memex continha telas visuais, botões, alavancas e um teclado. Permitia armazenamento de documentos, incluindo livros, figuras, periódicos e jornais. Também passou a ser possível sumarizar notas manuscritas, fotografias, rascunhos e memorandos, pois sua essência era a indexação associativa. A seleção de qualquer item permitiria a seleção imediata de outro e, pela formação dessas associações, o usuário poderia construir um caminho personalizado. (BUSCH, 1945 apud ULBRICHT, 2006). Mas a primeira pesquisa realizada para o desenvolvimento daquilo que viria a ser conhecido como hipertexto foi o projeto Xanadu. A idéia básica deste sistema era a de ser um grande arquivo para tudo o que já havia sido escrito, com a possibilidade de estar disponível na rede mundial de computadores em tempo real, ou seja, on line. Um grande hipertexto universal. (NELSON, 1965 apud MOURA, 2003). A evolução da internet permitiu o desenvolvimento do hipertexto, que acabou por determinar a estrutura básica da web no aspecto da escrita. Entender o hipertexto é compreender essa estrutura. De acordo com Leão (2002) um hipertexto pode ser caracterizado como um documento em que as operações da estrutura interativa estão misturadas com o texto; em geral, investiga-se a estrutura hipertextual do ponto de vista da estrutura real, que conecta essas operações. Assim, as narrativas digitais superam as limitações da tradição da oralidade e da escrita, pois não buscam isolar ou fragmentar o sentido do texto ou do discurso, mas ao contrário, ampliar a rede de significações (FERRARI, 2007). Para além do aspecto de a narrativa não ser linear, outra característica fundamental do hipertexto é o conceito de nó. Com relação aos nós de informações contidos no hipertexto, Ulbricht (2006, p. 16) afirma que:

21 20 Não existe uma fórmula para determinar o tamanho e o quanto de conteúdo deve possuir um nó, eles correspondem aproximadamente a uma página, tela ou a uma janela sobre a tela, se a informação for textual. Entretanto, os nós podem ser: um gráfico, uma animação, uma imagem, uma seqüência de vídeo ou de áudio, ou um elemento externo como uma maquete, entre outros. O conteúdo de um nó pode ser de tipos diferentes como: definições, atributos, referências, notas, ilustrações e exemplos. É possível que o hipertexto seja entendido como uma forma narrativa, que não existe até ser produzida pelo leitor, mediante uma série de escolhas feitas de acordo com seus desejos e interesses (HUESCA e DERVIN, 2004 apud ULBRICHT, 2006). Pode-se ainda entender o hipertexto como sendo um método intuitivo com diversidade de possibilidades para o acesso às informações e à base de dados multimídia. Um esquema dinâmico de representação de conhecimento; um sistema de auxílio à argumentação, uma ferramenta de trabalho em grupo (MOURA, 2003). De acordo com Moura (2003, p.239), o hipertexto pode ser definido como um conjunto de elementos e características que poderão ser alterados e modificados conforme mudem as tecnologias e sistemas. Com o desenvolvimento das interfaces gráficas tornou-se possível a apresentação de vários tipos de recursos visuais, tais como texto, áudio, vídeo, imagens e animações em uma única plataforma de sistemas multimídia, o que hoje conhecemos como hipermídia (ULBRICHT, 2006). 1.2 Hipermídia Vários autores abordam o conceito de hipermídia no contexto atual. Segundo Ulbricht (2006), o termo pode ser definido como uma rede de ligações de referências associadas a textos, conjunto de dados, mapas, figuras, modelos tridimensionais, dentre outros, em que o acesso às informações se dá por diversos e diferentes caminhos.

22 21 Nesse campo onde se estabelece interrelação entre elementos resultantes de linguagens distintas, tais elementos passam a ser associados em uma fronteira fluida de sua linguagem referencial e assumem características que determinam uma nova linguagem (MOURA, 2003). Já para Domingues (1997), hipermídia é uma forma combinatória e interativa de multimídia, em que textos, sons e imagens (estáticas ou em movimento) estão ligados entre si por elos probabilísticos e móveis, que podem ser configurados pelos receptores de diferentes maneiras, de modo a compor obras instáveis, em quantidades infinitas. Machado (1997) classifica a hipermídia como um texto com inúmeras outras possibilidades de leitura implícitas e diante do qual se pode escolher alternativas. Conforme Leão (2002), devido a seu caráter não-linear, a hipermídia também pode ser comparada a um labirinto. Nesse sentido, Machado (1997) utiliza uma metáfora: na mitologia grega, afirma o autor, Dédalo, o construtor do Labirinto do Minotauro, escapou de sua construção voando por cima dela com asas de cera, enquanto os cretenses podiam pular os muros, como o internauta que clica um botão para chegar onde deseja em seu percurso. Devido à sua riqueza, pluralidade e multiplicidade podemos dizer que a hipermídia é uma linguagem desafiadora e envolvente, pois se estabelece de forma aberta e abrangente, propiciando o estabelecimento de interrelações das linguagens advindas da imagem estática, em movimento, do som, da animação, da espacialidade, da imersidade (sic), da movimentação e dos sistemas de estruturação e organização da informação. (MOURA, 2003, p.144). É através dela que ocorrem as trocas de textos, imagens ou sons, passando por diversas mídias, e linguagens, o que proporciona um ambiente mais agradável e instigante, com interação e troca constante de informações. Ao percorrer um ambiente hipermidiático, ainda que o internauta não saiba ao

23 22 certo para onde ir ao entrar no ambiente, sabe que sairá dele com mais informações do que em qualquer outro lugar já freqüentado no mundo virtual. 1.3 Design de Hipermídia O termo Design de Hipermídia (área de especialidade no campo do design) é definido por Moura (2006) como o desenvolvimento de projetos destinados a sistemas digitais, constituindo-se um campo autônomo, com características e linguagens próprias. Ele pode ser considerado uma atividade projetual imprescindível para a construção de interfaces que venham a facilitar a navegação na rede. Nessa avalanche de informações que o ambiente virtual proporciona, o papel do designer se torna precioso para ajudar na organização dos textos, das imagens, dos sons e das páginas. Portanto, cresce a utilização do Design de Hipermídia no ciberespaço com a percepção de que ele é extremamente importante no ambiente virtual, pois aumentam as possibilidades de alteração ou criação de novos programas e de novas interfaces para a disseminação e o armazenamento de informações. Associado a tecnologias de hipertexto e hipermídia, o Design de Hipermídia permite que o usuário navegue pela internet, interagindo com as mídias. Sob este enfoque, seu papel consiste no desenvolvimento de produtos interativos com usabilidade, o que significa conter a representatividade da arquitetura da informação e do design voltada a produtos fáceis de aprender, eficazes no uso e que proporcionem ao usuário uma experiência agradável (PREECE, 2002). Assim, a participação do usuário não se dá apenas para obter informação, navegar livremente ou utilizar um produto, mas também para interagir com o próprio projeto, alterando seus elementos e customizando-os. Na mesma linha de raciocínio, vale ressaltar o pensamento de Preece (2002), no sentido de que o design representa uma maneira de melhorar a forma com que o usuário interage com a máquina e com os demais usuários. Todos esses

24 23 conceitos levam a pensar no Design de Hipermídia como um espaço para criação de projetos que facilitem a comunicação e a interação entre as pessoas. Desta forma, o refletir sobre o design de interação como um projeto de espaços para comunicação e interação humanas, ou seja, um meio de encontrar maneiras de fornecer suporte às pessoas (WINOGRAD, 1997 apud PREECE, 2002), é uma questão que se coloca no presente momento. Esse suporte se mostra necessário devido ao imenso campo de ação que envolve o Design de Hipermídia, pois está relacionado com todos os processos que se realizam através dos ambientes virtuais, como um modo de diferenciação no ciberespaço (MOURA, 2003). Diante disso, não se espera que o designer domine apenas a relação texto/ imagem, mas antes que domine outras linguagens, como por exemplo, a imagem dinâmica ou em movimento, o som e suas relações, as questões da organização e estruturação das informações, as questões relativas à interatividade, mobilidade/navegabilidade e os novos elementos para a concepção e composição da interface (MOURA, 2003). 1.4 Características do Design de Hipermídia Segundo conceito de Moura (2006, p. 185), o design de hipermídia se caracteriza pelo hibridismo, hipertextualidade, não-linearidade, navegabilidade, interatividade e pela manipulação de constantes atualizações.

25 Hibridismo O hibridismo pode ser entendido como algo que consiste na formação de palavras pela junção de radicais de línguas diferentes. Na definição de Moura (2007, p.117): (...) é uma característica que confere à hipermídia a possibilidade de propiciar uma re-significação de informação através da associação de duas ou mais mídias, ampliando, assim, suas formas de expressão. O caráter híbrido do Design de Hipermídia permite, em ambientes virtuais, o surgimento do diálogo entre códigos visual, sonoro e verbal. É possível que sejam explorados a imagem e o som em um mesmo ambiente e observada a mistura de diversos outros tipos de linguagens agregadoras de valor como texto, animação, vídeos, etc. O uso do vocábulo hibridismo vingou a partir da explosão da cultura digital, em meados dos anos A crescente utilização do meio virtual como forma de comunicação proporcionou o uso de diversas linguagens e da mistura de mídias, na construção de ambientes hipermidiáticos (SANTAELLA, 2008) Hipertextualidade O hipertexto é uma forma não linear de apresentar a informação textual, uma espécie de texto em paralelo, dividido em unidades básicas, entre as quais se estabelecem elos conceituais. Uma de suas características é a de existir, acima de tudo, a possibilidade de diálogo de um texto original com outros textos ocultos, que são interrelacionados e estão disponíveis para estabelecer qualquer relação lógica com o conteúdo anterior. É possível notar que nem todos os textos que se encontram na Internet são necessariamente hipertextos. Por exemplo, um dos formatos mais usuais para a divulgação de documentos que exigem certo nível de proteção de escrita são

