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1 Mercados informação global Suíça Ficha de Mercado Junho 2010

2 Índice 1. País em Ficha 3 2. Economia Situação Económica e Perspectivas Comércio Internacional Investimento Turismo Relações Económicas com Portugal Comércio Serviços Investimento Turismo Relações Internacionais e Regionais Condições Legais de Acesso ao Mercado Regime Geral de Importação Regime de Investimento Estrangeiro Quadro Legal Informações Úteis Endereços Diversos Fontes de Informação Informação Online aicep Portugal Global Endereços de Internet 33 2

3 1. O País em Ficha Área: km 2 População: 7,70 milhões de habitantes (2008, estimativa) Designação oficial: Forma de Estado: Chefe do Estado (Pres. Fed. e Ministro da Economia) em 2010: Vice-Presidente e Ministro do Ambiente, Transportes, Energia e Comunicações Confederação Suíça República federal Doris Leuthard; por tradição, o cargo é exercido num sistema de rotatividade anual entre os membros do Conselho Federal Moritz Leuenberger Data da actual Constituição: 29 de Maio de 1874; revista em Janeiro de 2000 Principais Partidos Políticos: SVP Partido Popular Suíço, SP Partido Social Democrata, FDP - Partido Radical Democrático, CVP - Partido Democrata Cristão, Partido Verde, BDP - Partido Conservador Democrático. As próximas eleições federais estão previstas para Outubro de 2011 Capital: Berna 123 mil habitantes (2008) Outras cidades importantes: Zurique; Genebra; Basileia; Lausanne Religião: Língua: 41,8% da população residente é católica romana, 35,3% é protestante e 4,3% é muçulmana A Suíça tem quatro línguas oficiais: o alemão, falado por cerca de 64% da população, o francês (19%), o italiano (8%) e o reto-romanche (1%). Outras línguas, entre as quais o português, são faladas por cerca de 8% da população. Unidade monetária: Franco Suíço (CHF) 1 EUR = 1,52 CHF (média 2009) 1 EUR = 1,09 CHF (média 2009) Risco País: Ranking em negócios: Risco Político - AAA Risco de estrutura económica - AA Risco país - AA (AAA = risco menor; D = risco maior) Índice 8,44 (10 = máximo) Ranking geral 2 (entre 82 países) (EIU Junho 2010) 3

4 2. Economia 2.1 Situação Económica e Perspectivas A economia suíça é muito desenvolvida e moderna, caracterizada por um sector terciário marcadamente predominante (71% do PIB, em 2008), uma cultura empresarial exigente e uma mão-de-obra altamente qualificada, uma competitividade externa crescente de 6,7% do PIB em 2005, para 11,2% em 2008 (medida como contributo líquido da balança comercial de bens e serviços para a formação do PIB), com uma taxa de crescimento do PIB bastante acima da média da UE27 e um PIB per capita dos mais elevados do mundo ( USD; o 3º mais elevado do conjunto das 31 economias da OCDE). Segundo o World Economic Forum 2009, de 134 países, a Suíça era o 2º mais competitivo do mundo, graças à excelente capacidade de inovação e sofisticada cultura empresarial, à importância dos gastos em I+D, às instituições científicas de investigação, consideradas das melhores do mundo e à cooperação entre o mundo académico e o empresarial, que assegurava que a maior parte da investigação se traduzisse em produtos e processos comercializáveis, fazendo do país o 6º a nível mundial, em termos de patentes registadas per capita. Tratando-se de uma economia com um sector terciário extremamente forte, é mundialmente reconhecida também a forte competitividade dos seus sectores químico, farmacêutico, de máquinas, relojoaria e de aparelhos e instrumentos de precisão, ocupando a Suíça o 2º lugar na Europa quanto a produtos em desenvolvimento da indústria biotecnológica e contando com duas firmas farmacêuticas entre as dez maiores do mundo. Após quatro trimestres consecutivos de crescimento negativo, a economia suíça saiu no terceiro trimestre de 2009 da mais profunda recessão económica desde Trata-se, contudo, de uma recuperação económica e frágil e ainda não solidamente consolidada. A economia helvética é muito dependente de suas exportações: o abrandamento eventual do crescimento conjuntural da economia mundial e, em particular, da UE, seu principal parceiro económico, não deixaria de ter novamente um impacto negativo significativo na economia suíça. Contudo, há que realçar que a economia suíça foi das que, no contexto das economias mais desenvolvidas do mundo, reiniciou a sua recuperação económica com menos custos, graças principalmente à ausência no seu seio de desequilíbrios significativos, como a inexistência de um endividamento excessivo das famílias, a falta de solidez das finanças públicas, a inexistência de bolha imobiliária, mantendo-se relativamente normal a concessão de crédito às famílias e empresas. Por outro lado, as autoridades conseguiram não hipotecar a recuperação através da concessão de um apoio conjuntural incondicional (não ultrapassou1% do PIB), fonte de riscos para as finanças públicas, enquanto que a sua economia soube tirar partido também dos planos de recuperação económica adoptados pelas grandes economias mundiais e, em especial, pelas dos seus países vizinhos, evitando assim uma quebra mais forte de suas exportações. 4

