Administrador PROFISSIONAL ESPAÇO MANACÁ: A NOVA CASA DO ADMINISTRADOR. ano xxx nº setembro

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1 Administrador 255 PROFISSIONAL ano xxx nº setembro ÓRGÃO INFORMATIVO DOS ADMINISTRDORES PROFISSIONAIS DE SÃO PAULO ESPAÇO MANACÁ: A NOVA CASA DO ADMINISTRADOR Administrador Profissional - Setembro

2 2 Administrador Profissional - Setembro

3 Choque de modernidade Assim como na natureza, as instituições passam por processos evolutivos ao longo de suas vidas, buscando aprimorar-se e garantir sua sobrevivência. O CRA-SP, embora seja uma entidade sem fins lucrativos, não é excessão. É fato que, desde sua criação, o Conselho sempre foi bem administrado, mas não é menos verdade que, sendo uma instituição pública, deve dar o exemplo no que diz respeito à transparência de sua gestão. Também deve seguir os bons exemplos no que se refere à modernização administrativa, pois esta é a casa dos Administradores. Dentro deste escopo, o Conselho está promovendo um amplo processo de atualização em várias áreas: a primeira delas, já noticiada anteriormente, é a utilização dos leilões virtuais, que já permitiu ao Conselho economia significativa de recursos na aquisição de produtos e serviços. Outro exemplo é exatamente este: a mudança do jornal da entidade em uma revista, que manterá o título Administrador Profissional. Não se trata de uma modificação cosmética, embora o aspecto visual tenha passado por uma mudança radical. Foram criadas novas seções, com o intuito de sempre manter o Administrador em sintonia com o que há de mais atual no campo da Administração. Neste projeto também esteve presente a preocupação com a interatividade, razão pela qual foi criada uma página para que o Administrador tenha a possibilidade de se manifestar. EDITORIAL Na esfera administrativa, uma das áreas em que a mudança pôde ser mais sentida foi a de Fiscalização: a ação desse Departamento ganhou mais vitalidade, em especial em relação às pessoas jurídicas. Nos demais setores, uma consultoria está dando suporte à análise de cargos e funções, de modo a que não haja duplicidade de tarefas em departamentos diferentes, por exemplo, ou a designação de funções a profissionais com perfis adequados a outras tarefas. No campo da informática, o salto dado é enorme: todos os computadores foram substituídos por máquinas mais atuais, conectadas em rede wireless (sem fio), foi criada uma intranet (uma rede de uso interno do CRA-SP), para agilizar o trabalho da equipe de colaboradores do Conselho. Em paralelo, o site do CRA-SP, que já permite que alguns serviços sejam solicitados on line, deverá ganhar novos recursos, ampliando a gama de serviços prestados em tempo real. Em outras palavras, trata-se de um choque de modernidade. Adm. Carlos Eduardo Uchôa Fagundes CRA: PRESIDENTE EXPEDIENTE CONSELHO EDITORIAL Conselho Regional de Administração de São Paulo - CRA-SP Presidente: Carlos Eduardo Uchôa Fagundes Vice Presidente Administrativo: Cid Nardy Vice Presidente para Relações Externas: Antônio Geraldo Wolff Vice Presidente para Assuntos Acadêmicos: Idalberto Chiavenato Vice Presidente de Planejamento: Mauro Kreuz Diretor Secretário: Joaquim Carlos Dias Diretor Secretário: José Alfredo Machado de Assis Diretora Tesoureira: Teresinha Covas Lisboa Diretor Tesoureiro: Paulo Roberto Segatelli Câmara Conselheiros: Ademar Luiz Mendonça Júnior, Ana Josefina Guerra de Andrade, Anna Luiza do Amaral Boranga, Carlos Antônio Monteiro, Hamilton Luiz Corrêa, Luiz Carlos Vendramini, Luiz Eduardo Reis de Magalhães, Miguel Pereira Cônsul, Sílvio Augusto Minciotti Representantes no CFA Roberto Carvalho Cardoso e Walter Sigollo Entidade certificada NBR ISO 9001 pelo SGS-ICS Associação Brasileira de Administração - ABAD Presidente: Carlos Eduardo Uchôa Fagundes Vice-Presidente: Walter Sigollo 1º Secretário: Cid Nardy 2º Secretário: Marcio Gonçalves Moreira 1º Tesoureira: Ana Josefina Ferraz Guerra de Andrade 2º Tesoureira: Teresinha Covas Lisboa Conselho Fiscal: Joaquim Carlos Dias, Marcos Silveira Aguiar, Paulo Roberto Segatelli Câmara Suplentes: Ana Cristina Villares Barbosa, José Vicente Messiano e Roberto Gouveia Quartim Sindicato dos Administradores no Estado de São Paulo - SAESP Presidente: Roberto Carvalho Cardoso 1º Secretário: Márcio Gonçalves Moreira 2º Secretário: José Vicente Messiano 1º Tesoureiro: Mauro José Aita 2º Tesoureiro: Waldecy de Carvalho Suplentes: Edson José Diaféria, Dacio Penna César Dias e Francisco Sylvio de Oliveira Mazzuca Conselho Fiscal: Alain Florent Stempfer, Guilherme Quintanilha de Almeida, Milton Huppert Monte Carmelo Suplentes: Ralph Jordan, Roberto Gouveia Quartim e Ruy Marcello Gomes Pinto Entidade Certificada NBR ISO 9001 pela SGS-ICS Sindicato das Empresas de Administração no Estado de São Paulo - SINDAESP Presidente: Carlos Eduardo Uchôa Fagundes 1º Secretário: Cid Nardy 2º Secretário: Joaquim Carlos Dias 1º Tesoureira: Ana Josefina Ferraz Guerra de Andrade 2º Tesoureira: Teresinha Covas Lisboa Conselho Fiscal: Ana Akemi Ikeda, Antônio Geraldo Wolff e Paulo Roberto Segatelli Suplentes: Hamilton Luiz Correa, Jorge Elias Aoni e Luiz Eduardo Reis de Magalhães Publicação do Conselho Regional de Administração de São Paulo - CRA-SP, Associação Brasileira de Administração ABAD, Sindicato dos Administradores no Estado de São Paulo SAESP e Sindicato das Empresas de Administração no Estado de São Paulo - SINDAESP Periodicidade: Mensal Fechamento Institucional: Flávio Rodrigues de Oliveira - Coordenação Editorial: Notas e Notícias Edit. S/C Ltda. Praça Alpha de Centauro, 54 Térreo Conj 3 Santana de Parnaíba (SP) Editor e Jornalista Responsável: Jorge Abduch (MTb ) Projeto Gráfico: BCS Comunicação Produção e Arte Final: Notas e Notícias - Sugestões, Críticas e Reclamações: - Fotografias: Luiz Gallo - Reportagens: Luiz Gallo (MTb ) - Publicidade: TBSC Comunicação Tel (11) Impressão: Gráfica Prol Gráfica - Assinaturas: Tel (11) Conselho Regional de Administração de São Paulo - CRA-SP, Associação Brasileira de Administração ABAD, Sindicato dos Administradores no Estado de São Paulo SAESP e Sindicato das Empresas de Administração no Estado de São Paulo - SINDAESP R. Estados Unidos, 889 CEP São Paulo, SP CRA-SP CRA-SP - Tel (11) ABAD - Tel (11) www. abad.com.br - SAESP Tel (11) SINDAESP - Tel (11) www. sindaesp.com.br - CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DE SÃO PAULO Administrador Profissional - Setembro

