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1 - k -*~i. W^rõr CENIRODE PASIORAI DA COMUNrACAO Rua: Iugoslávia, 384 Tel : Santo André/SP Feverei ro ^ 1 7 MAR 1388 S ü» Pt DOCUMi < AçAO X -3%vz.\ mém^abémtim^ fk méèmltâ&làé&iv*to&\ LEIA NESTA EDIÇÃO Sindicalismo de resultados, pág. 2 Tudo pelo Social, pág. 3 Negro: quatro séculos de Luta. pãg. 4 Escola de Direitos Humanos, pág. 5

2 M, Sindicalismo )L de resultados só resulta em prejuízo Trabalhador brasâfeiro, cuidado: o chamado "sindlcalisíiio ds ressaltados" sé traz prejuízo e atraso. Esta anáüse de Pedro Scmo Neto, do Instituto Roberto (Morena, prova isso. O triste espetáculo promovido a 30 de janeh» passado, por Medeiros, Magri, JoaquinzSo e PC do B, na plenária da CGT, foi o prenuncio de tempos trágicos que podem estar por vir para o sindicalismo brasileiro de nossos dias. Foi a plenária dos que querem ser os primos pobres do capitalismo, daqueles pobres de dinheiro e de espírito que deliram contra a "partidarizaçao" do movimento sindical, em favor de um "sindicalismo de resultados", por "negociações" com o governo e com os monopólios, sem saber, em momento algum, o significado real daquilo que dizem. Magri e Medeiros em particular, por razões virtualmente inconfessáveis, querem que os trabalhadores brasileiros sigam o modelo de sindicalismo da AFL (Americam Federation of Labor), para que assim tenhamos sindicatos fortes e influentes. Mas, qual é mesmo a força do sindicalismo "de resultados"? Politicamente, nenhuma: via de regra, a AFL nao apoia candidatos à presidõncia dos Estados Unidos, mas, quando o fez, como foi o caso com Walter Mondale, lançado em 1984 pela AFL mesmo antes dele ter sido indicado na convenção de seu partido, sofreu contundente derrota em 49 dos 50 estados norte-americanos. Como diz Magri, quando nüo se pode negociar com um governo que nos é favorável, negocia-se com o adversário, como ele próprio tenta fazer com o "Centrão". Para um sindicalista de resultados, governo, político, é tudo igual. Derrotado, seu candidato a AFL foi "negociar" com Ronald Reagan. E o que deu? Os pragmáticos sindicalistas americanos propuseram-se a viabilizar o projeto neoliberal, reanimar o capitalismo, fazê-lo mais competitivo, aumentar os lucros dos monopólios e o dinheiro no bolso dos ricos, subir a produtividade e reduzir os custos de mso-de-obra. Os "resultados" da AFL foram decepcionantes. A indústria automobilística dos EUA, por exemplo, que, em 1979, ocupava mais de 700 mil pessoas, hoje não tem mais de 500 mil, apesar do tempo de montagem de um veículo ter diminuído de três vezes. Nesse mesmo período, a indústria metalúrgica perdeu metade dos seus empregos. Diminuiu a ocupação na indústria e cresceu no setor de serviços, onde freqüentemente ela é apenas temporária, não exige qualificação e, por conseguinte, é muito mal remunerada. Cerca de 19 milhões de norte-americanos trabalhavam, em 1986, segundo dados oficiais, apenas em regime de meio período. Quanto a salários, os "resultados" dos sócios americanos de Medeiros e Magri, são ainda piores: nos acordos salariais, por exemplo, cada vez mais vigora nos EUA um sistema de dois ou mesmo três níveis, que permite reduções de 10 a 80 por cento na remuneração de empregados novos ou readmitidos. Diminui, também, o número de contratos coletivos assinados pelos grandes