BRASILIAN OPEN UNIVERSITY MBA EXECUTIVO EMPRESARIAL EM GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS THIELE DA COSTA MULLER

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "BRASILIAN OPEN UNIVERSITY MBA EXECUTIVO EMPRESARIAL EM GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS THIELE DA COSTA MULLER"

Transcrição

1 BRASILIAN OPEN UNIVERSITY MBA EXECUTIVO EMPRESARIAL EM GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS THIELE DA COSTA MULLER Trabalho monográfico apresentado como requisito parcial para conclusão do curso de MBA em Gestão de Recursos Humanos apresentado a ESAB Escola Superior Aberta do Brasil, sob orientação da prof.ª Beatriz Gobbi VITÓRIA ES 2006.

2 2 A todas as mulheres, não como classe, mas como singulares que são, que me instigaram a pesquisa e me trouxeram questões. À minha mãe, que me deu a vida, o dom de voar, a liberdade, a ausência/ presença, o silêncio e a palavra, que mais do que respostas, questões; uma figura que me deu referência para assumir uma posição feminina.

3 3 Agradecimentos Agradeço a todas as mulheres e homens da minha família, que foram a base para que eu pudesse pensar nas posições dos gêneros no trabalho, na família e na vida social. Aos meus colegas de trabalho, que sempre estiveram dispostos a ouvir tanto as reclamações como também as coisas boas. As entrevistadas que, sem elas não teria a possibilidade de efetuar a pesquisa, e que tão prontamente aceitaram o convite para falar um pouco de suas individualidades. As pacientes, que com suas riquíssimas histórias de vida, me permitiram fazer os estudos de casos.

4 4 Entretanto as mulheres mudam de lugar transbordam da casa para a rua se conscientizam se protagonizam se deslizam para fora do lar A família tonteia cambaleia parece que vai cair Os homens estão confusos estão perdidos ou surpreendidos Perguntam o quê! Graciela Rahman

5 5 Sumário 1. Introdução Justificativa Problematização 8 2. Referencial Teórico 9 3. Metodologia A posição feminina a partir de casos clínicos e entrevistas Considerações finais Bibliografia Bibliografia referenciada Bibliografia consultada Anexos 40

6 6 1. INTRODUÇÃO Levando em consideração que na monografia de graduação do curso de Psicologia abordou-se a feminilidade em: Uma breve leitura acerca das questões: o que quer uma mulher? e a mulher não existe, pretende-se neste momento de especialização aprofundar esta temática, porém, pesquisando sobre o papel da mulher pelo viés do lugar que esta ocupa enquanto sujeito produtivo e engajada no mundo do trabalho. Pretende-se, assim fazer uma leitura da mulher enquanto filha, esposa, mãe, dona de casa e profissional de empresas, escolas, hospitais, estabelecimentos bancários e outras instituições e de como esta circula nestes espaços como profissional e instituída de subjetividade e histórias pessoais. No estudo realizado anteriormente abordou-se apenas a visão psicanalítica através de uma escuta clínica, neste momento, de pós-graduação, pretende-se aliar a primeira escuta a uma nova visão, a administrativa. Os dados serão coletados através de visitas a empresas que contam com profissionais do sexo feminino e, que possam auxiliar nesta pesquisa através de suas subjetividades pessoais. A pesquisa se movimentará a partir de estudos de casos realizados através da escuta clínica, de mulheres que trazem em sua fala a queixa de que o poder sempre é ocupado por homens mas quem executa as tarefas é a mulher ou ainda, mulheres que na sua fala ou no seu silêncio denunciam a castração sofrida por seus maridos que afetuosamente consideram-nas incapazes de realizar tarefas além de lavar, passar e cuidar dos próprios filhos, podendo estar implícito nesta proibição o ciúme ou o medo do homem em perder o lugar legalizado de provedor e dominador que vêm ocupando por tantas décadas. A seguir, realizar-se-á a pesquisa de campo, com mulheres profissionais, para a qual utilizar-se-á uma entrevista semi-estruturada com questões abertas que com certeza trará novos olhares para esta problemática. A análise deste material será realizada através da análise do discurso das entrevistadas com abordagem qualitativa.

7 7 1.2 Justificativa O estudo deste tema justifica-se na tentativa de trazer questionamentos referentes a mulher em sua feminilidade, a partir das inúmeras transformações históricas ocorridas em seu papel social. Por transformações históricas, considera-se o declínio do patriarcado, a igualdade de direitos entre homens e mulheres, a querela das mulheres ou, a guerra dos sexos fenômeno que ocorreu no final do século XVI e início do século XVII, o advento do uso de anticoncepcionais na década de 1960 fazendo com que se tornasse possível desvincular a idéia de relação sexual da concepção de maternidade, o movimento feminista da década de 1970 e as conseqüentes discussões sobre gênero, fatos estes, que suscitam a análise dos casos em estudo e, pensar na realidade vivida por milhares de mulheres, nas mais diversas situações dentro de sua família, de seu trabalho e de sua subjetividade. Como já foi dito, a questão da feminilidade vem sendo pesquisada desde a graduação em Psicologia, desta vez torna-se pertinente pensar como as instituições estão escutando esta fala tão presente nos dias atuais. Fala das mulheres que ao trabalhar em diferentes ramos, nunca deixa esquecida a sua trajetória histórica. A relevância em estudar este tema se encontra na importância de criar hipóteses a partir de tudo que a mulher construiu e modificou na história em relação ao seu posicionamento social. Pois o trabalho da Psicologia não inicia e tem seu término na clínica, mas se torna interessante quando pode também escutar os colaboradores das organizações e poder fazer uma leitura do sintoma que além de ter sua base histórica, também terá seu foco na gestão de recursos humanos. Direcionar a escuta para o gênero feminino, e poder coletar informações a fim que se entenda e colabore com esta posição tão em foco atualmente devido a todas as mudanças ocorridas que a envolveram e foram envolvidas por ela. Vive-se em um mundo de constantes transformações, historicamente a mulher, em sua caminhada social, vem sofrendo transformações relacionadas aos seus papéis sociais. Será abordado nesta pesquisa o que muitas vezes é visto como vitórias e

8 8 tantas outras ainda como desigualdade, ou seja, a vitória da mulher poder mostrar através de seu trabalho o potencial que possui, e ao mesmo tempo os impasses existentes por ainda não conseguir direitos trabalhistas iguais aos homens na prática. 1.3 Problematização O problema que orienta esta pesquisa é a relação da mulher com o trabalho, ou seja, com sua profissão, e como esta está vivenciando e percebendo este setor de sua vida. Enfocando este problema com um olhar além de psicológico, também administrativo. Como estão sendo percebidas as realizações das tarefas exercidas por mulheres, os cargos ocupados pelas mesmas, e o salário destas em relação às funções exercidas? O que problematiza esta pesquisa, é poder direcionar um estudo que possa dar conta de como a mulher encontra-se posicionada profissionalmente em um olhar institucional, depois de todas as transformações históricas citadas, e depois de todo seu percurso histórico e individual.

9 9 2. REFERENCIAL TEÓRICO Fazer uma visita histórica a uma nação, é permitir-se problematizar suas estruturas e suas formas de organização. Poder investigar as particularidades dos principais sujeitos e atores sociais é um bom início de pesquisa. Tudo tem sua origem, sua criação, seu nascimento, e começar do início é o percurso que melhor solidifica um trabalho. Por isso, busca-se no livro Brasil 500 Anos: a construção de uma nova nação os fatos e valores que dão significado às ações humanas, buscando na história as causas dos atuais fatos, ou seja, as conseqüências da posição profissional e social da mulher. Ana Maria Colling inicia seu texto A mulher na construção do Brasil, com a seguinte pergunta: Afinal, elas existiram? (p.118). A mulher existe e existia sim, segundo o Mito da Criação, Deus criou o homem, protótipo da espécie humana, e logo, com uma parte deste, criou Eva, a mulher. Mas então por que o descaso para com este ser, no momento de contar a história do Descobrimento do Brasil?...Quando estudamos a história do Brasil, dos primeiros séculos, nos deparamos com silêncios que ocultam sujeitos. Uma história masculina onde não há espaços para mulheres. Ao lado de Pedro Álvares Cabral, Pero Vaz de Caminha, Bispo Sardinha (...) encontramos raríssimas representantes do sexo feminino, que quando aparecem como rainhas ou santas perdem a identidade de gênero. A impressão que a historiografia transmite é de que a história brasileira foi trilhada somente por varões, como se isso fosse possível. (COLLING, 2000, p 118) Muitas das mulheres que também escreveram a história brasileira, permanecem no esquecimento, e outras tantas nem se quer foram registradas, mas fica a certeza de que as mulheres foram parte fundamental na história do Brasil. Na publicação da Encíclica Pacem In Terres, o Papa João XXIII traz o rompimento da doutrina tradicional, da Igreja, da hierarquia entrlze os sexos na vida familiar e a conseqüente submissão da mulher ao marido (COLLING, 2000, p.123). Posteriormente, em Mulieris dignitatem, a Igreja, através do Papa João Paulo II, vem pedir perdão pelos