4 SUMÁRIO Destaque Apaixonado por Administração, ele soube como ninguém dignificar o nome do CRA-SP 5 Coaching O administrador Paulo Roberto Pereira da Costa explica porque a modalidade é indicada para quem deseja solidez profissional ou reordenar suas prioridades 7 Comportamento Uso de jargões corporativos exige bom senso 10 Governança Para o administrador Roberto Sousa Gonzales, não se pode falar em sustentabilidade se as empresas não tiverem como objetivo a perenidade Carreira Formação multicultural ajuda carreira de brasileiro no exterior 4 Administrador Profissional - Setembro Espaço Manacá 12 Negociação 16 Espaço do administrador 20 Atividades do conselho 21 Canal aberto 22

5 Destaque A ADMINISTRAÇÃO FAZ PARTE DE SUA vida Ele comandou o CRA-SP por 38 anos. Mais do que uma entidade, o Conselho para ele é uma obra de arte No zodiáco, os sagitarianos são os que representam a sabedoria, o idealismo, a intelectualidade, o fiel seguimento das regras e das leis e que precisam trabalhar em áreas que requeiram estudo, conhecimento, expansão, liberdade, audácia e aventura, caso específico da Administração. Coincidências astrológicas ou não, o fato é que Roberto Carvalho Cardoso, nascido em 30 de novembro de 1940, em São Paulo, sabe, como ninguém, utilizar essas características, o que justifica sua paixão pela Administração. Essa identificação começou a se manifestar ainda na adolescência, quando percorria as ruas de São Paulo, de lambreta, para fazer pesquisas para a Anderson Clayton. Como o curso que mais se aproximava de pesquisa era o de Economia, entrou na Universidade de São Paulo pensando em ser economista. Mas quando estava no segundo ano, a então Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas da USP, hoje FEA/USP, incorporou o curso de Administração. Roberto Cardoso não pensou duas vezes: migrou para o novo curso. Quando saiu da faculdade, em 1965, o sonho de abrir uma empresa própria virou realidade. Com um grupo de amigos fundou a Integração, hoje uma consolidada e renomada empresa de de treinamentos para executivos. Pouco depois, tornou-se professor da Faculdade São Luís, mas foi Administrador Profissional - Setembro