sindicatos, onde se fixam pisos salariais tendo por referência o aumento do custo de vida (que os americanos chamam de cola, "cost of living allowances", um refresco bem amargo!). Os grandes sindicatos americanos, aliás, estão cada vez menores, pois não representam hoje mais que 6 milhões de empregados, enquanto nos anos 70 representavam 10 mihões. Outro grande "resultado": transferência de capacidade industrial americana para os países de mão-de- obra barata. Em 1985, por exemplo, cerca de 80% da produção norte-americana de microcomputadores (à exceção dos destinados a fins militares) foi transferida para Taiwan, Coréia do Sul, Malásia, Singapura c Hong Kong. Isso explica, aliás, o "sucesso" econômico desses países, tão elogiado e repetido pelos políticos do "Centrão". As pressões dos monopólios e do goverr.o dos EUA contra a reserva de mercado da informática no Brasil têm suas raízes, precisamente, na intenção dos gringos em aplicar transferência semelhante também em nosso País. Na verdade, o íjue é bastante curioso é que enquanto Magri c Medeiros querem nos fazer imitar os americanos, o próprio vice-presidente da Goodyear dos Estados Unidos afirma: "Sc não baixarmos os salários reais (nos EUA) a níveis muito idênticos aos da Coréia do Sul ou do Brasil, não poderemos aumentar os níveis de produtividade ao ponto de considerarmos nossa indústria realmente competitiva" Mas, numa coisa os primos pobres do nosso capitalismo podem realmente invejar seus primos pobres nos EUA: perguntamos, no começo, qual era a força do "sindicalismo de resultados" naquele país, e agora revelamos que ela está mesmo é na relação privilegiad.a das lideranças da AFL com os serviços de informação, com o crime organizado e os órgãos de repressão dos EUA. Tudo isso para impedir que qualquer tipo de oposição possa se desenvolvei contra os objetivos dos monopólios e seus aliados, em qualquer parte do mundo capitalista. Este, sim, é um "resultado" bastante palpável, do qual já tivemos um lamentável exemplo no dia 30. UM BALANÇO E PERSPECTIVAS DO MOVIMENTO SINDICAL K==c*r ==ís=3=: = = = = s====s===r= =s==r==s5 «E5F.5 H0MENS- DIAS PARALISADOS =is«==«e*a- SUHERO CE GREVES 1V Var.d) Vir.m Oan ,5 Fev , Mar , ,3 Abr , ttii , Jun , Jul , Ago Sst , ,4 Out , » 2.0 Hov Doz Primeiro fiem , Secundo uenogtre ,S 7oUl Ooral ' * Com «stibiuví» rtrí novímbro dtteabro que qua s Este o f u t e s mun i Ia p tos nao r en c b 1 em r em t e rm e p e Ia r i s i n d para p o s s Dos real e 44 ai t nc i o t rab c i pa oi í t nao tem ia d a s n 1 imi i na d Io C os d As i ca 1 um ibil 55 milhões i zar am grev % er am serv o nu me ro de na 1 1 smo pub a lha dores ( 1) f oram mu i c a tive nem e Pr a ho t ado os p on se as E pe r s ne s quad idad de a rro ram os mesmo a ecos (U ra de n s aos í elo Min l h o I n t s t a t a i s pec t iva te in íc r o de d es de m de t ra balh adores es no a no d e 1987, idore s do g overno. p a r a 1 i 1ico mo federal i t o p r e cho sal ga t i 1 ho s Unida RP) e e egoc iaç n d i c e s i s t e r i o erm in i s (CISE) s para io de a i f i c u I d u i t a mo saçõ s t r a, es j udi ária s, a de s n f r e a o, o f i c da t e r i es entre que estadual e ca dos pe 1: mui-' ma ior ia de Re f e- ntam pr por fica ia is de- Fa zenda' ai de Sa o movimento' no apontam ' a d e s, com ' bilização. fontt: HtnilUtl* do Tnbjlho.