5 Todavia, a frágil recuperação pode ainda vir a ser hipotecada pela gestão da sua consolidação, face ao desafio da resolução do problema de uma taxa directora extremamente baixa (0,25%), e da necessidade de se impedir a apreciação do franco suíço para além de determinados limites, de forma a não impedir a expansão das exportações, vitais para a economia. Finalmente, tendo em consideração a economia suíça, o grande peso do seu sistema financeiro (banca e seguros), poderá vir a ter que enfrentar-se ainda com algumas incertezas, face a uma eventual crise global de crédito. Com efeito, sendo um dos pilares da economia suíça, em 2008, o sector financeiro representava cerca de 12,6% do PIB e 6% do emprego os seus activos equivaliam a cerca de 5,7 vezes o PIB nacional e a parte alocada no estrangeiro a 3,5 vezes o PIB; dois dos dez maiores bancos mundiais são suíços; Por outro lado, calcula-se que o sector financeiro possa vir a ter de enfrentar-se com mudanças estruturais resultantes da resolução de questões ligadas ao sigilo bancário e à necessidade de uma maior e mais transparente cooperação do sector com entidades fiscais competentes de outros países, podendo admitir-se um declínio possível do sector em termos de importância e contribuição para o crescimento económico. Principais Indicadores Macroeconómicos Unidade a 2011 a 2012 a População Milhões 7,59 7,70 7,77 7,83 7,87 7,91 PIB a preços de mercado 10 9 CHF 521,1 541,8 535,6 556,4 569,9 585,6 PIB a preços de mercado 10 9 USD 434,1 500,3 492,2 491,4 464,5 455,5 PIB per capita USD Crescimento real do PIB Var. % 3,6 1,8-1,5 1,7 1,4 1,3 Consumo privado Var. % 2,4 1,7 1,2 1,4 0,8 1,0 Consumo público Var. % 0,5-0,1 2,5 0,9 0,3-0,3 Formação bruta de capital fixo Var. % 5,2 0,4-3,7 0,9 0,5 1,2 Taxa de desemprego média % 2,8 2,6 3,7 4,2 4,2 3,9 Taxa de inflação média % 0,7 2,4-0,5 1,0 0,9 1,0 Dívida pública % do PIB 43,6 41,3 a 40,5 a 40,3 40,5 40,0 Saldo do sector público % do PIB 2,2 0,9 a -0,2 a -1,3-1,1-0,6 Balança corrente 10 9 USD 40,6 5,1 36,0 a 32,5 29,0 29,6 Balança corrente % do PIB 9,3 1,0 7,3 a 6,6 6,2 6,5 Dívida externa Dívida externa 10 9 USD % do PIB Taxa média de câmbio USD= CHF 1,20 1,08 1,09 1,13 1,23 1,29 Taxa média de câmbio EUR= CHF 1,64 1,59 1,52 1,47 1,50 1,52 Fonte: EIU Junho 2010 Nota: (a) Estimativas 5

6 No período de , o PIB suíço cresceu a uma taxa média de 2,9% ao ano, com um pico de 3,6% em 2006 e 2007, superando a da UE27 (2,2%). Sem dúvida que as exportações líquidas, com uma taxa de abertura de sua economia ao exterior de 93,7% (a terceira maior taxa no âmbito das economias mais desenvolvidas da OCDE, apenas atrás da Bélgica e Holanda com 150,1% e 115,5%, respectivamente), foram a locomotiva principal do crescimento, coadjuvadas pelo consumo privado e, em menor medida, pela formação bruta de capital fixo. Em 2009, o PIB suíço registou uma taxa de crescimento de -1,5% (1,8% em 2008), em consequência directa do agravamento da crise económico-financeira mundial, vinda já do segundo semestre de 2008, reflectida numa contracção real das exportações de bens e serviços de 9,9% e da formação bruta de capital fixo de 3,7%. As existências, o consumo privado e público evitaram uma quebra maior do PIB. Dada a natureza da crise mundial, o facto do sector financeiro figurar como um dos fortes pilares da economia suíça explica também a contracção do PIB. Em verdade, a economia suíça passou por uma das mais profundas recessões das últimas décadas, embora, tenha sido menos violenta do que na maioria dos outros países da OCDE. Segundo as estimativas do Economist Intelligence Unit (EIU), o PIB suíço deverá, em 2010, registar já uma recuperação assinalável de 1,7%, graças principalmente ao aumento real esperado da procura externa de 6,4%, devendo a taxa de crescimento real da procura interna desacelerar de 1,7% em 2008 para 0,5% em 2009, contribuindo, para o seu crescimento o conjunto das variáveis constituintes do PIB (com excepção das existências), com realce para as exportações líquidas. Em 2012 e 2013, o PIB deverá registar uma desaceleração das suas taxas de crescimento para 1,4% e 1,3%, respectivamente, devido sobretudo ao forte abrandamento do contributo da procura externa, compensado pelo contributo do aumento real da procura interna, com realce para a formação de existências e o consumo privado. A taxa de inflação, que montou a 2,4% em 2008 (1,4% em média no período de ), em resultado principalmente do aumento dos preços energéticos, géneros alimentares e preços administrativos, caiu para -0,5% em As pressões sobre os preços deverão manter-se fracas em 2010 e 2011, mas, mesmo assim, permitindo uma saída da deflação, com taxas médias de 1,0% e 0,9%, respectivamente. A taxa média de desemprego, que caíra de 3,8% em 2005 para 2,6% em 2008, subiu para 3,7% em 2009, prevendo-se que aumente ainda para 4,2% em 2010 e 2011 e baixe, posteriormente, para 3,9%, em 2012, mantendo-se assim bem acima do nível de 2008, o que reflectirá a persistência dos efeitos negativos da crise económico-financeira mundial, embora menos acentuados do que noutras economias desenvolvidas. Em consequência dos efeitos negativos da crise económico-financeira mundial na economia suíça e das medidas anti-crise tomadas tendo em vista a sua superação, o saldo orçamental caiu de 0,9% do PIB em 2008 para -0,2% do PIB em 2009, prevendo-se que caia ainda para -1,3% do PIB em 2010, e venha a 6

