NOTA TAQUIGRÁFICA. APELAÇÃO/REEXAME NECESSÁRIO /PA Processo na Origem:

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1 APELAÇÃO/REEXAME NECESSÁRIO /PA Processo na Origem: RELATOR APELANTE PROCURADOR APELANTE PROCURADOR APELADO APELADO ADVOGADO APELADO ADVOGADO APELADO PROCURADOR REMETENTE : : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL : FELIPE FRITZ BRAGA : UNIAO FEDERAL : MANUEL DE MEDEIROS DANTAS : OS MESMOS : TAM LINHAS AEREAS S/A : ANGELO MARCELO CURBANI E OUTROS(AS) : VARIG S/A - VIACAO AREA RIO - GRANDESA : UBIRAJARA BENTES DE SOUZA FILHO E OUTRO(A) : MUNICIPIO DE SANTAREM - PA : NELSON MONTALVAO DAS NEVES E OUTRO(A) : JUIZO FEDERAL DA SUBSECAO JUDICIARIA DE SANTAREM - PA EMENTA 1 TRF-1ª REGIÃO / MOD

2 CONSTITUCIONAL, ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. TRANSPORTE GRATUITO A IDOSOS E PESSOAS DEFICIENTES CARENTES. REINTEGRAÇÃO À LIDE DE EMPRESAS AÉREAS. MUNICÍPIO DE SANTARÉM: ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM. NÃO EXCLUSÃO DO TRANSPORTE AÉREO. DIGNIDADE DAS PESSOAS HIPOSSUFICIENTES. LEI 8.899/94 E LEI / A razão se perfila ao lado do Ministério Público Federal no ponto em que pretende a reintegração das empresas aéreas como sujeitos passivos da relação processual. Isso porque, na qualidade de concessionárias de transporte aéreo de passageiros, estão elas na contingência de realizar o transporte de pessoas portadoras de deficiência, comprovadamente carentes, e de idosos com idade igual ou superior a 60 anos, e renda igual ou inferior a dois salários mínimos, em cumprimento ao estatuído no artigo 40 da Lei /2003 e no artigo 1º da 8.899/94. 2

3 2. Descabida, porém, a pretensão de que o Município de Santarém seja reintegrado à lide, tendo em vista a impossibilidade de responsabilizá-lo pelo cumprimento das medidas requeridas na ação. 3. A Lei 8.899/94 instituiu a gratuidade do transporte coletivo interestadual para pessoas portadoras de deficiência, comprovadamente carentes. Por sua vez, a Lei /2003 garantiu a reserva de 2 (duas) vagas gratuitas, por veículo, no mesmo sistema de transportes, destinadas a idosos com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários mínimos. 4. Tendo presente a norma inscrita no 2º do art. 5º da Constituição da República, que instituiu, entre outras garantias, os direitos fundamentais implícitos, é fora de dúvida que as prerrogativas dela inerentes não se restringem àquelas expressamente arroladas com tal caráter. Entre esses princípios, exsurge aquele que confere tratamento especial, compensatório, aos idosos hipossuficientes e aos carentes deficientes. Presente esse contexto, impõe-se reconhecer que é função precípua da lei disciplinar a matéria atinente aos direitos dos idosos e pessoas deficientes carentes. Assim é que a 3 TRF-1ª REGIÃO / MOD

4 lei ordinária podia, legitimamente, como o fez, estabelecer a gratuidade do transporte coletivo interestadual, na qual não se discrimina o transporte aéreo, pelo que não cabe ao intérprete nem ao Poder Executivo, em sua atividade regulamentar, levar a cabo a discriminação. Revela-se desprovida de suporte constitucional, portanto, a portaria que restringiu o direito instituído na lei ao transporte terrestre, aquaviário e ferroviário. 5. Há previsão, no art. 115 da Lei /03, de criação de recursos pertinentes para aplicação em programas e ações relativos aos idosos, sendo de se presumir que o Poder Público dará cumprimento ao quanto dispõem os artigos 194, 195, 203, caput, e 204 da Carta Magna, especificamente quanto à execução e implementação das diretrizes emanadas do Estatuto do Idoso e dos respectivos decretos regulamentares. Com efeito, cumpre ao Estado, em primeiro lugar, garantir o direito fundamental erigido em prol de seu titular, de sorte que somente se vier a ser constatado, em razão disso, o rompimento na equação econômico-financeira do contrato de concessão, aí, sim, se abrirá ensanchas às empresas concessionárias para pleitear, pelos meios legais 4

