ECONOMIA APLICADA. MBA Executivo em Gestão de Empresas

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1 MBA Executivo em Gestão de Empresas ECONOMIA APLICADA Luís Fernando Brandão de Magalhães Mestre em Economia, Mestre em Sociologia, Mestre em Direito Realização Faculdade Machado de Assis

2 Todos os direitos em relação ao design deste material didático são reservados à Faculdade Machado de Assis. Todos os direitos quanto ao conteúdo deste material didático são reservados ao autor. MAGALHÃES, Luis Fernando Brandão de. 1ª ed. Rio de Janeiro; Faculdade Machado de Assis Cursos de Pós-graduação MBA Executivo em Gestão de Empresas. XXp 1.Economia 2. Mercado 3.Agentes Econômicos I.Faculdade Machado de Assis. Diretor Reitor da FAMA Prof. José Zeib Diretor da FAMA Engenheiro Jacob Glibber Coordenador do Curso Prof. Edni Paranhos A sua opinião é muito importante para nós Fale Conosco! FAMA Faculdade Machado de Assis i

3 Sumário 1. PROGRAMA DA DISCIPLINA EMENTA CARGA HORÁRIA TOTAL OBJETIVOS CONTEÚDO PROGRAMÁTICO METODOLOGIA CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA 4 CURRICULUM RESUMIDO DO PROFESSOR 4 2. TEXTO PARA ESTUDO INTRODUÇÃO SISTEMAS E VISÃO INTEGRADA CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO INFLAÇÃO, INDEXAÇÃO E ESTABILIZAÇÃO OFERTA E DEMANDA AGREGADA SETOR EXTERNO SETOR PÚBLICO QUESTÃO SOCIAL SIMULAÇÃO E PREVISÃO O AMBIENTE ECONÔMICO E O PROBLEMA DA EMPRESA: OS AGENTES ECONÔMICOS E OS SEUS INTER-RELACIONAMENTOS ASPECTOS METODOLÓGICOS A RESTRIÇÃO TECNOLÓGICA: TECNOLOGIA A FUNÇÃO LUCRO A FUNÇÃO CUSTO E A ESCALA DE PRODUÇÃO O PRINCÍPIO DA DUALIDADE: A LIGAÇÃO ENTRE TECNOLOGIA E CUSTO AS RESTRIÇÕES DE MERCADO: COMPETIÇÃO PERFEITA, MONOPÓLIO, COMPETIÇÃO IMPERFEITA ENTENDENDO A DEMANDA: O COMPORTAMENTO MAXIMIZADOR DO CONSUMIDOR, O PREÇO DE RESERVA E O EXCEDENTE DO CONSUMIDOR, GRUPOS DE CONSUMO, ELASTICIDADE E DISCRIMINAÇÃO DE PREÇOS ASSIMETRIA INFORMACIONAL: O PROBLEMA DA SELEÇÃO ADVERSA, MERCADO DE SEGUROS E O SECUNDÁRIO DE BENS DURÁVEIS, O PROBLEMA DO PERIGO MORAL CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MATERIAL COMPLEMENTAR 56 ii

4 1 1. Programa da disciplina 1.1 Ementa Sistemas e visão integrada. Crescimento e desenvolvimento. Inflação, indexação e estabilização. Oferta e demanda agregada. Setor externo. Setor público. Questão social. Simulação e Previsão. O ambiente econômico e o problema da empresa: os agentes econômicos e os seus interrelacionamentos. Aspectos metodológicos. A restrição tecnológica: tecnologia. A função lucro. A função custo e a escala de produção. O princípio da dualidade: a ligação entre tecnologia e custo. As restrições de mercado: competição perfeita, monopólio, competição imperfeita. Entendendo a demanda: o comportamento maximizador do consumidor, o preço de reserva e o excedente do consumidor, grupos de consumo, elasticidade e discriminação de preços. Assimetria informacional: o problema da seleção adversa, mercado de seguros e o secundário de bens duráveis, o problema do perigo moral. 1.2 Carga horária total 12 horas/aula 1.3 Objetivos Ao final deste módulo os alunos estarão aptos a: Entender o significado e a importância da Economia para o ambiente empresarial Analisar a relação entre as diversas variáveis econômicas e suas principais causas e efeitos no mundo de negócios Avaliar as oportunidades de aplicação dos princípios de Economia no Mercado Identificar as variáveis econômicas que exercem influência no empresa e que são fundamentais para o processo de gestão Analisar as variáveis econômicas identificando a função que desempenham, como decidir sobre a melhor escolha, as restrições e comprimento de cada uma e discutir a responsabilidade dos gestores. Identificar os tipos de mercado em geral focando questões de concorrência e de concentração de mercado, bem como a questão da intervenção governamental e seus efeitos. Identificar a complexidade do mundo contemporâneo, contexto do ambiente de econômico, e as habilidades que esse mundo requer do gestor. Obter informações acerca das contribuições teóricas disponíveis e apreciá-las criticamente em face das características do novo ambiente de negócios. Identificar novas tendências. Estabelecer a ponte entre contribuições teóricas e sua prática cotidiana.

