Luís Toscano, novo responsável pelo Millennium bcp na Suíça

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1 Ano 2 - N 13 - Novembro 2008 Distribuição gratuita Director: António Veloso Direcção: Postfach Hasliberg Hohfluh - T Luís Toscano, novo responsável pelo Millennium bcp na Abono de Família O abono de família aumenta já a partir de 1 de Janeiro de 2009 Pág. 11 Construção Civil Salários aumentam 2,4 por cento na construção Pág. 12 Ensino de português na Cerca de 153 professores e alunos espalhados por mais de 900 turmas, dispersas por todos os cantões da Pág. 13 Pensões flexíveis para todos Para o sindicato são razões de equidade, de saúde, com vantagens para o mercado de trabalho, de justiça Pág. 12 Entrevista No contexto da actual crise, aquilo que posso dizer é que Millennium bcp está sempre à disposição para qualquer esclarecimento que seja necessário. Pág. 8-9 Dinheiro debaixo do colchão Pág. 6/7

2 O Portuga 3 EDITORIAL Esperança Director: Colaboradores: Publicidade: Fotografia: Paginação: Internet: Impressão: Contactos: Tiragem: António Veloso Cristina Gameiro David Margarido Armando Miranda Rogério Sampaio Álvaro Oliveira Benjamim Ferreira Manuel Vasconcelos José Martinho Arlete Kaufmann Nuno Carvalho António Veloso Tel Álvaro Oliveira António Veloso Ricardo Michael Luís Veloso Tipografia Coraze O Portuga Dir. António Veloso Postfach Hasliberg Hohfluh Telefone: Fax: exemplares Todos os artigos assinados e opiniões avulso expressas em reportagem são da inteira responsabilidade dos seus autores, quer o seu conteúdo esteja ou não de harmonia com a linha de orientação deste jornal. O PORTUGA pretende ser uma tribuna plural de opinião e com direito a um diálogo constante dos mais diversos quadrantes da sociedade. O conteúdo das publicações são da inteira responsabilidade dos anunciantes. Pode receber o jornal O Portuga em sua casa Pode receber comodamente o jornal O Portuga em sua casa pelo período de 1 ano (12 números) por CHF Para tal preencha e envie o formulário abaixo. Nome Morada A América elegeu um presidente negro. A América mudou. A primeira afirmação é um facto; a segunda, parecendo sê-lo, pode não passar de uma percepção, mas há um sentimento de esperança que se ouve dos americanos, principalmente. Estas eleições tiveram um acompanhamento mundial, mais do que o habitualmente acontece com as eleições para presidente dos Estados Unidos. A corrida à Casa Branca teve nestas eleições uma maior importância, precisamente por coincidir com o mergulho do mundo na maior crise financeira das últimas décadas. Eleito o sucessor da governação de George W. Bush, ver-se-á a força do novo presidente americano a partir de Janeiro, quando Barack Obama oficializar a sua entrada na Casa Branca. Terá de provar que responde ao mundo. Por enquanto, duas palavras ganharam primazia: simbolismo e esperança. Ambas são indispensáveis em política, na economia e no quotidiano das pessoas Mas como o sistema caiu, também terá de haver, na prática, uma reacção e esse simbolismo e esperança durarão enquanto as pessoas mantiverem essa chama acesa. Terá de haver uma resposta para o mundo se levantar. Numa altura que parece que nem toda a gente não sabe ainda muito bem os efeitos da chamada crise financeira mundial é certamente um momento de grande reflexão nas nossas vidas. Sabermos avaliar os nossos valores, a nossa humildade, o que pretendemos e, sobretudo, para onde caminhamos. Mas é preciso estar alertas aos interesses e joguinhos, também no nosso burgo, por parte de alguns que se auto-denominam como poderosos. Estes temem a descida das bolsas. É que isto da chamada crise financeira já se provou que até os mais poderosos caem, sobretudo, quando se trata de pessoas gananciosas. Há casos recentes que comprovam isso mesmo. Pode ser tomada uma de três atitudes possíveis. De passividade, provavelmente a pior, de lamento ou de