5 cabíveis, a realização de seu direito, direito esse que é de categoria inferior ao direito fundamental do idoso e das pessoas carentes portadoras de deficiência. 6. Nessa perspectiva, não há nenhuma objeção a que se estenda o benefício do passe livre aos idosos e a pessoas portadoras de deficiência comprovadamente carentes. No entanto, tal extensão deve seguir, provisoriamente, os mesmos parâmetros já estabelecidos na Portaria Interministerial 003/2001 e no Decreto 5.934/2006, pelo que é de ser parcialmente provida, no particular, a remessa oficial tida por interposta. Por conseguinte, até que seja expedida normatização específica, é de se limitar o acesso ao transporte gratuito a 02 (dois) assentos por vôo regular aos idosos com idade igual ou superior a sessenta anos e renda igual ou inferior a dois salários mínimos, e 02 (dois) assentos por vôo regular às pessoas portadoras de deficiência comprovadamente carentes, devendo a comprovação de renda seguir os mesmos moldes já traçados na Portaria e Decreto acima referidos. 5 TRF-1ª REGIÃO / MOD

6 7. Afasta-se a condenação imposta à União ao pagamento de danos morais coletivos, visto que, segundo já decidiu o egrégio STJ, não parece ser compatível com o dano moral a idéia da transindividualidade (=da indeterminabilidade do sujeito passivo e da indivisibilidade da ofensa e da reparação) da lesão (RESP /RS, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, in DJe 12/02/2010). Precedentes do STJ. 8. Apelação do Ministério Público Federal parcialmente provida, para determinar a reintegração à lide das empresas de transporte aéreo VARIG S/A Viação Aérea Rio Grandense e TAM Linhas Aéreas S/A. 9. Apelação da União parcialmente provida, a fim de afastar a condenação ao pagamento de danos morais imposta na sentença. 10. Remessa oficial parcialmente provida, nos termos do voto. ACÓRDÃO Decide a Quinta Turma do TRF 1ª Região, por unanimidade, dar parcial provimento à apelação do Ministério Público 6

7 Federal e, por maioria, dar parcial provimento à apelação da União e à remessa oficial. Brasília-DF, 14 de novembro de Desembargador Federal FAGUNDES DE DEUS Relator RELATÓRIO O Sr. Desembargador Federal FAGUNDES DE DEUS (Relator): Cuida-se de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal em desfavor da União, VARIG S/A Viação Aérea Rio Grandense, TAM Linhas Aéreas S/A e Município de Santarém/PA objetivando assegurar a idosos e carentes portadores de deficiência o acesso ao sistema de passe livre no transporte aéreo interestadual 7 TRF-1ª REGIÃO / MOD

8 duas vagas para idosos e duas para portadores de deficiências, bem como a condenação dos réus ao pagamento de danos morais coletivos. Sustenta o MPF, no essencial, que as Leis 8.899/94 e /2003 instituíram a gratuidade de transporte no sistema coletivo intraestadual e interestadual aos idosos e portadores de deficiência carentes, mas, os atos normativos que regulamentaram as aludidas normas Portaria Interministerial 003/2001 e Decreto 5.130/2004 limitaram indevidamente a extensão do benefício apenas aos transportes aquaviário, rodoviário e ferroviário, omitindo-se quanto ao transporte aéreo. O pedido de antecipação da tutela foi parcialmente deferido por meio da decisão de fls Ao sentenciar o feito, o ilustre Juiz de 1º Grau excluiu o Município de Santarém, a VARIG S/A Viação Aérea Rio Grandense e TAM Linhas Aéreas S/A da lide e, no mérito, julgou parcialmente procedentes os pedidos, nos seguintes termos: 8