5 2 1.4 Conteúdo programático Sistemas e visão integrada Crescimento e desenvolvimento. Sistemas Econômicos. Sistema capitalista. Sistema socialista. Crescimento Econômico e Ciclo de Negócios. Modelo de crescimento de Solow. Desenvolvimento econômico versus crescimento econômico Inflação, indexação e estabilização. Conceito. Tipos de inflação. Hiperinflação. Principais índices. Inflação estrutural. Indexação. Estabilização econômica. Estagflação e Estagnação. Expansão Oferta e demanda agregada. Setor externo. Setor público. Questão social. Simulação e Previsão. O ambiente econômico e o problema da empresa: os agentes econômicos e os seus interrelacionamentos.. Consumo. Poupança. Investimento. Renda Nacional. Despesa nacional. Produto Interno Bruto. Produto Nacional Bruto. Política Cambial. Política Comercial. Tarifas. Contabilidade social. Sistemas de contabilidade social. Princípios básicos das contas nacionais. Balanço de Pagamentos. Estrutura do Balanço de Pagamentos. Gastos Governamentais. Setor Público. Resultado primário. Orçamento do governo e conta corrente. Responsabilidade Social. Opção pela modelagem. Modelo. Uso de modelos. Estática versus dinâmica. Validação. Estimação de parâmetros. Tipos de modelos. Estratégia ótima de modelagem. Cenário

6 3 Aspectos metodológicos.. Método indutivo. Método dedutivo A restrição tecnológica: tecnologia.. Desenvolvimento tecnológico A função lucro.. Função lucro linear. Maximização do lucro. Restrições A função custo e a escala de produção. O princípio da dualidade: a ligação entre tecnologia e custo. As restrições de mercado: competição perfeita, monopólio, competição imperfeita. Entendendo a demanda: o comportamento maximizador do consumidor, o preço de reserva e o excedente do consumidor, grupos de consumo, elasticidade e discriminação de preços. Assimetria informacional: o problema da seleção adversa, mercado de seguros e o secundário de bens duráveis, o problema do perigo moral. O problema. Custos fixos. Custos variáveis. Custo médio. Custo marginal. Custo no curto e no longo prazo. Economia de escala. Lei dos rendimentos decrescentes. Rendimentos Constantes. Rendimentos decrescentes. Tecnologia. Custo de oportunidade. Estruturas de mercado. Ação governamental. Escolha ótima: maximização do bem-estar. Equilíbrio do consumidor. Preço de reserva. Excedente do consumidor. Grupos de consumo. Elasticidade preço da demanda. Discriminação de preços de 1 o grau. Discriminação de preços de 2 o grau. Discriminação de preços de 3 o grau. Assimetria informacional. Assimetria consideracional 1.5 Metodologia Exposição dialogada e audiovisual dará suporte aos debates, estudos de caso, vivências, exercícios.

7 4 1.6 Critérios de avaliação O grau total que pode ser atribuído ao aluno obedecerá à seguinte ponderação:. 30% referentes às atividades em equipe realizadas em sala de aula;. 70% referentes à avaliação individual, sob a forma de trabalho de conclusão de curso, na modalidade resenha, a ser realizada após o término da disciplina. 1.7 Bibliografia recomendada KRUGMAN, Paul R & OBSTFELD, Maurice. Economia internacional: teoria e política. São Paulo: Pearson Addison Wesley, MANUAL DE ECONOMIA. Equipe de Professores da USP. 5 a ed. São Paulo: Saraiva, MENDES, Judas T. G. Economia: fundamentos e aplicações. São Paulo: Prentice Hall, MILES, David & SCOTT, Andrew. Macroeconomia: compreendendo a riqueza das nações. São Paulo: Saraiva, PINDYCK, Robert S. & Rubinfeld, Daniel L. Microeconomia. 5 a ed. São Paulo: Prentice Hall, SACHS, Jeffrey D. & LARRAIN, Felipe B. Macroeconomia. Ed. Rev. e atual. São Paulo: Makron Books, VASCONCELLOS, M. A. S. Economia: Micro e Macro. 2 a ed. São Paulo: Atlas, WESSELS, Walter. Microeconomia: teoria e aplicações. São Paulo: Saraiva, Curriculum resumido do professor Luís Fernando Brandão de Magalhães é mestre em Economia pela Universidade Federal Fluminense, mestre em Sociologia e Antropologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestre em Direito pela Universidade Iguaçu e Economista pela Universidade Estácio de Sá. Atualmente está cursando o MBA em Gestão de Pessoas na Universidade Salgado de Oliveira. Sua experiência profissional inclui empresas multinacionais (KPMG; Gillette do Brasil & Cia), empresas de economia mista (CDRJ) e associações de classe (ABECE), docência em cursos de graduação e pós-graduação em administração, ciências contábeis, direito, turismo, petróleo e gás e economia, bem como consultoria a empresas. Autor de artigos e trabalhos acadêmicos.

8 Introdução A palavra economia deriva do grego oikosnomos (de oikos = casa, e nomos = lei), o que literalmente significa administração de uma casa, ou Estado, que para ser executada deve vir norteada por uma norma jurídica. Economia é uma ciência social que estuda como o indivíduo e a sociedade decidem empregar recursos produtivos escassos na produção de bens e serviços, de modo a distribuí-lo entre as várias pessoas e grupos da sociedade, a fim de satisfazer as necessidades humanas, ou seja, economia também pode ser definida como a administração da escassez dos recursos de produção. Em qualquer sociedade, os recursos de produção são escassos; contudo, as necessidades humanas são ilimitadas, e sempre se renovam. Isso obriga a sociedade a escolher entre alternativas de produção e de distribuição dos resultados da atividade produtiva aos vários grupos da sociedade. O material busca servir de suporte e indicativo para o estudo de idéias, conceitos e teorias econômicas importantes dentro do contexto empresarial, principalmente para o processo de gestão e tomada de decisão. Partindo-se de uma análise tradicional e seguindo o princípio da racionalidade, o empresário sempre busca maximizar o lucro total, otimizando a utilização de todos os recursos que dispõe 1. Neste sentido a economia é uma ferramenta fundamental para agilizar e otimizar tal objetivo. 2.2 Sistema e visão integrada Sistemas econômicos Um sistema econômico pode ser definido como sendo a forma política, social e econômica pela qual está organizada uma sociedade. É um particular sistema de organização da produção, distribuição e consumo de todos os bens e serviços que as pessoas utilizam buscando uma melhoria no padrão de vida e bem estar. Os elementos básicos de um sistema econômico são: - Estoques de recursos produtivos ou fatores de produção: recursos humanos (trabalho e capital empresarial), o capital, a terra, as reservas naturais e a tecnologia; 1 Porém existem algumas correntes que dizem que o objetivo do empresário não é a maximização de lucro e sim fatores como aumento da participação das vendas ou maximização sobre os custos de produção, independente da demanda.