3 IEGROI QUATRO SÉCULOS DE LUTA E SONHO APAGADOS PELA HISTORIA A Campanha da Fraternidade estende-se pelos 40 dias da Quaresma. Neste tempo a Igreja do Bra- 1 sil promove uma reflexão sobre um determinado assunto que desta vez é "0 Negro". Em seu texto-base a Conferen-' cia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) explica a escolha do tema: trata-se^ isto sim, de reconhecer ã ' luz da fé, que os traços deste passado permanecem ainda hoje e são contrários a luz da dignidade do homem, ã fraternidade e ã justiça". E esta situação ' de injustiça em que vivem os negros, ' no Brasil, será debatida nos encontros durante a Campanha da Fraternidade e,' esperamos durante todo o ano de Mas, não basta discutir^sobre a questão social, sendo também importante lembrar dos dados da historia que ' foram destruídos por Rui Barbosa quando mandou queimar todos os arquivos so bre a escravidão negra para apagar esta "mancha" do nosso passado. São poucos os que conhecem, realmen ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA Pctrópolis (AGEM) - O teólogo írunciscano Leonardo Boff já aceitou, em princípio, convite da Escola Superior de Guerra (ESG), principal formuiadora das políticas governamentais com base na ideologia de segurança nacional, para fazer palestra na sede da ESG, em março próximo, sohre Teologia da Libertação e suas expressões concretas na atividade pastoral das Igrejas no Brasil. Os detalhes finais para a palestra de Boff na ESG estão sendo acertados entre o teólogo c membros do grupo de trabalho da Escola Superior de Guerra que vem estudando a atuação da Igreja Católica no país, particularmente a atividade pastoral das Comunidades Eclesiais de Base, CEBs. Leonardo Boff será o primeiro teólogo da libertação a comparecer à Escola Superior de Guerra. O primeiro político de esquerda a fazer palestra para os militares e civis da ÈSG, já sob a chamada "Nova República"', foi o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), deputado federal Luís Inácio Lula da Silva. A motivação de Boff para comparecer à ESG, segundo disse o próprio teólogo à AGl.N. na ultima semana cie janeiro, cm Goiânia (GO), durante o 5- Encontro Nacional dos Direitos Humanos, é a de tentar contribuir para desfazer informações e interpretações distorcidas, sobre o trabalho pastoral das CEBs e o significado da Teologia da Libertação. Entre os dignatáriòs da Igreja Católica no país, o único a ter comparecido à ESG para palestra foi o cardeal arcebispo de Salvador (BA) c prima/ do Brasil. d.avelar Brandão Vilela, falecido cm te, a h i s t o r i Por exe mpl o, de impo r t a n c i pois ti nhám u dade e eram a para es ta gen destes q u i 1 o m como er guiam f a dos os qu a na ma no espe te. V bos? a a vi da do ug i r p ara e negros do Brasil, ilombos tiveram gra época da escravidão va proposta de soei rança de 1i bertação océjá ouviu falar Você sabe o que era s escravos que cons stes 1 oca i s? Outr o fato impo rtan te sã o as pai a- vra s qu e hoje usam os e que fora m traz i das par a o no s so v ocab u 1 á r i o pe los. ' a f r i c a n os. Sã o tan tas e tão com uns co mo bala i o, b a nze, batu que, cach aça, c a çula, m acaco, mand inga, qui abo, quita n da, j a m bo, ma mbemb e, g anda i a, p apagai patuã, pi l^equ e, sa mba, seza Ia, etc., a gente nao s abe d i sto. Voe é co nhece outras pai avr as de or i gem a f r i c ana qu fai amos no no sso d i a-a» dia? Ten te fazer uma rei aç ão de stas pai a vras. Apro v e i t e, também e re 1 ac i one a s co m i d a s que ele s t r o u xeram par a nós Participando