7 subir para -1,1 e -0,6% do PIB, em 2011 e Só para 2013 se espera novamente um saldo orçamental positivo (0,1% do PIB). Após um aumento acentuado das despesas e receitas orçamentais em 2,4 e 1,1 pontos percentuais, em 2008, prevê-se que, em termos relativos, as despesas representem 36,5% do PIB em 2013 (-0,5 pontos percentuais aquém do nível de 2008) e as receitas 36,6% do PIB (-1,3 pontos percentuais aquém do nível de 2008), o que explica a evolução do saldo orçamental acima indicado. A recuperação do equilíbrio orçamental será assim alcançada, mediante a redução das despesas e receitas orçamentais, com maior enfoque nas receitas. Por seu lado, a dívida pública que nos últimos anos regredira continuamente de 52,6% do PIB em 2005 para 41,3% do PIB em 2008 (-11,3 pontos percentuais), regrediu mais suavemente em 2009 para 40,5% do PIB, prevendo-se que continue com este deslizamento até 38,9% do PIB em 2013 (-2,4 pontos percentuais em relação a 2008). Há que realçar que, segundo os dados e previsões disponíveis, a dívida pública suíça era já em 2008 uma das mais baixas das economias mais desenvolvidas da OCDE, devendo, com 38,9% do PIB encontrar-se na 2ª posição em 2013, atrás apenas da dívida pública sueca (36,2% do PIB). De facto, para o período de , as previsões apontam, contrariamente aos casos sueco, suíço e norueguês, para aumentos significativos da dívida pública em todas as restantes economias daquele grupo, desde cerca de 5, 12 e 13 % (Austrália, Áustria e Itália, respectivamente), até aumentos percentuais de 34, 39 e 53 pontos (Japão, Reino Unido e Irlanda). Em comparação com os aumentos previstos naquele período, a diminuição da dívida pública suíça afigura-se como algo de verdadeiramente relevante, reflectindo, em parte, o método seguido de esperar para ver, na sequência dos pacotes de medidas fiscais e outras tomadas. No período de , o saldo da balança corrente diminuiu de 52,9 para 5,1 mil milhões de USD, ou seja, de 14,2% para 1,0% do PIB. Esta queda dramática do saldo da conta corrente ficou a dever-se, antes de tudo, à diminuição abrupta do saldo da balança de rendimentos (em mil milhões de USD) de 34,0 para 2,8 e -37,3 mil milhões de USD (o primeiro saldo negativo jamais registado), em 2005, 2007 e 2008, respectivamente, ou seja, de 9,1% para 0,6% e -7,5% do PIB, reflectindo o arranque do avolumar de consequências negativas da crise económico-financeira mundial na economia suíça. Em 2009, o saldo da balança corrente registou um forte aumento para 36 mil milhões de USD, isto é, para 7,3% do PIB, mesmo assim ainda muito aquém do nível de 2005 de 14,2% do PIB. Esta evolução agora acentuadamente positiva ficou a dever-se à recuperação extraordinária do saldo da balança de rendimentos de -37,3 para -0,8 mil milhões de USD, isto é de -7,5% para -0,2% do PIB. Há que realçar que, não obstante a quebra assinalável das exportações e importações de -13,7% e - 15,1%, respectivamente, em 2009, a balança comercial, dado o diferencial de taxas de crescimento negativo, aumentou o seu contribuiu positivo para o saldo da conta corrente de 2,7% do PIB em 2008 para 3,0% do PIB em

8 Calcula-se que, em 2010, o saldo da balança corrente desacelere ligeiramente para 6,6% do PIB, devendo manter-se, em média, à volta dos 6,4% do PIB em 2011 e 2012, o que se ficará a dever basicamente à evolução ligeiramente assimétrica dos contributos das balanças comercial (tendencialmente descendente) e de rendimentos (ascendente). 2.2 Comércio Internacional No contexto mundial, em 2008, a Suíça posicionava-se no 20º lugar no ranking de exportadores e no 23º lugar no de importadores, tendo, em relação a 2005, ganho uma posição como exportador e perdido 4 como importador. No período de , a taxa média de crescimento das exportações ascendeu a 9,3% ao ano e a das importações a 8,4%. Deste diferencial de crescimento resultou uma melhoria da taxa de cobertura das importações pelas exportações de 104,1% para 107,7%, o que se traduziu também numa evolução favorável do saldo comercial de 5,9 para 14,9 mil milhões de USD, ou seja, de 1,6% para 3,0% do PIB. Porém, numa análise mais aprofundada dos resultados da balança comercial naquele período distinguem-se claramente duas fases, separadas pelo agravamento indelével dos efeitos negativos da crise económico-financeira mundial na balança comercial do País, existindo, assim, a fase de pré-crise (até 2008) e a de após explosão da crise (2009). É de realçar o dinamismo notável das exportações que cresceram cerca de 59,4% entre 2005 e 2008, reflectindo principalmente uma melhoria competitiva da economia suíça no mercado internacional (a produtividade do trabalho cresceu a uma taxa média de 1,1% ao ano, a participação das exportações na formação do PIB subiu de 40,6% para 48,2%, o franco suíço apreciou-se em relação ao USD e depreciou-se em relação ao EUR a uma taxa média anual de 4,7% e 0,9%, respectivamente), sendo igualmente notável o aumento das importações de cerca de 56,6%, em igual intervalo, devido principalmente ao crescimento real da procura interna (1,2% em média ao ano) e ao aumento da participação das importações no PIB de 39,0% para 45,5%. O dinamismo das trocas comerciais com o exterior está igualmente patente no aumento do grau de abertura de sua economia ao exterior de 79,7% do PIB em 2005 para 93,7% do PIB em 2008, bem como no aumento do peso do saldo comercial no PIB de 1,6% para 2,7%, o que aponta, sem dúvida, para um aumento de competitividade externa de sua economia. Em 2009, em consequência da crise económico-financeira mundial e, tendo em consideração o grau relativamente elevado de abertura de sua economia ao exterior, do seu impacto negativo na economia suíça (a produção industrial registou uma quebra real de 7,9% e a formação bruta de capital fixo de 3,7%), o valor global das exportações contraiu 13,7% e o das importações 15,1%, enquanto que o grau de abertura de sua economia ao exterior retrocedeu de 93,7% do PIB em 2008 para 81,6% do PIB em 2009 (-12,1 pontos percentuais). Há que realçar, todavia, que devido ao diferencial de taxas de quebra das exportações e importações o saldo comercial aumentou de 13,5 para 14,9 mil milhões de euros, ou seja, de 2,7% do PIB para 3,0% do PIB. 8