procurar formas de actuar e resolver o problema. O problema parece ser de difícil solução, mas continuo a dizer que é preciso acreditar e ter esperança. Até sempre! António Veloso Director BCE corta taxa de juro em 0,50% Economia -Crise financeira leva três bancos centrais a descer juros. Na Zona Euro, taxa pode voltar a cair no próximo mês Código postal Localidade País Telefone Enviar para: O Portuga Dir. António Veloso Postfach HasliBerg Hohfluh O PORTUGA é distribuído na por LUSOMEDIA Distribuidor em toda a da imprensa portuguesa Telefone: O banco Central Europeu no passado dia 7 de Novembro, voltou a cortar a taxa de juro na Zona Euro em 0,50%, para 3,25%. Esta foi a segunda descida dos juros em cerca de um mês e o presidente da instituição deixou em aberto novos cortes para Dezembro. Discutimos várias opções em relação à dimensão do corte de juros, disse o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, confirmando que esteve em cima da mesa um corte de 0,75%. Discutimos os prós e contras e decidimos unanimemente descer em 0,50%, revelou. Novos cortes. Salientando que não nos pré-comprometemos, Trichet afirmou que não excluo que podemos descer outra vez os juros. Disse que só depois de serem conhecidas novas projecções do Eurostat é que se pode colocar a hipótese de rever os nossos dados. Em Portugal, a reacção do ministro das Finanças não se fez esperar. A decisão é um alívio para as famílias portuguesas que DÊ-NOS A SUA OPINIÃO! têm créditos, afirmou Teixeira dos Santos. O governante sublinhou ainda, citado pela agência Lusa, que o corte nas taxas directoras do preço do dinheiro é um sinal de que as iniciativas concertadas que os governos europeus têm vindo a tomar estão a ser importantes no sentido de recapitalizar e dar garantias ao sistema financeiro. Descida.Mas não foi apenas O BCE que anunciou um corte nos juros, política também seguida na, onde os juros caíram para 2%. jornaloportuga.com

3 Ano 2 - N 13 - Novembro O Portuga Crise Financeira opinião Resido em Genebra há 17 anos e sou uma leitora atenta ao vosso jornal. Tenho uma pergunta a colocar que será uma dúvida que trespassa a generalidade da comunidade emigrante. Até que ponto esta crise poderá afectar a os trabalhadores portugueses na? Lurdes Silva - Genebra (GE) Comunidade de Bulle Sou membro de uma colectividade de Bulle e gostaria que se fosse desenvolvido pelo jornal O Portugal um trabalho sobre a nossa Comunidade. Já realizámos vários eventos ao longo do ano em prol da nossa comunidade, mas há outras organizações em Bulle como comissões de pais, a Missão Católica, entre outras, que também desenvolvem acções meritórias que mereciam um relevo público. Por isso acho que seria interessante fazerem um artigo em conjunto. Aproveito esta ocasião para saudar a vossa equipa por toda a informação que todos os meses chega à nossa colectividade, através do jornal O PORTUGA. Manuel Pais - Bulle (FR) Pedido de Informação A RECESSÃO MORAL por Benjamim Ferreira, Consultor O título não é meu, confesso, Li-o, algures, numa publicação diária, em terras de S. Paulo. Fixei-o na memória do dia porque me chamou a atenção. Conhecia a recessão económica, posso imaginar a recessão política de alguns partidos, atrevo-me a falar de recessão afectiva mas, Recessão Moral, não. Não me atreveria a falar dela mesmo quando acompanhava, alegre e distraidamente, as aventuras da bolsa e os desperdícios da energia. Nem dela me lembrei quando, face a notícias de jornais, deixei a pena à solta para escrever sobre os salários pornográficos de alguns senhores. Talvez essa minha atitude exalasse o cheiro de um moralismo ultrapassado; na minha profunda convicção, com a verdade e justiça do meu lado, não consegui distinguir o escandaloso pecado mortal de salários sem sentido, do pecado venial da recessão moral. Não consegui distinguir a desmedida ambição de muitos investimentos