Para Pensar e Viver a UAc

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1 Interpólos: Para Pensar e Viver a UAc Com o 30.º aniversário da UAc, surge o número inaugural da INTERpólos folha informativa da Universidade dos Açores, um projecto da Reitoria, que conta com o acompanhamento gráfico e editorial do Departamento de Línguas e Literaturas Modernas, e desejavelmente com o contributo empenhado das diversas unidades orgânicas da casa, sejam as dedicadas ao ensino e/ou à investigação, sejam as voltadas para o seu governo e a sua regular gestão. Planeada para uma periodicidade semestral, tem esta folha informativa por objectivo primeiro registar e dar a conhecer, de forma rigorosa e multifacetada, as actividades desenvolvidas no âmbito da UAc. Não se quer, todavia, conformar ao estatuto de uma espécie de acervo semestral dos actos e dos eventos públicos da instituição, ansiando antes afirmar-se como um órgão no qual o dia-a-dia desta encontre um espaço de reflexão activa e profícua. Por isso, um outro objectivo seu será o de acolher e estimular o debate informado sobre a natureza e a missão da Universidade no tempo que nos cabe vivê-la e pensá-la, em particular no quadro dos complexos desafios que lhe são colocados pela institucionaliza-ção e execução do chamado processo de Bolonha. Coincidindo o aparecimento desta folha informativa com a entrada da UAc na sua 3.ª década de vida institucional, a custo se estranhará o destaque atribuído a semelhante matéria. Donde a índole e os termos da entrevista ao Magnífico Reitor, os depoimentos requeridos aos seus antecessores para grande desalento nosso, motivos de saúde impossibilitaram a colaboração do primeiro Reitor, o Senhor Doutor José Enes, cujo testemunho aguardávamos com justificado interesse, e essa espécie de memória que, sob o título de Sicut aurora, engenhosamente usurpado à divisa da UAc, o Senhor Doutor Machado Pires desdobra ante o olhar do leitor. Secções como as dedicadas à REFLEXÃO e à DIVULGAÇÃO configuram, em nosso juízo, aquele espaço de reflexão activa e profícua que muito estimaríamos se convertesse no rasgo distintivo da INTERpólos. Um bem hajam, pois, para quantos o tornaram possível neste número de estreia. E um voto esperançado em que a comunidade universitária, por compreender a sua natural relevância, ouse reforçá-lo nos que se seguirão. E. J. Moreira da Silva Paulo Meneses 1 Nota de Abertura

2 Ontem, Hoje, Amanhã Entrevista ao Magnífico Reitor (E. J. Moreira da Silva e Paulo Meneses) UAc: 30 Anos 2 Ao longo deste seu mandato, assiste-lhe a missão supomos que uma grata missão de comemorar o 30.º aniversário da UAc. Gostaríamos, pois, de conhecer o dispositivo encontrado pela Reitoria não só para evocar estas três décadas de vida institucional, mas também paras as pensar de forma dinâmica, fecunda e prospectiva. O progresso das instituições deriva de um labor regular, que não admite interrupção. No caso da Universidade dos Açores, o sucesso depende de práticas de ensino, de investigação, de extensão cultural e de prestação de serviços, que exigem o empenhamento permanente dos docentes e investigadores, dos estudantes e dos funcionários. Nestas circunstâncias, os momentos de aniversário não diferem substancialmente do tempo comum, dada a necessidade de uma dedicação constante. No entanto, das comemorações sempre resultam vantagens, quando revertem em motivo de reflexão e em reforço de identidade. Aliás, a actualidade do Ensino Superior e a peculiaridade dos Açores demandam atenção. Com efeito, as circunstâncias e os problemas da Universidade em Portugal justificam profunda reflexão. Do mesmo modo, o carácter da UAc, repartida por três pólos separados pelo mar, exige o fortalecimento da identidade. Por isso, desde a assunção das funções de Reitor, procedemos sempre à fixação em texto das evocações dos aniversários da Universidade dos Açores até agora o 28.º e o 29.º movidos pelo propósito do registo de contribuições úteis para a consolidação do pensamento e da unidade institucionais. Da celebração do 30.º aniversário da UAc, aguardamos uma avaliação do passado. Para tanto, contribuirá a exposição sobre o percurso da instituição, que abrirá na galeria da Aula Magna no decorrer do ano comemorativo. Da celebração do 30.º aniversário da UAc, aguardamos uma análise do presente. Neste caso, oxalá a Inter-pólos constitua um meio de aprofundamento do diálogo institucional. Da celebração do 30.º aniversário da UAc, aguardamos sobretudo por uma melhor projecção do futuro. A tarefa é, aliás, inadiável, quando a implementação do processo de Bolonha obriga à alteração do paradigma da acção universitária.

3 Sendo este um tempo próprio a discretos actos comemorativos, não o será decerto a grandes festejos, em virtude dos múltiplos constrangimentos æ não exclusivamente de ordem financeira, sublinhe-se, por maior relevância que estes mesmos assumam æ que afectam o ensino superior em Portugal. Qual a sua leitura de semelhantes constrangimentos, tendo em vista as suas incidências, nos prazos imediato ou médio, sobre uma instituição como a UAc? Em Portugal, os constrangimentos do Ensino Superior derivam da insuficiência das transformações democráticas dos últimos trinta anos, que não operaram a reforma do sistema educativo, excluindo de todo a reorganização universitária. Além disso, na busca de soluções para problemas novos, a Universidade seguiu as vias mais cómodas da resistência e da multiplicação, ignorando as condutas mais aconselháveis da reflexão e do planeamento. Por isso, sob a pressão estudantil, resultante da massificação da escolaridade, primeiro resistiu ao alargamento da rede de escolas, através da política restritiva do numerus clausus, antes de enveredar pela multiplicação desenfreada dos organismos e dos cursos, hoje excedentários, em função do decréscimo do contingente de estudantes. O resultado de uma tal falta de estratégia redunda agora em manifesto prejuízo do sistema, que carece da qualidade e do financiamento indispensáveis à consolidação das instituições. A principal inconveniência da desordenação do Ensino Superior consiste, quiçá, no impedimento da renovação dos quadros, fruto dos embaraços do subfinanciamento, que inclusivamente questiona a liderança das universidades na sociedade do conhecimento. Assim, persiste a ameaça de uma ruptura geracional, traduzida em risco de efectiva desactualização, que aumenta na justa medida da multiplicação da capacidade crítica hodierna, resultante do acréscimo do número de mestres e de doutores, mantidos muito à margem da convivência universitária, mesmo se detentores de um saber inovador. Nestas circunstâncias, à Universidade resta a invenção de meios de diálogo com tais agentes do conhecimento, que permita o devido enquadramento dos novos saberes, e a reconversão dos próprios quadros, uma prática inequivocamente aconselhável, se presidida por critérios de credibilidade, que afiancem a preservação da qualidade. A divergência entre a actividade universitária e a demanda comunitária é o corolário dos constrangimentos do Ensino Superior em Portugal que, por falta de recursos humanos e financeiros, se encontra desprovido de capacidade de antecipação, indispensável à identificação e ao tratamento atempados das principais dificuldades. Assim, a sociedade até duvida da utilidade pública da Universidade. O fenómeno deriva do alargamento da escolaridade e do conse- 3 UAc: 30 Anos