9 6 - Complexo de unidades de produção: constituídos pelas empresas; - Conjunto de instituições políticas, jurídicas, econômicas e sociais: são a base de organização da sociedade. Sistema Capitalista ou economia de mercado É aquele regido pelas forças de mercado, predominando a livre iniciativa e a propriedade privada dos fatores de produção. Sistema Socialista ou economia centralizada ou planificada É aquele em que as questões econômicas fundamentais são resolvidas por um órgão central de planejamento, predominando a propriedade pública dos fatores de produção, chamados nessas economias de meios de produção, englobando os bens de capital, terra, prédios, bancos e matériasprimas. Os bens de produção são de controle direto do Estado./ 2.3 Crescimento Econômico O crescimento econômico é um empreendimento de grande escala comparado às flutuações do ciclo de negócios e à outras questões econômicas. O ciclo de negócios é definido como flutuações em torno de uma tendência. O fluxo de negócios contribuem substancialmente para a volatilidade do PIB. Assim, podemos vincular o valor que as pessoas atribuem para evitar os ciclos de negócios com a forma como elas detestam a incerteza de curto prazo. Logo, a importância dos ciclos de negócios depende da volatilidade que eles produzem e de quanto a sociedade tem aversão à incerteza. Se o governo pudesse obter incrementos, mesmo pequenos, nas taxas de crescimento, os benefícios provavelmente ultrapassariam os da estabilização da economia contra as flutuações do ciclo de negócios. Pequenas mudanças nas taxas de crescimento produzem grandes efeitos por causa da força cumulativa. A combinação de capital físico com mão-de-obra gera produto na economia. Para explicar aumentos no produto ao longo do tempo ou diferenças no nível de produto entre os países devese, portanto, considerar as diferenças no estoque de capital, no fator mão-de-obra ou na eficiência com que as economias combinam capital e trabalho para gerar produto. Quatro elementos fundamentais:. Recursos humanos (oferta de trabalhadores, educação, disciplina, motivação);. Recursos naturais (terra, minerais, combustíveis, clima);. Formação de capital (máquinas, fábricas, estradas);. Tecnologia (ciência, tecnologia, gestão e iniciativa empresarial). Modelo de Crescimento de Solow O esquema de Solow atribui o crescimento econômico à acumulação de capital, ao crescimento da força de trabalho e a mudanças tecnológicas. Outro modelo desenvolvido por Solow, em 1956, para mostrar a relação entre poupança, acumulação de capital e crescimento, continua sendo o principal esquema teórico para a análise de tal relação. No esquema original de Solow, um aumento da poupança nacional resulta em um aumento temporário da taxa de crescimento e um aumento permanente do nível de renda per capita e da proporção capital-trabalho. A taxa de crescimento estável, contudo, não é influenciada pelo

10 7 aumento de poupança, porque o crescimento estável deve ser igual à taxa de crescimento da força de trabalho. OBS: O estado estável é a posição de equilíbrio a longo prazo. Nela o capital por trabalhador (k) atinge um valor de equilíbrio e permanece inalterado neste nível. Em conseqüência, o produto por trabalhador (q) também atinge um estado estável. Portanto, no estado estável, tanto k quanto q atingem nível permanente. Para que o estado estável seja atingido, a poupança per capita precisa ser igual ao alargamento do capital (alargamento refere-re à expansão da força de trabalho). Outro determinante crítico do desenvolvimento econômico e da renda per capita é a taxa de crescimento populacional (equivalente no esquema de Solow a taxa de crescimento da força de trabalho). Quando a economia está no estado estável, a taxa de crescimento da população tem duas conseqüências fundamentais: - uma taxa maior de crescimento da população provoca o aumento da taxa de crescimento estável porque, no equilíbrio a longo prazo, todas as variáveis agregadas (Q, K e L) aumentam à taxa do crescimento populacional a taxa de crescimento da população determina quanto da poupança será usado para o alargamento do capital. Em virtude do crescimento da força de trabalho, certa quantidade da poupança deve ser usada para equipar os novos trabalhadores com a mesma quantidade de capital que os outros já possuem. Quando a taxa de crescimento populacional aumenta, é preciso usar mais poupança, e isso provoca uma queda no nível de renda per capita no estado estável. Ou seja, maior taxa de crescimento populacional, com tudo mais constante, resulta em queda na renda per capita no estado estável. Crescimento versus Desenvolvimento Para que ocorra desenvolvimento econômico é necessário que além do crescimento quantitativo do produto, haja também melhoria qualitativa da qualidade de vida da sociedade. Esta melhoria pode ser verificada através de índices de desenvolvimento humano (IDH) tais como taxa de natalidade, taxa de mortalidade infantil, nível de educação, renda per capita, dentre outros. 2.4 Inflação Conceito Fenômeno geral de ajuste, por meio monetário, das tensões existentes em um conjunto socioeconômico, e que é caracterizada pela alta do nível geral dos preços e pela depreciação da moeda. Tipos de inflação - Inflação de demanda: refere-se ao excesso de demanda agregada em relação à produção disponível de bens e serviços na economia. É causada pelo crescimento dos meios de pagamento, que não é acompanhado pelo crescimento da produção. Ocorre apenas quando a economia está próxima do pleno-emprego, ou seja, não pode aumentar substancialmente a oferta de bens e serviços à curto prazo. - Inflação de custos: tem suas causas nas condições de oferta de bens e serviços na economia. O nível da demanda permanece o mesmo, mas os custos de certos fatores importantes aumentam, levando à retração da oferta e provocando um aumento dos preços de mercado. - Inflação inercial: é a aquela em que a inflação presente é uma função da inflação passada. Deve-se à inércia inflacionária, que é a resistência que os preços de uma economia oferecem às políticas de estabilização que atacam as causa primárias da inflação. Seu grande vilão é a