10 10 erros cometidos no passado (COLLING, 2000, p.121), remetendo-se a inúmeras injustiças cometidas contra as mulheres. Entre as injustiças figura a queima às bruxas durante a Inquisição que sacrificou a vida de milhares de mulheres num processo muito mais político que religioso. A caça às bruxas era dirigida às mulheres que se desviavam da norma e questionavam com seu saber a estrutura do sistema feudal patriarcal. (COLLING, 2000, p. 121) Porém, além destas injustiças físicas cometidas fica uma herança eterna, e ainda mais prejudicial, o mito do paraíso, que tendo atravessado séculos ainda nos dias de hoje deixa suas conseqüências, que fez realidade do discurso simbólico e metafórico da criação do mundo. Segundo Strey (2000, p.10) O presente apresenta sérias evidências de que as conquistas femininas são mais aparentes do que substanciais., mas quais são as conquistas que as mulheres almejavam?, isso traz a tona questões como o que quer uma mulher, dúvida esta que impulsionou Freud a analisar as mulheres em sua clínica e pesquisar sobre o tão misterioso querer feminino. Antes de falar sobre o pensamento freudiano, é pertinente que se explique o por quê da relação das conquistas femininas serem apenas aparentes em sua maioria. De acordo com Ammann (1997, p.89), atualmente, os organismos internacionais comprovam que, na quase totalidade do planeta, as mulheres trabalham mais do que os homens e que grande parte de seu trabalho permanece ignorado, porque excluído da classificação do Produto Nacional Bruto. Fala-se neste momento então em conquistar lugares ou de conquistar mais atividades? Qual seria o querer da mulher? Freud em seus estudos chegou a confessar que apesar de seus 30 anos de estudo da alma feminina, esta foi uma questão que ficou sem resposta, pois as mulheres procuravam sim o que lhes faltava, o pênis, com isso Freud começa a estudar sobre a inveja do pênis. Porém, no pensamento de Fonseca (2000, p. 27) As formas de ser homem e mulher têm-se incluído no que se pode denominar de formações históricas, ou seja, devem ser circunstanciadas ao espaço e ao tempo em que se manifestam, definindo-se, portanto, como construções sociais e históricas particulares de sujeitos femininos e masculinos.

11 11 Pensar na mulher moderna, seria um dos pontos para iniciar esta pesquisa, já que se buscará o sentimento das mulheres enquanto seres profissionais e sociais que são. Zuwick (2000, p. 34 e 35) auxilia neste aspecto quando diz: (...) mulher moderna, que circula com maior desenvoltura pelo mundo público, que conquista degraus em sua carreira, que é capaz de ser uma pessoa com identidade própria sem necessária referência quanto ao seu estado civil ou número de filhos. Ao mesmo tempo, não se sente muito à vontade com sua independência. Receia tomar decisões econômicas de maior vulto, ainda vacila diante de certos desafios profissionais quando se sente dividida entre a dedicação à carreira e à família. Pergunta-se freqüentemente sobre a validade de tantos esforços, a sobrecarga cotidiana de administrar a casa, cuidar dos filhos e procurar ser uma boa companheira (ou boa esposa?) e enfrentar as tarefas do trabalho. Não seria melhor acomodar-se aos antigos modelos das avós, tias, de sua própria mãe às quais a vida parecia tão mais tranqüila, sem o temor que geram os riscos e as mudanças? Esta mulher moderna, necessita, para além de ocupar todos os lugares, de homens que também as apóiem em suas decisões, não querem estar sozinhas, pois a independência inúmeras vezes traz a tona este sentimento de solidão. Talvez seja o momento de pensar e questionar o subterrâneo de si mesmas, deixar o querer destas mulheres falar, e se estar pronto para escutá-las.

12 12 3. METODOLOGIA A metodologia utilizada será inicialmente uma pesquisa bibliográfica, para poder construir uma base onde o trabalho se alicerçará. Partindo do trabalho monográfico da graduação em Psicologia (realizado em 2004), sair-se-á de uma visão puramente psicológica com a finalidade de unir esta visão com uma visão administrativa, mais direcionada para os recursos humanos do gênero feminino nas instituições. A partir de então, começará um levantamento dos conhecimentos da pesquisadora, utilizando-se de casos observados no Estágio de Psicopatologia e no Estágio de Clínica, os quais foram todos acompanhados, em todos os momentos, por supervisões (2003/2004). A fim de que mais tarde, parta-se para uma pesquisa a campo, onde a população será mulheres de gênero feminino que lidam com questões além de pessoais, também sociais e profissional, que trabalham na Prefeitura Municipal de Panambi RS, no Departamento de Assistência Social, e também em uma ONG, no Centro Estadual de Defesa dos Direitos Humanos CEDIRH Cruz Alta -RS, locais estes em que já existem oportunidades de observação da pesquisadora. A técnica de coleta de dados será a observação simples, com entrevista focalizada, estruturada e face a face, contará com sete entrevistadas e se realizará no mês de junho deste ano.

13 13 A POSIÇÃO FEMININA A PARTIR DE FRAGMENTOS DE CASOS CLÍNICOS E ENTREVISTAS. Igualmente como a cem anos atrás, mulheres continuam a procurar consultórios de analistas. E mais, parece que o motivo não mudou, pelo menos aparentemente. Continua sendo a posição feminina frente ao social e profissional. A mulher, ao ser interrogada a cerca de seu desejo, não mais se disponibilizará a moldar-se na posição de objeto. Assim, a mulher escapa da posição passiva. Uma das instituições centrais, atualmente, na vida dos indivíduos é o trabalho. Agora, basta saber como isto se dá para a mulher, que depois de tantas transformações em seus papéis, chegou ao mundo contemporâneo tomada também por este exercício, o trabalhar fora do lar.... já não é possível negar que as mulheres estão no mundo do trabalho, dispostas a conquistar seu lugar nesse que é um dos espaços sociais mais valorizados frente a outros de valorização decadente. E desde há muito, trabalho, para quase todos, é mais ou menos sinônimo de emprego. (STREY, 1997, p ) Mesmo que o emprego esteja se tornando um bem escasso, o que é de extrema importância não está na atividade que é desenvolvida, mas sim está para as relações sociais que a inclui. Parte-se daí a questão de que é ou não inevitável o conflito, se é que se pode chamar de conflito, a posição em que a mulher encontrase, de estar com um pé na instância familiar e outro na profissional. Sabendo-se que o trabalho doméstico não abrange a possibilidade de medir a posição social e econômica que a mulher exerce, pois mesmo com tantas mudanças, em relação a este aspecto, a profundidade que poderia estar se repensando deixa a desejar.

14 14 A mulher como sujeito de seu destino, com identidade própria, como alguém que dá conta do seu desejo ainda hoje, na sociedade em que vivemos, com toda a modernidade e desenvolvimento tecnológico, industrial, educacional e cultural, podese afirmar que em diferentes camadas sociais, esta mulher é ainda um ser em produção. Isto é possível constatar no discurso clínico onde a mulher busca através da fala relatar a sua angústia por ainda permitir sentir-se em estado de repressão. Para Lacan, a mulher não existe, e será este não existir que fará surgir um ideal, possibilitando assim buscar uma identificação ou produção de uma identidade feminina. Segundo a teoria lacaniana, a mulher não existe enquanto classe, elas não podem ser contadas como um conjunto. A escritura referente à feminilidade não apresenta um discurso fechado, e isto impede que se constitua uma classe de mulheres; não existe uma classe feminina como há na ordem do masculino. As mulheres são únicas e só podem ser contadas uma a uma. Não há mulher artigo definido para designar o universal, pois não há nela um significante que lhe seja específico. (VALDIVIA, 1997,p.23). Tendo como referência a busca de uma identificação, que será pensada as diversas maneiras em que a mulher se apresentará na atualidade. Kehl (1996) relata sobre a Casa de Bonecas de Henrik Ibsen (1879), onde Nora, uma encantadora e deliciosa mulher sempre procurou a felicidade na vida familiar, em uma vida estritamente doméstica: A Nora da Casa de Bonecas é uma dona de casa obediente ao marido, infantil, encantadora, deliciosa deliciosa porque infantil -, apelidada pelo marido amoroso com uma série de nomezinhos também infantis: cotovia, esquilinho, ave canora. O que nos encanta em Nora é que, apesar de sua completa ignorância sobre as coisas do mundo, ela exibe um imenso desejo de ser feliz. Mas o que é ser feliz, no caso dela? Ibsen nos descreve aqui os signos da felicidade doméstica; para Nora, a felicidade consiste no aconchego, na paz, na companhia dos filhos, na ausência de preocupações, no amor familiar. Familiar. O lar e a intimidade são os dons que a mulher oferece ao homem, junto com o convite a uma retira do mundo que é tão sedutora quanto a morte. (KEHL, 1996, p ) O relato nos mostra uma mulher para a qual o espaço do lar consiste na proteção de uma felicidade desejada, porém, Nora terá que enfrentar outra realidade quando para salvar o pai e o marido gravemente enfermos consegue empréstimos com um agiota, falsificando a assinatura do marido. O pai morre e o marido é curado. O crime de Nora é descoberto e o agiota ameaça Nora de chantagem. Para Nora, no