4 UAc: 30 Anos 4 quente acréscimo da formação, que redunda, pelo menos aparentemente, no excesso de quadros no mercado de trabalho, sobretudo nos meios mais pequenos, onde sobressai com maior clareza a desproporção entre a oferta e a procura de técnicos. Ademais, a impossibilidade da obtenção de colocações profissionais no desempenho de funções tradicionalmente tidas por mais dignas da condição dos diplomados agrava a síndrome de crise. Todavia, o facto resulta estranhamente de um processo de desenvolvimento, fruto de um tempo de massificação do ensino, talvez a má consequência de uma excelente causa, isto é, da democratização da aprendizagem. Apesar de todos os constrangimentos, compete à Universidade a demonstração de que a escolarização ainda constitui o melhor meio de defesa do jovem cidadão na sociedade do futuro, mesmo se vista exclusivamente pela óptica da relação com o mercado de trabalho. Aliás, se a frequência universitária não resulta em ocupação útil de licenciados, mestres e doutores, perde o essencial do seu sentido. Contudo, em vez de centro de emprego, a Universidade avulta agora tão só como centro de formação. Assim, um qualquer curso, em lugar de solução de vida, adquire a feição de instrumento de construção de uma carreira. Os problemas da Universidade portuguesa possuem repercussões óbvias nos Açores. Todavia, em vez de motivo de descrença, importa a conversão do assomo da dificuldade em força de reacção. Só assim se transforma qualquer impedimento, primeiro em desafio e depois em solução. A assunção de responsabilidades pela própria Universidade constitui um bom princípio, já que facilita a busca e a descoberta das soluções mais apropriadas. De facto, convêm mais trilhar a via exigente da procura de respostas internas do que propriamente percorrer o caminho cómodo da imputação de culpas externas. Neste caso, a inovação permanente equivale ao melhor meio de intervenção, pois assegura a actualização do ensino, a modernidade científica e o acompanhamento dos anseios comunitários. No entanto, a convulsão da Universidade decorre também da crise da sociedade. Daí, a justiça da reivindicação de empenhamento oficial, na procura de soluções para problemas, que efectivamente extravasam a competência das instituições. Entre eles, avulta o próprio desordenamento do Ensino Superior, pois decorre de opções repentinas da política, determinadas por expectativas momentâneas da comunidade. Os desafios com os quais a UAc e as suas unidades orgânicas têm sido ultimamente confrontadas (decréscimo acentuado na procura de alguns cursos, necessidade de preparação e concepção de novas propostas de ensino, etc.) parecem apontar para a urgência de algumas reformas na estrutura orgânica da UAc, concretizáveis em sede de uma eventual revisão do seu

5 estatuto. Há inequivocamente órgãos que carecem de uma redefinição e de um redimensionamento, como nos parece ser o caso do Conselho Pedagógico. E julgamos haver mesmo a necessidade institucional de uma estrutura supradepartamental, quer no âmbito das ciências sociais e humanas, quer no das ciências naturais, estrutura essa capaz de optimizar os recursos materiais e humanos próprios a cada um dos referidos domínios científicos. Será esta uma matéria a considerar no horizonte temporal deste seu reitorado? Em sendo assim, em que termos irá abordá-la, ou seja, qual a natureza e a amplitude da reforma a empreender, e quais os objectivos de médio e de longo prazo subjacentes à sua execução? Em projecto de candidatura à reitoria da UAc, sustentei a necessidade de uma revisão estatutária, justificada por uma considerável desactualização do nosso normativo institucional, resultante da natural passagem do tempo e da habitual inversão dos procedimentos. Aliás, referi inclusivamente alguns exemplos da desadequação dos Estatutos, a saber, a inserção da Universidade no âmbito da competência político-administrativa da Região, em nulidade desde a assunção da tutela pela República em 1995, a definição de um quadro departamental incompleto, após a criação do Departamento de Ciências Tecnológicas e Desenvolvimento em 1991, e a inclusão de um Centro Integrado de Formação de Professores, com competências há muito assumidas pelos departamentos. Além disso, para obstar à breve ocorrência de novas contradições, defini condições prévias à realização da alteração estatutária, designadamen-te a revisão da legislação reguladora do funcionamento das universidades e a integração das Escolas Superiores de Enfermagem de Angra do Heroísmo e de Ponta Delgada na UAc, tudo da iniciativa do então Ministério da Ciência e do Ensino Superior. Em 15 de Julho de 2004, após uma sucessão de reuniões quadrienais, apenas destinadas à concretização das eleições reitorais, a Assembleia da UAc aprovou a primeira alteração estatutária, fruto da necessidade de integração das Escolas Superiores de Enfermagem de Angra do Heroísmo e de Ponta Delgada, logo concretizada com a publicação do decreto-lei 175/2004, de 21 de Julho. Após a obrigatória homologação ministerial, os novos Estatutos da Universidade dos Açores foram publicados em Diário da República, a 16 de Março de Na essência, significam a abertura de uma oportunidade para a integração, mas também para o desenvolvimento, de ensino de carácter politécnico na UAc. O novo normativo institucional reafirma que a Universidade é constituída por unidades orgânicas, agora denominadas departamentos ou escolas, conforme pertençam aos sistemas de Ensino Superior universitário ou politécnico, respec- 5 UAc: 30 Anos