26 25 documentos com a extensão PDF. De forma análoga, um simples texto digitalizado com qualquer processador de texto pode ser importado para a internet sem uma marca de hipertextualidade Não-linearidade A não-linearidade refere-se a todas as estruturas que não apresentam um único sentido. Assim, se apresentam múltiplos caminhos e destinos, podem desencadear vários finais. Moura (2008, p.4) afirma que: A não-linearidade refere-se à condição de não haver caminhos/rotas predeterminadas, mas, sim, a oferta de diferentes situações de uso, compreendendo, naturalmente, possíveis desvios de foco e favorecendo novas descobertas. A leitura hipertextual, por meio de links, permite a não-linearidade, na qual o usuário empenha-se em um processo de interconexões que podem levá-lo tanto para o interior do próprio espaço de leitura, quanto para outros textos, em outros lugares do ciberespaço (LÉVY, 1999). A não-linearidade contém vínculos links - para outros documentos, permitindo ao leitor que se desloque de um lugar para outro. A forma proporciona ao leitor obter informações e estabelecer conexões associativas (hipertextuais) com bancos de dados ou entre documentos escritos por autores diferentes. Na leitura não-linear observa-se, como característica, a heterogeneidade e a polifonia. Todo texto aponta para as várias direções de leitura, porque há sempre uma relação constitutiva que ele estabelece com outros textos Navegabilidade A maneira mais usual de visualizar uma escritura múltipla na tela plana do monitor de vídeo é através de janelas paralelas, abertas sempre que

27 26 necessário, e também através de elos (links) que ligam determinadas palavras-chave de um texto a outros textos disponíveis na memória. O processo de leitura é designado pela metáfora, bastante pertinente, da navegação, pois se trata realmente de navegar ao longo de um imenso mar de textos que se superpõem e se tangenciam (MACHADO,1997, p.147). Portanto, a navegabilidade diz respeito ao ato de navegar, à exploração e à mobilidade do usuário no ciberespaço, na rede ou em um aplicativo de hipermídia. Para Ulbricht (2006), a navegação em um ambiente hipermídia é o deslocamento do usuário no espaço formado pelos nós e pelas ligações estabelecidas entre eles e por meio deles. A autora recomenda que em função disso qualquer documento ou ambientes virtuais tenham a estrutura clara, para que o usuário possa explorar esse espaço e se localizar eficazmente dentro dele. A navegabilidade se constitui na organização da informação, para que o usuário navegue de forma intuitiva, porém consciente de sua ação no espaço e de suas possibilidades futuras de acesso Interatividade O termo interatividade tem sido muito utilizado nos últimos tempos de uma forma bastante difusa e controversa. Não há consenso entre os pesquisadores, que se dividem quanto à utilização dos termos interação e interatividade. Inicialmente, a definição do conceito de interação pode ser tomada com cautela, uma vez que muitas áreas do saber a utilizam, como por exemplo nos campos da biologia, farmácia, geologia, física, sociologia, entre outros. De acordo com o Dicionário de Ciências Sociais, da Fundação Getúlio Vargas(1986, p. 624), a Interação Social distingue a influência recíproca dos atos de pessoas e grupos, o que geralmente se dá por meio da comunicação. Já a interatividade está intrinsecamente relacionada com o mundo virtual, pois

28 27 diz respeito às ações mútuas que são exercidas entre duas ou mais pessoas, duas ou mais coisas, estabelecendo assim, a reciprocidade e a troca de informações. Portanto, podemos pensar que é na interatividade que acontece a experiência entre um usuário e a informação. A comunicação entre o usuário e um site passa por esse caminho, inclusive a própria comunicação é parte constante de um site, e, para Szeto (1997), a eficácia deste dependerá da qualidade da interatividade. Na visão de Lévy (1999, p.79), o termo interatividade em geral, ressalta a participação ativa do beneficiário de uma transação de informação. Alex Primo é um dos autores que demarca a diferença entre os termos. Para ele, a interação mediada por um computador trata do potencial multimídia da máquina e de suas capacidades de programação e automatização de processos. A interação ocorre como uma comunicação estabelecida a partir da emissão de informações (estímulo) à reação do receptor (resposta). É justamente essa articulação que fundamenta grande parte dos estudos da chamada interatividade. Em design, emissor-canal-receptor se transformam em webmaster-interface-usuário (PRIMO, 2006, p. 98). O autor divide a interação em dois tópicos: a interação mútua e a interação reativa, por entender que ambas possuem características distintas. Para ele, a interação mútua é aquela caracterizada por relações interdependentes, em que cada interagente participa da construção inventiva e cooperada do relacionamento, afetando-se mutuamente (PRIMO, 2006, p. 57). Podemos entender, então, que a interação mútua diz respeito às modificações ocorridas durante o processo em que acontece a interação. Já com relação a interações reativas, afirma que são limitadas por certas determinações e, se a mesma ação fosse tomada uma segunda vez (mesmo que por outro interagente), o efeito seria o mesmo (PRIMO, 2007, p ). O autor coloca que podemos usar o termo interatividade quando as seguintes características estão presentes: interruptibilidade, granularidade, degradação graciosa, previsão limitada e não-default (PRIMO, 2006, p. 80).

29 28 Interruptabilidade: cada participante deve ter a possibilidade de atuar quando bem entender. Esse modelo de interação está mais para uma conversa do que para uma palestra. Granularidade: refere-se ao menor elemento após o qual se pode interromper um contato. Em uma conversação poderia ser a metáfora do menear de cabeça, uma palavra ou uma frase do tipo já respondo a sua pergunta. Essas circunstâncias devem ser levadas em conta para que o usuário não pense que o sistema utilizado tenha travado. Degradação graciosa: refere-se à instância do sistema não ter a resposta para uma indagação. Quando isso ocorrer, o usuário não deve se sentir perdido, nem o sistema desligar-se. Aos participantes deve ser dada a possibilidade de saber quando e como podem obter a resposta que não está disponível naquele momento. Previsão limitada: quando algo que não havia sido previsto ocorre na interação, o sistema ainda tem condições de responder. No caso de computadores, é comparado a um banco de dados infinito. O princípio do não-default: o sistema não deve forçar uma direção a ser seguida por seus participantes; a inexistência de um padrão predeterminado dá liberdade aos participantes. Alguns autores como Primo (2006) e Santos e Campos (1998) destacam a existência de diferentes graus de interatividade, que variam segundo a influência do usuário no conteúdo da informação gerada. "A liberdade de navegação irá gerar aplicações com graus diferenciados de interatividade entre usuário-hipermídia", argumentam Santos e Campos (1998, p. 51), como tentamos detalhar nas descrições que seguem. Alta interatividade: oferece-se ao usuário um tema, um conjunto de sites e o acesso à internet. A navegação é livre ou pouco direcionada. Espera-se que o

30 29 usuário aprenda com a descoberta imprevista e com a livre exploração do conteúdo disponível. A vantagem desse enfoque é que o acesso ao conteúdo é determinado pelo próprio usuário, para atingir o objetivo proposto. Esse grau de interatividade apresenta alguns problemas, por exemplo, em grandes espaços navegacionais, onde o usuário pode se sentir perdido e sem saber para onde ir. Média Interatividade: este grau de interatividade oferece ao usuário o tema, os objetivos e a tarefa a ser cumprida ao final da navegação - quase sempre guiada por menus. Espera-se que o usuário descubra o conteúdo em uma rede pré-definida. Adota como característica um enfoque híbrido. Esse tipo de aplicação oferece ao usuário somente um tema e o espaço de navegação, como as hipermídias de alta interatividade e, em outros pontos da rede, navegação quase linear, como as hipermídias de baixa interatividade. Baixa Interatividade: são oferecidos ao usuário o objetivo a ser atingido e uma tarefa a ser cumprida, ao final da navegação. Para tanto, ele tem acesso a uma aplicação multimídia ou a uma parte específica de uma hipermídia. A navegação é induzida e o usuário tem poucas opções navegacionais. Esperase que ele se movimente por recepção direcionada, exposição indutiva e/ou dedutiva. A navegação é linear e sequenciada. Os conteúdos são, via de regra, fornecidos através de um sistema de menus. A interatividade também proporciona o desenvolvimento de produtos interativos com usabilidade (PREECE et al, 2005): fáceis de aprender, eficazes no uso, que proporcionem aos usuários uma experiência agradável. Daí a necessidade de conhecer-se o público-alvo: saber quem utilizará os sistemas criados e de que forma. Interação ou interatividade, com este estudo podemos entender ambas as expressões como características do meio digital, que conferem à web 2.0 importância como um dos principais veículos de comunicação da atualidade. Neste capítulo buscamos discutir o que é hipermídia, a importância do Design de Hipermídia, seus aspectos históricos e características. Tais características propiciam e facilitam trocas de informação, de conhecimentos, de participação

31 30 e de colaboração como chats, comunicadores instantâneos, as listas de discussões e os blogs, assuntos abordados no próximo capítulo.

32 31 Capítulo 2 Internet e sua evolução em 2.0 A internet tem revolucionado o mundo dos computadores, das comunicações e a forma como as pessoas se relacionam, como nenhuma outra invenção foi capaz de fazer. O desenvolvimento e a comercialização do microprocessador (unidade de cálculo aritmético e lógico localizada em um pequeno chip eletrônico) dispararam diversos processos econômicos e sociais de grande amplitude (CIPRIANI, 2006; LEVY, 2000). Essas características da web se consolidaram devido a um padrão simples e universal utilizado na troca de informação. Ao discorrer sobre o princípio central da web, Abiteboul (2000) afirma que este se afirma na decomposição da informação em unidades que possam ter nomes e ser transmitidas. Os arquivos são compartilhados por meio da disponibilização de um endereço, o URL (Uniform Resource Locator Localizador Uniforme de Recurso). A internet, hoje, representa um dos mais bem sucedidos exemplos dos benefícios da manutenção do investimento e do compromisso com a pesquisa para o desenvolvimento da informação (KUROSE, 2006). Por isso, é importante compreender sua atual estrutura e os recursos oferecidos com sua evolução, a web 2.0. O termo web 2.0 aparece conceituado por Tim O Reilly e é oriundo de uma série de conferências promovidas desde 2004 pela editora O Reilly Media e pela promotora de eventos MediaLive International, popularizando-se a partir dessa data. A figura 01 mostra o mapa de noções da web 2.0, desenvolvido a partir desses encontros. Evidencia as várias idéias que irradiam do centro da web 2.0.