15 15 entanto, ela não cometeu crime algum, pois o que fez foi para salvar sua família, teria ela nobres motivos. Para a lei, no entanto, Nora não tem senso moral, não vive de acordo com a ética social. Fato este que sendo levado ao conhecimento do marido, leva-o a rejeitá-la e a abandona acusando-a de pensar como uma criança insensata. Nora espera o milagre de amor e de perdão do marido, o que só acontece quando o agiota retira a ameaça de tornar público o caso. Todavia, Nora não o aceita mais, decidida a abandonar a casa, a segurança e os filhos, decidindo, então, agora, acabar de crescer. A protagonista recusa o retorno à condição feminina-infantil e sai em busca da independência econômica, algum poder, cultura e possibilidades de sublimação até então impensáveis para a mulher restrita ao espaço doméstico. Acredita-se que este fato pertence ao passado porém, a mulher hoje torna a trazer para o espaço da clínica a mesma queixa quanto a sua dependência, sua feminilidade-infantil e sua incapacidade de desprender-se de laços que julga eternos e que a impossibilitam de encontrar-se com sua verdadeira identidade feminina. Porém, uma das maiores transformações sociais dos últimos anos é a capacidade da mulher deste século de amar e trabalhar. Amar de acordo com suas próprias escolhas e, de trabalhar para além do espaço do lar e das exigências do marido, mas tornando-se um ser social e criativo contribuindo para a emancipação da sua própria feminilidade. Retornando ao caso Nora, quando esta sai de casa o trinômio passiva-infantil-maternal, já não dá conta de dizer a mulher e esta passa então a ampliar as suas possibilidades identificatórias a medida em que amplia as suas possibilidades de atividades expandindo seus territórios pela sociedade. A mulher hoje se identifica muito mais com a Nora emancipada do que com a Nora infantilizada. A passividade feminina, o silêncio, a pobreza sublimatória já não fazem parte do rol feminino. A pulsão feminina está para o ativo, para a construção do social, do cultural e do emancipatório. Foi ela quem criou seu espaço, mudou de lugar, fez com que sua ausência também produzisse falta. Agora, muito mais do que o lar e a família, a sociedade também idealiza uma mulher ativa, e esta procura dar conta destas expectativas sociais através das diversas formas de criação, de participação, de envolvimento e de produção científica, econômica, tecnológica e social.

16 16 Assim como Nora, o relato do caso Carla (nome fictício) de 24 anos, uma paciente atendida em estágio supervisionado, casada há um ano e nove meses, denuncia que algumas mulheres hoje, ainda, estão em busca de suas identidades e que muitas vezes encontram-se num labirinto do qual têm poucas ou nenhuma possibilidade de encontrar a saída. Seu marido é dois anos mais novo que ela, contando 22 anos. Sua queixa circula em torno de questões como seu desejo de trabalhar e estudar e a imposição de seu marido contra tais desejos. Seu marido trabalha, passa a semana inteira fora da cidade, viajando. Enquanto que Carla fica sozinha, e ainda, segundo ela, sem ocupação. O discurso de João (nome fictício), seu marido, segundo o relato de Carla, é bem claro quanto suas idéias de profissão. A mulher dele não pode trabalhar, deve ficar em casa. Enquanto que Carla, indecisa entre dois sentimentos, questiona-se sobre o que fazer. Sempre teve planos de trabalhar e estudar, sabe até que curso quer fazer, porém a impossibilidade que seu marido a coloca, faz com que Carla não consiga se identificar em seu papel de esposa e tão pouco como profissional. Como Nora a personagem de Ibsen (1879), Carla vive o conflito de ser uma mulher que percebe que viver a vida do lar não é tudo. Algo mais está a sua espera para além de satisfazer os desejos do marido que a toma como uma boneca capaz apenas de estar a seu dispor, em casa, a sua espera e que ele com o poder de sua masculinidade acredita ser capaz de satisfazer a mulher nas suas mais secretas ansiedades. As palavras de Kehl (1996, p.71) vêm confirmar este pensamento quando a autora diz que: (...) mulheres modernas, cheias de aspirações profissionais, só se tornam capazes de realizar algum trabalho para além da concretude dos trabalhos do lar ou correlatos quando encontram alguma possibilidade identificatória com a figura paterna o que implica algum tipo de renuncia às fixações edipianas, já que a identificação é por si só uma espécie de sublimação do amor edípico. Ainda segundo Kehl (1996), a capacidade de sublimação da mulher passa pela possibilidade de identificação paterna. Sendo que a identificação materna não abre canais para a sublimação. Assim, só se faz possível para a mulher tornar-se profissional fora do lar quando esta encontra alguma possibilidade identificatória com

17 17 a figura paterna o que implica em algum tipo de renúncia as fixações edipianas. Quando a identificação com o pai é recusada por este, desencadeia na menina, um sentimento de inferioridade que a acompanha pelo resto de sua vida. Talvez seja esta a causa de mulheres brilhantes não conseguirem dar conta de suas tarefas fora do lar. Assim, Carla busca no espaço analítico transformar sua queixa em demanda para poder dar conta de sua posição. Posição esta que sofre com o impasse de não saber a quem satisfazer, ou ainda, a qual de seus gozos dar possibilidade de espaço de atuação. Todavia, esta não é a única questão encontrada na clínica com mulheres, existem também as que já se descolaram deste impasse família/ profissão, e estão no impasse profissão/reconhecimento. Joana (nome fictício), 40 anos, casada há vinte, também atendida em estágio supervisionado, traz questões diferentes das de Carla. Joana tem formação superior, tem vários empregos, dá aula para alunos do Ensino Médio, além de também trabalhar na Secretaria de Educação de uma pequena cidade. Vem com várias questões, fala que tem problemas no trabalho e em seus relacionamentos com os homens. Tendo como base suas produções profissionais tem como queixa um não reconhecimento de seu trabalho, principalmente dos homens, que segundo ela, ocupam, em maioria, cargos de chefia, sendo que injustamente, pois quem trabalha realmente são as mulheres. Joana fala do lugar de alguém que, mesmo já estando inserida no mercado de trabalho, questiona-se sobre a sua posição de um não poder. A queixa de Joana revela o seu desejo de ir além de uma produção acadêmica para a ocupação de um lugar de mando, que para ela significa um lugar de poder. A paciente aspira posições mais elevadas da que ocupa atualmente, o que acredita, poderá lhe dar satisfação pessoal e profissional, na medida em que ela não mais sentir-se-a inferiorizada pelo sexo masculino que ora ocupa o espaço idealizado por ela como lugar de ascensão feminina. O que certamente, em sua fantasia, lhe garantiria um outro gozo.

