FUNDAÇÃO ESCOLA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ Núcleo de Curitiba Professor: Armando Antonio Sobreiro Neto

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "FUNDAÇÃO ESCOLA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ Núcleo de Curitiba Professor: Armando Antonio Sobreiro Neto"

Transcrição

1 4. APELAÇÃO (art. 593 a 603 do CPP) 4.1 Conceito: É o recurso interposto da sentença definitiva ou com força de definitiva para a segunda instância, com o fim de que se proceda ao reexame da matéria, com a conseqüente modificação parcial ou total da decisão. Sua origem remonta à expressão latina appellatio, que significa dirigir a palavra a alguém. Recurso hierárquico para pedir julgamento substitutivo do anterior, com novas provas. 4.2 Natureza jurídica: É o recurso por excelência, justamente por admitir com a maior amplitude um novo debate sobre questões de fato e de direito (efeito devolutivo), bem como a apreciação de eventuais nulidades. 4.3 Características: a) É recurso amplo, na medida em que devolve ao Tribunal ad quem o conhecimento pleno da matéria impugnada, a qual pode dizer a respeito do todo ou parte da questão tratada na ação; b) É recurso residual, conquanto somente possa ser interposto caso não houver previsão expressa do cabimento de recurso em sentido estrito para a espécie (RT 525/393); c) Goza de primazia, na hipótese da lei prever expressamente o cabimento de recurso em sentido estrito para atacar parte da decisão e a apelação para o restante, prevalecerá esta, que deve funcionar como único recurso oponível (593, 4º do CPP). Por exemplo: Se a decisão condenatória negar o sursis, o recurso cabível é o de apelação, que ataca a condenação e também a denegação de sursis, pois contra a sentença condenatória é cabível a apelação (593, I). Agora, se o sursis for negado fora da sentença, então cabe RSE (581, XI), a menos que seja decisão promovida em sede de execução, pois aí cabe agravo em execução (art. 197 da Lei 7.210/84). 4.4 Limites da Apelação: O recurso delimita a competência do tribunal para rever a matéria. A parte recorrente fixa a extensão da matéria a ser apreciada pelo juízo ad quem. Do mesmo modo que o juízo a quo não pode julgar ultra, extra ou citra petitum (princípio da correlação), também o juízo ad quem não pode fazê-lo. Ou seja, só será conhecido pelo juízo ad quem aquilo que for devolvido (impugnado) pela 1

2 parte. Trata-se da aplicação do princípio do tantum devolutum quantum appellatum, previsto no artigo 599 do CPP. Tourinho Filho, entretanto, entende que, no âmbito do processo penal, o tribunal não fica limitado ao contido no recurso de apelação, podendo decidir além do pedido, desde que seja para favorecer o réu. Portanto, seu limite é a aplicação do princípio do favor rei, na falta de provocação da acusação Apelação plena ou ampla: Quando o recurso tem por objetivo a reforma integral da sentença Apelação limitada ou restrita: Quando tem por objetivo a reforma de parte da sentença. Exige-se que a limitação esteja clara no recurso. Na dúvida, o recurso deve ser recebido e apreciado amplamente Momento da limitação do recurso: a) Ministério Público: Deve limitar seu recurso de apelação, se for o caso, no momento da petição, pois, se apelar em termos amplos, não poderá restringir os termos do recurso nas razões. Assim, se o Ministério Público não especificar de que parte da decisão recorre, entende-se que é do todo. Logo, se apela em termos amplos e arrazoa apenas parcialmente, exige-se que o tribunal conheça de toda a decisão. **A limitação material do âmbito do recurso constitui, pois, decorrência do ato formal de sua interposição (petição); b) Defesa: A limitação do recurso também deve ser fixada na petição, pois este é o momento de demonstração do inconformismo com a decisão judicial. Existe corrente minoritária que defende, contudo, que para a defesa o momento de limitação do recurso é o do oferecimento das razões (RTJ 110/592). Entendemos que a petição é o local de delimitação do recurso, tanto para a acusação quanto para a defesa (art. 599 do CPP). 4.5 Legitimidade e interesse: 2

3 a) Ministério Público: Não tem legitimidade para apelar de sentença absolutória proferida em ação penal exclusivamente privada, pois lhe falta a titularidade do jus accusattionis (RT 597/267). ** Pode o MP apelar em favor do réu, seja em ação penal pública ou privada, pois, diante dos atributos que lhe foram outorgados pela Constituição (art. 127 CF), cumpre-lhe o papel de defender a eficácia da lei e alcançar a verdade real, havendo, destarte, possibilidade de interesse recursal (STJ RSTJ 32/138). Não pode o MP apelar em benefício do réu, se pediu a condenação do mesmo e se a sentença foi proferida nos exatos termos da alegação final, pois não estaria demonstrada a sucumbência; b) Assistente de acusação: O assistente de acusação só tem legitimidade recursal supletiva (art. 598, caput, do CPP). Logo, se a apelação do MP for ampla, a do assistente de acusação não pode ser conhecida. **O assistente de acusação não tem interesse em recorrer visando aumento de pena, pois sua atuação no processo penal limita-se à obtenção do provimento judicial formador do título executivo judicial (Tourinho Filho). Para o STF, todavia, o assistente pode visar o aumento de pena no recurso, pois sua função é de auxiliar da justiça (RTJ, 69/367) Ademais, caberia também para agravar a classificação do crime (STF RT 488/392). Fernando Capez acompanha Tourinho Filho e entende que o assistente não pode recorrer de sentença de pronúncia com o objetivo que o réu seja pronunciado por crime mais grave, ou para inclusão de qualificadoras. Entendemos que, se o assistente atua supletivamente, pode recorrer visando à reforma da decisão judicial, naquilo que não foi objeto de recurso do MP, até para evitar a preclusão (STF RT 503/416-7); c) Defensoria pública: Pode apelar em favor de réu revel, independentemente de sua ratificação (STF RT 654/382); d) Defensor dativo: Não está obrigado a apelar. Sua inércia, portanto, desde que também intimado o réu, provoca o trânsito em julgado da decisão, em razão do princípio da voluntariedade recursal (STF 643/389). 3

4 Por outro lado, caso o réu manifeste o desinteresse em apelar e o defensor dativo interpuser apelação, esta deverá ser conhecida, com base no princípio da ampla defesa, até porque pela vedação da reformatio in pejus (art. 617 do CPP) não há como haver prejuízo; e) Réu: Pode apelar por petição ou por termo nos autos, independentemente de seu defensor. Cumprirá a este arrazoar o recurso, porém, se constituído e intimado, não apresentar razões, o recurso subirá, na forma do art. 601 do CPP (STF RT 730/442); 4.6 Apelação subsidiária do apelo oficial: Se o MP não apela no prazo de 05 (cinco) dias (prazo oficial), o ofendido ou seu cônjuge, ascendente, descendente ou irmão (art. 31 CPP) poderão apelar, ainda que não se tenham habilitado como assistentes, desde que o façam dentro do prazo de quinze dias, a contar do dia em que terminar o prazo do MP. **Prazo de apelação do assistente de acusação (art. 598 do CPP e Súmula 448 do STF) do MP; a) assistente não habilitado: prazo de 15 dias, a contar do término do prazo b) assistente habilitado: prazo de 05 dias, a contar de sua efetiva intimação, desde que tenha sido intimado após o MP; c) assistente habilitado: prazo de 05 dias, a contar do trânsito em julgado para o MP, se o assistente foi intimado antes (STF e Tourinho Filho). Obs: O STJ entende que a lei não faz distinção quanto ao assistente, devendo ser sempre de 15 dias o seu prazo recursal, independentemente de estar ou não habilitado no processo. O STF, ao contrário, estabelece distinção de prazos, sendo de 05 dias para o assistente habilitado e de 15 dias para o não habilitado. 4.7 Renúncia e desistência: O réu pode dispor do recurso, podendo renunciar ou desistir independente de homologação judicial. O defensor dativo não pode desistir do recurso interposto, pois, para isso, necessitaria de poderes especiais. Mesmo assim, não está obrigado a apelar, como visto anteriormente, em face do princípio da voluntariedade dos recursos (STJ). 4

