Prof. Dr. Antonio Celso Ribeiro Brasiliano,CRMA,CES,DEA,DSE

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2 Prof. Dr. Antonio Celso Ribeiro Brasiliano,CRMA,CES,DEA,DSE Doutor em Science et Ingénierie de L Information et de L Intelligence Stratégique ( Ciência e Engenharia da Informação e Inteligência Estratégica) pela UNIVERSITÉ EAST PARIS - MARNE LA VALLÉE Paris França; Master Degree - Diplome D Etudes Approfondies (DEA) en Information Scientifique et Technique Veille Technologique (Inteligência Competitiva) pela UNIVERSITE TOULON Toulon - França; Especializado em: Inteligência Competitiva pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ; Gestión da Seguridad Empresarial Internacional Universidad Comillas Espanha; Segurança Empresarial pela Universidad Pontifícia Comillas de Madrid Espanha; Planejamento Empresarial, pela Fundação Getúlio Vargas - SP; Elaboração de Currículos pelo Centro de Estudos de Pessoal do Exército - CEP, Bacharel em Ciências Militares, graduado pela Academia Militar das Agulhas Negras; Bacharel em Administração de Empresas; Certificado em Gestão de Riscos - Certification in Risk Management Assurance CRMA, pelo IIA Global Institute of Internal Auditors,Certificado como Especialista em Segurança Empresarial CES pela Associação Brasileira de Segurança Orgânica ABSO; Autor dos livros: Guia Prático para a Gestão de Continuidade de Negócios GCN, Cenários Prospectivos em Gestão de Riscos Corporativos: um estudo de caso brasileiro; Gestão e Análise de Riscos Corporativos: Método Brasiliano Avançado Alinhado com a ISO 31000; Análise de Risco Corporativo Método Brasiliano ; Manual de Análise de Risco Para a Segurança Empresarial ; Manual de Planejamento: Gestão de Riscos Corporativos ; A (IN)Segurança nas Redes Empresarias: A Inteligência Competitiva e a Fuga Involuntária das Informações ; Planejamento da Segurança Empresarial: Metodologia e Implantação ; Co-Autor dos Livros: Manual de Planejamento Tático e Técnico em Segurança Empresarial ; Segurança de Executivos" - Noções Anti-Seqüestro e Seqüestro: Como se Defender; Atual Coordenador Técnico e Professor de Cursos: Especialização (MBA): Gestão de Riscos e Segurança Empresarial, Cursos de Extensão e o Avançado em Segurança Empresarial, ambos em convênio com a Faculdade de Engenharia de São Paulo FESP SP e Faculdade de Administração de São Paulo FAPI - SP; Membro do Institute of Internal Auditors IIA; do Instituto dos Auditores Internos do Brasil AUDIBRA; Membro e Diretor de Planejamento Estratégico da Associação Brasileira dos Profissionais de Segurança Orgânica ABSO, Membro da Associação Brasileira dos Analistas de Inteligência Competitiva ABRAIC; Membro da ACFE Association of Certified Fraud Examiners e Diretor do Chapter Brasil, Coordenou a 1ª Pesquisa de Vitimização Empresarial 2003 Contrato pela PENUD/ONU/SENASP; Diretor Executivo da BRASILIANO & ASSOCIADOS.

3 CORRUPÇÃO EM CONTRATAÇÕES PÚBLICAS ENTE ESTATAL CONTRATAÇÃO PÚBLICA ENTE PRIVADO - COMPRADOR. - DETENTOR DO DINHEIRO. PATRIMÔNIO PÚBLICO - VENDEDOR. - DETENTOR DOS BENS E SERVIÇOS. CORRUPÇÃO

4 CORRUPÇÃO É FRAUDE??

5 Conceitos de Fraude Na busca do significado da palavra fraude, comumente se depara com o sentido de: burlar, enganar, espoliar, roubar, falsificar, adulterar, sonegar e lesar. Segundo os principais dicionários da língua portuguesa, a palavra fraude pode significar: engano, logração, burla e dolo (MICHAELIS, 1998, p. 990). Também: abuso de confiança; ação praticada de má fé; contrabando; clandestinidade; falsificação e adulteração. Ou ainda: qualquer ato ardiloso, enganoso, de má fé, com intuito de lesar ou ludibriar outrem, ou de não cumprir determinado dever; logro, falsificação de marcas ou produtos industriais, de documentos etc. Introdução clandestina de mercadorias estrangeiras sem o pagamento dos devidos tributos à alfândega; iludir, falta, crime, delito

6 O IIA define: Conceitos de Fraude Uma forma de irregularidade envolvendo práticas criminosas para obter uma injustiça ou vantagem ilegal. Refere-se a atos cometidos com a intenção de enganar, envolvendo mau uso dos ativos ou irregularidades intencionais de informação financeira, ou para ocultar mau uso dos ativos ou para outros propósitos por meio de: manipulações, falsificações ou alterações de registros e documentos, supressão de informações dos registros ou documentos; registro de transações sem substância; e mau uso de normas contábeis.