9 A) condeno a UNIÃO FEDERAL a implementar, através de suas empresas públicas, autarquias e órgãos relacionados (DAC e Infraero, por exemplo) rotinas que possibilitem o acesso, aos respectivos vôos (ida e volta), de deficientes físicos carentes e idosos acima de 60 anos, também carentes, com comprovada necessidade de deslocamento, não só para tratamento de saúde, nos termos da Portaria Interministerial nº 03 de 10/04/01, enquanto não houver norma específica, inclusive com franquia a acompanhantes se comprovadamente necessária a sua presença. A UNIÃO deverá ainda rever todos os contratos de concessão de modo a garantir o equilíbrio econômico-financeiro após a implementação desta decisão. Prazo de 90 dias. B) condeno a UNIÃO a dar a mais ampla divulgação, em 90 dias, da decisão aqui tomada, com afixação de cartazes em locais os mais visíveis ao público. C) condeno a UNIÃO a estabelecer formulário-padrão para a declaração referente a fruição dos benefícios tratados nesta. Prazo de 90 dias. Não o fazendo, valerá qualquer documento 9 TRF-1ª REGIÃO / MOD

10 firmado pelo beneficiário ou por pessoa idônea responsável por ele. (D) condeno a UNIÃO ao pagamento de R$ ,00 por danos morais às comunidades do Oeste do Pará. O valor irá para o fundo previsto no art. 13 da LACP. A presente decisão se aplica tão-somente aos residentes no âmbito da jurisdição desta Subseção Judiciária, porém seus efeitos comportam, também, o direito à passagem aérea de retorno do local de tratamento para a origem (Santarém). Inconformado, apela o Ministério Público Federal, pugnando pela reforma da sentença, na parte em que excluiu da lide as empresas concessionárias do serviço aéreo e o Município de Santarém, ao argumento de que a presença destas seria necessária para dar efetividade ao cumprimento das medidas deferidas. Assevera, de outra parte, que o eventual ônus econômico imposto pelas referidas normas, estaria compreendido no conceito de fato do príncipe, o qual, sendo o caso, poderia vir a ser objeto de posterior indenização extracontratual. Quanto ao Município, defendeu sua reintegração à lide, 10

11 em virtude de ser ele o responsável pelo tratamento fora do domicílio, podendo, com isso, priorizar os casos urgentes de locomoção aérea envolvendo idosos e deficientes físicos. Apela também a União, sustentando a ausência de previsão legal para a extensão do benefício concedido pela Lei /2003 ao transporte aéreo, o descabimento da atuação do Poder Judiciário como legislador positivo e o desequilíbrio financeiro decorrente de tal regulamentação. Impugna, ainda, sua condenação ao pagamento de danos morais, que entendeu elevado e desarrazoado. Foram apresentadas as contrarrazões. A Procuradoria Regional da República opinou no sentido do provimento parcial do recurso da União e da remessa oficial, e do desprovimento da apelação do MPF. É o relatório. 11 TRF-1ª REGIÃO / MOD

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13 VOTO O Sr. Desembargador Federal FAGUNDES DE DEUS (Relator): A razão se perfila ao lado do Ministério Público Federal, no ponto em que pretende a reintegração das empresas aéreas como sujeitos passivos da relação processual. Isso porque, na qualidade de concessionárias de transporte aéreo de passageiros, estão elas na contingência de realizar o transporte de pessoas portadoras de deficiência, comprovadamente carentes, e de idosos com idade igual ou superior a 60 anos, e renda igual ou inferior a dois salários mínimos, 13 TRF-1ª REGIÃO / MOD

