MARIANA GARCIA DE ABREU HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL NO BRASIL: CARACTERIZAÇÃO DA PRODUÇÃO ACADÊMICA DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO DE 2006 A 2010

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE EDIFICAÇÕES E AMBIENTAL MARIANA GARCIA DE ABREU HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL NO BRASIL: CARACTERIZAÇÃO DA PRODUÇÃO ACADÊMICA DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO DE 2006 A 2010 CUIABÁ - MT 2012

2 MARIANA GARCIA DE ABREU HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL NO BRASIL: CARACTERIZAÇÃO DA PRODUÇÃO ACADÊMICA DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO DE 2006 A 2010 Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Engenharia de Edificações e Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), como requisito, à obtenção do título de Mestre em Engenharia de Edificações e Ambiental PPGEEA. Área de concentração: Construção Civil Orientador: Prof. Dr. Humberto da Silva Metello Co-orientadora: ProfA Dra. Andréa Naguissa Yuba CUIABÁ - MT Setembro, 2012

3 Dados Internacionais de Catalogação na Fonte. G216h Abreu, Mariana Garcia de. Habitação de interesse social no Brasil : caracterização da produção acadêmica dos Programas de Pós-graduação de 2006 a 2010 / Mariana Garcia de Abreu f. : il. color. ; 30 cm. Orientador: Humberto da Silva Metello. Co-orientadora: Andréa Naguissa Yuba. Dissertação (mestrado) Universidade Federal de Mato Grosso, Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia, Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Edificações e Ambiental, Cuiabá, Inclui bibliografia. 1. Habitação de interesse social. 2. Produção acadêmica. 3. Bibliometria. 4. Banco de dados. I. Título. Ficha catalográfica elaborada automaticamente de acordo com os dados fornecidos pelo(a) autor(a). Permitida a reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte.

4 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE EDIFICAÇÕES E AMBIENTAL CERTIFICADO DE APROVAÇÃO HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL NO BRASIL: CARACTERIZAÇÃO DA PRODUÇÃO ACADÊMICA DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO DE 2006 A 2010

5 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho à minha avó Lurdes Maria Andrea Dias (in memoriam), que provou ao mundo que é possível, ainda, ser uma pessoa pura de coração.

6 AGRADECIMENTOS A Deus, que me dá forças a todo instante. Ao meu orientador, Prof. Dr. Humberto da Silva Metello, pela compreensão, dedicação e esforços junto ao meu trabalho. À minha co-orientadora e amiga, Profa. Dra. Andréa Naguissa Yuba, que se dispôs a colaborar com meu trabalho e essa ajuda foi essencial para alcançar meus objetivos. Ao meu esposo, Mário, que me ama e me faz amar todos os dias. À minha filha, Luisa, que é a razão do meu viver e é a pessoa que me faz acordar todos os dias e acreditar que tudo vai dar certo, sempre. Aos meus pais, Brás e Sônia, que me proporcionaram a vida e souberam me direcionar aos caminhos que percorri até hoje. A esse amor incondicional. Aos meus queridos irmãos, Matheus e Angélica, que inconscientemente me apoiaram nesta etapa. A todos esses, a minha gratidão eterna, pelos esforços de suas vidas em prol da minha felicidade. Aos colegas da Universidade de Cuiabá e da Universidade de Franca, que sempre me incentivaram a nunca desistir. de desespero. Aos colegas do Mestrado, que dividiram seus medos e me confortaram nos momentos Aos meus grandes professores de Graduação e Pós-Graduação, que me ensinaram o valor do estudo e sempre estiveram prontos a me ajudar. A Capes pelo incentivo e resguardo financeiro. E em especial aos meus amigos João Mario, Juliana Demartini, Juliana Ortunho, Ana Tereza, Naiara e Ângelo pelo simples fato de serem meus amigos sinceros.

7 RESUMO ABREU, M. G. de. Habitação de interesse social no Brasil: caracterização da produção acadêmica dos Programas de Pós-Graduação de 2006 a Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (FAET). Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Edificações e Ambiental, Universidade Federal de Mato Grosso (PPGEEA/UFMT). Cuiabá/MT, p. A produção de habitação de interesse social das últimas quatro décadas e, mesmo a mais recente, mostra indícios de uma defasagem tanto tecnológica quanto formal, que não corresponde à recorrência do tema nas pesquisas realizadas nos programas de pós-graduação do Brasil. Diante da hipótese de que tal produção não esteja contemplando a complexa gama de variáveis que interferem na produção de habitação de interesse social, este trabalho tem como objetivo caracterizar qualitativa e quantitativamente a produção acadêmica dos Programas de Pós-Graduação brasileiros sobre habitação de interesse social, no período compreendido de 2006 a Este estudo tem caráter descritivo-exploratório, descritivo por ter como objetivo apresentar os indicadores das publicações acadêmicas na área habitação de interesse social e, exploratório por buscar conhecer a área no estado em que se encontra, com base na pesquisa bibliométrica e no mapeamento das dissertações e teses produzidas no período, o que levará à construção de um panorama sobre a área. O estudo foi desenvolvido em quatro etapas metodológicas: 1- Revisão bibliográfica; 2-Coleta de dados; 3- Análise quantitativa e 4- Análise qualitativa. A partir da leitura direcionada dos trabalhos catalogados e sistematizados em suas informações pode-se afirmar que a produção acadêmica tem resultados relevantes e possíveis de serem inseridos na realidade da produção de habitação social do país. Constatou-se que muitas dessas pesquisas não estão refletindo na sociedade civil por haver uma lacuna não gerida entre o meio acadêmico e o Estado, que apesar de ser o mais citado como responsável pelo processo de produção da habitação social no país, não é alvo do repasse do conhecimento produzido e nem participa (direta ou indiretamente) ou se beneficia da realização das pesquisas. Além disso, o panorama da produção nos últimos cinco anos fornece dados quantitativos e qualitativos na forma de um banco de dados atualizável, que podem ser úteis para o desenvolvimento de novos trabalhos nas áreas menos exploradas e com isso gerar novas perspectivas e oportunidades para a questão habitacional do país. Palavras - chave: Habitação de interesse social, produção acadêmica, bibliometria, banco de dados.

8 ABSTRACT ABREU, M. G. de. Social housing in Brazil: characterization the production academic Programs of the Post-Graduation Brazilian in 2006 to Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (FAET). Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Edificações e Ambiental, Universidade Federal de Mato Grosso (PPGEEA/UFMT). Cuiabá/MT, p. The production of social housing in past four decades and recent time shows discrepancy technological as much as formal, than doesn t corresponds to the recurrent theme in research fields of the Brazilian post-graduation's programs. Due to the hypothesis that this production isn t considering the complex variables of social housing production, this objectives to characterize qualitative and quantitatively the academic program s production of the Brazilian post-graduation programs about social housing in the period from 2006 to This study is characterized as a descriptive exploratory study, it is descriptive because it aims to present the indicators of academic publications in the social housing; it is exploratory by analyzing the field s status quo based on bibliometric survey and a mapping of thesis produced, which will lead to an overview of the area. The study was conducted through four methodological steps: 1 - Literature review; 2 - Data collection; 3 - Quantitative Analysis and 4 - Qualitative Analysis. The systematic reading of the works cataloged showed the good quality of academic production and results which could be inserted into the reality of housing production in the country. It is possible to say that many of these researches are not being reflected in civil society because of a knowledge transfer gap between the academic studies and the State, which despite being the main responsible for the production process of social housing in the country, does not have access to the knowledge achieved by the academic researches or even, participate (directly or indirectly) in the researches or have benefits from them. Moreover, the scenario of production the past five years give data qualitative and quantitative in database that is upgradable, can be useful for researches and can develop new studies in unexplored or less explored areas and thus generate new prospects for the housing issue in the country. Keywords: Social housing, academic production, bibliometrics, database.

9 LISTA DE FIGURAS Figura 1: Objetos de estudos da pesquisa Figura 2: Esquema da metodologia da pesquisa Figura 3: Evolução dos temas estabelecidos ao longo da pesquisa Figura 4: Módulo de alimentação dos dados das teses e dissertações catalogadas Figura 5: Módulo de Formulário Figura 6: Módulo de Consulta Simples Figura 7: Exportação dos dados para planilha Excel Figura 8: Planilha com as análises qualitativas Figura 9: Esquema dos resultados da pesquisa Figura 10: Pagina na web de busca do Banco de Dados de Teses e Dissertação HIS

10 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1: Níveis nos Programas de Pós-Graduação em Construção Civil Gráfico 2: Relação Programas de Pós-Graduação em Construção Civil por tipo de instituição, público/privada Gráfico 3: Cursos oferecidos pelos Programas de Pós-Graduação em Construção Civil por Região Gráfico 4: Níveis dos Programas de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo Gráfico 5: Relação Programas de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo por tipo de instituição, público/privada Gráfico 6: Cursos oferecidos pelos Programas de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo por região Gráfico 7: Teses e Dissertações defendidas no Brasil sobre habitação de interesse social Gráfico 8: Nível da produção acadêmica sobre habitação de interesse social no Brasil 2006/ Gráfico 9: Teses e dissertações sobre habitação de interesse social por região do Brasil 2006/ Gráfico 10: Teses e dissertações por Universidades sobre habitação de interesse social Gráfico 11: Trabalhos catalogados por tipo de instituição, pública/privada Gráfico 12: Programas de Pós-Graduação vinculados aos trabalhos catalogados Gráfico 13: Teses e dissertações sobre habitação de interesse social defendidas entre 2006 a Gráfico 14: Quantidade de trabalhos de acordo com o tema definido na pesquisa Gráfico 15: Quantidade de trabalhos de acordo com o tema definido na pesquisa no ano de Gráfico 16: Quantidade de trabalhos de acordo com o tema definido na pesquisa no ano de Gráfico 17: Quantidade de trabalhos de acordo com o tema definido na pesquisa no ano de Gráfico 18: Quantidade de trabalhos de acordo com o tema definido na pesquisa no ano de Gráfico 19: Quantidade de trabalhos de acordo com o tema definido na pesquisa no ano de Gráfico 20: Quantidade de trabalhos catalogados com arquivos digitais por área temática Gráfico 21: Aspectos de análise qualitativa nos trabalhos catalogados com arquivos digitais Gráfico 22: Aspectos de análise qualitativa por área temática dos trabalhos catalogados com arquivos digitais Gráfico 23: Quantidade de trabalhos de Estudo de caso Gráfico 24: Aspectos da análise qualitativa encontrados nos trabalhos de Conforto Ambiental e Eficiência Energética Gráfico 25: Aspectos da análise qualitativa encontrados nos trabalhos de Desempenho e Patologia Gráfico 26: Aspectos da análise qualitativa encontrados nos trabalhos de Economia Gráfico 27: Aspectos da análise qualitativa encontrados nos trabalhos de Gestão Gráfico 28: Aspectos da análise qualitativa encontrados nos trabalhos de Habitação Rural Gráfico 29: Aspectos da análise qualitativa encontrados nos trabalhos de História Gráfico 30: Aspectos da análise qualitativa encontrados nos trabalhos de Mobiliário Gráfico 31: Aspectos da análise qualitativa encontrados nos trabalhos de Patrimônio Histórico e Reabilitação Gráfico 32: Aspectos da análise qualitativa encontrados nos trabalhos de Planejamento Urbano Gráfico 33: Aspectos da análise qualitativa encontrados nos trabalhos de Política Pública Gráfico 34: Aspectos da análise qualitativa encontrados nos trabalhos de Projeto de Arquitetura Gráfico 35: Aspectos da análise qualitativa encontrados nos trabalhos de Sociabilidade Gráfico 36: Aspectos da análise qualitativa encontrados nos trabalhos de Sustentabilidade Gráfico 37: Aspectos da análise qualitativa encontrados nos trabalhos de Tecnologia da Informação.103 Gráfico 38: Aspectos da análise qualitativa encontrados nos trabalhos de Tecnologia e Sistemas Construtivos