5 ** Se o réu ou seu defensor desistir do recurso, deve o recurso ser conhecido, se um ou outro insistir, em homenagem ao princípio da ampla defesa. É a posição predominante no STF e STJ. (576). ** O MP não pode desistir do recurso, nem reduzir seu âmbito nas razões 4.8 Cabimento da apelação: Decisões do juiz singular (art. 593, I e II): a) Cabe apelação de toda sentença condenatória, assim como de toda sentença absolutória, inclusive da absolvição sumária e da impronúncia, nos processos da competência do tribunal do júri (art. 416); b) Cabe apelação das sentenças definitivas em sentido estrito ou terminativas de mérito, que são aquelas que, julgando o mérito, põem fim ao procedimento (relação jurídica processual), sem, contudo, absolver ou condenar o réu. P. ex: sentença que resolve incidente de coisas apreendidas; que autoriza levantamento de seqüestro; que concede reabilitação etc. **Observação: Da sentença que declara extinta a punibilidade, embora também seja decisão terminativa de mérito, cabe RSE, por expressa disposição do artigo 581, VIII; c) Das decisões com força de definitivas ou interlocutórias mistas, que são aquelas que põem fim a uma fase do procedimento (não terminativas) ou ao processo (terminativas), sem julgar o mérito. Ex: decisão de rejeição de denúncia na Lei dos Juizados Especiais Criminais (art. 82, 1º, da Lei 9.099/95). ** Observação: Da decisão de rejeição de denúncia ou queixa (decisão interlocutória mista terminativa) ou de pronúncia (decisão interlocutória mista não terminativa), cabe RSE, por expressa disposição legal (581, I e IV). Sendo a apelação recurso de natureza residual, cabe ela de todas as decisões definitivas e com força de definitivas, desde que a lei não preveja expressamente o RSE. P. ex: Decisão que indefere o aditamento do libelo. 5

6 ** As decisões interlocutórias simples são irrecorríveis. Ex: recebimento de denúncia ou queixa. ** Observação: A concessão de liberdade provisória, que é decisão interlocutória simples, é recorrível por meio de RSE, por força de disposição legal (581, V) Decisões do tribunal do júri (art. 593, III e alíneas): **Por força do princípio da soberania dos veredictos (CF, art. 5º, XXXVIII), a apelação das decisões do tribunal do júri tem caráter restrito. Interposta a apelação por um dos motivos legais, o tribunal fica circunscrito a ele, não podendo ampliar o conhecimento da matéria. tribunal do júri: São 04 (quatro) as hipóteses de cabimento de apelação contra decisões do a) nulidade posterior à pronúncia. Se relativa, deve ser argüida em seguida ao pregão das partes, sob pena de preclusão; se surgir durante o julgamento, o protesto deve ser feito em seguida à ocorrência. A falta de oportuno protesto impede o levantamento em preliminar de apelação. se convalida; Se a nulidade for absoluta, pode sempre ser levantada em apelação, pois não b) decisão do juiz-presidente contrária à lei ou à decisão dos jurados. Trata-se de error in procedendo, pois a decisão de mérito cabe aos jurados, sabendo-se que o juiz togado não está acima dos juízes leigos, nem da lei. Com o provimento do apelo, o julgamento não é anulado, competindo ao Tribunal retificar a sentença para que esta se ajuste à lei ou à decisão dos jurados; c) quando houver erro ou injustiça no tocante à aplicação da pena ou da medida de segurança. Se o juiz aplicar a pena em desobediência ao critério trifásico (pena-base, circunstâncias agravantes e atenuantes e, por último, causas especiais de aumento e de diminuição art. 68, CP), haverá error in procedendo ; o mesmo se a pena for fixada em quantidade superior ou inferior ao entendido justo. Em ambos os casos basta que o tribunal corrija o erro ou a injustiça. 6

7 ** O tribunal não pode, em grau de apelação, excluir ou incluir qualificadoras, pois as mesmas dizem respeito ao meritum causae (princípio da soberania dos veredictos), vale dizer, são circunstâncias do crime, não da pena. Cabe ao tribunal de apelação, nessa situação, anular o julgamento e determinar que outro seja feito; d) quando a decisão dos jurados for manifestamente contrária à prova dos autos. Trata-se de decisão tomada sem amparo em elemento de convicção dos autos (arbitrária). Não é o caso de decisão amparada em prova mais fraca, ou versões menos robustas, a qual é amparada pelo princípio da íntima convicção dos jurados. ** Só cabe uma apelação com base nesse fundamento, não importando por qual das partes é interposta. Não importa qual das partes tenha apelado; é uma vez só para o processo (RT 600/324). **Observação: Havendo crimes conexos, o tribunal pode manter a decisão em relação a um e anular apenas o outro, mandando realizar novo julgamento Medidas Protetivas da Lei Maria da Penha, aplicadas por Juiz Criminal, admitem apelação Agravo de Instrumento nº TJPR-Rel. Des. Campos Marques Apelação no Rito do Júri Conforme artigo 416 (NR Lei /08), contra a sentença de impronúncia ou de absolvição sumária caberá apelação. 4.9 Procedimento: Forma de interposição: O recurso pode ser impetrado por petição ou termo nos autos (578), perante o juízo a quo, mas endereçado ao Tribunal competente Razões: Devem ser ofertadas dentro de 08 dias, se for crime, e de 03 dias, se contravenção (600). Em caso de crime ou contravenção da Lei dos Juizados Especiais Criminais, as razões devem ser apresentadas junto com a petição recursal (prazo de 10 dias - Lei 9.099/95, art. 82, 1º). É obrigatória a intimação do apelante para oferecimento de razões, na forma do art. 798, 5º (STF RTJ 67/800). O assistente tem 03 dias para arrazoar, depois do MP. 7

8 **Se for ação privada, há entendimento de que se o querelante não apresentar razões ocorre a perempção (deixar de apresentar razões e de reiterar pedido condenatório) TJSP, AP / Rel. Márcio Bártoli-1ª C.Crim.). Se o ofendido mover a ação, o prazo do MP é de 03 dias, depois daquele. O MP sempre terá vista dos autos fora de cartório. Se houver um só réu, terá o mesmo vista dos autos fora de cartório; se houver mais de um réu, o prazo será comum e os autos devem permanecer em cartório (600, 3º). O apelante pode oferecer as razões em segunda instância (600, 4º). Se o apelante for o réu, as contra-razões devem ser oferecidas pelo Promotor oficiante no processo junto ao juízo a quo, preservando-se o princípio do promotor natural. A lei não diferencia autor de réu, mas não fica bem o promotor de justiça fazer tal opção. ** O assistente de acusação não pode pedir para arrazoar em segunda instância. É o mesmo raciocínio empregado para o MP (RJDTACRIM 26/38). instância. ** No RSE não existe possibilidade de arrazoar o recurso em segunda ** Com as razões e as contra-razões podem ser juntados documentos novos, desde que seja garantido o contraditório. ** A defesa não pode mudar a fundamentação do recurso nas razões. ** Não existe juízo de retratação na apelação. **Havendo mais de um réu, se todos não tiverem sido julgados ou apelado, deve o apelante promover extração de traslado (instrumento) dos autos para remeter à superior Instância (601, 1º). Embora a previsão do art. 601, os autos só devem subir depois de arrazoado e contra-arrazoado o recurso, em obediência ao princípio da indisponibilidade e indesistibilidade do recurso pelo MP, e em obediência ao princípio da ampla defesa, quanto ao réu. Se o defensor for desidioso, deve ser nomeado outro para o ato. 8