financeiros com a sensata recomendação da mais simples prudência. Talvez tudo tenha começado aí: sem moral, não há economia ou sistema financeiro que resista. Ter-se um aumento de salário, por exemplo, porque houve um aumento de riqueza, é mais do que evidente. Ter-se um aumento de riqueza porque se mexeu na tabela de contas ou porque, uns senhores muito bem apresentados, disseram e escreveram que a aquela empresa era a melhor da cidade, da província, do país e da galáxia, já não é tão evidente. Ter-se um aumento de tudo (salário, benesses e mordomias) porque as contas bateram certinho, porque alguém comprou a dívida ou porque se reassegurou o crédito, isso aí é muito, muito pouco evidente. Rotura económica Armando de Miranda Engenheiro Nas cidades as folhas caducas que o vento traz ao nosso encontro lembram-nos o início do Outono, nos campos o tempo das vindimas em toda a grande bacia do mediterrâneo. Olhamos o futuro com a preocupação de uma situação de rotura económica que se adivinha dramática para muitos de nós que corremos o risco de perder trabalho, casa e protecção Tal como as moedas também os dias difíceis trazem consigo uma outra face oposta de oportunidade de reagirmos com aquilo que temos de melhor. Aprendemos mais com o sofrimento do que com a alegria e é nestes momentos de mudança profunda e generalizada que temos a grande oportunidade de ascender à vanguarda como país. A necessidade aguça o engenho e Portugal caminha a passos ousados e firmes para a vanguarda na utilização das melhores tecnologias disponíveis. Neste oceano da informação, que está mesmo aqui à nossa frente e, que vimos descobrindo de há duas décadas a esta parte, navegam por gosto a maioria dos novos portugueses. Todos temos vários talentos que podemos observar na satisfação com que o seu desempenho nos premeia. Ao fazermos aquilo de que gostamos, primeiro fazemos bem e segundo parece que nunca nos cansamos! É nesta liberdade que temos de virmos construindo cada vez mais carreiras profissionais associadas ao gosto por aquilo que fazemos que a qualidade do desempenho português se está a afirmar com sucessos surpreendentes e muitas vezes inesperados pelos próprios. Somos modestos e muito diplomatas, faz parte da nossa cultura, o que nos diferencia e nos faz sentir historicamente muito à vontade no mercado global banhado por esse imenso oceano da informação. Nas novas localizações dos pólos de desenvolvimento mundial, os portugueses mostram capacidade de expansão integrando a cultura local e formando conhecimento. Somos apreciados pelas novas competências e partilhamos solidariamente o sucesso. Cada vez sentimos mais confiança nas nossas relações transatlânticas que nos auguram um futuro surpreendente. Não resisto a citar o escritor João Guimarães Rosa, autor de Grande Sertão: Veredas, para quem Amor é futuro à vista. Opinião do leitor 5 OPINIÃO Caro leitor, este espaço é seu. Para o envio das cartas pode optar pelo correio electrónico: por fax: , ou correio postal: Postfach 108, 6083 Hasliberg Hohfluh (BE). O Jornal O PORTUGA reserva - se o direito de resumir as cartas por razões de espaço e de autorizar a publicação. Pode pedir o anonimato, mas deve indicar sempre o nome, a morada e também o telefone, para o caso de ser necessário algum esclarecimento. Estou na há cerca de 2 anos, tenho 23 anos e estou grávida de 2 meses. Há pouco tempo assinei um contrato de trabalho com um hotel mas não disse que estava grávida e vou começar a trabalhar no dia 12 do próximo mês de Dezembro. Será que nessa altura, quando eu disser ao patrão que estou grávida ele terá direito a despedir-me por não o ter informado da situação que me encontro? Obrigada pela atenção, desejando felicidades para todos. Dê-nos a sua opinião! Anónima - Thun (BE) jornaloportuga.com A sua opinião conta! Participe, elogie, denuncie e partilhe as suas opiniões... Escreva-nos para: O Portuga