9 Segundo as previsões do EIU, tanto o valor global das exportações como o das importações deverá continuar a cair até 2012, iniciando-se a partir de 2013 uma inversão de tendência, encontrando-se, contudo, em 2014, os valores exportados e importados ainda muito aquém dos registados em 2008, o que traduz bem o elevado grau de sensibilidade e vulnerabilidade da economia suíça à crise mundial. Evolução da balança comercial (10 9 USD) a Exportações fob 151,3 167,2 200,5 241,2 208,2 Importações fob 145,4 162,2 187,3 227,7 193,3 Saldo 5,9 5,0 13,2 13,5 14,9 Coeficiente de cobertura (%) 104,1 103,1 107,0 105,9 107,7 Posição no ranking mundial Como exportador 21ª 20ª 21ª 20ª nd Como importador 19ª 19ª 23ª 23ª nd Fontes: Nota: EIU; WTO - World Trade Organization (a) Estimativas Em 2009, a UE27 representou, no seu conjunto, 59,7% das exportações e 78,1% das importações do país, destacando-se, de longe, a Alemanha como principal parceiro comercial bilateral Suíça, seguida da Itália, França, Reino Unido, Espanha, etc., como clientes, e da Itália, França, Holanda, Áustria, etc., como fornecedores. Tanto no ranking de clientes como no de fornecedores é de realçar a posição cimeira da Alemanha na balança comercial suíça, ao adquirir 19,2% de suas vendas ao exterior e fornecer 32,6% das suas compras no exterior (as alfândegas suíças registam, como país exportador, o último a exportar e não o de origem, podendo, assim, a quota alemã de 32,6% estar, um pouco inflacionada). Portugal ocupava, em 2009, o 30º lugar no ranking de clientes, com uma quota de 0,54%, e o 34º lugar no ranking de fornecedores, com uma quota de 0,28%, significativamente aquém das da Suíça na nossa balança comercial. Fora da UE, em 2009, no grupo dos 10 primeiros clientes surgiam os EUA, Japão, China e Hong Kong; no dos 10 primeiros fornecedores surgiam os EUA e China. É esclarecedor o facto da Suíça realizar com quatro dos seus vizinhos 39,0% do valor global de suas exportações e 56,9% do valor global de suas importações, valorizando, assim, a sua centralidade geográfica. Segundo o World Trade Atlas (WTA), a balança comercial suíça com a UE27 registava, em 2009, um saldo negativo de cerca de milhões de USD, tendo registado os seus maiores saldos negativos com a Alemanha (cerca de milhões de USD) com a Irlanda (cerca de milhões de USD), os 9

10 maiores saldos positivos foram com o Reino Unido (2.887 milhões de USD) com a Espanha (2.482 milhões de USD). Fora da UE, a Suíça registava os seus maiores excedentes com os EUA (à volta de milhões de USD) e com, Hong-Kong (à volta de milhões de USD), os seus maiores saldos negativos foram com o Vietname (1.341 milhões de USD) e a África do Sul (910 milhões de USD). Principais Clientes Mercado Quota posição quota posição quota posição Portugal 0,53 31º 0,50 34º 0,54 30º Alemanha 20,32 1º 19,73 1º 19,24 1º EUA 9,72 2º 9,57 2º 10,03 2º Itália 8,71 3º 8,70 3º 8,42 3º França 8,35 4º 8,58 4º 8,37 4º Reino Unido 5,10 5º 5,16 5º 5,03 5º Japão 3,26 7º 3,25 7º 3,81 6º Espanha 3,67 6º 3,43 6º 3,48 7º China 2,63 9º 2,83 9º 2,94 8º Áustria 3,06 8º 2,78 10º 2,92 9º Hong Kong 2,57 10º 2,86 8º 2,89 10º UE ,66 -- Fonte: WTA Principais Fornecedores Mercado Quota Posição Quota Posição Quota Posição Portugal 0,26 33º 0,27 32º 0,28 34º Alemanha 32,56 1º 33,29 1º 32,58 1º Itália 10,79 2º 10,99 2º 10,71 2º França 9,49 3º 9,43 3º 9,30 3º EUA 5,79 4º 5,78 4º 5,77 4º Holanda 4,57 5º 4,56 5º 4,53 5º Áustria 4,19 6º 4,00 6º 4,28 6º Reino Unido 4,16 7º 3,67 7º 3,73 7º China 2,47 10º 2,52 9º 3,06 8º Bélgica 3,06 9º 3,16 8º 2,82 9º Irlanda 3,13 8º 2,50 10º 2,50 10º UE ,05 -- Fonte: WTA 10

11 Os dados mais recentes disponíveis, relativos aos principais produtos transaccionados pela Suíça em 2009, permitem relevar os seguintes aspectos: Forte peso dos produtos de elevado grau tecnológico e valor acrescentado de ambos os lados da balança comercial, embora com maior peso do lado das exportações. Com efeito, no conjunto dos oito primeiros grandes grupos de produtos abaixo indicados (89,8% do valor global exportado), os produtos de alta e média-alta tecnologia, os de valor acrescentado mais elevado, representam, à volta de 70,0% do valor global das exportações. Do lado das importações, no conjunto dos oito primeiros grandes grupos de produtos (77,5% do valor global importado), os produtos de alta e média-alta tecnologia representam 49,0% do valor global das importações; No âmbito dos produtos de maior intensidade tecnologia, do lado das Exportações, no grupo de Produtos Químicos destacam-se os produtos farmacêuticos com 23,8% e os de Química Orgânica com 9,3% do valor global das exportações; das Máquinas e Aparelhos, os Produtos de Engenharia Mecânica (12,0%) e os de Engenharia Eléctrica/Electrónica (6,8%); no de Instrumentos de Óptica e Precisão os ligados à medicina de uma maneira geral (7,5%) e à relojoaria (7,1%); No âmbito dos produtos de maior intensidade tecnológica, do lado das Importações, no grupo Produtos Químicos destacam-se os Produtos Farmacêuticos com 10,6% e os de Química Orgânica com 5,5% do valor global das importações; no de Máquinas e Aparelhos, os Produtos de Engenharia Mecânica (10,7%) e os de Engenharia Eléctrica/Electrónica (7,6%); no de Veículos e outro Material de Transporte, os Veículos Automóveis (7,0%); As características definidoras da balança comercial acima expressas reflectem um sector industrial suíço cada vez mais especializado e uma mão-de-obra altamente qualificada, como resultado de uma forte tradição em engenharia de produtos personalizados, tais como Instrumentos de Precisão, Relógios, Produtos Farmacêuticos e de Química Orgânica, Máquinas e Aparelhos que, com soluções à medida, são altamente competitivos no mercado mundial; Em síntese, a Suíça é significativamente dependente do comércio externo, com um padrão típico de país altamente desenvolvido e competitivo. Além de registar um importante comércio intra-industrial, realiza também importações significativas de matérias-primas, produtos intermédios e produtos de baixo valor acrescentado versus exportações de produtos de valor acrescentado elevado e tecnologia de ponta. 11