6 UAc: 30 Anos 6 tivamente. Os departamentos constituem uma herança do passado, correlacionada com o ensino universitário, enquanto que as escolas, agora dedicadas ao desenvolvimento da valência politécnica, correspondem a uma novidade, que surge tanto pela integração de unidades preexistentes, casos das Escolas Superiores de Enfermagem, como pela criação de novos organismos, por exemplo, as Escolas Superiores de Tecnologia e Administração de Angra do Heroísmo e de Ponta Delgada, aprovadas pelo Senado Universitário em 17 de Março de 2005 e que agora aguardam por homologação da tutela. A estrutura orgânica da UAc ainda carece de mais reformas. A sua introdução adquiriria maior consistência, após as revisões das leis de Bases do Sistema Educativo e da Autonomia Universitária e do Estatuto da Carreira Docente Universitária. Porém, somente a Lei de Bases foi recentemente sujeita a um acerto de circunstância, ditado por imperativos de implementação do processo de Bolonha. Aliás, a restante reformulação dos diplomas que regem o governo das universidades atravessa, pelo menos aparentemente, uma fase de relativa inacção. Nesta conjuntura, importa que façamos a reflexão da nossa estrutura, visando a definição de linhas de orientação. Atentemos fundamentalmente no carácter da instituição, insular e tripolar. Esta condição obriga sempre à harmonização de uma orgânica geral, que mantenha a todo o transe a unidade institucional, com a peculiaridade dos sectores, que admite uma prática de maior liberdade. Do sucesso da conciliação entre a unidade do todo e a liberdade das partes depende em boa medida o desenvolvimento da Universidade. A localização da reitoria em Ponta Delgada define, por si só, a sede da Universidade dos Açores. Porém, os pólos e os departamentos constituem a estrutura fundamental. O carácter do arquipélago aconselha à valorização da orgânica multipolar, desde sempre traduzida na existência de três campos, situados em Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta. Neste particular, a defesa do todo exige efectivamente a reconsideração do prestígio de tais partes, nomeadamente das que mais distam da reitoria. Em pouco mais de dois anos de reitorado, sobejam as provas do nosso empenhamento na valorização dos pólos da Terceira e do Faial no conjunto da UAc, traduzidas em actos simbólicos, por exemplo, a comemoração dos aniversários de 2004 e 2005, mas também em implementação de soluções de ensino e em desenvolvimento de infraestruturas. A experiência demonstra, por sua vez, uma longa funcionalidade da organização departamental, que faculta o cumprimento das missões universitárias principais, nomeadamente o ensino, a investigação, a extensão cultural e a prestação de serviços, as mais das vezes beneficiadas pela coexistência num mesmo organismo. Todavia, em tempo de promoção da interdiscipli-

7 naridade, importa a implementação de estratégias de multiplicação dos diálogos científicos, que promovam a união institucional, em detrimento da excessiva autonomia departamental. Além disso, a necessidade da conversão da investigação científica em tarefa colectiva, assente no labor de equipas, que promovam o intercâmbio das experiências e dos resultados, aconselha à dignificação dos centros acreditados, sujeitos ao exercício de uma avaliação externa regular, meio indispensável de credibilidade e de financiamento. De resto, os Estatutos ainda reclamam por outros reajustamentos, designadamente pela melhoria da funcionalidade dos orgãos de coordenação, com orgânicas um tanto inadaptadas à actual dimensão da Universidade, e pela correcção dos índices de representatividade dos corpos universitários nos orgãos de governo, tanto no Senado como na Assembleia. Em alteração mais profunda dos Estatutos da Universidade dos Açores, avulta ainda a necessidade de abertura dos orgãos de governo à participação seleccionada de membros da sociedade civil. Esta estratégia assegura uma familiarização indispensável com as carências reais, por exemplo, da administração, das empresas e das associações. Além disso, esta via representa o melhor antídoto contra o acesso do corporativismo, muitas vezes fruto de uma louvável dedicação ao estudo, que involuntariamente divorcia os universitários das questões do quotidiano. Se convenientemente aplicado, este princípio da corresponsabilização social na gestão universitária reverte em programa de verdadeiro equilíbrio, já que evita a conversão da instituição nas configurações mais impróprias, tanto a torre de marfim, que denota alheamento da realidade, como o supermercado de conhecimentos, que evidencia cedência ao facilitismo. A mais recente aposta da UAc respeita à anunciada vontade de criação de duas escolas politécnicas, uma no pólo de Ponta Delgada, outra no de Angra do Heroísmo. Uma vez aprovada a criação das ditas escolas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, quais os trâmites previstos para a sua institucionalização e consolidação? Assistiremos a uma clara definição do seu papel e dos seus objectivos no quadro do ensino superior na Região Autónoma dos Açores, ou tenderemos antes para uma espécie de indefinição de fronteiras, seguida de uma inevitável (con)fusão de objectivos e de modelos operatórios æ nociva, em nosso entender, e não de todo alheia a muitos dos saltos no escuro que, neste nível de ensino, têm sido dados por todo o país æ entre a esfera do politécnico e a do universitário? No começo de 2003, em projecto de candidatura à reitoria da UAc, defendemos o desenvolvimento de estudos politécnicos. Para o efeito, pugnávamos pela integração das Escolas Superiores de Enfermagem de 7 UAc: 30 Anos