11 LISTA DE QUADROS Quadro 1: Relação dos Programas de Pós-Graduação em Construção Civil Quadro 2: Relação dos Programas de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo Quadro 3: Caracterização de bibliometria, a cienciometria, a informetria e a webometria Quadro 4: Temas determinados para a classificação dos trabalhos catalogados Quadro 5: Informações obtidas nos trabalhos catalogados Quadro 6: Aspectos da análise qualitativa dos trabalhos catalogados Quadro 7: Temas a serem desenvolvidos em pesquisas futuras

12 LISTA DE TABELAS Tabela 1: Dados das Chamadas Públicas MCT/MCIDADES/FINEP/AT - Habitação e Saneamento Ambiental e Tabela 2: Relação da quantidade de teses e dissertações por Instituições sobre habitação de interesse social Tabela 3: Relação dos Programas de Pós-Graduação e o número de trabalhos catalogados

13 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABC ABNT ANTAC BDTD BNH CEFET/MG CMN CNPq COHAB FAR FAT FAUUSP FCP FDS FESP/UPE FGTS FGV FINEP FJP FNHIS FUFSE HIS INCRA InfoHAB IPT MCT NORIE OGU ONG PAR PBQP PRONATH PROTECH PUCCAMPINAS PUCMG PUCRJ PUCRS PUCSP SFH UAM UCAM UCPEL UCS UEC UEL UEM UENF UERJ UESC UFAL UFAM Academia Brasileira de Ciências Associação Brasileira de Normas Técnicas Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações Banco Nacional de Habitação Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais Conselho Monetário Nacional Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Companhia de Habitação Popular Fundo de Arrendamento Residencial Fundo de Amparo ao Trabalhador Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo Fundação da Casa Popular Fundo de Desenvolvimento Social Fundação Universidade de Pernambuco Fundo de Garantia por Tempo de Serviço Fundação Getúlio Vargas Financiadora de Estudos e Projetos Fundação João Pinheiro Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social Fundação Universidade Federal de Sergipe Habitação de Interesse Social Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária Centro de Referência e Informação em Habitação Instituto de Pesquisas Tecnológicas Ministério de Ciência e Tecnologia Núcleo Orientado para a Inovação da Edificação Orçamento Geral da União Organização não Governamental Programa de Arrendamento Residencial Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade Programa Nacional da Habitação Programa de Difusão de Tecnologia para a Construção de Habitação de Baixo Custo Pontifícia Universidade Católica de Campinas Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Sistema Financeiro de Habitação Universidade Anhembi Morumbi Universidade Candido Mendes Universidade Católica de Pelotas Universidade de Caxias do Sul Universidade Estadual do Ceará Universidade Estadual de Londrina Universidade Estadual de Maringá Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro Universidade Estadual do Rio de Janeiro Universidade Estadual de Santa Catarina Universidade Federal de Alagoas Universidade Federal do Amazonas

14 UFBA UFC UFCG UFES UFF UFG UFMA UFMG UFMS UFMT UFOP UFPB UFPE UFPEL UFPR UFRGS UFRJ UFRN UFRRJ UFSC UFScar UFSM UFU UFV UNB UNESP UNICAMP UNICAP UNIMONTES UNISC UNITAU UNIVALI UPF UPM USP ZEIS Universidade Federal da Bahia Universidade Federal do Ceará Universidade Federal de Campina Grande Universidade Federal do Espírito Santo Universidade Federal Fluminense Universidade Federal de Goiás Universidade Federal do Maranhão Universidade Federal de Minas Gerais Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Universidade Federal de Mato Grosso Universidade Federal de Ouro Preto Universidade Federal da Paraíba Universidade Federal de Pernambuco Universidade Federal de Pelotas Universidade Federal do Paraná Universidade Federal do Rio Grande do Sul Universidade Federal do Rio de Janeiro Universidade Federal do Rio Grande do Norte Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Universidade Federal de Santa Catarina Universidade Federal de São Carlos Universidade Federal de Santa Maria Universidade Federal de Uberlândia Universidade Federal de Viçosa Universidade de Brasília Universidade Estadual Paulista Universidade Estadual de Campinas Universidade Católica de Pernambuco Universidade Estadual de Montes Claros Universidade de Santa Cruz do Sul Universidade de Taubaté Universidade do Vale do Itajaí Universidade de Passo Fundo Universidade Presbiteriana Mackenzie Universidade de São Paulo Zonas Especiais de Interesse Social

15 SUMÁRIO INTRODUÇÃO FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL O PAPEL DA UNIVERSIDADE NA PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO Os programas de Pós-Graduação Pós - graduação em Construção Civil e Arquitetura e Urbanismo A produção do conhecimento sobre habitação de interesse social - FINEP e o BNH Programa de Tecnologia de Habitação - HABITARE METODOLOGIA CONSIDERAÇÕES PARA DEFINIÇÃO DO MÉTODO DA PESQUISA Tipos de produção Estudos da informação Análise de conteúdo ETAPAS METODOLÓGICAS Revisão bibliográfica Coleta de dados Procedimentos de análise quantitativa Procedimentos de análise qualitativa RESULTADOS E DISCUSSÃO RESULTADOS QUANTITATIVOS RESULTADOS QUALITATIVOS Acessibilidade Conforto Ambiental e Eficiência Energética Desempenho e Patologia Economia Gestão Habitação Rural História Mobiliário Patrimônio Histórico e Reabilitação Planejamento Urbano Política Pública Projeto de Arquitetura Saneamento Ambiental Sociabilidade Sustentabilidade Tecnologia da Informação Tecnologia e Sistemas Construtivos CONSIDERAÇÕES FINAIS SUGESTÃO PARA ESTUDOS FUTUROS APÊNDICE LISTA DE TESES E DISSERTAÇÕES CATALOGADAS ( )

16 15 INTRODUÇÃO A inovação tecnológica é fundamental para o desenvolvimento econômico de uma nação, tornando o investimento na geração de conhecimento científico e tecnológico um meio para se obter destaque político e econômico internacionais. No Brasil, os investimentos em ciência, tecnologia e inovação têm crescido bastante nos últimos anos, mas, no entanto, ainda não são suficientes para atender às necessidades de desenvolvimento do país. Num contexto de grandes dificuldades de alocação de recursos (públicos, geralmente), é fundamental planejar melhor a distribuição dos montantes destinados à pesquisa e ao desenvolvimento científico, de forma a maximizar os resultados e os produtos gerados neste campo. Saes (2000) afirma que medir a atividade científica permite direcionar melhor o foco das pesquisas, fortalecendo os esforços empregados nessa atividade. E, prossegue o autor, administra-se a política científica e fornece subsídios aos planos estratégicos do sistema de informação em Ciência e Tecnologia. Mugnaini (2004) reforça, dizendo que as atividades de produção de indicadores quantitativos em ciência, tecnologia e inovação vêm se fortalecendo no país na última década, com o reconhecimento da necessidade, por parte dos governos federal e estaduais e da comunidade científica nacional, de dispor de instrumentos para definição de diretrizes, alocação de investimentos e recursos, formulação de programas e avaliação de atividades relacionadas ao desenvolvimento científico e tecnológico no país. A área de Ciência da Informação oferece os métodos para proceder à avaliação da produção científica, podendo a Bibliometria 1 e a Cienciometria 2 serem aplicadas em diversas áreas do conhecimento, situando a produção específica de um país em relação ao mundo, uma instituição a seu país ou cientistas à sua comunidade (MACIAS-CHAPULA, 1998). O autor 1 Por Bibliometria entende-se que é o estudo dos aspectos quantitativos da produção, disseminação e uso da informação registrada. Neste sentido, a Bibliometria identifica padrões e desenvolve modelos matemáticos para a medição de desempenho desses processos, usando seus resultados para a elaboração de previsões e para o apoio às tomadas de decisão (TAGUE-SUFCLIFFE, 1992). 2 A Cienciometria estuda os aspectos quantitativos da ciência enquanto disciplina ou atividade econômica, incluindo as atividades científicas e as publicações. É um segmento da sociologia da ciência aplicada no desenvolvimento de políticas científicas e, por isso, sobrepõe-se a Bibliometria. (TAGUE-SUFCLIFFE, 1992).

17 16 indica outras aplicações aos indicadores cienciométricos, uma vez que contribuem tanto para a avaliação do estado atual da ciência como para a tomada de decisões e no gerenciamento da pesquisa. Para a área de habitação de interesse social, indicadores bibliométricos e cienciométricos podem ser aplicados para medir a atividade científica da área, buscando gerar informações sobre as publicações da área que possam orientar os rumos das pesquisas. Os estudos da habitação no Brasil apareceram inicialmente nas décadas de 50 e 60, mas só ganharam impulso nos anos de 70, a partir da contribuição das Universidades através de programas de pós-graduação em ciências sociais, arquitetura e planejamento, e constituiuse uma área específica de estudos e pesquisas. Durante anos, com a criação do Banco Nacional de Habitação (BNH), as maiores incidências de trabalhos eram referentes à ação governamental no campo da habitação no Brasil. A maioria dos trabalhos, segundo Valladares (1983), concentrava-se na análise da experiência recente a partir da criação do banco. Na década de 80, Kalil (2001) descreve com a derrocada do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e a extinção do BNH, o volume de obras foi declinando até a inércia em muitos estados, fazendo com que houvesse uma espécie de dormência do tema, especialmente nas instituições de ensino superior. Maricato (2009) relata que o foco nas carências habitacionais e nos déficits de moradia, que tem sido a forma predominante dos órgãos públicos tratarem a questão da habitação, por meio de consultores contratados, como um problema quantitativo e mais recentemente, nos anos 90, também qualitativo. Ribeiro e Azevedo (1996) agruparam as pesquisas sobre a questão da habitação no Brasil até a década de 90 em cinco eixos temáticos: 1. Aspectos macroeconômicos ligados ao emprego urbano; 2. Características técnico-materiais da construção, seja na perspectiva da organização industrial, no estudo do processo de trabalho ou na análise integrada das dimensões técnicas e econômicas; 3. Construção popular, sua organização interna e a articulação desta prática com o chamado padrão periférico de crescimento urbano, produto das formas pelas quais o trabalho é mobilizado pelo capital; 4. Política habitacional; 5. Análise da produção capitalista da moradia englobando as particularidades do capital de incorporação, a relação entre os preços da terra, o uso do solo e análises explicativas da prática dos incorporadores.

18 17 Quanto à abordagem acadêmica, Valladares (1983) enfatiza que a evolução do tema ocorreu paralela ao crescimento da crise habitacional no Brasil, ou seja, atrelada ao cenário político e urbano. Com esse alarmante avanço da população urbana, a questão da moradia se complica o que pode ser observado pela multiplicação de favelas, entre outros modos de ocupação irregulares, nas principais capitais do país. Certamente na contemporaneidade a habitação tem sido alvo de estudo de pesquisadores de outras áreas do conhecimento como administração pública e serviço social. Além da academia, agências, institutos e outros órgãos governamentais e não-governamentais vêm se dedicando a estudos da área. Como um dos mais completos estudos evidencia-se o trabalho Habitação popular: inventário da ação governamental (FINEP-GAP, 1985), através deste estudo Back e Rosseto (2006) verificaram que no período de , mesmo com sucessivas iniciativas dos governos, em momento algum foi possível registrar resultados quantitativos capazes de, pelo menos, conter o crescimento da população mal alojada. Certamente uma frustrante conclusão para 153 anos de história. A habitação de interesse social tem sido um tema de grande importância econômica e social do país, tendo recebido muita atenção por parte da comunidade acadêmica. (BOLAFFI, 1979). Maricato (2009) coloca que o conhecimento sobre a produção intelectual em relação ao tema é indispensável para conhecer as reais situações de precariedade habitacional existente e os desvios nas políticas públicas, que se revelaram incapazes de sanar a carência das camadas mais pobres da população. Rigatti (1997) afirma que o tema da habitação de interesse social no país não guarda correspondência entre a quantidade do que se produz em termos de números de unidades e o que foi gerado de conhecimento a partir desta experiência em termos de teoria crítica. Há poucas pesquisas que relatam como está sendo estudada a habitação de interesse social no país como fizeram Barreto (1975), Valladares (1983) e Maricato (2009). A análise desses trabalhos mostra que ainda pouco se conhece sobre a evolução da produção acadêmica do tema e, tampouco, sobre as dissertações e teses que foram produzidas até então. Além disso, como discutir sobre o futuro da pesquisa, sem conhecer a sua evolução na área e o seu estado atual? Por isso, faz-se necessário um estudo que aponte os indicadores sobre produção. Assim, conforme Rousseau (1998), a pesquisa da área torna-se visível e analisável, permitindo gerar informações que possibilitem uma análise mais bem fundamentada sobre o estado da pesquisa no setor.