Dir. António Veloso Postfach HasliBerg Hohfluh Telefone: Fax Mas, ter como garantia de um empréstimo, as dívidas de um grupo de clientes, as declarações de dívida de um conjunto de empresas ou, ainda, as dívidas ao fisco, isso é pura especulação económica e suicídio financeiro. Todas essas coisinhas juntas deram aquilo em que nos encontramos hoje: a desgraça de muita gente, a brusca queda do mercado de trabalho, a desaceleração da economia, o congelamento de salário, a queda ainda maior do poder de compra, o aumento espectacular das taxas de juro, a praga do endividamento e uma extraordinária lição de humildade a muita gente. Tudo isso pôs a economia a andar de muletas. Ainda mexe, mas não corre. Ainda murmura, mas já não fala. Agora que as mãos estão a arder, espero bem que a maioria dos senhores responsáveis pela gestão de dinheiros e de pensões tenham aprendido qualquer coisa. Espero que tenham aprendido que os salários devem corresponder a uma riqueza real e não a uma especulativa projecção de resultados. Espero que tenham aprendido que a distribuição de dividendos não pode ser a única força motora da economia, das relações de trabalho e das agendas dos Conselhos de Administração da maioria das empresas. Um só exemplo, apesar de simplista, para explicar como o delírio financeiro foi virtude salarial, em determinadas actividades e pecado mortalíssimo, noutras profissões: Já imaginaram o salário da uma empregada de caixa calculado em função do hipotético aumento do volume de vendas, projectado para todo o ano? Pecado mortal. Foi isto, mais ou menos, o que aconteceu com a economia, com os salários dos senhores dos bancos e das bolsas. E para que isso fosse possível, meteram-se em negócios como quem joga à roleta russa.. Delírio financeiro. Algum dia, o azar havia bater à porta. Aconteceu agora: a ausência de princípios, a fé cega nas leis de mercado, a ganância sem nome, numa palavra, a recessão moral dos últimos anos, provocou o desastre dos dias de hoje.

4 Ano 2 - N 13 - Novembro DINHEIRO DEBAIXO DO COLCHÃO na minha rua mas que têm alguma coisa a ver com tudo o que se tem vivido nos últimos meses. Um deles dá pelo nome de John Maynard Keynes, inglês, do século XIX, nascido em 1883 e homem muito importante no pensamento da economia moderna. O Outro chama-se Adam Smith, nasceu no século XVIII, mais propriamente no ano de 1723, escocês, e disse coisas muito interessantes sobre A Riqueza das Nações. Este senhor Smith teve um seguidor importante, mesmo muito importante, bem mais próximo dos nossos dias, chamado Milton Friedman, americano, falecido há cerca de 2 anos. Este senhor Friedman, se fosse vivo, deveria ter as orelhas a arder e a fumegar por todas as acusações que lhe atiramos à cara e por todos os desvarios cometidos nos últimos anos. Coitado do senhor, que, assim o espero, deve descansar em paz desde Não sei se o senhor Friedman poderá ser acusado de todos os males do planeta financeiro e de todas as asneiras cometidas em seu nome. Mas sei que as suas teorias financeiras e as suas teorias económicas, estruturadas a partir do pensamento do seu mentor, o tal Sr. Smith foram as que se impuseram e predominaram na análise e nas práticas financeiras e económicas dos últimos 25 anos. Chamam a isso liberalismo económico ou, o que acentua ainda mais as cores do quadro negro que vivemos, ultraliberalismo. Se o senhor Smith (com o Sr. Friedman como seguidor) é considerado o pai da ciência económica moderna e do liberalismo económico, o senhor Keynes é considerado o pai do intervencionismo económico, defensor de um Estado moderado com funções claramente definipor Benjamim Ferreira, Consultor 1 OS DINHEIROS DE SEMPRE Vamos brincar ao dinheiro, às coisas do dinheiro e da economia, como quem fala de coisas sérias. Mesmo muito sérias e fundamentais, para todos nós. Vamos tentar falar do que aconteceu ao mundo financeiro, nestas