18 18 Nestes dois casos relatados a cima, e na peça teatral de Ibsen, percebe-se que todas as protagonistas, mulheres, buscam uma diferenciação, uma posição em que consigam gozar a partir de seus desejos. Segundo Zuwick (2000, p.35): Ao longo do desenvolvimento humano, estamos empenhados, em maior ou menor grau, na luta contínua de buscarmos nossa diferenciação. A construção de nossa individualidade ocorre em uma variedade de relacionamentos intrapsíquicos e interpessoais e tem seu início no processo de separação e individuação em relação à mãe, no período pré-edípico, e depois em relação ao pai. Objetivamos, em última instância, alcançar um funcionamento autônomo que nos possibilite não depender preponderantemente de um outro para alcançarmos nossos objetivos. Queremos nos sentir com liberdade, em igualdade de condições em relação a uma outra pessoa, tanto para a expressão de nossos afetos quanto para a manifestação de nossas contrariedades e oposições. A mulher como sujeito, como alguém que de alguma forma fala pelo seu desejo, é uma posição recente, é uma posição pós-século XX, o que não quer dizer que antes disso, durante toda a história da humanidade, a mulher tenha estado nesta mesma posição, que é a da passividade, da sujeição, da submissão. Essa posição chamada posição feminina clássica e tradicional foi uma construção do século XIX. A questão da feminilidade foi uma construção que veio logo depois da revolução francesa. Durante a revolução francesa houve uma movimentação muito interessante que foi quando as mulheres saíram de posições mais ou menos estáveis em relação ao lar, aos filhos, às tarefas e começaram a se colocar como ativistas, como intelectuais, como cidadãs, que tentavam discutir, ler e se informar. Era o chamado período das luzes. Como a sociedade não oferecia muitos meios para que as mulheres pudessem fazer este movimento, houve um aumento significativo de mortalidade infantil, porque era quase como um movimento social inteiro de mulheres que abandonavam os filhos. Badinter (1985), mostra que a função materna se desestabilizou terrivelmente neste período. Houve, então, uma produção discursiva intensa, para reconstruir ideais femininos, de uma maneira muito mais radical do que anteriormente, para reconstruir a idéia do amor materno, reconstituir a idéia de que o lugar da mulher é no lar. A mulher está condicionada pelo seu corpo e seu corpo faz para ela um lugar natural na sociedade que é o lugar da maternidade, que é o lugar da sujeição ao homem. Assim, as conquistas da cidadania que pareciam que iam de vento em popa retrocederam em nome de uma natureza feminina que tem a ver com a maternidade, com as funções de aleitamento, parto etc.

19 19 A mulher foi convencida a ocupar um lugar no qual ela tinha, certamente bastante prazer, no qual ela gozava de uma posição não só de poder, mas de uma posição que tinha lá sua erótica própria, da mulher intocável, da santa mãe, posição que é ao mesmo tempo de poder e de extrema sujeição, principalmente porque sem independência financeira, sendo sustentadas pelo marido, as mulheres produzidas pelo século XIX ficavam infantilizadas, fora do mundo da produção, sem independência econômica, fora do poder, fora da universidade. Havia uma real impotência, a mulher nada podia senão nos limites da casa. As formas de ser homem e mulher têm-se incluído no que se pode denominar de formações históricas, ou seja, devem ser circunstanciadas ao espaço e ao tempo em que se manifestam, definindo-se, portanto, como construções sociais e históricas particulares de sujeitos femininos e masculinos... (FONSECA, p. 27, 2000) Felizmente, a modernidade é um período em que linhas de força muito diferentes atravessam as formações sociais. Esse período que criou uma formação discursiva para que a mulher ocupe um lugar em casa, para que a mulher não participe da vida pública, para que a mulher recolha a sua sexualidade está em extinção nas formações sociais contemporâneas. Na sociedade contemporânea se descortina para a mulher um espaço de negociação da qual ela participa e aceita, ou não, pois ao não aceitar negociar ela pode mudar as regras do jogo. As mulheres começam a dominar uma fala que dá voz ao seu desejo. A mulher se torna sujeito de seu discurso. A mulher adquire o poder da fala. Este sujeito feminino se constitui. Por um lado, o que possibilita que as mulheres sejam sujeitos de uma prática é justamente o abandono de posições passivas, submetidas, e a conquista de atributos e traços identificatórios muitas vezes tidas como masculinos. Uma mulher que trabalha não significa masculinidade. Isto, não afastou os campos do masculino e do feminino, pelo contrário, constata-se uma aproximação. E é justamente com a modernidade e a mulher presente no mercado de trabalho que então se parte para uma entrevista com mulheres que trabalham fora de seus lares, onde muitas são casadas, tem filhos, e mesmo assim consideram-se independentes financeiramente. As profissionais entrevistadas estão na faixa etária de 22 a 29 anos, 71% são casadas, 42% têm filhos, 85% possuem formação superior, porém apenas 57% trabalham na área de sua formação, 85 % trabalham 40 horas semanais, ou seja, o dia todo, sendo que 80% dos maridos, das mulheres que são casadas, também trabalham.

1. Você escolhe a pessoa errada porque você espera que ela mude após o casamento.

1. Você escolhe a pessoa errada porque você espera que ela mude após o casamento. 10 Maneiras de se Casar com a Pessoa Errada O amor cego não é uma forma de escolher um parceiro. Veja algumas ferramentas práticas para manter os seus olhos bem abertos. por Rabino Dov Heller, Mestre em

Leia mais

Transcrição de Entrevista nº 5

Transcrição de Entrevista nº 5 Transcrição de Entrevista nº 5 E Entrevistador E5 Entrevistado 5 Sexo Feminino Idade 31 anos Área de Formação Engenharia Electrotécnica e Telecomunicações E - Acredita que a educação de uma criança é diferente

Leia mais

Histórico do livro Menino brinca de boneca?

Histórico do livro Menino brinca de boneca? Histórico do livro Menino brinca de boneca? Menino brinca de boneca? foi lançado em 1990, com grande aceitação de público e crítica, e vem sendo referência de trabalho para profissionais, universidades,

Leia mais

Ser mãe hoje. Cristina Drummond. Palavras-chave: família, mãe, criança.

Ser mãe hoje. Cristina Drummond. Palavras-chave: família, mãe, criança. Ser mãe hoje Cristina Drummond Palavras-chave: família, mãe, criança. Hoje em dia, a diversidade das configurações familiares é um fato de nossa sociedade. Em nosso cotidiano temos figuras cada vez mais

Leia mais

1» A revolução educacional e a educação em valores 11

1» A revolução educacional e a educação em valores 11 Sumário Introdução 9 1» A revolução educacional e a educação em valores 11 Introdução 12 As causas da revolução educacional 12 O triplo desafio pedagógico 14 Da transmissão à educação 15 O que pretende

Leia mais

RELENDO A HISTÓRIA AO LER HISTÓRIAS

RELENDO A HISTÓRIA AO LER HISTÓRIAS RELENDO A HISTÓRIA AO LER HISTÓRIAS BRASÍLIA ECHARDT VIEIRA (CENTRO DE ATIVIDADES COMUNITÁRIAS DE SÃO JOÃO DE MERITI - CAC). Resumo Na Baixada Fluminense, uma professora que não está atuando no magistério,

Leia mais

Violência Simbólica: possíveis lugares subjetivos para uma criança diante da escolha materna

Violência Simbólica: possíveis lugares subjetivos para uma criança diante da escolha materna Violência Simbólica: possíveis lugares subjetivos para uma criança diante da escolha materna Henrique Figueiredo Carneiro Liliany Loureiro Pontes INTRODUÇÃO Esse trabalho apresenta algumas considerações,

Leia mais

Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória contra pessoas, lugares ou tradições diferentes

Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória contra pessoas, lugares ou tradições diferentes Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória contra pessoas, lugares ou tradições diferentes daqueles que consideramos nossos. Costuma indicar desconhecimento

Leia mais

MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES TERCEIRA AÇÃO INTERNACIONAL

MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES TERCEIRA AÇÃO INTERNACIONAL MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES TERCEIRA AÇÃO INTERNACIONAL Autonomia econômica das mulheres Autonomia econômica das mulheres se refere à capacidade das mulheres de serem provedoras de seu próprio sustento,

Leia mais

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 TEMÁTICA: EDUCAÇÃO, QUESTÃO DE GÊNERO E DIVERSIDADE EDUCAÇÃO

Leia mais

5Etapas Para Conseguir Clientes de Coaching,

5Etapas Para Conseguir Clientes de Coaching, 5Etapas Para Conseguir Clientes de Coaching, Consultoria, Terapias Holísticas e Para Encher Seus Cursos e Workshops. Parte 01 Como Se Posicionar e Escolher os Clientes dos Seus Sonhos 1 Cinco Etapas Para

Leia mais

Superando Seus Limites

Superando Seus Limites Superando Seus Limites Como Explorar seu Potencial para ter mais Resultados Minicurso Parte VI A fonte do sucesso ou fracasso: Valores e Crenças (continuação) Página 2 de 16 PARTE 5.2 Crenças e regras!