19 18 VARIÁVEIS DA PESQUISA A partir da identificação de questões de várias naturezas que interferem na produção de habitação de interesse social, com indícios de uma defasagem tanto tecnológica quanto formal, que não corresponde à recorrência do tema nas pesquisas realizadas nos programas de pós-graduação do Brasil e diante da hipótese de que tal produção não esteja contemplando a complexa gama de variáveis que interferem na produção de habitação de interesse social, a questão principal que originou esta pesquisa é: qual o grau de aplicabilidade atual da produção acadêmica dos Programas de Pós-Graduação sobre habitação de interesse social no Brasil? Para responder à questão principal é necessário responder às seguintes questões secundárias: A produção acadêmica sobre o tema tem trazido contribuições que sejam relevantes para as questões sociais, econômicas, políticas, ambientais, tecnológicas e culturais em torno do tema da habitação interesse social? Quais são as áreas mais pesquisadas e as lacunas na produção sobre o tema? Quais são as maiores dificuldades para o desenvolvimento das pesquisas sobre o tema? Os pesquisadores detêm uma visão ampla do contexto, para a proposição de seus objetivos? OBJETIVO GERAL Caracterizar qualitativa e quantitativamente a produção acadêmica dos Programas de Pós-Graduação brasileiros sobre habitação de interesse social, no período compreendido de 2006 a OBJETIVOS ESPECÍFICOS Identificar as dissertações e teses que têm como tema a habitação de interesse social produzidas em Programas de Pós-Graduação do país.

20 19 Estabelecer aspectos de classificação dos trabalhos catalogados para fazer um levantamento quantitativo e qualitativo da produção acadêmica. Desenvolver um Banco de Dados para sistematizar os trabalhos catalogados sobre habitação de interesse social. Apontar as lacunas, desafios, contextos e contribuições presentes nos trabalhos estudados referentes ao tema. DELIMITAÇÕES DE PESQUISA Embora a produção acadêmica dos Programas de Pós-Graduação sobre tema da habitação de interesse social no Brasil seja recente, comparados a estudos de outras áreas, há uma quantidade significativa de trabalhos. Para viabilizar a consecução da pesquisa no período de realização do mestrado, foram estudadas apenas as dissertações e teses produzidas pelos Programas de Pós-Graduação de diversas áreas de concentração, no período de 2006 a O período do estudo foi determinado por ser o momento com a maior incidência da produção acadêmica sobre o tema e ser o mais recente possível, já que as três bases distintas utilizadas como fontes de dados tinham suas informações atualizadas até o ano de ESTRUTURA DO TRABALHO O primeiro capítulo trata da fundamentação teórica, mostra a definição de conceitos básicos para o entendimento do estudo e o panorama da produção científica ligada ao tema da habitação social no país e caracteriza os Programas de Pós-Graduação em Construção Civil e Arquitetura e Urbanismo. São tratadas no segundo capítulo as considerações necessárias para a definição do método da pesquisa e as quatro etapas metodológicas (1-Revisão bibliográfica; 2-Coleta de dados; 3-Análise quantitativa e 4-Análise qualitativa). Os resultados obtidos através da sistematização dos dados e discussão estabelecida sobre os mesmos são apontadas no terceiro capitulo, já as considerações finais que tratam da recapitulação sintética dos resultados da pesquisa ressaltando o alcance e as conseqüências

21 20 das contribuições e sugestões para trabalhos futuros são apresentados no quarto e último capítulo.

22 21 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Este capítulo apresenta o repertório teórico adotado para embasar o entendimento da produção acadêmica dos programas de pós-graduação sobre a habitação de interesse social. Está organizado em habitação de interesse social definição e conceito; o papel da universidade na produção do conhecimento caracterização da pós-graduação no país e as especificidades dos programas de Construção Civil e Arquitetura e Urbanismo; a produção do conhecimento relacionada com a habitação de interesse social descreve historicamente os caminhos da pesquisa sobre o tema e sua evolução. 1.1 HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL A habitação é um bem de consumo de características únicas, sendo um produto potencialmente durável onde muito freqüentemente são observados tempos de vida útil superior a 50 anos (ORNSTEIN, 1992). Por ser um produto caro, as classes menos privilegiadas constituem a maior demanda imediata por habitação, no Brasil (Fundação João Pinheiro, 2001). O termo Habitação de Interesse Social (HIS) define uma série de soluções de moradia voltada à população de baixa renda. O termo tem prevalecido nos estudos sobre questão habitacional voltada para a população com renda entre 0 a 3 salários mínimos e vem sendo utilizado por várias instituições e agências, ao lado de outros equivalentes, como apresentado abaixo (ABIKO, 1995): Habitação de Baixo Custo (low-cost housing): termo utilizado para designar habitação barata sem que isto signifique necessariamente habitação para população de baixa renda; Habitação para População de Baixa Renda (housing for low-income people): é um termo mais adequado que o anterior, tendo a mesma conotação que habitação de

23 22 interesse social; estes termos trazem, no entanto a necessidade de se definir a renda máxima das famílias e indivíduos situados nesta faixa de atendimento; Habitação Popular: termo genérico envolvendo todas as soluções destinadas ao atendimento de necessidades habitacionais. Para Bonduki et al. (2003), o termo Interesse Social remete ao princípio básico da Constituição Federal e do Estatuto das Cidades a função social do uso do solo urbano. Desse modo, a HIS deve ser definida como aquela necessariamente induzida pelo poder público. Já Larcher (2005) elenca os seguintes requisitos básicos que caracterizam a HIS: É financiada pelo poder público, mas não necessariamente produzida pelos governos, podendo a sua produção ser assumida por empresas, associações e outras formas instituídas de atendimento; É destinada, sobretudo a faixas de baixa renda que são objeto de ações inclusivas, notadamente as faixas até três salários mínimos (que representa a faixa da população com maior déficit habitacional); Embora o interesse social da habitação se manifeste, sobretudo em relação ao aspecto de inclusão das populações de menor renda, pode também manifestar-se em relação a outros aspectos, como situações de risco, preservação ambiental ou cultural; A habitação de interesse social e suas variáveis, portanto, interagem com uma série de fatores sociais, econômicos e ambientais, e é garantida constitucionalmente como direito e condição de cidadania. Entretanto, para se fazerem cumprir estas garantias no Brasil, observam-se inúmeros desafios a serem superados, sobretudo nos fatores que se impõem como obstáculos ao desenvolvimento da sociedade como um todo. Além disso, a questão habitacional é fruto de uma cadeia de fatos históricos que modelaram sua situação atual. Assim, o conhecimento aprofundado dos fatores socioeconômicos e históricos que moldam as necessidades habitacionais do país permite a compreensão atual e a projeção futura da habitação. (LARCHER, 2005). 1.2 O PAPEL DA UNIVERSIDADE NA PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO Partimos do pressuposto de que o papel da universidade é a produção do conhecimento e sua socialização por meio do ensino e da extensão, bem

24 23 como a conservação, a transmissão e o enriquecimento do patrimônio cultural. (MOEBUS, 2006, p.15 ) O autor enfatiza que não basta haver o simples registro da produção intelectual no Brasil (que é uma coleção de dados), esses registros só terão significados se forem utilizados para gerar tomadas de decisão sobre políticas, novos trabalhos, ou mesmo ser retransmitido, somente assim deixa de ser dado inerte e se torna conhecimento. Nesta ótica a universidade deveria se preocupar em oferecer um modelo de ensino integrado capaz de garantir uma relação de unidade entre ensino e pesquisa e uma coordenação das atividades de todas às faculdades básicas e profissionais. A pesquisa é fundamental, uma vez que é por meio dela que se pode gerar o conhecimento, a ser necessariamente entendido como construção dos objetos de que se precisa humanamente. A pesquisa é fundamental também no processo de extensão dos produtos do conhecimento à sociedade, pois a prestação de qualquer tipo de serviço à comunidade, que não decorre do conhecimento da objetividade, é mero assistencialismo saindo da esfera da competência da universidade. (SEVERINO, 2002) (...) a universidade deve cumprir a missão de universidade de pesquisa, de estudos profundos e avançados, pelos quais possa construir a cultura brasileira e fazer marchar o conhecimento. (TEIXEIRA apud MOEBUS, 2006, p.16) Os programas de Pós-Graduação As origens da pós-graduação, segundo Balbachevsky (2002), foram datadas nas primeiras universidades brasileiras em 1930 e essas primeiras experiências de estudos pósgraduados tiveram pouco impacto no ensino superior brasileiro como um todo. Com a reforma de 1968 no ensino superior 3 a pós-graduação se tornou atividade semi-autônoma ligada a recém organizados. Mas a autora enfatiza que o salto de qualidade dos programas de pós-graduação se deu em meados de 1970 com o privilégio das políticas de apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico e com esse apoio a pós- graduação brasileira cresceu a passos gigantescos. Uma vez que a grande maioria dos cursos de graduação se concentrava 3 Martins (2009) Reforma Universitária 1968: visou fundamentalmente à modernização e expansão das instituições publicas, destacadamente das universidades federais. Em função do modelo implantado, que procurou privilegiar uma estrutura seletiva, acadêmica e socialmente, o atendimento da crescente demanda por acesso ao ensino superior passou a ser feito pelo ensino privado, que se organizou por meio de empresas educacionais.