8 UAc: 30 Anos 8 Angra do Heroísmo e de Ponta Delgada e pela criação de novas Escolas Politécnicas. Para tanto, invocámos diversas razões. Entre elas, a reduzida dimensão das ilhas que, por imperativos de defesa da qualidade científica e de garantia da racionalidade financeira, justifica a coexistência dos ensinos universitário e politécnico numa mesma instituição, como já acontece em partes do continente, a saber, no Algarve e em Aveiro. Além disso, enumerámos outros argumentos: por exemplo, a preferência da maioria dos estudantes do secundário pela frequência de Escolas Profissionais, que depois possuem por prolongamento mais o sistema politécnico do que propriamente o universitário; por exemplo, o ingresso de muitos dos candidatos açorianos ao Ensino Superior, que rumam ao continente, em Institutos Politécnicos, distribuídos por todo o País; por exemplo, a conversão do ensino politécnico em meio de racionalização da UAc, demasiado penalizada pela redução de candidaturas ao Ensino Superior, quando precisamente aumentam as qualificações do seu corpo docente, parte dele passível de uma comedida reconversão. Depois, em Novembro de 2003, o plenário do Senado sancionou a implementação de ensino politécnico na UAc, com um apoio convincente, mesmo unânime. Em Julho de 2004, a Assembleia da UAc aprovou, por maioria qualificada, a revisão dos Estatutos, que agora admitem a integração e o desenvolvimento de ensino politécnico na UAc. Em Março de 2005, o plenário do Senado criou as Escolas Superiores de Tecnologia e Administração de Angra do Heroísmo e de Ponta Delgada, que aguardam por homologação superior. Em Outubro/Novembro de 2005, o início da leccionação em S. Miguel e na Terceira dos Cursos de Especialização Tecnológica em Gestão da Qualidade e Qualidade Alimentar, respectivamente, também equivale à oferta de uma formação profissional especializada, embora corresponda à implementação de ensino pós-secundário. No futuro próximo, impõese a entrada em funcionamento do Conselho de Coordenação do Ensino Politécnico, um meio de amparo e de desenvolvimento de um ensino ainda nascente, que garante uma gestão científica e pedagógica própria, em conformidade com o espírito da legislação. Este orgão é também composto por representantes da sociedade civil, porque na definição de estratégias de desenvolvimento regional adquire particular relevância a participação da comunidade. De resto, urge a apresentação de propostas de novos cursos, em correspondência às expectativas da sociedade. Entre os ensinos politécnico e universitário, o reconhecimento de uma idêntica dignidade obriga à manutenção de uma clara individualidade. O ensino politécnico fornece uma preparação científica sólida, útil no entendimento e na resolução de problemas

9 concretos. O ensino universitário concede um conhecimento científico amplo, conveniente ao desenvolvimento de aptidões de concepção e ordenamento dos saberes. No último quarto de século, a indiferença de ambos os subsistemas reverteu em manifesto prejuízo País e da Região que, por isso, carece dos técnicos e também dos cientistas mais adequados à sustentação do progresso. Com efeito, a pressão das conjunturas originou paradoxalmente a inversão dos procedimentos. A universidade, movida pela exigência da empregabilidade, envereda pela solução profissionalizante. O politécnico, guiado pela obtenção do decoro, opta pela via académica. No entanto, sempre que devidamente regulamentado, o convívio de ambos os sistemas constitui um factor de enriquecimento, resultante da conversão de diferenças essenciais em complementaridades proveitosas. Na ordem do dia está o chamado processo de Bolonha, cuja promoção, acompanhamento e desenvolvimento reclamam quer decisões de política universitária, quer a proposta de procedimentos favoráveis à sua eficaz concretização. Gostaríamos de conhecer o modo como a Reitoria tem acompanhado o dito processo, não apenas em quanto respeita ao caminho já percorrido, mas também e sobretudo ao muito que haverá ainda por fazer. Alguns exemplos: Qual a posição da Reitoria em face de questões como a da natureza, estrutura e duração dos ciclos formativos? Qual a via a seguir pela UAc no movimento de aproximação da sua oferta de ensino ao contexto gerado pelo processo de Bolonha e aos requisitos que dele promanam: i) a da aplicação plena de tais requisitos apenas aos cursos criados de novo, sujeitando os vigentes a alterações pontuais? ii) ou, antes, a via da refundação de toda a nossa oferta de ensino, repensando-a em função de objectivos claros, de propostas coerentes e de ideias seguras quanto ao perfil dos graduados e dos pós-graduados que queremos formar? Hoje, na ultraperiferia açoriana, como na centralidade europeia, os desafios são quase idênticos, porque a universalidade é a essência da universidade. A implementação do processo de Bolonha é o principal objectivo de todas as academias da Europa, já que preenche a agenda universitária desde 1999, devendo culminar em 2010, com a criação de um espaço europeu de Ensino Superior, capaz de transfigurar a formação universitária no velho continente. Bolonha corresponde a um desiderato colossal, pois visa a transformação da Europa no espaço mundial mais dinâmico e mais competitivo, utilizando por estratégia o cultivo do conhecimento. Após a efectiva integração económica e a relativa comunhão política, os princípios da declaração de Bolonha tendem ao a- profundamento da construção da unidade europeia nas áreas essenciais da cultura e do ensino, suscitando a participação fundamental das universidades. Como metodologia, sugere- 9 UAc: 30 Anos

10 UAc: 30 Anos 10 se a mobilidade de docentes e de estudantes, a compatibilidade de planos de estudo e o reforço da empregabilidade dos diplomados. Claro que tudo isto terá de ser fruto de uma profunda revolução pedagógica, que transforme o ensino em meio e a aprendizagem em fim, e que ainda coloque, por excelência, o estudante no centro do sistema de Ensino Superior. Para tanto, importa que se dispense algumas práticas magistrais do passado. Para tanto, importa que se cultivem estratégias de maior proximidade e interacção, assentes na resolução de problemas concretos, no reforço do desenvolvimento do intelecto e na capacidade de adaptação à mudança. Bolonha equivale, portanto, a uma mudança de paradigma, o mesmo é dizer, a uma mudança de organização pedagógica, susceptível de fazer a permuta da transmissão de conhecimentos pela aquisição de competências. Esta estratégia pode ser ensaiada em qualquer curso e em qualquer momento, já que não possui por obstáculo nem a duração dos ciclos nem o número de créditos por disciplina, mas simplesmente a existência de ratios que, em certas áreas científicas, impedem a prática de um ensino tutorial, isto é, mais acompanhado. Na UAc, é possível a enumeração de diversas diligências em torno da problemática de Bolonha. Em primeiro lugar, um esforço de esclarecimento da própria academia. A comprová-lo, em Janeiro de 2005, a Profa. Estela Pereira esteve em Ponta Delgada e em Angra do Heroísmo, nos pólos de ensino de graduação regular, tratando da aplicação dos ECTS. Depois, em Fevereiro e Março, organizámos um ciclo de conferências intitulado Sob o signo de Bolonha. Para o efeito, suscitamos a participação de especialistas em gestão universitária. Assim, em Ponta Delgada, falaram os Profs. Pedro Lourtie, João Vasconcelos Costa e Alberto Amaral, enquanto que, em Angra do Heroísmo, dissertou o Prof. Abílio Dias da Silva. Em todo o tempo, promovemos a deslocação ao continente de muitos docentes que participaram em reuniões de áreas científicas específicas. Alguns deles produziram relatórios úteis, que anteviam a adopção de soluções diferenciadas por domínios do conhecimento, tanto no respeitante à organização pedagógica, que é o essencial, como no respeitante à duração dos ciclos, que é o acessório. Aliás, em vez de uniformização, Bolonha é comparabilidade. Além disso, nas unidades orgânicas e, mais recentemente, em reunião de directores de Departamento, promovemos a discussão do documento elaborado pela Comissão Especializada do CRUP para a Educação e Formação Inicial, Pós-Graduada e Permanente sobre a consolidação da oferta educativa, que constitui uma proposta de reorganização dos cursos e uma revisão do regime de acesso. A par do propósito do esclarecimento, procedemos também à implementação dos mecanismos até hoje possíveis, para que não se