Leia mais

IV PARTE FILOSOFIA DA

IV PARTE FILOSOFIA DA IV PARTE FILOSOFIA DA 119 P á g i n a O que é? Como surgiu? E qual o seu objetivo? É o que veremos ao longo desta narrativa sobre a abertura do trabalho. Irmos em busca das estrelas, no espaço exterior,

Leia mais

Questões de gênero. Masculino e Feminino

Questões de gênero. Masculino e Feminino 36 Questões de gênero Masculino e Feminino Pepeu Gomes Composição: Baby Consuelo, Didi Gomes e Pepeu Gomes Ôu! Ôu! Ser um homem feminino Não fere o meu lado masculino Se Deus é menina e menino Sou Masculino

Leia mais

Como saber que meu filho é dependente químico e o que fazer. A importância de todos os familiares no processo de recuperação.

Como saber que meu filho é dependente químico e o que fazer. A importância de todos os familiares no processo de recuperação. Como saber que meu filho é dependente químico e o que fazer A importância de todos os familiares no processo de recuperação. Introdução Criar um filho é uma tarefa extremamente complexa. Além de amor,

Leia mais

HERÓIS SEM ROSTOS - A Saga do Imigrante para os EUA Autor: Dirma Fontanezzi - dirma28@hotmail.com

HERÓIS SEM ROSTOS - A Saga do Imigrante para os EUA Autor: Dirma Fontanezzi - dirma28@hotmail.com HERÓIS SEM ROSTOS - A Saga do Imigrante para os EUA Autor: Dirma Fontanezzi - dirma28@hotmail.com TRECHO: A VOLTA POR CIMA Após me formar aos vinte e seis anos de idade em engenharia civil, e já com uma

Leia mais

Região. Mais um exemplo de determinação

Região. Mais um exemplo de determinação O site Psicologia Nova publica a entrevista com Úrsula Gomes, aprovada em primeiro lugar no concurso do TRT 8 0 Região. Mais um exemplo de determinação nos estudos e muita disciplina. Esse é apenas o começo

Leia mais

Uma palavra da velha guarda, com novo significado

Uma palavra da velha guarda, com novo significado Um Espaço Chamado Castidade 1 Uma palavra da velha guarda, com novo significado Se eu pedisse a você uma definição de castidade, posso até apostar que você associaria com esperar até o casamento para fazer

Leia mais

CONTRIBUIÇÕES DE OLGA METTIG À EDUCAÇÃO BAIANA: ENSINANDO A COMPREENSÃO

CONTRIBUIÇÕES DE OLGA METTIG À EDUCAÇÃO BAIANA: ENSINANDO A COMPREENSÃO CONTRIBUIÇÕES DE OLGA METTIG À EDUCAÇÃO BAIANA: ENSINANDO A COMPREENSÃO Liane Soares, Ms. Faculdade de Tecnologias e Ciências FTC/BA Olga sempre considerou a educação como um sistema, um produto de evolução

Leia mais

Transcrição de Entrevista n º 22

Transcrição de Entrevista n º 22 Transcrição de Entrevista n º 22 E Entrevistador E22 Entrevistado 22 Sexo Masculino Idade 50 anos Área de Formação Engenharia Electrotécnica E - Acredita que a educação de uma criança é diferente perante

Leia mais

Pesquisa. Há 40 anos atrás nos encontrávamos discutindo mecanismos e. A mulher no setor privado de ensino em Caxias do Sul.

Pesquisa. Há 40 anos atrás nos encontrávamos discutindo mecanismos e. A mulher no setor privado de ensino em Caxias do Sul. Pesquisa A mulher no setor privado de ensino em Caxias do Sul. Introdução Há 40 anos atrás nos encontrávamos discutindo mecanismos e políticas capazes de ampliar a inserção da mulher no mercado de trabalho.

Leia mais

Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013: conexões e troca de experiências

Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013: conexões e troca de experiências boletim Jovem de Futuro ed. 04-13 de dezembro de 2013 Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013: conexões e troca de experiências O Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013 aconteceu de 26 a 28 de novembro.

Leia mais

CONVERSA DE PSICÓLOGO CONVERSA DE PSICÓLOGO

CONVERSA DE PSICÓLOGO CONVERSA DE PSICÓLOGO Página 1 CONVERSA DE PSICÓLOGO Volume 03 - Edição 01 Agosto - 2013 Entrevistada: Renata Trovarelli Entrevistadora: Cintia C. B. M. da Rocha TEMA: RELACIOMENTO AMOROSO Psicóloga Comportamental, atualmente

Leia mais

FORÇA FEMINISTA NA CHINA

FORÇA FEMINISTA NA CHINA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA I CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM HISTÓRIA DO SECULO XX FORÇA FEMINISTA NA CHINA DÉBORAH PAULA DA SILVA RECIFE

Leia mais

A Importância da Família na Educação

A Importância da Família na Educação A Importância da Família na Educação Não caminhes à minha frente Posso não saber seguir-te. Não caminhes atrás de mim Posso não saber guiar-te. Educadora Social Dra. Joana Valente Caminha antes a meu lado

Leia mais

Gerência de projetos: arte ou disciplina? By André Barcaui, MsC, PMP is a consultant and management coach, Brazil. bbbrothers@bbbrothers.com.

Gerência de projetos: arte ou disciplina? By André Barcaui, MsC, PMP is a consultant and management coach, Brazil. bbbrothers@bbbrothers.com. Gerência de projetos: arte ou disciplina? By André Barcaui, MsC, PMP is a consultant and management coach, Brazil bbbrothers@bbbrothers.com.br O equilíbrio necessário para se tornar um excelente gerente

Leia mais

SECRETARIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SEDAS GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS E CAPACITAÇÃO TEXTO I

SECRETARIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SEDAS GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS E CAPACITAÇÃO TEXTO I TEXTO I Igualdade de Gênero no Enfrentamento à Violência Contra a Mulher As desigualdades são sentidas de formas diferentes pelas pessoas dependendo do seu envolvimento com a questão. As mulheres sentem

Leia mais

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A PATERNIDADE GERALMENTE FEITAS POR PAIS

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A PATERNIDADE GERALMENTE FEITAS POR PAIS PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A PATERNIDADE GERALMENTE FEITAS POR PAIS P. O QUE É A PATERNIDADE? R. Paternidade significa ser um pai. A determinação da paternidade significa que uma pessoa foi determinada

Leia mais

RELATÓRIO FINAL CURSO DE CAPACITAÇÃO EM SAÚDE MENTAL

RELATÓRIO FINAL CURSO DE CAPACITAÇÃO EM SAÚDE MENTAL RELATÓRIO FINAL CURSO DE CAPACITAÇÃO EM SAÚDE MENTAL Nome: ALDINÉA GUARNIERI DE VASCONCELLOS Escolaridade: Super Completo/ Pós- Graduação Idade: 44 anos Profissão: Assistente Social Local de Trabalho:

Leia mais

Fator emocional. Fertilidade Natural: Fator emocional CAPÍTULO 8

Fator emocional. Fertilidade Natural: Fator emocional CAPÍTULO 8 CAPÍTULO 8 Fator emocional O projeto comum de ter filhos, construir a própria família, constitui um momento existencial muito importante, tanto para o homem como para a mulher. A maternidade e a paternidade

Leia mais

WORKSHOP DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL EM ESCOLAS PÚBLICAS

WORKSHOP DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL EM ESCOLAS PÚBLICAS WORKSHOP DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL EM ESCOLAS PÚBLICAS 2014 Gisele Vieira Ferreira Psicóloga, Especialista e Mestre em Psicologia Clínica Elenise Martins Costa Acadêmica do curso de Psicologia da Universidade

Leia mais

MATERNIDADE NA ADOLESCÊNCIA

MATERNIDADE NA ADOLESCÊNCIA MATERNIDADE NA ADOLESCÊNCIA Autor: Marusa Fernandes da Silva marusafs@gmail.com Orientadora: Profª. Ms. Mônica Mª N. da Trindade Siqueira Universidade de Taubaté monica.mnts@uol.com.br Comunicação oral:

Leia mais

5- Cite, em ordem de preferência, três profissões que você mais gostaria de exercer: 1º 2º 3º

5- Cite, em ordem de preferência, três profissões que você mais gostaria de exercer: 1º 2º 3º 18. DICAS PARA A PRÁTICA Orientação para o trabalho A- Conhecimento de si mesmo Sugestão: Informativo de Orientação Vocacional Aluno Prezado Aluno O objetivo deste questionário é levantar informações para

Leia mais

coleção Conversas #10 - junho 2014 - Respostas que podem estar sendo feitas para algumas perguntas Garoto de Programa por um.

coleção Conversas #10 - junho 2014 - Respostas que podem estar sendo feitas para algumas perguntas Garoto de Programa por um. coleção Conversas #10 - junho 2014 - Eu sou Estou garoto num de programa. caminho errado? Respostas para algumas perguntas que podem estar sendo feitas Garoto de Programa por um. A Coleção CONVERSAS da

Leia mais

Ana Paula Vitelli, Ph.D. Reunião do Comitê de RH, Britcham 08 de Outubro, 2013 São Paulo SP

Ana Paula Vitelli, Ph.D. Reunião do Comitê de RH, Britcham 08 de Outubro, 2013 São Paulo SP Ana Paula Vitelli, Ph.D. Reunião do Comitê de RH, Britcham 08 de Outubro, 2013 São Paulo SP Introdução Do que estamos falando? Um grupo específico de mulheres Uma visão Pesquisa de Doutorado na FGV EAESP

Leia mais

ESPAÇO E TEMPO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ALTERNATIVAS DIDÁTICO- PEDAGÓGICAS.

