ASSOCIAÇÃO DE PARASITOSES INTESTINAIS A FATORES SOCIOAMBIENTAIS NA LOCALIDADE HOMERO FIGUEIREDO

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1 I Congresso Baiano de Engenharia Civil e Ambiental I COBESA ASSOCIAÇÃO DE PARASITOSES INTESTINAIS A FATORES SOCIOAMBIENTAIS NA LOCALIDADE HOMERO FIGUEIREDO Alany Santos Oliveira Rocha Mestra em Engenharia Civil e Ambiental pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) Roque Angélico Araujo Professor Adjunto do Programa de Mestrado em Engenharia Civil e Ambiental da UEFS. Funcionário da Empresa Baiana de Águas e Saneamento S. A. (EMBASA).

2 Introdução O abastecimento público com água de qualidade, a coleta, o tratamento e a disposição adequada dos esgotos sanitários são partes integrantes da atenção à saúde pública (ARAÚJO, 2003). Acredita-se que o saneamento básico é a medida de prevenção da quase totalidade das enteroparasitoses presentes no quadro patológico da humanidade.

3 Desse modo há uma correlação entre a qualidade da cobertura dos serviços de saneamento e a qualidade de vida e saúde de uma população. Segundo um estudo realizado por Araujo (2003), em quatro comunidades com abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de águas pluviais e coleta de resíduos sólidos, por mais de 10 anos, constatou-se a presença de helmintos e protozoários, parasitos do intestino humano, nos esgotos sanitários afluentes às estações de tratamento destas comunidades.

4 Objetivo Geral Investigar os índices de parasitoses intestinais relacionados com as condições higiênico-sanitárias e os aspectos socioambientais da comunidade Homero Figueiredo, Feira de Santana, Bahia.

5 Período Materiais e Métodos Junho a de outubro de 2008 Área de estudo Localidade Homero Figueiredo Composta pelas Comunidades: Homero Figueiredo, Arco-íris, Alvorada - localizado no bairro Sobradinho.

6 Comunidade Homero Figueiredo Mapa de Localização

7 População habitantes Amostra. Cálculo do valor de n 380 pessoas (aproximadamente 100 famílias) Aleatória Critério: Os domicílios foram escolhidos por meio de sorteio de ruas pertencentes a micro-áreas divididas por atuação dos 9 (nove) agentes comunitários, e que aceitaram participar deste estudo, seguindo a ordem de 3 em 3 casas.

8 Procedimentos para execução do trabalho e Instrumentos de coleta de dados 1. Apresentação, informação, comunicação e educação à saúde; * Reuniões * Palestras educativas 2. Coleta do material da pesquisa; * Identificação das amostras; * Assinatura do TCLE

9 3. Exames laboratoriais Exame parasitológico de fezes Método de Sedimentação Espontânea (Método de Lutz, 1919; Hoffman; Pons e Janer, 1934), (REY, 1991). 4. Levantamento dos aspectos epidemiológicos Formulários: * Familiar *Individual

10 Resultados e Discussão Sexo X Positividade de parasitas intestinais Quantidade Feminino Masculino Positivos Negativos Total % Positividade 17,9 58,9 41,1

11 Renda Mensal X Famílias com positividade

12 Tempo de residência das famílias X Positividade

13 Hábitos de higiene X Casos Positivos Hábitos de Higiene Lavar as mãos Lavar os alimentos Lavar alimentos com produtos Andar descalço Comer alimentos crus Roer unhas H01 H02 H03 H04 H05 H06 Hábitos Pesquisados Sim Não Sim Não Sim Não Sim Não Sim Não Sim Não Nº de positivos (73) Frequência % 100,0 0,0 95,9 4,1 65,8 34,2 42,5 57,5 2,7 97,3 64,4 35,6

14 Práticas de lazer X Casos Positivos

15 CORRELAÇÃO ENTRE HÁBITOS E CASOS POSITIVOS A - Canal de drenagem em precárias condições na localidade do Homero Figueiredo. B - Criança descalça em águas contaminadas na localidade Homero Figueiredo

16 Hábitos praticados e não praticados pela população pesquisada, que podem levar à positividade, por sexo, faixa etária e escolaridade. Hábitos praticados que podem levar à Positividade Hábitos não praticados que podem levam à Positividade Sex o Faixa Etária Número Médio Frequencia (%) Número Médio Frequência (%) População Pesquisada 5,3 27,9 13,7 72,1 Feminino 5,0 26,3 14,0 73,7 Masculino 5,7 30,0 13,3 70,0 0-9 anos 6,2 32,7 12,8 67, anos 5,7 30,1 13,3 69, anos 4,8 25,2 14,2 74,8 60 anos 4,0 21,1 15,0 78,9 Escolaridade Sem escolaridade 5,3 27,8 13,7 72,2 1º Grau Incompleto 5,8 30,4 13,2 69,6 1º Grau Completo 4,8 25,3 14,2 74,7 2º Grau Incompleto 5,5 28,7 13,5 71,3 2º Grau Completo 4,5 23,4 14,6 76,6 3º Grau Incompleto 3,7 19,3 15,3 80,7 3º Grau Completo 1,0 3,3 18,0 94,7

17 Conclusão Mesmo após dez anos, a presença de condições estruturais básicas de saneamento (abastecimento de água, esgotamento sanitário, coleta regular de resíduos sólidos e drenagem pluvial), não implicou na ausência de parasitos entre a população estudada. Outros fatores associados ao indivíduo como higiene, formação básica, acesso à informação contribuem para a condição de saúde de uma comunidade. Estes resultados reforçam o fato de que o grau de instrução e a educação em saúde são fundamentais na redução da pratica de hábitos que podem elevar os índices de parasitoses intestinais

18 OBRIGADA!!!

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