6 destaque Detalhe da posse de Roberto Cardoso no CRA-SP em 1969 seduzido a dar aulas na Escola de Administração de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EAESP/ FGV), onde se encontra até hoje. Além de professor na área de Finanças (ministra aulas de Contabilidade), preside há 34 anos o Fundo de Bolsas da escola, o que demonstra a sua competência e idoneidade. Quando o Decreto , de 22 de dezembro de 1967, que regulamentou a carreira de Administrador de Empresas, previu a criação de um órgão responsável pela fiscalização do exercício profissional: o CRTA - Conselho Regional de Técnicos de Administração (CRTA), Roberto não escondeu o desejo de poder contribuir para uma entidade que representasse a profissão que havia escolhido. Assim, um ano depois da implantação do CRTA, por uma junta administrativa criada pelo Ministério do Trabalho, Roberto Cardoso era escolhido para compor o Conselho.Um mês depois, foi indicado para ser o primeiro presidente da entidade. Para quem não conhece a história e até mesmo para os que acompanharam a evolução do Conselho, não há como negar que o CRA-SP é uma criação de Roberto Cardoso. Ou, para melhor explicar, um filho, uma obra de arte. Foram 6 Administrador Profissional - Setembro anos de sua vida a ele dedicados. Deixou de ir a festas e de viajar para ficar próximo ao Conselho, e apesar do status que o cargo lhe conferia, nunca tirou proveito disso. Pelo contrário, lutou diuturnamente para transformá-lo de uma simples cadeira ao império que é hoje, em uma das regiões mais nobres da cidade de São Paulo. Realizava dessa maneira um antigo sonho, em que para ser visto, o CRA-SP precisava ser visto. Essa determinação e carinho pelo CRA- SP, aliados à competência, foram responsáveis por conduzi-lo, no início deste ano, à presidência do Conselho Federal de Administração. A Administração está tão presente na vida de Roberto Cardoso que seus três filhos - Roberta, Fernando e Guilherme - são administradores. Como não bastasse, sua atual esposa, Patrícia, com quem está há sete anos, também é. Além da Administração, ele tem duas paixões: uma fazenda, que possui no interior do Estado, e uma oficina nela instalada. São raros os finais de semana que não vai para lá. E para não perder tempo, logo às 7 horas da manhã, lá está ele mexendo com as ferramentas. Só pára na hora de se alimentar. Se a porteira quebra, é ele quem conserta; se precisa de um cocho novo, é ele qem faz. E assim por diante... Um de seus passatempos prediletos é construir móbiles (brinquedos colocados de forma suspensa sobre os berços). Todos os seus quatro netos foram contemplados com o artefato, assim como os filhos dos amigos. Roberto Cardoso gosta tanto de sua oficina que visitar lojas de ferramentas já virou item obrigatório em suas viagens. Isso gera eventos pitorescos, como o de ter que explicar na alfândega porque a mala de sua esposa está repleta de ferramentas. Em uma viagem a Foz do Iguaçu, se interessou tanto por uma pá, útil nas tarefas da fazenda, que trouxe duas. Detalhes: elas não cabiam na mala. A bem da verdade é que para falar de Roberto Cardoso seriam necessários muitas páginas. Porém, essa homenagem não poderia terminar sem mencionar algumas de suas qualidades: a simplicidade e a forma carinhosa que dispensa para quem quer que seja. Conversa com todos que o procuram, daí o seu grande mérito de fazer amigos. É por isso, e como já dizia a canção, que ele é uma dessas pessoas para serem guardadas no lado esquerdo do peito.

7 Coaching UMA ARMA QUE REFORÇA A LIDERANÇA Em palestra no CRA-SP, especialista afirma que não se pode falar em liderança se o líder não praticar o coaching Existem executivos que trabalham há anos em uma empresa. Têm bons salários e são bem recompensados financeiramente. Mas por não serem avaliados periodicamente, sentem-se desmotivados, já que não sabem em que precisam melhorar. Outros, ao saberem que a empresa foi comprada, sentem-se inseguros em relação ao futuro. Quem está próximo da aposentadoria, o temor é que os seus merecidos dias sem trabalho sejam prejudicados pelas dificuldades financeiras e pelas interferências da saúde, família e a perda de poder. Exemplos como esses são situações que demandam coaching, uma atividade voltada para a consolidação profissional de executivos e de profissionais liberais com visão estratégica do futuro. A explicação foi dada pelo administrador Paulo Roberto Pereira da Costa, consultor especializado no assunto, em palestra que marcou o início das atividades do Grupo de Excelência em Estudos de Coaching do CRA-SP. A modalidade é indicada para quem deseja solidez profissional ou reordenar suas prioridades, por meio do reforço de posturas e atitudes proativas e não reativas. Num mundo globalizado e de alta competição, é cada vez mais difícil profissionais tomarem decisões sobre problemas e desafios, principalmente quando envolvem um número elevado de ensaios e erros, enfatizou. Administrador Profissional - Setembro

8 Coaching Para exercer o papel de coach, o primeiro passo é saber dialogar com quem está vivendo um conflito. O profissional deve também ser capacitado para analisar, transferir experiências, oferecer orientação e minimizar problemas e erros, tendo como base experiências acumuladas ao longo de sua vida profissional junto a colaboradores ou clientes. Essa experiência, ressaltou Pereira da Costa, é fundamental para que o coach assuma a responsabilidade junto a quem busca seu apoio, uma vez que suas orientações podem proporcionar forte impacto no desenvolvimento do cliente. Ou seja, não se pode falar em liderança se o líder não for um coach, destacou. Campo de atuação Um dos pioneiros na colocação em prática do coaching no Brasil, Pereira da Costa identifica dois campos de atuação nesta área: gestor de equipes e consultor. Como gestor de equipes, o administrador pode se deparar com situações como a de ter de analisar a performance de seu colaborador direto, visando aumento de capacidade (aptidão + desenvolvimento/treinamento + experiência) e reconhecimento de contribuições para os resultados e metas alcançadas. Como consultor, pode atender, por exemplo, candidatos inseguros diante de uma nova posição gerencial, executivos com dificuldades para planejar, desenvolver e aplicar os projetos; profissionais que ainda têm nichos de competência a serem desenvolvidos ou que precisam de orientação sobre o afastamento da empresa e realinhamento de culturas decorrentes da fusão de empresas. Porém, seja qual for o caminho, o sigilo e o respeito a individualidade da pessoa envolvida são fundamentais no exercício da função. Aqui e agora O termo coaching, de acordo com o administrador, tem origem no mundo dos esportes, inspirado no profissional que visa alcançar a melhor performance e potencial dos atletas. Apesar de ter sido implantada como metodologia no Brasil, apenas na década de 80, Costa afirma que a modalidade já era praticada dez anos antes. Naquele tempo, o País vivia o auge do crescimento econômico - cerca de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) e os desafios dos profissionais de recursos humanos eram muito grandes. Sobravam empregos, o que os obrigavam a construir técnicas que retivessem os talentos, justificou. Hoje, a situação é diferente. A preocupação é apenas com o aqui e o agora. Administradores e executivos deixaram de fazer coaching porque o foco principal passou a ser o de resultados a curto prazo. Assim, ao não utilizarem todos seus potenciais e suas competências, estão contribuindo para escolhas errôneas, muitas vezes com reflexos fatais tanto para o colaborador como para a empresa, afirmou, ao dizer que a preocupação apenas com os resultados pode ocasionar frustração ao profissional. Também contribuem para o bloqueio do coaching a elevada competição interna e o fato de que a modalidade ainda é nova no País. 8 Administrador Profissional - Setembro Junho