ESPAÇO E TEMPO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ALTERNATIVAS DIDÁTICO- PEDAGÓGICAS. ESPAÇO E TEMPO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ALTERNATIVAS DIDÁTICO- PEDAGÓGICAS. Introdução: O presente artigo tem a pretensão de fazer uma sucinta exposição a respeito das noções de espaço e tempo trabalhados

Leia mais

Transcrição de Entrevista n º 24

Transcrição de Entrevista n º 24 Transcrição de Entrevista n º 24 E Entrevistador E24 Entrevistado 24 Sexo Feminino Idade 47 anos Área de Formação Engenharia Sistemas Decisionais E - Acredita que a educação de uma criança é diferente

Leia mais

Estudo de Caso. Cliente: Cristina Soares. Coach: Rodrigo Santiago. Duração do processo: 12 meses

Estudo de Caso. Cliente: Cristina Soares. Coach: Rodrigo Santiago. Duração do processo: 12 meses Estudo de Caso Cliente: Cristina Soares Duração do processo: 12 meses Coach: Rodrigo Santiago Quando decidi realizar meu processo de coaching, eu estava passando por um momento de busca na minha vida.

Leia mais

A tecnologia e a ética

A tecnologia e a ética Escola Secundária de Oliveira do Douro A tecnologia e a ética Eutanásia João Manuel Monteiro dos Santos Nº11 11ºC Trabalho para a disciplina de Filosofia Oliveira do Douro, 14 de Maio de 2007 Sumário B

Leia mais

RODA DE CONVERSA SOBRE PROFISSÕES

RODA DE CONVERSA SOBRE PROFISSÕES RODA DE CONVERSA SOBRE PROFISSÕES Kátia Hatsue Endo Unesp hatsueendo@yahoo.com.br Daniela Bittencourt Blum - UNIP danibittenc@bol.com.br Catarina Maria de Souza Thimóteo CEETEPS - catarinamst@netonne.com.br

Leia mais

No entanto, a efetividade desses dispositivos constitucionais está longe de alcançar sua plenitude.

No entanto, a efetividade desses dispositivos constitucionais está longe de alcançar sua plenitude. A MULHER NA ATIVIDADE AGRÍCOLA A Constituição Federal brasileira estabelece no caput do art. 5º, I, que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações e reconhece no dispositivo 7º a igualdade de

Leia mais

AVALIAÇÃO DO PROCESSO ENSINO E APRENDIZAGEM

AVALIAÇÃO DO PROCESSO ENSINO E APRENDIZAGEM AVALIAÇÃO DO PROCESSO ENSINO E APRENDIZAGEM Kelly Cristina Sabadin kellysabadin@hotmail.com RESUMO A avaliação da aprendizagem escolar se faz presente em todas as instituições de ensino. É o tema mais

Leia mais

EDUCAÇÃO RELIGIOSA 7º ANO 17B, C

EDUCAÇÃO RELIGIOSA 7º ANO 17B, C EDUCAÇÃO RELIGIOSA 7º ANO 17B, C CONTEÚDOS DO EXAME Líderes religiosos, Motivação e Liderança Convivência com o grupo; Amizade e sentido de grupo Os projetos Solidários; O que é um projeto? Olhares sobre

Leia mais

Módulo 02 Professor Paulo Afonso Garrido de Paula 1

Módulo 02 Professor Paulo Afonso Garrido de Paula 1 Módulo 02 Professor Paulo Afonso Garrido de Paula 1 Vídeo Aula 1 2 O Direito da Criança e do Adolescente Vamos tratar do direito da criança e do adolescente. Uma primeira observação: quando se afirma a

Leia mais

II Congresso Nacional de Formação de Professores XII Congresso Estadual Paulista sobre Formação de Educadores

II Congresso Nacional de Formação de Professores XII Congresso Estadual Paulista sobre Formação de Educadores II Congresso Nacional de Formação de Professores XII Congresso Estadual Paulista sobre Formação de Educadores VIVENCIANDO A PRÁTICA ESCOLAR DE MATEMÁTICA NA EJA Larissa De Jesus Cabral, Ana Paula Perovano

Leia mais

Miracy Gustin * Responsabilidade Social do Operador Jurídico é um tema muito importante. Primeiro, porque nós não estamos chamando o operador

Miracy Gustin * Responsabilidade Social do Operador Jurídico é um tema muito importante. Primeiro, porque nós não estamos chamando o operador Miracy Gustin * A verdade é que quando recebi o convite, sendo uma associação de advogados de trabalhadores rurais, fiquei muito emocionada. E pensei: eu tenho que levar o melhor. O que vale mesmo é eu

Leia mais

OS DESAFIOS DA INCLUSÃO ESCOLAR: O método avaliativo do aluno com deficiência intelectual

OS DESAFIOS DA INCLUSÃO ESCOLAR: O método avaliativo do aluno com deficiência intelectual OS DESAFIOS DA INCLUSÃO ESCOLAR: O método avaliativo do aluno com deficiência intelectual Tuane Telles Rodrigues 1 Letícia Ramires Corrêa 2 Resumo: Durante nossa vida acadêmica estamos em constante aperfeiçoamento,

Leia mais

PARA CERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL

PARA CERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL Panorama Social Viviani Bovo - Brasil 1 RELATÓRIO FINAL PARA CERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL PANORAMA SOCIAL Viviani Bovo Campinas - Brasil Panorama Social Viviani Bovo - Brasil 2 Relatório para Certificação

Leia mais

Feminilidade e Violência

Feminilidade e Violência Feminilidade e Violência Emilse Terezinha Naves O tema sobre a violência e a feminilidade apresenta-se, nas mais diversas áreas do conhecimento, como um tema de grande interesse, quando encontramos uma

Leia mais

TÍTULO: A DIMENSÃO TÉCNICO-OPERATIVO DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL: RELEITURA DOS INSTRUMENTOS E TÉCNICAS UTILIZADOS NA PROFISSÃO

TÍTULO: A DIMENSÃO TÉCNICO-OPERATIVO DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL: RELEITURA DOS INSTRUMENTOS E TÉCNICAS UTILIZADOS NA PROFISSÃO TÍTULO: A DIMENSÃO TÉCNICO-OPERATIVO DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL: RELEITURA DOS INSTRUMENTOS E TÉCNICAS UTILIZADOS NA PROFISSÃO CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: SERVIÇO

Leia mais

Palestra tudo O QUE VOCE. precisa entender. Abundância & Poder Pessoal. sobre EXERCICIOS: DESCUBRA SEUS BLOQUEIOS

Palestra tudo O QUE VOCE. precisa entender. Abundância & Poder Pessoal. sobre EXERCICIOS: DESCUBRA SEUS BLOQUEIOS Palestra tudo O QUE VOCE sobre precisa entender Abundância & Poder Pessoal EXERCICIOS: DESCUBRA SEUS BLOQUEIOS Como aprendemos hoje na palestra: a Lei da Atração, na verdade é a Lei da Vibracao. A frequência

Leia mais

BIOGRAFIA HUMANA. Terceiro espelho: A Infância e fase da Autoconsciência. Alma da Consciência: 0-7 Infância / 35-42 Maturidade.

BIOGRAFIA HUMANA. Terceiro espelho: A Infância e fase da Autoconsciência. Alma da Consciência: 0-7 Infância / 35-42 Maturidade. BIOGRAFIA HUMANA Terceiro espelho: A Infância e fase da Autoconsciência Alma da Consciência: 0-7 Infância / 35-42 Maturidade Edna Andrade Nascemos totalmente desamparados, totalmente dependentes e indefesos.