33 32 Flickr, del.icio.us,não taxonomia Usuário como colaborador Blogs Participação não publicação Descentralizaçã o radical Experiência rica do usuário Calda longa Wikipédia confiança radical Atitude não tecnologia Calda longa Dados como o Intel Inside Posicionamento Estratégico - Web como plataforma Posição do Utilizador - Cada um controla seus dados Competências nucleares: - Software como serviço não caixa - Arquitetura Participação - Escalabilidade eficiente em custos - Fontes de dados remisturáveis - Software acima de mono equipamento - Explorar a inteligência coletiva Confie nos seus usuários A web como componentes Experiência rica do usuário Beta Perpetuo Software melhor quanto mais utilizado Play Hackeabilidade Direito de Remixar Comportamento do usuário não pré determinado Endereçabilida de granular de conteúdo Figura 1: Mapa de Noções da Web 2.0, segundo a O Reilly Media O mapa demonstra que a web 2.0, na concepção de especialistas da área, tem algumas premissas básicas, como descreve O Reilly (2004): 1. A internet, como plataforma, deixa de ser considerada uma rede de computadores. Esta idéia de plataforma é claramente visível na figura acima. 2. Melhor experiência do usuário, tecnologias do final da década de 1990 e o aumento de velocidade surgem como responsáveis

34 33 pela edição, democratização e massificação da edição e pela edição colaborativa, como blogs e wikis. 3. Valorização do conteúdo e da inteligência coletiva: o conteúdo deve ser produzido e consumido por qualquer um, de forma simples e direta. 4. Fim dos ciclos de lançamento e atualização de softwares tradicionais. Os aplicativos web podem ser atualizados de forma constante, linear e independente da ação do usuário final. 5. Quanto mais simples a programação, melhor. As diferenças entre a web 1.0 e a web 2.0 são vistas em oposição na tabela 2, colhida do artigo de O Reilly. Nela, cada funcionalidade da web 1.0 é contrastada com a web 2.0. Tabela 2: Diferenças entre a web 1.0 e a web 2.0, segundo Tim O Reilly Web 1.0 Web 2.0 DoubleClick Google AdSense Ofoto Flickr Mp3.com Napster Britannica Online Wikipedia Personal Websites Blogging Domain Name Speculation Search Engine Optimization Page Views Cost per Click Screen Scraping Web Services Publishing Participation Content Management Systems Wikis

35 34 Podemos pensar que a internet em seu estágio atual implica o reconhecimento do outro, aceitação e ajuda mútuas, cooperação, associação e a negociação independente de diversos pontos de vista e interesses. Propicia um contato amigável entre as pessoas de qualquer parte do mundo, além de enriquecer a troca de conhecimento, a transmissão do saber e a convivência pacífica entre as possíveis diferenças (LEVY, 2000). O processo de interação tecnológica expande-se a cada dia, exponencialmente, em razão de uma linguagem digital comum propiciada pela internet, na qual a informação é gerada, armazenada, recuperada, processada e transmitida (CASTELLS, 1999). Mas é notável como, nos últimos anos, o desenvolvimento de aplicativos que otimizam os efeitos da rede mediante seu uso, com inteligência coletiva agregada, provocou uma mudança significativa nessa relação. Por isso é possível dizer que a web 2.0 é a segunda fase da www (word wide web). Essa nova etapa tem um caráter mais participativo e colaborativo, em que os usuários acrescentam e reformulam conteúdos. Segundo Spyer (2006, p. 27) a web 2.0 é o termo mais difundido dentro da indústria de tecnologia como sinônimo de sites colaborativos. Mattar (2007, p. 85) acrescenta que a web 2.0 pode ser definida em função da comunicação em duas direções, colaboração e ler/escrever. Com a popularização da banda larga e o desenvolvimento de novas linguagens, a web 2.0 permite a criação de aplicativos sem a necessidade de um software adicional e está próxima de ser um sistema operacional, como se fosse um windows (MATTAR, 2007). A colaboração em ler e escrever permite aos usuários não apenas realizarem dowloads, mas também uploads, o que torna a própria web muito mais atraente.

36 Conceitos da web 2.0 Como vimos, a conceituação da web 2.0 começou a difundir-se por ocasião da conferência denominada Conferência Web 2.0, organizada pela O Reilly Media, em outubro de 2004, em São Francisco, Estados Unidos. A idéia central do evento foi reunir os mais importantes especialistas da internet para debater o que, à época, funcionava ou não na rede, e o que devia ou não ser usado na nova fase da internet. Alguns princípios foram analisados: a web como plataforma, a inteligência coletiva e a arquitetura da participação. A web como plataforma, de acordo com O Reilly (2005, p.05) pode ser vista como um conjunto de princípios e práticas que interligam um verdadeiro sistema solar de sites com alguns ou todos esses princípios e que estão a distâncias variadas do centro. A web é a plataforma em que os sites fazem o papel dos softwares. Os softwares são uma espécie de serviço dos provedores, funcionando por meio da internet. Isso proporciona a facilidade de vários programas poderem se unir para formar uma plataforma de programas (O RELLY, 2005). A web 2.0 é capaz de desenvolver interfaces completas e funcionais. Alguns aplicativos web são considerados como desktops on-line, o que proporciona ao usuário um ambiente de trabalho totalmente baseado na www, acessível em qualquer computador conectado à internet. Outro conceito interessante da web 2.0 é o de beta perpétuo. Esse conceito pode ser entendido como o final do ciclo de lançamento de programas, pois estes são corrigidos, alterados e melhorados a todo o momento, pelo próprio usuário. O site de buscas Google é um exemplo de padrão da web 2.0. Ele não trabalha com prazos marcados para lançamento de novos softwares, mas com aperfeiçoamentos contínuos. Não faz uso de licenças, apenas disponibiliza serviços aos usuários, ao rodar sistemas operacionais de código aberto. Acontece no espaço entre navegador e ferramenta de busca, e o servidor de conteúdo de destino, como um intermediário entre o usuário e a experiência on-line (O REILLY, 2005).

37 36 Mattar e Valente (2007) destacam o aperfeiçoamento contínuo da web 2.0, ao afirmar que todo conteúdo pode ser entendido como matéria prima a ser usada e remixada, expressão que considera uma palavra-chave a marcar a tendência do surgimento de uma sociedade de autores (MATTAR; VALENTE, 2007, p. 85). A expressão tem a ver, de certa forma, com o uso de inteligência coletiva, outro conceito básico da web 2.0. No que diz respeito a este tema, O Reilly (2005) observa que as experiências bem sucedidas e consolidadas da web 1.0 sobreviveram na nova etapa da web, por saber aproveitar o poder da rede em relação à inteligência coletiva. É possível deprender que quanto mais o usuário adiciona conteúdo e trabalha com novos sites, mais eles passam a integrar a rede, com a possibilidade de que sejam descobertos por outro usuário. Ao interagir com tais conteúdos, esse usuário também participa e colabora para a formação do conceito de web 2.0. Na web 2.0, a inteligência coletiva é relevante, pois são os usuários que fazem a diferença. Spyer (2006, p. 28) afirma: Em sua origem, ele [o usuário] deveria distinguir sites ou aplicativos com baixo custo de desenvolvimento, em que o conteúdo surge de baixo para cima (bottom-up) a partir do relacionamento entre participantes (user generated content ou UGT), e que pode combinar as soluções e o conteúdo de mais de um site para produzir uma experiência integrada o que no jargão tech se convencionou chamar de mash-up. Em outras palavras, um mashup é um website ou aplicativo web que permite ao usuário combinar os conteúdos de mais de uma fonte. Mattar e Valente (2007, p. 88) afirma que o mashup além de crescer exponencialmente, diferentes formatos de conteúdo tendem a se misturar e a confundir seus próprios limites. A arquitetura da participação também é um dos conceitos-chave da Web 2.0. Segundo O Relly (2005, p. 11) a maioria dos servidores web apoiam-se nos métodos de produção comunitária de código aberto, eles próprios um exemplo

38 37 de inteligência coletiva possibilitada pela rede. Alguns sistemas, segundo ele, são projetados com objetivo específico de encorajar a participação. Existem mais de cem mil projetos 4 de softwares abertos na rede. Qualquer pessoa pode adicionar um projeto, baixar e usar seu código. Os novos projetos migram da periferia para o centro, como resultado da ação de usuários que os fazem funcionar, em um processo de construção e utilização da inteligência coletiva. As próprias companhias buscam agregar dados dos usuários para gerar valor pelo uso comum do aplicativo. Assim, as tecnologias utilizadas mostram os efeitos de rede simplesmente pelo modo como foram projetadas. Os usuários agregam valor na medida em que acrescentam seus próprios dados àqueles que já foram fornecidos. Quanto maior o envolvimento dos usuários, maior o valor do aplicativo. Para a formação da inteligência coletiva, a web 2.0 conta com seus chamados filhotes, os quais proporcionam uma boa interatividade com os usuários Ferramentas da Web 2.0 São infinitas as possibilidades dos assuntos que podem ser abordados através da web 2.0 e suas ferramentas, relacionadas abaixo Chats O chat, também conhecido como sala de bate-papo, funciona como um fórum on line, no qual os participantes conseguem se comunicar em tempo real, dentro de um mesmo ambiente. A dinâmica de funcionamento de um chat, de acordo com Spyer (2007, p. 77) é parecida com a das mesas de bar, onde muitas pessoas conhecidas ou não entre si, falam e escutam conversas distintas simultaneamente. 4 SorceForge.net.