9 Características Paulo Pereira da Costa afirma que o coach não precisa ser um expert na atividade ou cargo do cliente, mas precisa ter: Maturidade para compreender a realidade de seu cliente e transferir experiências Experiência e vivência diversificadas na administração de problemas humanos na vida profissional e empresarial Competência para agir como sinalizador e capacidade para indicar as possibilidades para seu cliente, diante das características do mercado. Deve ser também: Profissional seguro e experiente para mostrar o descompasso entre as atuais competências do cliente e as competências necessárias para o melhor desempenho através de feedbacks (reação a um estímulo) e avaliação das possíveis adequações Executivo sênior com qualidades indissociáveis de somar e de comportilhar experiências, na identificação de novos desafios e perspectivas visando o desenvolvimento profissional sigilo e confidencialidade já que a relação com o cliente é individual e de parceria baseada na confiamça, credibilidade, trasnsparência nas atitudes e princípios éticos. atlas Administrador Profissional - Setembro - Junho

10 comportamento Jargões corporativos. O que falta é bom senso Um trio de consultores americanos afirma que o uso de jargões corporativos nada acrescenta ao mundo dos negócios. Dominar a própria língua é uma das maiores qualidades de um profissional. Mais do que isso: é uma obrigação de todo o cidadão, como já defendia Rui Barbosa, um dos brasileiros mais notáveis de toda a história ( ). Infelizmente, não é o que acontece no meio corporativo. Parte dos executivos não se cansa de aviltar a língua culta com neologismos, ou, então, de torturá-la com jargões que impressionam, mas que trazem poucos significados ao mundo dos negócios. Em síntese: a cultura corporativa está cheia de bobagens em forma de palavras. Pelo menos é o que pensam três consultores americanos Brian Fugere, Chelsea Hardway e Jon Warshawsky que, cansados de ouvir bobagens em forma de palavras, escreveram o livro Por que as pessoas de negócios falam como idiotas (Editora Best Seller), A idéia da publicação, segundo eles, é dar um basta a esse amontoado de frases ou palavras sem sentido, e resgatar a clareza aos ambientes de negócios. Para os autores, os executivos imaginam que o palavreado rebuscado confere importância e inovação até 10 Administrador Profissional - Setembro Administrador Profissional Setembro 2007 mesmo para as ações mais simples. No lugar de a empresa passou a trabalhar com equipamentos mais modernos, por exemplo, parece que a ação ganha mais importância se dita que houve uma mudança de paradigma tecnológico. Mas, segundo os autores, esse tipo de linguagem é um recurso que serve para encobrir a negligência, a incompetência e até a fraude. Um exemplo desse esconderijo, segundo matéria da revista Veja, está no relatório anual de 2000 da americana Enron. A empresa afirmava possuir redes robustas de ativos estratégicos, que lhe garantiam mais flexibilidade e velocidade para, de modo confiável, fornecer soluções logísticas abrangentes. Analisando a linguagem adotada, a percepção é de uma empresa sólida. No entanto, um ano depois, a Enron foi à falência quando descobriram que toda sua contabilidade era falsificada. O estudo dos consultores americanos tem como cenário os Estados Unidos. Mas no Brasil não é diferente. Quem nunca ouviu de algum executivo expressões como mudança de paradigma para expressar alguma mudança necessária ou ação estratégica quando uma tarefa precisa ser colocada em prática. A administradora Ana Maria Ikeda, professora de Marketing da Escola de Administração e Economia da Universidade de São Paulo e exconselheira do CRA-SP, concorda com a posição dos americanos. Há muita enrolação no mundo dos negócios. Deveríamos ser mais diretos e, conseqüentemente, mais claros, destacou. Terminologia É certo que em tempos de mudanças constantes em todos os setores, alguns termos do dia-a-dia ganham significados diferentes. Antigamente quando queríamos nos referir a um bom automóvel, dizíamos que se tratava de um veículo potente. Hoje é um termo que não se encaixa mais, por definir apenas a quantidade de cavalos do motor. Assim, quando queremos saber se um automóvel é bom, perguntamos sobre sua performance, que, além da potência, inclui itens como estabilidade, segurança, consumo e desempenho, avalia o administrador Walter Sigollo, superintendente de Recursos Humanos e Qualidade da Companhia

11 Exemplos citados pela Veja e seus respectivos significados em Português: Depois de anos de P&D, estamos promovendo uma mudança de paradigmas na rede de ativos estratégicos para consolidar nossa posição no mercado. Tradução: Contratamos uma consultoria de tecnologia caríssima (P&D é sigla de pesquisa e desenvolvimento) que instalou um ou dois softwares novos na empresa para não sermos batidos pela concorrência Infelizmente, a alocação de recursos em outras áreas de risco PÉROLAS obstaculizou a realização do briefing do projeto no prazo crítico da missão. Tradução: Relaxei e não consegui terminar meu relatório no prazo exigido Estamos anunciando uma série de transferências de capacitação necessárias para manter a vantagem competitiva. Infelizmente, no contexto da reegenharia do grupo, o seu setor terá de passar por um downsizing. Tradução: Contratamos outra empresa que faz o seu serviço pela metade do preço. Você e toda a sua equipe estão no olho da rua de Saneamento Básico do Estado de São Paulo e representante do CRA-SP junto ao Conselho Federal de Administração. Trazendo o exemplo do automóvel para a área de Recursos Humanos, muitos criticam os profissionais que dizem avaliar as competências de seus colaboradores. O jargão, na visão dos críticos, é uma forma de se dar importância ao treinamento de funcionários. Mas Sigollo rebate afirmando que a avaliação de competências tem uma amplitude maior, pois não visa somente descobrir habilidades técnicas ou áreas em que os colaboradores podem ser úteis, mas, também, se suas características pessoais são adequadas aos cargos que atuam. Já treinar, basta submetê-los a novos conhecimentos, que podem ser infrutíferos se os colaboradores não forem suficientemente capazes de absorvê-los. Sigollo entende que não se pode fazer uma crítica pesada sobre o uso de jargões. Muitas vezes, eles se constituem a línguagem das profissões. Os advogados, por exemplo, usam e abusam de termos em Latim. Os médicos, os economistas também têm formas de comunicação própria. É claro que para muitos o falar rebuscado é uma forma de mostrar que são importantes. Mas, quando não é possível substituir termos pomposos, deve prevalecer o bom senso, ensina. Administrador Profissional - Setembro