11 8 "indexação", que é o reajuste do valor das parcelas de contratos pela inflação do período passado. Obs: A inflação inercial não é mais um tipo de inflação e sim uma certa conseqüência "natural" de todo processo inflacionário. Esta inércia inflacionária pode ser entendida como se fosse um efeito de manutenção da taxa inflacionária. Entre todos os agentes de determinado segmento de mercado ou até mesmo da economia como um todo existe um efeito psicológico tendendo ao repasse das expectativas de inflação do momento para os preços de seu produtos. Isso provoca a manutenção da taxa de inflação em um determinado patamar ou até mesmo um crescimento acentuado tendendo para a hiperinflação. - Inflação estrutural: a corrente estruturalista supunha que a inflação em países em vias de desenvolvimento é essencialmente causada por pressões de custos derivados de questões estruturais como a agrícola e a de comércio internacional. Uma dificuldade que ocorre quando os índices de inflação tornam-se elevados é a observação do comportamento dos preços relativos. Isto quer dizer que a comparação do comportamento dos preços das diferentes mercadorias no decorrer do tempo passa a ser uma tarefa mais complicada, porque as diferenças entre os preços aumentam. Isto acontece, por exemplo, por causa de datas diferentes de reajuste. Um outro fator que leva a diferenças entre as trajetórias seguidas pelos preços no decorrer do tempo é a diferenciação do prazo dos reajustes. À medida que a inflação sobe, os prazos de reajuste dos preços vão diminuindo, porque os vendedores das mercadorias procuram manter a sua renda em comparação com o restante da economia. Por isso, caso não reajustassem seus preços por um período mais longo, perderiam participação no PIB, porque em média o seu preço estaria abaixo do praticado pelos demais agentes. Este comportamento defensivo também se manifesta no mercado financeiro, em que o prazo das operações vai diminuindo à medida que a inflação aumenta. O objetivo, nesse caso, é evitar que as operações corram um risco demasiado de serem corroídas por uma inflação maior ao final do contrato em comparação com as expectativas do início. Se a inflação subisse em relação ao esperado, quem emprestou os recursos teria uma perda, em termos reais, enquanto o tomador dos recursos pagaria menos que o inicialmente previsto pelos recursos que tomou emprestado. Para mensurar o rendimento real das operações, o seu rendimento total tem de ser comparado com a inflação do período. Quando as aplicações passam a ser efetuadas por prazos muito curtos, podem não mais existir medidas de inflação apuradas para este período. Isto quer dizer que com a elevação dos índices de inflação e conseqüente redução dos prazos, passa a ser necessária a estimação da inflação até em termos diários, para avaliar o comportamento dos preços. Isto é necessário não só porque as operações financeiras passam a ter prazos cada vez mais curtos, como também a maioria dos preços praticados na economia é reajustada mais de uma vez por mês. Apesar disso os índices de inflação continuam a ser apurados em bases mensais. A defasagem entre o período de coleta de preços e o período a que se refere o índice decorre do tempo destinado ao cálculo ou processamento dos dados levantados. A utilização do índice defasado como indexador é, na maioria dos casos, inviável. É útil, entretanto, para a verificação ex-post do comportamento efetivo de um determinado valor ou taxa nominal. Isto significa comparar o valor monetário observado com a inflação ocorrida no período. Este procedimento de utilizar os índices de inflação defasados é praticado usualmente pelo Banco Central do Brasil quando calcula o rendimento real dos ativos financeiros negociados no mercado. O indicador de inflação preferido pelo Banco Central é o IGP-DI, embora também sejam divulgados dados utilizando-se outros deflatores.

