Aos vinte e um dias do mês de Novembro do ano de dois mil e doze, nesta Vila de

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1 ---- ATA DA REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 21 DE NOVEMBRO DE ATA NÚMERO VINTE E TRÊS / DOIS MIL E DOZE Aos vinte e um dias do mês de Novembro do ano de dois mil e doze, nesta Vila de Oeiras, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, reuniu extraordinária e devidamente convocada para o efeito a Câmara Municipal de Oeiras, sob a Presidência do Senhor Presidente Doutor Isaltino Afonso Morais estando presentes os Senhores Vice-Presidente Doutor Paulo César Sanches Casinhas da Silva Vistas e Vereadores Doutor Marcos de Cunha e Lorena Perestrello de Vasconcellos, Ricardo Lino Carvalho Rodrigues, Doutora Maria Madalena Pereira da Silva Castro, Engenheiro Jorge Manuel Quintela de Brito Jacob, em substituição da Professora Doutora Luísa Maria Gentil Ferreira Carrilho, Elisabete Maria de Oliveira Mota Rodrigues Oliveira, Engenheiro António Ricardo Henriques da Costa Barros, Ricardo Júlio de Jesus Pinho e Engenheiro Amílcar José da Silva Campos Faltou a Senhora Vereadora Doutora Anabela Damásio Caetano Pedroso, tendo a Câmara considerado justificada a respetiva falta ABERTURA E ORDEM DE TRABALHOS: Às dez horas e cinquenta minutos, o Senhor Presidente declarou aberta a reunião e submeteu à votação a respectiva ordem de trabalhos que foi aprovada por unanimidade dos presentes PROPOSTA Nº. 951/12 - DMPGFP - GRANDES OPÇÕES DO PLANO E ORÇAMENTO PARA 2013: O Senhor Presidente começou por fazer uma referência a todos os serviços da Câmara Municipal que participaram na elaboração deste documento, em particular à área financeira pelo esforço que tinha existido nos últimos dois/três anos, no sentido de acentuar o rigor, o ajustamento da capacidade de execução à receita, mas, muito mais importante do que isso, foi a análise que fizeram, mais detalhada, sobre a importância e as prioridades de cada um 1:31

2 dos projetos apresentados Tanto ao nível técnico, como político, o que por norma acontecia, é que todos desejavam fazer mais, melhor, atingir mais pessoas, satisfazer mais necessidades, sendo este o desiderato, porque se encontravam naquela sede, mas também era sabido que os recursos não davam para tudo e em tempos de escassez impunha-se uma análise mais apurada, no sentido de definir bem o que era importante daquilo que não o era, sendo desta forma que se conseguiu logo na primeira versão das GOP um desfasamento que, segundo julgava, seria na ordem dos sete milhões de euros que, comparativamente com anos anteriores, chegava aos vinte ou trinta milhões, tendo tudo isto que ver com a consciencialização que todos tinham da situação que se estava a viver, sendo bem elucidativa a evolução do orçamento municipal nos últimos anos, porque se estava em dois mil e treze com uma previsão orçamental igual à de dois mil, aliás, inferior a esta, entre noventa e nove e dois mil, ou seja, recuou-se pelo menos doze anos, podendo dizer-se que em parte se deverá a uma maior capacidade de previsão, a um ajustamento de verbas de modo a evitar duplicações, as quais por vezes davam origem a uma coincidência temporal entre um ano e o início do ano seguinte, prevendo-se às vezes essas situações, procurou-se eliminar tudo isso, mas era indiscutível que não havia outra possibilidade de o fazer, porque a evolução da receita a isso obrigou Como era do conhecimento de todo o Executivo, Oeiras tinha una sustentabilidade extraordinária em termos financeiros, com receitas correntes que, pelo menos, nos últimos quinze anos, tinham dado para cobrir despesa de capital e que iria continuar a dar, não na mesma dimensão, mas o certo é que na mesma receita havia também uma diminuição nos últimos dois anos em cerca de trinta milhões de euros, o que demonstrava a perversão da Lei das Finanças Locai. Falava-se que esta iria ser revista até ao final do ano, mas estava ciente que não seria para beneficiar, porque de acordo com essa Lei, dos trezentos e oito municípios, havia três que não recebiam qualquer euro do Estado, como seja, Oeiras, Cascais e Lisboa, tudo isto porque 2:31 Acta nº. 23/12