12 CAPA Espaço Manacá: A nova casa do administrador Para criar um espaço que sirva de ponto de encontro dos administradores, CRA-SP reforma imóvel sem alterar características externas e de paisagismo De estilo neoclássico e com 763 metros quadrados, o imóvel da Avenida 9 de julho, 3830, em São Paulo, é o novo integrante do patrimônio do Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP). Denominado de Espaço Manacá, devido a predominância desta árvore na frente do terreno de metros quadrados, a casa deverá servir de ponto de encontro dos administradores e abrigar eventos que visem o aprimoramento profissional da categoria. Para atender a essas necessidades, o imóvel, que faz fundo à sede do Conselho, passou por uma ampla reforma, sem, no entanto, mudar suas características externas e de paisagismo. A área em que se encontra é tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), que tem como finalidade a proteção, a valorização e a divulgação do patrimônio cultural do Estado de São Paulo. 12 Administrador Profissional -Setembro

13 JARDIM BOTÂNICO Localizada em uma das áreas mais nobres da capital paulista Rua Estados Unidos esquina com rua Canadá, nos Jardins a sede de CRA-SP, ao incorporar o Espaço Manacá, passa a ser constituído de quatro casas. No total, são metros quadrados de área construída distribuídos em metros quadrados de terreno. Todas têm nomes de árvores em virtude da vegetação abundante da região. A Figueira é utilizada pelos departamentos de Fiscalização, Cobrança e Sindicato dos Administradores no Estado de São Paulo; a Cerejeira concentra a área de registro de profissionais e de empresas, o departamento jurídico e o auditório; e a Ipê, a Administração do Conselho e o plenário. Assim, fazer uma visita ao Conselho pode ser uma verdadeira aula de Botânica. Além do manacá (Tibouchina granulosa), podem ser encontrados exemplares de figueira, seafortia, cerejeira, pau-ferro, sibipiruna, ipêamarelo, gariroba, aroeira, manacá-da-serra, pinheiro-kauri, pitangueira, pinus, acacia e abacateiro. Da mesma família da quaresmeira e da orelha-de-onça (Tibouchina Holosericea), o manacá pode crescer até 15 metros. Floresce de novembro a fevereiro e suas flores variam do branco ao lilás. A história do novo espaço teve início em 1932, quando foi incorporado e loteado pela City of São Paulo Improvements and Freeholdland Company Limited, então sediada em Londres. Dez anos depois, o terreno, localizado na Rua Chile (perdeu esse nome depois de ser alargada para receber o prolongamento da Avenida 9 de julho) foi adquirido por Alfredo Mathias, um dos mais respeitados arquitetos modernistas do mundo, de sua época. Ali, em 1949, ele construiu sua residência. Em 1979, a casa passou a abrigar sua empresa, a Construtora Alfredo Mathias. No final da década de 90, com a falência da construtora, o imóvel foi a leilão, sendo arrematado pelo CRA-SP, em abril de Com dois pavimentos, a casa, de acordo com a arquiteta Olímpia Kazuko Urushibata Miura, responsável pela reforma, teve a planta original basicamente mantida. Procurouse mexer o mínimo possível. As alterações buscaram a recomposição de uma época sem, no entanto, deixar de lado as exigências impostas pela modernidade e pela sociedade atuais, enfatizou. Uma dessas alterações garante o fácil acesso de pessoas portadoras de deficiências. Além da ausência de barreiras nas portas, a passagem de um andar para o outro pode ser feita por elevador exclusivo. Os banheiros também receberam equipamentos específicos. Na parte dos fundos, onde estão localizados o elevador e uma escada que faz a transposição entre os pavimentos, foi criado um jardim de acesso. O destaque desse espaço é a incorporação de uma aroeira (Myracroderuon Urundeuva), de aproximadamente 10 metros de altura. Uma maneira diferente de preservar a natureza, destaca Olímpia. Para quem estiver no interior da casa, o deslocamento entre um pavimento e outro poderá ser feito por meio de uma escada circular, de madeira encerada. Com desenhos entalhados nos corrimões, a escada faz parte do projeto original, assim como as portas de correr, também de madeira. As paredes externas foram revestidas com massa texturizada. Os vitraus foram substituídos por vidros jateados similares aos serigrafados, que fazian parte da construção original. Também foram mantidas as pedras de mármore branco que revestem os peitoris dos terraços frontal e das janelas laterais. Com cinco centímetros de espessura, essas pedras são raras, já que, de acordo com a arquiteta, o padrão atual é de dois centímetros. As janelas receberam vidros verdes, de oito milímetros, que, por absorverem pouco calor do sol, contribuem para a economia de energia elétrica. Outra fonte de economia energética é a iluminação, que adota lâmpadas PL. Integrantes da família das fluorescentes compactas, essas lâmpadas reduzem o consumo em até 80% e duram até 8 mil horas. Um sistema de insuflamento de ar garante a refrigeração. Impulsionado por ventiladores, o ar é constantemente renovado e distribuído de acordo com a carga térmica do ambiente. Entre as vantagens estão a melhoria do ar e a eliminação de grandes dutos, que podem interferir no aspecto arquitetônico da construção. Para eliminar a interferência de ruídos, todas as paredes, dutos de ar e teto receberam tratamento acústico. Na parte térrea do imóvel, o que era sala com lareira, copa e cozinha cedeu lugar para uma sala de convenções, de aproximadamente 90 metros quadrados. O novo espaço, que abriga 100 pessoas, pode ser transformado em dois, graças a uma divisória móvel. Uma sala de 55 metros quadrados, localizada após a entrada, foi estrategicamente projetada para servir de espaço de convivência entre os visitantes. Outra sala de convenções está localizada na parte superior. Capaz de receber 150 pessoas, pode também ser transformada em dois ambientes. À frente desse espaço, um quarto deu origem a uma sala de reuniões de múltiplo uso. Todo esse conforto e modernidade, finalizou Olímpia, tem como objetivo tornar a nova casa do administrador paulista um espaço ideal de convivência e de disseminação do conhecimento. Administrador Profissional - Setembro