12 Principais Produtos Transaccionados 2008 Exportações / Sector % Importações / Sector % Produtos químicos 37,5 Produtos químicos 19,6 Máquinas e aparelhos 18,9 Máquinas e aparelhos 18,3 Instrumentos de óptica e precisão 14,6 Veículos e outro material de transporte 9,0 Pedras e metais preciosos, etc. 5,9 Pedras e metais preciosos, etc. 8,3 Metais comuns 4,2 Combustíveis minerais 7,3 Veículos e outro material de transporte 3,0 Metais comuns 5,7 Combustíveis minerais 2,9 Instrumentos de óptica e precisão 5,1 Plásticos e borracha 2,8 Plásticos e borracha 4,2 Fonte: WTA Tendo em vista uma percepção mais abrangente da estrutura das importações suíças, indicam-se a seguir os 20 primeiros itens de produtos importados, em 2009 (NC, a 4 dígitos, => 1,0%): NC Designação % do total 3004 Medicamentos, em doses ou acondicionados para venda a retalho 7, Automóveis de passageiros e outros veículos transporte passageiros, etc 4, Óleos de petróleo ou minerais betuminosos, exc. óleos brutos; preparações, etc 2, Artefactos de joalharia e suas partes, de metais preciosos ou metais folheados 2, Platina, em formas brutas ou semimanufacturadas, ou em pó 2, Sangue humano;anti-soro;vacinas,culturas de microorganismos e prod.semelhantes 2, Compostos heterocíclicos, exclusivamente de hetero-átomos de azoto (nitrogénio 2, Energia eléctrica 1, Máquinas automáticas p/ processamento dados/unidades; leitores magnéticos etc 1, Aparelhos eléctricos para telefonia ou telegrafia, por fios etc; vídeofones 1, Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos 1, Outros móveis e suas partes 1, Diamantes, mesmo trabalhados, mas não montados nem engastados 1, Artefactos de ourivesaria, suas partes, de metais preciosos/metais folheados 1, Artigos e aparelhos ortopédicos, talas, goteiras, etc. 1, Outros veículos aéreos, veículos espaciais e seus veículos de lançamento, etc. 1, Gás de petróleo e outros hidrocarbonetos gasosos 0, Instrumentos e aparelhos para medicina, cirurgia, etc. 0, Máquinas e aparelhos de impressão, etc. 0, Vinhos de uvas frescas 0,7 Fonte: WTA 2.3 Investimento No período de , a Suíça registou uma evolução de afluxos de IDE marcadamente errática, tendo subido no ranking de receptores do 230º lugar em 2005 para o 21º lugar em 2008 (não existem dados disponíveis sobre o posicionamento em 2009). 12

13 Já quanto país emissor de ID, a Suíça ocupa uma posição relativamente elevada no ranking de emissores (6º lugar em 2008), tendo, de uma maneira geral, durante todo o período em análise, as saídas superado, de longe, as entradas. Segundo o Banco Nacional da Suíça (SNB), em 2008, o IDE, acumulado, na Suíça elevava-se a 432,5 mil milhões de USD (valor contabilístico), o que representava 86,5% do PIB e cerca de USD per capita. É de realçar que, em 2008, as empresas com participação de capital estrangeiro (8.537) empregavam cerca de 395 mil trabalhadores, ou seja, 10,0% do número de empregados na Suíça. Segundo a mesma fonte, entre as principais regiões mundiais de origem do IDE acumulado na Suíça encontravam-se a UE27 com 70,5% do total, a América do Norte (18,9%), e a América Central e do Sul (9,1%); como principais países/entidades de origem figuravam a Holanda com 20,0% do total, EUA (18,5%), Áustria (13,1%), Luxemburgo (12,5%), Alemanha (8,2%), França (7,4%) e offshore financial centres da América Central e do Sul (8,8%). Em termos de destino sectorial, a indústria tinha, em 2008, absorvido 15,5% do IDE, acumulado, na Suíça e os serviços 84,5%. No âmbito do sector industrial surgiam à cabeça as indústrias química e de plásticos com 8,4% do total, electrónica, de energia, óptica e relojoaria (3,2%), metálica e de construção de máquinas (2,1%), outras indústrias e da construção (1,8%); no âmbito do sector de serviços destacavam-se os serviços financeiros e sociedades gestoras de participações com 57,8% do total, comércio (9,0%), banca (8,2%), seguros (4,5%). Segundo o SNB, em 2008, os fluxos de IDE foram realizados através dos seguintes tipos de veículos: capital social (-22,3% do total); lucros reinvestidos (18,7%); outras formas de capital (103,6%). Segundo o SNB, em 2008, o ID suíço, acumulado, no estrangeiro ascendia a cerca de 748,7 mil milhões de USD (valor contabilístico), o que representava 149,7% do PIB e cerca de USD per capita. De acordo com a mesma a fonte, entre as principais regiões mundiais de destino do ID suíço, acumulado, no estrangeiro encontravam-se a UE27 com 37,4% do total, América do Norte (22,5%), América Central e do Sul (19,5%), Outros Países Europeus (8,9%) e Ásia (8,0%); como principais países/entidades de destino figuravam os EUA com 18,5% do total, offshore financial centres da América Central e do Sul (14,0%), offshore financial centres de Europa (7,1%), Alemanha (6,9%) e o Reino Unido (6,3%). Em termos de destino sectorial, a indústria tinha, em 2008, absorvido 40,2% do ID suíço, acumulado, no estrangeiro e os serviços 59,8%. No âmbito do sector industrial surgiam à cabeça as indústrias química e de plásticos com 17,2% do total, metálica e de construção de máquinas (6,2%), electrónica, de energia, óptica e relojoaria (4,5%), têxtil e de confecções (2,3%), outras indústrias e da construção (10,0%); no âmbito do sector de serviços destacavam-se os serviços financeiros e sociedades gestoras de participações com 30,1% do total, seguros (12,0%), banca (11,5%), e o comércio (3,4%). 13