25 24 em humanidade e áreas afins, a política do Ministério da Educação tendia, desde o início, a favorecer programas desta aérea. Com o apoio das políticas de incentivo científico a pós-graduação brasileira cresceu rapidamente. Em 1965, coloca Balbachevsky (2002), quando os primeiros estudos de pósgraduação foram reconhecidos, o Conselho Nacional de Educação identificou ao todo 38 programas de pós- graduação e dez anos depois o Brasil já contava com 429 programas de mestrado e 149 de doutorado. Mas mesmo com o forte crescimento da produção científica brasileira, o MCT (Brasil, 2005), afirmava que o país ainda não produzia efeito real no incremento da produção tecnológica e na intensificação dos esforços de inovação das empresas brasileiras. Na prática, isto significa que a pauta das pesquisas nacionais estava dissociada das necessidades da iniciativa privada, que acabava balizando seus esforços de inovação com base mais nas informações de fornecedores e concorrentes do que no conhecimento produzido pela comunidade acadêmica nacional. Esse era o nó que tinha de ser desfeito, para que os avanços do País em produção científica se convertessem em fator de crescimento econômico e bem-estar social. Outro dado importante está na descentralização da pós-graduação do país. Durante décadas, a produção acadêmica brasileira ficou concentrada nas duas principais universidades paulistas - a USP e a Unicamp. Graças aos investimentos das agências federais de fomento na expansão dos mestrados e doutorados das instituições de ensino superior mantidas pela União, a situação finalmente começou a mudar. Enquanto em São Paulo as titulações cresceram 72%, no mestrado, e 55%, no doutorado, no resto do País o índice foi de 92% e 113%. Mesmo assim, como o governo paulista continua gastando mais do que o governo federal em desenvolvimento científico, São Paulo forma 60% dos doutores e 37% dos mestres brasileiros, sendo, por isso, responsável por 52% da produção nacional de ciência. (BRASIL, 2005) Pós - graduação em Construção Civil e Arquitetura e Urbanismo A caracterização dos Programas de Pós-Graduação nas áreas de Construção Civil e Arquitetura e Urbanismo são dados indispensáveis para a compreensão da produção acadêmica sobre a habitação de interesse social, já que ambas as áreas são responsáveis pela produção do produto habitacional. Entende-se, portanto, que as áreas sejam as propulsoras da

26 25 produção acadêmica sobre o tema. As informações descritas nos itens a seguir serão base para as comparações dos resultados da pesquisa Construção Civil Os cursos de Pós-Graduação em Engenharia Civil fazem parte da grande área de Engenharias definida pela Capes e são classificados como Engenharias I na área de avaliação. O órgão definiu programas de diversas áreas específicas dentro da Engenharia I, mas as descrições feitas serão apenas dos cursos descritos no Quadro 1. Nesta delimitação, constam apenas programas que estão diretamente relacionados com a Construção Civil e foram desconsiderados cursos de Geotecnia, Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental. PROGRAMA UNIVERSIDADE NÍVEL INÍCIO UFF 1972/2002 Engenharia Civil PUC-RIO 1965/1984 UFRGS 1970/1986 UFOP M/D 1992/2005 Engenharia Urbana UFSCAR 1994/2007 UFV 1991/2003 Engenharia Civil USP 1970/1978 UFSC M/D/MP 1991/1999 Engenharia Civil UFPE 1992/2000 Estruturas e Construção Civil UNB 1992/1999 UENF M/D 2003/2010 Engenharia Civil UNICAMP 1997/2002 UFRJ 1966/1968 Engenharia Civil e Ambiental UFCG 1971 CEFET/MG 1991 M Engenharia Civil UFSM 1994 UNESP/Ilha Solteira 1997 Engenharia Civil UFG M 1997 Engenharia Urbana UFRJ 1998 MP Habitação: Planejamento e Tecnologia IPT 1998 Construção Civil UFPR 2000 UFES 2001 Engenharia Civil UFPA 2001 M Construção Civil UFScar 2002 Engenharia Civil UFU 2002 UFAL 2002

27 26 PROGRAMA UNIVERSIDADE NÍVEL INÍCIO Engenharia Urbana UFPB/João Pessoa 2002 Engenharia de Edificações e Saneamento UEL 2003 Engenharia UPF 2003 Engenharia Civil UERJ 2003 UNICAP 2004 Construção Civil UFMG 2005 Engenharia Civil FESP/UPE M 2006 UFAM 2006 Engenharia Civil e Ambiental UEFS 2006 Engenharia Urbana UEM 2006 Geotecnia e Construção Civil UFG 2006 Engenharia Civil UNISINOS 2007 Estruturas e Construção Civil UFC 2007 Construção Metálica UFOP MP 2008 Engenharia Civil e Ambiental Engenharia Civil UNESP/Bauru 2008 UTFPR 2009 M UFRN 2009 Engenharia de Edificações e Ambiental UFMT 2009 Engenharia Urbana e Ambiental PUC-RIO MP 2009 Engenharia Civil FUFSE 2010 M Engenharia Civil e Ambiental UFPE 2010 * M Mestrado Acadêmico, D Doutorado e MP Mestrado Profissional. Quadro 1: Relação dos Programas de Pós-Graduação em Construção Civil. Fonte: Elaborado a partir de levantamento junto a Capes 4, (AUTORA, 2012). Somaram noventa e dois programas distintos na área de Construção Civil. Dentre os programas investigados cerca de 70% possui nível apenas de mestrado acadêmico, 20% de doutorado e mestrado acadêmico e menos de 10% de mestrado profissional (Gráfico 1). 4 Dados disponíveis em < Acesso em 14 abr

28 27 Gráfico 1: Níveis nos Programas de Pós-Graduação em Construção Civil. Fonte: Elaborado a partir de levantamento junto a Capes, (AUTORA, 2012). Nos programas de pós-graduação levantados, 88% são de instituições públicas e o restante de instituições privadas (Gráfico 2). Destes cursos oferecidos, 47% estão na região Sudeste, 20% no Nordeste e o mesmo percentual na região Sul, a região Centro Oeste com 9% e Norte com apenas 4% conforme o Gráfico 3. Gráfico 2: Relação Programas de Pós-Graduação em Construção Civil por tipo de instituição, público/privada. Fonte: Elaborado a partir de levantamento junto a Capes, (AUTORA, 2012).

29 28 Gráfico 3: Cursos oferecidos pelos Programas de Pós-Graduação em Construção Civil por Região. Fonte: Elaborado a partir de levantamento junto a Capes, (AUTORA, 2012) Arquitetura e Urbanismo O curso de Pós Graduação em Arquitetura e Urbanismo é classificado pela Capes na grande área de Ciências Sociais Aplicadas e estabelece vinte e cinco programas em áreas especificas. Observa-se que o Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UNB foi o primeiro curso de mestrado no Brasil na área, criado em 1962 (um dos pioneiros na América Latina), e o curso de doutorado foi criado pela FAUUSP em 1980, permanecendo como único doutorado no país até PROGRAMA UNIVERSIDADE NÍVEL INÍCIO Arquitetura e Urbanismo UNB 1962/2002 USP/São Carlos M/D 1971/2003 USP 1972/1980 Conservação e Restauração UFBA MP 1981 Arquitetura UFRJ 1987/2003 M/D UFRGS 1989/2000 PUC/ Campinas M 1992 Urbanismo UFRJ 1994/2002 Arquitetura UFMG M/D 1994/2008 UFBA 1997/2000 Arquitetura e Urbanismo UFRN M/D/MP 1999/2006 Ambiente Construído UFJF M 2000 Arquitetura e Urbanismo UPM 2000/2006 M/D UFSC 2002/2009

30 29 PROGRAMA UNIVERSIDADE NÍVEL INÍCIO Dinâmica do Espaço Habitado UFAL M 2003 Arquitetura e Urbanismo Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade Arquitetura e Urbanismo UFF M/D 2003/NE UFSJT 2005 UFSC 2005 UFES 2008 M UFPEL 2008 UFPB/João Pessoa 2008 UFV 2009 UFPA NE Arquitetura Paisagística UFRJ MP NE * M Mestrado Acadêmico, D Doutorado e MP Mestrado Profissional. NE Não foi possível encontrar a data de início do programa. Quadro 2: Relação dos Programas de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo. Fonte: Elaborado a partir de levantamento junto a Capes e os Programas de Pós-Graduação, (AUTORA, 2012). Os programas oferecem cursos com níveis de mestrado acadêmico, mestrado profissional, doutorado e suas distribuições nos cursos seguem a proporção especificada no Gráfico 4. A maior parte dos programas, cerca de 90% do total (Gráfico 5), oferecida por instituições públicas e está mais concentrados na região Sudeste, representando 57% do total. A região Nordeste tem 18% dos programas, e em seguida está à região Sul com 17%, e as regiões Centro-Oeste e Norte, com 4% cada (Gráfico 6). Gráfico 4: Níveis dos Programas de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo Fonte: Elaborado a partir de levantamento junto a Capes, (AUTORA, 2012).

31 30 Gráfico 5: Relação Programas de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo por tipo de instituição, público/privada. Fonte: Elaborado a partir de levantamento junto a Capes, (AUTORA, 2012). Gráfico 6: Cursos oferecidos pelos Programas de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo por região. Fonte: Elaborado a partir de levantamento junto a Capes, (AUTORA, 2012) A produção do conhecimento sobre habitação de interesse social - FINEP e o BNH A Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) vem atuando na área de habitação desde Nesse ano foi constituído um Grupo de Trabalho para coordenar sua ação em habitação popular, também contemplando os diversos aspectos inerentes à questão do desenvolvimento urbano no Brasil. A iniciativa resultou na definição de linhas de pesquisa, com prioridade de apoio aos projetos voltados à população de renda mais baixa, e assinado,

32 31 então, um Protocolo de Cooperação entre a FINEP e o BNH para troca de informações sobre as pesquisas desenvolvidas. (FINEP, 2008) Com base nas atividades desenvolvidas desde 1976, foi aprovado em 1978 o Programa Integrado de Habitação e Saneamento, através do qual a FINEP apoiou várias pesquisas nestas áreas em conjunto com o BNH. Apesar dos esforços para dinamizar a área e para organizar e sistematizar as informações disponíveis, segundo informações da própria FINEP (2008), os resultados alcançados não foram expressivos, devido à ausência de uma efetiva política governamental para habitação direcionada à população mais carente. Em meados de 1980, foram elaborados na FINEP programas de atuação no campo do desenvolvimento social. Para a área de habitação foram estabelecidas três linhas de pesquisas, com ênfase na formação de recursos humanos. Em 1987, foi aprovado pela FINEP o Programa de Desenvolvimento Urbano (PROURB), que contemplou as áreas de habitação e de desenvolvimento urbano, com foco em políticas públicas voltadas para a área de habitação e desenvolvimento de novos materiais e de sistemas construtivos. Com a extinção do BNH 5, em 1986, em meio à crise econômica dos anos 80, a área de habitação passou por um período de desarticulação e desestruturação. A tentativa de reversão deste quadro se iniciou em 1991, com a criação do Programa Nacional da Habitação (PRONATH), vinculado ao Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade (PBQP). Em abril de 1993, numa iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por intermédio da Academia Brasileira de Ciências (ABC), foi promovido um amplo debate sobre a pesquisa habitacional no País. Emergiu, portanto, como conclusão dessa discussão, a necessidade de implementação de um Programa de Tecnologia de Habitação. Assim, em 1994, a Diretoria Executiva da FINEP aprovou o HABITARE. (FINEP, 2008) Programa de Tecnologia de Habitação - HABITARE O programa é um marco para a pesquisa em habitação no país. O programa destinou, em seus treze anos, cerca de R$ 20 milhões para pesquisas na área de tecnologia do ambiente construído. Os recursos investidos pela FINEP, Caixa Econômica, CNPq e diversas empresas impulsionaram a produção do conhecimento, colaboraram com a introdução de inovações e 5 Decreto - Lei nº 2291/86, extinção do BNH, distribui o acervo do extinto BNH, entre a CEF e o Conselho Monetário Nacional.