11 verifique atraso no desenvolvimento do processo de Bolonha. A testemunhá-lo, em 6 de Abril, nomeámos uma comissão encarregue da elaboração de um regulamento para a aplicação do novo sistema de créditos curriculares. De momento, o trabalho entretanto produzido encontra-se em apreciação nos órgãos de coordenação institucional. Ademais, publicamos um Guia do Estudante, a lançar em breve, e procedemos ao agrupamento de unidades curriculares por áreas científico-pedagógicas, à designação de coordenadores para as áreas científicopedagógicas e ao registo de unidades curriculares. Em preparação, temos o suplemento ao diploma e a adopção da escala europeia de classificação. A legislação reguladora da implementação do processo de Bolonha é o decretolei 42/2005 de 22 de Fevereiro, que define os princípios e os instrumentos da criação do espaço europeu de Ensino Superior, o despacho 10543/2005 (2.ª série) de 11 de Maio, que prescreve as normas técnicas para a apresentação e a reorganização de novos e de velhos cursos, respectivamente, e a lei 49/2005 de 30 de Agosto, que altera a Lei de Bases do Sistema Educativo. Estes normativos não estabelecem, entretanto, qualquer prazo para a concretização das directrizes de Bolonha. Além disso, as universidades não possuem uma estratégia conjunta para o desenvolvimento do processo de Bolonha. A UAc deverá proceder à reorganização da oferta educativa, em conformidade com a legislação referenciada. No entanto, há que definir orientações próprias, por exemplo, o carácter e a duração dos ciclos. Quanto ao carácter, o 1.º ciclo deve corresponder a uma oferta mais generalista e transversal, eventualmente incompatível com fronteiras departamentais demasiado rígidas, deve surgir na generalidade das áreas científicas e deve possuir por objectivo a captação do estudante açoriano, que só deverá sentir a necessidade de sair do arquipélago para a obtenção de uma formação mais especializada. O 2.º ciclo, por sua vez, deve consistir numa oferta mais temática e diversificada, em resposta a solicitações da sociedade e da economia. Porém, numa universidade pequena e periférica, não deverá abranger o largo espectro da oferta educativa de 1.º ciclo, centrando-se antes em áreas de excelência, consoante o carácter do arquipélago e a acumulação do conhecimento. Quanto à duração, há conveniência em uniformizar procedimentos entre instituições, pelo que releva a necessidade da multiplicação de diálogos entre escolas. Todavia, estão em causa fundamentalmente duas soluções: 4/1 ou 3/2. Várias são as justificações que sugerem a opção pelo 4/1: por exemplo, o facto da preparação pré-universitária portuguesa ser de apenas 12 anos e não de 13 anos, como sucede na generalidade da Europa, por exemplo, o facto do financiamento ser mais seguro, à partida para 4 anos em vez de para 3 UAc: 30 Anos 11

12 UAc: 30 Anos 12 anos, algo de muito importante quando se questionam carreiras e lugares; por exemplo, a divulgação de um documento do CRUP que duvida da qualidade de uma qualquer formação superior de duração inferior a 4 anos; por exemplo, o simples comodismo, já que o 4/1 não implica grande reorganização da oferta de ensino. Há também muitas razões em sustentação da hipótese do 3/2: por exemplo, a obrigatoriedade da realização de uma verdadeira reestruturação da oferta de ensino; por exemplo, o facto de se adequar melhor ao convívio entre os sistemas universitário e politécnico numa mesma instituição; por exemplo, a possibilidade da transformação dos cursos preparatórios em primeiros ciclos, em favor da redução da dependência de outras instituições; por exemplo, a construção de currículos mais generalistas e transversais, com a possibilidade da cobertura de mais áreas científicas. Aliás, se a modalidade 3/2 obtiver, no contexto do país, uma implantação maioritária, é de crer que mais facilmente os estudantes açorianos permaneçam no arquipélago na frequência do 1.º ciclo, antes de optarem por seguir uma especialidade no exterior. Nestas circunstâncias, parece tratar-se de um formato vantajoso, embora se possam adoptar figurinos diferenciados por áreas científicas, consoante as tendências predominantes. Uma última pergunta, de certa forma decorrente das anteriores, talvez mesmo nelas já implicada. Se alguma coisa haverá a esperar do Reitor de uma universidade, será, sem dúvida, que possua uma concepção clara do que ela deve ser. Isto é, não só de qual deve ser a sua constituição e organização, mas também e sobretudo de quais devem ser as suas funções e a sua finalidade última, logo os seus objectivos principais e inalienáveis. Ora bem, até cerca de meados do século XX, a antiga e clássica Ideia de Universidade definia-a como o grande hospital do espírito, quer dizer, como uma nobre e indispensável instituição da humanidade e da civilização, à qual caberia educar o homem, subtraindo-o ao estatuto de mero particular e elevando-o ao do dever-ser universal e mais ou menos objectivo de Homem. Sensivelmente a partir de então, dada a quase exclusiva preocupação do homem moderno com o mundo objectivo æ predomínio da perspectiva científica de base experimental e quantitativa æ, aquela Ideia de universidade a Ideia de universidade terá sido esquecida, sucumbindo ao imperativo e aos desígnios da chamada profissionalização. Bem vistas estas coisas, por este motivo se torna hoje difícil entender as fronteiras que demarcam os domínios de intervenção próprios à universidade e ao politécnico, este, sim, de vocação objectivamente profissionalizante. Enquanto Reitor da Universidade dos Açores como os Reitores das demais universidades portuguesas, decerto preocupado com e con-