últimas semanas dos meses de Setembro e Outubro. Vamos tentar compreender por que é que os políticos andam a correr de um lado para o outro, por que é que alguns bancos estão à rasquinha (o caso da UBS, por exemplo), porque é que os juros não param de subir, por que é que, cada vez, podemos comprar menos coisas com o mesmo dinheiro. Numa palavra só, por que é que os senhores da cúpula, aqueles que podem e mandam, aqueles que decidem quem ganha mais, quem ganha menos ou quem ganha milhões, nos apanharam a massa quase toda? Porque é que não deixámos o dinheirinho debaixo do colchão à espera de melhores dias? Esses senhores e senhoras andaram em requintadíssimas manobras de sedução durante cerca de 3 décadas: foram empréstimos e juros baixos, créditos para a casa, para o carro, para a cama, para o colchão, apoios financeiros a pequeninos, a pequenos, a medianos, a grandes e a grandessíssimos empresários; foram alianças com anjos e demónios; foram ganhos muito mais do que aqueles que ganham os frequentadores das máquinas dos casinos. E agora, quando a tempestade chegou, abandonaram o barco como quem é apanhado em flagrante delito de violação. Andaram a namorar o planeta com palavrinhas mansas e mensagens lindíssimas para deixarem, agora, as namoradas e as amantes penduradas, em desespero permanente. Paixões de conveniência, pois! Vejamos como é que o filme foi feito. 2- AS VIRTUDES DAS PAIXÕES É importante afirmar, antes de mais nada, que todas as relações amorosas são virtuosas. Como as amantes. Como os amantes. Como as paixões. Como os bancos. Como a bolsa. Como o dinheiro. São as virtudes da presença, a persistência da relação, o impulso da acção e a compulsão da despesa. São, também, a ilusão da facilidade, a desmemória das contas e a agilidade dos argumentos. São, ainda, os cansaços do consumo, os consumos excessivos e os excessos de tudo. Pensem, dois minutos, no que fizeram os bancos e tantas empresas de serviços e produtos, durante estes últimos anos. Pensem, sobretudo, se a memória lhes sobrar, como faziam, particularmente, em Portugal quando emprestavam dinheiro para férias, caros de luxo e finsde-semana de sonho. Pensem nos bancos quando propunham créditos como quem distribui a bênção do Senhor. Pensem neles quando nos tratavam com a gentileza de uma donzela e nos convidavam com a leveza de uma adolescente: nem a Santa Madre Igreja da minha infância fora, algures, tão generosa, clarividente, previdente e sensata. Com esmolas deste tamanho, alguém deveria desconfiar. Mas nem sequer um santo dos pequeninos espevitou o olhar e arregaçou as calças, diante de tanta mentira. Mentiras santas, diria. Mentirinhas em papel brilhante e em sorriso sedutor. E as empresas de consumo? E os equipamentos electrónicos? E os apartamentos caríssimos? E os carros da última geração? E as mobílias em madeira exótica? E as festas dos namorados? E outras festas quaisquer? E os presentes de Natal? E se é fácil pôr o dedo acusador em insnhos, projectos e algumas economias) no bolso de cada um ou debaixo do colchão. Instalou-se a desconfiança e apareceram os ciúmes. 3- OS RESPONSÁVEIS POR TUDO ISTO Há dois senhores que nunca moraram tituições e empresas de todo o género, não nos podemos esquecer da responsabilidade (ou irresponsabilidade) de cada cidadão quando se atirava, de cabeça, para novo empréstimo, novo prazer e nova tortura: sadismo e masoquismo financeiro. Agora, acabados que são os segredos de alcova, agora que apareceram as verdades, zangaram-se as comadres. Ninguém acredita em ninguém; ninguém empresta a ninguém; ninguém compra, vende, promete e investe. Fica tudo (so- das, capaz de relançar o crescimento e o consumo mediante o equilíbrio entre as leis da oferta e da procura. Se o senhor Smith e o seu amigo Fredman são o diabo, o senhor Keynes é um anjo: muito fácil para ser verdade, tanto uma como outra afirmação. 