39 38 Geralmente, as conversas acontecem entre duas pessoas, no entanto é possível que mais indivíduos participem das conversas on line. Nas salas de bate papo da UOL 5, por exemplo, é possível fazer a opção para que o diálogo aconteça reservadamente, assim somente as pessoas envolvidas no diálogo podem ler as mensagens. As primeiras salas de bate papo (chats) permitiam apenas as mensagens escritas, mas a ferramenta foi evoluindo e na web 2.0 já é possível, de acordo com Spyer (2007, p. 40) a publicação de imagens, de áudio e mesmo de vídeo transmitido por webcam, recursos utilizados comercialmente para reuniões, conferências, treinamentos e cursos à distância Comunicadores Instantâneos O conceito do comunicador instantâneo assemelha-se ao de um , no qual ambos os participantes estão on line. Ele permite que o usuário converse em tempo real com uma ou mais pessoas, fornecendo informações sobre sua presença na rede: se está disponível, ou ocupado, ou mesmo ausente. Os programas para comunicação instantâneas mais populares atualmente são o Qnest, MSN Messenger, AOL Instant Messenger, Yahoo!, Skype, Google Talk, Net Messenger Service, Jabber, QQ, ichat e ICQ (SPYER, 2007). No Brasil, o comunicador instantâneo mais conhecido é o messenger (MSN). Messenger, no entanto, é o nome do produto que a Microsoft lançou para essa finalidade. 5 Universo on line

40 Fóruns e listas de discussâo Os fóruns e as listas de discussão são ferramentas que permitem a participação e a colaboração, além de organizar um conteúdo que deixem as discussões em evidência. Eles dispensam a presença simultânea de quem recebe a mensagem, para que a comunicação se estabeleça. Além disso, possuem muitos nomes, tais como: mural de discussão, fórum de discussão, web fóruns, discussion boards ou simplesmente fóruns. (SPYER, 2007). O fórum cumpre a função de comunicação grupal, pois facilita que a audiência troque pontos de vista e opiniões a partir dos anúncios colocados. De acordo com Spyer (2007, p.48) o mural estabelece hierarquias para ordenar a informação. Existe a parte superior definida pelos responsáveis pela ferramenta, e as áreas inferiores onde os participantes se encontram para trocar mensagens. Colocar uma mensagem em um fórum é como escrever um ; existem os campos: título, autor e texto. Mas, de acordo com Spyer (2007, p. 49) ao invés dessa informação ser transmitida para a caixa postal de pessoas previamente definidas, a discussão do mural fica disponível à comunidade de usuários. Já as listas de discussão são facilitadoras da colaboração on line, e utilizam o como fonte de distribuição. A mensagem parte de um lugar para muitos outros. A lista funciona como um refletor de mensagens eletrônicas, que geram um endereço de para cada grupo criado, permitindo aos participantes mandar mensagens para os integrantes da lista de discussão (SPYER, 2007). Existem serviços gratuitos para a criação de listas ou grupos, por exemplo: Yahoo!, Google e Hotmail, que permitem ao criador definir como o refletor irá funcionar. Pode ser da seguinte forma: somente o moderador tem permissão de enviar conteúdo, ou pode ser aberta, o que autoriza que qualquer participante envie s.

41 Wikipédia A ferramenta wiki gera páginas na internet, as quais podem ser alteradas de forma simples e rápida, diretamente pelo browser, representando uma solução eficiente para a escrita colaborativa. Wiki vem da expressão havaiana wiki wiki, que em português significa rapidinho, algo fácil de ser feito, sem barreiras ou complicações (SPEYER, 2007). O maior wiki em funcionamento hoje é que utiliza o programa MediaWiki (SPYER, 2007). Apesar de sua aparente eficiência, no entanto, pairam dúvidas em relação a este ambiente, pois não há garantia de sua credibilidade, considerando o fato de o conteúdo ser gerado pelos próprios usuários. Atualmente, existem inúmeras ferramentas disponíveis para a criação e o gerenciamento dos ambientes wiki, dentre os quais: Wikispaces, Wetpaint, Mídia Wiki (MATTAR; VALENTE, 2007) You tube É um site que permite que seus usuários carreguem, assistam e compartilhem vídeos em formato digital. Foi fundado em fevereiro de 2005, por três pioneiros do Paypal, um famoso site da internet ligado a gerenciamento de doações. Utiliza o formato Macromedia Flash, para disponibilizar o conteúdo. No Brasil, é o site de vídeos mais popular, devido à possibilidade de hospedar qualquer material (exceto o protegido por copyright). Hospeda uma grande variedade de filmes, video-clipes e materiais caseiros. O material encontrado no YouTube pode ser disponibilizado em blogs e sites pessoais, através de mecanismos (APIs) desenvolvidos pelo programa. Além do You tube, existem outras ferramentas semelhantes, como o Google Vídeo, que permite download de quase todos os vídeos, ou o Teacher Tube, voltado para vídeos instrucionais (MATTAR; VALENTE, 2007).

42 Agregadores de conteúdo Do inglês content syndication, significa utilizar o serviço de uma empresa para distribuir o produto de um autor para diversos meios de comunicação. Ou seja, trata-se de uma reunião comercial de produtos editoriais para que sejam divulgados em diversos locais. Isso pode ser efetivado com a utilização de um agregador. O internauta pode assinar o conteúdo dos sites preferidos e, sempre que acessar a rede, seu computador importa as atualizações, montando um informativo sob medida. Mas para que a distribuição funcione, é necessário ter um disponibilizador de conteúdo, também chamado de feed e um arquivo para fornecimento de informação, que lista uma linguagem de sistema o conteúdo oferecido pelo site (SPYER, 2007) Folksonomia De folk (povo) e taxonomia (ciência ou técnica de classificação), a expressão é utilizada para designar um sistema de etiquetas eletrônicas que permite aos integrantes de comunidades categorizarem o conteúdo compartilhado. De acordo com Spyer (2007, p.66) funciona a partir de ferramentas que dão às comunidades o poder de indexar o conteúdo que consideram relevantes na web. Podemos pensar em folksonomia como a classificação direta dos recursos da internet pelos próprios usuários, geralmente dentro de ambientes sociais, com a utilização de etiquetas digitais (tags). Porém, ela depende da participação maciça dos usuários e está relacionada à utilização de uma ferramenta que exija pouco esforço e renda benefícios. O sistema convida o internauta a designar o que armazena por meio de etiquetas digitais (tags), palavras-chaves dos assuntos relacionados àquela informação. É de Spyer (2007) um exemplo:

43 42 as tags para o site do The New York Times podem ser jornal, mídia, diário, notícias e nova york Redes Sociais As redes sociais propiciadas pela web 2.0 são uma contribuição muito importante para o fortalecimento da inteligência coletiva. O potencial das redes de relacionamento para a construção da inteligência coletiva é uma das marcas da web 2.0. Além de facilitararem a colaboração e a participação, as redes sociais favorecem a formação de grupos de estudo e a formação de grupos por afinidades. Os sites de relacionamento deixaram de ser apenas sites onde as pessoas se cadastravam com as suas características com o intuito de encontrar alguém. De acordo com Spyer (2007, p.71) esse conceito evoluiu para atender à demanda por relacionamento em outros níveis como o profissional e o social, ou ainda por temas de interesse específico. As novas redes sociais oferecem uma forma para as pessoas conseguirem reconstruir, pela internet, sua rede de familiares, amigos e conhecidos. O programa funciona como uma agenda de endereços, na qual cada usuário cria seu perfil, preenchendo um formulário e a partir daí, procura conhecidos que também estejam cadastrados no sistema. A rede social mais conhecida no Brasil é o Orkut e, no exterior, o MySpace, que oferece uma interface com vários conteúdos como perfis, blogs, MP3, vídeos e fotos. Existem outras redes de relacionamento, como o Facebbok, o Elgg rede social voltada para a educação e que oferece a cada aluno o seu próprio blog, seu repositório de arquivos, um profile on-line e um leitor de RSS, com graus diferenciados de privacidade. Há também o Linkeln, rede voltada para contatos profissionais.

44 Second Life Existem algumas denominações para o Second Life, dentre elas, realidade virtual, mundo cibernético ou ambiente virtual. Mas, conforme os especialistas em Second Life, Mattar e Valente (2007, p.155), trata-se de um conjunto de tecnologias que, quando combinadas, fornecem uma interface para um mundo tridimensional gerado por computador, de tal forma que o usuário acredita estar realmente nesse mundo, e intuitivamente passa a interagir com esse ambiente imersivo e dinâmico. A principal característica do Second Life é a sua interface tridimensional, pois propicia viver-se uma realidade virtual. Existe inclusive um novo termo utilizado para definir essa interface, o metaverso, sinônimo de universo digital (MATTAR; VALENTE, 2007). O Second Life é a evolução do jogo The Sins. O criador dessa ferramenta é Philip Rosedale, dono da empresa Linden Lab. A princípio, a idéia era relacionar muitas pessoas do mundo todo, através de uma interface semelhante à do The Sins (MATTAR; VALENTE, 2007). Essa rede social difere do Orkut, pois além de possuir o caráter tridimensional, as pessoas também podem criar um avatar, que é a representação gráfica do residente, nome designado aos freqüentadores desse ambiente. Existem duas variáveis que fizeram a diferença no Second Life. Uma delas é o processo de criação de objetos e outra é a forma de negociação no mundo virtual. Até mesmo grandes empresas já realizaram experiências com a ferramenta: recentemente, a Petrobrás realizou uma reunião profissional, agregando seus funcionários distribuídos pelo Brasil. Neste capítulo abordamos a internet, sua evolução e diferenças com relação à web 2.0; o conceito e a história a respeito do termo também são expostos. Acreditamos que as ferramentas proporcionadas pela web 2.0 e aqui descritas tais como chats, comunicadores instantâneos, fóruns e listas de discussão, entre outras, conduzem o usuário a otimizar a interatividade, transformando-se em alicerces para o desenvolvimento de sociedades em rede e inteligência

45 44 coletiva, esta última, especialmente, consubstanciada em websites pessoais, os blogs, como veremos no próximo capítulo.