Leia mais

As fontes da nossa auto-imagem

As fontes da nossa auto-imagem AUTO IMAGEM O QUE EU ACHO DE MIM MESMO QUEM SOU EU E QUAL E O MEU VALOR? NARCISISMO (deus da mitologia grega que se apaixonou por si mesmo ao ver sua imagem refletida na água) AS FONTES DA NOSSA AUTO -

Leia mais

3 BLOCOS TEMÁTICOS PROPOSTOS. Ensino Religioso História Geografia. cotidiano

3 BLOCOS TEMÁTICOS PROPOSTOS. Ensino Religioso História Geografia. cotidiano 1 TÍTULO DO PROJETO O REGISTRO DE NASCIMENTO 2 CICLO OU SÉRIE 1º CICLO OU SÉRIE 1º CICLO 7 anos 3 BLOCOS TEMÁTICOS PROPOSTOS Ensino Religioso História Geografia Alteridade (O Eu/ EU sou História local

Leia mais

FACULDADES INTEGRADAS DE CATAGUASES - FIC /UNIS CURSO DE PÓS- GRADUAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA E INSTITUCIONAL

FACULDADES INTEGRADAS DE CATAGUASES - FIC /UNIS CURSO DE PÓS- GRADUAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA E INSTITUCIONAL FACULDADES INTEGRADAS DE CATAGUASES - FIC /UNIS CURSO DE PÓS- GRADUAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA E INSTITUCIONAL FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: INCLUIR E SER INCLUÍDO PARA TRANSFORMAR A SOCIEDADE

Leia mais

HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA

HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA Juliana Fabbron Marin Marin 1 Ana Maria Dietrich 2 Resumo: As transformações no cenário social que ocorreram

Leia mais

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão.

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão. REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO Código Entrevista: 2 Data: 18/10/2010 Hora: 16h00 Duração: 23:43 Local: Casa de Santa Isabel DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS Idade

Leia mais

O INGRESSO NA CARREIRA DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA PREFEITURA DE SÃO PAULO: Currículo e atuação docente

O INGRESSO NA CARREIRA DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA PREFEITURA DE SÃO PAULO: Currículo e atuação docente O INGRESSO NA CARREIRA DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA PREFEITURA DE SÃO PAULO: Currículo e atuação docente Leandro Pedro de Oliveira¹ INTRODUÇÃO A introdução à carreira docente tem sido objeto de

Leia mais

O Papel da Mulher na Gestão Pública

O Papel da Mulher na Gestão Pública O Papel da Mulher na Gestão Pública A linha divisória entre o mundo particular da família onde ficavam as mulheres, e o mundo público do trabalho e sucesso profissional, onde estavam os homens, está cada

Leia mais

PENSAMENTO E LINGUAGEM: ESTUDO DA INOVAÇÃO E REFLEXÃO DOS ANAIS E DO ENSINO/APRENDIZAGEM DO INGLÊS EM SALA DE AULA

PENSAMENTO E LINGUAGEM: ESTUDO DA INOVAÇÃO E REFLEXÃO DOS ANAIS E DO ENSINO/APRENDIZAGEM DO INGLÊS EM SALA DE AULA PENSAMENTO E LINGUAGEM: ESTUDO DA INOVAÇÃO E REFLEXÃO DOS ANAIS E DO ENSINO/APRENDIZAGEM DO INGLÊS EM SALA DE AULA Adriana Zanela Nunes (UFRJ) zannelli@bol.com.br, zannelli@ig.com.br zannelli@ibest.com.br

Leia mais

PROFª CLEIDIVAINE DA S. REZENDE Disc. Sociologia / 1ª Série

PROFª CLEIDIVAINE DA S. REZENDE Disc. Sociologia / 1ª Série PROFª CLEIDIVAINE DA S. REZENDE Disc. Sociologia / 1ª Série 1 - DEFINIÇÃO Direitos e deveres civis, sociais e políticos usufruir dos direitos e o cumprimento das obrigações constituem-se no exercício da

Leia mais

Aspectos externos: contexto social, cultura, rede social, instituições (família, escola, igreja)

Aspectos externos: contexto social, cultura, rede social, instituições (família, escola, igreja) Lembretes e sugestões para orientar a prática da clínica ampliada e compartilhada Ampliar a clínica significa desviar o foco de intervenção da doença, para recolocá-lo no sujeito, portador de doenças,

Leia mais

APRENDIZAGEM DA LINGUAGEM ORAL DA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN NA EDUCAÇÃO INFANTIL: CONCEPÇÕES DE PAIS E PROFESSORES

APRENDIZAGEM DA LINGUAGEM ORAL DA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN NA EDUCAÇÃO INFANTIL: CONCEPÇÕES DE PAIS E PROFESSORES APRENDIZAGEM DA LINGUAGEM ORAL DA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN NA EDUCAÇÃO INFANTIL: CONCEPÇÕES DE PAIS E PROFESSORES Resumo Gabriela Jeanine Fressato 1 - Universidade Positivo Mariana Gomes de Sá Amaral

Leia mais

Líder: o fio condutor das mudanças

Líder: o fio condutor das mudanças Líder: o fio condutor das mudanças Por Patrícia Bispo para o RH.com.br Para quem imagina que liderar pessoas significa apenas delegar ordens e cobrar resultados a qualquer custo, isso pode significar o

Leia mais

Feminilidade e Angústia 1

Feminilidade e Angústia 1 Feminilidade e Angústia 1 Claudinéia da Cruz Bento 2 Freud, desde o início de seus trabalhos, declarou sua dificuldade em abordar o tema da feminilidade. Após um longo percurso de todo o desenvolvimento

Leia mais

AFROBRASILIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM OLHAR PEDAGÓGICO À DIVERSIDADE

AFROBRASILIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM OLHAR PEDAGÓGICO À DIVERSIDADE AFROBRASILIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM OLHAR PEDAGÓGICO À DIVERSIDADE Patrícia da Silva Souza Graduanda de Pedagogia pela UEPB pipatricia278@gtmail.com Kátia Anne Bezerra da Silva Graduanda em Pedagogia

Leia mais

Como a comunicação e a educação podem andar de mãos dadas 1

Como a comunicação e a educação podem andar de mãos dadas 1 Como a comunicação e a educação podem andar de mãos dadas 1 Entrevista com Ricardo de Paiva e Souza. Por Flávia Gomes. 2 Flávia Gomes Você acha importante o uso de meios de comunicação na escola? RICARDO

Leia mais

Enquete. Dia dos Professores

Enquete. Dia dos Professores Enquete Dia dos Professores No dia 15 de outubro será comemorado o dia do professor. Muito se fala que a profissão, apesar de muito importante, perdeu seu glamour e prestígio, sendo incapaz de atrair a

Leia mais

Em algum lugar de mim

Em algum lugar de mim Em algum lugar de mim (Drama em ato único) Autor: Mailson Soares A - Eu vi um homem... C - Homem? Que homem? A - Um viajante... C - Ele te viu? A - Não, ia muito longe! B - Do que vocês estão falando?

Leia mais

Sr. Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores Sras. e Srs. Deputados Sra. e Srs. membros do Governo

Sr. Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores Sras. e Srs. Deputados Sra. e Srs. membros do Governo A mulher e o trabalho nos Piedade Lalanda Grupo Parlamentar do Partido Socialista A data de 8 de Março é sempre uma oportunidade para reflectir a realidade da mulher na sociedade, apesar de estes dias

Leia mais

Grasiela - Bom à gente pode começar a nossa conversa, você contando para a gente como funciona o sistema de saúde na Inglaterra?

Grasiela - Bom à gente pode começar a nossa conversa, você contando para a gente como funciona o sistema de saúde na Inglaterra? Rádio Web Saúde dos estudantes de Saúde Coletiva da UnB em parceria com Rádio Web Saúde da UFRGS em entrevista com: Sarah Donetto pesquisadora Inglesa falando sobre o NHS - National Health Service, Sistema

Leia mais

A CURVA TERAPÊUTICA DA PRIMEIRA SESSÃO NA CLÍNICA SISTÊMICA PÓS-MODERNA

A CURVA TERAPÊUTICA DA PRIMEIRA SESSÃO NA CLÍNICA SISTÊMICA PÓS-MODERNA A CURVA TERAPÊUTICA DA PRIMEIRA SESSÃO NA CLÍNICA SISTÊMICA PÓS-MODERNA Autora: (Elda Elbachá Psicoterapeuta Sistêmica, Diretora, Docente e Supervisora do Centro de Estudos da Família e Casal - CEFAC/BA)

Leia mais

Nova revolução para pequenas empresas. O nascimento de uma nova estratégia de negócios

Nova revolução para pequenas empresas. O nascimento de uma nova estratégia de negócios O DADO DAS EMPRESAS Nova revolução para pequenas empresas O trabalho é uma parte necessária e importante em nossas vidas. Ele pode ser o caminho para que cada trabalhador consiga atingir seu potencial