14 em cumprimento ao estatuído no artigo 40 da Lei /2003 e no artigo 1º da 8.899/94. Evidentemente, a presença de tais pessoas jurídicas na lide é um imperativo jurídico, porquanto a coisa julgada que vier a ocorrer produzirá efeitos exclusivamente inter partes. Por isso que descabe falar-se em sentença normativa que abarque as demais empresas de transporte aéreo, que não integraram a relação processual. Improcedente, no entanto, a pretensão de que o Município de Santarém seja reintegrado à lide, tendo em vista a impossibilidade de responsabilizá-lo pelo cumprimento das medidas requeridas na ação, conforme, aliás, pontificado pelo Juízo a quo. Passo ao exame da apelação interposta pela União. 14

15 Consoante relatado, são os seguintes os fundamentos inicialmente suscitados no recurso: a) usurpação da competência do Poder Legislativo, ante a necessidade de regulamentação das Leis 8.899/94 e /2003 relativamente ao transporte aéreo; b) inadequação da ação civil pública para a finalidade buscada, em que o instrumento adequado seria a ação direta de inconstitucionalidade por omissão; c) possibilidade de quebra do equilíbrio econômico-financeiro das concessionárias. Quando do julgamento dos AG /PA e /PA, interpostos, respectivamente, pela VARIG e pela TAM em face da decisão monocrática que deferiu parcialmente, nestes autos, o pedido de antecipação da tutela, tive oportunidade de me pronunciar acerca do tema ora em discussão e proferi a decisão que se segue, cujos fundamentos reproduzo e adoto como razões de decidir, reiterando, inclusive, meu entendimento de que norma infralegal que restrinja o transporte gratuito a idosos e pessoas carentes portadoras de deficiência a determinadas modalidades de vias 15 TRF-1ª REGIÃO / MOD

16 de transporte afronta a dignidade das pessoas hipossuficientes e viola um direito fundamental constitucionalmente garantido. Confira-se. Em primeira análise, observo que a tese expendida pela Agravante é revestida de suficientes fundamentos jurídicos. Isso porque, para que a parte possa obter a tutela cautelar, é imprescindível a existência de plausibilidade do direito por ela afirmado (fumus boni iuris) e de perigo de lesão irreparável ou de difícil reparação a esse direito (periculum in mora), com vistas a assegurar a eficácia e a utilidade da ação principal. Tais requisitos, portanto, devem estar presentes simultaneamente. Na situação da causa, não visualizo a presença do requisito atinente ao periculum in mora, uma vez que não se tem por certo, nesta oportunidade, se a aplicação do art. 40 da Lei /03, agora já regulamentada por decretos do Presidente da República, poderá vir a trazer prejuízos às empresas permissionárias, interferindo na equação financeira prevalente entre as partes (Concedente e permissionárias). É que, segundo informação constante dos autos (fls. 178), a 16

17 média de lotação da frota (LOT) que realiza transporte interestadual é de 68% (sessenta e oito por cento), o que significa 15 (quinze) assentos vagos, em média, por viagem. Considerando que os beneficiários, idosos com renda igual ou inferior a dois salários mínimos, não têm, na grande maioria dos casos, condições de realizar constantes viagens, em razão de suas condições financeiras e de saúde, é razoável admitir a possibilidade de que nem sequer seriam preenchidos os lugares ociosos, o que provavelmente não representará prejuízos suscetíveis de serem obviados. Dessarte, não me parece demonstrada, nesta fase inicial de incidência da Lei /2003, a lesão irreparável ou de difícil reparação a justificar o deferimento de medida liminar na hipótese ocorrente in casu. Todavia, uma vez implementado o benefício aos idosos e aferida a sua repercussão nos custos suportados pelas empresas permissionárias, se porventura vier a ocorrer a necessidade de revisão da estrutura tarifária dos serviços de transporte interestadual, em homenagem à preservação do equilíbrio econômico-financeiro do contrato administrativo, aí 17 TRF-1ª REGIÃO / MOD