46 45 Capítulo 3 Blogs De origem norte-americana, a palavra weblog, utilizada para designar um site que permite a construção de um diário pessoal na rede, surgiu da expressão We blog (nós blogamos) e representa a junção de web + log (diário na rede). Ordunã (2007, p. 2) remete a uma definição clara, na qual coloca que: Weblogs ou blogs são páginas pessoais da web que, à semelhança de diários on-line, tornaram possível a todos publicar na rede. Por ser a publicação on-line centralizada no usuário e nos conteúdos, e não na programação ou no design gráfico, os blogs multiplicaram o leque de ações dos internautas, de levar para a rede conteúdos próprios sem intermediários, atualizados e de grande visibilidade para os pesquisadores. O blog é uma página de internet fácil de implementar e colocar no ar. Possui uma interface amigável e simples de usar, o que facilita o uso para qualquer pessoa que desconheça programação de computador. De acordo com Cipriani (2006, p. 30), um blog é um diário virtual, um palanque aberto, um espaço colaborativo, um ambiente para discutir política, uma vitrine de notícias superrecentes, uma coleção de links, seus pensamentos, pessoas, ou aquilo que você desejar. 3.1 História e estrutura do blog No início da web, existia uma série de obstáculos que se interpunham entre o usuário médio e a publicação de conteúdos on line: a codificação das páginas através de editores de HTML, sua composição mediante os programas de design gráfico e sua publicação em servidores web, com aplicações de transferência de arquivos (FTP). Tanto os serviços de edição quanto os de publicação de blogs, como Blogger, Blogia, Blogalia e Bitacorae, resolvem de modo simples e intuitivo esses obstáculos técnicos e permitem que o usuário

47 46 se concentre na tarefa de elaborar conteúdos, tornando-a tão fácil quanto o uso de s (CIPRIANI, 2006). Considera-se que o primeiro blog tenha sido a página What s new in 92, publicada por Tim-Berners Lee, a partir de janeiro de 1992, para divulgar as novidades do projeto World Wide Web. No início de 1999, o surgimento dos primeiros serviços de edição e publicação de blogs, como o Pita e o Blogger, contribuíram para a popularização dos mesmos (ORDUNÃ, 2007). Inicialmente, a base dos blogs era constituída por links com um breve comentário, um registro de navegação na web. Hoje, surgem blogs cada vez mais sofisticados, com mais ofertas de interatividade, hipertextualidade e sistemas multimídia. O fato de os blogs serem interconectados por links, faz com que os blogueiros se leiam constantemente, por meio de referências uns aos outros, formando assim uma comunidade ou rede social (SPYER, 2007; ORDUNÃ, 2007). Com relação à interconecção dos blogs, Ordunã (2006, p. 22) afirma que: O principal elemento de um blog são as anotações (posts), ordenadas segundo a cronologia inversa (com as mais recentes primeiro), em que cada uma possui um endereço URL permanente (permalink ou link permanente, o que facilita sua conexão a partir de sites externos. As histórias podem ser arquivadas cronológica (por meses e anos) e tematicamente (por categorias) e é possível ter um buscador interno para tornar sua localização mais fácil. A maior parte dos blogs traz uma seleção de conexões (blogroll) que reúne os sites lidos ou pelo menos recomendados pelo autor e alguma referência pessoal (about) que, com o título e a descrição do blog, ajudam o leitor a situá-la. A história registra que o primeiro servidor voltado à criação de blogs foi um sistema chamado Pitas, inaugurado em julho de 1999 por seu criador, o canadense Andrew Smales. Sua principal característica é a estabilidade. O registro de quedas do servidor é mínimo, sua página é bem simples, tanto na parte inicial quanto na de acessos, e o número de usuários totais e ativos não é conhecido. Pela história oficial, ele é considerado o primeiro serviço que

48 47 possibitou a criação dos blogs. No entanto, Ordunã (2007) ressalta que outro serviço, o LiveJournal, havia surgido quatro meses antes. O autor considera que o Livejournal foi o primeiro serviço voltado exclusivamente para blogs. Foi criado por Brad Fitzpatrick, americano e estudante de ciência da computação. O principal intuito de Fitzpatric era de se comunicar com seus amigos de Portland e Seattle em pouco tempo. A manutenção do sistema demandou esforços que geraram a ajuda desinteressada de voluntários para sua consolidação. Em 27 de agosto, Fitzpatric fundou a companhia Bradfitz Inc, denominada em agosto de 2002, Danga Interactive. Em janeiro de 2005, a Six Apart comprou a Danga, tornando o LiveJournal sua terceira ferramenta de publicação, juntamente com o Movable Type e Typepad (ORDUNÃ, 2007). O LiveJournal já possuía características de um blog atual, como enquetes, fóruns, e outras aplicações que fizeram do LiveJournal uma ferramenta social moldada. O Blogger, um dos mais conhecidos e utilizados atualmente, foi lançado pela Pyra Labs, em agosto de 1999, em São Francisco. Os fundadores foram Matthew Haughey, Evan Williams, Meg Hourihan e Paul Bausch. A Pyra Labs era uma pequena empresa de software e criou essa aplicação web para uso interno, com o intuito de gerenciar o cotidiano da empresa (evolução dos projetos, agenda de contatos, lista de assuntos pendentes, etc). Hoje é conhecido como um serviço que oferece ferramentas para a publicação de textos na internet (ORDUNÃ, 2007). O surgimento desta ferramenta como um dos primeiros serviços com mais acessibilidade em edição e publicação fez o panorama do meio mudar, o que contribuiu para a popularização dos blogs (ORDUNÃ, 2007). O Blogger é um serviço para fazer a publicação de blogs de forma simplificada. O usuário não tem que escrever nenhum código, ou preocupar-se com instalação de programas ou scripts. Assim, qualquer pessoa pode postar um conteúdo num blog, recurso antes restrito a quem conhecesse a linguagem HTML. O não

49 48 conhecimento dessa linguagem não impede o usuário de mudar o visual do seu blog. Essa facilidade em elaborar conteúdos, levou o blog a ser considerado uma vedete dentre as ferramentas colaborativas, apesar de, no início, ter sido frequentemente associado ao usuário adolescente. Segundo Spyer (2007, p. 52), podemos considerar que o blog se elevou a uma condição de ferramenta de articulação social e essa condição só emergiu no final dos anos 1990, e começou a receber projeção a partir de Este ano coincide com acontecimentos importantes que marcaram a rápida evolução dos blogs, pois serviram de ferramentas para que as pessoas expressassem suas opiniões sobre determinados assuntos e disseminassem informações muitas vezes subestimadas pela mídia tradicional. Um exemplo foi o atentado terrorista de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos. As pessoas estavam sedentas de informações com relação ao fato; os blogs surgiram, então, como fonte alternativa de informação. O mesmo se repetiu com o atentado a bomba na Inglaterra, em julho de As coberturas alternativas realizadas por blogueiros, que exerceram o chamado jornalismo cidadão, chegou a ameaçar o papel do jornalista profissional em relação à produção da notícia. Ordunã (2007) observa um aspecto que demonstra a credibilidade obtida pelos blogs: por ocasião das eleições presidenciais norte-americanas em 2004, as credenciais para o acompanhamento jornalístico das convenções de republicanos e democratas não foi distribuída apenas a jornalistas profissionais, mas também a blogueiros que pretendiam acompanhar o processo. Atualmente, é inegável o papel dos blogs na divulgação e formação de opiniões, além de serem catalisadores de notícias e de fatos importantes. O agregador de blogs mais antigo em atividade é o Technorati. Com este site de monitoramento é possível verificar um ranking da blogsfera mundial por links ou por favoritos. Ele permite checar quais músicas, vídeos, filmes, games, dvds e notícias aparecem como mais linkados nas últimas 48 horas. Também é

50 49 possível saber quem visitou seu blog ou enviou um post específico, além de pesquisar posts e blogs sobre quaisquer assuntos. No Brasil, serviço semelhante é oferecido pelo BlogBlogs, que fornece o ranking por links e por favoritos, com a vantagem de aparecem apenas os blogs brasileiros. O BlogBlogs e o Technorati são fontes de pesquisa para entender a blogosfera e servem como termômetro de popularidade. Até o ano de 2007, a blogosfera era composta por aproximadamente 37 milhões de blogs, de acordo com dados do Technorati. Segundo site, o total de blogs dobra a cada cinco meses, tendo já catalogado mais de 27 milhões de blogs. Desse total, após três meses de operação, 13,7 milhões de blogs se mantêm ativos e a grande maioria desse conteúdo é composta por artigos pessoais e diários. Para a melhor compreensão desse fenômeno, estudaremos a blogosfera. 3.2 Blogosfera A blogosfera pode ser definida como o universo e a cultura dos blogs. É um sistema complexo, autoregulado, dinâmico e especialmente perceptível à informação que produz os meios tradicionais de mídia. Funciona através de links a sites externos a que remete o usuário e dos links e comentários que este recebe. O blogueiro participa por meio da familiaridade que adquire com seu grupo de referência. Devido a essa familiaridade e aos links, geralmente o conteúdo postado nos blogs passa por uma observação e por julgamentos constantes, colaborando para a formação e para o aperfeiçoamento dos conteúdos (ORDUNÃ, 2007).

51 50 Ordunã (2007, p. 14) define atribuições: A blogosfera exerce funções; funciona como um filtro social de opiniões e notícias, um sistema de alerta prévio para as mídias, um sistema de controle e de crítica dos meios de comunicação, um fato de mobilização social, um novo canal para as fontes convertidas em mídias, um novo formato aplicável às versões eletrônicas dos meios tradicionais para as coberturas extensas, catástrofes e acidentes, um enorme arquivo que opera como memória da web, o alinhamento privilegiado e sua alta densidade de links de entrada e de saída e, finalmente, a grande conversação de múltiplas comunidade cujo objetivo comum é o conhecimento compartilhado. 3.3 O Blog hoje Muitos autores como Hewitt (2006) e Spyer (2007) observam que há uma mudança nos hábitos das pessoas no que diz respeito à obtenção de informação. O fato pode ser atribuído a diferentes contextos que se formavam e se seguiam a cada nova descoberta no campo da informação. De acordo com Hewitt (2006, p.14), isso aconteceu muitas vezes antes: com o aparecimento da imprensa, depois com o telégrafo, o telefone, o rádio, a televisão e a internet. Desta vez, com a blogosfera. Houve um aumento na quantidade de blogs, a partir dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 (SPYER, 2007). A atual importância dos blogs em relação a outros meios de comunicação tem menos a ver com o número de visitas e quantidade de comentários por história e mais com a sua influência potencial, ou seja, a média ponderada de links de entrada e de saída que lhes confere alta visibilidade diante dos buscadores e da blogosfera (ORDUNÃ, 2007). Mas da mesma forma que na televisão ou no rádio existem programas ruins, na blogosfera esse efeito se repete. O efeito inverso também ocorre: há blogs relevantes e famosos, com destaque no cenário mundial.