12 9 Hiperinflação É o aumento insistente de preços da economia. é tido também como um descontrole geral de preços. Segundo alguns conceitos, a hiperinflação se caracteriza quando a taxa mensal de inflação atinge 50%. Em economia, hiperinflação é uma inflação acima dos níveis adequados e fora de controle. O que ocorre é um encarecimento rápido dos produtos, recessão e desvalorização acentuada da moeda. O caso clássico conhecido é a crise econômica alemã (janeiro de 1919 e novembro de 1923) quando a inflação atingiu % (um trilhão por cento). Chegou-se ao ponto de queimar-se dinheiro em lareiras para aquecer-se contra os rigorosos invernos. Alguns especialistas também costumam dar esta classificação para a inflação brasileira poucos dias antes da vigência do Plano Collor. Principais Índices - IGP-10: Calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A metodologia de cálculo é idêntica à do IGP- M. Mede a variação dos preços entre os dias 11 do mês anterior e o dia 10 do mês de referência. - IGP-DI: Calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem metodologia idêntica à do IGP-M. Considera a variação dos preços dentro do mês de referência. - IGP-M: Calculado pela Fundação Getúlio Vargas, o Índice Geral de Preços do Mercado, é uma referência do mercado financeiro. Mede o comportamento dos preços entre famílias do Rio e de São Paulo, com renda mensal de um a 33 salários mínimos. É apurado entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência. É formado por três taxas: - IPA: Índice de Preços por Atacado que corresponde a 60% do IGP-M; - IPC: Índice de Preços ao Consumidor que responde por 40% do IGP-M total; - INCC: Índice Nacional de Custo da Construção que é 10% do IGP-M; - INPC: Índice Nacional de Preços ao Consumidor. É calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considera a variação dos preços em 11 regiões: Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Belém, Fortaleza, Salvador, Recife e Goiânia. Tem como base o orçamento de famílias com renda mensal entre um e oito salários mínimos. - IPC-RJ: Considera a variação dos preços na cidade do Rio de Janeiro. é calculado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas e toma por base os gastos de famílias com renda de um a 33 salários mínimos IPCA, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, calculado pelo IBGE, mede a variação da inflação nas famílias com rendimentos de até 40 salários mínimos mensais. Indexação Ato que consiste em ligar o valor de um capital ou de um rendimento à evolução de uma variável de referência (preço, produção, produtividade, por exemplo). Estabilidade Econômica Reúne três objetivos básicos, em que a atuação da Política Econômica é de importância vital: 1) manutenção do pleno emprego; 2) estabilidade geral de preços; 3) equilíbrio do balanço internacional de pagamentos.

13 10 Estagflação Situação econômica caracterizada pela conjunção de uma tendência à estagnação ou recessão seguida de inflação. Estagnação Pode ser compreendida como um fator resultante da demanda em particular (investimento, exportação, consumo, etc.), ou da atividade econômica em geral, e, portanto da produção. Expansão Situação de uma economia, em que os volumes da produção e da demanda apresentam índices de crescimento. 2.5 Oferta e Demanda Agregada Conceito Os conceitos de oferta e demanda agregada correspondem aos conceitos de renda nacional. Se de um lado o dispêndio corresponde a demanda agregada, por outro a produção corresponde à oferta agregada. A oferta agregada representa tudo o que foi produzido em um determinado período de tempo. A demanda agregada para a produção nacional é dada pelos dispêndios de 4 grupos de compradores finais: - consumidores; - investidores; - governo; e - estrangeiros (exportações). Portanto a demanda agregada é dada por: Yd = C + I + G + (X M), onde C são os gastos em consumo de bens e serviços finais, I são os gastos com investimento, G os gastos do Governo, X as exportações e M as importações. - Medidas restritivas < demanda agregada - Medidas expansionistas > demanda agregada Obs.: Podemos aumentar a demanda agregada, por exemplo, diminuindo a taxa de juros. Consumo Consumo: C = f(y) o consumo é notadamente função da renda Função Consumo: C=Co + cy C = Co (Consumo autônomo é aquele consumo que independe da renda das famílias). cy (propensão marginal a consumir é a variação no consumo a partir de uma dada variação na renda do consumidor/sociedade) Poupança agregada É a parcela da Renda Nacional que não é consumida no período: S = RN C

14 11 Função Poupança: S = - Co + (1-c)y Investimento É o aumento da capacidade produtiva na economia, através da aquisição de máquinas e equipamentos, instalações, etc. É o gasto com bens que foram produzidos, mas não foram consumidos no período, e que aumentam a capacidade produtiva da economia para o futuro. O investimento agregado é dado por: Investimento total = investimento em bens de capital + variação de estoques. - Determinantes do Investimento 1) Eficiência marginal do capital (EMC): quanto maior a eficiência marginal ou a taxa de retorno esperada desse capital, maior tenderá a ser o investimento em uma dada economia. 2) Taxa de juros Quanto maior a taxa de juros, menor tenderá a ser o nível de investimento das firmas em uma dada economia, pois elas poderão ganhar mais recursos financeiros no mercado de capitais, sem a totalidade de riscos que a empresa teria caso investisse. A relação entre a taxa de juros e a taxa de retorno é inversamente proporcional. 3) Riscos inerentes ao investimento O ato de investir por parte de uma empresa é altamente instável, tendo em vista a enorme gama de riscos que o empresário assume ao efetuar tal investimento. Ex. perda de recursos financeiros investidos, mudança na política econômica, crise política, etc. Renda Nacional É igual a renda total, mas como cada unidade monetária recebida como renda também é uma unidade monetária gasta, a renda nacional também é igual ao dispêndio total. Renda Nacional é o total de pagamentos feitos aos fatores de produção que foram utilizados para a obtenção do produto nacional. Despesa Nacional é o gasto dos agentes econômicos com o Produto Nacional. Assim, apresenta o mesmo valor do produto nacional, só que medido pela ótica de quem comprou o produto. Refere-se apenas às despesas com bens e serviços finais. Se encararmos a renda nacional como dispêndio total teremos: Renda Nacional = C + I + G + (X-M) Onde C é consumo total, I é o investimento total, G são os gastos do governo, X as exportações e M as importações. Mas se a renda nacional for vista nos termos em que é alocada, nesse caso ela é consumida, poupada ou taxada: Renda Nacional = C + Poupança + Impostos líquidos Desta forma verificamos a seguinte identidade: Produto Nacional = Renda Nacional = Despesa Nacional A Despesa Nacional é dada pelo somatório das: despesas de consumo + despesas de bens de capital + despesas de Governo + despesas líquidas do setor externo Produto Interno Bruto (PIB) Valor de mercado da produção final feita dentro das fronteiras de uma nação. O Produto Interno Bruto (PIB) é o somatório de todos as mercadorias e serviços finais produzidos dentro do território nacional num dado período de tempo, valorizados a preço de mercado, sem levar em consideração se os fatores de produção são de propriedade de residentes ou não-residentes. Entretanto, para produzir o PIB, utilizamos fatores de produção que pertencem a não-residentes, cuja remuneração é remetida a seus proprietários no exterior, na forma de juros, lucros e