9 ** A apresentação tardia das razões, inclusive pelo MP, não impede o conhecimento do recurso, pois constitui mera irregularidade (601, caput ) (STF - RT 734/632). Aliás, as razões intempestivas não são desentranhadas. ** No tribunal ad quem, o MP tem atuação obrigatória, sob pena de nulidade, atuando como fiscal da lei, pelo que pode opinar livremente. Da data de julgamento deve a parte ser intimada pela imprensa oficial, com um prazo mínimo de 48 horas Prazos: É de 05 dias, em regra. O prazo, no caso do réu, é contado a partir da última intimação, seja a dele ou a de seu defensor. O prazo para o MP: 1ª corrente do STJ e STF = é o da data da aposição do ciente nos autos, e não da data constante no livro carga do cartório ; 2ª Corrente STJ/STF + recente entrega dos autos com vista (entrave burocrático da administração do MP o ônus da entrega imediata dos autos à pessoa física do representante do MP é da Instituição) Não se admite o controle do Prazo pelo Poder Público e afronta o contraditório. ** Se a intimação do réu for por edital e se a pena for inferior a um ano, o prazo é de 60 dias; se a pena for igual ou superior a um ano, será de 90 dias (392, 1º). ** Se a intimação for por carta precatória, o prazo de cinco dias inicia-se com a juntada da carta aos autos (RT 624/287). ** No caso do júri, o prazo inicia-se com a publicação da sentença na própria sessão de julgamento (792, 5º). ** Se houver dúvida quanto à tempestividade, deve o recurso ser conhecido (STF JSTF 233/243). Trata-se de interpretação in dúbio pro reo. O prazo de defensor dativo admite contagem em dobro (TJSP JTJ 198/287). Para o defensor público, havendo quadro de carreira ou serviço público a Lei nº 7.871/89 assegura prazo em dobro. No que pertine ao assistente de acusação, ver tópico anterior, neste mesmo ponto (prazo de 05 dias, se habilitado, e de 15 dias, se não habilitado). 9

10 A Súmula n. 320 do STF destaca que a apelação despachada pelo juiz dentro do prazo legal não pode ser prejudicada pela juntada tardia por culpa do cartório. Já a Súmula n. 428, também do STF, em situação distinta, afirma que não fica prejudicada a apelação juntada no prazo legal no cartório, mesmo quando despachada tardiamente Liberdade Provisória: A apelação da sentença absolutória não tem efeito suspensivo. Logo, se o réu estiver preso, deve ser colocado em liberdade (596, caput). 712/474). **Condenado em regime aberto não precisa recolher-se à prisão (STJ RT De acordo com o STJ e o STF, mesmo que primário e de bons antecedentes, se o réu já estiver preso provisoriamente ao tempo da sentença condenatória, deve continuar preso para apelar (RT 639/379). Se a sentença for omissa quanto ao direito do réu apelar em liberdade, cabe embargos de declaração embarguinhos art Deserção: O STJ e o STF não mais admitem Revogado o artigo 594(Lei /08), que exigia o recolhimento à prisão. Deserção: Não cabe mais- O STJ e o STF não mais admitiam - Súmula 347- STJ[1] e precedentes do STF, entende-se que os artigos 594 e 595 do CPP contrariam as garantias constitucionais do devido processo legal, da isonomia e da ampla defesa. [1] Súmula STJ 47 - O conhecimento de recurso de apelação do réu independe de sua prisão Efeitos: appellatum ; a) Devolutivo: Todo recurso tem. Princípio do tantum devolutum quantum Súmula

11 O EFEITO DEVOLUTIVO DA APELAÇÃO CONTRA DECISÕES DO JÚRI É ADSTRITO AOS FUNDAMENTOS DA SUA INTERPOSIÇÃO. b) Suspensivo: Só quando a lei estipular. Ex: quando primário e de bons antecedentes o réu; c) Extensivo: Benefício ao co-réu na parte comum do recurso; retratação. Obs.: Não existe efeito regressivo na apelação, pois não há juízo de 4.13 REFORMATIO IN PEJUS: É a impossibilidade de o tribunal prejudicar a situação do réu, quando só o mesmo tiver apelado ou quando for improvido o recurso da acusação. A previsão que impede a reforma danosa ao réu quando somente ele recorrer encontra-se no artigo 617 do CPP e na Súmula 160-STF. O tribunal não tem completa liberdade para decidir, sendo-lhe vedado julgar extra ou ultra petitum. ** Recorrendo só a defesa, o tribunal não pode reformar a sentença para agravar a situação do réu. Recorrendo a acusação de forma limitada, não pode o tribunal decidir em maior extensão contra o apelado. ** Segundo a súmula 160 do STF, o tribunal não pode, em grau de recurso, decretar nulidade não argüida em recurso da acusação, ressalvado o recurso de ofício. Entende-se que inclusive a nulidade absoluta não pode ser decretada contra o réu, na ausência de argüição da acusação REFORMATIO IN PEJUS INDIRETA: Consiste em que, se anulada sentença condenatória em recurso exclusivo da defesa, a nova decisão não poderá aplicar pena mais grave ao réu. É caso excepcional em que o ato anulado continua produzindo efeitos, como limitador de pena, ou seja, a nova sentença deverá adotar os mesmos parâmetros de aplicação da pena da sentença anulada. ** A regra não atinge os crimes da competência do tribunal do júri, ante o princípio constitucional da soberania dos veredictos. Os jurados, se o julgamento for anulado em recurso exclusivo da defesa, ficam livres para votar a nova decisão. Ex: podem reconhecer qualificadora não reconhecida no julgamento anterior (o anulado). Então, o juiz presidente fica livre para impor pena mais grave. 11

12 ** Se, todavia, os jurados repetirem o julgamento anterior (ex: mantém o homicídio simples), o juiz presidente não pode aplicar pena mais grave que a anterior. ** Se a anulação der-se por vício de incompetência absoluta, a jurisprudência entende que o juiz da nova decisão fica livre para aplicar pena mais grave. É que a gravidade é tão grande que seria um absurdo admitir-se que a decisão de um juiz incompetente pudesse limitar a pena na nova decisão. É o entendimento do STF e do STJ (RT 558/414) REFORMATIO IN MELLIUS: Quando o recurso é exclusivo da acusação, não pode o tribunal favorecer o réu, pelo emprego do princípio do tantum devolutum quantum appellatum. É o entendimento do STF (RT 612/439) e de Júlio Fabbrini Mirabete. Entretanto, parte da jurisprudência entende que, em virtude de ter a lei só previsto a reformatio in pejus, não está vedado favorecer o réu, quando só a acusação recorre e não postula a favor. Este é o entendimento do STJ (RT 659/335). 12

CONTINUAÇÃO - RECURSOS NO PROCESSO PENAL, Recurso no Sentido Estrito

CONTINUAÇÃO - RECURSOS NO PROCESSO PENAL, Recurso no Sentido Estrito CONTINUAÇÃO - RECURSOS NO PROCESSO PENAL, Recurso no Sentido Estrito Efeito suspensivo O RESE, como regra, não tem efeito suspensivo. Terá, apenas, quando a lei prever. O art. 584 do CPP 1 prevê 05 hipóteses

Leia mais

1.2. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO (artigos 581 a 592 do CPP)

1.2. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO (artigos 581 a 592 do CPP) 1.2. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO (artigos 581 a 592 do CPP) 1.2.1. Conceito O Recurso em Sentido Estrito para Espínola Filho se constitui (por ato da parte interessada ou em virtude de determinação legal)

Leia mais

FUNDAÇÃO ESCOLA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ Núcleo de Curitiba Professor: Armando Antonio Sobreiro Neto

FUNDAÇÃO ESCOLA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ Núcleo de Curitiba Professor: Armando Antonio Sobreiro Neto 3. DO RECURSO EM SENTIDO ESTRITO (art. 581 a 592 do CPP) 3.1 Conceito: É o recurso interposto da decisão judicial, nos estritos casos especificados em lei, com o fim de que se proceda ao reexame da matéria,

Leia mais

1. PRINCÍPIOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS art. 62 da Lei 9.009/95 2. OBJETIVOS DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL

1. PRINCÍPIOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS art. 62 da Lei 9.009/95 2. OBJETIVOS DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL 1 PROCESSO PENAL PROCESSO PENAL PONTO 1: Princípios dos Juizados Especiais Criminais PONTO 2: Objetivos PONTO 3: Competência PONTO 4: Fase Policial PONTO 5: Fase Judicial PONTO 6: Recursos PONTO 7: Atos

Leia mais

PRESSUPOSTOS SUBJETIVOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL: - Possui legitimidade para recorrer quem for parte na relação jurídica processual.

PRESSUPOSTOS SUBJETIVOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL: - Possui legitimidade para recorrer quem for parte na relação jurídica processual. PRESSUPOSTOS SUBJETIVOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL: - Legitimidade - art. 499 CPC: - Possui legitimidade para recorrer quem for parte na relação jurídica processual. Preposto é parte? Pode recorrer? NÃO.