13 dicionado pela sobrevivência da instituição no seio de uma sociedade e de um Estado que cada vez mais prescindem do Homem e que, consequentemente, também dela prescindem, qual é, no seu entendimento, o caminho que as actuais universidades deverão seguir, de molde a poderem transcender com sucesso a encruzilhada em que manifestamente se encontram? Dito de outro modo: deverão as actuais universidades optar por recuperar, actualizar e validar a sua genuína identidade a que as determina como instituições de ensino/educação, não se deixando contaminar pelos sinais dos tempos e pelas tendências que os ditam? Ou, inversamente, deverão capitular ante a generalizada indiferença para com a sua verdadeira identidade e missão, daí colhendo, é certo, o benefício de verem a sua continuidade tolerada (apenas em termos formais e nominais), mas com isso sofrendo os inevitáveis malefícios da sua extinção (em termos essenciais), vale dizer, da sua indistinção em face do politécnico? A Universidade jamais poderá ser insensível aos sinais do tempo, até sob pena de incorrer em grave imobilismo, que é sempre prenúncio de crise. Do mesmo modo, a Universidade jamais poderá determinar a sua acção apenas pelo livre curso das circunstâncias, até sob pena de incorrer em grave banalização, que é sempre prenúncio de inutilidade. Por entre tendências tão díspares, resta uma via de conciliação, de traçado particularmente difícil. Todavia, não sobram dúvidas sobre a principal função da Universidade, sempre adstrita à produção do melhor conhecimento, independentemente da mutação das conjunturas, que obriga à redefinição de estratégias. A criação de conhecimento constitui, efectivamente, a principal função da Universidade. Entre os meios da consecução de tal propósito, avultam o ensino, a investigação, a extensão cultural e a prestação de serviços, que agem necessariamente em conjugação. De facto, a inovação do ensino exige o apoio da pesquisa, a utilidade da investigação carece da divulgação da ciência, enquanto que a prática da extensão e a oferta de serviços facilitam o diálogo com a sociedade. Além disso, da Universidade, aguarda-se a produção de um conhecimento útil. Por isso, em matéria estatutária, a elevação do nível educativo, científico e cultural da Região figura por objectivo supremo da UAc. Nesta conjuntura, tanto vale a preparação de quadros, que significa uma garantia de progresso material, como a difusão do saber, que significa uma garantia de enriquecimento cultural. O carácter do arquipélago define, entretanto, funções que a Universidade jamais pode olvidar. Com efeito, a identificação das ilhas com uma amálgama de parcelas muito distintas, donde sobressai a diversidade efectiva sobre a unidade desejável, obriga a instituição universitária açoriana ao cumprimento de uma missão assaz exigente. Trata-se da promoção do avanço e da UAc: 30 Anos 13

14 UAc: 30 Anos 14 salvaguarda do equilíbrio, isto é, da construção do progresso do todo, que é o arquipélago, através da redução das assimetrias das partes, que são as ilhas. Porém, a força da geografia e o sentido da história são ainda mais determinantes. Em cinco séculos, as ilhas estabeleceram afinidades entre mundos velhos e novos, contribuindo para a aproximação de povos e de continentes. Ao mesmo tempo, uma emigração de gerações transferiu a maior comunidade de referência açoriana para partes da América, desde a embocadura do rio da Prata, a sul, até à costa da Terra Nova, a norte. Esta realidade impõe a ponderação de um programa de intervenção global, que extravasa o âmbito do arquipélago e do próprio país. Nos Açores, a Universidade está obrigada à produção de um conhecimento necessariamente universal. Por isso, na peugada das universidades clássicas, promove o desenvolvimento das áreas científicas tradicionais, estruturantes do saber universitário. Desta forma, produz uma formação uniforme, requerida pelo índice de globalização de hoje. Nesta perspectiva, não há universidades regionais, detentoras de um objecto de estudo menor, traduzido na criação de uma sabedoria inferior. Nos Açores, como em todas as unidades físicas e políticas mais particulares, a adequação da Universidade ao meio é um imperativo de sucesso que obriga ao privilégio de áreas temáticas específicas. Por isso, no rasto das universidades novas, interessa a construção de uma efectiva individualidade, que reverta na produção de um conhecimento necessariamente singular. No futuro, um tanto à semelhança do passado, a via do desenvolvimento consiste na rentabilização de todos os meios, tendente à continuidade da produção de um conhecimento naturalmente universal, mas também apropriado às condições físicas e culturais da insularidade.

15 O Meu Depoimento António Machado Pires (Reitor de 1982 a 1995) 1. Em outro contexto, ocupei-me do sentido de oportunidade da criação da Universidade dos Açores, da sua epistemologia e, mais propriamente, do seu fazerse. Uma Universidade é um processo in fieri. Nunca está completo, vai-se fazendo, é o lugar do saber penúltimo (Max Planck). Este é apenas um curto depoimento sobre a minha experiência pessoal, ou melhor, o meu sentimento sobre como deve ser o fazer-se de uma Universidade. Um sentimento e uma ideia. Considerações teóricas e uma perspectiva histórica da Universidade terão de ficar para outro contexto, exterior a este volume. 2. Afinal o meu testemunho é este: o de um estudante açoriano da Faculdade de Letras de Lisboa nos anos 60, que foi convidado para assistente pelo Prof. Delfim Santos, exerceu a docência naquela instituição cerca de sete anos, experiência marcante nunca esquecida (como assistente do Professor Vitorino Nemésio, depois do Prof. Jacinto do Prado Coelho, responsável pela orientação do doutoramento). Subitamente, no contexto posterior ao 25 de Abril, é convidado a vir para o recentemente criado Instituto Universitário dos Açores. O convite é feito pelo então Reitor Prof. José Enes, corroborado por escrito pelo Prof. Gustavo Fraga. Tratava-se de dar continuidade a um projecto universitário, desta vez nas ilhas de origem, o que era uma perspectiva inesperada. Mas a experiência anterior não poderia ser esquecida (sobretudo quando é jovem). 3. Trago na bagagem uma tese de doutoramento a concluir. Trago a experiência da Faculdade de Letras e a vivência em Lisboa (excepto férias de Verão) dezassete anos consecutivos; trago, portanto, saudades de Lisboa, da Faculdade, dos colegas. Trago, porém, a vontade de ajudar a criar nos Açores um sonho impensável outrora: que estas ilhas possuíssem uma Universidade tão boa como as outras. Quem diria, quando estudante e viajante do Carvalho Araújo, do Lima e do Funchal, depois passageiro dos aviões estrangeiros que escalavam Santa Maria, que haveria de criar-se uma universidade nacional nos Açores e não teria de os deixar para UAc: 30 Anos 15