15 12 royalties. Os juros representam o pagamento pela utilização do capital monetário externo; as remessas de lucros são a remuneração pelo capital físico de propriedade das empresas estrangeiras instaladas no país; e os royalties representam o pagamento pela utilização da tecnologia estrangeira. Também existem residentes que possuem fatores de produção fora do país e recebem, portanto, renda do exterior (extração de petróleo pela Petrobrás, grandes construtoras brasileiras no exterior etc.). Somando ao PIB à renda recebida do exterior e subtraindo a renda enviada ao exterior temos o Produto Nacional Bruto (PNB), que é a renda que efetivamente pertence aos nacionais, aos residentes do país. Temos então: PNB = PIB + Renda recebida Renda enviada ao exterior A diferença entre a renda recebida e a renda enviada ao exterior é chamada de renda líquida do exterior (RLE). Temos então: PNB = PIB + RLE No Brasil, como a renda enviada supera a renda recebida, a diferença é chamada de renda líquida enviada ao exterior. Então, o PIB é maior que o PNB, o que significa que utilizamos mais os serviços dos fatores de produção estrangeiros do que o contrário. PIB Nominal e PIB Real: Quando comparamos os valores do PIB em períodos diferentes, eles incorporam o aumento da inflação. Para tirarmos o efeito da inflação, precisamos desinflacionar esses valores, transformando valores nominais em valores reais ou deflacionandos. Daí surge a diferença entre PIB nominal e PIB real. - PIB Nominal: É o PIB medido a preços correntes, do próprio ano. Quando comparamos os valores do PIB Nominal entre dois anos, não sabemos diferenciar qual a parcela deve-se ao aumento de preços e qual deve-se à da quantidade física. - PIB Real: Para medir o crescimento do produto físico temos de supor que os preços mantiveram-se constantes entre os dois anos. O PIB Real é o PIB medido a preços constantes de um dado ano qualquer, chamado ano-base. Os preços ficam fixados nesse ano, como se a inflação fosse zerada a partir de então. 2.6 Setor Externo Política Cambial - Taxa de Câmbio valor da moeda nacional em relação à moeda de referência. Ex. R$ 2,18 -> 1US$ - Divisas Cambiais É o estoque de outras moedas nacionais em poder de um determinado país. No Brasil as principais divisas cambiais em poder do Banco Central são: dólar americano, euro e yen. A taxa de câmbio, quando não existe uma intervenção direta da autoridade monetária, é formada pelos movimentos de oferta e demanda de divisas. - Oferta de divisas (entrada de US$ no Brasil): Empréstimos recebidos do exterior, exportações, turistas estrangeiros em nosso país,etc. - Demanda de divisas (saída de divisas cambiais do país): Pagamentos de empréstimos e financiamentos contraídos no exterior, turismo efetuado por brasileiros no exterior, importações de mercadorias, etc. Quando há a desvalorização cambial: tendência de uma oferta de divisas < demanda por divisas.com isso, ocorre um enfraquecimento da moeda nacional em relação aquela de

16 13 referência.um dos agentes econômicos beneficiados são os exportadores nacionais de mercadorias. - Valorização cambial: tendência de uma oferta de divisas >demanda de divisas. Com isso, ocorre um fortalecimento da moeda nacional perante aquela de referência.isso tende a beneficiar agentes econômicos como os importadores. Política Comercial - Determina a relação comercial entre um país e o resto do mundo; - Instrumentos de Política Comercial; - Conjunto de medidas que o país utiliza para facilitar ou dificultar a entrada de mercadorias; Política Protecionista dificulta a entrada de mercadorias no país, podendo ser motivada no sentido de proteger o mercado interno. Política Liberal facilita a entrada de mercadorias no país, podendo ser motivada para ampliar a concorrência no mercado interno. - Barreiras Tarifárias alguns produtos que, para entrar no país, têm de pagar tarifa. Essa tarifa pode ser elevada ou reduzida para dificultar ou facilitar a entrada dessas mercadorias. Elas podem ser fixas ou ad valorem: Fixa - Independe do preço do bem; valor constante fixado pelo governo na entrada da mercadoria. Ad Valorem O valor arrecadado pelo governo é obtido a partir de um percentual que incide sob o preço do bem ou mercadoria importada. Observações: Alguns países podem implementar e de fato impõem impostos sobre as exportações de mercadorias.um dos principais objetivos de tais impostos que, normalmente, dificultariam a saída da mercadoria em questão -, seria o de evitar o desabastecimento no mercado interno do país exportador. - Barreiras Não Tarifárias todos os instrumentos (menos a tarifa ou imposto) que são usados para facilitar ou dificultar a entrada de produto importado no país (geralmente significa bloqueios). - Cotas de importação Limitação na quantidade de produtos que entrarão no país. - Barreiras fitossanitárias Utilizam mecanismos que buscam proteger a população do país importador de produtos que possam prejudica-la. Ex.:Proibição da importação de carne bovina de alguns países por temor da doença denominada mal da vaca louca. - Barreiras ecológicas Buscam impedir o acesso de mercadorias que prejudicam o meio ambiente do país importador. Ex. proibição da importação de pneus usados ou somente permitir a entrada de produtos que disponham do selo verde, ou seja, produtos ecologicamente corretos. - Dumping social (prática desleal de comércio) O preço do produto que é importado torna-se reduzido, não somente em função da empresa produtora ser competitiva, mas porque os trabalhadores que fabricam esse produto não possuem condições mínimas de trabalho, bem como recebem reduzidos salários ou são submetidos a um número excessivo de horas de trabalho. Para simplificar a análise, vamos considerar que M representa o conjunto de bens cuja produção interna, no nível de preço internacional (P*m), seja insuficiente para atender à demanda interna. Se houver liberdade de comércio, haverá importação de M porque o país tem desvantagem comparativa na sua produção. Por outro lado, X representa o conjunto dos bens em que o país tem vantagens comparativas, pois, ao preço internacional (P*x) e liberdade de comércio, geramse excedentes para exportação. A análise levará em conta os efeitos da política comercial sobre o mercado de produtos M e X. Figura 1 Desequilíbrios de mercado no setor externo