7 Conceitos de Fraude No âmbito da legislação: É toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, ou a excluir ou modificar as suas características essenciais, de modo a reduzir o montante do imposto devido, ou a evitar, ou diferir o seu pagamento (Lei de ou art. 454 do Regulamento do IPI de 1998).

8 Conceitos de Fraude ACFE: A fraude é qualquer ato ou omissão intencional projetada para enganar os outros, resultando na vítima sofrer uma perda e/ou o perpetrador adquirir um ganho.

9 Como definir a Fraude AÇÃO INTENCIONAL FURTO INDUZIR A ERRO ENGANAR TRAPACEAR ESCONDER INJUSTO ILEGAL OMISSÃO FALSO VANTAGEM BENEFICIAR-SE APROPRIAÇÃO INDEVIDA DE DINHEIRO APROPRIAÇÃO INDEVIDA DE ATIVOS PRIVAR (alguém de) INCORRETO Fraude : ação intencional visando enganar (deliberat e deception) com o propósito de assegurar ou tentar assegurar, beneficio ou ganho injusto ou ilegal de uma empresa ou de um terceiro. Pode incluir apropriação indevida de fundos ou bens, na forma de dinheiro, propriedades, dados / informações ou propriedade intelectual. CORRUPÇÃO

10 Fraude Ato intencional de omissão, manipulação, adulteração e, ocultação...

11 FRAUDE QUEM COMETE CORRUPÇÃO? Corrupto Acidental Corrupto Predador

12 O Triângulo da Fraude: Acidental Oportunidade Percebida Pressão Percebida Racionalização

13 DIAMANTE DA FRAUDE: PREDADOR Oportunidade

14 CORRUPÇÃO NO MUNDO PERCPÇÃO Brasil 72ª posição no índice de percepção de corrupção. Transparência internacional -

15 PERCEPÇÃO COM A CORRUPÇÃO PESQUISA

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18 Pirâmide de valores, bens jurídicos e leis Afinamento dos Direitos e deveres Legislação administrativa Relação entre os cidadãos e seus direitos e deveres Legislação cível O mínimo aceitável para se viver em sociedade Legislação cível e criminal

19 MARCOS ANTICORRUPÇÃO: LEIS E PACTOS

20 EVOLUÇÃO HISTÓRICA 1977 FCPA 1996 OEA Convenção interamericana contra a corrupção 1997 OCDE Convenção sobre Combate a corrupção 1998 Alteração FCPA 2001 Descoberta: $ corrupção financiamento ao terrorismo 2002 Código Penal Brasileiro 2010 UK Bribery Act 2013 Brasil Lei /13

21 FCPA: Principais características Proíbe o oferecimento, promessa ou pagamento de suborno para funcionários públicos estrangeiros, com intuito de obter ou manter negócio Estão sujeitas à lei empresas e cidadãos americanos, e empresas estrangeiras listadas no mercado de ações americano, que fazem negócios fora dos EUA Necessária a comprovação de culpa ou dolo pelo ato ilícito cometido em benefício do infrator Sanções administrativas e judiciais na esfera civil e criminal Atenuantes da responsabilidade: existência de programas sólidos de compliance, colaboração com a denúncia do ato ilícito e colaboração com as investigações

22 Lei : Principais características Proíbe subornos oferecidos ou pagos para funcionários públicos da administração brasileira e estrangeira, com intuito de obter ou manter negócio Inclui condutas ilícitas também em processos de licitação e contratação com órgãos públicos Estão sujeitas empresas brasileiras que fazem negócios localmente e em outros países e subsidiárias de empresas estrangeiras que fazem negócios no Brasil Responsabilidade objetiva, necessária somente a comprovação do ato ilícito cometido em benefício do infrator Sanções administrativas (multas) e judiciais na esfera civil (até a dissolução compulsória), com responsabilidade solidária e sucessória Atenuantes da responsabilidade: programas sólidos de compliance Acordo de leniência

