A MEMÓRIA NA LITERATURA

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1 A MEMÓRIA NA LITERATURA

2 O MEMORIALISMO OCASIONAL Uma confissão indireta, uma revelação camuflada, às s vezes inconsciente, do que sepassa na cabeça a do escritor, das suas experiências e das recordações que marcaram sua vida.

3 O MEMORIALISMO DELIBERADO É aquele em que o escritor visa, conscientemente, a narrar os fatos de sua vida passada que ficaram mais marcadamente guardados na memória.

4 A INFÂNCIA NA POESIA Alguns poetas escreveram suas poesias deixando explícita a vida na infância. Casimiro de Abreu é um deles e sua poesia é marcada por temas como: saudades da infância e da terra natal, o nacionalismo, a religiosidade, a melancolia, a tristeza, o pessimismo, a exaltação da natureza e a idealização da mulher. BRASILEIRA

5 ADOLESCÊNCIA A Segunda Geração Romântica, denominada de geração do mal-doséculo, caracterizou-se pelo pessimismo, pela melancolia, pelo tédio, pela idéia fixa da morte. Esses aspectos ganharam ênfase nesta Geração.

6 POETAS Álvares de Azevedo Casimiro de Abreu Manuel Bandeira Carlos Drummond de Andrade Mário Quintana

7 ROMANTISMO: A CONQUISTA DO PÚBLICO P LEITOR Romances folhetinescos; Surgiu como uma forma de suprir a escassez de editoras e também m para popularizar leitura dos folhetins; Enredos simples e previsíveis veis que mexiam com as emoções do público; A Moreninha: o primeiro grande romance brasileiro

8 REALISMO E NATURALISMO O Realismo/Naturalismo assumiu uma atitude de crítica à sociedade burguesa, ao moralismo hipócrita, ao endeusamento idealizador dos personagens, ao falseamento da lógica l e da verossimilhança

9 O REALISMO Os realistas propõem uma explicação racional para o comportamento do homem, baseada na análise psicológica e num estudo do comportamento humano em que se leva em conta o íntimo das pessoas, suas ações e reações, e suas intenções mais escondidas.

10 O NATURALISMO Os naturalistas rebaixam ainda mais a condição humana, nivelando-a à dos animais irracionais; O homem é produto do determinismo biológico, com a hereditariedade do caráter e não só dos elementos físicos; As pessoas agem e reagem em função dos instintos e da ocasião.

11 ROMANCE DE 30: OS MENINOS DE ENGENHO E AS CRIANÇAS DA SECA A literatura surge como instrumento de denúncia, de protesto e de mudança; Alguns temas referentes à realidade do Nordeste foram discutidos e sugeridos como temas de uma literatura engajada, que denunciasse as barbaridades na região; Os autores buscavam a verossimilhança, ou seja, uma correspondência entre o fato histórico e o fato narrado.

12 AS OBRAS Menino de Engenho - José Lins do Rego Vidas Secas Graciliano Ramos

13 O romance de 30 trabalha fatos reais, fatos que pertencem a uma realidade concreta misturados a uma linguagem lírica, l uma linguagem poética; Maneira sutil e lapidada de apresentar uma dura e triste realidade. Os personagens são calados, revoltados, impotentes; O vaqueiro, o coronel, o jagunço, o retirante, o sertanejo, etc.

14 O ÍNDIO COMO SUJEITO Homens bons por natureza; Homens felizes, que viviam inocentemente em estado natural; Sem malícia; Ignoravam os nomes de virtude e vício; v Defendiam suas tribos com unhas e dentes; Viviam da caça a e da pesca.

15 O ÍNDIO NA LITERATURA Os índios foram empurrados para o interior distante, exterminados, esmagados culturalmente, escravizados e tiveram destruídos dos todos os seus valores coletivos ou individuais; O indianismo surgiu dentro do Romantismo brasileiro para: Atender aos desejos, aos sentimentos e ao conteúdo emocional dos leitores que pertenciam à classe dominante e utilizavam-se da mão-de de-obra, sendo, portanto, impensável para os autores valorizar o negro; Valorizar o nacional.

16 OBRAS I-Juca Pirama (Gonçalves Dias): neste poema são enaltecidos os valores físicos f e morais do índio; Os Timbiras (Gonçalves Dias): vemos a previsão do extermínio que os índios sofrerão com a chegada dos brancos; Canção dos Tamoios (Gonçalves Dias): como um filósofo ou conselheiro, o índio ensina ao filho uma lição de bravura, perseverança a e audácia; entre outras obras...