33 32 melhorias na indústria da construção civil. Os estudos desenvolvidos por universidades de todo o país, dentro do programa, de 1995 a 2006, contribuíram diretamente para melhoria da qualidade da habitação de interesse social, na qual foi um assunto bastante explorado dentro do programa, e as inúmeras publicações mostram as contribuições alcançadas sobre o tema a partir das pesquisas desenvolvidas. Outra contribuição do HABITARE, além das pesquisas, foi a criação do Centro de Referência e Informação em Habitação (InfoHAB) que foi pensado e implementado para aprimorar os mecanismos de sistematização e socialização da informação na área do ambiente construído, tendo a seguinte proposta inicial: [...] começou como uma biblioteca digital, voltado para a divulgação da produção científica e tinha a perspectiva de se tornar um Centro de Referência e Informação em Habitação, oferecendo produtos, serviços e apoio a todas as etapas processo/ciclo de geração do conhecimento, desde a discussão entre pesquisadores, divulgação de chamadas de trabalhos, divulgação de realização de eventos, gestão do processo de avaliação de eventos e periódicos, até a divulgação dos resultados de pesquisa na biblioteca que serviriam de insumo para novas pesquisas. (FINEP, 2008) Atualmente, o Infohab ainda está disponível para acesso, mas é possível identificar a falta de atualizações do seu banco de dados e isso demonstra que não se conseguiu alcançar todas as pretensões iniciais determinadas a ele. Com o fim do HABITARE em 2006, a FINEP, para dar continuidade às ações do programa, lançou as chamadas públicas de Habitação e Saneamento Ambiental. A partir das áreas temáticas, definidas no edital (Tabela 1), formam-se seis redes sociais cooperativas de pesquisa e respectivos projetos. Tabela 1: Dados das Chamadas Públicas MCT/MCIDADES/FINEP/AT - Habitação e Saneamento Ambiental e ANO 06/ /2009 ARÉAS E TEMAS Coordenação modular dessimétrica e a conectividade Canteiros de obras Materiais e componentes ecoeficientes Tecnologias sociais Reabilitação de edifícios Tecnologia da informação e comunicação aplicadas à construção Uso racional de água, geração de energia renovável e aumento da eficiência energética Avaliação de desempenho de tecnologias inovadoras Produção e montagem de componentes e de sistemas construtivos Fonte: FINEP, 2009 e APOIO FINANCEIRO/REDE R$ ,00 R$ ,00

34 33 Há diversas entidades que contribuem para o desenvolvimento de pesquisas em habitação de interesse social, uma delas é a Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído ANTAC, uma associação técnico-científica. A ANTAC é responsável pela discussão sobre o que vem sendo estudado na área da construção de edificações, que reflete diretamente na habitação popular. Possui um Grupo de Trabalho denominado engenharia urbana e gestão habitacional que em um workshop Integração Universidade-Empresa para a Inovação na Construção promovido pelo SindusCon-SP em 2010 a ANTAC fez a síntese da produção de pesquisa ligada ao setor da construção de edificações nas instituições brasileiras e expôs como desafios: Aprimoramento de conhecimentos e ferramentas de gestão habitacional para a reabilitação, urbanização de favelas, recuperação de cortiços, produção de conjuntos habitacionais e habitação popular; Aprimoramento de conhecimentos e ferramentas de gestão urbana para o uso do solo, transportes urbanos, saneamento e sustentabilidade urbana Evolução do tema Valladares (1983) relata que a produção acadêmica referente à questão da habitação no Brasil cresceu consideravelmente até a década de 80 e dispunha, na época, de uma bibliografia que, entre livros, artigos de revistas, teses de pós-graduação, relatórios de pesquisas e comunicações em congresso e seminários, chegava a mais de 200 trabalhos. A evolução da temática não foi acidental - a autora associa que o campo de estudos acompanhou paralelamente o aguçamento da crise habitacional. A partir de 1960, não cresce só vertiginosamente a população urbana do país, como ganha maior visibilidade a questão da moradia, pela multiplicação de áreas de tipo favelas, mocambos e alagados nas principais capitais, como Rio de Janeiro e São Paulo. Posteriormente, quando da criação do BNH e de sua intervenção sistemática e abrangente na questão habitacional, passou-se a analisar de maneira crítica a ação e os programas que o banco havia desenvolvido. Por diversas vezes, o BNH promoveu a construção de canteiros de obras com protótipos de edifícios destinados à habitação apresentando novos materiais de construção, novas tecnologias, novos equipamentos ou novas máquinas. Em seguida, eram realizados

35 34 grandes seminários para mostra de protótipos e conseqüentemente estudos e relatos científicos sobre o tema. (MARICATO, 2009) Moraes e Santana (2003) relatam que com a extinção do BNH, e o paulatino desmonte dos órgãos promotores regionais e locais - Companhias de habitação popular (COHAB s), boa parte do material acumulado com as pesquisas referentes às inovações tecnológicas se perderam e o quadro de desinformação se agravou. Em 1993, o Governo Federal lança o Programa de Difusão de Tecnologia para a Construção de Habitação de Baixo custo (PROTECH), que teve como um de seus produtos as Vilas Tecnológicas e Rua das Tecnologias, porém, têm-se mais uma vez perdida a oportunidade de continuidade e difusão dessas pesquisas com o encerramento do Programa. Maricato (2009) coloca o foco nas carências habitacionais e nos déficits de moradia, que tem sido a forma predominante dos órgãos públicos tratarem a questão da habitação, por meio de consultores contratados, como um problema quantitativo e mais recentemente, nos anos 90, também qualitativo. Os levantamentos promovidos pela FINEP, em "Inventário da ação governamental no campo da habitação popular, finalizado em 1979, e a posterior publicação em 1985 de Habitação popular: inventário da ação governamental constitui um importante cadastro de documentos e bibliografia. Embora estudos sobre habitação de interesse social tenham sidos publicados, segundo Freitas (2005), nas primeiras décadas do século XX, as publicações como dissertações e teses foram catalogadas nas últimas décadas do mesmo século quando as iniciativas do Governo no setor habitacional tiveram maior atuação. Observa-se que as primeiras dissertações sobre habitação popular foram publicadas no final da década de 70 e início de 80 e retratam a política de habitação popular pós-64 e o Sistema Financeiro da Habitação. No campo acadêmico, a incidência de trabalhos foi maior nos anos 90, quando outros temas, além da Política Habitacional do BNH, foram discutidos. Mas a partir do ano 2000 se intensificou a produção de teses e dissertações sobre o tema, conforme Gráfico 7.

36 Gráfico 7: Teses e Dissertações defendidas no Brasil sobre habitação de interesse social. Fonte: Elabora a partir de dados do Banco de Teses da Capes, Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações e Domínio Público, (AUTORA, 2012) 35

37 36 2 METODOLOGIA Este capítulo descreve a metodologia utilizada na pesquisa e as bases conceituais para a definição do método. 2.1 CONSIDERAÇÕES PARA DEFINIÇÃO DO MÉTODO DA PESQUISA Para definir a metodologia utilizada foi preciso conhecer mais sobre os conceitos básicos dos tipos de produção (acadêmica e científica), estudos da informação (bibliometria, cienciometria, informetria e webometria) e análise de conteúdo Tipos de produção A produção acadêmica, literalmente, alude ao publicado no âmbito da academia por docentes, discentes e, eventualmente, por técnico-administrativos, lembrando que o termo academia é aqui adotado como o conjunto de para instituições de ensino superior (IES), independentemente de sua tipologia. A produção científica, por sua vez, parece mais fácil de ser conceituada: propicia o avanço da ciência e tecnologia (C&T), ou seja, acrescenta algo de novo ao manancial de conhecimentos consolidados em determinada área ou especialidade. Já a produção intelectual diz respeito ao que é produzido (leia-se publicado) por intelectuais: produzidos pelo intelecto humano. (TARGINO, 2010) Estudos da informação Nos últimos anos se tem observado o crescimento significativo da produção científica publicada no país. No entanto, pouco se conhece sobre a natureza dessa produção que é utilizada para fundamentar novos estudos. Para Holbrook apud Mugnaini (2004), ciência e tecnologia apresentam dimensões que podem ser medidas por indicadores, dos quais se

38 37 esperam obter informações relevantes, não dedutíveis de forma trivial e inteligíveis para não acadêmicos. Assim, indicadores de C&T são medidas quantitativas que buscam representar conceitos muitas vezes intangíveis dentro do universo do fazer da ciência e da tecnologia, tais como volume de investimentos em C&T em relação ao PIB, a proporção de profissionais de nível superior no mercado de trabalho, a quantidade de mestres e doutores titulados, coeficientes técnicos de pesquisadores por 100 mil habitantes e artigos publicados em periódicos científicos. Oliveira (2001) afirma que o termo bibliometria é utilizado para quantificar os processos de comunicação escrita e, o emprego de indicadores bibliométricos para medir a produção científica". Ainda segundo o autor, sua utilização justifica-se pelos seguintes motivos: a análise e avaliação das fontes difusoras dos trabalhos; a evolução cronológica da produção científica; a produtividade de autores e instituições; a propagação das publicações científicas; o crescimento de qualquer campo da ciência; o envelhecimento dos campos científicos e o impacto das publicações frente à comunidade científica internacional. Guedes e Borschiver (2005) acrescentam que publicações, autores, palavras-chave, usuários, citações e periódicos são alguns dos parâmetros observáveis em estudos bibliométricos da literatura Originalmente, a cienciometria, referia-se à aplicação de métodos quantitativos para o estudo da história da ciência e do progresso tecnológico. As primeiras definições consideravam a cienciometria como medição do processo informático, onde o termo informático significava a disciplina do conhecimento que estuda a estrutura e as propriedades da informação científica e as leis do processo de comunicação. Atualmente, esta disciplina está sendo largamente utilizada para a medição do conhecimento científico. Já o termo informetria, compreende um campo mais amplo que a cienciometria e que englobaria, também, a bibliometria. Da mesma forma, a webometria, conforme será discutido mais adiante, poderia estar compreendida pela informetria. (VANTI, 2002) Macias-Chapula (1998) desenvolveu um estudo comparativo de quatro subdisciplinas que permitem medir os fluxos da informação, a comunicação acadêmica e a difusão do conhecimento científico, que são: a bibliometria, a cienciometria, a informetria e a webometria. O Quadro 3 mostra a comparação das aplicações dos distintos métodos quantitativos.

39 38 TIPOLOGIA SUBCAMPO Objeto de estudo Variáveis Métodos Objetivo BIBLIOMETRIA CIENCIOMETRIA INFORMETRIA WEBOMETRIA Livros, documentos, revistas, artigos, autores, usuários Número de empréstimo e de citações, freqüência de extensão de frases Ranking, freqüência, distribuição Alocar recursos, pessoas, tempo, etc. Disciplinas, assuntos áreas e campos científicos e tecnológicos, patentes, dissertações e teses Fatores que diferenciam as subdisciplinas. Como os cientistas se comunicam Análise de conjunto e de correspondência, coocorrência de termos, expressões, palavras-chave, etc. Identificar domínios de interesse. Onde os assuntos estão concentrados. Compreender como e quanto os cientistas se comunicam Palavras, documentos, base de dados, comunicações informais (inclusive em âmbito não científico) Mede a recuperação, a relevância de livros e obras em bibliotecas Modelo vetorespaço, modelos probabilísticos Melhorar a eficiência da recuperação da informação, identificar estruturas e relações dentro dos diversos sistemas de informação Quadro 3: Caracterização de bibliometria, a cienciometria, a informetria e a webometria Fonte: (MACIAS-CHAPULA, 1998) Sítios na WWW (URL, título, tipo, domínio, tamanho, e links), motores de busca Número de páginas por sítio, nº de links que remetem a um mesmo sítio Fator de Impacto da web (FIW), densidade dos links, citações, estratégias de busca Avaliar o sucesso de determinados sítios, detectar a presença de países, instituições e pesquisadores na rede e melhorar a eficiência dos motores de busca na recuperação das informações Análise de conteúdo No universo das pesquisas qualitativas, a escolha de método e técnicas para a análise de dados, deve obrigatoriamente proporcionar um olhar multifacetado sobre a totalidade dos dados recolhidos no período de coleta, tal fato se deve, invariavelmente, à pluralidade de significados atribuídos ao produtor de tais dados. Um método muito utilizado na análise de dados qualitativos é o de análise de conteúdo, compreendida como um conjunto de técnicas de pesquisa cujo objetivo é a busca do sentido ou dos sentidos de um documento. Berelson apud Campos (2004) um dos primeiros autores a sintetizar a análise de conteúdo como técnica de estudo, na década de 40 e apresentava uma definição fortemente baseada no modelo cartesiano de pesquisa: análise de conteúdo é uma técnica de pesquisa que visa uma descrição do conteúdo manifesto de comunicação de maneira objetiva,