14 Segundo o SNB, em 2008, os fluxos de ID suíço para o estrangeiro foram realizados através dos seguintes tipos de veículos: capital social (106,2% do total); lucros reinvestidos (-46,3%); outras formas de capital (40,1%). Há que realçar que, segundo o World Investment Report 2009, da UNCTAD, a Suíça registava, em 2008, o rácio mais elevado de ID acumulado no estrangeiro em relação ao PIB, entre as economias mais desenvolvidas do mundo, abstraindo, obviamente, os paraísos fiscais. Com 147,5% do PIB, encontravase bem à frente da Holanda (96,9%), Suécia (66,7%), Irlanda (58,6%) e Reino Unido (56,7%), os países que mais se aproximavam da Suíça. É ainda mais impressivo o ritmo de aumento daquele rácio suíço que, segundo a mesma fonte, subiu de 27,7% do PIB em 1990 para 147,5% do PIB em 2008 (+120,3 pontos percentuais), em comparação com os aumentos em pontos percentuais registados na Holanda (61,0), Suécia (45,8), Irlanda (27,4) e Reino Unido (33,6), no mesmo período. Finalmente, com base nos dados do SNB, há que realçar a diminuição abrupta dos rendimentos dos investimentos directos suíços no estrangeiro de cerca de 46 mil milhões de USD em 2007 para 7,5 mil milhões de USD em 2008 devido, essencialmente, ao facto dos bancos terem sofrido perdas extremamente elevadas nas suas filiais no estrangeiro, provocadas já pela crise financeira mundial. Com base nos dados disponíveis, a taxa média de rentabilidade daqueles investimentos terá caído de 7,2% para 1,0%, enquanto que a taxa média da rentabilidade do IDE acumulado na Suíça terá, no mesmo período, diminuído apenas de 12,4% para 10,0%, o que mostra bem que a crise financeira mundial foi menos intensa no mercado interno. Investimento Directo ( 10 6 USD) a Investimento estrangeiro na Suíça Investimento da Suíça no estrangeiro Posição no ranking mundial Como receptor 230ª 11ª 11ª 21ª nd Como emissor 5ª 6ª 12ª 6ª nd Fonte: UNCTAD World Investment Report 2009 Nota: (a) EIU; estimativa nd não disponível 2.4 Turismo A Suíça recebeu cerca de 8,6 milhões de turistas em 2008, o que representou um acréscimo de 1,9% em relação ao ano anterior. Aliás, tem vindo a aumentar de forma contínua o número de turistas estrangeiros em visita ao País 6,0% em média ao ano, no período de

15 A grande maioria dos turistas é originária da UE27 (67,9% em 2008); no âmbito da UE27, vem a Alemanha em primeiro com 27,2% do número total de turistas, seguida do Reino Unido (9,6%), da França (7,8%), da Itália (6,4%) e da Holanda (4,8%), Fora da UE destacam-se os EUA com 7,6% do número total de turistas e o Japão (3,2%). De destacar que as receitas do turismo cresceram a uma taxa média de 13,8% ao ano, no período de , ou seja, muito acima da taxa média de aumento do número de turistas, o que traduz sem dúvida tanto uma melhoria da oferta, como um maior poder de compra dos turistas. Merecem relevo especial as dinâmicas significativamente diferentes de crescimento das taxas do número de turistas e de receitas, de 1,9% e 18,9%, respectivamente, em 2008, em relação ao ano anterior. As receitas do turismo representavam 3,5% do PIB, em Finalmente há que realçar que os turistas suíços despenderam cerca de 13,3 mil milhões de USD no estrangeiro em Indicadores do Turismo Turistas (10 3 ) nd Dormidas (a)( 10 3) nd Receitas (10 6 USD) Fonte: Notas: WTO World Tourism Organization (a) Só inclui dormidas na hotelaria global; n.d. não disponíveis 3. Relações Económicas com Portugal 3.1 Comércio O mercado suíço afigura-se já com uma importância de alguma relevância para a economia portuguesa, mais como cliente do que como fornecedor. No período de , embora mantendo um posicionamento estável no ranking de clientes (12ª posição em 2019), a sua quota de mercado ganhou peso de 0,82% para 0,93% (+13,4%), ao passo que subiu uma posição no ranking de fornecedores (da 21ª para a 20ª posição), mas perdeu quota de mercado de 0,67% para 0,66% (-1,5%). Segundo o WTA, Portugal assumia, em 2009, uma posição significativamente menos relevante na balança comercial suíça, tanto como cliente (30º lugar e uma quota 0,54%), como fornecedor (34º lugar e uma quota de 0,28%). Há que realçar que, de 2005 para 2009, Portugal subiu dois lugares no ranking de clientes da Suíça, embora perdendo quota de mercado de 0,57% para 0,54% (-5,3%), e perdeu um lugar no ranking de fornecedores, bem como quota de mercado de 0,30% para 0,28% (-6,7%). 15