4- O QUE É QUE DISSERAM ESTES SE- NHORES Estes dois senhores disseram coisas muito importantes que condicionaram e orientaram as escolhas económicas e financeiras dos últimos anos. Ou seja, dito de outro modo, estes dois senhores são os criadores de dois modelos diferentes de fazer, dizer, viver e decidir em termos económicos e financeiros. Isto implica, logicamente, que estes dois senhores são inspiradores, profetas e messias de modelos sociais bem diferentes. Vejamos o que disseram e que modelos económicos criaram. A partir daquilo que eles disseram e criaram é mais fácil compreender o que dizem os jornais e a situação na qual nos encontramos. O senhor Smith, disse, entre muitas coisas bonitas e certinhas, estas: O capitalismo é o estado natural das relações sociais. O motor do progresso é deixar as coisas ao sabor das leis do mercado. Uma mão invisível guia o mercado para a eficiência. Se fosse mesmo assim, ou quase assim, muitas famílias americanas, obrigados a abandonar as suas casas, ainda lá estariam a viver. Tiveram que abandoná-las porque deixaram de ter dinheiro suficiente para pagar as prestações exigidas pelos bancos. E os bancos tiveram que aumentar as taxas de juro porque o reembolso do dinheiro emprestado não dava para a amortização do capital. E o capital não chegava porque os investimentos feitos em acções foram um desastre. E o desastre aconteceu porque os consumidores das acções perderam a confiança no mercado e nos bancos. E os bancos não emprestaram mais dinheiro porque perderam a confiança entre eles... uma roda viva de coisas, todas elas muito virtuais, que provocaram o desabar de algumas certezas económicas devido a muitas irresponsabilidade de gestão. Por isso mesmo, e porque o estado natural das relações sociais não pode ser o capitalismo, os governos andam todos a correr para apagarem o fogo provocado pela irresponsabilidade de muitos senhores, muito importantes. Por isso mesmo, houve falências, aflições, fuga de capitais e ameaças em levar gente ao banco dos réus. O Presidente francês, por exemplo, não se cansa de dizer que os responsáveis devem ser julgados pelos actos cometidos. Como conclusão, as teorias e as práticas económicas e financeiras inspiradas pelo senhor Smith e pelo seu amigo Friedman, são as grandes responsáveis pelas situações em que nós estamos: simplificando o pensamento destes senhores, digamos que tudo é bom desde que dê lucro! Não isto o que vivemos? Não é isto o que queremos? E o que é que disse o nosso amigo Keynes? O Estado só deve intervir quando for necessário regular e regulamentar o crescimento económico e as relações entre as forças económicas e produtivas. O intervencionismo do Estado tem os limites naturais das leis de mercado: quando tudo estiver equilibrado, o Estado deve assumir o seu papel de espectador (liberalismo intervencionista). É indispensável introduzir atitudes racionais na economia e nas relações económicas. CONCLUSÃO Não pode haver liberalismo económico sem justiça social. A justiça social não será respeitada e seguida se for só o mercado a ditar e a impor as suas próprias leis: consumo, concorrência, concentração empresarial, salários, globalização e muitas coisas mais que fazem parte do nosso quotidiano. Cada vez que puxamos da carteira há qualquer coisa bem complexa por de trás do produto a pagar: na produção do bem a consumir, no investimento para o produzir, na logística para o transportar e conservar, no preço proposto e na embalagem, por exemplo. Vivemos um momento histórico importante que vai deixar marcas e memórias. Como sempre, os mais fortes e os mais ricos sair-se-ão desta situação com um sorriso nos lábios e com uns milhões de francos a mais na conta bancária. Mas nada vai continuar como a dantes. Vejamos o que disseram os autores americanos do livro O Choque do Futuro publicado em 1970 Alvin e Heidi Toffler há dias, em texto publicado