3 aquando da feitura da Lei das Finanças Locais, que foi numa altura de alguma euforia, onde municípios que tinham determinado nível foram menos considerados na atribuição de verbas compensatórias por parte da Administração Central, onde se verificou que municípios que nos termos da Lei das Finanças Locais continuavam a ter as comparticipações do Fundo Geral Municipal, bastando olhar para Amadora, Sintra, Loures e Odivelas que mantiveram o nível de transferências. No caso de Oeiras, não tinha essas transferências, assim como tinha diminuído o IMI para menos de metade, a Derrama para um terço e não havendo qualquer compensação, seria de prever o pior na próxima Lei das Finanças Locais, una vez que se gerou a ideia de que haviam municípios ricos que não precisavam de verbas do Estado, não se admirando nada que esta situação se mantivesse ou até se agravasse Ora, perante essa evolução da receita não se poderia deixar de adotar as medidas adequadas, no sentido de se proceder aos devidos ajustamentos, no entanto, era com alguma surpresa que no Orçamento e GOP de dois mil e treze ainda não se fosse sentir de uma forma acentuada essa diminuição financeira, porque o desfasamento que hvia entre a previsão e a execução, muitas vezes, não havia a capacidade de executar na totalidade Referiu que em dois mil e doze, no primeiro semestre, foi feita alguma cativação de verbas retardando-se a execução, tendo-o feito, não porque não fosse prioritário, mas porque não bulia com as necessidades mais básicas das pessoas. No orçamento para dois mil e treze, não havia nada que não fosse importante que não se fizesse, ou seja, foi feito um reforço, até porque a questão social era premente ao nível do desemprego e tudo o que a ele estava associado: os despejos, a carência alimentar, satisfação de compromissos por parte das famílias, etc., mas a verdade é que Oeiras era um Município privilegiado (isto tinha que ser reconhecido, embora para não se ser castigado não conviesse falar muito alto, porque senão o castigo ainda era maior) do ponto de vista social, apesar das dificuldades de algumas famílias não tinha nada que ver com o que se passava na Área Metropolitana de Lisboa :31

4 As carências de desemprego e tudo o que daí decorria, designadamente de natureza alimentar e outras começavam a ser brutais. No caso de Oeiras ainda se poderia contar aquelas que não tinham a cobertura adequada e que seriam provavelmente uma centena de famílias, mas acreditava que se iria encontrar uma solução Por isso, e prevendo-se quase uma catástrofe, a Câmara Municipal fez um reforço do Fundo de Emergência Social num crescimento de quase quatrocentos por cento, passando de duzentos mil para quinhentos mil euros Acrescentou que, com a experiência deste ano as verbas que se foram buscar e não foi necessário tocar no Fundo de Emergência, visto que a Divisão de Assuntos Sociais tinha verbas suficientes em várias rúbricas, veio permitir suportar as despesas desse fundo por verbas que não eram dessa rúbrica, que segundo julgava, nem chegou aos setenta mil euros, embora as regras desse fundo sejam muito apertadas, mas em conversa com a Senhora Vereadora Elisabete Oliveira já viu como é que se ia alargar um pouco mais essa malha, porque nos moldes em que estava tinha havido uma pequena norma que passou e que acabou por apertar muito esta situação, mas a verdade é que de sessenta mil para quinhentos mil ia uma diferença significativa, prevendo-se propositadamente esse aumento de modo a valer a todas as situações que pudessem surgir Por outro lado, o que era essencial, seja na Ação Social, seja na Educação, ao nível do desporto, dos bombeiros, etc., tudo se mantinha, assim como, ao nível de obras, visto que não se iria deixar de fazer aquelas que se impunham, quer no âmbito do equipamento escolar, quer a continuação das obras no Parque dos Poetas, a continuidade do Centro de Saúde de Algés, isto é, tudo o que eram compromissos que o Município tinha, acrescentando que se conseguia que tudo ficasse arrumado, sendo certo que houve rúbricas que tiveram que ser eliminadas na área da cultura, situações que se poderiam considerar supérfluas ao nível da animação, de festas, etc., não sendo eliminado o fogo-de-artifício no dia Sete de Junho, porque apesar de tudo ele fazia parte 4:31 Acta nº. 23/12