40 39 sistemática e quantitativa. Já Bardin (2004) configura a análise de conteúdo como um conjunto de técnicas de análise das comunicações, que utiliza procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens. Porém, a própria autora afirma que este conceito não é suficiente para definir a especificidade da técnica, acrescentando que a intenção é a inferência de conhecimento relativo às condições de produção (ou, eventualmente de recepção), inferência esta que ocorre a indicadores quantitativos ou não. Segundo Olabuenaga e Ispizúa apud Moraes (1999), a análise de conteúdo é uma técnica para ler e interpretar o conteúdo de toda classe de documentos, que analisados adequadamente nos abrem as portas ao conhecimento. A análise de conteúdo, em sua vertente qualitativa, parte de uma série de pressupostos, os quais, no exame de um texto, servem de suporte para captar seu sentido simbólico. Este sentido nem sempre é manifesto e o seu significado não é único. Poderá ser enfocado em função de diferentes perspectivas. Por isso, um texto contém muitos significados e, conforme os autores: O sentido que o autor pretende expressar pode coincidir com o sentido percebido pelo leitor do mesmo; O sentido do texto poderá ser diferente de acordo com cada leitor; Um mesmo autor poderá emitir uma mensagem, sendo que diferentes leitores poderão captá-la com sentidos diferentes; Um texto pode expressar um sentido do qual o próprio autor não esteja consciente. A análise de conteúdo é um conjunto de técnicas de exploração de documentos que procura identificar os principais conceitos ou os principais temas abordados em um determinado texto. O objetivo de toda análise de conteúdo é o de assinalar e classificar de maneira exaustiva e objetiva todas as unidades de registros existentes no texto. Além de permitir que sobressaiam do documento suas grandes linhas, suas principais regularidades, a definição precisa e a ordenação rigorosa destas unidades de registro ajudarão o pesquisador a controlar suas próprias perspectivas, ideologias e crenças, ou seja controlar sua própria subjetividade, em prol a uma maior sistematização, objetiva e generalizada dos resultados obtidos. (OLIVEIRA et al, 2003)

41 ETAPAS METODOLÓGICAS Para definir a metodologia proposta foi preciso, primeiramente, estabelecer o objeto de estudo da pesquisa: as teses de doutorado e dissertações de mestrado que abordam o tema da Habitação de Interesse Social, defendidas no período de 2006 a Figura 1: Objetos de estudos da pesquisa. Fonte: (AUTORA, 2012) Este trabalho caracteriza-se como um estudo descritivo-exploratório. É descritivo por ter como objetivo apresentar os indicadores das publicações acadêmicas na área de habitação de interesse social; é exploratório por buscar conhecer a área no estado em que se encontra com base na pesquisa bibliométrica e no mapeamento feito no objeto da pesquisa, o que levará à construção de um panorama sobre a área. A etapa que se refere à bibliometria foi denominada no estudo como análise quantitativa e o mapeamento como análise qualitativa. A escolha do método quantitativo, segundo Silva e Menezes (2001) considera uma quantificação dos resultados, ou seja, transpor em números opiniões e informações para classificá-las e analisá-las, requerendo o uso de recursos e técnicas estatísticas. Já o estudo qualitativo ainda segundo os autores considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números. De acordo com as autoras, a interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são básicas no processo de pesquisa qualitativa e o pesquisador tende a analisar seus dados indutivamente.

42 41 Nesse sentido o estudo foi desenvolvido através de quatro etapas metodológicas: 1- Revisão bibliográfica; 2-Coleta de dados; 3- Análise quantitativa e 4- Análise qualitativa. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA COLETA DE DADOS ANÁLISE QUANTITATIVA ANÁLISE QUALITATIVA Banco de Teses da Capes; Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações; Domínio Público METODOL Banco de dados Teses e dissertações HIS Contextos; Dificuldades; Desafios e oportunidades; Contribuições. Figura 2: Esquema da metodologia da pesquisa. Fonte: (AUTORA, 2012) Revisão bibliográfica A revisão bibliográfica fornece subsídios para definir o cenário da produção do conhecimento sobre habitação de interesse social no país. A produção acadêmica dos programas de pós-graduação fez parte da revisão, tanto as teses e dissertações catalogadas como objeto de estudo deste trabalho e a outras que se fizeram necessárias. Outros tipos de publicações científicas, como livros, artigos de revistas (nacionais e internacionais) e de congressos serviram de base para o estudo. Além das publicações científicas, foram avaliados também sites e publicações periódicas especializadas, editadas por entidades do setor e órgãos públicos. A análise possibilitou o acesso a dados estatísticos e informações econômicas, além das discussões que têm sido apresentadas por diferentes profissionais sobre o tema. Os resultados obtidos nessa etapa são os correspondentes ao capítulo de fundamentação teórica, que abordou a definição de conceitos indispensável para compreender o contexto da pesquisa, assim como a caracterização dos programas de pós-graduação ligados a construção civil.

43 Coleta de dados A coleta de dados foi realizada em três bases distintas: Banco de Teses da Capes 6, Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações 7 e Domínio Público 8. O uso de mais uma base foi com o objetivo de catalogar o maior número de informações sobre as teses e dissertações sobre o tema, que são os objetos de estudo da pesquisa. Verificou-se, também, que há incompatibilidade de alguns dados entre as fontes com entradas diferentes para nome dos autores, universidade e data de defesa. Nenhuma das bases possui por completo todas as publicações do tema no período determinado para a pesquisa e as três fontes são direcionadas pelo Portal de Periódicos da Capes 9. A Capes no seu Banco de Teses é a mais completa das bases que foi utilizada. Possui acesso on-line e disponibiliza a consulta às informações sobre Teses e Dissertações defendidas junto aos programas de pós-graduação no período de 1987 a A instituição disponibiliza o nome autor, título, do autor, palavras-chave, área de conhecimento, banca examinadora, linhas de pesquisa, agência financiadora, idioma, dependência administrativa e o resumo de cada trabalho. As informações são fornecidas diretamente a Capes pelos programas de pós-graduação do país, que se responsabilizam pela veracidade dos dados. A Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), coordenada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, fornece em meio eletrônico as informações como autor, título do trabalho, contribuidores, instituição de defesa, assuntos e os arquivos completos das teses e dissertações, datadas de 1980 a 2011, existentes nas instituições de ensino e pesquisa brasileiras. O portal Domínio Público também compartilha as informações como autor, título do trabalho, categoria, idioma, instituição/parceira, instituição/programa, área de conhecimento, nível, ano, acessos, resumo e arquivos completos de obras literárias, artísticas e científicas (na forma de textos, sons, imagens e vídeos). É uma biblioteca virtual que serve de referência, desde 2004, para professores, alunos e pesquisadores brasileiros. 6 Disponível em: <http://capesdw.capes.gov.br/capesdw> Acesso em: 14 abr Disponível em <http://bdtd.ibict.br/> Acesso em: 14 abr Disponível em < Acesso em: 14 abr Disponível em <http://www.periodicos.capes.gov.br/> Acesso em: 14 abr

44 43 Iniciou-se com a busca dos resumos nas três bases de dados, paralelamente. A busca foi realizada através do preenchimento de, no mínimo, uma das expressões disponíveis por cada base. O resultado, apresentado em grupos de 10 trabalhos, é organizado em ordem alfabética do nome próprio do autor acompanhado do título do trabalho. As outras informações do trabalho, como resumo e informações bibliográficas (orientador, instituição, ano, nível, palavras-chave), só podiam ser vistos quando a página específica do trabalho era acessada. As expressões utilizadas no campo de busca foram: 1-habitação popular; 2- habitação social; 3-habitação de interesse social, 4-habitação econômica, 5-habitação, 6- qualidade do projeto habitacional, 7- política habitacional, 8- casa popular, 9 conjunto habitacional. Estes assuntos determinaram o conjunto de resumos a serem analisados. Dos resumos foram selecionados apenas aos trabalhos defendidos entre 2006 a Os resultados das informações eram agrupadas e analisados em termos de freqüência e porcentagem, divididos por anos, níveis, programas de pós-graduação, universidades, unidades da federação e as regiões brasileiras. Além das informações obtidas na busca das bases foram definidos temas para a classificação dos trabalhos catalogados, e estabelecidos após a investigação em diversas Áreas do Conhecimento de Arquitetura e Urbanismo definidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), nos Grupos de Trabalho existentes dentro da Associação Nacional do Ambiente Construído (ANTAC), nas temáticas encontradas nos eventos promovidos pela Associação Nacional de Pesquisa e de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (ANPARQ) e da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR). Mas para determinar os temas dentro dos trabalhos catalogados, além da busca de áreas similares em instituições renomadas, a leitura prévia dos resumos foi fator determinante para estabelecer os temas finais. De acordo com as afinidades de cada trabalho inicialmente foram classificados 24 temas e depois reorganizados em apenas 17 temas. Alguns temas foram renomeados e outros agrupados em um novo tema:

45 44 Figura 3: Evolução dos temas estabelecidos ao longo da pesquisa. Fonte: (AUTORA, 2012) TEMAS 1. Acessibilidade 2. Conforto Ambiental e Eficiência Energética 3. Desempenho e Patologia 4. Economia 5. Gestão 6. Habitação Rural 7. História 8. Mobiliário 9. Patrimônio Histórico e Reabilitação 10. Planejamento Urbano 11. Política Pública 12. Projeto de Arquitetura 13. Saneamento Ambiental 14. Sociabilidade 15. Sustentabilidade 16. Tecnologia da Informação Tecnologia e Sistemas 17. Construtivos Quadro 4: Temas determinados para a classificação dos trabalhos catalogados. Fonte: (AUTORA, 2012) Os Aspectos adotados para realizar os agrupamentos de temas foram: No tema definido como Acessibilidade foram classificados trabalhos que relacionaram a possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento para a utilização com segurança e autonomia de edificações, espaço, mobiliário, equipamento urbano e elementos. Os estudos relacionados com princípios físicos envolvidos e as necessidades de caráter ambiental foram classificados como conforto ambiental (conforto

46 45 térmico, conforto acústico, conforto luminoso e ergonomia). E como a maioria destes trabalhos mostrava uma relação direta com a otimização do uso de fontes de energia criou-se o tema Conforto Ambiental e Eficiência Energética. Em Desempenho e Patologia foram definidos trabalhos que realizaram avaliação de desempenho de projetos e empreendimentos e todo e qualquer estudos voltados aos danos ocorridos em edificações. A unificação das duas áreas foi por ambas tratarem do comportamento da edificação. Planejamento e custos na construção, financiamento habitacional, todos os trabalhos relacionados ao capital e financeiro enquadram-se no tema Economia. O tema Gestão envolveu estudos ligados gestão cadeia de suprimentos, avaliação de gestão e metodologia de avaliação e certificação, sustentabilidade no canteiro de obras, produtividade da mão de obra, gestão empresarial e estratégia competitiva, gestão do processo de projeto e autogestão. Trabalhos que envolveram a questão da unidade habitacional em área rural foram denominados por Habitação Rural. Os trabalhos que tinham como objetivo principal relatar a história, a tradição, analisar processos e eventos ocorridos no passado encontram-se no tema História. Mobiliário foi a classificação dada aos trabalhos que abordaram o design de móveis, a relação entre o usuário e o mobiliário e a intervenções possíveis no layout residencial através do mobiliário. Trabalhos de revitalização, caracterização e propostas de projetos para centros históricos foram caracterizados como patrimônio histórico. E como a maior parte dos trabalhos que tratavam de reabilitação era em prédios localizados nos centros históricos criou-se o um tema único chamado Patrimônio Histórico e Reabilitação. Trabalhos que estavam relacionados com o urbanismo, legislação urbana, projeto urbano e paisagístico foram classificados como Planejamento Urbano, pois tratavam da organização e da intervenção no espaço urbano.