numa revista brasileira: Só a História nos permite identificar como as mudanças tecnológicas, económicas, sociais e culturais estão entrelaçadas e se influenciam mutuamente. Ou seja, o nosso olhar sobre o passado pode dar forma ao presente de hoje, darlhe sentido e serenidade deixando que o futuro se construa e apareça mais cedo. Mas, desta vez, o futuro apareceu cedo demais. Mesmo com um futuro mais à mão, acabou-se a economia virtual. A economia real, a das coisas, a dos produtos, a do trabalho sério e produtivo, aquela que se parece, um pouco mais, com a economia do tempo dos nossos avós, está de volta. Dê-nos a sua opinião! Bem vistas as coisas, o senhor Keynes teve assento em muitos conselhos de Ministros e em muito programas políticos de partidos que estiveram no poder, durante os últimos anos. A economia, o funcionamento económico e as acções que lhe estão associadas, são actividades indispensáveis ao funcionamento e à coesão social. Mas elas só têm sentido se tiverem em conta princípios importantes ligados aos direitos e garantias dos cidadãos: igualdade de oportunidades, repartição equitativa da riqueza, protecção dos mais fracos, acesso a serviços universais e, se possível, gratuitos, justiça e muitos outros. jornaloportuga.com

5 Ano 2 - N 13 - Novembro Grande Entrevista Grande Entrevista 9 PERFIL Fazer mais e melhor Dr. Luís Toscano Representante - Millennium BCP Nome: Luís Miguel Toscano Carneiro Função que exerce no Banco Millennium bcp: Responsável local pelo mercado da Suiça Assumiu funções em: 1 de Setembro de 2008 Idade: 37 Naturalidade: Porto Estado civil: Casado, 2, de 10 e 6 anos Empresa: Millennium bcp Formação Académica: Economia + Pos graduação em Investigação Operacional Grande Entrevista António Veloso Redactor De que forma está a viver o processo de integração numa nova realidade social e cultural? É sempre um pouco complicado para uma família entrar numa nova realidade. Há que aprender uma série de coisas, que se calhar nem mereciam a nossa atenção tal era o hábito com que as vivíamos No entanto, a comunidade portuguesa aqui na não só é muito numerosa como é bastante activa. É muito fácil encontrar alguém que fala a nossa língua em qualquer serviço que precisemos Numa altura em que toda a gente fala da chamada crise financeira, que esta a passar por uma grande turbulência e que já esta a ter um impacto negativo na economia real, o jornal O PORTUGA esteve à conversa com o Dr. Luís Toscano, novo responsável pelo Millenium bcp na. Entrou para a banca em 1995, para uma área de controlo de gestão onde, entre outras coisas, era responsável pela prestação de informação de controlo ao Banco de Portugal. Depois as oportunidades foram-lhe surgindo sempre dentro de áreas muito técnicas, como o departamento de risco de crédito de empresas, em 1997, o núcleo de apoio técnico (objectivos e orçamento) em 2001, a unidade de animação comercial (marketing interno) em 2002, a Unidade de planeamento e controlo orçamental em 2003 e a Direcção de Informação de Gestão (áreas comerciais) em É em 2007 que surge a primeira oportunidade de desempenhar funções na área comercial, primeiro em Oliveira de Azeméis e depois em Cabeçais (Arouca), onde estava quando lhe foi feito este convite. e é também fácil encontrar restaurantes, cafés, supermercados portugueses, o que ajuda bastante a matar as saudades. A imprensa escrita e a rádio ajudam também a manter uma sensação de proximidade que é muito importante. Quais os principais desafios a que tem que fazer frente neste novo cenário? A nível profissional o desafio de quem está nesta casa (Millennium bcp) é sempre o mesmo: fazer mais e melhor pelo cliente. E isto implica, nesta situação, conhecer as pessoas, conhecer as comunidades, estar perto nos momentos importantes da vida das pessoas e da actividade das muitas associações. No fundo, os desafios aqui são os mesmos que