Leia mais

1. RECURSO DE APELAÇÃO

1. RECURSO DE APELAÇÃO 1. RECURSO DE APELAÇÃO 1. 1 HIPÓTESES DE CABIMENTO - Sentença condenatória. - Sentença absolutória. - Sentença de absolvição sumária no âmbito do Tribunal do Júri, nos termos do art. 415 do CPP. - Decisão

Leia mais

RECURSOS NO PROCESSO PENAL

RECURSOS NO PROCESSO PENAL ESTUDO RECURSOS NO PROCESSO PENAL RECURSOSRE Ribamar Soares Consultor Legislativo da Área II Direito Civil e Processual Civil, Direito Penal e Processual Penal, de Família, do Autor, de Sucessões, Internacional

Leia mais

PROCESSO PENAL RESUMO DE PROCESSO PENAL 1 Rosivaldo Russo

PROCESSO PENAL RESUMO DE PROCESSO PENAL 1 Rosivaldo Russo PROCESSO PENAL RESUMO DE PROCESSO PENAL 1 Rosivaldo Russo ESPÉCIES DE PRISÃO: 1. P. Penal sentença condenatória transitada em julgado 2. P. Processuais, cautelares ou provisórias antes da formação da culpa

Leia mais

DEFENSOR - AM - 2011 c) Cabe revisão criminal das sentenças absolutórias impróprias, mas não cabe da sentença de pronúncia do réu.

DEFENSOR - AM - 2011 c) Cabe revisão criminal das sentenças absolutórias impróprias, mas não cabe da sentença de pronúncia do réu. DEFENSOR - AM - 2011 Julgue as alternativas sobre revisão criminal e assinale a correta. a) Poderá ser requerida em qualquer tempo, desde que antes da extinção da pena. b) A absolvição em sede de revisão

Leia mais

AGRAVO DE INSTRUMENTO: Conceito: é o recurso adequado para a impugnação das decisões que denegarem seguimento a outro recurso.

AGRAVO DE INSTRUMENTO: Conceito: é o recurso adequado para a impugnação das decisões que denegarem seguimento a outro recurso. AGRAVO DE INSTRUMENTO: Conceito: é o recurso adequado para a impugnação das decisões que denegarem seguimento a outro recurso. Por que se diz instrumento: a razão pela qual o recurso se chama agravo de

Leia mais

Súmulas em matéria penal e processual penal.

Súmulas em matéria penal e processual penal. Vinculantes (penal e processual penal): Súmula Vinculante 5 A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. Súmula Vinculante 9 O disposto no artigo

Leia mais

1. Introdução: - RMS 21.884 (STF) Questão do preso em regime fechado que passou no vestibular e matriculou-se no curso de direito na Universidade.

1. Introdução: - RMS 21.884 (STF) Questão do preso em regime fechado que passou no vestibular e matriculou-se no curso de direito na Universidade. 1 DIREITO PROCESSUAL PENAL PONTO 1: Introdução PONTO 2: Recursos em espécie continuação: - Recurso em Sentido Estrito - Apelação - Protesto por Novo Júri - Embargos Infringentes - Embargos Declaratórios

Leia mais

Espelho Penal Peça. Endereçamento correto da interposição 1ª Vara Criminal do Município X 0 / 0,25

Espelho Penal Peça. Endereçamento correto da interposição 1ª Vara Criminal do Município X 0 / 0,25 Espelho Penal Peça O examinando deve redigir uma apelação, com fundamento no artigo 593, I, do Código de Processo Penal. A petição de interposição deve ser endereçada ao juiz de direito da 1ª vara criminal

Leia mais

PROCESSO PENAL RESUMO DE PROCESSO PENAL 3 Rosivaldo Russo 1) AÇÃO PENAL: 2. INÍCIO DA AÇÃO PENAL

PROCESSO PENAL RESUMO DE PROCESSO PENAL 3 Rosivaldo Russo 1) AÇÃO PENAL: 2. INÍCIO DA AÇÃO PENAL PROCESSO PENAL RESUMO DE PROCESSO PENAL 3 Rosivaldo Russo 1) AÇÃO PENAL: 2. INÍCIO DA AÇÃO PENAL AÇÃO PENAL PÚBLICA tem início através de uma peça que se chama denúncia. Essa é a petição inicial dos crimes

Leia mais

Ambos os recursos de estrito direito têm a sua causa de pedir prevista na Constituição Federal

Ambos os recursos de estrito direito têm a sua causa de pedir prevista na Constituição Federal Interposição: perante o órgão prolator da decisão Recurso Especial Nomenclatura: REsp Competência: Superior Tribunal de Justiça STJ Prazo para interposição 15 dias; Recurso Extraordinário Nomenclatura:

Leia mais

RECURSOS E AÇÕES IMPUGNATIVAS AUTÔNOMAS NO PROCESSO PENAL

RECURSOS E AÇÕES IMPUGNATIVAS AUTÔNOMAS NO PROCESSO PENAL RECURSOS E AÇÕES IMPUGNATIVAS AUTÔNOMAS NO PROCESSO PENAL Aula ministrada na Verbo Jurídico em 31/10/12 para os cursos de Analista - DPE/RS e Procurador do Município de Porto Alegre Professor: Thiago Pedro

Leia mais

SUMÁRIO APRESENTAÇÃO... 11

SUMÁRIO APRESENTAÇÃO... 11 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO... 11 Capítulo I PROVAS... 13 1. Introdução... 13 2. Das provas aspectos gerais (arts. 155 a 157 do CPP)... 13 3. Ônus da prova, provas antecipadas e provas de ofício... 14 4. Prova

Leia mais

CAPÍTULO I - FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO...

CAPÍTULO I - FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO... APRESENTAÇÃO DA COLEÇÃO...19 DEDICATÓRIA...21 CAPÍTULO I - FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO... 23 1. Antecedentes históricos da função de advogado...23 2. O advogado na Constituição Federal...24 3. Lei de

Leia mais

DIREITO PROCESSUAL PENAL IV

DIREITO PROCESSUAL PENAL IV AULA DIA 25/05/2015 Docente: TIAGO CLEMENTE SOUZA E-mail: tiago_csouza@hotmail.com DIREITO PROCESSUAL PENAL IV Procedimento Sumaríssimo (Lei 9.099/95) - Estabelece a possibilidade de conciliação civil,

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL PEÇA PROFISSIONAL Petição inicial: Queixa-crime. Endereçamento: Vara Criminal da Comarca de São Paulo SP. Vara criminal comum, visto que as penas máximas abstratas, somadas, ultrapassam dois anos. Como

Leia mais

Capítulo I INQUÉRITO POLICIAL E AÇÃO PENAL Seção I REQUERIMENTO DE INSTAURAÇÃO DE INQUÉRITO POLICIAL (OU NOTITIA CRIMINIS )

Capítulo I INQUÉRITO POLICIAL E AÇÃO PENAL Seção I REQUERIMENTO DE INSTAURAÇÃO DE INQUÉRITO POLICIAL (OU NOTITIA CRIMINIS ) Manual de Prática Penal Sumário Manual de Prática Penal Capítulo I INQUÉRITO POLICIAL E AÇÃO PENAL Seção I REQUERIMENTO DE INSTAURAÇÃO DE INQUÉRITO POLICIAL (OU NOTITIA CRIMINIS ) Fundamento Legal... 33

Leia mais

RECURSO ORDINÁRIO: O artigo 895 parece ser taxativo, em suas alíneas a) e b) ao afirmarem que é cabível o recurso de revista quando:

RECURSO ORDINÁRIO: O artigo 895 parece ser taxativo, em suas alíneas a) e b) ao afirmarem que é cabível o recurso de revista quando: RECURSO ORDINÁRIO: Está previsto no artigo 893 da Consolidação das Leis do trabalho e é disciplinado no artigo 895 da mesma lei. Pode ser interposto, no prazo de 8 dias, tanto das sentenças terminativas,

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB PADRÃO DE RESPOSTAS PEÇA PROFISSIONAL : Fábio é universitário, domiciliado no Estado K e pretende ingressar no ensino superior através de nota obtida pelo Exame Nacional, organizado pelo Ministério da

Leia mais

IMPOSSIBILIDADE DE RECOLHIMENTO DE PRESO CIVIL EM PRISÃO MILITAR

IMPOSSIBILIDADE DE RECOLHIMENTO DE PRESO CIVIL EM PRISÃO MILITAR ELBERT DA CRUZ HEUSELER Mestre em Direito da Administração Pública Doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais Pós Graduado em Estratégia e Relações Internacionais Especialista em Globalização e Brasil

Leia mais

ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gabinete do Des. José Di Lorenzo Serpa

ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gabinete do Des. José Di Lorenzo Serpa ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gabinete do Des. José Di Lorenzo Serpa Agravo de Instrumento n 2 073.2012.001287-4 /001 Relator: Des. José Di Lorenzo Serpa Agravante: Marina Jacaré Clube Advogado:

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB PADRÃO DE RESPOSTAS PEÇA PROFISSIONAL Jerusa, atrasada para importante compromisso profissional, dirige seu carro bastante preocupada, mas respeitando os limites de velocidade. Em uma via de mão dupla,

Leia mais

DIREITO PENAL APLICAÇÃO DA LEI PENAL

DIREITO PENAL APLICAÇÃO DA LEI PENAL DIREITO PENAL APLICAÇÃO DA LEI PENAL Súmula 711: A Lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência.