16 No primeiro trimestre de 2010, a Suíça figurava como 12º cliente de Portugal e uma quota de mercado de 0,90% e como 23º fornecedor, respondendo por 0,65% das nossas importações, posicionamento e quotas a perder terreno em relação às tendências anteriormente registadas. Importância da Suíça nos Fluxos Comerciais com Portugal Como cliente Jan/Mar 2010 Posição 12ª 12ª 15ª 14ª 12ª 12ª % 0,82 0,78 0,71 0,79 0,93 0,90 Como fornecedor Posição 21ª 22ª 23ª 23ª 20ª 23ª % 0,67 0,68 0,69 0,63 0,66 0,65 Fonte: INE - Instituto Nacional de Estatística No período de , a balança comercial luso-suíça foi continuamente desfavorável a Portugal, tendo, em consequência do diferencial de dinâmicas de crescimento das duas variáveis 3,7% ao ano em média para as exportações e 0,6% para as importações -, a taxa de cobertura das importações pelas exportações aumentado de 76,9% em 2005, para 87,8% em 2009, do que resultou uma diminuição assinalável do saldo comercial de cerca de -76,0 para -40,2 milhões de euros (-47,1%). Contudo, há que assinalar que as nossas exportações se caracterizaram sobretudo por uma evolução errática, enquanto que as importações registaram uma evolução ascendente nos primeiros três anos, e descendente nos dois últimos anos do período. Verificou-se, todavia, uma tendência ascendente das relações comerciais bilaterais, com as exportações a aumentar 14,5% e as importações, 0,3%. Os efeitos negativos da crise económico-financeira mundial no intercâmbio bilateral fizeram-se sentir com maior intensidade do lados das importações, que das exportações. Com efeito, enquanto que, em 2009, o valor das exportações caiu 3,5%, o das importações contraiu 14,6%, resultando daí uma diminuição assinalável do saldo da balança comercial de cerca de -85,9 milhões de euros em 2008, para cerca de -40,2 milhões de euros em 2009 (-53,2%), enquanto que a taxa de cobertura subia de 77,7% para 87,8%. Sem dúvida que, em termos de relacionamento bilateral, a economia portuguesa foi mais ágil do que a economia suíça na superação dos efeitos negativos da crise económico-financeira mundial. Em relação a período homólogo de 2009, nos primeiros 4 meses de 2010 as exportações cresceram 10,7% e as importações 14,1%, resultando daí um agravamento do saldo comercial de cerca de -3,0 para -6,8 milhões de euros e uma redução da taxa de cobertura de 97,0% para 94,1%, invertendo-se assim a tendência vinda de

17 Evolução da Balança Comercial Bilateral (10 3 EUR) Var a % Jan/Abr 2009 Jan/Abr 2010 Exportações , ,7 Importações , ,1 Saldo Coef. Cobertura 76,9% 74.6% 67,6% 77,7% 87,8% -- 97,0% 94,1% -- Var. % 10/09 Fonte: INE Instituto Nacional de estatística Notas: a) Média aritmética das taxas de crescimento anuais no período As exportações portuguesas para a Suíça apresentaram, em 2009, um grau de concentração relativamente moderado, uma vez que os primeiros três grupos de produtos alimentares com 13,3% do valor total, máquinas e aparelhos com 10,3%, e os plásticos e borracha com 10,0% -, significavam pouco mais que 1/3 (33,6%) do valor global exportado, tendo evoluído no sentido de um maior equilíbrio estrutural em relação a 2005 (os três primeiros grupos representaram 43,6% do valor global exportado). Dos restantes grupos de produtos, são de destacar ainda o vestuário (8,8% do total exportado), produtos químicos (7,7%), pastas celulósicas e papel (6,1%), veículos e outro material de transporte (5,7%), calçado (5,4%), e madeira e cortiça (5,1%). No seu conjunto, pode dizer-se que a estrutura exportadora se mantinha, em 2009, por grandes categorias económicas, relativamente bem equilibrada, com os produtos intermédios respondendo por 42,7% do valor global exportado (40,1% em 2005), os bens de consumo por 30,5% (36,3% em 2005), e os bens de capital por 20,3% (22,4% em 2005) os valores confidenciais subiram a sua quota de 1,1% em 2005 para 6,4% em Em termos de grau intensidade tecnológica, a estrutura das exportações era, em 2009, dominada pelos produtos de baixa tecnologia, com 52,3% do total exportado, seguidos dos produtos de média-alta tecnologia (18,4%), média-baixa tecnologia (15,5%) e de alta tecnologia (13,7%). Tratando-se, sem dúvida, de uma estrutura exportadora marcadamente simples do ponto de vista tecnológico, há que notar, contudo, uma evolução positiva como o testemunha a queda do peso dos produtos de baixa intensidade tecnológica no total exportado de 59,0% em 2005 para 52,3% em 2009, e o aumento do peso dos produtos de alta intensidade tecnológica de 9,2% para 13,7%. Numa óptica de maior desagregação (NC a 4 dígitos), a estrutura das exportações era, em 2009, caracterizada pelos Pneumáticos com 7,0% do total exportado, Medicamentos, em doses ou acondicionados para venda a retalho (6,4%), Vinhos de uvas frescas (6,1%), Calçado com sola externa de borracha, plástico, couro e parte superior de couro natural (5,2%), Cervejas de malte (3,3%), Aquecedores eléctricos de água, Aparelhos eléctricos para aquecimento de ambientes, etc. (3,2%), Roupas de cama, mesa, toucador ou cozinha (3,0%), etc. 17