da Campanha da Fratern i dade, todos nos, poderemos trabalhar no sentido de recu perar nossas ratzes. NOVA ENCICLICA PAPAL A nova encíclica escrita cm latim, "Sollicitudo Rei Socialis" ("Preocupação ' com os Problemas Sociais") c uma espécie de continuação da "Populorum Progressio" ("Progresso dos Povos) de Paulo 69, que trata daquestão do desenvolvimento e foi divulgada em 26 de ' março de O Papa João Paulo 2? divulgou, este mês, sua primeira encíclica sobre quês toes sociais, na qual condena o sistema de blocos ' políticos e militares e ' acusa os países capitalistas e comunistas desenvolvidos de serem igualmente responsáveis pela exploração dos países pobres, ignorando o dever "ético e ' moral" de ajudarem a alivi ar a "miséria humana". O documento analisa os' problemas dos países em de s e n v o 1 v i m e n t o, a confronta ç ã o I e s t e- o e s t e e norte-' sul, o imperialismo, a opção pelos pobres, a mise-' ria e a opressão e critica a produção de armas, etc.: No ultimo capítulo, o ' papa afirma que a Igreja ' não tem "soluções técnicas para o desenvolvimento e ' pede que todos, trabalhem inspirados pela "solidarie^ dade pelos pobres". PONTOS PRINCIPAIS DO DOCUMENTO Os bens deste mundo»õo destinados a todos. Faz parte do ensinamento e da prática mais antigo da Igreja a convicção de seu dever de ai iviar a miséria dos sofredores, próximos ou distantes, nâo só com o supértluo, mas também com o necessário. Amplio-se o abismo econômico e social, cultural e de valores entre o norte desenvolvido e o sul em vias de desenvolvimento. Sâo indicadores desse abismo a negação ou limitação dos direitos humanos, o desemprego, o subemprego e a dívida externa, que de mecanismo de ajuda ao desenvolvimento passou o' meconismo contraproducente". Diante do "desequíbrio internacional" é preciso reformar o sistema internacional de comércio, hipotecado pelo protecionismo e bilaterolismo, e o sistema monetário e financeiro mundial. Uma das causas do subdesenvolvimento j é o "existência de blocos contrapostos", político o ideologicamente, cada um "ocultando internamente a tendência ao imperialismo ou a formas de neocolonialismo". A Igreja tom um posição critica tantediante do capitalismo liberal coma do colctivismo marxista. Os dois sistemas precisam de reformo. A produção e o comércio de armas, o "perigo tremendo" das armas atômicos, o problema dos refugiados, o terrorismo e o queda da taxo de natalidade nos poises desenvolvidos constituem uma situação que ao invés de levar ao desenvolvimento "nos encaminha rapidamente para a morte". O verdadeiro desenvolvimento implica no respeito oos direitos de todos e de cada um, tanto no ordem nacional como internacional. É necessário incentivar o solidariedade para conseguir "o desenvolvimento e a libertação" de "todo forma de escravidão relativa ao homem e ò sociedade". o, e

4 Nestes últimos dois meses, a crise do Executivo se agravou. Os fatos se sucederam em rápida se-' quencia, mostrando claramente a ' face de um governo que se afastou e continua se afastando dos interesses de nossa sociedade, apegado ao poder pelo poder, a serviço do interesse de um grupo de pes-' soas e das minorias que controlam o próprio governo. 