17 14 Excesso de demanda no mercado de M Excesso de oferta no mercado de X Preço S Preço Exportação S P*x P*m Importação D D 0 Quantidade 0 Quantidade Tarifas O imposto sobre importações, que é denominado tarifa, é cobrado quando a mercadoria entra no país. Pode ser específico, ad valorem ou misto. O mais utilizado é o ad valorem, principalmente pela maior facilidade de administração. Atualmente, em termos médios, a tarifa fixada pelas economias desenvolvidas situa-se em torno de 5%. Para os países com participação expressiva no comércio internacional, o principal objetivo das tarifas é oferecer vantagens ao produtor interno frente à concorrência estrangeira, mas acaba gerando várias outras alterações na economia. Sob um regime de liberdade de comércio, o preço de M é P*m, o que leva os fornecedores internos a ofertar Q0, enquanto os consumidores demandam Q1. A esse preço, a produção é insuficiente para atender à demanda e a diferença é suprida pela importação da quantidade Q1 Q0. A receita pública é nenhuma. Figura 2 - Efeitos da tarifa sobre o mercado de M Preço S Pm P*m Pe T } Tarifa D 0 Q0 Q2 Q3 Q1 Quantidade Com a tarifa, o preço seria Pm, a quantidade produzida Q2, a quantidade demandada Q3 e a importação Q3 Q2. A recita pública igual a área T.

18 15 Como partimos de uma situação de total liberdade de comércio, então o preço internacional de M é igual ao preço do mercado interno. Com a introdução da tarifa t sobre a importação de M alterará seu preço interno, tornando mais elevado do que o preço internacional. Então: Pm = (1 + t)p*m Resumindo, introduzindo a tarifa, aumenta a produção nacional e diminuem a importação e o consumo do produto protegido. Contabilidade social É o registro contábil da atividade produtiva de um país, durante um determinado período de tempo. A Contabilidade Social procura medir os principais agregados econômicos a partir de valores já realizados. - Sistemas de contabilidade social Os principais são o Sistema de Contas Nacionais (Sistema ONU) e o Matriz de Relações Intersetoriais. - Sistema de Contas Nacionais Tal qual a contabilidade privada, os Sistemas de Contas Nacionais utiliza o método de partidas dobradas. Não se consideram as transações com bens ou serviços intermediários. - Matriz de Relações Intersetoriais Considera as transações intermediárias, permitindo analisar relações econômicas entre vários setores de atividade. É mais complexo e completo do que o Sistema de Contas Nacionais. - Princípios básicos das contas nacionais Consideram apenas transações com bens e serviços finais; Mede-se apenas a produção corrente do próprio período; As transações são definidas ao longo de um determinado período de tempo; Não são considerados os valores das transações puramente financeiras, pois não representam diretamente acréscimos do produto real da economia; A moeda é apenas um padrão de medida - Balanço de Pagamentos Registro de todas as transações econômicas entre residentes e não residentes de um país em um determinado período de tempo. Ex.: Empréstimos entre residentes e não residentes de um país, importações e exportações, etc. Residentes: Pessoas físicas nascidas no país; Estrangeiros com residência fixa no país; Pessoas físicas temporariamente ausentes do país (ex.: pessoas que estudam em outros países, funcionários de embaixadas); Pessoas Jurídicas sediadas no país (ex: empresas que possuem representação no Brasil, Ex: a empresa Volkswagem do Brasil importa algo de sua matriz na Alemanha. Tal importação será contabilizado no balanço de pagamentos). - Estrutura do Balanço de Pagamentos Principais contas presentes no Balanço de pagamentos): A) Balança Comercial (exportação importação) Se o país possui um valor exportado superior ao importado tem um superávit e se apresenta um valor importado maior possui um déficit.é o registro das operações de entrada e saída de mercadorias de um país. - (X-M) ou Saldo da Balança Comercial Dentre outros possíveis determinantes, destacam-se: Determinantes das exportações: - Nível de renda no resto do mundo. - Evolução da Taxa de câmbio.