Leia mais

SENTENÇA CRIMINAL (art. 381-CPP)

SENTENÇA CRIMINAL (art. 381-CPP) SENTENÇA CRIMINAL (art. 381-CPP) Natureza jurídica. É um ato de jurisdição. Na sentença consuma-se a função jurisdicional do Estado, aplicando-se a lei ao caso concreto controvertido. Conceito. É o momento

Leia mais

CURSO DE DIREITO ADMINISTRATIVO Rafael Carvalho Rezende Oliveira 2ª para 3ª edição

CURSO DE DIREITO ADMINISTRATIVO Rafael Carvalho Rezende Oliveira 2ª para 3ª edição A 3ª edição do livro CURSO DE DIREITO ADMINISTRATIVO foi atualizada com o texto do PL de novo CPC enviado pelo Congresso Nacional à sanção presidencial em 24.02.2015. Em razão da renumeração dos artigos

Leia mais

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ AULA IX DIREITO PENAL II TEMA: MEDIDA DE SEGURANÇA E REABILITAÇÃO PROFª: PAOLA JULIEN O. SANTOS MEDIDA DE SEGURANÇA 1. Conceito: sanção penal imposta pelo Estado, na execução de uma sentença, cuja finalidade

Leia mais

ALEKSANDER MENDES ZAKIMI Advogado militante; Mestrando em Direito Difusos e Coletivos pela UNIMES; Especialista em Direito Processual Civil

ALEKSANDER MENDES ZAKIMI Advogado militante; Mestrando em Direito Difusos e Coletivos pela UNIMES; Especialista em Direito Processual Civil Curso: Recurso de Embargos de Declaração e Agravo no Processo Civil Sistemática do CPC Vigente e do Novo CPC ALEKSANDER MENDES ZAKIMI Advogado militante; Mestrando em Direito Difusos e Coletivos pela UNIMES;

Leia mais

DFMS1401 CRITÉRIOS E GRADE DE CORREÇÃO QUESTÃO 1 DFMS1401 CRITÉRIOS E GRADE DE CORREÇÃO QUESTÃO 2

DFMS1401 CRITÉRIOS E GRADE DE CORREÇÃO QUESTÃO 1 DFMS1401 CRITÉRIOS E GRADE DE CORREÇÃO QUESTÃO 2 DFMS1401 CRITÉRIOS E GRADE DE CORREÇÃO QUESTÃO 1 O candidato deverá discorrer sobre os conceitos dos elementos do tipo penal (objetivos, normativos e subjetivos), dando os exemplos constantes no Código

Leia mais

Os processos criminais em segunda instância são submetidos à análise da Douta Procuradoria de Justiça para a elaboração de parecer.

Os processos criminais em segunda instância são submetidos à análise da Douta Procuradoria de Justiça para a elaboração de parecer. SÚMULA ABERTURA DE VISTA DOS AUTOS, EM SEGUNDA INSTÂNCIA, PARA A DEFENSORIA PÚBLICA APÓS A APRESENTAÇÃO DO PARECER PELO MINISTÉRIO PÚBLICO PARIDADE DE ARMAS - HOMENAGEM AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA

Leia mais

As Principais Modificações no Processo Civil. Pedro Henrique Pedrosa Nogueira

As Principais Modificações no Processo Civil. Pedro Henrique Pedrosa Nogueira As Principais Modificações no Processo Civil Pedro Henrique Pedrosa Nogueira PARTE GERAL E PROCEDIMENTO COMUM Valorização do contraditório Distribuição dinâmica do ônus da prova Gestão do procedimento

Leia mais

XV Exame de Ordem 2ª Fase OAB Civil - ProfessorAoVivo Qual a peça Juquinha? Prof. Darlan Barroso

XV Exame de Ordem 2ª Fase OAB Civil - ProfessorAoVivo Qual a peça Juquinha? Prof. Darlan Barroso XV Exame de Ordem 2ª Fase OAB Civil - ProfessorAoVivo Qual a peça Juquinha? Prof. Darlan Barroso 2ª Fase OAB - Civil Juquinha Junior, representado por sua genitora Ana, propôs ação de investigação de paternidade

Leia mais

QUESTÕES E PROCESSOS PARTE II

QUESTÕES E PROCESSOS PARTE II QUESTÕES E PROCESSOS INCIDENTES PARTE II INCOMPATIBILIDADES E IMPEDIMENTOS: ART. 112 CPP- DUAS HIPÓTESES: ABSTENÇÃO: ARGUIÇÃO PELA PARTE: PROCESSO ESTABELECIDO PARA EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO. ART. 252 E 253

Leia mais

PEDIDO DE VISTA NA INDICAÇÃO Nº 022/2012, RELATIVA AO PROJETO DE LEI Nº 2963/11, DE RELATORIA DO DR. IVAN NUNES FERREIRA.

PEDIDO DE VISTA NA INDICAÇÃO Nº 022/2012, RELATIVA AO PROJETO DE LEI Nº 2963/11, DE RELATORIA DO DR. IVAN NUNES FERREIRA. PEDIDO DE VISTA NA INDICAÇÃO Nº 022/2012, RELATIVA AO PROJETO DE LEI Nº 2963/11, DE RELATORIA DO DR. IVAN NUNES FERREIRA. VOTO DE VISTA: FAUZI AMIM SALMEM PELA APROVAÇÃO DO RELATÓRIO, COM AS SEGUINTES

Leia mais

Roteiro de Teses Defensivas OAB 2ª Fase Penal Vega Cursos Jurídicos

Roteiro de Teses Defensivas OAB 2ª Fase Penal Vega Cursos Jurídicos Roteiro de Teses Defensivas OAB 2ª Fase Penal Vega Cursos Jurídicos Prof. Sandro Caldeira Prezado(a) aluno(a), Na nossa primeira aula abordamos um roteiro de teses defensivas que iremos treinar durante

Leia mais

5. A rescisão do contrato de trabalho sem prévia instauração de um processo disciplinar é considerado despedimento sem justa causa.

5. A rescisão do contrato de trabalho sem prévia instauração de um processo disciplinar é considerado despedimento sem justa causa. Proc. n 101/97 Prisão Abandono do posto de trabalho Processo disciplinar Nulidades secundárias Legitimidade Processo sumário Conciliação Sumário: 1. Apenas às partes ou seus mandatários é conferida legitimidade

Leia mais

2 FASE DIREITO CIVIL ESTUDO DIRIGIDO DE PROCESSO CIVIL 2. Prof. Darlan Barroso - GABARITO

2 FASE DIREITO CIVIL ESTUDO DIRIGIDO DE PROCESSO CIVIL 2. Prof. Darlan Barroso - GABARITO Citação 2 FASE DIREITO CIVIL ESTUDO DIRIGIDO DE PROCESSO CIVIL 2 Prof. Darlan Barroso - GABARITO 1) Quais as diferenças na elaboração da petição inicial do rito sumário e do rito ordinário? Ordinário Réu

Leia mais

APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL PENAL. APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL PENAL NO ESPAÇO Dispositivo Legal... 35 Princípio da territorialidade...

APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL PENAL. APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL PENAL NO ESPAÇO Dispositivo Legal... 35 Princípio da territorialidade... Sumário Título I APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL PENAL Capítulo I APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL PENAL NO ESPAÇO Dispositivo Legal... 35 Princípio da territorialidade... 35 Capítulo II APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL

Leia mais

Com a citada modificação, o artigo 544, do CPC, passa a vigorar com a seguinte redação:

Com a citada modificação, o artigo 544, do CPC, passa a vigorar com a seguinte redação: O NOVO AGRAVO CONTRA DESPACHO DENEGATÓRIO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO E ESPECIAL 2011-06-15 Alexandre Poletti A Lei nº 12.322/2010, que alterou os artigos 544 e 545 do CPC, acabou com o tão conhecido e utilizado

Leia mais

RESOLUÇÃO N.º DE DE 2015. O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ), no uso de suas atribuições legais e regimentais,

RESOLUÇÃO N.º DE DE 2015. O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ), no uso de suas atribuições legais e regimentais, RESOLUÇÃO N.º DE DE 2015 Regula o procedimento a ser adotado nas medidas assecuratórias em matéria processual-penal e as providências a serem adotadas quando decretada a perda de bens móveis ou imóveis

Leia mais

AÇÃO CRIMINAL Nº 231-PE (89.05.03003-3) APTE: JUSTIÇA PÚBLICA APDO: ANCILON GOMES FILHO RELATOR: DESEMBARGADOR FEDERAL ÉLIO SIQUEIRA (CONVOCADO)

AÇÃO CRIMINAL Nº 231-PE (89.05.03003-3) APTE: JUSTIÇA PÚBLICA APDO: ANCILON GOMES FILHO RELATOR: DESEMBARGADOR FEDERAL ÉLIO SIQUEIRA (CONVOCADO) AÇÃO CRIMINAL Nº 231-PE (89.05.03003-3) APTE: JUSTIÇA PÚBLICA APDO: ANCILON GOMES FILHO RELATOR: DESEMBARGADOR FEDERAL ÉLIO SIQUEIRA (CONVOCADO) RELATÓRIO O EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR FEDERAL

Leia mais

2. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO

2. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 2. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 2. 1 HIPÓTESES DE CABIMENTO - Decisão que rejeitar a denúncia ou queixa - Decisão que concluir pela incompetência do juízo - Decisão que julga procedente alguma das exceções,

Leia mais

1. PROCESSO E PROCEDIMENTO. 2. PROCEDIMENTO ORDINÁRIO.

1. PROCESSO E PROCEDIMENTO. 2. PROCEDIMENTO ORDINÁRIO. 1. PROCESSO E PROCEDIMENTO. O procedimento é modo como os atos se desenvolvem (coordenam) no tempo. O Processo pode ser de conhecimento, execução ou cautelar. A lei 11.719/2008 alterou a ritualística penal,

Leia mais

MATERIAL DE AULA LEI Nº 9.296, DE 24 DE JULHO DE 1996.

MATERIAL DE AULA LEI Nº 9.296, DE 24 DE JULHO DE 1996. MATERIAL DE AULA I) Ementa da aula Interceptação Telefônica. II) Legislação correlata LEI Nº 9.296, DE 24 DE JULHO DE 1996. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono

Leia mais

Recursos no Direito Educacional

Recursos no Direito Educacional Estudo Técnico Recursos no Direito Educacional a) Aspectos preliminares Estudos mostram que os recursos no Direito Educacional são meios hábeis de provocar o reexame de matéria decidida pela autoridade

Leia mais

Segundo as mesas de Processo Penal da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo recurso é:

Segundo as mesas de Processo Penal da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo recurso é: 1/11 1. Considerações iniciais: 1.1. Conceito: Prática Processual Penal X II. T EO RIA GE RAL DOS RE CURSOS Recurso é a providência legal imposta concedida à parte interessada, consistente em um meio de

Leia mais

O ÔNUS DA PROVA NO PROCESSO PENAL

O ÔNUS DA PROVA NO PROCESSO PENAL O ÔNUS DA PROVA NO PROCESSO PENAL Gustavo de Oliveira Santos Estudante do 7º período do curso de Direito do CCJS-UFCG. Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/4207706822648428 Desde que o Estado apossou-se

Leia mais

EXERCÍCIO MODELO QUEIXA-CRIME

EXERCÍCIO MODELO QUEIXA-CRIME 2ª Fase OAB/FGV Direito Processual Penal Monitoria Penal Karina Velasco EXERCÍCIO 1 O juiz, ao proferir sentença condenando João por furto qualificado, admitiu, expressamente, na fundamentação, que se

Leia mais

MEDIDAS ASSECURATÓRIAS

MEDIDAS ASSECURATÓRIAS MEDIDAS ASSECURATÓRIAS Graciel Marques Tarão Assessor do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás 1. Introdução Inicialmente é preciso contextualizar o tema na Legislação Processual Penal. Dessa forma, o

Leia mais

Professor Márcio Widal Direito Penal PRESCRIÇÃO

Professor Márcio Widal Direito Penal PRESCRIÇÃO PRESCRIÇÃO Professor Márcio Widal 1. Introdução. A perseguição do crime pelo Estado não pode ser ilimitada no tempo, por força, inclusive, da garantia da presunção de inocência. Além disso, o Estado deve

Leia mais

VI pedido de reexame de admissibilidade de recurso especial.

VI pedido de reexame de admissibilidade de recurso especial. PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, 2013 - COMPLEMENTAR Estabelece normas gerais sobre o processo administrativo fiscal, no âmbito das administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos

Leia mais

Na prática, não há distinção entre objeção substancial e processual.

Na prática, não há distinção entre objeção substancial e processual. Turma e Ano: Direito Público I (2013) Matéria / Aula: Processo Civil / Aula 22 Professor: Edward Carlyle Monitora: Carolina Meireles (continuação) Exceções No Direito Romano, exceção era no sentido amplo

Leia mais

A NOVA LEI DE FALÊNCIAS E OS CRIMES FALIMENTARES ANTERIORES

A NOVA LEI DE FALÊNCIAS E OS CRIMES FALIMENTARES ANTERIORES A NOVA LEI DE FALÊNCIAS E OS CRIMES FALIMENTARES ANTERIORES Tiago Ghellar Fürst A nova Lei de Falências e Recuperação Judicial, que entrou em vigor no dia 09.06.2005 (Lei 11.101/2005, publicada no DOU

Leia mais

1. DOS RECURSOS 1.1. PARTE GERAL

1. DOS RECURSOS 1.1. PARTE GERAL 1. DOS RECURSOS 1.1. PARTE GERAL 1.1.1. Conceito O recurso é o procedimento através do qual a parte, ou quem esteja legitimado a intervir na causa, provoca o reexame das decisões judiciais, a fim de que

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal RECLAMAÇÃO 15.309 SÃO PAULO RELATORA RECLTE.(S) PROC.(A/S)(ES) RECLDO.(A/S) ADV.(A/S) INTDO.(A/S) ADV.(A/S) : MIN. ROSA WEBER :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO

Leia mais

4. AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS

4. AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS 4. AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS 4.1 Conceito - O que é a ação de prestação de contas? 4.2 Ação de dar e ação de exigir contas - A quem compete esta ação? - Trata-se de uma ação dúplice? - Ação de dar contas

Leia mais

1. PETIÇÃO INICIAL RECLAMAÇÃO TRABALHISTA.

1. PETIÇÃO INICIAL RECLAMAÇÃO TRABALHISTA. 1. PETIÇÃO INICIAL RECLAMAÇÃO TRABALHISTA. Fundamento legal: Art. 840 CLT Subsidiariamente: 282 do CPC. Partes: Reclamante (autor), Reclamada (ré). Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz do Trabalho da ª Vara

Leia mais

DIREITO ADMINISTRATIVO Prof. Danilo Vieira Vilela. Processo Administrativo Processo Administrativo. Lei n 9784/1999. Conceito. Fases.