Leia mais

coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - u s a r Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça.

coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - u s a r Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - Sou so profes r a, Posso m a s n ão parar d aguento m e ai ensinar s? d a r a u la s Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. A

Leia mais

TÍTULO: A VIVÊNCIA DO PSICÓLOGO HOSPITALAR DIANTE DA HOSPITALIZAÇÃO DA CRIANÇA COM CÂNCER

TÍTULO: A VIVÊNCIA DO PSICÓLOGO HOSPITALAR DIANTE DA HOSPITALIZAÇÃO DA CRIANÇA COM CÂNCER TÍTULO: A VIVÊNCIA DO PSICÓLOGO HOSPITALAR DIANTE DA HOSPITALIZAÇÃO DA CRIANÇA COM CÂNCER CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: PSICOLOGIA INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO

Leia mais

14-5-2010 MARIA JOÃO BASTOS AUTOBIOGRAFIA. [Escrever o subtítulo do documento] Bruna

14-5-2010 MARIA JOÃO BASTOS AUTOBIOGRAFIA. [Escrever o subtítulo do documento] Bruna 14-5-2010 MARIA JOÃO BASTOS AUTOBIOGRAFIA [Escrever o subtítulo do documento] Bruna Autobiografia O meu nome é Maria João, tenho 38 anos e sou natural da Nazaré, onde vivi até há sete anos atrás, sensivelmente.

Leia mais

Bem-vindo (a) à RH Tybes Service. PROPOSTA DE TRABALHO DE DIGITAÇÃO

Bem-vindo (a) à RH Tybes Service. PROPOSTA DE TRABALHO DE DIGITAÇÃO Bem-vindo (a) à RH Tybes Service. PROPOSTA DE TRABALHO DE DIGITAÇÃO Estamos com vagas abertas para digitadores em todo o Brasil, as vagas são limitadas e temos muitos trabalhos para serem despachados.

Leia mais

ESTUDO DE CASO PSICOPEDAGÓGICO

ESTUDO DE CASO PSICOPEDAGÓGICO ESTUDO DE CASO PSICOPEDAGÓGICO Autora: Suellen Viviane Lemos Fernandes Co-autora: Maria Irene Miranda Bernardes Universidade Federal de Uberlândia suellenped65@hotmail.com Introdução O presente trabalho

Leia mais

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia em comemoração ao Dia Internacional da Mulher

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia em comemoração ao Dia Internacional da Mulher , Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia em comemoração ao Dia Internacional da Mulher Palácio do Planalto, 12 de março de 2003 Minha cara ministra Emília Fernandes, Minha cara companheira Benedita da

Leia mais

Motivar a sua equipe: O grande desafio da Liderança

Motivar a sua equipe: O grande desafio da Liderança Motivar a sua equipe: O grande desafio da Liderança Existem diversos textos sobre Gestão sendo publicados diariamente, e dentre eles, muitos tratam do tema liderança, que certamente é um dos assuntos mais

Leia mais

Conversando com os pais

Conversando com os pais Conversando com os pais Motivos para falar sobre esse assunto, em casa, com os filhos 1. A criança mais informada, e de forma correta, terá mais chances de saber lidar com sua sexualidade e, no futuro,

Leia mais

Resumo. Introdução. Grupo de pesquisadores da rede municipal de ensino da cidade do Recife PE.

Resumo. Introdução. Grupo de pesquisadores da rede municipal de ensino da cidade do Recife PE. TRABALHO DOCENTE: POR UMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA, TRANSFORMADORA E EMANCIPATÓRIA OLIVEIRA, Marinalva Luiz de Prefeitura da Cidade do Recife GT-22: Educação Ambiental Resumo Este trabalho tem o objetivo

Leia mais

Você é comprometido?

Você é comprometido? Você é comprometido? Não, isso não é uma cantada. O que o seu chefe quer saber é se você veste a camisa da organização. Você adora seu trabalho e desempenha suas funções com eficiência, mas não aposta

Leia mais

CONVERSA DE PSICÓLOGO CONVERSA DE PSICÓLOGO

CONVERSA DE PSICÓLOGO CONVERSA DE PSICÓLOGO Página 1 CONVERSA DE PSICÓLOGO Volume 04 - Edição 01 Agosto - 2013 Entrevistada: Rafaela Conde de Souza Entrevistadora: Luciana Zanella Gusmão TEMA: A IMPORTÂNCIA DA DINÂMICA DE GRUPO PARA O DESENVOLVIMENTO

Leia mais

CIDADANIA: o que é isso?

CIDADANIA: o que é isso? CIDADANIA: o que é isso? Autora: RAFAELA DA COSTA GOMES Introdução A questão da cidadania no Brasil é um tema em permanente discussão, embora muitos autores discutam a respeito, entre eles: Ferreira (1993);

Leia mais

Relatório do estágio de prática de ensino em ciências sociais

Relatório do estágio de prática de ensino em ciências sociais UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL UFRGS INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS UMANAS IFCH FACULDADE DE EDUCAÇÃO FACED Relatório do estágio de prática de ensino em ciências sociais Curso: Ciências Sociais

Leia mais

Seis mulheres e o único desejo: um futuro diferente Entrevistadas denunciam desigualdade velada

Seis mulheres e o único desejo: um futuro diferente Entrevistadas denunciam desigualdade velada Terça-feira, 11 de março de 2014 Seis mulheres e o único desejo: um futuro diferente Entrevistadas denunciam desigualdade velada Nádia Junqueira Goiânia - Dalila tem 15 anos, estuda o 2º ano no Colégio

Leia mais

AULA CRIATIVA DE HISTÓRIA - FOLCLORE

AULA CRIATIVA DE HISTÓRIA - FOLCLORE AULA CRIATIVA DE HISTÓRIA - FOLCLORE Mesmo não acreditando na Educação Criativa, o professor pode fazer uma experiência para ver o resultado. É o caso da professora deste relato. Glorinha Aguiar glorinhaaguiar@uol.com.br

Leia mais

Ambos os métodos possuem vantagens e desvantagens, por isso deve se analisar cada caso para decidir qual o mais apropriado.

Ambos os métodos possuem vantagens e desvantagens, por isso deve se analisar cada caso para decidir qual o mais apropriado. Módulo 4 Como Organizar a Pesquisa O questionário e a observação são dois métodos básicos de coleta de dados. No questionário os dados são coletados através de perguntas, enquanto que no outro método apenas

Leia mais

2. REDUZINDO A VULNERABILIDADE AO HIV

2. REDUZINDO A VULNERABILIDADE AO HIV 2. REDUZINDO A VULNERABILIDADE AO HIV 2.1 A Avaliação de risco e possibilidades de mudança de comportamento A vulnerabilidade ao HIV depende do estilo de vida, género e das condições socioeconómicas. Isso

Leia mais

O COORDENADOR PEDAGÓGICO E A INCLUSÃO DOS ALUNOS COM SURDEZ

O COORDENADOR PEDAGÓGICO E A INCLUSÃO DOS ALUNOS COM SURDEZ O COORDENADOR PEDAGÓGICO E A INCLUSÃO DOS ALUNOS COM SURDEZ Introdução Maria Amélia da Silva Viana Márcia Rafaella Graciliano dos Santos Viana UNASUR aneliavianna@hotmail.com A educação de qualidade é

Leia mais

Estudo de Caso. Cliente: Rafael Marques. Coach: Rodrigo Santiago. Duração do processo: 12 meses

Estudo de Caso. Cliente: Rafael Marques. Coach: Rodrigo Santiago. Duração do processo: 12 meses Estudo de Caso Cliente: Rafael Marques Duração do processo: 12 meses Coach: Rodrigo Santiago Minha idéia inicial de coaching era a de uma pessoa que me ajudaria a me organizar e me trazer idéias novas,

Leia mais

O Ponto entrevista Letícia Odorizi, aprovada em 1º lugar para ATRFB!

O Ponto entrevista Letícia Odorizi, aprovada em 1º lugar para ATRFB! O Ponto entrevista Letícia Odorizi, aprovada em 1º lugar para ATRFB! A história da Letícia Odorizi, aprovada em 1º lugar para Analista Tributário da Receita Federal do Brasil, é mais uma das histórias

Leia mais

ENTREVISTA. Clara Araújo

ENTREVISTA. Clara Araújo ENTREVISTA Clara Araújo RE - Inicio de suas atividades acadêmicas? CA - Iniciei minhas atividades acadêmicas como professora de uma Faculdade que não mais existe, aqui no Rio, em 1985. Depois comecei a

Leia mais