5 do imaginário das pessoas, não podendo haver somente repressão Observou que, continuava a existir um problema que tinha caracterizado os orçamentos e que dizia respeito às receitas de capital, sendo esta uma das áreas onde se tinha vindo a ajustar, porque houve tempo em que se chegava a ter sessenta milhões de euros de receita de capital, estando neste momento em vinte e quatro milhões de euros, bastava que a crise passasse porque essa verba dizia respeito a imóveis que atualmente estavam por preço muito atrativos e havia manifestação de interesse por parte de alguns operadores, mas a dificuldade, sobretudo, no caso do Almarjão, era que havia ali um problema técnico e não tinha havido interessados para a compra da totalidade, só para a compra parcial, implicando essa a realização de infraestruturas interiores, sem as quais a Câmara não podia vender lotes parcelares, o que tinha vindo a criar algum constrangimento Referiu que, globalmente, não poderia deixar de considerar que o Orçamento e as GOP para dois mil e treze eram rigorosas, traduziam um esforço muito meritório por parte dos diversos serviços da Câmara, dizendo que, da sua parte, nunca teve tão pouco trabalho para a coordenação da elaboração do documento em causa, porque os serviços sabiam quais eram as prioridades, tiveram consciência de qual era a estratégia a seguir, sendo óbvio, que houve ajustamentos de natureza política a ser feitos e que se iam introduzindo, elogiando todo o esforço que existiu Passando a uma apreciação mais detalhada, embora não houvesse grande margem de manobra, sempre disse que em relação a prioridades compreendia que a discussão política era uma discussão política, contudo, disse estar disponível para os ajustamentos que os Senhores Vereadores entendessem apresentar, devidamente fundamentados, como também estava em crer que o documento correspondia, de uma forma geral, àquilo que eram as espectativas de todas as forças políticas representadas, sendo certo que haverá um consenso geral nesse sacrifício, mas, no essencial, pensava que correspondia às expectativas do restante Executivo :31

6 Prosseguindo uma apresentação mais detalhada sobre o documento, reportando-se ao orçamento de dois mil e dez, que era de cento e noventa e três milhões de euros, disse que houve uma redução para cento e setenta e três milhões de euros em dois mil e onze, para cento e cinquenta e cinco em dois mil e doze e cento e trinta e sete para dois mil e treze, ou seja, em três anos houve uma quebra de setenta milhões de euros Disse ter elaborado um despacho há alguns meses, onde referia que deveria ser considerada uma diminuição na ordem dos dez por cento, despacho esse que foi respeitado por todas as unidades orgânicas e que teve como produto final uma percentagem de doze vírgula zero cinco a menos, estando-se a falar de dezoito milhões oitocentos e um mil setecentos e sessenta e sete euros, tendo sido feita a diminuição em todas as dimensões, como seja na receita de capital e na corrente e também na despesa de capital e corrente De dois mil e onze para dois mil e doze registou-se uma diminuição de dezoito milhões de euros e de dois mil e dez para dois mil e onze dezanove milhões de euros, estando-se a falar de trinta e sete milhões em dois anos. Estava convencido que aquilo que estava a acontecer em Oeiras, acontecia noutras câmaras municipais, o que queria dizer que se alguma instituição pública estava a respeitar e a diminuir a despesa eram os municípios e não o Estado, porque esse ao invés disso estava a aumentá-la, perdendo completamente o controlo da situação, animando-se com a redução de alguns funcionários, mas aumentavam em exponencial as despesas de outsourcing Referiu que na receita corrente havia uma previsão de cento e sete milhões de euros e na de capital vinte e nove milhões de euros, ou seja, uma redução de quatro milhões seiscentos e um mil e catorze milhões cento e quarenta e cinco mil respetivamente, o que dava menos quatro por cento na receita corrente e menos trinta e dois por cento na receita de capital Na despesa corrente havia menos cinco vírgula quarenta e três por cento, o que quer dizer que existia ali uma despesa de um vírgula trinta por cento superior à receita corrente e 6:31 Acta nº. 23/12

7 quanto às despesas de capital registava-se uma diminuição de vinte e dois por cento A diferença entre a receita corrente cuja previsão era de cento e sete milhões de euros e a despesa corrente de oitenta e oito milhões de euros, libertava dezoito vírgula sete milhões de euros que não só fazia equilíbrio orçamental, mas que permitia cobertura da despesa de capital Comparativamente com dois mil e doze a receita corrente diminuiu quatro milhões e seiscentos mil euros e a receita de capital catorze milhões cento e noventa e cinco mil euros Na despesa corrente houve uma diminuição de cinco e de vinte e dois por cento respetivamente em corrente e de capital, totalizando tudo isso os doze vírgula zero cinco por cento de redução global da receita e da despesa Nas componentes de receita os impostos diretos eram os que mais sobressaiam com sessenta e três milhões de euros, as transferências correntes dezanove milhões de euros as quais se reportavam ao IRS Na venda de bens e serviços correntes treze milhões quatrocentos e setenta e oito mil euros Na receita de capital essa seria a previsão de venda de vinte e quatro milhões de euros de venda de bens e investimentos. Passivos financeiros três milhões e cem mil euros e ativos financeiros um milhão trezentos e dez mil euros Reportando-se aos impostos indiretos frisou que três milhões trezentos e vinte e nove mil cento e vinte e cinco euros, o mais importante era o de ocupação da via pública, nesse caso da Lisboagás, que representava um milhão setecentos mil novecentos e trinta e um euros e rendimentos de propriedade cinco milhões de euros Dos resíduos sólidos das empresas existia ainda a receita de quatro milhões oitocentos e quatro mil euros, de rendas de habitação social, assim como, concessões e rendas da EDP Ainda, relativamente aos resíduos sólidos, disse ser sua intenção fazer ao longo de 7:31