0 uso de dinheiro publico pa ra organizar uma base de apoio para ' prolongar o período de governo do presidente Sarney passou a ser uma pratica corriqueira. Estão aí o ministro ' Prisco Viana e o ex-ministro Aníbal ' Teixeira, que foram pródigos na pratica da compra por baixo preço. Isto sem falar nas concessões de canais de TV e emissoras de radio, sob o comando de ' TUDO PELO SOCIAL Uma analise mais detida dos fa-' tos que ocorreram nestes dois meses,' na vetdade, revela uma política decididamente subversiva por parte do governo, ou seja, o governo nao governa para atender às necessidades da socie dade. Vejamos alguns fatos: Habitação: A política de financiamento da casa própria se reorienta para',a classe média, aumenta a faixa de re cursos de OTNs por mutuário, pa ra OTNs e, em certos casos ate" r OTNs. Além de utilizar este mecanismo para a cooptação (nome elegar^ te do suborno), pensando em ganhar ' apoio de prefeitos, governadores e da classe média. Pobre classe media, que ficara mais pobre. De fato, com esta' reorientação, os programas de casas ' populares e de habitações do baixo ' custo receberão menos recursos propor cionalmente, o que é reconhecido ate pelos corretores de imóveis. Esta eli tização representa, de fato, um privi légio para os possuidores de terrenos (que irão se valorizar), para as em-' presas construtoras (maiores lucros ' com a especulação imobiliária) e para algumas indústrias de materiais de construção civil. Tudo pelo social! mo D* ri i de 5íO%! ÍA(VU! eur De* De Tefi. ÜM iimofomb fot-lissimoi CENAS DE VILANIAS EXPLICITAS Antõnio Carlos Magalhães. Estão aí, também, os constituintes do "Centrão" que desrespeitam a vontade popular. Tudo isso em nome de uma política de "arroz-com-feijão" que faz supor a' prioridade para os programas de nutrição, num país de desnutridos. E em nome de uma austeridade em relação aos ' gastos públicos. Ambos os discursos, ' verdadeiras peças da mais deslavada ' mentira. 0 "arroz-com-feijão" quer dizer nao fazer nada que possa mudar alguma coisa e o controle do orçamento ' quer dizer mais recursos para aqueles que apoiarem o mandato de cinco anos. Isto sem falar na mentira maior deste governo: "Tudo pelo social!..." Saúde: 0 novo ministro está levando a cabo uma política de repressão ideolo gica sem precedentes, promovendo a de missão de Sérgio Arouca da Fundação ' r Oswaldo Cruz (a menos que ele não fale de política). Aqui, também, é preciso' deixar claro que a gente não se esqueça que o ministro Borges da Silveira ' foi do PDS. E ainda, esta ligado aos ' interesses dos donos de hospitais particulares. Telecomunicações: 0 ministro das comunicações, tem sido muito eficiente na' concessão rápida de canais de TV e de' emissoras de radio para a compra de vo tos de constituintes (um deputado fede ral chegou a declarar que a concessão"*" por ele obtida só valia Cz$ 2,5milhões, ou seja, quase nada diante dos recur-' sos de outros parlamentares). Alias, o ministro Magalhães admitiu, em entrevista exclusiva, o uso político de con cessão de radio e TV, com a maior natu ral idade. Tudo pelo Social! Ciência e Tecnologia, Previdência Social, Educação, Cultura, Agricultura, Reforma Agraria, etc.: Nada acontece ' digno de menção, o que e grave. Isto ' significa que estamos praticamente sem políticas publicas nestas áreas.? CENTRAO NAO E DO POVO, Até hoje não se avaliou exatamente quantos votos teve o "Centra"o" nas' eleições. Os meios de comunicação fa-' zem crer que este movimento represente^ a maioria dos eleitores. Não e verdade" São 317 constituintes que representam 24,6 milhões de votos. Somando-se a vq tação dos demais constituintes, o to-'"" tal alcança 56,4 milhões de votos. Ou seja, o "Centrão" representa 30% do ' eleitorado. E se somarmos o número dos votos dos principais lideres do "Centrão" teríamos 293 mil votos no seu ' conjunto, quando se sabe que somente' os votos do Lula sao de 650 mil.