47 46 Políticas públicas são diretrizes, princípios norteadores de ação do poder público; regras procedimentos para as relações entre poder público e sociedade, mediações entre atores da sociedade e do Estado. O tema Política Pública tratou de trabalhos de políticas habitacionais, políticas de saneamento e outras políticas sociais. Os estudos que discutiam qualidade de projeto, metodologias de projeto, avaliação de vários âmbitos de projeto, incluindo avaliações pós-ocupação, marketing e satisfação do cliente, foram denominados no tema de Projeto de Arquitetura. Saneamento Ambiental foi tema determinado para estudos que dissertaram sobre o tratamento de esgoto, fornecimento de água, limpeza das vias públicas e coleta de lixo. O tema Sociabilidade foi definido para os trabalhos que relataram as relações cotidianas dos sujeitos sociais e a sua vivência no ambiente construído. O tema nomeado por Sustentabilidade classificou trabalhos que relatavam a avaliação da quantidade de energia consumida na produção de componentes construtivos, prazo de vida útil das edificações; os impactos sobre o aquecimento da atmosfera e sobre a camada de ozônio decorrentes da produção de materiais; a demanda por recursos naturais não renováveis, os impactos ambientais gerados pelos resíduos produzindo por diversos processos produtivos, materiais e sistemas construtivos alternativos e projetos de arquitetura mais sustentável. Tecnologia da informação é área de conhecimento responsável por criar, administrar e manter a gestão da informação. Dentro do tema Tecnologia da Informação foram sistematizados trabalhos de comunicações de dados, acessibilidade aos dados, sistemas comuns de processamento de dados. Os estudos que trataram da inovação e avaliação de materiais, processos construtivos, processos de produção de opções tecnológicas para edificações foram classificados em Tecnologia e Sistemas Construtivos.

48 47 Para a classificação de cada trabalho foi feito, primeiramente, a leitura do título e do resumo, mas se mesmo assim houvesse dúvidas sobre qual tema seria classificado o fator de decisão foi o objetivo geral. A decisão sobre quais informações seriam necessárias sobre os trabalhos catalogados foi tomada a partir das especificações da NBR 6023 (Informação e documentação Referências Elaboração) sobre como referenciar monografias no todo em meio eletrônico. Além dos dados exigidos pela norma, foram acrescentados outros (Quadro 5), a fim de facilitar e complementar a pesquisa. INFORMAÇÕES DOS TRABALHOS 1. Autor 2. Título 3. Universidade 4. Faculdade 5. Programa 6. Área de concentração 7. Nível 8. Local 9. Data 10. Disponível em 11. Acesso em 12. Tema 13. Palavras-chaves 14. Resumo Quadro 5: Informações obtidas nos trabalhos catalogados Fonte: (AUTORA, 2012) As informações referentes às Áreas de Concentração foram obtidos através das especificações da Capes para todos os cursos de Pós-Graduação recomendados e reconhecidos pelo órgão. E além das informações do Quadro 5 foram levantados os arquivos completos das dissertações e teses catalogadas em meio online. Apenas 10%, ou seja, 25 trabalhos, de um total de 251 trabalhos catalogados não foram encontrados os arquivos em meio eletrônico e nem foram enviados via após solicitação aos Programas de Pós-Graduação e aos próprios autores Procedimentos de análise quantitativa O procedimento de análise quantitativa foi a organização e quantificação dos dados coletados. Esta sistematização foi realizada através do desenvolvimento de um banco de dados nomeado como Banco de Dados de Teses e Dissertação HIS. O banco foi criado com o intuito de simplificar o gerenciamento das informações obtidas em cada trabalho levantado. Outro ponto relevante do banco foi ser uma ferramenta de interface para disponibilizar os dados em uma pagina da web. O banco pode, ainda, ser

49 48 complementado e atualizado em pesquisas futuras com outros tipos de trabalhos acadêmicos e científicos. O banco de dados foi desenvolvido no Microsoft Office Access O programa permite organizar, armazenar informações de acordo com a finalidade atribuída no uso de tabelas, fazer consultas, criar formulários e relatórios. Estas informações estão dispostas em campos descritivos e analíticos. Através do gerenciamento destas informações é possível desenvolver uma análise exploratória. No módulo de alimentação foram cadastrados 251 trabalhos e dentro do banco também é possível visualizar o link que disponibiliza o local onde se encontram os arquivos na sua íntegra de 90% trabalhos catalogados. Figura 4: Módulo de alimentação dos dados das teses e dissertações catalogadas. Fonte: (AUTORA, 2012) Dentro do banco foi possível criar formulários com o objetivo de ser um meio facilitador para se encontrar fontes de referências sobre o tema. Os formulários dos 251 trabalhos são apresentados no Apêndice do trabalho.

50 49 Figura 5: Módulo de Formulário. Fonte: (AUTORA, 2012) O módulo de Consulta foi desenvolvido para simplificar a busca de dados dentro do programa. Foram selecionados apenas cinco campos Autor, Título, Data, Palavras-chaves e Resumo. Através destes campos é que as buscas de referências bibliográficas podem ser feitas. O programa permite realizar quantos módulos de consultas se fizerem necessários, com qualquer combinação de dados. Figura 6: Módulo de Consulta Simples. Fonte: (AUTORA, 2012)

51 50 Como o Banco de Dados de Teses e Dissertação HIS foi desenvolvido no Microsoft Office Access 2007 este software possibilitou a exportação dos dados sistematizados para uma planilha do Microsoft Office Excel Nesta planilha foi possível desenvolver os gráficos que expressam os resultados qualitativos do estudo. Figura 7: Exportação dos dados para planilha Excel. Fonte: (AUTORA, 2012) Procedimentos de análise qualitativa Foram sistematizadas 251 teses e dissertações no total, em apenas 226 destes foram encontrados seus arquivos digitalizados na sua íntegra. O procedimento de análise qualitativa foi realizado através da leitura dos 226 trabalhos catalogados. No início da coleta de dados já foi possível identificar que a análise qualitativa não poderia ser desenvolvida lendo apenas os resumos, pois muitos deles eram sucintos demais e não davam uma visão completa sobre o que cada trabalho abordava. Com isso, a análise dos trabalhos não se baseou apenas nos resumos porque, segundo Ferreira (2002), a leitura apenas dos resumos não lhe dá a idéia do todo, a idéia do que verdadeiramente trata a pesquisa. Já Megid (1999) coloca que os resumos ampliam um pouco mais as informações disponíveis, porém, por serem muito sucintos e, em muitos casos, mal elaborados ou equivocados, não são

52 51 suficientes para a divulgação dos resultados e das possíveis contribuições dessa produção para a melhoria do sistema educacional. Tendo como base a consideração de Megid (1999) que afirma que só com a leitura completa ou parcial do texto final da tese ou dissertação os aspectos - resultados, subsídios, sugestões metodológicas, etc., podem ser percebidos, a caracterização qualitativa dos trabalhos partiu, então, da leitura dos capítulos de Introdução (que dá uma visão geral sobre o tema abordado e os objetivos a serem alcançados), e o capítulo de Conclusão (que trata da recapitulação sintética dos resultados da pesquisa, ressaltando o alcance e as conseqüências de suas contribuições). Os trabalhos foram agrupados segundo suas áreas temáticas definidas no Quadro 4, para facilitar a visualização dos resultados. Durante a leitura de cada trabalho, foram analisados quatro itens definidos pelo autor de cada trabalho: ASPECTO RESPONDENDO À PERGUNTA Contextos Qual a condição almejada para o contexto? Contribuições Qual o avanço no tema, obtido com a elaboração do trabalho? Desafios/Oportunidades Qual é a demanda de novas pesquisas que darão continuidade ao trabalho do autor? Dificuldades O que o autor aponta como dificuldade para o desenvolvimento da sua pesquisa? Quadro 6: Aspectos da análise qualitativa dos trabalhos catalogados Fonte: (AUTORA, 2012) As informações obtidas em cada trabalho foram sistematizadas em tabelas no programa Microsoft Office Excel Na planilha os grupos de trabalhos foram identificados conforme os temas de classificação, e, além do tema, assemelhavam-se segundo os itens de avaliação definidos pelo autor da pesquisa, para, com isso, poder identificar características em comum nos trabalhos e traçar indicativos sobre as características dos mesmos. Através das cores eram apontados os aspectos de análises que não eram encontrados. A cor laranjada mostrava a ausência do aspecto Contextos, a vermelha Dificuldades, a rosa Desafios/ Oportunidades e a marrom a falta das Contribuições. (ver Figura 8) Além dos aspectos estabelecidos para a análise qualitativa foi possível identificar outras características dos trabalhos catalogados. Essas peculiaridades foram descritas no campo denominado observações. Os trabalhos, cujos arquivos digitais não foram encontrados foram sinalizados na planilha com a cor cinza e não entraram na contabilização dos resultados qualitativos.

53 Figura 8: Planilha com as análises qualitativas. Fonte: (AUTORA, 2012) 52

54 53 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO Figura 9: Os resultados obtidos foram classificados em quantitativos e qualitativos conforme a RESULTADOS QUANTITATIVOS QUALITATIVOS 251 trabalhos catalogados 226 trabalhos catalogados com arquivos digitais completos Figura 9: Esquema dos resultados da pesquisa. Fonte: (AUTORA, 2012) Os resultados apresentados neste item referem-se a resultados quantitativos e qualitativos, procedentes de quantidades diferentes de trabalhos analisados. Os dados quantitativos foram extraídos do Banco de Dados de Teses e Dissertação HIS desenvolvido na pesquisa, sistematizando 251 trabalhos entre teses e dissertações e os resultados foram organizados da seguinte maneira: Trabalhos por níveis da produção científica (Mestrado, Mestrado Profissional e Doutorado); Trabalhos distribuídos por regiões do Brasil; Trabalhos por universidades; Trabalhos por tipo de instituição (pública e privada); Trabalhos por Programas de Pós-Graduação;

55 54 Trabalhos distribuídos por anos (2006 a 2010); Trabalhos de acordo com o tema definido na pesquisa. Os resultados qualitativos foram referentes aos 226 trabalhos cujos arquivos digitais completos foram obtidos e foram organizados seguindo as questões definidas no item Quadro 6 para análise: Contextos; Dificuldades; Desafios/Oportunidades; Contribuições. 3.1 RESULTADOS QUANTITATIVOS Identificou-se que a produção sobre tema no período de 2006 a 2010 foi de 86% de dissertações de mestrado (somando acadêmico e profissional) e 14% de teses de doutorado. Os resultados obtidos são equivalentes ao total de publicações desses tipos no cenário nacional, dados demonstrados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Segundo o órgão, a produção acadêmica do país no período de 2005 a 2008 foi de 140 mil trabalhos, destes 22% foram de teses de doutorado e 78% de dissertações de mestrado. Mas quando se compara o Gráfico 8 com o Gráfico 1 (78% mestrado e 22% doutorado) e Gráfico 4 (67% mestrado e 33% doutorado) os índices encontrados nos níveis da produção acadêmica sobre habitação de interesse social são bastante inferiores, mostrando que as teses de doutorado são menos expressivas em relação ao total dos trabalhos catalogados.

56 55 Gráfico 1- Construção Civil Gráfico 8: Nível da produção acadêmica sobre habitação de interesse social no Brasil 2006/2010 Fonte: (AUTORA, 2012) Gráfico 4- Arquitetura e Urbanismo Dentre os 251 trabalhos catalogados 60% são provenientes de programas de pósgraduação da região Sudeste. A segunda maior produção foi de trabalhos defendidos na região Sul, que representa 23% do total, e a outras regiões do país somam juntas apenas 17% dos trabalhos (Gráfico 9). Esses dados seguem a mesma distribuição dos Programas de Pós- Graduação de Construção Civil e Arquitetura e Urbanismo nas regiões do Brasil (Gráfico 3) e (Gráfico 6). Comparação válida, pois 58% dos trabalhos sistematizados são das duas áreas de interesse (Arquitetura e Engenharia Civil).