8 cinco anos a atualização da sua tarifa, aproximando-a ao custo de recolha, transporte e tratamento dos resíduos sólidos urbanos, existindo atualmente uma despesa na ordem dos dez milhões de euros, sendo esta receita de mais de quatro milhões de euros, acrescentando que as Águas de Portugal aumentaram em quarenta e oito por cento a tarifa da Sanest e para se ter uma ideia referiu que em dois mil e doze o caudal de onze milhões de metros cúbicos estava prevista por via da aferição dos caudalímetros com uma redução de três milhões de metros cúbicos, ou seja, passarão a existir oito milhões de metros cúbicos de influentes e vai-se pagar mais setecentos mil euros, fazendo tudo isto parte da estratégia do Ministério do Ambiente em colocar os sistemas do litoral a pagar para aqueles que não pagavam, sendo o objetivo integrar a Sanest, que era uma empresa da joia da coroa na área do ambiente, na Simtejo, que estava falida Os presidentes de câmara que faziam parte da Sanest já comunicaram na última assembleia geral, que foi na última quinta-feira da semana passada, às Águas de Portugal, que não contassem com isso, visto que não estavam na disposição de prorrogar o contrato de concessão, contrato esse que terminava dentro de oito anos e já tinha sido anunciado que os municípios não aceitavam essa situação e muito menos a integração na Simtejo, aliás, o Senhor Ministro das Finanças tinha anunciado ontem que em dois mil e catorze iria proceder à privatização das Águas de Portugal e Resíduos, certamente por entender que os resíduos não eram a mesma coisa que as Águas de Portugal, mas o que disseram nessa reunião foi que se quisessem a Sanest também teriam que querer a Tratolixo, mas esse era um tratamento à parte que ainda este ano iria ser discutido e que dizia respeito ao posicionamento, no que respeitava à estratégia relativa ao futuro da água e dos resíduos, querendo com isto dizer que não mexeu na tarifa dos resíduos para dois mil e treze, mantendo-se a mesma situação, o que queria dizer que era o orçamento da Câmara que ia continuar a pagar a diferença, por lhe parecer que numa altura destas não se podia estar a aumentar tudo, assim como também não iria haver aumento da água De seguida, reportou-se aos impostos diretos, como seja o IMI, que como era de 8:31 Acta nº. 23/12

9 esperar tinha vindo a ter uma evolução gradualmente positiva, com vinte e seis milhões de euros em dois mil e dez, prevendo-se trinta milhões em dois mil e treze não sabendo se as contas foram feitas com a redução Considerando que a taxa aprovada pela Câmara estava em três vírgula cinco, o que significava que eram nove milhões de euros que o Município iria deixar de receber não aplicando a tarifa máxima, porque se a Câmara aplicasse cinco por cento teria uma receita superior a quarenta milhões de euros estando-se a reduzir trinta por cento, visto que trinta por cento dessa receita era dos prédios avaliados, os não avaliados continuavam muito em baixo, mesmo assim, prevê que não haja diminuição da receita, até porque o número de prédios avaliados estava a crescer e daí ser provável que ainda se mantivesse, não crescendo em exponencial, o que demonstrava que esta taxa era injusta, porque estando o Município necessitado de dinheiro resolveria o problema aplicando a taxa máxima de cinco por cento, a receita passaria de imediato para quarenta milhões, duvidando que passaria, porque todas as pessoas com o agravamento poderiam não pagar. Portanto, excluindo Lisboa, Oeiras era o Município que tinha o IMI mais baixo da Área Metropolitana, Cascais, por exemplo, tinha uma percentagem de zero vírgula trinta e nove e Oeiras era de zero trinta e cinco De dois mil e onze para dois mil e doze houve um crescimento de novecentos e sessenta e três mil euros, de dois mil e dez para dois mil e onze seiscentos e setenta e nove mil euros e para dois mil e treze previa-se um aumento de um milhão setecentos e onze mil euros, que segundo julgava era por aplicação da média, perguntando o Senhor Vereador Amílcar Campos se de dois mil e doze já se conhecia alguma coisa, respondendo o Senhor Presidente que havia um crescimento de novecentos e sessenta e três mil euros já pagos, o que queria dizer que o valor já recebido devia de andar na ordem dos vinte e oito milhões de euros e em dois mil e doze já foi cobrado mais do que no ano anterior Relativamente ao IMT disse notar-se uma quebra brutal, mais propriamente em dois 9:31