23 Lei : Principais características Mas a corrupção já não era punida anteriormente? A responsabilidade se limitava a quem participasse do ato ilícito, como autor ou mandante. Atualmente, as pessoas jurídicas serão responsabilizadas objetivamente na esfera civil e administrativa, mesmo que não tenham autorizado o ato ilícito ou que o ato não seja de conhecimento de seus dirigentes. art. 1º, 3º - os dirigentes ou administradores serão responsabilizados na medida da sua culpabilidade.

24 Contexto normativo FCPA x UK Bribery Act x Lei Brasileira: tabela comparativa FCPA UK Bribery Act Lei Brasileira Corrupção de funcionários públicos estrangeiros Corrupção de funcionários públicos nacionais Sim Sim Sim Não Sim Sim Alcance extraterritorial Sim Sim Sim Dispositivos contábeis e de controles internos Outros atos lesivos Exceção para pagamentos de facilitação Sim Não Não Não Não, mas a existência de controles internos e auditoria poderá ser motivo para diminuição das sanções, de acordo com o art. 7º, VII, da lei. Sim, inclui outros atos contra a administração publica ( fraude em licitações, frustrar competitividade em licitação) Sim Não Não Sim Sim Não Responsabilidade objetiva Não Sim Sim

25 Contexto normativo FCPA x UK Bribery Act x Lei Brasileira: tabela comparativa FCPA UK Bribery Act Lei Brasileira Multas Violação anticorrupção: multa de até US$ 2 milhões por violação. Violações contábeis: multa de até US$ 25 milhões por violação. Duas vezes o benefício obtido ou pretendido Ilimitada Multa de até 20% do faturamento bruto da empresa ou de até R$ 60 milhões (se não for possível utilizar o critério do faturamento bruto) Outras sanções Declaração de inidoneidade, monitoramento, etc. Declaração de inidoneidade Publicação da decisão condenatória, suspensão ou interdição das atividades, etc. Crédito pela existência de programas de Compliance Sim, (U.S. Sentencing Guidelines) Sim, (Pode ser absoluta para o crime de "failure to prevent bribery") Sim, (montante do credito ainda não determinado. Depende de regulamentação) Crédito por reporte voluntário e Cooperação Sim, Sim, mas limitado. Sim, (redução de ate 2/3 do valor da multa e exclusão das demais sanções depende de regulamentação)

26 Lei : Principais características

27 Lei : Principais características

28 Lei : Principais características

29 Lei : Principais características

30 Como evitar infrações, penalização e exposição à publicidade negativa? 1 Regras claras e conhecidas 2 Estrutura organizacional preparada e efetiva Implantação 3 Riscos conhecidos 4 Controles efetivos 5 Mecanismos de combate adequado e disponíveis

31 1. Comunicação e Consulta 7. Monitoramento e Análise Crítica AVALIAÇÃO DE RISCOS DE COMPLIANCE FRAMEWORK ISO Contexto Estratégico: Áreas - Processos - Atividades Críticas: Corrupção Processo de Avaliação de Riscos de Fraudes/Corrupção 3. Identificação de Riscos: 3.1 Comprometimento da Alta gestão 3.2 Recurso e Estrutura 3.3 Política e Código de Conduta 3.4 Background Check Investigation BCI 3.5 Processo Investigativo 4. Análise dos Riscos Inerentes: Pb x Impacto 5. Avaliação dos Riscos Inerentes : Matriz de Riscos e Nível de Risco 6. Resposta aos Riscos Plano de Ação: 6.1 Controles/Sistemas Existentes: Walkthrough - Classificação 6.2 Análise dos Riscos Residuais 6.3 Avaliação dos Riscos Residuais: Matriz e Nível de Risco 6.4 Plano de Ação

32 COMUNICAÇÃO E CONSULTA Treinamentos periódicos com avaliação Certificações para todos os níveis Integração e movimentações Campanhas recorrentes de conscientização Simulações Treinamentos para prestadores de serviços e demais representantes

33 CONTEXTO ESTRATÉGICO: PROCESSOS Conhecimento dos riscos da empresa Áreas e processos expostos à riscos de corrupção Geografias Relevância e priorização para estratégias de mitigação