5 Iw f ort.»ia soe & P*íO"1 ~ Hlf-52 8Z NEGO JORNAL NACIONAL DO MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO Redação: MNU/Bahia CP Salvador - Bahia A violência hoje, na sociedade brasileira, é um fato corriqueiro. A grande imprensa, escrita e falada, estampa todos os dias notícias tenebrosas. Mas não dá para continuar falando de vio- Wncia como o faz a imprensa empresarial, colocando a violência policial desvinculada da estrutura de poder no país, que faz da agressão um dos seus sustentòculos político e econômico. Este é o conteúdo do primeiro artigo do n9 13 do NEGO. Tem mais: nas páginas seguintes, duas importantes entrevistas: uma com o Embaixador Francisco Romão de Oliveira e Silva, primeiro Embaixador da República Popular de Angola no Brasil; a outra, com Benedita dasilva, a primeira deputada federal negra no Brasil. Traz ainda uma matéria sobre a política do apanheid em Moçambique. Para assinatura de apoio, envie cheque nominal ao Movimento Negro Unificado, no endereço acima, no valor de cem cruzados, o que lhe dá dueito a 3 L, dlçòl,, ". do NEGO. ACORDA PEÃO 1 CAMPANHA SALARIAL 88 DÍPORIÍMÍNIO DOS MÍTOLURCICOS S P ^ A ex pres são "Direitos Humanos" vem sofrendo, junto a op in iã o pública, um processo de degradação que convém anal i sar. E co em meio os d ire h i s t o r i 0 fa r e i t o s 1 o, ond a c i r r a d b 1 e m a d Há o do que da pela a c o n t i r i f e r i a mum s un i tos a de to é huma e se a en e se s qu a v i v i o nuaç de ESCOLA DE DIREITOS HUMANOS ouvir, i v e r s i human direi que d izer-se abertamente "contra os nos" t em uma história peculiar a São vem t ravando, desde os anos 70, uma tre os dois modos de ver e tratar o guranç a. e prop 0 1 e n c i 1 ê n c i a ão da nossas não so da boca do "povão" mas ate 1 tãrios, frases do tipo: "sou contra os", ou "e preciso acabar com essa tos humanos!" di-' Pau- 1 uta pro- ' oem voltar ã lei do Talião, exigina difusa na sociedade seja respond^ institucional: defendem, portanto, surda guerra suja que conflaga a pe cidades. A esse espirito de "olho por olho" contrapõem-se' os que desejam manter os princípios de um pacto so-' ciai civilizado pelo qual todo e qualquer delito deve ser julgado e punido na forma da lei. Para estes, lutar pelos direitos humanos significa, a rigor, cojn solidar os mecanismos de um estado de direito em todas as frentes. Como sempre, quando o objetivo parece colocar-se' muito além das nossas forças atuais (tão grande é o poder dos fatores que geram a violência), apela-se ' para projetos a longo prazo, entre os quais teria lu^ gar de relevo um "programa de educação" realizado no interior dos movimentos populares, entidades e socie d a d e civil. Pensa-se então em "educar para os Direitos Huma-' nos", uma das prioridades, hoje, da Comissão de Justiça e Paz que o Centro de Pastoral da Comunicação - Pacom; Cristãos pelos Direitos Humanos na América La^ tina-cdhal e o Centro de Estudos Políticos e Sociais- CEPS estão tentando concretizar no ABC. 0 objetivo principal desta Escola i de ser um espaço de aprofundamento sobre as mais diversas dimensões dos direitos humanos, servindo a uma formação in tensiva dos militantes nessa área e dos agentes pastorais que começam a dar os primeiros passos nesse ' campo. 0 primeiro ciclo de 1988 (etapa-piloto) serã' realizado de março a junho, todos os sábados das 14 as 17 horas no CEPS - Av: Alfredo Flaquer, San to André. Os professores são militantes de Centros, Comissões e organismos de Direitos Humanos, além de' especialistas nos temas incluídos no programa. PROGRAMA: - 05/0 3 - Bases Históricas e Filosóficas dos DH. - 12/03 - DH e a Questão do Negro no Brasil. - 19/03 - Aspectos Jurídicos. - 26/0 3 - Aspectos Teológicos. - 02/04 - DH e Relações de Produção - 09/04 - Aspectos Políticos - 16/04 - Comunicação e Direitos Humanos, - 23/04 - DH e Reforma Agrária. '- 30/04 - DH e Solo Urbano. - 07/05 - Ecologia e DH. - 14/05 - Direitos Humanos e Violência. - 21/05 - DH e a Situação da Mulher. - 28/05 - DH e Instituições Fechadas. - 04/06 - Menor e os DH. - 11/06 - Direitos Humanos e Saúde. - 18/06 - Direitos Humanos e Educação. 25/06 - DH e a Solidariedade La tinoamericana.