10 mil e doze e da forma como o País se encontrava ainda poderia ser pior, isto é, o IMT estava a transformar-se num imposto quase residual, porque de vinte e sete milhões em dois mil e dez, havia uma previsão de dez milhões para dois mil e treze, sendo que em dois mil e doze foram cobrados seis milhões novecentos e vinte e quatro euros, só estando previstos os dez milhões devido às médias, tudo indicando que em dois mil e treze, nesse imposto, poder-se-ia nem chegar aos cinco milhões, sendo esse um imposto muito problemático que nem sequer era coberto pelo IMI No que tange à Derrama do mesmo modo também tinha vindo a acontecer um decréscimo, não tão significativo decorrente da crise, sendo certo que há dois anos entrou em vigor um novo modelo de cálculo que passou dos dez por cento sobre o IRC, para um e meio por cento relativamente à matéria tributável, tendo sido recebido até agora treze milhões oitocentos e vinte mil euros, existindo um decréscimo de treze vírgula quinze por cento e era provável que enquanto se mantiver esta crise económica que essa redução se mantivesse Quanto ao Imposto de Circulação até ao momento rendeu sete quinhentos e setenta e seis, dizendo que tinha tido uma boa performance porque tinha vindo a crescer, admitindo que no próximo ano não cresça, mas se for igual já não era mau No que tocava a transferências referiu ser o IRS que se mantinha com o crescimento de oitocentos e setenta e seis mil. Houve uma redução de novecentos e quatro mil em dois mil e dez/dois mil e onze e de cento e cinquenta e seis mil de dois mil e onze para dois mil e doze, porque foi feita mais uma redução de zero trinta e quatro por cento, prevendo-se um crescimento de oitocentos e setenta e seis mil, que era o que correspondia mais ou menos à redução Em relação à receita de capital esta dizia respeito ao elenco dos terrenos referidos, tendo sido retirada a Quinta da Rosa e do Pinheiro que se situava no centro da Vila de Oeiras, onde estava prevista uma verba de dois milhões e oitocentos mil euros Referiu-se de seguida às despesas mais importantes que eram as de pessoal, que 10:31 Acta nº. 23/12

11 representavam trinta e seis por cento, lembrando que a maioria dos municípios portugueses representavam uma despesa com pessoal em mais de cinquenta por cento, o que era ilegal, passando a discriminar: Bens e serviços - quarenta e sete milhões Transferências correntes - oito milhões cento e trinta e dois mil Despesa de capital - Aquisição de bens - quarenta e um milhões Transferências de capital - três milhões noventa e dois mil Passivos financeiros - dois milhões oitocentos e sessenta mil No que tocava às despesas com pessoal esta tinha vindo a diminuir, ou seja, de trinta e sete milhões em dois mil e dez, trinta e oito em dois mil e onze, trinta e três em dois mil e doze e trinta e três milhões em dois mil e treze, o que quer dizer que houve uma diminuição com a despesa de pessoal relativamente a dois mil e doze de um milhão trezentos e sessenta e dois mil euros, acrescentando que esta redução de trinta e sete milhões para trinta e dois milhões, de dois mil e dez para dois mil e treze também não foi apenas devido à redução de pessoal, porque também estava um bocadinho empolado, agora estava mais reduzido Apesar de todas estas dificuldades não poderá deixar de dar referência de algumas rubricas relativas a despesas de capital Para o Parque dos Poetas, a segunda fase de A/B, com uma verba de doze milhões oitocentos e nove mil euros Empréstimos dois milhões oitocentos e sessenta e um mil euros Processos de expropriação ProAgricultura, na Outurela, célebre artigo cento e dois, dois milhões seiscentos e oitenta e sete mil euros, que acabará em dois mil e catorze euros Complexo Desportivo de Porto Salvo dois milhões quinhentos e oito mil euros Requalificação de equipamentos municipais um milhão setecentos e sessenta e seis mil euros :31

12 Aquisição de imóveis um milhão e setecentos mil euros Reparação/Conservação de arruamentos um milhão quinhentos e cinquenta e um mil euros Conservação e manutenção de fogos um milhão duzentos e vinte e oito mil euros Transferências de capital um milhão e cem mil euros Imóveis a adquirir, edifícios e terrenos um milhão e vinte e três mil euros Aquisição de equipamento um milhão de euros, designadamente para viaturas de resíduos porque o parque estava complicado Requalificação do equipamento escolar novecentos e oitenta e cinco mil euros Delegação de competências nas Juntas de Freguesia novecentos mil euros Extensão de Saúde de Algés oitocentos e oitenta e cinco mil euros Construção de equipamentos municipais seiscentos e oitenta e dois mil euros Requalificação dos espaços públicos seiscentos e oitenta mil euros Requalificação, manutenção de redes energéticas, sistemas eletromecânicos seiscentos e cinquenta mil euros Novo edifício para a Polícia Municipal e Proteção Civil, quinhentos e cinquenta mil euros, mas não era novo, era onde já estavam, só que nunca se tinha conseguido fazer a escritura porque houve insolvência da empresa, ficando sempre a verba cativada, no entanto, ontem, teve uma reunião com um tio, que ficou a tomar conta de tudo e no próximo ano ficará resolvida a situação Acordos de continuidade contratos de manutenção quinhentos e um mil euros Aquisição por direito privado de terreno, Parque dos Poetas, esculturas quinhentos mil euros Instituições de apoio social e saúde, comparticipação de medicamentos quatrocentos e oitenta mil euros :31 Acta nº. 23/12