52 51 Existem pessoas de opinião que continuamente geram material interessante, algumas delas já se tornaram celebridades, como é o caso dos blogueiros da revista época, que todos os dias oferecem notícias novas (http://revistaepoca.globo.com/revista/epoca/0,,15293,00.html) em seus blogs. No ambiente superpopuloso da blogosfera destacar-se é o desafio. Dois dos mais famosos blogs do mundo tem mais pontos em comum além do fato de terem sido criados por mulheres e originalmente serem postados em espanhol: eles ganharam expressão mundial e chegam hoje ao requinte de oferecer tradução em inúmeras línguas. Criado em abril de 2007 e Prêmio Ortega Y Gasset de Jornalismo Digital 2008 (Espanha),o blog Generación Y (www.desdecuba.com/genereciony), da cubana Yoani Sánchez, concentra-se em um tema: Cuba. Além da língua materna da autora, o blog pode ser lido em inglês, francês, italiano e alemão. O Generación Y representa a quebra de poderosos paradigmas: seu conteúdo foge ao controle do Estado, que sempre manteve a informação subjugada; além de demonstrar que é possível acabar com o monopólio da informação na área jornalística. Outra blogueira que virou uma cibercelebridade é a espanhola Maria Amélia López, de 95 anos. Seu blog, o A mis 95 años (www.amis95.blogspot.com), recebeu o prêmio Bobs (The Best of Blogs) concedido pela Deutsche Welle em 2007 de melhor blog em espanhol e já foi acessado por 1,2 milhão de internautas nos primeiros 18 meses, desde sua criação em dezembro de O blog oferece versão em 10 outros idiomas a um universo de 60 mil leitores. Maria faz reflexões sobre a vida e dá conselhos aos jovens. Do ponto de vista de uso de sistemas multimídia, o blog de Maria Amélia é mais avançado que o de Sánchez, que é estático, salvo pela interatividade nos comentários. O A mis 95 años oferece também arquivo de áudio e vídeos das entrevistas da autora.

53 Criação do blog Como vimos nos capítulos anteriores a Web 2.0 facilitou o acesso à criação dos blogs, pois dispensa o conhecimento das linguagens de programação como HTML, PHP, SQL, ou qualquer outra relacionada com páginas web e banco de dados. A abordagem aqui focará a alimentação de um blog e os aspectos técnicos para sua criação. O primeiro passo para a construção de um blog é procurar as ferramentas mais adequadas e verificar quais as maneiras de alojá-lo na internet. Existem duas formas para hospedagem ou alojamento dos blogs: - Blogs em serviços de hospedagem específicos, nos quais o blog fica hospedado em servidores, podendo este serviço ser pago ou gratuito. Toda a parte técnica de desenvolvimento do software do blog e o banco de dados ficam sob responsabilidade do provedor. - Blogs em servidores próprios ou alugados, nos quais os blogs ficam hospedados em um servidor web da empresa (que pode ser propriedade dela ou então alugado para esse fim). Porém, além do servidor, é necessário possuir um software (script) de blogs instalado. O script pode ser gratuito ou pago e pode ser chamado também de CMS (Content Management System) ou de plataforma de publicação (CIPRIANI, 2006) CMS Software para Blogs CMS é a sigla de Sistema de Gerenciamento de Conteúdo. É uma ferramenta que permite ao usuário gerar, de maneira dinâmica, os elementos que fazem parte de um site, desde a criação de páginas, a redação, o design, os arquivos, até as licenças. Conforme Ordunã (2006), as empresas que fazem parte dessa categoria dedicam-se a desenvolver o software que gerencia os blogs, com

54 53 ferramentas baseadas na web, as quais os usuários utilizam e, em poucos minutos, chegam a um blog pronto e gratuito. O ano de 1999, com o surgimento dos primeiros serviços específicos para blogs baseados na fórmula CMS e hospedagem gratuita, foi um marco. A partir daí, qualquer pessoa contou com a possibilidade de ter um blog sem precisar conhecer a linguagem de programação ou softwares mais elaborados para o desenvolvimento de sites como o Dreamweaver ou o Front Page. Hoje, basta ter conhecimento básico da internet. A ferramenta Blogger destaca-se como um serviço para fazer a publicação de blogs mais facilmente. O usuário não precisa escrever código ou preocupar-se com instalação de programas em servidores ou scripts, além de permitir que o usuário mude o visual do seu blog. O Blogger permite a hospedagem de blogs em seu BlogSpot, que é o servidor do usuário via FTP. O Blogger apresenta páginas mais bem apresentadas do que seus primeiros concorrentes, como a opção de exportar o blog para um domínio e a simplicidade das telas iniciais. Problemas como interrupções frequentes no servidor foram solucionados quando o Google entrou em cena, adquirindo o negócio em 2002 (ORDUNÃ, 2007). Com a entrada do Google, o Blogger implantou o sistema de comentários e um perfil público de cada autor, socializando a interação da ferramenta, além de páginas individuais para cada post. Seu concorrente mais direto hoje é o Wordpress, um sistema de gerência de conteúdos na web, escrito em PHP e com banco de dados em MySQL, especialmente para a criação de blogs. Foi criado a partir do b2/cafelog, por Ryan Borem e Matthew Mullenweg. É distribuído sob a GNU (General Public License) com o objetivo de criar um sistema operacional totalmente livre, o qual qualquer pessoa pode utilizar e distribuir sem ter que pagar pelo uso (ORDUNÃ, 2007). Normalmente, as soluções prontas para instalação são bastante fáceis de configurar, porque fazem quase tudo automaticamente para o usuário.

55 Principais Funcionalidades Para a criação de um blog é necessário que conheçamos suas principais funcionalidades. Cipriani (2006) nos apresenta algumas delas: - Comentários: Todo blog deve ter a abertura de um link para comentários, no final do post. É por intermédio desse link que o leitor poderá interagir com o autor. Inclusive, em algumas soluções, existe a opção de moderação dos comentários, impedindo, dessa forma, que seja colocado algum comentário indesejado; - Categorias: Cada post realizado deve ser classificado dentro de uma categoria, para que o leitor ache a informação que procura; - Feeds: O feeds ou Atm são importantes para que seus leitores possam ter acesso com facilidade aos posts e lê-los no software agregador; - Lista de links: É uma lista de links para blogs que o autor acompanha e recomenda; - Layout: Algumas plataformas permitem alterar a aparência do blog. As empresas de hospedagem podem liberar o uso de templates, os quais podem ser encontrados na própria ferramenta; - Calendário: Mostram os dias do mês corrente e os dias em que ocorreram posts; - Arquivo: Por meio de links, é possível navegar por todos os post que ocorreram. 3.6 Tipos de blogs Os blogs se dividem em Pessoal e Coorporativo. Os pessoais são de uso individual, algumas vezes utilizados como diários ou como veículo de informação, de acordo com o gosto pessoal e a profissão do blogueiro. Já os blogs corporativos são usados como ferramenta de marketing por determinada empresa ou utilizados por seus membros para escrever sobre a rotina da organização, o lançamento de novos produtos, dentre outros assuntos

56 55 relacionados à empresa. É também um canal de comunicação com os clientes. Ter um blog significa, para a empresa, proximidade com clientes, futuros clientes, parceiro de trabalho e fornecedores. (CIPRIANI, 2007) Blog Pessoal Pela simplicidade, custo zero e uma interface amigável, qualquer pessoa com conhecimentos mínimos de web pode colocar um blog no ar. Os assuntos que podem ser abordados são infinitos e dependem da criatidade do blogueiro. Na blogosfera existem blogs relevantes e famosos e há muitas pessoas que continuamente geram material interessante. De acordo com Cipriani (2006, p.30) há celebridades, como é o caso dos blogueiros do diário de tecnologia Boing Boing (www.boingbloing.net): a opinião deles faz diferença e causa impacto no cotidiano de milhares de pessoas que acompanham os blogs todos os dias. Toda essa facilidade e interatividade possibilita que uma pessoa comum, em pouco tempo, vire uma celebridade; basta a idéia ser criativa que os blogueiros fazem o resto pelos links e com rapidez na troca de informações. A tabela 3 apresenta alguns exemplos de blogs pessoais de sucesso no Brasil. Tabela 3: Blogs pessoais de sucesso no Brasil NOME DO BLOG TEMA BLOGUEIRO Jesus, me chicoteia Uma paródia da Bíblia Marco Aurélio Santos Kibe Loco Humor Antonio Tabet Cocadaboa Humor negro Wagner Martins Interney Tecnologia/Variedades Edney Sousa Querido Leitor Notícias/Variedades Rosana Hermann Pensar enlouquece Atualidades/Comportamento Alexandre Inagaki Blog do Noblat Política Ricardo Noblat Blog do Juca Esportes Juca Kfouri

57 Blog Corporativo Os blogs surgiram, no cenário empresarial, para cobrir algumas funções melhor do que outros meios tradicionais. Também conhecido como Blog de Negócios, o Blog Corporativo, segundo Cipriani (2006, p.33), representa uma otimização dos processos e racionalização de custos, uma campanha de marketing eficiente, o envolvimento de uma comunidade em seus planos estratégicos, a satisfação das dúvidas dos clientes, prestação de suporte, entre outras funções estratégicas, contando com um diferencial competitivo em relação à concorrência. Por ter como característica o poder de comunicação bidirecional, o blog pode ser considerado um canal de comunicação veloz nas interações, visto que possui uma leitura agradável e cronológica, é fácil de manusear, custa pouco, tem navegação simples e espaço para os comentários, disponibiliza a troca de links, demonstra conhecimento e transparência da empresa e ainda permite a criação de uma comunidade (CIPRIANI, 2006). Cipriani (2006) destaca diferença com relação ao site tradicional da empresa, que é, antes, uma vitrine, com informações catalogadas como uma biblioteca, em que o cliente acessa o conteúdo. Já no blog é diferente, o cliente pode interagir com a empresa, colocando seu ponto de vista e obtendo uma resposta rápida. Geralmente, o blog caminha paralelo ao site. As principais funções de um blog corporativo são levar cliente e funcionários para dentro da empresa e consituir-se em importante ferramenta na construção (e manutenção) de uma identidade para sua marca. Um dos primeiros CEOS a postarem textos em blogs dentro de empresas foi Paul Otellini, da Intel, em No Brasil, Emilson Alonso, presidente executivo do HSBC, escreve artigos semanalmente em seu blog, desde De acordo com Cipriani (2006, p. 49) na primeira hora de vida, seu blog recebeu um comentário novo por minuto. Os funcionários do banco estão interagindo e dando sugestões diretamente ao presidente.