18 Finalmente, há que realçar que as exportações portuguesas para a Suíça mostram padrões de negócios muito estáveis. Com efeito, tomando como referência os dez primeiros capítulos pautais da NC (a dois dígitos) de 2005, registava-se, em 2009, o aparecimento de apenas um novo capítulo pautal nas exportações, ou seja, uma taxa de variabilidade de 10%, reflectindo, assim, nichos de mercado bem adequados à procura do mercado suíço. Todavia, numa perspectiva de balança comercial suíça e análise mais fina, constata-se que, em 2009, segundo o WTA, do conjunto dos primeiros 20 grupos de produtos portugueses (NC a 4 dígitos) mais exportados para a Suíça apenas 3 se encontravam entre os primeiros 20 grupos de produtos mais importados por aquele país de todo o mundo, o que aponta para um intercâmbio ainda pouco complexo e diversificado. De acordo com os dados do INE, o número de empresas que têm vindo a exportar produtos para a Suíça subiu de em 2004 para em 2008, reflectindo provavelmente o interesse crescente dos agentes económicos portugueses por aquele mercado. Exportações por Grupos de Produtos (10 3 Euros) 2005 % 2008 % 2009 % Produtos alimentares , , ,3 Máquinas e aparelhos , , ,3 Plásticos e borracha , , ,0 Vestuário , , ,8 Produtos químicos , , ,7 Pastas celulósicas e papel , , ,1 Veículos e outro material de transporte , , ,7 Calçado , , ,4 Madeira e cortiça , , ,1 Instrumentos de óptica e precisão , , ,3 Matérias têxteis , , ,2 Minerais e minérios , , ,5 Produtos agrícolas , , ,9 Metais comuns , , ,4 Peles e couros , , ,7 Combustíveis minerais 92 0,0 3 0, ,1 Outros produtos , , ,0 Valores confidenciais , , ,4 Total , , ,0 Fonte: Notas: INE - Instituto Nacional de Estatística Valores declarados; O ano de 2007 encontra-se corrigido dos valores confidenciais, correspondentes às operações abrangidas pela lei do segredo estatístico. 18

19 O grau de concentração das importações é de longe superior ao das exportações, uma vez que 46,2% do valor global das compras, em 2009, dizia respeito apenas a um grupo de produtos Produtos químicos, sendo de notar, contudo, uma diminuição assinalável do seu grau de concentração em 12,6 pontos percentuais (58,8% em 2005). Se a este grupo de produtos juntarmos os três seguintes mais importantes Instrumentos de óptica e precisão (14,4% do total), Máquinas e aparelhos (12,7%) e Produtos agrícolas (11,0%) -, o grau de concentração sobe para 84,3%. Dos restantes grupos de produtos, destacam-se, ainda, os metais comuns (2,2% do total importado) e os veículos e outro material de transporte (2,0%). No seu conjunto, pode dizer-se que a estrutura importadora se mantinha, em 2009, por grandes categorias económicas, acentuadamente desequilibrada, com os produtos intermédios respondendo por 63,5% do valor global importado (65,7% em 2005), os bens de capital por 29,1% (28,7% em 2005) e os bens de consumo por 2,7% (3,8% em 2005) os valores confidenciais subiram a sua quota de 1,8% em 2005 para 4,7% em Em termos de grau de intensidade tecnológica, a estrutura das importações era, em 2009, dominada claramente pelos produtos de alta tecnologia, com 61,4% do total das importações, seguida dos produtos de média alta tecnologia (18,6%), baixa tecnologia (15,8%) e de média-baixa tecnologia (4,2%), caracterizando-se, portanto, as importações por um grau tecnológico incomparavelmente superior ao das exportações. Todavia, registou-se uma diminuição do grau de intensidade tecnológica uma vez que os produtos de baixa e média-baixa tecnologia viram aumentar a sua quota de 10,9% para 20,0%. Numa óptica mais desagregada (NC a 4 dígitos), destacavam-se na estrutura das importações os medicamentos, em doses ou acondicionados para venda a retalho, com 34,0% do total importado, café mesmo torrado ou descafeinado (10,9%), relógios de pulso, de bolso e relógios semelhantes (8,0%), sangue humano, anti-soro, vacinas, culturas de microrganismos e produtos semelhantes (7,4%), relógios de pulso, bolso e semelhantes com caixa de metais preciosos/folheados, etc. (4,1%), etc. Finalmente, há que referir que as importações mostram padrões de negócios algo instáveis. Com efeito, tomando como referência os dez primeiros capítulos pautais da NC (a dois dígitos) de 2005, registavase, em 2009, o aparecimento de quatro novos capítulos pautais nas importações, ou seja, uma taxa de variabilidade de 40%, reflectindo assim nichos de mercado ainda não inteiramente consolidados. Segundo os dados do INE, verificou-se uma diminuição do número de empresas portuguesas que importam produtos no mercado suíço de em 2004 para em 2008, fruto provavelmente de uma concorrência cada vez maior naquele mercado. 19

20 Importações por Grupos de Produtos (10 3 Euros) 2005 % 2008 % 2009 % Produtos químicos , , ,2 Instrumentos de óptica e precisão , , ,4 Máquinas e aparelhos , , ,7 Produtos agrícolas , , ,0 Metais comuns , , ,2 Veículos e outro material de transporte , , ,0 Plásticos e borracha , , ,9 Produtos alimentares , , ,8 Pastas celulósicas e papel , , ,3 Matérias têxteis , , ,6 Minerais e minérios 450 0, , ,2 Madeira e cortiça 698 0, , ,1 Vestuário 228 0, , ,1 Peles e couros 140 0, , ,0 Calçado 8 0, ,0 41 0,0 Combustíveis minerais 25 0, ,8 6 0,0 Outros produtos , , ,8 Valores confidenciais , , ,7 Total , , ,0 Fonte: Notas: INE - Instituto Nacional de Estatística Valores declarados; 3.2 Serviços Em 2009, a Suíça posicionou-se como 6º mercado cliente dos serviços portugueses, tendo absorvido 4,8% das vendas totais ao exterior, e 5º fornecedor de serviços ao nosso país (7,9% das importações totais de serviços). Assim, tanto em termos de posição como de quotas, a Suíça apresentava-se já com uma importância muito relevante para a balança comercial de serviços portuguesa. No período de , como cliente, a Suíça subiu da 7ª para a 6ª posição, e de cerca de 4,1% para 4,8% em termos de quota de mercado (+18,1%); como fornecedor manteve o seu posicionamento, mas aumentou a sua quota de mercado de cerca de 7,4% para 7,9% (+5,9%). No período em análise, a balança comercial de serviços luso-helvética foi continuamente desfavorável a Portugal, tendo, em consequência do diferencial de taxas de crescimento das duas varáveis (12,5% ao ano em média para as exportações e 7,5% para as importações), a taxa de cobertura das importações pelas exportações melhorado significativamente de 81,3% para 97,5%, enquanto que o saldo registava também uma melhoria muito significativa de cerca de -114,8 para -20,0 milhões de euros (-82,6%). 20

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