16 UAc: 30 Anos 16 fazer carreira universitária?! Talvez fosse preciso imitar a Faculdade: trazer o melhor para fazer escola entre nós. Trazer o melhor para a Universidade dos Açores, cruzando-a com experiências de Universidades com contextos sociais e culturais diversos. Os primeiros estudantes do I.U.A. foram um estímulo decisivo: pelo seu interesse, pela sua maturidade (alguns mesmo matura idade) e vontade de prosseguir. Alguns ficaram na Universidade e nela fizeram carreira. Trazidos os hábitos, as exigências e a qualidade intelectual universitária, o resto viria por si. Uma Universidade a fazer-se deve imitar as melhores, o melhor que puder. A medida da sua qualidade é a medida do esforço dessa imitação. Imitação não significa macaqueação, importação, cópia megalómena e irrealista: significa desejo de melhor, sem fuga a contactos. Os Açores não mereciam uma Universidade de segunda categoria. A sua presença, a sua criação era já um serviço, por imperativa elevação do nível intelectual. O resto viria e veio naturalmente. Olhar para fora, não só olhar para dentro. A Universidade deve ser o cartão de visita da inteligência dos Açores: ciência, busca, curiosidade, disponibilidade, atitude de espírito, cultura como prioridade sobre progresso material (desiderato às vezes difícil de entender ). Ideais que, sendo ideais, também geram benefícios práticos: empregos, diplomas, novas soluções, venda de livros, aluguer de casas e quartos, dinheiro. A Universidade é a universalidade dos Açores: foi este o lema do meu concurso às eleições para Reitor em 1990/91, após ter conseguido fazer aprovar o Estatuto da Universidade (instalação da Universidade em 22 de Novembro de 1990). Reitorado, aliás, iniciado em 3 de Dezembro de 1982 que durou até 20 de Julho de 1995: treze anos. Mais os outros anos, os antes e os depois. Ao serviço de um ideal universitário: construir personalidades. 4. Dificuldades? Sim, muitas: a burocracia, os orçamentos, as deslocações (aos pólos e aos Conselhos de Reitores, todos os meses, ao longo do país, em cada Universidade), os constantes diálogos com Directores de Departamento, as longas úteis (e inúteis!) conversas telefónicas, as cerimónias (o receio de gafes, a má vontade de muitos em tentar encontrá-las), o cansaço das viagens atrasadas e turbulentas, a incompreensão de alguns jornalistas, as suas perguntas estereotipadas ( para quando uma Universidade ao serviço da Região? ), a sublimação da mediania (ou da mediocridade), em notícias como terminou com a mais alta classificação, com a mais elevada nota, etc!; a necessidade de renovar a pedagogia contra a mera busca do diploma e do anel de curso, o estímulo à convivência e ao diálogo Ciências/Letras, o limar as arestas e bairrismos (sobretudo

17 folha informativa da UAc Aos estudantes? parte essencial da Universidade coube um papel relevante no meu Reitorado e na minha docência (a cumulativa, a anterior e a posterior). Eles estão para além das perspectivas políticas e economicistas de quem tem de governar e planear. Eles medem as instituições pelas pessoas que lá conhecem. E isto diz tudo o que é preciso em primeiro lugar saber para fazer e viver uma Universidade. Professores, estudantes, funcionários, cada um na sua vivência, são todos construtores desse empolgante empreendimento que é uma Universidade. UAc: 30 Anos 17 1/2006 Uma palavra para alguns colaboradores que já partiram: Prof. José Ávila Martins, Vice-Reitor e Director do D.O.P., no Faial, sacrificadamente disponível para viagens e tarefas de gestão departamental distante da Reitoria; Prof. Gustavo Fraga, com a sua experiência e os seus contactos, verdadeiro preceptor da sensibilidade e do bom senso universitário; Prof. Campos Fernandes, que se esforçou na gestão universitária, José Martins Garcia, escritor, ensaísta e universitário, com as suas dificuldades e sofrimentos (e foram muitos), mais escritor e professor do que gestor universitário (que não queria ser!), colega em horas difíceis de necessária unidade institucional. INTERpólos os escondidos ), o ensinar a dialogar à mesa de uma Universidade sem conflitos ideológicos, estimular atitudes suprapartidárias (sem as quais a Universidade não sobrevive ). Mais: ser capaz de tratar de problemas teóricos, de gestão, de planeamento, bem como de receber uma queixa por uma porta que cai; não juntar à mesa quem não se entende, adivinhar quem é capaz de se entender, saber distinguir o relevante do irrelevante. Muitos dos inimigos da causa universitária estão portas adentro, por ambição mal gerida, por excesso de convicção. Muitos dos melhores alunos ficaram cá dentro, e são o ouro da casa. Muito ouro ficou por fora, porque não havia lugar. Hoje, dramaticamente, ainda menos.

18 Raízes Universidade & 21 Desenvolvimento Vasco Garcia (Reitor de 1995 a 2003) UAc: 30 Anos 18 O INÍCIO Tudo começou com aquele toque do telefone da minha casa em Antibes, no Sul de França, eram cerca das duas horas de uma madrugada do fim do Outono de Do outro lado do Atlântico, bem longe da costa mediterrânica da Côte d Azur, veio a voz do Doutor José Enes, que presidia ao Grupo de Arranque para o Ensino Superior nos Açores. Em palavras simples, pausadas e meditadas, expressou o convite para que integrasse o projecto de criação de uma Universidade nas nossas ilhas. Vindo de Angola, com a perspectiva de não regressar à investigação científica que desenvolvera em África, a que se aliava o velho sonho de juventude, partilhado com muitos colegas de liceu, de poder ter um dia o Ensino Superior nas nossas ilhas, tive nesses instantes a visão de que o Futuro nos abria uma janela de valor incalculável. Era preciso agarrar aquela oportunidade histórica, propiciada pelo 25 de Abril de 1974 e pela nascente Autonomia Constitucional dos Açores. Foi isso que se fez, ficando assim dado o grande passo que, em Janeiro de 1976, deu lugar ao nascimento do Instituto Universitário dos Açores. OS ANOS DA FUNDAÇÃO Olhando agora para trás, tem-se a noção que os primeiros cinco a- nos, de 1976 a 1980, foram cruciais para a afirmação do projecto universitário açoriano. Foram anos de muitas dificuldades, muita falta de meios, muitas resistências a vencer; mas foram também anos de muito entusiasmo, muita visão, persistência e gratificantes resultados. A primeira Comissão Instaladora era um misto de representantes da Sociedade Açoriana e de membros do Grupo de Arranque, enquanto a segunda tinha já um pendor mais académico e científico, ainda que continuasse a integrar elementos de fora da