57 56 Gráfico 3- Construção Civil Gráfico 9: Teses e dissertações sobre habitação de interesse social por região do Brasil 2006/2010. Fonte: (AUTORA, 2012) Gráfico 6- Arquitetura e Urbanismo Algumas instituições dominam o cenário da produção de teses e dissertações sobre o tema, no período determinado para a pesquisa (Gráfico 10). A Universidade de São Paulo (USP) foi responsável por quase ¼ do total dos trabalhos catalogados, totalizando 63 publicações. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) também teve grande destaque e foi responsável pela segunda maior produção dos trabalhos encontrados, totalizaram 23 publicações. Outras oito universidades tiveram mais de cinco trabalhos sobre o tema publicados. Já os 78 trabalhos restantes eram procedentes de 42 universidades que, na maioria das vezes, publicaram apenas um trabalho cada.

58 57 *Grupo de 42 Universidades com menos de cinco publicações catalogadas. Gráfico 10: Teses e dissertações por Universidades sobre habitação de interesse social Fonte: (AUTORA, 2012) Nos 251 trabalhos catalogados foram registradas 53 instituições, conforme Tabela 2, responsável pelos cursos de Pós-Graduação de diversas áreas de conhecimento. Dentre essas universidades 85% delas são instituições públicas (estaduais e federais) e o restante é composto por instituições privadas (Gráfico 11), números que seguem o percentual público/privado dos Programas de Pós-Graduação de Arquitetura e Urbanismo (Gráfico 5) e Construção Civil (Gráfico 2). Tabela 2: Relação da quantidade de teses e dissertações por Instituições sobre habitação de interesse social. INSTITUIÇÕES N TESES E DISSERTAÇÕES FGV, FJP, PUCMG, PUCRJ, UCAM, UCPEL, UCS, UESC, UFBA, UFC, UFCG, UFMA, UFMS, UFOP, UFPB,UFPEL, UFPR, UFRRJ, UNESP, 1 UNIMONTES, UNITAU, UNIVALI, UECE, UFAL, UFAM, UFES, UFG, UFPE, UFV, UNICAP, UNISC 2 IPT, PUCCAMPINAS, UEL, UENF, UERJ, UPF 3 PUCRS, UFScar, UFSM, UFU, UPM 4 UFMT, UFF 6 UFRN 7 PUCSP, UFRJ 8 UNB 10 UFMG, UFSC, UNICAMP 14 UFRGS 23 USP 63 Fonte: (AUTORA, 2012)

59 58 Gráfico 2- Construção Civil Gráfico 11: Trabalhos catalogados por tipo de instituição, pública/privada. Fonte: (AUTORA, 2012) Gráfico 5- Arquitetura e Urbanismo Durante a pesquisa foi identificado que vários cursos de Pós-Graduação de diferentes áreas do conhecimento abordaram o tema da habitação de interesse social no país, conforme Tabela 3. Os cursos da área básica 10 de Arquitetura e Urbanismo (incluem programas de pósgraduação em Arquitetura, Urbanismo e, Arquitetura e Urbanismo) foram responsáveis por mais de 1/3 do total dos trabalhos catalogados, somando 91 publicações. Os Programas de Pós-Graduação de Engenharia Civil (Engenharia Civil e Construção Civil) também tiveram destaque e produziram um número significativo de trabalhos, cerca de 55 publicações. Outros cinco Programas de Pós-Graduação das áreas de Serviço Social, Geografia, História, Ciências Sociais, Física e Meio Ambiente produziram mais de cinco trabalhos cada. Já o restante dos programas (somaram 46 programas de diferentes áreas) publicaram menos de cinco trabalhos cada e juntos, tiveram o segundo maior número dos trabalhos identificados, com 71 trabalhos. Com esses dados é possível identificar que por mais que o tema de habitação de interesse social seja multidisciplinar, as áreas da construção civil (Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Civil e áreas afins) são as grandes responsáveis pela produção acadêmica do tema. 10 Área básica: aspecto adotado pela Capes, disponível em <http://www.capes.gov.br/> Acesso em 14 de abril de 2011.

60 59 Tabela 3: Relação dos Programas de Pós-Graduação e o número de trabalhos catalogados. PROGRAMAS DE PÓS- GRADUAÇÃO N DE TRABALHOS PROGRAMAS DE PÓS- GRADUAÇÃO N DE TRABALHOS Arquitetura e Urbanismo 81 Desenvolvimento Rural 1 Engenharia Civil 53 Desenvolvimento Social 1 Serviço Social 9 Desenvolvimento Social e Urbano 1 Geografia 8 Desenvolvimento Urbano 1 Arquitetura 7 Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade 1 História 7 Gestão Pública para o Desenvolvimento do Nordeste 1 Ciências Sociais 5 Direito Político e Econômico 1 Física e Meio Ambiente 5 Economia de Empresas 1 Política Social 4 Engenharia Agrícola 1 Planejamento Urbano e Regional. 4 Planejamento Regional e Gestão de Cidades 1 Administração 4 Política Científica e Tecnológica 1 Engenharia Urbana 3 Economia Aplicada 1 Sociologia 3 Engenharia Ambiental 1 Habitação: Planejamento e Tecnologia 3 Direito 1 Urbanismo 3 Engenharia Florestal 1 Engenharia 3 Interinidades em Ciências e Engenharia de Materiais 1 Engenharia Civil e Ambiental 3 Psicologia Social 1 Engenharia de Edificações e Planejamento de Sistemas 3 Saneamento Energéticos 1 Construção Civil 2 Engenharia Civil (Recursos Hídricos) 1 Economia 2 Engenharia Civil e Ambiental 1 Ciência Política 2 Estruturas e Construção Civil 1 Geografia Humana 2 Planejamento e Políticas Públicas 1 Desenvolvimento Regional 2 Sociedade e Cultura na Amazônia 1 Administração Pública 1 Políticas Públicas 1 Ciências Ambientais 1 Profissionalizante em Gestão de Políticas Públicas 1 Ciências da Engenharia Ambiental 1 Psicologia 1 Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia 1 Regional e Meio Ambiente 1 Ciências Econômicas 1 Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos 1 Fonte: (AUTORA, 2012)

61 60 *Outras áreas são composta por 46 diferentes Programas de Pós-Graduação *Arquitetura e Urbanismo: foram considerados programas de Arquitetura, Urbanismo e Arquitetura e Urbanismo *Engenharia Civil: foram considerados programas de Construção Civil e Engenharia civil. Gráfico 12: Programas de Pós-Graduação vinculados aos trabalhos catalogados. Fonte: (AUTORA, 2012) A maior parte dos trabalhos sistematizados foi defendida no ano de 2009, que representou mais de 22% do total com 56 trabalhos entre teses e dissertações. Nos anos de 2006, 2007, 2008, o número de trabalhos apresentados sobre o tema foi de 52, 48, 51 publicações respectivamente, que juntos somaram cerca de 60% do total. O restante da produção catalogada foi defendida no ano de 2010, que representou a menor quantidade de trabalhos defendidos, com 44 publicações. Estes dados mostram que a produção acadêmica nestes cinco anos teve em média 50 trabalhos sobre o tema, e mesmo o ano de 2010 tendo menor representatividade, a diferença é insignificante no contexto geral. Gráfico 13: Teses e dissertações sobre habitação de interesse social defendidas entre 2006 a Fonte: (AUTORA, 2012)

62 61 A partir dos 17 temas criados para classificar os trabalhos catalogados (Quadro 4) identificou-se que a maior concentração dos trabalhos aborda a Política Pública como foco principal, com 47 publicações. Nesse ranking, o segundo tema mais recorrente foi Projeto de Arquitetura, que somou 30 trabalhos. Outros temas que tiveram números significativos, entre 30 a 10 trabalhos, foram Planejamento Urbano, Conforto Ambiental e Eficiência Energética, Sociabilidade, Gestão, Tecnologia e Sistemas Construtivos, História, Sustentabilidade e Patrimônio Histórico e Reabilitação. Os outros 7 temas (Desempenho e Patologia, Economia, Habitação Rural, Mobiliário, Acessibilidade, Saneamento Ambiental e Tecnologia da Informação) tiveram menos de dez trabalhos catalogados por área (Gráfico 14). Isso mostra a grande diversidade dos trabalhos catalogados e concentração predominantemente do tema da Política Pública. Esta concentração deve-se ao fato do Estado ter sido e ser até a atualidade o grande responsável por promover a habitação de interesse social no país. Gráfico 14: Quantidade de trabalhos de acordo com o tema definido na pesquisa. Fonte: (AUTORA, 2012) Durante o ano de 2006, assim como nos três anos seguintes, o tema da Política Pública dominou o cenário das publicações. Nesse ano foram sistematizados trabalhos de 12 temas e se destacaram os temas de Conforto Ambiental e Eficiência Energética, Planejamento Urbano e Projeto de Arquitetura, cada um com 6 trabalhos cada. Nota-se, (Gráfico 15), que o tema de Tecnologia da Informação, embora seja um tema consideravelmente recente, apareceu no primeiro ano do período terminado para esse estudo e isso mostra que as pesquisas em habitação de interesse social possuem temas atualizados.

63 62 Gráfico 15: Quantidade de trabalhos de acordo com o tema definido na pesquisa no ano de Fonte: (AUTORA, 2012) Os trabalhos catalogados de 2007 (Gráfico 16) foram classificados em 14 temas e Política Pública, embora, tenha sido a mais freqüente, teve diferença de apenas 3 trabalhos em relação ao tema Projeto de Arquitetura. Foi possível identificar que o tema Sustentabilidade esteve presente nos quatro primeiros anos do período determinado da pesquisa, e isso reflete que o tema já está inserido no contexto da produção acadêmica de habitação de interesse social. Gráfico 16: Quantidade de trabalhos de acordo com o tema definido na pesquisa no ano de Fonte: (AUTORA, 2012) Em 2008, (Gráfico 17), os trabalhos identificados seguiram os índices de 2006, com 12 temas. Três temas tiveram números significativos em Política Pública, Projeto de Arquitetura e Sociabilidade com 11, 9 e 8 trabalhos publicados respectivamente. O tema

64 63 Gestão teve 5 trabalhos, seguidos de Conforto Ambiental e Eficiência Energética, Desempenho e Patologia e Sustentabilidade com 3 trabalhos cada. Gráfico 17: Quantidade de trabalhos de acordo com o tema definido na pesquisa no ano de Fonte: (AUTORA, 2012) Identificou-se 16 dos 17 temas desenvolvidos na pesquisa no ano de 2009, (Gráfico 18), representando o ano com a maior diversidade de abordagens (a exceção foi o tema Economia). Com isso, o ano de 2009 foi o mais significativo dentro da pesquisa, pois além de apresentar o maior número de trabalhos, esses estão em quase todos os temas identificados no estudo. Os temas mais recorrentes, neste ano, foram Política Pública, Gestão e História. Gráfico 18: Quantidade de trabalhos de acordo com o tema definido na pesquisa no ano de Fonte: (AUTORA, 2012) Já em 2010 encontrou-se o menor número de temas, foram apenas 10. O único ano em que o tema de Política Pública não foi o mais representativo, indício de que o contexto da

65 64 produção acadêmica sobre habitação de interesse social no país pode estar mudando de direção. O tema mais produzido foi o de Planejamento Urbano, com 10 publicações. Seguido dos temas Conforto Ambiental e Eficiência Energética, Sociabilidade e Política Pública, (Gráfico 19). Gráfico 19: Quantidade de trabalhos de acordo com o tema definido na pesquisa no ano de Fonte: (AUTORA, 2012) Apesar das facilidades decorrentes da criação do banco de dados produzido para o levantamento de dados para a dissertação, a maior contribuição desse desenvolvimento foi para que os pesquisadores do tema pudessem ter acesso a essas informações. Para isso, está disponível uma pagina na web com todos os dados do levantamento <http://teses.somee.com/>. Na página é possível fazer a busca dos trabalhos através de cinco campos (Figura 10): 1- Autor; 2-Tema; 3- Palavras-chave; 4- Instituição e 5- Ano. Figura 10: Pagina na web de busca do Banco de Dados de Teses e Dissertação HIS. Fonte: (AUTORA, 2012)

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