14 governança PERENIDADE É A CHAVE PARA A SUSTENTABILIDADE Em outras palavras, o que as empresas querem daqui há 100 anos Anos atrás quando se discutia responsabilidade social e governança corporativa, a maioria das pessoas dizia que era um assunto que pouco tinham a ver. A governança cuidava apenas dos interesses dos acionistas, principalmente dos minoritários, dentro do conceito de gestão, propriedade e retorno. Com o passar do tempo, o conceito de múltiplos interesses cresceu. Hoje, ela não só cuida dos acionistas, mas, também, de outros públicos que afetam econômica, financeira e socialmente a companhia. Essa mudança mostra que está havendo um grande beijo entre governança corporativa e sustentabilidade, e os gestores estão percebendo isso. A afirmação foi feita pelo administrador Roberto Sousa Gonzales, assessor para assuntos de sustentabilidade da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec), em palestra no CRA-SP, a convite do Grupo de Excelência Governança Corporativa. 14 Administrador Profissional - Setembro A principal mensagem por ele transmitida é a de que não se pode falar em sustentabilidade sem ter como objetivo a perenidade. Isso implica que a empresa precisa saber o que a sociedade espera dela daqui a 100, 200 anos, justificou. Citou como exemplo a Saint-Gobain, criada em 1665, na França, por ordem do rei Luís XIV, para fabricar os espelhos do Palácio de Versalhes. Na época, a companhia chegou a ter trabalhadores escravos e limitava a ida dos sopradores de vidro ao banheiro. Ao longo do tempo a história mudou porque a Saint Gobain soube enxergar as tendências. Hoje é um grupo multinacional, fabricante de materiais tecnológicos e transformador de vidros, ferros fundidos, plásticos e cerâmicas. Para que governança e sustentabilidade caminhem juntas, a ética não pode ser deixada de lado. Quem deixou de partir para esse caminho foi a Enrom. Até estourar o escândalo contábil, em dezembro de 2001, seu código de conduta era referência nos Estados Unidos. A empresa, que liderava o mercado norte-americano de energia, era um dos melhores lugares para se trabalhar. No entanto, a ética não era o forte de sua gestão, apesar de um mês antes seu presidente ter feito uma palestra em uma universidade americana sobre ética empresarial, justificou. De acordo com Gonzalez, ser ético é uma questão complexa. Não se pode ser socialmente responsável em uma questão e não ser em outras, como acontecia na Enrom. Se existe um código de conduta é para ser cumprido. Do contrário, é melhor dizer porque não o tem, enfatizou. Comitês Os especialistas afirmam que a empresa deve se relacionar com os seus públicos extermos seguindo diretrizes estabelecidas pelos

15 Conselhos de Administração. Mas, em boa parte dos casos, não é assim que funciona, já que a forma como ela deve se comportar é definida pela diretoria, muitas vezes de Recursos Humanos. Apesar de favorável à criação de comitês de ética, Gonzales lembra que essa prática só dá bons resultados se estiver embasada em conceitos claros. Citou o exemplo de uma empresa nordestina de energia, cujo comitê de ética foi formado por pessoas sem quaisquer conhecimentos do assunto, a ponto de não se opor sobre um evento em um hotel em São Paulo para definir reajustes nos preços das tarifas. Se nos comitês de auditoria a presença de um especialista em finanças é obrigatória, porque em outros não se pode ter um profissional com conhecimentos sobre o assunto, questiona Gonzales. A busca do bem comum Para Gonzalez, nenhuma outra figura representa tão bem a sustentabilidade como o móbile. Cada ponta do brinquedo carrega indicadores diferentes: econômicos (crescimento, valor para o acionista. eficiência, inovação), ambientais (ecossistema, clima, biodiversidade, capacitação térmica) e sociais (eqüidade, inclusão social, diversidade cultural). Qualquer mexida em uma dessas peças, as outras se alteram. Ou seja, a sustentabilidade é um sistema que, por ser alimentado informações, pode trazer impactos para qualquer um dos lados. Logo, deve-se procurar o equilíbrio entre estas pontas. A união desses conceitos leva à percepção do valor das empresas. O mercado confere a elas descontos quantitativos (tangíveis - intrínsecos, percebidos pelos gestores) e qualitativos (intangíveis, percebidos pelos públicos estratégicos), que se relacionam com os riscos. Assim, quanto menos se conhece a organização, maior o risco que ela corre. É por isso que quanto mais informações uma empresa presta a uma instituição financeira, menores serão as taxas de juros, justificou. Em 1930, 70% dos valores das organizações eram tangíveis; em 2000, 80% são intangíveis. Isso explica, de acordo com Gonzales, a importância de se atrelar a uma marca tudo o que a empresa faz e como é o seu relacionamento com os públicos estratégicos. Esse relacionamento impacta na análise das demonstrações. Hoje, o conhecimento adquirido por um funcionário (memória da empresa), a marca, a reputação e outros itens não mencionados na contabilidade, são informações que representam o maior valor de mercado das empresas. O objetivo das empresas sempre será o de gerar riquezas para seus acionistas. Para isso, terá que buscar, por meio da sustentabilidade, o desenvolvimento do bem comum, finalizou. Administrador Profissional - Setembro