34 IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS Tone at the top Permeabilidade da cultura de compliance Compliance = Prevenção de negócios Responsabilidade coletiva, e não Jurídico e do Compliance Autoridade (C-level) Independência Autonomia Estrutura dedicada Recursos suficientes (headcount e budget) Exposição interna e externa

35 IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS Código de ética com regras claras, concisas e acessíveis (diretriz) Política anticorrupção e procedimentos específicos (o que e como) Adaptação às leis e regulações locais Canal de denúncia externo, opção de anonimato e de via dupla, confidencialidade, veracidade vs. denuncismo, inteligência da análise Prestadores de serviços, representantes, fornecedores, consultores Baseada em risco: qualificação e associação, racionalidade Monitoramento periódico Red Flags

36 COLETA EXTERNA Produtos Bases Governamentais CVM BACEN RECEITA FEDERAL JUSTIÇA FEDERAL PORTAL DA TRANSPARÊNCIA

37 COLETA EXTERNA Produtos Controle Societário Administradores Dados Cadastrais SERASA BOA VISTA SERVIÇOS RECEITA FEDERAL CVM - JUCESP

38 COLETA EXTERNA Produtos Demonstrações Financeiras Site da empresa Google Diário Oficial SERASA

39 COLETA EXTERNA Produtos Listas de Restrições Sanções World Check Down Jones PORTAL DA TRANSPARÊNCIA

40 COLETA EXTERNA Produtos Negative News Run Google Factiva

41 COLETA EXTERNA Produtos PEP Pessoas Expostas Politicamente World Check Down Jones - SERASA

42 Indicadores Background Check

43 Relação entre causas e efeito Coleta Externa Base Governamental Controle Societário e Dados Cadastrais Demonstrações Financeiras Efeito Peso 4 Peso 5 Peso 5 CORRUPÇÃO Listas de Restrições e Sanções Negative News Run Pessoas Expostas Politicamente Peso 3 Peso 4 Peso 3

44 Nota por Indicador Nota Indicador 1 Baixos Problemas 2 Médios Problemas 3 Relevantes Problemas 4 Muitos Sérios Problemas

45 Matriz BGC

46 Nível BGC Nível BGC 3,01 a 4,00 Muito Sério 2,01 a 3,00 Relevante 1,01 a 2,00 Médio 1 Baixo Base Governamental + Controle Societário e Dados Cadastrais + Demonstrações Financeiras + Listas de Restrições e Sanções + Negative News Run + Pessoas Expostas Politicamente 24 (Peso) Média Ponderada

47 Estudo de Caso Indicadores Background Check

48 XYZ 1 - Empresa com dívida ativa 2 Empresa com restrição trabalho escravo 3 Lucro não é operacional e sim financeiro 4 Sócio amigo de Senador tido como corrupto CPI do Congresso 5 Sócios possuem mais 04 empresas no mesmo ramo de negócio e no mesmo endereço

49 Matriz BGC Estudo de Caso

50 Nível BGC Estudo de Caso Nível BGC 3,01 a 4,00 Muito Sério 2,01 a 3,00 Relevante 1,01 a 2,00 Médio 1 Baixo Base Governamental (4x3=12) + Controle Societário e Dados Cadastrais (5x4=20) + Demonstrações Financeiras (5x3=15) + Listas de Restrições e Sanções (3x2=6) + Negative News Run (4x2=8) + Pessoas Expostas Politicamente (3x4=12) 24 - Peso Estudo de Caso - Pontuação 73 / 24 (peso) = 3,04

51 IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS Protocolo com os passos de investigação Resultados documentados Alçada e acompanhamento Responsabilidades: Compliance e Jurídico Criticidade e escalonamento Retroalimentação do programa de compliance Compliance como parte dos KPIs Balanço de consequências

52 AVALIAÇÃO DE RISCOS

53 PLANO DE RESPOSTAS ESTRATÉGIAS E AÇÕES Controles dinâmicos adaptados às mudanças do negócio Eficácia dos Controles Elabora Estratégia e Ações, de acordo com o nível de risco