18 sim, exsurgirão elementos concretos para respaldar futura revisão das tarifas em vigor, a teor da regra inscrita no art. 35 da Lei 9.074/95, e, bem assim, na Resolução nº 255, de , editada pela ANTT. Para tanto, o Decreto nº 5.130, de , prevê, de forma expressa, a norma segundo a qual as empresas permissionárias deverão, mensalmente, informar às Agências Nacionais de Regulação dos Transportes Terrestre e Aquaviário a movimentação de usuários idosos, por linha e por situação. Demais disso, há previsibilidade, no art. 115 da Lei /03, de criação de recursos pertinentes para aplicação em programas e ações relativos aos idosos, sendo de se presumir que o Poder Público dará cumprimento ao quanto dispõem os artigos 194, 195, 203, caput, e 204 da Carta Magna, especificamente no que se refere ao financiamento de tais programas com recursos oriundos do Orçamento da Seguridade Social para assegurar, em sua plenitude, a execução e implementação das diretrizes emanadas do Estatuto do Idoso e respectivos decretos regulamentares. 18

19 Ao lado dos ditames extraídos do Ordenamento Jurídico Nacional, comporta mencionar, também, os valores supremos das Escrituras Sagradas, tanto do Antigo como do Novo Testamento (Levítico 19:32 e I Tm 5:1 e 2), que consideram dignas de honra as pessoas idosas. De outro lado, impõe-se sopesar eventual antinomia a interesses e direitos colidentes, de modo a pôr em relevo a tutela outorgada por normas constitucionais e infraconstitucionais às pessoas hipossuficientes e idosas, que garantem, inclusive, sua participação na comunidade, sua dignidade e seu bem-estar, em homenagem ao princípio da proporcionalidade. Tem-se, ainda, de abordar um dos pontos suscitados pela Agravante concernente ao caráter satisfativo da medida liminar, que, efetivamente, esgota, de logo, no todo, o objeto da ação principal a ser intentada. Sob outra perspectiva, a decisão impugnada acha-se em dissenso com a norma inscrita no inciso IX do art. 93 da Lei Maior, que diz respeito à imprescindibilidade de motivação das decisões judiciais, porquanto à parte é assegurado o 19 TRF-1ª REGIÃO / MOD

20 direito de conhecer o raciocínio jurídico de que se valeu o Julgador para proferir o provimento jurisdicional, sendo certo que o ilustre Magistrado prolator da decisão não adentrou os pressupostos específicos da ação (sic), como ele próprio afirma. Ante o exposto, acolhendo o pedido da ANTT, SUSPENDO os efeitos da decisão agravada. De outro lado, tendo presente a norma inscrita no 2º do art. 5º da Constituição da República, que assegura a existência dos direitos fundamentais implícitos, decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, é certo que os direitos e garantias individuais e coletivos nela previstos não se restringem àqueles expressamente arrolados com este caráter. Entre esses princípios, exsurge aquele que confere tratamento especial, compensatório, aos idosos hipossuficientes e aos carentes deficientes. Nessa perspectiva, não é vedado à lei, aplicando os princípios constitucionais pertinentes, estender os direitos fundamentais sociais previstos na Lei Maior. Assim é que a lei ordinária podia, legitimamente, como o fez, estabelecer a gratuidade 20

21 do transporte coletivo interestadual, na qual não se discrimina o transporte aéreo, pelo que não cabe ao intérprete nem à Administração, em sua atividade regulamentar, levar a cabo a discriminação. Revela-se desprovida de suporte constitucional, portanto, a portaria que restringiu o direito instituído na lei ao transporte terrestre, aquaviário e ferroviário. Finalmente, quanto ao equilíbrio econômico-financeiro dos contratos, cumpre ao Estado, em primeiro lugar, garantir o direito fundamental erigido em prol de seu titular, de sorte que somente se se constatar, em razão disso, o rompimento na equação econômico-financeira do contrato de concessão, aí, sim, se abrirá ensanchas às empresas concessionárias para pleitear, pelos meios legais cabíveis, a realização de seu direito, direito esse que é de categoria inferior ao direito fundamental do idoso e das pessoas carentes portadoras de deficiência. Como bem ressaltado pelo MPF, o provimento jurisdicional não está usurpando a competência do Poder Executivo, uma vez que 21 TRF-1ª REGIÃO / MOD