16 Negociação A arte de negociar não nasce com o indivíduo Ela pode ser desenvolvida, segundo especialista Os cursos relacionados à área de Administração preocupamse, geralmente, em oferecer aos participantes ferramentas para que possam fazer uma leitura do contexto ambiental e seu relacionamento com as diversas áreas funcionais da empresa, como finanças, marketing, sistemas de informação, gerência de operações, logística, gerência de recursos humanos. Isso permite identificar e diagnosticar problemas, o que é fundamental para o desenvolvimento dos processos de tomada de decisão, de formulação de soluções alternativas, de políticas e de estratégias eficazes. Dentre as ferramentas oferecidas, a habilidade em negociação é imprescindível. A afirmação é da administradora Neusa Pereira Bojikian, especialista em negociação e solução de conflitos. Para ela, que também é coordenadora do Grupo de Excelência em Negociação do CRA-SP, as pessoas nunca dispõem de tudo o que querem. Os recursos são escassos e nem sempre servem aos nossos interesses. A menos que essas necessidades sejam satisfeitas por meio de um acordo entre as partes, enfatiza, ao lembrar que isso explica o porquê a habilidade em negociação é uma ferramenta essencial aos gestores de hoje. Diferente do que muitos acreditam, a negociação, segundo Neusa, não é uma habilidade que nasce com o indivíduo. Pode ser desenvolvida, felizmente, afirma. Ela diz não se tratar de um processo mecânico e imediato, mas, em grande parte, às alterações sociais e econômicas. Essas alterações podem ser observadas na mobilidade e diversidade da força de trabalho, nos processos de reestruturação organizacional, 16 Administrador Profissional - Setembro

17 na emergência de novas frações da economia, na tendência à abertura de mercados nacionais a estrangeiros e no estreitamento das relações entre as diferentes culturas. O desenvolvimento dessa habilidade é fruto de um processo de aprendizado contínuo. Praticá-lo e ter uma visão crítica dos resultados são fundamentais. Embora quase tudo seja negociável, muitos negócios não são fechados, muitos valores não são agregados, porque os profissionais cometem erros em negociação. Erros que, supreendentemente, poderiam ser evitados, esclarece Neusa, ao afirmar ser muito importante que administradores e outros profissionais saibam como obter os melhores resultados em suas negociações. Saber negociar é o passaporte para assumir, principalmente, o papel da liderança, mas é, acima de tudo, um instrumento que permite desenvolver as relações entre as partes, destaca. A disciplina Negociação já é explorada pelas escolas de Administração, em programas de especialização, de educação executiva, e em instituições de Direito e Relações Internacionais. Trata-se de uma iniciativa louvável das instituições de ensino e uma oportunidade que os alunos não devem desperdiçar. Mas é necessário que essa matéria seja ministrada ao nível da excelência. As perspectivas sobre esse conhecimento devem estar acima das simples operações de compra e venda, o que requer um compromisso mútuo entre as partes, enfatiza. E finaliza: Se, por um lado, os instrutores precisam estar preparados para transmitir conteúdos, por outro os alunos devem estar abertos para recebê-los, livres de preconceitos, posturas defensivas e expectativas desalinhadas. Dessa forma, os cursos superiores não só formariam bons profissionais, como também excelentes negociadores. Administrador Profissional - Setembro

18 Trabalho Um novo mercado para o executivo brasileiro Formação multicultural ajuda brasileiro a administrar filiais no exterior Nos últimos anos aumentou o número de empresas brasileiras, mesmo de médio porte, que compraram ativos no exterior. Um dos casos mais recentes é o do grupo JBS, dono da Friboi, maior frigorífico da América Latina, que adquiriu por US$ 1,4 bilhão a americana Swift, terceira maior processadora de carnes dos Estados Unidos. E, para não fugir a regra, a empresa compradora passará a ditar as regras do jogo. O tom abrasileirado à gestão das plantas estrangeiras começou assim que o negócio foi fechado, há cerca de dois meses. Foram expatriados executivos para as áreas administrativas, industrial, Recursos Humanos e logística, entre outras. A idéia, de acordo com Marco Aurélio Barbosa, diretor de RH e comunicação corporativa da Friboi, 18 Administrador Profissional -Setembro- Junho é levar a cultura da empresa para o exterior. Mesmo sabendo que é um entrave, ele aposta no sucesso da fórmula brasileira. Faz coro com esse pensamento Gino Oyamada, um dos sócios da Fesa Global Recruiters, que já orientou empresas em processos de aquisição na Europa e na Ásia. Para ele, a existência de muitas nacionalidades no País contribui para a formação multicultural do executivo brasileiro. E isso, segundo ele, abre muitas portas, já que fica mais fácil ele se adaptar às realidades estrangeiras do que o inverso. Facilidades ou não, o fato é que quando ocorre uma fusão entre empresas de dois países, não há como deixar de lidar com leis diferentes, sindicatos diferentes, enfim, culturas diferentes. Deixar de identificar os traços culturais e individuais dos colegas de outros países é um convite para lidar com o fracasso. Um dos casos mais conhecidos é o da fusão entre a alemã Daimler-Benz e a americana Chyrsler, ocorrida em Classificada como a fusão do século do mundo automobilístico, a idéia era criar uma utilização conjunta de componentes para produtos assemelhados e, com isso, uma redução de custos nos produtos. Mas, por enxergarem apenas semelhanças, o abismo que separava as duas empresas apareceu em forma de prejuízos e de demissão em larga escala. Depois de injetar bilhões de euros para tentar recuperar a Chrysler, a empresa alemã decidiu vender 80,1% da norte-americana para o grupo de private equity (fundo que