54 MONITORAMENTO E ANÁLISE CRÍTICA Red flags Auditorias internas periódicas

55 MATURIDADE DO PROCESSO Sugestão de verificação do índice de maturidade do processo FCPA - Sugestão Nome Periodicidade Objetivo Como implantar? Treinamento Semestral Garantir a familiaridade com as leis e regulamentações anticorrupção. Aplicação de treinamento sobre a Lei Anticorrupção e FCPA aos empregados envolvidos, bem como atestar se os mesmos estão cientes sobre tais leis. Todos os treinamentos, palestras, cursos, seminários ou ações semelhantes deverão possuir obrigatoriamente lista de presença assinada pelos participantes. Vale ressaltar que as atividades de treinamento deverão estar voltadas aos empregados identificados conforme seus cargos na empresa e suas exposições ao risco de corrupção. O conteúdo do treinamento deverá abordar também a postura esperada dos empregados mediante situações adversas de suborno ou extorsões, determinando quais procedimentos administrativos deverão ser adotados em caso de algum empregado da EMPRESA esteja em situação de suborno ou qualquer tipo de pagamento ou transação indevida. Adicionalmente deverá ser apresentada a obrigatoriedade do registro da denúncia imediatamente ao departamento de auditoria interna ou canal de denúncia com o máximo de informações e evidências possíveis. Check Investigation (Pessoa Jurídica) A cada evento Assegurar a idoneidade das empresas prestadoras de serviço Dispor de um processo de check investigation, que garanta se um fornecedor não tem má reputação, que não está ligado a escândalos políticos que poderiam danificar sua própria reputação e que não está envolvido em atividades ilegais, tais como fraude, corrupção ou lavagem de dinheiro. Tais verificações deverão ser intensificadas para prestadores de serviço de difícil constatação, como por exemplo: consultorias, treinamentos, estudos diversos, honorários, etc. Adicionalmente, tal controle poderá ser complementado mediante as seguintes consultas: CNEP (Cadastro Nacional de Empresas Punidas), CEIS (Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas) e Lista suja do Trabalho Escravo.

56 MATURIDADE DO PROCESSO FCPA - Sugestão Nome Periodicidade Objetivo Como implantar? Check Investigation (Pessoa Física) A cada evento Assegurar a idoneidade de empregados que exerçam funções expostas a corrupção O departamento de Recursos Humanos deverá conduzir verificações de antecedentes de futuros empregados, particularmente aqueles em posições Sênior, de confiança ou de atividade crítica de acordo com a função exercida, procurando evidências de envolvimento em atividade ilegal ou quaisquer outros comportamentos duvidosos relativos a ética e integridade. Esse controle deverá ser utilizado tanto na contratação de novos empregados, quanto na verificação de empregados antigos com a definição de periodicidade aderente. Consulta PPE (Pessoas Politicamente Expostas) Anual Identificar no quadro de empregados alguém que desempenha ou tenha desempenhado, nos últimos 5 anos, no Brasil ou em país, território ou dependência estrangeira, cargo, emprego ou função pública relevante, assim como seus familiares (parentes na linha direta até o primeiro grau, o cônjuge, o(a) companheiro(a), o(a) enteado(a) e pessoas de seu relacionamento próximo), garantindo que tais relações não interfiram na eficácia e imparcialidade dos controles adotados pela EMPRESA. Realizar o cadastramento PPE (Pessoas Politicamente Expostas) que compõem o quadro de empregados da empresa, utilizando formulário específico para preenchimento da declaração e atualização do banco de dados da área de Recursos Humanos.

57 MATURIDADE DO PROCESSO FCPA - Sugestão Nome Periodicidade Objetivo Como implantar? Evolução Patrimonial A cada evento de investigação Analisar a evolução patrimonial de empregados, a fim de identificar possíveis indícios de patrimônio incompatível com os rendimentos ou indícios de improbidade administrativa, na modalidade de enriquecimento ilícito As análises de evolução patrimonial deverão ser realizadas com base em critérios gerais e objetivos e em parâmetros técnicos e impessoais definidos pela EMPRESA, ainda assim, deverão ocorrer em caráter investigativo, sigiloso e não-punitivo, mediante as seguintes etapas: - Treinamento das equipes de auditoria para realização das avaliações de evolução patrimonial; - Estabelecimento dos parâmetros de seleção; - Critérios gerais que permitam selecionar uma quantidade compatível de empregados a serem investigados, de modo a identificar os casos de enriquecimento ilícito de maior monta; - Critérios gerais que ponderem atividades onde o potencial de desvio funcional seja maior; - Critérios gerais que ponderem áreas críticas de atuação de esquemas de corrupção identificados; - Os critérios deverão ser objetivos, de forma a impedir motivações impróprias na decisão de investigar determinados casos; - Os critérios deverão ser subjetivos, de forma a considerar peculiaridades pessoais; - Os critérios deverão considerar a capacidade operacional da auditoria interna; - Definição de corte a partir do cruzamento dos dados com base nos parâmetros definidos. Toda análise de evolução patrimonial deverá servir como complemento do processo investigativo e nunca como único e exclusivo material para tomada de decisões ou punições, tendo em vista seu objetivo. Divulgação dos Canais de denúncia Anual Viabilizar o recebimento de denúncias e informações sobre possíveis irregularidades. Divulgação dos canais de denúncia visando o encorajamento de relatos de possíveis irregularidades, vale ressaltar que esse canal deverá garantir que ninguém seja prejudicado ou coagido por ter levantado uma questão de boa-fé, bem como tenha seu anonimato preservado.