58 57 Existem inúmeros casos de sucesso de blogs escritos pelos CEOS. Um dos mais famoso é o blog da General Motors, no qual o vice-presidente, Bob Lutz, escreve sobre aspectos da GM em relação ao mercado e a ela mesma. Ele chegou a postar o protótipo de um novo modelo de automóvel, o que repercutiu em muitos comentários e elogios. O diretor sênior do McDonald s Bog Langert, o presidente da Sun Microsystem Jonathan Schwartez, o vice-presidente da IBM Bot Sutor e o vice-presidente da HP também possuem blogs (CIPRIANI, 2006). Além dos blogs escritos pelos CEOS, existem os Blogs que podem ser criados pelo próprio departamento e recurso humanos das empresas, com o intuito de disseminar as notícias de interesse de seus colaboradores. Há também os blogs criados pelos colaboradores, com o intuito de passar credibilidade e confiança para os clientes, com o endosso dos próprios funcionários. Cipriani (2007) oferece o exemplo da Google, que mantém seu blog oficial escrito pelos funcionários no blog (http://googleblog.blogspot.com), com novidades das mais recentes invenções da equipe de engenharia e textos personalizados dos empregados. No Brasil, o blog da Tecnisa é o primeiro blog corporativo do mercado imobiliário. Ele é mantido pela construtora Tecnisa como meio de comunicação e relacionamento com seus stakeholders. Figura 2: Imagem do blog da Tecnisa

59 58 Podemos perceber que o blog corporativo é uma ferramenta que auxilia as empresas no processo de aproximação com os clientes e gera uma maior credibilidade entre a empresa e os clientes. 3.7 O blog e a web 2.0 A interatividade, a hipermídia e a própria web 2.0, configuram o potencial comunicativo da rede e caracterizam o modo como os novos agentes da comunicação, no caso os blogs, se apropriam da web. Os blogs são um meio que funciona sem um conhecimento profundo da linguagem Html, por isso, tem como característica principal uma resposta rápida, o que contribui para a disseminação da informação. A informalidade, a espontaneidade e o caráter pessoal fazem parte do estilo dominante dos blogs. Existem assuntos diversos sendo tratados nos blogs, desde íntimos a outros de caráter mais relevante, como política, educação, aquecimento global, entre outros. O caráter participativo e colaborativo da web 2.0, proporciona às pessoas uma liberdade para mostrar suas qualidades, sem precisar passar por autorização de outra pessoa. Isso resultou numa nova noção, uma noção de inteligência coletiva. Neste capítulo foi possível compreender como os blogs surgiram, sua funcionalidade e papel no ambiente virtual. Como veremos a seguir, elementos da web 2.0 e do Design de Hipermídia se fazem presentes nos blogs corporativos educacionais. Para além da facilidade de uso e baixo custo, a interatividade oferecida é um fator crucial, pois o exercício de blogar permite a existência de uma relação contínua com diversos públicos, inclusive os que, decepcionados com as mídias tradicionais, buscam algo mais para seu enriquecimento pessoal.

60 59 Capítulo 4 A Pesquisa de Campo Para responder a questão de pesquisa - o Design de Hipermídia é utilizado na construção dos blogs corporativos das instituições de ensino? - foi realizada uma pesquisa quantitativa que abrangeu o universo dos blogs corporativos educacionais existentes no país no ano de 2008, segundo Fábio Cipriani, que identificou 13 blogs enquadrados nesta categoria. São eles: o blog do Colégio Regina Mundi (SP); o blog do Colégio dos Santos Anjos (MG), da Faculdade Campos Elísios (SP); da FAMA - Faculdade Machado de Assis (RJ); da Escola Sol (SP); da ESAB - Escola Superior Aberta do Brasil (SP); da ETEC Júlio de Mesquita - Nutrição (SP); do Objetivo (SP); da Unijuí Universidade de Ijuí (RS); da Uniminas - União Educacional Minas Gerais (MG), da Unisul/UnisulBusiness Universidade do Sul de Santa Catarina(SC), da Unit - Universidade Tiradentes (SE) e da Wizard Idiomas (SP). Nestes blogs foram observadas a incidência das seguintes características: hibridismo, hipertextualidade, navegabilidade, não-linearidade e interatividade (características do Design de Hipermídia, já discutidas no capítulo 2. De acordo com a pesquisa realizada chegamos aos resultados apontados na Figura 3 e Tabela 4:

61 60 100,00% 90,00% 80,00% 70,00% 60,00% 50,00% 40,00% 30,00% 20,00% 10,00% 0,00% hibridismo hipertextualidade não-linearidade interatividade navegabilidade Figura 3: Gráfico da porcentagem de cada característica identificada

62 61 Tabela 4: Características identificadas nos blogs corporativos educacionais BLOGS Hibridismo Hipertextualidade Não- Interatividade Navegabilidade Linearidade Colégio X X Regina Mundi Colégio Santos Anjos X X X X X Faculdades X X Campos Elíseos Faculdade X X Machado de Assis Escola Sol X X ETC Júlio X X Mesquita Objetivo X X Unijuí X X X Uniminas X X Unisul X X X Universidade Tiradentes Wizard Idiomas X X X X X X Total Porcentagem 30,76% 23,07% 23,07% 92,30% 100% 4.1 As características identificadas nos blogs Colégio Regina Mundi - São Paulo (SP) ( ) Hibridismo ( ) Hipertextualidade ( ) Não Linearidade ( x ) Interatividade ( x ) Navegabilidade

63 62 Figura 4: Imagem do blog do Colégio Regina Mundi Figura 5: Imagem da característica interativa do blog do Colégio Regina Mundi

64 63 Figura 6: Imagem da navegabilidade do blog do Colégio Regina Mundi Figura 7: Imagem da navegabilidade do blog do Colégio Regina Mundi Comentário: O blog do Colégio Regina Mundi, intitulado Blog da Diretora, é alimentado pela diretora do colégio, possui textos relacionados à educação, família e sociedade. Em sua interface podemos observar que das características do design de hipermídia já conceituadas nesse estudo são utilizadas somente a interatividade e a navegabilidade.

65 64 A interatividade é viabilizada por meio de comentários dos leitores e a navegabilidade está resumida ao espaço dos artigos do blog e a lista de sites. Não foi identificada a utilização de outras mídias, tais como imagens, sons, vídeos que caracterizam o hibridismo. A hipertextualidade e a não-linearidade também não foram detectadas, pois o blog é composto de textos longos, que não proporcionam aos leitores a mobilidade e a flexibilidade de partir para outros textos Colégio dos Santos Anjos Varginha (MG) ( x ) Hibridismo ( x ) Hipertextualidade ( x ) Não Linearidade ( x ) Interatividade ( x ) Navegabilidade Figura 8: Imagem do blog do Colégio Santos Anjos

66 65 Figura 9: Imagem da característica Hipertextual do blog do Colégio Santos Anjos Figura 10: Imagem da característica não-linear do blog do Colégio Santos Anjos

67 66 Figura 11: Imagem da característica interativa do blog do Colégio Santos Anjos Figura 12: Imagem da característica da navegabilidade do blog do Colégio Santos Anjos

68 67 Figura 13: Imagem da característica híbrida do blog do Colégio Santos Anjos Comentário: O Blógui SA, blog do Colégio dos Santos Anjos, possui textos relacionados aos assuntos do próprio colégio, como acesso aos arquivos de fotos dos eventos realizados, avisos de acontecimentos com datas de provas e calendários, além de textos e vídeos disponibilizados pela comunidade do colégio. Em sua interface, podemos observar que todas as características do Design de Hipermídia já conceituadas nesse estudo foram utilizadas em sua construção. A característica interatividade não é utilizada com todo potencial, uma vez que os comentários só podem ser feitos a partir de login e senha atribuídos ao usuário. A navegabilidade foi observada a partir de um link de busca aos espaços dos artigos do blog e à lista de sites. Existe a utilização de outras mídias, como um vídeo extraído do youtube, caracterizando o hibridismo. A hipertextualidade e a não linearidade foram detectadas dentro dos posts, onde é observado o clique aqui para acessar, o

69 68 que proporciona aos leitores a mobilidade e a flexibilidade na busca de outros textos Faculdade Campos Elísios - São Paulo (SP) ( ) Hibridismo ( ) Hipertextualidade ( ) Não Linearidade ( x ) Interatividade ( x ) Navegabilidade Figura 14: Imagem do Blog da Faculdade Campos Elísios

70 69 Figura 15: Imagem da característica interativa do blog da Faculdade Campos Elísios Figura 16: Imagem da navegabilidade do blog da Faculdade Campos Elísios

71 70 Figura 17: Imagem da navegabilidade do blog da Faculdade Campos Elísios Comentário: O blog da Faculdade Campos Elisios, Blog News, possui textos com os últimos acontecimentos e notícias relacionados à faculdade. Em sua interface, podemos observar que das características do Design de Hipermídia já conceituadas nesse estudo são utilizadas somente a interatividade e a navegabilidade. A interatividade é oferecida por meio de comentários dos leitores a partir de um login e uma senha, o que a limita. A navegabilidade foi observada a partir do link de busca, acesso rápido, e aos arquivos dos posts. Não foi identificada a utilização de outras mídias, tais como imagens, sons, vídeos que caracterizam o hibridismo. A hipertextualidade e a não-linearidade também não foram detectadas, pois o blog é composto de textos longos que não proporcionam aos leitores a mobilidade e a flexibilidade de partir para outros textos FAMA - Faculdade Machado de Assis - Rio de Janeiro (RJ) ( ) Hibridismo ( ) Hipertextualidade ( ) Não Linearidade ( x ) Interatividade