22 apenas determina a implementação, pela Administração, de um direito já criado pelo Poder Legislativo, a partir de direitos fundamentais sociais previstos na Lei Maior. E por esse motivo, a regulamentação derivada da ordem judicial possui caráter provisório, não tendo o condão de interferir na atribuição inerente à função do Poder Executivo, o qual deverá exercê-la, na forma legal. Ainda no tocante à suposta invasão da atividade regulamentar do Poder Executivo por parte do Poder Judiciário, bem assim da inadequação da ação civil pública, adoto, como fundamento para repelir esses questionamentos, o seguinte excerto do parecer ministerial, da lavra do ilustre Procurador da República Maurício Vieira Bracks (fls ), in verbis: 22 Tanto a Portaria Interministerial nº 003/2001, que regulamenta a Lei nº 8.899/94, como o Decreto nº 5.130/2004, que regra o art. 40 da Lei nº /2003, estipularam a reserva de 02 (duas) vagas aos portadores de passe livre. Esse quantitativo tem sido aceito pela

23 jurisprudência, visto que não onera em demasia as empresas, respeitando-se o equilíbrio econômico-financeiro do contrato. Ocorre que as empresas aéreas não foram incluídas em nenhum dos diplomas infralegais mencionados, o que configura inequívoca omissão de regulamentação. A omissão, inclusive, é reconhecida pela própria União, embora ela alegue, equivocadamente, que a via correta para sanar o problema seria a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão, afirmando que é competência do Ministério da Defesa a iniciativa dos projetos de lei sobre aviação. Omisso o Executivo em expedir o regulamento das leis supracitadas no que concerne ao transporte aéreo, é plenamente válida a efetivação do direito pela via jurisdicional. Nessa linha, é salutar a afirmação de Odete Medauar: No caso em que a lei prevê a edição de regulamento, sem fixar prazo, ao Executivo deve-se conceder prazo razoável (40 a 60 dias) antes de ser caracterizada a omissão ou inércia; após esse prazo, as disposições da lei hão de ser invocadas, caso sua execução não 23 TRF-1ª REGIÃO / MOD

24 dependa de regulamento; se este for necessário, resta ao titular do direito usar a via jurisdicional. Na hipótese em que a lei fixa prazo e este se encerra sem que o Executivo expeça o regulamento, os preceitos da lei também poderão ser invocados, se prescindirem de regulamento; necessitando deste, resta reclamar o reconhecimento do direito pela via jurisdicional. O primeiro foco da discussão sub examine versa justamente sobre qual seria o instrumento judicial idôneo para o deslinde da controvérsia. Por um lado, a União Federal alega que a Ação Civil Pública não é o meio adequado, pois se estaria diante de omissão regulamentar, sendo cabível, portanto, a Ação Direta de Inconstitucionalidade por omissão. De fato, conforme já mencionado, a Administração não regulamentou adequadamente as Leis nº 8.899/94 e nº /2003, omitindo-se acerca do transporte aéreo. Contudo, a despeito da real existência daquela omissão, observa-se que a pretensão posta nesta ação consiste na instituição do transporte gratuito para idosos e deficientes físicos carentes, 24

25 o que já está assegurado pelas leis federais acima mencionadas. Logo, pede-se a realização de um direito concreto, uma obrigação de fazer da União Federal, características próprias da Ação Civil Pública e não da ADIN por omissão, que se limita à declaração de omissão constitucional. Sobre esse aspecto, observe-se o seguinte julgado desse egrégio Tribunal Regional: AÇÃO CIVIL PÚBLICA. FGTS. APLICAÇÃO DOS RECURSOS E DISPONIBILIDADES FINANCEIRAS DO FUNDO. ADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. POSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. DEVER DE REGULAMENTAÇÃO DA NORMA LEGAL. [...] 5. Mesmo no que tange à edição de decreto regulamentar, temos mera obrigação de fazer restrita a prática de um ato administrativo normativo já delimitado e exigido pela Lei de FGTS, não se confundindo a situação com aquela que deve ser veiculada em ação de inconstitucionalidade por 25 TRF-1ª REGIÃO / MOD