58 MATURIDADE DO PROCESSO FCPA - Sugestão Nome Periodicidade Objetivo Como implantar? Check Investigation - Entidades Patrocinadas e/ou beneficiárias de doações A cada evento Assegurar que entidades beneficiadas por Patrocínios e/ou doações realizados pela EMPRESA não sejam dirigidas por políticos, tendo em vista o risco de desvio de recursos para campanhas políticas, eleições, etc. Dispor de um processo que assegure que as entidades que se beneficiam de patrocínios e doações não estão vinculadas a pessoas com envolvimentos políticos, de maneira a evitar a exposição da empresa em eventual desvio de finalidade para os recursos concedidos. Verificação de empresas de consultoria com perfil individual A cada evento Identificar empresas com o perfil de individual, ou seja empresas que não possuem funcionários, que são offshore, que somente os donos prestam serviços Avaliar a constituição da empresa através de pesquisa em bancos de dados públicos (ex: Serasa).

59 MATURIDADE DO PROCESSO Sugestão de verificação do índice de maturidade do processo INDICE Treinamento Check Investigation (Pessoa Jurídica) Check Investigation (Pessoa Física) Consulta PEP (Pessoas Expostas Politicamente) Evolução Patrimonial Divulgação dos Canais de denúncia Check Investigation - Entidades Patrocinadas e/ou beneficiárias de doações Verificação de empresa de consultoria com perfil individual Peso Peso Total 30 Pontuação Máxima 150 Abaixo sugestão de índice maturidade do processo o qual está aderente a melhores práticas para controle anticorrupção. Índice de Maturidade do Processo 1-2 Baixo 2,01 3 Intermediário 3,01 4 Atuante > 4,01 Maduro

60 MATURIDADE DO PROCESSO EMPRESA XYZ INDICE Treinamento Check Investigation (Pessoa Jurídica) Check Investigation (Pessoa Física) Consulta PEP (Pessoas Expostas Politicamente) Evolução Patrimonial Divulgação dos Canais de denúncia Check Investigation - Entidades Patrocinadas e/ou beneficiárias de doações Verificação de empresa de consultoria com perfil individual Peso NOTA TOTAL Resultado XYZ: 76/30 = 2,53 - Intermediário Índice de Maturidade do Processo 1-2 Baixo 2,01 3 Intermediário 3,01 4 Atuante > 4,01 Maduro

61 QUESTIONÁRIO DE MATURIDADE Estamos prontos para atender aos requisitos da lei (Lei /13, FCPA, UKBA, etc.)? Temos uma estrutura adequada e preparada para responder e combater a corrupção? Estamos resguardados caso um evento aconteça? Sabemos o que fazer em caso de incidente? E no caso de recebimento de uma denúncia? Temos regras claras e completas, alinhadas com o código de conduta ética da cia.? Nossos colaboradores conhecem as nossas regras e os impactos da sua não aplicação? Possuem os instrumentos e conhecimento para lidar adequadamente com situações adversas? Nossas ações são baseadas em risk assessment? Conhecemos os principais riscos da empresa associados à lei? Medidas de mitigação destes riscos estão vigentes? Os controles que dispomos são suficientes e efetivos? Podem ser aprimorados? Temos indicadores específicos e confiáveis e capacidade de monitoramento? Gerenciamos adequadamente os nossos terceiros e riscos advindos desta relação?

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63 Obrigado! Prof. Dr. Antonio Celso Ribeiro Brasiliano,CRMA,CES,DEA,DSE Diretor Executivo (11)

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