72 71 ( x ) Navegabilidade Figura 18: Imagem do Blog da Faculdade Machado de Assis Figura 19: Imagem da característica interativa do blog da Faculdade Machado de Assis

73 72 Figura 20: Imagem da navegabilidade do blog da Faculdade Machado de Assis Figura 21: Imagem da navegabilidade do blog da Faculdade Machado de Assis Comentário: O blog da Faculdade Machado de Assis possui textos relacionados com os últimos acontecimentos e notícias da faculdade. Observou-se que das características do design hipermídia, já conceituadas nesse estudo, é utilizada somente a interatividade e a navegabilidade. A interatividade é possibilitada por meio de comentários dos leitores a partir de um login e uma senha o que impede que ela seja utilizada em toda a sua potência. A navegabilidade foi observada a partir do link de busca, aos arquivos dos posts e as categorias de blogs relacionados. Não foi identificada a utilização de

74 73 outras mídias, tais como imagens, sons, vídeos que caracterizam o hibridismo, assim como a não-linearidade. A hipertextualidade foi observada uma única vez, facilitando o acesso ao conteúdo de algumas palestras. O blog apresenta textos longos, que não proporcionam aos leitores a mobilidade e a flexibilidade de se conectarem a outros textos Escola Sol - São Paulo (SP) ( ) Hibridismo ( ) Hipertextualidade ( ) Não Linearidade ( x ) Interatividade ( x ) Navegabilidade

75 74 Figura 22: Imagem do blog da Escola Sol Figura 23: Imagem da característica Interativa do blog da Escola Sol Figura 24: Imagem da navegabilidade do blog da Escola Sol

76 75 Comentário: O blog Escola Sol foi construído com a intenção intensificar o relacionamento com os pais e alunos e também de registrar os momentos vividos na escola. Em sua interface, podemos observar somente a interatividade e a navegabilidade. A interatividade acontece por meio de comentários dos leitores; qualquer pessoa pode interagir com o site, visto que não é necessário adquirir login e senha de acesso. A navegabilidade foi observada a partir do link de busca, do acesso a outras páginas e aos arquivos dos posts. Não foi identificada a utilização de outras mídias, tais como imagens, sons, vídeos que caracterizam o hibridismo. A hipertextualidade e a não-linearidade também não foram detectadas, pois o blog é composto de textos longos ESAB - Escola Superior Aberta do Brasil São Paulo (SP) ( x ) Hibridismo ( x ) Hipertextualidade ( x ) Não Linearidade ( x ) Interatividade ( x ) Navegabilidade

77 76 Figura 25: Imagem do Blog da ESAB Figura 26: Imagem da característica híbrida do blog da ESAB Figura 27: Imagem da característica hipertextual do blog da Esab

78 77 Figura 28: Imagem da característica não-linear do blog da Esab Figura 29: Imagem da característica interativa do blog da Esab

79 78 Figura 30: Imagem da característica navegabilidade do blog da Esab Comentário: O blog da ESAB apresenta artigos, opiniões e comentários de diretores, professores e colaboradores. Os assuntos são diversos, tais como: educação, tecnologia, Internet, e-learning, vida cotidiana, vida profissional e inovação. Contatou-se que todas as características do design hipermídia foram utilizadas em sua construção. A característica interatividade ocorre por meio de comentários dos leitores, sem a necessidade de se cadastrar para adquirir um login e uma senha. A navegabilidade foi observada a partir de um link de busca, nos espaços dos artigos do blog e lista de categorias. Foi identificada a utilização de outras mídias, como um vídeo extraído do youtube e muitas imagens, caracterizando o hibridismo. A hipertextualidade e a

80 79 não-linearidade foram detectadas dentro dos posts, onde é observado o clique aqui para acessar e palavras com links de acesso ETEC Júlio de Mesquita - Nutrição - Santo André (SP) ( ) Hibridismo ( ) Hipertextualidade ( ) Não Linearidade ( x ) Interatividade ( x ) Navegabilidade Figura 31: Imagem do blog da ETEC Júlio de Mesquita

81 80 Figura 32: Imagem da característica interativa do blog da ETEC Júlio de Mesquita Figura 33: Imagem da Navegabilidade do blog da ETEC Júlio de Mesquita Comentário: O blog da ETEC Julio de Mesquita possui textos relacionados com notícias, informações, dados, comentários e links úteis aos alunos do curso técnico de nutrição e dietética, relacionados ao dia-a-dia da escola. Quem alimenta o blog são os coordenadores, professores, colaboradores e a direção. Com relação às características do Design de Hipermídia foi utilizada somente a interatividade e a navegabilidade.

82 81 Na característica interatividade, foi observado que ela é possibilitada por meio de comentários dos leitores, sem a necessidade de um login e uma senha. Os posts dos comentários ficam visíveis, o que estimula que outros leitores também façam comentários. A navegabilidade existe a partir do link de busca, links favoritos, palavras chaves e arquivos dos posts. Não foi identificada a utilização de outras mídias, tais como imagens, sons, vídeos que caracterizam o hibridismo. A hipertextualidade e a não-linearidade também não foram detectadas, pois o blog é composto de textos longos, que não proporcionam aos leitores a mobilidade e a flexibilidade de partir para outros textos Objetivo - Baixada Santista (SP) ( ) Hibridismo ( ) Hipertextualidade ( ) Não Linearidade ( x ) Interatividade ( x ) Navegabilidade

83 82 Figura 34: Imagem do blog do Colégio Objetivo Figura 35: Imagem da característica interativa do blog do Colégio Objetivo

84 83 Figura 36: Imagem da Navegabilidade do blog do Colégio Objetivo Comentário: O blog Colégio Objetivo possui textos relacionados à escola. Como na maioria dos demais blogs, foram utilizadas somente interatividade e navegabilidade em relação às características do Design de Hipermídia. A interatividade é realizada por meio de comentários dos leitores sem a necessidade de se cadastrar para adquirir um login e uma senha. A navegabilidade foi observada a partir do link de busca, do calendário, das publicações recentes e dos arquivos dos posts. Não foi identificada a utilização de outras mídias, tais como imagens, sons, vídeos que caracterizam o hibridismo. A hipertextualidade e a não linearidade também não foram detectadas. O blog é composto de textos longos Unijuí - Ijuí (RS) ( x ) Hibridismo ( ) Hipertextualidade ( ) Não Linearidade ( x ) Interatividade ( x ) Navegabilidade

85 84 Figura 37: Imagem do blog da Unijuí Figura 38: Imagem do carater híbrido do blog da Unijuí

86 85 Figura 39: Imagem do caráter interativo do blog da Unijuí Figura 40: Imagem da navegabilidade do blog da Unijuí Comentário: O blog da Universidade de Ijuí (RS), Tá Ligado, retrata o cotidiano do estudante da Unijuí de forma descontraída, simples e objetiva. Entre as características do Design de Hipermídia são utilizadas o hibridismo, interatividade e a navegabilidade. Na característica hibridismo, foi possível detectar que ela aparece com freqüência, através de um plugin para podcast da própria rádio da Unijui e através de várias imagens e fotos. A interatividade foi observada em comentários dos leitores, havendo a necessidade de se cadastrar para adquirir um login e uma senha, o que no

87 86 caso da Unijui não impediu que os leitores do blog fizessem comentários. É um blog bastante interativo, onde existem comentários em quase todos os posts. A navegabilidade foi observada basicamente a partir dos links para outros sites. Não foi identificada a utilização de outras características do Design de Hipermídia, tais como a hipertextualidade e a não-linearidade, pois o blog é composto de textos longos, que não proporcionam aos leitores a mobilidade e a flexibilidade de partir para outros textos Uniminas - União Educacional Minas Gerais Uberlândia (MG) ( ) Hibridismo ( ) Hipertextualidade ( ) Não Linearidade ( ) Interatividade ( x ) Navegabilidade Figura 41: Imagem do blog da Uniminas

88 87 Figura 42: Imagem da navegabilidade do blog da Uniminas Comentário: O blog da Uniminas não está construído. Só existe a interface sem a alimentação dos dados. A navegabilidade foi identificada pelo blogrool Unisul - UnisulBusiness - ( x ) Hibridismo ( ) Hipertextualidade ( ) Não Linearidade ( x ) Interatividade ( x ) Navegabilidade

89 88 Figura 43: Imagem do blog da Unisul Figura 44: Imagem da característica híbrida do blog da Unisul

90 89 Figura 45: Imagem da característica interativa do blog da Unisul Figura 46: Imagem da navegabilidade do blog da Unisul Comentário: O blog da Unisul possui conteúdo relativo ao cotidiano dos universitários e à rotina da universidade. Das características do Design de Hipermídia são utilizados o hibridismo, interatividade e a navegabilidade. Na característica hibridismo foi possível detectar que essa característica aparece com freqüência, através vídeos extraídos do youtube. A interatividade foi observada por meio de comentários dos leitores sem a necessidade de se cadastrar para adquirir um login e uma senha o que no caso

91 90 facilita a inclusão de comentários facilitando a interatividade. A navegabilidade existe a partir dos link para outros sites e links para parceiros da universidade, assim como o acesso ao currículo lattes do corpo docente. Não foi identificada a utilização de outras características, tais como a hipertextualidade e a nãolinearidade, pois o blog é composto de textos longos Universidade Tiradentes - Aracaju (SE) ( ) Hibridismo ( x ) Hipertextualidade ( x ) Não Linearidade ( x ) Interatividade ( x ) Navegabilidade Figura 47: Imagem do blog da Universidade Tiradentes

92 91 Figura 48: Imagem da característica hipertextual do blog da Universidade Tiradentes Figura 49: Imagem da característica não-linear do blog da Universidade Tiradentes

93 92 Figura 50: Imagem da característica interativa do blog da Universidade Tiradentes Figura 51: Imagem da navegabilidade do blog da Universidade Tiradentes Comentário: O blog da Universidade Tiradentes é uma iniciativa da Pró- Reitoria Acadêmica e da Pró-Reitoria Adjunta de Ensino a Distância e possui textos relacionados aos assuntos do universo acadêmico. A interatividade é possibilitada por meio de comentários dos leitores, sem a necessidade de se cadastrar para obter um login e uma senha para postar comentários.

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