26 omissão, até porque, nesta última, a omissão é em relação à regulamentação da Carta Magna e não de uma lei, além de se prender à necessidade de tal regulamentação para permitir o exercício de direitos. Aqui se pede a regulamentação necessária para praticar uma política pública imposta em lei (política habitacional com o uso dos recursos de FGTS), para o que a ação de inconstitucionalidade por omissão não seria cabível. [...] (AC /DF, Rel. Desembargador Federal Fagundes de Deus, Juiz Federal Cesar Augusto Bearsi (conv.), Quinta Turma, DJ p.45 de 14/06/2007) Nessa perspectiva, não há nenhuma objeção a que se estenda o benefício do passe livre aos idosos e a pessoas portadoras de deficiência comprovadamente carentes. No entanto, tal extensão 26

27 deve seguir, provisoriamente, os mesmos parâmetros já estabelecidos na Portaria Interministerial 003/2001 e no Decreto 5.934/2006, pelo que é de ser parcialmente provida, no particular, a remessa oficial tida por interposta. Por conseguinte, até que seja expedida normatização específica, é de se limitar o acesso ao transporte gratuito a 02 (dois) assentos por vôo regular aos idosos com idade igual ou superior a sessenta anos e renda igual ou inferior a dois salários mínimos, e 02 (dois) assentos por vôo regular às pessoas portadoras de deficiência comprovadamente carentes, devendo a comprovação de renda seguir os mesmos moldes já traçados na Portaria e Decreto acima referidos. Finalmente, tenho que a apelação da União é de ser provida no ponto em que se insurge contra a condenação ao pagamento de danos morais coletivos, visto que, segundo já decidiu o egrégio STJ, não parece ser compatível com o dano moral a idéia da transindividualidade (=da indeterminabilidade do sujeito passivo e da indivisibilidade da ofensa e da reparação) da lesão (RESP /RS, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, in DJe 12/02/2010). Adoto, 27 TRF-1ª REGIÃO / MOD

28 ainda, a respeito, a posição jurídica expendida no seguinte aresto daquela Corte Superior: ADMINISTRATIVO - TRANSPORTE - PASSE LIVRE - IDOSOS - DANO MORAL COLETIVO - DESNECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DA DOR E DE SOFRIMENTO - APLICAÇÃO EXCLUSIVA AO DANO MORAL INDIVIDUAL - CADASTRAMENTO DE IDOSOS PARA USUFRUTO DE DIREITO - ILEGALIDADE DA EXIGÊNCIA PELA EMPRESA DE TRANSPORTE - ART. 39, 1º DO ESTATUTO DO IDOSO - LEI 10741/2003 VIAÇÃO NÃO PREQUESTIONADO. 1. O dano moral coletivo, assim entendido o que é transindividual e atinge uma classe específica ou não de pessoas, é passível de comprovação pela presença de prejuízo à imagem e à moral coletiva dos indivíduos enquanto síntese das individualidades percebidas como segmento, derivado de uma mesma relação jurídica-base. 28

29 2. O dano extrapatrimonial coletivo prescinde da comprovação de dor, de sofrimento e de abalo psicológico, suscetíveis de apreciação na esfera do indivíduo, mas inaplicável aos interesses difusos e coletivos. 3. Na espécie, o dano coletivo apontado foi a submissão dos idosos a procedimento de cadastramento para o gozo do benefício do passe livre, cujo deslocamento foi custeado pelos interessados, quando o Estatuto do Idoso, art. 39, 1º exige apenas a apresentação de documento de identidade. 4. Conduta da empresa de viação injurídica se considerado o sistema normativo. 5. Afastada a sanção pecuniária pelo Tribunal que considerou as circunstancias fáticas e probatória e restando sem prequestionamento o Estatuto do Idoso, mantém-se a decisão. 5. Recurso especial parcialmente provido. (REsp /RS, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 01/12/2009, DJe 26/02/2010.) 29 TRF-1ª REGIÃO / MOD