19 compra participações em empresas) Cerberus Capital Management. Resistência Responsável pela condução da mudança do processo cultural envolvendo a aquisição do Banespa pelo Banco Santander, o administrador Herbert Steinberg disse não haver culturas iguais na união de duas empresas, seja de que portes forem. Quando se dá a fusão da cultura A com a cultura B, o que ocorre é o surgimento de uma terceira cultura, que nada tem a ver com A ou B, apesar de ser fruto delas, declarou ao Administrador Profissional. Uma das maiores dificuldades em um processo de mudança é o combate à resistência. O temor aos cortes no quadro de pessoal e à adequação de processos levam as pessoas a resisitirem as mudanças. O ápice da resistência se dá quando pessoas estranhas (novos executivos) começam a circular os corredores da nova empresa. Participar de um programa de expatriação nestas condições é sinônimo de frustração. Um exemplo mal-sucedido aconteceu com a América Latina Logística, ao adquirir em 1999 três ferrovias argentinas. A direção dos negócios foi entregue a um brasileiro, que apesar de capacitado e de dominar o idioma espanhol não conseguiu vencer a resistência local. Para evitar problemas dessa natureza, empresas brasileiras com filiais estrangeiras exigem que os executivos estejam mais interessados em gerar resultados do que enriquecer os currículos com experiências estrangeiras. Tudo é feito para que nada saia errado, pois uma expatriação errada é frustrante para o profissional e péssima para a empresa. Por outro lado, a versatilidade do administrador brasileiro chama a atenção dos investidores estrangeiros que compram empresas nacionais. Cada vez mais são considerados vitais para a gestão dos negócios no País. A sabedoria para o investidor é ter um executivo com senso global de realização, de investimentos, mas que seja essencialmente local, pois só assim irá entender o ambiente e as questões básicas necessárias para a melhor performance dos negócios, declarou Steinberg. Administrador Profissional - Setembro

20 Atividades do conselho Atividades do conselho Para representá-lo em diversas solenidades de colação de grau, o Conselho Regional de Administração de São Paulo destacou os seguintes administradores: Antônio Carlos Cassaro Universidade Paulista (UNIP), campus Anchieta; Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM); Faculdade Taboão da Serra (SP); e Faculdade de Administração da FAAP, todas em São Paulo. Cassaro participou também, ao lado do administrador Márcio Gonçalves Moreira, do programa Faculdade Visita o CRA-SP e das comemorações dos 88 anos de fundação do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo Décio Alves de Oliveira Universidade São Francisco, campus Bragança Paulista (SP) Eldir Paulo Scarpim Faculdade Birigui (SP) José Carlos Simões Faculdade de Administração de Mirandópolis (SP). Além disso, os conselheiros Cid Nardy e Mauro Kreuz participaram, respectivamente, da homenagem aos Bem Sucedidos 2007, promovida pela revista Banco Hoje, e do Encontro Nacional da Angrad, com o tema Novas Fronteiras do Ensino da Administração, promovido pela Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Administração, em Cuiabá (MT). 20 Administrador Profissional -Setembro- Junho Mérito Acadêmico O CRA-SP entregou o diploma de mérito acadêmico aos seguintes formandos: Adriana Regina Ribeiro (Faculdade Birigui, de Birigui); Ana Paula Pinhata (Faculdade de Administração de Mirandópolis); Bianca Mafra Schnellrath (Escola Superior de Propaganda e Marketing, de São Paulo); Daniel Boigues Prudêncio (Universidade do Oeste Paulista); Jaqueline Aparecida Pereira (Universidade Paulista, campus Anchieta); João Carlos de Faria (Centro Universitário São Camilo); Sérgio Moreira de Menezes (Faculdade de Taboão da Serra); e Sílvio Anástácio da Silva (Universidade São Francisco, campus Bragança Paulista). Centenário do Movimento Escoteiro O CRA-SP congratula-se com a União dos Escoteiros do Brasil pela passagem dos cem anos do movimento escoteiro. Fundado por Robert Stephenson Smith Baden Powell, o escotismo é um movimento mundial educacional, voluntariado, apartidário e sem fins lucrativos. Foi criado com a missão de desenvolver no jovem conceitos de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina. Abad O CRA-SP apóia a Associação Brasileira dos Administradores (Abad). Com a pretensão de congregar os administradores registrados de todo o País, a nova entidade visa a promoção da ciência da Administração, por meio de reuniões de estudo, pesquisas, cursos, seminários, congressos, publicações e promoções. A Abad pretende também ser uma grande aliada dos Conselhos Regionais de todo o País na luta pelo zelo da profissão. Pode contribuir, ainda, para o aprimoramento dos administradores por meio da difusão massiva das tendências do mercado e das novas técnicas desenvolvidas, com a apresentação de exemplos de sucesso no desempenho das atividades. Sindaesp Outra entidade apoiada pelo CRA- SP é o Sindicato das Empresas de Administração no Estado de São Paulo, o Sindaesp, cuja missão de representar os interesses das empresas do setor perante as autoridades administrativas e judiciárias. Além de atuar no campo trabalhista, o Sindaesp quer colaborar com o Estado no estudo e solução dos problemas que se relacionam com a categoria econômica.

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