19 16 - Determinantes das exportações: - Nível de renda no próprio país. - Evolução da Taxa de câmbio. B) Balança de Serviço (pagamentos de serviço) Pagamento pela utilização de serviços. Ex: pagamentos de royalties (uso de alguma tecnologia de domínio ou patenteada por outra empresa ou país), fretes, seguros, viagens internacionais, juros da dívida externa. C) Transferências Unilaterais Doações ou ajuda humanitária a determinados países sem a necessidade de contrapartida dos mesmos, bem como o envio de recursos por parte de residentes temporariamente fora do país. (ex.: calamidades públicas, envio de recurso por parte de residente que estejam trabalhando temporariamente em um outro país). Balanço de transações correntes1) / ou Saldo em Conta Corrente (resultado líquido das contas 1+2+3) - Saldo negativo: poupança externa positiva - Saldo positivo: poupança externa negativa D) Movimento de Capitais Autônomos /ou balanço de Capitais Autônomos (transações monetárias) - Investimentos diretos líquidos Ex: Instalação de firmas estrangeiras no país - Empréstimos e financiamentos (Ex:Financiamento de bancos estrangeiros de curto e longo prazo) - Reinvestimentos (Ex: Reinvestimento de uma firma estrangeira já instalada) - Amortização (Ex: Pagamento de empréstimos e financiamentos) - Outros Capitais (capitais especulativos, de curto prazo, aplicados no mercado financeiro) E) Erros e Omissões Conta residual que é utilizada caso ocorram discrepâncias entre os resultados apurados no saldo do balanço de pagamentos e aquele apresentado na conta de movimentação dos recursos financeiros. Saldo do Balanço de Pagamento (resultado líquido da soma da conta ) - Saldo negativo: déficit (saíram mais divisas de um país do que aquelas que ingressaram). - Saldo positivo: superávit (entraram mais divisas no país em relação aquelas que saíram). Movimento de Capitais Compensatórios (= -7) Registra a movimentação de haveres entre residentes e não residentes. Esta conta exerce função similar àquela exercida pela conta caixa na contabilidade tradicional de empresas e instituições bancárias. 2.7 Setor Público Gastos Governamentais Tais gastos podem ser divididos em: Custeio: gastos com a manutenção da máquina pública. Ex. pagamento de salários, manutenção das instalações públicas, pagamento de juros, etc. Investimento: construção de obras públicas. (X-M) ou Saldo da Balança Comercial O Setor Público

20 17 O setor público é composto pelos governos central estaduais e municipais e as empresas públicas (incluindo as federais estaduais e municipais); o governo central inclui o governo federal o sistema de previdência social e o Banco Central do Brasil (BCB). - Resultado primário Define-se o resultado primário cumulativo do setor público consolidado como a soma dos resultados primários cumulativos das várias entidades que compõem o setor público. Em qualquer mês específico o resultado primário do setor público consolidado é medido em reais (R$) brasileiros e representa o total de juros líquidos menos as necessidades de financiamento do setor público consolidado conforme a definição de setor público acima. Para os títulos do governo indexados ao câmbio a taxa de juros é a variação acumulada do dólar dos EUA frente ao R$ mais a taxa fixa do cupom. A taxa fixa do cupom se aplica ao valor nominal dos títulos revalorizados pela taxa de variação do dólar dos EUA frente ao R$ a partir da data de emissão até a data relevante. Para qualquer mês específico define-se as necessidades de financiamento do setor público consolidado como a variação da dívida interna líquida nominal pendente mais a variação da dívida externa líquida convertida em R$ à taxa média efetiva de câmbio R$/US$ do período. O estoque da dívida interna indexada ao dólar é revalorizado ao fim de um dado mês para refletir qualquer variação no valor do real frente ao dólar americano ocorrida naquele mês. Acrescenta-se o produto do processo de privatização no período a esses resultados; valores correspondentes a reconhecimento de passivos não registrados no período são subtraídos desses resultados. O resultado primário cumulativo a partir de 1º de janeiro de 1999 até a data relevante é a soma dos resultados primários mensais do setor público consolidado para o referido período. - Orçamento do governo e a conta corrente Integrando o setor público na análise da conta corrente temos a seguinte equação: CC = (Sp + Sg) (Ip + Ig) = (Sp - Ip) + (Sg Ig) = (Sp - Ip) DEF Assim a conta corrente é igual ao superávit financeiro privado (Sp Ip) menos o déficit orçamentário. A equação acima sugere que há uma relação entre o tamanho do déficit orçamentário do governo e o saldo da conta corrente. Se o superávit privado permanecer constante, um aumento do déficit orçamentário esta associado a uma redução na conta corrente. Portanto, o FMI normalmente recomenda uma redução do déficit público para resolver o problema de um déficit da conta corrente. Depois de somarmos a poupança pública a poupança privada, podemos definir a poupança nacional total, como PIB (Y) menos o consumo público mais o privado (C + G). Assim podemos descrever a conta corrente por: CC = S I = Y - (C + G + I) o que indica que a conta corrente é a diferença entre renda e absorção, mas a absorção agora é definida de forma que inclua o consumo e o investimento governamental. 2.8 Questão Social A queda das barreiras comerciais e a integração dos mercados fizeram com que todas as organizações se voltassem a uma nova realidade, que implicou na atuação numa escala de competição sem precedentes. Tal situação levou a uma modificação no relacionamento entre empresa e sociedade que por sua vez está gerando efeitos consideráveis no modo como as empresas obtêm seus lucros.

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