temos que vencer no mercado doméstico. O sistema financeiro português é seguro. Dizemos nós, diz o governo, diz o próprio FMI no seu último relatório. Os bancos portugueses estão seguros mas também financeiras de que o sistema português não sofreria com o impacto desta crise. Importa referir que os nossos bancos não estavam directamente expostos aos produtos financeiros que agora se chamam tóxicos. A comunidade portuguesa está a viver momentos de alguma ansiedade por causa da falta de confiança que se gerou, mas esse é um sentimento que está a esmorecer e a dar lugar novamente à segurança. Que prognósticos arriscaria fazer sobre o futuro da economia nos próximos anos? Há quem diga que os economistas são muito bons mas é a prever o passado A economia sempre funcionou por ciclos. Ora cresce mais, ora abranda um pouco. Neste momento, vivemos um período de abrandamento, que se sente mais nuns países do que noutros. Se é certo que depois de um ciclo pior vem sempre um ciclo melhor, já é mais difícil dizer exactamente quando. Ainda assim, estou certo de que grande parte dos problemas se vão atenuar rapidamente assim que as pessoas voltarem a confiar no sistema financeiro e as relações comerciais voltem ao normal. Para terminar gostaria de deixar uma mensagem para a comunidade portuguesa? No contexto da actual crise, aquilo que posso dizer é que Millennium bcp está sempre à disposição para qualquer esclarecimento que seja necessário. Qualquer dúvida que as pessoas tenham pode (e deve) ser esclarecida junto dos nossos profissionais. No que diz respeito à comunidade, o apoio do banco às iniciativas é e será sempre uma constante pois queremos contribuir para que a comunidade portuguesa se mantenha viva e activa como até aqui. Qual a função dos escritórios de representação do Millennium bcp na? Apoiar os nossos clientes, actuais e futuros em todas as suas necessidades financeiras. O envio de dinheiro gratuitamente para Portugal e a sua aplicação são uma parte fundamental do apoio que prestamos aqui. Nos nossos escritórios (Genebra, Lausane, Zurique) os clientes podem resolver todos os assuntos, esclarecer todas as dúvidas e conhecer todas as soluções financeiras que temos para oferecer. Apenas não é possível levantar ou depositar dinheiro. Para além dos vossos escritórios de Representação, que outras formas existem de contacto com a Comunidade? Existe, para além dos escritórios, uma rede de promotores comerciais que ajuda os clientes no seu relacionamento com o banco, seja na abertura de conta seja no pedido de cartões ou na simples actualização da morada. Os clientes têm ainda à disposição os canais de proximidade, como sejam o atendimento telefónico (call center) ou a internet onde podem realizar inúmeras transacções e consultas de forma cómoda, simples e segura. Que serviços oferece o millenniumbcp aos seus clientes? O Millennium bcp é um banco de serviço completo. Todas as necessidades financeiras (e de seguros) podem ser asseguradas por nós. Todas as contas estão em Portugal e não na, pois actuamos aqui em representação do Banco Português. Nas comunidades de emigrantes, o serviço mais procurado é o envio de fundos (que é gratuito para qualquer beneficiário) e a sua aplicação. Nesta época de incerteza os nossos clientes têm apostado bastante nos nossos produtos SEM QUALQUER RISCO, o que tem muito a ver com a actual crise. Neste momento um assunto que faz manchete em toda a imprensa a nível mundial é a crise financeira. Até que ponto esta crise afecta também a comunidade portuguesa aqui na Suiça? Dado o clima de alarmismo que se criou, a comunidade está, como é normal, receosa. Devo dizer que o sistema financeiro português é seguro. Dizemos nós, diz o governo, diz o próprio FMI no seu último relatório. Os bancos portugueses estão seguros. Foram dadas garantias políticas

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