13 Diversos arruamentos quatrocentos e setenta e dois mil euros Habitação jovem quatrocentos e quarenta e sete mil euros, acrescentando que finalmente se irá construir um prédio, mesmo sem financiamento, a expensas do Município, porque era muito importante ter casas extras para valer a situações complicadas para além das casas que iam vagando do parque habitacional Irmandade Nossa Senhora da Rocha seiscentos e setenta e cinco mil euros Área sobrante do artigo cento e sessenta em Talaíde cento e noventa e três mil euros Sociedade de Carnaxide cento e trinta e seis mil euros, porque aquando da construção do cemitério, ocuparam uma área que não deviam ter ocupado Terreno em Barcarena antes de chegar à Igreja dezassete mil e novecentos euros O Senhor Vereador Amílcar Campos inquiriu se estava acautelada a verba para o edifício dos Serviços Técnicos, respondendo o Senhor Presidente que não porque ainda se estava em fase do projeto de execução e muito dificilmente se avançará com a obra este ano Requalificação de equipamentos municipais um milhão setecentos e setenta e dois mil euros Construção de equipamentos municipais seiscentos e oitenta e três mil euros Em relação ao Orçamento Orgânico: DMOA quarenta e seis milhões oitenta e quatro mil euros DMADO trinta e sete milhões e quatro mil euros, e só a fatia do pessoal tinha trinta e dois milhões quatrocentos e sete mil euros DMPGFP quinze milhões oitocentos e trinta e quatro mil euros Como não podia aflorar todas as verbas, disse que também gostaria de falar sobre algumas despesas: Aquisição de serviços à AMTRES quatro milhões quatrocentos e vinte e oito mil euros, previsão para o tratamento dos resíduos :31

14 Parcerias Público Privadas pagamentos ao nível das escolas e lares da terceira idade quatro milhões de euros para as escolas e um milhão e meio para os centros geriátricos Aquisição de serviços, manutenção e levantamento de espaços verdes três milhões e setecentos mil euros Escolas básicas EB Um, funcionamento dos refeitórios escolares dois milhões cento e setenta e nove mil euros Iluminação pública, consumos dois milhões de euros. Também se prevê uma redução da iluminação, na medida em que as lâmpadas serão acesas meia hora mais tarde e serão apagadas também meia hora mais cedo Consumo das instalações um milhão setecentos e trinta mil euros Arrendamentos um milhão duzentos e sessenta e nove mil euros Fiscalização um milhão cento e vinte e um mil euros Subsídio mensal às corporações de bombeiros um milhão e sessenta mil euros Aquisição de combustíveis novecentos e noventa e dois mil euros Apoio ao associativismo desportivo, subsídio para atividades oitocentos e noventa e cinco mil euros Contrato programa com a Municípia oitocentos e quinze mil euros Serviço de comunicações setecentos e noventa e dois mil euros Seguros setecentos e cinquenta mil euros Pareceres jurídicos e aquisição de serviços setecentos e vinte e nove mil euros Quota de participação diversas entidades seiscentos e cinquenta mil euros Aquisição de serviços e assessoria técnica quinhentos e noventa e dois mil euros Apoio à manutenção de atividades de âmbito social e da saúde quinhentos e cinquenta e sete mil euros Instituições de apoio social e saúde, projetos específicos quinhentos e trinta e cinco 14:31 Acta nº. 23/12