30 Ante o exposto, dou parcial provimento à apelação do Ministério Público Federal, para determinar a reintegração à lide das empresas de transporte aéreo VARIG S/A Viação Aérea Rio Grandense e TAM Linhas Aéreas S/A ; bem como dou parcial provimento à apelação da União, a fim de afastar a condenação ao pagamento de danos morais imposta na sentença. Por fim, dou parcial provimento à remessa oficial, para limitar o acesso ao transporte gratuito a 02 (dois) assentos por vôo regular aos idosos com idade igual ou superior a sessenta anos e renda igual ou inferior a dois salários mínimos, e 02 (dois) assentos por vôo regular às pessoas portadoras de deficiência comprovadamente carentes, devendo a comprovação de renda seguir os mesmos moldes já traçados na Portaria e Decreto acima referidos. É como voto. 30

31 VOTO VOGAL O JUIZ FEDERAL LINO OSVALDO SERRA SOUSA SEGUNDO: Senhora Presidente, acompanho o relator. A construção de danos morais coletivizados, realmente, ainda não consegui me convencer completamente da possibilidade desse tipo de dano moral, a não ser que partamos para uma vertente punitiva do dano moral, porque reparadora não vejo como se supor. A : É sancionadora. 31 TRF-1ª REGIÃO / MOD

32 O JUIZ FEDERAL LINO OSVALDO SERRA SOUSA SEGUNDO: Então, temos aqui uma imposição legal, que não é cumprida, e isso geraria um abalo, digamos assim, num ente de natureza coletiva. Mas, aí, se buscarmos o anímico desse ente de natureza coletiva e se buscarmos esse dano moral nos descumprimentos da lei, de uma forma geral, chegaremos quase a uma possibilidade generalizada de danos morais a partir do descumprimento de normas. Seria uma coisa, a meu ver, bastante discutível, bastante complicada. Ainda estou nesse ponto de embate. 32

33 TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA PRIMEIRA REGIÃO APELAÇÃO/REEXAME NECESSÁRIO /PA fls.33/40 PEDIDO DE VISTA A : Como o tema é novo para mim, vou pedir vista para estudá-lo. É a primeira vez que temos aqui nesta Turma a questão do dano moral coletivo. É bom estudar para aprender, firmar convicção, concordar ou divergir, mas é preciso, antes de tudo, refletir. Em dez minutos, não vou conseguir fazer isso. Numeração Única: APELAÇÃO/REEXAME NECESSÁRIO /PA Processo na Origem: RELATOR(A) APELANTE PROCURADOR APELANTE PROCURADOR APELADO APELADO ADVOGADO APELADO ADVOGADO APELADO PROCURADOR REMETENTE : : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL : FELIPE FRITZ BRAGA : UNIAO FEDERAL : MANUEL DE MEDEIROS DANTAS : OS MESMOS : TAM LINHAS AEREAS S/A : ANGELO MARCELO CURBANI E OUTROS(AS) : VARIG S/A - VIACAO AREA RIO - GRANDESA : UBIRAJARA BENTES DE SOUZA FILHO E OUTRO(A) : MUNICIPIO DE SANTAREM - PA : NELSON MONTALVAO DAS NEVES E OUTRO(A) : JUIZO FEDERAL DA SUBSECAO JUDICIARIA DE SANTAREM - PA VOTO VISTA A Exma. Desembargadora Federal SELENE ALMEIDA: A presente demanda ajuizada pelo Ministério Público Federal busca assegurar o acesso a transporte aéreo de idosos e deficientes físicos. A controvérsia emerge porque a União não regulamentou como devia as Leis 8.899/94 e /03, omitindo-se no que diz respeito ao direito de idosos e pessoas portadoras de deficiência a passe livre no transporte aéreo. Considerou o juízo a quo que o efetivo cumprimento das disposições contidas nas Leis 8.899/94 e /03 reclama a ampliação do direito de reserva de TRF 1ª REGIÃO/IMP F:\21 a 25\039 - Froner\039 Acórdão - Froner.docx

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