DIREITO ADMINISTRATIVO Prof. Danilo Vieira Vilela. Processo Administrativo Processo Administrativo. Lei n 9784/1999. Conceito. Fases. Direito Administrativo UNISO 1 DIREITO ADMINISTRATIVO Prof. Danilo Vieira Vilela Processo Administrativo Processo Administrativo. Lei n 9784/1999. Conceito. Fases. Processo - conjunto de atos dirigidos

Leia mais

PRINCÍPIOS NORTEADORES DO PROCESSO PENAL

PRINCÍPIOS NORTEADORES DO PROCESSO PENAL PRINCÍPIOS NORTEADORES DO PROCESSO PENAL Carlos Antonio da Silva 1 Sandro Marcos Godoy 2 RESUMO: O Direito Penal é considerado o ramo jurídico mais incisivo, uma vez que restringe um dos maiores bens do

Leia mais

ATOS PROCESSUAIS CONCEITO E CLASSIFICAÇÃO:

ATOS PROCESSUAIS CONCEITO E CLASSIFICAÇÃO: ATOS PROCESSUAIS CONCEITO E CLASSIFICAÇÃO: INTRODUÇÃO PROCESSO FORMAÇÃO FATOS E ATOS FATOS INDEPENDEM DA VONTADE HUMANA CAUSA NATURAIS EXEMPLOS DE FATOS: MORTE DA PARTE DECURSO DE PRAZO. ATOS DEPENDEM

Leia mais

*00741706* Vistos, relatados e discutidos estes autos de. APELAÇÃO CÍVEL n 200.7 61-5/9-00, da Comarca de GUARULHOS, em

*00741706* Vistos, relatados e discutidos estes autos de. APELAÇÃO CÍVEL n 200.7 61-5/9-00, da Comarca de GUARULHOS, em / TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACÓRDÃO h ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRÁTICA REGISTRADO(A) SOB N *00741706* Vistos, relatados e discutidos estes autos de APELAÇÃO CÍVEL n 200.7 61-5/9-00, da Comarca de GUARULHOS,

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 149/2010. O Tribunal de Justiça do Estado do Acre, no uso das atribuições legais,

RESOLUÇÃO Nº 149/2010. O Tribunal de Justiça do Estado do Acre, no uso das atribuições legais, RESOLUÇÃO Nº 149/2010 Autoriza a implantação do Processo Eletrônico no âmbito do Tribunal de Justiça do Estado do Acre e dá outras providências. O Tribunal de Justiça do Estado do Acre, no uso das atribuições

Leia mais

TURMA RECURSAL ÚNICA J. S. Fagundes Cunha Presidente Relator

TURMA RECURSAL ÚNICA J. S. Fagundes Cunha Presidente Relator RECURSO DE APELAÇÃO nº 2006.2579-1/0, DO 1º JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL DE LONDRINA Recorrente...: ATAIDIO ANTONIO MEDEIROS Recorrido...: MINISTÉRIO PÚBLICO PENAL. INFRAÇÃO AO ART. 16, CAPUT DA LEI 6.368/76.

Leia mais

A INTIMAÇÃO DO ADVOGADO CONSTITUÍDO PELO RÉU DAS DECISÕES

A INTIMAÇÃO DO ADVOGADO CONSTITUÍDO PELO RÉU DAS DECISÕES A INTIMAÇÃO DO ADVOGADO CONSTITUÍDO PELO RÉU DAS DECISÕES NO PROCESSO PENAL ROGÉRIO TADEU ROMANO Procurador Regional da República aposentado e advogado I A INTIMAÇÃO DA SENTENÇA AO RÉU DISSONÂNCIA DA DOUTRINA

Leia mais

Prescrição da pretensão punitiva

Prescrição da pretensão punitiva PRESCRIÇÃO PENAL 1 CONCEITO É o instituto jurídico mediante o qual o Estado, por não fazer valer o seu direito de punir em determinado tempo, perde o mesmo, ocasionando a extinção da punibilidade. É um

Leia mais

O art. 96, III da CF prevê o foro por prerrogativa de função dos membros do MP, incluindo os Promotores e Procuradores de Justiça.

O art. 96, III da CF prevê o foro por prerrogativa de função dos membros do MP, incluindo os Promotores e Procuradores de Justiça. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Processo Penal / Aula 11 Professor: Elisa Pittaro Conteúdo: Foro por Prerrogativa de Função; Conexão e Continência. 3.5 Foro por Prerrogativa de Função: b) Juízes

Leia mais

CARLOS EDUARDO DE CAMARGO ROSSETTI RECURSO DE APELAÇÃO NO PROCESSO PENAL

CARLOS EDUARDO DE CAMARGO ROSSETTI RECURSO DE APELAÇÃO NO PROCESSO PENAL FUNDAÇÃO DE ENSINO EURÍPIDES SOARES DA ROCHA CENTRO UNIVERSITÁRIO EURÍPIDES DE MARÍLIA UNIVEM GRADUAÇÃO EM DIREITO CARLOS EDUARDO DE CAMARGO ROSSETTI RECURSO DE APELAÇÃO NO PROCESSO PENAL MARÍLIA 2008

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010.

RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010. RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010. Dispõe sobre a divulgação de dados processuais eletrônicos na rede mundial de computadores, expedição de certidões judiciais e dá outras providências. O PRESIDENTE DO CONSELHO

Leia mais

Manual de Rotinas do Procedimento Cível Comum Ordinário. Protocolo

Manual de Rotinas do Procedimento Cível Comum Ordinário. Protocolo 29 Protocolo 2. DISTRIBUIÇÃO A previsão legal dos atos de distribuição e registro está no Código de Processo Civil, nos artigos 251 a 257. A distribuição tem a função de dividir os processos entre juízos

Leia mais

Poder Judiciário Tribunal Regional Federal da 5ª Região Gabinete do Desembargador Federal Rogério Fialho Moreira

Poder Judiciário Tribunal Regional Federal da 5ª Região Gabinete do Desembargador Federal Rogério Fialho Moreira RELATÓRIO Trata-se de recurso em sentido estrito interposto por Célio Bispo Kojuch contra sentença proferida pelo Juízo da 14.ª Vara da SJRN que denegou ordem de habeas corpus através da qual era objetivada

Leia mais

(ambas sem procuração).

(ambas sem procuração). ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gabinete do Des. José Di Lorenzo Serpa AGRAVO DE INSTRUMENTO N. 001.2009.006097-9 / 001 Relator: Des. José Di Lorenzo Serpa. Agravante: Itatj Seguros S/A. Advogado:

Leia mais

Prática Forense Penal Capítulo X Ações de Impugnação

Prática Forense Penal Capítulo X Ações de Impugnação Prática Forense Penal Capítulo X Ações de Impugnação 12) Revisão criminal contra sentença condenatória que for contrária ao texto expresso de lei penal T foi condenado por apropriação indébita previdenciária,

Leia mais

ACÓRDÃO. O julgamento teve a participação dos Exmos. Desembargadores DONEGÁ MORANDINI (Presidente) e EGIDIO GIACOIA.

ACÓRDÃO. O julgamento teve a participação dos Exmos. Desembargadores DONEGÁ MORANDINI (Presidente) e EGIDIO GIACOIA. ACÓRDÃO Registro: 2015.0000723861 Vistos, relatados e discutidos estes autos do Agravo de Instrumento nº 2173891-09.2015.8.26.0000, da Comarca de São Paulo, em que é agravante RICARDO MORAND DE LIMA, é

Leia mais

Nº 70020131579 COMARCA DE PORTO ALEGRE BANCO DO BRASIL S/A MARINA HELENA ALENCASTRO

Nº 70020131579 COMARCA DE PORTO ALEGRE BANCO DO BRASIL S/A MARINA HELENA ALENCASTRO AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. LITISCONSÓRCIO PASSIVO. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDENCIA, CONDENANDO APENAS UMA DAS PARTES DEMANDADAS. NÃO INCIDÊNCIA DO ART. 191, DO CDC. SÚMULA 641, DO STF. PRAZO SIMPLES PARA RECORRER.

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Agravo de instrumento - efeito ativo Edino Jales * I - Intróito: A par da reforma que se vem empreendendo no processo civil brasileiro, a qual, proficuamente, está sendo desenvolvida

Leia mais

TEORIA GERAL DOS RECURSOS

TEORIA GERAL DOS RECURSOS TEORIA GERAL DOS RECURSOS PRINCÍPIOS RECURSAIS FUNGIBILIDADE Também chamado de princípio da conversibilidade ou da instrumentalidade das formas, uma vez que sobreleva o conteúdo do recurso ao seu aspecto

Leia mais

SÚMULAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SÚMULAS PENAIS E PROCESSUAIS PENAIS POR ASSUNTO

SÚMULAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SÚMULAS PENAIS E PROCESSUAIS PENAIS POR ASSUNTO SÚMULAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SÚMULAS PENAIS E PROCESSUAIS PENAIS POR ASSUNTO Ação Penal... 2 Aplicação Da Lei Penal... 3 Atos De Comunicação Processual... 3 Competência... 3 Concurso De Pessoas...