15 mil euros Protocolos e apoios aos agentes culturais quinhentos e vinte e sete mil euros Viaturas em aluguer operacional quinhentos e seis mil euros Apoio social escolar, transportes escolares quinhentos e três mil euros Segurança e vigilância quinhentos e um mil euros Fundo de emergência social quinhentos mil euros Comparticipações financeiras Juntas de Freguesias, estabelecimentos de infância quatrocentos e sessenta e sete mil euros Fornecimento de serviços quatrocentos e sessenta e cinco mil euros Projetos e intervenção na área da juventude, aquisição de serviços quatrocentos e vinte e um mil euros Carreiras urbanas quatrocentos e onze mil euros Delegação de competências Juntas de Freguesia correntes quatrocentos mil euros Fornecimento de serviços trezentos e setenta e nove mil euros Aquisição de materiais, peças e acessórios trezentos e trinta e seis mil euros Desenvolvimento de atividades de enriquecimento curricular duzentos e vinte e dois mil euros. A verba reduziu substancialmente, já que rondava um milhão de euros, mas para além do facto de ter havido um decréscimo na entrada de capital, algumas associações de pais, paulatinamente, começaram a assumir as atividades de enriquecimento curricular, restando neste momento apenas sete O Senhor Vereador Amílcar Campos lembrou que o apoio dado pela Câmara era residual porque só apoiava sete escolas, no entanto gostaria de saber se nas outras, se eram as associações de pais, ou se a Câmara as apoiava, respondendo o Senhor Presidente que tinham apoio do Estado Ao nível da classificação funcional: :31

16 Funções gerais vinte e sete milhões seiscentos e dois mil euros Funções sociais cinquenta e sete milhões seiscentos e quarenta e seis mil euros Funções económicas oito milhões setecentos e quarenta mil euros Outras Funções um milhão novecentos e vinte e um mil euros Esta classificação não era estanque, porque era muito difícil ser rigoroso nessa matéria, ou seja, cada despesa estar inserida no contexto da classificação previsional, na medida em que havia determinadas despesas que não era possível repartir, como era o caso das comparticipações para as juntas de freguesia, que se colocavam em Outras Funções e a Delegação de Competências repartia-se pelo urbanismo, pelo ambiente, educação, etc Nas Funções Gerais estavam os Serviços Gerais da Administração Pública, Segurança, Ordem Pública, englobava as despesas de funcionamento de toda a Câmara, e as relativas às associações de bombeiros e polícia municipal Nas Funções Sociais estavam todas as despesas com a educação, saúde, segurança e ação sociais, habitação e serviços coletivos, serviços culturais, recreativos e religiosos Nas Funções Económicas estavam a indústria e energia, transportes e comunicações, comércio e turismo, outras funções económicas Na Outras Funções estavam operações da dívida autárquica, transferência entre administrações e diversas não específicas e onde estavam também as delegações de competência, mas também os jardins-de-infância, subsídios correntes e de capital, declaradamente sociais Em relação aos subsídios para pagar os ordenados dos funcionários das juntas nos infantários não percebia a razão de não estarem contemplados nas Funções Sociais, pedindo à doutora Maria Emília Xavier que fizesse esse ajustamento O Senhor Vereador Marcos Perestrello disse que se se fizer essa alteração para o próximo ano seria difícil fazer a comparação, porque saía uma verba de um sítio para outro e isso iria distorcer a comparação, atalhando o Senhor Presidente que não distorcia nada, porque teria 16:31 Acta nº. 23/12

17 o documento de dois mil e doze e saberia que em dois mil e treze passou uma verba de quatrocentos mil euros que estava nas outras funções e passou para as funções sociais O Senhor Vereador Amílcar Campos opinou que não distorcia nada porque existiam os mapas, observando o Senhor Vereador Marcos Perestrello que se devia corrigir o mapa de dois mil e doze, inquirindo o Senhor Vereador Ricardo Rodrigues se também queria que se alterasse o mapa de dois mil e onze Prosseguindo, lembrou que este assunto no ano anterior foi motivo de discussão política para se dizer que se estava a dar menos na parte social, porque não sabiam fazer as contas, recordando o Senhor Presidente que tinha sido verdade, salientando o Senhor Vereador Amílcar Campos que bastava colocar uma nota a dizer que este ano pela primeira vez a verba X transitava de uma para a outra, já que muitas vezes as comparações estavam defeituosas por razões muito mais graves Prosseguindo o Senhor Presidente disse que nas Funções Gerais diminuíram três vírgula sete por cento, em que a despesa corrente diminui treze vírgula dois por cento e a de capital cresceu vinte e sete vírgula dois por cento O valor inscrito em dois mil e doze era de vinte e oito milhões seiscentos e cinquenta e dois mil, em dois mil e treze era de vinte e sete milhões seiscentos e dois mil e o investimento médio era de vinte e oito milhões quatrocentos e trinta e três mil, mas houve uma execução de catorze milhões até Outubro de dois mil e doze, o que significava que a verba inscrita foi muito superior, acontecendo o mesmo para dois mil e treze Nas Funções Sociais para dois mil e doze estava inscrita uma verba de setenta milhões oitocentos e treze mil, para dois mil e treze cinquenta e sete milhões seiscentos e quarente e seis mil, uma redução de dezoito vírgula seis por cento e o investimento médio sessenta e nove milhões seiscentos milhões seiscentos e noventa e três mil Na Educação dez milhões trezentos e noventa e nove mil, tendo havido uma redução 17:31