17 O indianismo firmou-se e tornou-se popular no Brasil durante o período romântico, em meados do século XIX; Esse indianismo idealizador teve um cunho folclórico; Esse indianismo, símbolo da nacionalidade e da liberdade, exaltava o nobre selvagem que exercia um controle fantástico sobre o ambiente paradisíaco da flora tropical e da fauna exótica.

18 No começo o do século s XX, com o advento do Modernismo, desaparece o mito em torno do índio, e a temática tica passa a revestir-se se de aspectos ainda nacionalistas, mas também m críticos, científicos, políticos e acusatórios, principalmente a partir da década d de 60.

19 O NEGRO COMO SUJEITO O negro é aquele ser humano que veio da África para trabalhar como escravo aqui no Brasil; Trouxe na bagagem sua cultura, sua linguagem e seus rituais; Foi tratado como subordinado e bruto que só servia para o trabalho braçal;

20 O NEGRO NA LITERATURA Nossa literatura glorificou o índio como herói i nacional, pois o negro escravo, humilde representante da força a de trabalho e submisso ao senhor, não servia como modelo de herói i de forma alguma; No final da fase indianista,, o negro surge na literatura como uma antítese tese do índio: o índio era apresentado como um mito, era orgulhoso, corajoso e independente, enquanto o negro era de índole humilde, resignada e escrava.

21 Quando, em 1850, foi abolido o tráfico, a literatura passa a focalizar o negro com um misto de piedade, horror e desgosto e o senhor como protótipo da maldade; Os autores começam a apresentar o preconceito criando personagens negros com uma imagem imoral dominada pela sexualidade, feroz, animalesco, estuprador e demoníaco

22 AUTORES Castro Alves: Vozes d África Cruz e Sousa: Praticamente todos os seus poemas; Bernardo Guimarães: A Escrava Isaura Entre outros...

23 NATURALISMO A conclusão prática dos racistas que também m eram republicanos e, portanto, abolicionistas, era de que a abolição era necessária para o progresso econômico e social, pois evitaria que os senhores de terras dependessem de uma raça a inferior que, justamente por ser inferior, não seria nenhuma ameaça a após s a abolição.

24 A animalização do homem e sua dependência de fatores biológicos, ambientais e históricos deram aos naturalistas carta branca para descrever o negro dominado pelos instintos bestiais, ou seja, ele era visto como um animal.

25 OBRAS O Cortiço Aluísio Azevedo O Mulato Aluísio Azevedo Clara dos Anjos Lima Barreto Entre outras...

26 A FORMAÇÃO DO POVO BRASILEIRO Quando os portugueses chegaram aqui no Brasil, encontraram os índios; Para trabalharem como escravos, vieram da África os negros; Cada povo com sua cultura e com sua linguagem típica. t

27 MISCIGENAÇÃO RACIAL E CULTURAL Quando se trata da sexualidade, Gilberto Freyre defende a tese de que a influência negativa do negro sobre a sexualidade do branco era incentivada pelos senhores brancos; Desses relacionamentos sexuais, começaram a surgir indivíduos miscigenados, ou seja, apresentando a mistura das raças.

28 Continuando... Com a vinda de outros povos para o Brasil e a instalação deles em várias regiões, a mistura continuou e hoje temos um povo extremamente miscigenado; A obra de Antônio Alcântara Machado Brás, Bexiga e Barra Funda apresenta a chegada dos imigrantes italianos à cidade de São Paulo e que lá se instalaram também participando desta mistura

29 MULHER BRASILEIRA EM PRIMEIRO LUGAR Zélia Gattai é uma das poucas mulheres escritoras que, no Brasil, teve a coragem de escrever obras no gênero memorialístico. Este gênero, como afirmam os estudiosos, é tipicamente feminino e, no entanto, sempre foi praticado quase que somente pelos homens. Por quê?

30 Porque as memórias foram quase sempre marcadas pela história oficial e pela importância dada pela sociedade à verdade dos depoimentos masculinos; Em Anarquistas, Graças as a Deus,, Zélia Z Gattai conta sua própria pria vida de menina, que acompanha com olhos deslumbrados e inteligentes as transformações por que passava a cidade de São Paulo, a sociedade e a política brasileiras.

31 AS MULHERES DE JORGE AMADO A mulher é o eixo ao redor do qual tudo gira. Mulheres do povo, morenas, sensuais. Mulheres positivas que melhoram a vida dos homens e dos lugares a que pertencem. Essas mulheres encarnam a paixão de Jorge Amado pelo feminino e por isso a presença a delas em sua obra é muito forte e tão importante quanto o amor que ele tem à Bahia, o carinho pelo povo pobre de sua terra e a aversão, dissimulada pelo humor, contra os aristocratas e os poderosos; É o que podemos notar em Gabriela, Cravo e Canela

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