6 TUDO PELO SOCIAL O orçamento das Forças Armadas M para 1988 é de Cz$ 274 bilhões. É ^JQ cerca de 25% mais do que o Minis-.. tério dos Transportes e 100 vezes ^ imais do que o total de gastos do' Ministério do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente com habita-' jjjção (Cz$ 2,7 5 bilhões) e 12 vezes ^^lo que o governo vai gastar com a merenaa escolar. CAMILO TORRES, Sao Pa dia 15 de da morte d colombiano PROFETA E MÁRTIR frentament o com 0 exerci sião, Cami Io Tor res havi sua primei ra arm a, como membro cito de L i bertaç ao Nac i o nal. Na nidade tam bem pr ocurava ajudar companheir o que estava f er i do. de uma fam T1 i a d a alta b u r g u e s 1 tourou-se em Lou va i n, na B e 1 g i c Universida de Nac ional. F oi tecn programa d a Refo rma Agra ria. Seu m os jovens, de 1Tder. descobrind povo. Esta opção radi do os i dea pos Latino própri a Co C a m 11 to, márt i r tã nascend tãs revere tismo numa na Igreja seus prime ulo (A GEN) - C fevere iro o 22 e C a m i Io Torre de 37 anos fa a i o r a dos q Viajou 0 a mi desço cal pe i s da -Ame ri 1 o m b i a postolad ua i s tor por tod séria em berta le 1 os pobr Conferên canos re em Mede o Torres torno e profeta da o. Hoje as com n c i a m Camilo p época em que Católica apena i ros passos. eiebrou 9 a n i v e s, sace 1ec i do to. Na a receb -se no rsãri o rdote ' num en oca- -1 " ido ; do Exer oportíj a um V Filho 1 a, dou a, nã i co do o foi entre ' nou-se um grajn 0 país e foi 1 que vivia o vou-o a uma ' es, antecipan cia dos Bis- T a 1i za d a na ' 1 1 Tn em u-se, portan- Igreja que es unidades c r i s elo seu profé as mudanças ^ s ensa T ayam ' A s cos e , mos o c ebemo Ago 14 4,39 gem de te 7 0% t a o as de seu CARTA ABERTA AOS PAIS Tod os o s t r abalhador sando um p e r ío do de ach a L imp o s t o pe 1 a p o 1 í t i c Govern o Fe dera 1, pois a repond o os sal arios cor fiação, c o mo t o d o s os s tido e m se u p r oprio boi i t ua ção dos fune i a i n d a pi o r ; pois q uan do c om mu i t a últi mo g atilho sa s ma i s n enhum rea juste. ra, com a defasag em salarial de %, o gov ervo Quer nos a f r de reaj sim redu valor r o n t a r, o f u s t e. Nos z id o s em ea 1. es vem atravesatamento salari a econômica do U.R.P. não vem roídos pela in- enhores tem sen so. onarios publi- 1 desde julho de luta consegui-' larial, não re- cia teve a cora erecendo somensos salários es 1/4 (um quartot Alem disso, somos obrigados a assis tir a propagandas demagógicas e mentirosas, pagas com dinheiro publico, em' que o governador diz estar resolvendo' os graves problemas de educação, saúde e segurança em nosso Estado. o s Contamos com a colaboração de todos senhores contra esta injustiça: Pelos 144 ai já. 3 9% + 15% de aumento re Pela manutenção das conquistas con seguidas pelo estatuto do magistério. QUANTO OS GOVERNADORES GASTARAM COM PUBLICIDADE* TAO trrapo, ^^E $o' PA' CERTO, PE CABfeÇA?KA BAIXO. 1 HYFtRlMEWTE VI^AMDo o TO-RMAL. agoslavid, J84 -' das Nações Santc André - SP uarez vollet Filhi. José Sebastião.. etánc - Mar ia ie Ji > Darigues. Pechtoll. Nascimento itana Rodrigue: ' s Sar.tos

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