18 de vinte e nove vírgula sete por cento justificada com intervenções no capital e enriquecimento curricular Na Saúde menos oito vírgula dois por cento Na Segurança e Ação Sociais mais vinte e quatro vírgula oito por cento Na Habitação e Serviços Coletivos menos quinze vírgula seis por cento Nos Serviços Culturais, Recreativos e Religiosos menos vinte e dois vírgula quarenta e dois por cento Relativamente a dois mil e doze havia uma redução global de menos vinte e dois por cento Na Educação havia um crescimento de sete vírgula cinco por cento da despesa corrente e uma diminuição na despesa de capital de setenta e um por cento, que tinha a ver com a Escola Gomes Freire de Andrade, que foi paga em dois anos e os quatro milhões serão pagos de uma só vez no próximo ano, salientando que teria que haver muita atenção nas comparações, porque aparentemente para o próximo ano haveria uma diminuição do investimento, mas, irá aparecer o pagamento de quatro milhões de euros, salientando o Senhor Vereador Marcos Perestrello que era mais relevante a comparação das despesas correntes na Educação, respondendo afirmativamente o Senhor Presidente Continuando, disse que as Parcerias Público Privadas das escolas nas despesas correntes, os refeitórios, interrompendo o Senhor Vereador Amílcar Campos para perguntar quantos anos eram as Parcerias, respondendo o Senhor Presidente que a Câmara avançou com uma proposta negocial para cinco/sete anos Na Ação Social Escolar, apoio aos alunos trezentos e quinze mil euros Escolas e Entidades duzentos e quarenta e seis mil euros Expediente limpeza e consumo cento e oitenta e cinco mil euros Contrato de Manutenção de Escolas cento e setenta e sete mil cento e vinte euros :31 Acta nº. 23/12

19 Apoio aos projetos educativos dos Agrupamentos das Escolas cento e vinte e nove mil euros Bolsas de Estudo da Universidade Atlântica cento e cinco mil euros Transportes escolares quinhentos e três mil euros Funcionamento de Refeitório dois milhões cento e setenta e nove mil cento e cinquenta euros Acrescentou que todas as componentes sociais aumentaram, quer a nível da Educação, quer ao nível da Ação Social, ou seja, tudo o que era por essência social e que tenha a ver com necessidades das famílias aumentou Segurança e Ação Sociais tiveram um aumento de vinte e quatro vírgula oito por cento, a despesa corrente aumentou trinta e cinco vírgula nove por cento e a despesa de capital reduziu vinte e sete por cento e tinha a ver com a construção dos equipamentos Projetos de intervenção na área da Juventude quatrocentos e quarenta e dois mil e quinhentos euros Programas de inclusão trezentos mil euros Subsídios duzentos e setenta e quatro mil e setecentos euros Projeto de Apoio Domiciliário cento e oitenta mil euros, inscrita pela primeira vez para desenvolvimento de um projeto de apoio domiciliário para situações que normalmente não eram cobertas pela Segurança Social Manutenção de Parques Infantis cento e setenta e cinco mil euros Projetos na Área Social e Saúde, aquisição de serviços cento e vinte e um mil euros Área Social e Saúde, protocolos cento e sete mil euros Nas despesas de Capital: Subsídios para obras duzentos e trinta e nove mil euros Projetos na Área da Juventude setenta mil euros :31

20 Parques Infantis cinquenta e quatro mil euros Cooperação descentralizada com equipamentos quarenta mil euros Orçamento participativo: Viatura para transportes de doentes não urgentes vinte e cinco mil euros Ponte pedonal na Terrugem vinte e cinco mil euros para projeto e duzentos e cinquenta mil para construção (em dois mil e catorze) Quinta urbana cinquenta e cinco mil euros Habitação e Serviços Coletivos - Despesa corrente menos oito vírgula dois por cento e despesa de capital menos vinte e dois por cento Materiais e acessórios, peças e viaturas trezentos e cinquenta e seis mil euros Combate a anti murino/blactideo, desinfestações várias duzentos e quarenta e um mil oitocentos e oitenta e nove euros Requalificação do património arbóreo duzentos e vinte e quatro mil euros Materiais diversos, jardins e afins duzentos e dez mil euros Ocupação de tempos livres em programas de cidadania ambiental cento e setenta e oito mil euros Gestão de condomínios cento e quarenta mil euros Peças e acessórios para contentores cento e dezoito mil euros Sacos para lixo, diversos cento e dois mil euros Concessão de serviços de limpeza oitenta e cinco mil euros Capital: Conservação e manutenção de fogos de habitação social um milhão duzentos e vinte e oito mil euros Imóveis a adquirir um milhão e vinte e três mil euros Requalificação de espaços públicos seiscentos mil euros :31 Acta nº. 23/12

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