Leia mais

SUMÁRIO CAPÍTULO I FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO... 19 CAPÍTULO II - DO PROCESSO CIVIL... 39

SUMÁRIO CAPÍTULO I FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO... 19 CAPÍTULO II - DO PROCESSO CIVIL... 39 SUMÁRIO Apresentação da Coleção...15 CAPÍTULO I FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO... 19 1. Antecedentes históricos da função de advogado...19 2. O advogado na Constituição Federal...20 3. Lei de regência da

Leia mais

PROCESSO: 0000108-40.2010.5.01.0482 - RTOrd A C Ó R D Ã O 4ª Turma

PROCESSO: 0000108-40.2010.5.01.0482 - RTOrd A C Ó R D Ã O 4ª Turma Multa de 40% do FGTS A multa em questão apenas é devida, nos termos da Constituição e da Lei nº 8.036/90, no caso de dispensa imotivada, e não em qualquer outro caso de extinção do contrato de trabalho,

Leia mais

OAB EXAME IX 2012.3 FEVEREIRO/2013 2.ª ETAPA COMENTÁRIOS

OAB EXAME IX 2012.3 FEVEREIRO/2013 2.ª ETAPA COMENTÁRIOS PEÇA PROCESSUAL: OAB EXAME IX 2012.3 FEVEREIRO/2013 2.ª ETAPA COMENTÁRIOS OAB 2ª ETAPA PRÁTICA TRABALHISTA Caros amigos e alunos do Pro Labore, Primeiramente, gostaria de externar a minha satisfação quanto

Leia mais

ACÓRDÃO. Salles Rossi RELATOR Assinatura Eletrônica

ACÓRDÃO. Salles Rossi RELATOR Assinatura Eletrônica fls. 1 ACÓRDÃO Registro: 2012.0000382774 Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação nº 0001561-08.2012.8.26.0562, da Comarca de Santos, em que é apelante PLANO DE SAÚDE ANA COSTA LTDA, é apelado

Leia mais

SELEÇÃO PARA ESTÁGIO REMUNERADO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ PARA ESTUDANTES DO CURSO DE DIREITO DA FACULDADE 7 DE SETEMBRO FA7

SELEÇÃO PARA ESTÁGIO REMUNERADO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ PARA ESTUDANTES DO CURSO DE DIREITO DA FACULDADE 7 DE SETEMBRO FA7 SELEÇÃO PARA ESTÁGIO REMUNERADO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ PARA ESTUDANTES DO CURSO DE DIREITO DA FACULDADE 7 DE SETEMBRO FA7 A FACULDADE 7 DE SETEMBRO, através do NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA,

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.079.644 - SP (2008/0172654-7) RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON RECORRENTE : VELLOZA GIROTTO E LINDENBJOM ADVOGADOS ASSOCIADOS S/C ADVOGADO : LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO E OUTRO(S)

Leia mais

2ª FASE OAB CIVIL Direito Processual Civil Prof. Renato Montans Aula online. EMBARGOS INFRINGENTES (Art. 530 534 do CPC)

2ª FASE OAB CIVIL Direito Processual Civil Prof. Renato Montans Aula online. EMBARGOS INFRINGENTES (Art. 530 534 do CPC) 2ª FASE OAB CIVIL Direito Processual Civil Prof. Renato Montans Aula online EMBARGOS INFRINGENTES (Art. 530 534 do CPC) Cabe de acórdão não unânime por 2x1 3 modalidades: a) Julgamento da apelação b) Julgamento

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL O Município Beta instituiu por meio de lei complementar, publicada em 28 de dezembro de 2012, Taxa de Iluminação Pública (TIP). A lei complementar previa que os proprietários

Leia mais

Direito Processual Penal - Inquérito Policial

Direito Processual Penal - Inquérito Policial Direito Processual Penal - Inquérito Policial O inquérito policial é um procedimento administrativo préprocessual, de caráter facultativo, destinado a apurar infrações penais e sua respectiva autoria.

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça EDcl no MANDADO DE SEGURANÇA Nº 13.873 - DF (2008/0219759-2) RELATOR EMBARGANTE ADVOGADA EMBARGADO PROCURADOR : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES : INSTITUTO NOSSA SENHORA DO CARMO : PRISCILLA TRUGILLO MONELLO

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB EXAME DE ORDEM

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB EXAME DE ORDEM DISCIPLINA: DIREITO PENAL CÓDIGO: C005 QUESTÃO PRÁTICO-PROFISSIONAL QUESTÃO C005043 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Alegações Finais DIFICULDADE ENUNCIADO Felipe, com 18 anos de idade, em um bar com outros amigos,

Leia mais

A Tutela Provisória no Novo Código de Processo Civil SUMÁRIO

A Tutela Provisória no Novo Código de Processo Civil SUMÁRIO A Tutela Provisória no Novo Código de Processo Civil SUMÁRIO PARTE 1 A TUTELA PROVISÓRIA PREVISTA NO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL A PARTIR DE UMA PERSPECTIVA CRÍTICA... 23 CAPÍTULO I TEORIA GERAL DA TUTELA

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA PARAÍBA GAB. DES. ABRAHAM LINCOLN DA CUNHA RAMOS

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA PARAÍBA GAB. DES. ABRAHAM LINCOLN DA CUNHA RAMOS PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA PARAÍBA GAB. DES. ABRAHAM LINCOLN DA CUNHA RAMOS AGRAVO DE INSTRUMENTO N 999.2013.000251-5/001 RELATOR : Des. Abraham Lincoln da Cunha Ramos AGRAVANTE : Diretor

Leia mais

ARTIGO: Efeitos (subjetivos e objetivos) do controle de

ARTIGO: Efeitos (subjetivos e objetivos) do controle de ARTIGO: Efeitos (subjetivos e objetivos) do controle de constitucionalidade Luís Fernando de Souza Pastana 1 RESUMO: há diversas modalidades de controle de constitucionalidade previstas no direito brasileiro.

Leia mais

Direito Constitucional Dra. Vânia Hack de Ameida

Direito Constitucional Dra. Vânia Hack de Ameida 1 Controle da Constitucionalidade 1. Sobre o sistema brasileiro de controle de constitucionalidade, é correto afirmar que: a) compete a qualquer juiz ou tribunal, no primeiro caso desde que inexista pronunciamento

Leia mais

Ensino Fundamental com 9 anos de duração - Idade de Ingresso

Ensino Fundamental com 9 anos de duração - Idade de Ingresso Ensino Fundamental com 9 anos de duração - Idade de Ingresso A respeito da idade de ingresso das crianças, no ensino fundamental de 9 anos de duração, ocorreram acaloradas discussões na esfera educacional

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Durante o carnaval do ano de 2015, no mês de fevereiro, a família de Joana resolveu viajar para comemorar o feriado, enquanto Joana, de 19 anos, decidiu ficar em

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA COMARCA DE XIQUE-XIQUE BAHIA.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA COMARCA DE XIQUE-XIQUE BAHIA. EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA COMARCA DE XIQUE-XIQUE BAHIA. Processo n. 0000191-68.2006.805.0277. DENUNCIADO: ELIAS PAULINO DOS SANTOS. O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA, por intermédio

Leia mais

REGIME PRISIONAL FECHADO NO DELITO DE TRÁFICO DE ENTORPECENTES. Autor: Fábio Soares Valera. Promotor de Justiça. Comarca de Araxá.

REGIME PRISIONAL FECHADO NO DELITO DE TRÁFICO DE ENTORPECENTES. Autor: Fábio Soares Valera. Promotor de Justiça. Comarca de Araxá. REGIME PRISIONAL FECHADO NO DELITO DE TRÁFICO DE ENTORPECENTES. Autor: Fábio Soares Valera. Promotor de Justiça. Comarca de Araxá. Em sede do julgamento do habeas corpus n. 97.256/RS, o Supremo Tribunal

Leia mais