19 universidade, destacandose de entre eles o representante do Governo Regional, Engenheiro João Bernardo Rodrigues, a cujo empenhamento e competência a Instituição muito deve. Presidida pelo Primeiro Reitor, Doutor José Enes Pereira Cardoso, um picaroto de forte têmpora, essa segunda Comissão (que integrei desde o princípio) caracterizou-se por uma fase de planeamento exaustivo, ficando célebres as intermináveis sessões, durando por vezes até altas horas da noite uma táctica que José Enes usava com mestria, quando queria levar avante alguma sua ideia mais contestada. DE INSTITUTO A UNIVERSIDADE Em 1980, o Instituto Universitário dos Açores encontrava-se em plena expansão, com laboratórios e departamentos de investigação, docência e prestação de serviços em Ponta Delgada, Terra Chã e Horta. Era a altura de se dar o salto, passando de Instituto Universitário a Universidade dos Açores. Isso foi conseguido em Julho desse ano, com uma alteração muito importante no âmbito da tutela, que passou do Governo da República para o Governo Regional, embora do ponto de vista académico e científico a ligação ao Ministério da Educação de Lisboa continuasse a ser a mesma. Pensava-se, com esta alteração, que os assuntos específicos da Universidade, nomeadamente ao tripolaridade, passassem a ser tratados com outra atenção, dada a percepção mais próxima e interessada do Governo Açoriano. Nalguns aspectos, assim foi; noutros, nem tanto. Desde logo, Lisboa passou a encarar a Universidade como tendo um estatuto diferente, corporizado mesmo nos poderes do Reitor, consideravelmente menores no campo financeiro que os seus pares das Universidades Portuguesas. Isto não impediu que, em 1985, o Partido Social Democrata, que apoiava o Governo Regional, indigitasse para o lugar de primeiro Deputado Açoriano ao Parlamento Europeu um dos seus docentes, responsabilidade e privilégio que me foi atribuída. A experiência aí adquirida veio a revelar-se da maior importância para a Universidade passados dez anos, com a candidatura à Reitoria em 1995, uma vez concluído o longo mandato do Segundo Reitor, Doutor António Machado Pires, caracterizado pela consolidação e qualificação institucionais. Oito anos depois, em 2003, terminou o ciclo que designei Universidade XXI, com a passagem de testemunho ao Doutor Avelino de Meneses, um dos primeiros e distintos alunos dos anos da fundação da Universidade dos Açores. Com as raízes lançadas e o desenvolvimento principal realizado, estava assegurada a continuidade do projecto universitário iniciado em 1976 e agora florescente no novo milénio. ENTRE 1995 E 1999 O projecto de candidatura à Reitoria concebido em 1994/95 teve como lema Universidade XXI não por acaso, mas porque existia a percepção da necessi- UAc: 30 Anos 19

20 UAc: 30 Anos 20 dade de preparar as infraestruturas físicas, tecnológicas e humanas para os desafios do virar do século XX, com o advento da era digital e a globalização. Tratou-se de uma tarefa ambiciosa, sobretudo porque a tripolarização da Universidade, embora claramente vantajosa em termos políticos e de desenvolvimento regional, se sabia desde o início ser um peso negativo do ponto de vista orçamental. E, para quem começou com Manuela Ferreira Leite como Ministra da Educação e terminou com Pedro Lynce como Ministro da Ciência e do Ensino Superior, tendo conhecido em oito anos nada menos que seis ministros da tutela diferentes, ou seja, uma média de pouco mais de um por ano (a excepção foi Eduardo Marçal Grilo, que cumpriu os seus quatro anos o que foi a nossa sorte!), a monótona e repetitiva explicação do que se pretendia a cada um dos que entravam de novo foi pior que as restrições e cortes orçamentais, tão useiros e vezeiros no nosso Ensino Superior, que se tornaram como pardais habituamo-nos a viver com eles Uma das características da nossa primeira proposta do Universidade XXI, expressa no pequeno livrinho de trinta páginas que então se editou, foi a da interpolaridade. Escrevi então que a linha de força da interpolaridade deverá prevalecer sobre a tripolari-dade, conceito que se considera ultrapassado e gerador de divisões. Nesse livrito disse-se ainda que a Universidade criará condições, sempre que possível em conjugação com as entidades regionais (Governo, Empresas e Industriais), para que a mobilidade dos docentes e estudantes dentro e fora da Região seja favorecida e traga vantagens, inclusive materiais, em moldes a definir. Escusado será dizer que nem o Governo, nem as Empresas, nem a Indústria, deram à UAc as compensações necessárias para que a interpolaridade superasse a tripolaridade. Os custos dessa superação, em 1999, foram calculados em contos (1,5 milhões de euros), pelo que o problema subsiste e subsistirá, enquanto não se assumir, por parte do Estado, esse ónus que não é da Instituição Universitária, mas faz parte do nosso dia-a-dia. Também se martelava muito, nos anos 90, na necessidade de aproximação da Universidade à Sociedade Açoriana, sobre a qual escrevi também que deverá fazer-se dentro e fora dos Açores. No ponto seguinte, e ainda sobre a ligação à sociedade, afirmou-se que esta não pode perder de vista a prestação de serviços e a investigação em áreas especiais. Lançavase, nesse ponto, a ideia do Centro de Biomedicina: a ideia, depois concretizada, era de que este Centro fosse o ponto de partida para o Curso Básico de Medicina (1.º e 2.º anos). Estavase então em 1995, cinco anos antes da primeira proposta que fizemos de criação desse Curso e nove anos antes que as forças de bloqueio, dentro e fora

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